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MeuPortfolio capta R$ 1 milhão em 3 dias pela EqSeed

A MeuPortfolio, fintech de desenvolvimento de SaaS (Software as a Service) para gestão financeira, acaba de captar R$ 1 milhão por meio da EqSeed, principal plataforma de venture capital online Brasil. A empresa de tecnologia já atende clientes da área, como bancos, corretoras, Agentes Autônomos de Investimento (AAI) e pretende desenvolver um novo programa para pessoas que querem gerir as próprias carteiras de investimento. A rodada milionária foi concluída em apenas três dias e o ticket médio foi cerca de R$ 13 mil.

Segundo Brian Begnoche, sócio-fundador da EqSeed, o produto e o mercado de atuação da startup foram fatores importantes no sucesso da captação. “O One, produto da MeuPortfolio, resolve uma dor relevante e frequente entre gestoras de carteiras de investimentos, pois as ferramentas atuais são antigas e incapazes de acompanhar a complexidade e ritmo acelerado do mercado financeiro. Além disso, as fintechs têm grande apelo entre os investidores, pois grandes instituições financeiras estão sendo cada vez mais forçadas a inovar rapidamente. Muitas vezes, elas fazem isso contratando ou adquirindo fintechs, o que representa uma grande oportunidade para o investidor que consegue se tornar acionista,” diz o executivo.

Esse momento foi atestado pela Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), que realizou a pesquisa “Fintech Deep Dive 2020” com a consultoria PwC Brasil. De acordo com os dados, obtidos por meio de um levantamento com 148 fintechs, a atuação desse mercado está mais diversificada no país. O segmento mais presente é o de créditos, financiamentos e negociação de dívidas (21%), em segundo estão os meios de pagamento (16%), seguido por bancos digitais e gestão financeira (9% cada), e tecnologias como Open Banking e Banking as a Service (7%).

A onda de fintechs pode ser vista até na própria captação da MeuPortfolio, com uma fintech alavancando outra fintech de equity crowdfunding para captar investimento para impulsionar seu crescimento. Para o Felipe Augusto Bossolani, CEO da MeuPortfolio, a escolha por captar na EqSeed se deve ao profissionalismo e agilidade da plataforma. “O processo de correr atrás de investimentos offline é algo que exige muito tempo e pode ser muito frustrante. Vimos que a EqSeed tinha processos bem consolidados para estruturar e lançar nossa rodada de forma rápida e organizada. O fato que a base de investidores da EqSeed é bem qualificada também nos atraiu, dado nosso mercado. Ainda assim, captar R$1 milhão em apenas 3 dias foi uma surpresa para nós! Ficamos muito felizes com o resultado,” diz o fundador.

Com o aporte recebido, Bossolani pretende expandir a equipe comercial e concluir o desenvolvimento da plataforma B2C da MeuPortfolio. “Já conseguimos parceiros importantes que utilizam nosso aplicativo. Agora, para aumentar nosso faturamento, precisamos focar no time de vendas, pois temos certeza de que nossa plataforma pode ser utilizada por qualquer grande player do mercado financeiro. Nosso objetivo é quadruplicar a receita mensal recorrente até o fim do ano ”, acredita.

Invisto vai destinar parte de seu fundo em parceria com a ACATE para scale-ups chefiadas por mulheres

A Invisto, maior círculo de venture capital da região sul do Brasil, em parceria com a ACATE  (Associação Catarinense de Tecnologia), acabam de anunciar que vão destinar parte do seu fundo de R$100 milhões para investimentos em scale-ups chefiadas por mulheres. 

Atualmente, 32% da riqueza do mundo é controlada por mulheres e a expectativa é que, até 2023, esse número suba para 38%. “Acreditamos que ações como esta são estímulos para as mulheres seguirem no mercado tecnológico, terem coragem de tirar uma grande ideia do papel e iniciar sua startup. São essas iniciativas que fortalecem o empreendedorismo feminino”, garante Marina Leite, Head de Relações com Investidores e Desenvolvimento de Negócios, da Invisto.

Mesmo com a pandemia que tomou conta do mundo, as empresas de tecnologia foram as que mostraram maior crescimento em 2020. Apenas na Invisto, as empresas que compõem o portfólio cresceram 25% no primeiro semestre do último ano. Números do último estudo realizado pela  ACATE, apontam que Santa Catarina foi o estado que mais cresceu em número de empresas de tecnologia, aumentando em 10% no ano de 2020, se comparadas com o ano anterior, fortalecendo ainda mais o ecossistema catarinense. 

The Bakery e Santander lançam programa para atrair empreendedores

O Santander lança neste mês uma iniciativa que reúne dois programas anteriores do banco: o Radar Empreenda. A nova iniciativa cria um polo de atração de empreendedores em diferentes estágios, gerando novos negócios frente a desafios estratégicos. O investimento do Santander e Santander Universidades é de R$ 1,3 milhões.

A iniciativa começa com as atividades tendo como base um ecossistema já utilizado pelos participantes que passaram pelos programas Empreenda Santander, do Santander Universidades, e Radar Santander, do Lab 033. O Empreenda Santander fomentou por 15 anos o desenvolvimento de futuros empreendores, com 98 mil inscritos e R$ 11 milhões em premiações no período. O Radar Santander aproximou o Banco do ecossistema de startups com geração de oportunidades.

O novo programa foi todo pensado para rodar em ambiente virtual, e contará com o apoio de um espaço físico – o Farol Santander, prédio icônico da cidade de São Paulo.

“Estamos em um momento na indústria financeira em que olhar para fora não é mais escolha, é o padrão. Nós, do Santander, encaramos o ecossistema de startups como oportunidade, buscando soluções concretas que entreguem valor às partes e, claro, à nossa sociedade”, afirma Tomás Mariotto, superintendente do Lab 033. 

O Radar Empreenda Santander foi idealizado para aqueles que querem empreender, mas não sabem como. E para aqueles que já têm uma solução inovadora que atende, no todo ou em parte, as dores do ecossistema Santander.

