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Mercado de healthtechs inicia ano aquecido com mais de US$ 52,3 milhões captados

O ano começou aquecido para as startups de saúde. Por meio de nove rodadas de investimento, mais de US$ 52,3 milhões foram investidos nas chamadas healthtechs até a data de hoje. O montante já corresponde a 49,3% do total investido em 2020, quando o setor captou mais de US$ 106 milhões. Os dados são do Inside Healthtech Report, levantamento mensal realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito.

O destaque no período ficou por conta da startup Alice, que atua como plano de saúde individual que mescla atendimento digital com presencial. A empresa atraiu US$ 33 milhões em sua rodada Series B. Outras duas healthtechs voltadas para telemedicina também chamaram a atenção. São elas ViBe e Zenklub, que captaram US$ 9,8 milhões e US$ 8,4 milhões, respectivamente — ambas em rodadas Series A.

“Este já é o segundo trimestre consecutivo em que as healthtechs receberam mais de US$ 30 milhões de financiamento. Temos um ótimo indicativo de que o mercado está amadurecendo”, afirma Tiago Ávila, líder do Distrito Dataminer. De acordo com projeções da empresa, o ano deve ser encerrado com mais de US$ 200 milhões investidos, distribuídos em mais de 50 rodadas de investimento.

Raio-X

O País possui atualmente 719 healthtechs, segundo o levantamento do Distrito, divididas em nove categorias distintas. A maior parte dessas startups volta-se para soluções relacionadas à Gestão e Prontuários Eletrônicos (25%). Em seguida, estão as que atuam com Acesso da Informação (16,7%) e como Marketplace (12,6%). As healthtechs de Telemedicina (11,8%) e aquelas que se voltam a Farmacêuticas e Diagnóstico (10%) também possuem fatias importantes deste mercado.

Quanto à distribuição por Estados, a maior concentração está no Sudeste, liderado por São Paulo com 44% das healthtechs, Minas Gerais, com 10,4% e Rio de Janeiro, com 9,1%. Rio Grande do Sul aparecem logo em seguida, com 8,9%. A região Norte do País, especificamente Manaus, abriga apenas 0,4% do total.

Saúde mental

Categoria que ganhou holofotes durante a pandemia, as startups que se voltam para a saúde mental têm atraído cada vez mais capital. De acordo com um levantamento da CB Insights, em 2020, o segmento atraiu em 2020 mais de US﹩ 2 bilhões por todo o mundo — praticamente o dobro do volume de US﹩ 1,12 bilhão captado em 2019.

Por aqui, das mais de 700 startups de saúde do país, 30 são focadas no cuidado mental. Ao longo do último anos, estas healthtechs arrecadaram um total de US﹩ 4,7 milhões, mais do que o dobro do ano passado (US﹩ 1,85 milhões) e 10 vezes o valor de 2018 (US﹩ 430 mil).

No que diz respeito ao surgimento de novas startups deste segmento, os anos de 2016 e 2017 foram particularmente especiais para as healthtechs que trabalham com saúde mental. Percebe-se um boom de fundações nesses anos, em um total de 14 startups. Hoje, algumas delas são as maiores e mais conhecidas do setor, como Zenklub, Psicologia Viva e Vittude. Trata-se de startups que tiveram crescimento acelerado e boa aceitação por parte do público.

Em 2020, o Distrito mapeou duas novas healthtechs deste segmento. “Acreditamos que veremos mais dados futuramente por conta da visibilidade que o tema tomou, impulsionado, principalmente, pela pandemia”, pontua Ávila.

Fusões e aquisições

Esse início de 2021 registrou apenas uma aquisição: a HygiaBank, empresa de soluções tecnológicas para relacionamento com clientes, adquiriu a Dr.Mob, plataforma de players do mercado de gestão para clínicas e centros médicos. “Acreditamos que este número deve aumentar consideravelmente e chegar até o mesmo patamar de 2020 (com 7 operações de fusões e aquisições)”, afirma Ávila.

Healthtech Digital Hub

O Distrito lançou este ano o Healthtech Digital Hub, plataforma digital de inovação aberta voltada para corporações da área da saúde. O programa permite a executivos de todo o país o acesso direto ao ecossistema que circunda o Distrito.

Além do apoio de um profissional dedicado a auxiliar as empresas em sua jornada de inovação junto ao Distrito e toda sua rede, o Healthtech Digital Hub possibilita a cada uma delas contato direto com as startups da vertical. Pela plataforma, as empresas poderão, por exemplo, criar desafios corporativos para que as startups se candidatem e as auxiliem a resolver determinada questão que enfrentam na operação; contatar um dos parceiros globais do Distrito diretamente ou, ainda, acessar o Distrito Dataminer, a mais completa plataforma de dados do universo de startups brasileiro com mais de 13 mil delas mapeadas, buscando ali informações sobre as jovens empresas deste mercado.

IdeiaGov anuncia o resultado do edital Jornada Digital do Paciente

O IdeiaGov, hub de inovação do Governo do Estado de São Paulo, seleciona 8 propostas de tecnologia através dos 4 desafios da Jornada Digital do Paciente.

“Os desafios foram mapeados juntamente com as equipes do Hospital das Clínicas com o objetivo de encontrar soluções que pudessem resolver 4 desafios relacionados à jornada do paciente dentro da instituição. Tivemos propostas muito qualificadas e selecionamos aquelas que melhor atenderam os critérios de seleção durante o processo seletivo. Tenho certeza que as soluções inovadoras irão ajudar a melhorar, e muito, o dia a dia dos profissionais de saúde do Hospital das Clínicas bem como melhorarão a experiência dos milhares de pacientes que são atendidos, diariamente, por esta instituição”, afirma Felipe Maruyama, diretor de inovação em Governo do Impact Hub à frente do IdeiaGov.

Desafio1: Solicitação de exames de imagem baseados em dados

Para o desafio “Solicitação de Exames baseada em dados do paciente”, o IdeiaGov, em parceria com o Hospital das Clínicas, demandou soluções inovadoras que conseguissem criar um sistema de auxílio à solicitação de exames de diagnóstico por imagem. Três proponentes foram selecionados: Consórcio entre a Camedics Tecnologia e a Vöiston.Inc, Techtools e Mindify.

O consórcio entre a Camedics e a Vöiston.Inc , apresentou uma plataforma de inteligência artificial que conta com interpretação dinâmica da jornada do paciente e projeção de desfechos futuros para hierarquizar a tomada de decisão das equipes médicas. Atuando sobre os sistemas de gestão, de prontuários eletrônicos, de prescrições eletrônicas e de armazenamento de exames e laudos, a plataforma irá aplicar a inteligência artificial para extrair e classificar dados da população e de prontuários e exames.

