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Nestlé Health Science anuncia as startups finalistas do programa de aceleração em saúde

Nestlé Health Science, empresa líder mundialmente reconhecida na área da ciência nutricional, definiu quatro startups como finalistas do Nestlé Beyond Food, programa de aceleração realizado em parceria com a StartSe e a Innoscience, para acelerar negócios em saúde em 2020. Foram mais de 130 projetos inscritos, que passaram por uma triagem em duas fases até chegar às finalistas, que nesse momento receberão mentoria dos executivos de NHSc para apresentar seus projetos no pitch day em janeiro de 2020.

Após as apresentações, uma banca de executivos da companhia escolherá até três startups vencedoras. Elas dividirão um aporte financeiro de R$ 1 milhão, em que a primeira colocada receberá R$ 500 mil, a segunda R$ 300 mil e a terceira R$ 200 mil. O objetivo é que esse incentivo seja utilizado para o desenvolvimento de um projeto piloto pelas startups, em linha com os desafios propostos pelo programa, em quatro pilares: execução do negócio; outpatients; produtos e e-Health.

“Nosso olhar na escolha das finalistas considerou soluções que atendam às necessidades de consumidores e clientes, levando em conta critérios como aderência ao tema do desafio, nível de inovação, viabilidade de negócio, impacto financeiro e socioambiental do projeto”, comenta o head de e-business de Nestlé Health Science, Victor Vendramini.

Com base nesses critérios, as finalistas são: Meplis (Desafio Outpatients); VR Monkeys (Desafio e-Health); PreviNEO (Desafios e-Health e Outpatients) e Insight Tecnologies (Desafio Outpatients).

Com sede na Suíça, Nestlé Health Science é uma das unidades de negócios da Nestlé e possui uma linha premium de soluções nutricionais. Nos últimos anos, os investimentos em inovação foram ampliados e o Brasil tem sido um dos mercados protagonistas em várias áreas. “Buscamos, constantemente, a liderança com inovação dentro categoria de saúde. O Brasil é o primeiro país do mundo a executar um programa de aceleração de negócios de startups de eHealth”, explica Monica Meale, Head de Nestlé Health Science-LATAM.

Perfil das finalistas

MEPLIS

Rio de Janeiro/RJ

Fundada em março de 2012 para formular uma resposta aos principais desafios nas áreas de saúde e fitness do mundo, oferecendo serviços de informações personalizados para provedores de saúde e para o paciente por meio de soluções online SaaS (Software as a Service), aplicativos para web móvel e nativos.

VR MONKEY

São Paulo/SP

Startup especialista em realidade virtual aplicada para desafios em educação e saúde, por meio da criação de simulações imersivas, despertando sentimentos e atingindo resultados superiores de engajamento e aprendizado.

PREVINEO

Curitiba/PR

Startup que atua por meio de algoritmos, com um sistema de identificação do risco dos cinco tipos mais comuns de câncer (mama, próstata, cólon, pulmão e colo de útero) e desenvolve estratégias personalizadas para a redução de casos. A startup é pioneira no brasil a oferecer anamnese online (web based), responsivo e escalável.

INSIGHT TECHNOLOGIES

São Paulo/SP

Por meio do uso inteligente da tecnologia, a startup desenvolve programas educacionais completos que ajudam pessoas a transformar atitudes e comunidades a melhorar suas condições de saúde e qualidade de vida. A empresa fomenta e mantém comunidades web para nichos de pacientes com condições crônicas de saúde.

Startup acelerada pelo Banco Central quer transformar comércios em caixas eletrônicos

No Brasil o mercado de caixas eletrônicos é dominado pela rede 24 Horas, de propriedade dos 5 maiores bancos brasileiros. Os bancos digitais e empresas de tecnologia financeira, conhecidas como fintechs, tem encontrado dificuldades para se conectarem a esta rede. No início de Novembro o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, criticou publicamente os preços cobrados pela rede Banco 24 horas.

Neste contexto foi criada a Saxperto. Uma iniciativa que permite aos clientes de bancos e carteiras digitais fazerem saques em pontos de comércio próximos de sua localização, como bancas de jornais, padarias e supermercados.

Seus fundadores são Tiago Godoi que foi consultor na Mckinsey e no Mercado Pago e Rodrigo Batista, fundador do Mercado Bitcoin, empresa líder em trasações de moedas virtuais e blockchain no Brasil, que ele vendeu recentemente. A ideia de criar a startup surgiu quando Rodrigo percebeu que sua dificuldade de permitir que os clientes sacassem os reais de sua empresa era comum a diversas outras fintechs.

