Page

Category startup

Grupo Prosegur seleciona cinco startups na segunda edição do Come In

O Grupo Prosegur selecionou Luminance, Hocelot, Aves Netsec, Wata e Eccocar como vencedores da segunda edição do COME IN, o programa pioneiro de Inovação Aberta que visa planejar a segurança do futuro.

Finalizada em junho, a iniciativa recebeu 155 propostas de diferentes empresas: 37 projetos para o desafio Prosegur Security/SegurPro; 32 para o desafio Prosegur Alarms; 26 para Prosegur AVOS; 13 para Cipher; e 29 para o desafio do departamento Jurídico. As candidaturas vieram de 35 países, destacando a participação da Espanha, Estados Unidos e Reino Unido, além do Brasil. Por fim, as startups apresentaram suas soluções ao comitê de seleção e aos responsáveis pelas diferentes áreas e negócios no ‘Selection Day’.

“Inovação e tecnologia são alavancas fundamentais para a empresa. Por isso, lançamos a segunda edição do COME IN, na qual recebemos centenas de propostas criativas das quais finalmente cinco foram vencedoras e cujas soluções serão implementadas para ajudar as diferentes unidades de negócios do Grupo”, afirmou José Daniel García Espinel, diretor corporativo de Inovação do Grupo Prosegur.

Entre os cinco desafios propostos, a empresa sul-coreana Wata foi a vencedora do desafio Prosegur Security/SegurPro. A unidade de negócios buscava soluções para apoiar a reativação do setor cultural e de lazer, com o retorno de grandes eventos em espaços seguros. A Wata oferece a plataforma AI Cloud Spatial Awareness, uma solução de serviços de informação de localização em espaços internos e hiperproximidade que oferece uma ampla gama de soluções que vão desde a criação de mapas, até a coleta de informações sem a necessidade de criar bancos de dados ou serviços de localização e análise.

A Prosegur Alarms, por sua vez, propôs um desafio que visa potencializar a análise de dados de dispositivos de segurança. A vencedora foi a Eccocar, startup espanhola que oferece uma solução tecnológica que ajuda os gestores de frota a compartilhar veículos entre os funcionários e também a coletar, homogeneizar e gerenciar todos os dados, inclusive os de pontos de recarga elétrica.

Para o desafio da Prosegur AVOS, a empresa espanhola Hocelot foi selecionada. A unidade de negócio especializada em terceirização de serviços de alto valor agregado buscava uma ferramenta que, por meio da captação de dados e Inteligência Artificial (IA), facilitaria a tomada de decisão sobre a viabilidade de aplicações para produtos de crédito, empréstimos, etc. A solução da Hocelot realiza o processamento de dados para determinar a qualidade das informações que recebem e, em seguida, padronizar. Com esses dados, eles criam um perfil dinâmico em tempo real mediante a análise das informações, obtendo centenas de variáveis relacionadas a cada cliente.

Por outro lado, a Aves Netsec, startup finlandesa que usa tecnologia de detecção para transformar rapidamente a inteligência sobre ameaças e vulnerabilidades em controles tangíveis de segurança, foi a empresa selecionada para o desafio da Cipher, a unidade de cibersegurança do Grupo Prosegur. A Aves Netsec fornece alta fidelidade e detecção de inteligência da atividade de potenciais criminosos cibernéticos.

Finalmente, a empresa britânica Luminance venceu o desafio corporativo impulsionado pela área Jurídica do Grupo Prosegur. O objetivo desta colaboração é otimizar a revisão da documentação que gerencia a área por meio de uma ferramenta que emite uma análise de risco legal para cada um dos textos analisados. Graças aos últimos avanços em machine learning, a Luminance permite identificar e extrair as cláusulas de documentos com maior precisão, o que permite fortalecer a segurança e reduzir os erros.

As empresas selecionadas nesta segunda edição do COME IN trabalharão em colaboração com as unidades de negócios nos próximos meses para desenvolver uma proposta de valor para seu produto.

“A segunda edição do COME IN foi um sucesso, nosso compromisso com o ecossistema empreendedor é total, por isso as propostas recebidas este ano são excelentes. Conseguimos atrair talentos e ideias disruptivas, o que nos ajudará a alcançar um mundo muito mais seguro”, finalizou José Daniel García Espinel.

Com sete desafios, Startups Connected segue com inscrições abertas até 30 de julho

Iniciativa da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo chega a sua sexta edição e a expectativa é de que ao menos 200 startups se inscrevam


O Startups Connected , programa da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK São Paulo) , que tem como principal objetivo promover a conexão entre startups e empresas já estabelecidas, está com inscrições abertas até 30 de julho.

Em sua sexta edição, o programa terá sete desafios, cada um deles liderado por uma empresa ou instituição âncora: BASF, Bayer, Centro Alemão de Ciência e Inovação (DWIH) de São Paulo, GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit), Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Siemens e Voith. A expectativa é que cerca de 200 startups se inscrevam, tendo em média 30 por desafio. Haverá, ainda, um desafio para startups situadas na Alemanha.

As inscrições devem ser realizadas por meio do site da iniciativa e as startups selecionadas para o top 5 de cada desafio apresentarão seus projetos para a banca da empresa. A avaliação para escolha das campeãs levará em conta critérios como o grau de aderência, inovação, valor da proposta, potencial de mercado, análise de maturidade, modelo de negócio, estrutura comercial e de vendas, além dos aspectos jurídicos, financeiros e contábeis. O anúncio das sete vencedoras será feito no dia 01 de setembro, por meio das redes sociais da Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo.

Depois de escolhidas, as startups irão se reunir com as empresas-âncoras em uma imersão, guiada pela Câmara Brasil-Alemanha de São Paulo, em parceria com uma consultoria especializada, para conceber e desenhar o plano de projeto que será realizado ao longo dos próximos seis meses. Ao final do programa, em fevereiro de 2022, ocorrerá o Demo Day, encontro de encerramento no qual empresas e startups apresentarão seus projetos e resultados.

De acordo com Bruno Vath Zarpellon, Diretor de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade da AHK São Paulo, o mais interessante do programa é como as startups e as grandes empresas conseguem se complementar. “As startups têm ineditismo, velocidade, flexibilidade, criatividade e a cultura empreendedora, enquanto as empresas e instituições âncoras têm uma forte estrutura, relevância para o mercado, recursos financeiros, rede de contatos, vasto portfólio de clientes e estrutura administrativa. Isso é uma parceria que dá muito certo”.

Após o encerramento do programa, será realizada uma análise da experiência entre as startups e empresas, que ajudará ambas as partes a definirem os próximos passos da parceria, pós-aceleração. As startups participantes terão acesso a diversos benefícios, como intermediação de contatos, participação em workshops exclusivos, assessoria em diversas áreas, ajuda de custo para compra de materiais e contratação de serviços, associação à AHK São Paulo por um ano e possibilidade de obter recursos do Edital SENAI de Inovação.

O Startups Connected acontece desde 2015 e já realizou mais de 1 mil conexões, acelerou cerca de 100 projetos, lançou mais de 50 desafios de inovação e gerou dezenas de negócios. Além disso, por dois anos consecutivos, em 2019 e 2020, esteve no top 10 do ranking 100 Open Startups entre os ecossistemas de startups mais importantes do Brasil.

Para participar dos desafios, a startup deve estar situada no Brasil ou na Alemanha e ter uma equipe de, no mínimo, três pessoas, com mais de 18 anos. As inscrições podem ser feitas pelo site www.startupsconnected.com.br.