Techtools Health Innovation criou a “Atende Saúde”, sistema multiplataforma que utiliza a inteligência artificial, Big Data e Blockchain para conectar pacientes e hospitais, permitindo a personalização do atendimento em seus três estágios: bem-estar, cuidado e crônico.

Já a Mindify , apresentou uma solução que minimiza a precariedade dos dados clínicos estruturados e que oferece formulários otimizados para a coleta de dados clínicos estruturados e, também, para apoio à tomada de decisão com auxílio de Inteligência Artificial.

Desafio 2: Experiência do Usuário no atendimento

“O desafio 2 do edital buscava soluções inovadoras que pudessem melhorar a experiência de pacientes, colaboradores e colaboradoras , a partir do uso de tecnologias que tornem os processos mais simples e digitais, desde a recepção do paciente até o término do exame”, explica Gabriel Romitelli, coordenador de implantação de soluções inovadoras no Impact Hub.

B3 Health Tech foi a empresa selecionada, com a apresentação do “Fast Check-In”. Solução dinâmica, integrada e intuitiva para o agendamento antecipado e admissão automatizada para realização de exames de imagens, indo até à avaliação da satisfação do paciente após o exame. O “Fast Check-In” apresenta o web check-in que agenda a consulta, recebe os dados, atualiza o cadastro no sistema e gera um QR Code para o check-in presencial em terminal de autoatendimento, onde registra a chegada e passa o status do paciente. A plataforma também consegue orientar o paciente dentro do hospital e informar ao médico onde ele está.

Desafio 3: Agendamento Automatizado

Pixeon , empresa de tecnologia especializada em saúde, desenvolveu uma plataforma conversacional omnichannel com uso de inteligência artificial que automatiza processos administrativos e clínicos para hospitais, clínicas e laboratórios. A solução possibilita melhorar a gestão das vagas para exames em equipamentos de diagnóstico por imagem a partir do agendamento inteligente e automatizado, buscando reduzir a taxa de absenteísmo de pacientes. A tecnologia ainda possibilita o agendamento de qualquer especialidade por meio do WhatsApp, Facebook e outros canais.

Desafio 4: Operação Remota de Exames de Imagem

As soluções da Ness Health, RMTC Diagnósticos por Imagem e CORI (Central de Operações Remotas Inteligentes) apresentaram excelentes tecnologias para operar remotamente os equipamentos de Ressonância Magnética e/ou Tomografia Computadorizada, de forma eficaz e de rápida implementação para auxiliar a realização desses exames.

Ness Health apresentou um recurso de teleoperação baseado em software, robótica e processos para o comando remoto dos equipamentos de ressonância e tomografia. Além disso, o sistema promove melhoria de qualidade e menor reconvocação, padronização de protocolos, otimização de agenda e fornece dashboards de performance e informações dos pacientes.

Já a RMTC Diagnósticos por Imagem desenvolveu a “Command Center iDr” que faz a operação remota de equipamentos de ressonância magnética e tomografia computadorizada utilizando hardware e software. A empresa faz a implementação da tecnologia de comunicação e automação nos locais e equipamentos de exame. Em seguida, realiza o treinamento da equipe técnica do hospital e dos novos operadores remotos. A solução conta com mecanismos de segurança e há o botão de pânico para parar o exame caso necessário. Ela também reduz o tempo dos exames diminuindo o tempo de espera dos pacientes para a realização dos procedimentos.

Uma Central de Operações Remotas e Inteligentes (CORI) foi criada pelo consórcio das empresas, Holon Group e Univen Healthcare, empresas com expertise em soluções para diagnóstico por imagem, com o objetivo de reduzir a exposição às contaminações por parte dos profissionais envolvidos na operação de ressonância e tomografia. A tecnologia também consegue diminuir a frequência de reconvocação de pacientes, na medida em que na falta de algum funcionário ou experiência do operador, outra pessoa pode intervir.

Benefícios

As empresas terão acesso às equipes técnicas do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), para orientação, apoio na execução de provas de conceito e testes pilotos, além de troca de informações técnicas, de caráter não sigiloso, relacionadas a Jornada do Paciente. As soluções poderão ser aplicadas em ambientes de uso real para a testagem e validação do método tanto para aprovação tecnológica quanto mercadológica.

Além disso, terão acesso a um programa de mentorias e formações sobre temas relevantes para empresas que pretendem fornecer bens ou prestar serviços ao governo, com apoio de especialistas e equipe dedicada. Poderão, também, ter acesso e contato com outros órgãos do Governo do Estado de São Paulo, como a PRODESP e o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), bem como eventuais parceiros externos, com possibilidade de conexão com investidores-anjo e fundos de venture capital.

Abstartups realiza mentoria de mobile para startups Growth

Para as startups que estão no processo de expansão e crescimento, a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade sem fins lucrativos representante do ecossistema de inovação, promove, em 25 de fevereiro, a primeira edição 2021 do Programa Bench360, focado em startups que buscam ampliar suas vendas, produto e operações.

Das 8h30 às 10h, os associados dos planos Growth e Impact poderão ter sessões de mentorias exclusivas com o Country Manager Brazil da AppsFlyer, Daniel Simões, que falará mais sobre “Atribuição no Mundo Mobile”, com a missão de ajudar os participantes a compreender todos os conceitos envolvidos no ecossistema de atribuição mobile e ensinará a fazer o melhor uso das ferramentas disponíveis para o planejamento e mensuração de aplicativos.

Com um total de seis mentorias com profissionais reconhecidos e relevantes do mercado, realizados ao longo do ano, o programa é focado nas oito áreas essenciais de uma startup growth: Vendas, Customer Success, Marketing, Recursos Humanos (cultura e diversidade), Finanças, Tecnologia, Jurídico e Operações + Investimentos.

Informações e inscrições: https://www.abstartups.com.br/bench360

CapTable captará R$100 milhões para 40 startups em 2021

Valor será 900% maior do que foi captado para 11 startups no ano passado. Podem se candidatar empreendimentos digitais que estejam em seed ou série A

Depois de captar R$11 mi em investimentos para 11 startups em 2020, a CapTable – empresa especializada em investimentos para startups – anuncia seu plano de captar R$100mi para 40 startups até o final de 2021. Os aportes serão destinados para empreendimentos digitais focados em inovação e que tenham alto potencial de escalabilidade. 