Com a solução criada pelos empreendedores, os clientes dos bancos digitais não precisam instalar nenhuma aplicativo adicional. Basta abrir o app de sua conta digital que passará a exibir um mapa com locais próximos que tem notas de real disponíveis e ir sacar. A iniciativa conta com a aceleração do Banco Central por meio do programa Lift.

“Essa solução permite às carteiras digitais terem acesso a uma rede grande e bem mais barata de pontos de saques, aos clientes terem locais próximos de onde estejam. Para os estabelecimentos comerciais ela trás mais público e remove dinheiro do caixa, o que normalmente gera custos de segurança e transporte”, diz Tiago Godoi.

A startup cobra dos bancos digitais metade do cobrado pela Rede 24 Horas. Hoje está testando sua solução em Porto Alegre, mas pretende chegar a 100 mil pontos de saques até o final de 2020.

O início da startup conta com saques para cinco bancos digitais e a meta é ampliar a oferta a clientes de 50 carteiras digitais até o fim do próximo ano.

Maior conferência da América Latina de startups reúne mais de 12 mil pessoas

Pelo sexto ano consecutivo, a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade que representa o ecossistema brasileiro de startups, realizou, durante os dias 29 e 30 de novembro, a Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo, maior evento latino-americano voltado para startups e reuniu mais de 6 mil participantes únicos por dia.

Ao todo, foram oito espaços de conteúdo com mais de 135 palestras no total que falaram sobre os mais variados temas relacionados a startups e empreendedorismo. Além disso, os participantes puderam participar de quatro trilhas separadas por área de conhecimento: hipsters, que reunia criativos e designers; os hackers, responsáveis pelo desenvolvimento de soluções tecnologias; e por fim, os hustlers e hypers, com os especialistas em vendas e marketing, respectivamente.

O palco principal contou com a presença do representantes do iFood, Stone, 99, Darwin Startups, Google for Startups, SemRush, RD Station, Reserva, Maya Capital, Cubo, Nubank, entre outros palestrantes, que levantaram temas como “Como chamar atenção das aceleradoras”, “Como construir uma startups com diversidade e inclusão”, “Captação de recursos e Aquisição de Empresas”, entre outros temas.

No primeiro dia, o Co-fundador do Wikipedia, Jimmy Wales, destacou a importância de falhar para a construção de seu negócio de sucesso e as tentativas frustradas que teve na criação e desenvolvimento de seu primeiro produto de sucesso, lançando também uma nova plataforma de informações, o WikiTribune, sem propaganda e de atuação multinacional, já livre para acesso mundo a fora.

Ao todo, foram oito espaços de conteúdo com mais de 135 palestras no total que falaram sobre os mais variados temas relacionados a startups e empreendedorismo. Além disso, os participantes puderam participar de quarto trilhas separadas por área de conhecimento: hipsters, que reunia criativos e designers; os hackers, responsáveis pelo desenvolvimento de soluções tecnologias; e por fim, os hustlers e hypers, com os especialistas em vendas e marketing, respectivamente.

O palco principal contou com a presença do representantes do iFood, Stone, 99, Darwin Startups, Google for Startups, SemRush, RD Station, Reserva, Maya Capital, Cubo, Nubank, entre outros palestrantes, que levantaram temas como “Como chamar atenção das aceleradoras”, “Como construir uma startups com diversidade e inclusão”, “Captação de recursos e Aquisição de Empresas”, entre outros temas.

No primeiro dia, o Co-fundador do Wikipedia, Jimmy Wales, destacou a importância de falhar para a construção de seu negócio de sucesso e as tentativas frustradas que teve na criação e desenvolvimento de seu primeiro produto de sucesso, lançando também uma nova plataforma de informações, o WikiTribune, sem propaganda e de atuação multinacional, já livre para acesso mundo a fora.

Representando o Comitê Corporate da Abstartups, a Accenture lançou um playbook com alguns insights sobre as maiores empresas têm conduzido o relacionamento com startups. Já a startup catarinense Exact Sales, especializada em um software que ajuda vendedores a prospectar novos clientes, comprou a Results, uma startup de inteligência artificial de Goiânia, adquirindo o software capaz de coletar dados públicos. “Estamos comprando a tecnologia da empresa para deixar nossos robôs de pesquisa mais assertivos”, afirma o executivo.

Satisfeito com o resultado, o presidente da Abstartups, Amure Pinho, comentou no fechamento do evento: “Mais forte do que nunca, o CASE conseguiu reunir grandes nomes do cenário de inovação e empreendedorismo nacional e internacional, conectando ideias e pessoas com muito conteúdo relevante e importante para a consolidação do ecossistema nacional. O tamanho e a qualidade do público, dos expositores e palestrantes provam que estamos no caminho certo”.

