Page

Category startup

Startups vão à falência por más contratações

Especialista da Randstad explica por que 1 a cada 4 startups fecha as portas antes do 1 º ano de funcionamento e 50% não sobrevivem aos 4 primeiros anos

Toda empresa de pequeno porte, inclusive as famosas startups, possuem o ponto de virada, a hora de profissionalizar a operação e contratar um time especializado para fazer o negócio rodar a todo vapor. E essa etapa é uma grande armadilha para muitos negócios.

Em levantamento especial da Randstad, líder global de RH, apenas 5% das empresas procuram serviço especializado em contratação nesse ponto, um dos erros responsáveis pela falência no início de sua operação. De acordo com uma pesquisa da Fundação Dom Cabral, 1 a cada 4 startups fecha as portas antes do 1 º ano de funcionamento e 50% não sobrevivem aos 4 primeiros anos.

Analisando o ciclo de vida dessas empresas, as primeiras contratações, que acontecem na criação e primeira rodada de investimentos, são feitas diretamente pelos donos, que costumam escolher amigos e conhecidos que vão embarcar na ideia junto com eles. “Naturalmente, essa cúpula precisa ser de confiança dos fundadores para que sonho e investimento deles vinguem”, justifica Juliano Gonçalves, diretor da Randstad.

Passada essa fase, vem a segunda rodada de investimento e, com ela, o momento de se estruturar para ganhar o mercado. De acordo com o especialista da Randstad, esse é o divisor de águas do negócio. “Essa é a hora de contratar os melhores talentos e que tenham as competências necessárias para ajudar a empresa a atingir os resultados estipulados”, explica. “O grande problema é que a maioria das startups não procura uma assessoria ou ajuda especializada e continua contratando por indicação ou com ajuda das incubadoras, que não tem olhar imparcial sobre a empresa, nem são especialistas no assunto”, complementa. O resultado é que os contratados, em sua maioria, não possuem as habilidades necessárias para fazer a empresa se desenvolver, e consequentemente, ela não entrega os resultados esperados.

Entre as barreiras enfrentadas, as startups resistem a investir dinheiro na contratação de consultorias. Para definir claramente o rumo do trabalho e a projeção dos resultados, a visão de um terceiro é muito importante. “O olhar de uma pessoa de fora no momento da contratação é primordial”, finaliza Gonçalves.

boostLAB, do BTG Pactual, elege oito startups para sua 3ª Edição

A partir desta semana, as oito Scale-ups selecionadas pelo BTG Pactual para a terceira edição do boostLAB começam a ser potencializadas pelos executivos do Banco, pela aceleradora ACE e pelo time de mentores do programa.

São elas: Stilingue, Allya, Rock Content, Smarttbot, Resale, Bela, Zen Finance e Gyra+

No total, 200 empresas se inscreveram para a iniciativa, que ocorrerá durante o primeiro semestre de 2019. O número é 50% maior do que nas duas rodadas anteriores, o que acabou elevando o número de selecionadas de seis para oito empresas.

As escolhidas são Scale-ups, ou seja, startups mais maduras, já com faturamento e carteira de clientes. A ideia central é encontrar sinergias entre as empresas selecionadas, o BTG Pactual e empresas parceiras do banco, a fim de ampliar os negócios, dar um “boost” nas escolhidas, beneficiando assim todos os envolvidos.

As empresas selecionadas já receberam créditos de US$ 10 mil no serviço de nuvem da Amazon (AWS), US$ 3 mil no da Google e US$ 15 mil da Oracle.

Para Frederico Pompeu, sócio responsável pelo boostLAB, “o grande diferencial do programa é o comprometimento e envolvimento de sócios sêniores do Banco para fazer o programa e as Scale-ups darem certo”.

No início de fevereiro, o BTG Pactual anunciou investimento minoritário em três startups que participaram ao longo de 2018 do boostLAB: Agronow, Digesto e Finpass.

“A ideia é que o BTG Pactual se torne o Banco do ecossistema das startups. O envolvimento cada vez maior do Banco com as startups traz inovação para todas as áreas de atuação do nosso Grupo”, afirma Pompeu.

Resultados de edições anteriores

Finalizada em dezembro de 2018, segunda edição do programa contou com seis empresas: Bxblue, Nexoos, Virtus Pay, Ewally, Digesto e Omie.

A Omie, que é um sistema de ERP (Enterprise Resource Planning), aumentou a receita em 20% e conquistou quatro mil novos clientes durante a potencialização. Além disso, o volume emitido de NF-e de R$ 4 bilhões para R$ 5,1 bilhões ao mês. A empresa oferece um sistema de gestão completo para pequenas e médias empresas com CRM, Finanças, Fluxo de Caixa, NF-e, Estoques e Frente de Loja.

Durante o boostLAB, a Nexoos ampliou seu negócio, passando a ser também um market-place lending, além de peer-to-peer lending. “Tivemos aumento de 30% na receita contra o trimestre anterior. A empresa sai do programa com um nível de maturidade muito maior”, disse Daniel Gomes, CEO e fundador da empresa.

Já a primeira rodada, que aconteceu no primeiro semestre, contou com inscrição de 124 empresas, dentre as quais seis foram escolhidas: Neurotech, Agronow, Clicksign, Finpass [antiga F(X)], Liber Capital e Zigpay.

