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Acessos em 4G igualam-se aos acessos em banda larga fixa

Em três anos, os acessos pelas redes de quarta geração alcançam os acessos em banda larga fixa, disponível há quase duas décadas

O número de acessos em banda larga móvel pela tecnologia 4G chegou a 25,4 milhões em todo o Brasil, igualando-se ao número de acessos em banda larga fixa, segundo dados da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), relativos a dezembro de 2015. O crescimento do acesso em banda larga 4G mostra que o Brasil, assim como o mundo, fez uma opção pelo acesso móvel.

Gráfico

O crescimento da cobertura de 4G também foi expressivo. De acordo com o balanço de dezembro, o 4G está em 469 municípios, que concentram mais da metade da população brasileira (55%). No período de 12 meses, o número de municípios com cobertura da banda larga móvel de quarta geração triplicou, com implantação da tecnologia em 322 novas cidades.

A banda larga móvel, considerando os acessos em 3G e 4G, fechou o ano de 2015 com 191,8 milhões de acessos, com crescimento de 14% em relação ao ano anterior. As redes de 3G já estão instaladas em 4.420 municípios, que concentram 95% da população brasileira. Na banda larga total, considerando fixa e móvel, o balanço de 2015 mostra um total de 217,2 milhões de acessos, apresentando um crescimento de 13% no ano.

A banda larga móvel vem se colocando como o principal veículo de inclusão social e digital, no mundo e especialmente entre os brasileiros. Mesmo assim, os usuários vêm sendo penalizados com alta de impostos. Desde o início deste ano, 12 Unidades da Federação aumentaram as alíquotas de ICMS sobre os serviços de telecomunicações, incluindo banda larga. Além disso, desde 1º de janeiro, o governo federal recuou na Lei do Bem, que zerava as alíquotas de PIS/Cofins dos celulares multifuncionais (smartphones), o que fez aumentar o preço dos aparelhos para os brasileiros, sobretudo os de menor renda.

O aumento de impostos e a ausência de políticas de incentivo ao uso da banda larga móvel podem fazer o país regredir na inclusão social e digital de milhões de cidadãos, comprometendo a capacidade de retomada do crescimento do Brasil.

Fonte: Telebrasil

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Mercado brasileiro de smartphones registra queda nas vendas pelo segundo trimestre consecutivo

Pelo segundo trimestre consecutivo, o mercado de smartphones encerrou em queda no Brasil. De julho a setembro de 2015, aproximadamente 10.753 milhões de celulares inteligentes foram vendidos, 25,5% a menos na comparação com o mesmo período do ano passado. Somando com a categoria de feature phones, foram cerca de 11.710 milhões de aparelhos comercializados, 35% a menos do que no terceiro trimestre de 2014. Os números constam no estudo IDC Brazil Mobile Phone Tracker Q3, realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações.

Para Leonardo Munin, analista de pesquisas da IDC Brasil, os números confirmam as dificuldades do mercado e invertem dados históricos: normalmente, o trimestre mais fraco em termos de vendas é o primeiro, mas, esse ano, deverá ser o de melhor desempenho. “Assim como no segundo trimestre, novamente os estoques continuam altos e os varejistas e fabricantes fazendo promoções para conseguir vender. Estamos voltando ao patamar de 2013. A última vez em que as vendas ficaram abaixo de 11 milhões de unidades foi no terceiro trimestre daquele ano”, afirma Munin. Nem as datas comemorativas têm dado fôlego às vendas. Segundo o analista, pela primeira vez, houve fabricantes que não participaram diretamente da Black Friday. “A data certamente aqueceu as vendas, o desempenho será melhor que o do Natal, mas não o suficiente para recuperar o volume do ano”.

Além das questões relacionadas à alta do dólar e do baixo desempenho da economia, o analista da IDC Brasil atribui o aumento do ciclo de vida dos smartphones – devido às melhorias nas especificações técnicas – como uma das razões para a queda nas vendas. Segundo ele, o usuário levava cerca de um ano e seis meses para adquirir um novo aparelho. Hoje, o interesse pela troca permanece, porém, o que se vê é que a compra tem sido cada vez mais postergada. Apesar na queda em número de unidades vendidas, os dados da IDC revelam que houve crescimento de 1,7% na receita no terceiro trimestre, com aproximadamente R$ 9,9 bilhões. “Hoje há equipamentos mais robustos, com recursos mais sofisticados e, consequentemente mais caros”, raciocina Munin. O ticket médio passou de R$ 790 no primeiro trimestre de 2015 para R$ 925 no terceiro. Outro dado apresentado pelo analista mostra que 46% das vendas – quase cinco milhões de smartphones – foram de aparelhos compatíveis com a rede 4G.

