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Podium labs visa impulsionar a indústria esportiva

O Arena Hub inicia 2021 anunciando Podium Labs – seu Primeiro Programa de Aceleração. O maior centro de inovação e empreendedorismo esportivo da América Latina, com atividades desde Maio de 2020, tem conectado mais de 80 startups e membros associados, mais de 30 entidades esportivas e diversos parceiros nacionais e internacionais. O trabalho é para gerar e desenvolver negócios direcionados ao esporte brasileiro. Para aumentar e impactar ainda mais essa indústria, o Programa Podium Labs é um grande passo para ampliar e fomentar negócios com diferentes empreendedores e startups.

“Em 2020 tivemos o Desafio Like a Player, em parceria com o SEBRAE, evento fundamental para mapearmos o atual momento do ecossistema de startups do esporte, bem como seus níveis de maturidade e entregas”, explica Fernando Patara, executivo e co-fundador do Arena Hub. “Percebemos que os empreendedores, embora com muito empenho e criatividade, ainda precisam se adaptar ao mercado esportivo, entender mais a fundo as necessidades para que, assim, desenvolvam soluções que melhor se aplicarão ao mercado esportivo”.

As inscrições estão abertas pelo site https://www.arenahub.com.br/podium-labs e os critérios incluem que sejam startups com atuação direta ou indireta no segmento de esporte, saúde e bem estar com foco em modelos de negócios B2B, B2B2C, transacional, SaaS e híbrido. Demais regras estão detalhadas no site. É importante ressaltar que, dentro da premissa do Arena Hub, todas as soluções devem ser direcionadas ao fomento e impulsionamento da indústria esportiva.

O Programa Podium é um importante passo para que as startups participem de mentorias e eventos diversos. A iniciativa oportuniza que os empreendedores compartilhem conhecimento entre si, além de contarem com a expertise dos parceiros do Arena Hub, que possuem diferentes níveis de maturidade no segmento. Para os investidores é uma grande oportunidade de investir em startups early stage em troca de equity para desenvolvimento do segmento do esporte, um setor em ascensão em todo o mundo.

“Participar de um Programa de Aceleração é mandatório para uma startup ter sucesso em seus negócios e prosperar. O foco do programa está em conectarmos os projetos ao mercado, gerando tração e escalabilidade às startups participantes”, explica Fernando Patara. “Para isso serão propostos períodos intensos para troca de conhecimento com incentivo de recursos humanos e financeiros que irão acelerar o sucesso do negócio e fazer com que a solução seja desejada e aderida pelo mercado”.

Ao longo do programa, as startups recebem incentivo para desenvolvimento e aperfeiçoamento do seu modelo de negócio, além de ampliarem as possibilidades estratégicas de uma POC ou novo produto ao mercado, caso seja necessário. Os segmentos de negócios podem ser voltados para Engajamento de fãs, Performance Humana e Saúde e Bem Estar, Espaços inteligentes, Conhecimento, Inteligência de negócios, E-Sports e Gamificação, Mídia e conteúdo, Impacto social e sustentabilidade.

Conexão para investimentos em negócios inovadores

A Catarina Capital tem importante papel no programa, sendo a empresa de investimentos responsável pela gestão do veículo financeiro, criação e gestão dos comitês e contribuirá ativamente com estratégias no projeto. A empresa atua em rede, com sede em Santa Catarina,reconhecida como a Ilha do Silício, que possui também a maior concentração de segmentos de tecnologia na representação do seu PIB. Por estar imersa em um cenário favorável, a Catarina Capital visa empoderar e incentivar projetos inovadores e empreendedores, além de preencher lacunas e setores produtivos que ainda são desprivilegiados pelo mercado de capitais e possuem grande potencial.

Junto ao Arena Hub, a Catarina Capital irá auxiliar os empreendedores a identificarem seu cliente-alvo, como rentabilizar com ele, a desenvolverem um Minimum Viable Product – MVP (produto mínimo viável) e a avançar na esteira de captação de uma nova rodada de investimento. O veículo tem a possibilidade de realizar aportes de até R﹩400 mil, em troca de um teto de 12% de participação nas empresas, dependendo do estágio de cada startup.

“O Podium Labs só vem confirmar os bons resultados do Arena Hub e as conexões que têm sido promovidas para o setor de esporte. Neste momento o hub dá um novo passo com o programa de aceleração conectando estes players com o mercado de capitais e investimentos”, afirma Thiago Lobão, CEO da Catarina Capital. “Essa também é uma oportunidade de unir o ecossistema de São Paulo ao mercado de Santa Catarina, onde startups de bem estar e lazer estão cada vez mais em destaque”.

Parceiros internacionais

Os parceiros internacionais do Arena Hub participarão do Programa de Aceleração Podium Labs prestando apoio, estruturação e validação das etapas do programa, por meio de mentorias e office hours, tanto individuais quanto coletivas, além de terem conhecimento sobre processos de internacionalização dos projetos.

Fases do Programa de Aceleração Podium Labs

Inscrição das startups pelo site https://www.arenahub.com.br/podium-labs, até 30/03/2021
Seleção de 30 startups para entrevistas online a partir de 02/03/2021

Agendamento das entrevistas online a partir de 02/03/2021

Entrevistas online a partir de 02/03/2021

Divulgação dos resultados 02/04/2021

Podium Labs 06/04/2021

Encerramento do Programa 30/07/2021

IdeiaGov lança o Programa de Aceleração visando fomentar a inovação social

O IdeiaGov, hub de inovação do Governo do Estado de São Paulo, anuncia a 1ª edição do Programa de Aceleração, que tem como objetivo fomentar a inovação social, por meio do apoio direto a Negócios de Impacto que ajudem a cocriar uma nova realidade a partir da colaboração e do trabalho em rede, entendendo do potencial das parcerias com atores dos múltiplos setores, com especial ênfase no setor público.

