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A importância do setor de TI na América Latina para uma experiência educacional mais eficaz

Por Jonhy Iván Clavijo

Não é novidade que o setor de educação na América Latina apresenta certas desvantagens em relação a outras partes do mundo. No entanto, o cenário atual o obrigou a evoluir de forma inédita, principalmente em sua infraestrutura tecnológica, o que pode significar uma maior evolução para o bem de instituições e estudantes em toda a região.

Antes que a pandemia obrigasse as instituições de ensino a deslocarem suas atividades para o mundo virtual, a estratégia em tecnologia, informação e redes já havia sido reconhecida como um pilar dos modelos educacionais contemporâneos, e é assim que figuras como o diretor de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), se estabeleceram nos conselhos diretivos das universidades. Este fato respondeu à necessidade de transformação digital em áreas como gestão de documentos e segurança cibernética.

Um novo cenário para a educação

Antes mesmo que a educação a distância/virtual se tornasse a forma mais comum de ensino, o avanço tecnológico e a diversificação do mercado trouxeram novos concorrentes para as escolas: plataformas de educação online. Nelas, as instituições encontraram gigantes da tecnologia como o Google, com mais experiência, conhecimento e infraestrutura necessária para enfrentar os desafios que estavam por vir.

Essas novas opções educacionais, somadas às deficiências nos estágios iniciais de mudança de classes e plataformas para a modalidade virtual, a falta de recursos e a incerteza aumentaram um dos maiores desafios das instituições de ensino nos últimos anos: retenção de alunos.

De fato, em conferências internacionais na América Latina, muitos reitores de universidades concordaram por alguns anos que este era um desafio para o qual deveriam se preparar nos próximos anos, já que os novos profissionais não buscam um diploma, mas habilidades, ou seja, competências específicas adequadas às atuais demandas do mercado.

Investindo em tecnologia para a educação na América Latina

Além das desvantagens tecnológicas frente aos novos competidores, as instituições latino-americanas puderam notar as consequências da falta de investimento na área tecnológica durante este ano. Os investimentos em tecnologia para a região no setor de educação são consideravelmente menores do que os de outras regiões, como Europa Ocidental, Sudeste Asiático e América do Norte.

No entanto, as perspectivas não são totalmente desanimadoras. Uma das maiores vantagens de ter um departamento de TI forte é que as universidades agora reconhecem o ambiente tecnológico e suas necessidades. Para ajudar as instituições a manter um serviço de qualidade, as estruturas e soluções de rede tiveram que mudar de enfoque, com vista à virtualização, aos serviços em nuvem e à capacidade de suportar grande número de dispositivos ligados a serviços digitais.

Na verdade, uma pesquisa recente da CommScope constatou que mais de 50% dos tomadores de decisão de tecnologia nas universidades da região consideram que a prioridade de investimento em infraestrutura e redes para os próximos meses será em cabeamento estruturado (fibra e cobre) para seus data centers, seguidos por pontos de acesso (APs) e melhorias de rede interna para funcionários.

O que faz muito sentido, uma vez que os data centers de ponta dentro dos campi universitários são onde todo o núcleo do tráfego atravessa. Se esse tipo de tecnologia não for reforçado, será muito difícil cumprir todos os outros requisitos que eles necessitam dentro e fora do campus.

Diante dessas novas demandas, as empresas dedicadas a soluções de infraestrutura e rede tiveram que propor estratégias combinadas e oferecer soluções para melhorar a camada física das universidades (cabeamento de fibra e/ou cobre e melhoria de largura de banda) além de propor soluções de gestão remota adaptadas ao setor.

O futuro das instituições de ensino na América Latina

Nos últimos meses chegamos à conclusão de que não estamos numa situação temporária. Assim como em vários setores, como a educação, um marco disruptivo foi estabelecido e a partir de agora os reais desafios das universidades estarão associados a estabelecer com sucesso os modelos de virtualidade e alternância. Isso requer o fortalecimento da infraestrutura de rede e a garantia da integração e boa administração dos dispositivos inteligentes e dos alunos (computadores e telefones celulares, entre outros) dentro e fora das instalações.

A alternância só terá sucesso na medida em que tanto os alunos quanto o restante da comunidade acadêmica tenham acesso virtual a todos os recursos que possuíam no campus, portanto, uma série de recursos e ferramentas devem ser incluídos, cuja finalidade é tornar a experiência do usuário muito mais rica em qualquer modelo educacional.

Em última análise, o papel das universidades e outros centros educacionais é a transformação social por meio de uma educação de qualidade e, para isso, as instituições de ensino devem alcançar um nível de tecnologia onde estejam preparadas para enfrentar qualquer situação de ruptura. O ponto chave são os planos de contingência para largura de banda e tecnologias, redes e comunicações para equalizar o nível de educação entre a virtualidade e o modo presencial.

Jonhy Iván Clavijo, diretor da área de Enterprise da CommScope para a América Latina e Caribe

Bancos podem perder US$ 280 bilhões em receita de pagamentos até 2025, aponta relatório da Accenture

Até 15% da receita global de pagamentos dos bancos, o equivalente a US$ 280 bilhões, provavelmente serão deslocadas pelo crescimento dos pagamentos digitais e pela concorrência de instituições não bancárias, à medida que os pagamentos se tornarem mais instantâneos, invisíveis e gratuitos, de acordo com o relatório Banking Pulse Survey: Two Ways To Win da Accenture (NYSE: ACN).

O estudo constatou que a receita global de pagamentos provavelmente crescerá a uma taxa anual de 5,5%, de US$ 1,5 trilhão em 2019 para mais de US$ 2 trilhões até 2025. Somente bancos que transformarem seus modelos de negócios para adotar as mais recentes tecnologias e se concentrar em fornecer mais valor agregado em serviços para seus clientes capturarão uma fatia dos US$ 500 bilhões em crescimento adicional de receita.