A expectativa da IDC Brasil é que o mercado de smartphones termine 2015 com baixa de 12,8%, com 47,575 milhões de celulares inteligentes comercializados. Já o mercado total, deve cair 26,8% frente a 2014. Em relação ao fim da MP do Bem, Leonardo Munin avisa: “assim que o fim da isenção de impostos começar a valer, o preço final dos produtos deve ficar 10% mais caro na ponta e refletirá diretamente no desempenho das vendas. Para 2016, nossa projeção é de queda de ao menos 8%, com aproximadamente 43,8 milhões de smartphones comercializados”.

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Brasileiros com internet no smartphone chegam a 76 milhões

O número de pessoas que usam o smartphone com acesso à internet no Brasil chegou a 76,1 milhões no terceiro trimestre de 2015. O ritmo de crescimento da posse de smartphones em 2015 foi de mais de 1 milhão de pessoas por mês, segundo a Nielsen IBOPE.

17% querem trocar o smartphone nos próximos três meses

De acordo com a pesquisa, 51% dos usuários de smartphones têm o aparelho há mais de um ano. E, dos 76,1 milhões que atualmente já usam a internet no smartphone, 5% querem trocar o aparelho dentro de um mês e 12% querem um novo entre um e três meses.

Os horários de uso do smartphone com internet

E que horas os brasileiros costumam usar mais o smarthphone? Segundo os dados da Nielsen, 63% do público tende a usar mais o aparelho durante a noite, das 20h às 22h. O horário do almoço (53%), 12 às 14, e do pós-trabalho (55%), também são bem requisitados.

Acesso pelo computador domiciliar chega a 95,6 milhões de brasileiros

A presença de computador com internet na casa dos brasileiros cresceu 10 vezes nos últimos 15 anos. Em setembro de 2000, 9,8 milhões de pessoas moravam em residências com computador conectado. Em 2015, esse número chegou a 95,6 milhões.
Os maiores saltos ocorreram em 2004, quando os brasileiros começaram a usar mais os sites sociais e, em 2007, quando o acesso se popularizou com o aumento da renda.

Fonte: Nielsen IBOPE 

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GSMA apresenta detalhes do primeiro evento Mobile 360 na América Latina

A GSMA apresentou hoje os detalhes iniciais do primeiro evento Mobile 360 – América Latina, que será realizado nos dias 13 e 14 de maio no Sheraton Rio Hotel (RJ). A conferência de liderança, que faz parte da Série de eventos Mobile 360 2015 da GSMA, reunirá players latino-americanos e internacionais do ecossistema móvel e de tecnologia, bem como representantes governamentais e regulatórios, sob o tema “Inovação para o crescimento”.

“O mercado móvel da América Latina está passando por um intenso desenvolvimento, marcado por grande implantação e expansão de redes 4G. A previsão é de que a região alcance 245 milhões de conexões móveis 4G e seja o segundo maior mercado de smartphones do mundo até 2020 “, disse Michael O’Hara, diretor de marketing da GSMA. “O Mobile 360 – América Latina irá reunir os tomadores de decisão de todo o setor de telefonia móvel, bem como de diversos setores para discutir as principais oportunidades futuras para que a mobilidade incremente o crescimento com novos produtos e serviços em áreas como identidade móvel, dinheiro móvel, comunicações IP e Connected Living”.

O Mobile 360 – América Latina irá abordar as oportunidades e os desafios mais pertinentes para as operadoras móveis na região. Os tópicos incluem a promoção de maior inclusão digital; capitalização de oportunidades em serviços de identidade digital; aceleração do desenvolvimento de serviços financeiros móveis; realização de retornos sobre o investimento na rede 4G existente; e construção de escala de mercado regional para Connected Living.

Programa da Conferência

O programa da conferência do Mobile 360 – América Latina vai oferecer perspectivas de todo o cenário móvel e de tecnologia. O primeiro dia contará com uma série de apresentações e painéis de discussão de alto nível, enquanto o segundo dia irá incorporar a Plenária GSMA América Latina No. 43, com uma série de workshops temáticos apresentados pelos Grupos de Trabalho da GSMA América Latina. Os participantes terão a oportunidade de discutir de forma mais aprofundada os aspectos técnicos, regulatórios e comerciais dos serviços novos e existentes.

