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Bayer e Câmara Brasil-Alemanha recrutam startups de agricultura digital

Por meio do programa AHK Startups Accelerator, iniciativa irá fomentar o crescimento de soluções já disponíveis no mercado

As ferramentas de agricultura digital estão cada vez mais presentes no campo para atender as expectativas dos agricultores em relação ao aumento da produtividade e práticas sustentáveis. Pensando nisso, a Bayer, em parceria com a Câmara Brasil-Alemanha, abre inscrições para a 2ª edição do Startups Connected. Neste ano, o desafio proposto pela companhia é a redução de perdas de produtividade relacionadas a pragas e doenças e fomentar o desenvolvimento de soluções na área de agricultura digital já disponíveis no mercado.

Na busca por alternativas para aumentar a eficiência da proteção de cultivos podem participar startups estabelecidas no Brasil ou na Alemanha que apresentem ideias inovadoras, alinhadas com o dia a dia do produtor rural, incluindo plataformas com uma interface simples e acessível via mobile.

Segundo Hiran Zani, gerente de inovação em digital farming da Bayer, a empresa busca por meio de tecnologias digitais proteger o potencial produtivo nas lavouras. “As ferramentas de agricultura digital permitirão num futuro próximo melhorar a produtividade aliada à sustentabilidade, com foco na eficiência da aplicação dos produtos nas lavouras. Justamente por isso é importante estarmos sempre antenados às principais tendências do mercado de tecnologia, e iniciativas como esta nos permitem fomentar novas ideias no setor”, disse.

“Os ganhadores poderão se apresentar no Congresso Brasil-Alemanha de Inovação, receberão um diagnóstico e acompanhamento ao longo de três meses e terão a possibilidade de receber investimento do BMG UpTech em troca de participação minoritária. Os projetos vencedores serão ainda elegíveis ao Prêmio Ideias4Action, do Banco Mundial. Esse suporte e visibilidade podem ser fundamentais para a maturação de empresas nesta fase de evolução”, ressalta Camila Navarro, IT Digital & Innovation Manager da Bayer. Os selecionados poderão também se aproximar das empresas patrocinadoras e terão apoio na revisão de seu modelo de negócio e na criação de um plano de trabalho.

Os interessados podem se inscrever pelo site http://www.startupsconnected.com.br/categorias/agricultura-digital/ até o dia 04 de agosto de 2017. A iniciativa faz parte do programa AHK Startups Accelerator, que apoia startups na geração de oportunidades de negócio entre elas e as empresas patrocinadoras.

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Finalistas de Hackathon visitam John Deere e realizam imersão completa em tecnologia

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Com uma população mundial em crescimento, a ciência e a alta tecnologia são elementos imprescindíveis para que a produção de alimentos seja oferecida em larga escala. No trajeto do campo à mesa, os alimentos passam por uma cadeia tecnológica e de inovação que surpreende até mesmo aqueles que estão acostumados com o universo high-tech. No caso das máquinas e serviços agrícolas, inovação é palavra de ordem em todas as etapas, desde a concepção de novas máquinas e serviços até a atuação dos clientes efetivamente no campo, que possuem os equipamentos coletando dados e disponibilizando-os em nuvens.

E foi para conhecer a inovação agrícola completa, dos desenvolvimentos dos produtos e serviços até a atuação efetiva no campo, que os finalistas do primeiro Hackathon John Deere realizaram, na última semana (22 e 23/6), uma imersão na experiência tecnológica John Deere. Com uma agenda ampla e diversificada, os 14 jovens trocaram experiências com colaboradores de diferentes áreas da companhia e ainda foram ver de perto as máquinas atuando em uma fazenda.

O primeiro dia do encontro foi marcado por visitas e palestras com o time de tecnologia da John Deere, no recém-inaugurado Centro de Agricultura de Precisão e Inovação, em Campinas (SP). Já na sexta-feira, o grupo seguiu até Cesário Lange (SP) para ver uma operação agrícola ao vivo, na fazenda Nova Esperança.

“O Brasil já é uma força no agronegócio, mas ainda há espaço para fazer mais, principalmente via adoção de tecnologia. Ao colocarmos nosso potencial produtivo com equipamentos e serviços que otimizam todas as etapas agrícolas, nos fortalecemos como fornecedores globais de alimentos”, explica Alex Foessel, diretor do LATIC – Centro Latino-Americano de Tecnologia e Inovação da John Deere. Por isso, diz ele, “a visita dos campuseiros para conhecer as tecnologias que compõem os equipamentos e serviços, bem como os processos e os profissionais que fazem com que uma companhia de 180 anos seja considerada inovadora é algo renovador, tanto para nós quanto para eles”.

