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Transformação digital ou intensificação digital?

Por Alexandro Barsi

O assunto transformação digital está em alta em quase todas as empresas, que já estão correndo para implementar essa iniciativa. Mas, a questão é: será que elas sabem o real objetivo dessa transformação? Como podemos entender se estamos ou não atingindo esses objetivos?

Um estudo da McKinsey, lançado em outubro de 2018 e chamado Unlocking success in digital transformations, aponta que oito de dez empresas têm iniciativas de transformação digital, o que é um ótimo indicador. Mas, apenas 30% dessas empresas têm tido sucesso efetivo na organização.

A maioria das empresas já entendeu que é uma questão de sobrevivência e está diariamente se provocando e questionando sobre como mudar sua estrutura, acompanhar as tendências do mercado, ampliar os conhecimentos digitais, utilizar novas tecnologias, Mobile, Analytics, IoT, rever processos, garantir entregas ágeis, inserir design no processo, entre outras iniciativas. Mas, ainda assim, existe uma discussão enorme sobre como se transformar e muito pouco se pensa sobre como perceber que está no caminho certo.

Essa transformação nunca deve acabar. Por isso, insisto em usar o termo “intensificação digital” constantemente, como forma de ressaltar que devemos não só tomar iniciativas digitais, mas, principalmente, ter muita efetividade em todas elas.

A transformação é importante e necessária no momento em que vivemos. A intensificação é crucial para obter sucesso no processo e para o reconhecimento de que a sua empresa é digital. Portanto, tenha um planejamento estratégico consistente, em que a tecnologia é um meio de melhorar a produtividade, integrar, otimizar e agilizar a cadeia produtiva, além de simplificar processos.

Por outro lado, pensar em transformação digital e presumir que todos os colaboradores e clientes vão se adaptar às mudanças facilmente e sem impacto na produtividade é um dos maiores erros que as companhias cometem. Se as pessoas não adotam as mudanças, todo o investimento se perde.

Portanto, é importante se questionar: os seus colaboradores sentem que a empresa é digital ou eles ainda voltam para casa achando que todos os aplicativos que usam na vida pessoal são muito mais simples, menos burocráticos e inspiradores do que os que eles têm que usar no dia-a-dia na empresa? Incorporar a inovação na cultura organizacional da empresa também é um grande passo para obter um bom desempenho com as novas ações.

E os seus clientes, estão sendo impactados pelas estratégias digitais? Eles são fiéis à sua marca ou apenas estão conectados à empresa por alguma conveniência?

Conversar e olhar para a jornada de cada um a fim de entender onde realmente é preciso ser relevante, impactante e descobrir as oportunidades de geração de valor para o negócio é essencial para o sucesso dessa transformação e intensificação. Afinal, a sua empresa está no caminho certo quando o cliente realmente é impactado e sente que ela é digital e se preocupa com ele

Já temos alguns casos de sucesso, no Brasil e no mundo, de empresas completamente digitais, onde os clientes conseguem sentir e perceber a facilidade nos serviços e que os processos são pensados para resolver e simplificar a vida de seus clientes, o que acaba os tornando cada vez mais fiéis, além de uma base sólida que não para de crescer.

O que faz a diferença nestas empresas é, de fato, o trabalho sempre focado na intensificação digital e na efetividade dos serviços. Além de colocarem, realmente, o cliente no centro do negócio, enquanto muitas outras empresas ainda estão com o time de marketing colocando o cliente no centro das peças de divulgação.

Hoje, acreditamos que colocar design apenas no processo não é o suficiente. Temos a certeza de que temos que fazer do design O PROCESSO. Que a empatia e o olhar sobre como gerar impacto estejam, de fato, voltados à experiência do cliente e que este, finalmente, consiga perceber, sentir e falar que a sua empresa é digital, que ele ama ser seu cliente, que você entrega uma experiência que parece que foi feita sob medida para ele e que você realmente se preocupa com ele.

E a sua empresa, é digital? Está em plena transformação ou está na fase de intensificação?

Alexandro Barsi, sócio-fundador e CEO da Verity Group, ecossistema de tecnologia com serviços e soluções que atuam de ponta a ponta na jornada da experiência do cliente para acelerar e intensificar a transformação digital.

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Empresas criam ‘tribos’ para promover empreendedorismo e talentos dentro das equipes

De modo a promover iniciativas de liderança e de empreendedorismo, empresas estão criando ‘tribos’ entre os funcionários para detectar talentos. Com grupos e comitês específicos, companhias estão promovendo maior autonomia das equipes, permitindo que funcionários exponham suas ideias livremente.