De acordo com Guilherme Enck, cofundador da CapTable, podem se candidatar startups que estejam em estágio Seed ou Série A. Serão analisados inicialmente fatores como produtos que já tenham sido validados no mercado e que estejam faturando. 

“Depois a nossa equipe – que conta com nomes de peso no mercado de investimentos em inovação –  faz um estudo minucioso que leva em conta diversos aspectos que podem indicar se aquela startup tem chances de crescer exponencialmente. Assim, será possível oferecê-las aos investidores que confiam no nosso trabalho”, explica Enck. 

Com essa metodologia, a CapTable conquistou a confiança de mais de 2,5 mil investidores que aportaram mais de R$11 mi em startups como Alterbank (fintech), Livima (PropTech / Fintech), Umbler (CloudHosting), Skydrones (Agrotech), InovaPictor (Legaltech), Pomartec (agrotech), Oak’s Burritos (Varejotech), O Amor É Simples (Ecommerce), InBeauty (Healthtech), Trashin (cleantech), Wuzu (fintech), Vulpi (HRtech) e Eirene Solutions (Agrotech). 

O anúncio da CapTable é feito em um cenário em que o investimento em iniciativas de tecnologia bateu recorde no Brasil mesmo com a pandemia do novo Coronavírus. De acordo com levantamento do Distrito, foram captados no mercado de Venture Capital mais de US$3,5bi em 2020, valor 17% maior do que o registrado em 2019. 

Já no que diz respeito ao crowdfunding de investimentos, os dados relativos às movimentações anuais costumam ser divulgados no primeiro trimestre do ano seguinte pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM). O relatório com a atividade de 2019 indicou um total de R$59mi captados por 6.720 investidores para 60 startups. 

O montante foi 28% maior do que os valores captados em 2018 e o mais alto desde que entrou em vigor a Instrução CVM 588, que regulamentou o setor. 

A tendência é que os dados de 2020 sejam superiores ao último relatório oficial. Dentro da própria CapTable, as captações de R$500mil costumavam demorar cerca de 90 dias para serem concluídas em 2019. Já em 2020 a situação mudou para melhor. 

O maior exemplo disso foi um recorde nacional batido pela CapTable que conseguiu arrecadar R$1,3 mi para a startup Serall (da indústria 4.0) em apenas 11 horas. 

Com o plano de captar os R$100mi até o final do ano para 40 startups, a CapTable passa a se posicionar também como uma empresa de funding para startups. Isso envolve, além do uso da plataforma de crowdfunding; rodadas privadas e club deals. Mas as vantagens para as startups que conseguem entrar em rodada de captação pela CapTable vai além do investimento captado. 

Hoje são oferecidos pacotes de benefícios às startups como serviços do Growth Team e parceiros estratégicos para internacionalização das startups com mentores com amplo conhecimento dos programas de fomento da União Europeia para a entrada de startups no mercado internacional. 

Além disso, garante-se o acesso a grandes potenciais clientes corporativos, mentorias com nomes fortes do mercado, assessoria técnica para planejamento das novas rodadas de captação de investimentos e acesso a uma comunidade de empreendedores que contribuem para o crescimento de todos e do ecossistema.

Já no que diz respeito a investidores, houve a aproximação de categorias como family offices, fundos de Corporate Venture, Venture Debts, e vários grupos de investidores-anjo. Dessa forma se amplia a forma de captar recursos para startups interessadas em captar junto à CapTable e aumenta-se o leque de possibilidades proporcionado pela sua rede de contatos.

As startups interessadas em passar pelo processo de seleção para as rodadas de 2021 na CapTable podem se cadastrar por meio deste formulário. 

Exits reforçam bons resultados do BMG UpTech

Em um período de um ano, três startups investidas pela empresa, corporate venture do Grupo BMG, foram adquiridas por grandes companhias, em seus segmentos.

No ecossistema de inovação, alcançar um exit é importante para todos os envolvidos. O termo se refere ao “ponto de saída” de uma startup, ou seja, quando ela é vendida e, assim, tem oportunidades ainda maiores para ganhar escala, se desenvolver e atingir novos mercados. Do outro lado, há o retorno financeiro aos fundadores do negócio e aos investidores que apoiaram o projeto. O BMG UpTech, braço de inovação do Grupo BMG, comemora o terceiro exit em um período de um ano. Resultado importante para reforçar que o caminho e as escolhas da empresa têm sido assertivos, além de aumentar as boas perspectivas para 2021.

 A “saída” mais recente ocorreu no final de 2020, quando a Empiricus adquiriu a fintech Real Valor, dona do aplicativo de consolidação e monitoramento de carteira de investimentos. Em 2019, a Pedala, coinvestida pelo BMG UpTech e Bossa Nova, foi vendida para a Ame, pertencente à B2W e às Lojas Americanas. A plataforma realiza entregas last mile para companhias de e-commerce, utilizando ciclistas profissionais no serviço. Já a dLieve, focada em logística, foi comprada pela VTEX, maior plataforma de comércio eletrônico da América Latina. Hoje se tornou VTEX Tracking.

De acordo com o CEO do BMG UpTech e da Bossa Nova, Rodolfo Santos, os exits representam a principal prova de que o trabalho realizado foi bem-sucedido. Isso porque um dos dilemas do investidor de venture capital, principalmente num mercado incipiente como o brasileiro, é saber se o direcionamento do negócio está correto. “Em apenas um ano (dez/19 a dez-20) e atravessando um cenário mundial adverso em 2020, três saídas e muitas histórias de crescimento contínuo e acelerado de grandes empreendedores. Trata-se de um momento de reconhecimento à tese de investimento criada pelos founders da Bossa Nova, que é sócia do BMG UpTech, e ao persistente processo de profissionalização realizado”, destaca.

Para 2021, as perspectivas são ainda melhores. Isso porque, na avaliação do executivo, mesmo com o panorama negativo provocado pela pandemia, o ano passado deu ênfase à importância da verdadeira transformação digital nas grandes empresas e potencializou a visibilidade das startups. Ou seja, mostrou que o ecossistema é resistente às crises e que os empreendedores estão aptos para o enfrentamento dos desafios, sendo que os reflexos serão mais sentidos agora. “Da nossa parte, seguiremos mais fortes na crença de que coinvestir, especialmente via programas setoriais organizados, que tracionem e preparem as startups para o crescimento acelerado, é o melhor caminho para o sucesso”, conclui Santos.