Conheça os desafios de 2021:

• BASF: Economia Circular – SUP (Plástico de Uso Único)
• BAYER: Self Care
• Siemens: Eficiência Energética na Indústria
• Hospital Alemão Oswaldo Cruz: Saúde Digital e Experiência do Paciente
• GIZ (Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit): Eficiência Energética em Edificações
• GT de Sustentabilidade AHK (BASF, Evonik e Siemens): Ecossistema Circular 4.0
• Voith: Logística 4.0

Desafio para startups situadas na Alemanha:

• DWIH São Paulo: Healthier Life – Solutions for people, environment, and society.

Startups Connected 2021
Período de Inscrição: 30 de junho a 30 de julho
Link para inscrição: https://startupsconnected.com.br/

Daki e JOKR recebem aporte de US$ 170 milhões em primeira rodada de investimentos

A startup de mercado 100% digital com entregas em até 15 minutos e frete grátis se uniu ao grupo em junho de 2021 com o objetivo de revolucionar o varejo e expandir em novas regiões

A Daki, startup brasileira de mercado 100% digital, parte do Grupo americano JOKR, que tem o mesmo modelo de negócios em países como Estados Unidos, México e Peru, anuncia aporte Série A de US$ 170 milhões (equivalente a R$ 870 milhões). A rodada, liderada pela Tiger Global, GGV Capital e Balderton Capital, contou também com a participação de Monashees, Kaszek Ventures, HV Capital, Activant Capital, Greycroft e FJ Labs.

O investimento visa impulsionar o crescimento global do grupo JOKR, representado pela Daki no Brasil, um dos maiores mercados do grupo. A previsão de expansão no país é de entregar mais de 100 mini centros de distribuição até o final do ano de 2021, além de viabilizar novas contratações no time, expandir a variedade de produtos de seu portfólio com novas categorias e também investir em tecnologia. 

“Em seis meses de existência da Daki, amadurecemos como time e construímos uma empresa forte, mesmo em tempos tão desafiadores. Estamos cumprindo a nossa missão de oferecer uma solução rápida e descomplicada para compras de mercado on-line. A empresa está preparada para um crescimento e, com este investimento, chegaremos em mais lugares para simplificar o dia a dia das pessoas, entregando comodidade e conveniência”, reforça Rafael Vasto, CEO da Daki.

Pioneirismo – Mercado digital com entregas em até 15 minutos e frete grátis

A startup foi fundada no Brasil em janeiro de 2021, por Alex Bretzner, Rafael Vasto e Rodrigo Maroja, com o propósito de entregar uma experiência superior de delivery ao comércio brasileiro e oferecer serviço de mercado 100% digital com entregas em domicílio em até 15 minutos.  Chamados de dark stores, os mini centros de distribuição com raio de entrega reduzido a poucos quilômetros, possuem estoque e entrega próprios, que viabilizam a agilidade e a eficiência desde a escolha dos produtos até a entrega, fazendo com que a experiência do cliente seja 100% dentro da Daki. A empresa é pioneira neste modelo de negócio no Brasil. 

Em junho deste ano, a Daki se fundiu com a JOKR, empresa americana criada por Ralf Wenzel, que fundou e depois vendeu a Foodpanda para o DeliveryHero. “A JOKR é uma startup jovem, que assim como nós, nasceu no início do ano com um modelo de negócio concomitante ao da Daki,  totalmente disruptivo. Por isso, nada melhor do que unirmos forças e conhecimentos para alcançarmos também outros mercados e continuarmos revolucionando o varejo, o tornando mais instantâneo, democrático e sustentável”, explica Vasto.

Atualmente, o Grupo está presente em São Paulo (Brasil), Nova York (EUA), Cidade do México (México), Bogotá (Colômbia), Lima (Peru), Varsóvia (Polônia) e Viena (Áustria). No Brasil, a Daki já possui 10 dark stores em São Paulo e com planos de abertura em breve no Rio de Janeiro.

O grupo está direcionado para um mercado global de mais de US$ 8 trilhões no setor de alimentos e bebidas, do qual apenas cerca de 3% está on-line atualmente, apresentando uma enorme oportunidade para as empresas.

Neogrid anuncia investimento na Horus, startup de inteligência de mercado com foco no comportamento do consumidor

A Neogrid (NGRD3), empresa de Software as a Service (SaaS) para a gestão de cadeias de suprimentos, anuncia o investimento de R﹩ 7 milhões na Horus, startup de inteligência de mercado com foco em dados de consumo. Com a operação, a Neogrid amplia sua oferta e passa a entregar insights estratégicos, seja para indústria ou varejo, sobre o comportamento dos consumidores finais, com uma plataforma de dados de consumo incluindo preços, produtos, marcas, categorias, volume e presença no ponto de venda.

“Com a chegada da Horus, vamos ganhar potência analítica para geração de insights ainda mais precisos. A partir da integração da extensa malha de dados da Horus com o nosso ecossistema, certamente vamos acelerar a escalabilidade de nosso negócio”, afirma Eduardo Ragasol, CEO da Neogrid.

Com a presença da companhia em seu portfólio, a Neogrid passa a oferecer ao mercado visibilidade de informações estratégicas como quem é o shopper, o que compra, quando, em que tipo de comércio, como paga, qual é a periodicidade, entre outros possíveis insights a partir de informações anonimizadas e de acordo com as legislações nacionais e internacionais de proteção de dados (LGPD e GDPR).

A Neogrid adquire, neste primeiro momento, 24% do capital da Horus, e formaliza opções de compra do controle e da totalidade da companhia com vencimento em 18 e 30 meses.

“Esse é segundo investimento, em fusões e aquisições, após o nosso IPO. A estratégia continua sendo trazer empresas complementares para que tenhamos soluções cada vez mais completas. Isso será fundamental para alcançar os nossos objetivos a médio e longo prazo”, complementa Thiago Grechi, Chief Financial Officer da Neogrid.

Expertise em análise de notas fiscais

“Conhecer o perfil e hábito dos consumidores, no PDV, é algo extremamente valioso. A Horus é a única companhia brasileira que processa a nota fiscal, item a item, por meio do cadastro total, em todo o país. Isso permite análises estatísticas profundas e extremamente interessantes. Com essas informações, as empresas podem, por exemplo, definir seu mix de produtos, ativar promoções, promover sorteios e até mesmo decidir se vale, ou não, à pena estar naquela determinada região”, explica David Abuhab, Chief Strategy Officer da Neogrid.

Em 2020, a Horus faturou R﹩ 7,4 milhões, apresentando uma taxa de crescimento anual (CAGR) superior a 140% nos últimos três anos. As lideranças da companhia seguem em seus cargos executivos. O objetivo é aproveitar o know-how e expertise do time para desenvolver novas ferramentas e análises cruzadas que se integrem às soluções da Neogrid, assim como das soluções de gestão estratégica de promoções da recém-adquirida Smarket.

“Estamos muito felizes com essa parceria. Grandes multinacionais já validaram o modelo de negócios e metodologia de pesquisas que aplicamos. Atualmente, temos um bilhão de preços cadastrados, de 130 mil itens, em 300 categorias, e coletamos mais de 20 milhões de notas fiscais por mês, no país inteiro. Temos certeza que estar junto com a Neogrid potencializará ainda mais os bons resultados que temos conquistado”, comenta Gustavo Rebello, CEO da Horus.

Supera Incubadora abre seleção para novas startups

Um dos principais polos de inovação do País, Supera Parque oferece apoio para o desenvolvimento de negócios inovadores de base tecnológica; inscrições vão até 13 de agosto

Empreendedores com negócios de base tecnológica, que estão em processo de validação da ideia ou em fase inicial de funcionamento, podem se inscrever para participar do processo seletivo do ciclo 2021.2 da Supera Incubadora de Empresas de Base Tecnológica, até o dia 13 de agosto. O objetivo da Incubadora é apoiar empreendedores para que viabilizem seus projetos e negócios de inovação com as melhores práticas do mercado.

