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Bayer é a nova parceira do AgTech Garage, um hub de inovação em agronegócios

Oferecer soluções tecnológicas para atender às necessidades específicas de cada cliente é sempre um desafio para o agronegócio. O mundo precisa de mais inovação no campo, e o investimento em empresas que oferecem soluções avançadas, ferramentas digitais e análise de dados é fundamental. A transformação digital já é realidade na fazenda, e por isso há uma grande aposta nas startups, que também chegam para impulsionar o setor agrícola nacional.

Diante deste cenário, será inaugurada em 23 de abril o AgTech Garage – Campus Vale do Piracicaba, principal hub de inovação do setor, localizada na cidade de Piracicaba (SP), região considerada o Vale do Silício da agricultura. O principal objetivo é estabelecer relacionamentos colaborativos entre todos os atores que beneficiam a cadeia produtiva.

As startups chegam ao campo gerando novas oportunidades, inovações disruptivas e acelerando os processos das grandes empresas. A dinâmica da informação ajuda o produtor rural na tomada de decisão com o uso das mais recentes tecnologias, como algoritmos, robótica e inteligência artificial, elevando o nível das operações e técnicas agrícolas. Entre os benefícios estão o aumento de soluções de portfólio, baixo custo, foco no cliente e novas alternativas para gerar oportunidades dos mais variados segmentos de negócios.

Atenta às tendências do mercado e à transformação digital, a Bayer encabeça este hub como “Innovation Partner”, sendo a única representante do segmento de sementes e defensivos. Sob a liderança do Centro de Expertise em Agricultura Tropical (CEAT), a empresa quer incentivar o engajamento do setor fomentando novas startups. “A tecnologia já está no campo e contribui para alavancar resultados positivos na produção. Com uma população mundial crescendo exponencialmente e cada vez mais urbana, a agricultura não tem outra saída senão utilizá-la a seu favor para aumentar a produtividade”, ressalta Dirceu Ferreira Júnior, diretor do CEAT da Bayer.

O AgTech Garage – Campus Vale do Piracicaba abrange uma área de 2,5 mil metros quadrados dentro do Parque Tecnológico de Piracicaba e funciona como ponto de encontro para incubação de startups ligadas ao agronegócio, abrigando 400 cadastros na plataforma virtual e doze residentes no espaço físico do pólo. “A união de pessoas pensando em soluções para a agricultura é inspiradora e motivacional. Nesse novo espaço de trabalho e colaboração, o maior beneficiado é o consumidor final. A transformação no modo de operacionalizar esse pensar, possibilita com que agricultores aproveitem os dados que estão ao seu alcance para tornar seus negócios bem-sucedidos e sustentáveis”, explica o executivo.

De acordo com José Tomé, diretor do AgTech Garage – Campus Vale do Piracicaba, “no cenário de mudanças que vivemos hoje, com desafios cada vez mais complexos, que exigem multidisciplinaridade e velocidade, a nossa capacidade de inovar está ligada diretamente à capacidade de conexão e colaboração. O hub cultiva a diversidade de conhecimentos e intensifica as conexões. Ter startups lado a lado de grandes empresas e produtores é fundamental e, sem dúvida, marca uma nova dinâmica da inovação no agro”.

A Bayer se conecta ao ecossistema do AgTech Garage – Campus Vale do Piracicaba por meio de networking e, de acordo com os desafios propostos pela multinacional, captura e auxilia no desenvolvimento de projetos em colaboração. “É de nossa responsabilidade, como empresa protagonista de iniciativas inovadoras, promover a conexão entre pessoas brilhantes para proporcionar um oceano de oportunidades tecnológicas dentro do campo”, pondera Dirceu Ferreira Junior.

Em 2018, a Bayer se conectou com cerca de 50 startups, identificando oportunidades de novas transações em 20 delas. Efetivamente, a empresa começou a trabalhar com 15, despertando frentes de negócio inovadoras e trabalhando mais perto do cliente, o que ajuda a identificar rapidamente suas reais necessidades e proporciona um processo mais ágil com grande potencial disruptivo.

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Drone na lavoura: inovação promete transformar a rizicultura

O arroz é um daqueles alimentos que não podem faltar na mesa do brasileiro. Mas, essa familiaridade com o grão vai muito além do consumo: ela também faz do país o maior produtor fora da Ásia com um cultivo que se estende por 1,96 milhões de hectares. Em Santa Catarina, que ocupa a segunda posição entre os principais produtores nacionais de arroz, diversas ações buscam melhorar ainda mais os resultados da rizicultura. E, nessa busca pelo sucesso em cada safra, a tecnologia vem ocupando um papel primordial.

