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Startups aceleradas pela Wayra encerraram 2020 com resultados acima da média

2020 começou com muitas incertezas, mas ao mesmo tempo abriu espaço para empresas de inovação se desenvolverem ainda mais. As startups da Wayra , hub de inovação aberta da Vivo, conseguiram aproveitar esse momento para crescer e encerraram o ano com resultados acima do esperado para um ano de pandemia.

“Temos, em nosso hub, em sua maioria startups em fase de tração que conseguiram se manter saudáveis e crescer mesmo em tempos desafiadores. As startups têm em seu DNA a resiliência e a capacidade de adaptação e, isso foi fundamental para superar as adversidades em 2020. Além disso, na Wayra buscamos apoiar os empreendedores com conexões para novos negócios, internacionalização e também promovemos encontros online para trocas de experiência e aprendizados entre os fundadores”, comenta Livia Brando, Country Manager da Wayra no Brasil.

Segundo Livia, os exemplos de maior destaque em crescimento entre as investidas do hub são startups como, a Netshow.me, Quero Quitar, Monkey e Getup. “Essas empresas provaram o quão efetivo podem ser seus negócios e o quanto há espaço para crescer em cada um de seus setores. Durante a crise, vimos que o mercado está ainda mais focado no potencial das soluções trazidas pelas startups para acelerar a transformação digital e a melhoria de eficiência em processos e isso, sem dúvidas, ajudou no amadurecimento e na escala”, conta Livia.

Monkey Exchange , fintech de antecipação de recebíveis, cresceu 10 vezes a receita comparando com 2019, e viu no ano de 2020 a oportunidade de internacionalizar e conseguiu concretizar a expansão para a América Latina, entrando nos mercados do Chile e da Colômbia, com previsão de entrada no México ainda em 2021. A startup triplicou a equipe durante a pandemia e foi capaz de transacionar cerca de 10 bilhões de reais (mais de 7 vezes o volume do ano anterior), com previsão de triplicar esse valor em dois anos.

Já a Netshow.me , plataforma de transmissão de vídeos online (streaming), triplicou de tamanho em 2020. Durante a pandemia, a empresa passou a ser demandada de novas formas, tantos clientes corporativos quanto entretenimento, tendo um crescimento acelerado que os fundadores esperavam apenas para daqui alguns anos e acabou acontecendo em apenas alguns meses. A VOLL , startup referência em mobilidade corporativa simplificada, também ganhou destaque no portfólio da Wayra em 2020, aumentando em 100% seu time desde o início da pandemia, além de crescer 34% o número de clientes durante o ano.

Outro exemplo de fintech que cresceu é a QueroQuitar . A empresa, que tem como propósito auxiliar mais de 64 milhões de brasileiros a quitarem suas dívidas com as empresas parceiras da plataforma, fez com que o volume de negociações crescesse 403%. Além disso, a startup viu sua carteira de usuários aumentar em mais de 360% nos últimos meses de 2020.

Getup, empresa especialista em kubernetes e em acelerar a jornada de modernização de aplicações das corporações na nuvem, cresceu mais de 90% em 2020. Além disso, a empresa conquistou novos clientes como Mandaê, Banco BTG Pactual e BTP – Brasil Terminal Portuário.

“Estamos confiantes e otimistas com nosso portfólio, que tomou as medidas necessárias em 2020 para superar a crise e continuar seu crescimento, assim como com o ecossistema de startups e inovação no Brasil como um todo. Para 2021, queremos investir em mais startups na fase de tração para mantermos nossa curva de crescimento e ajudarmos as empresas a escalarem seus negócios. Nosso objetivo é atrair empresas inovadoras que estão transformando diferentes áreas de negócios e fazer com que esse mercado cresça e amadureça ainda mais, além de fechar grandes contratos com a Vivo e corporações pelo país”, declara Carol Morandini, head de portfólio e scout da Wayra Brasil.

Indústria é decisiva para a recuperação do Brasil

Por Rafael Cervone, vice-presidente da Fiesp/Ciesp

A Covid-19 atingiu o Brasil quando estávamos começando a emergir de quase uma década de retração, agravando um quadro que já era difícil. O fato comprova não ser prudente postergar soluções para os problemas que travam o desenvolvimento, pois, além do baixo crescimento econômico e suas consequências sociais, o País fica muito fragilizado ante os incidentes e percalços do mundo, como a atual pandemia.

Em maior ou menor proporção, outros episódios da história recente nos abalaram muito, como o crash do subprime desencadeado nos Estados Unidos em 2007 e, à mesma época, o abismo fiscal escancarado em algumas nações da União Europeia, abalando o Euro. Sofremos por situações deflagradas no Hemisfério Norte, sobre as quais não tínhamos qualquer controle. A verdade é que a baixa competitividade nacional, o anacronismo do marco legal, insegurança jurídica, burocracia, impostos exagerados e fluxos desconexos de câmbio, juros e baixa disponibilidade de crédito são comorbidades agudas de nossa economia ante qualquer crise global.

É o que ocorre agora, em dimensões mais contundentes, em meio à pandemia. Por isso, teremos de realizar em plena crise o que negligenciamos por décadas, a começar pelas reformas estruturais, principalmente a tributária e administrativa, na sequência da trabalhista e previdenciária, já efetivadas. Também é uma prioridade resgatar a competitividade da indústria, pois seu fortalecimento é um dos fatores decisivos para a recuperação nacional e o ingresso num ciclo duradouro de crescimento do PIB acima de quatro por cento ao ano, mínimo necessário para se promover amplo fluxo de inclusão e ascender a um patamar mais elevado de renda per capita.

Os números são incontestáveis quanto ao significado da manufatura: apesar de representar 21,4% do PIB, o setor responde por mais da metade das exportações de bens, 69,2% do investimento empresarial em P&D, 33% da arrecadação de tributos federais e 31,2% da arrecadação previdenciária patronal; emprega 20,4% dos trabalhadores brasileiros e paga, na média, os melhores salários; é a atividade que mais recolhe impostos e promove a difusão de tecnologia e produtividade, segundo dados do IBGE.

Porém, a indústria nacional enfrenta grave perda de competitividade. Estudo do Movimento Brasil Competitivo (MBC) revelou que produzir no Brasil custa anualmente R$ 1,5 trilhão a mais, cerca de 22% de nosso PIB, do que na média dos países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Não é sem razão que, nos últimos seis anos, 36,6 mil fábricas, de distintos setores, tenham encerrado atividades no Brasil. Em 2020, foram 17 por dia. Precisamos reagir de imediato, num mundo onde o novo coronavírus está fazendo recrudescer o protecionismo e aumentando os riscos da dependência, como evidencia neste momento, por exemplo, a carência no Brasil de vacinas contra a Covid-19, um produto da indústria farmacêutica.