A Finpass foi uma das empresas que mais se beneficiou do programa. Trata-se de um marketplace de crédito para médias e grandes empresas, que utiliza tecnologia de “matching” para tornar esse processo mais inteligente, rápido e efetivo. Ao final da participação no boostLAB, o volume transacionado pela plataforma teve crescimento de 966%.

Saiba mais sobre as startups selecionadas

Stilingue http://stilingue.com.br/
Software que usa inteligência artificial para analisar o comportamento online de brasileiros e influenciadores digitais.

Allya http://www.allya.com.br/

A Allya aposta em um aplicativo que oferece descontos em estabelecimentos que sejam mais adequados ao perfil do usuário, tudo por meio de dados de geolocalização e um algoritmo próprio.

Rock Contenthttp://rockcontent.com/

A maior empresa de Marketing de Conteúdo da América Latina. Software de gestão de conteúdo, estratégias focadas no sucesso do cliente e resultados reais.

Smarttbot http://smarttbot.com/
A SmarttBot é uma plataforma para traders operarem de forma automatizada na Bolsa de Valores.

Resale http://resale.com.br/

A Resale é uma plataforma para compra e venda de imóveis retomados. Criada em 2015 a empresa oferece soluções para o mercado financeiro na venda desse tipo de ativo e ferramentas para o consumidor final encontrar oportunidades.

Bela http://site.belaviagem.com/

Solução de meio de pagamentos que permite às empresas efetuarem venda eletrônica de reservas em hotéis, ingressos para eventos, atrações e parques, passeios turísticos, restaurantes e outras atividades ligadas ao trade.

Zen Financehttp://www.zenfinance.com.br/

Plataforma de Crédito como Serviço (CaaS, na sigla em inglês) por meio da qual marketplaces e adquirentes de pagamento parceiros podem oferecer linhas de crédito personalizadas para seus fornecedores e clientes, gerando maior conversão para a sua própria solução.

Gyra+http://gyramais.com/

GYRA+ é especialista em operações de crédito para a nova era digital, oferecendo capital de giro a vendedores de e-commerce.

Número de martechs cresceu 32% nos últimos anos

De acordo com o mapeamento da Associação Brasileira de Startups, no Brasil, há cerca entre 10 e mil mil startups, sendo 10.228 mapeadas pela associação. Dessas, 589 são martechs, ou seja, empresas cujo mercado de atuação é voltado para advertising, comunicação / mídia e marketing. Ainda segundo a AbStartups:

32%. É o aumento registrado no número de startups voltadas ao segmento mapeadas de 2016 a 2019.

B2B. 46% das martechs mapeadas oferecem serviços e soluções voltadas para o público B2B. Em seguida, foram registradas 16% para B2B2C e 7,1% para B2C.

Os estados que mais concentram martechs são São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Oiweek SciBiz promove experiência pioneira de inovação aberta em evento em São Paulo

A partir desta segunda-feira (25), a USP Campus Cidade Universitária, em São Paulo, sedia a primeira edição da Oiweek SciBiz, evento que reúne startups, pesquisadores, investidores, estudantes universitários, governos e grandes empresas, em uma experiência pioneira de open innovation. A iniciativa, que estende-se até o dia 28, é resultado da união da 11ª Open Innovation Week, maior evento de inovação aberta do Brasil, com a II Science Meets Business, conferência promovida pela Universidade de São Paulo (USP), em uma parceria inédita com a instituição liderada pela FEA-USP e Agência USP.

Um dos destaques desta edição será a utilização do Inova.USP, infraestrutura laboratorial da instituição, dedicada à pesquisa e inovação colaborativa, para que grandes empresas, startups e pesquisadores cocriem projetos de inovação entre si. A estrutura de 17.000 m² se junta às EMBRAPIIs, CEPIDs, INCTs e tantos outros locais importantes onde se avança em inovação dentro da USP. Os participantes deverão utilizar a plataforma de matchmaking da 100 Open Startups e 100 Open Techs para pré-agendar reuniões e identificar potenciais parceiros

Com o objetivo de discutir os rumos do setor e estimular as conexões e negócios dentro desse ecossistema, a expectativa é que mais de 5.000 reuniões de negócios sejam realizadas por meio da tecnologia 100 Open Startups. A expectativa é receber mais de 2.000 executivos de empresas líderes, 300 startups, 50 painelistas, 15 palestrantes internacionais, 300 investidores e apresentar 200 tecnologias. Além disso, a Oiweek SciBiz conta com uma extensa programação, que inclui palestras e workshops com executivos de grandes empresas, como Yellow, Nubank, TruckPad, Natura, Braskem, iFood, Cemig e Matera.

“Em colaboração com a USP, ampliamos o formato da 11ª Oiweek, utilizando os métodos mais avançados de open innovation e uma verdadeira transformação digital no formato do evento. Vamos promover uma experiência pioneira dentro do Campus, aliada à tecnologia do 100 Open Startups, buscando potencializar a colaboração entre os atores do ecossistema e resultados mais efetivos. Ter uma das instituições de ensino superior mais importantes do Brasil aberta e participando ativamente de um evento deste porte é um marco para o ecossistema”, explica Bruno Rondani, organizador da Oiweek.