Para conseguir alcançar os objetivos propostos, o IdeiaGov está em busca de organizações de todo o Brasil que tenham soluções inovadoras e escaláveis que se proponham, diretamente, a resolver um problema social ou ambiental urgente e latente devido aos efeitos da pandemia da COVID-19 e que beneficiem as populações pertencentes à base da pirâmide social. Além disso, a solução deve estar alinhada diretamente a um ou mais Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, que foram definidos pela ONU para a Agenda 2030.

O edital irá selecionar 15 Negócios de Impacto de qualquer lugar do Brasil, e os participantes vinculados às organizações ganhadoras poderão participar do Programa de Aceleração do IdeiaGov ao longo de 3 meses, de maio a julho de 2021. “Todas as atividades serão online, repassadas por meio de webinars, mentorias coletivas, oficinas práticas e mentorias individuais com a Rede de Mentores da Comunidade Impact Hub e com servidores públicos. Ao todo, serão, pelo menos, 36 horas de atividades, além da banca final, para os quais os participantes devem dispor de 3 a 7 horas por semana de dedicação ao Programa, para acelerar o seu potencial de colaboração e entender os mecanismos disponíveis para ampliar ainda mais o seu impacto”, explica Priscila Sant’Anna, coordenadora do Programa.

Quem pode participar

Para participar do Programa de Aceleração IdeiaGov, os Negócios de Impacto que quiserem se inscrever deverão estar formalizados e serem organizações com fins lucrativos. É necessário que as organizações inscrevam pelo menos dois empreendedores, sendo um deles sócio da empresa com dedicação em tempo integral à iniciativa.

“Para ser um negócio de impacto, as organizações precisam ter como missão a solução de um problema social e gerar receita ou ter potencial de fazer por meio de uma iniciativa com modelo de negócio que vise a sustentabilidade financeira”, esclarece Priscila.

Inscrição

A inscrição e a participação no programa são gratuitas a todos os participantes. Ela deverá ser feita através do site do ​ IdeiaGov ​, onde o participante responsável deve preencher um formulário no período de 1 de março até a data limite de 29 de março de 2021, às 18h00, horário de Brasília.

Entre os critérios a serem analisados, está o potencial de impacto social, seu diferencial e inovação, o potencial de escalabilidade e replicabilidade da solução apresentada, modelo de negócios da empresa e questões referentes ao time, sua diversidade e conhecimentos.

Para ler o edital completo e saber mais informações, acesse: https://www.ideiagov.sp.gov.br/programadeaceleracao.

Startups de saúde, cibersegurança, trabalho remoto e games devem ser destaques de venture capital em 2021

A Mindset Ventures , gestora internacional de venture capital, analisou dados do mercado global e brasileiro para apontar os segmentos de startups que mais devem receber aportes neste ano: saúde, cibersegurança, trabalho remoto e games. “O mercado de tecnologia tem se desenvolvido em velocidade exponencial no Brasil e no mundo. É muito provável que a modalidade de venture capital venha a se tornar cada vez mais popular dentre as opções de investimentos alternativos enquanto os investidores buscam opções mais rentáveis no cenário de baixa taxa de juros que vivemos hoje”, afirma Daniel Ibri, CIO da companhia com mais de 10 anos de experiência em investimentos em startups.

De acordo com dados do Distrito, as startups do mercado brasileiro captaram US﹩ 3,5 bilhões em 2020. Na comparação com o ano anterior, o número foi bem menor, US﹩ 2,97 bilhões. Dada a crescente importância da tecnologia em nossas vidas, a primeira previsão para 2021, segundo Ibri, é que o ano poderá terminar com um recorde de investimentos de capital de risco.

O executivo explica que o segmento de saúde ganhou destaque com a série de medidas impostas para interromper a propagação da Covid-19, criando maior visibilidade e gerando oportunidades para novas startups, inclusive para as não diretamente envolvidas com soluções para a pandemia. Dados do Distrito mostram que o volume captado para healthtechs no Brasil em 2020 foi de US﹩ 93,6 milhões até outubro contra US﹩ 62,6 milhões em todo o ano de 2019.

O trabalho remoto também foi outra tendência que cresceu muito. Trabalhar em casa era uma realidade para poucas pessoas e esperava-se que essa prática ainda demorasse muitos anos para se tornar mais amplamente adotada, mas o vírus parece ter antecipado essa tendência. A Turing , uma das empresas americanas do portfólio da Mindset Ventures que facilita a contratação de programadores e engenheiros de software remotos em vários países do mundo, se beneficiou amplamente do cenário pandêmico. Tamanho foi seu crescimento em 2020, que a empresa já captou uma nova rodada em menos de 6 meses para continuação de sua expansão.

“Com a adoção mais ampla do trabalho remoto, acreditamos que o número de startups emergentes em regiões dos Estados Unidos fora do Vale do Silício continuará a crescer. A exemplo disso, 75% das empresas americanas do portfólio do nosso Fund III estão localizadas fora desta região”, comenta Ibri.

Cibersegurança e games

A cibersegurança é outro segmento em plena expansão como consequência do aumento do trabalho remoto. Através dos funcionários utilizando tanto dispositivos pessoais quanto do empregador em casa e em redes Wi-Fi particulares desprotegidas, as empresas ficaram mais expostas a ataques cibernéticos. Há um número crescente de startups lidando com este problema.