Exemplo disso é a solução apresentada pela Agrize, startup catarinense que, atualmente, passa por aceleração na Spin. Criada em 2015, ela nasceu com o objetivo de facilitar a vida do agricultor através da tecnologia. “O que fizemos foi questionar: e se houvesse um método mais seguro e eficiente de proteger as lavouras?”, explica Igor Luduwichack da Silva, CEO da Agrize e engenheiro de produção.

E a resposta para tal pergunta foi: sim! Dessa forma, surgiu o método inovador de pulverização agrícola, substituindo o trator por um drone. A solução garante agilidade e segurança, pois a aplicação dos defensivos agrícolas ocorre de forma remota, não deixando o operador exposto aos venenos. E não são só os rizicultores que ganham com a medida. Os consumidores têm menos chance de ingerir arroz com agrotóxico.

Além disso, a startup também está preocupada com a proteção da propriedade do rizicultor, gerando qualidade, economia e produtividade. O serviço de pulverização para os produtores e cooperativas agrega sustentabilidade ao negócio, evitando o desperdício de forma precisa. Outra vantagem em aderir ao método é poder aumentar a receita em 15%, já que sem o uso do trator não há o amassamento do arroz e, consequentemente, perdas na colheita.

De olho em todos esses benefícios, uma das maiores e mais importantes empresas de alimentos do país, a Urbano Agroindustrial, garantiu um aporte de R$ 2 milhões para a startup. A companhia, que atua no beneficiamento de arroz, feijão, farinha e macarrão de arroz, já utiliza a tecnologia da Agrize em fase de testes.

Para o coordenador de matéria-prima da Urbano, João Paulo Franzner, a indústria está diretamente ligada ao produtor e a cidade cresce na medida em que as áreas agrícolas perdem espaço. “Os custos para o produtor são cada vez mais altos e a iniciativa inovadora reduz o custo, com aplicações localizadas. A tecnologia do drone traz a solução de rastreabilidade, monitorando a produção e mostra dados como, por exemplo, o período de carência dos defensivos. Isso traz mais qualidade para o nosso produto”, finaliza.

De suma importância para a economia nacional, o agronegócio também tem estimulado iniciativas AgTech, que começam a aparecer no cultivo de cana-de-açúcar, soja e milho, por exemplo. O termo nasceu nos EUA, no berço da inovação mundial, o Vale do Silício, e se refere às empresas de tecnologia aplicadas à agricultura. Considerada uma das próximas ondas tecnológicas no mundo, a revolução no mercado tem atraído um aumento de fundos de investimentos, grandes companhias de tecnologia e empreendedores de diversos países.

Alinhada a essa realidade, a Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina) leva aos rizicultores informações e novas tecnologias, que auxiliam para o sucesso da safra. Um desses eventos é o Dia de Campo de Arroz Irrigado. A décima edição ocorreu, recentemente, na propriedade de Raul Laffin, em Joinville, com participação da equipe da Agrize. “Existe muita inovação para o agronegócio, mas há uma lacuna no setor do arroz”, comenta o CEO da startup.

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Startup curitibana busca universitários ou recém-formados para programa de aceleração de novos talentos

A startup curitibana Olist, que oferece soluções para a venda em marketplaces, acaba de lançar um programa diferenciado para recrutamento de novos talentos. A ideia é trazer estudantes universitários de qualquer curso, prestes a se formar ou recém-formados, para uma imersão na realidade de uma startup em estágio avançado, uma experiência tão agregadora quanto uma pós-graduação na prática.

O nome do programa é Olist Start e tem como objetivo treinar novos talentos nas diversas áreas que compõem uma startup. “Queremos os melhores candidatos e estamos dando a chance para que eles escolham trabalhar aqui, não o contrário”, explica Daiane Peretti, Head de Pessoas do Olist.

Startups de alto desempenho em geral contam, também, com um time de altíssimo rendimento e esta lógica inversa faz sentido quando se olha para o tipo de empresa que os recém-formados sonham em trabalhar. O que o Olist quer fazer com o programa é justamente dar esta oportunidade.

Nesta primeira edição, as posições disponíveis são as de Representantes de Desenvolvimento de Vendas (SDRs), responsáveis pela primeira interação com os clientes em potencial, e as de Analistas de Relacionamento, responsáveis pela primeira etapa do pós-venda.