O empreendedorismo e a busca pela inovação têm crescido cada vez mais, elevando o número de startups. Esse universo traz muitas novidades, o que enche os olhos dos universitários e pessoas com perfil criativo. Até porque oferece a possibilidade de trabalhar com o que se gosta. O Radar Empreenda alia este interesse com a proposta de soluções transformadoras em um lugar disruptivo, tecnológico e inovador”, diz Nicolás Vergara, superintendente executivo do Santander Universidades.

O programa terá duas categorias: a primeira contemplará os universitários e empreendedores iniciais, que têm perfil empreendedor e estão engajados em formar equipes para criação de novas startups, alinhadas a desafios do Santander, recebendo uma bolsas de estudo de R$ 2 mil por 6 meses; a segunda é direcionada para startups e scale-ups que têm interesse em co-criar soluções com o Banco. Ambas iniciativa serão conduzida em parceria com a The Bakery, empresa global de inovação corporativa que apoiará as etapas do programa com uma metodologia diferenciada e com foco em negócios.

“Grandes empresas são celeiros de oportunidades para quem empreende ou deseja empreender. Ao mesmo tempo, elas precisam dessa inovação para se reinventarem. O Santander tem um importante papel no fortalecimento do ecossistema de inovação e, juntos, nossa missão é fazer com que essas conexões aconteçam, dando a chance de empreendedores lançarem ou escalarem seus negócios com o apoio do maior banco internacional do nosso país”, destaca Marcone Siqueira, sócio e cofundador da The Bakery no Brasil.

Sled, startup de troco digital, recebe aporte de R$ 7 mi da Astella Investimentos

A Sled, plataforma que simplifica as transações financeiras no varejo físico, acaba de receber um novo aporte da Astella Investimentos no valor de R$ 7 milhões. Anteriormente, em agosto de 2019, a startup já havia recebido um aporte no valor de 2,5 milhões do mesmo fundo. 

“Este segundo aporte da Astella reforça que estamos no caminho certo. A confiança que depositam em nós representa que estamos conseguindo cumprir com nosso objetivo: tornar o caminho do dinheiro fluido e sem atrito faz parte de quem somos e da história que nos trouxe até aqui”, avalia Anderson Locatelli, CEO da Sled. E completa: “também teremos a possibilidade de investir em novos produtos para consolidar a nossa expansão por todo o Brasil, facilitando a vida das pessoas e de estabelecimentos como farmácias e supermercados, entre outros”.  

De acordo com Laura Constantini, fundadora da Astella Investimentos, o investimento na Sled segue o foco das empresas nas quais costumam injetar capital. “Somos uma gestora de investimentos em Venture Capital brasileira reconhecida por atuar junto às empresas nos estágios “Seed” e Série A. Nossos investimentos têm por foco empreendedores talentosos e ousados, movidos por um propósito e que usam a tecnologia para criar novos negócios, soluções e categorias de mercado que estão mudando o futuro do Brasil. No caso da Sled, os futuros lançamentos da empresa nos dão ainda mais confiança de que o canal que estão construindo junto ao varejo e pontos-de-venda pode ser remunerado de diversas formas”, avalia a executiva. 

Nova fase, novo nome e um propósito ainda mais forte 

A Sled nasceu a partir de uma visão transformadora para o sistema financeiro. Em 2016, Anderson Locatelli, CEO e Fundador da empresa, criou a Troco Simples, uma startup que revolucionou o troco em moeda em uma importante ferramenta digital estratégica que resolvia essa dor do varejo brasileiro. Ao compreender que o troco é apenas uma parte de um mercado repleto de outras dores, digitalmente acelerado pela pandemia do novo Coronavírus, foi criada em novembro de 2020 a Sled – plataforma de produtos financeiros que conecta consumidores, bancos e varejo por meio de experiências financeiras integradas. 

“Queremos resolver o problema de toda a cadeia e não apenas de parte dela. Por isso, estamos avançando para ofertar mais do que um único produto ao mercado. Se desejamos ser o caminho da transformação financeira, ela precisa começar por nós. Ao tornarmos os processos financeiros mais integrados por meio da nossa conexão com sistemas de frente de caixa do varejo físico, desencadearemos uma avalanche de melhorias e inovações na sociedade. Ver algo que é relevante para a cadeia, mas que não funciona como deveria funcionar, tira o nosso sono. Por isso, jogamos o foco e a energia em trazer soluções, seja o desafio do tamanho que for”, explica o executivo.   

Com o aporte, a empresa também poderá investir na atração de novos talentos. Atualmente com 15 vagas abertas para o primeiro semestre, em funções diversas como engenheiro de software, UX designer, redator, especialista financeiro e customer success manager, entre outros, a Sled tem ainda previsão de abertura de mais de 30 vagas até o final do ano. 

“Estamos crescendo rapidamente e queremos formar um time que nos acompanhe nessa jornada. Temos muito a oferecer ao mercado e aos profissionais que se juntarem a nós. Atuamos de forma íntegra, olhando para o todo e acreditando que toda troca tem valor. Por que sabemos que a transformação precisa acontecer do jeito certo; e isso significa instigar sobre o novo, sobre o valor do que ainda não foi visto”, comenta Locatelli. 

Samsung Creative Startups acelera projetos com potencial de contribuir na melhoria da educação

Depois dos desafios em 2020, a área da educação busca consolidar soluções inovadoras, o que coloca as edtechs, como são chamadas as startups voltadas para o setor, como tendência neste ano. Esse movimento do mercado já aparece no Samsung Creative Startups, programa de aceleração de startups da companhia. A atual edição da iniciativa conta com quatro projetos – sendo três de Manaus e um de São Paulo – com potencial de melhorar a forma como professores e estudantes compartilham conhecimento à distância.

