Mercado livre de energia cresce 40% ao ano nos últimos 7 anos e promete atrair ainda mais empresas no Brasil

Mercado livre de energia cresce 40% ao ano nos últimos 7 anos e promete atrair ainda mais empresas no Brasil

Para muitas pessoas o mercado livre de energia é um termo ainda desconhecido ou que gera muitas dúvidas, mas que no Brasil vem crescendo exponencialmente nos últimos anos. Mercado livre de energia, basicamente, é um ambiente de contratação onde as empresas podem firmar contratos de compra de energia e negociar livremente as condições comerciais, assim como de oferta, entre outros. 

De 2015 para 2021 houve um crescimento de 40% ao ano de entrantes no mercado livre de energia, que passou de 4 mil unidades consumidoras para 30 mil, o que representa, atualmente, 38% do total de energia consumida no Brasil. 

No entanto, esse número corresponde a menos de 0,01% dos consumidores brasileiros, tendo em vista que o Brasil tem cerca de 90 milhões de consumidores, considerando residências. Ou seja, atualmente quem está no mercado livre são as grandes empresas consumidoras de energia, os chamados eletrointensivos. 

“O mercado livre já existe desde 1995, com a lei 9.074, mas, de fato, nos primeiros 15 a 20 anos foi destinado apenas para as grandes empresas. De 2015 para cá, houve esse crescimento porque as médias empresas no Brasil começaram a perceber como entrar para o mercado livre, trazendo competitividade nessa livre negociação da compra de energia, além de atrelar valores de sustentabilidade e redução de gases de efeito estufa, ao optar pelo uso de energia renovável”, afirma Danilo Lima, diretor de inteligência de mercado e  marketing da 2W. 

Mudanças no setor elétrico brasileiro 

Atualmente, o Brasil tem um pequeno número de empresas no mercado livre, que transacionam grande volume de energia. Mas esse cenário irá mudar. Um estudo realizado pela Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica (ABRACEELl) prevê que a abertura do mercado livre de energia, também conhecido como Ambiente de Contratação Livre (ACL), tenha um potencial de gerar, até 2035, R$ 210 bilhões de redução nos gastos com energia elétrica, 642 mil novos empregos e um desconto médio de até 27% na compra de energia.

Hoje, em torno de 70 mil empresas já poderiam aderir ao mercado livre de energia, entre pequenas e médias. “Esse é o papel da 2W: levar empresas que estão comprando da distribuidora local para o mercado livre. Deixar todo o processo mais confiável e prático, apresentando os ganhos para cada negócio”, disse Danilo. 

Há  dois meses, no dia 28 de setembro, o Ministério de Minas e Energia publicou uma portaria em que amplia o número de empresas que podem aderir ao mercado livre. A partir de janeiro de 2024 os critérios técnicos de demanda contratada, da parte de conexão com a distribuidora, reduzirão. Ou seja, todas as empresas conectadas em alta e média tensão poderão entrar no mercado livre, o que representa um pouco mais de 100 mil empresas qualificadas para entrar no mercado livre. 

Já no dia 30 de setembro, o MME lançou consulta pública para que em 2026 todos os consumidores que sejam comerciais ou industriais e conectados em qualquer tensão possam acessar o mercado livre de energia. São aproximadamente 7 milhões de empresas. E para 2028, a consulta é para a ampliação para que todos possam acessar, incluindo unidades residenciais e rurais, que somam mais de 80 milhões de consumidores. 

“Iremos passar por dois grandes momentos de abertura de mercado. É uma grande oportunidade da tecnologia estar presente para que as empresas fornecedoras e comercializadoras consigam atender um público que até então era restrito a 30 mil consumidores”, afirma Danilo. 

Energia e tecnologia 

A eficiência energética terá um salto nas aplicações de conectividade e medição. A partir do momento que o consumidor tem um medidor que mede cada variável de vários equipamentos e gera volumetria de dados e indicadores, ele pode otimizar equipamentos e trazer melhorias nos processos, como fazer manutenção preventiva das máquinas. 

“O mercado de eficiência energética está em alta. O consumidor industrial já sabe que para se manter competitivo é preciso controle total sobre a energia utilizada. A eficiência energética serve para reduzir consumo, mas até para a parte de manutenção. Tudo sendo habilitado pela conectividade. Sai mais barato, já que com grande volume de dados sendo avaliados, o consumidor pode se antecipar”, conclui Danilo. 

O parque eólico de Anemus (RN) será conectado via OPGW. Serão mais de 9 km de extensão de cabos de 14,40MM de diâmetro para interconexão dos parques, garantindo toda segurança contra descargas elétricas e velocidade de dados de comunicação. A 2W firmou contrato com a Way2 de forma a integrar todo o escopo voltado à gestão e operação de medição dos parques. 

Além disso, a 2W já oferece telemetria inteligente, gestão do uso da energia em tempo real e dashboard dinâmico e 100% digital. 

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