O programa já está aberto aos interessados e captando currículos. As inscrições podem ser feitas até 30 de abril pelo site olist.com/olist-start, e ao final do processo a empresa vai contratar os 15 melhores colocados. A seleção será dividida em quatro etapas: avaliação de currículo, apresentação de cases e dinâmicas em grupo, entrevistas técnicas e comportamentais e, por último, as entrevistas finais.

Segundo a psicóloga Daniela Camolês, uma das Business Partners do Olist, a ideia surgiu do desafio de acelerar o crescimento da empresa e unir este momento com a necessidade de encontrar profissionais com brilho nos olhos. “Procuramos pessoas com vontade de colocar a mão na massa e fazer acontecer”, explica Daniela.

Fit cultural vale mais do que experiência

Para o Olist, o alinhamento entre os ideais do candidato e os da empresa valem mais do que a experiência do jovem talento. Eleita em 2018 uma das melhores empresas para trabalhar no Paraná pelo Great Place To Work (GPTW), o ambiente de trabalho na startup, segundo Daniela Camolês, é agradável e informal, estimulando a criatividade, a cooperação, o aprendizado e a autonomia das pessoas. “A equipe é motivada e focada em resultados, e o trabalho em conjunto é fundamental”, afirma.

O economista Leonardo Dabague, Diretor de Merchants, está na empresa desde 2016 e conta que o Olist cresce e proporciona desenvolvimento diário. “Desde a primeira semana aqui tive uma experiência muito intensa e enriquecedora. Nós podemos não apenas sugerir melhorias, mas também concretizar, aprender, construir e enfrentar desafios todos os dias”, explica Dabague, que começou na empresa como Sales Ops, se tornou gerente e hoje ocupa a diretoria da empresa.

Para a publicitária Fernanda Rocha, que entrou para o Olist ainda na faculdade e que atua agora como especialista em Marketing e Analytics, estar rodeada de profissionais incríveis em um ambiente que a desafia constantemente é a combinação perfeita para quem quer evoluir profissionalmente. “Levo essa experiência como uma das mais enriquecedoras e uma bagagem pra vida toda”, explica Fernanda.

Para trabalhar no Olist, o jovem precisa ter um propósito de vida, valores claros e transparentes, além de buscar desafios, desenvolvimento acelerado e autonomia. Com a oportunidade de aprender na prática, os 15 escolhidos receberão o apoio de líderes experientes que contribuirão para direcionar o desenvolvimento da carreira e a adoção de novos desafios. Os selecionados contarão, ainda, com benefícios como vale-transporte, vale-refeição ou alimentação, seguro de vida, assistência odontológica e médica, parceria com o Gympass, entre outros.

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105 startups são selecionadas para participar do InovAtiva Brasil

O InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração de startups da América Latina, selecionou 105 startups de todo o Brasil no estágio de Operação e Tração, que desenvolvem soluções tecnológicas inovadoras, para participar do ciclo 2019.1, que se inicia no dia 22 de abril.

A elas serão oferecidas atividades online, como mentorias coletivas, mentorias individuais e capacitações, além de eventos presenciais, com possibilidade de networking com outros empreendedores e a chance de gerar ainda mais visibilidade e conexão para o negócio. Ao final do ciclo, as startups se apresentarão no Demoday InovAtiva, em São Paulo, dia 22 de julho, para a maior banca de investidores do Brasil.

“Foram selecionadas startups das cinco regiões do país. Elas terão apoio para se conectar com mentores e especialistas em temas-chaves, e ainda apresentarão seus negócios a investidores e executivos de grandes empresas. O InovAtiva oferece a oportunidade de startups de todo o Brasil se capacitarem, acessarem players importantes e ganharem visibilidade, o que normalmente não teriam sozinhas, fora do programa”, explica Igor Nazareth, Subsecretário de Inovação do Ministério da Economia.

Além disso, o time de aceleradas, ou seja, as startups que participarem de todas as etapas do programa, receberá ainda pontuação extra no Edital de Inovação para a Indústria; descontos e pacotes de serviços de empresas e entidades parceiras, como Google, Amazon Web Services, Moskit CRM, Agendor, Pipefy e Contentools, e o suporte do programa e de parceiros estratégicos, mesmo após o término do ciclo.

“Para esta edição do InovAtiva buscamos um reposicionamento, onde empresas mais maduras e já em fase de tração foram selecionadas. Por meio do programa, conseguimos gerar conexões com investidores e potenciais clientes, colocando essas startups em uma vitrine para o mercado e facilitando o acesso delas à conteúdo e mentorias”, comenta Natália Bertussi, analista de Inovação do Sebrae Nacional.