O relatório é baseado em um modelo de análise de risco de receita desenvolvido pela Accenture para medir tendências de métodos de pagamentos entre consumidores e projeta mudanças no comportamento, tecnologia e regulamentação dos agentes de mercado. A análise é complementada por uma pesquisa com 240 executivos de pagamentos em bancos de 22 países para determinar como planejam mitigar e capitalizar sobre a disrupção nos modelos de pagamentos para aumentar a lealdade de clientes, receitas e lucratividade.

“Em vez de estar na vanguarda da nova onda do crescente mercado de pagamentos, os bancos estão sentindo a pressão da nova concorrência e vendo suas margens apertarem”, avalia Gareth Wilson, líder global de pagamentos da Accenture. “Enfrentamos um mundo em que os modelos de pagamentos instantâneos, virtuais e gratuitos são inexoráveis, o que gera desafios para os bancos que não querem perder espaço nesse mercado. Mas também apresenta oportunidades de explorar um novo modelo de negócios baseado nesse avanço do digital”.

O relatório aponta que, nos próximos seis anos, os bancos enfrentarão uma pressão adicional sobre as receitas de transações e taxas de cartões, com os métodos livres de impostos colocando em risco 8% da receita de pagamentos. Além disso, a concorrência de instituições não bancárias em pagamentos invisíveis – por meio dos quais os pagamentos são concluídos em uma ‘carteira virtual’ em um aplicativo ou dispositivo móvel – colocará em risco 3,9% das receitas bancárias. A substituição do cartão por pagamentos instantâneos, em que os fundos são liquidados e transferidos em tempo real e os bancos oferecem pouco ou nenhum juro, é projetado para colocar um risco adicional de 2,7% das receitas de pagamentos.

O cenário se baseia nos atuais declínios em receitas de transações e taxas de cartões, em que a regulamentação vem desencadeando a compressão de taxas e a tecnologia, substituindo o papel dos bancos nos novos modelos de pagamentos. Entre 2015 e 2018, a receita das transações de cartão de crédito de clientes corporativos caiu 33%; a receita de transações com cartão de débito de pessoa física caiu quase 15% e a receita oriunda de cartões de crédito caiu quase 12%.

A pesquisa mostra que o setor está ciente dos desafios colocados pelas novas tecnologias em pagamentos. Mais de dois terços (71%) dos executivos entrevistados concordam que os pagamentos estão se tornando gratuitos; quase três quartos (73%) acreditam que a maioria dos pagamentos já é invisível ou o será nos próximos 12 meses; e ainda mais executivos (78%) disseram que os pagamentos já são ou se tornarão instantâneos nos próximos 12 meses.

“O boom digital significará que os bancos precisam mudar fundamentalmente a maneira de pensar sobre a composição de receita”, afirma Alan McIntyre, que lidera globalmente a prática bancária da Accenture. “Canais por meio dos quais os bancos outrora faturaram bilhões de dólares deixarão de existir. Para ter sucesso no futuro, os bancos precisarão desenvolver novos modelos de negócios digitais em escala, com pagamentos em um clique como nova norma e focados em oferecer experiências seguras, convenientes e práticas para o cliente”.

Em resposta a esses desafios-chave do mercado, quase um em cada cinco (18%) entrevistados disseram que a principal prioridade do banco é aumentar a segurança nas transações de pagamentos de varejo. Quase um quarto (22%) citou os centros de inteligência artificial, robótica, machine learning e inovações em pagamentos como os principais recursos tecnológicos de plataforma necessários para adaptar seus sistemas centrais a fluxos de pagamento contínuos e de alta velocidade.

Startup Weekend Energy Tech traz o ecossistema de startups ao setor elétrico

Já pensou que a energia que você produz quando caminha pode ser rentável? O projeto vencedor da primeira edição Startup Weekend de energia elétrica na América Latina, ocorrido nos dias 22, 23 e 24 de março, em São Paulo, trouxe uma solução que une mobilidade e nanogeração de energia (para uso pessoal), a Green Box. No primeiro dia do evento foram realizados pitches (apresentações rápidas). As ideias mais votadas foram trabalhadas em uma maratona de 54 horas, onde os participantes receberam a mentoria de um time de especialistas de diversas áreas ao longo da jornada. No final, os projetos foram apresentados para um corpo de jurados do setor.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) foi uma das patrocinadoras com Schneider Electric, Paradigma, VMBears e Omega Energia, com o apoio do InovaBra, Celebrar.co, Advisor BPO, Clube de Negócios, Bella Notte, Alura, SOAP e Eureka. Com 83 participantes, muitos destacaram a importância de fomentar ações como esta ao setor elétrico. O criador da ideia da Green Box, o cientista da computação e arquiteto de soluções da CCEE Saulo Roncon, viu a sua ideia inicial se transformar e o time até conseguiu potenciais clientes durante o processo de criação. Roncon destaca que este tipo de evento traz inovação para a empresa pela mudança de mindset na forma de trabalhar de quem participa. Ainda destaca que ações como esta irão refletir no mercado de energia inteiro. “O apoio da CCEE é essencial e deveriam trazer mais edições sobre este tema”, acrescenta Roncon.

O engenheiro William Matsubara, gerente de tesouraria da CCEE, estava no time que ganhou em terceiro lugar com o projeto Clima Certo, aplicativo que ajuda as pessoas a saberem qual é o tamanho do ar-condicionado adequado ao espaço em que ele será instalado — trazendo eficiência energética. “A CCEE tem esta cultura de inovação. O Inova CCEE, que é o mote deste ano, é exatamente isto: focar em inovação e procurar um jeito melhor e mais fácil de fazer as coisas. Este evento mais que validou isto”, conclui Matsubara. Também foram vencedores o projeto Flashback (2º lugar) e Energy Chain (menção honrosa).

