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Mapa Startup + Indústria do Brasil

A Spin, primeira aceleradora especializada em startups com foco em indústrias do Brasil e a A2C, empresa de transformação de marcas e de negócios, realizaram o primeiro mapa Startup + Indústria do Brasil. Com o apoio das entidades ABDI, ABII, ABIMAQ e FIESC, participaram do levantamento 55 indústrias de sete Estados e 18 cidades, e 295 startups de 22 Estados e 81 cidades. A partir dos dados atualizados foi construído uma análise cruzando as informações obtidas de ambos os públicos. Obter a visão das expectativas e necessidades da indústria foi fundamental para traçar a análise das respostas das startups participantes. Confira abaixo os principais dados computados:

INDÚSTRIA NO BRASIL

– Segundo cálculos da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), até 2028, 15% das corporações nacionais devem atuar baseadas na Indústria 4.0;

– De acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Indústria, como um todo, representa 22% do PIB do Brasil;

– Responde por 49% das exportações;

– por 67% da pesquisa e desenvolvimento do setor privado;

– por 32% dos tributos federais (exceto receitas previdenciárias).

Para se ter ideia da importância desse movimento econômico, para cada R$ 1 produzido na indústria, são gerados R$ 2,40 na economia como um todo, sendo que nos demais setores, o valor gerado é menor: R$ 1,66 na agricultura e R$ 1,49 no comércio e serviços.

PERFIL DAS STARTUPS COM SOLUÇÕES PARA A INDÚSTRIA

São Paulo é, definitivamente, a maior influência nacional quando falamos de ecossistema de startups. Das 81 cidades mapeadas, a maior cidade do país representou também o maior índice de startups mapeadas: 19% do volume total;

A capital paulista e São José dos Campos foram as duas representantes do estado entre as 10 cidades mais representadas no Mapa Startup+Indústria, colocando São Paulo em segundo lugar em representatividade, atrás apenas de Santa Catarina;

O estado do Santa Catarina está no topo da lista com 30% da representação total, o que mostra o crescimento cada vez mais constante da maturidade catarinense no desenvolvimento do seu ecossistema de inovação dos últimos anos;

25% das startups mapeadas têm até dois anos de operação, tempo que compreende um processo de amadurecimento na constituição desses negócios iniciantes;

O número de startups com até dois sócios na sua formação chega a 47%, sendo que 38% dessas empresas têm dois sócios na composição societária;

Ainda em relação aos sócios, 84% do número total são homens;

É interessante analisar que a maior parte dos sócios – tanto homens quanto mulheres –, estão na faixa etária entre 30 e 44 anos;

EMPREGABILIDADE

São Paulo é o estado com o maior número de colaboradores indicados no mapeamento, com cerca de 31% do total informado na pesquisa. Seguido por Santa Catarina, com 29% e Minas Gerais, com 10%, logo na terceira posição;

O Sudeste, assim, é a região com o maior número de colaboradores mapeados pela pesquisa, compondo 47% do total pesquisado;

Ainda sobre o total de colaboradores, 76% têm uma média de idade entre 20 e 30 anos e 48% estão em startups com o nível operacional considerado em escala, ou seja, com alta capacidade de crescimento exponencial no mercado;

FATURAMENTO X MATURIDADE DO NEGÓCIO

26% das startups mapeadas faturam entre R$ 100 mil e R$ 500 mil, correspondendo ao maior grupo dentre os pesquisados. Dentro deste grupo, Santa Catarina é o estado que possui a maior representatividade, com 37% do total das startups que geram essa faixa de faturamento anual;

São Paulo segue em segundo, com 22%. A relevância do ecossistema do estado de São Paulo foi determinante no grupo de startups que faturam acima de R$ 5 milhões: 29% das startups que superam esse faturamento anual são do estado. Deste número, 19% foram constituídas na cidade de São Paulo.