Thomson Reuters anuncia vencedoras da 3ª edição de programa de aceleração de startups

As startups Standard IT (São Paulo/SP), D2P (São Paulo), NeuralMind (Campinas/SP) e Sobit (Várzea Paulista) são as selecionadas a 3ª edição do Accelerator Day, programa de aceleração promovido pela Thomson Reuters, multinacional de tecnologia provedora de soluções Fiscais, Tributárias, Contábeis, Jurídicas e de Comércio Exterior. O concurso é voltado para inovações em tecnologia para o segmento regulatório e, neste ano, foram avaliadas empresas iniciantes que desenvolvem soluções em tecnologia para aprimorar a rotina dos profissionais de quatro segmentos: Tributário/Fiscal; de Comércio Exterior; Contábil; e Conteúdo Jurídico.

O Pitch Day aconteceu na última sexta-feira, 06/12, na cidade de São Paulo. As oito finalistas apresentaram produtos e serviços com potencial de escala e já testados em clientes reais, com soluções que utilizem Inteligência Artificial, Automação e Integração de Processos, Machine Learning e Análise de Dados.

Vencedora na categoria Tributário/Fiscal, a Standard IT apresentou uma solução de Automação de Processos para entregas fiscais das empresas, desde a conciliação e consistência da base de dados, validação da integridade das informações e envio das obrigações. A D2P foi a escolhida em Comércio Exterior, com um projeto que traz Business Intelligence e Data Analytics para todos os processos de importação e importação, extraindo dados de forma automática e convertendo-os em informação relevante, enquanto identifica lacunas e necessidades de cada negócio para prover soluções que resolvam dores reais das empresas.

Na categoria Conteúdo Jurídico, a selecionada foi a NeuralMind, com uma solução de análise de dados jurídicos para proporcionar insights e ampliar a inteligência na tomada de decisão, por meio da extração e análise automática de documentos, utilizando tecnologia de linguagem natural. Por fim, a Sobit foi a ganhadora em Contabilidade, com um produto que amplia a interação do contador ou escritório de contabilidade com os clientes, reduzindo tempo de fechamento contábil.

“A terceira edição do Accelerator Day foi novamente um grande sucesso para a Thomson Reuters e todo o ecossistema de startups no Brasil. Vimos uma série de projetos inovadores que realmente podem aprimorar o nosso portfólio e nos auxiliar a mudar a redefinir a forma como os profissionais do segmento regulatório trabalham em empresas de todos os portes no Brasil. Foi uma seleção muito difícil e uma escolha final bastante acirrada, o que comprova a qualificação que estamos promovendo no mercado”, afirma Menotti Franceschini, líder de Corporate Value Proposition da Thomson Reuters.

As quatro soluções selecionadas serão desenvolvidas em parceria com a Thomson Reuters ao longo de 2020, incorporando-se às soluções existentes da empresa: ONESOURCE Tax One (gestão fiscal), ONESOURCE Global Trade (gestão de comércio exterior), Thomson Reuters Contábil (gestão contábil) e Soluções de Legal (conteúdo e software jurídico). São produtos que proporcionam o cumprimento das obrigações fiscais, contábeis, de compliance, automatização de tarefas, informações estratégicas gerenciamento dos processos de importação e exportação das empresas e acesso à informação estratégica para o negócio das empresas.

Desde o ano passado, a Thomson Reuters selecionou oito startups nas primeiras edições do programa, sendo que três delas já estão desenvolvendo suas soluções como aplicações complementares às da Thomson Reuters, conectadas às plataformas da empresa e disponíveis para a ampla base de clientes no Brasil.

Startups Biosolvit, EcoPanplas e Green Mining são os destaques da primeira edição brasileira do Greentech Challenge

Aconteceu no dia 28 de novembro, no Cubo em São Paulo, a primeira edição latino-americana do Greentech Challenge. O evento faz parte da São Paulo Tech Week e mostra inovação verde para o mundo, destacando o trabalho de startups dos países onde passa. 

Das 12 empresas brasileiras selecionadas para um bootcamp de 3 dias, as vencedoras anunciadas no evento foram Green Mining, que trabalha com coleta de lixo reciclável via catadores registrados em rede colaborativa; a Biosolvit, que leva ao mercado suas tecnologias de alta absorção de óleo; e a EcoPanplas, que reaproveita óleo de embalagens para que sejam utilizados novamente. 

