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Apple x Samsung: quem registrou primeiro?

por Mônica Santos*

Recentemente foi concedida para a Apple uma nova patente pelo escritório responsável nos Estados Unidos sobre uma tecnologia para um display flexível que abraça as laterais do smartphone. Uma inovação e tanto.

A patente causou um alvoroço porque em muito se assemelha ao modelo visto no Galaxy S6 Edge, da Samsung, principal concorrente da “maçã”. A diferença é que esta funcionalidade nas laterais do aparelho da Apple seria usada principalmente para substituir botões, como o de volume.

Enquanto isso, a Samsung já pensa em um celular totalmente flexível, incluindo a tela e toda a carcaça. É o que revela um documento de outro escritório de patentes dos Estados Unidos. O documento traz imagens e uma descrição do que o aparelho poderia fazer, com tela e armação capazes de se flexionar. Mas por que será que essas empresas registram tantas patentes?

Quando alguém inventa um produto, não importa sua finalidade, ele precisa ser registrado. Isso evita que a invenção seja plagiada ou copiada. Imagina só, depois de muita pesquisa e trabalho você criar um novo modelo de fone de ouvido que tem um design inovador e não agride a audição. Uma invenção que poderia lhe transformar no novo Tim Cook, o CEO da Apple. Mas, caso você não registre a ideia e seu concorrente o faça, você não terá direito nenhum sobre aquela descoberta.

Uma patente é algo bem específico. Vamos voltar ao exemplo da Apple e da Samsung. Embora os modelos de celulares sejam bem parecidos, o patenteado pela Apple tem as laterais completamente tomadas pelo display flexível – enquanto a borda do modelo da concorrente tem outra funcionalidade para o aparelho. Isso explica a autorização concedida para as duas gigantes da tecnologia. Não há possibilidade de haver cópia de patentes. O objetivo da patente é exatamente proibir a duplicidade.

O debate sobre quem copiou quem deve ficar apenas entre os “fanboys” da Apple ou Samsung. Para a justiça, o que realmente importa é quem registrou primeiro. E quem sai ganhando somos nós, consumidores, que temos a cada dia um modelo novo de celular no mercado.

Mônica Santos é sócia-fundadora da AMB – Associação de Marcas no Brasil.

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Médicos farão mobilização nacional em 3 de julho

Os médicos brasileiros decidiram realizar uma mobilização nacional no dia 3 de julho, em protesto as recentes medidas do governo na área de saúde pública. A decisão foi apoiada por lideranças médicas nacionais e estaduais, representando as áreas associativa, sindical, conselhal, sociedades médicas de especialidade, residentes e estudantes de medicina, reunidas na manhã desta terça-feira (26) na sede da AMB em São Paulo.

Dentre as principais reivindicações das entidades, frente ao cenário atual que se encontra a medicina e a saúde pública nacional, estão a criação de carreira de estado para médicos, visando a interiorização de profissionais, remuneração de forma justa aos profissionais, atuação contra a importação de médicos estrangeiros sem a revalidação de seus diplomas; melhor financiamento para a saúde; melhoria nas estruturas de atendimento à população; reestruturação do decreto presidencial 7562, que alterou a Comissão Nacional de Residência Médicas. Veja abaixo a íntegra da carta aberta divulgada aos médicos e à população brasileira pelas entidades médicas.

CARTA ABERTA AOS MÉDICOS E À POPULAÇÃO BRASILEIRA
OS MEDICOS NA LUTA EM DEFESA DA SAÚDE PÚBLICA

As decisões anunciadas pelo Governo que afetam a saúde pública brasileira demonstram a incompreensão das autoridades ao apelo manifestado nas ruas. A vinda de médicos estrangeiros e a abertura de mais vagas em escolas médicas são medidas irresponsáveis, por expor a parcela mais carente e vulnerável da nossa população a profissionais mal formados e desqualificados.
A reação das entidades médicas simboliza a resistência dos profissionais e dos cidadãos ao estado de total abandono que afeta a rede pública. Não é possível acreditar que medidas midiáticas dessa ordem resolverão o acesso e a qualidade do atendimento nos serviços de saúde. Não se trata de ação corporativista, mas corporativa, no sentido de unir a força das entidades em prol do bem comum e da vida dos brasileiros.
Por isso, nesta terça-feira (26), os representantes de conselhos, associações, sindicatos e sociedades de especialidades médicas, reunidos em São Paulo, decidiram por consenso intensificar a luta em defesa do Sistema Único de Saúde (SUS) e pelas condições para o pleno exercício da Medicina. Portanto, seguem medidas que deverão ser colocadas em prática e que, sob nenhum aspecto, querem a penalização do paciente, já tão prejudicado pelo abandono do Governo. Dentre as ações constam:
1) Mobilização nacional dos médicos e da sociedade no dia 3 de julho (quarta-feira) em defesa do SUS e da Medicina de qualidade. Estão previstos passeatas, protestos, caminhadas, atos públicos e assembleias em todos os Estados para alertar a população para o problema. Locais e horários serão divulgados pelas entidades estaduais;
2) Apoiar a aprovação urgente da PEC 454 em tramitação na Câmara dos Deputados, que prevê uma carreira de Estado para o médico (semelhante ao que ocorre no Judiciário), único caminho para estimular a interiorização da assistência com a ida e fixação de médicos em áreas de difícil provimento;
3) Incentivar a coleta de 1,5 milhão de assinaturas para tornar viável a apresentação do Projeto de Lei de Iniciativa Popular Saúde + 10, que prevê mínimo de 10% da receita bruta da União em investimentos na saúde;
4) Defender a derrubada do Decreto Presidencial 7562, de 15 de dezembro de 2011, que modificou a Comissão Nacional de Residência Médica, tornando-a não representativa e refém dos interesses do Governo, o que sucateou a formação de médicos especialistas no país;
5) Atuar contra a importação de médicos estrangeiros sem revalidação de seus diplomas com critérios claros e rigorosos, conforme a prática mundial e o previsto na legislação vigente. Defendemos o uso do Programa Revalida, do Governo Federal, em seus moldes atuais;
6) Vistoriar as principais unidades de saúde do país, encaminhando denúncias ao Ministério Público e outros órgãos de fiscalização, revelando a precariedade da infraestrutura de atendimento que afeta pacientes e profissionais.

As entidades médicas informam que nesta semana estará disponível o site SOS Saúde (www.sossaude.org.br), onde médicos, profissionais da saúde e a população poderão apresentar denúncias (com relatos, fotos e filmes). Este será um espaço público para divulgar a situação precária da rede pública em todo o país.
Finalmente, as entidades declaram o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, como persona non grata para a sociedade por adotar medidas eleitoreiras que colocam em risco a vida e a saúde dos brasileiros.

São Paulo, 26 de junho de 2013.
ASSOCIAÇÃO MÉDICA BRASILEIRA (AMB) – ASSOCIAÇÃO NACIONAL DE MÉDICOS RESIDENTES (ANMR) – CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM) – FEDERAÇÃO NACIONAL DOS MÉDICOS (FENAM)

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