O evento se propõe a aproximar profissionais de diferentes áreas de novas tecnologias, como digitalização, robotização, inteligência artificial, manufatura avançada, big data, IoT, drones, biotecnologia e outras tendências que estão mudando radicalmente a estrutura do mercado e da sociedade. “Cocriar soluções a partir de redes de inovação, open innovation e empreendedorismo de alto impacto torna-se crucial como uma oportunidade de expansão”, acrescenta Rondani.

Com coordenação geral do Prof. Dr. Moacir de Miranda Oliveira Junior, professor-titular e chefe do Departamento de Administração da FEA-USP, o evento é realizado em conjunto pela Agência USP de Inovação – AUSPIN, 100 Open Startups e centenas de parceiros do ecossistema em um modelo aberto.

Programação

Nos dias 25 e 26 de fevereiro, serão realizadas reuniões em formato speed-dating, conectando as 300 startups mais atraentes de acordo com o mercado com mais de 100 empresas líderes. Universidades e Institutos Tecnológicos globais também participarão do encontro, apresentando tecnologias disruptivas, bem como trocar experiências entre cientistas, executivos e investidores. Nesses dias, estudantes universitários poderão se conectar com 100 startups e 20 empresas líderes para conhecer seus processos de recrutamento e seleção que somam 200 vagas abertas para trabalhar com inovação.

Os dias 27 e 28 de fevereiro serão dedicados aos painéis e mesas redondas com especialistas internacionais da II Science Meets Business Conference, para discutir os benefícios da ciência encontrando negócios. Os painéis compreenderão as diferentes visões dos principais interessados em inovação sendo compostos por representantes de startups, corporações líderes, investidores, acadêmicos e formuladores de políticas públicas. Especificamente no dia 27 acontece o Open Campus, uma imersão no ambiente acadêmico e científico da USP, com aulas abertas ministradas por docentes e visitas aos laboratórios da Universidade.

“A SciBiz permitirá aos profissionais da inovação navegar por tópicos complexos de gestão da inovação, redes de inovação e inovação aberta. A grande variabilidade de padrões de inovação que difere de setor para setor, o uso de tecnologia, comportamento do consumidor, e assim por diante, serão abordados de forma estruturada” comenta Moacir Miranda, chairman da SciBiz Conference e líder da iniciativa.

Entre as empresas líderes que já confirmaram presença na Oiweek SciBiz estão: Johnson&Johnson, Cemig, Enel, Atlas-Schindler, Grow, Dow, Bosch, BRF, Votorantim, Air Liquide, Accenture, Whirlpool, Mercado Livre, Givaudan, Edenred, CSU, Solvay, Ministérios de Minas e Energia, Suzano, Grupo Pardini,OLX Brasil, Furukawa, Novozymes, Grupo Oncoclínicas, Matera, Nestlé, Tok&Stok, TIM e Pieracciani e Bradesco. Muitas delas participarão dos Open Talks, workshops, painéis e palestras, abordando os desafios do mercado e apontando para as startups e comunidade científica onde estão as melhores oportunidades de negócio.

Para acessar a programação completa, acesse o link: http://www.oiweek.com/pt/agenda.html

Oiweek SciBiz

Data: Dias 25/09 das 9h às 17h, 26 a 28/02 das 10h às 17h
Local: USP Campus Cidade Universitária – Av Prof. Luciano Gualberto, 908
São Paulo – SP
Ingressos: pelo site http://www.oiweekscibiz.com/#tickets

Onde se formam os CEOs de grandes startups brasileiras?

Com suas inovações, as startups têm trazido soluções eficazes para problemas e gargalos de diferentes segmentos do mercado, sempre por meio de um modelo de negócios repetível e escalável. Mas, atrás de cada ideia, há o seu idealizador. No caso das startups, os fundadores, que, na maioria das vezes, acabam assumindo a função de CEO. E o que é preciso para se tornar a mente por trás de cada negócio de sucesso? Sem dúvida, o estudo e o preparo é um destes tópicos primordiais.

A QS World University Rankings lista, anualmente, as melhores universidades do mundo, contando com a participação de 1.011 instituições avaliadas em 85 países. Dentre o TOP 10 desde a primeira edição, em 2004, o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), a Universidade de Stanford e a de Harvard se destacam.

Em 2018, o Linkedin produziu um estudo com mais de 12 mil CEOs de 20 países e analisou as universidades mais populares entre eles, de acordo com seus perfis na rede social. Segundo este estudo, a Universidade de Standford é a que figura no primeiro lugar dentre as que mais formam CEOs, na frente da Universidade Estadual da Pensilvânia (EUA), a Escola de Negócios de Harvard (EUA) e a Universidade de Harvard (EUA).

Mas, no mercado de startups brasileiro, quem são esses executivos e por quais instituições passaram?

Abaixo, listamos alguns fundadores de startups brasileiras que estão à frente de diferentes segmentos de negócios. Confira:

MARIANA DIAS (Standford, EUA)
CEO da Gupy, líder em recrutamento e seleção com base em inteligência artificial no Brasil

Formada em Administração pela USP, Mariana Dias possui especialização em Empreendedorismo e Inovação pela Universidade de Stanford. Começou sua carreira como trainee da Ambev, onde trabalhou por quatro anos e ocupou o cargo de Business Partner para a América Latina.