Os participantes faziam parte dos times JD Connect, Time Abdub e Parceria JD, que ficaram em 2°, 3° e 4° colocados no Hackathon, respectivamente. O desafio da John Deere na Campus Party propôs aos desenvolvedores a criação de um aplicativo que conectasse o homem do campo com a tecnologia da empresa.

Inovação

A visita teve início com palestras e bate-papos sobre tecnologia. Primeiro, o time de Sistemas de Informações da John Deere apresentou os sistemas de infraestrutura tanto na John Deere Brasil quanto nas demais regiões. O grupo explicou como faz para trabalhar com eficiência tendo como foco criar soluções integradas para o cliente final, seja resolvendo quaisquer ocorrências ou desenvolvendo novos produtos.

Já Santiago Larroux, diretor da Auteq, empresa brasileira de softwares de bordos, comprada há dois anos pela John Deere, falou sobre as oportunidades da agricultura de precisão.

“A agricultura tropical tem uma característica complexa, com o tamanho das fazendas e principalmente, a possibilidade de fazer duas a três safras em um mesmo ano. Isso significa que as ações das máquinas devem ser precisas, fáceis e de alto rendimento, realizando o trabalho no local certo, da maneira correta e no momento correto. Isso rende produtividade e gera lucro aos clientes”, explica.

De acordo com o diretor, o desafio é tornar as tecnologias cada vez mais acessíveis e, ao mesmo tempo, criar soluções para questões como conectividade na zona rural, transferência e análise de dados e até mesmo correções de sinal GPS.

O diretor realizou ainda um tour pelo mezanino, onde está localizado o Centro de Agricultura de Precisão e Inovação. Inaugurado em março deste ano e terceiro centro de inovação da John Deere no mundo (os outros estão nos EUA e Alemanha), o local desenvolve inovações e adaptações nos equipamentos (tanto equipamentos físicos quanto tecnologia embarcada), para serem compatíveis com as características do mercado latino-americano. Guiados por Larroux, os participantes conheceram o LATIC – Centro Latino-Americano de Tecnologia e Inovação, o ISG (Intelligent Solutions Group) e também as instalações da Auteq.

Troca de experiências

Pela tarde, a visita teve como mote a troca de experiências entre participantes e diversas equipes da companhia. Segundo explica Guilherme Sierra, gerente de Comunicação Corporativa para a América Latina da John Deere, o objetivo era criar um ambiente de diálogo entre os colaboradores de âmbitos diversos, como Treinamentos, Desenvolvimento de Softwares e Hardwares, Relacionamento com Parceiros (Concessionários e Distribuidores), Marketing e Recursos Humanos.

“A nossa intenção era que os membros da equipe compartilhassem suas carreiras, permitissem que os visitantes fizessem perguntas sobre trabalho, experiências e até mesmo tivessem orientações sobre como prosseguir”, conta.

Primeiro, o grupo conheceu as instalações do Centro de Treinamento e viu como é a integração entre hardwares, softwares e mecânica dos equipamentos. Logo após, a John Deere proporcionou uma conversa descontraída de job rotation com três possibilidades de carreiras distintas: desenvolvimento de hardware e firmware de sistemas embarcados; engenharia de sistemas; e pelo marketing.

Sileide Santana Campos, de Salvador (BA), foi uma das participantes. Ela atualmente cursa duas faculdades: engenharia de controle e automação e engenharia de computação. Antes da Campus Party, Sileide nunca havia tido contato com a John Deere.

“A única ligação com o campo que tinha era um projeto de irrigação pequeno que fiz. Aqui achei muito maravilhoso, principalmente na área de sensores, controladores, como é feita toda a lógica, ter o foco no cliente. Tem muitas novidades de inovação e automação aqui que a gente nem imagina, ainda mais no campo, que tem muita tecnologia. Fiquei mais feliz ainda porque eu trabalho com Delphi e aqui tem essa linguagem de programação”, contou.

