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Descola é a nova startup residente do Cubo

Em nova fase de negócio, a Descola.org, escola de educação online com cursos livres voltados para inovação e empreendedorismo, acaba de mudar seu escritório para o Cubo, maior centro de empreendedorismo tecnológico da América Latina – idealizado pelo Itaú Unibanco, em parceria com a Redpoint eventures. O novo endereço faz parte da estratégia da startup de apostar no mercado B2B.

A Descola, que aumentou em 60% o número de empresas atendidas em relação ao ano passado, pretende que esse número cresça ainda mais até o fim do ano. “Entendemos que seria o momento ideal de mudar para o Cubo por dois motivos principais. O primeiro é de criar uma maior conexão com o ecossistema, permitindo troca com outros empreendedores e o fomento à inovação. O segundo motivo é uma abertura de portas para a estratégia de vendas corporativas, que está em forte crescimento neste ano” destaca André Tanesi, CEO da Descola.

Hoje, a Descola já atende mais de 100 empresas de diversos portes, desde clientes com 10 colaboradores até gigantes como Bradesco e Boticário. “Um dos principais motivos do aumento da procura dos cursos é a oferta de temas relevantes para as empresas que estão buscando maneiras de inovar, de lançar novos produtos ou de melhorar sua gestão. Elas encontram na Descola.org uma maneira prática e efetiva de levar novas habilidades para que seus colaboradores apliquem imediatamente em seus trabalhos” comenta Tanesi.

Diante do cenário de mudança constante no mercado de trabalho, envolvendo tanto as novas tecnologias quanto a dinâmica das atividades, a empresa oferece cursos que vão além da capacitação acadêmica, tornando os profissionais mais preparados para acompanhar a dinamicidade do mercado.

Para empresas, a plataforma possui a opção de pacotes para cursos, nos quais são disponibilizados acessos exclusivos e personalizados para cada um dos colaboradores. Para a melhor gestão dessa capacitação, a Descola.org fornece um acompanhamento em tempo real para que a empresa possa acompanhar o desempenho dos treinamentos e evolução de sua equipe.

A projeção para 2019 é que a Descola.org atenda mais de 15.000 colaboradores em diferentes empresas, levando inovação aos ambientes de trabalho e permitindo que cada colaborador tenha papel fundamental no desenvolvimento de novos produtos, estratégias ou modelos de trabalho.

EDP tem 45 milhões de euros para investir em startups

A EDP participou pelo terceiro ano consecutivo do Web Summit 2018, um dos maiores eventos de empreendedorismo e inovação do mundo, realizado em Lisboa, Portugal. O intuito foi buscar e apoiar startups que apresentem ideias inovadoras e soluções relevantes para o futuro do setor de energia. A Companhia tem 45 milhões de euros disponíveis para investir nos projetos mais promissores.

Os empreendedores interessados participaram do EDP Elevator Pitch, e, em apenas um minuto, apresentaram o seu projeto a um responsável da Empresa. Foi uma oportunidade única para, numa conversa rápida e convincente, desencadear oportunidades de negócio.

Os autores dos melhores pitches serão convidados para o “EDP Innovation Lounge”, onde as startups poderão expor as suas ideias de forma mais aprofundada. Aquelas que tiverem projetos que se enquadrem nos campos de negócio do grupo EDP podem vir a tornar-se parceiras. As áreas priorizadas pela Companhia são as energias limpas, as soluções focadas nos clientes, o armazenamento de energia, as redes inteligentes e a transformação digital.

Nas duas edições anteriores do Web Summit, a EDP ouviu cerca de 400 pitches, selecionou mais de 100 para reuniões de negócios, lançou 20 projetos-piloto com estas empresas e investiu em três delas.

Por meio da EDP Ventures, o grupo EDP tem três fundos de investimento disponíveis: um para startups portuguesas, outro para projetos do Brasil e um terceiro global. Desde que foi criada, a EDP Ventures já investiu 27 milhões de euros em oito países.

Web Summit – É um dos maiores eventos de empreendedorismo e inovação do mundo, realizado em Portugal. No local, os empreendedores têm acesso a um “alpha stand”, um espaço onde demonstram suas soluções, garantindo assim uma maior visibilidade para suas inciativas e o estímulo a novos negócios. A conferência reúne cerca de 60 mil participantes, mais de 1.200 oradores e mais de 2.600 jornalistas internacionais.

Startup Arquivei se torna a mais nova residente do Cubo Itaú

A Arquivei, plataforma de armazenamento, organização e consulta de NFes, acaba de ser aprovada para fazer parte do grupo de startups residentes no Cubo Itaú, um dos maiores hubs de fomento ao empreendedorismo tecnológico do mundo, voltado para conexão de empreendedores, grandes empresas, investidores, universidades e comunidade, localizado na zona sul de São Paulo. Uma equipe de 8 profissionais passou a desenvolver os seus trabalhos no local desde a última terça-feira (23). O objetivo da Arquivei com essa iniciativa é se aproximar das demais empresas do mesmo nível de amadurecimento, realizar network constante com grandes investidores e incentivadores de empreendedorismo e inovação, além de ampliar o espaço de trabalho para a equipe de colaboradores.

Em termos de inovação, a Arquivei vem se destacando no mercado. Em abril deste ano foi uma das selecionadas para o Radar Santander, programa de apoio a empreendedores com alto potencial de crescimento e que tenham projetos inovadores para o mercado financeiro. Isso possibilitou que a startup pudesse receber mentorias personalizadas com executivos do Santander e mentores da rede da Endeavor, formada por alguns dos principais líderes empresariais do País.