Os investimentos em startups brasileiras devem fechar 2020 em cerca de US$ 3 bilhões, conforme projeção do levantamento “Inside Venture Capital Brasil”, realizado pela empresa de inovação aberta Distrito. O acumulado, em 2019, chegou a US$ 2,94 bilhões. Até novembro, os aportes de venture capital – modalidade focada em negócios com alto potencial de crescimento – ficaram distribuídos para 426 empresas nacionais.

Startups Wayra abrem mais de 35 vagas em todo o Brasil

A Wayra , hub de inovação da Vivo no Brasil e da Telefónica no mundo, anuncia novas vagas para quem busca oportunidades de emprego no ecossistema de empreendedorismo e inovação. As startups que compõem seu portfólio buscam especialistas para diversos cargos e salários, em empresas como: Econodata Iupay, Ativa Soluções, Netshow.me e Cinnecta.

Confira as vagas abaixo:

Ativa Soluções (3 vagas)

Atuando no mercado desenvolvendo soluções focando em prover gerenciamento remoto de dados para os mais variados segmentos de negócios como meio ambiente, energia, transporte, telecomunicações, entre outros. A startup Ativa Soluções abriu vagas para analista de software, analista de automação industrial e técnico em eletrônica, todas em regime presencial.

Para se candidatar, o profissional interessado pode acessar o link http://www.linkedin.com/jobs/view/2368958160 ou mandar o currículo para adm@ativasolucoes.com.br

Netshow.me (10 vagas)

A Netshow.me oferece soluções profissionais de vídeo e transmissões ao vivo para empresas e produtores de conteúdo. A startup está com 10 vagas abertas, todas no modelo remoto. As oportunidades são para profissionais da área de TI ( Desenvolvedor PhD, App Developer Senior, Product Owner Senior, Quality Assurance Pleno), além de representantes comerciais e vendas. Para mais informações, acessar o link: http://netshowme.gupy.io/

Iupay (1)

Startup que viabiliza a melhor experiência de pagamentos para pagadores e emissores, a Iupay está com uma vaga para Senior Software Engineer. A empresa busca um candidato formado em Engenharia da Computação, Ciência da Computação ou áreas correlatas. O profissional irá desenvolver micro serviços e jobs de backend de larga escala para servir de suporte para o novo sistema de pagamentos digitais do Brasil. Para se inscrever, enviar o currículo para: vagas@iupay.com.br

Econodata (9 vagas)

A Econodata é uma plataforma assertiva de dados de prospecção B2B com foco em gerar mais oportunidades de vendas de empresas ativas. A startup abriu vagas home office com salários acima do mercado, para posições em Pré-Vendas (SDRs e BDRs), TI (Tech Lead, Data Engineer, Full Stack Developer, Developer – estágio) e Customer Success. Para mais informações, acessar: http://vagas.econodata.com.br/

Cinnecta (3 vagas)

A Cinnecta , startup que usa tecnologia para entender o comportamento do consumidor e, com base nisso, criar insights que guiem as decisões dos clientes, está com 3 vagas abertas. Todas são modelos home office durante a pandemia, mas após esse período os profissionais estarão alocados em Belo Horizonte. As áreas são: Analista de Marketing, Designer UX|UI, Desenvolvedor. Os interessados devem enviar um email com o currículo e o título da vaga para ojobs@cinnecta.com

RankMyAPP (10 vagas)

Referência global em inovação e qualidade focada em estratégia de mobile marketing, como o melhor ranqueamento nas lojas virtuais com App Store Optimization e Campanhas de mídia para aplicativos, a RankMyAPP ocupa o 3º lugar no ranking mundial de agências e/ou empresas que trabalham com ASO e conta com 150 colaboradores. A startup está com 10 vagas abertas, são elas Account Manager, Account Manager Júnior (Performance),Analista de Customer Success (Pleno),Analista de Mídia Paga,Assistente Comercial (SDR),Desenvolvedor(a) Full-Stack,Pleno/Sênior (Remoto), DevOps Junior,Gerente de Processos e Melhoria Contínua,Supervisor de Parcerias Internacionais (Canais Afiliados) e UX/UI Designer – Remoto. Para mais informações acesse: http://rankmyapp.gupy.io/

OmniJus (1 vaga)

A OmniJus , legaltech que funciona como um marketplace jurídico, abriu uma vaga presencial com cargo de analista de sustentação PI (Infraestrutura) com média salarial de R﹩ 4 mil. Para se inscrever acesse: ti@omnijus.com.br

Startup de drones de segurança Aeroscan capta R$850 mil em uma semana via EqSeed

A Aeroscan, plataforma de gerenciamento de drones inteligentes focada em segurança patrimonial das empresas, acaba de captar R$850 mil em apenas uma semana via Eqseed, principal plataforma de venture capital online do Brasil. De acordo com o sócio-fundador da EqSeed, Brian Begnoche, o setor de drones tem atraído muito o interesse dos investidores.

“Essa tecnologia vem sendo alavancada cada vez mais nos setores. Os drones capacitam cortes significativos nos custos, fazendo com que as empresas possam gerar muito mais valor com muito menos despesa. Cabe perfeitamente com o perfil inovador das startups, que conseguem pegar fatias significativas de grandes mercados utilizando tecnologia inovadora,” pontua.

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), entre agosto de 2018 e 2019, o número de aparelhos registrados para uso profissional saltou de 18.389 para 27.665, um aumento de 51%. De acordo com levantamento da Droneshow, feira brasileira de referência do setor, o mercado brasileiro de drones tem crescido, em média, 30% por ano. São mais de 720 empresas envolvidas na cadeia produtiva desse mercado.

Para o co-fundador e sócio da Aeroscan, Marco Forjaz, a velocidade e a segurança no acesso ao capital viabilizada pela EqSeed é uma prestação de serviço para o ecossistema como um todo. “Todo o processo é seguro, claro e transparente. Foi mais fácil e rápido para nós da Aeroscan porque, sem dúvida, o investidor se sentiu confortável com o modelo. Estamos muito felizes com essa captação”, afirma Forjaz.

“O resultado que a Aeroscan obteve em tão pouco tempo permitindo apresentar um modelo inovador despertando uma gama de investidores que a plataforma tem em sua base de dados com muita segurança, transparência e seriedade” complementa Marcelo Musselli Filho, sócio e fundador da Aeroscan.

Futuro do negócio

Na prática, a Aeroscan oferece um sistema de monitoramento por drones automatizados, com apoio de profissionais especialistas no comando dos equipamentos para qualquer situação em que a intervenção humana seja necessária. Além de oferecer essa assinatura de operação dos aparelhos, ela incorpora outras soluções para tornar o serviço mais completo e melhorar a experiência do usuário. Há uma plataforma de gerenciamento, por exemplo, que permite o acompanhamento de múltiplos drones; transmissão em tempo real; alertas de possíveis ameaças; e armazenamento em nuvem, entre outras funcionalidades.

