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Concurso leva melhor startup brasileira para competição internacional em Dubai

Competição organizada pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira vai selecionar a startup do Brasil com a melhor proposta de inovação para uma disputa global entre as empresas de tecnologia mais promissoras do mundo.

O Arabic Tech Tour, iniciativa da entidade em parceria com a Mango Ventures e a Peppery Lab, integra a seletiva latino-americana da Annual Investment Meeting (AIM), com realização programada de 24 a 26 de março, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O evento, além de contar com intensa programação de negócios, tem também uma das mais tradicionais competições mundiais de inovação, com participação de startups de 70 países. A edição de 2020 prevê premiação de US$ 50 mil para a empresa vencedora.

As inscrições da etapa brasileira (aqui) vão até 31 de janeiro. Podem participar empresas legalmente constituídas, já com produto minimamente viável (MVP), plano de negócios e comprovação de demanda (market traction). Seu representante também precisa ter passaporte válido por, no mínimo, seis meses.

A escolha da melhor empresa será num bootcamp programado para 12 de fevereiro, na sede da Câmara Árabe-Brasileira, na capital paulista, por um júri. A vencedora vai disputar a competição da AIM em Dubai com as despesas de viagem e hospedagem pagas e terá um estande no evento.

Inscrições:

http://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf3PHr0uaOLCcN1PzOyjgxu89j4swkImAMqIu50k6IjrReBpA/viewform

Cronograma da Competição:

16/01 | Lançamento Oficial das inscrições das startups no Brasil
31/01 | Encerramento das inscrições
07/02 | Seleção e escolha das startups pelo AIM Latam para participar Bootcamp na Câmara de Comércio Árabe-Brasileira
12/02 Bootcamp na Câmara Árabe
15/02 | Escolha das startup brasileira vencedora pela comissão julgadora do “Arabic Tech Tour” para competir no AIM em Dubai
17/02 | A Startup vencedora representante do Brasil será anunciada

10 dicas para um bom convívio em coworking

As pessoas estão optando por espaços mais próximos da sua casa e em ambientes mais criativos, para evitar o trânsito e melhorar sua qualidade de vida. Também, é claro que a tecnologia está mudando a dinâmica do mundo, e o ambiente de trabalho não é exceção. Os escritórios estão mudando e os resultados disso têm transformado a vivência profissional de muitas pessoas. Esse cenário se mostrou favorável às empresas de coworking, que precisaram se reinventar para oferecer uma experiência única e excepcional aos executivos que se mostram cada vez mais exigentes.

Não é porque trabalha sozinho ou com uma equipe reduzida em um coworking que o ambiente não há regras — muito pelo contrário. São nesses espaços que elas são essenciais para que não comprometa compromissos profissionais dos outros usuários. Mais do que uma lista de regras, é uma questão de bom senso e respeito, algo que também faz parte de qualquer ambiente de trabalho.
Para isso, Tiago Alves, CEO da IWG, maior grupo de coworking do mundo e detentor das marcas Spaces e Regus no Brasil, elencou 10 dicas para o convívio nesses espaços:

1) Cuidado com o barulho

Tenha consciência de que você está dividindo espaço com outros profissionais que, assim como você, precisam se concentrar. Portanto, controlar o volume da voz é importante. Se preferir, procure uma área do coworking mais reservada para fazer uma ligação ou reunião com menos pessoas em sua volta. Nesses casos, o ideal é buscar alguma cabine privativa para tratar assuntos sigilosos, por exemplo.

2) Use fones de ouvido

Ao efetuar ligações, ouvir música ou assistir algum vídeo, opte sempre por fazer isso com fones. Eles são essenciais nesses ambientes. Assim o som do seu equipamento não atrapalhará as pessoas ao seu redor.

3) Respeite a agenda das salas de reunião

Exceder o tempo de uso de uma sala pode atrapalhar a reunião de outro usuário que se planejou para usar a mesma logo após você. Verifique a disponibilidade das salas e siga os horários à risca.

4) Socialize

Aproveite o ambiente compartilhado para se relacionar, trocar ideias e experiências. Uma forma de acelerar esse processo de networking é aproveitar os espaços comuns do coworking — uma vez que, ao dividir espaços com outros profissionais é mais fácil iniciar uma conversa e quem sabe também o fechar negócios.

5) Respeite o horário de trabalho dos outros usuários

Socializar é bom, mas não puxe papo toda hora. Use seu bom senso e evite desconcentrar os colegas. Perceba os sinais de “não perturbe”.

6) Menos é mais

Não é necessário levar mais do que seu notebook para um ambiente de trabalho compartilhado. As unidades de coworking, geralmente são equipadas e prontas para os clientes usufruírem das instalações, que contam com salas de reunião, business lounge, acesso à internet, apoio administrativo sob demanda, estacionamento, entre outros serviços.

7) Participe dos eventos

Além da troca de conhecimentos que pode acontecer diariamente entre os usuários, participe dos eventos realizados no local. Workshops e palestras têm sempre a contribuir para seu currículo e sua rede de networking.

8) Reporte comportamentos que fujam às regras

Ao identificar algum comportamento que não se adeque ao local de trabalho, o primeiro passo é informar para a equipe interno do espaço, uma vez que eles poderão tomar as devidas medidas. Se for algo recorrente, o melhor é usar os canais de comunicação para apresentar a devida reclamação — o que tem se mostrado raro nesses ambientes, pois entre mais de 30 mil clientes no Brasil, o índice de conflitos é quase nulo.

9) Organização na cozinha também é essencial

A regra básica é: se sujou, limpe — quebrou, reponha. As geladeiras dos refeitórios também são compartilhadas, portanto evite colocar itens grandes para que todos tenham oportunidade de utilizá-la. Não consuma alimentos de outras pessoas e também não esqueça comida na geladeira, pois o alimento pode acabar estragando dentro do refrigerador.

10) Não monopolize um lugar

Como o próprio nome diz, o local de trabalho compartilhado permite a rotação de lugares dentro de um centro de coworking. No geral, 20% dos espaços são rotativos, mas 80% geralmente são destinados de maneira fixa às empresas, ou seja, dificilmente falta lugar para se trabalhar.

O conceito de um espaço compartilhado é incentivar a interação interpessoal de forma espontânea. Ao ter um bom convívio nesses ambientes, a produtividade pode aumentar, especialmente se comparar com o trabalho home office, uma vez que há menos distrações e é possível marcar reuniões no mesmo espaço.

Brasileira brain4care tem tecnologia liberada pelo FDA e planeja entrada nos EUA

O Food and Drug Administration (FDA) liberou para uso nos Estados Unidos a inovação tecnológica de grande impacto na medicina e na pesquisa da startup brasileira brain4care. Trata-se do método não invasivo de monitorização da complacência cerebral (CC) por meio da morfologia do pulso da pressão intracraniana (PIC). A solução envolve um sensor externo encostado na cabeça do paciente, que é capaz de captar alterações e condições que antes somente poderiam ser coletadas por meios invasivos, como um cateter inserido cirurgicamente no cérebro. Com essa nova possibilidade de acompanhar de maneira muito mais simples, rápida e acessível a evolução do quadro clínico de pacientes neurocríticos, a startup prevê a criação de um ‘novo sinal vital’, com potencial para transformar a vida de 1 bilhão de pessoas nos próximos anos.

