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InovAtiva Brasil amplia sua atuação regional

Não é só por startups que é formado o ecossistema inovador brasileiro. Mentores, investidores e grandes empresas também fazem parte deste universo, assim como os líderes de comunidades e agentes de inovação, ou seja, pessoas empenhadas em fomentar o empreendedorismo inovador do estado onde moram.

Entre 13 de dezembro de 2019 e 06 de janeiro de 2020, o InovAtiva Brasil, maior programa de aceleração de startups da América Latina, recebeu mais de 210 inscrições de interessados em movimentar diferentes grupos em prol de um ecossistema mais próspero.

Ao todo, foram 64 selecionados de 27 unidades federativas brasileiras, sendo 29 pessoas para a função de Líder de Comunidade e 35 para o cargo de Agente InovAtiva. A partir de agora, eles vão trabalhar voluntariamente mobilizando organizações, pessoas, empresas e governos que queiram promover o empreendedorismo inovador.

Para isso, irão disponibilizar duas horas semanais para realizar palestras, promover eventos, buscar oportunidades de conexão para as startups regionais com o apoio da rede do InovAtiva Brasil e encontrar as melhores soluções para serem aceleradas pelo programa.

Junto a eles, os 18 Líderes Veteranos e 150 Disseminadores serão os responsáveis por incentivar os empreendedores locais a submeter propostas e os apoiar nesse processo, viabilizando uma comunicação mais efetiva e direta entre o programa e potenciais empreendedores.

“A integração destes parceiros permite que o programa tenha uma equipe presente em todo o Brasil e viabiliza diversas ações de grande relevância para o andamento do InovAtiva Brasil, como a prospecção de empreendedores para participação no programa e a oferta de oficinas de pitch, necessárias para o desenvolvimento da startup”, analisa o gerente de Inovação do Sebrae, Paulo Renato Cabral.

Funções

Cada uma das categorias citadas acima tem papel fundamental na promoção de inovação no Brasil. Abaixo listamos a atuação que cada um deles terá:

• Líder de Comunidade: Mapeia e identifica pontos de atuação para melhoria do ecossistema local, articula com players regionais para fortalecimento da comunidade e é o responsável por representar o InovAtiva em seu estado;

• Líder Veterano: Participou da turma de 2019 e agora têm a missão de mentorar, sendo um board consultivo e de apoio à ação dos novos representantes em 2020;

• Agente InovAtiva: Responsável pela divulgação do programa em sua região por meio de eventos e ações focados na capacitação das startups locais. Também apoia os Líderes de Comunidade;

• Disseminador: Parceiro de divulgação e disseminação de oportunidades ligadas à rede InovAtiva.

Processo seletivo

Composto por três etapas (triagem, entrevista e divulgação dos escolhidos), o processo seletivo avaliou os inscritos com base na experiência e conhecimento que estes demonstraram em relação ao universo das startups, motivações, entendimento, mapeamento e articulação no ecossistema local. Atividades ligadas ao empreendedorismo e empreendedorismo social foram consideradas como diferenciais.

“Estamos muito animados com o alto interesse de profissionais de todo o Brasil que gostariam de representar o InovAtiva. Buscávamos pessoas empenhadas em evoluir e liderar mudanças no seu ecossistema local de startups. Como resultado, encontramos nada menos que 231 profissionais que acreditam na colaboração e articulação empreendedora como ferramenta para um país melhor. A partir de agora, o InovAtiva Brasil conta com 82 agentes voluntários em todos os estados do Brasil”, comenta Gustavo Ene, Secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia.

Para conhecer o perfil dos selecionados para participar da equipe InovAtiva Brasil, acesse: http://www.inovativabrasil.com.br/representantes/

Hisnëk capta R$ 1 milhão em terceira rodada de investimentos

Alinhada com as demandas atuais de saúde mental no ambiente de trabalho, a Hisnëk acaba de receber uma nova rodada de investimentos. A startup, que desenvolveu uma Inteligência Artificial para ajudar colaboradores e gestores com a identificação de problemas, recebeu R$ 1 milhão para seguir com o desenvolvimento de sua solução.

Fundada em 2014 pela economista Carolina Dassie, a Hisnek concluiu sua terceira rodada de investimentos, com a participação de investidores como, Claudio Haddad, um dos fundadores do Insper e presidente do Conselho Deliberativo da faculdade.

Entre 2016 e 2017 a startup já havia captado 360 mil reais em duas rodadas. “É uma honra termos a reafirmação da confiança de nossos investidores em nosso produto. A saúde mental no ambiente de trabalho é uma demanda cada vez mais latente e estamos aqui para sanar essa dor, tanto de funcionários como dos gestores de RH”, afirma a empreendedora.

Antevendo o cenário atual, a Hisnëk evoluiu seu serviço de assinaturas de lanches saudáveis e pivotou para o mercado empresarial, com uma solução pautada nas necessidades de gestores e funcionários. Desenvolveu a Ivi, inteligência artificial da Hisnëk que interage com colaboradores por meio do app para compreender seu comportamento. “Com os dados, fornecidos de forma anônima, cria-se um relatório mensal clusterizado que mapeia grupos e, dentro deles, quem tem maiores chances de desenvolver problemas de saúde mental. Assim é possível propor soluções assertivas para os pontos críticos das empresas clientes”, explica Carolina Dassiê, fundadora e CEO da Hisnëk.