A startup também participou do programa Google Launchpad Accelerator, em 2017, quando teve a oportunidade de passar por uma mentoria com diversos executivos e ampliar a sua visão sobre o mercado financeiro.

Equipes em duas cidades

A Arquivei continua com sede em São Carlos, interior de São Paulo, onde mantém concentrada a maioria de seus funcionários, e se prepara para entrar em um novo prédio de três andares em 2019.

Apesar da grande projeção de crescimento na capital da tecnologia (como é conhecida a cidade de São Carlos) – onde estão localizadas importantes universidades como UFSCar e USP -, a ida para o Cubo Itaú permite à Arquivei mais liberdade de trabalho e mobilidade para seus oito colaboradores, fixados na capital paulista, pois contarão com uma sala particular que comporta até 11 pessoas, além dos ambientes compartilhados que têm salas de convivência, auditórios e área externa ampla.

A equipe de field sales (vendas externas) da Arquivei se estabeleceu em São Paulo para facilitar as negociações com grandes corporações e acompanhar integrações de sua plataforma aos sistemas de seus clientes, assim como aconteceu com o Mc’Donalds, Riachuelo, Mobly e Kabum.

Localizado na Vila Olímpia, o Cubo Itaú inaugurou, em agosto deste ano, novo e maior espaço com 14 andares e mais de 20 mil m². Com capacidade para receber mais de duas mil pessoas diariamente, o hub proporciona geração de valor às mais de 300 startups de seu portfólio, físico e digital, através de conexão com C-Levels de grandes corporações e demais agentes do mercado. Mentorias, trocas de conhecimento e eventos fazem parte do propósito da iniciativa sem fins lucrativos, atividades sempre dedicadas ao crescimento escalável dos residentes.

Para Christian de Cico, CEO e um dos fundadores da Arquivei, a ida da equipe para o Cubo Itaú é uma renovação para a área de field sales, que trabalhará diretamente com um ar ainda mais encorajador para novos negócios. Além de representar uma evidente situação de notoriedade, crescimento e reconhecimento de esforços realizados até o momento.

Thomson Reuters anuncia as quatro startups selecionas em seu segundo programa de aceleração de 2018

a multinacional de tecnologia Thomson Reuters realizou, em São Paulo, a segunda edição de seu programa de aceleração, o Accelerator Day for Taxtech & Comextech. Quatro empresas startups foram selecionadas após apresentarem suas inovações para aprimorar a rotina dos profissionais dos segmentos Tributário, Fiscal e de Comércio Exterior. BirminD, de Sorocaba; Data Policy, de Brasília; Dattos, de São Paulo e LogComex, de Curitiba. O programa é realizado com o apoio da AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs & Legaltechs) e da Campinas Tech (comunidade dedicada ao desenvolvimento do ecossistema de startups da região de Campinas). O evento foi realizado no FLIC – Future Law Innovation Center, centro de inovação mantido pela empresa recém-inaugurado na região sul da capital paulista.

“A segunda edição do Accelerator Day foi um sucesso. Tivemos a oportunidade de conhecer mais detalhadamente os projetos das finalistas e entender de que maneira cada solução vai ao encontro das necessidades do mercado e como elas podem aprimorar os produtos e serviços que a Thomson Reuters oferece. São quatro projetos realmente inovadores que serão muito bem recebidos pelo ecossistema Fiscal, Tributário e de Comércio Exterior”, explica Menotti Franceschini, Head de Corporate Value Proposition da Thomson Reuters Brasil.

De dezenas de inscritas, oito startups participaram do evento e as quatro que mais se destacaram foram selecionadas por uma comissão julgadora formada por executivos da Thomson Reuters e especialistas dos segmentos de Inovação, Tributário, Fiscal e Comércio Exterior. Nos próximos três meses, todas elas vão trabalhar em conjunto com a Thomson Reuters para aprimorar as inovações apresentadas e buscar modelos de incluí-las nas suítes de soluções ONESOURCE TaxOne e ONESOURCE Global Trade, que proporcionam o cumprimento das obrigações fiscais, compliance, automatização de tarefas e gerenciamento dos processos de importação e exportação das empresas.

“O Accelerator Day é um processo extremamente enriquecedor para a Thomson Reuters, pois conseguimos aliar o que está sendo feito por estas startups que se utilizam de tecnologias emergentes com a capilaridade e potencial que temos em nosso portfólio. Dessa forma, podemos gerar novas oportunidades para o mercado e gerar mais valor agregado para nossos clientes”, afirma Marcos Bregantim, diretor de produtos corporativos da Thomson Reuters Brasil.

Selecionada na categoria Fiscal, a Data Policy desenvolveu uma solução que traz análises e previsibilidade no segmento Regulatório. Por meio de Automação, Big Data e Inteligência Artificial, a plataforma organiza tudo relacionada às regulações relevantes para cada negócio para analisar o impacto presente e futuro que podem ter sobre o negócio, assim como apresentar riscos e oportunidades para a tomada de decisão. A curitibana LogComex, selecionada em Comércio Exterior, propõe a automação e unificação de dados referentes a importações e exportações para garantir acesso a informações sobre a operação e monitoramento das mercadorias em tempo real, centralizada, de forma transparente, com automatização dos processos e integração com todos os sistemas de gestão das companhias.

A paulistana Dattos uma das escolhidas na categoria Fiscal/Comércio Exterior, tem uma ferramenta que faz a coleta e padronização customizada de qualquer dado da empresa, de forma que possa aprimorar as rotinas e garantir produtividade, minimização de erros e transparência da gestão. Por fim, a BirminD, de Sorocaba, utiliza Inteligência Artificial para identificar todas as variáveis que causam perde de eficiência dentro das empresas e calcular o que precisa ser feito para aprimorar a operação.