A plataforma oferece a possibilidade de integração com as maiores centrais de monitoramento e outros softwares do mercado de segurança, como VMS, minas eletrônicas e radares. Ou seja, para quem já possui estes sistemas, a inserção do drone não traz qualquer transtorno. Pelo contrário, agrega ainda mais no sistema de segurança.

Considerando o crescimento do setor, a Aeroscan também oferece uma solução anti-drone, para proteção contra invasão e intrusão de equipamentos (Drones) ilegais e/ou maliciosos no perímetro do cliente. O software e hardware apontam para a possível ameaça e possibilitam até a localização exata do operador invasor.

Agora, com parte do recém conquistado, via EqSeed, a empresa projeta expansão. “Pretendemos investir na contratação de equipe para desenvolvimento e melhoria de nossa plataforma, além de investir em marketing, produtos e aumentar o escopo da nossa solução. Entendemos que essa equação deve viabilizar uma receita bruta de R$1,5 milhão em 12 meses. Não é uma meta fácil, mas creio que há demanda e agora teremos fôlego para ocupar esse gap”, finaliza Forjaz.

Startup MindMiners recebe aporte de R$ 6 milhões da KPTL

Estar 24 horas conectado com pessoas dos mais diferentes perfis para entender hábitos e preferências de consumidores de uma determinada marca, produto ou serviço. A proposta é ousada, mas os fundadores da MindMiners garantem que já é uma realidade. Através de uma rede social de opinião própria com mais de 2 milhões de usuários cadastrados em todo o país, a startup trouxe para o mercado um novo jeito de realizar pesquisas, de forma totalmente digital e garantindo respostas em tempo real. E mais: anuncia que acaba de receber um novo aporte.

Liderada pela KPTL – maior gestora de fundos de investimentos em inovação e tecnologia com recursos domiciliados no Brasil – a rodada pode totalizar até R$ 9 milhões e contou com recursos do Fundo Criatec 3, que tem o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) entre os principais cotistas. Integram ainda este turno de investimento a aceleradora Darwin Startups, sócios da Mauá Capital, o grupo de investidores-anjo BR Angels, além de cotistas privados.

A inspiração para a criação da MindMiners veio da Coreia do Sul. Ao descobrir que pessoas por lá estavam respondendo pesquisas pelo celular, os amigos de infância Lucas Melo, engenheiro de produção, e Renato Chu, administrador de empresas e atual CEO, perceberam a oportunidade de trazer disrupção para o segmento por meio da tecnologia. Em 2014 fundaram a startup juntamente com Thomas Vilhena, também engenheiro, e que hoje ocupa a posição de CTO.

O primeiro passo foi o desenvolvimento do aplicativo MeSeems, sua rede social de opinião proprietária. Por meio dela, pessoas reais, de todo o país, podem compartilhar experiências e opiniões sobre temas relevantes, e também receber prêmios por responder perguntas, gravar vídeos e enviar fotos que mostrem um pouco de sua rotina ou como utilizam um determinado produto. Hoje já são mais de 2 milhões de usuários cadastrados, dos mais diferentes perfis.

Já para que fosse possível às empresas estarem 24 horas conectadas aos usuários do MeSeems, a MindMiners lançou sua plataforma de human analytics. Funcionando como uma janela virtual da vida do consumidor, a plataforma permite o monitoramento de hábitos, preferências, interesses e estilos de vida, orientando assim decisões ligadas à marketing, comunicação e produto dentro de empresas como, por exemplo, Ambev, Nestlé, Samsung, McDonald’s, Seara, Hersheys e UOL, que hoje integram o portfólio de clientes da startup. Com funcionalidades de criação automática de questionários, processamento e análise dos resultados obtidos, a plataforma apresenta tudo em dashboards e relatórios automatizados.

O grande diferencial está em utilizar a tecnologia em todas as etapas de realização de uma pesquisa, tornando-as mais ágeis, mais confiáveis e oferecendo um melhor custo benefício quando comparado às metodologias tradicionais. “A MindMiners é, antes de tudo, uma empresa de tecnologia. E foi combinando tecnologia e pesquisa digital que tornamos possível, por meio de nossa plataforma de human analytics, mapear, visualizar, explorar e traduzir em dados diversos aspectos do comportamento humano. Nosso produto vem sendo aprimorado de forma constante para que nossos clientes obtenham as respostas certas, de forma cada vez mais rápida e fácil, para as perguntas que possuem sobre seus reais e potenciais consumidores”, resume Chu.

Para Renato Ramalho, CEO da KPTL, a solução de pesquisa digital completa e eficiente da MindMiners é o grande diferencial. “Conseguem atender as necessidades de grandes marcas que enfrentam um maior dinamismo de opiniões na ponta dos consumidores. Eles possuem a melhor tecnologia proprietária constituída em cima de muita competência de marketing. Todo este ativo conduzido por um ‘time A’. Ficou impossível a KPTL não investir”, explica Ramalho.

Com o investimento, a MindMiners potencializará esforços de venda e marketing, além de destinar uma parcela para o desenvolvimento contínuo do produto. “Ao longo dos últimos meses, lançamos uma série de novas funcionalidades dentro da nossa plataforma. Os dashboards de monitoramento de clusters são apenas um exemplo das novidades que estão por vir. O objetivo é inovar cada vez mais a partir do conceito de human analytics”, reforçou Chu.

The Bakery completa 3 anos no Brasil e mapeia 5 mil startups no mundo

A britânica The Bakery – primeira consultoria de inovação corporativa do mundo, fundada em 2012 pelos empreendedores e investidores ingleses Andrew Humphries e Tom Salmon – está completando três anos de operação no Brasil e colhe os frutos dos programas realizados para dezenas de clientes de grande porte, como Natura, Vale, Grupo Fleury, Johnson & Johnson, Banco Itaú, Banco Pan e CCR. A carteira de mais de 20 clientes será ampliada em 2021 e a empresa já aumentou sua equipe em 70% nos últimos dois meses. O número atual de profissionais (24) deve dobrar até o fim desse ano.

A pandemia da Covid-19 trouxe ainda mais desafios para as companhias e a consultoria já sente neste início do ano um maior entendimento e disposição das corporações em investirem em programas de inovação mais robustos. Nos últimos meses, a unidade brasileira da The Bakery firmou novos contratos com tíquetes mais que 100% maiores do que os anteriores, com programas de duração e escopo ampliados, incluindo programas híbridos com diferentes frentes de trabalho.