Networking foi um dos motivos da participante dessa maratona criativa, a engenheira mecânica Marina Galli, mestranda em Energia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), decidir se inscrever. Marina conta que a Startup Weekend fomenta ideias e o diferencial desta edição foi ter focado em energia elétrica, área de seu interesse para criar uma startup. O engenheiro de software da Siemens, David Gabriel de Souza Joaquim, foi ao evento como observador: “Infelizmente, existem poucas startups do setor e tem de ter mais empresas promovendo este tipo de evento”, diz Joaquim, que trabalha com transformador de potência e acredita que será interessante esta triagem de startups para trazer soluções às necessidades da área já existentes ou repassá-las para que tragam mais soluções.

Inovação como mantra da CCEE

O consumo total de eletricidade deve crescer cerca de 50% acima da economia brasileira até 2026, ano em que, estima-se, a eficiência energética irá representar 7% do consumo final energético do Brasil, de acordo com a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Para adotar uma visão de futuro com o objetivo de que o País não perca a transformação tecnológica que o setor elétrico viverá, é imprescindível investir em tecnologias disruptivas.

O gerente executivo de Arquitetura de Sistemas, Dario Almeida, que foi um dos jurados desta edição, destaca que a CCEE tem se aproximado das startups: “Inovar é um pilar de sustentação e desenvolvimento da CCEE”. Almeida reforça ainda que: “vamos levar este modelo de trabalho (construído durante o evento)nas nossas inovações”. Dos 83 participantes, 24 trabalham na CCEE. “É um marco para nós, como companhia, muitos deles estiveram entre os primeiros colocados. Dos que ganharam, têm grande potencial para continuar (com o projeto) seja em paralelo, seja com apoio da CCEE. O que fica como grande ganho é a metodologia, é a imersão, é o aprendizado, é esta experiência transformadora”, analisa um dos organizadores da edição de energia do Startup Weekend, Will Nascimento.

Para o executivo de Contabilização e Liquidação da CCEE, Ediléu Cardoso Júnior, o setor de energia elétrica está passando por uma transformação e precisa beber desta fonte das startups, pois precisa inovar para ser dinâmico ao crescer. Cardoso Júnior foi um dos mentores e acrescenta que também foram desenvolvidos projetos que focam em problemas do setor de comercialização, como um grupo que falava que o problema era o risco de contraparte, que é uma condição que está acontecendo hoje. “O mercado de energia é muito carente de inovação. Tentamos trazer esta dinâmica para o mercado. Acredito que conseguimos”, analisa o líder da organização da edição Startup Weekend Energy, o analista de sistemas, Gilberto Silveira Junior.

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5 lições que o Vale do Silício ensina para startups brasileiras

Conhecido por abrigar gigantes da tecnologia, o Vale do Silício, na Califórnia, é também berço de muitas empresas inovadoras, como as startups. Não à toa, a região tornou-se destino desejado por empreendedores de todo o mundo, inclusive os brasileiros.

O objetivo, no entanto, não é tão fácil quanto parece. Para o curitibano Alessio Alionço, fundador e CEO da Pipefy, startup de gerenciamento de processos eficientes, que tem sedes em Curitiba e no Vale do Silício, há uma ideia deturpada em relação à instalação de empresas no local.

“O Vale não torna a caminhada mais fácil, mas oferece mão de obra qualificada e em quantidade que não encontramos no Brasil – lá, cerca de 35% da população trabalha na indústria de software. A taxa de mortalidade das empresas que crescem na região, porém, não está tão longe da nossa, a diferença é que no local existem 10 vezes mais pessoas executando uma determinada função com mais experiência”, analisa Alionço, idealizador empresa global de SaaS (Software as a Service), que hoje está presente em 15.000 empresas e atende clientes em mais de 150 países.

Na visão do empreendedor, os americanos estão inseridos em uma cultura em que erros, além de totalmente aceitáveis, são necessários para formação de qualquer profissional. No Vale do Silício, essa cultura é intensificada principalmente pela maneira como as empresas estão alocadas na região, permitindo um largo fluxo de pessoas com os mesmos objetivos.

Para isso, essas mesmas pessoas têm como meta, desde o início de sua inserção no mercado de trabalho, uma consciência da existência de etapas fundamentais para alcançar resultados precisos.

O Vale pode, sim, impulsionar muitos negócios por combinar conhecimento, mão de obra e capital em um mesmo lugar, mas antes de pensar em transferir sua empresa para lá, confira as 5 lições que o Vale do Silício ensina para startups brasileiras, segundo Alessio Alionço.

1. Pense globalmente desde o primeiro dia

No Brasil, somos instruídos a crescer primeiro no mercado nacional e depois de algum tempo e com bastante solidez, a buscar ares internacionais. Diferentemente do Vale, em que o pensamento quase que obrigatório é pensar na expansão global do negócio no primeiro dia.

2. Errar não é o fim do mundo

Estamos inseridos em uma cultura em que errar é motivo de vergonha e um fator que impede tentativas de colocar uma ideia em ação. Os americanos valorizam a experimentação e, para eles, o erro significa um clico realizado. Independentemente da ideia der certo ou errado, a tentativa sempre resultará em oportunidade e chance de desenvolvimento.