Startups selecionadas

O programa InovAtiva Brasil 2019.1 selecionou 105 negócios inovadores dentre 731 inscrições de startups de todo o país para participar do primeiro ciclo do ano. Todas as aprovadas estão formalizadas como empresas e 52% delas têm mais de três anos. Além disso, esses negócios contam com faturamento médio mensal de até R$ 30 mil (58%), oferecem soluções B2B (67%), atuam com modelo de negócio SAAS (51%) e já têm vínculo com grandes empresas (59%).

Com vagas abertas (63%) e funcionários fulltime (65%), os negócios selecionados para participar da próxima edição do programa têm como principal objetivo conquistar investimento e se conectar com grandes empresas (63%).

Veja a lista das startups aprovadas aqui.

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Qual é o principal fator de sucesso de uma startup?

Por Fernando Godoy, autor do livro Startup Village

Quando temos uma ideia ou nos juntamos a amigos ou outros empreendedores para iniciar uma startup, começa um potencial incrível de possibilidades e oportunidades. Pelo menos é isso que uma startup se propõe a fazer. Criar algo inovador, melhorar algum processo, impactar milhares de pessoas e por aí vai.

Mas, afinal, por que muitas startups falham nessa missão? E por que algumas têm sucesso? Quais seriam os fatores decisivos para o sucesso ou o fracasso?

Pensei, estudei, pesquisei, vi uma série de depoimentos de donos de startups bem-sucedidas e também de muitas que falharam, e observei atentamente todos os elementos mencionados. A partir daí, surgiu uma lista de fatores importantes para o sucesso ou o fracasso de uma startup.

Quer saber quais são esses fatores? Então veja o que, na prática, determina o sucesso de uma startup!

A “ideia” do negócio (o marco zero)

Geralmente, toda startup surge a partir de uma ideia iluminada. Tudo sempre nasce da percepção do empreendedor que tem:

– Um “estalo” (insight);

– Um grande questionamento sobre algum serviço no qual ele foi mal atendido;

– A percepção da ausência de um determinado serviço ou produto no mercado;

– Enfim, quanto maior e mais inovadora for a ideia, mais garantia de sucesso ela tem, certo? Negativo.

Equipe capacitada e sócios experientes

E se acrescentássemos a uma grande ideia uma ótima equipe, com alta capacidade de execução, conhecimentos completares e poder de adaptação frente ao mercado?

Agora que eu tenho ideia + time, vou ter sucesso, O.K? Ainda não. Mas e se o meu sócio é o melhor vendedor que eu conheço? Ele tem experiência de vários anos nessa área e batia meta todo mês na antiga empresa onde trabalhava. Inclusive, ele até já ganhou vários prêmios. Então não falta mais nada, não é?

Bom, ter uma ótima equipe comercial é fundamental e basicamente responsável pela existência de uma empresa. Sem vendas, não há negócio que pare de pé, certo? Mas ainda vamos analisar outros fatores. Digamos que a equipe comercial também faz parte do fator time. Então vamos acrescentar o modelo de negócios.

Modelo de negócios e investimento

Modelo de negócios: como vou ganhar dinheiro com essa startup? Já está tudo planejado. Sei exatamente coisas como:

– O formato a ser utilizado;

– Para quem (como e por quanto) vou vender;

– O formato de entrega;

– Margens.

Passei um bom tempo fazendo a lição de casa. O meu modelo de negócios foi analisado por vários especialistas e não tem como dar errado (escuto muito isso). Poxa, agora vai: grande ideia + ótimo time + modelo de negócios infalível. Não, isso ainda não é o suficiente.

Ah, estava faltando algo muito importante: investimento, dinheiro, cash, grana, funding, gasolina. Qualquer um desses nomes será entendido por quem é empreendedor. Com dinheiro tudo dá certo. Agora sim a fórmula se completou: ideia + ótima equipe + modelo de negócios power + muito dinheiro = sucesso. Ainda vou ter que discordar. Está faltando um importante elemento nessa equação: timing do negócio.

O “timing do negócio” talvez seja o fator decisivo para o sucesso

Lancei muito cedo e não tinha cliente (ou tive que gastar um tempão educando o mercado, explicando para que servia o meu produto/serviço).

Cheguei atrasado… Perdi o timing do negócio. Já havia grandes concorrentes instalados e consolidados. Então ficou complicado conquistar meu espaço ali. Ou, entrei no momento exato. Nem tão cedo, nem tão tarde.Obviamente, todos os outros elementos são importantes. Todavia, acredito que o timing correto corresponde a 50% de chance da sua startup ter sucesso.

