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Abstartups confirma 6ª edição do CASE

A Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade que representa o ecossistema, confirma a 6ª edição da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo – Case 2019 – maior evento latino-americano voltado para startups, a ser realizado em 28 e 29 de novembro deste ano, em São Paulo.

Os participantes contarão com novidades em relação aos anos anteriores, a começar pelo espaço. Para atender o crescimento do público e de estandes, a edição 2019 acontece no Transamérica, com um público esperado de 10 mil participantes, que poderão contar com conteúdos focados no futuro da inovação.

“Hoje, as startups e o ecossistema deixaram de ser uma promessa, tornando-se a realidade do presente. Este é o momento de tomar consciência dos nossos próprios feitos e, mais importante, de não se acomodar. O futuro é líquido e está em constante transformação. E o resultado disso tudo nós vamos celebrar, investigar e entender juntos no CASE 2019”, pontua o diretor executivo da Abstartups, Rafael Ribeiro.

Entre os palestrantes já confirmados, estão: Eric Santos, CEO plataforma de marketing digital RD Station; André Street, cofundador startup de processamento de cartões, Stone; Bruno Corleone, fundador e CEO da Barbearia Corleone; Rony Meisler, fundador e CEO da marca de roupas carioca Reserva; Lara Lemann, Co fundadora da empresa especializada em investimento imobiliário MAYA Capital e Daniela Arruda, sócio administradora da Taylor Handmade Venture, grupo de consultores executivos e investidores-anjo de software e mobilidade.

Com uma área exclusiva dedicada aos expositores e feira de negócios, o evento esse ano contará também com uma plenária e quatro arenas de conteúdo voltadas para os principais áreas dentro de uma startup: hacker (desenvolvedores e tecnologia), hipster (design, UX e produto), hustler (vendas e customer success) e hyper (marketing e Growth Hacking).

CASE 2019
Data: 28 e 29 de novembro de 2019, das 10h às 20h
Local: Transamérica Expo Center
Endereço: Av Dr. Mário Vilas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro – São Paulo (SP)
Informações e ingressos: case.abstartups.com.br

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Startup devolve dinheiro gasto em compras

Imagine que você chega em um posto de gasolina e pede para o frentista encher o tanque do seu carro. Já pensou que legal se parte do valor que foi pago retornar como Cashback, podendo usar em restaurantes, pizzarias, salão de beleza, e até solicitar um cartão pré-pago para utilizar?

Esta é a proposta da Connecty Pay, startup curitibana que chega ao mercado brasileiro com o objetivo de otimizar a relação das pessoas com o dinheiro, devolvendo parte do valor gasto nas compras online ou em lojas físicas através do sistema de Cashback. Além de oferecer promoções exclusivas, o aplicativo Connecty Pay é gratuito e está disponível para o usuário baixar nas plataformas iOs e Android.

A fintech paranaense atua na otimização e inovação do sistema financeiro, ampliando o poder de compra dos usuários e maximizando o controle de caixa das empresas que utilizam a POS Smart Connecty, a máquina de cartão própria da Connecty Pay.

“Em pouco mais de 7 meses de operação, a Connecty Pay já movimentou quase R$ 1 milhão em uma base de 100 mil usuários cadastrados. Com as vantagens que oferecemos eles retornam aos estabelecimentos credenciados e fazem novas compras. Nossa empresa criou uma relação de ganha-ganha entre lojistas e usuários: enquanto o lojista vê aumentar o movimento em seu estabelecimento, e consequentemente nas suas vendas, o usuário recebe, na hora, em Cashback, parte do dinheiro investido para gastar como bem entender”, explica Rafael Belon, CEO da Connecty Pay.

Para garantir a segurança dos dados dos usuários e de todas as transações financeiras, a empresa tem certificação PCI DSS (Payment Card Industry – Data Security Standard), indispensável para quem armazena, transmite ou processa informações sigilosas, estabelecendo rígidos padrões de segurança para os pagamentos online.

CASHBACK

Ao pé da letra, a palavra em inglês significa “dinheiro de volta”.

Em operação nos Estados Unidos desde o final dos anos 90, a proposta do sistema de Cashback está cada vez mais popular no Brasil, devolvendo aos clientes parte do dinheiro gasto na compra de produtos duráveis e não-duráveis.

Cashback não é um programa de fidelidade. Ao invés de juntar pontos e trocar por recompensas, o usuário acumula parte do dinheiro gasto nas suas compras do dia a dia e pode gastar o saldo como quiser.

Funciona assim: com a Connecty Pay, o usuário tem duas opções para ter parte do dinheiro de volta. A primeira é pagando nas máquinas de cartão disponíveis nas lojas conveniadas. A outra é pelo aplicativo gratuito da Connecty Pay, onde o cliente pode receber até 10% do valor gasto, além de participar de promoções exclusivas que garantem o retorno cumulativo de até 50% ou mais sobre o valor da aquisição.

A tecnologia da Connecty Pay é segura, certificada e oferece vantagens reais aos lojistas e aos usuários. “As ferramentas tecnológicas estão sendo cada vez mais utilizadas nas compras do varejo. Quando entram em nosso sistema, os usuários podem buscar pelos estabelecimentos usando a geolocalização, além de ter acesso a promoções e outros benefícios, oferecendo uma experiência de compra completa para o cliente e lojista”, afirma Rafael.

Com o objetivo de aumentar a percepção das pessoas quanto à importância da economia familiar, a empresa firmou parceria com instituições como a Rede, Visa, Banco Itaú, Sulamérica, Verifone, Shell e Petrobrás.

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boostLAB, do BTG Pactual, abre inscrições para potencialização de startups em nível avançado

O BTG Pactual, maior banco de investimentos da América Latina, abre inscrições nesta semana para a quarta edição do boostLAB, programa de potencialização para startups em nível avançado, as chamadas scale-ups, com grande possibilidade de crescimento. O programa conta com mentoria e metodologia da ACE, uma dos maiores empresas de investimento em startups e inovação corporativa da América Latina.

Nessa edição, buscam principalmente iniciativas ligadas a fintechs, machine learning, real estate, big data, agrotechs, insurtechs, blockchain, entre outras. É importante que as scale-ups tenham ao menos dois sócios com dedicação exclusiva, produto pronto, tração e vendas recorrentes para resolver problemas reais de forma escalável. As empresas podem ter recebido aportes em nível Seed, Séries A ou posteriores.

“Em pouco mais de um ano de boostLAB, ajudamos na evolução e desenvolvimento de 20 startups, investimos em quatro delas, e fizemos negócios com quase todas. Além disso, fomos reconhecidos como o melhor centro de inovação da América Latina*”, afirma Frederico Pompeu, sócio do BTG Pactual responsável pelo boostLAB.

A quarta edição do boostLAB pretende superar a marca de 200 empresas inscritas alcançada no Batch anterior. Dentre elas, serão selecionadas de seis a oito para seguirem no programa durante cinco meses. As inscrições vão até 26 de julho e devem ser feitas pelo site: www.boostlab.com.br/. O boostLAB fica localizado em São Paulo, no WeWork Faria Lima.

“As primeiras edições do boostLAB foram um sucesso e pretendemos, cada vez mais, auxiliar esses negócios, com mentorias de excelência para suprir dificuldades, fortalecer qualidades e guiar as startups para o crescimento ainda mais acelerado”, diz Pedro Waengertner, CEO da ACE e mentor no boostLAB.

Incentivos para as startups

A iniciativa prevê a realização de parcerias e projetos piloto com o BTG Pactual, empresas parceiras, fornecedores e demais integrantes de seu ecossistema. As selecionadas recebem mais de R$ 300 mil em créditos e benefícios com empresas parceiras como Amazon, Google e Oracle, entre outras.