O Greentech Challenge foi criado pelo diretor do Green Innovation Group, o dinamarquês Martin Petersen e Frederik Van Deurs. 

Durante sua fala de abertura, o Martin destacou a satisfação de estar no país. “Se você não liga para as pessoas, pense no seu bolso. Hoje não faz mais sentido fazermos uma refinaria de petróleo, por exemplo”, alertou. A abertura foi feita por ele e pelo representante do Challenge no Brasil e Fundador da Build From Scratch Tiago Brasil Rocha.  

O objetivo do evento foi mostrar que apostar em empresas verdes é estar atento a negócios promissores e demandas futuras dos consumidores e indústria. Com a presença de grandes players, um dos primeiros painelistas foi o Secretário de Infra-Estrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, Marcos Penido. 

Responsável pelo Projeto de despoluição dos rios Pinheiros e Tietê, ele reforçou como o setor público pode agregar ao desenvolvimento de novas tecnologias. Juntamente com ele estava Juan Quirós, presidente da SP Negócios, que destacou que a São Paulo Tech Week hoje já é maior que a Londres Tech Week.  

Uma pesquisa recente do banco suíço UBS mostrou que os investidores brasileiros valorizam mais o meio ambiente do que o restante do mundo. Segundo o estudo, 97% têm interesse em empresas sustentáveis e que 65% já aposta nelas. 

Durante o dia, foram realizados painéis para discutir empreendedorismo sustentável, o papel blockchain e o mercado de startups verdes. As atividades reuniram nomes como Francisco Jardim, sócio do fundo SP Ventures; a suíça Alessandra Sollberger, CEO da Evermore Health e referência em criptomoedas; Ricardo Gravina, diretor da Climate Ventures; e Bruno Profeta; head do fundo FIMA da Inseed. 

“Podemos ter uma crise muito grande de refugiados climáticos. É um bom negócio fazer preservação” disse o painelista Gilberto Ribeiro Filho, sócio da Vox Capital.  

O desafio Greentech 

O grande destaque do Challenge ficou para os pitches – apresentações curtas – das startups brasileiras selecionadas para o desafio. Durante os três primeiros dias – entre 25 e 27 de novembro – elas foram treinadas por meio de interações com mentores na FEA-USP. Ao todo, o Greentech Challenge recebeu 200 inscrições de startups de todo o Brasil. 

As vencedoras foram premiadas com a possibilidade de assistirem aulas de mestrado em empreendedorismo na FEA-USP, 10 mil dólares para utilizarem na plataforma de desenvolvimento Amazon Web Services e mentoria da AdeSampa (Agência São Paulo de Desenvolvimento), iniciativa da Prefeitura de São Paulo voltada para o empreendedorismo que recentemente criou o projeto GreenSampa. 

Confira as outras 8 selecionadas e participantes do desafio: Piipee, Meu Copo Eco, Sinctesys, Plataforma Verde, Cerensa, Green Farm CO2 Free, Papel Semente e Sauvez.

 

Cora levanta USD10M em rodada seed com Kaszek Ventures e Ribbit Capital para levar serviços financeiros para pequenos negócios no Brasil

A Cora, uma empresa brasileira focada em oferecer serviços financeiros para pequenos e médios negócios, anuncia o fechamento de sua Rodada Seed, arrecadando mais de US$ 10 milhões. Esta rodada, o maior investimento seed de uma fintech na América Latina, mostra o interesse significativo que os fundos globais têm no espaço no Brasil e a experiência única que os fundadores da Cora trazem para esta oportunidade.

A rodada foi liderada pela Kaszek Ventures, a maior empresa de Venture Capital em estágio inicial da América Latina e também a empresa local que conta com mais unicórnios em seu portfólio. A Kaszek juntou-se a Ribbit Capital, um dos investidores de fintech mais bem-sucedidos do mundo.

Os fundadores da Cora, Igor Senra e Leo Mendes, já trabalham juntos há mais de 15 anos. Eles fundaram a empresa de pagamentos online MOIP em 2007, construíram a empresa por mais de uma década e depois a venderam para a Wirecard em 2016.

“Criamos a Cora para perseguir nosso objetivo de vida, que é resolver os problemas financeiros enfrentados pelas pequenas e médias empresas. Esses negócios produzem 67% do PIB brasileiro, mas são totalmente mal atendidos pelos bancos tradicionais”, diz Senra, que atua como CEO da empresa.

A missão da Cora é apoiar essas empresas em todos os desafios financeiros que enfrentam em sua jornada, permitindo que os empreendedores se concentrem em seus negócios, em vez de terem que lidar com as complexidades e os custos de lidar com instituições financeiras tradicionais.