Um exemplo próprio de timing errado

Em 2000, eu lancei o primeiro portal B2B do Agronegócio, chamava-se i4sugar.

A ideia era criar um B2B de fornecedores e compradores. Principalmente para o setor sucroalcooleiro, na parte de usinas, que comprava muita coisa, desde parafusos até foguetes. Desenvolvemos toda a tecnologia, tínhamos dinheiro, uma boa equipe, fizemos marketing, divulgação, enfim, o projeto tinha tudo para dar certo. Inclusive, fizemos o lançamento em uma grande feira no interior de São Paulo. Porém, quando chegamos aos nossos possíveis clientes, a maioria deles sequer tinha computador. E os que tinham, utilizavam internet via modem. Ou seja, a conexão era péssima.

Eu tinha vindo para o Brasil com uma mentalidade mais ampla, já que havia morado nos EUA até 1999. Lá, a banda larga já funcionava bem. Mas, no Brasil, o modem discado era o que existia de mais acessível. Mesmo assim, devido ao entusiasmo e pelo fato de ter sócios que conheciam bem o setor, achei que a ideia daria certo. Fato é que, na verdade, cheguei com a ideia muito cedo, no timing do negócio errado. Com isso, o projeto se tornou inviável e desistimos dele cerca de 6 meses depois.

Naquele mesmo ano, tive que me segurar para não cair no mesmo erro: lançar uma plataforma de ensino à distância. Contudo, nem todos os setores enfrentavam problemas. Por isso, tive que focar primeiro em qual mercado estava com melhores condições de infraestrutura. Então, encontrei a indústria farmacêutica como porta de entrada. Depois, aí sim, lançamos uma das primeiras plataformas de ensino à distância do Brasil e tivemos muito sucesso. Era tudo uma questão de timing exato.

Casos de grande sucesso graças ao timing certo

A expansão da banda larga foi o fator determinante para o sucesso de inúmeros novos negócios. O YouTube foi um deles.

AirBnB e Uber surgiram em um momento perfeito dos EUA: a chegada da recessão. As pessoas buscavam renda extra, alugando parte do seu imóvel ou dirigindo seu próprio carro. Repito, todos os fatores mencionados são importantes – cada um pode ter um grau maior o menor, dependendo do negócio. Porém, ressalto novamente a importância do timing. E chego até a dizer que, para o sucesso de uma startup, o que é menos importante é o funding/dinheiro.

É óbvio que, em algum momento, toda empresa precisa de investimento. Mas, no início, para atingir um grau de sucesso suficiente, nem sempre esse será o fator fundamental. Portanto, se você está pretendendo iniciar uma startup ou já lançou e está tendo dificuldades, analise se todos os fatores estão sendo cobertos de forma correta, tendo cada um o seu critério.

Conclusão

Muitas empresas com uma ideia, digamos, boa (e não incrível), tiveram sucesso graças ao fato de estarem no timing correto. Com o tempo, foram ganhando mais dinheiro e aperfeiçoando o seu produto ou serviço. Desse modo, mais importante do que ter uma ideia genial é fazer uma opção menos grandiosa, mas com o timing perfeito e que ainda não tenha concorrentes (cuidado para não lançar muito cedo).

O importante é se assegurar de que existe uma demanda reprimida. A partir daí, cabe a você dar o peso ideal para a sua ideia, equipe, modelo de negócios, recursos financeiros e timing.

Melhortaxa recebe investimento do Goldman Sachs

A Melhortaxa, maior plataforma digital especializada em crédito imobiliário do Brasil, anuncia a aquisição de participação em seu capital pela Holding Finizy, empresa detida pelo Goldman Sachs e controladora da Meilleurtaux.com na Europa – primeira fintech francesa e sócia minoritária da homônima brasileira. Em 2016, o grupo já havia adquirido uma fatia da fintech brasileira, que também tem operação no México, e decidiu aumentar a participação visando expandir sua presença internacional em mercados fora da Europa.

Lançada em 2014, a Melhortaxa se tornou o maior marketplace especializado em crédito imobiliário do Brasil – sua plataforma online totalmente gratuita permite comparar as ofertas das mais importantes instituições financeiras do país. A previsão da empresa é alcançar, em 2019, a marca de R$ 500 milhões em contratos de crédito efetivados no Brasil e mais de USD 20 milhões no México.