“A liberação do nosso método pelo FDA é uma conquista importante para o próximo passo de nossa estratégia de consolidar a inovação no mercado norte-americano. No Brasil, já temos hospitais e instituições de pesquisa utilizando a monitorização não invasiva da PIC”, diz Plinio Targa, CEO da brain4care. Segundo o diretor científico da startup, Gustavo Frigieri, a coleta de dados da PIC por meio de métodos invasivos restringia essa opção a casos selecionados, em geral de pacientes mais graves. Com a possibilidade de monitorizar a PIC de maneira não invasiva, esses dados ficam acessíveis para uso em diagnóstico, acompanhamento de pacientes, além de abrir um enorme campo para pesquisadores.

Por sinal, nos Estados Unidos, a brain4care já faz uma importante pesquisa na Stanford University. Os cientistas dessa universidade estão comparando os dados da monitorização invasiva da PIC com a feita pelo método brain4care. As conclusões intermediárias do estudo serão publicadas no final deste ano. Diretor da brain4care nos Estados Unidos, Claudio Menegusso, destaca a importância de acelerar pesquisas em território norte-americano com objetivo de aumentar o volume de evidências científicas, ampliando o conhecimento do método pela comunidade médica.

Quebra de paradigma na medicina

O desenvolvimento o método inovador da brain4care foi possível graças aos estudos do Professor Sérgio Mascarenhas de Oliveira, físico e químico brasileiro reconhecido por sua atuação em ciência e educação. Diagnosticado em 2005, aos 77 anos, com hidrocefalia, doença que provoca acúmulo de líquor em cavidades do cérebro, Mascarenhas fez uma cirurgia para implantar uma válvula que drena o excesso de líquido e retornou à sua vida normal. Movido pelo inconformismo diante dos procedimentos invasivos, realizou experimentos que provaram que o crânio é expansível e que suas deformações podem ser captadas por fora. O resultado derrubou um dos pilares da Doutrina de Monro-Kellie, estabelecida há 200 anos. A partir de sua descoberta, Mascarenhas desenvolveu o método brain4care. A monitorização não invasiva por meio de um sensor levanta dados sobre a CC por meio da morfologia do pulso da PIC, expressa em dois gráficos: um mostra a morfologia da curva minuto a minuto e a correlação entre seus pulsos; e o outro, a tendência da pressão ao longo do período monitorado.

Exit da Wayra: Teravoz é comprada pela Twilio e retorna mais de 30x o capital investido

A Wayra, hub de inovação aberta do Grupo Telefónica e uma iniciativa da Vivo no Brasil, iniciou 2020 com um case de sucesso com uma das maiores saídas de uma startup de seu portfólio. A Teravoz, investida desde 2017, anuncia a sua aquisição pela Twilio (TWLO – NYSE), empresa de comunicação na nuvem sediada no Vale do Silício que oferece infraestrutura para gigantes da tecnologia como Uber, Amazon e Netflix.

“A Teravoz foi o tipo de startup que tinha o encaixe perfeito para fazer parte do nosso hub de inovação aberta, principalmente pelas sinergias com os negócios da Vivo”, comenta Renato Valente, country manager da Wayra no país.

Além de marcar a chegada oficial da Twilio em terras brasileiras, a aquisição da Teravoz representa também mais uma validação importante da qualidade dos empreendedores brasileiros e demonstra o sucesso das estratégias de inovação aberta realizadas por grandes grupos como a Telefônica. “A saída da Teravoz não só retorna mais de 30 vezes o investimento que a Wayra fez na startup, como também representa novas oportunidades de negócio com a Vivo no Brasil e Telefónica no mundo. É excelente para todos os envolvidos. Toda corporação deveria investir nessa estratégia, funciona e muito bem”, analisa Valente.

“A Wayra nos ajudou com negociações na Vivo e trouxe mais visibilidade para nossa empresa, além de ter nos proporcionado o primeiro espaço para trabalhar fora de casa”, reconhece Dov Bigio, um dos fundadores da Teravoz. Durante a temporada em que esteve no hub, a Teravoz melhorou a eficiência do seu acordo de negócios com a Vivo, que oferece a infraestrutura de telecomunicações da startup, além de ganhar novas conexões de mercado, como a com o fundo de investimentos Canary, responsável por parte do aporte de investimentos na iniciativa. A partir daí, a startup decolou no cenário nacional.

“Contar com esse apoio foi muito valioso. Construímos uma equipe incrível, que se dedicou integralmente a ajudar os mais de 500 clientes que atendemos hoje, que trafegam mais de 8,5 milhões de minutos por mês na nossa plataforma”, afirma Bigio.

Fundada em 2014 com o objetivo de modernizar a telefonia corporativa, levando os PABXs para a nuvem, a Teravoz se transformou em um dos melhores sistemas de telefonia com gerenciamento via web, podendo ser adaptado para qualquer tamanho de empresa. Ao permitir integrações do sistema de telefone com outros softwares, a startup também facilitou a obtenção de dados e estatísticas dos atendimentos, trazendo mais visibilidade de métricas e indicadores para importantes clientes nacionais, como Nubank, Creditas, QuintoAndar e RockContent.

Com a aquisição pela Twilio, a Teravoz deixa os fundos de investimento com uma grande valorização para todos os seus investidores, inclusive a Wayra, que foi a primeira a apostar na startup. Além do excelente resultado financeiro, a saída da Teravoz também demonstra o sucesso da estratégia de inovação aberta realizada por uma grande corporação. A expectativa é que, neste momento, a Teravoz passe por um período de adaptação para unificação da empresa com a Twilio, passando a atuar localmente sob o nome de Twilio Brasil. O fundador Dov Bigio torna-se o country manager no País.

A Wayra encerrou o ano de 2019 com 36 startups no portfólio do Brasil e irá continuar a conectar inovadores, entre startups e parceiros, com a Telefônica e a Vivo, além de outras corporações do mercado e investidores, para gerar oportunidades de negócios e inovação. Os investimentos acontecem durante o ano todo, sem períodos específicos para inscrição, que pode ser feita a qualquer momento pelo site http://br-pt.wayra.com/. As áreas mais buscadas são de Data Analytics/Big Data, Inteligência Artificial, Cibersegurança, IoT, Realidade Virtual e Aumentada, além de fintechs, agtechs e edtechs.

