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Startups aceleradas pela Wayra estão com vagas abertas em todo o Brasil

A Wayra , hub de inovação da Vivo no Brasil e da Telefónica no mundo, anuncia novas vagas para quem busca oportunidades de emprego no ecossistema de empreendedorismo e inovação. As startups que compõem seu portfólio buscam especialistas para diversos cargos e salários para atuar nas empresas: Iupay, RankMyApp, Proradis, e Econodata.

Confira as vagas abaixo:

Econodata (10 vagas)

A Econodata é uma plataforma assertiva de dados de prospecção B2B com foco em gerar mais oportunidades de vendas de empresas ativas. A startup abriu vagas home office com salários acima do mercado, para posições em Pré-Vendas (SDRs e BDRs), TI (Tech Lead, Data Engineer, Full Stack Developer),Customer Success e Sales Executive. além de vaga de estágio para Developer. Para mais informações, acessar: https://vagas.econodata.com.br/

Proradis ( 9 vagas)

A healthtech tem como principal objetivo desenvolver soluções para o mercado de radiologia e diagnóstico por imagem. A Proradis está integrando e reinventando o ecossistema de centros de diagnósticos por imagem, profissionais radiologistas, seus solicitantes e seus pacientes. A startup que conta com o investimento da Wayra está com 9 vagas em aberto, são elas: Executivo de Contas, Desenvolvedor Full Stack, Product Owner, Analista de Relacionamento, Estagiário de Relacionamento. Para se inscrever acesse: https://proradis.solides.jobs/

RankMyAPP (6 vagas)

Referência global em inovação e qualidade focada em estratégia de mobile marketing, como o melhor ranqueamento nas lojas virtuais com App Store Optimization e Campanhas de mídia para aplicativos, a RankMyAPP ocupa o 3º lugar no ranking mundial de agências e/ou empresas que trabalham com ASO. A startup está com 6 vagas abertas para as posições de Account Manager, Analista de dados, Analista de

QA Júnior, Executivo de vendas, Desenvolvedor(a), Full-Stack Pleno/Sênior (Remoto), e Business Operations Coordinator. Para mais informações acesse: https://rankmyapp.gupy.io/

Iupay (1)

A startup que viabiliza a melhor experiência de pagamentos para pagadores e emissores, Iupay , está com uma vaga para Senior Software Engineer. A empresa busca um candidato formado em Engenharia da Computação, Ciência da Computação ou áreas correlatas. O profissional irá desenvolver micro serviços e jobs de backend de larga escala para servir de suporte para o novo sistema de pagamentos digitais do Brasil. Para se inscrever: vagas@iupay.com.br

Startup recebe R$ 700 mil do BID LAB para inteligência artificial que identifica COVID-19

A startup brasileira Laura está entre as vinte selecionadas da América Latina e Caribe para receber um aporte financeiro do BID Lab, o laboratório de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A solução tecnológica desenvolvida para auxiliar na identificação e acompanhamento de casos de Covid-19 receberá um investimento de US $128 mil para implementar a inteligência artificial em até cinco municípios brasileiros e 10 unidades de Pronto Atendimento, tanto na rede pública quanto privada.

O Pronto Atendimento Digital (P.A. Digital) foi lançado em abril de 2020 e já funcionou em 25 instituições de saúde, incluindo parcerias com as prefeituras e operadoras de saúde. Graças à inovação, mais de 160 mil pessoas já receberam atendimento de saúde digital. Além do projeto enviado pelo Instituto Laura Fressatto, braço filantrópico da startup, outras vinte propostas de diferentes países latino-americanos foram selecionadas entre 500 inscritas. 

Criado para identificar e acompanhar remotamente casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus, o P.A. Digital é uma inteligência artificial que atende os cidadãos por meio de uma interface de conversa digital. Ao interagir no site das prefeituras, os pacientes tiram dúvidas sobre sintomas e são acompanhados por 15 dias. Os casos mais graves são encaminhados para atendimento presencial. Aqueles que apresentam sintomas mais leves ou que não correspondem a riscos de infecção por Covid-19 são orientados a permanecer em casa, evitando aglomerações desnecessárias nas unidades de saúde. Para os pacientes com risco moderado, há possibilidade de teleorientação pela enfermagem e, se necessário, teleconsulta médica embarcada na solução.

Com o investimento do BID Lab, a tecnologia será ampliada tanto em termos territoriais quanto em aplicações na saúde. Além de dispor do chatbot para acompanhamento da pandemia, as cidades de Curitiba(PR), São Bernardo do Campo (SP) e Catanduva(SP) passam a oferecer aos pacientes o P.A. Generalista, tecnologia capaz de fazer a triagem e acompanhamento de outras doenças. “É uma extensão em outras linhas de cuidado, principalmente pensando em demandas simples do dia a dia e que podem ser atendidas de forma digital, como dor de cabeça e dor de barriga”, explica Dr. Hugo Morales, Diretor Médico da companhia. “É uma digitalização da atenção primária com objetivo de minimizar a sobrecarga dos serviços de saúde”. Até então, a tecnologia funcionava com exclusividade na região de Criciúma e no Litoral de Santa Catarina, por meio de uma parceria com a Unimeds. 

