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Abrintel aponta gargalos e soluções para destravar rede de telefonia e dados no Brasil

Durante o Futurecom 2016 – considerado o principal evento de telecomunicações, TI e internet da América Latina –, a Associação Brasileira de Infraestrutura para Telecomunicações (Abrintel) expõe os desafios para que São Paulo se torne uma das principais capitais digitais do continente. Na próxima terça-feira (18), às 18h, no auditório Chile, o presidente da entidade, Lourenço Coelho, mostrará ao público alguns dos obstáculos que a telefonia paulistana enfrenta atualmente. “É preciso apontar os problemas, mas principalmente as soluções. Esse evento contribuirá muito para todos terem uma visão da verdadeira capacidade da cidade em relação ao mundo 2.0. ”

No painel “São Paulo: é possível ser a Capital Digital da América Latina? ”, desenvolvido a partir de recente estudo feito pela Abrintel, serão apresentadas informações que mostram o caminho para que a cidade se torne referência entre as metrópoles do continente em relação a serviços de dados e telefonia, capazes de suportar a crescente digitalização das atividades econômicas. Ao longo da conferência, serão mostrados também os indicadores e os entraves para o desenvolvimento do setor. Nos últimos anos, mais de R$ 8 bilhões foram investidos no País. Até 2019, há um potencial represado de mais de R$ 4 bilhões.

Nas últimas décadas, os avanços em telecomunicações e TI têm provocado mudanças drásticas na sociedade. “Além do impacto econômico, o modo como atuamos em nossas relações culturais e sociais também se transformou. Com isso, a necessidade de São Paulo se tornar uma capital digital é cada vez mais importante e torna-se cada vez mais viável”, afirma o presidente da Abrintel.

A necessidade de infraestrutura que dê suporte ao crescimento digital da cidade é uma das tendências a ser debatida na Futurecom. O Brasil tem 72 mil torres instaladas (ERBs). Dessas, 5.603 estão na capital paulista. De acordo com o estudo desenvolvido pela entidade, um serviço de qualidade, que dinamize a economia 2.0 e transforme a cidade em uma sociedade digital, vai muito além da possibilidade de realizar uma ligação telefônica e requer uma infraestrutura que suporte o crescente tráfego de dados, como os dos aplicativos de celular (Whatsapp, Waze, e-mails, táxis, Uber etc.) e das máquinas de cartão (para pagamentos que vão de estabelecimentos fixos até entregadores de pizza, por exemplo). “No caso de São Paulo, para reverter esse quadro, é necessário triplicar o número atual de ERBs. No entanto, falta de torres não é o único entrave para a digitalização de São Paulo. Há outros pontos críticos que impedem o desenvolvimento da telefonia regional, como, por exemplo, a morosidade no processo de licenciamento (que leva, em média, mais de um ano) e a ausência de segurança jurídica”.

Já entre as soluções, a mais relevante é a revisão e atualização da legislação municipal conforme os parâmetros da recém-aprovada Lei Geral das Antenas, de forma a atender às necessidades de desenvolvimento, regularização e investimentos do setor. Nesse sentido, o Projeto de Lei n.º 751 (de 2013), que atualizaria a normativa existente, continua em processo de aprovação na Câmara Municipal, um entrave administrativo a impedir que as empresas regularizem os ativos e invistam na infraestrutura.

Para acessar o estudo na íntegra ou saber mais informações, acesse o site http://www.abrintel.org.br/

Serviço:
Quando: 18 de outubro
Local: Futurecom 2016
Onde: Transamérica Expo em São Paulo. Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387 – Santo Amaro – São Paulo, SP
Horário: das 18h às 18h30 (quantidade limitada de lugares).