Um dos pontos de destaque do boostLAB é a proximidade com os sócios e diretores sêniores do BTG Pactual, que oferecem mentoria e dividem suas experiências por meio de um Conselho. Cada um dos oito envolvidos tem um papel fundamental na estrutura do programa e na melhor integração entre as startups e o Grupo. São eles: Frederico Pompeu – que tem dedicação exclusiva ao programa -, Renato Mazzola (Head do Private Equity), Gustavo Roxo (CTO), Marcelo Flora (Head do BTG Pactual Digital), José Vita (Membro do Comitê Executivo), Gabriel Motomura (lidera o negócio de crédito para PMEs), Mateus Carneiro (Head do RH) e André Alves (Head de Marketing).

As Scale-ups também contam com um time grande de mentores da ACE e do Google Launchpad, além dos conselhos de um time de executivos com grande destaque em suas áreas de atuação, como Stelleo Tolda (COO do Mercado Livre), Cláudio Galeazzi, grande referência em reestruturações de empresas no Brasil, e Sônia Hess, ex-CEO da Dudalina, eleita pela revista americana Forbes como a terceira mulher de negócios mais poderosa do Brasil. Quem acaba de se juntar ao time é Joel Rennó, CFO da OLX, empresa global de comércio eletrônico.

Foco em inovação

Na última semana, o BTG Pactual anunciou a criação de uma unidade full service de varejo que consolida suas iniciativas digitais nesse segmento. A unidade será liderada pelo sócio sênior do BTG Pactual Amos Genish, empreendedor bem sucedido, amplamente reconhecido pela sua experiência em tecnologia e inovação.

O objetivo da unidade é oferecer aos consumidores e empreendedores uma experiência bancária inovadora, transparente e completa. Isso engloba soluções de investimentos, conta corrente e banco transacional, serviços financeiros a PMEs, serviços bancários de crédito ao consumidor e plataforma de seguros e previdência. Essa oferta será feita por meio do BTG Pactual digital e também das participações no Banco Pan, Too Seguros e na BIT Pagg e BIT Seguros. A nova área englobará análise de dados, marketing de performance e user experience por meio de serviços prestados pela Decode. Sob o guarda-chuva da nova área, estará também o boostLAB.

“Com a criação da unidade digital liderada pelo Amos Genish, acredito que seremos capazes de ampliar e intensificar ainda mais o relacionamento com o ecossistema”, diz Pompeu.

* Prêmio The Innovators 2019, da Global Finance

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Marca esportiva ASICS promove programa de desenvolvimento de startups

Em japonês, Tenkan-Ten significa “Tipping Point” ou “Ponto de Virada”. A marca esportiva ASICS escolheu esse nome para o programa de aceleração de startups relacionadas a esporte e bem-estar que chega a sua segunda edição. Até o dia 9 de junho, a empresa abre vagas para participação do projeto de aceleração que pretende ser um “catalisador de crescimento e promoção do desenvolvimento” de startups nas áreas correlacionadas a marca.

Com uma ideia central focada em inovação e na filosofia Anima Sana In Corpore Sano (mente sã em corpo são), o programa de aceleração dará aos participantes acesso aos executivos da empresa e a mentores da indústria, contando também com o apoio da IESE Business School, em Barcelona.

Cada startup participante será conectada a uma rede global de distribuidores, investidores, fundos de capital de risco e especialistas do setor. O programa pretende treinar os participantes no desenvolvimento de liderança e, oferece também, promoção de saúde – tanto física, como mental – incluindo sessões de treino pessoal, coaching e psicologia, bem como um planning nutricional, acesso ao ginásio e instalações esportivas ASICS.

No programa anterior, cinco startups de todo o mundo participaram do Tenkan-Ten, com propostas de negócios que incluíam tecidos inteligentes, apps que capturam o movimento e inteligência artificial. “O programa visa levar os participantes ao próximo nível como startup, pensando em estratégia de negócios visando crescimento, assim como o desenvolvimento de habilidades de gestão de equipes”, conta Constanza Novillo, Head de Marketing da ASICS Latam.

O programa Tenkan-Ten é recomendado para qualquer empresa em fase de crescimento que busca, dentro da filosofia da ASICS, incluir considerações sociais e ambientais em todas as decisões de negócio. O objetivo é de trabalhar também com parceiros que compartilham o mesmo compromisso com uma indústria sustentável e justa ligada a artigos esportivos.

Serão 4 meses intensivos de formação, com início dia 13 de setembro de 2019 na ASICS Innovation Hub em Barcelona, e na recém inaugurada sede da ASICS EMEA, em Amsterdam. As startups selecionadas vão contar com um apoio de 30 mil euros e acesso a executivos da empresa e mentores altamente qualificados, como Sébastien Lefebvre, ex-diretor de crescimento do Twitter, entre muitos outros. Como parte final do programa, as startups fazem um Demo Tour no começo de fevereiro 2020 para cidades como Berlim, Paris, Londres e Barcelona. As candidaturas ao programa Tenkan-Ten podem ser feitas no site oficial até o dia 09 de junho.

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ABES sela parceria com IBI-TECH para apoiar o ingresso de startups israelenses no Mercado Brasileiro

Rodolfo Fücher, presidente da ABES, (esquerda) e Shaul Shashoua, presidente da IBI-Tech

Rodolfo Fücher, presidente da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) acaba de assinar uma carta de intenções com Shaul Shashoua, presidente da IBI-Tech (Israel Brasil Innovations LTD), empresa israelense com filial no Brasil, com o objetivo de unir esforços para apoiar a ida de empresas de tecnologia da informação de Israel para o Brasil. Em Tel Aviv, desde o dia 25 de maio, participando de uma missão de empresários brasileiros em Israel, Rodolfo Fücher comenta que “O mercado brasileiro apresenta uma excelente oportunidade para empresas israelenses investirem, porém, o Brasil possui uma percepção negativa para investidores estrangeiros, devido à complexidade tributária, forte judicialização e processo judicial caro e demorado. Neste sentido, a ABES possui mais de 30 anos de experiência na área jurídica, regulatória, tributária e pode auxiliar as companhias estrangeiras que desejem operar no Brasil”, afirma.

O executivo Shaul Shashoua explica que sua operação no Brasil permite a conexão do mercado brasileiro com o ambiente empreendedor de Israel. “Por meio de nossa forte experiência em Tecnologia e Desenvolvimento de Negócios, transformamos oportunidades inovadoras em projetos reais no Brasil e em Israel. A parceria com a ABES será de grande valor para estreitar relações e criar novas oportunidades para os empreendedores nos dois países”, afirma o presidente da IBI-Tech.

Missão em Israel

Rodolfo Fücher está, desde o dia 25 de maio, participando de uma missão, organizada pelo IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativo), em Tel Aviv, Israel, com executivos e conselheiros de administração brasileiros. Um dos objetivos do executivo nesta viagem é posicionar a ABES como referência em inovação para empresas israelenses, principalmente startups, que buscam expandir seus negócios no Brasil, além de apontar o País como um excelente mercado para prospecção de negócios.

Com uma agenda com visitas previstas à Universidade Technion; à Autoridade de Inovação de Israel, Programa de Inovação da Bolsa de Valores de Tel Aviv; e a empresas como Intel e Elbit System; a missão teve como intuito mostrar como Israel, conhecido como “Startup Nation”, teve um crescimento econômico tão significativo nos últimos anos: atualmente, o país concentra a maior média de empresas de tecnologia por habitante, 1 a cada 1.400 pessoas. “Israel é um celeiro de startups de sucesso que podem ser exemplos para empreendedores brasileiros. Neste sentido, essa missão nos ajuda a conhecer mais de perto o ambiente de inovação do país e a criar caminhos que nos permitam aproximar os dois mercados”, conclui Fücher, que volta ao Brasil no dia 4 de junho.

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3º Hackaton CIAB FEBRABAN divulga lista dos 130 desenvolvedores selecionados para participar da competição

O congresso anual CIAB FEBRABAN promoverá a terceira edição da maratona de programação “Hackaton CIAB FEBRABAN”, e a lista de desenvolvedores selecionados acaba de ser divulgada. A competição acontecerá nos dias 08 e 09 de junho, em São Paulo.