Já o mercado de games explodiu à medida que as pessoas passaram a ficar mais tempo em casa. Esportes eletrônicos e streaming são duas áreas que devem apresentar um crescimento significativo nos próximos anos. De acordo com a NewZoo, a audiência global de e-sports em 2020 atingiu 495 milhões pessoas, com US﹩ 1,1 bilhão em receita, e crescerá mais de 30% até 2023. “É um setor relativamente novo para o venture capital, mas tem o potencial para se tornar mais popular para investidores. Em 2019, a Unity captou US﹩ 525 milhões em uma rodada antes de seu IPO no ano seguinte, e a Epic Games captou US﹩ 1,5 bilhão em uma única rodada em 2020. Vale também lembrar que em janeiro de 2021 a Roblox captou uma Série H de US﹩ 520 milhões”, conclui.

O número de usuários de jogos de celular no Brasil cresceu de 79,4 milhões em 2019 para 87,6 milhões em 2020 – jogos de celular são, hoje, os mais populares, ainda de acordo com a NewZoo. Considerando todas as modalidades, a receita gerada no Brasil no mercado de gaming deve crescer de US﹩ 723 milhões em 2019 para US﹩ 821 milhões em 2020. O Brasil tem a terceira maior audiência para e-sports do mundo, perdendo apenas para China e Estados Unidos.

Fundada em 2016, a Mindset Ventures é uma gestora internacional de venture capital que conecta investidores renomados a empresas de tecnologia em estágio inicial localizadas nos Estados Unidos e Israel, principalmente aquelas com potencial de expansão para o Brasil.

Senado aprova Marco Legal das Startups; texto vai à Câmara

O Senado aprovou nesta quarta-feira (24), por unanimidade, o Marco Legal das Startups e do empreendedorismo inovador. O Projeto de Lei Complementar (PLP) 146/2019 traz medidas de estímulo à criação de empresas de inovação e estabelece incentivos para quem investir nessas empresas. Como foi aprovado com mudanças, o texto voltará para a Câmara dos Deputados, onde teve origem.

— É um segmento, um ecossistema, da maior importância para o futuro do Brasil, para a juventude e para os empreendedores. Parabenizo a todos os senadores pelo debate democrático e pela conclusão da aprovação do Marco Legal das Startups, atendendo, na sua maioria, ao que pretendia o ecossistema — comemorou o relator, senador Carlos Portinho (PL-RJ).

O PLP 146/2019, de autoria do deputado federal JHC (PSB-AL), traz a definição de startups e estabelece os princípios e as diretrizes para a atuação da administração pública no setor. Também prevê medidas de fomento ao ambiente de negócios e ao aumento da oferta de capital para investimento em empreendedorismo inovador. Além disso, traz normas sobre licitação e contratação de soluções inovadoras pela administração pública.

O texto destaca que “empreendedorismo inovador” é instrumento de desenvolvimento econômico, social e ambiental a ser promovido de forma colaborativa pela iniciativa pública e privada. Já as startups são, de acordo com o projeto, empresas e sociedades cooperativas que atuam na inovação aplicada a produtos, serviços ou modelos de negócios.

A proposta aprovada no Senado estabelece que a receita bruta das startups deve ser de até R$ 16 milhões no ano anterior e a inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) deve ter no máximo dez anos. Também exige que a empresa tenha declarado, na sua criação, o uso de modelos inovadores ou que se enquadre no regime especial Inova Simples, previsto no Estatuto das Micro e Pequenas Empresas. Para entrar no Inova Simples, no entanto, o limite de renda é menor: a receita bruta máxima é de R$ 4,8 milhões.

Financiamento

Pelo projeto, as startups poderão admitir aporte de capital por pessoa física ou jurídica, com obrigatório registro contábil. Esse aporte pode resultar ou não em participação no capital social, a depender do instrumento adotado.

Existe também a figura do investidor-anjo — a pessoa física que aplica o próprio patrimônio em empresas de alto potencial de retorno. Sua importância está no fato de que, além de ajudar financeiramente a startup, eles também trazem suas experiências e rede de contatos para auxiliar os negócios.

Pelo texto, o investidor-anjo não será considerado sócio nem possuirá direito à gerência ou a voto na administração da empresa, mas poderá participar nas deliberações em caráter estritamente consultivo, estabelecido em contrato. Esse investidor não responderá por dívida da empresa, inclusive em recuperação judicial, e não será estendido a ele nenhuma obrigação da empresa — como as trabalhistas, por exemplo.  

Participação do Estado

O projeto permite a participação do Estado no processo de estímulo às startups, com uma modalidade especial de licitação que consiste na contratação de pessoas ou empresas para teste de soluções inovadoras, com ou sem risco tecnológico. A intenção é resolver demandas públicas que exijam solução inovadora com emprego de tecnologia, além de promover a inovação no setor produtivo por meio do uso do poder de compra do Estado.

— Entendemos que esse seja um poderoso instrumento de fomento à inovação focada na solução de problemas econômicos e sociais enfrentados pelo Estado, aproximando o setor público das soluções inovadoras — explicou Carlos Portinho.

De acordo com o relator, com as novas modalidades de contratação criadas pelo projeto, o Estado poderia, por exemplo, demandar soluções inovadoras para problemas enfrentados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como medicamentos inteligentes, kits de diagnóstico rápido, equipamentos portáteis, logística e entrega de medicamentos, vacinas e equipamentos em áreas remotas. As soluções, segundo o senador, podem reduzir custos do SUS, aumentar a eficiência e garantir a melhores condições de vida à população.

Ações

O texto que havia sido aprovado pela Câmara incluía a possibilidade de concessão de incentivo por meio da opção de subscrição de ações, a chamada stock option ou (plano de opção de ações). Os stock options são a opção de o funcionário comprar ações da empresa em que trabalha, a preços mais baixos que os de mercado. Dessa forma, espera-se que os empregados tenham interesse direto no sucesso da empresa e haja melhora nas relações trabalhistas, além de retenção de talentos. Carlos Portinho retirou a possibilidade de stock options do texto.