É premente uma política industrial eficaz. Para isso, todas as representações do ramo precisam unir forças e se mobilizar com foco na competitividade, melhoria do ambiente de negócios, desoneração da produção e redução do “Custo Brasil”. São Paulo tem papel relevante nesse processo, pois representa 29,8% do PIB manufatureiro nacional (fonte: CNI). As empresas do setor, somando forças no âmbito de suas entidades de classe, que precisam estar mais unidas e sinérgicas do que nunca, ganham musculatura e densidade para enfrentar esse desafio tão relevante para o País e o seu povo.

Araraquara assina parceria com app inédito no mundo para combater a Covid-19

O Global Health Monitor é uma iniciativa independente, gratuita, com funcionamento previsto para o Brasil e o exterior

Um aplicativo inédito de monitoramento e auxílio no combate à Covid-19 está sendo lançado oficialmente esta semana pela startup brasileira Global Health Monitor (GHM), sediada em Curitiba (PR). A plataforma, que tem a chancela do Instituto Butantan e é considerada inédita no mundo, acaba de assinar uma parceria com a cidade de Araraquara para combate ao novo coronavírus.

“O GHM vai atender a população desde o monitoramento de sintomas individuais e de exposição ao vírus até a o mapa de casos de Covid-19 na região, com atualização em tempo real. Ele emite alertas quando você se aproxima de uma área de risco e também organiza sua carteira de vacinação digital”, explica Henrique Mendes, fundador do GHM ao lado de Adam San Barão.

Mendes conta que o time de infectologistas do Instituto Butantan foi um parceiro importantíssimo na etapa de validação do algoritmo relacionado à gravidade dos sintomas – na seção de autoavaliação do usuário. O Instituto também é um dos principais parceiros na etapa de lançamento oficial do app.

Para fazer o download do GHM, basta acessar o site da empresa ou diretamente o link ghm.world/#download.

Ação em Araraquara

O termo de doação assinado entre a GHM e o município de Araraquara, por meio da sua Secretaria de Saúde, disponibiliza à cidade seis ferramentas desenvolvidas pela startup. A primeira delas é o Serviço de Monitoramento de Exposição à Covid-19, tecnologia operada por contact tracing – ou seja, a movimentação e aproximação de smartphones pela cidade.

O acordo também inclui o Sistema de Autoavaliação do app e o serviço de Carteira de Vacinação Digital, com uma funcionalidade sobre avaliação de reações adversas e dúvidas sobre a vacinação.

Outro destaque da parceria é a integração do GHM com o Sistema de Exames Laboratoriais Público e Privado, para identificação dos casos positivos de Covid-19 (via PCG, IGG e IGM). “Importante ressalvar que esse é um serviço de monitoramento anonimizado”, reforça Adam.

Para disponibilização desse serviço é necessário acesso ao Banco de Dados Exames Públicos e Privados de Covid-19, o que reforça a atuação conjunta entre GHM e a Secretária de Saúde.

O termo também inclui acesso ao Mapa das Unidades de Saúde e Mapa de Risco. Em contrapartida, a cidade fará um esforço de divulgação para que a tecnologia receba o máximo de informações da população num curto período de tempo.

As primeiras atividades da parceria tiveram início já na sexta-feira (05) e os resultados devem ser notados nas próximas semanas, quando mais de 18% da população local aderir a utilização do app. “Quanto maior o número de pessoas conectadas ao aplicativo, fazendo autoavaliação diária, maior as chances de identificar e isolar os casos suspeitos e confirmados – sempre de forma anônima, voluntária e gratuita para toda a população”, explica Mendes. 

Disponível para todos os estados

Além de Araraquara, o GHM já está disponível gratuitamente para todos os usuários de Android e IOS de qualquer cidade do Brasil. “Nossa tecnologia não tem fronteiras. A parceria com a cidade de Araraquara é importante para testar e comprovar a eficácia do GHM no controle da pandemia, mas ele não é exclusivo para essa região. Vale para todo o Brasil e em breve o exterior”, conta Mendes.

Ele explica que quanto mais rápido a população do país instalar e alimentar o app de informações individuais, mais eficaz será o monitoramento em todas as regiões e é nesse contexto que foi penada a parceria com gestores públicos.

“Estamos num momento importante de divulgação e conscientização sobre a tecnologia. Nossa missão, desde o início, foi criar uma interface fácil mesmo para as pessoas com pouca familiaridade com tecnologia. É nosso propósito trabalhar duro em todas as fases da experiência do usuário até que todos estejam bem e seguros”, afirma.

Funcionamento

O cadastro no GHM é simples e permite uma ampla leitura sobre o comportamento do vírus. “É uma ferramenta em constante evolução e nenhum aplicativo do mundo fornece as aplicações já disponibilizadas nesta primeira versão”, explica Adam.

O app consegue identificar se a pessoa está em uma área de risco, se existe a possibilidade de estar contaminada e já fornece orientações iniciais para os casos suspeitos. Para isso, o usuário inclui dados pessoais e comportamentais – como idade, sexo, comorbidades, se é fumante, episódios de exposição ao vírus etc – e em seguida concorda com um termo de privacidade das informações fornecidas.

“A Política de Privacidade que é firmada com o usuário foi construída a partir da Lei Geral de Proteção de Dados, de modo que a população entra no mapeamento de forma 100% anônima e não tem qualquer um de seus dados expostos”, completa Adam.

“Acreditamos que, além de ser uma ferramenta importante para a autopreservação do cidadão, ela pode fornecer dados relevantes para as diversas instâncias de gestão pública”, completa ele, lembrando novamente que informações compartilhadas com órgãos de saúde são totalmente anonimizadas.

Entre os próximos passos do GHM estão o acesso a dados laboratoriais para monitoramento automático dos casos de Covid-19 em outras cidades do Brasil; o desenvolvimento de uma versão para empresas (pela qual será possível evitar a disseminação de casos internamente, entre os trabalhadores); e outra voltada à comunidade estudantil, uma das mais impactadas pelas incertezas trazidas pela pandemia.

Além do Instituto Butantan e do Município de Araraquara, são parceiros ou apoiadores do Global Health Monitor o CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o programa Startup With IBM (da IBM), a HiLab (Health Tec de Curitiba), EZOK e a Ninho Digital.

SkillHub, startup voltada para a educação corporativa, recebe aporte da Hotmart

A Hotmart , empresa global de tecnologia focada no empreendedorismo e produtos digitais, acaba de anunciar aporte financeiro na SkillHub , startup de educação corporativa, assumindo uma participação minoritária. O valor não foi divulgado. Com uma solução completa de treinamento, a SkillHub já impactou mais de 5.000 profissionais em apenas um ano de operação.