Junto a três amigos, em 2015, fundou a HRTech Gupy que, através de inteligência artificial, torna mais eficiente o recrutamento e melhora a experiência de candidatos, gestores e profissionais da área de RH durante processos seletivos. Com grandes clientes como Kraft Heinz, Movile e Somos Educação, e atuação em oito países, o projeto foi acelerado pela Telefónica Open Future e conta com investimentos da Canary, Yellow Venture e investidores-anjo.

ANDRE GREGORI (Bocconi, Itália, e Harvard, EUA)

Ex-BTG Pactual, Fundador e CEO do Grupo Thinkseg, marketplace independente de seguros

Formado em Direito e Economia pela Universidade Bocconi, na Itália, Andre tem mestrado em Administração pela FGV e Direito pela FMU, além de ter participado do programa de OPM – Owner/ President Management – da Universidade de Harvard.

O empreendedor deu início a empresas como a Fator Seguradora, em 2005, adquiriu a seguradora Cigna no Brasil e entrou como sócio do BTG Pactual, em 2010, com o desafio de criar do zero a operação de seguros do banco, liderando e expandindo esta frente durante 5 anos. Antes disso, atuou no mercado financeiro, com passagens por Citibank e Bank Boston. É também o executivo responsável por trazer a marca Vaporetto para o Brasil. Hoje, além de ser fundador e CEO do Grupo Thinkseg, Andre está à frente também da GRG Venture Capital.

MARCO CAMHAJI (Standford, EUA)
CEO da Adianta, fintech de antecipações de recebíveis para PMEs

Com uma formação acadêmica diversificada, Marco Camhaji é formado em Direito pela PUC-SP, com especializações em Negócios pela FGV e Finanças pela Universidade Paulista. Foi sócio operacional da Redpoint e.Ventures, um dos fundos de capital de risco de maior sucesso no ecossistema da América Latina, e também CFO na Movile, onde ajudou a empresa a expandir na América Latina.

Na Universidade de Standford, cursou o Master em Administração de Negócios antes de fundar a Adianta, fintech focada em antecipações de recebíveis para pequenas e médias empresas. Dentre os diferenciais da startup estão a agilidade na concessão de crédito, com resposta em tempo real e sem burocracia, e taxas de juros e tarifas mais baixas em relação a instituições financeiras tradicionais. Em dois anos de operação, a startup recebeu pedidos de cerca R$ 110 milhões em crédito. Conta com investimento de fundos como Yellow Ventures, OsherTech, 42K Investimentos e DGF Investimentos.

MATHEUS SILVA (Worcester Polytechnic Institute – WPI, EUA)
CEO da Cuidas, que conecta empresas com médicos de família para atendimentos no próprio local de trabalho

O paraibano Matheus Silva é formado em Engenharia Química e Economia na Worcester Polytechnic Institute – WPI, em Boston, EUA. Prestou consultoria estratégica na McKinsey e foi um dos fundadores da BRASA – Brazilian Student Association, uma organização de estudantes brasileiros fora do Brasil com o intuito de empoderar gerações de líderes brasileiros. Atualmente, é CEO da Cuidas, startup conecta empresas com médicos de família para atendimentos no próprio local de trabalho.

Por meio de planos mensais, a plataforma oferece maior otimização de tempo e redução de custos para as empresas clientes, reduzindo absenteísmo, melhorando a retenção de talentos, além de promover medicina preventiva em prol da qualidade de vida de seus funcionários. Logo no segundo mês após a fundação, a Cuidas recebeu sua primeira rodada de investimento dos fundos Kaszek, Canary, Innova Capital e Bridge One, além de investidores-anjos como altos executivos do Nubank, Guiabolso, Ingresse e Mandalah.

DIEGO DZODAN (Harvard, EUA)
CEO do Facily, app de compras online que conecta os melhores preços aos usuários e disponibiliza entrega rápida

O argentino Diego Dzodan é formado em administração pela Universidade de Belgrano, na Argentina, com MBA na Harvard Business School. Antes de fundar o Facily, app de compras online que conecta os melhores preços aos usuários e disponibiliza entrega rápida, o executivo foi VP América Latina do Facebook, além de já ter passagem como presidente da SAP América Latina, empresa alemã de softwares, e ter sido cofundador e CEO da Certant, empresa de desenvolvimento na Argentina. Ele também é docente em Comportamento Organizacional na Universidade Torquato DiTella, na Argentina.

Presente em três capitais brasileiras, São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, a Facily nasceu como uma startup que conecta, por meio de um aplicativo, prestadores de serviços de beleza – manicures, cabeleireiros e maquiadores – com clientes da mesma região. Recentemente, a empresa criou uma nova função de e-commerce dentro do app, na qual, além de compras coletivas, os seus usuários podem receber encomendas como bebidas, eletrônicos e cosméticos a partir de quarenta minutos e por um valor até 50% menor do que o praticado pelo mercado.

BRUNO PEDROZA (Full Sail University, EUA)
CEO e diretor criativo da Broders, produtora de conteúdo audiovisual para o ambiente digital

CEO, fundador e diretor criativo da produtora Broders – produtora de conteúdo audiovisual voltada ao mercado digital que trabalha com o conceito de inteligência criativa -, Bruno Pedroza é Bacharel com honras em Computer Animation pela Full Sail University (EUA) e Administrador de Empresas pela UFG.