FATURAMENTO POR FASE

Dentro das startups mapeadas, 15% estão na fase de Tração dos seus negócios, faturando entre R$ 100 mil e R$ 500 mil por ano;

O segundo grupo com o maior número de startups encontra-se no estágio de Operação, com 11% do total mapeado;

Do grupo que fatura entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, 11% encontram-se na região Sudeste – este número representa o maior grupo de startups entre as regiões do país;

TEMPO DE OPERAÇÃO X FATURAMENTO

Dentro das startups pesquisadas, 25% têm entre um e dois anos de operação, seguido pelo grupo das startups com até 1 ano de operação, com 22% do total;

Do grupo de startups mais maduras do Mapa, aquelas que possuem mais de 5 anos de operação, 6% dessas faturam entre R$ 1 milhão até R$ 5 milhões.

ACELERADAS

O número de startups mapeadas que já passaram ou ainda passam por um processo de aceleração é quase a metade do total pesquisado. De acordo com o Mapa, esse número chega aos 46%, com uma predominância em São Paulo e Santa Catarina;

No estado de São Paulo, o grupo de startups com o maior número de aceleradas refere-se às empresas com faturamento médio anual entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões. O maior grupo em Santa Catarina chega aos 7%, porém com outra faixa de faturamento, girando valores de até R$ 50 mil por ano.

MODELO DE NEGÓCIO

SaaS (Software como Serviço) foi o mais citado sendo o modelo de negócios de 35% das startups mapeadas. Seguido por Outros com 16% e App (aplicativo) com 14%. Do número total de empresas que atuam com SaaS no mercado, 11% são de Santa Catarina, 10% de São Paulo e 4% do Rio Grande do Sul;

Dentro das cinco principais áreas para as quais as soluções das startups mapeadas são direcionadas Vendas/Comercial é a mais citada com 19% do total, seguida pela Produção com 15% e Marketing e Comunicação, com 13%. As outras duas áreas são Logística, representando 11% das áreas de atuação das startups e Outros, com 8%, fechando a lista;

5% das startups mapeadas que faturam entre R$ 100 mil e R$ 500 mil por ano são de áreas ligadas ao Comercial/Vendas dos seus clientes. É a maior representação apontada pela pesquisa.

SOLUÇÃO

Quando falamos sobre a orientação da solução da startup, buscamos colocar o foco do seu produto e/ou serviço que possa gerar um benefício claro para o seu cliente. De acordo com o Mapa, 20% do total das startups trabalham orientadas para Redução de custos e/ou perdas, seguido por soluções orientadas à Inovação e Tecnologia com 19% do total.

SETORES

Considerando os setores para os quais as startups já venderam algum tipo de solução, 8% do total afirmam já ter vendido para a Indústria de Tecnologia da Informação e para a Indústria de Alimentação e Bebidas. O mercado de Tecnologia da Informação, por exemplo, prevê um crescimento de 10,5% no Brasil em 2019, de acordo com o IDC Brasil;

Outros setores representativos da indústria mapeados foram o Metalmecânico, o Têxtil e o Farmacêutico, com 5% de atuação global das startups cada.

PRINCIPAIS OBSTÁCULOS

Assim como a Spin vê constantemente nas startups com que se relaciona, a dificuldade de acesso ao capital também foi vista como algo relevante no mapeamento. Do total das startups mapeadas, 26% têm esta dificuldade como a principal durante a sua jornada empreendedora. Logo em seguida vem o Mercado, 18% e Recursos Humanos, 16%, como principais obstáculos que as startups enfrentam.

FONTE DE INVESTIMENTOS

Para as empresas que estão buscando escalar seus negócios, o Capital Próprio é a principal origem desses recursos apontado por 24% das startups;

Modalidades mais maduras de investimento, como Venture Capital, vêm em seguida na preferência de 20% das startups que estão criando escala.

RECURSOS

Para 66% das startups mapeadas, o Capital Próprio é a principal origem dos recursos dos negócios iniciantes;

Em segundo lugar vem o Investimento-anjo, com 13% do total;

A grande maioria aponta o Brasil como o país de origem desses recursos financeiros – uma representação que chega a 94% do total das startups.

