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Inscrições abertas para programa de internacionalização de startups do Governo Federal

StartOut Brasil , programa de apoio à inserção de startups brasileiras nos mais promissores ecossistemas de inovação do mundo, está com as inscrições abertas para a primeira missão de 2020. Entre os dias 19 e 24 de abril, até 20 startups serão levadas para uma imersão no ecossistema de Nova York, nos Estados Unidos.

Apoiadas pelo Governo Federal brasileiro, essas empresas receberão treinamento de pitch internacional, acesso a workshops com prestadores de serviços e terão a oportunidade de se reunir e se conectar com potenciais parceiros de negócios, possíveis clientes e até investidores de um dos maiores hubs de inovação do mundo.

Gustavo Ene, Secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, ressalta que a escolha do destino se deu com base na análise do potencial do ecossistema do mercado.

“Para definir Nova York como a primeira missão de 2020, avaliamos a quantidade de incubadoras, aceleradoras e fundos de investimento. Também é analisado o volume de investimento, apoio do governo local, abertura para startups estrangeiras, investimento em inovação, programas de apoio para softlanding e custos de instalação no país”, afirma o Secretário.

Berço das inovações tecnológicas, a capital econômica e cultural dos Estados Unidos conta com mais de 9 mil startups, 100 incubadoras e aceleradoras, 200 coworkings e 120 universidades, segundo o Startup Genome 2019. Apostando em Inteligência Artificial e Big Data, a cidade abriga unicórnios, como WeWork, UiPath, Infor, Oscar, Compass, Zocdoc, Sprinklr, SquareSpace, Warby Parker, Dataminr e Peloton.

Inscrições

O programa é destinado a startups brasileiras de qualquer área de atuação que já tenham tração no mercado doméstico e condições concretas de se internacionalizar, sem comprometer suas operações no país. Para participar, as empresas precisam já estar faturando ou já ter recebido algum tipo de investimento, além de contar com uma equipe 100% dedicada ao negócio.

As startups interessadas deverão se inscrever até 20 de janeiro no site do StartOut Brasil . O formulário deve ser preenchido obrigatoriamente em inglês, com dados específicos sobre a empresa e mercado-alvo.

Cada inscrição será inicialmente analisada por responsáveis das instituições organizadoras e as 40 startups mais bem posicionadas serão avaliadas por especialistas no mercado de destino. Ao final, serão selecionadas 15 startups brasileiras que nunca participaram ou fizeram parte de apenas um ciclo do programa, e até cinco startups classificadas como graduadas, ou seja, aquelas que participaram de dois ou mais ciclos do StartOut Brasil.

As startups selecionadas no ciclo de Nova York ganharão um dia de estande na TechDay NYC , uma das maiores feiras de tecnologia dos Estados Unidos. Trata-se de uma vitrine para que os participantes do programa aumentem ainda mais a exposição a investidores norte-americanos e a possibilidades de formação de parcerias com integrantes do ecossistema local de inovação.

O resultado será anunciado no dia 28/02.

Agrofy fecha maior rodada de investimentos para Agtechs da América Latina

A Agrofy, primeiro marketplace do agronegócio brasileiro, recebeu um importante aporte para dar continuidade ao processo de crescimento e consolidação no Brasil, expansão para América Latina e aperfeiçoamento da plataforma. Liderado pela SP Ventures e com a participação de dois representantes do Vale do Silício, a Fall Line Capital e a Acre Capital, além da Brasil Agro, a startup recebeu o aporte de US$ 23 milhões de dólares.

A maior parte deste valor terá como destino a operação do Brasil, considerado o principal mercado para a Agrofy, e que já representa hoje 60% das operações da empresa na América Latina. “Estamos muito satisfeitos com a forma como encerramos esse aporte, porque adicionamos investidores-chave que nos permitirão continuar crescendo no Brasil e na América Latina, juntamente com os atuais acionistas, que continuam nos apoiando”, comemora Maximiliano Landrein, CEO da Agrofy.

Com o aporte, a Agrofy melhorará a experiência de compra e venda online para o produtor, empresas e distribuidores, simplificará os processos de pagamento e aperfeiçoará a logística, fortalecendo toda a cadeia do agronegócio brasileiro, como o agricultor, indústria, bancos, e canais de distribuição, elementos fundamentais para que a Agtech ponha em prática sua visão inclusiva de mercado.

Para Rafael Sant’Anna, country manager no Brasil, o recebimento bem como o investimento do aporte no País mostra a capacidade da plataforma de atender o agronegócio nessa jornada de tecnologia e digitalização, desde a indústria, passando por suas revendas até o produtor rural, que terá liberdade e facilidade de comparação e escolha. “Isso só foi possível porque temos uma proposta de valor que integra e fortalece toda a cadeia de distribuição e mostra que nossa tecnologia é robusta e adaptável a todos os modelos de negócio”, explica Sant’Anna.

Atualmente, o marketplace brasileiro conta com mais de 2 milhões de visitas ao mês, e mais de 55 mil produtos anunciados em 12 categorias de produtos e serviços, mostrando o potencial de negócios da plataforma. “Temos monitorado de perto a atividade do mercado agro na América Latina, trabalhando com os canais online da distribuição tradicional, além de startups e indústria privada. Nesse segmento, a Agrofy foi a primeira a ter um produto e modelo de negócios realmente relevante, e agora consolida seu processo de expansão. O time Agrofy tem feito um grande trabalho de implementação na América Latina”, explica Francisco Jardim, CEO da SP Ventures.

Hanzo recebe aporte liderado pelo fundo norte-americano DotCapital

A Hanzo – plataforma SaaS de engajamento ao consumidor – acaba de receber uma captação série A, liderada pelo fundo norte-americano DotCapital. Com o investimento, a companhia planeja expandir para fora do Brasil e triplicar sua receita em 2020.

Em 2018, a startup foi selecionada para participar na oitava edição do Start Path, programa de aceleração global da Mastercard, criado para ter acesso à inovação alinhada com os objetivos estratégicos da Mastercard, trabalhando com as melhores startup ao redor do mundo. “O programa Start Path tem como chave a aproximação com as startups, que tem sido fundamental para seu sucesso a longo prazo”, explica a diretora do Mastercard Labs – Start Path para América Latina e Caribe -, Ilana Messing. “Acreditamos em ajudar nossas startups a subir para o próximo nível, conectando-as a futuros parceiros de tecnologia, recursos e inúmeras outras maneiras de fornecer as soluções que visam solucionar os desafios de meios de pagamentos, tecnologia e inclusão financeira em nossos mercados atuais”.

De acordo com o italiano Federico Pisani Massamormile, CEO e fundador da Hanzo, o investimento dá um selo de garantia de qualidade para os produtos. O executivo já passou por empresas como a TIM e a Mobile Marketing Association, onde assumiu o cargo de Global Chairman. “Estamos ainda mais confiantes de estar no caminho certo”, continua.

A Hanzo desenvolveu uma plataforma proprietária SaaS de fintech que possibilita que marcas interajam com seus consumidores, utilizando o smartphone. Com módulos de Fidelidade, M-Commerce, Pay ahead, POS, entre outros, a plataforma cria experiências incomparáveis. Com o aporte, a startup pretende expandir os projetos inovadores em outros países.

Dentre as empresas atendidas pela Hanzo, estão a Petz, Mastercard, Unilever, Kibon e algumas franquias no segmento de restaurantes, tipo a Vinil Burger. “Atualmente, nosso time é formado por 30 profissionais, atuando em países como Brasil, Estados Unidos, Costa Rica e na Europa. Nosso objetivo para 2020 é dobrar de tamanho e triplicar até 2021”, explica Pisani.

Os livros preferidos de executivos de grandes startups em 2019

Um dos grandes segredos do sucesso é estar disponível ao constante aprendizado. Conhecimento nunca é demais para qualquer negócio e para isso, reunimos alguns dos livros preferidos dos empresários e executivos de grandes startups, e como este conhecimento impactou a trajetória profissional deles.

