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Os consumidores querem Inteligência Artificial e personalização nas lojas físicas

Por Alan Prando

A última edição do relatório anual Connected Shoppers, elaborado pela Salesforce, em oito países – incluindo o Brasil, para investigar os hábitos de consumo e como as pessoas usam a tecnologia como parte do processo de compra trouxe índices interessantes para o varejo. Dos entrevistados brasileiros, 75% disseram que aceitariam compartilhar suas preferências e outros dados pessoais em troca de uma personalização que oferecesse um serviço mais rápido e conveniente nas lojas físicas, enquanto que 80% afirmaram que gostam de receber recomendações de produtos com base em seu histórico de compra.

O que já é comum no mundo digital, traz à tona uma carência no varejo físico: a necessidade de personalização e recomendação de produtos. Com o empoderamento do consumidor, independente do seu canal de compra, ele quer se sentir único, e não apenas mais um. Ele não quer ser encarado como uma cifra, mas como um cliente exclusivo. Os varejistas, por sua vez, precisam satisfazer os desejos desses compradores, com experiências mais inteligentes e cada vez mais personalizadas e, assim, manter sua competitividade.

Embora os e-commerces ofereçam muitas praticidades, as lojas físicas ainda têm um papel importante no varejo. Nele, o consumidor tem a possibilidade de comprar e levar o produto na hora, além de negociar descontos; pode tocar e testar o produto. Brasileiro tem essa mania de “ver com as mãos”, é cultural. Também é possível evitar taxas de entrega, uma vez que o frete é um dos entraves do e-commerce.

A tecnologia, associada ao uso de Inteligência Artificial, pode ser uma forte aliada para dar suporte às vendas do varejo tradicional. Da mesma maneira que o e-commerce tem acesso direto aos dados de consumo dos clientes, a tendência é que as lojas físicas comecem a fazer isso também, com o uso de dispositivos já disponíveis no mercado, como o foot tracking, que permite entender e analisar o caminho que os consumidores fazem dentro de uma loja.

Outro ponto importante para considerar é que todos os canais de venda precisam estar conectados e se complementar, com a possibilidade de trocas nas unidades físicas de compras feitas no e-commerce, por exemplo, ou a implementação de conceitos como “click and collect” e “pick-up in store”, que permitem recolher na loja uma mercadoria adquirida na internet.

Em um futuro próximo, as lojas farão sugestões de produtos para seus clientes de maneira semelhante ao que é feito nos e-commerces, por meio de vitrines personalizadas e e-mail comportamental, por exemplo. Para isso, também serão utilizadas tecnologias diversas, como espelhos inteligentes, aplicativos sincronizados e cadastro universal.

Toda experiência positiva cativa e fideliza clientes, além de atrair novos consumidores, por meio do famoso “boca a boca” – que nunca sai da moda e funciona como uma eficaz ferramenta de propagação (gratuita) da marca. No mundo “real”, essa experiência tem a vantagem do “tête-à-tête”, pois todo mundo gosta de um cumprimento, de um sorriso, de receber uma atenção especial. E se a tecnologia pode melhorar essa relação, então o objetivo de proporcionar uma experiência completa será concluída com sucesso.

Alan Prando é CTO e cofundador da Biggy, plataforma especializada em Big Data e Inteligência Artificial, com foco em personalização e recomendação de e-commerce.

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Os desafios do marketplace: o cliente se sente perdido quando não encontra o que quer

Por Alan Prando

Reservar um hotel durante uma viagem, comprar peças artesanais exclusivas ou negociar produtos usados — para tudo isso (e muito mais!), você pode acessar um marketplace, explorar milhares de ofertas e encontrar o que deseja.

Marketplaces estão em alta e seguindo o exemplo de gigantes, como a Amazon e o Mercado Livre, muitos empresários buscam nesse modelo de negócio uma solução rentável e escalável para empreender na internet. Porém, o sonho de também se tornar grande precisa superar alguns desafios no caminho. Um deles está, justamente, no crescimento do negócio: com tantos lojistas e ofertas, como fica a experiência do cliente na hora de encontrar o produto que deseja?

Quando você acessa o marketplace, encontra diversas lojas mostrando seus produtos, muitas vezes com vitrines e descontos chamativos. Na internet, você ainda vai encontrar marketplaces especializados em nichos. É o caso, por exemplo, dos sites ou aplicativos de hospedagem (AirBnB), de transporte (Uber), de artesanato (Etsy) e itens usados (Enjoei). Mas o que os marketplaces têm de tão bom? Vendedores, compradores e empreendedores veem vantagens nesse negócio.

Para os vendedores, o que atrai é a possibilidade de vender seus produtos em um local de grande visibilidade sem precisar abrir uma loja própria. Para os consumidores, a comodidade de encontrar tudo num só lugar, com muito mais opções e ofertas de preços, é o grande atrativo. Com tanta atratividade, os lucros do negócio tendem a escalar rapidamente.

No entanto, para o cliente encontrar o que deseja pode ser muito trabalhoso, já que ele precisa filtrar muitas ofertas. Até tomar sua decisão, são várias lojas, produtos, marcas, modelos, cores e funcionalidades para pesquisar, comparar e selecionar. No meio do caminho, ele pode ficar perdido diante de tantas opções, sentir-se incapacitado de escolher e desistir da compra.

A solução é organizar as ofertas do marketplace de maneira relevante para o consumidor, de olho na qualidade da experiência dele dentro do site. Por exemplo, com recursos de Big Data e Inteligência Artificial, o software é capaz de rastrear os passos do usuário e captar dados de seus interesses, comportamentos, histórico de compras e navegação. Com base nesse aprendizado, o cliente recebe sugestões personalizadas. Dessa forma, a experiência se torna muito mais positiva no marketplace. O cliente não precisa mais procurar loja por loja, item por item, pois a tecnologia aplicada faz o trabalho de descobrir e oferecer o que ele deseja. Assim, o marketplace auxilia na tomada de decisão de compra do consumidor e, por consequência, gera muito mais conversões.

Alan Prando, CTO e cofundador da Biggy, plataforma de personalização e recomendação em tempo real de produtos no e-commerce

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