Este ano, o Hackathon registrou mais de 250 inscritos, dos quais 130 foram selecionados para participar da competição. Sob a temática: “Entender para Atender Melhor os Clientes na Era da Economia Analítica” a maratona tem como objetivo incentivar o desenvolvimento de projetos que impactam positivamente o mercado bancário no Brasil.

“Em mais um ano, o Hackathon atraiu um grande número de inscritos. Estou com boas expectativas sobre os projetos que serão apresentados, pois certamente trarão ideias capazes de influenciar positivamente todo o setor bancário por meio da tecnologia”, afirmou Marcelo Assumpção, Gerente de Relacionamento de Eventos da FEBRABAN, que recepcionará os participantes no primeiro dia da competição.

A maratona de programação contará com equipes de até 5 pessoas e terá três desafios: conhecimento do cliente e diligência, para aprimorar a experiência e eficiência no processo de onboarding e verificação de novos clientes; perfil de crédito e redução da inadimplência, para compreender o perfil de crédito do cliente e impedir seu endividamento; e a proteção de dados e conformidade de requisitos legais, com o objetivo de aprimorar o processo de proteção de dados do cliente, cumprindo diretivas legais e melhorando a eficácia dos procedimentos de segurança

A programação do Hackathon do CIAB FEBRABAN terá início no dia 08 de junho, às 9h e se encerrará no dia 09, às 18h30, com o anúncio das equipes finalistas que terão a oportunidade de participar do CIAB FEBRABAN.

Os quatro grupos finalistas da 3ª edição do Hackathon serão premiados com ingressos para os três dias do congresso e poderão demonstrar suas soluções em um dos balcões de exposição durante o evento. Já a equipe vencedora terá direito a duas reuniões com lideranças de grandes bancos para apresentar seu projeto, além de cinco notebooks Samsung Expert X55, US$5.000 em créditos para uso na plataforma AWS e ingressos para assistir o Brasil na Copa América.

Para conferir a lista dos desenvolvedores selecionados para participar do Hackathon, assim como a programação da maratona, acesse: www.hackathonciab.com.br/

3º Hackaton CIAB FEBRABAN

Data: 08 e 09 de junho de 2019

Local: iMasters (Rua Oscar Freire, 2379)

Site: www.hackathonciab.com.br/

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Brasil se destaca no competitivo mercado de startups da América

Por André Bain

Recentemente participei do eMerge Americas, um evento que reúne grandes corporações e traz palestrantes de diversos segmentos para apresentar tendências no mercado de tecnologia e empreendedorismo. O grande foco do evento nos últimos anos tem sido o fomento a startups de diversos segmentos de todos os países do continente americano, que participam em módulos específicos para esse tipo de empresa.

Em seu DNA, o eMerge – e toda a movimentação que ele gera – busca trazer à tona discussões sobre o que se tornará tendência no mercado de empreendedorismo e tecnologia. Figuraram nessas conversas o aumento e importância da presença feminina no meio empreendedor e de investimentos em negócios, as tendências em marketing digital, tecnologias de suporte à gestão, IoT – Internet das coisas e a discussão ainda acalorada sobre blockchain, inclusive trazendo casos reais de empreendedores que estão efetivamente usando esse tipo de tecnologia como forma de fomento ou desenvolvimento de negócios. No primeiro dia estas discussões foram encerradas com a performer e engenheira de som Imogen Heap que mostrou, além de suas habilidades no campo da música que lhe geraram diversos prêmios Grammy, suas luvas musicais disruptivas Mi.Mu, que produzem música via software por meio de gestos. Além do produto inovador, ela explicou como fez uso de criptomoedas para custear o projeto.

Entre conversas, apresentações de negócios e interações, das 100 startups inicialmente escolhidas para participar entre milhares de inscritas, chega-se a 25 empresas das quais apenas 5 serão selecionadas para os pitches finais. Elas realizam apresentações para uma plateia de mais de 1.000 pessoas, além de serem avaliadas por experts do segmento, membros da organização do eMerge e uma celebridade empreendedora convidada – que nesse ano foi o músico Pitbull.

Os speed dates (traduzidos de forma simplória como “encontros rápidos”) promovidos pela 100 Open Satrtups são outro destaque do evento, permitindo que empresas busquem produtos e serviços que atendam suas áreas de inovação ou ainda que investidores encontrem novos negócios interessantes para injetar capital. De forma descomplicada, os empreendedores e seus negócios podem ser abordados e têm a chance de apresentar e conquistar contratos e investimento.

A qualidade das startups que chegam ao eMerge Americas em busca de um lugar de destaque é incrível: discursos bem construídos, cases, análises de negócio bem-feitas e resultados surpreendentes já demonstrados estão entre os pontos que me impressionaram ao circular em meio a outros empreendedores e entender seus negócios e caminhos trilhados. É possível observar essa força presente em empresas em todo continente americano, o que mostra claramente o impacto que o movimento das startups tem gerado na economia dos países por toda a América.

No fechamento do eMerge, as 5 startups reconhecidas mostraram como o mercado é diverso e promissor: da grande vencedora, KnoNap, empresa norte americana que trouxe como tecnologia um guardanapo especialmente projetado para detectar drogas prejudiciais em bebidas, passando por um sistema de pagamento criado no México, o Swap. O Brasil também se viu representado nesse seleto grupo com a Flowsense, uma empresa que fornece soluções de análise comportamental e engajamento de usuários de aplicativos via geolocalização. Além disso, tivemos também a Colômbia representada pelo app de compras TiendApp e uma outra empresa norte americana, com sede em Miami, chamada Bioverse Labs, cujo CEO é brasileiro, e que trouxe como produto um controle de insetos focado em manter a biodiversidade.

O que posso dizer é que, em um meio tão competitivo de novos negócios e fóruns discutindo tecnologias que ainda parecem distantes do dia a dia da grande maioria, fazer parte de uma startup reconhecida pela audiência do evento foi incrível e mostrou que, mesmo com tantos percalços, o mercado latino americano – incluindo o Brasil – tem conseguido se destacar com empresas promissoras. Eventos como este, somados a notícias cada vez mais frequentes sobre feitos realizados por startups “unicórnios” nacionais passando a atuar em países como México, Argentina, Colômbia e outros, me permite afirmar que ainda há espaço para crescimento. Vamos acompanhar e ajudar a escrever os próximos capítulos dessa história!

André Bain, CEO da Flowsense

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Startups brasileiras poderão conhecer gratuitamente o ecossistema de Boston

A 8ª edição do StartOut Brasil, programa de apoio à inserção de startups brasileiras nos mais promissores ecossistemas de inovação do mundo, está com inscrições abertas. De 24 de maio a 17 de junho, os empreendedores interessados em realizar uma imersão em Boston (EUA) deverão fazer sua inscrição aqui.

Realizado pelo Ministério da Economia, Agência Br asileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), Ministério das Relações Exteriores (MRE), SEBRAE e Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), o programa já realizou 91 atendimentos sobre internacionalização e levou 72 startups para participar de missões de imersão em Buenos Aires, Paris, Berlim, Miami, Lisboa e Santiago.

Segundo Igor Nazareth, Subsecretário de Inovação no Ministério da Economia, o programa é de extrema importância para as startups brasileiras, pois elas tendem a olhar apenas para o mercado doméstico. “O StartOut Brasil busca justamente alterar essa mentalidade, mostrar as oportunidades de ganhar novos mercados e apoiar essas startups no processo de internacionalização. A participação do Governo é necessária para ajudá-las a despertar um olhar global, atrair a v isibilidade necessária para a expansão de seus negócios e conectá-las com parceiros estratégicos’, afirma.

O programa tem duração de cerca de 20 meses, sendo aproximadamente dois meses de preparação, uma semana de imersão no ecossistema escolhido e mais 18 meses de apoio para promoção de exportação do produto/serviço, instalação no país visitado, atração de investimentos, monitoramento de resultados, entre outras atividades.