De acordo com o relator, apesar de serem um instrumento importante para as startups, as stock options não são restritas a elas, e por isso o assunto deveria ser tratado em outro projeto, específico para esse fim. Além disso, ele citou decisões judiciais que apontam a natureza mercantil e não remuneratória desse tipo de instrumento, ao contrário do que constava no texto aprovado pela Câmara. Para não atrasar a aprovação do projeto, já que esse tema foi objeto de emendas de vários senadores, ele se comprometeu a apresentar outro projeto de lei sobre o tema.

Outras emendas

Carlos Portinho também acolheu emenda do senador Jorginho Mello (PL-SC) para excluir da Lei das Sociedades por Ações o critério do número máximo de acionistas para que empresas sejam dispensadas de fazer publicações obrigatórias (balanços, por exemplo) em jornais de grande circulação. A autorização para que as publicações fossem feitas por meio eletrônico já foi tema de uma medida provisória que perdeu a validade sem ser votada pelo Congresso: a MP 892/2019.

Atualmente, essa dispensa é para companhias fechadas com menos de 20 acionistas e patrimônio líquido de até R$ 10 milhões. O texto aprovado pela Câmara aumentou os limites para 30 acionistas e receita bruta anual de até R$ 78 milhões. Com a emenda acatada pelo relator, o critério do número de acionistas foi excluído e as empresas com receita bruta anual de até R$ 78 milhões estariam dispensadas das publicações impressas.

Outra emenda aceita pelo relator foi apresentada pelo líder do governo na Casa, senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), visando suprimir a parte do texto que concedia incentivos fiscais à inovação. De acordo com o governo, a criação dos incentivos não foi acompanhada de uma estimativa de impacto orçamentário e financeiro, o que contraria a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Adiantamento

Também foi acatada parcialmente uma sugestão da senadora Daniella Ribeiro (PP-PB) para garantir o pagamento antecipado de parte do valor do contrato a startups vencedoras de licitação. No texto original, havia a possibilidade de antecipação, não a obrigatoriedade. O percentual mínimo de 20% sugerido pela senadora não foi incluído do texto.

A senadora agradeceu o esforço do relator para chegar a um consenso. Outros senadores também elogiaram o relator, que concordou em adiar a votação do projeto, na última terça-feira, para buscar um consenso sobre os pontos em que havia discordância entre os senadores.

— A Presidência parabeniza o senador Carlos Portinho, relator da matéria, pelo trabalho desenvolvido e, igualmente, o Plenário do Senado, pela aprovação — disse o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.

Jorginho Mello também elogiou o trabalho do relator, que, no seu entendimento, impediu prejuízos ao ao pequeno e microempresário.

— O relatório coloca as startupsque são uma grande oportunidade de renda, de progresso, de desenvolvimento, numa legislação mais aprimorada — comemorou.

O esforço por um consenso também foi ressaltado pelos líderes do governo, Fernando Bezerra Coelho, e da minoria, Jean Paul Prates (PT-RN). O líder do governo destacou o esforço do relator, que fez audiências públicas e reuniões para chegar a um texto de “amplo consenso”. Já o líder da minoria disse que o texto traz para as leis do Brasil dispositivos e soluções que já são adotados no “mundo moderno e real”. Ele também agradeceu a retirada de dispositivos que afetariam direitos previdenciários e trabalhistas.

Fonte: Agência Senado

ABES e BrazilLAB fecham parceria para estimular inovação no setor público

A ABES – Associação Brasileira de Empresas de Software anuncia parceria com o BrazilLAB, hub de inovação que acelera soluções e conecta empreendedores com o poder público. A parceria faz parte do ABES Startup Internship Program com objetivo de disponibilizar às startups ligadas ao BrazilLAB, os serviços oferecidos pela ABES a seus associados, sem custo por seis meses, como assessoria jurídica, tributária, trabalhista e regulatória, grupos de trabalho nos mais variados temas, dados de mercado, além de networking e completa estrutura de complaince, essencial para quem interage com órgãos públicos.

De acordo com Jamile Sabatini Marques, Diretora de Inovação e Fomento da ABES, a iniciativa pretende fortalecer o empreendedorismo e atrair talentos para o setor. “A parceria com incubadoras, aceleradoras e fundos de investimento permite que identifiquemos startups que precisam dos serviços que já disponibilizamos aos associados. Queremos contribuir cada vez mais para a competividades das empresas e impulsionar o mercado nacional de tecnologia”.

O objetivo da ação é ajudar as empresas emergentes, que usam intensamente tecnologia e desejam operar ou ampliar suas atividades, a superarem as complexidades presentes no mercado, colocando à disposição das participantes do programa os mais de 30 anos de experiência da associação nas áreas jurídica, regulatória, tributária e mercadológica. O programa tem duração de seis meses e disponibiliza todos esses serviços sem custo às startups.

Rodolfo Fücher, presidente da ABES, complementa: “Muitas empresas iniciantes precisam de suporte e estímulo. Queremos incentivar o empreendedorismo no Brasil e facilitar o acesso a informação e estrutura, por meio de uma rede de serviços essenciais para o sucesso de uma startup”. Para ele, a parceria com o BrazilLAB é fundamental para o propósito da entidade. “Queremos ampliar nosso escopo a empresas brasileiras que atuam com foco no setor público e trazer mais inovação para o segmento, afinal um de nossos pilares é contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual e essa parceria é um dos caminhos para atingir esse objetivo”.