Palestrantes confirmados até agora:

Ricardo Berzoini, Ministro das Comunicações do Brasil
Fabiano Del Soldato, vice-presidente de Vendas, América do Sul, AT & T
Diego Castanada, gerente regional para a América Latina, BIMA
Pablo Garcia Arabehety, consultor de Finanças Digitais para a América Latina, CGAP
Paul Byrne, diretor de produtos 4G, Digicel Jamaica
Fabio Coelho, diretor, Brasil, Google
Tom Phillips, diretor de Assuntos Regulatórios, GSMA
Marcos Etchegoyen, CEO, MFS
Ari Lopes, analista principal da América Latina, Ovum
Luis Minoru, Diretor, Serviços de Consultoria e TI, PromonLogicalis
Rafael Steinhauser, vice-presidente sênior e presidente para a América Latina, Qualcomm
Leandro Bennaton, CSO, Terra (Grupo Telefônica)
Jose Perdomo, CEO, Tigo Paraguai
Rodrigo Abreu, presidente e CEO, TIM Brasil
Daniel Fuchs, CIO, Vodafone Brasil

Patrocinadores e Parceiros de Mídia do Mobile 360 – América Latina

Patrocinadores do Mobile 360 – América Latina incluem os patrocinadores premium Ericsson e Huawei, assim como a Gemalto, Lleida.net, Neural Technologies, Qualcomm, Syniverse, TATA Communications, Telecom Italia Sparkle e WeDo. Parceiros de mídia para a conferência incluem Revista BIT, CanalTech, Frecuencia Latinoamerica, M2Commerce LATAM News, Mediatelecom, Mobile Monday Rio e Mobile World Live.

Envolva-se com o Mobile 360 – América Latina

Para obter mais informações, inclusive sobre como participar, expor ou falar no evento, visite http://www.mobile360series.com/latin-america/. Para aqueles interessados em falar na conferência, a Call for Papers será encerrada na segunda-feira, 20 de abril.

Inscrições para o Mobile 360 – América Latina

As inscrições estão abertas para os participantes da conferência, imprensa e analistas da indústria. Durante um período limitado, os participantes podem comprar um ingresso para a conferência com desconto de 20%.

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IDC Brasil: em 2014, brasileiros compraram cerca de 104 smartphones por minuto

De janeiro a dezembro, foram 54.5 milhões de aparelhos inteligentes comercializados, crescimento de 55% na comparação com 2013. Para 2015, apesar do cenário econômico desfavorável, projeção é de alta de 16%. Popularização cada vez maior do smartphone, atuação da rede varejista e movimento de lojas conceito estão entre os motivos para a expectativa otimista.

Na contramão dos mercados de tablets, PCs e impressoras, o de smartphones encerrou 2014 de forma muito positiva, com recorde de vendas no último trimestre, inclusive. É o que aponta o estudo IDC Mobile Phone Tracker Q4, realizado pela IDC Brasil, líder em inteligência de mercado, serviços de consultoria e conferências com as indústrias de Tecnologia da Informação e Telecomunicações. De acordo com o levantamento, foram vendidos cerca de 54.5 milhões de smartphones no ano, alta de 55% na comparação com 2013, quando 35.2 milhões de aparelhos foram comercializados no país. “Passamos por um ano muito complicado do ponto de vista econômico e, se levarmos em conta as outras categorias de dispositivos, o mercado de smartphones foi o único que apresentou um resultado positivo. Para ter ideia, foram comercializados cerca de 104 smartphones por minuto”, afirma Leonardo Munin, analista de pesquisas da IDC Brasil. Para Munin, se não fosse a Copa do Mundo, o Carnaval fora de época, as eleições e a alta do dólar, o desempenho teria sido ainda melhor.

O estudo mostra também que, somando a categoria de feature phones, o mercado de celulares encerrou 2014 em alta de 7%, com um total de 70.3 milhões de aparelhos comercializados. Isso fez com que o país fechasse 2014 na 4ª colocação entre os maiores mercados do mundo, atrás da China, Estados Unidos e Índia. “O smartphone é cada vez mais popular no Brasil e a tendência é que essa popularização aumente, principalmente pela força de vendas das redes varejistas e pela crescente onda de lojas conceito, voltadas apenas para celulares”, afirma o analista da IDC Brasil.