Para participar, as startups devem ter faturamento (de preferência acima de R$500 mil por ano) ou já ter recebido algum tipo de investimento, ter tração no mercado doméstico e condições concretas de se internacionalizar, sem comprometer suas operações locais. É importante também que as empresas tenham 100% da equipe dedicada ao negócio e domínio do inglês.

Até 20 startups serão selecionadas, sendo 15 negócios na categoria “ampla concorrência”, que são startups que nunca participaram ou participaram de apenas um ciclo do StartOut Brasil; e 5 startups na categoria “graduadas”, composta por empresas que já estiveram em dois ou mais ciclos de imersão oferecidos pelo programa. O resultado será anunciado em 18 de julho no website do programa.

Seleção e preparação

Após enviar o formulário preenchido obrigatoriamente em inglês, apresentando dados específicos sobre a empresa e mercado alvo, cada startup será inicialmente analisada por avaliadores das instituições organizadoras, e as 40 startups mais b em posicionadas serão avaliadas por especialistas no mercado de destino.

Para extrair ao máximo o que o destino tem a oferecer, as startups passarão por um processo de preparação para a missão, que dura de seis a oito semanas. Durante esse período, os empreendedores recebem consultoria especializada em internacionalização; acesso à plataforma “Passaporte para o Mundo” da Apex-Brasil; conexão com mentores que conhecem o ecossistema de destino; workshop presencial em São Paulo; e sessões online de treinamento de pitch.

A imersão no ecossistema de Boston será realizada entre 22 e 27 de setembro, quando as startups terão uma agenda voltada à prospecção de clientes e investidores e à conexão a ambientes de inovação, com visitas a aceleradoras, incubadoras e empresa s locais. Elas também farão rodadas de reuniões com prestadores de serviços; reuniões de negócios organizadas por matchmaker e um Demoday com investidores.

Missão em Boston

A cidade mais populosa do estado norte-americano de Massachusetts foi escolhida como destino da próxima missão do StartOut Brasil após avaliação do potencial do mercado, seu tamanho e maturidade do ecossistema. Boston se mostrou um importante “hub” de inovação e empreendedorismo científico-tecnológico.

A segunda maior comunidade brasileira nos Estados Unidos, ficando atrás apenas da Flórida, abriga mais de cem instituições de ensino superior, como a renomada universidade de Harvard e o importante Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), parques tecnológicos de ponta e mais de 400 empresas de alta tecnologia apenas no pequeno perímetro de Kendall Square/Cambridge.

Além disso, a região tem uma economia embasada em setores como energias renováveis, equipamentos eficientes, tecnologias da informação e softwares e apresenta índices de desenvolvimento superiores aos dos demais estados do país, principalmente nas áreas de tecnologia, biotecnologia, saúde e serviços financeiros.

O melhor momento para buscar um investidor anjo

Por Maria Rita Spina Bueno, diretora-executiva da Anjos do Brasil

O Brasil é uma fábrica de startups. Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups) há mais de 6 mil delas buscando um lugar ao sol no mercado. Mas criar uma startup demanda muita dedicação do empreendedor e é preciso passar por várias etapas de desenvolvimento antes de buscar um investidor anjo, algo que muitos sonham, mas pouquíssimos, de fato, conseguem. Só em 2018, foram submetidas à rede da Anjos do Brasil cerca de 800 projetos de todas as partes do país e nas mais diferentes áreas. Apenas 20 receberam um aporte.

Por isso, em primeiro lugar, é necessário compreender quais são os estágios pelo qual uma empresa nascente passa para depois analisar qual o momento adequado para buscar investimento, sem atropelos. A fase inicial é momento em que a startup deixa de ser apenas uma ideia e se torna realmente um projeto. Nessa etapa, o empreendedor já deve ter o conhecimento básico sobre mercado onde irá atuar. Algumas dessas noções englobam, por exemplo, qual o diferencial do seu produto/serviço no mercado e qual a solução que ele traz.

Em seguida, há a fase intermediária, em que o empreendedor irá modelar o negócio. Ele fará um planejamento de como será o crescimento da empresa, qual o aporte necessário a ser obtido para alcançar determinado objetivo e estabelecimento de uma estratégia de mercado de curto prazo. É também nesse ponto do desenvolvimento que será formado o time da empresa.

Com isso, passamos para a etapa chamada de operação. Esse é o momento da “mão na massa”. Quando os planos já foram colocados em prática, ou seja, quando há pelo menos uma primeira versão do produto ou serviço sendo testado no mercado. Com ele, será possível entender quais mudanças serão necessárias, os desafios que devem ser superados e o que já está dando certo.

É nesse momento que fazemos uma pausa. Isso porque, em grande parte dos casos, esta é a melhor etapa para procurar um investidor anjo. Mas há um ponto em que o empreendedor precisa prestar atenção: não adianta procurar investimento se a startup precisa de capital imediatamente porque isso leva tempo, podendo chegar a meses para, enfim, fechar o negócio entre o investidor-anjo e o empreendedor.

Isso acontece porque é preciso estabelecer uma relação de confiança entre investidor e empreendedor, há também motivos mais técnicos que demandam tempo, como o processo de Due Diligence (uma avaliação para verificar a situação da startup antes de assinar o contrato). Dessa forma, podemos até considerar a etapa da operação como a mais adequada para procurar o investimento anjo, desde que fatores específicos de cada empresa sejam considerados e, principalmente, a questão do tempo.

Portanto, empreendedor, nada de atropelos. O ponto chave não é a ideia, é a execução. Investidores não querem implementar uma ideia, mas sim investir em bons empreendedores que realizem seus projetos de negócios. O melhor lugar para buscar investimento anjo é nas redes de investidores anjo organizadas. Elas agregam mais valor e tem boas práticas que fazem com que o processo funcione melhor.

Um alerta importante. O segmento de investidores anjo trabalha com 50% de mortalidade das startups nos primeiros dois anos de operação após investimentos realizados e apenas 10% das empresas realmente atingem um crescimento significativo depois de cinco anos. Aplicar objetivamente o plano de crescimento definido, acompanhando indicadores e resultados, é o grande segredo para sucesso da startup. Agora, mãos à obra!!!

Quatro startups amazonenses serão aceleradas na quarta rodada do programa Samsung Creative Startups

Quatro startups do Estado do Amazonas foram selecionadas para a quarta rodada do programa de aceleração Samsung Creative Startups, realizado em parceria com a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e o Centro Coreano de Economia Criativa e Inovação (CCEI). Alltism, Keep Smiling, RealVM e NavegAM receberão até R$ 200 mil, livres de equity, para investimento exclusivo no desenvolvimento de produtos e serviços, além de mentorias técnicas e de mercado, treinamentos e assessorias com profissionais da Samsung. No total, 12 startups participam da nova rodada.

Conheça as soluções:

ALLTISM

O ALLtism é uma ferramenta desenvolvida com o objetivo de unir pais e profissionais em benefício da criança autista. A plataforma oferece o acompanhamento das atividades propostas pelos profissionais envolvidos no tratamento, como psicólogos e fonoaudiólogos, e possibilita uma visão qualitativa e quantitativa da evolução da criança. Somado a isso, o ALLtism usa Inteligência Artificial para identificar correlações nesse histórico de exercícios e recomendar melhorias no tratamento. O acesso à plataforma é viabilizado via plano de assinatura mensal.

“Com o programa Creative Startups, pretendemos impulsionar o desenvolvimento do ALLtism e conhecer ainda mais o nosso público por meio das pesquisas que faremos dentro do programa e desenvolver habilidades de negócios com as mentorias recebidas. Acreditamos que a participação nesse programa nos dará visibilidade e mais credibilidade por estarmos junto a uma marca de renome como é a Samsung”, diz Juliane Silva, CEO da ALLtism.

