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Startup Quero Educação é selecionada pela Y Combinator

A Quero Educação, startup responsável pelo Quero Bolsa (querobolsa.com.br), site de comparação de faculdades que oferece bolsas de estudos para mais de 700 instituições de ensino superior em todo o Brasil, anuncia sua aprovação na Y Combinator, a mais renomada aceleradora do mundo. A Quero Educação é a primeira empresa brasileira de educação no portfólio da Y Combinator, que inclui empresas multibilionárias como Airbnb, Dropbox e Stripe.

Todo ano, dezenas de milhares de startups de todo o globo se candidatam para a aceleradora, que aprova cerca de 200 empresas para receber um aporte financeiro e participar de seu programa de aceleração de 3 meses, no Vale do Silício. Para Geoff Ralston, partner da Y Combinator, a Quero Educação foi aprovada devido aos excelentes resultados com o Quero Bolsa, que já beneficiou mais de 70 mil estudantes universitários e cresce mais de 5 vezes ano a ano. “O time Quero Educação é de nível mundial e seu entendimento do mercado e execução tem sido extraordinários ”, comenta Ralston.

O Brasil já é um dos maiores mercados de educação privada do mundo e a Quero Educação pode contribuir para seu crescimento conectando as duas pontas do setor – instituições de ensino superior e alunos. “Encontrar a escola ideal pelo preço certo é um problema universal. O mercado brasileiro é o lugar perfeito para começar o que acreditamos que será uma empresa multi-bilionária e global atendendo essa necessidade”, revela Ralston.

Os fundadores da Quero Educação passaram os meses de junho a agosto sendo aconselhados pelos sócios da Y Combinator, imergindo na rede de 2400 empreendedores e aprimorando o negócio com as melhores práticas aprendidas. Um dos primeiros frutos desse período foi a renovação da marca da empresa: antes chamada RedeAlumni, a empresa adotou o nome Quero Educação. A mudança foi feita para refletir o objetivo do grupo e de levar a marca para além das fronteiras brasileiras, como Quero Education. A marca do principal produto da empresa, Quero Bolsa, segue inalterada.

De acordo com Bernardo de Pádua, fundador e CEO da Quero Educação, o Quero Bolsa foi criado para atender à necessidade das instituições de preencher vagas ociosas e democratizar o acesso ao ensino superior no País. “O Brasil possui apenas 14% da população adulta com ensino superior, em contraste com os Estados Unidos, que têm 45%. Queremos mudar esse quadro.”, explica Pádua. “Com o apoio da Y Combinator e das nossas escolas parceiras, vamos ajudar cada vez mais alunos a realizarem seus sonhos através da educação”.

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Mercado de aceleração de startups se consolida no Brasil, com cerca de 40 aceleradoras e mais de 1.100 startups aceleradas, indica estudo inédito da FGV/EAESP

O professor Newton Campos e o pesquisador Paulo Abreu, ambos da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EAESP), apresentaram hoje dados de um estudo inédito que traça o cenário e o perfil das aceleradoras brasileiras de startups.

O estudo “O Panorama das Aceleradoras de Startups no Brasil” (clique aqui para baixar o estudo) é um dos primeiros a coletar, com profundidade, informações com as aceleradoras brasileiras, que são um fenômeno relativamente novo. Nos Estados Unidos, para termos comparativos, as primeiras iniciativas do gênero surgiram em 2005.

O estudo da FGV/EAESP serve para entender como as aceleradoras brasileiras funcionam e auxilia, ao mesmo tempo, as empresas que têm interesse em desenvolver negócios inovadores, investir ou entrar nesse segmento de identificação e apoio a novos negócios.

O levantamento mostra que o mercado de aceleradoras está consolidado — com 40 empresas no Brasil –, predominando as que se originaram na região Sudeste, seguida pelo Nordeste, Sul e Norte, mas com negócios que são desenvolvidos em todo o país nas áreas de TI, Educação, e Comércio e Serviços principalmente.

Com tempo de vida que varia em torno de três anos e meio, as aceleradoras desenvolveram em seus programas de aceleração uma média de 28 startups, totalizando 865 startups, com valores de investimento que variam de R$ 45 mil a R$ 255 mil. Uma única aceleradora é a recordista e já desenvolveu 191 startups até agora, sendo uma das mais ativas da América do Sul.

Outro dado que chama atenção são as ferramentas utilizadas pelas aceleradoras na seleção de startups e empreendedores que desejam acelerar. Nenhuma delas exige o tradicional Plano de Negócio – documento pedido por grandes empresas, mas cerca de 26% das aceleradoras exigem o Business Model Canvas – ferramenta mais recente no campo do empreendedorismo – e a maioria desenvolveu uma metodologia própria, aponta o estudo. Em contraposição, as startups são recusadas por terem equipe inadequada, demanda ineficaz e falta de escalabilidade. Ou seja, não é tanto o perfil do negócio em si, mas sim a qualidade e a capacidade da equipe fundadora que contam na avaliação.

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