Atualmente, a empresa opera em beta somente para convidados oferecendo uma solução de conta digital simplificada. O boleto para pagamento foi reinventado, agora tem uma interface simples e pode ser emitido sem custo pelo aplicativo da empresa.

A empresa planeja lançar seu produto para o público em geral somente no primeiro semestre de 2020. De qualquer forma, hoje é possível se cadastrar na lista de espera da empresa para ter acesso ao produto antecipadamente.

A Cora lançará posteriormente um portfólio de pagamentos, produtos relacionados a crédito e ferramentas de gerenciamento financeiro atualmente sendo desenvolvido.

“Até agora, as grandes instituições financeiras construíram principalmente produtos focados em pessoas físicas ou grandes clientes corporativos e ignoraram totalmente as pequenas e médias empresas, que são os criadores de valor mais relevantes em nossas economias. Queremos oferecer um conjunto de produtos financeiros de alta qualidade, centrado no cliente, que atenda às necessidades específicas não atendidas das empresas de nossos clientes ”, diz Mendes, que lidera as equipes de produtos e tecnologia da empresa.

Segundo Santiago Fossatti, sócio da Kaszek Ventures “Estamos extremamente empolgados em fazer parceria com Igor e Leo. Eles são líderes e empreendedores excepcionais, posicionados de maneira única para buscar essa oportunidade e criar uma ótima solução para as PME. Estamos analisando esse espaço no Brasil há um bom tempo, pois estávamos vendo a dor que as empresas menores estavam passando, e agora estamos orgulhosos de fazer parceria com a experiente equipe da Cora e se juntar a eles em sua missão ”.

Vamos falar sobre empresarismo?

Por Daniel Domeneghetti

O mundo decidiu apostar no chamado empreendedorismo, que tem como objetivo desbravar o mercado em busca de novos modelos de negócios. A economia, certamente, impulsionou essa iniciativa quando o mercado de trabalho passou a ter um novo perfil e a Geração Y, aqueles que estão na faixa de 21 a 34 anos, buscou novas formas de atuação profissional.

E aí vieram as avalanches de startups. Muitos enxergaram este movimento como a saída para revolucionar o mercado, sendo um mecanismo para encontrar a solução de problemas em diferentes setores. E a quantidade de iniciativas neste sentido só tem aumentado. Segundo levantamento feito pela Associação Brasileira de Startups (ABStartups), o número de empresas startups cadastradas na associação dobrou entre 2012 e 2017, indo de 2.519 negócios para 5.147. Hoje, já são 12 mil empresas seguindo esse modelo.

Com os sonhos, vieram os investimentos e o Brasil passou a sediar os novos unicórnios, termo que classifica empresas que deslancham em seus segmentos e passam a valer mais de 1 bilhão de dólares, como a Nubank, a Pagseguro e a 99 Táxi. Hoje, no País, há cerca de sete mil investidores dispostos a investir pelo menos 50 mil reais, segundo dados da associação Anjos do Brasil.

É um mundo a explorar e também a questionar! Por um lado, temos uma avalanche de pessoas com conhecimento e boa vontade querendo transformar o mercado. Do outro lado, instituições sedentas para injetar dinheiro em um produto novo. A soma disso é uma quantidade expressiva de novos empreendedores que dão o sangue em busca da carta de alforria: receber um bom aporte de dinheiro pela sua brilhante ideia fim!

Está errado! Não precisamos de empreendedores querendo apenas levantar fundos. Precisamos criar o empresarismo, ou seja, criar empresários, que passam parte da vida se dedicando aos negócios e fazendo com que eles se desenvolvam e deem frutos no mercado. É disso que precisamos!

Para aproveitarmos esses investidores que podem emergir os novos negócios, temos que conectar aqueles que trazem a inspiração aos que têm condições de subsidiar essas novas ideias que surgem dia a dia. Assim, teremos condições de colocar uma nova turbina no Brasil, já que a estrutura político-econômica não dá condições para quem quer apostar no mercado.

É hora de arregaçar as mangas, mostrar que cada iniciativa não deve ser pensada apenas para ser vendida, mas sim ser regada para semear o mercado. O pensamento da venda de uma grande ideia turva a proliferação de um mercado fértil para esta e para as próximas gerações. Vamos apostar no empresarismo para transformar nosso País!