“O grande mérito da incubação é oferecer às startups ferramentas e soluções para a criação, desenvolvimento e aprimoramento, no que se refere aos aspectos tecnológicos, gerenciais, mercadológicos e de recursos humanos. Isso para que elas estejam no mercado ainda mais competitivas”, explica Saulo Rodrigues, gerente da incubadora.

Para Gustavo Martins, da AltaMap, o relacionamento com o Supera Parque começou em 2019 e foi essencial para o fortalecimento do negócio. “Nossa história com o Supera Parque começou em 2019, porém só em 2020 conseguimos a incubação da nossa empresa. Todos os nossos planos de pesquisa e entrada no mercado mudaram com a pandemia. Mudamos até de nome. Mas o envolvimento com o Supera em treinamentos, workshops, palestras, mesmo à distância, foi essencial para continuarmos desenvolvendo nossa proposta de valor, nosso modelo de negócios, nosso networking e, principalmente, nossas competências enquanto empreendedores”

A incubação no Supera Parque visa fomentar negócios inovadores de alto valor agregado, sobretudo nas áreas de saúde, biotecnologia, tecnologia da informação e agronegócio, que são vocações científicas e empresariais de nossa região. Empresas de outros segmentos também podem participar do habitat de inovação, desde que sejam negócios de base tecnológica.


Seleção de projetos

As inscrições para o processo seletivo iniciam dia 19 de julho e vão até o dia 13 de agosto e acontecem pelo site http://superaparque.com.br/selecao-de-empresas, onde também pode ser acessado o edital. A inscrição é gratuita e o processo seletivo acontecerá em etapas, todas com caráter eliminatório.

“A Incubadora oferece apoio técnico especializado, disponibilizando infraestrutura, assessoria, capacitação e networking. É uma oportunidade ímpar de alcançar um novo patamar do seu negócio com apoio de uma equipe especializada”, destaca Rodrigues.

Primeiro, os empreendedores precisam submeter seus projetos na plataforma Gust. Os empreendedores classificados na primeira etapa passarão por entrevistas pessoais.

Na etapa final, os candidatos classificados apresentarão seus projetos para uma banca avaliadora. Os aprovados serão incubados e receberão o apoio do Supera para o desenvolvimento do negócio, por pelo menos 24 meses.

SERVIÇO
Seleção de Projetos para a Supera Incubadora
Data: de 19 de julho a  13 de agosto de 2021
Inscrições e edital: Pelo site http://superaparque.com.br/selecao-de-empresas
Informações: incubadora@superaparque.com.br ou (16) 3315.0735.

Brasil continua atrativo para startups e fundos de investimento

Por Maurício Lima

Mesmo com todos os problemas enfrentados ao longo de 2020 e 2021, o Brasil deve emergir deste período como um campo fértil para startups e investidores. Com a aceleração da digitalização dos negócios no ano passado – fruto da pandemia -, vimos nascer por aqui mais de uma startup por dia, muitas com times excepcionais que se propõem a resolver problemas únicos de nosso país. E junto com as empresas, os investidores também estão bem mais ativos em busca de novas oportunidades.

As startups voltadas para as áreas de finanças, varejo, saúde e educação chamaram a atenção de investidores. Desde 2016 os volumes investidos nessas empresas vêm crescendo significativamente, alcançando, em 2020, um pico de R﹩ 19,7 bilhões investidos, segundo dados da Abstartups (Associação Brasileira de Startups).

E ao que parece o ritmo vem se mantendo este ano. O relatório Inside Venture Capital aponta que, nos primeiros meses de 2021, as startups brasileiras receberam cerca de R﹩ 16,2 bilhões em investimentos, ou 90% do total investido no ano passado. Foram 261 aportes realizados até maio e, mesmo tirando desta conta os aportes gigantes realizados no Nubank (US﹩ 400 milhões), Loft (US﹩ 525 milhões) e o Quinto Andar (US﹩ 300 milhões), os volumes atingidos representam recorde quando comparados aos últimos cinco anos. Continuando assim, devemos fechar este ano com mais de US﹩ 5 bilhões investidos em startups.

As fintechs tem atraído a maior parte desses investimentos. Estas empresas receberam 57 investimentos neste ano e um volume de US﹩ 1,158 bilhão, seguidas pelas startups do ramo imobiliário, com US﹩ 825 milhões em investimentos. Outra pesquisa, essa da Transactional Track Record (TTR), que engloba também as grandes operações, mostra que os fundos de venture capital já aportaram R﹩ 15,2 bilhões em empresas de tecnologia no Brasil no período entre janeiro e maio deste ano, com 115 transações.

Os números mostram, ainda, que o Brasil está se consolidando como um mercado atraente não apenas para as startups locais. Os volumes investidos por aqui pelos investidores, e o tamanho do mercado consumidor local, têm sido atrativos também para que empreendedores latino-americanos encontrem aqui um mercado grande o suficiente para dar escala aos seus negócios e, com isso, justificar novos investimentos. Não faltam exemplos desse movimento, como as fintechs Addi e Clara, a startup de venda de carros Kavak e a Bitso, corretora de criptomoedas. E mesmo casos interessantes de empresas que entraram em operação simultaneamente no Brasil e Mexico, como a Casai e a Merama.

Essa atração das startups pelo mercado brasileiro não se dá sem motivo. O Brasil tem hoje um mercado consumidor de mais de 200 milhões de pessoas e é a maior economia da América Latina com um PIB de R﹩ 7,4 trilhões. São ou não são bons motivos?

Maurício Lima, cofundador e CEO da Invest Tech

Shell Brasil busca startups com negócios inovadores para novo programa de empreendedorismo

A Shell Brasil está com inscrições abertas para a primeira edição brasileira do programa de empreendedorismo Shell StartUp Engine. O objetivo é selecionar empreendimentos que desenvolvam negócios inovadores e voltados para a promoção de benefício social no futuro. A iniciativa busca startups em estágio inicial a médio, que se encaixem em uma dessas três categorias: circularidade do plástico, acesso a novas energias e cidades inteligentes. Empreendedores de todo o país podem se candidatar até o dia 16 de agosto neste link.

O programa, realizado em parceria com a Startupbootcamp, vai selecionar dez startups para um processo de mentoria e aceleração de três meses. Os escolhidos serão conectados com uma rede global de mentores e com executivos da Shell dedicados a passar adiante suas experiências e conhecimentos. Ao final, os participantes terão a oportunidade de apresentar seus negócios para parceiros inseridos dentro do ecossistema empreendedor.

“Estamos em busca de iniciativas disruptivas, que tragam qualidade de vida para a sociedade e que possam estar junto com a Shell na jornada por um mundo mais verde”, comenta Leíse Duarte, assessora de Investimentos Sociais da companhia. Ela lembra que a Shell é uma das integrantes da iniciativa “Aliance to End Plastic Waste” e que, desde 2017, a companhia integra o grupo que tem como missão apoiar a indústria para o desenvolvimento de soluções que minimizem e controlem o desperdício do plástico.

Atualmente, o Shell StartUp Engine é realizado na França, Inglaterra e Cingapura. A chegada do programa ao Brasil fecha um ciclo de suporte ao empreendedorismo promovido pela empresa no país, que já conta há mais de 20 anos com o Shell Iniciativa Jovem, voltado para jovens empreendedores.

Bossanova Investimentos anuncia 37º exit em seu portfólio e é recordista desse tipo de movimentação no país

A Bossanova Investimentos, micro venture capital que investe em startups em estágio pré-seed com atuação em todo o país, anuncia o 37º exit (saída) em seu portfólio de startups, sendo recordista nesse tipo de movimentação no Brasil. A Repassa, plataforma para revenda de roupas, calçados e acessórios de moda, foi vendida para a Lojas Renner.

