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Cubo Itaú, Wilson Sons, Porto do Açu, Hidrovias do Brasil e Radix apresentam hub marítimo e portuário

O Cubo Itaú, mais relevante centro de inovação e fomento ao empreendedorismo tecnológico da América Latina, ao lado da Wilson Sons, Porto do Açu e Hidrovias do Brasil e Radix, anuncia a criação do Cubo Maritime & Port, primeiro hub focado em tornar as operações portuárias e o transporte aquaviário de carga na América Latina mais eficientes, seguros, sustentáveis e íntegros, por meio da inovação.

A iniciativa tem como objetivo proporcionar a integração entre as diversas pontas do ecossistema para acelerar a inovação no setor aquaviário na América Latina, mercado com grande potencial, além de dar abertura para a entrada de shiptechs (empresas de tecnologia do setor) internacionais para trabalharem e compartilharem suas experiências com o Brasil.
 

O Cubo Maritime & Port tem a expectativa de se tornar referência em inovação e desenvolvimento tecnológico do setor, almejando que, a longo prazo, a chegada de shiptechs internacionais incentive também a proliferação e desenvolvimento de novas tecnologias na América Latina, além da conexão com ecossistemas de inovação globais, universidades e autoridades. Ao todo, a região da América Latina e o Caribe somam 118 zonas portuárias, destas, 36 se encontram em nosso país.

O segmento das shiptechs conta com mais de 500 startups desenvolvedoras de soluções de eficiência tecnológica ao redor do mundo, segundo mapeamento realizado pela Wilson Sons e informações de programas globais de inovação no setor. No Brasil, esse mapeamento mostra não mais do que 20 startups atuando diretamente no setor, um número ainda baixo perto do potencial de mercado e dos desafios apresentados pelo segmento. “As startups têm a capacidade de desenvolver tecnologias com mais agilidade, um atributo fundamental para o setor. Para que a América Latina possa aplicar e gerar tecnologia no setor marítimo e portuário, precisamos das startups estrangeiras trabalhando aqui e compartilhando suas experiências, assim como as locais se desenvolvendo e escalando para absorver as demandas”, conta Paulo Costa, CEO do Cubo Itaú.

Para as empresas participantes, o Cubo Maritime & Port também é uma oportunidade de usar a inovação aberta para promover a colaboração entre as grandes empresas do setor, além de apoiar o desenvolvimento das startups locais para que cada vez mais negócios sejam gerados e ampliar a discussão com diversos atores com o intuito de viabilizar essas inovações.

Desafios

Um dos desafios que ganham atenção no setor é avançar na adaptação para a economia de baixo carbono. Neste sentido, a Wilson Sons mantém relacionamentos de longa data com fornecedores focados em ações inovadoras, startups e instituições de conhecimento, para desenvolver a experiência e a tecnologia necessárias para que o setor contribua com reduções significativas em sua pegada de carbono. Um exemplo recente é o estabelecimento de uma parceria com a SINAI Technologies para desenvolver uma curva de custo marginal de redução de carbono das iniciativas de mitigação.
 

Reafirmando seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade, a companhia iniciou este ano a operação do primeiro de uma série de seis novos rebocadores que trazem ao Brasil um conceito inovador. O rebocador WS Centaurus conta com novo design de casco que permite uma redução estimada de até 14% nas emissões de gases de efeito estufa, em função de uma hidrodinâmica mais eficiente.
 

Para ampliar a proximidade com outras startups, a companhia, que é a maior operadora integrada de logística portuária e marítima do Brasil, integra o Cubo Itaú desde 2019. O resultado é o engajamento com mais de 15 startups, seja por meio de contratos, POCs (Proof of Concept), parcerias ou investimentos, buscando desenvolver soluções que ampliem a eficiência operacional do setor.

Entre os cases, uma solução taylormade de otimização de alocação de pessoal para um dos terminais de contêiner operado pela companhia. O potencial de ganho com economia em diversos custos é de cerca de R$ 1 milhão anual, conforme estimativas da startup, que é brasileira e não atuava significativamente no setor, mas está ampliando a área de atuação após o projeto.

“Ao longo dos mais de 180 anos de história, a Wilson Sons sempre se antecipou às mudanças, criando soluções que contribuíram com o desenvolvimento do País. Avaliamos tecnologias que podem melhorar nossas operações e criar novas ofertas de serviços digitais, além de reduzir os riscos do negócio. Com base nessa avaliação, estabelecemos diretrizes para garantir que a inovação apoie o equilíbrio entre resultados de curto prazo e a futura geração sustentável de valor”, afirma Fernando Salek, CEO da Wilson Sons.