Fundada em março de 2020, em Campinas (SP), pelos empreendedores João Bizzarri (ex-Linkedin e Bain & Company) e André Felix (ex-Movile), a SkillHub é uma plataforma de treinamento focada no mercado corporativo. Ela conecta cada colaborador do cliente aos melhores treinamentos e conteúdos, para torná-los protagonistas do seu próprio desenvolvimento, de forma personalizada. A empresa tem parcerias com instituições de ensino renomadas, como a FGV, Saint Paul e Alura. Entre os clientes da plataforma estão a Dafiti, TecBan e Loft, entre outros.

Com o aporte, a ideia é ampliar os investimentos em tecnologia e na área comercial, para expandir o número de clientes atendidos e as opções de conteúdo da plataforma.


“As empresas têm a necessidade crescente de desenvolver suas equipes, porém às vezes têm dificuldades em encontrar o melhor conteúdo ou gerenciar esse processo internamente. A SkillHub busca facilitar essa jornada, e ao mesmo tempo acompanhar o aprendizado dos colaboradores, gerando dados para aumentar o engajamento e os resultados”, afirma João Bizzarri, co-fundador da SkillHub.

Para a Hotmart, o objetivo é fomentar o ecossistema de ensino digital no mercado corporativo, onde a empresa ainda não atua. “Já investimos em várias empresas que auxiliam os produtores de conteúdo digitais, como a Reshape (transcrição de áudios e vídeos) e ENotas (emissão de notas fiscais para negócios digitais). Acreditamos que a SkillHub ajudará esse ecossistema a crescer e vemos oportunidades de levar nossos produtores de conteúdo a vender também para mercado corporativo”, comenta João Pedro Resende, cofundador e CEO da Hotmart Company.

Central Nacional Unimed lança projeto para startups

No ‘Desafio de Inovação Unimed’, as empresas poderão criar projetos e soluções, além de participar de mentorias com os melhores especialistas do setor

A Central Nacional Unimed está com inscrições abertas para o Desafio de Inovação Unimed . O projeto conecta a Tronko, nova célula de inovação da cooperativa, com startups, por meio da plataforma de open innovation, 100 Open Startups. Na prática, a cooperativa nacional do Sistema Unimed pretende abrir espaço para que startups interessadas apresentem projetos e soluções aos obstáculos enfrentados no dia a dia de sua operação. “O desafio proporcionará mentorias com os melhores especialistas do setor, networking, visibilidade e oportunidade de negócios, além de apoio no desenvolvimento de ideias transformadoras dentro do maior sistema de cooperativas médicas do mundo, responsável pela assistência médica de 17 milhões de brasileiros”, ressalta Alexandre Ruschi, presidente da Central Nacional Unimed.

Ao todo serão selecionados até 30 startups nas áreas de Automatização para Captura e Conferência de Notas Compliance de Fornecedores Fiscais, Gestão de Facilities, Gestão do Conhecimento em Compras, Suprimentos Hospitalares, Reserva de Espaço Físico, Orçamentação, Contratação de Serviços e Suprimentos Hospitalares, Gestão de Custos Comerciais, Automatização para Captura e Conferência de Notas Fiscais. A escolha das soluções será realizada internamente pelos executivos da operadora, que usarão como critérios as informações oferecidas pelas startups no momento da inscrição.

A partir daí, a startup poderá ser convidada a apresentar a solução e implantar um projeto-piloto. “Com base no resultado, a empresa poderá ser habilitada a desenvolver parcerias na forma de prestação de serviços ou de fornecimento de produtos inovadores, de acordo com a maturidade e com a consistência da startup e da solução apresentada”, explica Ruschi. O executivo reforça que o desafio compõe a série de iniciativas da cooperativa em 2021, para acelerar a resolução de cenários e disseminar a cultura de inovação internamente.

Para Bruno Rondani, CEO da 100 Open Startups, parceira do projeto, essa é uma oportunidade importante para as jovens empresas. “As startups poderão atuar em projetos de open innovation e ver suas soluções crescerem na prática. Sem contar que estarão em contato com o mercado de saúde, que cresce a cada ano e fomenta a existência de novos negócios. Nós acreditamos que, quando há colaboração do ecossistema de inovação, soluções incríveis podem acontecer. Estamos felizes em compartilhar deste momento”, diz.

Inovação em pauta

Ao longo de 2021, a Central Nacional Unimed prepara uma série de investimentos que irão nortear os negócios da cooperativa. Recentemente realizou a palestra “O Médico de 2030 – Ampliar conhecimento. Explorar o futuro”, por meio do canal próprio no YouTube, que abordou o impacto da inovação na Saúde e apresentou sua nova parceira: a SingularityU Brazil. Juntas, irão lançar o novo hub de inovação, o Learning Village, que auxiliará no fortalecimento e no fomento da inovação e educação no setor de saúde, por meio da aplicação de tecnologias exponenciais, desenvolvimento de pessoas e colaboração no ecossistema.

Com esses novos projetos, a CNU pretende se antecipar às tendências e se tornar protagonista em novas tecnologias dentro do setor de Saúde Suplementar. “Nosso objetivo é fomentar e fortalecer a inovação, a educação na área de saúde e o cooperativismo. Acreditamos que planejar e compartilhar o que aprendemos no presente, nos sustentará e impulsionará para um futuro que contribuirá, não somente com a cooperativa, mas com o setor como todo”, disse Alexandre Ruschi, presidente da Central Nacional Unimed.

Desafio de Inovação Unimed
Data de inscrição: até 14 de março
Link para inscrição: https://www.openstartups.net/events/unimed/

App brasileiro de gestão e vendas recebe aporte de R$ 5,5 milhões

Guilherme Hernandez, CEO da Kyte

Startup de vendas e gestão usará capital para ampliar a equipe e desenvolver novos recursos para seu aplicativo, que hoje atende a pequenos comerciantes em 143 países.

A startup Kyte, que oferece uma plataforma de vendas e gestão para digitalização de pequenos comércios, acaba de finalizar sua primeira rodada de investimentos no valor de R$ 5,5 milhões – somados os aportes feitos pela DGF Investimentos e pelos fundos Caravela Capital e Honey Island Capital. Apesar de ter apenas três anos e uma equipe enxuta de 25 colaboradores, a startup que nasceu em Florianópolis (SC) já atende com seu aplicativo mais de 25 mil usuários espalhados por 143 países, principalmente Estados Unidos, México e Filipinas, além do Brasil.

Com o capital investido, a Kyte pretende continuar expandindo suas operações e sua base global de clientes. A estratégia de crescimento será focada em três pilares: ampliação da equipe, investimento em marketing e desenvolvimento de novos recursos para o aplicativo.

“Ficamos felizes em poder escolher os parceiros ideias para esta rodada, que, além do capital, poderão nos ajudar com conhecimento, experiência e networking, aspectos tão importantes quanto o dinheiro para os desafios de uma scale up”, comenta Guilherme Hernandez, CEO da Kyte.