De acordo com João Kepler, CEO da Bossanova Investimentos, essa venda estratégica consolida o crescimento da investidora no ecossistema de inovação. “Estamos comprometidos em democratizar o acesso ao capital para dar mais oportunidades a outras empresas, e a compra da Repassa só reforça nossa tese. Somente no primeiro trimestre de 2021 o mercado brasileiro captou quase R$ 11 bilhões para startups, então isso mostra que o investimento em tecnologia e inovação está acontecendo e o segmento aquecido”, explica o investidor.

Ao todo, a Bossanova já realizou mais de 900 investimentos diretos e indiretos em mais de 700 startups. Destas, 385 tinham sido investidas diretamente por meio dos comitês criados pela Bossanova ou capital próprio, sendo 184 startups no Brasil e 201 no exterior. Em seu portfólio constam mais de 700 startups como RankMyApp, SmartHint, Hand Talk, Hallo, entre outras, além de exits em startups tais como dLieve, Agenda Edu, Melhor Envio, Pedala, Kinvo, Smarket, Total Voice e outras.

Lojas Renner adquire 100% da startup Repassa

Aquisição da plataforma online de revenda está alinhada à estratégia ESG da Companhia ao estimular o aumento da vida útil de peças de vestuário, calçados e acessórios

A Lojas Renner S.A., maior varejista de moda omni do Brasil, assinou contrato para aquisição de 100% das quotas de emissão do Repassa, plataforma online de revenda de vestuário, calçados e acessórios que atua em todo o Brasil. A conclusão da operação está condicionada a determinadas questões negociais acordadas entre as partes. O fundador e os principais executivos do Repassa permanecerão na empresa.

“Esta aquisição é o primeiro movimento inorgânico para a consolidação do nosso ecossistema de moda e lifestyle. Representa mais um passo desta jornada de evolução, dentre outras relevantes etapas que ainda temos pela frente. Além disso, tem grande aderência aos nossos pilares de atuação, focados na digitalização, na inovação e na sustentabilidade”, comenta o diretor presidente da Lojas Renner, Fabio Faccio.

O Repassa é uma startup nativa digital fundada em 2015 com base nas premissas ESG, e que conta atualmente com 300 colaboradores. A plataforma online, com foco exclusivo em moda, estimula o consumo consciente e prolonga a vida útil de roupas, calçados e acessórios em bom estado de conservação, gerando impacto ambiental e social positivo nesse processo.

Em 2020, a Renner iniciou uma parceria com o Repassa, quando algumas lojas da varejista passaram a fornecer as “Sacolas do Bem” utilizadas pelos usuários para colocar e enviar ao Repassa as peças a serem revendidas. A receptividade dos clientes foi decisiva para a evolução do processo de aquisição.

“A união do Repassa com a Lojas Renner foi algo natural. Desde o início de nossa parceria, no ano passado, fomos percebendo grande sinergia nos negócios, na criação de valor para os clientes e, principalmente, no alinhamento dos propósitos e valores das companhias. Esperamos que essa união traga muito crescimento para o Repassa e que nós possamos encantar os clientes da Lojas Renner de todo o Brasil com uma moda mais consciente e circular”, diz o fundador do Repassa, Tadeu Almeida.

Ao contrário das plataformas de revenda peer to peer, que promovem a negociação direta entre os participantes, o Repassa opera no modelo gerenciado, com curadoria e controle de qualidade das peças e de toda a jornada do consumidor durante as transações – o que permite uma prestação de serviço mais completa e maior conveniência ao usuário, proporcionando encantamento.

Nesse sentido, todo o processo de avaliação física, precificação, fotos, manipulação, anúncio e entrega é feito pelo Repassa, o que gera menos trabalho ao vendedor. Os vendedores recebem um percentual sobre as receitas, que pode ser sacado mediante transferência bancária, usado para compras no site ou doado para ONGs parceiras. As peças reprovadas na etapa de curadoria também podem ser doadas. “O Repassa tem aderência ao nosso ecossistema em termos de posicionamento, experiência do consumidor, assim como valores e propósito”, acrescenta Fabio.

Renner promove circularidade desde 2011

A Renner é pioneira em serviços relacionados à circularidade de produtos. Em 2011, a varejista lançou o EcoEstilo, um programa próprio de logística reversa para coletar e dar destino ambientalmente correto para embalagens e frascos de itens de perfumaria e beleza. Em 2017, ele passou a receber também roupas usadas para reciclagem, upcycling ou doação. Até agora, o programa já coletou mais de 155 de toneladas de itens descartados pelos clientes nas lojas

Todas as iniciativas e projetos da Lojas Renner na área da sustentabilidade têm como diretriz principal os compromissos públicos assumidos para 2021: ter 80% dos produtos menos impactantes, sendo 100% do algodão certificado; suprir 75% do consumo corporativo de energia com fontes renováveis de baixo impacto; reduzir em 20% as emissões de CO2 em relação aos níveis de 2017; e ter toda cadeia nacional e internacional de fornecedores com certificação socioambiental.

O Vale do Genoma, as startups e as grandes empresas

Por Paulo Humaitá, Fundador e CEO da Bluefields

Em junho, a ideia saiu do papel, o Vale do Genoma foi lançado e finalmente se tornou uma realidade. A iniciativa de quádrupla hélice, que envolve governo, sociedade civil, universidade e empresas, é um pequeno passo para algo gigante que precisa ser observado de perto. Tal realização, coloca Guarapuava pareando o mundo em algo totalmente disruptivo, a combinação entre estudos genômicos e inteligência artificial. A revolução da ciência combinada ao uso do mapeamento genético e sua aplicação em diversas áreas, impulsionam a indústria brasileira em uma nova perspectiva e nos colocam em outro patamar. Pois é, o Paraná não para!

O estudo do genoma está interligado à inovação dos setores: saúde, agro e pecuária. Estas são soluções conectadas à convergência Biodigital, a meu ver, o presente e o futuro das startups brasileiras. Segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), mais de 26% do PIB brasileiro está ligado ao agronegócio, e em time que está ganhando só mexe para continuar campeão. O Brasil tem um dos melhores sistemas de pesquisas do mundo; apesar disso, um dos grandes problemas é fazer a conexão do mundo da academia com as parcerias privadas, por isso digo que o Vale do Genoma chegou para fazer esta ponte de uma maneira rápida e prática. Durante as primeiras semanas de julho, tenho participado como avaliador convidado da Vitrine Tecnológica, onde pesquisadores apresentam, no formato de um pitch, os avanços e maturidade tecnológica. Em um espectro muito rico de novas possibilidades: do campo no mapa genético da soja à saúde humana em tratamentos do câncer.

Serão 223 pesquisadores aplicando pesquisa diretamente onde o desafio se encontra. Seja no desenvolvimento de um remédio que contribua para o alcance de uma melhor qualidade de vida, no controle de uma praga que surgiu e é específica em alguma plantação, para alterar geneticamente alimentos e torná-los ainda mais nutritivos ou auxiliar em novos tipos de rações para aprimorar a qualidade de produtos de origem animal. São muitos os exemplos e, da mesma forma que é necessária a atuação dos pesquisadores, os empreendedores brasileiros são peças fundamentais para transformar o conhecimento em produto e aplicá-lo ao mercado. O futuro do ecossistema brasileiro de inovação passa pelo Vale do Genoma.

A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) já criou a atmosfera necessária que alinha os interesses científicos com as empresas privadas: há um incentivo enorme para o lado das agtechs; o Vale do Genoma é mais um chamado para animar e capacitar o sonho de empreender, alinhado aos melhores players do mercado brasileiro. É necessário reforçar isso nas universidades, outro ambiente com possibilidade de empreender – e suas incubadoras – e continuar essa discussão na sociedade civil que, por vezes, sofre com algum problema na prática, mas não sabe o caminho para buscar a solução e, claro, o estado deve ser um dos caminhos para reunir todos esses interesses em projetos e colocá-los para evolução, ainda mais num país como o Brasil, que tem em seu gargalo a ciência e a tecnologia.