Para o representante do Grupo BID no Brasil, Morgan Doyle, o setor público e o ecossistema de inovação brasileiro têm muito a ganhar ao trabalharem juntos. “O ecossistema brasileiro é o mais robusto da região, com inovações tecnológicas de vanguarda e pode oferecer soluções rápidas e de alto desempenho. Ao trabalhar diretamente com as startups, o setor público está ajudando a fortalecer o ecossistema, ao mesmo tempo em que se moderniza e oferece serviços mais custo-efetivos aos cidadãos”, disse.

O impacto da tecnologia nestes municípios e instituições de saúde será mensurado em uma pesquisa científica conduzida pelo setor de research da startup e coordenada pelo Diretor Médico da Laura, Dr. Hugo Morales em parceria com o Dr. Adriano Massuda, professor da FGV e pesquisador-visitante no Departamento de Saúde Global e Populações da Harvard T.H. Chan School of Public Health. 

Ambev premia startup com projeto inovador de ESG com R$100 mil

Em busca de soluções inovadoras para suas práticas ambientais, sociais e de governança – ESG, a Ambev desenvolveu a Aceleradora 100+, com apoio institucional da Rede Brasil do Pacto Global da ONU. Neste ano, a cervejaria conheceu iniciativas de startups que usam tecnologia para aprimorar processos produtivos e reduzir impactos no meio ambiente. As três melhores propostas acabam de ser premiadas no Demo Day, evento de encerramento do programa.

“O fomento à criação de tecnologias disruptivas é uma prática importantíssima para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Acredito que a transformação social e ambiental que precisamos para fazer deste mundo um lugar melhor para todos e todas ocorrerá a partir da combinação de inovação e da conscientização crescente dos mercados consumidor e de capitais e, consequentemente, das empresas”, disse Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global.

A startup vencedora Zoomagri desenvolveu um software que funciona como uma espécie de scanner, que realiza testes de qualidade em insumos agrícolas. A tecnologia apresentada detecta propriedades de cada matéria-prima, evitando um maior descarte de grãos. Isso possibilita um melhor aproveitamento e, consequentemente, menor uso de recursos naturais para o plantio. Com isso, há menos desgaste da terra e desperdício de água, além de diminuir emissão de gases poluentes.

“O time da Ambev se comprometeu em ajudar startups que sonham em criar empresas inovadoras e sustentáveis do futuro! Desde o início fomos acompanhados por eles, e temos a certeza de que após o programa nosso relacionamento vai crescer, escalar globalmente e durar muitos anos”, comenta Fernando, cofundador e diretor administrativo da startup Zoomagri.

Já a Growpack apresenta tecnologias inovadoras para transformar compostos orgânicos, descartados no plantio, em um biomaterial que pode ser utilizado para a produção de embalagens. A principal matéria-prima usada até o momento pela startup é um dos grandes rejeitos da indústria agrícola: a palha do milho. As primeiras embalagens criadas por ela usando a palha foram caixas de take-away. Tudo isso se traduz em uma economia de 80% de água, 25% no uso de energia para produção de papelão e redução de 50% nas emissões de CO2.

A Boomera, que também ganhou destaque, transforma lixo em uma linha de novos produtos, por meio de tecnologia, design e cooperativas de catadores. Com isso, a startup incentiva a economia circular e retira cerca de 60 mil toneladas de lixo por ano do meio ambiente. Um dos resultados alcançados, no decorrer da Aceleradora 100+, foi o desenvolvimento de “capas” para os pallets utilizados nas fábricas da Ambev, necessárias para o transporte seguro dos produtos.

“Este ano, mais uma vez, selecionamos startups que atuam em diferentes áreas de negócio e com tecnologias variadas. Com essa nova turma de aceleradas, vamos crescer juntos e construir um legado sustentável” comenta Rodrigo Figueiredo, vice-presidente de Sustentabilidade e Suprimentos da Ambev. “Enxergar o ecossistema conectado, poder dividir conhecimento, conhecer novas ferramentas digitais e construir ideias junto a parceiros e novos talentos são movimentos que estão totalmente alinhados à cultura que estamos criando de dentro para fora da Ambev”, completa.

A princípio, apenas a vencedora e a segunda colocada receberiam prêmio, mas o painel deliberou empate para o segundo lugar, e a Ambev optou por dobrar o prêmio do segundo lugar. A Zoomagri, que saiu vencedora, receberá R$100 mil e GrowPack e Boomera receberão R$30 mil, cada uma.

“Foi muito enriquecedor poder conhecer e, especialmente, reconhecer ações de grande impacto sustentável como as que vimos no DemoDay. Incentivar empresas que estão sempre em busca de avanços inovadores, que geram valor para as pessoas e que trazem benefícios para o planeta, assim como a DSM, que represento, que também possui como direcionadores principais a sustentabilidade e inovação embasada na ciência”, ressalta Mauricio Adade, presidente da Royal DSM América Latina, que também foi apoiadora da premiação e contou com a presença de Mauricio na banca julgadora.