“Em 2018, recebemos mais de 23 mil pedidos online de crédito imobiliário. No último trimestre do ano, tivemos mais de R$ 50 milhões em contratos assinados com os nossos parceiros do setor bancário. A expansão da Melhortaxa no Brasil é acelerada e o nosso objetivo é triplicar a operação em 2019. O início recente da operação no México representa mais um passo na estratégia do grupo de se tornar um player regional na América Latina”, afirma Rafael Sasso, cofundador da Melhortaxa.

Nesse cenário de crescimento, a empresa identificou que um novo sócio poderia agregar muito ao negócio. “O Goldman Sachs detectou um grande potencial de crescimento no nosso modelo de negócios por meio de uma de suas investidas na Europa, a francesa Meilleurtaux.com. Já tivemos uma experiência bem-sucedida e essa parceria vai consolidar ainda mais a nossa atuação”, diz Julien Desvergnes, CEO e cofundador.

O executivo prevê um aumento de 250% na procura diária de clientes por crédito através da plataforma: “A empresa se tornou referência no mercado de crédito imobiliário online e recebemos diariamente mais de 200 solicitações. Graças ao importante aumento das visitas no site, uma grande parte por fluxo orgânico, a previsão é atingir a média de 500 pedidos por dia no primeiro semestre do ano”.

Controlada pelo Goldman Sachs Europa, a Finizy é uma Holding criada em 2013 que concentra diversos players de comparação de produtos do mercado bancário para o consumidor final. Detém empresas como Meilleurtaux.com (referência francesa do crédito e de seguros para o credor), Meilleurbanque.com (comparador de tarifas bancárias), Meilleurassurance.com (comparador de seguros) e Meilleurtauxsolution.com (especialista na recompra de créditos).

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MadeiraMadeira recebe prêmio do Google por pioneirismo e inovação

A MadeiraMadeira, maior plataforma de produtos para casa do país, acaba de receber o Prêmio Smart Bidding do Google por ser pioneira em adotar o Machine Learning em suas campanhas de marketing.

O Google reconheceu a empresa como uma das primeiras a investir em soluções inovadoras que otimizam e automatizam os processos, antes feitos de maneira manual. “A equipe de performance MadeiraMadeira sempre testou e apostou em soluções arrojadas, esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo para otimizar os investimentos e sermos mais precisos nas estratégias de marketing digital.” conta Leonardo Raduy, Gerente de Marketing e Business Intelligence.

O prêmio foi criado em 2018, quando foi lançado o Smart Challenge do Google. Um programa voltado a agências e anunciantes com o objetivo de reconhecer as empresas que aplicam o Machine Learning em Adwords e Double Click. O objetivo do machine learning é automatizar os processos e reduzir a gestão manual de campanhas do Google.

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Prorrogadas inscrições para StartOut Toronto

O StartOut Brasil, programa de apoio à inserção de startups brasileiras nos mais promissores ecossistemas de inovação do mundo, prorrogou as inscrições até hoje, 9 de abril. Os empreendedores interessados em participar da imersão em Toronto (Canadá) devem preencher o formulário no site do programa.

O StartOut Brasil é destinado a startups brasileiras que já tenham tração no mercado doméstico e condições concretas de se internacionalizar, sem comprometer suas operações no país. Para participar, as empresas precisam ter faturamento (de preferência acima de R$500 mil por ano) ou já ter recebido algum tipo de investimento.

O formulário deve ser preenchido obrigatoriamente em inglês, de forma detalhada e apresentando dados corretos e específicos sobre a empresa e mercado alvo. Cada inscrição será inicialmente analisada por avaliadores das instituições organizadoras e as 40 startups mais bem posicionadas serão avaliadas por especialistas no mercado de destino.

Serão selecionadas 15 startups brasileiras que nunca participaram ou fizeram parte de apenas um ciclo do programa e até cinco startups classificadas como graduadas, ou seja, aquelas que participaram de dois ou mais ciclos do StartOut Brasil. O resultado será anunciado no dia 7 de maio.

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Pesquisa de salários nas PME’s e Startups revela que homens ganham, em média, 44% a mais que as mulheres

A diferença salarial entre homens e mulheres é historicamente contrastante. Segundo as estatísticas do IBGE de 2018, no geral homens têm a renda mensal 30% maior que a das mulheres. E quando se fala em startups e PMEs de tecnologia, homens ganham, em média, 44% a mais que mulheres, é o que revela uma pesquisa realizada pelo Convenia, um software ideal que auxilia nos processos de departamento de pessoal de pequenas e médias empresas.

Do ponto de vista da diversidade, a pesquisa aponta que ainda há problemas concretos na igualdade salarial entre gêneros, analisando cargos que são comparáveis entre as empresas, é possível observar que a diferença entre os salários de homens e mulheres é mais aguda em cargos de gestão, chegando a 30%. Além disso, a representatividade nas empresas analisadas ainda é extremamente concentrada em jovens (67% até 30 anos) e brancos (70% da base total).