O Batch#5 teve seus 14 selecionados em junho de 2020. Os empreendimentos voltados para a educação são projetos que vão desde maneiras de otimizar o ensino remoto, com a oferta de laboratório virtuais, até a utilização de games para auxiliar no aprendizado.

“Temos como propósito no Creative Startups detectar o potencial de transformação da sociedade, buscando startups que forneçam o empoderamento por meio da tecnologia para tornar o mundo melhor. Antes mesmo do distanciamento social que marcou 2020, identificamos a ampliação de ferramentas para digitalização da educação como uma demanda importante que poderia ser atendida com eficiência pelo programa”, declarou Paulo Quirino, Coordenador Nacional do Programa Creative Startups na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung. “Em um momento no qual as conexões de internet se tornam mais rápidas e eficientes, as edtechs se tornam fundamentais porque trazem soluções para a educação acompanhar a nova realidade tecnológica”, complementou.

EDTECHS NO BATCH#5 DO CREATIVE STARTUPS


CAEx


A startup de São Paulo está desenvolvendo uma plataforma educacional interativa baseada em Realidade Aumentada, voltada para o Ensino Fundamental. Por meio de um dispositivo mobile, alunos e professores têm acesso a laboratórios de ciências e matemática interativos e imersivos, que estimulam metodologias ativas e geram pensamento crítico, comunicação e colaboração. Por meio de ambientes didáticos e divertidos, são ampliadas a autonomia tanto de estudantes quanto de professores, aumentando a capacidade de resoluções de problemas e aguçando a criatividade.

GAWA


A startup de Manaus está aprimorando a GAWA, uma plataforma no formato de fliperama ou arcade que pode ser jogada a partir da coleta de tampas plásticas. A ideia é promover a sustentabilidade. O processo da coleta por meio de sensores, vinculado a um software para gestão e benefícios ao usuário, conciliando gamificação, logística reversa e educação ambiental. Os estudantes são estimulados de forma divertida a coletar resíduos recicláveis (tampas plásticas) e, com isso, a educação ambiental ultrapassa o período escolar, alcançando todas as idades, pois a coleta das tampas plásticas pode gerar pontuação para descontos na compra de produtos em empresas parceiras. Serão exibidos ao usuário o mapeamento dos locais onde possam encontrar a GAWA e as opções de jogos que se abrem depois que é realizado o descarte na plataforma. Também é possível acompanhar o seu nível de contribuição com os descartes, já que serão acumulados pontos que podem ser trocados por descontos em produtos ou brindes.

LAZU


A startup de Manaus desenvolve uma plataforma de ensino que aproxima aprendizagem e leitura com conversas mais leves e conteúdos adaptados para o desempenho e a região em que o aluno busca vaga em universidades. Em um dispositivo mobile, os estudantes têm acesso a conteúdos atualizados em uma linguagem simples, gráficos que facilitam o entendimento, indicações de organização de estudo e um banco de mais de 5 mil questões de vestibulares e provas de algumas das principais universidades do país, além de criar planejamentos com foco em vestibulares regionais, indo além do ENEM.

MANAÓS TECH


A startup de Manaus desenvolve uma plataforma com atividades utilizando Realidade Aumentada para maior engajamento dos alunos em conteúdos de pensamento computacional, lógica, programação, desenvolvimento de games e apps, atrelando as atividades ao conteúdo estabelecido pela Base Nacional Comum Curricular. Com o objetivo de tornar o aluno protagonista do aprendizado, são oferecidos quatro cursos, para faixas etárias que vão de 5 a 16 anos, sempre adotando a metodologia STEAM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) para alinhar conhecimentos regulares com tecnologia, gerando uma aprendizagem significativa e habilidades essenciais para o futuro, mas em um ambiente divertido para estimular criatividade e pensamento lógico de uma forma leve e marcante.

Samsung Creative Startups


As 14 startups selecionadas para o Batch#5 do Samsung Creative Startups são de sete cidades diferentes (Manaus/AM, Florianópolis/SC, Londrina/PR, São Paulo/SP, Campinas/SP, São Caetano do Sul/SP e Itajubá/MG) e, além de educação, contemplam áreas como saúde, segurança, Internet das Coisas, Inteligência Artificial e controle parental. Desde a primeira edição, em 2016, 45 startups foram aceleradas.

As empresas selecionadas para participar do Creative Startups contam com um pacote de serviços e conveniências, que inclui acesso a ativos, tecnologias, laboratórios de P&D, treinamentos, assessorias, mentorias, networking e redes de investidores, além da infraestrutura, dos serviços tradicionalmente oferecidos pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e sua rede de incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos e até R﹩ 200 mil, livres de equity, para serem investidos no desenvolvimento e aprimoramento dos produtos e serviços apresentados, conforme regras previstas pela Lei da Informática.

O programa ampliou seu alcance e investimento da empresa na edição atual, que tem encerramento previsto para o segundo semestre deste ano. Durante o período de isolamento social, as atividades presenciais passaram a ser virtuais, sem nenhum prejuízo para os participantes. Mas a digitalização não foi uma completa novidade, pois a iniciativa já realizava 80% de sua programação online, como uma medida para atender a startups de diversas regiões do Brasil.

Visa Everywhere Initiative abre inscrições para edição de 2021

Para estar entre os vencedores dos US$100.000 em prêmios da competição, startups precisarão solucionar problemas da indústria relacionados ao futuro do mercado de pagamento

A Visa abriu as inscrições para que startups do Brasil participem da quarta edição do Visa Everywhere Initiative (VEI), uma competição global que oferece até US$100.000 em prêmios para startups com soluções inovadoras. Os interessados devem se inscrever até o dia 2 de abril pelo site da Visa.

Diferente das edições anteriores, em 2021 o VEI deixa de ser uma competição regional para se tornar uma competição global, com etapas mais longas e competições entre as principais regiões do planeta. Nesta edição, o modelo da competição passa a considerar primeiramente o país e depois a região, com a final global, sendo disputada entre as fintechs escolhidas de em cada uma das cinco regiões (CEMEA, Europa, América do Norte, América Latina, Oceania).