O processo de aceleração das quatro selecionadas se inicia no dia 1º de novembro e se estende até o dia 29 de janeiro.

FGVnest lança clínica de mentoria para startups e empreendedores

O Núcleo de Estudos em Startups, Inovação, Venture Capital e Private Equity da Fundação Getulio Vargas (FGVnest) anuncia o lançamento de sua Clínica de Mentoria em Tecnologia, Programação e Inovação para Startups e Empreendedores (CMenT), que visa ser um ambiente a fim de conectar pessoas onde elas possam trocar informações, colaborar, cocriar e empreender. A coordenação será dos professores da FGV EMAp, Renato Rocha Souza e Flávio Codeço Coelho.

“Teremos mentorias gratuitas para startups e empreendedores com o objetivo de contribuir ativamente para o desenvolvimento do ecossistema empreendedor de alto impacto. A CMenT atuará como um “hub”‘, conectando empreendedores e startups com mentores, empresas, investidores, alunos, professores e demais parceiros do FGVnest”, explica o professor Renato Souza.

A CMenT está sendo lançada com duas verticais, Lawtechs (direito) e Biotechs/Health Techs (biotecnologia e saúde), mas, segundo o professor Flávio Codeço, já com a ideia de expandir rapidamente para outras vertentes e áreas específicas. Ele será o responsável pela área de Biotechs/Health Techs. Já a vertical Lawtechs será liderada pelo professor Rafael Alves de Almeida, coordenador da pós-graduação lato sensu da Escola de Direito do Rio de Janeiro (FGV Direito Rio).

“Esta é mais uma ótima iniciativa para incentivarmos o empreendedorismo legal, a criatividade e o networking. São ações que definitivamente contribuem para o fortalecimento do ecossistema e para ampliação de novas oportunidades”, destaca Almeida.

O FGVnest, além do lançamento da CMenT, anuncia duas novas parcerias institucionais: com a Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs (AB2L) e com o Instituto Oswaldo Cruz, da Fundação Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). O objetivo é desenvolver e fomentar trabalhos acadêmicos, pesquisa aplicada, relatórios técnico-científicos, workshops, seminários, entre outros projetos nas áreas temáticas de interesse, além de fortalecerem as verticais Lawtechs e Biotechs/Health Techs.

A conexão entre investidores, empreendedores, governo, empresas e academia, por meio da geração e da disseminação de conhecimento está entre os objetivos do FGVnest e é fundamental para o crescimento e desenvolvimento econômico do país. A primeira CMenT está prevista para ocorrer em dezembro, e o FGVnest selecionará os primeiros empreendedores e startups participantes para ambas as verticais.

“O objetivo é que as clínicas sejam realizadas periodicamente, além de criarmos outras verticais a partir de novas parcerias institucionais e novos patrocinadores do Núcleo”, afirma o professor Caio Ramalho, coordenador do FGVnest. “Estamos conversando com diversas empresas que já manifestaram o interesse em serem mantenedores do FGVnest e, em breve, teremos boas novidades”, revela. Atualmente, o FGVnest conta com o escritório Gaia Silva Gaede Advogados como seu mantenedor, além da Anjos do Brasil como seu primeiro parceiro institucional.

BetaGammaRays conecta startups a investidores durante o WebSummit 2018, em Lisboa

No próximo dia 4 de novembro, 10 startups da América Latina, Europa e Ásia terão a oportunidade de se apresentar a um seleto grupo de 40 investidores internacionais em um DemoDay promovido na sede da Bright Pixel, um relevante player no ecossistema português, com o objetivo de fecharem novos negócios e parcerias. Dentre as selecionadas, há uma brasileira, a Instateaser, que faz vídeos para sites e redes sociais de pequenas empresas.

A iniciativa é da BetaGammaRays, uma aceleradora-boutique com presença global, liderada por Kat Wendelstad, ex-CMO do Dr. Consulta, e Daniel Silva, fundador da VaiMoto, e coincide com a realização do Web Summit 2018, o maior evento de tecnologia, empreendedorismo e inovação da Europa, que deve reunir mais de 70.000 pessoas de todo o mundo.

Para a seleção, foi aberto um chamado global, que contou a colaboração dos parceiros StartupFarm (Brasil), LeadSports (Berlin), Lanzadera (Valencia) e Google Campus (Madrid). Além da representante brasileira, teremos startups da Rússia, Espanha, Portugal, Suíça, Alemanha e Inglaterra, que atuam em segmentos como Inteligência Artificial, HR Tech, Crypto e AdTech, e já têm produto validado no mercado.

Para chegar a esse grupo, o time da BetaGammaRays analisou mais de 100 iniciantes do mundo e que atuam em diferentes indústrias, além de se aproximar de investidores para entender o que procuram no mercado. “Criar esse mix é importante para conectar as empresas aos melhores investidores. Acreditamos no smart-money no early-stage”, explica Kat. A expectativa é que ao menos três investimentos, com ticket médio de 300 mil euros, sejam efetivados.

Para isso, cada startup terá até 5 minutos para o pitch. “Entendemos que é pouco tempo para impressionar o investidor, por isso serão agendadas reuniões entre empreendedores e investidores durante o Web Summit”, acrescenta Silva.

Demoday BetaGammaRays

Data: 4 de novembro
Horário: 17h
Local: Bright Pixel – Rua da Emenda 19, 1200-169 Lisboa, Portugal

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Como sua empresa vai morrer em 10 anos

Por Tallis Gomes, fundador e CEO da Singu

Grande cooperativas de táxi poderiam ter criado um aplicativo de mobilidade como o que eu desenvolvi em 2011 antes que eu o fizesse – inclusive, ofereci a eles essa possibilidade e recebi seguidos “não” como resposta. A maioria das empresas listadas na Global Fortune 500, classificação das 500 maiores corporações do mundo, nos anos 50 não estavam na lista em 2014. A idade média de um diferencial competitivo caiu de 30 anos, em 1984, para cinco anos em 2014.