Sympla:

Para Rodrigo Cartacho, CEO da Sympla, maior plataforma do Brasil em gestão de eventos e venda de ingressos, o livro mais inspirador de 2019 foi “Homo Deus”, escrito por Yuval Harari, que faz parte da trilogia autor, composta por “Sapiens” e “21 lições para o século 21”. Segundo ele, “o livro nos leva a uma reflexão brilhante do passado, presente e futuro da humanidade.”

Zee.Now:

Para Thadeu Diz, fundador e diretor criativo de Zee.Now, aplicativo para delivery de produtos pet que funciona 24 horas com frete gratuito, o livro escolhido foi “The Everything Store”, escrito pelo jornalista Brad Stone. Segundo o executivo, a Amazon começou como uma loja online de livros num momento onde as pessoas duvidavam completamente se eles dariam certo. Por isso, o foco e determinação de Jeff Bezos em inovar sempre o inspirou tremendamente. Um de seus quotes preferidos é: “You have to be willing to be misunderstood if you’re going to innovate”.

MaxMilhas

Para Max Oliveira, CEO da MaxMilhas, plataforma que vende passagens aéreas com desconto, o livro que inspira sua carreira é o Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, de Dale Carnegie. Um dos principais pontos que ele aborda é a importância da inteligência emocional para se ter sucesso na vida. Uma pessoa pode ser ótima tecnicamente no que faz, mas só isso não basta para que ela trilhe um caminho de grandes conquistas. Isso envolve o desenvolvimento de inteligência emocional, resiliência, capacidade de ouvir o outro, empatia, comunicação e habilidade de resolver problemas e conflitos. Essas soft skills são fundamentais em negócios que crescem rápido e têm como base a inovação, porque reforçam a capacidade de adaptação e flexibilidade das pessoas a um ambiente que está em constante mudança.

Homer:

Para Lívia Rigueiral, CEO da Homer, aplicativo voltado para o mercado imobiliário com o objetivo de otimizar o trabalho dos corretores a ajudar a formar parcerias seguras entre eles, o livro que contribuiu para expansão da sua visão de futuro foi Abundância: O Futuro é Melhor do que Você Imagina, escrito por Peter H. Diamandis, empreendedor que se tornou um inovador pioneiro, e Steven Kotler, premiado escritor de ciências, publicado em 2012, que conta como o progresso nas áreas tecnológicas permitirão que tenhamos, nas próximas décadas, ganhos incomparáveis com os dos últimos séculos. O livro abre à mente possibilidades de um futuro inspirador para o mercado.

Facily:

Diego Dzodan, cofundador e CEO da Facily, primeiro app de social commerce da América Latina, indica o livro Made In America de Sam Walton. O livro, uma autobiografia do fundador da rede varejista Walmart, conta a história de como, por meio do trabalhar duro, foi criada uma das maiores e mais valiosas empresas do mundo. Para manter a cabeça focada no mercado e compreender como o jogo faz parte da nossa vida desde o princípio, Homo Ludens, de Johan Huizinga.

Hotmart:

Para João Pedro Resende, CEO e Cofundador da Hotmart, especializada em venda e distribuição de produtos digitais, o livro escolhido foi Adams Óbvio, do Robert Updegraff: O livro traz boas lições sobre como simplificar nossa comunicação, nos tornar mais analíticos e em como focar exclusivamente nos fatos. É um livro antigo, com mais de 100 anos, mas que traz lições atemporais para qualquer empreendedor atual. É uma leitura rápida e fácil, e foi uma das minhas principais influências. Hoje na Hotmart, dezenas de pessoas já leram Adams Óbvio e há líderes que presenteiam sua equipe com este pequeno livro logo no onboarding do time.

Assertiva:

Para Hederson Albertini, CEO da Assertiva, plataforma que utiliza inteligência de dados para prevenção a fraude e apoio nas relações comerciais, o livro de cabeceira que mereceu destaque em 2019 foi “De Zero a Um”, do autor Peter Thiel, cofundador do PayPal e investidor em diversas startups, como o Facebook. Para o CEO, o livro trata de um tema simples, mas que é a base de uma empresa: a união dos sócios, que devem saber administrar as diferenças, a vaidade e o ego. A Assertiva tem dois sócios com cabeças e idades diferentes e, contudo, souberam respeitar e entender os dois lados, colaborando para o crescimento do negócio.

Clooset:

Para Vinícius Picollo, CEO da Clooset, plataforma online que conecta microinfluenciadores a marcas, o livro mais inspirador de 2019 foi “Longe da Árvore”, escrito por Andrew Solomon, que fala sobre a construção de identidade entre pais e filhos. Segundo ele, “o livro é resultado de uma pesquisa de quase 20 anos de como as identidades de filhos que fogem do padrão normativo são formadas, e todo o processo de aceitação e empatia que os pais acabam passando quando se dão conta que seus filhos são diferentes das expectativas impostas pela sociedade. Sem cair na exploração de histórias de luta ou superação, o livro aborda dez identidades horizontais que contestam a lógica do ideal ‘normativo’ e amplia a visão sobre ‘ser humano’.”

Xerpa:

Para Paulo Ahagon, CTO da Xerpa, fintech que desenvolveu o app Xerpay, que auxilia no adiantamento do salário do funcionário, o livro que mais o inspirou e ajudou em 2019, foi o “Principles: Life and Work” do Ray Dalio. O autor que é investidor bilionário e um grande nome no cenário financeiro, traz na obra princípios fundamentais para o sucesso da vida profissional e pessoal. Para Ahagon, “o que eu mais gostei no livro é que ele me ajudou a estruturar o raciocínio para tomar decisões difíceis, com as perguntas ‘O que eu quero? O que é verdade? O que eu vou fazer com isso?’. O que ajuda na tomada de decisão”

Revelo:

Para Lachlan de Crespigny, Co-fundador da Revelo, plataforma de recrutameno digital, a obra de 2019 foi “Total Recall: My Unbelievably True Life Story, de Arnold Schwarzenegger”. Segundo o executivo, poucos sabem que ele veio de uma situação de extrema pobreza na Áustria, e este livro conta como ele usou seu carisma e foco para alavancar uma grande empresa do setor imobiliário, o que bancou sua entrada nos filmes. Mesmo depois de se tornar a grande celebridade que conhecemos, ele continua desenvolvendo grandes negócios, então é um livro bastante inspirador que Lachlan recomenda.

Locaweb:

Para o CEO da Locaweb, Fernando Cirne, sua maior indicação é o “Empresas Feitas para Vencer”, do Jim Collins. “O livro responde a uma pergunta simples: como as empresas podem atingir uma excelência que se perpetue no longo prazo. Como a missão de todas as empresas é atuar em seu mercado, ajudando os seus clientes a prosperarem, por muitos anos, acredito que as lições apresentadas no livro com exemplos práticos são muito importantes”, disse. Empresas Feitas para Vencer mostra como as grandes empresas atingem o sucesso no decorrer do tempo e como isso se aplica no DNA de uma organização desde o seu nascimento. Além disso, mostra quais são as características que levam uma empresa a se tornar excelente e outras a fracassarem.

All iN:

“O lado difícil das situações difíceis: Como construir um negócio quando não existem respostas prontas” de Ben Horowitz é a sugestão de leitura do Victor Popper, fundador e CEO da All iN – unidade de marketing cloud da Locaweb. Voltado para empreendedores experientes ou iniciantes, o livro traz as principais dicas de como criar e administrar uma startup sob o olhar de um dos empresários mais respeitados do Vale do Silício. Para o CEO, nem tudo é o que parece. A autonomia de um negócio próprio é atrativa, mas também significa que o sucesso da empresa está totalmente nas suas mãos. Entre erros e acertos, desenvolvemos a mentalidade de um líder e está tudo bem errar contanto que não se erre sempre. O livro é uma ótima oportunidade de aprender sobre os desafios diários do mercado corporativo sem trazer impactos diretos ao negócio.