Daniel Domeneghetti, especialista em relações de consumo, em práticas digitais no relacionamento com cliente e CEO da DOM Strategy Partners

Ambev e DSM juntas para acelerar startups

A Cervejaria Ambev conta com uma nova parceria para a Aceleradora 100+, programa de aceleração que busca startups com soluções inovadoras para os principais problemas socioambientais da atualidade. A nova edição agora conta com a participação da DSM na seleção das startups que vão ser aceleradas. A empresa mundial, que atua nas áreas de saúde, nutrição e materiais, estará presente durante o Pitch Day, e no Demo Day, quando acontece a apresentação final dos projetos socioambientais desenvolvidos durante a aceleração.

No próximo dia 28 de novembro, executivos da DSM irão compor a banca de avaliadores para decidir quais startups participarão do programa, durante o Picth Day. A companhia estará ao lado da Cervejaria Ambev e do Pacto Global da ONU, impulsionando o alcance do programa e reforçando o comprometimento dos projetos escolhidos com o meio ambiente e alinhamento com os ODS.

Corporate Venture no Brasil caminha para maturidade

Trabalhar com startups é uma realidade bem comum das grandes empresas globais. Seja por estratégias de M&A, desenvolvimento de produtos em conjunto ou simplesmente contratação de serviços de startups, esse cenário vem gerando uma aproximação cada vez maior entre startups e corporações já estabelecidas no mercado. Pensando nesse cenário a ACE, empresa de inovação, realizou um mapeamento exclusivo, identificando 138 programas de conexão entre startups e grandes empresas, no Brasil.

Apesar da quantidade de programas existentes e crescimento das iniciativas de Startup Engagement, o levantamento revelou que cerca de 60% dos programas não alcançou seus objetivos iniciais na primeira onda e gerou um sentimento de frustração para uma das partes. “Por isso, ter uma estratégia condizente de inovação, uma definição clara da governança, envolvimento da liderança, budget alocado e clareza dos outputs ou expectativas finais das startups são alguns fatores que podem contribuir”, alerta Pedro Waengertner, fundador e CEO da ACE.

Os números foram obtidos por meio da unidade de negócios ACE Cortex, que atua com consultoria de inovação para grandes empresas, e ainda apontam que apenas 34% dos programas de Corporate Venture são realizados sem o auxílio de um parceiro. Entre esses, destaca-se a vertical de tecnologia com mais programas organizados internamente. Já áreas como Varejo e Telecom são os que mais contam com ajuda externa. Além disso, das 120 empresas que trabalham com startups no Brasil, 55 possuem fundos de investimentos em startups, que é a frente mais avançada e complexa no relacionamento. Os setores que mais se destacam são Financeiro, Varejo e Tecnologia.

Entre as formas de conexão existem níveis de maturidade e complexidade diferentes: contratação de startups como fornecedores das áreas de negócio, startup como impulsionadora em projetos de inovação; estratégias de go-to-market conjuntas; investimento em startups e aquisição de startups. Pouco mais de 40% das empresas atuam nos dois últimos, considerados mais avançados.

Destaques do mapeamento:

– Apenas 40% das empresas que se relacionam com startups atuam nos níveis mais avançados, como investimentos e aquisição. O que mostra que os projetos de Startup Engagement ainda podem amadurecer muito no Brasil

– Financeiro, Varejo e Tecnologia são os setores com maior número de programas com startups

– Para aproximações de nível 1 e 2, o cenário mais comum são as empresas executarem os programas sozinhas. Isso significa o uso de startups como fornecedoras (1) ou como impulsionadora em projetos de inovação (2).

“Mergulhamos nas análises e cruzamos dados para trazer maior entendimento sobre como esse cenário se apresenta no país, seu grau de maturidade e oportunidades”, finaliza o executivo.

Thomson Reuters anuncia finalistas da 3ª edição do Accelerator Day

A Thomson Reuters, multinacional de tecnologia provedora de soluções Fiscais, Tributárias, Contábeis, Jurídicas e de Comércio Exterior, anuncia no dia 06 de dezembro, em São Paulo, os selecionados da terceira edição do Accelerator Day, seu programa de aceleração de startups. O concurso é voltado para inovações em tecnologia para o segmento regulatório e, neste ano, foram avaliadas empresas iniciantes que tenham soluções em tecnologia para aprimorar a rotina dos profissionais de quatro segmentos: Tributário/Fiscal; de Comércio Exterior; Contábil; e Conteúdo Jurídico. As inscrições foram abertas para iniciativas de todas as regiões do Brasil.

O objetivo principal do programa é trazer inovações que possam aprimorar as soluções ONESOURCE Mastersaf (gestão fiscal), ONESOURCE Global Trade (gestão de comércio exterior), Thomson Reuters Contábil (gestão contábil) e Soluções de Legal (conteúdo e software jurídico). São produtos que proporcionam o cumprimento das obrigações fiscais, contábeis, de compliance, automatização de tarefas, informações estratégicas gerenciamento dos processos de importação e exportação das empresas e acesso à informação estratégica para o negócio das empresas.