“Nossa metodologia exclusiva de trabalho ajuda as corporações a inovarem de maneira rápida e eficiente, identificando problemas, acessando os melhores empreendedores e ideias, onde quer que eles estejam, testando e implementando soluções criadas por startups do mundo inteiro. Grandes empresas que já nos haviam contratado ao longo dos dois primeiros anos da nossa operação nos procuraram em 2020 para novos projetos, convictas de que o processo trará, novamente, o retorno desejado”, conta o sócio e cofundador Felipe Novaes, que iniciou a The Bakery no Brasil junto ao sócio Marcone Siqueira.

Sem fronteiras para encontrar soluções para desafios estratégicos 

Mas, de que forma as startups entram no radar? A empresa não se restringe a um portfólio próprio de empreendedores, como ocorre em tradicionais aceleradoras, nem aloca grandes times dentro do ambiente do cliente, serviço de alto custo oferecido por consultorias de negócios. Com escritórios em 5 países, clientes em 16 e mais de 150 desafios corporativos resolvidos, a The Bakery atua com isenção na relação com as startups e tem como principal diferencial a sua ampla rede global de soluções, composta por milhares de empreendedores, mentores, professores, pesquisadores e investidores em mais de 30 países.

Por intermédio dessa rede, a The Bakery já mapeou, até agora, 5 mil startups nacionais e internacionais que, de alguma forma, endereçam os desafios mais estratégicos dos seus clientes. Marcone Siqueira explica que, a partir da identificação de cada desafio, são encontradas e engajadas em média 250 soluções para diferentes ângulos de ataque, que passam por uma avaliação ágil, porém, rigorosa.

No funil dos programas de inovação aberta, os resultados conquistados pela The Bakery Brasil são animadores: mais de 150 startups já apresentaram suas propostas para companhias brasileiras, pelo menos 70 iniciaram testes e cerca de 30 já estão trabalhando com corporações.

“Nossa busca não tem fronteiras. Nós acreditamos que, para muitos problemas, alguém, em algum lugar do mundo, já desenvolveu uma solução. A empresa, sozinha, não consegue acessar uma rede tão vasta em tão pouco tempo e, muitas vezes, não conhece os códigos certos para ativar os potenciais parceiros e trazê-los para perto. Nosso trabalho é reduzir essas distâncias, ajudando empresas a encontrar a melhor solução e adaptá-la à sua realidade”, diz Siqueira, que também é professor no MBA em Finanças do Ibmec-BH e no MBA em Inovação Corporativa da FIAP. Graduado em Relações Internacionais, foi chefe de investimentos do governo britânico na América Latina e Caribe, entre 2014 e 2018, e consultor de investimentos para empresas de tecnologia.

Vertentes Partner, Build e Buy

A The Bakery atua em três vertentes dentro dos seus programas corporativos: Partner, Build e Buy. Para resolver um desafio ou problema, seus clientes podem firmar uma parceria com as startups (Partner), desenvolver uma startup própria (Build) ou adquirir a startup que atenda às suas demandas (Buy). Na versão Build, a The Bakery estrutura todos os processos e estratégias para apoiar o cliente na construção de uma solução, criando um negócio, serviço ou produto, digital ou não, para explorar oportunidades de mercado ou demandas de usuários (programa Startup-as-a-Service), ou unindo empreendedores e intraempreendedores para a cocriação de startups inovadoras (programa Start). Ambos são programas com metodologias para Venture Building.

Há, ainda, os chamados programas colaborativos, que reúnem empresas para solucionar desafios de diferentes setores. Recentemente, foram lançados o The Bakery Health Lab e o Capital Markets Lab.

Cases de sucesso

Um dos cases de maior destaque é o trabalho realizado com a Natura (ganhadora do Prêmio Valor Inovação Brasil 2020) em seu Zero Waste Packaging Innovation Challenge, colaborando para o ambicioso desafio de zerar o descarte de embalagens plásticas de uso único. Em parceria com MIT (Massachusetts Institute of Technology), Universidade Técnica de Munique e outras renomadas instituições, foram mapeados 574 potenciais parceiros em 35 países, desde empresas de logística reversa até especialistas em biotecnologia. Três soluções foram selecionadas para a fase de testes.

Outro exemplo recente é um dos cases da Vale. No início da pandemia, com apoio da The Bakery, a companhia realizou uma chamada pública, no Brasil e no Canadá, para soluções de combate ao novo coronavírus. Foram recebidas 1.800 propostas. A mineradora doou US$ 1 milhão para 11 startups que, juntas, impactaram mais de 500 mil vidas.

“Até pela experiência de seus sócios, a The Bakery navega muito bem nos dois universos, o do mundo corporativo e o das startups, contribuindo para essas conexões e falando a língua de executivos e de empreendedores. Nossa missão é unir as forças dessas empresas para ajudar a tornar o mundo mais empreendedor”, destaca Novaes, que é engenheiro de formação e foi cofundador de uma startup de educação em Nova York – investida pelo inventor do Cloud Computing, além de ter atuado por 13 anos em grandes empresas como Avon, Vale e Syngenta, com gerenciamento de projetos e novas tecnologias.

Startup Tindin recebe aporte de mais de R$ 1 milhão em rodada Seed e adquire WiseCash

A Tindin, uma Edfintech – intersecção entre educação, finanças e tecnologia –, que no mercado B2C registrou um crescimento de 20 vezes nos últimos 12 meses, impactando mais de 10 mil famílias, viveu um ano de muitas conquistas e novos investimentos em meio aos desafios da pandemia.  

Em 2020, a Tindin levantou R$1.012.000, em uma rodada de investimento Seed. Segundo a consultoria Transactional Track Records (TTR), o valor aportado por investidores anjo no Brasil mais do que dobrou na última década, passando de 450 milhões para pouco mais de 1 bilhão ao fim de 2019. “A queda histórica na Selic tem aumentado o apetite ao risco dos investidores, e startups têm ocupado cada vez mais espaço em suas carteiras de investimentos”, comemora Eduardo Schroeder, CEO da Tindin. Os investidores têm, hoje, uma participação de 16% da startup.

Parte do capital levantado foi destinada à aquisição da escola de educação financeira e empreendedorismo WiseCash. A empresa, fundada em 2014, nasceu com o propósito de promover a transformação comportamental em relação ao dinheiro, trabalhando para que, desde criança, as pessoas entendam a importância em aprender a lidar e administrar suas finanças, o que vai totalmente ao encontro dos valores da Tindin. A negociação incluiu propriedade intelectual da escola, bem como marca, conteúdos e site. A partir de agora, Andressa Costa, assume a função de Chief Knowledge Officer – CKO e acionista da Tindin.