No comando da Broders, Pedroza também atua como diretor de filmes publicitários e designer de conteúdo em realidade virtual. Criada em 2017, a produtora possui expertise em produções para livestreaming, conteúdo 360°, apps, games, gifs, podcasts e, principalmente, realidade virtual, um de seus grandes diferenciais. No ramo publicitário, a Broders atende agências voltadas para o mercado digital e já produziu vídeos para Twitter, Natura, Itaipava, Weber, Doritos, Móbil, AOC, Itaú, Batavo, John Deere, Sicredi, entre outros.

Christian de Cico (Technische Universität Darmstadt, Alemanha)

Fundador e CEO da Arquivei, empresa de inteligência em documentos fiscais

Possui formação acadêmica em Economia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Engenharia de Produção pela Metodista de Piracicaba e também Engenharia Mecânica pela Universidade de Darmstadt, na Alemanha. Christian também foi mentor na ACE, melhor Aceleradora de Startups da América Latina, firmou uma importante parceria com o Google Launchpad Accelerator – programa que tem como objetivo capacitar o empreendedor, apoiando a startup através de orientação e apoio para alcançar seu verdadeiro potencial na América Latina, Ásia, África e Europa.

Christian é fundador e CEO da Arquivei, integrada à Secretaria da Fazenda e prefeituras, startup que fornece plataforma online de monitoramento, gestão e inteligência de documentos fiscais emitidos para um CNPJ em tempo real. Com sede em São Carlos, e, parte da equipe localizada em São Paulo, a empresa, criada em 2014, já atende 60 mil clientes em todo o País, que vão desde pequenas empresas até gigantes como Kraft Heinz, Lenovo e Batavo.

TOTVS aposta em estratégia de inovação aberta e firma parceria com startups de meios de pagamento

A TOTVS, maior empresa brasileira de tecnologia, firma parceria com Liuv e JáPaguei, startups especializadas no serviço de pagamento móvel. As empresas, que foram selecionadas pelo iDEXO – hub de desenvolvimento de negócios entre corporações e startups, que conta com a TOTVS como uma de suas mantenedoras – fazem parte da estratégia de ampliar a capacidade de inovação em novos negócios da TOTVS.

“Procuramos inovações com foco em mobilidade e serviços financeiros, pois entendemos que a tecnologia pode auxiliar os estabelecimentos no entrave com relação aos serviços de pagamento”, comenta Elói Assis, Diretor Executivo de Varejo e Distribuição da TOTVS. “Nossas novas parceiras são focadas no segmento de alimentação, uma área que demanda inovação de forma crescente”

A preocupação diária de melhorar a experiência do consumidor está em todo o varejo. Uma pesquisa da Tech Pro Research, aponta que 88% dos entrevistados que usam a tecnologia em um ambiente comercial (incluindo pagamentos móveis e pagamentos automatizados), afirmaram que as compras ficam mais fáceis, enquanto 67% disseram que essas tecnologias tornaram as compras mais agradáveis.

Segundo Assis, os serviços das duas startups já estão integrados com o TOTVS Chef e o Bemacash e, com isso, já estão prontos para o mercado. “Esse setor é dinâmico e precisamos de ações rápidas, por isso fomos buscar as startups, que atendem essa demanda com bastante agilidade. Estes novos contratos são respostas para necessidades dos nossos clientes e do consumidor final”, completa.

Com a demanda do mercado, o uso da inovação aberta se tornou a estratégia mais importante para que companhias de grande porte tenham acesso às novas ideias e soluções disponíveis. Para identificar as oportunidades que ainda não fazem parte de seu portfólio, a TOTVS conta com o iDEXO como um fio condutor entre essas startups e a companhia. “Entendemos que o resultado da parceria entre startups e grandes empresas é inovação na certa. Para nós, é muito mais interessante abrir as portas para que contribuam com nossos negócios, a concorrência ficou no passado”, comenta Juliano Tubino, Vice-presidente de Marketing e Estratégia de Negócios da TOTVS. “Contamos com o iDEXO para ter acesso à inovação de forma rápida, para que cada novo contrato gere valor para toda cadeia” diz.

Juliano destaca que o objetivo é que a TOTVS continue a ter acesso à inovação por meio de parceria com as startups, para oferecer novas soluções aos seus clientes. Como uma das três empresas associadas ao iDEXO, a TOTVS mantém relacionamento com mais de 120 empreendedores, de 33 startups inseridas em 11 setores da economia e prevê novos contratos e parcerias ao longo de 2019.

SONDA assina parceria com startup de IoT

A SONDA, maior empresa latino-americana de soluções e serviços de tecnologia, assinou uma parceria com a Sigmais, startup brasileira de internet das coisas (IoT), para oferecer soluções de indústria 4.0 aplicadas em fábricas conectadas, shopping centers, varejo inteligente, entre outras aplicações.

O acordo combina a tecnologia de sensores da Sigmais, que capta as informações por meio de uma rede dedicada à internet das coisas, com as plataformas de inteligência analítica e Big Data da SONDA.

“A parceria possibilita que ofereçamos uma solução completa de IoT, passando pelas quatro fases do processo: o dispositivo, a conectividade, o backend e o analytics”, comenta Caio Rainerio, vice-presidente de Aplicativos da SONDA.

A Sigmais nasceu com foco no desenvolvimento de dispositivos de comunicação de redes sem fio e com baixo consumo de energia. A empresa mantém um laboratório próprio de Pesquisa & Desenvolvimento no Espírito Santo e possui certificação de rede lpwan (low power wide-area network). Com isso, as baterias dos dispositivos chegam a durar até 10 anos. Além do Brasil, a startup já levou seus produtos para empresas na Austrália, Cingapura, Chile, Costa Rica, Equador, Malásia e México, em menos de dois anos de atuação.