Todas as startups avaliadas oferecem produtos e serviços que tenham potencial de escala e já testados em clientes reais, com soluções que utilizem Inteligência Artificial, Automação e Integração de Processos, Machine Learning e Análise de Dados. Os finalistas são: Convenia (São Paulo/SP) e Sobit (Várzea Paulista/SP), na categoria Contabilidade; D2P (São Paulo/SP) e Loginfo (Itajaí/SC), na categoria Comércio Exterior; Standard IT (São Paulo/SP) e Tria Software (São José dos Campos), na categoria Fiscal; Intelivix (Recife/PE) e NeuralMind (Campinas/SP), na categoria Conteúdo Jurídico.

No Pitch Day, a Convenia vai apresentar uma solução em nuvem para gestão de departamento pessoal para PMEs. Já a Sobit traz um produto que amplia a interação da contabilidade com os clientes, reduzindo tempo de fechamento contábil. A D2P apresenta um sistema que traz Business Intelligence e Data Analytics para o Comércio Exterior, enquanto a Loginfo propõe uma plataforma logística em ambiente Web para movimentação de carga em áreas alfandegadas. A Standard IT e a Tria trazem soluções com Automação de Processos para entregas Fiscais. E, por fim, a Intelivix e a NeuralMind apresentam soluções de análise de dados jurídicos para proporcionar insights e ampliar a inteligência na tomada de decisão.

“Tivemos um enorme sucesso nas edições anteriores do Accelerator Day, quando pudemos selecionar uma série de iniciativas com potencial de aprimorar o nosso portfólio. Para este ano, temos oito projetos muito bem estruturados, com inovações que, em conjunto com nossas soluções, podem melhorar, simplificar e agilizar o cotidiano regulatório das empresas de todos os portes no Brasil”, afirma Menotti Franceschini, líder de Corporate Value Proposition da Thomson Reuters.

Em sua terceira edição, o Accelerator Day vai selecionar quatro projetos, um em cada categoria. As soluções selecionadas serão desenvolvidas em parceria com a Thomson Reuters ao longo de 2020, incorporando-se às soluções da empresa. Desde o ano passado, a Thomson Reuters selecionou oito startups nas primeiras edições do programa, sendo que três delas já estão desenvolvendo suas soluções como aplicações complementares às da Thomson Reuters, plugadas às plataformas da empresa e disponíveis para a ampla base de clientes no Brasil.

O Pitch Day e a apresentação dos vencedores da terceira edição do programa acontecem no hotel Tryp Iguatemi, no dia 06 de dezembro, a partir das 08h30. O endereço é Rua Iguatemi, 150 – Itaim Bibi, São Paulo – SP.

Cresce número de startups que facilitam rotina de pessoas e empresas

2019 foi um ano e tanto para novos negócios no ramo de serviços. Segundo dados da Startupbase, iniciativa da Associação Brasileira de Startups (ABStartups), atualmente existem, no Brasil, 12,7 mil empresas nascentes. Boa parte desse montante, 26,9% , representam segmentos que visam atender necessidades tanto de organizações públicas e privadas quanto de pessoas (Business to Business to Consumer ou B2B2C). Ou seja, um modelo de negócio que permite que empresas atendam clientes utilizando uma solução de terceiros. O MercadoLivre e o iFood funcionam dessa forma, onde empresas de bens e serviços usam a plataforma para vender para clientes que acessam esses marketplaces. A plataforma online de entregas ultra-rápidas Motoboy.com é outro exemplo.

Criada em 2013, a startup veio para atender uma necessidade de mercado, tanto de entregadores autônomos e empresários, quanto de pessoas que precisam de agilidade para entregar um produto, mercadoria ou documentos em algum lugar. Disponível por meio de aplicativo de celular ou website, a Motoboy.com é um marketplace de entregadores, onde esses profissionais podem receber chamadas de serviço de pessoas e empresas que procuram um motoboy. Além da plataforma, os clientes podem utilizar um chatbot para cotações e pedidos através do Facebook Messenger.

Conheça outros exemplos de startups criadas para facilitar a rotina de pessoas e empresas com portes e perfis diverso.