KEEP SMILING

A startup KeepSmiling criou uma solução que monitora a escovação de crianças por meio de jogos educativos utilizando técnicas de inteligência artificial e diversão. O dispositivo plugado em qualquer escova coleta os dados e mostra o desempenho aos pais e dentistas.

“Inspirados pelos batches anteriores, a nossa expectativa no programa é alta. Com o apoio do programa, esperamos melhorar nossa solução de maneira geral, trazendo a melhor experiência possível para as crianças durante a escovação”, diz José Maria Filho, sócio-fundador da Keep Smiling.

NavegAM

A plataforma NavegAM é uma plataforma para comercialização de passagens para embarcações fluviais. Atualmente, a NavegAM consiste em um módulo interno para as embarcações para gerenciar as informações de venda das passagens, e um App para efetuar a venda dessas passagens tanto na própria embarcação, quanto nas agências que ofertam essas passagens.

“Na próxima etapa esperamos a ajuda da Samsung para melhoria do serviço oferecido atualmente, que é a comercialização das passagens nas embarcações e agências, além de ajuda na confecção e divulgação futuramente do e-commerce em desenvolvimento durante o Samsung Creative Startups”, diz Geferson Oliveira, CEO da NavegAM.

RealVM

O RealVM é um simulador em realidade virtual no qual o aluno poderá interagir com um paciente ligado a aparelho de ventilação mecânica. Com esse método, estudantes, professores de medicina e profissionais de saúde desenvolvem o raciocínio clínico, habilidades e competências por meio de respostas às ações no simulador. O aprendizado é feito por experimentação, sendo possível repetir o processo até encontrar o resultado mais condizente com o quadro do paciente.

“Nossa expectativa no programa é o desenvolvimento e a maturação do produto com o apoio dos especialistas e mentores da Samsung Creative Startups, bem como aprimorar o modelo de negócios para assim ter a oportunidade de entrar no mercado de maneira mais sólida e profissional”, diz Sibila Lilian Osis, CEO da Sensus Creation.

Desde 2016, quando ocorreu a primeira edição do Samsung Creative Startups, 33 startups já foram aceleradas. “O Creative Startups é parte da estratégia da Samsung para impactar e incentivar, com o apoio de incubadoras parceiras, o desenvolvimento de soluções tecnológicas em todo país. O diferencial do programa é manter o foco nos produtos e serviços oferecidos pelas startups, não somente na operação do negócio. Isso aumenta consideravelmente o tempo de vida no mercado”, diz Paulo Quirino, Coordenador Nacional do Programa Creative Startups na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung.

Ao final do Batch 4, as startups têm a chance de serem indicadas para um intercâmbio cruzado na Coreia do Sul, quando poderão apresentar as soluções desenvolvidas para investidores asiáticos. Em 2018, a IoT Makers, que criou o Galena, um roteador para Internet das Coisas que permite ao usuário conectar dispositivos como lâmpadas e smartphones e disponibiliza um sistema de autodiagnostico de segurança; e a Joga+, que desenvolveu um aplicativo para que jogadores de futebol otimizem seu desempenho em campo por meio do monitoramento das práticas feitos via smartwatch ou smartphone, foram as escolhidas.

As startups também podem ser selecionadas para participar do Samsung Developers Conference, a conferência anual de desenvolvedores realizada pela empresa em São Francisco, na Califórnia. É o caso da Dreamkid, empreendimento que criou o Felt, plataforma de jogos interativos para ajudar as crianças a expressarem e lidarem com os sentimentos, que foi a primeira startup a participar do evento por meio do Programa.

Como se destacar no mar de startups no Brasil?

De acordo com a Abstartups – Associação Brasileira de Startups – o Brasil já conta com mais de 10 mil startups. Recentemente, foi divulgada a lista com as 100 mais promissoras e que merecem atenção em 2019.

A tarefa de construir uma empresa, vencer os desafios diários, aprender com as dificuldades e obter sucesso é árdua e construída, dia a dia, por equipes que abraçam a ideia e acreditam que podem fazer a diferença na vida da sociedade.

Por isso, CEOs de 7 startups presentes na lista contam um pouco de suas experiências, dando conselhos para que você também conquiste uma destaque em seu segmento:

Rafael Pereira, CEO da REBEL

“Meu conselho pra quem está iniciando na arte de empreender é: foque em resolver o problema do cliente. Já existem vários, você não precisa – e nem deve – criar mais um. Outra coisa: muitas ideias vão dar errado. Não veja como um fracasso, e sim um aprendizado. Você aprende e não desiste. Neste momento, estamos trabalhando dia e noite pra melhorar a experiência do usuário, para atender cada vez melhor nosso cliente e acabar com a escravidão dos juros no Brasil”.

Marcelo França, CEO do Celcoin

“Há exatamente 3 anos lançamos o Celcoin. Foi um período em que construímos a equipe, o produto, superamos crises e aprendemos muito. Esse aprendizado veio principalmente a partir do contato com nossos usuários diretos ou ‘agentes’. Foi escutando o que eles precisavam que conseguimos chegar na versão atual do Celcoin e superar pela 1a vez a marca de R$ 100 milhões transacionados no mês em serviços.”

Ramires Paiva, CEO da Creditoo

“Nos últimos seis meses, crescemos dez vezes e, para mantermos a demanda dos nossos clientes, estamos contratando profissionais em diversas áreas. Não existe uma receita para se destacar, mas a Creditoo acredita que alguns fatores são bem importantes: trabalhe duro, atenda um mercado gigante, tenha um bom produto e tenha a melhor equipe possível para implantar esse produto. O principal conselho é pesquisar e estudar bastante para encontrar, principalmente: mercado grande, produto certo e uma boa equipe. Um negócio com essas características tem maior chance de prosperar, mesmo que aconteçam alguns imprevistos no caminho”

Carlos Tristan, co-fundador da Squid

“Estamos, pela segunda vez, na lista. Desta vez o momento é especial, já que estamos anunciando a nossa nova marca. Receber este reconhecimento nos mostra que estamos no caminho certo. Se eu pudesse dar uma dica aos empreendedores é que fiquem atentos às mudanças do mercado e busquem inovação constante para se diferenciar dos concorrentes. Busque se conectar com as pessoas que admira e confie mais na sua intuição do que no seu plano de negócios. É melhor errar rápido e colher esses aprendizados, do que passar meses desenhando uma ideia em um planejamento que nunca vai para o mercado.”

Marcus Figueredo, CEO da Hi Technologies

“Três coisas têm sido muito importantes para o sucesso da Hi Technologies até aqui. Primeiro, ter uma equipe formada por pessoas resilientes e comprometidas. Estamos no mercado há algum tempo e nem sempre o mar está calmo e, por isso, formar um time capaz de vencer qualquer desafio é essencial. Segundo, oferecer um produto que entregue valor ao mercado. Os serviços e produtos precisam ser desenvolvidos para fazer o que a tecnologia veio para fazer, eliminar os intermediários e agregar valor direto pro cliente final. E, por fim, ter investidores que acreditam nos fundadores. Aqui na Hi já colocamos dinheiro nosso por muitos anos para desenvolver e crescer o negócio. Mas chega uma hora em que você precisa de dinheiro externo e, nesse momento, é essencial escolher um investidor que confie na sua visão, na sua cultura e que possa abrir portas para um networking que realmente te ajude.”

Maurício Feldman, Sócio-fundador da Volanty

“A Volanty está em plena expansão para dar todo o suporte necessário à meta de crescer 25% ao mês.Para se destacar entre as startups não existe uma receita de bolo – é um conjunto de fatores que envolve muito trabalho, olhares voltados para o mercado nacional e internacional e o principal: concentrar os esforços em proporcionar novas experiências e transformar a realidade de um mercado tão tradicional quanto o de automóveis. Identificamos as dificuldades e dores das pessoas e estudamos as formas mais eficientes e escaláveis de oferecer uma solução melhor para elas.”