“Na prática, são reunidas pessoas que tenham os mesmos interesses e cujos líderes possam ser considerados referência em determinado tema. Para isso, foram selecionados indivíduos que, além de serem especialistas nos assuntos, podem contribuir e engajar dentro da corporação”, afirma Alexandro Barsi, CEO do Verity Group, empresa sediada em São Paulo que está promovendo iniciativas nesse sentido.

Especializada em tecnologia, o Verity Group adotou uma gestão em “tribos”, divididas em categorias pertinentes ao cotidiano do setor em que o grupo atua, como Desenvolvimento, Arquitetura, Infraestrutura, Metodologia Ágil, entre outras. “O modelo é importante para detectar alguns ‘diamantes brutos’, que muitas vezes podem passar despercebidos”, afirma Barsi. “No conceito de gestão de tribos, os gestores, por estarem mais perto desses talentos, podem alertar para a lapidação de uma joia”, complementa.

A iniciativa do Verity Group é ratificada por outros gestores. Segundo uma pesquisa realizada pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), que analisou 1.927 corporações de todos os portes no país, empresas que praticam uma boa gestão de talentos obtêm melhores resultados em seus negócios, independentemente de seus tamanhos ou regiões de atuação. O estudo identificou que, nas empresas bem-sucedidas, a gestão de talentos é aplicada de forma simples e com foco nas pessoas, tanto nos líderes como nos liderados.

A intenção do Verity Group é fazer com que os colaboradores saiam da zona de conforto, mas nada é obrigatório. “Num cenário ideal, as pessoas vão querer participar e virão atrás de se envolver em temas diversos. Para uma organização que está crescendo, é assim que se reconhece o potencial de cada um”, conta Barsi. . Um dos objetivos da gestão em tribos é criar o sentimento de pertencimento ao colaborador”, explica.

Outra empresa que adotou o modelo de ‘tribos’ foi a Mark Up. Especializada em marketing de incentivo e brand experience, a companhia optou por criar diversos comitês que geram impacto nos rumos dos negócios. “Esse modelo permite uma gestão baseada na colaboração, na maior autonomia da equipe, no engajamento coletivo e na diversidade de pensamentos e de ação de forma estruturada”, afirma Silvana Torres, presidente da Mark Up.

O modelo de gestão por comitês criado pelo Mark Up é formado por equipes multidisciplinares, que se interessam pelo assunto ou são indicados por ter talentos específicos que possam agregar valor. São sete grupos, que discutem temas que vão desde análise e recomendação de projetos, passando por liderança e clima organizacional. “Cada comitê é composto por equipes diferentes que somam e agregam valor ao negócio”, conta Silvana.

De acordo com a executiva, o maior ganho da empresa em adotar esse modelo é o estímulo à visão empreendedora de cada integrante da equipe para tomada de decisão individual e coletiva. “Embora cada área participante do projeto tenha seu líder, com a formação da equipe multidisciplinar não existe uma área só como a responsável pelo projeto e sim um pensamento coletivo gerido por um líder, independente da hierarquia que ele ocupa na empresa”, diz Silvana.

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O Velho Mundo e o Novo Mundo na transformação digital das empresas

Por Alexandro Barsi

Ano após ano a tecnologia evolui e aumenta o leque de oportunidades para as empresas, que, por sua vez, devem inovar para não ficar para trás no universo digital. Porém, segundo pesquisa da Enterprise Strategy Group (ESG), apesar de 71% das organizações no mundo concordarem que para manter a competitividade é preciso se transformar digitalmente, apenas 5% delas já estão com esse processo em andamento.

Ser digital já é obrigação no panorama corporativo. É uma visão diferenciada de onde o negócio está e onde quer chegar. Se fosse para fazer uma alusão, seria a transição do Velho Mundo para o Novo Mundo. Quebrar os paradigmas e o tradicionalismo é necessário para que se dê início à conversão, mudando os aspectos da cultura das empresas, a começar pelas pessoas. Só assim o caminho à modernidade será alcançado sem radicalidade e rupturas.

As empresas devem realizar uma análise de todo o cenário atual, possibilitando a definição de estratégias e ações capazes de facilitar essa mudança. Ferramentas que possibilitem que os gestores enxerguem os caminhos a serem seguidos proporcionam maior efetividade e assertividade na tomada de decisões. Além disso, a digitalização faz com os resultados possam ser mensurados por meio de novos indicadores, que ajudam a mostrar qual a melhor trajetória a ser percorrida.