Edmundo Beinecke, Engenheiro de Sistemas da companhia, participou da conversa e contou como é o dia a dia de um profissional de tecnologia na John Deere. Em resumo, é preciso ouvir as demandas do cliente e avaliar as possibilidades técnicas e econômicas de desenvolver ou evoluir uma tecnologia, considerando o modelo de negócios e a viabilidade. “Então, não é somente olhar as demandas, mas também trazer soluções. Estamos trabalhando com tecnologias que ainda não existem. Somos nós que estamos desenvolvendo”, disse Beinecke.

Já Juliano Severo, gerente de Marketing de Produto de Agricultura de Precisão na companhia, explicou aos participantes como a área de Marketing auxilia no desenvolvimento de um produto ou serviço. “Nós atuamos desde o estudo da demanda e a descrição do que se quer desenvolver até o acompanhamento do desenvolvimento, fazendo com que os projetos se tornem viáveis como um todo, da parte interna até a ponta final”, afirmou Severo.

O primeiro dia de evento terminou com conversas sobre como os Concessionários e Distribuidores ouvem as demandas de tecnologia dos clientes e também sobre os requisitos e benefícios que os Recursos Humanos da exigem para quem deseja atuar com a John Deere, principalmente se adaptando às características exigidas pelas novas gerações, como possibilidade de crescimento na carreira e realizar experiências em diferentes áreas.

A tecnologia na prática

No segundo dia de visita, os campuseiros seguiram até a fazenda Nova Esperança, em Cesário Lange, no interior paulista. Na propriedade, a família Ribeiro planta soja, milho e feijão em cerca de 1300 hectares. Apaixonados pela tecnologia, Sérgio Ribeiro e o filho Felipe mostraram aos participantes as diversas etapas agrícolas: a pesagem, controle de produção, planejamento logístico e de insumos, controle, tratamento e armazenamento das sementes, uso de combustíveis, recursos humanos, secagem, carregamento e descarregamento e ainda as operações de apoio, como transbordo e oficinas de manutenção.

Mas foi no campo que a tecnologia pôde ser efetivamente encontrada: primeiro conferiram a distância uma operação de campo com o Pulverizador Autopropelido 4730. Com uma frota que tem colheitadeiras da Série S e tratores das Séries 6 e 7 da John Deere, Sérgio Ribeiro organizou um teste prático com as máquinas. Foi a vez de ir à campo e subir nas máquinas. Com os operadores, os campuseiros se revezaram em conhecer todas as etapas produtivas e como é possível integrar os sistemas.

Para o mineiro de Barbacena, Maurício José da Silva Júnior, que atua com sistemas para internet, a experiência foi marcante. “A gente achava que não tinha muita coisa, mas na realidade o campo está muito conectado. Aqui na fazenda vimos que não é algo na teoria, realmente utilizam o sistema de piloto automático, que estava alinhado, que funciona de verdade”, contou.

Sérgio Ribeiro, diretor da propriedade, explicou que na fazenda Nova Esperança a agilidade é uma norma. “A tecnologia tem nos ajudado muito em termos de produtividade, aqui é totalmente diferente de anos atrás, não dá nem para comparar”, contou.

Com os olhos nos dados do computador, a família Ribeiro acompanha de perto todas as operações. “Por isso que a tecnologia é muito importante e tem que funcionar, bem como a logística é muito importante. Isso nos ajuda a diminuir os gastos”, disse Sérgio Ribeiro. De acordo com ele, a Internet das Coisas (IoT) veio para facilitar a vida no campo e que a agricultura com os aplicativos têm um potencial infinito de gerenciamento, com a possibilidade de prevenir problemas agrícolas, auxiliar na consultoria para decidir e também na atuação logística da fazenda. “Queremos monitorar todos os dados em tempo real”, disse.

Digital Farming

No fim da visita, os jovens se reuniram com Jerry Roell, diretor do Intelligent Solutions Group (ISG) e Alex Foessel, diretor do LATIC, para falar sobre tendências agrícolas para o futuro, especialmente em relação às possibilidades tecnológicas.

Eles explicaram que a John Deere possui um mapa de inovação baseado em alguns preceitos, como aumentar a produtividade por sistemas eletrificados, ter sistemas cada vez mais automatizados, auxiliar os produtores a tomar as decisões agronômicas e oferecer soluções que sejam integradas e fáceis de entender e usar.

De acordo com os especialistas, a Internet das Coisas já está na vida das pessoas e a agricultura tem acompanhado este movimento. Hoje, explica Jerry Roell, a John Deere se prepara para atuar com as máquinas em redes conectadas e dentro do conceito de mobilidade.