TruckPad:

Para Carlos Mira, CEO do TruckPad, maior plataforma de conexão entre caminhoneiros e cargas da América Latina, um dos livros que mais marcou sua trajetória é “O Foco Define a Sorte”, escrito por Dulce Magalhães. A obra, que virou seu livro de cabeceira, aborda a importância de deixar para trás a ideia de fazer tudo ao mesmo tempo, e focar em poucas atividades – as mais relevantes – e executá-las de forma assertiva. “Resolver um problema por vez e não desperdiçar energias com problemas de pouca relevância foram algumas das lições que aprendi com esse livro e que foram responsáveis pelo meu sucesso como empreendedor no mercado de tecnologia”, conta Mira. “Acredito que esse livro não está entre os que empreendedores atuais costumam ler e traz lições muito necessárias”, completa.

4ª edição do Programa de Aceleração do BrazilLAB define selecionadas

O BrazilLAB, hub de inovação que conecta startups ao poder público, revela as 28 startups selecionadas para a 4º edição do seu Programa de Aceleração. O objetivo do programa, que nesta edição contou com mais de 300 inscrições, é apoiar os empreendedores no desenvolvimento e adaptação de suas soluções para o modelo B2G, ou seja, Business to Government.

A principal novidade deste ano foi que o BrazilLAB considerou projetos capazes de atender, além do executivo, o judiciário e o legislativo, cujo potencial de economia de recursos é de cerca de 600 milhões de reais. Além disso, o programa também buscou soluções voltadas para as temáticas de smart cities e novos profissionais, esse último pensando nos novos empregos que surgirão a partir da transformação digital. “Unimos empreendedores e governos em prol da melhoria dos serviços públicos e pensamos em como eles podem impactar diretamente a população, principalmente quem mora em áreas mais carentes”, comenta Letícia Picolotto, presidente e fundadora do BraziLAB.

Destaque para projetos como os das startups Colab (São Paulo, SP), que apostou no desenvolvimento de um canal de comunicação e relacionamento direto entre governo e cidadão. A RevelaGov (Ribeirão Preto, SP), por sua vez, trabalha na criação de uma solução que combina inteligência artificial e denúncia anônima para divulgar casos de corrupção social no Brasil. Outro exemplo é a a Wifi.fi – Midia Digital Signage, de João Pessoa (PB). A startup criou uma multiplataforma de mobiliários urbano inteligentes que fornecem Wi-Fi Grátis.

De janeiro a março de 2020, o Programa de Aceleração do BrazilLAB vai apoiar as startups a validar seus modelos de negócio para trabalhar diretamente com governos. Os empreendedores vão passar por mentorias e capacitações, farão visitas a municípios parceiros do BrazilLAB, e poderão se conectar com gestores públicos e investidores. Os empreendedores podem ainda ter a certificação do Selo Govtech, que funciona como uma vitrine para facilitar negócios com governos.

Ao final dos três meses da aceleração, os empreendedores serão avaliados por uma banca composta por líderes públicos, parceiros e especialistas, que identificarão as melhores soluções. Os três primeiros colocados ganharão horas de assessoria jurídica dedicada e poderão participar de eventos com gestores públicos. O grande vencedor ganhará um contrato de investimento de até 250.000 reais e uma missão ao Vale do Silício, nos Estados Unidos.

Segundo dados do Relatório Estratégia Brasileira de Transformação Digital, uma boa estratégia digital pode trazer ao Brasil um aumento de 5,7% do Produto Interno Bruto (PIB) e economizar até 97% dos custos de atendimento e serviços públicos. Além disso, a contínua digitalização do atendimento pode representar uma economia para o governo brasileiro de R﹩ 663 milhões ao ano, e, para a sociedade como um todo, a economia alcança a casa de R﹩ 5,6 bilhões. “A sociedade está passando por uma grande mudança na sua relação com a Gestão Pública, e as lideranças do setor precisam responder a esses novos de forma eficaz. Soluções que priorizem a automatização e digitalização de processos se fazem necessárias em todas as esferas, Executivo, Legislativo e Judiciário, e têm grandes chances de aplicabilidade.”, finaliza Letícia.

Canary capta fundo de U$ 75 milhões para investir em startups brasileiras

A firma de investimentos Canary acaba de anunciar a captação de seu segundo fundo, no valor de U$ 75 milhões, para investir em startups que operam no Brasil. Posicionada como o primeiro investidor institucional (participando de rodadas Série A ou seed), já investiu em 57 empresas desde o ínicio de suas operações, em 2017.

O closing do Canary Fund II fortalece o posicionamento da firma de VC no ecossistema brasileiro de startups – agora, com US$ 120 milhões sob gestão e um time de 13 pessoas. “Um de nossos maiores objetivos quando levantamos o primeiro fundo (Canary Fund I, de US$ 45 milhões) era ajudar as empresas investidas a partir da construção de uma rede relevante de empreendedores ao nosso redor. Ainda que esteja em seus primeiros anos, o Fund I está performando além de nossas expectativas iniciais”, diz Marcos Toledo, co-fundador e managing partner do Canary.

Com o Canary Fund I, a firma investiu em 51 companhias. Desde julho deste ano, o recursos do Canary Fund II foram aportados em outros 6 negócios – a expectativa é a de que o segundo fundo, assim como o primeiro, invista em aproximadamente 50 startups. As empresas investidas pelo Canary até agora já geraram mais de 1.400 empregos e levantaram mais de US$ 400 milhões em rodadas subsequentes.

Nos últimos anos, o time do Canary cresceu de 5 para 13 pessoas, trabalhando em todo o país para encontrar os melhores empreendedores e empresas, criar uma forte rede de talentos, conexões corporativas e fundadores de startups. Outro dos principais esforços do time é coletar a avaliar dados que podem ser úteis para founders de investidas, como, por exemplo, a respeito de rodadas subsequentes ou do espaço para investimentos no ecossistema brasileiro de tecnologia. “Como os primeiros investidores, temos acesso a um grande número de informações, ainda quando as empresas estão em estágio inicial. Ao longo do tempo, vamos conseguindo retirar insights úteis sobre como melhorar nosso processo de análise de investimentos e também o suporte que damos para as companhias de nosso portfólio levantarem rodadas subsequentes”, explica Toledo.

Entre seus investidores, Canary Fund II conta com líderes de setores do Brasil, empresas globais de capital de risco e renomados empreendedores de tecnologia. “Como no Fund I, nós selecionamos nossos investidores para o Fund II considerando também o valor que eles(as) poderiam gerar para as empresas que investimos”, diz Patrick de Picciotto, co-fundador do Canary. A ideia de criar uma firma ancorada por uma rede de contatos foi o conceito central por trás da fundação do Canary. “Bons empreendedores querem falar com bons empreendedores. Então queríamos contar com fundadores já provados pelo mercado como membros do Canary desde o primeiro dia”, acrescenta Marcos.

“Escolher o parceiro certo é um crucial quando se busca investimento. Há muito capital disponível no país atualmente, mas acreditamos que é preciso olhar para a expertise do investidor para que a relação se torne uma parceria de verdade. Essa conexão é ainda mais importante do que o dinheiro em si”, adiciona Mauricio Feldman, co-fundador da Volanty, o primeiro marketplace digital para carros usados no Brasil (e primeiro investimento feito com o Canary Fund I). Um ano depois de levantar U$ 19 milhões na rodada da Série A, liderada pela monashees, a Volanty anunciou uma rodada subsequente de U$ 70 milhões, desta vez conduzida pelos fundos SoftBank e Kaszek. O Canary acompanhou ambas depois de liderar a rodada de capital semente da Volanty.