Segundo Munin, o estudo da IDC mostrou também uma mudança de comportamento do consumidor. “O brasileiro é muito sensível a preço, mas em smartphones tem avaliado melhor a questão do custo-benefício. E como tem a facilidade de crédito e parcelamento oferecidoa pelo varejo, em vez de comprar um celular de entrada tem optado cada vez mais por um intermediário, contribuindo não só para o aumento das vendas mas também para o aumento do ticket médio”, diz o analista. Munin destaca também a questão das marcas, “O Brasil é um país emergente, mas no mercado de smartphones tem tido desempenho e comportamento de país desenvolvido”. Isso porque, 95% do mercado está concentrado em seis grandes marcas, algo que não acontece em outros países emergentes. “Esse é um fato curioso e mostra que o brasileiro valoriza muito a marca. O nosso mercado está consolidado na mão dos grandes players e tanto fabricantes nacionais quanto os estrangeiros que estão chegando agora tem um grande desafio para se estabelecerem por aqui”, afirma Munin.

4º Trimestre

O Brasil teve recorde de vendas de smartphones no 4º trimestre de 2014. Foram 16.2 milhões de celulares inteligentes vendidos, alta de 43% e 14% na comparação com 4º trimestre de 2013 e 3º trimestre de 2014, respectivamente. “Esse resultado é fantástico. A título de comparação, no 4º trimestre de 2014 foi comercializado praticamente o mesmo volume (16 milhões) de aparelhos em todo o ano de 2012”, lembra Munin. Para o analista, a Black Friday foi o principal responsável pelo desempenho. “Na comparação 2013 x 2014, as vendas na data aumentaram em mais de 600%”.

4G e projeções para 2015

O estudo IDC Mobile Phone Tracker Q4 aponta também que 15% dos aparelhos vendidos em 2014 têm acesso a 4G. Para 2015, a IDC Brasil espera que o número suba e fique entre 30% e 35%. “Vamos ver cada vez mais lançamentos que acessam essa tecnologia. Para esse ano, acredito que os intermediários e os dual-sim serão os destaques do mercado de dispositivos 4G”, completa o analista.
Apesar do dólar alto e da conjuntura econômica, a IDC Brasil espera 16% de crescimento do mercado de smartphones, com a venda de cerca de 63.3 milhões de aparelhos em 2015.

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Lei aprovada no Congresso desburocratiza a instalação de antenas de celular e permite a melhoria da qualidade

Legislação nacional simplifica procedimentos e estabelece prazo máximo de 60 dias para a liberação de licenças para a instalação de antenas

A Lei das Antenas, aprovada nesta quarta-feira no Senado Federal, vai desburocratizar o processo de licenciamento de antenas de telefonia celular no Brasil, permitindo a melhoria da capacidade das redes e da qualidade dos sinais. A nova lei fixa um prazo máximo de 60 dias para a emissão das licenças e simplifica os procedimentos legais. A adequação dos critérios municipais às novas regras definidas pelo Congresso Nacional é um passo que agora se torna importante para permitir que os benefícios da nova legislação cheguem à população local e atendam à crescente demanda por serviços móveis, entre eles a banda larga pelo celular.

Além de fixar prazo para a liberação de licenças, que em muitos casos tem levado mais de um ano, a lei simplifica os procedimentos ao definir, por exemplo, que o pedido de instalação de antena seja endereçado a um órgão municipal, evitando que um mesmo requerimento tenha que ser apresentado a diferentes entidades. Eventuais pedidos de informação ou de alteração no projeto original só poderão ser solicitados uma única vez e o prazo de 60 dias também passa a valer de forma única e concomitante para todos os órgãos ou entidades que tenham que se manifestar sobre a licença.

De acordo com a nova Lei das Antenas, se no prazo de 60 dias não houver decisão do órgão competente sobre o pedido de licença, a prestadora fica autorizada a instalar a antena desde que em conformidade com a regulamentação a ser emitida pelo órgão regulador. A validade da licença passa a ser de, no mínimo, dez anos. Atualmente, em muitos municípios, a renovação é anual.
Outro grande avanço da nova legislação é dispensar o licenciamento para a instalação de antenas de pequeno porte em áreas urbanas, o que agiliza a expansão da cobertura. A lei também dispensa de licenciamento antenas com características técnicas equiparadas a instalações já feitas anteriormente.