O objetivo de realizar a mais abrangente edição da história do VEI exigiu uma reformulação quanto ao modelo de evento realizado. Neste ano, o VEI 2021 oferecerá uma experiência totalmente inovadora e integrada, que possibilita que todos os interessados em uma experiência mais completa se inscrevam para receber informações sobre oportunidades e competições em sua região. Ao todo, serão distribuídos US$100.000 em prêmios para as startups que mais se destacarem durante a competição, sendo US$50.000 o prêmio máximo e destinado à fintech vencedora da final global, marcada para 14 de setembro.

Beatriz Montiani, Diretora de engajamento com Fintechs da Visa do Brasil e responsável pelo Programa de Aceleração no país, explica que o objetivo da competição é atrair mentes criativas que estejam resolvendo desafios de pagamento e do comércio enfrentados por empresas de todos os tamanhos e setores, como, facilitadores de serviços digitais, emissão digital, valor agregado para os estabelecimentos comerciais ou consumidores e recuperação de pequenas e médias empresas.

“Reconhecer que as startups são a força motriz da inovação é fundamental para o nosso negócio. Além disso, a Visa tem como prioridade apoiar empresas de todos os cantos do mundo que estejam desenvolvendo soluções para habilitar movimentações de fundos, sem fricção e em qualquer lugar”, afirma Beatriz Montiani.

Desde o lançamento do Visa Everywhere Initiative, em 2015, startups de seis continentes e mais de 100 países conseguiram captar coletivamente mais de US $2,5 bilhões. Para a nova edição, a Visa promoverá e organizará eventos virtuais e transmissões ao vivo na América do Norte, Europa Central, Oriente Médio, África, América Latina e Caribe, durante os meses de competição.

As startups apresentarão suas ideias em etapas regionais para um júri composto por especialistas de toda a indústria de pagamentos e, na sequência, os vencedores de cada etapa regional serão convidados a participar da final mundial. Além do grande vencedor da competição, o segundo e o terceiro colocado também concorrem ao prêmio “Favorito do Público” e todo o progresso mundial das startups é atualizado e publicado na página inicial do portal global do Visa Everywhere Initiative.

Informações adicionais

Quem pode se inscrever na Visa Everywhere Initiative?

Profissionais criativos e que estejam resolvendo desafios de pagamento e comércio enfrentados por empresas de todos os tamanhos e setores, como:

Facilitadores de serviços digitais e emissores digitais

  • Blockchain e criptomoedas;
  • Crowdfunding (financiamento coletivo);
  • Banco como um serviço;
  • Patrocinadores de BIN;
  • Emissores / processadores;
  • Gerentes de programas.

Emissão digital:

  • Blockchain e criptomoedas;
  • Empréstimos alternativos;
  • Gestão de finanças pessoais;
  • Transferência e remessa de fundos;
  • Banco digital (conhecido também como neobanco);
  • Carteiras digitais, transferências e P2P;
  • Benefícios para trabalhadores;
  • Contas a pagar;
  • Cartões corporativos (conhecidos também como ferramentas de gestão de gastos).

Valor agregado para as finanças de estabelecimentos comerciais ou consumidores

  • Dados e análises;
  • Identificação, autenticação e segurança;
  • InsurTech (empresas de tecnologia e seguro);
  • Fidelidade;
  • Ferramentas e serviços comerciais;
  • Infraestrutura de pagamento e processamento;
  • Tecnologia para varejistas;
  • Outros.

Recuperação de pequenas e médias empresas

  • Transferência de fundos (desembolsos, intraconta, P2P, pagamentos);
  • Aceitação (aceitação de comércio eletrônico e móvel);
  • Gestão de risco (chargebacks, etc);
  • Gestão de marca (desenvolvimento comunitário, etc);
  • Outros.

Prêmios

A final mundial decidirá os vencedores de quatro prêmios em dinheiro:

– Vencedor geral: US$50.000

– Favorito do público: US$25.000

– Segundo lugar: US$15.000

4-  Terceiro lugar: US$10.000

Divergência entre os sócios é a terceira causa de fechamento das empresas jovens

Programa de formação gratuita ajuda fundadores de startups a lidarem com os riscos das relações entre sócios, tomarem decisões digitais e se adequarem à velocidade empresarial; objetivo é impactar 1 milhão de empresas até 2022

Criar negócios inovadores, que tragam tecnologia aliada a velocidade, sempre foi um desafio para empreendedores brasileiros. Porém, os obstáculos não se resumem a tempo e recursos, mas também envolve uma das maiores razões de falhas em negócios: o desalinhamento entre sócios. Uma pesquisa realizada pelo SEBRAE em parceria com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços revelou que a divergência entre os sócios é a terceira causa (12%) de fechamento das empresas jovens.

As questões burocráticas que cercam um novo negócio também são razões que desanimam o empreendedor, principalmente quando contradições entre tecnologia e questões éticas ou velocidade competitiva e controle empresarial permeiam o mercado. Com objetivo de ajudar empresas jovens a organizarem seu crescimento em uma economia volátil, a edtech GoNew criou o GonewImpact, iniciativa que quer impactar mais de 1 milhão de empresas até o fim de 2022.

“O programa reúne diversas ações voltadas para a alta gestão empresarial com foco em ampliação de repertório e produção de insights, a fim de modular práticas de Governança para uma era de negócios hiperconectados. Queremos ajudá-las na construção de melhores relações societárias, tomar melhores decisões digitais e, claro, construir formatos de controles voltados para o futuro”, explica Anderson Godz, fundador da edtech.

O GonewImpact possui três turmas com enfoque e temas diferentes: Digital Decisions, Some Controls e Governance by Principles. Os profissionais que desejam fazer parte do programa podem se inscrever através do site da instituição e passarão por uma e pré-seleção de perfil, uma vez que a proposta do curso é oferecer um contato mais próximo e personalizado com os participantes, além de ser gratuito e com vagas limitadas. 