O Demo Day, evento de premiação que foi aberto ao público, pode ser assistido no canal da Ambev, pelo Yotube: https://bit.ly/AmbevLive

Indústrias estão mais confiantes para retomar investimentos em automação

Por Hélio Sugimura, Gerente de Marketing da Mitsubishi Electric

O conceito de Indústria 4.0 já está consolidado entre os maiores especialistas da indústria. No entanto, ao contrário de países como China, Japão, EUA e Alemanha, que estão entre as maiores forças industriais do mundo, apenas recentemente é que países em desenvolvimento, como o Brasil, vêm tentando impulsionar essa jornada rumo à automação plena dos processos industriais.

As previsões globais apontam para uma aceleração da automação, motivada em parte pela crise gerada pela pandemia. Um estudo da consultoria Ernst & Young revelou que 36% das empresas passaram a acelerar os planos desde 2020.

Trazendo esses dados para o mercado nacional, especialistas enxergam um cenário mais propício a investimentos do setor a partir de 2021. Enquanto muitos países sofreram gravemente com o desabastecimento de diversos insumos, inclusive alimentos, como aconteceu nos EUA, até mesmo a falta de materiais hospitalares, relatado na Itália, o Brasil, apesar de algumas dificuldades, não apresentou grandes problemas de abastecimento.

Tal experiência mostrou que as máquinas foram capazes de manter a produtividade e a cadeia de suprimentos girando, quase sem interrupções, mesmo que em um ritmo mais lento. A quarta e mais recente edição do Índice de Automação do Mercado Brasileiro, realizado pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil com o apoio da empresa de pesquisas GfK, indicou que, em 2020, as indústrias estavam 2% mais automatizadas que no ano anterior. Mas, desde que o índice começou a ser mensurado, em 2016, essa evolução foi de 7%.

Outro relatório, da Bain & Company, chamado Technology Report, que avalia as oportunidades e vantagens operacionais do setor industrial, aponta que mais de um terço dos executivos planeja ampliar os investimentos em automação em 2021. A partir desse balanço não é difícil concluir que as empresas que investiram em automação, ainda antes da pandemia, foram as que melhor conseguiram enfrentar a crise ocasionada pela COVID e agora se sentem mais preparadas e confortáveis em realizar essa transição.

Além da robotização industrial ser uma das maiores tendências quando se fala em automação, outros conceitos conquistaram notoriedade e aceitação no chão de fábrica. A comunicação Machine to Machine, por exemplo, ganhou ainda mais força ao permitir que dados, antes coletados por operadores, pudessem ser coletados de forma automatizada. Assim, controladores lógicos programáveis, os CLPs, passaram a ser integrados a plataformas locais ou em nuvem, permitindo a consulta de seus registros e dados até mesmo de forma remota, para tomadas de decisão importantes.

Em outra ponta, dispositivos para medição de consumo de energia, em conjunto com o monitoramento de produção da fábrica, possibilitaram a criação de índices de consumo específico, medindo, assim, a eficiência energética de máquinas e equipamentos.

Se fosse possível fazer uma previsão, não seria mais tão ousado apostar que, com as reformas econômicas já previstas e o grande passo que o País já deu na capacidade de se reinventar e digitalizar seus processos e fluxos de produção, logo estaremos nos aproximando de uma quinta revolução industrial.

Big data no setor de construção civil

Por Eduardo Tardelli, CEO da upLexis

Diversos são os setores que entendem o quanto o big data analytics pode permitir um entendimento mais profundo acerca de produtos, prazos, variarias ambientais e outras informações relevantes. Por meio da análise de dados, as construtoras e incorporadoras podem desenvolver modelos de negócios mais econômicos, eficientes e assertivos, integrando o trabalho de equipes de tecnologia da informação (TI) e engenheiros em busca de soluções mais vantajosas no que tange cronograma, compra e uso de materiais, definição de tipos de obra e planejamento em geral.

Na área da construção civil, seja residencial, empresarial ou pública (de vias e acessos) essa ferramenta ajuda a prever e simular o resultado de determinadas escolhas que podem fazer a diferença na tomada de decisões. É possível, por exemplo, estipular o impacto no orçamento e o tempo de conclusão da obra ao substituir determinado material ou procedimento, ou calcular cenários adversos e o período que impactaria na execução do trabalho para considerar compras de instrumentos e utensílios e determinar contratos com prestadores de serviço.

Em paralelo, informações sobre finanças, prazos e documentos técnicos, entre outros dados relevantes, também podem ser adicionados aos sistemas a fim de auxiliar nas escolhas. Outro exemplo prático é analisar o tipo de perfil de cliente de uma região, os projetos já existentes para atender uma determinada área e pareceres de vendas para definir quais tipos de finalizações e funcionalidades serão necessárias em cada obra.

Em substituição ou complementação ao trabalho analógico e aos montes de papéis relacionados a cada projeto, os softwares alimentados com as informações corretas minimizam ruídos na comunicação, erros de orçamento e acompanhamento, falhas na análise de dados e dificuldades com registros passados que, desde que atualizados em tempo real, geram informações facilitadas e mais ágeis, incluindo fatores climáticos, geográficos, consumo de recursos e controle de impactos ambientais, que tanto interferem no andamento da obra. Afinal, como em qualquer outro setor, a inovação é sempre o objetivo para quem deseja melhora da qualidade de materiais de construção, equipamentos mais precisos e a otimização de tempo e recursos que resultam na redução do custo das obras.