“Estamos animados em ver o capital disponível para empresas brasileiras aumentando, com a entrada de novos players. Contudo, a maior parte do capital ainda é alocado em estágios mais avançados de investimento. Ainda não há nenhuma outra firma de VC completamente focada nas primeiras rodadas de capital de risco institucional”, comenta Toledo.

Já a Buser, uma plataforma colaborativa de fretamento onde viajantes podem comprar passagem de ônibus por preços menores que os praticados pelo mercado, foi o 16º investimento liderado pelo Canary, em seu primeiro fundo. “Nós não tínhamos mais do que uma planilha naquela época”, diz Marcelo Abritta, co-fundador da Buser. Em 2018, a startup levantou uma rodada de Série A liderada pelo Valor Capital. Neste ano, levantou uma rodada subsequente liderada pelo SoftBank (o Canary participou de ambas as rodadas seguintes). “Os primeiros investidores são os mais importantes para uma startup. No começo da empresa, o empreendedor precisa de apoio para colocar seu produto no mercado e testar a adesão. Depois que isso é feito, você consegue trabalhar no aperfeiçoamento e fortalecimento do seu produto para que ganhe tração no mercado”, explica Marcelo Abritta, cofundador da Buser.

Startup Agrointeli recebe aporte de R$520 mil da ACE e GVAngels

A Agrointeli, uma agtech que se autodefine como um ‘sistema operacional’ agrícola, acaba de receber um aporte de R$520 mil em rodada de investimento que conta com a participação do GVAngels, grupo de investidores-anjo formado por ex-alunos da FGV, e da ACE Startups, empresa de investimentos que atua em todas as fases seed.

Focada em prover a integração de diversas fontes de dados em uma plataforma fácil de usar, a startup consolida, organiza, analisa e interconecta dados essenciais para a gestão de agrobusiness. Para isso, concilia imagens aéreas, sensores, dados de máquinas, previsões meteorológicas, modelos agronômicos e atividades de dados em campo, gerando recomendações para a tomada de decisões ao pequeno e médio agricultor.

Antes desta rodada de investimento a Agrointeli já havia recebido aportes bem significativos. Em 2018, receberam cerca de R$ 250 mil em Investimento Anjo da Ventiur Aceleradora e Start-up Brasil. E, este ano, participaram do evento Startup Chile, ficando entre os Top 10 Global e recebendo R$150 mil de investimento do grupo.

Investimento

O GVAngels conheceu a startup em seu 14º Fórum de Investimento, realizado em junho deste ano. “É a primeira vez que investimos numa agtech. A solução chama a atenção por permitir que o produtor concentre todas as informações de maneira simples em um único lugar, com base em uma tecnologia muito precisa e com grande acessibilidade. Tenho 14 anos de experiência no mercado agro e acredito em seu potencial de escalabilidade”, relata Ricardo Gentil, membro do GVAngels que liderou a due diligence e convidou a ACE a participar da rodada de investimento.

“O mercado de agtechs é muito promissor e é uma das áreas que a ACE está olhando com mais atenção, acreditamos no potencial de crescimento da Agrointeli nos próximos anos e de sua capacidade de trazer inovação para o setor com a nossa ajuda”, declara Mike Ajnsztajn, fundador da ACE.

Mercado

“Nasci e cresci em Campo Grande (MS). Conheço bem a realidade dos produtores rurais, via muito minha avó tomar decisões baseadas em achismos. Mas como engenheiro de computação com mestrado ciências da computação, senti que poderia tirar o produtor do ‘bloco de notas’. Na Agrointeli buscamos facilitar o entendimento de dados essenciais para trazer mais eficiência aos processos e reduzir seu tempo na tomada de decisão”, comenta Renato Borges, um dos fundadores e atual CEO da empresa.

Lançada em 2017, a Agrointeli já monitora mais de 170 áreas agrícolas, o que significa estar presente em 12 estados brasileiros. “É um mercado com grande potencial. Há no Brasil cerca de 60 milhões de hectares de produção agrícola, um equivalente a 2 milhões de pequenos e médios propriedades rurais de grãos”, complementa Borges.

Com esta nova rodada de investimento, a agtech irá aprimorar ainda mais a cobertura da tecnologia no Brasil e espera crescer 30% ao mês no próximo ano.

Prêmio EDF Pulse anuncia vencedores

O Grupo EDF entregou ontem (11) os prêmios aos três vencedores da 1ª edição do Prêmio Pulse Brasil, com foco em startups de inovação. Os projetos foram avaliados por um júri de especialistas e executivos do Grupo, e se destacaram: HVEX na categoria Smart City; Pix Force na categoria Smart Factory; Innovatus, como prêmio Special.

O júri considerou os seguintes critérios: qualidade e robustez da solução; impacto e progresso para a sociedade; sustentabilidade do modelo do negócio; e a equipe (visão, complementaridade, experiências, habilidades). Foram distribuídos R$ 100 mil aos primeiros lugares, sendo R$ 40 mil para os premiados de cada categoria e uma gratificação de R$ 20 mil para um terceiro participante Special. Além do prêmio em dinheiro, as vencedoras têm outra oportunidade: a Citelum vai avaliar uma parceria com a premiada na categoria Smart City, a HVEX; a EDF Renewables fará o mesmo com a ganhadora por Smart Factory, a Pix Force; e o Grupo EDF apoiará a implementação industrial do vencedor do Prêmio Special, a Innovatus.

O Brasil é um país estratégico para o desenvolvimento global do Grupo EDF, que pretende ampliar a interação com startups, para uma melhor compreensão de sua dinâmica de funcionamento.

Líder global em energia de baixo carbono, o Grupo EDF promove o Prêmio Pulse desde 2014, com edições na França, Itália, Reino Unido e África. No Brasil, a iniciativa resultou de parceria entre as principais empresas do Grupo no país: EDF Norte Fluminense, EDF Renewables, Citelum e Framatome. O prêmio dá visibilidade a projetos inovadores alinhados à alta tecnologia para o futuro, sendo uma das principais ações mundiais da EDF. Já concorreram 1.800 startups, com 22 vencedores e mais de 50 projetos acompanhados pelo Grupo no mundo. Na primeira edição do prêmio no Brasil, cada classe somou 5 projetos finalistas.

“Até o momento, o grupo já investiu cerca de R$ 60 milhões na área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no país”, conta o CEO da Citelum, Olivier Meyrueis, representante do Prêmio EDF Pulse no Brasil.

Vencedor do Prêmio Smart City

A HVEX venceu o prêmio na categoria Smart City ao criar a possibilidade da gestão ativa de energia para grandes consumidores, como redes comerciais e indústrias. Tudo começou com o pedido de um cliente por uma solução que melhorasse seu consumo de energia. Dessa forma, a HVEX verificou que nenhum fornecedor oferecia as aplicações num único portfólio, o que dificultava a integração do sistema.

“Criamos o hardware (placa), com saída modular de comunicação e o software que trata as informações. Dessa forma, o cliente tem acesso a dados similares aos do consumo de internet no celular, para energia elétrica. Sabe quanto consumiu, que horas, de que forma, além de receber a indicação do melhor perfil de contrato de fornecimento para suas necessidades”, explicou Guilherme Ferraz, fundador e diretor comercial da HVEX. Essa solução tem uma complementaridade possível com as soluções já propostas pela Citelum, a empresa de iluminação pública do Grupo EDF.

Vencedor do Prêmio Smart Factory

A Pix Force desenvolveu uma solução baseada na visão computacional para inspeção das linhas de transmissão. Por meio de drones, as imagens são capturadas e, em seguida, processadas por algoritmos de machine learning proprietários. “Se um voo de drone tiver 5 horas de duração, uma pessoa levaria cerca de 10 horas para analisar todas as imagens. Nossos algoritmos são capazes de realizar a análise em questão de minutos, verificando itens como para-raios, isoladores e pontos quentes”, explica Vitor Tosetto, CEO da Pix Force, que lidera o ranking de visão computacional da Open100StartUps pelo segundo ano consecutivo. O objetivo da inscrição no Prêmio EDF Pulse foi a divulgação da solução, desenvolvida durante uma inspeção de torres, que é um serviço prestado sob demanda.