A empresa já está contratando e as vagas abertas para trabalho remoto em todo o Brasil podem ser conferidas na página de carreira. A expectativa é dobrar o número de colaboradores já no primeiro semestre de 2021. Também haverá uma expansão do aplicativo para as plataformas web e tablet, assim como um foco maior na integração para vendas por meio de redes sociais, como Facebook, Instagram e WhatsApp.

Em relação a novas soluções, a empresa pretende apostar no processamento de pagamentos para agregar mais valor ao app e facilitar o gerenciamento dos pequenos comércios com o Kyte Pay. Atualmente, o aplicativo aceita pagamento online com cartão, carteira digital, link de pagamento e integração com maquininhas de cartão da SumUP e do Mercado Pago.

“Além de um time muito forte, observamos nos resultados já conquistados que a Kyte está conseguindo capturar a oportunidade global efetivamente. É essa combinação de produto, mercado global e empreendedores fora da curva que buscamos no DGF Investimentos. Nossas experiências passadas com investimentos semelhantes só reforçam nossa convicção de que existe muito espaço para que a Kyte cresça de forma exponencial”, explica Frederico Greve, sócio diretor do DGF Investimentos.

Acompanhando a expectativa de crescimento, a Kyte também foi uma das selecionadas para a nova turma do programa de aceleração Scale-up, promovido pela rede global de apoio ao empreendedorismo Endeavor, além de ser uma das participantes do programa Facebook Accelerator: Commerce.

“A Kyte conquistou uma base global de clientes desde o estágio inicial da companhia sem que houvesse captado um funding relevante. Isso mostra o potencial da plataforma. Estamos empolgados com a competência do time e qualidade do produto para atender cada vez mais clientes no mundo todo”, comenta Mario de Lara, cofundador e sócio da Caravela Capital.

Para Mariana Foresti, sócia gestora do fundo Honey Island Capital, “a Kyte pretende oferecer uma experiência completa, desde a escolha do produto ou serviço até a efetivação da transação, agregando serviços financeiros e facilidade, movimento que casa com a nossa expertise em fintechs”.

Vocação internacional

Para os sócios, o rápido crescimento da empresa se deve à estratégia de Product Led Growth (PLG), onde se coloca o produto à disposição dos clientes o mais rápido possível para que eles percebam seu valor e, depois, assinem um dos planos. O método permitiu lançar o app em todo o mundo sem exigir equipe específica e presença física em outros países.

“Nós costumamos dizer que a Kyte nasceu global. Eu já tinha uma experiência internacional em outra empresa onde percebemos que as dores básicas sub-atendidas do pequeno comerciante eram as mesmas no mundo inteiro. Então, lançamos a primeira versão do aplicativo em português, inglês e espanhol, imaginando o grande leque de países em que gostaríamos de atuar”, explica o CEO da startup.

O objetivo da Kyte é democratizar o acesso a ferramentas de vendas e gestão, trazendo para o celular de autônomos e pequenos empreendedores recursos que antes só estavam disponíveis em softwares para computadores. “O app começou como um ponto de vendas mobile, mas, com o tempo, fomos expandindo e inserindo novas funcionalidades importantes para nosso público”, enfatiza Guilherme. Hoje, a plataforma conta com cadastro de produtos e de clientes, controle de estoque, gestão de pedidos, emissão de recibos, integração com redes sociais e até um catálogo online que funciona como uma lojinha virtual, entre outros recursos. Em 2020, com o avanço acelerado da digitalização dos comércios, a Kyte registrou um crescimento de 217% da base de clientes e 331% de faturamento.

Os 10 países mais estratégicos são Estados Unidos, México, Indonésia, Filipinas, Malásia, Argentina, Chile, Reino Unido e Espanha, além do Brasil, que concentra cerca de 45% dos usuários do app. “Fomos percebendo que países tinham mais interesse na nossa proposta de valor e somente a partir disso desenvolvemos um trabalho maior de análise do mercado e de Customer Development”, detalha o Head of Growth da Kyte, Ivan Farias.

O grande número de clientes também se deve ao modelo freemium, com uma versão gratuita e outra paga com mais funcionalidades – que, hoje, tem 22 mil assinantes. A startup ainda segue o Fair Price Program, em que são criados preços diferenciados de acordo com o poder de compra médio da região. No Brasil, o plano PRO custa R$ 19,90 por mês.

Startup que monitora ameaças florestais recebe aporte de R$750 mil

Depois de um 2020, com resultados que superaram as expectativas, os empreendedores da Quiron – startup que funciona incubada no Orion Parque em Lages/SC – já tem muito o que comemorar em 2021. A empresa, especializada no monitoramento remoto de ameaças florestais, utilizando tecnologias para predição de incêndios e sanidade florestal, recebeu aporte de R$ 750 mil reais de investidores da Anjos do Brasil, organização sem fins lucrativos, criada para fomentar o investimento anjo e apoiar o empreendedorismo de inovação no país. 

O investimento anjo tem como finalidade proporcionar aos investidores interessados a aplicação financeira em negócios com alto potencial de retorno que, consequentemente, tem um grande impacto positivo para a sociedade, trazendo oportunidade de trabalho e de renda. O termo “anjo” é utilizado pelo fato de não ser um investidor, exclusivamente, financeiro que fornece apenas o capital necessário para o negócio, mas por apoiar o empreendedor, aplicando seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamento para orientá-lo e aumentar suas chances de sucesso, conforme explica a entidade. 

A possibilidade da Quiron receber o investimento anjo – apoio tradicionalmente comum entre as startups – foi viabilizada pela Rede de Investimentos Anjo (RIA), uma iniciativa conjunta da Anjos do Brasil e da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE). A RIA SC é uma comunidade que aproxima pessoas físicas que querem investir em startups a empreendedores que desenvolvem produtos e serviços com potencial de crescimento em escala. 

“Nós recebemos o contato deles num dia, e dois dias depois, o pitch foi apresentado a mais de 80 investidores da Anjos do Brasil. Na sequência, mais de 30 deles demonstraram interesse. Passamos por comissões internas que fizeram todo o processo de verificação, de modelagem de negócios, de tração, avaliando todos os parâmetros da nossa empresa, que são levados em conta na hora de procurarmos um aporte financeiro. Se não fosse a Anjos do Brasil, com certeza não conseguiríamos chegar até aqui”, lembra Diogo Machado, responsável pelos novos negócios da Quiron. 

Segundo Celso Sensini, investidor líder, a Quiron tem muito a crescer com o novo aporte. “Enxergamos, após extensa avaliação da empresa, um ótimo potencial da Quiron no setor Florestal, não apenas no Brasil, mas em diversos países do mundo, como: Estados Unidos, Europa e Austrália. Este é um segmento com muitas oportunidades e estamos confiantes na capacidade de entrega dos sócios fundadores”. 