A Hisnëk é utilizada em empresas como Nokia, Dasa e Alelo, entre outras pelo Brasil, que somam mais de 80 mil vidas atendidas. Recentemente a startup fez parte do programa de aceleração da Neo Química, o Neo Acelera, que levou em conta o potencial de impacto social, qualificação da equipe de liderança e o potencial de escalabilidade do produto.

BTG Pactual adquire fatia da CredPago

O BTG Pactual, maior banco de investimentos da América Latina, acaba de anunciar a aquisição de 20% da CredPago. A empresa, que foi fundada em 2016 e tem entre seus sócios Bruno Gagliasso, nasceu com o objetivo de desburocratizar o mercado imobiliário e desenvolveu uma solução disruptiva para substituir a figura do fiador na locação de imóveis, permitindo ao locatário fazer o processo em poucos cliques e até pagar com cartão de crédito.

“Estamos muito felizes em nos unirmos ao BTG Pactual para formarmos uma empresa ainda maior e mais forte. Além da segurança, agilidade e flexibilidade que já caracterizavam nosso negócio, agora também contamos com a robustez e solidez de uma instituição com presença global para passar a oferecer o seguro garantia financeira”, destaca Sandro Westphal, um dos sócios da CredPago.

Para Leonardo Felix, sócio responsável pelas áreas Corporate e Insurance do BTG Pactual, o negócio sinaliza o momento de transformação e oportunidades do mercado imobiliário. Além disso, reforça a presença e atuação do banco no setor por meio de uma empresa que se destacou pela capacidade de inovar constantemente com soluções para esse mercado. “Ao ter simplificado a jornada de locação, possibilitando maior dinamismo entre as partes envolvidas no processo, a CredPago revolucionou a experiência do aluguel. A empresa foi brilhante em se consolidar como verdadeira parceira das imobiliárias, chegando a mais de 44 mil contratos sob gestão e mais de 9 mil imobiliárias cadastradas em todo o Brasil. Nossa entrada irá impulsionar ainda mais esse crescimento e a taxa de conversão das imobiliárias parceiras da companhia”, ressalta o executivo.

A CredPago busca acelerar seu crescimento em um mercado estimado de 13 milhões de moradias locadas (17% do total) que movimenta R﹩ 150 bilhões ao ano. Com o novo sócio, o portfólio de produtos, serviços e soluções será ampliado, tornando a plataforma mais moderna e a experiência ainda mais completa, facilitando cada vez mais a vida de proprietários, locatários e imobiliárias. O BTG Pactual poderá ampliar sua participação para até 26,25% na nova plataforma, sujeito a determinadas condições.

Programa de inovação gradua startups com tecnologias digitais para o agronegócio

Investidores, representantes de empresas de tecnologia, empreendedores e especialistas acompanharam, no último dia 13, o evento de graduação das 11 startups aceleradas na primeira edição do programa TechStart Agro Digital, promovido pela Embrapa Informática Agropecuária e a Venture Hub. As startups apresentaram soluções digitais voltadas ao setor do agronegócio em áreas como bioinformática, aplicação de defensivos, operações de crédito, agricultura de precisão, manejo de pastagens, irrigação inteligente, gestão da propriedade, uso de drones e cana-de-açúcar.

Iniciado em setembro de 2019, o TechStart Agro Digital atraiu o interesse de pelo menos 94 startups de 20 estados brasileiros. Ao longo de 21 semanas, as selecionadas participaram de mentorias especializadas e treinamentos que ajudaram na validação dos seus produtos e no aperfeiçoamento do modelo de negócios, além de outras ações focadas no relacionamento com investidores interessados em alavancar as novas tecnologias. O evento Demo Day foi mais uma oportunidade das novas empresas mostrarem seus resultados e também para parceiros estratégicos conhecerem melhor novas soluções disponíveis no mercado.

O objetivo do TechStart Agro Digital é impulsionar a chegada dessas novas tecnologias ao mercado, de forma que ofereçam soluções para problemas reais da agricultura, tragam benefícios para o agricultor e agreguem mais valor à produção agrícola. A iniciativa atende também aos interesses de empresas parceiras na busca por tecnologias com potencial para integrar seus negócios, com possibilidades de investimentos. O TechStart Agro Digital conta, ainda, com o apoio da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec).

A chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, Silvia Massruhá, destacou as iniciativas da Embrapa em participar desse ecossistema de inovação aberta e, em especial, de apoiar ações em agricultura digital. Além de beneficiar o desenvolvimento das startups, o programa de aceleração também “ajuda a Empresa a levar suas pesquisas e tecnologias de forma mais ágil para o setor produtivo”, enfatizou Silvia.

O segmento de empresas startups com foco em inovações para o agronegócio, as chamadas agtechs, vem crescendo no País. Levantamento realizado pelo estudo Radar AgTech Brasil no ano passado, mapeou ao todo 1.125 startups distribuídas em todas regiões, atuando no desenvolvimento de tecnologias para toda a cadeia produtiva, com aplicação dentro e fora da propriedade rural.