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Abrintel aponta os desafios para São Paulo ser a capital digital da América Latina

A Associação Brasileira de Infraestrutura para as Telecomunicações (Abrintel) lança o estudo “São Paulo: É possível ser a capital digital da América Latina?”. Recém-concluído, o levantamento mostra as deficiências da cidade e seu potencial para se tornar referência entre as metrópoles do continente em relação a serviços de dados e telefonia capazes de suportar a crescente digitalização das atividades econômicas. O estudo, dividido em sete capítulos, apresenta os indicadores e os entraves que impactam o desenvolvimento do setor. “Nos últimos anos, mais de R$ 8 bilhões foram investidos no País. Até 2019, há um potencial represado de mais de R$ 4 bilhões”, afirma Lourenço Coelho, presidente da entidade.

O Brasil tem 72 mil torres instaladas. Dessas, 5.603 estão na capital paulista. De acordo com o estudo, embora o número seja relevante, calcula-se que a relação de qualidade recomendada é de 1.500 usuários por antena de transmissão de dados (ERB). Portanto, no caso de São Paulo (sobre um cálculo de 12 milhões de habitantes), a proporção é de mais de 2.100 usuários por ERB. Se contarmos a população flutuante, essa proporção pode alcançar até 3.500 usuários, número muito acima do indicado. E quem sofre mais com essa situação são os bairros mais periféricos, em especial as regiões sul e leste. O levantamento lembra ainda que, hoje, um serviço de qualidade, que dinamize a economia 2.0 e transforme a cidade em uma sociedade digital, vai muito além da possibilidade de realizar uma ligação telefônica e perpassa por uma infraestrutura que suporte o crescente tráfego de dados, como os dos aplicativos de celular (Whatsapp, Waze, e-mails, táxis, Uber etc.) e das máquinas de cartão (para pagamentos que vão de estabelecimentos fixos até entregadores de pizza, por exemplo). No caso de São Paulo, para reverter esse quadro, é necessário triplicar o número atual de ERBs.

Pontos críticos

O estudo também revela que a falta de torres não é o único entrave para a digitalização de São Paulo e aponta os pontos críticos que impedem o desenvolvimento da telefonia regional, como, por exemplo, a morosidade no processo de licenciamento (que leva, em média, mais de um ano) e a ausência de segurança jurídica. Já a lei municipal que normatiza o setor é de 2004, mas boa parte das 5 mil torres existentes na cidade foi instalada antes de sua promulgação. Assim, hoje, essa regulamentação se encontra ultrapassada tanto pelas necessidades como pela capacidade da tecnologia existente. Um exemplo clássico é o limite de largura das ruas para instalação de torres: ele foi pensado no tempo em que os equipamentos tinham o tamanho de um contêiner e precisavam de vias mais largas. Atualmente, o mesmo equipamento tem tamanho similar ao de uma máquina de lavar.

Principais desafios

O estudo mostra que entre os principais desafios estão a regularização das torres instaladas e o processo de licenciamento de novas unidades. Já entre as soluções, a mais relevante é a revisão e atualização da legislação municipal conforme os parâmetros da recém-aprovada Lei Geral das Antenas, de forma a atender às necessidades de desenvolvimento, regularização e investimentos do setor. Nesse sentido, o projeto de lei de 2013 (PL 751), que atualizaria a normativa existente, continua em processo de aprovação na Câmara Municipal, um entrave administrativo a impedir que as empresas regularizem os ativos e invistam na infraestrutura.

O estudo conclui que há, no município, uma oportunidade de gerar investimentos e empregos, não apenas por meio da regularização, consolidação e fortalecimento da infraestrutura de telecomunicações existente, mas principalmente pelo aumento da qualidade dos serviços oferecidos para a capital paulista, o que impulsionaria o desenvolvimento econômico local. “Dessa forma, torna-se imperativo nosso engajamento para, principalmente, sensibilizar o poder público sobre as dificuldades para a instalação de torres e infraestrutura de telecomunicações, assim como sobre seus efeitos negativos para os serviços de comunicação e transmissão de dados”, acrescenta Lourenço Coelho.

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