Os dispositivos não dependem de energia cabeada, o que diminui a necessidade de ajustes na infraestrutura e cabeamento de redes de comunicação. Além disso, a lpwan consume pouca energia para a transferência de dados. “Esse é um dos grandes benefícios das nossa solução. Ela requer uma instalação e manutenção mais prática e eficiente, comparada com os sistemas cabeados”, explica Heitor Nogueira, diretor de novos negócios da Sigmais.

Após a coleta dos dados por meio dos sensores, a SONDA passa a atuar na análise das informações em tempo real para oferecer indicadores preditivos e prescritivos. Com isso, o cliente pode tomar decisões enquanto as ações ocorrem, contribuindo para uma gestão de ativos e processos mais eficazes.

Sanofi é a nova farmacêutica do inovabra habitat e foca em inovação na área da saúde

O ecossistema de startups está reconstruindo e desafiando de forma radical o setor empresarial brasileiro. O segmento de saúde também está inserido neste cenário e a Sanofi, uma das maiores farmacêuticas do mundo, está apostando nessa tendência. A empresa acaba de firmar uma parceria com o inovabra habitat, espaço de coinovação do Bradesco.

O objetivo do acordo, assinado no fim de 2018, é participar do ecossistema do espaço, colaborando com o desenvolvimento de startups e tendo acesso à geração de negócios no setor da inovação. “Essa parceria é mais um importante passo da Sanofi em busca de inovação, um dos principais pilares estratégico da companhia no Brasil e no mundo”, afirma Marcelo Nadruz, head de Digital da Sanofi na América Latina.

A primeira atuação conjunta entre Sanofi e o inovabra habitat aconteceu em novembro de 2018, quando o espaço recebeu uma etapa do segundo Sanofi Latam Digital Summit, onde startups tiveram a oportunidade de apresentar soluções específicas para os desafios enfrentados pela indústria farmacêutica.

A Sanofi conta agora com uma posição de trabalho dentro do inovabra habitat. “Temos um ponto de contato direto com as startups do espaço, o que facilita ainda mais a troca de experiências, algo fundamental para que, juntos, possamos desenvolver soluções cada vez mais eficientes e que agreguem valor para toda a sociedade”, completa o executivo.

Tags, , ,

CI&T leva divulgação de plataforma global de inovação aberta da Nestlé para dentro do Cubo Itaú

Com um “Centro de Design Estratégico” no Cubo Itaú – onde oferece mentoria e ferramentas Lean, aliadas a metodologias em design thinking, design sprint, analytics e marketing digital – a CI&T, multinacional brasileira com presença global e especialista na transformação digital de grandes marcas, recentemente anunciou seus planos para identificar inovações das startups residentes e, com isso, promover a ponte entre os empreendedores e as necessidades de seus clientes.

Agora, dando continuidade a essas ações, a CI&T vai apoiar a Nestlé para engajar as mais de 200 startups que estão no Cubo Itaú – maior hub de fomento ao empreendedorismo tecnológico da América Latina, fundado em conjunto pelo Itaú Unibanco e a Redpoint eventures – para participação em sua plataforma global de inovação aberta, a HENRI@Nestlé. A apresentação foi feita pela equipe de Transformação Digital da Nestlé nesta quinta-feira (14/2), no Cubo Itaú (Alameda Vicente Pinzon, 54 – Vila Olímpia).

Com objetivo de reunir empreendedores dos mais diversos setores para buscar inovações capazes de solucionar desafios de negócios, a Nestlé lançou seu primeiro desafio brasileiro na plataforma: identificar uma solução para combater a degradação do meio ambiente decorrente do uso de canudos plásticos. O intuito é repensar a função dos canudos de plástico nas embalagens, sem prejudicar a experiência do consumidor. A intenção é mitigar, reduzir ou até mesmo eliminar o impacto ambiental dos canudos, que têm efeitos em toda a cadeia de valor. Por isso, a Nestlé está aberta a soluções que podem envolver novos tipos de embalagens, incentivo a mudanças de comportamento do brasileiro com relação ao uso dos canudos de plástico, ou até mudanças na cadeia de suprimentos.

“Esta é uma questão de grande importância para a Nestlé. Reconhecemos que os canudos de plástico se tornaram um desafio global e estamos preparados para tomar medidas decisivas para ajudar a resolvê-lo. Com a plataforma, conseguiremos fazer isso de uma forma muito mais ágil e aberta a muitas formas de repensar esta questão”, diz Carolina Sevciuc, diretora de Transformação Digital da Nestlé Brasil.

“É uma honra apoiar uma empresa global como a Nestlé em um projeto que vai trazer grandes benefícios para o meio ambiente. A iniciativa de promover um desafio que traga diferentes propostas e ideias tem total sinergia com o nosso objetivo no Cubo: apoiar as startups e empresas para que tenham sucesso em seus negócios e encontrarmos oportunidades para inseri-las nos projetos de transformação digital de grandes marcas, atendidas pela CI&T”, ressalta Marcelo Trevisani, CMO da CI&T.