3. Comunicar, comunicar e comunicar

Que a comunicação é um fator imprescindível dentro das empresas todo mundo sabe, mas os americanos, novamente, reforçam a ideia. É preferível pecar pelo excesso de diálogo e ser honesto com aquilo que não anda como deveria, o chamado radical candor, ou franqueza radical, adotado pelos líderes no Vale do Silício.

4. Zona de conforto nunca mais, arrisque

O risco sempre vale a pena na cultura dos americanos. As tentativas nunca são em vão e permitem que um leque de oportunidades seja aberto todas as vezes. Nós pensamos os motivos que podem levar uma ideia a fracassar, enquanto eles enumeram as possibilidades de dar certo.

5. Direto ao ponto

No ambiente do trabalho, os americanos prezam pela objetividade por diferentes razões, mas que sempre convertem para um mesmo ponto: a entrega de atividades de maneira rápida e eficaz. Ao contrário dos brasileiros, eles acreditam que construir laços no ambiente de trabalho é um fator que cria barreiras entre gestores e funcionários, por isso o evitam.

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Empresas criam ‘tribos’ para promover empreendedorismo e talentos dentro das equipes

De modo a promover iniciativas de liderança e de empreendedorismo, empresas estão criando ‘tribos’ entre os funcionários para detectar talentos. Com grupos e comitês específicos, companhias estão promovendo maior autonomia das equipes, permitindo que funcionários exponham suas ideias livremente.

“Na prática, são reunidas pessoas que tenham os mesmos interesses e cujos líderes possam ser considerados referência em determinado tema. Para isso, foram selecionados indivíduos que, além de serem especialistas nos assuntos, podem contribuir e engajar dentro da corporação”, afirma Alexandro Barsi, CEO do Verity Group, empresa sediada em São Paulo que está promovendo iniciativas nesse sentido.

Especializada em tecnologia, o Verity Group adotou uma gestão em “tribos”, divididas em categorias pertinentes ao cotidiano do setor em que o grupo atua, como Desenvolvimento, Arquitetura, Infraestrutura, Metodologia Ágil, entre outras. “O modelo é importante para detectar alguns ‘diamantes brutos’, que muitas vezes podem passar despercebidos”, afirma Barsi. “No conceito de gestão de tribos, os gestores, por estarem mais perto desses talentos, podem alertar para a lapidação de uma joia”, complementa.

A iniciativa do Verity Group é ratificada por outros gestores. Segundo uma pesquisa realizada pelo Sebrae e pela Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH), que analisou 1.927 corporações de todos os portes no país, empresas que praticam uma boa gestão de talentos obtêm melhores resultados em seus negócios, independentemente de seus tamanhos ou regiões de atuação. O estudo identificou que, nas empresas bem-sucedidas, a gestão de talentos é aplicada de forma simples e com foco nas pessoas, tanto nos líderes como nos liderados.

A intenção do Verity Group é fazer com que os colaboradores saiam da zona de conforto, mas nada é obrigatório. “Num cenário ideal, as pessoas vão querer participar e virão atrás de se envolver em temas diversos. Para uma organização que está crescendo, é assim que se reconhece o potencial de cada um”, conta Barsi. . Um dos objetivos da gestão em tribos é criar o sentimento de pertencimento ao colaborador”, explica.

Outra empresa que adotou o modelo de ‘tribos’ foi a Mark Up. Especializada em marketing de incentivo e brand experience, a companhia optou por criar diversos comitês que geram impacto nos rumos dos negócios. “Esse modelo permite uma gestão baseada na colaboração, na maior autonomia da equipe, no engajamento coletivo e na diversidade de pensamentos e de ação de forma estruturada”, afirma Silvana Torres, presidente da Mark Up.

O modelo de gestão por comitês criado pelo Mark Up é formado por equipes multidisciplinares, que se interessam pelo assunto ou são indicados por ter talentos específicos que possam agregar valor. São sete grupos, que discutem temas que vão desde análise e recomendação de projetos, passando por liderança e clima organizacional. “Cada comitê é composto por equipes diferentes que somam e agregam valor ao negócio”, conta Silvana.

De acordo com a executiva, o maior ganho da empresa em adotar esse modelo é o estímulo à visão empreendedora de cada integrante da equipe para tomada de decisão individual e coletiva. “Embora cada área participante do projeto tenha seu líder, com a formação da equipe multidisciplinar não existe uma área só como a responsável pelo projeto e sim um pensamento coletivo gerido por um líder, independente da hierarquia que ele ocupa na empresa”, diz Silvana.

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Como essa startup quer aproximar as prefeituras dos cidadãos com a tecnologia

Quando Jéferson de Castilhos e Jaison Niehues assumiram cargos comissionados na área de tecnologia da prefeitura de São José, na grande Florianópolis, se depararam como uma realidade obsoleta e morosa. “A minha primeira dificuldade foi conseguir uma caneta para escrever. Para obter esse simples objeto eu precisei enviar um memorando físico, assinado e carimbado para a diretoria de compras providenciar a aquisição”, relembra Jaison.

A mesma dificuldade com os empecilhos burocráticos e consequente falta de agilidade na resolução das demandas era compartilhada por Jéferson. De acordo com ele, muitas repartições públicas -principalmente na esfera municipal- ainda dependem totalmente do papel para se comunicar. “Elas [prefeituras] praticamente obrigam o cidadão a ir sempre presencialmente ao órgão para ter sua resolução concluída”, afirma.

Foi com esse cenário que os dois decidiram criar uma solução que agilizasse esse processo por meio de uma plataforma digital. Assim ambos criaram, em 2014, a 1Doc. A ideia foi desenvolver uma solução que oferecesse transparência para a população nas demandas municipais, além de reduzir custo com a papelada gerada pelas prefeituras. A plataforma permite que o cidadão tenha comunicação direta via internet com a prefeitura do seu município para a resolução de problemas da cidade.