O programa

O primeiro grupo do GonewImpact iniciou no dia 10 de fevereiro e, em menos de um mês, cerca de 100 empresários, C-Levels e fundadores de empresas já foram impactados com o programa. Na turma Digital Decisions foram abordados temas como Poder, Governos e Dados; Investimentos e Contabilidade em Inovação; Cultura e Novas Formas de Sucessão; Tecnologias Específicas; Riscos, Estratégias e Reputação; Ambiental e Social; Ética, Compliance e Timing to Legal.

Já na segunda turma, foram discutidos os assuntos relacionados ao tema ‘Some Controls’ como Modelos de Governança Joviais; Controles por Princípios; Líderes messiânicos e compliance baseado em carisma; Governança de Portfólio de Startups; Modelos de Assesment; Governança para Mini e Nano IPOs.

Na turma de Governance by Principles, que encerra o primeiro grupo nesta semana, está sendo abordado os temas: Os 4 fatores essenciais no relacionamento societário; Cases de sucesso e insucesso de relacionamentos societários; Workshop exclusivo do método Board Canvas.

No programa, os participantes também têm a oportunidade de conhecer melhor o trabalho da Gonew.co, comunidade formada por mais de 20 mil pessoas, além de uma edtech embasada na construção coletiva de saberes, voltada à capacitação de profissionais a partir de elementos de inovação e abordagens práticas. As aulas são ministradas pelo fundador da Gonew.co, Anderson Godz, e também por especialistas egressos na Comunidade.

Gonew Impact

Confira as datas das próximas turmas: https://gonew.co/gonewimpact/

Mais informações: (11) 97665-9853

Startup Tagme apresenta o Smartlink, plataforma digital que reúne serviços para restaurantes e diminui a dependência de aplicativos de entrega

A pandemia de Covid-19 acelerou a busca do setor de bares e restaurantes por alternativas que garantam a sua sobrevivência. Muito embora a solução mais óbvia e imediata fosse consolidar os serviços de delivery, com o passar do tempo ficou claro que apenas as entregas não seriam suficientes para manter as portas abertas. E que depender de aplicativos terceirizados está longe do ideal. Neste contexto, a Tagme Food Solutions, startup líder em soluções de hospitalidade para restaurantes no país, investiu em pesquisa e inovação e desenvolveu o Smartlink, uma nova solução digital capaz de integrar todos os serviços dos restaurantes ao alcance de um clique, gerar novas receitas e diminuir a dependência dos aplicativos de delivery.

Mesmo antes da pandemia, o consumidor mais digital e conectado já exigia um novo tipo de atendimento no segmento de alimentação. Ainda em 2019, a 13ª Pesquisa Setorial ABF Food Service apontava que 78% das marcas pesquisadas pretendiam investir em tecnologias de serviços delivery no ano seguinte, contra 66% no ano anterior. Os pedidos online vieram a seguir, com 68% das projeções de investimento, contra 53% no mesmo período.

Em todo o Brasil, apenas 9% das vendas de restaurantes eram feitas por entrega. Atualmente a modalidade supera 30% do total – com previsão de que se mantenha assim mesmo com a reabertura.

Neste contexto, a demanda pelos aplicativos de entregas disparou. Segundo pesquisa da startup de gestão de finanças Mobilis, os gastos dos brasileiros com as principais empresas do setor cresceram 103% no primeiro semestre de 2020.

Mas a relação entre os restaurantes e aplicativos nem sempre é tranquila. Entre as empresas menores, as reclamações vão das altas taxas cobradas (entre 25% e 30%) à falta de visibilidade nas plataformas, em detrimento de marcas maiores ou que têm contrato de exclusividade.

Mas se com a chegada da pandemia, o delivery virou regra, com a reabertura dos estabelecimentos, foi necessário reinventar modelos de atendimento para se adaptar a uma realidade de menos contato físico e otimização das soluções digitais.

Das reservas virtuais a um novo jeito de fazer delivery, restaurantes ganham ferramenta poderosa para vendas dentro e fora do salão

Surgiu assim o Tagme Smartlink, um ambiente digital que reúne dezenas de funcionalidades, atividades e demandas da operação em um único link. O serviço já vem sendo adotado na prática por todos os mais de mil restaurantes que já eram clientes da companhia, em quase 100 cidades brasileiras. Incluindo restaurantes premiados e grandes redes como 348 Corrientes, Gurumê, Serafina e Temakeria & Cia. A grande maioria foi beneficiada automaticamente no mínimo pela inclusão do serviço de espera remoto e da visualização do cardápio digital.

Na prática, trata-se da primeira solução omnichannel – metodologia que reúne e interliga diversos serviços simultaneamente em um único ambiente – para restaurantes do Brasil. O Smartlink permite que estabelecimentos de todos os tamanhos, em qualquer lugar do país, unifiquem o acesso a serviços como sistema de reservas online, menus e cartas de vinho digitais, lista de espera virtual, pré-venda de itens do menu, pedidos para retirada, entregas em locais próximos e como não poderia faltar, delivery. O último deles com um importante diferencial.

Através do Smartlink o restaurante pode direcionar o consumidor para aplicativos de entrega, ou operar através de delivery próprio, cuja interface também é produzida pela Tagme. Assim os estabelecimentos deixam de ser reféns das margens e comissões elevadas cobradas pelos aplicativos, mas deixam os clientes à vontade para escolher em qual canal preferem pedir. A novidade impõe um desafio logístico ao setor, mas uma vez que seja superado, pode virar o jogo a favor dos restaurantes. Esta disputa tem, de um lado, aplicativos de entrega ganhando muito, com relações com entregadores no mínimo questionáveis, e de outro, os restaurantes reféns de um serviço terceirizado que, apesar de gerar venda, diminui muito suas margens de lucro e nem sempre atua de maneira eficiente.