“O futuro do agronegócio passa por aqui”, disse o vice-presidente de Corporate Innovation da Venture Hub, José Eduardo Azarite, durante o evento. Ele destacou a integração, o espírito de colaboração e a abertura para aceitar o erro de todos os envolvidos, quesitos fundamentais nesse tipo de experiência. Também lembrou o ambiente extremamente favorável do município para promover a inovação. “Campinas tem uma possibilidade única por conta da quantidade de instituições de ensino e pesquisa e de empresas que temos aqui nesse ecossistema”, afirmou.

Azarite ainda reforçou os benefícios oferecidos às startups participantes do programa, como a notoriedade e vanguarda tecnológica da Embrapa, incluindo o compartilhamento de ativos tecnológicos e mentoria, além da expertise da Venture Hub e a visão de ecossistema e de colaboração entre instituições, pessoas e equipes com objetivos comuns.

Para o diretor da Venture Hub, Érico Pastana, o processo de desenvolvimento de agtechs tem características que diferem daquelas startups que são “apenas digital e não agro digital”. Segundo ele, “o ciclo de aprendizado é diferente, a experimentação acontece em outro ritmo e tem características bastante específicas dentro dos diferentes temas ligados ao agronegócio”. Por isso, é fundamental contar com mentores e profissionais altamente especializados, com grande conhecimento e capacidade, ressalta.

Passaram pelo programa TechStart Agro Digital mais de 80 mentores, além de representantes de grandes empresas, sendo que ao menos cinco startups receberam propostas de investimento durante o processo de aceleração. Três das startups graduadas no programa também foram selecionadas para a terceira edição da chamada de investimentos Pontes para Inovação, uma iniciativa da Embrapa, Cedro Capital e parceiros para conectar agtechs com investidores. As startups selecionadas são IZAgro, Dominus Soli e Brazsoft.

Nova rodada

Durante o evento também foi lançada a segunda rodada do TechStart Agro Digital (Batch 2020). As inscrições já podem ser feitas no site do programa. Além da mentoria técnica, os participantes terão apoio nas áreas jurídica, de propriedade intelectual e contábil e ainda facilidades de acesso a campos experimentais da Embrapa e à infraestrutura do Innovation Hub Campinas, um espaço de colaboração e inovação aberta.

As startups também poderão utilizar gratuitamente as informações e modelos agropecuários gerados pela Embrapa disponíveis na plataforma AgroAPI. A ferramenta contempla desde dados sobre cultivares e produtividade até zoneamentos agrícolas. As informações são acessadas por meio de APIs (interface de programação de aplicativos, na tradução do inglês) e podem ser úteis, por exemplo, no desenvolvimento de soluções para planejamento, monitoramento e gestão da produção.

Confira a relação das startups graduadas:

• Aptah: Empresa de pesquisa e desenvolvimento de novos defensivos e kits diagnósticos para o mercado agroindustrial e pet. Especialista em biologia computacional, já recebeu R$ 1,3 milhão em capital de fomento. Está presente em Goiás, São Paulo e em Delaware (EUA).

• Birdview: Desenvolve, fabrica e opera implementos agrícolas para liberação de insumos biológicos em larga escala e a baixo custo.

• Brazsoft: Desenvolve soluções que ajudam na organização dos dados e os transformam em informações objetivas da real situação financeira e produtiva de toda a fazenda.

• Dominus Soli: Empresa pioneira a desenvolver soluções focadas no planejamento e monitoramento dos serviços de aplicação aérea de agroquímicos. Por meio da rastreabilidade das operações, possibilita aumento de controle, produtividade e mitigação dos riscos socioambientais.

• Gira: Fintech que tem o objetivo de levar maior segurança para operações de crédito agrícola. Atua em todas as regiões produtivas brasileiras e já geriu mais de R$ 4 bi em títulos e cessões de crédito, em mais de 1 milhão de hectares. Oferece serviço para concessores de crédito assim como estrutura e tomada de risco em CRAs e FIDCs.

• Inceres: Plataforma digital agronômica flexível capaz de armazenar e processar dados estruturados e não estruturados para suportar as decisões no negócio. Entende a tecnologia digital como um meio para ampliar a capacidade humana de tomar as melhores decisões no agronegócio.

• IZagro: Plataforma mobile e web gratuita que leva informações e alertas para mais de 50 mil agricultores em todo Brasil e os ajuda a tomarem melhores decisões, conectando-os com consultores e distribuidores de insumos para busca de melhores oportunidades de informações e negócios.

• Pasto Sempre Verde: Plataforma de gestão e manejo inteligente de pastagens que permite a multiplicação da produção de carne sem usar um único alqueire a mais de terra.

• Pitaya Irrigation: Oferece soluções digitais e analógicas a partir de sensores de umidade do solo patenteados pela Embrapa e a Tecnicer Tecnologia Cerâmica, para ajudar agricultores a irrigar com mais eficiência, precisão e sustentabilidade, de modo a produzir mais com menos desperdício.

• Precision Cane: Desenvolve tecnologias para a geração de toletes de cana padronizados e de alta qualidade, buscando tornar sustentável o plantio de cana-de-açúcar.

• Verde Drone: Plataforma digital que conecta pilotos de drones, agrônomos e empresas mais próximas das áreas agrícolas. Desta forma, oferece uma rede que agiliza a produção de mapas georreferenciados e outros serviços, todos conectados por aplicativo, gerando valor na cadeia do agronegócio.