Criando ambientes de trabalho mais felizes

Após pesquisar e entender diversos problemas no setor de gestão de pessoas das empresas, os empreendedores Bruno Soares e Gabriel Leite fundaram a Feedz, com um e meio de mercado, a startup de Florianópolis (SC) conta com 90 clientes e mais de 9 mil usuários ativos na sua plataforma. A startup desenvolve uma plataforma completa para gestão estratégica de pessoas, através de feedbacks contínuos, okrs, avaliação de desempenho, pesquisa de engajamento por pulsos, celebrações, termômetro de humor, comunicados e até gamificação. Tudo em um só lugar. O objetivo é ajudar os gestores e o setor de RH das empresas a aumentar o engajamento, melhorar a comunicação interna e a reter talentos. “A Feedz nasceu com o propósito de criar ambientes de trabalhos mais felizes, a partir do nosso entendimento de que empresas são pessoas e pessoas precisam estar bem para fazer um bom trabalho”, explica Bruno Soares, CEO e cofundador da startup.

Oferecendo mão de obra qualificada em tecnologia

A Codenation, startup de Florianópolis (SC) criada em 2017, tem como propósito suprir a demanda de mão de obra especializada na área de tecnologia por meio da capacitação, criando um recrutamento sustentável. Por meio de seu programa de aceleração, o AceleraDev, fundamentado na abordagem Challenge Based Learning (aprendizado baseado em desafios), os desenvolvedores e cientistas de dados realizam desafios de programação, recebem auxílio de tutores e assistem palestras com convidados que já atuam no mercado, tudo de forma gratuita graças ao apoio de empresas parcerias. As acelerações possuem diferentes edições, cada uma com foco em uma linguagem de programação, ao final, os participantes destaque têm chances de contratação nas empresas apoiadoras. A startup atende tanto estudantes recém-saídos da universidade e sem experiência, quanto profissionais que já trabalham no setor e não conseguem chegar aos polos de tecnologia, além das próprias empresas que estão em busca de novos talentos.

Crédito facilitado

O Brasil vive um crescimento no número de empreendedores, o que tem aumentado também a demanda por crédito vinda de autônomos, pequenos e médios empresários. Com a dificuldade em conseguir crédito nos bancos tradicionais, fintechs surgem no mercado como uma alternativa. O Asaas, por exemplo, que é uma conta digital para empreendedores, passou a oferecer antecipação de receitas para seus clientes neste ano. Com a compra de recebíveis, por meio de um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) próprio, a empresa libera até R$ 150 milhões por mês em crédito para os usuários do software. “As altas taxas e a burocracia exigidas pelos bancos geraram essa demanda do mercado. Como empreendedores, vimos que havia uma abertura para oferecermos uma modalidade de crédito para nossos clientes que estão abrindo novos negócios ou querem fazer algum investimento”, completa.

Automatização de processos

A Effecti, startup especializada em desenvolver soluções para fornecedores que participam de editais, busca otimizar o tempo das equipes e proporcionar oportunidades para micro e pequenos empreendedores se tornarem competitivos através da automatização de processos. No total são quatro soluções: Aviso de Licitações, na qual um robô identifica quando há oportunidades em editais abertos; a Automação e Envio de Propostas, com o preenchimento automático das informações nos portais de compra; a Disputa de Lances, em que o licitante pode definir os valores que está disposto a oferecer durante o pregão eletrônico; e, por fim, o Monitoramento do Chat do Pregoeiro, que facilita a comunicação entre comprador e fornecedor. “Com a automatização, o empreendedor passa a competir em igualdade com grandes empresas, pois não precisa alocar mão de obra exclusivamente para isso. Assim, as licitações auxiliam na sustentabilidade do negócio”, comenta Fernando Salla, CEO da Effecti.

VidaClass faz captação de €2 milhões de empresas espanholas

VidaClass, a plataforma brasileira que tem como intuito ligar pessoas sem convênio a serviços de saúde por um preço acessível, acaba de receber um aporte de investimentos no valor de € 2 milhões, o equivalente a mais de R$ 13 milhões, das empresas espanholas Iporanga Advisory, sediada em Madri, e a GEM Research, com sede em Barcelona.

A startup que atua no Brasil, com abrangência nacional tem em seu projeto para os próximos anos a expansão para a Europa: “Queremos ir para Portugal e Espanha e, mais para frente, chegar ao Leste Europeu. Hoje, médicos portugueses já conseguem atender pacientes brasileiros através da teleconferência via online”, conta Vitor Moura, CEO da VidaClass.

O aporte captado será direcionado à tecnologia, ao marketing e às melhorias de infraestrutura da plataforma para ampliar o raio de atuação – “nossa meta é bem ousada: queremos promover e tornar os serviços de saúde acessíveis no Brasil e em toda a comunidade de língua portuguesa espalhada pelo mundo”, ressalta Vitor.