Para além dos novos empreendedores, deve-se dizer que as empresas Jacto e Repinho são as primeiras a investir capital e desenvolver projetos no Vale. As empresas brasileiras já consolidadas devem também apostar neste projeto robusto. É o futuro e é agora. Todos esses setores que mencionei são perenes e estão em constante processo de transformação; a sagacidade de estar presente nas tendências antes de acontecerem, só ocorre quando a transformação é pauta das corporações.

Por fim, viva a bioinovação brasileira. Vida longa ao Vale do Genoma, e que iniciativas grandiosas como essa sejam apenas uma semente para tantas outras que este grande país é capaz de realizar.

Pierre Fabre e BASF abrem desafio para startups para soluções em cosméticos e embalagens

O grupo Pierre Fabre, uma das principais empresas farmacêuticas e de dermocosméticos do mundo, em parceria com a BASF, está lançando um novo desafio para startups em busca de soluções para produtos cosméticos com tecnologia de limpeza a seco. A nova jornada está sendo lançada por meio da Central de Startups do onono – Centro de Experiências Científicas e Digitais da BASF, e é voltada a startups especializadas em inovação de produto, dermocosméticos e soluções sustentáveis de embalagens.

A proposta é transformar a experiência de uso de shampoo a seco, não só para as tecnologias cosméticas, como também em embalagens, seguindo alguns critérios considerados no desafio, como o uso de ingredientes naturais e redução de impacto ambiental. A perspectiva é encontrar soluções inovadoras e sustentáveis que consigam apresentar um conceito viável para o produto. As startups com as melhores propostas poderão desenvolver um projeto piloto e se tornar parceiras ou fornecedoras da Pierre Fabre.

Para se inscrever e saber mais detalhes sobre o desafio proposto é preciso fazer a inscrição até o próximo dia 16/07, no link https://acontece.onono.com.br/desafio-ecommerce_pierre. Há o pedido de que o pitch de apresentação das startups seja preferencialmente em inglês, mas é possível indicar com antecedência se for usar outro idioma.

Bayer e AgTech Garage firmam parceria em programa que conecta fruticultores do Nordeste a startups

Projeto envolve grupos de produtores de uva do Vale do São Francisco e prevê encontros mensais para discutir inovação
Falta de estrutura nas fazendas e de entendimento sobre como novas soluções podem ser utilizadas no campo são alguns dos entraves para uma maior adoção de tecnologia pelo produtor rural, segundo pesquisa recente da consultoria McKinsey. Em algumas culturas e regiões, esses obstáculos são ainda mais desafiadores. A fim de ajudar a solucionar esses gargalos, a multinacional de saúde e nutrição Bayer se uniu ao hub de inovação AgTech Garage para levar conhecimento e soluções inovadoras a um grupo de produtores de uva no Nordeste, na região do Vale do São Francisco.

Parte do programa For Farmers , iniciativa da AgTech Garage que consiste em uma série de encontros para conectar agricultores ao ecossistema de startups, o primeiro projeto terá como parceiros a Bayer, o LifeHub SP – hub de inovação da companhia -, e a plataforma de agricultura digital Climate FieldView. O grupo de produtores de uva tem se reunido mensalmente desde o segundo trimestre e, por um ano, vão discutir entre eles e com parceiros como soluções inovadoras podem contribuir e fomentar uma maior produtividade, rentabilidade e sustentabilidade na região do Vale do São Francisco.

Nessas conversas, os agricultores poderão interagir com especialistas, aprofundar o conhecimento sobre conceitos, ter contato com ferramentas que impulsionam a sustentabilidade e rentabilidade da lavoura, como a Climate FieldView, ou até mesmo ouvir propostas de outras agtechs que possam apoiá-los em suas atividades.

Para Fernanda Eduardo, Gerente de Digital & Inovação do LifeHub, o projeto é uma oportunidade de fomentar e impulsionar a transformação digital de empresas do agro distantes dos grandes polos e contribui para a missão da Bayer de pensar em inovação de forma colaborativa. “A Bayer carrega consigo o compromisso de promover a ‘Saúde para Todos e Fome para Ninguém’ e acreditamos que, integrado aos nossos três pilares estratégicos (pessoas, inovação aberta e sustentabilidade, podemos alcançar sucesso neste objetivo”, comenta a executiva.

Ainda segundo Fernanda, as soluções oferecidas pela Bayer são voltadas para atender as necessidades de propriedades rurais, seja de grande, médio ou pequeno porte. “Este projeto é uma nova maneira da Bayer de se conectar com o produtor rural para trabalharmos juntos novas formas de elevar o potencial produtivo da região do Vale do São Francisco, que já é imenso”, complementa.

Os encontros mensais permitem que os próprios produtores discutam quais dores têm em comum para, em seguida, mapear novas formas de resolvê-las, de acordo com José Tomé, CEO do AgTech Garage. “A intenção é que seja um projeto contínuo, na medida em que startups e produtores vão interagindo e evoluindo com as soluções. O For Farmers busca proporcionar a diferentes grupos de produtores uma experiência única de relacionamento com o ecossistema de inovação e empreendedorismo por meio de encontros recorrentes com essas startups”, comenta Tomé.

Após a fase de buscar soluções, das startups que participarão do programa – previamente selecionadas pela Agtech Garage – apenas as que também fizerem sentido para os produtores avançarão para os testes práticos nas fazendas.

Distantes dos grandes polos

A produção de uvas na região do Vale do São Francisco teve início nos anos 60. Desde então, a região tem se tornado referência tanto no Brasil quanto em outros países. Apesar disso, por estarem distantes de grandes polos de inovação, produtores da região nem sempre são o alvo prioritário da atenção de empresas que disponibilizam tecnologias para o setor.

“Por ser uma atividade com pequenas propriedades quando comparada com grandes cultivos, somos pouco enxergados”, relata Eliemerson Freitas, gerente de produção da Agrivale, produtora de 12 variedades de uva em 330 hectares no Vale do São Francisco que integra o primeiro grupo do For Farmers, junto com mais quatro fruticultores da região.

O Vale do São Francisco é uma das regiões brasileiras que mais produz e exporta uva e manga. A exportação das duas frutas teve uma alta de 17,93% no primeiro trimestre de 2021, ante ao mesmo período de 2020, segundo dados da Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco (Valexport). No entanto, a fruticultura na região ainda é muito artesanal.

“O Brasil, como grande produtor agrícola que é, anda lado a lado com a tecnologia. Porém, quando falamos de produção de uvas, isso não é tão forte assim. Há uma necessidade evidente de uma maior adoção de soluções tecnológicas para otimizar nossos processos e é isso que procuramos aprimorar ao fazer parte do programa”, disse Freitas.

A expectativa é de que os encontros tragam soluções que aumentem a velocidade na tomada de decisões nas fazendas dos fruticultores. “Esperamos uma melhoria em nossos processos e um bom suporte na tomada de decisão, pois com uma adesão maior de tecnologias conseguimos analisar variáveis invisíveis a olho nu. Hoje é tudo muito dinâmico, então quanto mais rápido tivermos acesso a uma informação, mais conseguimos minimizar perdas e maximizar resultados”, finaliza o produtor.

Oracle aumenta recursos para startups no Brasil e em toda a América Latina

A Oracle anunciou que está aumentando seus recursos e dobrando as parcerias estratégicas para melhor apoiar as startups no Brasil e na América Latina por meio de seu programa Oracle for Startups. Oracle for Startups, o programa da Oracle para apoiar o empreendedorismo e a inovação, está criando uma nova posição para gerenciar a América Latina, adicionando equipe técnica e acelerando parcerias para ajudar mais startups.