Vencedora na Smart Factory, a solução da Pix Force pode representar uma melhoria na eficiência e na segurança dos funcionários, como aponta o CEO da EDF Renewables, Paulo Abranches: “A inovação poderia ser aplicada a parques eólicos e usinas fotovoltaicas, mas também e, principalmente, à rede de transmissão de eletricidade pela qual a EDF Renewables é responsável”.

Vencedor do Prêmio Special

O prêmio Special foi concedido ao grupo de pesquisadores brasileiros da Innovatus. Eles trabalham no desenvolvimento de equipamentos com o propósito de despoluição ambiental. Assim, criaram um material cerâmico que, aquecido por micro-ondas, atinge rapidamente temperaturas muito elevadas. Esse dispositivo pode substituir com vantagens os queimadores atualmente utilizados em processos de incineração, promovendo a combustão sem a presença de chamas ou emissão de gases poluentes. A tecnologia também ganhou o Prêmio FINEP de Inovação 2012.

Diretor executivo da Inovattus, José Lavaquiel explicou que o equipamento está em fase de desenvolvimento, e os testes de campo começam no início de janeiro: “Será um produto customizado de acordo com o volume da emissão e o tipo de combustível usado. No início da comercialização, vamos produzir para termelétricas”. Com o Prêmio Pulse, o executivo quis validar a inovação, ter o “reconhecimento de uma empresa tão relevante para o setor, como o Grupo EDF”.

Sebrae lança Startup Summit 2k20 e inicia venda de ingressos

O Startup Summit 2020 está com as inscrições abertas para sua terceira edição. O evento ocorre entre os dias 20 e 21 de agosto de 2020, em Florianópolis (SC), no Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira. Realizado pelo Sebrae, em parceria com a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), a programação promove a união do ecossistema empreendedor de todo o Brasil em Santa Catarina e espera receber, no próximo ano, 5.000 empreendedores de todo o país e mais de 100 palestrantes.

Serão sete palcos, com pelo menos 10 trilhas de conteúdo, em dois dias de palestras com CEOs das principais startups do país e convidados especiais de grandes empresas de tecnologia, nacionais e internacionais, que irão compartilhar suas experiências e cases de sucesso. As trilhas irão abordar todos os pilares que reforçam um bom ecossistema, como as universidades, as incubadoras e aceleradoras, o venture capital e o governo.

Alguns dos nomes já confirmados são: Ana Paula Assis, presidente da IBM América Latina; Bedy Yang, partner da 500 Startups; Marcelo Lombardo, cofundador e CEO da Omie; André Siqueira, cofundador e diretor de negócios da Resultados Digitais; e Guilherme Coan Hobold, cofundador e CSO da Involves.

Santa Catarina foi escolhida como melhor comunidade de startups do país no Startup Awards 2019, também sendo o estado do melhor hub de inovação e da melhor aceleradora do Brasil. A capital é um dos ecossistemas mais dinâmicos e reconhecidos do país. A região abriga mais de 1.400 empresas de tecnologia, de startups a negócios médios e grandes, além de fundos de investimento, incubadoras, consultorias especializadas. “Queremos promover uma imersão em tecnologia e inovação a partir do exemplo de quem está prosperando nessa área. A ideia é o participante aprender com os cases e ver que não está sozinho, que outros empreendedores já passaram por grandes desafios e conseguiram alcançar o sucesso”, explica Alexandre Souza, gestor da iniciativa Startup SC, desenvolvido pelo Sebrae/ SC.

Até início de janeiro, o valor dos ingressos fica em lote promocional, chamado early bird, o que que significa que o interessado irá pagar o menor valor de ingresso disponível. As inscrições têm vagas limitadas e podem ser feitas pelo site: http://summit.sebrae.com.br

 

Startup Summit em 2019

 

A segunda edição do Startup Summit aconteceu em 2019, entre 15 e 16 de agosto. O evento reuniu durante os dois dias mais de 4.000 pessoas, contou com feira de negócios para startups, um palco com grandes nomes do empreendedorismo nacional e sete trilhas paralelas de conteúdo — Marketing & Vendas; Tecnologia & Produto; Cultura & Talentos; Ecossistema; Operação; Investimento & Internacionalização e Corporate. O Startup Summit 2019 contou com a presença de Uri Levine, cofundador da Waze, e Ragnar Sass, cofundador da Pipedrive, que compartilharam sua trajetória com o público. Outro destaque foi o painel “Como fazer tudo errado e dar certo?”, do Max Oliveira, cofundador e CEO da Max Milhas.

A programação também trouxe representantes das empresas apontadas pelas consultorias Distrito e KPMG como os prováveis próximos unicórnios do Brasil — empresas de tecnologia avaliadas em mais de US$ 1 bilhão no mercado — como Roberto Mameli, CTO da Creditas; João Del Valle, cofundador e COO da EBANX; Marcelo Loureiro, cofundador e CEO da Yellow/Grin; Eric Santos, cofundador e CEO da Resultados Digitais; Bernardo Carneiro, sócio diretor da Stone; e Leandro Caldeira , CEO  da Gympass.

 

Serviço

O que: Startup Summit 2k20

Quando: 20 e 21 de agosto de 2020

Onde: Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira, rodovia SC-401, Km 01, S/N – Trevo de Canasvieiras, Florianópolis

Inscrições: http://summit.sebrae.com.br

Nestlé Health Science anuncia as startups finalistas do programa de aceleração em saúde

Nestlé Health Science, empresa líder mundialmente reconhecida na área da ciência nutricional, definiu quatro startups como finalistas do Nestlé Beyond Food, programa de aceleração realizado em parceria com a StartSe e a Innoscience, para acelerar negócios em saúde em 2020. Foram mais de 130 projetos inscritos, que passaram por uma triagem em duas fases até chegar às finalistas, que nesse momento receberão mentoria dos executivos de NHSc para apresentar seus projetos no pitch day em janeiro de 2020.

Após as apresentações, uma banca de executivos da companhia escolherá até três startups vencedoras. Elas dividirão um aporte financeiro de R$ 1 milhão, em que a primeira colocada receberá R$ 500 mil, a segunda R$ 300 mil e a terceira R$ 200 mil. O objetivo é que esse incentivo seja utilizado para o desenvolvimento de um projeto piloto pelas startups, em linha com os desafios propostos pelo programa, em quatro pilares: execução do negócio; outpatients; produtos e e-Health.

“Nosso olhar na escolha das finalistas considerou soluções que atendam às necessidades de consumidores e clientes, levando em conta critérios como aderência ao tema do desafio, nível de inovação, viabilidade de negócio, impacto financeiro e socioambiental do projeto”, comenta o head de e-business de Nestlé Health Science, Victor Vendramini.

Com base nesses critérios, as finalistas são: Meplis (Desafio Outpatients); VR Monkeys (Desafio e-Health); PreviNEO (Desafios e-Health e Outpatients) e Insight Tecnologies (Desafio Outpatients).

Com sede na Suíça, Nestlé Health Science é uma das unidades de negócios da Nestlé e possui uma linha premium de soluções nutricionais. Nos últimos anos, os investimentos em inovação foram ampliados e o Brasil tem sido um dos mercados protagonistas em várias áreas. “Buscamos, constantemente, a liderança com inovação dentro categoria de saúde. O Brasil é o primeiro país do mundo a executar um programa de aceleração de negócios de startups de eHealth”, explica Monica Meale, Head de Nestlé Health Science-LATAM.

Perfil das finalistas

MEPLIS

Rio de Janeiro/RJ

Fundada em março de 2012 para formular uma resposta aos principais desafios nas áreas de saúde e fitness do mundo, oferecendo serviços de informações personalizados para provedores de saúde e para o paciente por meio de soluções online SaaS (Software as a Service), aplicativos para web móvel e nativos.