Para conhecer todas as empresas do portfólio atual, acesse http://br-pt.wayra.com/startups

Cubo Itaú e Redpoint eventures promovem 1ª edição do “Cubo Mental Health Day”

No dia 21 de janeiro, acontece a primeira edição do Cubo Mental Health Day, evento focado em discutir a saúde mental dentro das organizações. Na ocasião, psicólogos, empreendedores, gestores e especialistas do setor de RH falarão sobre a importância de investir em saúde mental, além de falar sobre estresse, burnout, vulnerabilidade, inteligência emocional, resiliência e outras habilidades sociais que serão requeridas dos profissionais do futuro.

O Cubo Mental Health Day foi desenhado pela Vittude, startup que ajuda empresas a cuidarem da saúde mental e bem-estar dos colaboradores, em parceria com a Redpoint eventures, fundo de investimento em venture capital focado em startups de tecnologia, e o Cubo Itaú, um dos maiores centros de empreendedorismo tecnológico da América Latina.

Segundo a fundadora e CEO da Vittude, Tatiana Pimenta, o mês de janeiro é dedicado a conscientizar a população sobre saúde emocional, qualidade de vida e bem-estar. “Sabemos que o desafio das organizações é crescente. Somos o país mais ansioso do mundo e o quarto mais depressivo. De acordo com o ISMA-BR, mais de 70% da população economicamente ativa sofre com os sintomas físicos do estresse crônico. Além disso, os gastos decorrentes de afastamento, absenteísmo, presenteísmo, turnover e desengajamento têm pesado no bolso das empresas. Por essa razão, falar de saúde mental corporativa passou a ser estratégico e crucial para sustentabilidade dos negócios”, explica a empreendedora.

O evento contará com atividades exclusivas para residentes do Cubo no período da manhã, entre elas: aula de yoga, facilitações de mindfulness e um encontro fechado sobre inteligência emocional para CEOs e Founders do Cubo e do Portfólio da Redpoint.

As palestras e painéis abertos ao público acontecerão no auditório principal e terão início às 14h. Entre os painéis programados está um bate-papo exclusivo sobre o tema de saúde mental com Manoel Lemos e Romero Rodrigues, sócios da Redpoint eventures. O bate-papo com os empreendedores sobre experiências com a terapia ocorrerá a partir das 18h. Para se inscrever nas palestras, acesse o site: http://www.sympla.com.br/vittude.

Todos os conteúdos abertos serão transmitidos ao vivo pela Netshow.me.

Conteúdos abertos:

14:00h – Terapia: quando eu mudo, tudo muda!

14:30h – Benefício de investir na saúde mental dos colaboradores.

15:30h – Inteligência Emocional e Resiliência: habilidades do profissional do futuro

16:30h – Estresse e Burnout no ambiente de trabalho

17:30h – Como manter a saúde mental nos dias atuais

18:00h – Por que eu faço terapia? Bate-papo com os investidores Romero Rodrigues e Manoel Lemos, sócios da Redpoint

 
Evento: Cubo Mental Health Day

 
Data: 21 de janeiro

Horário: 09h às 19h

Local: Cubo Itaú | Alameda Vicente Pinzon, 54 – Vila Olímpia, São Paulo – SP, 04547-130

Mais informações:

Startup espanhola desenvolve novas funções para seu aplicativo e cresce o número de lojas no Brasil

O ano de 2019 foi de crescimento no mercado de franquias. O setor obteve avanço nos três primeiros trimestres em relação ao mesmo período levantado em 2018. Os primeiro três meses a alta foi de 7%, no segundo foi de 5,9% e no terceiro o aumento foi de 6,1%, todos os dados em pesquisa feita pela ABF (Associação Brasileira de Franchising).

O segmento de lavanderias da Mr Jeff, de fevereiro até dezembro, abriu 59 lojas em todo o Brasil, divididos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Paraná, Rio Grande do Sul, Goiânia, Santa Catarina, Tocantins, Pará e o Distrito Federal.

A maior mudança foi em sua marca corporativa, a Mr Jeff se tornou Jeff e desenvolveu novas funcionalidades para expandir seu leque de serviços através do aplicativo “Jeff – O Super app de serviços”, mantendo as funções de lavanderia e adicionando as opções de cuidados com beleza e condicionamento físico, tudo isso em apenas um clique para satisfação e praticidade ao cliente.

“Essa expansão do nosso produto foi importante para abranger mais serviços de utilidade para as pessoas. Somado isso ao crescimento de franquias da Jeff espalhada pelo Brasil, terminamos 2019 com apreço pelo que foi feito, mas temos muito trabalho para 2020”, afirma Eloi Gómez, CEO e cofundador da Jeff.

O ano da Jeff também teve parcerias importantes ligadas ao esporte, a empresa se juntou ao Valencia, clube de futebol da Espanha e a seleção feminina de futebol da Argentina, para ser o patrocinador oficial da duas equipes para a temporada 2019/2020.

Ao todo, a startup obteve crescimento de 30% nos downloads do seu aplicativo e aumentou o números de lojas pelo país. Para o próximo ano, a Jeff espera mais inaugurações por vir. “Para o ano que vem há uma previsão mínima de duplicar o volume de lojas. O Brasil se tornou um ótimo mercado para os nossos serviços e é importante mantermos a expansão por aqui”, conclui Eloi.

Dassault Systèmes anuncia expansão do 3DEXPERIENCE Lab, programa de aceleração de startups para impactar positivamente o planeta

A Dassault Systèmes anuncia as novidades de seu laboratório de inovação aberta e de programa de aceleração 3DEXPERIENCE Lab. Dando continuidade em sua missão de fomentar inovações disruptivas que impactam positivamente a sociedade mundial, a Dassault Systèmes ampliou o alcance do 3DEXPERIENCE Lab ao acolher novas startups, incubadoras e novos parceiros como fab lab (laboratórios de fabricação) dentro de seu ecossistema internacional. O anúncio global está sendo divulgado esta semana, após pré-lançamento feito durante o 3DEXPERIENCE Lab, evento realizado no centro de arte digital Oficina das Luzes (Atelier des Lumières), em Paris.

Quinze novas startups vindas da Bélgica, China, França, Índia, África do Sul e Estados Unidos foram adicionadas ao programa de aceleração do 3DEXPERIENCE Lab, que permite a companhias selecionadas acessarem a plataforma 3DEXPERIENCE para desenvolver digitalmente seus projetos transformadores que impactam a sociedade, atendendo uma ou mais metas sustentáveis estabelecidas pelo plano de desenvolvimento das Nações Unidas (ONU), além de se beneficiarem de sessões especiais de mentoria e de capacitação. As startups escolhidas são a AgreenCulture (robótica agrícola inteligente), DAMAE Medical (dispositivo para detectar câncer de pele), FEops (simulações específicas para intervenções cardíacas em pacientes), Gyrolift (nova solução de mobilidade), Inali (prótese de mão acessível), PKvitality (solução vestível para diabéticos – bio-wearable) e SparkCharge (unidade de carregamento elétrico portátil e ultra-rápida). Os projetos baseados em comunidades incluem a Magic Wheelchair (organização sem fins lucrativos que cria roupas épicas para crianças cadeirantes) e o Open R2 (para projetar e construir o famoso robô R2-D2).