Os investidores anjo têm papel importante neste momento de crescimento da Tindin e eles apostam no sucesso da startup. “Fiquei encantado quando conheci a proposta da Tindin e enxerguei rapidamente o grande potencial de crescimento que ela possui. Faço parte de um grupo de amigos da Fundação Getúlio Vargas e estamos sempre antenados buscando oportunidades de investimento. Este certamente foi um excelente negócio”, comemora o administrador de empresas Carlos Eduardo Silveira Martins.

A aquisição da WiseCash foi uma estratégia para a consolidação da Tindin também como produtora de conteúdos educativos e planos de aula transversais e gamificados. “Guardadas as devidas proporções, este foi um movimento muito parecido com o da Netflix, quando ainda era apenas uma plataforma de streaming e compreendeu a necessidade de produzir seus próprios conteúdos, antes que os estúdios se transformassem em plataforma. A Tindin continua sendo uma plataforma para produtores de conteúdos e educadores financeiros, porém, passa a produzir e distribuir seus próprios conteúdos e metodologias”, esclarece Schroeder.

Outra grande conquista que 2020 trouxe à empresa foi a parceria firmada com o grupo SOMOS Educação, que promete alavancar a atuação da Tindin no modelo B2B2C. O principal grupo de Educação Básica do Brasil oferece soluções educacionais para milhares de escolas do país e conta com uma base de 1,5M de alunos dos Ensinos Fundamental e Médio.

“Temos uma solução barata com metodologia eficiente. A plataforma está se transformando em um meio de comunicação direta entre escola, pais e professores. Estamos em um nível de gamificação do aprendizado que não perde para nenhum país do mundo”, enfatiza Eduardo Schroeder, CEO da Tindin. 

O contrato firmado entre a Tindin e o grupo SOMOS tem duração até 2026 e potencial de gerar, por ano, R$120 milhões. O início do projeto será com alunos do Ensino Fundamental, mas, no médio prazo, alunos do Ensino Médio também serão impactados por essa tecnologia digital, que une o melhor dos Métodos Ativos ao Ensino a Distância, gerando engajamento multidisciplinar por meio da gamificação da educação financeira.

O mercado B2C potencial da Tindin é formado por jovens entre 5 e 17 anos que, segundo dados do IBGE, movimentam cerca de R$40 bilhões todos os anos. Já o mercado B2B, para o qual a Tindin direciona seu modelo de negócio a partir deste ano, é formado por escolas de Ensino Fundamental e Médio, treinamentos corporativos e EAD, que, juntas, movimentam R$100 bilhões por ano.

Saiba por que Florianópolis tem o melhor ambiente de inovação e capital humano para empreender

Florianópolis é a segunda melhor cidade para se empreender no Brasil, é o que aponta o Índice de Cidades Empreendedoras realizado pela Endeavor em parceria com a  Escola Nacional de Administração Pública (Enap) – lançado nesta quinta-feira (28). A capital catarinense ficou somente atrás de São Paulo, que tem população 20 vezes maior. As condições de inovação e capital humano foram os destaques da cidade, que ocupou a primeira posição nos dois pilares. Santa Catarina ainda conta com mais dois representantes no top 20 do ranking geral: Joinville, em 16º, e Blumenau, em 17º.

Um conjunto de ações contribuem para o desenvolvimento de Florianópolis e do estado como um ecossistema empreendedor. No pilar inovação – em que a cidade ocupa o primeiro lugar e Joinville, no norte catarinense, o quarto – foram examinados os indicadores como proporção de mestres e doutores em ciência e tecnologia, assim como de funcionários nessa área, investimentos do BNDES e da Finep, número de patentes registradas, representatividade da indústria inovadora e da economia criativa, entre outros.

 O movimento empreendedor ganhou expressão na capital desde a década de 90, quando houve um aumento do número de empresas de tecnologia e inovação se instalando e sendo criadas, o que rendeu, mais recentemente, o apelido de  “Ilha do Silício”. Segundo dados do ACATE Tech Report 2020, a região metropolitana possui 3,9 mil empresas do setor, com faturamento de R$ 9,9 bilhões. São mais de 7 mil empreendedores e cerca de 28 mil colaboradores. 

Há dois anos, uma parceria entre a Prefeitura de Florianópolis e a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) criou a Rede de Inovação, uma iniciativa pioneira no país que reúne quatro centros de inovação com o objetivo de estimular a cultura de inovação e empreendedorismo, ativar o ecossistema de inovação e gerar e escalar negócios inovadores no município. 

“O Índice vai ao encontro do que constatamos no Tech Report, e demonstra o quanto o setor de tecnologia e inovação são fundamentais para o desenvolvimento de uma cidade. Hoje é a principal atividade econômica do município, e Florianópolis também tem a maior taxa de empresas de tecnologia por habitante do país, com cinco empresas para cada mil habitantes”, explica Iomani Engelmann, presidente da ACATE. 

Capital Humano de qualidade, mas ainda escasso

Conectado diretamente a isso, Florianópolis também ficou em primeiro lugar na dimensão capital humano. Fatores como alto desempenho dos alunos no Enem, alta proporção de adultos com ensino médio completo, de matriculados no ensino técnico e profissionalizante, de adultos com ensino superior completo e de alunos com formação superior em cursos avaliados como sendo de alta qualidade compõem  o resultado. “Certamente o setor de tecnologia e inovação impulsionou este resultado, pois as empresas de tecnologia atraem um grande número de profissionais altamente qualificados”, observa Engelmann.

A startup de biotecnologia BiomeHub exemplifica bem esta realidade. Fundada em 2019 na capital catarinense, é uma das únicas healthtechs a desenvolver soluções tecnológicas baseadas no microbioma humano no Brasil e, com menos de dois anos no mercado, já é reconhecida nacionalmente como referência em tecnologia e conhecimento sobre o tema para a promoção da medicina preventiva e de precisão. Também foi pioneira no país ao desenvolver uma metodologia de testagem em massa para a Covid-19. “Um dos pontos que fazem com que tenhamos uma alta capacidade de inovação é a qualidade e quantidade de colaboradores com mestrado e doutorado na nossa equipe”, explica o CEO da startup, Luiz Felipe Valter de Oliveira, que também é doutor em Genética e Biologia Molecular.

