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Esqueça o HD! 4K chega para dominar – Por Samir Vani

Estamos apenas no começo da época em que as televisões em Full HD (1080p) estão se tornando tradicionais nas casas de milhões de brasileiros e, no entanto, já podemos falar de um salto enorme para a resolução 4k em telefones, tablets, televisores, Blu-ray e consoles de videogames, entre outros.

Para quem não está familiarizado com a evolução no mundo das telas, vale explicar que todo monitor ou televisor tem uma quantidade de pixels ou pontos que, em conjunto com a iluminação, criam uma imagem de certo tamanho. Quanto maior a resolução e pixels, mais nítidos serão os detalhes da imagem em tamanho maior.

Se compararmos a resolução 4k e 1080p (Full HD) em uma tela que fisicamente tenha a mesma medida existe quase o dobro de pixels concentrados em um mesmo espaço. Logicamente, isso se traduz em melhor qualidade de imagem. E cada vez mais está ao nosso alcance, dispositivos com câmeras que permitem capturar vídeos e imagens em 4K.

Atualmente existem vários desafios em relação a essa tecnologia, como a oferta de conteúdo e distribuição desse material. Sites como YouTube ou Vimeo já oferecem reprodução em 4K, mas muitas das conexões caseiras não têm a largura e banda suficiente para que a reprodução seja sem interrupções e mantenha a qualidade.

Pensado no futuro

Fabricantes que têm foco em equipamentos eletrônicos já investem no desenvolvimento de soluções 4K, tanto para televisores como para smartphones e tablets.

Além desses poderosos chipsets, já é possível encontrar tecnologias como a Imagiq, desenvolvida pela MediaTek, que traz grandes avanços nessa área, tanto para câmeras de alto desempenho quanto para telefones de menor preço.

Estas melhorias são aproveitadas por usuários que cada vez mais veem a necessidade de capturar momentos com melhor qualidade. Nas reuniões familiares todos buscam o melhor dispositivo para tirar a melhor fotografia, entre amigos sempre se procura o que “tenha o melhor telefone para que logo compartilhe a recordação em um grupo de WhatsApp, com isto a indústria sofre uma grande pressão para fornecer o melhor do melhor nos seus equipamentos.

No caso da resolução 4K, o fato de já existirem chipsets integrados que oferecem suporte e podem levar estas resoluções a telefone, monitores ou televisores, abre as portas para que o desenvolvimento desta tecnologia esteja disponível de forma ampla.

E, junto com resolução, também chegam oportunidades como a realidade virtual e realidade aumentada (que precisam de telas e câmeras que permitam a imersão das pessoas) e a evolução das câmeras para acompanhar o 4k.

Nos smartphones já é possível encontrar o “True 4K” (verdadeiro 4K), bem como outros avanços como a estabilização eletrônica de fotografias, as câmeras com duas lentes (dual camera), a redução do ruído e movimento em vários chipsets. Com isso, espera-se que, em breve, todos possamos ter maior acesso a esta tecnologia.

Afinal, conforme os dispositivos de VR, as câmeras com suporte para 4k e a distribuição de conteúdo melhorem, esta tecnologia irá se transformar cada vez mais em um padrão e, possivelmente, como o que ocorreu com o Full HD, se torne comum na vida de todos.

O mundo ainda está se preparando, mas como em tudo o que está relacionado à tecnologia, trata-se de uma evolução inevitável.

Samir Vani é country manager no Brasil da MediaTek, empresa multinacional que produz processadores para equipamentos como smartphones, TVs e dispositivos de Internet das Coisas

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A sua rede está pronta para o 4K?

Por Eduardo Amorim

Durante a Copa do Mundo no Brasil, no estádio do Maracanã, 3 jogos foram transmitidos com sinal 4K para fãs de futebol de todo o mundo. Isto não só marcou o primeiro uso comercial do 4K em um evento esportivo global, mas também deu início a uma onda de implantação comercial global do 4K.

Atualmente, as principais operadoras dos Estados Unidos, Europa, Japão, Coréia e China deram início ao 4K comercial em larga escala, e as OTTs, como a Netflix, estão implantando o vídeo 4K globalmente. Ao mesmo tempo, o número de lançamentos de TVs prontas para a tecnologia 4k só aumenta: este era o padrão mínimo encontrado em eventos como a Consumer Electronics Show (CES), um dos principais eventos de eletrônicos de consumo do mundo. Enfim, a era 4K está chegando mais depressa do que muitos esperavam.