A instalação de infraestrutura de telecomunicações também é estimulada na nova lei, que estabelece que não será exigido, em novos contratos, o pagamento pelo direito de passagem “em vias públicas, faixas de domínio e em outros bens públicos de uso comum do povo”, inclusive aqueles explorados em regime de concessão, como rodovias e ferrovias, por exemplo. Essa medida viabiliza a oferta de serviços de telecomunicações em localidades que hoje não dispõem de infraestrutura por serem pouco atrativas economicamente.

Fica estabelecido também que toda obra de interesse público deve comportar infraestrutura para telecomunicações. A lei incentiva ainda o compartilhamento de infraestrutura, prática que já vem sendo adotada pelas prestadoras sempre que possível.

A instalação de antenas, sob o aspecto da emissão de radiação não ionizante (RNI), já é regulada no País pela Lei 11.934/2009 e pela Anatel, que seguem os critérios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A nova lei reforça a regra de que antenas que atenderem a esses critérios nacionais de limite de exposição à radiação não ionizante não podem ser impedidas de serem instaladas por questões ligadas à exposição à RNI.

Pela lei aprovada hoje, os municípios com mais de 300 mil habitantes devem instituir uma comissão para contribuir com a implantação da Lei das Antenas em âmbito local. Essa implantação vai permitir o atendimento da crescente demanda por serviços móveis e principalmente dar o atendimento adequado à implantação do 4G, que demanda um número pelo menos três vezes maior de antenas que o 3G.
Do total de 197 milhões de acessos em banda larga no Brasil, 173 milhões são de banda larga móvel e, destes, 58 milhões foram ativados nos últimos 12 meses. Apesar das inúmeras barreiras, as prestadoras têm avançado na ampliação da infraestrutura. As redes de terceira geração estão instaladas em 3.909 municípios, onde moram 92% dos brasileiros. O 4G já chega a 147 cidades, que concentram 42% da população brasileira. Essa cobertura supera em muito a meta prevista para o 4G, de atendimento de 45 cidades com mais de 500 mil habitantes.

O SindiTelebrasil ressalta o empenho dos parlamentares em aprovar uma legislação moderna, profundamente debatida, e que permitirá ao País ter regras que estimulem a expansão dos serviços e o atendimento das demandas da população.

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Número de acessos em banda larga ultrapassa 197 milhões em janeiro

O Brasil fechou o mês de janeiro com 197,3 milhões de acessos em banda larga, o que representou um crescimento de 48% frente a janeiro de 2014. Segundo levantamento da Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil), no período de doze meses, entre fevereiro de 2014 e janeiro deste ano, 60 milhões de novos acessos foram ativados, num ritmo de ativação de quase duas (1,9) novas conexões por segundo.

A banda larga móvel, pelas redes de 3G e 4G, liderou a expansão dos acessos à internet, chegando em janeiro a 173 milhões de conexões, com 55% de crescimento em relação a janeiro de 2014. A banda larga pela tecnologia de quarta geração (4G), que permite velocidade de conexão à internet até dez vezes mais rápida que a 3G, fechou janeiro com 7,8 milhões de acessos.
Na banda larga fixa, os acessos somaram 24,3 milhões em janeiro. Desse total, 2 milhões de conexões foram ativadas no período de doze meses, com crescimento de 9%. A infraestrutura de banda larga fixa está presente em todos os municípios brasileiros. É por meio dessas redes que as concessionárias atendem com banda larga gratuita a mais de 66 mil instituições públicas de ensino fundamental e médio, pelo programa Banda Larga nas Escolas.

A expansão também se deu na cobertura das redes de banda larga móvel, ativada em 411 novos municípios, no período de doze meses. Ao todo, as redes de terceira geração estão instaladas em 3.909 municípios, onde moram 92% dos brasileiros. O 4G já chega a 147 cidades, que concentram 42% da população brasileira. Essa cobertura supera em muito a meta prevista, de atendimento de 45 cidades com mais de 500 mil habitantes.

Internet – Estudo divulgado recentemente pela Alliance for Affordable Internet, revelou que o Brasil tem a 6ª internet mais acessível entre países em desenvolvimento. No estudo, que identifica capacidade de países de expandirem acesso à rede, foram analisados 51 países sob dois aspectos: o primeiro considera a infraestrutura de rede, dimensão dos serviços prestados e políticas governamentais de incentivo à ampliação da estrutura; e o segundo mede a adoção de banda larga e incentivos públicos para tornar mais viável a contratação de pacotes de internet.