História de sucesso em dois anos de atuaçãoA história da Quiron se confunde com a inovação tecnológica que o setor de engenharia e sensoriamento florestal teve nos últimos anos. Sempre ligada ao ecossistema de inovação e sabendo da importância que a conexão com outros players – locais, regionais, nacionais e internacionais – impactam o negócio, a Quiron teve uma ascensão robusta.  

A startup começou no ano de 2018, já incubada no Centro de Inovação do Orion Parque Tecnológico e, desde lá, tem acumulado conquistas e bons resultados em oportunidades de investimentos e programas de capacitação do negócio empreendedor. No mesmo ano, a Quiron foi aprovada no Sinapse da Inovação, promovido pelo Governo do Estado de Santa Catarina.  

De lá para cá, também teve a oportunidade de fazer parte do Forest Insight, da UFV, no Brasil, em 2019, e de ser a  única startup brasileira selecionada para o Salto Growth New Norm, promovido por fundadores das principais startups da Estônia, em maio de 2020. 

Já em setembro do ano passado a solução Flareless, também da Quiron, foi aprovada para o Batch da Plug and Play Insurtech, estando apta a construir produtos e serviços para as maiores seguradoras do mundo.  

Já em dezembro de 2020, participando do InovAtiva 2020.2, maior programa de Aceleração de Startups da América Latina, a Quiron conseguiu um excelente resultado com o primeiro lugar na Banca de Agronegócio na aceleração 2020.02.  

Para os empreendedores da Quiron, o investimento faz sonhar grande. É o que conta Gil Pletsch, CEO da startup. “Com esse aporte de recursos, será possível estruturarmos melhor a nossa equipe de produção e pesquisa, nosso setor de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). Precisaremos de mais profissionais que tenham mais conhecimentos na área florestal, conhecimento de programação, geoprocessamento, além de, aperfeiçoar os produtos que já temos e desenvolver outras automações que precisam ser feitas”, ressaltou.   

Crescimento em escala, com tração de investimentoSegundo Diogo, a Quiron é hoje uma das únicas startups no país e poucas no mundo com atuação voltada, exclusivamente, para algoritmos no setor florestal, um segmento com grande demanda por inovações. “É muito interessante essa visibilidade que podemos obter. Na verdade, somos uma das únicas startups do Brasil e do mundo que trabalha com algoritmos e sensoriamento via satélite para florestas. Existem várias startups para o agro tradicional, com um mercado mais consolidado, mas com foco em floresta, são poucas”, ressalta ele.  

A tecnologia desenvolvida pela Quiron, via monitoramento remoto, permite mitigar perdas com ameaças florestais, como pragas, doenças e incêndios. Via algoritmos próprios, é possível analisar grandes extensões de terras e identificar áreas de ataque de pragas e doenças em florestas plantadas e também identificar áreas com maior risco de ignição de incêndios florestais. A empresa tem parcerias com players de todo o mundo para obter dados de satélites e nano satélites, colocando todas essas variáveis dentro dos seus modelos. Dessa forma, empresas florestais, de celulose e outros territórios podem monitorar ameaças de uma forma totalmente remota, dando às equipes de campo maiores subsídios na tomada de decisão.  

Futuro da startup– Além de Gil e Diogo, a startup ainda conta com a ajuda de Marcos Benedito Schimalski, professor de Engenharia Florestal da Udesc-Lages.  No total, são quatro fundadores diretamente envolvidos com a Quiron atualmente. A expectativa é de que, até o final do ano, cerca de 15 pessoas integrem o time. Além de incrementar o setor de pesquisa e desenvolvimento da startup, a ideia é utilizar os recursos para estruturar um setor de vendas escalável.  

“O recurso será importante também para expandirmos nosso desenvolvimento de mercado, criar a estrutura de máquina de vendas, enfim, toda parte de pré-venda, fechamento de vendas e relacionamento”, salienta Gil. Hoje a Quiron possui clientes ativos no Brasil e Portugal, mas já mira outros mercados potenciais, como Estados Unidos e outros países da Europa.   

Ajuda do Orion fomenta startups na região- O apoio do Orion Parque Tecnológico, o setor de startups e empresas do Instituto, auxilia as startups a se desenvolverem, inserindo-as aos editais que integram ao Centro de Inovação, oferecendo suporte técnico para transformar ideias em projetos para ingresso nos editais de residência. Foi nesta modalidade, chamada OrionLab, que a Quiron entrou, em 2018, no Orion.   

“A Quiron sempre teve um potencial, tanto nas hipóteses de negócios, tanto no capital intelectual dos empreendedores, o time deles de empreendedores é muito forte – isso contribuiu muito para a evolução da solução. A nível de ecossistema, esse aporte que eles estão recebendo é um marco para a gente, porque é a primeira startup que vai receber esse montante em investimento externo, por mérito total dos empreendedores, e da solução, do negócio deles”, salienta Hemerson Schenato, líder de startups e empresas do Orion.  

MeuPortfolio capta R$ 1 milhão em 3 dias pela EqSeed

A MeuPortfolio, fintech de desenvolvimento de SaaS (Software as a Service) para gestão financeira, acaba de captar R$ 1 milhão por meio da EqSeed, principal plataforma de venture capital online Brasil. A empresa de tecnologia já atende clientes da área, como bancos, corretoras, Agentes Autônomos de Investimento (AAI) e pretende desenvolver um novo programa para pessoas que querem gerir as próprias carteiras de investimento. A rodada milionária foi concluída em apenas três dias e o ticket médio foi cerca de R$ 13 mil.

Segundo Brian Begnoche, sócio-fundador da EqSeed, o produto e o mercado de atuação da startup foram fatores importantes no sucesso da captação. “O One, produto da MeuPortfolio, resolve uma dor relevante e frequente entre gestoras de carteiras de investimentos, pois as ferramentas atuais são antigas e incapazes de acompanhar a complexidade e ritmo acelerado do mercado financeiro. Além disso, as fintechs têm grande apelo entre os investidores, pois grandes instituições financeiras estão sendo cada vez mais forçadas a inovar rapidamente. Muitas vezes, elas fazem isso contratando ou adquirindo fintechs, o que representa uma grande oportunidade para o investidor que consegue se tornar acionista,” diz o executivo.

Esse momento foi atestado pela Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), que realizou a pesquisa “Fintech Deep Dive 2020” com a consultoria PwC Brasil. De acordo com os dados, obtidos por meio de um levantamento com 148 fintechs, a atuação desse mercado está mais diversificada no país. O segmento mais presente é o de créditos, financiamentos e negociação de dívidas (21%), em segundo estão os meios de pagamento (16%), seguido por bancos digitais e gestão financeira (9% cada), e tecnologias como Open Banking e Banking as a Service (7%).