HENRi@Nestlé, uma plataforma de inovação aberta

A Nestlé acabou de lançar no Brasil a plataforma de inovação aberta HENRi@Nestlé. Criada pela empresa em 2016, na Suíça, é um espaço aberto pela companhia para receber ideias que combinem o espírito inovador e a agilidade das startups à experiência da empresa em projetos altamente escalonáveis, e que ao final resultem em propostas que farão a diferença não somente para a Nestlé, mas também para centenas de milhões de pessoas em todo o mundo, a partir da busca por soluções para vários desafios de negócios, que passam por inovação de produtos, sustentabilidade, saúde, nutrição, entre outros temas.

Além das startups do Cubo Itaú, empreendedores de todo o país interessados em buscar uma iniciativa para a substituição do canudo de plástico também podem se inscrever. Para saber mais, basta acessar: https://br.ciandt.com/noticias/ciandt-leva-plataforma-global-de-inovacao-aberta-da-nestle-para-o-Cubo-Itau. As inscrições estão abertas até 7 de abril de 2019. Os projetos recebidos serão avaliados e a Nestlé selecionará cinco deles para passar para a próxima etapa e concorrer a um prêmio único de US$ 50 mil, para implementação do projeto-piloto. Por ser global, a plataforma está em inglês, mas a iniciativa para a substituição do canudo de plástico está descrita em português e os projetos também podem ser submetidos em português.

Tags, , ,

Programa Conexão Startup Brasil promove Laboratório de Modelagem

Com a presença de empreendedores, empresários, representantes de startups e do setor acadêmico, o Programa Conexão Startup Brasil promoveu ontem na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) um Laboratório de Modelagem.

Entre os objetivos desta primeira iniciativa está a identificação de novos elementos para validação do modelo de conexão entre empresas e empreendedores dentro do Programa, tais como dificuldades, benefícios, interesses, geração de valor e forma.

Resultado de uma ação conjunta entre a Softex, a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Programa Conexão Startup Brasil reflete o empenho do Governo Federal em apoiar o empreendedorismo.

“O Ministério entende ser prioritário que o Brasil invista em uma cultura empreendedora e defende o alinhamento dos recursos públicos em uma estratégica única e mais eficiente”, analisa Leonardo Freitas, responsável pela coordenação de ambientes de negócios do MCTIC.

Leonardo Freitas enfatizou que essa visão de otimização dos recursos disponíveis é fundamental para o sucesso de quase uma dezena de projetos com foco na inovação. “Essa é uma das preocupações do MCTIC, que também está trabalhando na modernização do arcabouço normativo brasileiro voltado para o cenário irreversível da transformação digital”, complementa.

A coordenadora de empreendedorismo da Softex, Rayanny Nunes, por sua vez, lembrou que a entidade já coordena o Programa Startup Brasil, é responsável pelo acompanhamento e inteligência de dados do Startup Indústria e que o Conexão Startup Brasil ingressa agora na fase de consolidação. “Trata-se de uma iniciativa nacional com foco regional que busca aumentar a densidade do ecossistema da inovação no país”, ressalta, informando ainda a iniciativa vai alcançar um universo de cerca de 2.000 empreendedores.

O Programa Conexão Startup Brasil tem foco no fomento, desenvolvimento e na transformação de ideias conectadas ao mercado. Em relação aos empreendedores, ele busca a capacitação, a conexão com problemas reais e o acesso tanto ao mercado como a investimentos.

Para as instituições de apoio, o programa busca fomentar o ecossistema empreendedor, dando acesso a projetos com demandas concretas. Já as Universidades e Centros de Pesquisas e de Desenvolvimento se beneficiam da interação com o mercado e com o próprio ecossistema. A iniciativa também auxilia as entidades investidoras ao entregar startups mais preparadas e com a oferta de soluções aderentes às necessidades do mercado.

O mesmo se dá em relação à indústria e a outros setores, que passam a contar com soluções inovadoras graças a uma maior densidade de startups com perfil industrial.

Tags, ,

Maior programa de aceleração de startups do país passa a operar com um novo formato

Em 2019, o InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração de startups do país, passa a operar com um novo formato. As mudanças foram realizadas para dar mais visibilidade às startups e aumentar as oportunidades de conexão com investidores e grandes empresas.

Realizado pelo Ministério da Economia em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) e executado pela Fundação Centros de Referência em Tecnologias Inovadoras (CERTI), o InovAtiva Brasil já acelerou mais de 840 negócios inovadores de todas as regiões do país.

A partir de agora, o ciclo de aceleração terá uma duração de quatro meses e serão realizadas duas edições ao ano, com até 130 startups aceleradas por ciclo. Igor Nazareth, Subsecretário de Inovação do Ministério da Economia, conta que, durante esses anos de experiência na aceleração de startups, foi possível perceber que negócios mais desenvolvidos conseguem aproveitar melhor o que o programa tem a oferecer. “Nesse ano vamos priorizar uma aceleração mais rápida e com mais oportunidades de interação entre startups e grandes empresas, visando aumentar a quantidade de negócios gerados no programa”, explica Nazareth.

Natália Bertussi, Coordenadora de Startups na Unidade de Inovação do Sebrae Nacional, afirma que em 2019 o foco do programa é apresentar startups mais preparadas para o mercado. “Vamos gerar mais visibilidade, conexões e oportunidades para as startups fazerem negócios”, comenta.