As startups estão sendo adicionadas ao programa acelerador que analisou mais de 500 ideias, muitas das quais avançaram significativamente nos últimos meses. Entre os exemplos estão a Biomodex, que está produzindo órgãos personalizados e impressos em 3D para simulação de cirurgias a partir de seu escritório localizado em Boston (Estados Unidos) e já arrecadando sua segunda rodada de financiamentos; a EEL Energy, que testou com sucesso sua membrana em um instituto francês; a Syo, que já vendeu mais de 11.000 instrumentos musicais sob medida; e a XSun que acaba de lançar seu drone solar de longo alcance não tripulado.

Desde a criação do 3DEXPERIENCE Lab na França em 2015, a Dassault Systèmes já o expandiu a iniciativa para os Estados Unidos e a Índia. Agora conta com mais de 25 parceiros entre incubadoras, aceleradoras, instituições de educação, desenvolvimento de empreendedores, fornecedores tecnológicos e fab labs em todo o mundo. Como um acelerador colaborativo aberto, o 3DEXPERIENCE Lab também se associou a empresas multinacionais para co-acelerar projetos promissores em setores específicos. Sua crescente comunidade de 1.200 mentores fornece conhecimento em disciplinas que incluem design, simulação, regulamentação e marketing.

Entre os novos parceiros de 2019 estão as incubadoras MIT Enterprise Forum CEE (Polônia), Greentown Labs (Estados Unidos), Centech (Canadá), OuiCrea (China) e Tshimologong (África do Sul); além deles, destaque à Escola de Negócios HEC (França); e o laboratório Communautique FabLab (Canadá).

“O 3DEXPERIENCE Lab é um exemplo do poder da inteligência coletiva, da inovação aberta e das plataformas digitais armazenadas em Nuvem para possibilitar inovações revolucionárias para o bem da sociedade mundial, com os ganhos que se alinham aos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU”, afirma Frédéric Vacher, Diretor de Inovação da Dassault Systèmes. “A Dassault Systèmes está buscando extensivamente apoiar o desenvolvimento do planeta por meio de projetos e comunidades em estágio inicial para reforçar ainda mais essa missão e contribuir para criar um mundo melhor”.

Huggies e Connect Car subsidiam vagas de startups fundadas por mulheres em programa de aceleração da B2Mamy

Voltado para mulheres que querem impulsionar sua startup, aprender os diversos conceitos do empreendedorismo e imergir nesse mundo ou implementar processos mais ágeis a B2Mamy , aceleradora que conecta mães empreendedoras ao ecossistema de inovação e tecnologia, criou o Pulse, programa de aceleração powered by Google for Startups focado em startups early stage, ou seja, que estejam na fase inicial.

A 7ª edição do Pulse, pela primeira vez, oferece 10 vagas subsidiadas pelas marcas apoiadoras, como Huggies e Connect Car. Para isso é preciso participar das seletivas até 24 de janeiro e preencher os seguintes critérios:

• Estar em estágio inicial (early stage);

• Ter um ou mais sócios em sua composição;

• Ao menos um dos sócios estar totalmente dedicado ao negócio;

• Ideias e soluções que partam de base tecnológica, mesmo que sem protótipo;

Com mais de três anos de atuação no mercado, a B2Mamy já acelerou mais de 170 empresas e já capacitou mais de 7.000 mulheres. As últimas turmas formadas pelo Pulse, juntas, já faturaram mais de R﹩ 4 milhões. Além da aceleração, as empresas ficarão incubadas por 4 meses na Casa B2Mamy para as rodadas de mentoria, networking e investimento.

Mais do que orientar ideias na fase inicial, a B2Mamy entrega informações essenciais para as mães empreendedoras, dando a elas oportunidades reais de na área das startups. “O programa Pulse nasceu com o intuito de trazer conexão a essas empreendedoras e a vivência do mercado na prática”, comenta Dani Junco, CEO e fundadora da aceleradora.

Cada uma das 10 empresas selecionadas pagarão R﹩ 2.500 do investimento total do Pulse presencial e R﹩ 1.500 do online, que normalmente custa R﹩ 15.000. As marcas buscam reduzir o gap de mulheres fundadoras de startups e líderes na áreas de tecnologia de olho na diversidade de gênero nesses ambientes. Enxergam longe, apoiando mulheres a competir no ecossistema de inovação – daí a união com a B2Mamy.

B2Mamy Pulse – 7ª turma

Seletivas até: 24 de Janeiro

Início das aulas: 13 e 14 de Fevereiro

Final das aulas: 19 de Junho

Local dos encontros: Google for Startups – Rua Coronel Oscar Porto, 70 – Paraíso*

*Alguns encontros acontecerão na Casa B2Mamy na Rua Mateus Grou, 576 – Pinheiros

Link Inscrição:

http://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfA8casUflFQeFUMd6r6xaESU6ZnITtqVQpogW_DBLjJWrkbg/viewform

Pulse:

http://www.b2mamy.com.br/single-post/Novidades-programa-de-Acelerao-B2Mamy-Pulse

Penhorar safras pode ser a solução da inadimplência no Agronegócio?

O penhor agrícola se tornou uma forma de garantia ao credor no momento da concessão de crédito até o prazo final do pagamento. Poderia ser a solução dos problemas, mas no atual mercado, esse meio de pagamento ainda não é uma forma 100% segura, e o motivo disso? A distância entre o financiador e o financiado.

Um dos meios ineficazes, mas muito usados pelos bancos e credores, são as hipotecas da terra. Essa forma de pagamento é difícil de reaver o pagamento por conta das terras já estarem hipotecadas.

“O penhor agrícola, quando bem utilizado, é a garantia que permite levar crédito com segurança a todos os segmentos do agro e aumentar sua carteira de financiamento na frente da concorrência. A solução é o financiador ter acesso às informações em tempo hábil para que consiga, caso necessário, executar a lavoura dentro do período da safra, garantindo assim o seu recebimento. Esse é o papel da TerraMagna: garantir que você vai receber seu investimento no final da safra”, explica Bernardo Fabiani, CTO da TerraMagna, agtech brasileira que atua na mitigação de riscos do agronegócio.

Com o monitoramento por satélites, uma das várias tecnologias usadas pela TerraMagna, é possível verificar a constituição da garantia – por selecionarem os melhores locais para o penhor, evitar seu esvaziamento e, caso necessário, levar à sua execução. “Trazer segurança para o financiador do agronegócio por meio de uma concessão de crédito informada e do uso correto do penhor agrícola é o principal objetivo da TerraMagna. Garantindo a segurança nas operações financeiras do agronegócio, empoderamos financiadores a atender novos segmentos da agricultura brasileira com segurança, reduzindo a assimetria de informação e facilitando o fluxo de crédito em todos os segmentos do agro”, continua Fabiani.