Eu sei que é assustador ler isso, mas a realidade é essa: existe uma boa chance da sua empresa não mais existir em apenas 10 anos. Estamos na era do crescimento exponencial e o mercado respeita religiosamente a conclusão de Charles Darwin, descrita em sua obra prima “A Origem das Espécies” – aqueles que sobrevivem não são os mais fortes ou os mais rápidos, e sim aqueles que detém maior capacidade de adaptação.

A cultura corporativista carrega como efeito colateral a cegueira seletiva. Alguns executivos preferem enxergar apenas aquilo que lhes convém – afinal, por que se preocupar com algo que, no mínimo, lhe trará um enorme problema para defender perante seus colegas? Sim, estou falando daqueles projetos disruptivos que mudam completamente a forma como a empresa opera, muitas vezes, por décadas. Sabe aquele projeto que você engavetou porque preferiu não ter que enfrentar metade do time executivo para aprová-lo? Ou pior, você tentou aprová-lo mas foi vigorosamente vetado – afinal, a empresa já funciona daquela forma, os negócios vão bem e não há necessidade de correr o risco da mudança.

Se você é um funcionário/líder exemplar, provavelmente se identificou com o parágrafo acima, mas deixa eu te contar um segredo: o único risco que uma companhia corre nos tempos atuais é o de NÃO MUDAR! Para sair do clichê de citar exemplos norte-americanos, vou falar do Brasil mesmo. Grandes redes de pizzaria locais poderiam ter antevisto o fenômeno da adoção mobile, por exemplo – a Sala Vip ou a Parmê poderiam ter criado seu app de entrega de pizza, antes que o IFood o fizesse. A NET poderia ter criado seu serviço de streaming antes do Netflix.

Sabe por que nenhum destes exemplos acima se anteciparam ao que estava por vir? Por causa da cegueira seletiva. Meu avô costumava dizer que “a ideia vale 10 centavos a bacia” e eu não poderia concordar mais. Com certeza alguns executivos/funcionários tiveram a ideia de fazer algo disruptivo em seus negócios, mas a cegueira coletiva impetrada no ambiente corporativo podou estes pontos fora da curva – e provavelmente estas companhia serão penalizadas severamente por cometer este erro.

Atualmente, temos mais de 2 bilhões de aparelhos conectados à internet e dentro de 35 anos este número será de 1 trilhão. Existe um mundo de oportunidades a serem aproveitadas e sua companhia tem duas opções: se vacinar contra a cegueira coletiva ou ser atropelada pelos novos entrantes, as famosas startups que estão ávidas por disruptar novos mercado com um time extremamente enxuto e um propósito transformador debaixo dos braços.

Vou listar 3 pontos práticos a serem adotados para evitar que sua empresa seja atropelada nos próximos anos.

(I) Fazer um hackaton por semestre: Hackatons são maratonas de desenvolvimento, geralmente adotadas para softwares, mas que podem facilmente serem adaptadas para processos e produtos. Recomendo que aconteçam dois hackatons por ano na sua empresa e que cada projeto vencedor seja executado religiosamente; sem dúvida será o melhor investimento em R&D que sua empresa fará.

(II) Democratize a opinião: Não faz sentido contratar pessoas inteligentes e bem formadas para que a palavra final seja de um diretor/gerente. É importante adotar a cultura da argumentação; se o estagiário tem um ponto, deixe que ele explique este ponto. Caso o gestor não concorde, ele tem o dever de contra-argumentar para provar o motivo de o ponto apresentado não ser viável. Adotando essa cultura, você irá incentivar seus funcionários/colegas a contribuirem.

(III) Sente um dia por mês no call center: Todo gestor, do CEO ao gerente, deveria obrigatoriamente sentar pelo menos um dia por mês no call center. É lá que você encontrará as respostas para o próximo grande lançamento da sua empresa, ou a adaptação no seu produto que lhe fará ganhar market share (e não na sua planilha de Excel).

O dever do CEO é construir uma companhia que irá destruir a sua em alguns anos. Lembre-se, a verdade é perecível e atualmente, sua validade é como um cubo de gelo no deserto.

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Thomson Reuters Brasil apresenta os vencedores de segundo programa de aceleração de startups em 2018

A Thomson Reuters, multinacional de soluções em tecnologia para diversos segmentos da economia, anuncia no próximo dia 31, em São Paulo, os vencedores da segunda edição de seu programa de aceleração de startups. O Accelerator Day for Taxtech & Comextech, realizado com o apoio da AB2L (Associação Brasileira de Lawtechs & Legaltechs) e da Campinas Tech (comunidade dedicada ao desenvolvimento do ecossistema de startups da região de Campinas) avaliou empresas iniciantes que tenham soluções em tecnologia para aprimorar a rotina dos profissionais dos segmentos Tributário, Fiscal e de Comércio Exterior. As inscrições foram abertas para iniciativas de todas as regiões do Brasil.

O objetivo do programa é trazer inovações para aprimorar a eficiência das suítes de soluções ONESOURCE Mastersaf e ONESOURCE Global Trade, que proporcionam o cumprimento das obrigações fiscais, compliance, automatização de tarefas e gerenciamento dos processos de importação e exportação das empresas. Serão avaliadas as startups que ofereçam produtos e serviços com potencial de escala e já testados em clientes reais, dentro de três categorias: Fiscal, Comércio Exterior e Fiscal/Comércio Exterior.