No pré-projeto, as negociações com empresas e fornecedores podem ser mais facilmente estudadas, trazendo análises mais precisas dos riscos de cada um desses contatos e garantir maior assertividade nas simulações de condições geográficas, financeiras e estruturais, disponibilizando valores finais mais fiéis. Nesse caso, a gestão de indicadores também demonstra os acertos e as possíveis falhas de cada projeto e orçamento, identificando pontos que precisam ser revistos.

Naturalmente, como toda e qualquer tecnologia, a implementação do big data no dia a dia exige treinamento e alinhamento com a equipe, para que façam uso em todo o seu potencial. Para isso, além de buscar e investir em plataformas especializadas, indicamos instruir os personagens que as utilizarão e pesquisar constantemente o que está em alta na transformação digital.

Por mais que ainda haja resistência, o conhecimento sobre a ferramenta e o investimento necessário para sua implementação serão compensados rapidamente em tempo, precisão e assertividade. A tendência, de modo geral, é que com essas soluções tecnológicas o setor se torne mais democrático para lojistas, construtores e empreendedores de todos os portes, acelerando os negócios e a economia em um momento delicado para o País.

O pós-venda é o início da próxima compra

Por Gisele Paula

Temos visto que o cliente está cada dia mais exigente e as empresas começam a se despertar para o valor e potencial da diferenciação pelo cuidado com seu pós-vendas. Além do que, fica cada vez mais claro que ninguém gosta de comprar de alguém que o trata mal ou que não atenda as nossas expectativas, não é mesmo?

Mesmo diante disso, apenas dois terços das empresas têm declarado investir na experiência do cliente. Mas isso tem um fator histórico: desde os primórdios do capitalismo, a razão da constituição de uma empresa era criar um bom produto para ser vendido e, por muito tempo, as companhias foram sendo desenvolvidas em volta do produto que até então era o centro da atenção do negócio. Com o passar do tempo as coisas foram mudando, o mercado se transformou, o cliente mudou (e muito!) e começou a analisar outros atributos, que não apenas o produto, como seu preço e qualidade, para tomar a decisão de compra.

Em uma pesquisa da PwC, empresa de consultoria e auditoria, 84% das pessoas disseram que a experiência é tão importante quanto o produto a ser adquirido. Dito isso, empresas que até então estavam 100% empenhadas em oferecer o melhor produto, tiveram que começar a dividir sua atenção em oferecer uma jornada impactante positivamente, desde a realização da compra até o seu pós-venda.

Cada vez mais a experiência de compra vem sendo olhada detalhadamente pelas áreas de marketing e vendas como oportunidades de diferenciação na venda. Muitas tecnologias veem surgindo – como provadores virtuais, produtos “materializados” no ambiente físico por meio da realidade aumentada, integrações entre plataformas, omnicanalidade, liveshops, etc. Mas a minha provocação é: Quais iniciativas estão sendo realmente utilizadas no pós-venda?

Não é a implantação de tecnologias que nos distanciam do contato do cliente, o atendimento automático não vai garantir uma boa experiência no pós compra, pois ela é fundamentalmente humana. Essa última etapa é o momento que a marca tem para mostrar a verdade do que foi anunciado antes mesmo de iniciar o seu atendimento, onde vai ditar o quanto esse cliente está disposto a comprar novamente e recomendar o seu produto ou serviço.

Por este motivo, a diferenciação da marca do futuro está aí, na forma como a empresa realmente se mostra, por meio das suas ações e interações com seus clientes o quanto ela verdadeiramente se importa e cria conexão. É quando ela mostra a sua essência, sem rodeio e nem máscaras.

As empresas que desejam, de fato, prosperar e ir mais longe, precisam imediatamente incluir nos seus objetivos a experiência do cliente e o colocar no centro do negócio. Somente assim, será possível gerar um planejamento estratégico que seja aplicado desde as suas lideranças e, consequentemente, para toda a empresa, fazendo parte da cultura da organização.

Em outras palavras, as empresas precisam olhar para o seu público em primeiro lugar, de cima para baixo e de dentro para fora. Que se comece fazendo o básico, tratando as dores latentes de seus clientes, mas principalmente no seu pós-venda. Garanta um atendimento rápido, eficiente e humano, e se fizer isso com excelência, a empresa estará à frente de muitas que estão no mercado. É preciso gerar encantamento nos clientes e, daí em diante, ter a certeza do início de uma próxima compra ou da geração de recomendações. Fica a dica e invista no seu cliente, ele é a sua melhor propaganda!