A TerraMagna realiza o monitoramento de lavouras por meio de um sistema próprio via satélite e também monitoramento de campo para acompanhar o grão do campo ao silo. O monitoramento funciona da seguinte forma: a empresa recebe o descritivo das operações de concessão de crédito e o financiador acompanha em tempo real a lavoura, chegando antes dos demais credores e evitando fraudes, como ausência plantio ou desvio do grão produzido. Caso sejam observados indícios de que haverá problemas no pagamento, o credor executa rapidamente o colateral e tem garantia de liquidez com a venda da lavoura. “Proporcionamos mais segurança nas operações financeiras do agronegócio, tornando o processo transparente e menos invasivo, com dados isentos”, finaliza o CTO da agtech.

Marco Legal das Startups potencializará investimentos no Brasil

Por Pedro Waengertner

Não existe uma fórmula mágica para transformar o Brasil e colocá-lo nas primeiras posições mundiais dos rankings de inovação. Mas se pudesse fazer uma aposta, seria através do empreendedorismo digital. Em um ambiente desafiador, a criatividade é o que prospera – e, se tem algo que o brasileiro sabe contribuir com o mundo dos negócios, é com soluções fora da caixa. Dobrar a taxa de criação de startups e incentivar ainda mais esse tipo de inovação pode ser a maneira ideal de gerar riqueza e tornar o país cada vez mais competitivo.

Ainda sem regras e regulamentações específicas, as startups se veem obrigadas a seguir as mesmas burocracias das empresas tradicionais. O que não condiz com o formato, ou mesmo agilidade, que elas necessitam para prosperar. O Marco Legal das Startups que tramita no Congresso irá melhorar o ambiente de negócios para as startups e, entre suas principais propostas, destaca-se, a criação de uma conceituação unificada de startup, e a simplificação de modelos societários, deixando mais fácil e barata a burocracia para se abrir e manter uma empresa.

A burocracia é um custo invisível que nem sempre colocamos na conta. Uma startup é uma organização enxuta por natureza e vejo o quanto a complexidade legal e tributária brasileira toma o tempo e energia dos empreendedores. A constituição das startups como Sociedade Anônima (SA), embora seja mais recomendada pela característica do negócio, muitas vezes não é a primeira opção do empreendedor, que acaba optando por alternativas que limitam o seu crescimento.

Outro ganho importante para o cenário de investimentos no Brasil, é a proteção ao investidor-anjo, o investidor pessoa física que aposta nas Startups logo no início. Os riscos na pessoa física assustam e limitam o potencial de financiamento destes negócios. Com a redução das taxas de juros, o investimento de risco está mais atrativo que nunca no Brasil, e poderá servir de combustível para o crescimento que precisamos no setor. Basta deixarmos claras as regras e garantir minimamente a segurança dos investidores.

Existem, claro, pontos de extrema atenção no pacote regulatório, como, por exemplo, deixar bem claro o que, de fato, é uma startup. É importante ter suas características definidas para que outras empresas, que não não se encaixam no modelo de startup, não tentem se enquadrar nessa categoria por falta de definições claras, se beneficiando indevidamente.

Com mais de 12 mil startups de portas abertas no Brasil, e quase R$ 10Bi investidos neste tipo de negócio apenas este ano, estamos caminhando para um ecossistema de primeira linha. O governo brasileiro deve ficar atento para conseguir acompanhar o ritmo e criar um ambiente que favoreça o nascimento e crescimento de ainda mais startups. Vivemos uma era em que corremos o risco de ficarmos para trás na competitividade global se não desenvolvermos formas de andar muito mais rápido do que andamos, principalmente no quesito inovação e tecnologia.

Mesmo vivendo um momento de amadurecimento do ecossistema nacional das startups – atraindo, inclusive, muitos investimentos internacionais – o país deve fazer um esforço para o fomento desse setor, ainda pouco explorado e que pode contribuir tanto para a geração de renda quanto para o aumento da oferta de empregos qualificados.

Pedro Waengertner, Co-fundador da ACE, empresa de inovação e investimento em startups
Anexos

Nestlé Health Science anuncia startups vencedoras de seu primeiro programa global de aceleração de negócios de eHealth

Nestlé Health Science, braço de saúde e ciência nutricional da Nestlé, definiu as startups vencedoras do programa Nestlé Beyond Food para acelerar projetos de eHealth (inovações de tecnologia na área da saúde) no primeiro semestre deste ano. As startups foram selecionadas por especialistas da companhia em uma tarde de apresentações, que marcou a fase decisiva do programa, realizado em parceria com a StartSe e a Innoscience.

Foram mais de 130 projetos inscritos, que passaram por uma triagem em duas fases até chegar às finalistas. As vencedoras foram Meplis, do Rio de Janeiro, e Insight Technologies, de São Paulo, que vão dividir um aporte de até R$ 1 milhão para desenvolvimento dos projetos que responderam a desafios de e-Health propostos por Nestlé Health Science. As soluções atendem à jornada do paciente no processo de desospitalização, bem como no suporte ao profissional de saúde, por meio de ferramentas que auxiliam na tomada de decisão e respondem às demandas de terapia nutricional desses pacientes.

Fundada em março de 2012, a Meplis provê serviços de informações personalizados para provedores de saúde e para o paciente por meio de soluções online SaaS (Software as a Service), aplicativos para web móvel e nativos. “Nosso objetivo é possibilitar aos pacientes uma melhor qualidade de vida”, avalia Pedro Ivo Neves Azevedo Machado, fundador da Meplis.

Já a Insight Technologies aposta no uso de tecnologia para desenvolver programas que ajudem a melhorar as condições de saúde e qualidade de vida de pacientes com condições crônicas. “Temos como premissa proporcionar ferramentas para que o paciente dê continuidade à terapia nutricional”, avalia o diretor da startup, Leonardo Zimmerman.

O Brasil é o primeiro país do mundo da Nestlé a executar um programa de aceleração de negócios de startups de eHealth. “Foi uma experiência muito valiosa para Nestlé Health Science de incentivar projetos e plataformas de serviços em saúde e nutrição. Tivemos entregas muito interessantes e esperamos proporcionar novas perspectivas para o mercado brasileiro de saúde, em prol dos pacientes e do empreendedorismo”, destaca Monica Meale, head de Nestlé Health Science Latam.

Metodologia

Os critérios utilizados para avaliar as startups envolveram o nível de inovação, riscos, a viabilidade financeira e os impactos da solução para o desafio proposto pela Nestlé. As startups finalistas apresentaram os projetos para uma banca de executivos de Nestlé Health Science Global e da Nestlé Brasil, que definiu as vencedoras. As selecionadas dividirão um aporte financeiro de R$ 1 milhão. O objetivo é que esse incentivo seja utilizado para o desenvolvimento de um projeto piloto pelas startups, em linha com os desafios propostos pelo programa, em quatro pilares: execução do negócio; outpatients; produtos e e-Health. A escolha das finalistas considerou soluções que atendam às necessidades de consumidores e clientes.