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Redes 4G cobrirão mais de três quartos da população da América Latina até 2020, revela pesquisa

 

 Redes 4G LTE cobrirão mais de três quartos da América Latina em 2020, de acordo com novos dados da GSMA Intelligence divulgados hoje, no Mobile World Congress, como consequência de aceleradas implantações 4G em toda a região. Os novos dados calculam que a cobertura 4G estará disponível para 76% da população latinoamericana até o final de 2020, acima dos 35% previstos no final de 2014.

A tecnologia 4G é atualmente responsável por uma porcentagem de um dígito das conexões1 móveis na América Latina, mas a GSMA Intelligence espera que essa participação seja responsável por mais de uma em cada quatro conexões em 2020. A previsão é de que o total de conexões móveis na América Latina alcance 709 milhões no final de 2014 e 889 milhões em 2020, com o 4G respondendo por 28% (245 milhões de conexões) no período.

O aumento dos níveis de investimento por operadoras móveis latinoamericanas

As despesas de capital (Capex) por operadoras de telefonia móvel na América Latina estão aumentando significativamente, e a previsão é de que se chegue a um total acumulado de US$ 193 bilhões no período de sete anos entre 2014 e 2020. As operadoras latinoamericanas investiram quase US$ 8 bilhões em licenças de espectro entre 2012 e 2015, principalmente para apoiar implantações 4G. A quantidade total de espectro atribuído a serviços móveis desde 2012 foi de 1472MHz, nas faixas de 700MHz, 850MHz, 1800MHz, 1900MHz, AWS (serviços avançados sem fio: 1700-2100MHz) e 2,6GHz.

Acelerando a adoção de smartphones na América Latina

Assim como a expansão do alcance da cobertura 3G/4G, a migração para redes de banda larga móvel de maior velocidade também está sendo impulsionada pela crescente adoção de smartphones. Os smartphones foram responsáveis por 32% das conexões da América Latina em 2014 e espera-se que sejam responsáveis por 68% do total em 2020. A essa altura, a América Latina terá a segunda maior base instalada de smartphones no mundo, atrás apenas da região Ásia-Pacífico. Abaixo uma lista de números de adoção de smartphones na América Latina por país:

Adoção de Smartphones como percentagem de conexões nos dez maiores mercados da América Latina: 2014 e 2020 (previsão). Fonte: GSMA Intelligence

Mercado / País 2014 2020
América Latina 32% 68%
Argentina 34% 72%
Brasil 38% 72%
Chile 36% 73%
Colômbia 31% 68%
República Dominicana 39% 66%
Equador 35% 67%
Guatemala 25% 63%
México 20% 62%
Peru 19% 57%
Venezuela 47% 73%

A tecnologia móvel é considerada o principal meio de acesso à Internet para grande parte da população latinoamericana, especialmente em áreas rurais. O número de conexões de banda larga móvel ultrapassou as conexões de banda larga fixa na região em 2011. Este é o caso dos cinco maiores mercados da América Latina, inclusive do Brasil, onde há mais de cinco vezes mais conexões de banda larga móvel do que de banda larga fixa.

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Tecnologias móveis impactam trilhões de dólares e são responsáveis pela criação de 11 milhões de empregos

As tecnologias móveis estão oferecendo enormes benefícios para os consumidores, pequenas e médias empresas (PME) e para a economia mundial. O impacto econômico pode ser medido em trilhões de dólares, de acordo com um novo estudo do The Boston Consulting Group (BCG). O relatório, intitulado “A Revolução Móvel: como as tecnologias móveis conduzem um impacto de trilhões de dólares”, foi lançado ontem.

Em 2014, a indústria de tecnologia móvel gerou uma receita de quase US$ 3,3 trilhões de dólares em todo o mundo e é diretamente responsável por 11 milhões de postos de trabalho. Além disso, empresas desse segmento investiram US$ 1,8 trilhão em gastos de capital com pesquisa e desenvolvimento de 2009 até 2013, baseando-se quase exclusivamente no financiamento do setor privado.

Mas, para garantir a continuidade de inovação e crescimento global em toda a indústria, empresas de tecnologia móvel terão de investir US$ 4 trilhões até 2020 e superar desafios significativos, de acordo com o relatório, encomendado pela Qualcomm Incorporated, e produzido de forma independente pelo BCG.