Gisele Paula, CEO e fundadora do Instituto Cliente Feliz

Pix avança, mas ainda carece de mecanismos de proteção ao consumidor, sobretudo no comércio eletrônico

O Pix, sistema de pagamento instantâneo brasileiro criado pelo Banco Central, completou nesta terça-feira (16/03) quatro meses de funcionamento com mais de 73 milhões de pessoas físicas e jurídicas cadastradas. O Pix baixou radicalmente o custo de transações eletrônicas entre pessoas, mas tem objetivos mais ambiciosos: promover a inclusão financeira ampla, reduzir a sonegação, aumentar a competitividade do setor e facilitar a vida das pessoas. Só que uma das maiores vantagens do Pix – o fato dos recursos serem transferidos em segundos de uma conta para outra, sem intermediários – também pode trazer dor de cabeça para os consumidores.

Na avaliação de Daniel Oliveira, CEO da paySmart, fintech que permite que qualquer empresa se torne um banco digital, algumas questões clássicas de proteção do consumidor, como o mecanismo de contestação de compras com cartões de crédito, podem fazer falta, sobretudo no comércio eletrônico. Ao comprar um bem ou serviço pela internet com o Pix, o consumidor precisa ficar atento porque nem sempre poderá reaver os valores pagos caso o produto não seja entregue.

“Os consumidores se acostumaram ao mecanismo conhecido como contestação ou disputa. Se a geladeira não chega no prazo estipulado, o consumidor pode cancelar a compra no cartão de crédito. Mas com a versão atual do Pix, o dinheiro está na conta do vendedor, imediatamente após a compra e não há muito o que se possa fazer”, explica o CEO da paySmart. Tal característica tem sido aproveitada por lojas fraudulentas, que normalmente oferecem produtos e serviços com preços muito abaixo do mercado por e-mail, mensagens de WhatsApp ou SMS.

“Antes, o objetivo deste tipo de ataque era roubar dados do cartão de crédito. A ideia, agora, é fazer com que o consumidor conclua o pagamento via Pix e, uma vez realizada a transação, o comprador não tem muito o que fazer a não ser procurar a justiça comum”, detalha Oliveira. Mesmo para o caso de sites de e-commerce verdadeiros, explica Daniel Oliveira, caso ocorra algum problema com a entrega, com a qualidade do produto ou ainda com a realização dos serviços contratados, o consumidor pode ter dificuldades para estornar a transação e ter o dinheiro de volta.

Em 2021, o Banco Central está planejando uma série de novas funcionalidades para o Pix, dentre elas o “Pix Cobrança”, que permitirá realizar cobranças agendadas similares a um boleto; o “Pix Agendado” que permitiria agendar uma transferência para uma data pré-estabelecida; e o “Pix Garantido”, uma espécie de caução, que bloquearia os valores na conta do remetente, mas que só faria a transferência posteriormente. Essas funcionalidades, juntamente com o “Pix Offline”, que permitiria ao pagador iniciar o pagamento mesmo estando temporariamente sem internet; o “Pix Saque”, para sacar dinheiro em espécie em caixas eletrônicos; e o “Pix por aproximação”, para fazer pagamentos em maquininhas por NFC, pretendem estender o sistema e resolver alguns problemas de usabilidade atuais.

“Enquanto esses mecanismos não estiverem disponíveis, entretanto, temos uma assimetria de risco entre o lojista e o consumidor quando comparamos o Pix com o cartão de crédito. Com o Pix, todo o risco de uma transação de comércio eletrônico está com o consumidor, enquanto que, com o cartão, há um balanço entre consumidor e estabelecimento – e a possibilidade da bandeira do cartão atuar como um árbitro ou fiel da balança em uma disputa”, explica Oliveira.

Outro problema que tem acontecido com frequência é a realização de pagamentos em duplicidade. Oliveira explica que, por uma instabilidade no sistema, ou problemas na conexão internet do usuário, não é incomum haver esse tipo de desacerto. Porém, reaver o dinheiro pago depende da boa vontade do vendedor ou prestador de serviço. No caso de empresas, processos internos, fluxos de documentos e autorizações podem fazer com que a devolução leve muitos dias.

De acordo com o Banco Central, de novembro de 2020 até o dia 28 de fevereiro deste ano, o Pix foi responsável por mais de 275 milhões de transações, movimentando mais de R$ 197 bilhões de reais – cerca de quatro transações por pessoa por mês.

Programa de aceleração da Darwin Startups, em parceria com a Sinqia, está com inscrições abertas para sua 10ª turma

O programa de aceleração da Darwin Startups está com inscrições abertas para o Batch #10 até o dia 2 de abril. A aceleradora, eleita a melhor do Brasil em três anos consecutivos, 2018, 2019 e 2020, pela Associação Brasileira de Startups, oferece aos seus acelerados capital, mentores e suporte para o desenvolvimento do negócio.

Com o apoio de parceiros corporativos como a Sinqia, B3, Grupo J.Safra, RTM, e Transunion, o programa é para empreendedores (as) de todo o país que atuam nas áreas de Fintech, Big data & Analytics, Ti & Telecom e buscam apoio para encontrar o Product Market Fit (PMF). Ao longo de três meses, a Darwin oferece conexões com grandes empresas e foca no  desenvolvimento das pessoas que fazem o negócio acontecer, apostando em suporte psicológico, jurídico e financeiro.

Dentre os critérios que são avaliados no processo seletivo estão: sinergia com os parceiros corporativos Darwin, a experiência dos empreendedores e time e, por fim, a maturidade do negócio. 