VR MONKEY

São Paulo/SP

Startup especialista em realidade virtual aplicada para desafios em educação e saúde, por meio da criação de simulações imersivas, despertando sentimentos e atingindo resultados superiores de engajamento e aprendizado.

PREVINEO

Curitiba/PR

Startup que atua por meio de algoritmos, com um sistema de identificação do risco dos cinco tipos mais comuns de câncer (mama, próstata, cólon, pulmão e colo de útero) e desenvolve estratégias personalizadas para a redução de casos. A startup é pioneira no brasil a oferecer anamnese online (web based), responsivo e escalável.

INSIGHT TECHNOLOGIES

São Paulo/SP

Por meio do uso inteligente da tecnologia, a startup desenvolve programas educacionais completos que ajudam pessoas a transformar atitudes e comunidades a melhorar suas condições de saúde e qualidade de vida. A empresa fomenta e mantém comunidades web para nichos de pacientes com condições crônicas de saúde.

Startup acelerada pelo Banco Central quer transformar comércios em caixas eletrônicos

No Brasil o mercado de caixas eletrônicos é dominado pela rede 24 Horas, de propriedade dos 5 maiores bancos brasileiros. Os bancos digitais e empresas de tecnologia financeira, conhecidas como fintechs, tem encontrado dificuldades para se conectarem a esta rede. No início de Novembro o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, criticou publicamente os preços cobrados pela rede Banco 24 horas.

Neste contexto foi criada a Saxperto. Uma iniciativa que permite aos clientes de bancos e carteiras digitais fazerem saques em pontos de comércio próximos de sua localização, como bancas de jornais, padarias e supermercados.

Seus fundadores são Tiago Godoi que foi consultor na Mckinsey e no Mercado Pago e Rodrigo Batista, fundador do Mercado Bitcoin, empresa líder em trasações de moedas virtuais e blockchain no Brasil, que ele vendeu recentemente. A ideia de criar a startup surgiu quando Rodrigo percebeu que sua dificuldade de permitir que os clientes sacassem os reais de sua empresa era comum a diversas outras fintechs.

Com a solução criada pelos empreendedores, os clientes dos bancos digitais não precisam instalar nenhuma aplicativo adicional. Basta abrir o app de sua conta digital que passará a exibir um mapa com locais próximos que tem notas de real disponíveis e ir sacar. A iniciativa conta com a aceleração do Banco Central por meio do programa Lift.

“Essa solução permite às carteiras digitais terem acesso a uma rede grande e bem mais barata de pontos de saques, aos clientes terem locais próximos de onde estejam. Para os estabelecimentos comerciais ela trás mais público e remove dinheiro do caixa, o que normalmente gera custos de segurança e transporte”, diz Tiago Godoi.

A startup cobra dos bancos digitais metade do cobrado pela Rede 24 Horas. Hoje está testando sua solução em Porto Alegre, mas pretende chegar a 100 mil pontos de saques até o final de 2020.

O início da startup conta com saques para cinco bancos digitais e a meta é ampliar a oferta a clientes de 50 carteiras digitais até o fim do próximo ano.

Maior conferência da América Latina de startups reúne mais de 12 mil pessoas

Pelo sexto ano consecutivo, a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade que representa o ecossistema brasileiro de startups, realizou, durante os dias 29 e 30 de novembro, a Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo, maior evento latino-americano voltado para startups e reuniu mais de 6 mil participantes únicos por dia.

Ao todo, foram oito espaços de conteúdo com mais de 135 palestras no total que falaram sobre os mais variados temas relacionados a startups e empreendedorismo. Além disso, os participantes puderam participar de quatro trilhas separadas por área de conhecimento: hipsters, que reunia criativos e designers; os hackers, responsáveis pelo desenvolvimento de soluções tecnologias; e por fim, os hustlers e hypers, com os especialistas em vendas e marketing, respectivamente.

O palco principal contou com a presença do representantes do iFood, Stone, 99, Darwin Startups, Google for Startups, SemRush, RD Station, Reserva, Maya Capital, Cubo, Nubank, entre outros palestrantes, que levantaram temas como “Como chamar atenção das aceleradoras”, “Como construir uma startups com diversidade e inclusão”, “Captação de recursos e Aquisição de Empresas”, entre outros temas.

No primeiro dia, o Co-fundador do Wikipedia, Jimmy Wales, destacou a importância de falhar para a construção de seu negócio de sucesso e as tentativas frustradas que teve na criação e desenvolvimento de seu primeiro produto de sucesso, lançando também uma nova plataforma de informações, o WikiTribune, sem propaganda e de atuação multinacional, já livre para acesso mundo a fora.

Ao todo, foram oito espaços de conteúdo com mais de 135 palestras no total que falaram sobre os mais variados temas relacionados a startups e empreendedorismo. Além disso, os participantes puderam participar de quarto trilhas separadas por área de conhecimento: hipsters, que reunia criativos e designers; os hackers, responsáveis pelo desenvolvimento de soluções tecnologias; e por fim, os hustlers e hypers, com os especialistas em vendas e marketing, respectivamente.

O palco principal contou com a presença do representantes do iFood, Stone, 99, Darwin Startups, Google for Startups, SemRush, RD Station, Reserva, Maya Capital, Cubo, Nubank, entre outros palestrantes, que levantaram temas como “Como chamar atenção das aceleradoras”, “Como construir uma startups com diversidade e inclusão”, “Captação de recursos e Aquisição de Empresas”, entre outros temas.

No primeiro dia, o Co-fundador do Wikipedia, Jimmy Wales, destacou a importância de falhar para a construção de seu negócio de sucesso e as tentativas frustradas que teve na criação e desenvolvimento de seu primeiro produto de sucesso, lançando também uma nova plataforma de informações, o WikiTribune, sem propaganda e de atuação multinacional, já livre para acesso mundo a fora.

Representando o Comitê Corporate da Abstartups, a Accenture lançou um playbook com alguns insights sobre as maiores empresas têm conduzido o relacionamento com startups. Já a startup catarinense Exact Sales, especializada em um software que ajuda vendedores a prospectar novos clientes, comprou a Results, uma startup de inteligência artificial de Goiânia, adquirindo o software capaz de coletar dados públicos. “Estamos comprando a tecnologia da empresa para deixar nossos robôs de pesquisa mais assertivos”, afirma o executivo.

Satisfeito com o resultado, o presidente da Abstartups, Amure Pinho, comentou no fechamento do evento: “Mais forte do que nunca, o CASE conseguiu reunir grandes nomes do cenário de inovação e empreendedorismo nacional e internacional, conectando ideias e pessoas com muito conteúdo relevante e importante para a consolidação do ecossistema nacional. O tamanho e a qualidade do público, dos expositores e palestrantes provam que estamos no caminho certo”.

Thomson Reuters anuncia vencedoras da 3ª edição de programa de aceleração de startups

As startups Standard IT (São Paulo/SP), D2P (São Paulo), NeuralMind (Campinas/SP) e Sobit (Várzea Paulista) são as selecionadas a 3ª edição do Accelerator Day, programa de aceleração promovido pela Thomson Reuters, multinacional de tecnologia provedora de soluções Fiscais, Tributárias, Contábeis, Jurídicas e de Comércio Exterior. O concurso é voltado para inovações em tecnologia para o segmento regulatório e, neste ano, foram avaliadas empresas iniciantes que desenvolvem soluções em tecnologia para aprimorar a rotina dos profissionais de quatro segmentos: Tributário/Fiscal; de Comércio Exterior; Contábil; e Conteúdo Jurídico.

O Pitch Day aconteceu na última sexta-feira, 06/12, na cidade de São Paulo. As oito finalistas apresentaram produtos e serviços com potencial de escala e já testados em clientes reais, com soluções que utilizem Inteligência Artificial, Automação e Integração de Processos, Machine Learning e Análise de Dados.