Para startups que têm como propósito gerar inovação para a gestão pública e atuam nos programas do BrazilLAB, esta é a oportunidade de ter acesso não só a serviços e pesquisas oferecidas pela ABES, como também a parcerias e possíveis acordos comerciais. “A parceria entre o BrazilLAB e a ABES é muito importante e estratégica para o avanço da atuação das GovTechs no Brasil. A pauta passa a ganhar ainda mais relevância com o apoio de uma organização que atua há mais de 30 anos promovendo e fortalecendo as empresas de Software no país. Temos a certeza de que essa união abrirá muitas portas para as startups da rede e será um ponto de apoio importante para o avanço do ecossistema GovTech no Brasil”, explica Guilherme Dominguez, cofundador e diretor do programa de aceleração do BrazilLAB.

Para conhecer mais detalhes sobre o ABES Internship Program, e os serviços disponíveis, acesse: https://abessoftware.com.br/associados/programa-startup-internship/

Grupo Boticário vai acelerar 13 startups com foco no varejo de beleza

Empresa divulga os 13 selecionados para a primeira turma do projeto GB Ventures – o braço do grupo para aceleração e relacionamento com o ecossistema de startups

O Grupo Boticário escolheu 13 startups em early stage para a primeira edição do GB Ventures, sua aceleradora de startups. De novembro a fevereiro, foram 137 inscritas e as eleitas foram aquelas que apresentaram mais alto potencial dentro dos três desafios propostos no anúncio de abertura de inscrições: Beautytech, Retailtech e Trendsetter.

Seis delas são dedicadas ao setor de beleza e apresentaram soluções de tecnologia em beautytech. Foram elas: Beauts, Bergamia, Feel, Hendrik, Meu Q e Pura. Em Retailtech foram duas: Flexsas e Minus. As outras cinco responderam os desafios em Trendsetter: Axondata, Be Beleza Tech, Beegol, Intless e PulpoAr .

Serão seis meses de aceleração, com muito conteúdo, mapeamento, pesquisa e desenvolvimento de soluções em conjunto com o Grupo Boticário. Ao todo, são sete módulos estruturantes que vão garantir uma visão transversal com inputs de branding, compliance, negócios e cultura da empresa, bem como conversas com nomes já consagrados no mercado para troca de experiências. Nas primeiras semanas do programa, as startups estarão focadas na fase de diagnóstico e mapeamento da jornada do consumidor.

“Estamos muito entusiasmados com esse trabalho conjunto e com o potencial de inovação e solução dos problemas que vamos desenvolver em conjunto com essas startups. O Grupo Boticário tem um parque de diversões para dar espaço para essas empresas se desenvolverem. Temos fábricas, armazéns, distribuição, canais próprios, canais terceiros, pontos de venda físicos, online, centro de Pesquisa & Desenvolvimento e etc. Somos 4.000 lojas e milhões de revendedoras e consumidores”, diz Daniel Knopfholz, VP de tecnologia do Grupo Boticário. “A reunião da nossa estrutura, somada à essa energia transformadora dessas startups, tem o potencial de gerar coisas incríveis para os nossos clientes”, continua. “As 13 selecionadas já apresentaram ótimos resultados em suas áreas e teremos muito a aprender com elas também”, conclui.

Conheça melhor as startups escolhidas:

Axondata: A Axondata tem como propósito tornar a Inteligência Artificial (IA) e o Big Data úteis e acessíveis de forma ágil e escalável para o mercado. O principal produto é a SOMMA, a primeira plataforma de IA e Big Data Analytics desenvolvida inteiramente na América Latina.

Be Beleza Tech: É uma escola de beleza de bolso que ajuda os consumidores a fazer makes, rotinas de skincare e beleza utilizando realidade aumentada. A tecnologia ajuda a personalizar a aplicação dos produtos de beleza para as características pessoais dos consumidores.

Beegol: A Beegol desenvolve modelos de machine learning que utilizam as bases de dados de clientes, complementadas por dados externos, com os quais enriquecem a base para fornecer recomendações de ações práticas para atingimento de um objetivo.

Beauts: Marca de clean beauty lançada em 2019. Beauts significa beleza plural, com produtos de skincare e bem-estar para cuidar da beleza fora e dentro. Suas fórmulas trazem ativos naturais e orgânicos do mundo todo.

Bergamia: Seus produtos são desenvolvidos levando em consideração três valores fundamentais: Beleza Limpa e Natural, Beleza Responsável e Beleza Criativa.

Feel: A Feel faz parte do segmento de sexual wellness e cria produtos naturais, veganos e saudáveis que atendem as preocupações e desejos das suas consumidoras. A empresa acredita que o autocuidado íntimo significa respeitar nossos corpos.

Flexsas: Surgiu como uma solução que oferta e interconecta os serviços de armazéns logísticos pelo Brasil, garantindo ocupação de suas estruturas e os conectando no contexto de operações flexíveis de warehousing e fulfillment para e-commerce de varejistas e indústrias.

Hendrik: Focada em produtos de beleza masculinos, cuida do homem que se preocupa e que cuida de si, do próximo e do ambiente em que está. Além de produtos naturais, veganos e sem testes em animais, a Hendrik oferece um espaço de experiência em São Paulo.

Intless: A Intless oferece uma solução de analytics que utiliza notas fiscais para ter uma visão centralizada de clientes. A startup resolve essa dor integrando e centralizando os dados de lojas físicas e canais digitais.

Meu Q: Formula produtos de hair care personalizados, que atendam às necessidades específicas de cada cliente utilizando um algoritmo e Inteligência Artificial. Os produtos são formulados combinando as informações do seu Quiz com os desejos e preferências da cliente.

Minus: O propósito da Minus é reduzir desperdício utilizando uma plataforma de gestão de vencimento e, ao mesmo tempo, para aqueles produtos próximo ao vencimento, escoar de forma inteligente e rápida a custo menor.

PulpoAr: Solução de try-on de produtos que utiliza realidade aumentada. A startup acredita que a realidade aumentada é um dos pilares do futuro e está expandindo seu roadmap para fazer o futuro acontecer mais rápido.