Com sede em Florianópolis e São Paulo, a aceleradora está realizando o processo de seleção e aceleração de forma totalmente remota, desde o ano passado, em função da pandemia de covid-19. 

Investimento 


As selecionadas recebem um investimento de até R$500 mil com participação negociável. No total, os serviços oferecidos durante o período de aceleração podem chegar a R$ 500 mil em benefícios, entre eles acesso a Cloud Service, CRMs e ferramentas de marketing. 

Segundo Leo Monte, diretor de Inovação da Sinqia, o apoio ao projeto está em linha com o Programa Torq Ventures da companhia, que  investirá mais de R$50 milhões em inovação e startups a partir deste ano.  Entre as startups, a Sinqia aponta como soluções prioritárias as com foco em BaaS, Plataforma de Open Banking e Hub de pagamentos. “Seguimos em nosso propósito de estar perto de novas tecnologias para oferecer serviços cada vez mais disruptivos ao mercado, principalmente às soluções ligadas a BaaS, Plataforma de Open Banking e Hub de pagamentos.. Com mais de um ano de parceria, a Sinqia aportou em 6 startups e algumas delas já estão integradas às soluções da empresa”, destaca. 

A turma de número 10 marca os cinco anos de atuação da empresa, com mais de 70 empresas em seu portfólio, R$ 16 milhões investidos, além de R$20 milhões em novas rodadas, e com grandes parceiros do mercado como B3, Grupo J.Safra, RTM, Sinqia e Transunion.

As inscrições podem ser feitas pelo site: darwinstartups.com

Por que os robôs colaborativos estão revolucionando a indústria?

Por Samuel Vinícius dos Reis


Os robôs colaborativos ou cobots estão revolucionando a indústria porque permitem trabalhar lado a lado com pessoas e em qualquer ambiente, resultando em uma interação segura entre o robô e os colaboradores. Um fato curioso é como esta novidade tem evoluído na América Latina. Segundo uma pesquisa divulgada pela IDC, os robôs industriais terão uma representatividade considerável no Brasil e no México, os dois maiores produtores da indústria na região.

Os cobots são construídos com materiais leves, possuem bordas arredondadas e limitações de velocidade e força geridas por sensores e software, por isso são considerados “colegas” de trabalho seguros, ao contrário dos robôs tradicionais, que são instalados em um espaço delimitado e equipados com sensores de acesso e sensores de presença. Para garantir a segurança, esse tipo de robô interrompe imediatamente qualquer movimento ao detectar a presença de uma pessoa no espaço de trabalho.

De acordo com a International Federetion of Robotics (IFR), a colaboração de robôs com pessoas pode ser classificada em níveis distintos e gradativos de segurança, sendo eles: coexistência, no qual não existe cerca entre o robô e as pessoas, mas o espaço de trabalho não é compartilhado; colaboração sequencial, cujo o espaço de trabalho é compartilhado e os movimentos são sequenciais; cooperação, que possui o espaço e o trabalho compartilhados e realizados ao mesmo tempo e, por fim, colaboração responsiva, no qual o robô responde em tempo real as movimentações das pessoas.

Fica claro que o principal viés dos cobots não é a substituição da mão de obra humana, mas sim a criação de um ambiente colaborativo entre robôs e colaboradores. Nessa nova organização, os robôs ficam responsáveis pelas atividades repetitivas, perigosas, não ergonômicas, inseguras ou que necessitam de um alto nível de precisão, enquanto os humanos atuam em atividades que demandam pensamento crítico e criativo.

Podemos elencar diversas aplicações de robôs colaborativos já existentes na indústria, como pegar, colocar, empacotar, paletizar, etiquetar, marcar, imprimir, aparafusar, soldar, inspecionar qualidade ou análise de imagem, e realizar testes em laboratório, entre outras.

Além da execução das atividades em si, a utilização dos robôs colaborativos pode trazer ganhos indiretos devido à possibilidade de integração com outras ferramentas, tanto em rotinas customizadas, como para obter informações em tempo real relacionadas ao tempo de ciclo, à contagem de peças, aos registros fotográficos e, de torque em caso de aparafusamento e dos parâmetros técnicos de uma solda e afins, entre outras.

Outra grande vantagem dos robôs colaborativos está na facilidade de instalação, que requer apenas uma base simples e uma tomada de 110V, o que facilita a adoção sem alteração considerável na planta existente. A facilidade de programação dos cobots de determinados fabricantes também é um outro ponto relevante que vem contribuindo para o crescimento da aplicação. Com isso, operadores sem vivência de programação podem ajustar a movimentação do robô para a realização de pequenos ajustes do processo sem a necessidade intervenção especializada.

Calcular de forma precisa o retorno sobre o investimento (ROI) é uma parte crítica do processo de decisão de aplicação de robôs colaborativos. Além da economia de mão de obra em atividades repetitivas, a disponibilidade em mais de um turno de trabalho e o nível de rendimento do robô, também deve ser levado em conta a redução de desperdício de material, a redução de retrabalho e o aumento da qualidade na execução.