A ideia dos fundadores era desenvolver uma tecnologia em nuvem capaz de acabar com a tradicional morosidade dos processos, repletos de empecilhos burocráticos, e diminuir a dependência do papel nos atendimentos. “As repartições são lotadas de softwares projetados no fim dos anos 90 e a metamorfose para os dias atuais é lenta. Essas condições obrigam o cidadão a ir sempre presencialmente ao órgão para ter sua resolução concluída”, afirma Jaison. De acordo com os fundadores, poucas startups no País se propõem a criar soluções voltadas exclusivamente para o setor público.

O primeiro teste da plataforma foi na prefeitura que ambos trabalhavam. “Esse teste deu muito certo, pois diminuiu o tempo de resposta e aumentou a eficiência e engajamento das pessoas que utilizavam a ferramenta”, conta Jéferson. A solução passou a ser apresentada a outros órgãos públicos, que foram fazendo a adesão, por meio de compra direta ou por licitação. “Nosso primeiro cliente comercializado foi a Prefeitura de Biguaçu, seguida pela de Palhoça e de Itapema, todas de Santa Catarina”, relembra o empreendedor.

Jéferson conta que de início, como em qualquer mudança de rotina, houve um pouco de resistência dos servidores, mas depois de verem a melhoria no dia a dia, a segurança que a ferramenta lhes proporcionaria, e o aumento da eficiência, os servidores e gestores apoiaram o uso. “Tanto que não tivemos até o momento qualquer cancelamento de contrato. E os gestores indicam a ferramenta para seus colegas de cidades próximas, trazendo a transparência como um dos pilares da ferramenta”, diz.

De acordo com os dois, o diferencial da 1Doc é que a plataforma conecta todos os servidores públicos em somente um local, com transparência a partir do registro oficial de quem leu e resolveu. Não é necessário investimento em infraestrutura, já que a plataforma é 100% na nuvem. “Por ser web, integra os processos de comunicação interna, atendimento ao cidadão e gestão documental, trazendo transparência para a administração”, conta Jaison. Outro diferencial seria o baixo custo de implantação, custando em média R$ 20 por usuário ativo.

Além de substituir o papel com a digitalização dos documentos e processos externos e internos, a ferramenta, utilizada atualmente em 33 prefeituras, monitora o andamento das tarefas por servidores ao registrar o responsável por cada etapa, mensurando taxas de engajamento e de resolução, mais ou menos como o site “Reclame Aqui” faz com as empresas que lidam com o consumidor.

Os empreendedores contam que a partir do uso da plataforma já foram atendidas mais de três milhões de pessoas, mais de cinco milhões de documentos foram gerados e mais de 200 árvores poupadas, com a diminuição e eliminação do uso de papel. Outro ponto é o potencial de economia alcançado pelos clientes a partir da comunicação digitalizada. O montante ultrapassa os R$500 mil, de acordo com eles.

O investimento inicial dos empreendedores na criação da solução foi de aproximadamente R$ 150 mil. Após o lançamento, a startup atraiu a atenção da empresa de tecnologia catarinense Softplan, que realizou um novo aporte. O valor não foi divulgado. A empresa possui sede em Florianópolis, com um escritório localizado no prédio da Softplan. Possui 16 colaboradores. A plataforma hoje conta com aproximadamente 5,5 mil usuários ativos, com 38 clientes localizados em diferentes Estados do País. De 2016 para 2017 a startup cresceu 36%. “Nos primeiros quatro meses de 2018 já faturamos 50% do faturado em 2017, e pretendemos chegar a 145% deste total”, afirma Jéferson.

Os empreendedores acreditam que cada vez mais as prefeituras do Brasil irão buscar soluções como a desenvolvida por eles. “Com os movimentos anticorrupção e o apelo da população por mais transparência nos atos públicos, torna-se o momento ideal para os governantes aderirem à soluções tecnológicas que atendam aos princípios da administração pública e alie transparência e eficiência à gestão”, diz Jéferson.

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Cloud é realidade para compliance fiscal

Por Eric Carvalho e Roberto Caetano, Gerentes de Desenvolvimento de Software da SYNCHRO

As mudanças da legislação tributária, impostas pelo Fisco, sempre causam impactos para os contribuintes brasileiros. Nos últimos anos, depois que a Receita começou a exigir um volume de informações cada vez maior, esse cenário piorou ainda mais. Para entender melhor do que estamos falando, é preciso conhecer alguns números. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), foram editadas em média 46 novas normas tributárias por dia, ou 1,92 normas por hora, toda estrutura criada pelas companhias para atender a burocracia do Fisco, consome em média 1958 horas por ano, e para piorar, no Brasil, 1 a cada 200 colaboradores trabalham na área fiscal.

Assim sendo, as empresas que buscam alcançar a conformidade tributária e reduzir o risco de atuações da Receita, têm no Cloud o seu grande aliado. Para atender as exigências do Fisco, a adoção da nuvem pode ajudar as empresas que pretendem alcançar a conformidade fiscal. Por meio de uma estratégia de gestão na nuvem, os gestores têm controle em tempo real de todo o processo tributário e fiscal; maior segurança, uma vez que todos os dados e informações movimentados pela empresa são armazenados na nuvem, além da escalabilidade do sistema.

Outro ponto favorável do Cloud é a possibilidade de reduzir drasticamente os custos com infraestrutura. A média de chamados por suporte dos usuários de soluções em nuvem é significativamente menor do que os usuários que utilizam soluções on-premises. Além disso, ao adotar uma solução na nuvem, as empresas eliminam gastos com servidor.