João Paulo Alves, CEO da Tagme, fala sobre a importância dos restaurantes terem maior independência e controle de suas rotinas. “Estamos há 12 anos trabalhando intensivamente com os melhores restaurantes do Brasil, depois de tanto tempo, acredito que conseguimos atingir um modelo que reúne todas as funcionalidades e que equilibra melhor as forças do setor sempre com foco no interesse do nosso cliente.” aponta o executivo.

Outro diferencial importante é que, ao contrário dos aplicativos de entregas, todas as ações nos serviços do Smartlink, da reserva de mesa ao pedido de delivery, geram dados para o próprio estabelecimento que podem ser usados para impulsionar cada vez mais as vendas, tanto porta para a dentro quanto porta para fora dos estabelecimentos.

Deste modo, o empresário não apenas amplia a sua base de clientes, mas gera inteligência para sua operação, entende os hábitos do público, pode moldar promoções, ou até mesmo otimizar a rotina do restaurante de acordo com os dados coletados. Dados estes que incluem desde o tempo de ocupação de cada mesa, em média, horários de pico de reservas e entregas até calcular a compra de acordo com os pedidos, evitando desperdícios.

T4 Agro seleciona as primeiras Agrotechs para desenvolver

A T4 Agro, incubadora e aceleradora de startups dedicadas ao agronegócio, selecionou as duas primeiras iniciativas para apoiar, as empresas WGM Agrisoluttions e a Precision Rain. Ambas foram identificadas em um universo de trinta e três empresas selecionadas pelo Instituto SENAI de Tecnologia, do Estado do Mato Grosso, em um programa de pré-aceleração de startups organizado pela instituição. A WGM Agrisolutions e a Precision Rain criaram tecnologias consideradas de grande potencial, e agora vão contar com o suporte da T4Agro para seu desenvolvimento. As empresas vão contar com o apoio da UISA, uma das maiores biorrefinarias do País, localizada em Nova Olimpia (MT), para evoluir seus negócios.

“Identificamos duas iniciativas com grande potencial de empreendedores aqui do Mato Grosso. Isso reforça a nossa crença na criação de um pólo regional de inovação e tecnologia. Agora, essas empresas vão receber apoio, e serão instaladas em um ambiente propício para o seu desenvolvimento. Temos uma grande e moderna biorefinaria, uma imensa área plantada, uma logística complexa. Isso cria um ambiente desafiador e propício para teste de novas tecnologias. Depois de testadas, as soluções poderão ser também oferecidas ao mercado”, diz Julio Mila, CEO da T4 Agro.

A WGM Agrisolutions nasceu da iniciativa de um grupo de alunos da Universidade Federal de Mato Grosso, a partir de um projeto de iniciação científica. A empresa desenvolveu uma solução para monitorar fatores de solo-planta-atmosfera, gerando dados que aliados aos conhecimentos científicos, e a modelos de Inteligência Artificial, dão aos produtores rurais um diagnóstico da qualidade de solo, previsão da ocorrência de pragas e doenças. Isso permite um melhor manejo de irrigação, aplicação de fungicidas e fertilizantes, gerando redução de custo e aumento de produtividade.

A Precision Rain foi criada por um grupo de professores doutores da Fatec Senai do Matogrosso, que desenvolveram uma tecnologia que permite o aumento da precisão nas previsões meteorológicas e pluviométricas. O projeto prevê a captação de dados oriundos das estações próprias, bem como de diversas fontes complementares. Esses dados são submetidos a um modelo de inteligência artificial, gerando informações com alto grau de precisão em áreas específicas da propriedade do produtor. E tudo isso é disponibilizado em tempo real para o produtor através de um aplicativo de fácil utilização. O uso das informações resulta otimização de uso de defensivos, melhor organização da frota e redução de gastos com combustíveis e pessoal, além do aumento da produtividade, a partir melhor programação do plantio e da colheita.

Empresas terão suporte do “ecossistema” da T4 Agro

UISA e o Fundo de Private Equity CVCIB criaram a T4 Agro para identificar projetos que possam aproveitar oportunidades de negócios e solucionar, de forma sustentável, problemas para empresas do setor agrícola. De forma pioneira, a incubadora está sediada dentro das instalações da UISA, produtora de energia limpa, alimentos e produtos saniantes, localizada no Mato Grosso. O objetivo é que as startups estejam em um ambiente que reproduza de forma real as várias etapas de produção do agronegócio.

A T4 Agro chega ao mercado com um modelo diferente de atuação no que se refere à estruturação dos novos negócios. Seu grande diferencial vai ser o apoio e as sinergias com a UISA e com as demais empresas investidas do CVCIB, que tem investimentos na securitizadora VERT, e na fintech do agronegócio criada pela VERT e pela XP (DuAgro). Os projetos selecionados pela T4 Agro vão poder contar também com o suporte tecnológico da Hyperspace, especializada em processos de digitalização de negócios, além de contar com assessoria financeira e jurídica de renomados profissionais que são investidores do CVCIB.

A T4Agro tem três frentes de atuação. Uma é a incubação de empresas que estiverem no início do desenvolvimento de tecnologias voltadas para o agro. Outro foco será o apoio a empresas com soluções já mais desenvolvidas, mas que precisam de apoio para ganhar escala. Outra frente de atuação será o desenvolvimento de inovações já em gestação dentro da UISA, que poderão, inclusive, vir a ser oferecidas para o mercado.

TeamViewer compra startup de Realidade Aumentada Upskill

A TeamViewer, líder global em soluções rápidas e seguras de conectividade remota e tecnologias de digitalização para workplace, anuncia a aquisição da startup norte-americana Upskill, pioneira em software de Realidade Aumentada (RA) para trabalhadores da linha de frente industrial. Os softwares de fluxo de trabalho digital da Upskill oferecem suporte a funcionários, equipes e colaboradores, em especial àqueles que atuam em produção, inspeção e auditoria por meio de interfaces em tempo real com uso de smart glasses e dispositivos móveis portáteis.

