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Mercado de frotas no Brasil: não basta proteger, é preciso monitorar

Por Edésio de Campos Horbylon Neto

Levando em conta as altas taxas de criminalidade e violência no Brasil, adquirir um veículo para compor uma frota ou mesmo com a finalidade de realizar atividades comerciais exige um critério imediato de adoção de medidas de segurança, uma vez que são altas as chances de um veículo ser furtado, avariado ou roubado no país, se forem considerados alguns dos últimos índices nacionais divulgados. Sabe-se que o número de casos de roubos de cargas aumenta mais a cada ano que passa, com maiores incidências nas áreas próximas aos grandes centros urbanos. No ano de 2012, por exemplo, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística registrou a maior marca de roubos de cargas dos últimos 15 anos. Outro dado alarmante é que a taxa desses furtos saltou de 2,5 mil em 1994 para 32,2 mil em 2013, atingindo um pico histórico conforme uma pesquisa recente da Associação Brasileira das Empresas de Gerenciamento de Risco e de Tecnologia de Rastreamento e Monitoramento.

Foi justamente pensando na precaução desse assombro que o Congresso Nacional criou há pouco tempo a Frente Parlamentar Mista de Combate ao Roubo de Cargas, presidida pelo deputado George Hilton (PRB-MG), e que envolve um grupo de 183 deputados e três senadores que pretendem intensificar a atuação do Congresso para acelerar a tramitação e aprovação de projetos de lei considerados prioritários para o enfrentamento desse tipo de crime. Os integrantes poderão agir como interlocutores junto ao poder executivo para solicitar a adoção de medidas que garantam mais proteção aos transportadores.

Sobre as tecnologias disponíveis para o mercado de monitoramento veicular, é possível segregá-las em quatro diferentes categorias: os rastreadores de automóveis, para segurança dos veículos e apoio à recuperação caso haja roubos; os rastreadores que unificam a segurança, logística e telemetria; os rastreadores que têm ênfase na logística e telemetria dos veículos; e os localizadores móveis, com o objetivo de apoiar o rastreador principal nas mercadorias de alta procura ou em solução à logística.

Contudo, as grandes inovações do segmento e que chamam a atenção são os produtos que têm como solução a telemetria, ou seja, utilizam o rastreador como meio de comunicação que engloba as mais diversas informações sobre o veículo, desde a otimização do uso, a redução de custos extras com manutenção ou combustível, até a prevenção de acidentes. Vale ressaltar que os produtos com base na radiofreqüência também são eficazes, uma vez que possibilitam a localização de veículos mesmo em ambientes fechados, como túneis, garagens ou subsolos.

O mais comum de acontecer no setor, no entanto, é a contratação de uma seguradora para a proteção da frota ou do veículo, apesar de existir atualmente no mercado uma alternativa muito mais eficiente, moderna e economicamente interessante: a aquisição de serviços de monitoramento e rastreamento veicular. Dessa forma, é possível monitorar em tempo real a localização exata da carga ou do veículo, privilegiando uma melhor gestão da frota.

No caso do monitoramento de uma frota, o ideal a ser feito é a adoção de um sistema de GPS e GPRS, que oferece soluções mais precisas, além da visualização de um mapa com a localização real do veículo. Inovador no mercado, o Siga Fácil é um dos lançamentos recentes da 3T Systems que oferece todas essas possibilidades. Homologado pela Anatel, o produto tem um sistema bastante simples de ser utilizado e, com a utilização de um chip pré-pago de qualquer operadora, uma mensagem SMS pode chegar ao interessado com as coordenadas e a última visualização real do veículo. A central de monitoramento fica disponível 24 horas e oferece suporte para bloqueio e recuperação do automóvel. Fato é que esse é um mercado em franca expansão e que permite monitorar veículos e frotas com baixo custo, além da facilidade do controle e acesso que pode acontecer remotamente, via celular.

Mas vale ressaltar que o mercado brasileiro, apesar de ter evoluído nos últimos anos, ainda não está maduro o suficiente e demanda amplo espaço para crescimento e melhorias, se comparado a países com as mesmas características e estatísticas de roubo, como é o caso, por exemplo, da África do Sul, onde o setor de rastreamento e monitoramento de veículos atinge quase 15% do total de veículos que circulam no país, enquanto no Brasil esse índice é de apenas 1,5%.

*Edésio de Campos Horbylon Neto é diretor superintendente da 3T Systems, do Grupo José Alves. Graduado em Direito pela Faculdade Anhanguera de Ciências Humanas, possui especialização MBA em Estratégias de Gestão em Marketing pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. O executivo acumula passagem na Autotrac, Texaco do Brasil e Xerox do Brasil.

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