Os finalistas são a ODM (São Carlos/SP), Data Policy (Brasília/DF) e Vetor IT (São Paulo/SP), na categoria Fiscal; Intradebook (Florianópolis/SC) e LogComex (Curitiba/PR), na categoria Comércio Exterior; Simples Data (Santa Bárbara D’Oeste – Campinas/SP), BirminD Otimização Industrial (Sorocaba/SP) e Dattos (São Paulo/SP), na categoria Fiscal/Comércio Exterior.

O pilar Fiscal é dedicado às startups que desenvolvem soluções com Inteligência Artificial, Automação de Processos e Recebimento Integrado para aprimorar a eficiência, a gestão e a inteligência fiscal das empresas. Em Comércio Exterior, as iniciativas avaliadas devem ter Inteligência Artificial, Analytics e Integração do Ecossistema do Comércio Exterior (como o Blockchain). A última categoria, Fiscal/Comércio Exterior, visa analisar tecnologias emergentes que não façam parte dos outros dois pilares, para ambos os segmentos.

“Com o sucesso da primeira edição do programa Thomson Reuters Accelerator Day, voltado para o segmento jurídico, decidimos ampliar a iniciativa para as TaxTechs e ComexTechs. Será uma grande oportunidade de identificarmos inovações viáveis para os segmentos Fiscal e de Comércio Exterior, incluindo estas iniciativas em nosso portfólio. Dessa forma, além de estimular e impulsionar ideias inovadoras, podemos aprimorar nosso portfólio de soluções e melhorar o dia a dia das empresas brasileiras”, afirma Ralff Tozatti, Diretor de Marketing da Thomson Reuters Brasil.

Em sua primeira edição, em Campinas/SP, o Accelerator Day da Thomson Reuters apontou quatro projetos vencedores, formato que se repetirá. Na ocasião, as startups tiveram a oportunidade de apresentar os projetos com sugestões tecnológicas para agregar ainda mais valor ao Legal One, software jurídico e inteligente da Thomson Reuters. As empresas escolhidas tiveram, como incentivo de aceleração, a oportunidade de interagir com os colaboradores, a estrutura e as tecnologias Thomson Reuters para, assim, testar as suas soluções no software Legal One. Importante citar que mesmos as startups que não fazem parte do grupo vencedor podem ser convidadas pela multinacional a colaborar com suas soluções em um futuro próximo.

A apresentação dos vencedores da segunda edição do programa acontece no Centro de Inovação da Thomson Reuters (FLIC – Future Law Innovation Center, recém-inaugurado, em São Paulo), na Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 1327 – 2º andar – Vila Olímpia, São Paulo – SP.

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Saiba como fazer parte do maior festival de inovação do Brasil

Empresas, universidades, ONGs e outras organizações já podem inscrever eventos na 4ª edição da São Paulo Tech Week (SPTW), que acontecerá entre os dias 24 e 30 de novembro. A ideia da São Paulo Negócios, organizadora do maior festival de inovação do Brasil, é fazer da cidade palco para iniciativas dinâmicas, atraindo e conectando milhares de talentos, empreendedores e investidores e posicionando a capital paulista como um hub global de inovação.

“A São Paulo Tech Week vem reforçar o DNA inovador e de empreendedorismo da cidade. Aqui, temos recursos humanos com talento e vocação criativa. Mais de 40% das startups do país estão sediadas no município e temos uma enorme empregabilidade no setor”, destaca o Prefeito Bruno Covas.

Os interessados em promover eventos podem cadastrar qualquer formato de iniciativa, gratuita ou não, desde que aconteça entre os dias 24 a 30 de novembro. As áreas esperadas para as atividades são interatividade, tecnologias como blockchain, startups, carreira e recrutamento, IoT, fintech, negócios, smart city, life science & biotech, impacto social, games, edutech, wearable, investimentos, atividades para crianças, marketing digital, realidade virtual & realidade aumentada, mulheres & tecnologia, construtech e health tech, entre outras.

Durante a SPTW, a expectativa é que sejam promovidas mais de 200 atividades, com temas ligados à tecnologia e inovação, fortalecendo a relação entre a cidade e as grandes companhias com sede no município e capacitando jovens paulistanos no mercado de trabalho

A edição de 2018 conta com patrocínio da Atento, Sympla, Distrito e Estação Hack.

Programa de aceleração gratuito estimula crescimento e internacionalização de startups brasileiras

Para desenvolver um negócio de alto impacto tecnológico e que seja duradouro é importante ter, em primeiro lugar, uma ideia inovadora. Porém, com o crescente número de empreendedores no Brasil, fica cada vez mais difícil se destacar. Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), estima-se que hoje existam entre dez e quinze mil startups no país. Isso significa que é necessário mais do que desenvolver um conceito inédito para que a empresa ganhe notoriedade.

Por este motivo, o melhor caminho para conquistar esse objetivo é participar de um programa de aceleração, como o InovAtiva Brasil, realizado pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O programa é gratuito e abrange negócios inovadores de inúmeros setores e regiões do Brasil desde 2013. Ele ajuda a acelerar o processo para que startups ganhem mercado, utilizando mentoria, consultoria, capacitação e vivência experimental, além de proporcionar acesso a investimentos e recursos.

Em 2014, a Solides, HR Tech mineira especializada em gestão comportamental e People Analytics, estava alterando seu modelo comercial, proposta de valor, produto e a estratégia de marketing e participou do programa. “O InovAtiva foi muito útil para testamos e validarmos nossas ideias antes de virar a chave. Ficamos muito impressionados com a qualidade do conteúdo, treinamentos e mentorias”, comenta Alessandro Garcia, Co-fundador da empresa.