Com a aquisição, que traz no pacote a forte presença da Upskill no continente norte-americano, um moderno hub de Engenharia em Austin, no Texas, e uma carteira de clientes blue-chip como The Boeing CompanyMerck KGaA e American Bureau of Shipping, a TeamViewer fortalece sua posição como player global número 1 no fornecimento de soluções de RA específicas para a indústria. Desde 2020, a TeamViewer vem investindo fortemente na expansão de seu escopo de tecnologias e campos de atuação com uma série de aquisições estratégicas muito bem-sucedidas, como no caso da líder europeia de wearables Ubimax, atendendo companhias que são verdadeiras potências globais em negócios, como DHLSiemens e Coca-Cola Hellenic Bottling Company.

“A união de forças com a Upskill chega para expandir ainda mais a nossa presença no campo das soluções de Realidade Aumentada em diversos setores dentro do nosso maior mercado, os Estados Unidos”, diz Oliver Steil, CEO da TeamViewer. “É com muito prazer que damos as boas-vindas à equipe Upskill, que traz para a TeamViewer know-how técnico e de entrega de soluções. Nossas equipes de RA, agora juntas, representam a força de trabalho mais experiente do mundo na implantação de tecnologias de computação wearable para o chão de fábrica, que é o coração de qualquer indústria. A aquisição da Upskill também fortalece nossos recursos para a Transformação Digital em todas as verticais e segmentos da cadeia de valor, uma vez que temos nos concentrado em casos de uso complementares e em setores como Aeroespacial, Farmacêutico & Ciências da Vida, Varejo, Seguros e Gestão de Sinistros. O mercado empresarial de Realidade Aumentada é bastante amplo, vem crescendo rápida e exponencialmente e estamos perfeitamente posicionados para explorar esse potencial. ”

Para Brian Ballard, CEO da Upskill, “a integração da nossa tecnologia às soluções de RA e IoT da TeamViewer, junto à incrível capacidade da companhia alemã em vendas e marketing, nos permitirá modelar e definir em conjunto o futuro do trabalho, reforçando a nossa missão de capacitar as equipes da linha de frente, aprimorando os processos industriais, por meio da tecnologia. Os clientes Upskill certamente se beneficiarão do roadmap acelerado de desenvolvimento de produtos, do alcance global e das soluções e recursos adicionais do portfólio TeamViewer.”

Fundada em 2010, a Upskill possui instalações em Tyson’s Corner, VA e Austin, no Texas. A TeamViewer planeja manter e aumentar os escritórios da startup a fim de expandir sua presença e representatividade no território norte-americano e dar continuidade às mais importantes parcerias da Upskill dentro do ecossistema de tecnologia dos Estados Unidos. As partes concordaram em não divulgar o preço de compra.

M. Dias Branco investe na Indústria 4.0 e anuncia as startups que seguem para o projeto-piloto

A inovação tem sido um grande diferencial para a competitividade das indústrias. E um meio de acelerar o processo é a parceria com startups. Consciente disso, a M. Dias Branco, maior empresa de massas e biscoitos do Brasil, anuncia que a IndustryCare, a ST-One e a MInT Consultoria são as três startups selecionadas para a entrega do projeto-piloto, a última fase do Germinar Tecnologia. A iniciativa contou com investimento total de R$1 milhão em conjunto com o Senai Ceará.

No total, foram 151 startups inscritas no Programa Germinar Tecnologia, sendo que 11 foram selecionadas para o pitch de apresentação e três empresas seguem para a etapa do projeto-piloto, todas com o objetivo comum de oferecer ganhos de eficiência operacional e redução de custos em alinhamento com a Indústria 4.0. As startups que tiverem a proposta de conceito para o piloto validado receberão apoio para o desenvolvimento de uma prova de conceito, passando por processos de validação, prototipação e teste. Cada projeto terá a duração máxima de 12 meses.

“Estamos satisfeitos com o resultado do Germinar Tecnologia e otimistas com os programas-piloto das startups que, em geral, buscam criar soluções que ofereçam mais produtividade, eficiência e redução de consumo, seja de gás ou de energia elétrica”, afirma Fernando Bocchi, Diretor de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação da M. Dias Branco.

Conheça as startups parceiras da M. Dias Branco em 2021.  A IndustryCare foi escolhida por ter solução que apoia na geração e gestão dos dados do chão de fábrica, monitorando em tempo real o comportamento e desempenho de máquinas e processos, detectando oportunidades de melhoria em eficiência energética com engenharia de valor comprovada.

A solução ST-One tem a missão de integrar todos os equipamentos, fornos, balanças e demais máquinas de, pelo menos, um processo produtivo da M. Dias Branco, criando bases de conhecimento on-line, a partir de valores históricos de variáveis de processo, produtividade e qualidade.

MInT Consultoria, por sua vez, é uma startup fundada em 2019, que oferece soluções tecnológicas no setor de inovação em materiais, aplicáveis em diversas áreas, com condições de elevar a produtividade a partir da estabilização de processos.

O Programa Germinar possui arquitetura com três frentes de Inovação Aberta. Além do Germinar Tecnologia, que no programa iniciado em setembro de 2020 teve o Senai CE como parceiro e selecionou startups alinhadas com a Indústria 4.0, há o Germinar Conecta, um programa focado no curto prazo, com pilotos de até três meses e condições de levar soluções rápidas ao negócio, e o Germinar Ventures, focado em foodtechs. A M. Dias Branco dará andamento às duas últimas versões ao longo deste ano.

A parceria entre grandes empresas e startups tem se tornado cada vez mais frequente, uma vez que representa oportunidades para todos os envolvidos. “O Germinar tem sido um sucesso na M. Dias Branco devido aos ganhos proporcionados para toda a cadeia da inovação. A companhia tem condições de testar e validar rapidamente o projeto-piloto, com condições de levar inovação ao negócio de forma rápida, o que inclui eficiência operacional, novas tecnologias digitalização de processos, IOT, machine learning e até mesmo redução de custos. Já para a startup se trata da oportunidade de viabilizar rapidamente a sua solução em uma empresa de grande porte, com a possibilidade de se tornar parceira futuramente”, ressalta Bocchi.

