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Uso do Data Analytics é prioridade para auditores em 2018, aponta pesquisa da Protiviti

Um levantamento da consultoria global Protiviti realizado com auditores do mundo todo aponta, que iniciativas de Transformação Digital farão cada vez mais parte do dia a dia das atividades de auditoria interna das empresas neste ano. De acordo com a pesquisa, 60% dos profissionais entrevistados planejam realizar auditorias de controle interno usando data analysis gerados de sistemas tecnológicos como robótica, digitalização e Machine Learning.

O relatório aponta que as empresas europeias e asiáticas são as organizações que mais se apoiam nos recursos proporcionados pela Transformação Digital como forma de obterem uma visão mais analítica de seus processos internos. Atualmente, 76% das companhias de cada de um destes continentes já utilizam dados de análise como parte do processo de auditoria.

Em relação aos europeus, os auditores asiáticos ainda são os que mais acreditam na qualidade dos dados extraídos por meio da tecnologia, já que 59% destes profissionais dizem que interagem estrategicamente com as capacidades do analytics contra 58% da ala europeia. O levantamento também traz os temas que apresentam maiores riscos para a área de auditoria das empresas neste ano. Fraudes, ameaças de segurança cibernética, risco de terceiros e cultura corporativa lideram a lista de preocupações.

Segundo Alessandro Gratão, sócio das práticas de Auditoria Interna, Forensic e Financial Advisory da Protiviti Brasil, a auditoria interna agrega valor de fato, porém ainda há muito o que se fazer. ” É preciso atuar com uma função mais estratégica estruturando a terceira linha de defesa para combater ofensores da imagem, patrimônio, rentabilidade e perenidade das empresas, que são responsabilidades inerentes as quais a auditoria precisa buscar apoio nas soluções e inovações tecnológicas disponíveis atualmente”, explica Gratão,

O executivo ainda diz que o uso de analytics na auditoria está em estágio inicial no Brasil porque é necessário superar algumas barreiras como limitação orçamentária para aquisição e manutenção de ferramentas de data analysis, baixa maturidade de processos e, consequentemente, problemas de qualidade na origem de dados. “Além disso precisamos investir mais na capacitação de profissionais com aptidão para performar análises avançadas de dados que viabilizem informações consistentes para tomada de decisão”, finaliza.

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Cresce o uso do Big Data na apuração de fraudes, aponta pesquisa da Protiviti

A consultoria global Protiviti promoveu uma pesquisa mundial com mais de 900 profissionais de auditoria interna para saber o grau de usabilidade da análise de dados na detecção e prevenção de fraudes e corrupção. Os profissionais afirmam no levantamento que 66% dos processos ligados à auditoria interna já são realizados com o apoio do Big Data. Segundo os entrevistados, o principal benefício de usar a tecnologia na apuração de fraudes é a possibilidade de obter uma visão em tempo real dos riscos organizacionais e de realizar pré-auditorias baseadas em riscos.

Atualmente, os recursos do Big Data são usados mais na busca de pista de anomalias financeiras, como, por exemplo, o controle de alçada em pedidos de compras, duplicidade, pagamentos em desacordo com critérios contratuais, revisão da folha de pagamentos, dentre outras inconsistências ocorridas em operações contábeis.

Apesar da tendência positiva, 34% dos departamentos de auditoria não empregam a análise de dados como parte dos processos de auditoria e, entre aqueles que já usam o Big Data, só 10% conseguem classificar as funções da ferramenta em termos quantitativos.

De acordo com a pesquisa, o desafio para 60% dos auditores entrevistados é identificar onde estão os dados, enquanto 56% apontam as limitações dos seus sistemas. Apenas 22% dos executivos ouvidos classificam a qualidade dos dados como excelente ou boa.

“Os departamentos de auditoria interna começam a adotar a análise de dados, mas o caminho entre teoria e prática é longo. Há uma ala de profissionais de auditoria que consideram o uso do data analytics valioso. Em contrapartida, há uma que necessita de apoio para materializar as informações extraídas do Big Data”, explica Brian Christensen, vice-presidente executivo de auditoria interna e assessoria financeira global da Protiviti.

No Brasil, as organizações despertam os seus interesses de empregar a análise de dados em casos de descoberta e prevenção de fraude. As áreas de auditorias de bancos, de hospitais e de empresas de telecom, por exemplo, estão mais propensas a utilizarem os recursos do Big Data. Mesmo incipiente, o Brasil tem um case de sucesso simbólico no que tange à adoção de data analytics. “A inteligência de cruzamento de informações da Lava Jato, por exemplo, utiliza o analytics” complementa Alessandro Gratão, líder das práticas de Auditoria Interna e Financial Advisory na operação brasileira da Protiviti, consultoria global especializada em Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Compliance, Gestão da Ética, Prevenção à Fraude e Gestão da Segurança.

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