Pura: Glitter Biodegradável. Alternativa sustentável ao glitter plástico, o bioglitter é produzido pela Pura para evitar que milhares de toneladas de plástico sejam jogadas no lixo, poluindo rios e mares.

Startup utiliza nuvem da Microsoft e oferece estrutura bancária para instituições financeiras e fintechs

Com a chegada das fintechs foi possível ver uma mudança no sistema bancário que levou a descentralização de serviços – antes oferecidos apenas por grandes bancos. Pensando em movimentar ainda mais esse mercado, a Celcoin criou uma plataforma de Open Finance que oferece uma plataforma completa de APIs de serviços financeiros para cerca de 130 instituições e fintechs. Dentre os clientes da Celcoin, estão mais de 30 principais bancos e instituições financeiras membros da ABBC (Associação Brasileira de Bancos), oito empresas com capital aberto, dezenas de carteiras digitais, sete fintechs consideradas unicórnios, além de corretoras, programas de fidelidade e operadoras de telefonia.

Atualmente, fintechs e bancos digitais usam a plataforma de open finance da Celcoin para oferecer serviços que antes eram restritos aos grandes bancos, como pagamento de contas e tributos, saques na Rede Banco24Horas e no varejo, e ainda, recargas de celular, recargas de transporte, transferências, entre outros. “O objetivo é deixar as fintechs focadas no seu core business sem se preocupar com serviços que são complementares, mas obrigatórios em todas as contas digitais”, explica Marcelo França, CEO e fundador da Celcoin.

Crescimento x nuvem pública

Durante a pandemia a Celcoin viu o número de clientes crescer ainda mais e, com base neste crescimento, decidiu fazer a migração de nuvem privada para a nuvem pública a fim de ter mais escalabilidade para suportar picos de operação e, para isso, a companhia passou a utilizar os serviços do Azure. Além disso, a startup começou a fazer parte do programa de parceiros da Microsoft e a contar com auxílio no aperfeiçoamento da arquitetura pelos times da companhia de tecnologia.

“Tivemos um crescimento muito grande em pouco tempo e vimos na nuvem pública da Microsoft uma maneira de conseguirmos ter mais flexibilidade para termos os nossos serviços sempre à disposição dos nossos clientes, sem interrupção, mesmo em momentos de picos. A possibilidade de redimensionar a solução de acordo com a nossa demanda reduz a possibilidade de recursos ociosos e nos garante a solução rodando de forma efetiva a todo momento – o que também retorna para nós como um benefício pois nos permite manter a confiança dos nossos clientes com os nossos serviços”, comenta França.

O suporte da Microsoft à migração para a nuvem faz parte do compromisso da companhia de incentivar o desenvolvimento econômico sustentável do País por meio do plano Microsoft Mais Brasil. Lançado em outubro de 2020, o plano é uma iniciativa abrangente que tem entre seus objetivos apoiar o crescimento inclusivo por meio de tecnologia, capacitar a força de trabalho de hoje e de amanhã e apoiar programas com foco em sustentabilidade.

Oiweek digital conecta praticantes de open innovation

A 13ª Open Innovation Week (Oiweek), principal encontro de inovação aberta do Brasil, será realizada de 23 a 25 de fevereiro, em formato online. Promovido pela 100 Open Startups, principal plataforma de inovação aberta do país, o evento tem como objetivo realizar novas conexões do ecossistema de inovação, apresentar novas oportunidades de open innovation com startups e atualizar o público com as melhores práticas de open innovation do mercado. A primeira edição do ano contará com as hosts de open innovation VLI Logística Integrada, Everis Brasil, Sompo Seguros, Sojitz e Ambev, além de mais de 250 startups curadas, executivos e investidores.

Entre os destaques do evento deste mês, está a utilização da plataforma Clubhouse em uma das atividades da programação, que discute “Open innovation com startups: o que aprendemos na prática”. Completam a programação temas como Marco Legal das Startups, como montar um time de desenvolvedores em um mercado competitivo e como preparar os colaboradores para inovação aberta com startups, além de grandes empresas apresentando suas oportunidades de inovação aberta para startups.

“A Oiweek tem como proposta promover discussões sobre open innovation, destacando novas oportunidades, atualizações e os desafios do momento, bem como facilitar conexões de negócio para a nossa comunidade usando a plataforma de matchmaking do evento”, comenta Bruno Rondani, fundador e CEO do movimento 100 Open Startups.

A Oiweek reúne as corporações líderes, as startups mais atraentes, os cientistas das principais instituições de pesquisa, investidores qualificados e especialistas para compartilhar conhecimento e gerar novas oportunidades de negócios em inovação. Ao longo de 2021, o evento contará com dez edições, entre fevereiro e novembro, servindo como ponto de encontro mensal para o ecossistema de inovação e praticantes de open innovation.

Para mais informações e inscrições, acesse: oiweek.com/fevereiro

SIG lança programa de apoio a startups promovendo inovação para o segmento de alimentos e bebidas

SIG, empresa especializada em envase e embalagens cartonadas, acaba de anunciar o lançamento do SIGCUBATOR, programa de aceleração voltado para startups, buscando novos negócios que querem inovar no segmento de alimentos e bebidas.

As inscrições já estão abertas e o programa funcionará em três rodadas que acontecerão em 2021. Para a primeira delas, as empresas que tiverem interesse e em busca dessa oportunidade, podem se inscrever gratuitamente até o dia 28 de fevereiro, através do link: www.sigcubator.com.