Apesar da boa colocação no ranking, assim como o restante do país, o estado também enfrenta um gargalo para contratação de profissionais altamente qualificados no setor.  Entidades e a iniciativa privada estão se mobilizando para capacitar mais pessoas para a área, mapeando uma jornada e sensibilizando os jovens desde a escola para que tenham interesse pela tecnologia. “Projetos como o DevinHouse, que vai formar desenvolvedores em nove meses, e o Entra21, que capacita jovens e encaminha para o mercado de trabalho, são essenciais para que o ecossistema continue crescendo de forma sustentável”, explica o presidente da ACATE. 

Acesso a capital 

Outro pilar que a capital catarinense  ocupa uma boa colocação no ranking é o Acesso a capital. O diretor do grupo de investimento da ACATE, Marcelo Wolowski, comenta que no setor de tecnologia e inovação a oferta aumentou muito no último ano, mesmo em meio a pandemia. “Foram quase R$ 100 milhões de investimento em 2020. Atualmente, existem dois fundos na cidade para investimentos em empresas inovadoras, e a ACATE também está apoiando um fundo de R$ 100 milhões da Invisto. Além disso, a Rede de Investidores Anjo t se fortaleceu muito nos últimos anos”, aponta Engelmann. 

Ainda que tenha obtido um bom resultado geral, a 23ª posição no pilar Ambiente Regulatório; 15ª em Infraestrutura; 42º em Mercado; e 87º em cultura empreendedora mostram que os desafios são inúmeros. Ao menos no ambiente regulatório, a cidade já vê alguns avanços. O projeto Floripa Simples, lançado em 2020, permite a abertura de uma empresa de baixo risco em  quatro horas, tempo mais rápido do país entre as capitais.   “Existem algumas particularidades por se tratar de uma ilha, que impede a construção de grandes indústrias, mas precisamos avançar muito na questão da conectividade, que precisa ser ampliada, assim como na infraestrutura. O levantamento é um bom parâmetro para toda a sociedade avaliar e elencar as prioridades para o desenvolvimento”, finaliza Engelmann.  

KPMG: Brasil possui 702 startups voltadas para soluções de Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial (IA) é um campo da ciência da computação focado na criação de máquinas capazes de pensar e aprender. Trata-se também de um termo amplo, que abrange variados tipos de aplicações, como o Machine Learning — ferramenta que torna computadores capazes de analisar dados, identificar padrões e predizer comportamentos. Essas tecnologias são vistas como grandes tendências para o futuro dos negócios. No Brasil, a IA já é o foco de atuação de 702 startups. A informação é do Distrito Inteligência Artificial Report, levantamento realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito. O estudo teve ainda apoio da KPMG.

O levantamento dividiu as startups em duas categorias: Setores (479) e Funções (223). As primeiras oferecem soluções de Inteligência Artificial especializadas, visando impactar um segmento específico, como Serviços Financeiros, Imobiliário, Varejo, Educação, entre outros. Destas, a área de Saúde e Biotecnologia é a que concentra um maior número de startups (12,5%), seguida pelos campos de RH e Gestão Pessoal (10%) e Indústria 4.0 e Agricultura e Comida, ambas com 9,6% de participação.

“Hoje quase todos os setores utilizam a inteligência artificial para analisar dados e identificar padrões. Com isso, as startups focadas nesse segmento podem desenvolver expertises personalizadas, de acordo com a necessidade imposta. Esse fator é determinante para termos cada vez mais soluções inovadoras em cada uma das principais atividades econômicas”, analisa o sócio-líder da KPMG Lighthouse para Analytics, Artificial Intelligent e Intelligent Automation, Ricardo Santana.

Já as startups classificadas como “funções” oferecem serviços e produtos para diversos segmentos simultaneamente. Essa categoria apresenta cinco atuações: AlaaS (34,1%), que oferece Inteligência Artificial as a service; Business Intelligence & Analytics (30,9%), plataformas de gestão de dados e inteligência de mercado; Chatbots (19,3%), que são programas inteligentes que se comunicarem com clientes e usuários de maneira interativa; Cibersegurança (9,4%), ferramentas de segurança de redes privadas e diagnóstico de riscos; e, por fim, Sistema de Recomendação (6,3%), tecnologia de recomendação automatizada de produtos e serviços e previsão de comportamentos de clientes.

Desde 2012, as startups voltadas para soluções de IA captaram US$ 839 milhões, por meio de 274 rodadas. Atualmente, o ano de 2020 é o recordista em volume de investimentos. Nos últimos doze meses, essas empresas atraíram US$ 365 milhões por meio de 44 aportes. Até então, 2019 tinha o melhor resultado, com US$ 243 milhões investidos no setor. A maior rodada de investimento ocorreu no último ano, direcionada à startup Unico, que recebeu um cheque de US$ 109 milhões da General Atlantic e SoftBank.

Entre as 274 rodadas realizadas nas empresas com soluções de Inteligência Artificial, os estágios de Pré-Seed e Seed foram os mais recorrentes em investimentos, com 61 e 121 aportes, respectivamente. Em seguida encontram-se as rodadas Séries A (44) e Séries B (22). Até hoje, somente uma rodada Séries D foi realizada no setor. Ela ocorreu em 2019, quando a Resultados Digitais recebeu US$ 50 milhões da Riverwood Capital e Redpoint Eventures.

“O campo da Inteligência Artificial é tão promissor que, muito em breve, acreditamos que não será possível realizar um estudo como esse, no qual tentamos distinguir no ecossistema quais startups utilizam esta tecnologia como um diferencial de negócios”, pontua Tiago Ávila, líder do Distrito Dataminer. “Logo mais, perguntar se uma startup faz uso da Inteligência Artificial será o mesmo que questionar hoje se elas utilizam a internet. Isso diz muito sobre o passo dos avanços tecnológicos que, por sua escala e velocidade sem precedentes, naturalizamos”, conclui.

O levantamento traz ainda a distribuição geográfica das startups com soluções de IA pelo país. Mais de 90% delas estão concentradas nas regiões Sudeste (70,2%) e Sul (22,5%). As empresas restantes estão localizadas nas regiões Nordeste (3,7%), Centro-Oeste (3,2%) e Norte (0,3%). Vale destacar que apenas o estado de São Paulo sedia 51,9% do total das startups deste segmento. Em seguida estão os estados de Minas Gerais (9,4%) e Rio de Janeiro (8,1%).

Como acontece em outras verticais de tecnologia, as startups que fazem uso de IA apresentam uma das maiores desigualdades de gênero no quadro societário, tipicamente liderado por homens, com 40 anos em média, paulistas em sua maioria. Apenas 13,5% dos sócios destas empresas são mulheres.