A boa notícia é a meritocracia observada nas empresas analisadas, os dados indicam que, de fato, as startups propiciam uma escalada de carreira mais agressiva do ponto de vista salarial. Enquanto as grandes corporações trabalham com aumento médio de 20% em promoções, promovendo um ritmo de carreira pré-definido, nas empresas de tecnologia esse cenário é diferente, pois os aumentos salariais entre uma função e outra chegam a mais de 150%, indicando que o crescimento de remuneração pode ser muito mais expressivo que em mercados tradicionais.

De acordo com Marcelo Furtado, CEO do Convenia, a primeira edição desta pesquisa pretende fornecer ao mercado um parâmetro das médias salariais praticadas nas Startups e PMEs em diversos níveis e categorias. O objetivo é apresentar aos gestores das empresas de tecnologia o cenário de contratações e remunerações, para que possam se atentar de suas forças e fraquezas em busca de melhorias contínuas.

O que acha de alinharmos algo a respeito? O porta-voz está disponível para entrevistas e em anexo eu caminho o material completo para avaliação.

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Abstartups e Darwin firmam parceria para melhorar mapeamento do ecossistema

A fim de fortalecer o ecossistema e conhecer, ainda mais o perfil dos empreendedores no Brasil, a Associação Brasileira de Startups (Abstartups),instituição sem fins lucrativos que representa as startups brasileiras , firma parceria com a aceleradora Darwin Startups, que combinará sua base dados a da Abstartups.

A Darwin é a primeira aceleradora a apoiar a Abstartups nessa coleta, cujo objetivo principal é dar um panorama completo e atualizado sobre os players do ecossistema, mapeando as startups e buscando soluções para o setor, a fim de fortalecer e multiplicar a qualidade do que é oferecido em termos de inovação no Brasil.

“Parcerias como essa auxiliam a Abstartups a conseguir informações relevantes e atualizadas sobre o ecossistema brasileiro, colocando o StartupBase como o maior banco de dados de startups da América Latina”, afirma o diretor executivo da Associação, Rafael Ribeiro, que completa: “A partir desse alinhamento, teremos acesso a informações relevantes sobre as startups da aceleradora para alimentar nossa base que, atualmente, cobre pouco mais de 10.700 startups das 15 mil em atividade no Brasil. Nosso objetivo, para um futuro próximo, é conseguir mais parcerias nesse sentido com outras aceleradoras, hubs de inovação e comunidades”.

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Inovaparq e Grupo Tigre lançam programa de mentoria para startups

Com a presença de executivos da Tigre integrantes do Programa Feras 2020, dos empreendedores de 10 empresas encubadas e dos dirigentes do Inovaparq, foi lançado nesta terça-feira, dia 2 de abril, o Programa de Mentoria, com o objetivo de ampliar o leque de benefícios do programa de incubação. O parque, localizado na Univille, procura ser um ponto de aproximação onde orbitam Universidades, Empresas e Governos, de modo a promover um campo de inovação e desenvolvimento sustentável.

“Dentro do Programa Feras 2020, procurávamos novas formas de desenvolver ainda mais nossos executivos, com metodologias inovadoras e que realmente pudessem agregar algo de novo para os profissionais da Tigre. Com este programa de mentoria de startups, os ganhos serão para ambos os lados. Tenho certeza que a interação, a troca de experiencias e conhecimento e o network vão trazer muito aprendizado e crescimento para todos”, afirma Patrícia Bobbato, gerente de Pessoas e Comunicação Interna do Grupo Tigre.

Em parceria com o Grupo Tigre, o programa de mentoria vai auxiliar as empresas incubadas no parque de inovação tecnológica a desenvolver seus negócios, corrigir rota e incrementar o networking. Dez startups foram selecionadas para a primeira fase do programa e cada uma passa a ter suporte de um executivo da Tigre por quatro meses.

“O networking promovido entre as startups do Inovaparq com um profissional experiente de uma companhia multinacional representará a possibilidade do desenvolvimento de competências decisivas para os empreendedores do Parque”, enfatiza o diretor executivo do Inovaparq, Marcelo Leandro de Borba. As startups e mentores terão que apresentar feedbacks mensais, e ao final do programa será realizado um Demo Day, evento para compartilhar os resultados.