Logo, para atender às altas exigências dessa nova tendência, como as operadoras deveriam se preparar para o 4k? Qual a largura de banda necessária para essa nova experiência de vídeo?
A tecnologia 4K significa uma melhoria na qualidade do vídeo em diferentes áreas – imagens mais nítidas, movimentos mais perfeitos, além de cores mais naturais e realistas. Em comparação com o HD, o vídeo 4K oferece resolução de 3840 X 2160 (4 vezes maior que a HD), de 50 a 120 quadros por segundo (contra 24 quadros por segundo no HD), profundidade de cor de 12-bit (profundidade de 8-bit no HD), uma gama de cores 50% maior e taxa de bit entre 5 e 10 vezes maior.

Os principais Indicadores de Qualidade (KQIs) que afetam a experiência do usuário para serviços de Vídeo sob Demanda (VoD) incluem tempo para o carregamento do vídeo, velocidades para avançar/retroceder e taxa de congelamento do vídeo.
Ramesh Sitaraman, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), realizou uma pesquisa envolvendo 6,7 milhões de pessoas e totalizando 23 milhões de experiências com vídeo. Os resultados da pesquisa revelaram um “teste de 2 segundos”. Especificamente, quando o tempo do carregamento do vídeo ou do avanço/volta passa dos 2s, o espectador começa a abandonar o vídeo. Essa taxa de abandono aumenta 6% para cada 1s adicional do tempo de carregamento. Quando um vídeo trava, 35.2% dos espectadores desistem de assistir. A taxa de abandono também aumenta 6% para cada 1s adicional do tempo de carregamento. Para minimizar este “efeito dos 2 segundos”, o bit rate dos vídeos 4K em transmissões ao vivo deve ser maior do que a média do bit rate ideal.

Para ter sucesso na era 4K, as operadoras precisam se atentar para a experiência do usuário, não apenas na garantia de velocidade de banda larga. É preciso obter uma rede de transporte de alta velocidade de banda, alta taxa de transferência e gerenciamento completo de desempenho para garantir uma experiência premium com os serviços 4k.

Quando se trata de garantir um alta taxa de transferência na última milha, na faixa de 100 a 1000 Mbps, é necessário realizar um diagnóstico profundo nas camadas de acesso, metro e backbone, nas quais se verificará a necessidade de reconstrução do FTTx e da adoção de soluções backbone em nível de terabit para atender os requisitos básicos do serviço de transmissão 4K. Além disso, a otimização da arquitetura de rede baseada na sinergia IP e Óptica e a otimização do tráfego baseada na SDN também podem melhorar significativamente a eficiência das redes.

Porém, isso não significa que sua rede estará pronta para o 4K com largura de banda de 100Mbps. É necessário considerar a taxa de transferência real da rede, uma vez que a banda larga pode ter atrasos, perda de pacote de dados e outras interrupções que afetam a experiência do usuário. Desta forma, o vídeo 4K requer entre 30 e 100Mbps de taxa de transferência real.

Apenas redes de alto desempenho, combinadas a tecnologias que garantem alta taxa de transferência e com ferramentas para aferição da qualidade, tornarão possíveis a adoção e o desenvolvimento do 4k no Brasil.

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Tendências para a área de infraestrutura de telecomunicações 2015

O ano de 2015 trará bastante movimento à área de infraestrutura de comunicação, principalmente devido a algumas mudanças de tecnologia e ao aumento da demanda do consumidor final por conectividade em todos os lugares.

Por isso, a SES lista três previsões para o mercado mundial de telecomunicação e de broadcasting, que vão desde o aumento do número de canais em Ultra HD e o uso de transmissão de dados via satélite em coberturas oceânicas, principalmente em trajetos aéreos e marítimos, até o uso cada vez maior de sistemas híbridos para a recepção de canais de televisão.

1. A transmissão da tecnologia Ultra HD irá evoluir e novos canais começarão a chegar aos usuários. Considerada uma evolução natural do HD, o Ultra HD (4K) começará a ter seus primeiros canais na Europa e EUA no início de 2016. Ao longo de 2015, a tendência é que as empresas passem a utilizar a tecnologia e produzir novos conteúdos. Além disso, o 4K também será impulsionado pelos Jogos Olímpicos Rio 2016, que será transmitido nessa resolução. Na região da América Latina, isso deve ocorrer a partir de 2017/2018.

2. Novas formas de distribuir dados por satélite trarão economia a empresas e consumidores. O aumento de demanda por dados em todos os locais está levando à criação de satélites voltados para esse mercado. Essa inovação, que beneficiará principalmente companhias aéreas e de rotas marítimas, permitirá ao consumidor se conectar por um custo menor e com maior qualidade em voos, cruzeiros e locais remotos, por exemplo.

3. Sistemas de televisão híbridos trarão maior opção ao usuário. Com a mudança de hábito dos consumidores, que buscam cada vez mais programações personalizadas e em múltiplas telas, as operadoras de televisão irão fornecer seus canais de forma híbrida. Ou seja, haverá a transmissão linear, no qual o usuário receberá os sinais e terá acesso às grades tradicionais, e também via internet, para compras online ou a seleção de programação à la carte.

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