Oracle for Startups tem trabalhado com startups em toda a América Latina desde 2017, primeiro como uma aceleradora com espaços de coworking em São Paulo (Brasil), e depois expandiu-se para um programa virtual, em 2019. Com o crescimento expressivo do programa no Brasil, junto com o lançamento do terceiro data center da Oracle na região, o líder global do programa sentiu que era o momento certo para impulsioná-lo na América Latina.

“O Brasil sempre foi importante na nossa estratégia e agora queremos dobrar e acelerar nossos recursos para todo o país e em toda a América Latina, tornando a região ainda mais forte”, disse Jason Williamson, vice-presidente de Oracle for Startups e Oracle for Research. “Teremos uma presença mais forte por meio do aumento de recursos humanos, suporte go-to-market, ativação de eventos locais e suporte técnico para startups na região”, completa.

Arthur Rabelo, ex-líder de desenvolvimento de negócios para a região, foi promovido ao novo cargo de gerente regional para América Latina da Oracle for Startups. Sob a orientação de Rabelo, o programa irá adicionar suporte técnico, marketing e acelerar suas parcerias internas e externas. O programa atualmente trabalha com parceiros como Endeavor, NVIDIA e Start-Up Chile, e tem forte alinhamento com as equipes de vendas e produtos da Oracle. Um melhor alinhamento com a equipe de Customer Innovation da região, que opera laboratórios de inovação em São Paulo e outras localidades, também faz parte da estratégia. Rabelo também planeja utilizar melhor a rede em expansão de embaixadores e mentores.

“Temos muitos recursos e oportunidades para ir ainda mais fundo e aumentar o suporte que podemos prover para as startups”, disse Rabelo. “Nosso plano é implementar cadência em atividades de conexão com clientes e times de venda e produto, para que as Startups tenham mais clareza de qual caminho irão perseguir dentro do programa”. O Brasil segue sendo prioridade e vamos expandir nosso alcance para Argentina, Chile e México lugares onde há um volume maior de startups em estágios mais avançados.

O Oracle for Startups, que é aberto e gratuito para quem for dos segmentos de B2B e B2C, oferece créditos na nuvem, 70% de desconto em IaaS e PaaS por dois anos, mentoria, assistência à migração e suporte técnico de maneira prática. E para empresas qualificadas que desejam obter os recursos completos , o programa oferece funções como apresentações ao cliente, engajamento de mídia/analista e uma lista de oportunidades de entrada no mercado.

Oracle for Startups: estatísticas do programa no Brasil e na América Latina

• Brasil é o país com mais startups no programa globalmente, atrás dos Estados Unidos

• São Paulo é a segunda cidade em número de startups no programa (Bangalore é a primeira)

• A adesão de startups do Brasil cresceu 60% nos últimos 12 meses

• O número de inscrições cresceu 105% em toda a América Latina nos últimos 12 meses

• Os quatro primeiros (depois do Brasil) para crescimento de inscrições nos últimos 12 meses foram: Argentina (600%); México (300%); Colombia (260%); e Chile (123%)

• Os três principais setores do Brasil são: High Technology, Varejo e Serviços Profissionais; as três principais tecnologias no Brasil são Big Data, Nuvem e IA

• Os três principais setores da América Latina são serviços profissionais, varejo e bens de consumo; as três principais tecnologias na América Latina são nuvem, Big Data e IA

Exemplos de startups que fazem parte do Oracle for Startups

A startup brasileira SmartHint é um sistema inteligente de busca e recomendação que melhora a experiência do cliente ao fazer compras de forma online e têm como alguns dos clientes a New Balance, Lego e Samsonite. “Este tipo de serviço e parceria é incrivelmente valioso para qualquer startup em crescimento”, disse Rodrigo Schianvini, CEO e fundador da SmartHint. “Isso nos dá a confiança e a garantia de que estamos operando de maneira otimizada e com alto desempenho para que possamos concentrar nossa atenção no negócio”.

A startup argentina, Covrel, usa realidade virtual, realidade aumentada e análise de dados para ajudar as empresas a treinar melhor os funcionários e reter o aprendizado. Eles trabalham com quatro das maiores empresas da Argentina nos setores de petróleo e gás, consumo de massa, bebidas e automotivo. A startup também está construindo uma simulação de um local de trabalho de fast food para reduzir o tempo necessário para o treinamento dos funcionários.

Dootax é uma startup brasileira de rápido crescimento que simplifica o processo de tributação de uma forma simples e está pronta para conformidade às empresas por meio da tecnologia de automação de processos utilizando a robótica. O cofundador, Luis Pessoto, afirma: “Não recebemos esse nível de suporte e atenção da AWS. Não temos essas conversas que nos ajudam a encontrar as melhores e mais econômicas soluções para o nosso negócio. É outro motivo pelo qual todos devem considerar OCI e Oracle for Startups”.

A startup TutenLabs oferece uma solução que cobre todos os estados da experiência do cliente, desde a solicitação de serviços e agendamento, até o controle, relatórios e pagamentos. Com vários módulos que se comunicam entre si, a Tutenlabs permite total flexibilidade para se adaptar às necessidades de cada empresa, configurando uma plataforma com funcionalidades e fluxos personalizados para os processos internos.

A startup Airfluencers, com sede em São Paulo, simplifica como as marcas podem aproveitar e escalar o marketing de influenciadores, usando IA para analisar milhões de perfis sociais todos os dias para os seus projetos. Airfluencers economizou mais de 70% em comparação com o Google Cloud, enquanto experimentava melhor desempenho e fechou um acordo com a HOPE Lingerie, um cliente do Oracle Commerce Cloud. “O nível de atenção e suporte é fora do comum, mais a tecnologia que a Oracle oferece está em linha com o que há de melhor no mercado. Os benefícios estão em infraestrutura em nuvem, escalabilidade, acesso à tecnologia e rede”, disse Rodrigo Soriano, CEO da Airfluencers.

A VRGlass cria software e conteúdo para empresas e já entregou mais de 200 projetos para marcas globais como Coca-Cola, Adidas, Universal Music, Visa, Hershey’s, Heineken e Samsung. Seu trabalho inclui lojas digitais e experiências que usam avatares para ajudar os clientes a se sentirem como se estivessem lá. “Nossos clientes não querem hospedar as experiências que construímos no local, então trabalhar com o Oracle Cloud é perfeito para nós”, diz Ohmar Tacla, cofundador. “Recebemos ajuda e conselhos excelentes”, completa.

O anúncio está alinhado com o lançamento da segunda região de nuvem da Oracle no Brasil, sua 30ª região de nuvem em todo o mundo. O novo data center em Vinhedo se junta a São Paulo, Santiago e Chile, para oferecer à todas startups da América Latina latência ultrabaixa, recuperação de desastres no país para manter a soberania dos dados e mais recursos que tornam mais fácil combinar e combinar cargas de trabalho entre diferentes nuvens provedores. “Ainda temos um vasto caminho a percorrer, porém, vemos que nossos esforços até o momento já geram resultados de grande valia, como ver empresas do nosso programa como a Dootax, EpHealth, Rocketmat e Verifact figurarem na lista das 100 Startups to Watch, levantamento feito recentemente pela Época Negócios, que considerou as startups mais inovadoras do Brasil em diversos segmentos”, conclui Rabelo

Em setembro, o Oracle for Startups sediará a primeira edição na América Latina do Oracle Startup Idol, um programa global de competição que seleciona e premia as startups mais criativas e inovadoras A iniciativa começou em 2020 e já teve quatro edições a nível global, incluindo na Europa e Ásia. As informações sobre a edição da América Latina serão divulgadas nos próximos meses.

As startups podem se inscrever no programa através do site do programa de inicialização ou se conectar com Arthur Rabelo via LinkedIn ou arthur.rabelo@oracle.com .