Vencedora na categoria Tributário/Fiscal, a Standard IT apresentou uma solução de Automação de Processos para entregas fiscais das empresas, desde a conciliação e consistência da base de dados, validação da integridade das informações e envio das obrigações. A D2P foi a escolhida em Comércio Exterior, com um projeto que traz Business Intelligence e Data Analytics para todos os processos de importação e importação, extraindo dados de forma automática e convertendo-os em informação relevante, enquanto identifica lacunas e necessidades de cada negócio para prover soluções que resolvam dores reais das empresas.

Na categoria Conteúdo Jurídico, a selecionada foi a NeuralMind, com uma solução de análise de dados jurídicos para proporcionar insights e ampliar a inteligência na tomada de decisão, por meio da extração e análise automática de documentos, utilizando tecnologia de linguagem natural. Por fim, a Sobit foi a ganhadora em Contabilidade, com um produto que amplia a interação do contador ou escritório de contabilidade com os clientes, reduzindo tempo de fechamento contábil.

“A terceira edição do Accelerator Day foi novamente um grande sucesso para a Thomson Reuters e todo o ecossistema de startups no Brasil. Vimos uma série de projetos inovadores que realmente podem aprimorar o nosso portfólio e nos auxiliar a mudar a redefinir a forma como os profissionais do segmento regulatório trabalham em empresas de todos os portes no Brasil. Foi uma seleção muito difícil e uma escolha final bastante acirrada, o que comprova a qualificação que estamos promovendo no mercado”, afirma Menotti Franceschini, líder de Corporate Value Proposition da Thomson Reuters.

As quatro soluções selecionadas serão desenvolvidas em parceria com a Thomson Reuters ao longo de 2020, incorporando-se às soluções existentes da empresa: ONESOURCE Tax One (gestão fiscal), ONESOURCE Global Trade (gestão de comércio exterior), Thomson Reuters Contábil (gestão contábil) e Soluções de Legal (conteúdo e software jurídico). São produtos que proporcionam o cumprimento das obrigações fiscais, contábeis, de compliance, automatização de tarefas, informações estratégicas gerenciamento dos processos de importação e exportação das empresas e acesso à informação estratégica para o negócio das empresas.

Desde o ano passado, a Thomson Reuters selecionou oito startups nas primeiras edições do programa, sendo que três delas já estão desenvolvendo suas soluções como aplicações complementares às da Thomson Reuters, conectadas às plataformas da empresa e disponíveis para a ampla base de clientes no Brasil.

Startups Biosolvit, EcoPanplas e Green Mining são os destaques da primeira edição brasileira do Greentech Challenge

Aconteceu no dia 28 de novembro, no Cubo em São Paulo, a primeira edição latino-americana do Greentech Challenge. O evento faz parte da São Paulo Tech Week e mostra inovação verde para o mundo, destacando o trabalho de startups dos países onde passa. 

Das 12 empresas brasileiras selecionadas para um bootcamp de 3 dias, as vencedoras anunciadas no evento foram Green Mining, que trabalha com coleta de lixo reciclável via catadores registrados em rede colaborativa; a Biosolvit, que leva ao mercado suas tecnologias de alta absorção de óleo; e a EcoPanplas, que reaproveita óleo de embalagens para que sejam utilizados novamente. 

O Greentech Challenge foi criado pelo diretor do Green Innovation Group, o dinamarquês Martin Petersen e Frederik Van Deurs. 

Durante sua fala de abertura, o Martin destacou a satisfação de estar no país. “Se você não liga para as pessoas, pense no seu bolso. Hoje não faz mais sentido fazermos uma refinaria de petróleo, por exemplo”, alertou. A abertura foi feita por ele e pelo representante do Challenge no Brasil e Fundador da Build From Scratch Tiago Brasil Rocha.  

O objetivo do evento foi mostrar que apostar em empresas verdes é estar atento a negócios promissores e demandas futuras dos consumidores e indústria. Com a presença de grandes players, um dos primeiros painelistas foi o Secretário de Infra-Estrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Marcos Penido. 

Responsável pelo Projeto de despoluição dos rios Pinheiros e Tietê, ele reforçou como o setor público pode agregar ao desenvolvimento de novas tecnologias. Juntamente com ele estava Juan Quirós, presidente da SP Negócios, que destacou que a São Paulo Tech Week hoje já é maior que a Londres Tech Week.  

Uma pesquisa recente do banco suíço UBS mostrou que os investidores brasileiros valorizam mais o meio ambiente do que o restante do mundo. Segundo o estudo, 97% têm interesse em empresas sustentáveis e que 65% já aposta nelas. 

Durante o dia, foram realizados painéis para discutir empreendedorismo sustentável, o papel blockchain e o mercado de startups verdes. As atividades reuniram nomes como Francisco Jardim, sócio do fundo SP Ventures; a suíça Alessandra Sollberger, CEO da Evermore Health e referência em criptomoedas; Ricardo Gravina, diretor da Climate Ventures; e Bruno Profeta; head do fundo FIMA da Inseed. 

“Podemos ter uma crise muito grande de refugiados climáticos. É um bom negócio fazer preservação” disse o painelista Gilberto Ribeiro Filho, sócio da Vox Capital.  

O desafio Greentech 

O grande destaque do Challenge ficou para os pitches – apresentações curtas – das startups brasileiras selecionadas para o desafio. Durante os três primeiros dias – entre 25 e 27 de novembro – elas foram treinadas por meio de interações com mentores na FEA-USP. Ao todo, o Greentech Challenge recebeu 200 inscrições de startups de todo o Brasil. 

As vencedoras foram premiadas com a possibilidade de assistirem aulas de mestrado em empreendedorismo na FEA-USP, 10 mil dólares para utilizarem na plataforma de desenvolvimento Amazon Web Services e mentoria da AdeSampa (Agência São Paulo de Desenvolvimento), iniciativa da Prefeitura de São Paulo voltada para o empreendedorismo que recentemente criou o projeto GreenSampa. 

Confira as outras 8 selecionadas e participantes do desafio: Piipee, Meu Copo Eco, Sinctesys, Plataforma Verde, Cerensa, Green Farm CO2 Free, Papel Semente e Sauvez.

 

Cora levanta USD10M em rodada seed com Kaszek Ventures e Ribbit Capital para levar serviços financeiros para pequenos negócios no Brasil

A Cora, uma empresa brasileira focada em oferecer serviços financeiros para pequenos e médios negócios, anuncia o fechamento de sua Rodada Seed, arrecadando mais de US$ 10 milhões. Esta rodada, o maior investimento seed de uma fintech na América Latina, mostra o interesse significativo que os fundos globais têm no espaço no Brasil e a experiência única que os fundadores da Cora trazem para esta oportunidade.

A rodada foi liderada pela Kaszek Ventures, a maior empresa de Venture Capital em estágio inicial da América Latina e também a empresa local que conta com mais unicórnios em seu portfólio. A Kaszek juntou-se a Ribbit Capital, um dos investidores de fintech mais bem-sucedidos do mundo.

Os fundadores da Cora, Igor Senra e Leo Mendes, já trabalham juntos há mais de 15 anos. Eles fundaram a empresa de pagamentos online MOIP em 2007, construíram a empresa por mais de uma década e depois a venderam para a Wirecard em 2016.

“Criamos a Cora para perseguir nosso objetivo de vida, que é resolver os problemas financeiros enfrentados pelas pequenas e médias empresas. Esses negócios produzem 67% do PIB brasileiro, mas são totalmente mal atendidos pelos bancos tradicionais”, diz Senra, que atua como CEO da empresa.

A missão da Cora é apoiar essas empresas em todos os desafios financeiros que enfrentam em sua jornada, permitindo que os empreendedores se concentrem em seus negócios, em vez de terem que lidar com as complexidades e os custos de lidar com instituições financeiras tradicionais.