Eduardo Henrique, CEO da Wavy

“A Wavy é uma empresa do Grupo Movile, até então especialista em soluções de comunicação e conteúdo via serviços de mensagens, focada nos canais de SMS e WhatsApp Business API, mas que decidiu recentemente se reposicionar e ampliar a sua atuação para ajudar seus clientes com soluções de customer experience. A operação da empresa já alcançou o tráfego de mais de 1 bilhão de mensagens por mês em 10 países diferentes.

Aprendemos muito, tivemos muitos erros e acertos na nossa caminhada. Um conselho que posso dar, é que no nosso processo, percebemos que era preciso fazer muito mais experimentos, implementar e validar as ideias de forma mais ágil. Estávamos demorando 6 meses para lançar um projeto e gastando milhares de dólares para perceber que estávamos errados. Acho que todo empreendedor precisa ter a cultura de que errar é aceitável. No final do dia, o que importa é ter pensado em novas ideias, mensurado o resultado e aprendido rápido com o erro, para errar novamente. Isso vira um ciclo virtuoso, em que novas ideias surgem a todo momento, e uma delas pode significar a disrupção do seu negócio. Com essa cultura, é possível manter um nível de crescimento acelerado, o que buscamos a todo momento por aqui.”

Universo TOTVS apresenta painel “O Brasil que faz: Inovação” com as maiores startups do país

A TOTVS, líder brasileira no desenvolvimento de software de gestão, promove o painel “O Brasil que faz: Inovação”, com a participação de empresas que estão ganhando o mundo com modelos de negócios disruptivos, durante o Universo TOTVS 2019. O evento, que acontece entre os dias 25 e 26 de junho, em São Paulo, irá reunir grandes nomes para falar sobre as principais tendências de tecnologia e negócios do país.

Mediado por Juliano Tubino, vice-presidente de Negócios da TOTVS, o painel conta com a participação de Leandro Caldeira, CEO Brasil do Gympass, Gabriel Braga, cofundador e CEO do QuintoAndar, e Ricardo Bechara, diretor de expansão e cofundador da Rappi BR. O objetivo principal é mostrar como essas startups fizeram acontecer e romperam as barreiras existentes no mundo dos negócios para promover inovação.

As três empresas falam também como em uma economia cada vez mais disputada, as startups e os empreendedores precisam encontrar novas formas de destaque no mercado. “O empreendedorismo no Brasil ganhou fôlego nos últimos anos e temos contribuído para que nossa economia seja mais intensiva no uso de tecnologia e para que tenhamos cada vez mais unicórnios”, destaca o VP da TOTVS.

Ainda dentro dessa seara – “O Brasil que faz”-, mas sob o viés de Reinvenção, Laércio Cosentino mediará o painel, no primeiro dia de evento, sobre estratégias por trás de grandes empresas que não tiveram medo de ousar e se reinventar.

Outras grandes atrações do evento ficam por conta de nomes como a cantora Anitta, Duncan Wardle, ex-VP de Inovação e Criatividade da Disney, Mikkel Scane, CEO e Fundador da Zendesk, e Matt Britton, especialistas em negócios e no comportamento Millennial.

Com mais de 30 mil clientes em todo o mundo, a TOTVS tem como preocupação o desenvolvimento internacional de novas tecnologias, tendências e soluções, a fim de oferecer as ferramentas que o mercado exige e que atendem melhor às necessidades do consumidor final.

Universo TOTVS – dias 25 e 26 de junho de 2019

Onde: Expo Center Norte, R. José Bernardo Pinto, 333 – São Paulo – SP

Inscrições e mais informações: totvs.com/universo-2019

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Hub/sp seleciona startups para programa de aceleração

Mais que um espaço de coworking gratuito oferecido para empreendedores com toda infraestrutura necessária, o hub/sp – centro que aproxima a academia, poder público, iniciativa privada e o ecossistema de inovação, possui um programa de aceleração chamado hub/x. O programa oferece uma rede de mais de 60 mentores, de cinco países diferentes, incentiva a educação empreendedora, dá acesso a fontes de financiamento, eventos como workshops, cursos e palestras, dá acesso a dados disponibilizados pelas secretarias do governo e ainda conecta as startups aos programas de fomento ao empreendedorismo do Governo de São Paulo.

Lançado em novembro deste ano, o programa selecionou 26 startups no primeiro batch e está com vagas abertas para a segunda o segundo batch. Um dos grandes diferenciais do hub/x é que 20% das vagas são destinadas a startups nascidas e criadas na periferia.

“Nosso objetivo é aproximar essas comunidades, seus problemas e possíveis soluções ao mercado. Sabemos que esses empreendedores ainda enfrentam muitos desafios, com pouco – ou nenhum – acesso ao ecossistema de startups e aos investidores sedentos por boas ideias para aplicar dinheiro”, conta Luiz Candreva, head de inovação do hub/sp.

O Demo Day será no dia 28 de maio e as startups têm até o dia 25 para se inscrever no site: hubsp.co/sobre/

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Thomson Reuters participa do Lawtech Conference 2019 e traz especialista internacional em Startups

A Thomson Reuters, líder no desenvolvimento de soluções para o mercado jurídico, participa da terceira edição do Lawtech Conference, o mais importante evento no Brasil voltado às Lawtechs – startups que utilizam novas tecnologias para tornar a rotina do Direito mais eficiente e prática. Com mais de 50 expositores, entre grandes empresas e startups do setor jurídico, a Lawtech Conference 2019 espera ultrapassar o número de três mil visitantes em um único dia. Com o tema “Como a Tecnologia transformará o maior mercado jurídico do mundo?”, o encontro pretende apresentar as principais inovações que vão otimizar a rotina de trabalho dos advogados. A conferência acontece na próxima quinta-feira, 23 de maio, a partir das 9 horas, em São Paulo.

Presente desde a primeira edição do Lawtech Conference, este ano a Thomson Reuters será a anfitriã de um dos painéis mais concorridos do evento. Com o tema “Reprogramando o Direito: O próximo movimento”, que será apresentada pelo norte-americano Nick Jarema, é Vice-Presidente da Thomson Reuters Ventures, a palestra trará ideias sobre a transformação digital e conhecimentos que são importantes ao Direito globalmente. “Nossa base nesse evento é a transparência de ideias, debates e relações. Por isso, escolhemos um espaço central e desenvolvemos um conceito aberto, para que sejamos um ponto de encontro entre os visitantes, conectados com as startups que apoiamos desde a primeira edição do Accelerator Day. É um espaço onde a tecnologia e informações confiáveis são convid ativos à expertise humana, para que verdadeiras inovações sociais possam acontecer a partir dessa convergência”, afirma Ralff Tozatti, Diretor de Marketing da Thomson Reuters na América Latina.

A Thomson Reuters também apresenta o maior estande da feira. Com 30m² e sem barreiras, a multinacional terá um espaço colaborativo, que remete ao FLIC (Future Law Innovation Center powered by Thomson Reuters), primeiro centro de inovação na América Latina, mantido pela Thomson Reuters. Com essa arquitetura aberta, a ideia é que o público presente no evento possa discutir sobre temas e possíveis soluções que venham a transformar a rotina de trabalho dos profissionais do Direito. Com um pequeno palco em seu estande, a partir da 9h da manhã, a multinacional receberá palestrantes convidados para debater “Direito Comportamental”, tema que será apresentado por Erik Navarro Wolkart, Juiz Federal e Coordenador do Instituto New Law, “Direito e Tecnologia reprogramando a sociedade”, por Camila Rioja, Head de Legal Tech no Opice Blum, Bruno, Abrusio e Vainzof Ad vogados Associados, e “Direito das Startups”, tema que será discutido por Erik Oioli, sócio-fundador do VBSO Advogados.

Para engajar os participantes no ecossistema de inovação do evento, a Thomson Reuters criou jornadas de liderança em experiências de aprendizagem que, além de novos conhecimentos, presentearão os visitantes com brindes exclusivos da marca, despertando assim o aprendizado em temas complexos de tecnologia.