Assim como ela, cerca de 740 startups de todas as regiões do Brasil foram aceleradas pelo InovAtiva de 2013 até hoje. De acordo com Billy Nascimento, CEO da Forebrain, uma das primeiras startups aceleradas pelo InovAtiva, esse processo é muito importante para validar e tangibilizar as ideias de quem está começando para fazer com que a empresa decole.

“Fomos uma das empresas escolhidas para uma vivência dentro do Vale do Silício. Isso foi um divisor de águas para nós. A gente entendeu que a nossa ideia não era uma loucura. Na época, o mercado estava muito imaturo no Brasil e nos questionávamos se valia a pena ou não continuar com o negócio”, conta Nascimento.

A Forebrain também passou por um processo de vivência no Reino Unido, experiência que mostrou para a empresa que há oportunidades globais para startups brasileiras.

A internacionalização de startups brasileiras é um dos principais objetivos do programa. Isso se dá por meio do StartOut Brasil, que seleciona até quinze empresas com potencial para imersão em outro país. O programa é destinado a startups brasileiras já estabelecidas, que estejam faturando, preferencialmente, acima dos R$ 500 mil, ou que tenham recebido algum tipo de investimento.

Hoje, com 8 anos de existência, a Forebrain já está estabelecida no mercado, atuando com um conjunto de métodos e tecnologias para entender o comportamento do consumidor. Como clientes, já atendeu TV Globo, O Boticário, Banco Santander, Porto Seguro, entre outros.

Já a Solides, foi fundada em 2010 e, desde então, traz inovação e tecnologia para o mercado brasileiro, impactando e mudando o cenário de gestão de pessoas, com o objetivo de levar mais resultados estratégicos para o público de RH.

A atual edição do programa se encerra entre os dias 8 e 10 de dezembro com a realização dos eventos Bootcamp Nacional e Demoday InovAtiva, na cidade de São Paulo. A previsão é que as inscrições do InovAtiva Brasil 2019 se iniciem em fevereiro.

Finep aprova investimento de R$ 14,5 milhões em empresas da segunda rodada do programa para startups

A Finep vai investir R$ 14,5 milhões em 15 negócios inovadores (média de R$ 966 mil em cada) aprovadas na segunda rodada do programa Finep Startup. Após visita técnica e due diligence de 25 finalistas, foram selecionadas as empresas Bionexus, DataRisk.io, ePHealth, Everywhere Analytics, Fofuuu, Integra Bioprocessos, Intelivix, NanoScoping, Parcele.me, PickCells, Postmetria, ProtMat Materiais Avançados, Sumá, VirtualCAE e Zaruc.

A operação será concluída depois de análise jurídica e assinatura do contrato de investimento, que será liberado em duas tranches. Caso apresentem resultados promissores nos próximos anos, as propostas selecionadas poderão receber nova injeção de recursos no futuro.

“Trata-se de uma iniciativa inédita no país, em que a Finep compartilha com o empreendedor o risco inerente aos estágios iniciais de desenvolvimento. A inovação é condição necessária para a escolha da empresa, mas não suficiente: as startups precisam atender a uma demanda real de mercado e estar ancoradas em um modelo de negócios viável e escalável”, explica Raphael Braga, gerente do departamento de Empreendedorismo e Investimento em Startups da Finep.

Os temas de maior destaque entre as 15 startups qualificadas foram Healthtech e Inteligência Artificial, com três aprovadas em cada categoria. As demais empresas atuam nas áreas de Internet das Coisas (duas empresas), Agritech (duas), Nanotecnologia (duas), Fintech (uma), Biotecnologia (uma) e Manufatura Avançada (uma). Santa Catarina foi o estado com o maior número de propostas selecionadas: cinco empresas. Na sequência, aparecem São Paulo (três), Pernambuco (duas) e Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Distrito Federal, representados com uma startup cada.

A segunda rodada de investimentos do primeiro edital do programa recebeu 366 inscrições. Desse total, 75 startups foram classificadas para a etapa seguinte, uma banca de avaliação presencial realizada entre os dias 17 e 19 de abril, em São Paulo. Cerca de 80 avaliadores – 50 da Finep e 30 externos – selecionaram 25 empresas. Após a etapa final, a Finep aprovou 15 startups para receberem o aporte – oito foram reprovadas e duas desistiram do processo.

Para mais detalhes sobre o Finep Startup, acesse:

Confira abaixo as empresas aprovadas para investimento (em ordem alfabética):

Bionexus – Chapecó (SC) – Agritech

A Bionexus nasceu em 2014 com DNA de inovação. É especializada no desenvolvimento de dispositivos eletrônicos para o segmento agro com foco na bovinocultura de leite. Através do Milkspec, os agentes atuantes na produção leiteira podem monitorar diariamente a qualidade do leite, desde a ordenha até a industrialização. Tudo isso integrado a plataforma Allagro com as informações acessíveis de qualquer lugar, possibilitando uma rápida tomada de decisão para a melhoria da qualidade e produtividade.