Mas apesar de todos os benefícios da nuvem para otimizar operações ou aumentar a competividade das empresas, ainda existe uma corrente de pensamento que o Cloud não é acessível para todas as companhias. Essa visão está baseada, talvez, no desconhecimento do mercado de TI em geral e, principalmente, do avanço do Cloud, que se tornou uma peça fundamental em qualquer estratégia de negócio bem sucedida. Na busca de entender melhor esse cenário, alguns números sobre o crescimento desse setor podem nos ajudar.

Quando o Gartner anunciou em 2010, que o cloud seria uma das tendências que os empresários iriam priorizar, não tínhamos ainda uma ideia desse potencial. Desde então, a tecnologia na nuvem não parou de crescer e alguns números comprovam que a tecnologia superou as previsões e passou a ser uma realidade. Segundo pesquisa da Associação Brasileira de das Empresas de Tecnologia e Computação (BRASSCOM) o segmento de nuvem foi um dos que mais cresceu no país em 2017, com 51,7%, e chegou a uma receita de R$ 4,4 bilhões.

Já um relatório apresentado pela IDC, mostra que quase 60% das empresas brasileiras preferem utilizar nuvem. Além da adoção maciça de cloud por parte das companhias, a IDC também revela que o setor de Tecnologia da Informação no Brasil deve chegar o final de 2018 com um crescimento de 5,8%.

Todos esses números apresentados indicam que o mercado de TI e, principalmente a tecnologia na nuvem, representam uma expansão e as empresas já perceberam que é importante contar com essa tecnologia em suas estratégias de negócio. E nesse contexto, a área tributária será a grande beneficiada com aumento de produtividade, maior eficiência operacional e redução de custos.

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Catho tem novo executivo de desenvolvimento de software

A Catho, um dos maiores e mais completos sites de empregos do país, ganhou um nome de peso com a chegada do novo Head de Desenvolvimento de Sistemas, Leonardo Santos. Graduado pela Universidade Federal de Uberlândia, o executivo chega à Catho com uma trajetória de mais de 23 anos de experiência em tecnologia e assume a posição com o desafio de fortalecer e aumentar a área de desenvolvimento de sistemas da Catho.

“Além disso, um dos meus principais objetivos é o de fortalecer o posicionamento da Catho como uma empresa de tecnologia, com orientação ágil estabelecida por meio das tecnologias mais atuais e adequadas ao nosso negócio”, afirma Leonardo.

Leonardo Santos foi sócio fundador da Vale Presente e um dos responsáveis pela condução do processo de homologação da Vale Presente como empresa não financeira emissora Mastercard. Também foi Diretor de Tecnologia da Informação da Bebê Store, estando a frente das áreas de desenvolvimento de sistemas e de infraestrutura e Diretor de Tecnologia da Informação na Minuto Seguros.

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Dassault Systèmes anuncia programa global de empreendedores para apoiar startups, empresários e produtores

A Dassault Systèmes anuncia essa semana o Global Entrepreneur Program, programa global para empreendedores para acelerar o desenvolvimento de inovações revolucionárias por startups, empresários e fabricantes. O programa, que utiliza a plataforma 3DEXPERIENCE da Dassault Systèmes, seus aplicativos, conhecimentos e sua comunidade de mentores e de serviços, oferece um portfólio completo de soluções customizadas e com diferentes tipos suporte para acompanhar inovadores em todas as etapas de seus desenvolvimentos: do início até o final.

Mais de 1.000 startups, empresários e produtores já estão utilizando os serviços da Dassault Systèmes na criação digital de produtos e experiências de produtos para o mundo real. Com o Global Entrepreneur Program, eles podem utilizar mundos virtuais, colaboração, inteligência coletiva e comunidades para facilitar a inovação, a criatividade e a concretização das ideias. Os inovadores podem promover projetos que integram Internet das Coisas (IoT) e outras tecnologias, projetar e testar produtos, além de acessar serviços de prototipagem online. Todo o processo utilizando os mais recentes métodos de impressão 3D, além de compartilhar conhecimentos e competências com uma rede qualificada de profissionais, especialistas e colegas de várias indústrias.

As startups têm necessidades diferentes em cada fase do seu ciclo de vida. Uma abordagem tecnológica, de orientação e comercialização única, não é suficiente para fornecer os diversos níveis de suporte necessários para ajudá-los a comercializar produtos mais rapidamente, ao mesmo tempo em que aborda os desafios empresariais inerentes ao mundo das startups, como financiamento, recrutamento de pessoas, infraestrutura de TI ou vendas.

O Global Entrepreneur Program inclui aplicativos de design e treinamento da SOLIDWORKS for Entrepreneurs para projetos focados na inovação mecânica, bem como aceleração imersiva no 3DEXPERIENCE Lab para startups disruptivas que trabalham para transformar a sociedade que precisam de apoio de mentores, protótipos e suporte de marketing, inclusive de uma rede de incubadoras, aceleradoras e parceiros Fab Labs nos Estados Unidos e na Europa.

O Global Entrepreneur Program também inclui a plataforma 3DEXPERIENCE baseada na Nuvem (cloud-based), gerenciamento de comunidade, suporte e serviços que trazem velocidade, agilidade, flexibilidade, experimentação e colaboração para projetos que exigem mais do que apenas uma nova atividade de engenharia de produtos.

“Os empresários nos informaram que valorizam a comunidade social de uma incubadora acima de tudo, e nós ouvimos”, afirma Frédéric Vacher, Diretor de Estratégia Inovadora Corporativa da Dassault Systèmes. “A Dassault Systèmes adora as startups e o nosso Programa Global Entrepreneur oferece suporte aos seus processos de inovação, fornecendo aplicativos em Nuvem, comunidades e serviços online, qualquer que seja a indústria, produto, necessidade ou nível de maturidade.