Goomer integra plataforma de delivery com Facebook e Instagram e passa a oferecer pedidos diretamente nas redes sociais

Startup com o propósito de apoiar a transformação digital do setor foodservice, a Goomer passa a oferecer a partir de agora mais uma funcionalidade em sua solução GoomerGo, plataforma de delivery sem taxas ou comissões, com o objetivo de ajudar bares e restaurantes a aumentarem o número de pedidos. A novidade da vez é a integração com o botão de ação “pedir refeição”, que possibilita ao cliente realizar o pedido de sua refeição diretamente do Instagram ou do Facebook, sem precisar sair da rede social.

A funcionalidade pode ser utilizada pelos donos de bares e restaurantes tanto no perfil do Facebook quanto no Instagram. Na segunda plataforma é possível ainda a inserção de figurinha nos Stories, uma ação mais estratégica para compartilhamento e divulgação de promoções e determinados produtos.

Para realizar a integração e iniciar o uso da ferramenta no GoomerGo, os estabelecimentos precisam ter uma página no Facebook criada e conectada à página no Instagram. O processo é simples e pode ser feito por meio de qualquer uma das plataformas.

“Com a integração, que é super simples, o estabelecimento ganha mais recursos para sua página nas redes sociais. Os clientes conseguem rapidamente fazer seus pedidos, sem nem precisar sair do Facebook ou Instagram. Além disso, o estabelecimento consegue ainda visualizar métricas de desempenho do seu cardápio e fazer campanhas mais inteligentes com o pixel que já é conectado pela integração”, afirma Rafael Laganaro, co-fundador e head de Produto da Goomer. 

Liderando a Transformação Digital do setor foodservice

Com atuação em todo o território nacional, a Goomer se notabiliza pela experiência oferecida aos bares e restaurantes na captura de pedidos dos clientes – tanto dentro do estabelecimento como em casa. Atualmente mais de 110 mil marcas foodservice, espalhadas em 2.700 cidades brasileiras, já utilizam uma ou mais soluções da Goomer. A expectativa é alcançar 230 mil estabelecimentos até o final de 2021.

Em maio, a startup anunciou captação série A, no valor de R$ 15 milhões, levantada junto ao fundo Bridge One e acompanhada pela DOMO Invest e o Aimorés Investimento.

Startups voltadas para implementação de práticas ESG receberam mais de 1 bilhão de dólares na última década

Volume investido até junho deste ano corresponde a um terço do total aportado no ano passado

Com o aumento do número de startups e rodadas que aconteceram nos últimos dois meses, o volume total investido em ESG Enablers, ou seja, startups dedicadas a fazer com que empresas estejam de acordo com as práticas ESG, passou 1 bilhão de dólares na última década. O número consta no Inside ESG Tech Report #2, relatório do Distrito realizado em parceria com a KPMG.
Neste ano, o desempenho não está tão forte até agora: o volume investido no primeiro semestre, 89,8 milhões de dólares, corresponde a um terço do total aportado no ano passado, 284,7 milhões de dólares. Foram mapeados 34 negócios (deals), com destaque para a agtech (startup de agronegócio) Solinftec, que captou 60 milhões de dólares em meados de fevereiro; a startup de mobilidade Tembici, que captou 47 milhões de dólares; e a empresa de tecnologia da inovação Neoway, que levantou 45 milhões de dólares. Todas as rodadas de investimento foram series B.
Entre os deals mais recentes, destaca-se o da edtech (startup de educação) Witseed, que no final de maio recebeu investimento-anjo de 176 mil dólares da Criaviz Ventures e da Anjos do Brasil; a fintech (startups do setor financeiro) Onze, que também em maio recebeu 10 milhões de dólares da Ribbit Capital; e a empresa de água e energia Delfos, que no final de abril um investimento de 5 milhões de dólares de Domo Invest, EDP Ventures, BMG Uptech e Bossa Nova Investimentos.
“A transição para uma economia circular, de baixo carbono, socialmente inclusiva e que regenera os ecossistemas depende de alguns fatores críticos. Dois deles são fazer dos negócios uma ferramenta para moldar esse futuro – que chamamos sustentável – e desenvolver soluções tecnológicas que nos ajudem a fazer isso mais rapidamente. Na próxima década, da transição, vamos ter que colocar em prática o que aprendemos no passado. E, no caminho, teremos que pensar em soluções, implementar, medir, corrigir, escalonar e ser transparente sobre os resultados que tivemos, para podermos utilizar a rede de conhecimento que temos à nossa volta”, afirma a sócia-líder de ESG da KPMG, Nelmara Arbex.
Desde o primeiro relatório, divulgado em maio, 61 empresas foram incluídas na base da plataforma do Distrito, de forma que agora tem-se 802 startups ESG Enablers mapeadas no ecossistema brasileiro em 30 diferentes setores.
“O ecossistema de startups com soluções em ESG ainda é novo. Mas, à medida que o tempo passa e as startups com modelos de negócio sustentáveis crescem, o número de cheques de valores mais elevados tende a aumentar, assim como o volume total investido”, explica Tiago Ávila, head do Distrito Dataminer, braço de inteligência do Distrito.
O setor que predomina em número de startups é o de água e energia, com 144 empresas (17,96%). As soluções variam de gestão e otimização de energia ou água a geração de energia limpa, como a solar. Na sequência, destacam-se edtechs (startups de educação) (10,22%), fintechs (startups de serviços financeiros) (8,73%), martechs (startups de marketing) (8,6%), hrtechs (startups de RH) (7,73%), greentechs (startups de sustentabilidade) (5,61%), negócios sociais (4,24%), Indústria 4.0 (3,39%), agtechs (startups de agronegócio) (3,12%) e biotechs (startups de biotecnologia) (2,99%).
O Inside ESG Report #2 traz ainda um panorama sobre economia circular. Apenas no ano passado, 122,3 milhões de dólares foram captados por startups na categoria ambiental, número 40 vezes maior que a média dos anos anteriores. O documento ainda traz entrevistas, tendências e movimento das corporações.

Virgo lança vertical de Ventures e anuncia primeiro investimento na startup goLiza

Após transição de marca anunciada no último mês, a empresa de serviços e soluções financeiras para o mercado de capitais Virgo, lança a Virgo Ventures, seu projeto de corporate venture capital. Com o plano de investir até R$ 20 milhões em cerca de 20 startups nos próximos 12 meses, o braço de investimento da Virgo acaba de realizar seu primeiro aporte na goLiza, startup do portfólio da Fisher Venture Builder, especializada em gerenciamento de cadastros, onboarding e conexão entre empresas, que tem como objetivo otimizar a experiência dos stakeholders corporativos e do mercado de capitais.

Com o aporte, no valor de R$ 300 mil, a goLiza será capaz de utilizar sua tecnologia proprietária de conexão entre empresas para construir uma plataforma única de cadastro e validação de poderes, para que os investidores, assim como os fundos de investimento, não precisem repetir o longo processo de disponibilizar os dados ao comprar operações do mercado de capitais em outras corretoras ou securitizadoras. Ao concentrar o certificado de validação de poderes em um só lugar para que qualquer player do mercado tenha acesso, a jornada do investidor será muito simplificada.

Além disso, o aporte e a interação com o time da Virgo contribuirão para viabilizar o lançamento de uma plataforma que pretende solucionar o problema de desordem das assembleias do mercado de capitais. Hoje, quando se deseja mudar características de uma operação, os investidores precisam se reunir para aprovar ou não as medidas, sendo necessária a comprovação de poderes de cada um e a contagem de votos. Na plataforma da goLiza, esse processo será otimizado, tornando-se automático e mais claro.