Abstartups divulga mapeamento de startups do Sudeste

Buscando compreender o ecossistema de startups nas mais diversas regiões do país e suas características locais, a Associação Brasileira de Startups (Abstartups) acaba de divulgar o 5º e último mapeamento de startups por região, desta vez, com foco no sudeste do país.

Com 4776 startups ativas na região, sendo São Paulo o estado com a maioria delas (65%), seguido por Minas Gerais e Rio de Janeiro (ambas com 19% cada); o ecossistema do sudeste é composto, em grande parte, por modelos de negócios do tipo SaaS (40%) e Marketplace (21%), que contam com equipes de até 10 colaboradores.

“O Sudeste é, sem dúvida, um dos polos econômicos mais aquecidos do País, concentrando, hoje, mais de 1/3 de todas as startups mapeadas. Porém, como o nosso intuito é dar visibilidade a novos polos, priorizamos no mapeamento as cidades que estão começando a ter destaque, tal como São José dos Campos (SP), que se posiciona como polo de hardtechs e indústria, concentrando seus negócios nos setores Agro (20%) e meio ambiente (30%), em serviços e produtos para outras empresas (56%)”, pontua Amure Pinho, presidente da Associação Brasileira de Startups.

Entre as cidades, São Paulo assume a liderança com 46%, seguida do Rio de Janeiro (12%) e Belo Horizonte (10%). Entre os cinco primeiros, também está Uberlândia, com 104 startups ativas, a maioria em fase de tração e operação (39% cada, onde foi criada a comunidade UberHub (MG), indicada como finalista do último Startup Awards, com o objetivo de gerar densidade e conexões no ecossistema e que tem tornado o ecossistema local um dos mais vibrantes na região.

Como destaque temos também para a cidade de Campinas (SP), origem da unicórnio QuintoAndar, focada no aluguel de imóveis, que possui hoje 115 startups ativas, que possui ainda outros cases de sucesso como a Trustvox, a Super Lógica, a Agrosmart, a Movile e o PJBank, contendo uma academia forte através de universidades como a PUC Campinas, Unicamp, Inova Business School, com forte reputação e programas voltados para o empreendedorismo; Além de um ótimo relacionamento com grandes corporações que orbitam o ecossistema, tal como Ambev, Petrobrás, IBM e Bosch, motivadas por talento e outros pontos forte da cidade, cuja maioria dos negócios (38%) ainda está em fase de tração.

Para acessar o mapeamento completo, acesse: http://abstartups.com.br/mapeamento-sudeste

Pesquisa da ABFintechs e da PwC Brasil revela que 48% das fintechs dobraram de tamanho em 2019

A Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) e a consultoria e auditoria PwC Brasil anunciam o lançamento da pesquisa Fintech Deep Dive 2019, produzida com base nas respostas de 205 fundadores de companhias brasileiras de tecnologia financeira, ouvidos no segundo semestre de 2019.

Em sua segunda edição, a pesquisa revela que, atualmente, 73% das fintechs brasileiras estão concentradas na região Sudeste, com mais da metade do total presente no estado de São Paulo. Os números também mostram que 48% dessas fintechs dobraram de tamanho e mais de um quarto pretende dominar tecnologias de biometria e gestão de identidades em 2020, abrindo caminho para uma transformação na experiência do consumidor, com a eliminação de pontos de atrito.

“Esses números revelam o otimismo que permeia as fintechs: 50% delas esperavam um crescimento de mais de 100% da receita este ano, e quase a totalidade desse número conseguiu. A redução do percentual que espera atingir o breakeven (ponto de equilíbrio) nos próximos dois anos – de 85%, em 2018, para 66% nesta edição – também demonstra que as empresas estão mais maduras, trabalhando de outra maneira”, afirma Luis Ruivo, sócio da PwC Brasil.

Das 205 empresas consultadas, 8% estão na fase de idealização ou desenvolvimento de um produto viável mínimo (MVP, na sigla em inglês), sem clientes e em processo de validação; 62% estão em fase de início de operação (com clientes e faturamento abaixo de R﹩ 5 milhões) e 30% estão em processo de expansão ou consolidação (com clientes, já validadas pelo mercado e com faturamento acima de R﹩ 5 milhões ou R﹩ 20 milhões, respectivamente). O destaque se dá aos segmentos de meios de pagamento (22,4%) e crédito (21%), que continuam sendo os setores com mais fintechs atuantes.

Ganhando mais projeção em 2019 em relação a 2018 e saindo do quinto para o terceiro lugar, estão os bancos digitais (10%). “Há o desejo dos clientes de viver uma experiência diferente que proporcione, a partir do toque no celular, a abertura de uma conta com menores taxas, além de contratar serviços e produtos financeiros diferenciados, com menos burocracia e maior praticidade e rentabilidade. Além disso, observamos que os clientes estão cada vez mais exigentes, querendo produtos e atendimento personalizados, o que abre bastante caminho para que as fintechs se destaquem”, diz Ingrid Barth, diretora da Associação Brasileira de Fintechs.

Os dados constataram, ainda, que aumentou o número de fintechs com receita entre R﹩ 1 milhão e R﹩ 5 milhões, de 16% para 22% entre 2017 e 2018, e que 15% das fintechs tiveram investimentos estrangeiros. Dentre as principais barreiras relacionadas à gestão, as maiores continuam sendo atrair recursos humanos qualificados e o alcance da escala necessária para a operação, com percentuais semelhantes aos registrados no ano anterior (50% e 42%, respectivamente).

Comunicação com os clientes

Com a popularização das fintechs, o sistema de comunicação com os consumidores vem mudando constantemente, com os meios eletrônicos predominando entre os canais de contato com os clientes.

Enquanto 42% dos clientes preferem resolver suas dúvidas pela web, 28% optam pelo aplicativo de celular. Os números também mostram que 14% ficaram com o correio eletrônico, 7% preferem as redes sociais, 7% optam pelas ligações telefônicas e apenas 1% ainda escolhem a agência física como principal forma de contato.

Fintechs e instituições tradicionais

As fintechs e os bancos tradicionais estão se unindo cada vez mais devido aos interesses de negócios complementares. Importante para ambos, o open banking está sendo regulamentado pelo Banco Central e deve começar a funcionar no país em 2020.

Em geral, bancos e seguradoras veem a colaboração com as fintechs como uma forma de acesso à inovação. Já as fintechs encaram essa oportunidade como um trampolim para ganhar escala e viabilizar seus negócios.

Apostas tecnológicas para 2020

As cinco principais tecnologias que as fintechs dominam continuam sendo mobile, cloud, data analytics, inteligência artificial (IA) e robotização. Entre as mais visadas para dominar, há uma predominância muito maior de IA (26%), sobretudo considerando que machine learning (subcampo da IA que foi destacado como uma das alternativas da pesquisa) é a segunda tecnologia mais mencionada pelos entrevistados (25%).