Com ativos que facilitem os processos das companhias, a experiência digital não deve ser algo apenas “da porta para fora”, mas também no ambiente interno, para aumentar a efetividade ao possibilitar uma visão diferenciada tanto por parte dos clientes quanto dos colaboradores, melhorando a experiência dos usuários.

Soluções que classifiquem o digital como parte de um ecossistema que integra gente, tecnologia, inovação e método promovem a transformação digital de ponta a ponta de um negócio, conectando o consumidor com a companhia, potencializando seus resultados e, consequentemente, aumentando a percepção de valor que o cliente tem sobre a empresa.

Alexandro Barsi é sócio-fundador e CEO da Verity, especializada em consultoria para transformação digital e gestão de ponta a ponta.

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Verity anuncia a compra da JUST e cria ecossistema para transformação digital de ponta a ponta

Tecnologia, processos, jornada do cliente e novos modelos de negócio são pautas constantes da transformação digital, realidade que bate à porta do mercado corporativo e pede urgência. Para construir um ecossistema capaz de auxiliar as organizações com uma oferta end-to-end, a Verity – www.verity.com.br –, empresa de tecnologia especializada em consultoria e desenvolvimento de plataformas, anuncia a aquisição da JUST, consultoria focada no design de serviços e produtos digitais com olhar para a experiência do cliente.

Com a negociação de valor não revelado, a JUST passa a fazer parte do portfólio de empresas da Verity que já controla a QA360, um spin off de consultoria de testes que atua na área Quality Assurance para grandes empresas, oferecendo consultoria de qualidade para melhor desempenho de aplicações. Já a isyBuy, empresa de meios de pagamento e automação de processos comerciais, que integra consumidor e comerciantes, trazendo tecnologias do mundo digital para estabelecimentos tradicionais, é parte de um movimento do grupo que visa além de acelerar startups também fazer um trabalho de curadoria e aproximação dessas startups com grandes empresas atendidas pelo grupo.

“Vivemos um momento em que as empresas devem ser cada vez mais rápidas na ambidestria, reconhecendo que o mundo digital é um caminho sem volta, porém o mundo tradicional e transacional sempre apoiou e ainda apoia o crescimento das grandes corporações. Nossa proposta é justamente não ignorar estes dois mundos existentes e ser o parceiro ideal nesta jornada de transformação, entregando uma oferta end-to-end para que as empresas possam conviver e transitar bem entre os dois mundos até que se tornem empresas 100% digitalizadas.” afirma Alexandro Barsi, sócio-fundador e CEO da Verity. “Existem diversas empresas especializadas em design experiência do cliente, mas poucas entendem de TI como a JUST, que foi escolhida por contar com um perfil muito parecido com o nosso”, completa.

Para Rafael Cichini, CEO e fundador da JUST, a criação deste ecossistema de empresas cobre um gap no mercado que ainda conta com poucas consultorias de tecnologia capazes de navegar muito bem entre processos e tecnologias mais tradicionais e o boom do digital. “Sabemos que a digitalização é um caminho natural e irreversível, mas não conseguiremos promover transformação se ignorarmos tudo o que já foi construído dentro das corporações.” A visão da Verity e do Alexandro Barsi foram muito importantes para que isso acontecesse, pois tenho certeza que os planos que temos para o futuro estão perfeitamente alinhados.”

Expectativas

A Verity já conta com grandes clientes, como Riachuelo, AXA, Cardif, Banco Carrefour, Sul América, Atacadão, Sephora, entre outras organizações, que proporcionaram um crescimento médio de 28% ao ano. Atualmente, com 160 colaboradores, encerrou 2016 com um crescimento de 30%. Com a aquisição da JUST, o ecossistema de empresas do grupo chega a 200 colaboradores e soma novos clientes no portfólio como Natura, ESPM, Odontoprev, Wizard, Wiz, Alpargatas, Iguatemi, entre outros, e espera fechar o ano com faturamento acima de R$ 35 milhões em 2017.

Para o futuro próximo o grupo espera concluir novas aquisições e trazer outras startups para o programa de aceleração, que tenham conexão com o universo de clientes atendidos pelo grupo, além de investir pesado na estruturação de uma oferta completa end-to-end para os clientes, criando novas unidades de negócio.

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