Para conferir o mapa completo com gráficos e outros dados, acesse: http://www.mapastartup.com/

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Com apoio da ABDI e Fiesc, Spin e A2C convocam startups e indústrias para participarem de mapeamento exclusivo

A transformação digital tem impactado todos os setores da economia e, acompanhar esse processo, é uma questão de sobrevivência. Segundo cálculos da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), até 2028, 15% das corporações nacionais devem atuar baseadas na Indústria 4.0. Pensando nisso, a A2C, empresa de transformação de marcas e de negócios, e a Spin, primeira aceleradora especializada em startups com foco em indústrias do Brasil, com apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC), estão convocando startups e indústrias de todo o território nacional para participarem de um mapeamento exclusivo do setor.

O objetivo do Mapa Startup+Indústria é traçar os desafios e os caminhos para direcionar a atuação e os investimentos do ecossistema de inovação de todo Brasil. Segundo Anderson de Andrade, CEO da A2C, as indústrias estão sendo pressionadas pelo mercado para serem mais ágeis frente às mudanças e uma das formas de promover a inovação na nova economia é integrar o ecossistema de startups com o setor fabril. “A sinergia que propomos entre a inovação disruptiva das startups com o poder de escalabilidade das indústria é o motor para que isso aconteça. Acreditamos que o Mapa Startup+Indústria é importante pa ra ambos os grupos”, conta o empreendedor.

Beny Fard, head de operações do Stanford Research Institute no Brasil e CEO da Spin, reforça que para as startups é fundamentalmente importante saber como as indústrias estão buscando soluções de inovação e, para as indústrias, é uma forma de enxergar o potencial de inovação e as soluções que estão despontando no mercado para acelerar a inovação. “A inovação aberta por meio de startups é uma forma inteligente e rápida de reposicionar a indústria frente às crescentes demandas do consumidor inserido na nova economi a global”, afirma Fard.

Para Guto Ferreira, presidente da ABDI, é parte da missão da agência fomentar o networking entre startups e indústrias para que soluções disruptivas auxiliem no desenvolvimento produtivo do país. “Desde 2016, desenvolvemos o programa Startup Indústria, que está contribuindo não apenas com as soluções inovadoras propostas pelas startups, mas também com a mudança do mindset das indústrias”, avalia Ferreira.

Para o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar, o mapeamento tem importância central para a formulação de estratégias de inovação na indústria. “Esta pesquisa permitirá conhecer mais profundamente o cenário da inovação, do inter-relacionamento entre a indústria e as startups, permitindo buscar a melhor aplicação e direcionamento dos investimentos”, destaca.

Os interessados em participar do mapeamento, terão até o dia 29 de março para preencher o questionário no site: http://bit.ly/mapa-startup-industria. As indústrias e startups participantes receberão, em primeira-mão, os resultados do levantamento.

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Programa de Promoção da Economia Criativa seleciona novos projetos

A Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) está selecionando 20 startups e projetos para a terceira rodada do Programa de Promoção da Economia Criativa. Com patrocínio da Samsung, o Programa oferece treinamento, mentoria, capacitações e aportes financeiros que podem chegar a R$ 250 mil por empreendimento.

Link para inscrições: https://gust.com/programs/3-rodada-do-programa-de-promocao-da-economia-criativa-chamada-para-selecao-de-empreendimento.

Os interessados em participar da chamada têm até o dia 20 de agosto para submeter suas propostas de produtos ou serviços. Os projetos serão avaliados por uma banca composta por executivos da Samsung, da Anprotec, da Embrapa e da rede de incubadoras credenciadas no projeto.

O Programa é resultado da parceria firmada em 2015 entre Samsung e Anprotec, voltada à promoção do empreendedorismo e da inovação. Por meio da parceria, a Associação se comprometeu a realizar treinamentos, articular políticas públicas e propagar conhecimento sobre economia criativa para seus associados e empresas inovadoras.