Além de mentorias e conexão com investidores e grandes empresas, as startups aceleradas no programa recebem uma série de benefícios, como pontuação extra em programas parceiros; descontos e pacotes de serviços de empresas e entidades parceiras, como Google, Amazon Web Services, Moskit CRM, Agendor, Pipefy, Contentools, entre outras.

Inscrições

As inscrições para o primeiro ciclo de 2019, que será realizado de março a julho, já estão abertas. Entre os dias 11 de fevereiro e 11 de março, startups que já estão realizando as primeiras vendas ou que já possuem uma base crescente de usuários poderão realizar seu cadastro no site http://www.inovativabrasil.com.br/. O resultado será anunciado no dia 15 de abril.

Vender mais online e disponibilizar os estoques das lojas físicas é tema de palestra na Campus Party 2019

“Vender mais online e disponibilizar os estoques das lojas físicas” é um dos principais desejos dos varejistas. Quem explica é Fabíola Paes, especialista em varejo que no dia 13/2, quarta-feira, às 15 horas, faz palestra na Campus Party 2019 sobre “A nova fase Omnichannel no varejo”. Voltada para quem deseja entender mais sobre tecnologia, inovação e varejo, e sobre esse universo que já movimenta milhões nos últimos anos, a conferência será realizada no palco Startups.

Professora da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), do Ibmec e da USP-Esalq, parceira do Ecossistema de Startups do Varejo no Oasislab (SP) e uma das fundadoras da startup Neomode, Fabíola relata que apesar da tecnologia estar ao alcance da maioria da população nos centros urbanos, ainda existe muita dúvida entre os profissionais do varejo quando o assunto é investir em inovação.

Assim, ela observa que dentro do chamado Varejo 4.0, existe um conceito se consolidando no Brasil, o de “omnicanalidade”, que consiste em unificar todos os canais de venda (e-commerce, assistente virtuais, aplicativos e lojas físicas) em uma só experiência. Desta forma o cliente pode usar o e-commerce ou app para comprar e a loja física para fazer a retirada dos produtos, ou pode pesquisar na loja física e comprar de madrugada usando a plataforma como uma “prateleira infinita” que além de trazer os produtos e as ofertas, oferece formas de pagamento, entrega e/ou retirada eficaz.

“O varejista conectado tem ilimitadas possibilidades de conquistar seu consumidor dentro ou fora da loja (online). O smartphone, por exemplo, é uma incrível ferramenta que pode auxiliar o varejo a alcançar potenciais clientes com o envio de chamadas e ofertas personalizadas, de acordo com sua geolocalização ou perfil”, destaca.

Conveniência e engajamento

Acostumada a ouvir as “queixas” dos varejistas, Fabíola é uma das responsáveis dentro da equipe da Neomode por buscar soluções ágeis que melhoram a eficiência logística das empresas e ao mesmo tempo ampliam o fluxo de pessoas na loja física e a conversão das vendas – sejam elas nos canais online ou off-line. “Quando falamos de práticas dentro de um varejo contemporâneo pensamos numa loja conectada, onde é possível criar engajamento com os clientes por meio do uso da tecnologia. E um cliente engajado vale muito mais, pois além de promover a marca ele compra cerca de 40% a mais”, relata.

Para a especialista, “a integração das plataformas do negócio é uma boa força extra, uma vez que as pesquisas sobre os produtos agora iniciam pelo smartphone e são concluídas na loja física ou no desktop”. Ela justifica a afirmação ao citar um estudo da Criteo – empresa global de tecnologia e marketing – pelo qual os sistemas via smartphones já respondem por 48% das vendas do varejo web mobile e app e onde 22% das transações em desktop são precedidas de um clique mobile.

“O consumidor está mais à vontade para comprar via smartphones e isso impacta as classes A, B e C. As pesquisas também mostram que 47% dos consumidores conectados se deslocam até os PDV físicos por que desejam experimentar ou ver algo pessoalmente que já viram ou pesquisaram na web”, argumenta.

Clique & Retire e giro mais rápido do estoque

Além de ampliar as vendas, a integração dos canais pode impactar diretamente na administração do estoque e na logística ao transformar as lojas físicas em minicentros de distribuição. Por meio do uso de ferramentas como a geolocalização é possível ofertar ao cliente o chamado Clique & Retire, uma nova modalidade de venda onde o consumidor realiza a compra online (via app, e-commerce ou assistente virtual) e retira o pedido diretamente na loja física, sem enfrentar filas. Em até cinco minutos o pedido está disponível no sistema do caixa da loja. “Isso é bom para o lojista que vê o fluxo de clientes aumentar no PDV e também para o cliente que diminui o tempo de espera pelo produto e os gastos em frete”.

“Por essa razão é tão importante divulgar este novo conceito de varejo que permite estar presente online e offline e conectar todos os canais de venda e relacionamento. O êxito das estratégias também está em conhecer o cliente, seus hábitos e necessidades. Com o uso da inteligência artificial essas informações já são passíveis de levantamento ao mapearmos como ele se relaciona com os canais dentro da plataforma de integração”, conclui.

A Campus Party Brasil 2019 tem cinco dias de duração, 900 palestrantes e 1.000 horas de conteúdo. O evento que está em sua 12ª edição ocorre em São Paulo, de 12 a 17 de fevereiro, no Expo Center Norte. Mais informações em https://brasil.campus-party.org/

Tags, ,