“Queremos apoiar soluções de mercado que sejam utilizadas por todas as frentes da Virgo, de soluções financeiras à securitização, mas também buscamos investir em startups que ajudem a criar um mercado de capitais ainda maior, mais especializado e que torne a experiência dos participantes mais simples. Acreditamos que isso pode gerar cada vez mais interesse de diferentes participantes de entrar e participar do mercado de capitais, contribuindo para seu crescimento”, declara o CEO da Virgo, Daniel Magalhães.

Por meio da goLiza, as empresas podem realizar a gestão documental com a definição de controles de acesso de cada usuário, o compartilhamento de informes e atualizações com parceiros, clientes e fornecedores. Também podem monitorar alterações, vencimentos e pendências próprias e de terceiros, além de manter o cadastro atualizado, em tempo real, de todos os envolvidos na sua cadeia de negócios. Dessa forma,o sistema gera agilidade, segurança e redução de custos.

De acordo com o CEO da goLiza, Sergio Penna, a startup acredita que o investimento da Virgo será essencial para criar um novo padrão de validação de processos e operações no mercado. “Cada entidade possui o seu próprio banco de dados e gasta uma energia enorme para mantê-lo atualizado. Por que não ter alguém que faça isso para todos de uma vez só e que seja uma plataforma única onde todos podem se beneficiar das informações em rede? A goLiza quer ocupar esse espaço, mantendo, enfim, todo o processo de validação de operações em um único local. O resultado é menos burocracia, mais controle e foco em fazer negócios”, finaliza.

O aporte da Virgo precede uma rodada de captação de recursos atualmente em elaboração pela goLiza, e seu timing foi estratégico para garantir que a startup acelere seu roadmap de desenvolvimento, em especial nas áreas em que a Virgo identificou maior potencial de contribuição em seu mercado de atuação.

Podium Labs, programa de aceleração do Arena Hub, está em andamento com mais de 55 startups

O Arena Hub, maior centro de inovação e fomento ao esporte da América Latina, deu início ao Podium Labs no início de junho após inscrições e avaliação de startups. Mais de 55 startups de todo o Brasil e uma do exterior se inscreveram no primeiro programa de aceleração do empreendimento, localizado na arena Allianz Parque, em São Paulo.

O requisito para os interessados participarem do ecossistema do Arena Hub ou de iniciativas como o Podium Labs é que a startup ofereça alguma solução para a indústria esportiva. Ao ser membro associado do Arena Hub, as startups têm oportunidades únicas de troca de conhecimento, networking, acesso a Entidades Esportivas e a parcerias, mentorias, hack days e inúmeras possibilidades que impulsionam o negócio. Startups do Brasil inteiro se inscreveram no Podium Labs, que também recebeu uma startup portuguesa, a Em Jogo.

Os Estados que lideram o número de inscritos foram: São Paulo (36); Rio de Janeiro (7); Paraná (5), seguidos por SC, MG, CE, DF, RS, além de uma internacional de Portugal. Das participantes, 42 declararam que estão em busca de investimento e as outras 15 têm interesse em networking e mais experiência. Do total, 37 ainda não receberam investimentos, 11 afirmaram terem tido aportes de até R$100 mil, 8 informaram que receberam valores entre R$ 100mil e R$ 500mil e 1 já contou com apoio financeiro entre R$500 mil e R$1,5 milhão. Entre as inovações tecnológicas desenvolvidas pelas startups estão mais de sete teses, ou temas, relacionados à indústria esportiva.

Para o Podium Labs, a tendência de Engajamento de Fãs se manteve, com 12 inscritas; Performance Humana/Saúde e Bem Estar, se posicionou em segundo lugar com 11; para trabalhar com Inteligência de Negócios foram 10 startups. Além disso, outros temas informados pelos participantes foram: Mídia e Conteúdo, E-Sports e Gamificação e Conhecimento, cada uma com 5 inscritas. O tema de Impacto Social e Sustentabilidade foi informado por 4 startups, e outros temas variados, por 5.

“O mercado de Sportechs movimentou mais de US $20 bi em investimentos nos últimos cinco anos, e o Brasil ocupa a quinta posição. Temos um mercado com um enorme potencial devido ao alcance das soluções pensadas em mercados B2B2C e B2C atrelados à uma aderência à prática e acompanhamento dos esportes onde impactamos quatro quintos da população. Outro ponto relevante é que ainda temos pouca adoção de tecnologias em nossos esportes, principalmente quando comparados aos mercados Europeu e dos EUA”, afirma Fernando Patara, Head de inovação e relação com investidores do Arena Hub”.

Próximos passos

A Catarina Capital tem importante papel durante o Podium Labs, principalmente nas etapas finais. A empresa de investimentos é responsável pela gestão do veículo financeiro, criação e gestão dos comitês e contribuirá ativamente com estratégias no projeto. Junto ao Arena Hub, a Catarina Capital tem auxiliado as startups a identificarem seu cliente-alvo, como rentabilizar com ele, como desenvolver um Minimum Viable Product – MVP (produto mínimo viável) e a avançar na esteira de captação de uma nova rodada de investimento.

O projeto segue durante o segundo semestre de 2021 até dezembro, quando as startups serão apresentadas a investidores, que têm a possibilidade de realizar aportes de até R$400 mil, em troca de um teto de 12% de participação nas empresas, dependendo do estágio de cada uma delas.

Indtechs: programa de aceleração da Bluefields incentiva startups voltadas para a indústria

Tendo a inovação aberta como foco, o programa gratuito está com inscrições abertas para startups de todo o Brasil

A troca de informação entre uma grande empresa e uma startup pode trazer novas ideias e ser um solo fértil para as Indtechs, nome referente às startups que inovam na indústria. O setor ainda é tímido no país, que, atualmente possui mais de 13 mil startups de diversos setores, dados da ABStartup (Associação Brasileira de Startups). Para incentivar os empreendedores que sonham em revolucionar a indústria através de soluções digitais, a Bluefields, aceleradora de negócios, criou um programa de aceleração com foco nas indtechs, foodtechs, heathtechs e agrotechs, o Biodigital Startups. O programa oferece: intercâmbio cultural entre startups e empresas, inovação aberta com possibilidade de POCs (Proof of Concept – é a evidência documentada de que um software pode ser bem-sucedido), negócios entre startups e corporações, e inovação cruzada, onde as companhias colaboram com a sua expertise para a startup iniciante.    

“As indtechs precisam da expertise das grandes empresas da indústria para crescerem, assim como as grandes empresas precisam da agilidade e inovação das startups para prosperarem e atraírem novos talentos e futuras parcerias. Um programa como o Biodigital Startups, com a participação de uma grande indústria, aproxima os empreendedores dos desafios reais da categoria e soluções são criadas. Nosso objetivo com o programa não é apenas inovar, mas revolucionar com ciência e tecnologia,” conclui Paulo Humaitá, CEO e fundador da Bluefields.

O programa Biodigital Startups consiste em 12 encontros onde serão aplicadas metodologias de desenvolvimento de negócio focadas na estruturação da startup, cujo conteúdo será disponibilizado 100% online, assim como todas as interações. Cada grupo de 10 startups selecionadas terão um Startup Partner, para acompanhar a evolução da startup, além de conectar com mentores e investidores.

Serão analisadas startups em estágio inicial de comercialização ou fase de tração. Os itens avaliados são: time e perfil dos sócios, aderência e potencial de negócio entre startups e empresas participantes, prontidão tecnológica e outros critérios técnicos.

A convergência Biodigital é um termo que tem sido usado recentemente no mercado e se refere a novos hábitos ligados à saúde, que geram desdobramentos no setor alimentício, e consequentemente, no agronegócio.

Biodigital Startups

Inscrições abertas e gratuitas até 31 de julho de 2021

Link para inscrição do empreendedor: https://www.bluefieldsdev.com/programas/biodigital/