Além de possibilitar a personalização de produtos e serviços para uma grande massa de clientes, a IA é uma tecnologia essencial para ajudar as fintechs a gerenciar riscos, prevenir fraudes e combater a lavagem de dinheiro, com base no monitoramento e na análise dos dados de comportamentos dos clientes. Ela permite também a automação de processos para reduzir custos administrativos, a identificação precoce de novas demandas de mercado e o desenvolvimento de previsões sobre a curva de preço dos ativos para os gestores de investimentos.

2020: o poderoso ano das startups

Por Daniel Domeneghetti

Ebulição é o estado ideal para definir o mercado de startups em 2020 no Brasil. Se 2019 o momento foi dos investidores, no próximo ano o protagonismo será das startups. Se pudesse escolher uma frase para representar o futuro próximo, não titubearia em dizer que a citação ideal seria “juntar a fome com a vontade de comer”.

Não será raro ver o aumento de lançamentos de fundos de investimentos para startups no Brasil, tanto privados, via companhias da velha economia, como públicos, vide BNDES, BRDE e bancos regionais. O investidor brasileiro está faminto em desbravar mercados na busca por novos modelos de negócios. Os setores financeiro e varejista fiquem em alerta. Anjos olharão para e por vocês. Seja com soluções tecnológicas ou metodologias disruptivas, estes nichos poderão ser beneficiados pelo boom do empreendedorismo inovador, uma vez que lidam direta e indiretamente com os desejos do cliente final.

Nomes de peso do ecossistema do empreendedorismo nacional vão se aliar às startups em 2020. É a adaptação encontrada por essa classe, que foi concebida e projetada para resistir aos dissabores da velha economia. Igualmente às empresas tradicionais, que se curvarão às startups como uma das maneira de acompanhar o ritmo frenético do consumidor empoderado digitalmente, tal qual fez o Bradesco com o Inovabra e o Itaú com o Cubo. Reinvenção será a palavra de ordem na nova década!

Com um 2020 que prevê crescimento de pelo menos 2%, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o desafio será afinar os propósitos entre empresários tradicionalistas com startupeiros da nova geração. Tudo porque devido a um choque geracional de ideias e ideais, temos de um lado uma avalanche de pessoas com conhecimento e boa vontade querendo transformar o mercado. Do outro lado, instituições sedentas para injetar dinheiro em um produto novo. A soma disso é uma quantidade expressiva de novos empreendedores que darão o sangue em busca da carta de alforria: receber um bom aporte de dinheiro pela sua brilhante ideia e fim!

Adianto em responder que está errado! Não precisamos de empreendedores querendo apenas levantar fundos. Precisamos criar o empresarismo, ou seja, criar empresários, que passam parte da vida se dedicando aos negócios e fazendo com que eles se desenvolvam e deem frutos no mercado. É disso que precisamos! E tem um ano, uma década inteira, para aliar a fome dos investidores com a vontade de comer das startups. O tempo é agora e já começou.

Daniel Domeneghetti, especialista em práticas digitais no relacionamento com cliente e CEO da E-Consulting Corp.

Fintech Cash Me lança Programa Jovens Talentos 2020

A Cash Me, fintech pertencente ao Grupo Cyrela com foco no segmento de home equity, anuncia o lançamento do seu primeiro “Programa Jovens Talentos 2020”, com o objetivo de atrair estagiários e trainees para a operação. Todas as vagas são para atuação no escritório de São Paulo (SP) e as inscrições podem ser feitas até o dia 31 de janeiro.

O programa irá selecionar 4 trainees, em cada uma das seguintes áreas: Novos Negócios, Marketing, Inovação e Controladoria, com previsão de formatura entre Dez/2020 a Dez/2021. Com o objetivo de encontrar os melhores talentos do Sul e do Sudeste, a seleção de trainees e dinâmicas de grupo acontecerá em São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre e Florianópolis.

Para o programa de estágio, será aberta uma vaga para atuação na área de Finanças. Os candidatos devem ter previsão de conclusão do curso entre Dezembro de 2020 a Dezembro de 2021.

A admissão dos colaboradores será realizada em abril de 2020 e, por meio desse programa, os candidatos terão a oportunidade de trabalhar diretamente com as lideranças das respectivas áreas da empresa. Estagiários e trainees serão acompanhados durante 20 meses por um programa de desenvolvimento e vão receber treinamentos específicos em suas áreas de atuação.

Os futuros profissionais da Cash.Me precisam demonstrar competências importantes para acompanhar o desenvolvimento do negócio, as chamadas soft skills, alinhadas com um pensamento estratégico, trabalho em equipe, vontade de crescimento e criatividade para buscar novas ideias para contribuir com o desempenho do negócio. “Buscamos jovens que tenham vontade de aprender e que queiram trabalhar em uma empresa jovem, moderna e dinâmica. Os novos profissionais Cash Me terão a oportunidade de conhecer e construir com todo o time a Cultura e os Valores da fintech”, destaca Juliano Bello, co-founder da Cash.Me.

Entre os benefícios do programa, os estagiários e trainees terão respectivamente bolsa-auxílio e os salários compatíveis com o mercado. Ambos, terão direito assistência médica e odontológica, vale transporte, vale refeição, parceria com academias e seguro de vida. Para se inscrever acesse: http://talentoscashme.gupy.io/.

Impacta Open Startup é o mais novo Hub de inovação do Brasil

Os modelos tradicionais de incubadoras e aceleradoras vem sendo substituídos, paulatinamente, por modelos menos mecânicos e mais focados em validar ideias, construir times e colocar de pé modelos de negócios com diferenciais significativos. E é com este foco mais simplista, mas que traz mais agilidade e resultados práticos e mensuráveis para novos empreendimentos e startups no país, que nasce o Impacta Open Startup, um hub de inovação que vinha operando dentro de um módulo experimental desde o primeiro semestre do ano e que agora é lançado oficialmente.

Idealizado pela Faculdade Impacta, líder no segmento de ensino de tecnologias digitais; a DUXcoworkers, que utiliza as boas práticas de UX e cultura de coworking para desenvolver projetos inovadores; e a My First IPO, plataforma de Equity Crowfunding, a iniciativa tem como objetivo fomentar o ecossistema de inovação e de novos negócios no Brasil, suprindo a necessidade de médias empresas e startups evoluírem o desempenho de resultados através de venture builder e crowdfunding. “O maior desafio de empreendedores não está somente na tecnologia, no modelo de negócios, na escolha do time ou na velocidade do crescimento. O grande desafio do empreendedor é entender os fundamentos e aprender como construir uma empresa inovadora para o longo prazo”, explica Adolfo Menezes Melito, presidente da My First IPO.