A onda de fintechs pode ser vista até na própria captação da MeuPortfolio, com uma fintech alavancando outra fintech de equity crowdfunding para captar investimento para impulsionar seu crescimento. Para o Felipe Augusto Bossolani, CEO da MeuPortfolio, a escolha por captar na EqSeed se deve ao profissionalismo e agilidade da plataforma. “O processo de correr atrás de investimentos offline é algo que exige muito tempo e pode ser muito frustrante. Vimos que a EqSeed tinha processos bem consolidados para estruturar e lançar nossa rodada de forma rápida e organizada. O fato que a base de investidores da EqSeed é bem qualificada também nos atraiu, dado nosso mercado. Ainda assim, captar R$1 milhão em apenas 3 dias foi uma surpresa para nós! Ficamos muito felizes com o resultado,” diz o fundador.

Com o aporte recebido, Bossolani pretende expandir a equipe comercial e concluir o desenvolvimento da plataforma B2C da MeuPortfolio. “Já conseguimos parceiros importantes que utilizam nosso aplicativo. Agora, para aumentar nosso faturamento, precisamos focar no time de vendas, pois temos certeza de que nossa plataforma pode ser utilizada por qualquer grande player do mercado financeiro. Nosso objetivo é quadruplicar a receita mensal recorrente até o fim do ano ”, acredita.

O impacto da pandemia nas tendências tecnológicas de 2021

Por Nedyr Pimenta Filho

A pandemia do novo Coronavírus afetou, de muitas maneiras, a maioria das empresas em diferentes setores da economia. No entanto, em meio a muitos desafios, o cenário também ofereceu inúmeras oportunidades. Desta forma, tudo indica que as mudanças promovidas pela pandemia devam moldar as principais tendências tecnológicas a serem incorporadas em 2021.

Estamos caminhando para uma era de XaaS (Everything as a Service), no qual as organizações vão desempenhar suas missões por meio de ambientes tecnológicos cada vez mais descentralizados e baseados em serviços sob demanda. O trabalho remoto com a colaboração virtual, por exemplo, deve continuar sendo um modelo desejado em muitos segmentos, mesmo após o fim desse período de incertezas decorrentes da pandemia.

Nesta mesma linha, é possível identificar tecnologias que devem se destacar como tendências para o ano de 2021, como internet de comportamentos (IoB ou Internet of Behaviors); interações cada vez mais móveis, virtuais e distribuídas; computação que melhora a privacidade, por meio de tecnologias que protegem os dados; distribuição de serviços de nuvem pública para diferentes locais físicos; operações de qualquer lugar, com experiências virtuais e físicas aprimoradas; processos de negócios e construções inteligentes e adaptáveis; engenharia de inteligência artificial e a hiperautomação.

De certa forma, o impacto dessas tendências não deve ser generalizado, uma vez que depende de um amplo conjunto de aspectos estruturais, operacionais, financeiros e culturais dentro de cada empresa. Os casos melhor sucedidos serão daquelas organizações que acolherem os benefícios da agilidade, flexibilidade e escalabilidade desses modelos como uma jornada e não apenas como um destino.

Como estas tendências tecnológicas contribuem para os negócios?

As iniciativas para melhorar as jornadas dos clientes estão intimamente relacionadas à adoção de novas tecnologias digitais. Uma gestão eficiente do Customer Experience (CX) promove não apenas a automação dos processos, mas também a redução dos custos de atendimento e melhoria na satisfação.

Mais do que nunca, a área de TI assume um papel estratégico na construção de futuros possíveis. Entretanto, a transformação digital é uma jornada de todos dentro da organização. Por isso, as funções da TI cada vez menos serão exercidas de forma isolada por uma única área ou departamento, o que reforça como as equipes multidisciplinares são imperativas para enfrentar a disrupção digital. Os projetos demandam diferentes conhecimentos, competências e experiências e, neste contexto, profissionais generalistas serão tão valorizados quanto os especialistas.

Quais áreas tendem a investir nessas tecnologias?

Todas as áreas devem seguir essa linha de implantação tecnológica. O mundo está se digitalizando, mas no setor de serviços, hoje, esse processo é uma obrigação. Os bancos tradicionais possuem legados e processos que foram consolidados ao longo dos últimos vinte anos. A mudança nessas instituições tradicionais não se concretizará facilmente, mas, no início deste ano, já temos grandes bancos , por exemplo, divulgando planos de redução de agências, símbolo maior de um modelo não digital. Operar 100% digitalmente ainda é um desafio, mas com adaptações na legislação, por exemplo, os bancos com portfólios mais abrangentes poderão atingir esse objetivo.

Com a adoção do Open Banking e a chegada dos Pagamentos Instantâneos – PIX, esse cenário de bancos 100% digitais, no qual os clientes cada vez mais resolvem tudo pelo celular, faz com que as instituições procurem investir menos em agências físicas e mais em ambientes, tecnologias e facilidades que valorizem a experiência dos usuários.

A importância de cibersegurança

De acordo com recente estudo da Forrester Research, as violações de dados provocadas por incidentes internos aumentaram de 25% para 33%, em 2020. O Brasil é um dos locais mais suscetíveis a ataques desta natureza e, hoje, já é o segundo maior país em perdas financeiras por ataques cibernéticos. Muitos ocorrem por ingenuidade dos usuários, levados a criar as oportunidades para os invasores, por isso, um plano de comunicação e conscientização é importantíssimo. Atrelado a isso, existe uma série de medidas tecnológicas para evitar os ataques. A mais comum é a adoção de antivírus. Além disso, adotar biometria facial para que os usuários acessem as aplicações e o ambiente corporativo também proporciona mais segurança.

A tendência é que as empresas adotem padrões mais rígidos de segurança, com adoção de transações criptografadas de ponta a ponta, firewalls, políticas de segurança e outros artefatos. Assim, se estabelecem várias proteções, padrões de serviços de privacidade e elementos de segurança na concepção do produto.

O fato é que a tecnologia impactou a maneira como interagimos e nos conectamos com o mundo e, no cenário corporativo, o avanço da transformação digital tem tido um papel fundamental na competitividade das empresas. Se com a pandemia, foi necessário que as empresas se reinventassem em 2020, agora, só sobreviverá aqueles que mantiverem os investimentos e seguirem apostando em inovação.

Nedyr Pimenta Filho, Diretor de Inovação da Provider IT

Invisto vai destinar parte de seu fundo em parceria com a ACATE para scale-ups chefiadas por mulheres

A Invisto, maior círculo de venture capital da região sul do Brasil, em parceria com a ACATE  (Associação Catarinense de Tecnologia), acabam de anunciar que vão destinar parte do seu fundo de R$100 milhões para investimentos em scale-ups chefiadas por mulheres. 

Atualmente, 32% da riqueza do mundo é controlada por mulheres e a expectativa é que, até 2023, esse número suba para 38%. “Acreditamos que ações como esta são estímulos para as mulheres seguirem no mercado tecnológico, terem coragem de tirar uma grande ideia do papel e iniciar sua startup. São essas iniciativas que fortalecem o empreendedorismo feminino”, garante Marina Leite, Head de Relações com Investidores e Desenvolvimento de Negócios, da Invisto.