O programa de Mentoria faz parte do Feras 2020, onde a Tigre capacita e aprimora seus executivos. Na Mentoria, um profissional mais experiente investe seu tempo e know-how, orientando e dividindo suas vivências e conhecimentos com profissionais mais inexperientes, possibilitando desenvolvimento de ambas as carreiras.

“Esperamos que nossos executivos possam auxiliar os responsáveis pela startup no desenvolvimento de seu negócio, com correções de rota ou networking. Em contrapartida, imaginamos que ele trará o mindset de uma startup para nosso dia-a-dia: sendo mais simples, testando mais rápido, assumindo mais riscos.”, exemplifica Rafael Salomão, Gerente de Inovação e Sustentabilidade da Tigre.

Quem são as startups selecionadas:

4Factory – oferece um Sistema de Execução da Manufatura, baseado na nuvem, especialmente desenvolvido para empresas se adaptem aos desafios da Indústria 4.0.

Conecta Projetos – conecta projetos às empresas, mobilizando recursos para a transformação social

Convenix – plataforma de gestão de benefícios corporativos que permite a empresa ofertar uma gama maior de vantagens a seus colaboradores, com total controle, de forma simples e automatizada.

Onexo – oferece uma plataforma para registro e controle para os processos de produção de alimentos, que podem ser gerenciados a distância e a qualquer tempo.

DBM – desenvolve por meio da nanotecnologia mantas com padrão que imita a matriz extracelular do corpo humano para utilização como curativos.

Keep Eco – Desenvolve embalagem feita de tecido 100% algodão e uma liga de cera de abelhas e outras matérias-primas naturais que serve para manter os alimentos frescos de uma forma ecológica, evitando o uso de descartáveis.

Funcionárias – especialista em ressignificar materiais têxteis que não são mais utilizados, gerando impacto socioambiental, com a identidade cultural de Joinville.

Moralar – cria soluções para problemas de habitação social, executando obras sustentáveis, seguras, adequadas a preço acessível, para famílias de baixa renda.

UpFlux – desenvolve uma plataforma tecnológica que identifica os principais problemas de desempenho e gera alertas quando ocorrem desvios de execução de processo.

Viver – cartão de benefícios para indivíduos, familiares e empresas que buscam uma solução de acesso a saúde de qualidade e reserva financeira em caso de falta de recursos.

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Plug and Play avalia abrir escritório no Brasil e investe em roadshow

A Plug and Play, uma plataforma de inovação global, realizará seu primeiro Fintech e Foodtech Roadshow em São Paulo, Brasil. O evento será realizado no dia 10 de abril e reunirá 200 líderes do setor e empreendedores que lidam com os desafios nas áreas de alimentos e agronegócio, especificamente. A Shawee, startup brasileira capaz de automatizar hackathons, é a empresa responsável por apresentar o ecossistema de startups brasileiro e dar o suporte para a realização do evento. A plataforma foi criada em 2017 e já realizou 150 eventos em 10 estados brasileiros para 40 clientes, entre eles Uber, Itaú, SAP, IBM, Stone, Elo Cartões, Banco Original e outros.

As 20 startups selecionadas pela Plug and Play debaterão o atendimento das necessidades dos clientes conectados; Como trazer inovação para o financiamento rural e agrícola; E como reinventar os modelos de negócios existentes para o público seleto. “Nosso objetivo é introduzir tecnologias disruptivas do ecossistema global”, diz Omer Gozen, vice-presidente de Programas de Alimentos e Novos Materiais e Embalagens de Plug and Play. “O Brasil é um mercado que está demandando e o resultado deste evento fará parte de nossa avaliação de mercado, que poderá levar ao lançamento de um novo escritório em São Paulo”, conclui.

A Plug & Play já possui atuação em cinco grandes corporações brasileiras impulsionando a inovação em diferentes setores. Em serviços financeiros atendem Banco do Brasil e ELO; em Materiais e Energia dão suporte à Braskem e Gerdau; E no setor de saúde, dão suporte ao Hospital Israelita Albert Einstein.

Com uma base de 12 mil usuários cadastrados em sua plataforma, a Shawee, que está auxiliando na conexão com a comunidade desenvolvedora e empreendedora no Brasil, está dedicada desde setembro ao seu processo de internacionalização e contou com a parceria institucional da Plug & Play. “Nós nos apresentamos e nos conectamos rapidamente. Estar no Vale está sendo um grande aprendizado para nós e perceber que players como a Plug and Play estão interessados em conectar startups com corporações brasileiras mostra que o momento é bom para o Brasil e que realmente existem grandes oportunidades”, avalia Rodrigo Terron, CEO da Shawee.

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