O Impacto Sem Precedentes das Tecnologias Móveis

Para obter uma compreensão mais detalhada do impacto sem precedentes das tecnologias móveis ao consumidor, pequenas e médias empresas e na economia, o BCG analisou o seu uso e benefícios em seis países: Brasil, Estados Unidos, Alemanha, Coreia do Sul, China e Índia.

A pesquisa ouviu aproximadamente 7.500 consumidores entre os seis países para quantificar os consumidores que derivam das tecnologias móveis. Entre os resultados, o estudo identificou:

• O superávit anual de consumidores agregados, ou seja, os benefícios que os consumidores recebem de tecnologias móveis e sobre o que eles pagam – corresponde a US$ 6,4 trilhões. Isso excede o PIB de todos os países do mundo, com exceção dos EUA e da China.
• Os consumidores nas economias desenvolvidas (Estados Unidos, Alemanha e Coreia do Sul) atribuem às tecnologias móveis um valor de mais de US$ 6.000 por ano, ou 12% de sua renda.
• Os consumidores nas economias emergentes colocam um valor ainda mais alto no celular em relação à sua renda. Na China e na Índia, o valor do consumo relatado com tecnologias móveis excede 40% a renda média.
• A maioria das pessoas entrevistadas estava disposta a deixar de jantar fora ou sair de férias por um ano, com objetivo de manter o seu telefone celular. Na China e na Coreia do Sul, a maioria dos usuários desistiria de uma assinatura de Internet banda larga em casa para não ter que sair sem um telefone celular.

O BCG também pesquisou 3.500 pequenas e médias empresas nos seis países analisados e avaliou suas economias com objetivo de compreender a empresa- e o nível do impacto das tecnologias móveis no país. Entre os resultados, a pesquisa identificou:

• Pequenas e Médias Empresas que adotam tecnologias móveis avançadas aumentam a receita até duas vezes mais rápido e adicionam postos de trabalho até oito vezes mais rápido do que seus concorrentes.

• A “divisão mobile” – a diferença de crescimento entre os líderes no uso das tecnologias móveis e os seus concorrentes – está prestes a aumentar. Acabando com essa divisão entre essas pequenas e médias empresas nos seis países que participaram da pesquisa, seriam acrescentados 7 milhões de postos de trabalho ao longo dos próximos três anos e aumentaria o crescimento do PIB em 0,5 pontos percentuais.
• As tecnologias móveis atualmente contribuem com mais de US$ 1,2 trilhão no PIB dos seis países, o que corresponde por quase metade do PIB global (47%). Isso equivale de 2 a 4% do PIB de cada país, e 11% no caso da Coreia do Sul.
• Nos EUA, 3,2% do PIB gerado por tecnologias móveis ultrapassa o PIB de indústrias consideradas como essenciais, como de entretenimento, transporte, automóvel, hotelaria e agricultura.

“O Mobile tem sido um grande impulsionador da economia, criando empregos e melhorando a vida dos consumidores”, disse David C. Michael, sócio sênior do BCG em São Francisco e coautor do relatório. “Mas muito mais inovação ainda é necessária. O governo tem um papel importante a desempenhar na manutenção de investimento em inovação e desenvolvimento em tecnologias móveis.”
A adoção de padrões 3G e 4G ultrapassou todas as outras tecnologias, crescendo para cerca de 3 bilhões de conexões em menos de 15 anos, e projetado para exceder os 8 bilhões de conexões até 2020. As grandes melhorias de desempenho nos padrões de comunicações móveis e custos decrescentes têm impulsionado o mobile a se tornar a tecnologia mais adotada de todos os tempos. Enquanto as velocidades de transmissão de dados móveis aumentaram consideravelmente – redes 4G oferecem velocidades de transmissão de dados 12 mil vezes mais rápidas do que 2G – os custos para adquiri-las despencaram.

O relatório oferece uma clara evidência de que os consumidores buscam avanços além da tecnologia disponível atualmente: 90% dos consumidores de 3G e 4G relataram que desejam velocidades ainda mais rápidas de dados, mais cobertura, mais tempo de bateria, e muitas outras melhorias. Muitos desses avanços exigirão investimentos contínuos em pesquisa e desenvolvimento.