DataRisk.io – Florianópolis (SC) – Inteligência Artificial

A DataRisk.io é uma plataforma online de modelagem preditiva, com foco em instituições financeiras, que oferece modelos com alto valor agregado. É a primeira empresa no Brasil a oferecer um serviço do tipo “decision as service”, por meio de tecnologia proprietária, que permite aos clientes gerar modelos utilizando técnicas de machine learning de forma rápida e escalável. Esses modelos, na grande maioria das vezes, são utilizados na tomada de decisão: para prever fraudes, fornecer crédito de uma maneira mais precisa ou ainda fazendo um cobrança da forma mais adequada, por exemplo.

ePHealth – Florianópolis (SC) – Healthtech

O Brasil tem o maior programa de saúde preventiva do mundo no SUS, mas está quase todo baseado em papel e processos manuais. A ePHealth quer automatizar todos os municípios do Brasil, melhorando a eficiência e servindo de modelo para o setor privado e outros países. A empresa criou uma plataforma de saúde preventiva, com foco no cadastramento e monitoramento da população em larga escala, que identifica fatores de risco, vulnerabilidade e grupos prioritários. O aplicativo é voltado para profissionais de saúde em campo e os sistemas de gestão na nuvem são acessados pelos coordenadores de saúde, de forma 100% offline.

Everywhere Analytics – Curitiba (PR) – Internet das Coisas (IoT)

A Everywhere é uma empresa de pesquisa que gera informações para Mídia Exterior, Varejo e Mobilidade Urbana a partir de tageamento de aparelhos celulares. De forma inovadora, automática, sem uso de aplicativos e sem nenhuma ação do portador de smartphones geram métricas que permitem entender a audiência, o comportamento, padrão de deslocamento e mobilidade.

Fofuuu – São Paulo (SP) – Healthtech

A Fofuuu se propõe a reinventar a experiência do tratamento fonoaudiológico por meio de técnicas de games e inteligência artificial. Para isso, uniu as principais práticas e conceitos da Neurociência e da Fonoaudiologia em uma plataforma lúdica com jogos digitais para estimular a fala e o desenvolvimento infantil. Os jogos funcionam tanto como um instrumento terapêutico quanto como de estimulação multissensorial da criança em casa. Com seus dois aplicativos, Fofuuu Pro e Fofuuu Kids, possibilita um aprendizado personalizado para as necessidades terapêuticas de cada criança. Usa reconhecimento de voz para mover os personagens durante os jogos, e com o uso de games, mantém as crianças engajadas fazendo as atividades do tratamento.

Integra Bioprocessos – Brasília (DF) – Biotecnologia

Combinando conhecimento profundo sobre a engenharia do microrganismo, fisiologia de leveduras, bioinformática, processos fermentativos e outros, a Integra oferece soluções biotecnológicas por meio de bioprocessos proprietários ambientalmente recomendáveis, que transformam resíduos agroindustriais em produtos de alto valor agregado para as indústrias alimentícias (cervejeira e outras), de suplementos alimentares e cosméticas.

Intelivix – Recife (PE) – Inteligência Artificial

A Intelivix usa a inteligência artificial para fazer a jurimetria, ou seja, usar dados métodos quantitativos e qualitativos no Direito. Para fazer isso, ela busca na internet processos publicados em portais de tribunais. Como resultado, a gama de possibilidades informativas é grande e uma delas é a de traçar o perfil do juiz que julgará um caso com base em processos anteriores. Além disso, a startup também oferece um auxílio à redação, permitindo que contestações sejam padronizadas de forma a seguir melhores práticas e ter resultados consistentes independente da localização.

NanoScoping – Florianópolis (SC) – Nanotecnologia

A NanoScoping é uma empresa de inovação, com enfoque em nanotecnologia. Atua no desenvolvimento de insumos altamente tecnológicos que permitem melhorar a performance do produto dos clientes. Possui uma linha de nanoinsumos desenvolvida exclusivamente para o setor veterinário, que pode ser adicionada aos produtos de higiene e embelezamento veterinários. Preocupada com o ambiente, os produtos da NanoScoping são desenvolvidos a partir de ingredientes biocompatíveis e biodegradáveis, usando tecnologia verde.

Parcele.me – São Paulo (SP) – Fintech

Pioneira no segmento, a startup é especializada em pagamento parcelados: permite que a empresa receba o valor à vista e o cliente pague a prazo. Desenvolveu uma plataforma tecnológica que permite, sem custos para o cliente, customizar soluções para grandes empresas e conectá-las com instituições financeiras, resolvendo importantes problemas das corporações.

PickCells – Recife (PE) – Healthtech

A PickCells desenvolveu uma plataforma baseada em visão computacional, que permite o diagnóstico automatizado, mais rápido, preciso e eficiente de doenças infecciosas, em tempo real e com baixo custo. Sua solução alia hardware e software para detectar padrões em exames de microscopia realizados pelos laboratórios, sendo o foco atual a automatização de exames parasitológicos, hoje centrada na identificação de ovos do Shistosoma Mansoni, helminto causador da esquistossomose. Fazendo uso de Inteligência Artificial (IA) própria, na forma de um algoritmo de Visão Computacional, a solução permite que os profissionais responsáveis pela análise de amostras recebam diretamente na tela do computador ou no smartphone imagens com a marcação dos padrões desejados, sem que tenham que procurá-los através do microscópio, como tradicionalmente é feito.

Postmetria – Porto Alegre (RS) – Inteligência Artificial

A Postmetria é uma plataforma para monitorar a satisfação dos consumidores, com base em comentários da internet. A inovação está na métrica social NPS, que calcula o grau de recomendação e o nível de fidelidade do cliente. Interpreta textos (posts, avaliações em e-commerce), vídeos, áudios, entre outras informações da expressão espontânea do internauta. Depois disso, sistematiza o contexto estratégico da jornada do cliente e apresenta um dashboard com gráficos de gestão, a partir da métrica social NPS. Indicada a qualquer empresa que deseja aumentar sua inteligência competitiva e ampliar sua compreensão da satisfação de seus clientes. As informações são usadas para melhorar as taxas de retenção de seus consumidores.