“Qualquer coisa pode ser disruptiva pela IoT. Isso vai transformar tanto os dispositivos quanto os modelos de negócios. Por isso, a tarefa da John Deere é ser líder neste processo de desenvolvimento, e não uma mera follower”, citou Roell.

Já Alex Foessel trouxe aos participantes que, em um mundo em que as máquinas serão cada vez mais eficientes, ainda existem gargalos para serem trabalhados. “Temos dados que mostram que parte do tempo de uma máquina parada é por questões climáticas, limpezas e manutenções, além de esperas por instruções. A adoção tecnológica vai suprir cada vez mais estes problemas. Agora, existe outra questão fundamental: analisar os dados nas nuvens, de forma que a tecnologia seja primordial para ajudar os agricultores a tomarem decisões agronômicas e econômicas, que é o que ele entende”, disse o executivo.

A imersão tecnológica na John Deere foi surpreendente até para os jovens empreendedores mais experientes, como é o caso de Thiago Butignon Claramunt. Com 25 anos, Thiago é empreendedor e sócio da Beta Quark, uma empresa venture builder (um modelo de negócio que constrói startups através de processos sustentáveis de desenvolvimento favorecendo a longevidade do empreendimento, diferente das tradicionais aceleradoras).

“A comunicação sobre inovação na John Deere é muito mais singular. Já fui em empresas como Facebook, Google, visitei o Vale do Silício, até mais as mais tradicionais, como Ambev… e a mais inovadora até agora foi a John Deere. Todos conversaram conosco sobre tecnologia na agricultura e inovação de uma forma muita descomplicada”, disse Thiago.

Já para o empreendedor de Goiânia, Pedro Renan Ferreira de Santana, a participação da John Deere na Campus Party 2017 e a participação no Hackathon foi o start para ele criar seu próprio projeto open source em agricultura de precisão. Hoje o chamado Projeto Hermes estimula a conexão das tecnologias com os desafios do campo, transformando os dados em informações úteis.

“Após o Hackathon comecei a me interessar pelo assunto de agricultura tecnológica e agora tem este projeto. Na John Deere vi um time que respeita os valores e para mim é importante participar de questões como alimentar a população e fornecer vestuário”, disse o profissional em Ciências da Computação.

A Campus no Campo

Com uma história marcada por produtos e atitudes inovadoras, a John Deere investe cerca de 4 milhões de dólares por dia em pesquisa e desenvolvimento.

Desde o primeiro arado autolimpante, inventado pelo próprio John Deere, até as poderosas tecnologias atuais, a empresa é reconhecida pela busca e apresentação de inovações nos segmentos em que atua. Por exemplo, atualmente, a companhia investe fortemente na utilização da telemetria e gestão avançada de dados em seus equipamentos, bem como na utilização do big data.

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Startup Agrosmart é selecionada para a Kairos Society

Fazer parte de uma rede global de empresas influentes e inovadoras do mundo. Esse é o caso da Agrosmart, startup que traz para o setor agro o conceito de cultivo inteligente e fazendas conectadas, que foi selecionada para integrar o time da Kairos 50 (K50), grupo com as 50 empresas mais inovadoras do mundo.

Considerada braço da Kairos Society, organização sem fins lucrativos, o projeto tem como objetivo ajudar empreendedores ao redor do mundo a se desenvolver. O evento, realizado em abril nos Estados Unidos, reuniu jovens empreendedores promissores, líderes governamentais, investidores e alguns do mais poderosos executivos do país.

“Fazer parte desse projeto mundial com as empresas mais inovadoras do mundo é um grande passo para o momento de crescimento que a Agrosmart vive, pois vai de encontro ao que queremos levar para nossos clientes, a inovação do setor. Acredito que essa experiência será enriquecedora para nós”, afirma Mariana Vasconcelos, CEO da Agrosmart.

A aprovação do projeto chamou atenção da secretária geral e conselheira de métodos de sustentabilidade e mudanças climáticas da ONU (Organização das Nações Unidas), que apostou no projeto da Agrosmart e decidiu se juntar ao conselho da empresa, tornando-se membro do board.

“Termos o reconhecimento de uma representante da ONU, na área de sustentabilidade, é gratificante. Nosso principal objetivo é proporcionar soluções inteligentes e conectadas para o campo e por meio da seleção da Kairos percebemos que estamos no caminho certo”, finaliza Mariana.

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