Desafios para Manter a Contínua Inovação e Crescimento

Para ajudar a sustentar e promover um ambiente de contínuo apoio ao investimento e inovação em tecnologias móveis, o BCG recomenda uma série de medidas a serem tomadas por governos e legisladores:

• Incentivar inovação em tecnologia por meio de uma forte proteção de patentes e licenciamento orientado para o mercado.
• Suporte na definição de normas ditadas em parcerias com indústria.
• Garantir a disponibilidade de espectro de radiofrequências suplementar.

“Como as conexões de banda larga móvel devem ultrapassar 8 bilhões em 2020, a demanda por capacidade adicional continuará a crescer”, disse Steve Mollenkopf, CEO da Qualcomm Incorporated. “A Qualcomm está investindo na próxima geração de tecnologias móveis para que os consumidores e empresas em todo o mundo possam continuar a se beneficiar dos novos recursos que vêm de avanços nas taxas de dados e outros recursos avançados.”

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Para Abert, destinar faixa de 700 MHz para 4G antes dos testes é "quebra de confiança" do governo

O presidente da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Daniel Slaviero, considerou uma “quebra de confiança na relação entre governo e radiodifusão” se a faixa de 700 MHz for destinada para o serviço de banda larga móvel de quarta geração (4G) antes da conclusão do replanejamento de canais para a TV digital e dos testes de interferência.

A afirmação foi feita nesta terça-feira, 8, em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, que reuniu parlamentares, representantes do Ministério das Comunicações, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e de entidades representativas do setor de radiodifusão pública e privada.

“Haverá uma quebra de confiança na relação entre o setor de radiodifusão e o governo que vem sendo bem conduzida nos últimos meses. É inaceitável colocar a TV brasileira em risco, uma vez que esses dois fundamentos, o replanejamento de canais e as medidas contra interferência, não foram devidamente solucionados”, alertou Slaviero. Para ele, o governo tem tratado a radiodifusão e a telefonia de forma “anti-isonômica”.

A minuta do regulamento que trata das condições do uso da faixa já está na mesa do relator, pronta para ser votada na próxima reunião do Conselho Diretor da Anatel, marcada para 17 de outubro, informou o superintendente de Outorgas e Recursos à Prestação, Marconi Maya, que também participou da audiência.

O presidente da Comissão, o deputado Jorge Bittar (PT-RJ), afirmou que pedirá ainda nesta semana uma audiência com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, e com o presidente da Anatel, João Rezende, para evitar a aprovação precipitada do regulamento. “Vimos na audiência que os problemas podem gerar dispêndios elevados. Essa decisão iminente [da Anatel] gerou intranquilidade e é sobre isso que vamos conversar com o ministro Paulo Bernardo e o presidente da Anatel”, afirmou.

Com a mesma preocupação, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que solicitou a audiência, disse que a notícia sobre a votação do regulamento já na semana que vem “assustou” os deputados da comissão. Segundo ela, a Câmara não participou dos debates sobre a destinação do uso da faixa de 700 MHz. “Esta Casa ficou absolutamente omissa, sem nenhum papel junto ao governo. É claro que a prerrogativa é do Executivo, mas numa democracia os poderes dialogam e se ajudam em decisões estratégicas como essa”, afirmou.

O deputado Sandro Alex (PPS-PR) sugeriu ainda que a Comissão entre com um pedido de decreto legislativo para sustar o ato do Executivo de “exorbitar” em seu papel regulatório, diante da insegurança da população em ter acesso ao sinal de televisão

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IV Telecom: agências reguladoras não acompanham expansão da tecnologia, diz diretor da Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

De um lado, uma vertiginosa evolução do setor de telecomunicações do Brasil, com destaque para os mais de 250 milhões de chips de telefonia móvel licenciados no país. Do outro, salta aos olhos a ineficiência dos instrumentos de regulação no Brasil, que atua com dinâmica desproporcional à velocidade das tecnologias de informação e comunicação.

A avaliação é do diretor-titular do Departamento de Infraestrutura (Deinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Carlos Cavalcanti.

“Isso forma um ambiente regulatório permanentemente desatualizado, às vezes omisso em relação a questões cruciais, impondo obstáculos com relação ao desenvolvimento do setor [de telecomunicações] e do país”, alertou Cavalcanti, em seu discurso de abertura do IV Seminário de Telecomunicações da Fiesp – Qual o futuro das nossas telecomunicações?”, evento que acontece nesta terça-feira (25/09) na sede da entidade. Leia a reportagem completa.

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