Para Anna Rabanus, Gerente Global de Categoria da SIG: “Entendemos que o lançamento de um produto é muitas vezes um desafio para as startups. O programa SIGCUBATOR apoia os empresários com as instalações de produção, o conhecimento e as conexões na indústria de alimentos e bebidas. Nossa equipe de especialistas estará presente para orientar as startups durante o período mais crucial de sua inovação: desde testar protótipos no combiLab da SIG na Alemanha até um produto final e um conceito de embalagem que esteja pronto para os consumidores”.

A SIG pretende identificar e se envolver com empresários em um estágio inicial e atrair potenciais parceiros que compartilhem da mesma visão para fornecer alimentos e bebidas nutritivas que estimulem e melhorem a vida das pessoas de forma sustentável. A criação de novas empresas de alimentos e bebidas com visão de futuro é uma chave para impulsionar a inovação da indústria e a criação de valor. Serão avaliados conceitos com base na capacidade de inovação dentro do espaço, estratégia de entrada no mercado, bem como princípios de aceleração futura com parceiros coprodutores.

Uma nova startup que já lançou com sucesso sua gama de shakes no mercado por meio do SIGCUBATOR é a GROUNDED, sediada no Reino Unido. Envasando dois produtos no combiLab da SIG, a empresa lançou recentemente seus inovadores shakes proteicos à base vegetal nas exclusivas embalagens cartonadas combidome da SIG. Os produtos estão agora disponíveis online e em varejistas como Selfridges e Planet Organic – uma cadeia de supermercados orgânicos sediada no Reino Unido, onde já estão em primeiro lugar na venda de bebidas proteicas com apenas três meses após o lançamento.

Para Gabriel Bean, Fundador da GROUNDED: “apenas uma pequena ideia pode mudar toda uma indústria e identificamos uma lacuna no mercado para um shake genuinamente natural, à base vegetal – com ingredientes e embalagens naturais. A equipe da SIG estava igualmente alinhada com os valores, e não poderíamos ter encontrado um parceiro melhor para lançar esses produtos”. Segundo Gabriel, a SIG apoiou a empresa do começo ao fim, desde o primeiro contato com sua equipe no Reino Unido, até sua operação combiLab na Alemanha.

Anna ressalta ainda que o estilo de vida dos consumidores está mudando e com isso as expectativas são altas, desde ingredientes saudáveis até soluções convenientes de embalagem para consumo em movimento. “Trabalhando juntos, podemos lançar produtos longa vida inovadores, sustentáveis e diferenciados para uma geração em constante mudança. Mal podemos esperar para ver as ideias e, juntos, fazer a diferença tanto para as pessoas quanto para o planeta”, afirma a executiva.

Parcerias inovadoras alavancam o potencial da plataforma de Inovação e Diferenciação de Produtos da SIG, uma iniciativa que visa oferecer soluções inovadoras em produtos e embalagens que permitem às empresas satisfazer as necessidades em constante mudança dos consumidores.

Saiba mais sobre essa oportunidade de negócio em www.sigcubator.com

Vivo e Wayra lançam desafio de acessibilidade para startups

Como uma empresa inclusiva, que possui a diversidade em seu DNA, a Vivo, por meio da Wayra, seu hub de inovação aberta, anuncia desafio para startups que possam acelerar a inclusão de pessoas com deficiência visual na companhia. O objetivo é encontrar startups para avaliar e desenvolver/adaptar uma solução que viabilize a utilização de ferramentas de leituras nas plataformas de comunicação interna utilizadas na Vivo e assim deixá-las mais acessíveis aos atuais colaboradores com deficiência e atrair novos talentos. As inscrições ficam abertas a partir de amanhã, 23 de fevereiro, e vão até 12 de março.

A ação é parte da estratégia da área de Pessoas que possui o Programa Vivo Diversidade para assegurar uma cultura mais inclusiva e um ambiente mais diverso e representativo, por meio dos pilares de Gênero, LGBTI+, Raça e Pessoas com Deficiência. Além de colocar em prática ações afirmativas, a Vivo acredita que o tema diversidade deve ser abordado com frequência e profundidade, em diferentes fóruns. Pensando nisso, lançou a jornada que inclui 12 temas que são discutidos uma vez por mês com toda a empresa, acompanhado do lançamento de uma ação, nova política ou benefício. O de fevereiro é Deficiência Visual e tem a parceria da área de inovação aberta da Vivo.

“O desafio para startups é mais uma das nossas iniciativas para estimular uma cultura com mais pluralidade, representatividade e inovação na companhia. Sabemos que perspectivas diversas enriquecem e ampliam nossa visão de mundo, por isso temos a diversidade em nosso DNA e entendemos a importância de ações afirmativas para sermos cada vez mais inclusivos”, destaca Niva Ribeiro, VP de Pessoas da Vivo.

O desafio é aberto a startups de todos os portes e de todas as localidades do Brasil. Para participar, basta acessar o portal da Wayra www.br-pt.wayra.com/desafios e fazer a inscrição até 12 de março. As startups selecionadas para a fase final terão a chance de fazer pitch para os executivos da Vivo visando gerar negócios com a empresa.

“A Wayra tem como propósito conectar a Vivo com startups a fim de gerar negócios. Os desafios fazem parte dessa estratégia de comunicar ao ecossistema empreendedor necessidades da corporação. Assim, abrimos oportunidades para que as startups nos apoiem e geramos impacto com aumento da diversidade e da inclusão dos colaboradores, bem como melhoria do ambiente de trabalho, tornando-o cada vez mais acessível a todos”, reforça Livia Brando, country manager da Wayra Brasil.

Diversidade e inclusão

Além disso, a Vivo também está com outras iniciativas voltadas para a deficiência visual. A operadora acaba de fechar uma parceria com a Fundação Dorina Nowill para capacitação do público da instituição. Além do treinamento, a companhia pretende absorver em seu quadro de colaboradores os profissionais que mais se destacarem durante a ação.