A iniciativa ocorre dentro da Faculdade Impacta, que já operou mais de 1,2 mil projetos de startups e, além das empresas parceiras, também contará com o apoio dos alunos. A ideia é utilizar o pitch reverso, em que a My First IPO entra com o acesso ao capital de risco, oferecendo caminhos para o financiamento, e a DUXcoworkers no desenvolvimento de soluções com a aplicação de técnicas de Design e User Experience. “As empresas e startups têm dificuldade em tomar decisões quando o foco é a experiência do usuário. Falta assertividade nos projetos frente aos objetivos de seu criador e os anseios do público a ser atingido. Se os consumidores têm o poder de decisão, é preciso encantá-los e fidelizá-los. E é aí que o design de experiência entra e trilha um caminho para que estas empresas prosperem”, explica Melina Alves, CEO da DUXcoworkers.

Após a análise da empresa ou da startup, todo o time da Impacta Open Startup tem cinco dias úteis para apresentar um relatório com sugestões, além de prover assistência durante 30 dias para estruturar um plano máster de inovação para a empresa. “Esse novo ecossistema é essencial para dar agilidade e velocidade no desenvolvimento dos projetos”, explica Célio Antunes, presidente do Grupo Educacional Impacta Tecnologia. “Essa conversa começou há um tempo com essa essência, que é a colaboração de três empresas pioneiras e de caráter eminentemente inovador, e é desta forma que esse hub é concretizado”, finaliza o executivo.

Estudo global da KPMG aponta 4 startups brasileiras como as mais inovadoras do mundo

O Brasil tem quatro fintechs (startups que atuam na área de finanças) entre as cem mais inovadoras do mundo, segundo a sexta edição do relatório Fintech100 de 2019 elaborado pela KPMG. As empresas são as seguintes: Nubank, Banco Inter, Creditas e Rebel. Elas foram selecionadas após pesquisas e análises globais com base em dados relacionados a cinco fatores. O levantamento foi feito em conjunto com a H2 Ventures em 29 países.

O estudo separa as empresas selecionadas em duas categorias: Top 50 na qual constam as melhores do setor que foram classificadas em inovação, aumento de capital, tamanho e localização; e a outra chamada de Emerging 50 que reúne as mais novas que estão na vanguarda de tecnologias e práticas inovadoras

“Um número cada vez maior de fintechs do Brasil está ganhando destaque na pesquisa, aumentando a representação brasileira no levantamento. Isso demonstra a importância que as startups de finanças daqui estão tendo em todo o mundo. Já com relação aos destaques globais, constatamos um aumento relacionado às empresas da região Ásia-Pacífico (incluindo a China) que ocuparam as seis primeiras posições e sete das dez primeiras posições do ranking das empresas de fintech em 2019,” analisa o sócio da KPMG no Brasil, Oliver Cunningham.

Sobre os números globais:

Empresas da China e da região Ásia-Pacífico aparecem entre as dez primeiras colocadas no relatório. Assim como em 2018, a lista deste ano mostrou as empresas de pagamentos e transações na liderança, representando 26 das empresas do ranking. Elas foram seguidas por empresas de gestão de patrimônio (20), companhias seguradoras (17) e empresas de concessão de crédito (15).

A China, que liderou o ranking do relatório Fintech100 nos últimos três anos, contou com três empresas entre as dez primeiras posições no relatório deste ano. De forma geral, a região Ásia-Pacífico dominou o top 10 por mais um ano, com cinco empresas no ranking. Duas empresas localizadas na Índia também figuraram entre as dez primeiras colocadas neste ano, assim como duas empresas dos Estados Unidos e uma do Reino Unido (veja o ranking completo das 10 primeiras posições abaixo).

As 10 primeiras posições do Fintech100 de 2019:

As dez primeiras colocadas são as seguintes: Ant Financial (China), Grab (Cingapura), JD Digits (China), GoJek (Indonésia), Paytm (Índia), Du Xiaoman Financial (China), Compass (Estados Unidos), Ola (Índia), Opendoor (Estados Unidos) e OakNorth (Reino Unido).

Os fatores de seleção utilizados são o total de capital obtido; taxa de obtenção de capital; diversidade geográfica; diversidade setorial e elemento X que leva em conta o nível de inovação em produtos, serviços e modelos de negócios.

Programa de aceleração global para startups de energia, o Free Electrons, está com inscrições abertas

O Free Electrons, programa global de aceleração focado em startups de energia em fase de scale up em mercados internacionais, está com inscrições abertas até 31 de janeiro de 2020. A iniciativa, que está na quarta edição, busca apresentar as mais promissoras startups do setor elétrico em todo o mundo às 10 utilities líderes do setor. Ao todo, o programa vai selecionar 30 empresas que terão a oportunidade de apresentar suas ideias em um Bootcamp que acontece em março, em Singapura, e apenas 15 passarão para a fase seguinte.

Como nos três anos anteriores, o programa será divido em três módulos. O primeiro acontecerá em junho em Sydney, na Austrália; o segundo acontecerá pela primeira vez em São Paulo, no mês de setembro; e o último será em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde será anunciada a grande vencedora, que receberá o prêmio de 200 mil dólares.

O programa tem como membros a EDP, American Electric Power (EUA), AusNet Serviços (Austrália), CLP (Hong Kong), DEWA (Dubai), ESB (Irlanda), innogy (Alemanha), Origin Energy (Austrália), SP Group (Cingapura) e Tokyo Electric Power Company (Japão). O Free Electrons é apoiado pela Beta-i (Portugal).A cada ano, o Free Electrons recebe perto de 500 candidaturas de startups de todos os continentes, que se propõem a criar um projeto-piloto nas áreas da mobilidade, energias limpas, redes inteligentes, digitalização e serviços de apoio ao cliente. Nas últimas três edições, mais de mil startups de 65 países se inscreveram e foram investidos cerca de US$ 11 milhões pelas companhias envolvidas. Só na edição deste ano, foram criados 59 pilotos.

As inscrições podem ser realizadas até 31 de janeiro no link http://freeelectrons.org/.

Maior programa global de aceleração do setor elétrico

O Free Electrons é conhecido como o programa de aceleração mais relevante do mundo no setor de energia e permite a startups maduras do setor terem acesso a parceiros mundiais, que podem ajudá-las a se expandir para novos mercados. As 10 utilities que fazem parte do programa têm, juntas, cerca de 80 milhões de clientes e estão presentes em mais de 40 países.

Em 2019, o prêmio de melhor startup foi concedido à Ev.energy. A empresa está desenvolvendo pilotos focados em soluções para clientes com AEP (EUA), innogy (Alemanha) e ESB (Irlanda). As três edições anteriores do Free Electrons geraram um montante total de cerca de US$ 10 milhões de dólares nos contratos firmados entre as startups e as 10 utilities. Em três edições, o programa recebeu inscrições de mais de 1.400 startups de 75 países.

Exemplos disso são o Loqr, provedor de segurança de autenticação que recebeu investimento da EDP Ventures, em Portugal; a Kisensum, fornecedora de software de gerenciamento de frota adquirida pela ChargePoint (EUA); e a Fresh Energy, que também se tornou parte do hub de inovação da alemã Innogy por conta do medidor inteligente para clientes domésticos de grandes fornecedores de eletricidade.