“Podemos considerar ‘passado’ os dias em que apenas as grandes empresas possuíam inúmeras habilidades, recursos e capacidades para produzir avanços. Hoje somos um catalisador e facilitador para grandes empresas e startups na criação de conceitos, reunião de mundos virtuais e reais, além de fortalecer o renascimento da inovação”, enfatiza o executivo.

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Solução de startup brasileira automatiza mais de 100 integrações entre plataformas

Entre tanta informação sendo gerada no mundo digital há um fato – ninguém sobrevive sozinho. Qualquer “feliz proprietário de um terreno na internet” – seja site, plataforma ou e-commerce – sabe que em algum momento vai precisar integrar uma ferramenta externa. Atualmente, já estão entre nós mais de 16.500 API’s (tipo mais comum de integração), mas há motivos para acreditar que essa seja apenas a ponta do iceberg.

Neste oceano de particularidades tecnológicas, uma startup brasileira tomou para si a tarefa de centralizar em uma única plataforma inúmeras possibilidades de integração. A proposta do LinkApi é simples, funcionar como um hub de conexão às principais ferramentas digitais, mais de 100, além da possibilidade de personalização.

A demanda do mercado para facilitar as integrações é tão relevante que a startup também oferece sua tecnologia em modelo White Label. Empresas usam a tecnologia do LinkApi para fazer integração de suas plataformas com seus parceiros estratégicos, podendo utilizá-la como um serviço próprio, aumentando a oferta de valor para os clientes. Outra vantagem é a redução de custos, pois enquanto o LinkApi resolve as particularidades das integrações, times internos de produto estão focados no core business, otimizando a operação.

A Olist, uma plataforma que integra pequenas lojas virtuais a grandes marketplaces, é um dos players que aderiu a solução do LinkApi e oferece o serviço a seus clientes.

Quem também agrega valor ao negócio “emprestando” a tecnologia do LinkApi é a plataforma de logística Mandaê, cujo core business exige 100% de integração com o ERP de seus clientes, seja qual for.

“Somos especialistas em integrações e temos um time focado em desenvolvimento. Nossos clientes se favorecem dessa expertise, simplificam sua operação e ainda oferecem maior valor agregado a seus clientes”, conclui Thiago Lima, idealizador e CEO do LinkApi.

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Transformação digital, o risco de resistir – Por Paulo Marcelo

Já se foi o tempo em que um modelo de negócio campeão era algo imutável. Não se mexia em time que estava ganhando. Hoje, a flexibilidade do desenho estratégico é imperativa. É preciso mudar de acordo com as expectativas dos consumidores/clientes, seus hábitos e evolução tecnológica.

A transformação digital trouxe com ela a revisão do universo ao qual estávamos acostumados e, porque não dizer, muitas vezes acomodados. O mundo tornou-se ágil e, nas empresas, grupos multidisciplinares apoiam, reinventam e criam negócios, por meio da união de ideias de diferentes habilidades e competências. A nova era impôs, portanto, um ritmo acelerado de ações, adequações e inovações.

Não há como ficar parado diante de tantas mudanças frenéticas, que impactam o dia a dia de pessoas e negócios. A competitividade tornou-se um desafio e, por vezes, um pesadelo, tamanha a velocidade com que a concorrência surpreende com produtos e serviços disruptivos, surgindo de todos os lados, ameaçando a sobrevivência de companhias em diversos setores.

Resistir à transformação digital, adiando o ingresso na nova economia, é mais do que um risco, é assinar a própria sentença. Empresas que tomam a decisão de se transformarem conquistam lucros e expandem suas atuações. É o que observamos na jornada dos nossos clientes que atuam em diferentes setores da economia.

Companhias que prestam serviços de forma tradicional, que não inovaram seus modelos de negócio, inserindo produtos e serviços digitais para aprimorar a experiência do usuário, simplificando e agilizando operações, estão à beira do obsoletismo implacável. O mercado está em franca transformação. Não há como adiar essa decisão, sob pena de perder o próprio negócio. Resistir, certamente, não é uma boa estratégia.

Basta pensar na gama de produtos e serviços que até bem pouco tempo não existiam, que mudaram hábitos e modelos de negócios. Ou o contrário? É a economia digital, inevitável, inadiável e borbulhante. Mas não podemos nos enganar. O negócio digital exige mudanças contínuas. O ontem vira história e o futuro é agora.

A vida média dos modelos de negócio está a cada dia mais curta e, ainda que consideremos impossível, sempre há espaço para agregar valores disruptivos. É preciso estar pronto para suportar a “inovação da inovação” e nunca mais parar. Identificar e criar oportunidades a todo o tempo. Não resista.

Paulo Marcelo, CEO da Resource

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Estudo da Cognizant apresenta as profissões do futuro

A Cognizant, uma das empresas líderes mundiais em tecnologia e negócios, apresenta um estudo inédito, no qual aponta as 21 profissões promissoras para os próximos dez anos. De acordo com a pesquisa, alguns empregos serão extintos pela tecnologia, mas outros serão criados, gerando oportunidades em mercados ainda não explorados.

“Com o aumento do uso da tecnologia em todas as áreas, as pessoas estão buscando profissões que envolvam realidade virtual, análise de dados, inteligência artificial e programação. Essa tendência evidencia que a força de trabalho humana ficará responsável por atividades que tenham como objetivo analisar e tomar decisões de risco, que um software, por exemplo, não é capaz de realizar”, afirma Ben Pring, vice-presidente da Cognizant e um dos responsáveis pelo estudo.