Além da ilustre presença de Nick Jarema, a plenária principal do evento também contará com as presenças de renomados profissionais no Direito, como Alessandra Martins, Associada da Pinheiro Neto Advogados, Alexandre Zavaglia, CEO da Future Law, Bruno Feigelson, presidente da AB2L- Associação Brasileira de Lawtechs e Legaltechs, Criatiano Kruel, Head de Inovação da Startse, Erik Navarro, presidente da Associação Brasileira de Direito e Economia, Daniel Marques, Diretor Executivo da AB2L, Dante Araujo, Head of Legal na IBM-Brasil, Fábio Cendão, Criador do Canvas Jurídico e Legal Hack, Ivar Hartmann, Mestre em Direito e Doutor em Direito Público, Junior Borneli, Head de Educação e Produtos da Startse, Karla Capela, Luciano Benetti, Secretário Nacional do Consumidor no Ministério da Justiça, Paula Guimarães, Fundadora da Comissão de Direito para Startu ps da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB em Minas Gerais, Pedro Englert, CEO da Startse, Ricardo Dalmaso, Mestre e Doutor em Direito Processual pela USP (Universidade do Estado de São Paulo), Victor Scarpa, Cofundador da JurisIntel, e Yve Carpi, Head do Jurídico Comercial, Energia e Contencioso da Raízen.

Saiba mais sobre a programação do Lawtech Conferece 2019, através do link.

Lawtech Conference 2019

Data: quinta-feira, 23 de maio, das 9h às 18h
Local: PRO MAGNO Centro de Eventos – Avenida: Profa. Ilda Kolb, s/n, bairro: Jardim das Laranjeiras, São Paulo/ SP
Entrada: mediante ingressos

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Brazil Accelerate 2030 divulga 35 empresas finalistas do prêmio

São Paulo, maio de 2019 – O programa Brazil Accelerate 2030, iniciativa do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e do Impact Hub, divulga nesta segunda-feira os selecionados para a etapa nacional do prêmio. O projeto conta com a parceria da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Fundação Grupo Boticário, Pfizer e International Trade Centre.

O coordenador do Accelerate2030 Brasil, André Maciel, se diz surpreso com o número alto de inscrições. “Fomos surpreendidos pelo grande volume de negócios de alta qualidade, o que tornou colossal a tarefa de decidir quais seriam as soluções que nós iremos apoiar. Foram quase 364 candidatos para apenas 30 vagas. Por isso, decidimos ampliar o número de selecionados e ao invés de 30, selecionamos as 35 organizaçõe”, enfatiza.

A banca avaliadora contou com mais de 70 pessoas, dentre eles, empreendedores, executivos, acadêmicos e especialistas de diversos setores e regiões do país. Cada negócio selecionado foi avaliado por no mínimo 3 pessoas, dentro dos critérios estabelecidos pelo edital do programa: clara contribuição aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), estar em estágio de crescimento e possuir um modelo escalável e uma equipe ambiciosa e competente.

Para essa primeira etapa nacional foram selecionados negócios de 12 estados brasileiros e 13 ODS diferentes. “Essa capilaridade de negócios demonstra a escala nacional do Programa e também a diversidade de soluções que merecem ganhar escala global”, finaliza Maciel.

Após um período de 3 meses de etapa nacional, as três empresas com melhor desempenho serão indicadas para a etapa global, iniciada em Genebra e composta por rodadas internacionais de negócios. A seguir as empresas que foram selecionadas para a etapa nacional:

Oxigênio Aceleradora lança novo modelo de aceleração

Começa nesta quinta-feira, 16 de maio, a nova fase de aceleração promovida pela Oxigênio Aceleradora. Voltado para startups em fase de tração, o modelo tem como objetivo impulsionar empresas em estágios mais avançados. As startups terão o acompanhamento de mentores de mercado, equipe da Oxigênio Aceleradora e Executivos da empresa. Serão selecionadas até 10 startups por ciclo, com dois ciclos por ano, sendo 4 meses de aceleração no escritório da Oxigênio em São Paulo. O espaço conta com um equipado laboratório de tecnologia, auditório, salas de reunião, local onde recebe e promove eventos sobre inovação e empreendedorismo.

A novidade oferece às startups selecionadas oportunidade de créditos em consultorias jurídicas, designer, growth, desenvolvimento e assessoria de imprensa, além de créditos em nuvem (AWS, Google e IBM), plataforma de contratação de desenvolvedores e vouchers de desconto com parceiros. A Oxigênio vai ainda provocar encontros com outras empresas parceiras e clientes do Grupo Porto Seguro, a fim de proporcionar oportunidades de negócios para essas empresas.

Uma outra mudança do programa é que agora ele será equity free, ou seja, as startups não precisam abrir mão de nenhuma participação societária para serem aceleradas. Isso abre espaço para a participação de startups em diferentes estágios, que estejam ou não captando investimentos.

“Nosso maior objetivo é criar oportunidades de negócios com a Porto Seguro, desenvolver empresas com soluções inovadoras e assim estimular o ecossistema do empreendedorismo no Brasil. Essa nova fase oferece uma série de facilidades às startups que já têm um projeto em andamento e precisam de estímulos para seguir com seu trabalho. Queremos startups que ofereçam soluções aos nossos negócios e contribuam para o mercado”, explica o gerente de Pesquisa e Desenvolvimento da Porto Seguro e Oxigênio Aceleradora, Mauricio Martinez.

Segundo a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), em 2018 o Brasil contava com mais de seis mil startups, um crescimento de 316% comparado a 2012. “Atenta às necessidades dos novos empreendedores, a Oxigênio acredita que oferecendo consultorias qualificadas pode influenciar para que as startups multipliquem seu crescimento e criar um case de negócio com a Porto Seguro pode trazer benefícios para ambos os lados”, explica Martinez. Os interessados no novo processo seletivo, podem se cadastrar pelo site da aceleradora https://oxigenioaceleradora.com.br/.

Kovi capta US$ 10,6 milhões e faz maior rodada de investimento seed no Brasil

Uma das startups que mais crescem no País, a Kovi agora se prepara para uma nova fase de crescimento ao fazer uma das maiores rodadas de aporte no Brasil, e captar US$ 10,6 milhões em investimento seed. Com o aporte, a empresa visa manter seu franco crescimento, ampliando o desenvolvimento de sua plataforma através de novas melhorias e novas contratações.

Com modelo inovador, a Kovi, que faz parceria com montadoras e locadoras, possibilita que essas empresas cresçam neste mercado com um risco reduzido, podendo prestar o serviço de aluguel de carros sob demanda para motoristas de apps de transporte individual. Setor que tem média de crescimento de 20% por semana, e neste primeiro trimestre de 2019 já multiplicou em dez sua frota de carros. Dentro do mercado de mobilidade, é considerada uma das startups com maior potencial no País.

A Kovi tem a visão de prestar serviços essenciais, desde aluguel de carros, motos, seguro e empréstimos para Gig-Workers, como motoristas de aplicativos ou entregadores das plataformas Rappi, iFood, Loggi, Uber, 99, entre outras, com a missão de dar a melhor condição de vida e trabalho para esses usuários.

“Queremos ajudar um país de 13 milhões de desempregados, e acreditamos que a Kovi irá facilitar ainda mais a entrada de novas pessoas nestas plataformas. Acreditamos em uma nova economia em que os bens serão transformados de posse para consumo”, explica Adhemar Milani Neto, cofundador e CEO da Kovi.

A empresa trouxe um pool dos melhores investidores, entre elas a Monashees (um dos maiores VCs Latam), a YCombinator (maior aceleradora do mundo e investidora da Rappi, AirBnB), Kevin Efrusy (Accel partner) e a Maya Capital (fundado pela filha de Jorge Paulo Lemman). Os fundadores também foram executivos da 99/Didi, primeiro unicórnio brasileiro.