A companhia preparou ainda uma série de iniciativas internas para trazer conhecimento sobre o tema e destacar os principais desafios para a inclusão de pessoas com deficiência, como lives, vídeos com colaboradores cegos, cartilha digital e dicas que serão divulgadas nos canais internos da operadora. A ideia é indicar atitudes inclusivas que podem ser tomadas no dia a dia, tanto no ambiente corporativo quanto nas relações pessoais.

Startup do Cietec fornece proteínas para viabilizar teste rápido de Covid-19

Para facilitar a testagem da Covid-19 no Brasil, a Biolinker, startup de biotecnologia residente na Incubadora USP/IPEN-Cietec, forneceu a proteína sintetizada do coronavírus para pesquisadores do Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP), com o objetivo de ajudar na viabilização da aplicação em massa do teste rápido da doença.

A tecnologia também será capaz de revelar se a pessoa que tomou uma determinada dose de vacina já produziu anticorpos, podendo auxiliar o médico a identificar a necessidade de acompanhamento do paciente no processo de imunização. Além disso, o dispositivo permitirá ainda o rastreamento de imunidade de variantes do vírus.

Como funciona

O dispositivo analisa uma gota de sangue retirada do paciente em busca de anticorpos que permitam detectar a doença. Para baratear sua produção, os pesquisadores utilizaram a estratégia de otimizar a quantidade de insumos do material e utilizar nanopartículas para a localização dos anticorpos.

As nanopartículas são imprescindíveis na reação que indica a presença dos anticorpos na corrente sanguínea do paciente. A molécula que contém a proteína do coronavírus foi sintetizada no laboratório da Biolinker, na Incubadora USP/IPEN- Cietec.

Os pesquisadores utilizam a informação genética do vírus e inserem em bactérias que se multiplicam e produzem a proteína em larga escala, em seguida, ela é purificada. Esta técnica difere bastante das que costumam ser usadas nos testes importados. “A produção em bactérias é muito mais barata e escalável do que a produção em células humanas, e isso reduz muito o custo”, afirma Mona Oliveira, CEO da Biolinker.

Além da USP, outras universidades brasileiras estão usando as proteínas da Biolinker para projetos de P&D na área do Covid-19.

O estudo

A pesquisa foi financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

O estudo foi coordenado pelo professor do IQSC, Frank Crespilho. Além do docente e sua equipe, a Biolinker e a doutoranda do IQSC, Karla Castro, pesquisadora da rede MeDiCo, também participaram da pesquisa e desenvolveram o teste no tempo recorde de cerca de quatro meses.

O grupo do Prof. Frank Crespilho é referência internacional em desenvolvimento de biossensores e nosso colaborador em projetos de pesquisa aplicada e inovação. Com a pandemia, vimos uma excelente oportunidade em participar do desenvolvimento dos bioligantes (moléculas sondas) para detecção de anticorpos do coronavírus”, informa Mona.

Próxima etapa

O teste já está pronto para produção em larga escala e passará, em breve, pela regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

A empresa prevê que o custo para o consumidor seja de R$30,00, praticamente cinco vezes menos do que os testes disponíveis hoje no mercado, vendidos por cerca de R$ 140,00. “Para que o produto possa ser escalonado, é preciso buscar parcerias com grandes indústrias”, ressalta a CEO da Biolinker.

Para Sergio Risola, diretor-executivo do Cietec, é preciso que o Brasil aumente significativamente seu investimento em ciência e inovação e fortaleça a chamada Tríplice Hélice, que conecta empresas, universidades e governo, permitindo a geração e a transferência de conhecimento científico para atender as demandas da sociedade. “Claro que essa necessidade depende da realidade que vivemos, da situação orçamentária federal e estadual, mas acreditamos que este cenário atual de pandemia aumentará a união da triple-hélice, bem como os investimentos em pesquisas científicas”, finaliza Risola.

Posicionamento da Anjos do Brasil sobre o texto do Marco Legal das Startups em tramitação no Senado Federal

O Marco Legal de Startups, aprovado em votação pela Câmara dos Deputados e agora em discussão no Senado Federal, tem uma enorme importância para o desenvolvimento do ecossistema de startups Brasileiro. Estas empresas inovadoras apresentam modelos de negócios, estruturas de investimento e relações de trabalho que são específicas e necessárias para o crescimento do negócio.

Dentro da proposta percebemos ter avanços significativos, mas não podemos deixar de mencionar que a redação final do texto deixa de lado quatro pontos essenciais para que o Marco Legal das Startups tenha um real impacto positivo para o ecossistema empreendedor inovador:

Ponto 1 – Inclusão da Possibilidade de Startups organizadas na forma de Sociedades Anônimas aderirem ao Simples Nacional

Ponto 2 – Equiparação tributária dos investimentos em Startups aos investimentos em imóveis ou no agronegócio (LCI/LCA)

Ponto 3 – Garantir o caráter mercantil das opções de compra distribuídas em Planos de Opções de Ações (Stock Option Plans) distribuídas a colaboradores, prestadores de serviço ou outros

Ponto 4 – Garantir a dispensa das publicações legais, ou a publicação exclusivamente no site da empresa, e os livros digitais para as Startups constituídas na forma de Sociedades Anônimas, sem limite de sócios

Cassio Spina, presidente e fundador da Anjos do Brasil, afirma que estes pontos já haviam sido discutidos durante toda elaboração deste Projeto de Lei. “A aprovação deste PLP sem os mesmos implicará que o mesmo terá pouca relevância para estimular o desenvolvimento do empreendedorismo inovador brasileiro.”

Saiba mais na Nota técnica para o Senado, assinada por 37 organizações do ecossistemahttp://bit.ly/NotaTecnicaPLP146-MLS