Atualmente, a empresa opera em beta somente para convidados oferecendo uma solução de conta digital simplificada. O boleto para pagamento foi reinventado, agora tem uma interface simples e pode ser emitido sem custo pelo aplicativo da empresa.

A empresa planeja lançar seu produto para o público em geral somente no primeiro semestre de 2020. De qualquer forma, hoje é possível se cadastrar na lista de espera da empresa para ter acesso ao produto antecipadamente.

A Cora lançará posteriormente um portfólio de pagamentos, produtos relacionados a crédito e ferramentas de gerenciamento financeiro atualmente sendo desenvolvido.

“Até agora, as grandes instituições financeiras construíram principalmente produtos focados em pessoas físicas ou grandes clientes corporativos e ignoraram totalmente as pequenas e médias empresas, que são os criadores de valor mais relevantes em nossas economias. Queremos oferecer um conjunto de produtos financeiros de alta qualidade, centrado no cliente, que atenda às necessidades específicas não atendidas das empresas de nossos clientes ”, diz Mendes, que lidera as equipes de produtos e tecnologia da empresa.

Segundo Santiago Fossatti, sócio da Kaszek Ventures “Estamos extremamente empolgados em fazer parceria com Igor e Leo. Eles são líderes e empreendedores excepcionais, posicionados de maneira única para buscar essa oportunidade e criar uma ótima solução para as PME. Estamos analisando esse espaço no Brasil há um bom tempo, pois estávamos vendo a dor que as empresas menores estavam passando, e agora estamos orgulhosos de fazer parceria com a experiente equipe da Cora e se juntar a eles em sua missão ”.

Vamos falar sobre empresarismo?

Por Daniel Domeneghetti

O mundo decidiu apostar no chamado empreendedorismo, que tem como objetivo desbravar o mercado em busca de novos modelos de negócios. A economia, certamente, impulsionou essa iniciativa quando o mercado de trabalho passou a ter um novo perfil e a Geração Y, aqueles que estão na faixa de 21 a 34 anos, buscou novas formas de atuação profissional.

E aí vieram as avalanches de startups. Muitos enxergaram este movimento como a saída para revolucionar o mercado, sendo um mecanismo para encontrar a solução de problemas em diferentes setores. E a quantidade de iniciativas neste sentido só tem aumentado. Segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o número de empresas startups cadastradas na associação dobrou entre 2012 e 2017, indo de 2.519 negócios para 5.147. Hoje, já são 12 mil empresas seguindo esse modelo.

Com os sonhos, vieram os investimentos e o Brasil passou a sediar os novos unicórnios, termo que classifica empresas que deslancham em seus segmentos e passam a valer mais de 1 bilhão de dólares, como a Nubank, a Pagseguro e a 99 Táxi. Hoje, no País, há cerca de sete mil investidores dispostos a investir pelo menos 50 mil reais, segundo dados da associação Anjos do Brasil.

É um mundo a explorar e também a questionar! Por um lado, temos uma avalanche de pessoas com conhecimento e boa vontade querendo transformar o mercado. Do outro lado, instituições sedentas para injetar dinheiro em um produto novo. A soma disso é uma quantidade expressiva de novos empreendedores que dão o sangue em busca da carta de alforria: receber um bom aporte de dinheiro pela sua brilhante ideia fim!

Está errado! Não precisamos de empreendedores querendo apenas levantar fundos. Precisamos criar o empresarismo, ou seja, criar empresários, que passam parte da vida se dedicando aos negócios e fazendo com que eles se desenvolvam e deem frutos no mercado. É disso que precisamos!

Para aproveitarmos esses investidores que podem emergir os novos negócios, temos que conectar aqueles que trazem a inspiração aos que têm condições de subsidiar essas novas ideias que surgem dia a dia. Assim, teremos condições de colocar uma nova turbina no Brasil, já que a estrutura político-econômica não dá condições para quem quer apostar no mercado.

É hora de arregaçar as mangas, mostrar que cada iniciativa não deve ser pensada apenas para ser vendida, mas sim ser regada para semear o mercado. O pensamento da venda de uma grande ideia turva a proliferação de um mercado fértil para esta e para as próximas gerações. Vamos apostar no empresarismo para transformar nosso País!

Daniel Domeneghetti, especialista em relações de consumo, em práticas digitais no relacionamento com cliente e CEO da DOM Strategy Partners

Ambev e DSM juntas para acelerar startups

A Cervejaria Ambev conta com uma nova parceria para a Aceleradora 100+, programa de aceleração que busca startups com soluções inovadoras para os principais problemas socioambientais da atualidade. A nova edição agora conta com a participação da DSM na seleção das startups que vão ser aceleradas. A empresa mundial, que atua nas áreas de saúde, nutrição e materiais, estará presente durante o Pitch Day, e no Demo Day, quando acontece a apresentação final dos projetos socioambientais desenvolvidos durante a aceleração.

No próximo dia 28 de novembro, executivos da DSM irão compor a banca de avaliadores para decidir quais startups participarão do programa, durante o Picth Day. A companhia estará ao lado da Cervejaria Ambev e do Pacto Global da ONU, impulsionando o alcance do programa e reforçando o comprometimento dos projetos escolhidos com o meio ambiente e alinhamento com os ODS.

Corporate Venture no Brasil caminha para maturidade

Trabalhar com startups é uma realidade bem comum das grandes empresas globais. Seja por estratégias de M&A, desenvolvimento de produtos em conjunto ou simplesmente contratação de serviços de startups, esse cenário vem gerando uma aproximação cada vez maior entre startups e corporações já estabelecidas no mercado. Pensando nesse cenário a ACE, empresa de inovação, realizou um mapeamento exclusivo, identificando 138 programas de conexão entre startups e grandes empresas, no Brasil.

Apesar da quantidade de programas existentes e crescimento das iniciativas de Startup Engagement, o levantamento revelou que cerca de 60% dos programas não alcançou seus objetivos iniciais na primeira onda e gerou um sentimento de frustração para uma das partes. “Por isso, ter uma estratégia condizente de inovação, uma definição clara da governança, envolvimento da liderança, budget alocado e clareza dos outputs ou expectativas finais das startups são alguns fatores que podem contribuir”, alerta Pedro Waengertner, fundador e CEO da ACE.

Os números foram obtidos por meio da unidade de negócios ACE Cortex, que atua com consultoria de inovação para grandes empresas, e ainda apontam que apenas 34% dos programas de Corporate Venture são realizados sem o auxílio de um parceiro. Entre esses, destaca-se a vertical de tecnologia com mais programas organizados internamente. Já áreas como Varejo e Telecom são os que mais contam com ajuda externa. Além disso, das 120 empresas que trabalham com startups no Brasil, 55 possuem fundos de investimentos em startups, que é a frente mais avançada e complexa no relacionamento. Os setores que mais se destacam são Financeiro, Varejo e Tecnologia.

Entre as formas de conexão existem níveis de maturidade e complexidade diferentes: contratação de startups como fornecedores das áreas de negócio, startup como impulsionadora em projetos de inovação; estratégias de go-to-market conjuntas; investimento em startups e aquisição de startups. Pouco mais de 40% das empresas atuam nos dois últimos, considerados mais avançados.

Destaques do mapeamento:

– Apenas 40% das empresas que se relacionam com startups atuam nos níveis mais avançados, como investimentos e aquisição. O que mostra que os projetos de Startup Engagement ainda podem amadurecer muito no Brasil

– Financeiro, Varejo e Tecnologia são os setores com maior número de programas com startups

– Para aproximações de nível 1 e 2, o cenário mais comum são as empresas executarem os programas sozinhas. Isso significa o uso de startups como fornecedoras (1) ou como impulsionadora em projetos de inovação (2).

“Mergulhamos nas análises e cruzamos dados para trazer maior entendimento sobre como esse cenário se apresenta no país, seu grau de maturidade e oportunidades”, finaliza o executivo.