No varejo, por exemplo, é notável o quanto estão sendo trabalhadas as tecnologias que garantem uma experiência de consumo diferenciada, que impactam diretamente o consumidor e geram emoções únicas. Já na área da saúde, exames feitos por softwares e raios X, com resultados muito mais rápidos e assertivos, já são possíveis graças à utilização da inteligência artificial para resolver problemas e gerar resultados precisos. O setor financeiro é outro que busca diferentes meios tecnológicos para ganhar produtividade, desburocratizar processos e aumentar a eficiência operacional.

“No futuro, o trabalho continuará sendo fundamental para nossas identidades, nossa natureza, nossos sonhos e nossas realidades, mas não será necessariamente o trabalho que conhecemos ou fazemos agora”, ressalta o executivo.

Os 21 empregos apresentados a seguir são aqueles que se tornarão proeminentes em curto prazo. Ademais, esses empregos criarão novas oportunidades, que proporcionarão trabalho para muitas pessoas em diversos segmentos da economia.

Confira a lista dos 21 empregos do futuro:

Nos próximos cinco anos:

Data Detective

Investigador de dados. O candidato deve ser um assíduo analista de dados e interpretá-los da melhor maneira possível. Além disso, deve ser curioso, analítico e multitarefa.

Bring Your Own IT Facilitator

O profissional vai gerar flexibilidade para os usuários com o uso de aplicativos e infraestrutura, desenvolvidos dentro da empresa ou em ambientes de nuvem.

Ethical Sourcing Manager

Esse profissional vai investigar, acompanhar, negociar e fazer acordos sobre o fornecimento de produtos e serviços, para garantir o alinhamento nos contratos relacionados a questões éticas de um público estratégico.

AI Business Development Manager

Um gerente de desenvolvimento de negócios. O trabalho será próximo a áreas de vendas, marketing e sócios.

Master of Edge Computing

A computação em nuvem está gradualmente abrindo caminho para a próxima grande evolução. A edge computing desencadeia o potencial de dispositivos de hardware conectados e os descentraliza, para se tornar o próprio data center. Nesse modelo, que descentraliza o armazenamento ou o processamento de dados, o profissional atuará de forma abrangente.

Walker/Talker

O profissional será responsável por passar um tempo com os clientes, e sua principal atividade vai ser prestar atenção no que eles dizem.

Fitness Commitment Counselor

No futuro, esse profissional será imprescindível. A epidemia de obesidade é responsável por 300 mil mortes por ano, em média, nos EUA. Desse modo, o profissional será responsável por motivar a atividade física, melhorar a nutrição e fazer com que o indivíduo adote um estilo de vida mais saudável.

AI-Assisted Healthcare Technician

No futuro, esse profissional terá a função de examinar, diagnosticar, administrar e prescrever tratamentos para pacientes com o auxílio da inteligência artificial e de médicos acessíveis remotamente, em um sistema de hospitais mais eficiente, que cuidará de seus pacientes utilizando a tecnologia como aliada.

Cyber City Analyst

Esse profissional deverá trabalhar com informações que incluam dados dos cidadãos e dos recursos dos municípios.

Genomic Portfolio Director

O profissional vai criar e executar uma estratégia para aumentar o portfólio de produtos que envolvam a ciência da vida.

Man-Machine Teaming Manager

A colaboração entre homem e a máquina será uma realidade. Esse cargo exigirá do profissional a identificação de tarefas, processos, sistemas e experiências que possam ser melhorados com a tecnologia.

Financial Wellness Coach

O profissional terá a função de um coach, e vai orientar sobre questões financeiras, os melhores investimentos e aplicações.

Digital Tailor

Com o avanço crescente do e-commerce, será necessário um profissional que vá até a casa do usuário, pegue suas medidas com um sistema digital e faça os ajustes necessários em suas roupas e sapatos comprados via e-commerce.

Chief Trust Officer

O profissional nessa função trabalhará ao lado de equipes internas de finanças e relações públicas. Vai gerenciar e aumentar a presença pública e privada em toda a esfera financeira, e sempre trabalhar com transparência nas finanças de uma organização.

Quantum Machine Learning Analyst

O profissional atuará na área de machine learning (“aprendizado de máquina”, em inglês), principalmente com a integração com o aspecto quântico.

Nos próximos dez anos:

Virtual Store Sherpa

Os sherpas pertencem a uma etnia que ajuda quem quer escalar montanhas. Indicam o caminho e seguram os equipamentos dos viajantes. No futuro, esses sherpas do consumo vão ajudar os clientes a navegar nas lojas e, com a realidade aumentada, a fazer compras em cenários mais complexos.

Personal Data Broker

Monitorar e comercializar dados pessoais é a grande atividade desse profissional. Além disso, precisará rastrear e consolidar novos dados e auxiliar os clientes a interpretá-los.

Personal Memory Curator

O profissional consultará uma série de públicos específicos, a mídia e fontes históricas para refazer e formular experiências do passado, para reduzir o estresse ou a ansiedade que a perda de memória provoca.

Augmented Reality Journey Builder

O profissional vai projetar, escrever, criar, calibrar, construir e personalizar viagens em realidade aumentada para as pessoas.

Highway Controller

O aumento dos veículos autônomos e de drones levou as cidades a repensar a forma como o espaço rodoviário e aéreo é gerenciado. O profissional será essencial para auxiliar na regulação da estrada e do espaço aéreo no centro da cidade. O candidato ideal deve ser apto para lidar com ferramentas de IA sofisticadas.

Genetic Diversity Officer

O profissional vai facilitar a rentabilidade e a produtividade de uma organização e, ao mesmo tempo, promoverá um ambiente de inclusão.

Acesse o estudo na íntegra por meio do link: goo.gl/34cSxc.

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