A robótica colaborativa é uma ferramenta poderosa capaz de trazer ganhos tangíveis como maior produtividade, aumento na qualidade, redução de custos, assim como ganhos intangíveis, que elevam o nível de saúde e segurança dos trabalhadores na indústria.

Samuel Vinícius dos Reis, coordenador técnico do laboratório de Indústria 4.0 da Engineering

100 Open Startups recebe inscrições para ranking de open innovation

A 100 Open Startups, plataforma líder em open innovation no país, anuncia as inscrições para as edições 2021 do Ranking 100 Open Startups. A publicação é referência no ecossistema de inovação e reconhece as startups e empresas líderes na prática da inovação aberta. As corporações têm até abril para se inscrever, e as startups, até agosto.

“O número e intensidade de relacionamentos de open innovation entre empresas e startups aumentou 20 vezes nos últimos cinco anos, o que demonstra que cada vez mais empresas estão procurando startups para seus processos de inovação. Por isso, o Ranking tem como foco a evolução do ecossistema como um todo, por meio do mapeamento dos próximos movimentos em inovação”, comenta Bruno Rondani, fundador e CEO do 100 Open Startups.

Na edição 2020 do Ranking, a categoria TOP 100 Open Corps foi anunciada em agosto e reconheceu a Natura como primeira colocada, seguida por ArcelorMittal, BMG, EDP e Alelo. Segundo o levantamento, as 100 empresas líderes em open innovation com startups representaram 38% do total dos relacionamentos desse tipo registrados no país.

Já em novembro, foi divulgada a lista das TOP 100 Open Startups, com as startups mais atraentes para o mercado corporativo. A startup GESUAS conquistou o primeiro lugar, seguida da AEVO, Opinion Box, Rentbrella e VOLL. A publicação também destacou o TOP 10 de 25 categorias de startups, como MarTechs, HRTechs, AgriTechs, EdTechs e HealthTechs, e as TOP 5 de quatro categorias especiais: Acessibilidade e Inclusão, Inovação Social, Empreendedorismo Sênior e Empreendedorismo Feminino.

Das 13.177 startups participantes, 1.310 estabeleceram relacionamentos de open innovation com 1.968 empresas e foram aprovadas como candidatas ao Ranking 100 Open Startups 2020. Além disso, em 2020, 58% das empresas buscaram alguma startup para inovar e encontraram pelo menos uma para isso. Em 2016, essa porcentagem era de apenas 24%, reforçando que as conexões com grandes empresas estão crescendo e tendo mais importância a cada ano.

Chegando a sua 6ª edição, o Ranking 100 Open Startups é a única publicação totalmente baseada em dados do ecossistema de inovação, que contabiliza a pontuação a partir dos relacionamentos de open innovation firmados entre empresas e startups. Por isso, é utilizado como referência para empresas e investidores que buscam as startups mais atraentes no early stage. Para serem elegíveis, as startups devem ter faturamento inferior a R$ 10 milhões no exercício fiscal do ano anterior à publicação do Ranking, não ter recebido mais de R$ 10 milhões em investimento direto e não ser controlada por grupo econômico, mas sim por empreendedores à frente do negócio.

Para mais informações sobre o Ranking 100 Open Startups e como realizar as inscrições, acesse: 100os.net/ranking-participe

Learning Village anuncia a chegada de dez startups

O espaço já está convocando as primeiras startups aprovadas no processo seletivo e continua selecionando novas entrantes

O Learning Village, primeiro hub de inovação focado em educação da América Latina fundado pela SingularityU Brazil e HSM, anuncia as primeiras startups aprovadas em seu processo seletivo. São dez startups que trazem soluções que impactam no desenvolvimento de pessoas, em áreas como saúde, ensino de idiomas, ensino de tecnologia, educação empreendedora e biofabricação, utilizando tecnologias como realidade virtual, inteligência artificial, impressão 3D e reconhecimento de voz.

Todas elas contarão com programas de desenvolvimento de negócios e produtos que incluem conexão com grandes empresas, mentoria, espaço de trabalho, programas da SingularityU Brazil, acesso à rede global da Singularity University e a programas específicos realizados internamente. Além de contato com especialistas em tecnologias exponenciais, líderes de grandes empresas, com o intuito de trazer visibilidade para a marca.

Com foco nas áreas de educação e desenvolvimento de pessoas, o Learning Village continua buscando por startups que tragam soluções reais de mercado, com proposta de valor relevante e amplo mercado endereçável. Além de diferencial em relação à concorrência, uso de base tecnológica para geração de valor e escalabilidade e produto rodando com vendas.

Os interessados podem se inscrever por meio do link: https://www.learningvillage.com.br.

Startups selecionadas:

B.Equal/Grupo Mãe – Escola de empreendedorismo voltada para as mães e 100% online. Fundada por Carmem Madrilis e Lia Castro, tem o objetivo de construir a independência financeira de mulheres que optaram pelo empreendedorismo depois da maternidade.

Beetools – Startup de educação que nasceu com o propósito de revolucionar o ensino de idiomas no Brasil e no mundo. A plataforma utiliza as tecnologias de educomunicação como gamificação, inteligência artificial e realidade virtual para ensinar inglês. Sem renunciar a relação entre professor e aluno em aulas presenciais ou digitais.