Associação Brasileira de Startups tem novo diretor executivo

A Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade sem fins lucrativos que representa o ecossistema brasileiro de startups, anuncia mudanças no seu quadro diretivo. Após quase cinco anos à frente do cargo, Rafael Ribeiro passa a Direção Executiva para José Muritiba, ex-diretor comercial da Associação.

Com larga experiência em empreendedorismo e vivência in loco em ecossistemas plurais, Muritiba foi organizador da Conferência Amazônica de Empreendedorismo e Inovação (CAEI); teve passagens pela indústria como sócio da SPlasercut no pólo industrial de Manaus. É investidor da Loopa investimentos, que fomenta o ecossistema da região norte, e também faz parte do pool da investidores.vc .Iniciou sua trajetória na Abstartups em março de 2019, no setor comercial, no qual atuava na negociação com novos mantenedores, alinhamento do Google for Startups, entre outras ações.

“Assumo o desafio confiante e disposto a solidificar a presença das startups em todos os setores no Brasil, ajudando-as a levar inovação, disrupção e conhecimento para empresários de todos os cantos do país”, pontua o novo diretor da Abstartups.

Outra mudança no corpo diretivo da Associação é a saída de Tânia Gomes Luz da vice-presidência. Depois de colaborar para o crescimento do ecossistema nacional frente ao poder público e compartilhar seus conhecimentos Brasil a fora, a profissional deixa o cargo para assumir novos desafios no mundo do empreendedorismo.

Além da chegada de Muritiba, ao fim de 2020 serão feitas eleições para decidir o novo corpo diretivo que deverá comandar o próximo biênio da Associação. As movimentações nesse sentido (edital, critério, definição de chapas etc.) serão realizadas no segundo trimestre. Até lá, o presidente Amure Pinho segue no comando da Abstartups.

Stefanini adquire startup Mozaiko e amplia ofertas para o setor varejista

A Stefanini , referência em soluções digitais, anuncia investimento na Mozaiko, startup de analytics que integra dados em tempo real e utiliza inteligência artificial para simplificar processos do varejo, como controle de estoques e custos, ganho de eficiência e melhoria da experiência do cliente. Com essa movimentação, a Stefanini expande sua expertise no setor e amplia sua oferta de softwares para realizar missões críticas para toda a cadeia de suprimentos do segmento varejista, operadores logísticos e indústria.

A grande novidade com esse novo negócio é promover a conexão entre o mundo físico e digital, auxiliando as empresas do varejo em sua movimentada operação de estoque. A Mozaiko provê solução de ponta a ponta, incluindo o software de analytics, equipamento e etiquetas de RFID (identificação por radiofrequência), que podem ser implementados ao longo da cadeia de supply chain, da fábrica à loja. Uma das aplicações nas lojas é dentro do provador de roupas, tornando-o inteligente e permitindo que o cliente, por meio de um simples toque no painel touch screen, solicite que o atendente da loja leve a peça desejada, além de oferecer sugestões complementares de outras confecções ou produtos, de acordo com o estilo do consumidor. Tudo isso, sem sair da cabine.

Entre os clientes que já realizaram experiências com os provadores inteligentes da Mozaiko estão a Hering e a marca Loft Life Style, do Grupo Via Veneto.

Facilmente integrada a diversos tipos de ERP, AWS e outros sistemas, a tecnologia dos equipamentos de primeira linha e toda a inteligência artificial da Mozaiko se unem ao amplo portfólio de soluções digitais da multinacional brasileira para atender ao amplo setor de varejo e outros segmentos.

“Estamos muito confiantes nesse novo investimento, uma vez que as soluções da Mozaiko poderão agregar mais valor ao negócio de nossos clientes, em processos associados à gestão de inventários para supply chain, controle de ativos, integração de processos, inteligência operacional, redução de custos e ampliação de receitas”, destaca Guilherme Stefanini, diretor de Novos Negócios e responsável pela Stefanini Ventures, que reúne várias soluções digitais do Grupo.

Para George Millard, CEO da Mozaiko, trata-se de uma excelente parceria. “É uma forma de dar ainda mais impulso para esse mercado em ebulição – dentro e fora do Brasil -, que precisa levar ao consumidor as evoluções que auxiliam na experiência de todos os envolvidos”, explica.

A chegada da Mozaiko reforça o investimento da Stefanini na construção de um ecossistema digital robusto, a partir de parcerias e aquisições de várias empresas para integrar a Stefanini Ventures. No ano passado, a receita do Grupo Stefanini oriunda das ofertas digitais cresceu 35%, sendo que a Stefanini Ventures teve uma grande representatividade no resultado. “Nos últimos quatro anos, as ventures tiveram um crescimento equivalente a 9 vezes do faturamento inicial, sendo que a expectativa é atingir 20 vezes em seis anos, ou seja, até o final de 2021”, complementa Guilherme Stefanini.

Competição premia startups mais inovadoras do mercado de alimentos

Duas Rodas patrocina Desafio Visionários (Crédito: Dois Produções)

Quem são os visionários do setor alimentício? Que soluções trazem? Do que precisam para alavancarem o negócio? Com o objetivo de responder a essas perguntas, a Tacta Food School organizou o Desafio Visionários, sua primeira competição de soluções inovadoras para o mercado de alimentação envolvendo startups. A premiação contou com o patrocínio da Duas Rodas, líder brasileira na fabricação de aromas e ingredientes para a indústria de alimentos e bebidas, e da Seara Alimentos.