Histórico do Programa Germinar. A ideia nasceu em um processo iniciado no fim de 2017, com uma viagem de executivos da companhia a polos de inovação globais, incluindo o Vale do Silício, na Califórnia (EUA), que abriga as maiores empresas de tecnologia do mundo. Inspirada pelos ganhos mútuos, a M. Dias Branco assumiu a responsabilidade de incentivar o fomento do foodtech a partir da conexão com startups.

A iniciativa começou em 2018, com o objetivo de encontrar novas formas de inovar e aumentar a rentabilidade do negócio, ao mesmo tempo em que impulsiona o crescimento das startups. Na 1ª edição do Germinar, oito startups foram aprovadas para a continuidade do relacionamento, aptas a se manterem como fornecedoras e parceiras de negócios. Dentre as empresas, o destaque, do ponto de vista de inovação em marketing, foi a WinWin. A startup desenvolveu um projeto de game em realidade aumentada para Treloso, uma das 19 marcas da M. Dias Branco.

O game proporcionou uma experiência de caçada às moedas Treloso durante um mês em quatro varejos parceiros, que foram selecionados para a execução em Recife. A ação foi aberta para todos os consumidores, sendo necessário apenas o download do aplicativo Clube Treloso e a presença física em uma das lojas selecionadas para iniciar o jogo. A cada cinco moedas caçadas, o consumidor estava apto a resgatar um brinde. O resultado foi o fortalecimento da relação comercial e o estímulo de compra dos produtos, ao mesmo tempo em que o consumidor foi cativado, fortalecendo a relação com a marca

Em 2019, na 2º edição, seis startups apresentaram projetos viáveis e com condições de manter a parceria comercial com a companhia. Como referência, a Desenvolve dedicou-se a projetos nos segmentos de treinamento digital rápido, criando uma plataforma online, capaz de ser atualizada em tempo real.

Os aprendizados e dicas de profissionais em ambiente fabril, seja no formato de texto ou de vídeo, têm condições para serem visualizados pelos funcionários nas demais plantas industriais da M. Dias Branco, distribuídas em todo o Brasil.

O resultado foi o aumento de performance para a companhia e o engajamento do time no aperfeiçoamento de técnicas e na troca de conhecimento com pessoas fora do seu convívio diário. Outra solução de destaque foi na gestão inteligente de almoxarifado feita pela Ledcorp, que ofereceu solução para o inventário e rastreamento de peças a partir de etiquetas que usam o sistema de RFID (Radio-Frequency IDentification ou, em português, Identificação por Rádio Frequência).

Startup de hortas compactas vence prêmio GSEA 2021 para jovens estudantes empreendedores

Rodrigo Farina, estudante de engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e sócio-fundador da startup Brota Company, venceu a etapa Brasil do Global Student Entrepreneur Awards (GSEA) 2021, que a Entrepreneurs Organization (EO) realizou na sexta-feira (26). Ele, que agora vai participar da grande final mundial, apresentou aos jurados a Brota, um modelo de mini horta caseira que utiliza pequenas cápsulas de solo autoirrigáveis.

As cápsulas da Brota já vêm com a quantidade certa de terra, nutrientes e oxigenação e podem ser repostas de acordo com a vontade ou necessidade do usuário. A startup já superou seu primeiro milhão de faturamento

Farina concorreu com mais 23 jovens inscritos no evento transmitido online. Além do prêmio de R$ 10 mil e da matrícula em um workshop de empreendedorismo, ele conquistou o direito de participar da grande final global do GSEA, principal competição internacional para jovens estudantes empreendedores, que acontecerá em maio, também de forma virtual.

A competição dá aos jovens uma oportunidade única de apresentar seus projetos inovadores e acelerar negócios com empresários consagrados e investidores. “O empreendedorismo é uma das forças-motrizes que fazem o mundo girar. Temos ótimos estudantes empreendedores aqui no Brasil e nosso papel é apoiá-los e impulsionar seus negócios”, diz Daniel Miglorancia, responsável pela EO no Brasil.

Na final brasileira, Farina venceu a alagoana Liliane Vicente, que apresentou a Amatis, empresa de empreendedorismo social que auxilia pessoas carentes a gerarem renda produzindo alimentos por meio de hortas hidropônicas e a comercializarem a produção via delivery. O terceiro colocado foi o estudante de engenharia Caio Rodrigues, diretor-executivo da Toti, plataforma de ensino que forma refugiados e imigrantes através de um curso de formação profissional voltado à tecnologia.

Além de prêmios em dinheiro, os finalistas ganharam sessões de mentoria de assuntos jurídicos.

Aceleração de empresas

Durante a final, a EO lançou oficialmente no Brasil o Accelerator BR, um instrumento catalisador de recursos financeiros que permite a empresas iniciantes acelerarem seus planos de negócios. Michael Fukuda, membro da EO em Curitiba (PR), será o responsável pela implantação do Accelerator no país. A meta é auxiliar empresas de até R$ 1 milhão de faturamento a ganharem escala.

Troca de experiências

Além dos pitchs de cada concorrente, o evento contou com palestras de empreendedores experientes, que falaram sobre suas trajetórias. Entre elas, Sergio Saraiva, CEO da Rappi, falou sobre sua caminhada desde os 19 anos de idade, quando entregava pizza para pagar a faculdade. Ele reforçou suas crenças nas pessoas, na perseverança e na capacidade de aprender com a concorrência. “Todo dia é preciso subir a barra do seu próprio desempenho”, disse.

Pedro Conrade, fundador do Banco Neon, também revelou detalhes de sua vivência, dividindo com os estudantes a importância de não abrir mão de “escolher as pessoas certas para as posições certas”.