Fruto de um modelo inovador para o mercado portuário brasileiro, o Porto do Açu, localizado no Rio de Janeiro, opera há sete anos com dois pilares: ESG e Inovação. Agrega infraestrutura e tecnologias mais eficientes com inovação em questões operacionais, ambientais e sociais, sendo um ecossistema de desenvolvimento de negócios para agregar tecnologias mais eficientes e com inovação em questões regulatórias e de sustentabilidade, sendo um importante ativo no cenário nacional. “O Açu já nasceu com o drive de inovação portuária no Brasil, sendo referência em navegação digital de ponta. Somos uma plataforma que fomenta a implantação de tecnologias inovadoras para cadeias produtivas internacionais. Agora pretendemos abrir espaço para desenvolver novas frentes na comunidade portuária por meio do hub”, afirma José Firmo, CEO do Porto do Açu.

Para ampliar esse ecossistema, a Hidrovias do Brasil, empresa de soluções logísticas integradas, com atuação no Arco Norte, navegação costeira (cabotagem), hidrovia Paraguai-Paraná e Porto de Santos, traz a inovação e a sustentabilidade como um dos principais pilares desde a sua criação. Com perfil pioneiro e inovador, a companhia entra para o Cubo Maritime & Port com o objetivo de fomentar e estimular startups no desenvolvimento de novas soluções e tecnologias para a transformação do setor. A empresa possui grandes projetos inovadores, como a construção dos primeiros empurradores elétricos de manobra do mundo, que irão navegar na Amazônia, e a operação dos maiores comboios da América Latina, com até 35 barcaças, elevando a capacidade do transporte de cargas aliada à redução de custo e de emissões por tonelada movimentada.

Para o CEO da Hidrovias do Brasil, Fabio Schettino, fazer parte deste hub reforça o caráter inovador da empresa e o comprometimento com o tema. “A inovação faz parte da nossa história e está intrinsecamente ligada ao nosso Compromisso Sustentável. Por isso, ter a companhia em um dos hubs mais importantes do mundo é mais um passo na busca de soluções e tecnologias que potencializem a nossa estratégia de transportar grandes volumes de forma mais eficiente, segura e sustentável, e conectar a América do Sul”, afirma o executivo.

A Radix, empresa de tecnologia e engenharia, é parceira estratégica da indústria portuária no desenvolvimento de planos diretores e implementação de digitalização e reconhecida no mercado por fornecer soluções inovadoras que unem eficiência e segurança operacional a conceitos de sustentabilidade. A empresa se une ao hub para levar sua expertise e contribuir para o objetivo comum a todos, como uma grande integradora de soluções multidisciplinares. “A tecnologia tem, cada vez mais, papel fundamental para ajudar a indústria a alcançar o que chamamos de Porto do Futuro: operações que têm eficiência máxima com impacto ambiental mínimo, em um ambiente seguro para os trabalhadores. É nisso que estamos empenhados em desenvolver junto aos nossos parceiros do hub. É possível unir diferentes soluções, de diferentes parceiros, integrando-os em uma única via para chegar ao que queremos”, diz João Chachamovitz, CEO da Radix.

Potencial e crescimento do setor portuário

Segundo dados do Anuário Estatístico da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o setor portuário brasileiro bateu recorde de movimentação de carga em 2021, com um total de 1,21 bilhão de toneladas transportadas. Esse número representa um crescimento de 4,8% em relação a 2020. O maior destaque em 2021 foi o crescimento de 11% na movimentação de contêineres em relação ao ano anterior, entretanto, outros segmentos como carga geral e granéis sólidos acompanharam a tendência de crescimento, o que reforça o bom momento da logística aquaviária. O anuário ainda traz as expectativas de movimentação portuária para os próximos anos. O crescimento para 2022, por exemplo, deve ser de 2,4%, podendo superar 1,4 bilhão de toneladas em 2026.

De acordo com um levantamento da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), o Brasil não aproveita todo potencial hidroviário ao subutilizar os rios navegáveis de suas 12 regiões hidrográficas. Atualmente, dos 63 mil km que poderiam ser utilizados, apenas 19,5 mil km (30,9%) da malha são usufruídos.

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