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Mapa Startup + Indústria do Brasil

A Spin, primeira aceleradora especializada em startups com foco em indústrias do Brasil e a A2C, empresa de transformação de marcas e de negócios, realizaram o primeiro mapa Startup + Indústria do Brasil. Com o apoio das entidades ABDI, ABII, ABIMAQ e FIESC, participaram do levantamento 55 indústrias de sete Estados e 18 cidades, e 295 startups de 22 Estados e 81 cidades. A partir dos dados atualizados foi construído uma análise cruzando as informações obtidas de ambos os públicos. Obter a visão das expectativas e necessidades da indústria foi fundamental para traçar a análise das respostas das startups participantes. Confira abaixo os principais dados computados:

INDÚSTRIA NO BRASIL

– Segundo cálculos da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), até 2028, 15% das corporações nacionais devem atuar baseadas na Indústria 4.0;

– De acordo com dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Indústria, como um todo, representa 22% do PIB do Brasil;

– Responde por 49% das exportações;

– por 67% da pesquisa e desenvolvimento do setor privado;

– por 32% dos tributos federais (exceto receitas previdenciárias).

Para se ter ideia da importância desse movimento econômico, para cada R$ 1 produzido na indústria, são gerados R$ 2,40 na economia como um todo, sendo que nos demais setores, o valor gerado é menor: R$ 1,66 na agricultura e R$ 1,49 no comércio e serviços.

PERFIL DAS STARTUPS COM SOLUÇÕES PARA A INDÚSTRIA

São Paulo é, definitivamente, a maior influência nacional quando falamos de ecossistema de startups. Das 81 cidades mapeadas, a maior cidade do país representou também o maior índice de startups mapeadas: 19% do volume total;

A capital paulista e São José dos Campos foram as duas representantes do estado entre as 10 cidades mais representadas no Mapa Startup+Indústria, colocando São Paulo em segundo lugar em representatividade, atrás apenas de Santa Catarina;

O estado do Santa Catarina está no topo da lista com 30% da representação total, o que mostra o crescimento cada vez mais constante da maturidade catarinense no desenvolvimento do seu ecossistema de inovação dos últimos anos;

25% das startups mapeadas têm até dois anos de operação, tempo que compreende um processo de amadurecimento na constituição desses negócios iniciantes;

O número de startups com até dois sócios na sua formação chega a 47%, sendo que 38% dessas empresas têm dois sócios na composição societária;

Ainda em relação aos sócios, 84% do número total são homens;

É interessante analisar que a maior parte dos sócios – tanto homens quanto mulheres –, estão na faixa etária entre 30 e 44 anos;

EMPREGABILIDADE

São Paulo é o estado com o maior número de colaboradores indicados no mapeamento, com cerca de 31% do total informado na pesquisa. Seguido por Santa Catarina, com 29% e Minas Gerais, com 10%, logo na terceira posição;

O Sudeste, assim, é a região com o maior número de colaboradores mapeados pela pesquisa, compondo 47% do total pesquisado;

Ainda sobre o total de colaboradores, 76% têm uma média de idade entre 20 e 30 anos e 48% estão em startups com o nível operacional considerado em escala, ou seja, com alta capacidade de crescimento exponencial no mercado;

FATURAMENTO X MATURIDADE DO NEGÓCIO

26% das startups mapeadas faturam entre R$ 100 mil e R$ 500 mil, correspondendo ao maior grupo dentre os pesquisados. Dentro deste grupo, Santa Catarina é o estado que possui a maior representatividade, com 37% do total das startups que geram essa faixa de faturamento anual;

São Paulo segue em segundo, com 22%. A relevância do ecossistema do estado de São Paulo foi determinante no grupo de startups que faturam acima de R$ 5 milhões: 29% das startups que superam esse faturamento anual são do estado. Deste número, 19% foram constituídas na cidade de São Paulo.

FATURAMENTO POR FASE

Dentro das startups mapeadas, 15% estão na fase de Tração dos seus negócios, faturando entre R$ 100 mil e R$ 500 mil por ano;

O segundo grupo com o maior número de startups encontra-se no estágio de Operação, com 11% do total mapeado;

Do grupo que fatura entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, 11% encontram-se na região Sudeste – este número representa o maior grupo de startups entre as regiões do país;

TEMPO DE OPERAÇÃO X FATURAMENTO

Dentro das startups pesquisadas, 25% têm entre um e dois anos de operação, seguido pelo grupo das startups com até 1 ano de operação, com 22% do total;

Do grupo de startups mais maduras do Mapa, aquelas que possuem mais de 5 anos de operação, 6% dessas faturam entre R$ 1 milhão até R$ 5 milhões.

ACELERADAS

O número de startups mapeadas que já passaram ou ainda passam por um processo de aceleração é quase a metade do total pesquisado. De acordo com o Mapa, esse número chega aos 46%, com uma predominância em São Paulo e Santa Catarina;

No estado de São Paulo, o grupo de startups com o maior número de aceleradas refere-se às empresas com faturamento médio anual entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões. O maior grupo em Santa Catarina chega aos 7%, porém com outra faixa de faturamento, girando valores de até R$ 50 mil por ano.

MODELO DE NEGÓCIO

SaaS (Software como Serviço) foi o mais citado sendo o modelo de negócios de 35% das startups mapeadas. Seguido por Outros com 16% e App (aplicativo) com 14%. Do número total de empresas que atuam com SaaS no mercado, 11% são de Santa Catarina, 10% de São Paulo e 4% do Rio Grande do Sul;

Dentro das cinco principais áreas para as quais as soluções das startups mapeadas são direcionadas Vendas/Comercial é a mais citada com 19% do total, seguida pela Produção com 15% e Marketing e Comunicação, com 13%. As outras duas áreas são Logística, representando 11% das áreas de atuação das startups e Outros, com 8%, fechando a lista;

5% das startups mapeadas que faturam entre R$ 100 mil e R$ 500 mil por ano são de áreas ligadas ao Comercial/Vendas dos seus clientes. É a maior representação apontada pela pesquisa.

SOLUÇÃO

Quando falamos sobre a orientação da solução da startup, buscamos colocar o foco do seu produto e/ou serviço que possa gerar um benefício claro para o seu cliente. De acordo com o Mapa, 20% do total das startups trabalham orientadas para Redução de custos e/ou perdas, seguido por soluções orientadas à Inovação e Tecnologia com 19% do total.

SETORES

Considerando os setores para os quais as startups já venderam algum tipo de solução, 8% do total afirmam já ter vendido para a Indústria de Tecnologia da Informação e para a Indústria de Alimentação e Bebidas. O mercado de Tecnologia da Informação, por exemplo, prevê um crescimento de 10,5% no Brasil em 2019, de acordo com o IDC Brasil;

Outros setores representativos da indústria mapeados foram o Metalmecânico, o Têxtil e o Farmacêutico, com 5% de atuação global das startups cada.

PRINCIPAIS OBSTÁCULOS

Assim como a Spin vê constantemente nas startups com que se relaciona, a dificuldade de acesso ao capital também foi vista como algo relevante no mapeamento. Do total das startups mapeadas, 26% têm esta dificuldade como a principal durante a sua jornada empreendedora. Logo em seguida vem o Mercado, 18% e Recursos Humanos, 16%, como principais obstáculos que as startups enfrentam.

FONTE DE INVESTIMENTOS

Para as empresas que estão buscando escalar seus negócios, o Capital Próprio é a principal origem desses recursos apontado por 24% das startups;

Modalidades mais maduras de investimento, como Venture Capital, vêm em seguida na preferência de 20% das startups que estão criando escala.

RECURSOS

Para 66% das startups mapeadas, o Capital Próprio é a principal origem dos recursos dos negócios iniciantes;

Em segundo lugar vem o Investimento-anjo, com 13% do total;

A grande maioria aponta o Brasil como o país de origem desses recursos financeiros – uma representação que chega a 94% do total das startups.

Para conferir o mapa completo com gráficos e outros dados, acesse: http://www.mapastartup.com/

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