Depois de passarem por uma intensa fase com quatro desafios, os cinco projetos finalistas foram apresentados para cerca de 300 líderes da indústria de alimentos, durante o Horizonte 20 Food, fórum multifocal realizado no final de janeiro, em São Paulo.

“Esse desafio foi muito importante para nós, porque foi uma forma de incentivar pequenas empresas, as startups, a trazerem boas ideias para serem aplicáveis em uma escala comercial. Nesse sentido, eles trabalharam muito para trazer soluções que vão ajudar os brasileiros a terem uma vida melhor, que é, justamente, nosso papel como indústria”, explica Paulo Mokarzel, gerente de marketing da Duas Rodas.

Conheça as três startups premiadas

Mokarzel conta quais pontos foram mais avaliados na competição. “Valorizamos as soluções mais inovadoras e que trouxeram soluções tanto para problemas já existentes quanto para aqueles que sabemos que vão aparecer nos próximos 15 anos. Além disso, saíram na frente as que se mostraram viáveis para aplicação, com verdadeiro potencial de transformar o mundo”, afirma.

Segundo os votos dos jurados, o primeiro lugar ficou com a Intelligent Foods, uma startup que conserva alimentos sem congelar por até quatro anos, com uma tecnologia que permite manter as caraterísticas como cor, textura e sabor.

Durante a competição, os jurados se reuniram e decidiram homenagear uma startup pelo desenvolvimento do seu trabalho. Assim, fizeram uma menção honrosa à Hakkuna, cuja missão é diversificar o setor alimentício no Brasil, por meio do uso de proteína de insetos na alimentação humana. “Sinalizamos a ousadia e o grande potencial dessa empresa. Ainda demos a dica para os fundadores olharem mais para o mercado externo”, conta Mokarzel.

O público também participou da premiação e votou na startup que mais chamou a atenção durante o evento. Nessa categoria, a vencedora foi a Mandala Comidas Especiais, referência nacional na produção e fornecimento de alimentos seguros para celíacos, alérgicos, intolerantes ou sensíveis a determinados ingredientes.

“As empresas que participaram têm agilidade, pesquisa científica e técnica. Por serem novas, estão com muita vontade de trazer novidades para o mundo. Por isso, esse desafio é tão importante para nós, como indústria. Podemos apostar nessas ideias e ajudar a fazer com que elas cresçam. Com a nossa expertise, conhecimento e networking, conseguimos viabilizar para que suas ideias se tornem algo comercializável. Assim, os produtos e serviços podem chegar ao mercado”, analisa o executivo.

O Diretor de Inovação e Tecnologia da Duas Rodas, Steven Rumsey, reforça que a colaboração com startups integra a estratégia de inovação da empresa. “Movimentos de startups para atender necessidades fortes e específicas do mercado em colaboração com empresas estabelecidas acelera o desenvolvimento de produtos e de processos, que podem ser usados para atender o consumidor. A Planta, startup patrocinada pela Duas Rodas, além de ser uma das apoiadoras deste evento participa ativamente para estimular colaboração entre startups e empresas de alimentos”, acrescenta Rumsey.

Prêmios favorecem networking e desenvolvimento

Dentre os prêmios destinados ao vencedor, está uma visita à fábrica da multinacional em Jaraguá do Sul, que deve acontecer nos próximos meses, além de acesso à equipe técnica da empresa para ajudar a direcionar futuros trabalhos e participação no programa de catálise da Planta. O primeiro colocado ainda ganhou: apresentação para a diretoria da Seara; um aporte de R$ 5 mil do investidor-anjo Adrian Franciscono; 10 horas de Consultoria da Tacta Food School; um mês de acesso à ferramenta de inteligência de mercado Mintel GNPD Americas; busca prévia e registro da marca com a OrtenziAvila Advogados, além de três horas de mentoria jurídica/negócios.

“Conseguimos reunir um cenário bem diverso entre as startups que se candidataram e ficaram entre as finalistas: tivemos tanto empresas atuando no varejo e ingredientes com produtos, quanto startups que estão desenvolvendo tecnologias de processos. Com isso, o Desafio Visionários, em sua primeira edição, foi capaz de ajudar aos participantes do Horizonte 20 Food a entenderem o cenário de inovação de alimentos do ponto de vista dos novos entrantes, das empresas nascentes e disruptivas que trazem novas propostas para este mercado”, afirma a Diretora de Inovação da Tacta Food School, Cristina Leonhardt.

Startup de vestidos de noiva chama as próprias clientes para se tornarem sócias e levanta R$ 650 mil reais em investimento

Segundo o IBGE, há mais 1 milhão de casamentos por ano no Brasil e a indústria de casamentos movimenta cerca de 17 bilhões de reais por ano no país. A ABRAFESTA , Associação Brasileira de Eventos, estima que pelo menos R﹩ 1.2 bilhão sejam movimentados apenas em vestidos de noiva. Para se ter uma ideia, a associação estima que o mercado de casamentos movimente mais de R﹩ 5 bilhões só no estado de São Paulo.