A Samsung, por sua vez, atua como facilitadora da relação entre a Anprotec e o CCEI, identificando projetos aptos a participarem do Programa. Em cinco anos, a empresa investirá US$ 5 milhões no projeto.

Os projetos, em ambos os casos, devem necessariamente se enquadrar nas áreas de saúde digital, bem-estar, fitness, segurança, privacidade e furto, soluções de convergência e conectividade, fintech (finanças digitais), gestão de baterias e dados, agricultura digital, inteligência artificial, educação digital, novas experiências com redes sociais, operadoras de telefonia móvel e consumidores.

Uma novidade desta terceira rodada foi a inclusão de agricultura digital como área de interesse do programa, viabilizada por parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Fonte: ABDI

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Dados revelam que o Brasil não pode mais ser apenas um produtor de commodities, afirma ABDI

Guto Ferreira, presidente da ABDI

Guto Ferreira, presidente da ABDI

“A queda de 6,6% na produção industrial em 2016 e o crescimento de 2,3% em dezembro são dados que deixam muito claro o que está acontecendo com o setor. O número positivo no mês passado não terá sustentação no longo prazo se não repensarmos a indústria brasileira. O sucateamento é algo claro, mas este não é o principal problema. Além do país precisar investir muito em tecnologia e inovação, através de políticas públicas, é preciso ampliar a visão do que é prioridade para o crescimento do Brasil e consequentemente para a geração de empregos. A produção e exportação de commodities já conseguiu o seu espaço na economia e hoje estamos entre os maiores do ranking global. Entretanto, exportamos produtos de baixo valor agregado e importamos produtos com alto valor. Como exemplo, cito que enviamos para fora do país o melhor café do mundo e importamos cápsulas do mesmo produto por um preço muito superior. Este processo vai contra a lógica de mercado. A ABDI tem com meta fomentar uma mudança drástica no setor, com a inclusão das “startups” dentro das indústrias. Precisamos pensar 20 anos para frente, para começar a recuperar os 20 anos que estamos para trás em relação ao resto do mundo”, comenta Guto Ferreira, presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).

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Startup Weekend ocorre em São Paulo e vai focar em Connected Devices

A cidade de São Paulo receberá, pela primeira vez, uma edição do Startup Weekend Internet of Things, ou Internet das Coisas. A iniciativa convida programadores, makers, empreendedores e designers para discutirem novas soluções e ideias para o setor que é um dos mais promissores para a criação de startups.

Serão 54 horas de imersão, entre os dias 25 e 27 de novembro na Oxigênio Aceleradora, no centro da capital paulista. A programação do evento consiste na elaboração de ideias relacionadas com a Internet das Coisas. O papel das equipes, é conseguir implementar uma tecnologia que seja viável e rentável no mercado. A partir desse conceito, as melhores ideias serão executadas, um modelo de negócio será criado e um protótipo será desenvolvido com auxílio de mentores experts na área. Por fim, uma banca avaliadora decidirá qual startup será a vencedora.

A proposta desta edição especial é dar foco a um mercado que está em expansão. A Internet das Coisas é amplamente difundida como a possibilidade de conectar dispositivos a nossa volta com a internet, afim de solucionar problemas e facilitar as tomadas de decisões.

“Até 2025, o impacto econômico anual da Internet das Coisas será de mais de US$ 10 trilhões. E aonde veremos a maioria desse impacto? Nas indústrias e nas aplicações comerciais”, enfatiza Jenny Fielding, Managing Director da Techstars IoT de Nova York.

Essa será a primeira de cinco edições especiais da iniciativa Startup Weekend Indústria, uma parceria entre Techstars, Finep e ABDI, que busca explorar os desafios atuais das indústrias e como as tecnologias e modelos de negócios disruptivos das startups podem trazer inovação para o setor. O evento ainda conta com apoio e patrocínio da Konker, empresa especializada em plataformas para operação de soluções de Internet das Coisas.

As inscrições podem ser feitas pelo site:
http://www.up.co/communities/brazil/sao-paulo/startup-weekend/9026

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