CogniSigns – Startup de impacto social que desenvolve soluções inovadoras em triagem digital, ajudando a identificar pessoas superdotadas e apoiando o diagnóstico e tratamento de Distúrbios do Espectro Autista (TEA). Dessa forma, democratizam a exibição digital em uma ferramenta rápida, confiável e acessível.

Voxall – Uma edtech que acredita que tecnologias de voz representam uma inovação disruptiva, capaz de alterar profundamente a jornada de aprendizagem dos estudantes em todos os níveis.

How Bootcamps – Bootcamps imersivos, práticos e de curta duração em UX Design, Dados, Product Management e Customer Success para a nova economia, com facilitadores das principais startups do mundo.

Engage – Plataforma LMS (sistema de gestão de aprendizagem e EAD) que utiliza gamificação e inteligência artificial para aumentar em quatro vezes o engajamento dos seus colaboradores.

NewSchool – Um movimento educacional comprometido com a periferia. Trazendo conteúdo de valor para jovens, por meio de atividades e de um aplicativo diferenciado.

RadarFit – O aplicativo é uma solução para redução de estresse e os riscos de doenças evitáveis por meio de um game que promove bons hábitos e realiza premiações.

BioEdTech – Tem o propósito de capacitar novos profissionais em áreas emergentes da biofabricação.

Educa 21 – Plataforma de ensino que desenvolve softskills e oferece preparação para alunos, professores e pais.

O papel da tecnologia e das evidências clínicas no suporte aos profissionais de saúde

Por Juliana Gomes, líder de novos negócios e projetos da Wolters Kluwer Health no Brasil

Durante a pandemia, foi necessário aumentar o número de contratações de profissionais no ecossistema da saúde. O cenário de escassez de mão de obra revelou-se tão grande que muitos profissionais já afastados do mercado retornaram e, outros que mal tinham concluído os cursos, foram para a linha de frente. Inclusive, tamanha era a carência, que o Ministério da Educação (MEC) autorizou a formatura antecipada de alunos dos cursos de medicina, enfermagem, farmácia e fisioterapia, exclusivamente para atuação desses profissionais nas ações de combate ao novo Coronavírus.

Além disso, o grande número de informações a respeito da doença era assustador. A cada semana mudavam as referências, as diretrizes, os protocolos. Para complicar ainda mais, a decisão clínica muitas vezes estava concentrada na mão de um médico não especialista, sob pressão, mais sobrecarregado do que o normal e muito mais suscetível a dúvidas.

Manter todos na ” mesma página” tornou-se um desafio até mesmo para as instituições habituadas a trabalharem com corpo clínico aberto. Por outro lado, enalteceu ainda mais a necessidade e a importância da capacitação de profissionais da saúde. Evidências clínicas nunca foram tão necessárias.

Algumas perguntas cabem neste contexto: como equilibrar esse gap entre níveis de conhecimento, em um pico de demanda e em um sistema de saúde ainda mais fragilizado? Até que ponto sanar as dúvidas contando apenas com recursos da própria casa é produtivo? Como levar informações e evidências clínicas atualizadas a todos? E os protocolos clínicos qual a melhor forma de atualizá-los?

A medicina baseada em evidências e a tecnologia de alguma forma estão presentes em todas as respostas a estas questões. Seja em momentos críticos, como os de pandemia, ou no dia a dia de hospitais que atuam com corpo clínico aberto, por exemplo.

A uniformização de protocolos clínicos e a disseminação desses conteúdos entre todos os profissionais é sempre um grande facilitador. Mas, um fator chave à adesão é fazer com que essas condutas cheguem quase que naturalmente aos profissionais, evidenciando os seus benefícios, mas sem imposições. Ou seja, o importante é oferecer o suporte adequado, para que onde estiver, o profissional possa acessar conteúdo de qualidade sobre sua especialidade e outras informações que julgar necessárias, mas, sempre deixando a palavra final do diagnóstico em suas mãos.

Por tudo isso, soluções que combinem inteligência artificial, informações baseadas em evidências clínicas, com experiência clínica e especificidades de cada paciente, são bem eficientes nesse processo. Elas ajudam a responder ao desafio de criar, manter e garantir a adoção de padrões para o tratamento de doenças, incluindo as de maior variabilidade, ajudando os profissionais da saúde a entregarem cuidados consistentes, de alta qualidade e efetivos, além de trazer maior segurança para o paciente.

A ideia é não só simplificar o processo de atendimento, como ajudar o profissional da saúde a estabelecer um fluxo de tomada de decisão mais interativo e chegar a conclusões mais assertivas sobre os seus pacientes, inclusive do ponto de vista de diagnósticos laboratoriais.

Em suma, a qualidade do atendimento e a homogeneidade do conhecimento resultam de uma jornada de processos, otimizações e práticas dentro de hospitais que devem ser continuamente aprimoradas. A disseminação de conteúdo de forma nivelada, implementação de protocolos atualizados com base em evidências clínicas, acesso remoto a aplicações, adoção de prontuários eletrônicos e sistemas informatizados de gestão, entre outros fatores, certamente serão de grande valia para que todos estejam na mesma página.