Nem todo o casamento ou orçamento são iguais. Ainda é preciso levar em consideração que muitos casais não desejam que a celebração aconteça dentro dos ritos de uma religião ou em um grande salão. Continuam desejando se casar, mas não mais da forma tradicional. Muitos optam por fazer uma celebração na praia, no campo, em bistrôs ou até mesmo em casa.

As millennials consomem com mais consciência e não querem mais usar vestidos pomposos, desconfortáveis e não querem gastar todas as suas economias em uma única noite.

O Amor É Simples nasceu em 2014 com o objetivo de transformar a indústria de casamentos no Brasil , conhecida pelos preços altos e pela pouca inovação. Com a missão de oferecer uma nova opção de vestidos de noiva simples, lindos e com preços possíveis, as sócias Évelin Bordin, Janaína Pasin, Laís Ribeiro e Natália Pegoraro desenvolvem a marca, que vende via e-commerce, showroom em Porto Alegre – RS e lojas temporárias nas principais capitais brasileiras.

Para continuar sua escalada de crescimento, a startup decidiu concentrar os esforços em sua terceira rodada de investimento, via crowdfuding pela plataforma CapTable. Em apenas 15 dias, O Amor é Simples conseguiu levantar nada menos que R﹩ 650 mil com o aporte de mais de 253 diferentes investidores.

Como tudo começou

A ideia do negócio nasceu após Laís se casar em 2012 e passar pela angústia de encontrar um vestido para chamar de seu. Um ano depois, Natália, enfrentava o mesmo problema. As duas queriam comprar online, não encontraram boas opções e então se deram conta que a dificuldade de encontrar um vestido menos “convencional” poderia ser também a de outras mulheres.

Chamaram então as amigas Évelin e Janaína para compor o time de sócias e criaram uma marca diferente de tudo que o mercado tradicional de casamentos oferecia. Lançaram O Amor é Simples em agosto de 2014, com uma coleção de vestidos de noiva modernos e acessíveis. Depois de três anos trabalhando exclusivamente com e-commerce, vendendo para noivas de todo Brasil, O Amor É Simples lançou em março de 2018 um ponto físico: o showroom no bairro Rio Branco, em Porto Alegre. O sucesso de público fez as sócias notarem que poderiam também fazer lojas temporárias com seus mostruários em outras capitais. Foi assim que em 2018 elas viajaram o Brasil e, com essa estratégia omnichannel, chegaram a mais de R﹩ 1 milhão em vendas em 2019.

A startup já passou por duas outras rodadas de investimento, uma em 2016 pela Aceleradora Ventiur , e a outra pelo casal de investidores anjo Camila Costa e Renato Mendes, em 2017. Nesta última, transformaram os R﹩ 80.000 captados em R﹩ 1 milhão no ano seguinte.

Mulheres empreendedoras SIM!

Segundo um estudo da Anjos do Brasil de 2019, apenas 12% do total de investidores anjos no país são mulheres. Em 2017 eram ainda menos: 10% era a proporção de mulheres inseridas nesse tipo de investimento.

Outra pesquisa, a da Panorama Mulher , feita pela Talenses e o Insper, também mapeia a presença de mulheres no mercado de trabalho. O estudo reúne dados de 532 empresas de todos os tamanhos, e identificou que apenas 1% das empresas de capital aberto no Brasil tinham CEOs mulheres em 2019.

“Sempre participamos de eventos de inovação e muitas vezes nos olharam como as menininhas dos vestidinhos, além de sermos sempre exceção. Desejamos que mais mulheres tenham a chance de entrar nesse mercado e possam ganhar com ele. Nada melhor do que começar com as nossas próprias clientes, que já acreditam no propósito do nosso trabalho”, diz Laís Ribeiro, uma das sócias da O Amor é Simples. “Desta vez, além da confiança dos investidores em nosso modelo de negócio, esse novo aporte nos ajudará na estratégia de escalar mais lojas temporárias no Brasil, investir em estoque, tecnologia e marketing digital, para ganhar marketshare e chegar em R﹩ 16 milhões em vendas até 2025”, complementa a empresária.

Liberfly é selecionada para o programa Scale-Up Nacional da Endeavor

A Liberfly, primeira lawtech da América Latina voltada a mediar as relações entre consumidores e companhias aéreas acaba de ser selecionada para o programa Scale Up Nacional da Endeavor, maior organização de apoio ao empreendedorismo no país. O Programa Scale-Up Endeavor é uma plataforma de aceleração que funciona como uma rede de conexões com o objetivo de facilitar o crescimento de negócios de alto impacto em seus mercados de atuação.

Após um processo envolvendo 400 startups de todo o País e pré-seleção de 50, a Liberfly é uma das 10 finalistas que se conecta oficialmente à maior comunidade de empreendedores de alto crescimento do país em busca de fortalecer cada vez mais o ecossistema de inovação das lawtechs.

“Estamos honrados em fazer parte do programa Scale-Up promovido pela Endeavor. Em tempos os quais busca-se deslegitimar serviços pró-consumidor é incrível saber que há oportunidades cada vez mais sendo abertas para quem deseja melhorar o nível das entregas no Brasil”, celebra Ari Moraes Jr., CEO da Liberfly.