Mesmo com a pandemia que tomou conta do mundo, as empresas de tecnologia foram as que mostraram maior crescimento em 2020. Apenas na Invisto, as empresas que compõem o portfólio cresceram 25% no primeiro semestre do último ano. Números do último estudo realizado pela  ACATE, apontam que Santa Catarina foi o estado que mais cresceu em número de empresas de tecnologia, aumentando em 10% no ano de 2020, se comparadas com o ano anterior, fortalecendo ainda mais o ecossistema catarinense. 

The Bakery e Santander lançam programa para atrair empreendedores

O Santander lança neste mês uma iniciativa que reúne dois programas anteriores do banco: o Radar Empreenda. A nova iniciativa cria um polo de atração de empreendedores em diferentes estágios, gerando novos negócios frente a desafios estratégicos. O investimento do Santander e Santander Universidades é de R$ 1,3 milhões.

A iniciativa começa com as atividades tendo como base um ecossistema já utilizado pelos participantes que passaram pelos programas Empreenda Santander, do Santander Universidades, e Radar Santander, do Lab 033. O Empreenda Santander fomentou por 15 anos o desenvolvimento de futuros empreendores, com 98 mil inscritos e R$ 11 milhões em premiações no período. O Radar Santander aproximou o Banco do ecossistema de startups com geração de oportunidades.

O novo programa foi todo pensado para rodar em ambiente virtual, e contará com o apoio de um espaço físico – o Farol Santander, prédio icônico da cidade de São Paulo.

“Estamos em um momento na indústria financeira em que olhar para fora não é mais escolha, é o padrão. Nós, do Santander, encaramos o ecossistema de startups como oportunidade, buscando soluções concretas que entreguem valor às partes e, claro, à nossa sociedade”, afirma Tomás Mariotto, superintendente do Lab 033. 

O Radar Empreenda Santander foi idealizado para aqueles que querem empreender, mas não sabem como. E para aqueles que já têm uma solução inovadora que atende, no todo ou em parte, as dores do ecossistema Santander.

O empreendedorismo e a busca pela inovação têm crescido cada vez mais, elevando o número de startups. Esse universo traz muitas novidades, o que enche os olhos dos universitários e pessoas com perfil criativo. Até porque oferece a possibilidade de trabalhar com o que se gosta. O Radar Empreenda alia este interesse com a proposta de soluções transformadoras em um lugar disruptivo, tecnológico e inovador”, diz Nicolás Vergara, superintendente executivo do Santander Universidades.

O programa terá duas categorias: a primeira contemplará os universitários e empreendedores iniciais, que têm perfil empreendedor e estão engajados em formar equipes para criação de novas startups, alinhadas a desafios do Santander, recebendo uma bolsas de estudo de R$ 2 mil por 6 meses; a segunda é direcionada para startups e scale-ups que têm interesse em co-criar soluções com o Banco. Ambas iniciativa serão conduzida em parceria com a The Bakery, empresa global de inovação corporativa que apoiará as etapas do programa com uma metodologia diferenciada e com foco em negócios.

“Grandes empresas são celeiros de oportunidades para quem empreende ou deseja empreender. Ao mesmo tempo, elas precisam dessa inovação para se reinventarem. O Santander tem um importante papel no fortalecimento do ecossistema de inovação e, juntos, nossa missão é fazer com que essas conexões aconteçam, dando a chance de empreendedores lançarem ou escalarem seus negócios com o apoio do maior banco internacional do nosso país”, destaca Marcone Siqueira, sócio e cofundador da The Bakery no Brasil.

Para ajudar na inovação, por que não usar o desenvolvimento ágil de produtos?

Por Dale Tutt, vice-presidente do setor aeroespacial e de defesa da Siemens Digital Industries Software

Modelo cortesia da Bye Aerospace Inc.

Fizemos alguns avanços impressionantes tanto da perspectiva da sociedade quanto da indústria em meio a esta pandemia implacável. E, embora o setor aeroespacial e de defesa (A&D) tenha sido atingido de maneira excepcional, voltaremos ainda mais fortes, melhores e mais rápidos.

A boa notícia é que estamos vendo muitas inovações atualmente. A propulsão elétrica, por exemplo, está emergindo rapidamente como uma nova alternativa de fonte de energia. Não apenas porque é mais segura e fácil de manter, mas também porque é uma solução de energia verde, o que nos dá esperança de um planeta mais verde. Não importa se falamos de decolagem e pouso vertical elétrico (eVTOLs), táxis aéreos ou aeronaves comerciais, a propulsão elétrica logo estará presente nesses sistemas. E você viu que os aviões supersônicos ressurgiram? Word é um OEM que descobriu como lidar com o estrondo sônico. E as coisas que a SpaceX está fazendo para viagens espaciais? O espaço não é mais domínio exclusivo de grandes corporações e grandes governos. De repente, é a nova fronteira para empresas menores, mais inteligentes e mais ágeis.

Com toda essa inovação, cabe às empresas encontrar novas maneiras de reduzir os riscos e custos de programas e colocar seu produto no mercado com mais rapidez. Quando você pensa na abordagem tradicional em cascata usada há décadas, fica claro que esses ciclos de vida de desenvolvimento de produtos de dez ou quinze anos não se aplicam mais ao nosso ambiente atual. Um novo processo é necessário, que aproveite as tecnologias atuais e promessas para o futuro. Hoje, tudo deve ser feito certo já na primeira vez, em uma fração do tempo. Por exemplo, veja o segmento emergente eVTOL, existem literalmente centenas de startups competindo ferozmente no mesmo espaço; todas querem ser as primeiras!

Introdução do desenvolvimento ágil de produtos em sua organização

Como o nosso setor incorpora a inovação e a complexidade e, ao mesmo tempo, se mantém ágil? A resposta é a introdução do desenvolvimento ágil de produtos. No passado, “ágil” para muitos significava “apressado”, mas isso mudou. Hoje, o desenvolvimento ágil de produtos é uma abordagem moderna para o gerenciamento do ciclo de vida do produto (PLM), fornecendo um processo e programa extremamente bem planejados e executados, com uma série de vantagens para o projeto, teste e manufatura. Imagine o seguinte:

• E se as equipes pudessem construir e testar seus produtos antes de concluir o projeto completo e de fato começar a aprender algo sobre eles?

• E se a integração não fosse apenas gerenciar interfaces com os fornecedores, mas também gerenciar riscos técnicos para que as equipes pudessem gerenciar os cronogramas com mais eficiência?

• E se os silos atuais entre as equipes e os parceiros fossem eliminados para que todos pudessem de fato colaborar e acelerar a inovação?