ProtMat Materiais Avançados – Juiz de Fora (MG) – Nanotecnologia

A ProtMat utiliza matéria prima importada da mais alta pureza em sua linha de produção, assegurando que as próteses e infraestruturas fabricadas com nossos blocos de zircônia apresentem alta qualidade, reprodutibilidade e perfeita adaptação. Produzimos cerâmicas para uso em sistemas CAD/CAM e MAD/MAM, visando a confecção de componentes de sistemas de próteses.

Sumá – Pelotas (RS) – Agritech

A Sumá (nome da deusa tupi-guarani da agricultura) desenvolveu uma plataforma digital que liga cooperativas, associações de agricultores e grandes empresas (como hotéis, restaurantes, cozinhas industriais) que buscam comprar alimentos frescos em um sistema de comércio mais justo. Na plataforma, são ainda oferecidos cursos de formação para pequenos e médios produtores. Ou seja, além do papel desempenhado para unir produtores e potenciais compradores, a ideia é ainda fomentar a formação de quem, literalmente, alimenta o país.

VirtualCAE – São Caetano do Sul (SP) – Manufatura Avançada

A VirtualCAE desenvolveu um software nacional de otimização topológica, validado pelo MIT (Massachusetts Institute of Technology), utilizado para a redução massa de componentes – o software esculpe o design ideal do produto a ser otimizado. Pode ser utilizado em diferentes setores da indústria nacional: automotivo, aeroespacial, ferroviário, energia, bens de consumo, indústria extrativa, máquinas e equipamentos.

Fonte: Finep

7 ações que distraem gestores na hora de inovar

Por Aureo Villagra, CEO da Goldratt Consulting Brasil

Inovar cada vez mais se torna uma ação necessária. O mundo realmente está mudando e as empresas e gestores não podem ficar para trás. Porém, em meio a tantas iniciativas como Indústria 4.0, Big Data, Inteligência Artificial, startups e novas tecnologias, é muito fácil perder o foco do que realmente importa para o seu negócio.

O trabalho de um bom gestor é descobrir como alinhar a necessidade da empresa com esse novo mundo de constantes mudanças. Com tantas opções e tecnologias, a chance de fazer um investimento alto em algo que não necessariamente precisa ser melhorado pode aumentar consideravelmente.

É neste momento que a Teoria das Restrições (Theory of Constraints – TOC), introduzida pelo Dr. Goldratt, pode auxiliar os gestores a manterem o foco para atingir resultados decisivos. A TOC baseia-se em focar no ponto chave para o negócio, através de uma visão holística. Inovar não apenas porque é necessário para acompanhar as mudanças do mercado, mas sim inovar para realmente agregar valor ao negócio. Trata-se de abraçar iniciativas que geram o maior impacto positivo possível nas metas da empresa, entregando valor real para o mercado.

Tecnologia e inovação são necessárias, mas muitas vezes, não são suficientes para atingir um resultado realmente significativo.

Os gestores devem evitar os chamados “7 Sedutores”, ações que normalmente induzem as empresas a perder o foco na hora de resolver um problema. Representam táticas que rapidamente são utilizadas sem uma visão clara do problema real. Muitas vezes podem até ser necessárias em um certo ponto da inovação, porém possuem resultados limitados e marginais, se aplicados isoladamente. Podem dar a falsa impressão de que o problema foi resolvido a longo prazo.

Os “7 Sedutores” são apresentados no livro recém lançado, chamado “Stop Decorating the Fish”, de autoria de Kristen Cox, Diretora Executiva do Governo de Utah, e Yishai Ashlag, Senior Partner da Goldratt Consulting, eles são definidos por soluções direcionadas exclusivamente por:

1) Mais dinheiro

2) Mais tecnologia

3) Mais reorganização

4) Mais treinamento e comunicação

5) Mais dados

6) Mais responsabilização e atribuição de culpa

7) Mais planejamento estratégico

No varejo, uma situação comum em que pode haver influência de um ou mais dos “7 Sedutores” é o desafio na gestão de estoques, especificamente na definição da quantidade que deve ser comprada e mantida em cada loja para cada produto. Em geral, varejistas têm dificuldade em encontrar um modo que garanta estoque suficiente para satisfazer a demanda por itens que possuem alta venda, porém também que não tenha excesso de produtos que vendem pouco. Na tentativa de solucionar o problema, algumas empresas do setor investem muito dinheiro e atenção gerencial em Inteligência Artificial e Big Data para tentar aumentar a precisão das previsões de vendas, porém, mesmo com grandes investimentos em softwares e coleta de dados em tempo real, tentar otimizar as previsões não resolve – de fato – o problema de ruptura e estoque em excesso.

Nesse caso, não tente colocar certeza na incerteza. O seu best seller do ano passado pode ser o seu slow mover desse ano: não é possível definir com precisão como será a venda de amanhã. Em boa parte dos casos, a predição é um tiro no escuro. Ao invés de gastar tempo e dinheiro tentando otimizar as previsões sem ter sucesso, a melhor solução é estruturar uma operação que responda rapidamente à demanda real em cada ponto de consumo com ressuprimentos frequentes e lead times curtos. Investir em um sistema de execução em tempo real, através da Teoria das Restrições, traz mais resultados do que tentar melhorar o sistema de planejamento.

Os “7 Sedutores” frequentemente parecem prometer uma solução fácil e de imediato resultado, enquanto a causa raiz ainda não foi solucionada. Podem ajudar a possibilitar a solução, porém não são a solução. Insistir nessas ações individuais pode causar custos desnecessários, consumo de tempo e de atenção gerencial. Para garantir um impacto significativo é necessário buscar falhas que refletem no desempenho global do sistema, para não se distrair com melhorias apenas locais e momentâneas.

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