Por meio das metodologias desenvolvidas pela Endeavor, o programa tem por missão apoiar quem empreende fazendo conexões com executivos e lideranças à frente das empresas que mais crescem no Brasil, e com empreendedores em desafios e estágios semelhantes, o que facilita a busca por soluções rápidas e coerentes com os anseios da sociedade.

Dentre os benefícios adquiridos do ingresso ao Scale-Up estão o acesso ao Day1 e ao Scale-up Summit, os dois maiores eventos de inspiração, provocação e conteúdo para empreendedores de alto crescimento. “Não temos dúvidas de que será muito valiosa nossa participação no programa e que esta é uma ótima oportunidade de melhorarmos ainda mais as soluções aos nossos já milhares de clientes.”, finaliza Ari.

Governo Federal leva startups para Nova York, Bogotá e Barcelona

Anualmente, o StartOut Brasil, programa de internacionalização de startups realizado pelo Governo Federal, promove ciclos de imersão para apoiar a inserção de soluções brasileiras nos mais promissores ecossistemas de inovação do mundo.

Em 2020, foram selecionados três destinos com potencial para a imersão dessas empresas. Essa escolha se deu com base na análise da abertura que esses polos têm para negócios estrangeiros, seu incentivo à inovação, bem como a possibilidade de conquistar clientes, parceiros e investidores.

A primeira imersão das startups aprovadas será em Nova York (Estados Unidos) e as inscrições já se encerraram. O segundo ciclo do ano será realizado em Bogotá (Colômbia) e a última imersão será em Barcelona (Espanha). Para participar, as startups precisam já faturar ou ter recebido algum tipo de investimento, contar com uma equipe 100% dedicada ao negócio e preencher o formulário de inscrições obrigatoriamente em inglês, com dados específicos sobre a solução e o mercado-alvo.

Serão selecionadas até 20 startups por ciclo. Estes negócios receberão consultoria especializada em internacionalização, mentoria com especialistas no mercado de destino e treinamento de pitch (discurso de apresentação de negócios) para se prepararem para a missão. No local de imersão, terão uma agenda voltada à prospecção de clientes e investidores e à conexão a ambientes de inovação, com visitas a aceleradoras, incubadoras e empresas locais; seminário de oportunidades; rodada de reuniões com prestadores de serviços; encontros de negócios organizados por um matchmaker; e demoday para investidores.

Após esse período de imersão, as cinco organizações responsáveis pelo programa continuam ajudando e monitorando as startups participantes durante os 18 meses seguintes à viagem. Assim, os StartOuters não ficam desamparados durante o processo de definição da sua estratégia de internacionalização e/ou softlanding no mercado-alvo.

“Sendo um programa de Governo, o StartOut oferece um apoio de peso aos empreendedores, mas é essencial que eles também tenham participação ativa nas atividades oferecidas, concentrando esforços em identificar oportunidades locais. E quando retornam da missão, devem imediatamente acionar toda a rede de contatos constituída durante o ciclo de imersão, a fim de concretizar os resultados desse trabalho e gerar novos negócios”, orienta o secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Gustavo Ene.

Maiores informações sobre cada um dos ciclos serão disponibilizadas no site: http://www.startoutbrasil.com.br/

Startup gaúcha fatura mais de R$ 5 milhões com plataforma para nutricionistas

Quem realiza acompanhamento nutricional está acostumado a sair do consultório com um grande número de papeis – de planos alimentares a receitas específicas. O incômodo com esse costume não muito prático foi o start para a criação da Dietbox , empresa que desenvolveu o software de Nutrição mais utilizado no Brasil. Hoje, após seis anos, a startup mantém uma média de crescimento de 60% ao ano, e fecha 2019 com faturamento de mais de R$ 5 milhões.

Responsável pelo primeiro software online deste mercado, a Dietbox foi criada com a missão de fortalecer e transformar o mercado do profissional de Nutrição através de tecnologia, inteligência de mercado e relacionamento com diferentes stakeholders. De lá para cá, muita coisa mudou e atualmente, de acordo com pesquisa realizada pela empresa com nutricionistas recentemente, os aplicativos de nutrição despontam como uma das principais formas de comunicação entre profissional e paciente – 20,3% dos profissionais utilizam alguma ferramenta, ficando atrás apenas de Whatsapp e e-mail.

A pesquisa mostra, ainda, a Dietbox como líder de mercado, tanto entre softwares online, quanto offline – a plataforma aparece em primeiro lugar na lembrança do entrevistado, com 79% de citações entre os softwares de nutrição. Atualmente, o sistema conta com mais de 140 mil profissionais e estudantes e mais de 2 milhões de pacientes cadastrados.

Segundo André Piegas, um dos sócios-fundadores da startup, os dados mostra o quanto o mercado de Nutrição estava carente de uma plataforma que otimizasse o relacionamento entre especialistas e seus clientes e, principalmente, fidelizasse o paciente. “A Dietbox economiza o tempo dos nutricionistas, os ajuda em gestão e controle financeiro, e é uma plataforma na qual ele pode concentrar planos alimentares, receitas, pedidos de exames e realizar uma troca diária com os pacientes”, explica. Ao mesmo tempo, a Dietbox oferece ao paciente uma experiência única e personalizada aos pacientes, e os incentiva na trajetória de reeducação alimentar.