O desenvolvimento ágil de software legado já existe há algum tempo, mas o setor precisa abordar o desenvolvimento ágil de produtos de uma maneira totalmente diferente. Isso envolve mais do que pessoas, ferramentas e processos; é como uma base central digital que une tudo isso. O verdadeiro desenvolvimento ágil de produtos tem como base um gêmeo digital abrangente para modelos de simulação, CAD 3D e manufatura aditiva, para citar apenas algumas possibilidades (Figura 1). A abordagem ágil é contínua e iterativa e integra teste, validação e verificação do produto e manufatura em todo o processo de desenvolvimento de produto. Com a ajuda do gêmeo digital, os usuários têm acesso a todos os tipos de software e recursos em cada fase do desenvolvimento de produto. A abordagem ágil consiste em dividir um programa em sprints (algo como “corridas”), e dentro de cada sprint, as equipes testam, verificam e validam até que os objetivos de cada sprint predeterminado sejam atendidos.

Figura 1: O desenvolvimento ágil de produtos usa as tecnologias abrangentes de gêmeo digital e thread digital da Siemens para adicionar virtualização, colaboração e automação a cada etapa do processo de desenvolvimento de produto. Modelo cortesia da Zipline International Inc.

Construção e incorporação de sprints

Um sprint divide um programa em partes menores gerenciáveis para que as equipes se concentrem em concluir um aspecto do programa antes de passar para o próximo. O primeiro sprint normalmente estabelece a base do programa e define o próximo sprint. Os sprints podem assumir várias formas, dependendo do produto. Para um novo avião, pode haver o sprint das asas, depois o sprint da cauda e depois o sprint da cabine. Com uma equipe pequena e ágil, é mais rápido dividir o projeto em partes gerenciáveis e focar em cada seção para acelerar a maturidade do projeto. Por exemplo, no caso de uma startup de eVTOL, uma das principais preocupações do sprint inicial provavelmente seria: “Vamos garantir que o avião consegue voar!”

Cada sprint consecutivo adiciona mais funcionalidades ou recursos e também pode introduzir um nível diferente ou um novo tipo de teste. A melhor coisa dos sprints é que as equipes podem se concentrar em metas de curto prazo que atendam às metas de longo prazo do programa. Voltando ao exemplo da empresa de eVTOL, em um sprint intermediário, a equipe provavelmente trabalha no projeto e aperfeiçoamento da integridade estrutural, aerodinâmica e propulsão. Enquanto avança por cada sprint, a equipe faz um projeto mais baseado em simulação. Em seguida, como a empresa eVTOL vai construir o que é testado no túnel de vento? Mas espere, e se depois de todos esses testes, um investidor de última hora pede à empresa que mude de um avião de dois para cinco assentos? É fácil fazer as mudanças necessárias porque a equipe pode voltar aos sprints anteriores. E depois, existem os desafios relacionados à certificação. As empresas enfrentam hoje maior complexidade na hora de obter a certificação de produtos, pois devem levar em conta todas as regulamentações federais, estaduais e locais que devem ser respeitadas. Um sprint com loops de feedback ativo que inclui tanto a verificação virtual do produto quanto a manufatura pode servir como uma ferramenta inestimável nesta fase – e lembre-se, fazer parte do thread digital significa que todos os tipos de dados estão disponíveis para a equipe responsável pela certificação, com rastreabilidade total para acelerar o processo.

Por fim, há a manufatura. Como uma empresa passa do protótipo à manufatura? O poder da transformação digital é percebido aqui na velocidade com a qual as equipes podem se mover na hora de aumentar a taxa de produção. Se elas estiverem construindo aviões, não se trata apenas de lançar o primeiro avião, mas de fabricar 10, 20 ou 50 por mês. Com as ferramentas virtuais e o gêmeo digital de produção, um sprint pode garantir às equipes a compreensão de seus processos de manufatura. Esse processo, também chamado de comissionamento virtual, é a capacidade de usar simulação para validar se a fábrica vai atender a todos os requisitos necessários.

Na minha experiência, é seguro dizer que um sprint elimina o risco do processo e permite que as empresas de A&D atinjam seus objetivos de uma forma muito mais flexível (Figura 2).

Figura 2: Ao incorporar o software Siemens NX em um sprint, as equipes podem otimizar e acelerar os processos de projeto, simulação e manufatura com o apoio total do gêmeo digital. Modelo cortesia da Bye Aerospace Inc.

A abordagem ágil permite incorporar várias disciplinas no processo, como eletrônica, mecânica, simulação e software

Eventualmente, um sprint pode ter elementos de projeto generativo, o que adiciona um novo nível de otimização de vários domínios. O thread de engenharia de sistemas baseada em modelo (MBSE) desempenha um papel importante aqui, pois é uma grande parte do projeto composto e do processo de manufatura. A MBSE também pode ter projetos de sistemas elétricos e mecânicos integrados no processo. Os sistemas elétricos são parte integrante de muitos programas de A&D hoje. A junção desses sistemas elétricos e mecânicos integrados por meio da MBSE pode ajudar a acelerar todo o processo de projeto e garantir a transferência mais rápida do sistema eletrônico para as equipes de conexões de fios e projeto do software.

A abordagem ágil está presente no seu futuro?

Uma das maiores vantagens do desenvolvimento ágil de produtos é que as empresas podem amadurecer seus produtos com mais rapidez, obtendo mais capacidades do produto. Já tivemos clientes que relataram isso. Eles usam ferramentas de projeto conectadas para simulação e testes virtuais que economizaram um tempo significativo do desenvolvimento de produto. Ao unir ferramentas de projeto, engenharia e manufatura em um gêmeo digital abrangente, eles estão acelerando e otimizando o processo geral de projeto, que muitas vezes também envolve reduções consideráveis de custos.

Com os sprints, as equipes tornam-se mais ágeis na execução e tomada de decisões. Além disso, mais pessoas estão capacitadas para tomar decisões melhores com base em informações melhores, pois compartilham o thread digital, que fornece rastreabilidade e conectividade.

Com isso, nossos clientes estão reduzindo o tempo de desenvolvimento de produto por meio do desenvolvimento ágil de produtos. Alguns já reduziram 50% do tempo de desenvolvimento e estão melhorando a qualidade do processo. Na verdade, alguns clientes estão melhorando 90% do rendimento inicial de seus processos de projeto e manufatura, pois têm menos retrabalho quando chegam à manufatura. E assim, com o projeto ágil de produto, você terá benefícios no mundo do projeto e, o mais importante, terá vantagens importantes também no mundo da manufatura.

No final das contas, embora o desenvolvimento ágil de produto ajude as equipes em todo o ciclo de vida do produto a ir mais rápido e com menos risco, o valor real por trás do desenvolvimento ágil de produto está no momento de construir, pois as equipes têm a capacidade e flexibilidade para desenvolver seus produtos.