Em 2019, a startup decidiu personalizar a plataforma para a Nutrição Chilena, e deu seu primeiro passo rumo ao processo de internacionalização. Para este ano, a Dietbox prevê um faturamento acima de R﹩ 8 milhões e a longo prazo, o objetivo é expandir o processo para outros países da América Latina.

Kraft Heinz realiza evento para se aproximar de startups

Em busca de se aproximar de startups e encontrar soluções inovadoras para os desafios do dia-a-dia, a Kraft Heinz Company realizou seu primeiro Demo Day em 3 de fevereiro, que dá início ao processo de Open Innovation na companhia. Em parceria com o inovabra habitat, espaço de coinovação dedicado à geração de negócios de alto impacto baseado nas tecnologias do Bradesco, a gigante do setor alimentício iniciou sua busca por startups com soluções para a área de Procurement e Legal e Finanças.

O evento foi o primeiro de um programa de Open Innovation, que surgiu da necessidade da companhia de ganhar agilidade e eficiência em todas as áreas. “Mapeamos e priorizamos desafios para buscar novas tecnologias e parceiros que nos ajudem nessa jornada de inovação. Por meio do inovabra habitat, conseguimos ter acesso a esses parceiros”, explica Juliana Bernardo, gerente de Insights&Innovation da Kraft Heinz Brasil e líder do projeto. “A solução foi simples: unir quem tem o desafio com quem tem a solução”, continua Juliana.

O objetivo dos DemoDays é apresentar o programa de Open Innovation e os desafios de cada área às startups selecionadas para que ofereçam suas soluções. A solução que melhor atender à proposta da Kraft Heinz será convidada a participar de uma reunião com o time da área para o possível desenvolvimento de um projeto piloto ou prova conceito.

Para entender os desafios, a Kraft Heinz realizou um workshop com executivos da companhia, onde mapearam, discutiram e priorizaram problemas a serem resolvidos pelas iniciativas das startups do ecossistema do inovabra. Além de Procurement e Legal e Finanças, Operações, Agricultura — Operações, TI, Marketing, Comercial e Trade e People também tiveram desafios mapeados pelos executivos e terão Demodays ao longo do primeiro semestre.

ACE vai capacitar profissionais do futuro com curso gratuito sobre inovação

De acordo com a ACE Innovation Survey, uma pesquisa conduzida pela ACE Cortex, unidade de inovação corporativa da ACE, sobre o panorama do setor no Brasil, a inovação é valorizada por cerca de 90% das empresas. Pensando nesse cenário, a ACE, empresa de inovação, acaba de anunciar o lançamento de um curso sobre o tema. O Innovation Academy será totalmente gratuito, e os inscritos passarão por um processo de seleção para serem aprovados no programa.

“Existe uma carência de profissionais qualificados e de alto desempenho no mercado, então decidimos tomar a frente na educação e desenvolvimento dessas pessoas, disseminando o conhecimento sobre inovação, que faz parte do DNA da ACE, contribuindo assim para o crescimento e futuro do Brasil”, declara Pedro Waengertner, CEO e cofundador da ACE.

O curso abordará temas diretamente relacionados à inovação, tangibilizando o trabalho em Squads e a Transformação Digital. Serão apresentados conceitos de rotinas ágeis, como Scrum e Kanban, além de trabalhar um mindset de startups, como definição de Personas, Job To Be Done e Proposta de Valor. Utilizando as metodologias ACE, o curso terá atividades práticas e debates de cases reais. Os conteúdos serão ministrados pelos profissionais da ACE, que tem ampla experiência e vivência diária dos temas abordados.

Além de passar pelo curso gratuito, os alunos que se destacarem e tiverem um match com a empresa poderão receber uma proposta para integrar o time da ACE.

O curso acontecerá em três sábados consecutivos em março (com início em 7 de março), além de um encerramento onde os alunos irão apresentar seus trabalhos para os partners da empresa. Para se candidatar ao processo seletivo, os interessados devem acessar: http://www.innovationacademy.com.br/ e preencher o formulário até o dia 20/02/2020. Como requisito para participar, é preciso ter alguma experiência ou conhecimento com vivências ágeis ou startups.

NIVEA lança programa de conexão com startups

A NIVEA anuncia o lançamento de seu programa de conexão com startups, o Desafio NIVEA. Com a iniciativa, a companhia, que é referência em cuidados com a pele há mais de 100 anos, busca empresas com soluções que transformem a experiência dos clientes, engajando o consumidor e gerando uma melhor performance de compra na categoria de cuidados faciais em pontos de venda físicos.

Startups de todo o Brasil podem inscrever soluções que simplifiquem o processo de decisão, que eduquem, informem e engajem o consumidor sobre os produtos. Além de melhorar a experiência dos clientes, a NIVEA busca uma solução escalável e que possa ser implementada em lojas de todo o país.

“Em um momento onde a transformação digital é chave para o desenvolvimento dos mercados, a NIVEA quer continuar fortalecendo seu ecossistema digital e, da mesma forma, evidenciar o compromisso da marca com o empreendedorismo do Brasil. Nesse sentido, queremos incentivar e apoiar a criação de soluções efetivas que melhorem a experiência de compra dos consumidores, “afirma Andrea Bó, Diretora de Marketing da NIVEA Brasil.

As inscrições estão abertas até o dia 17 de fevereiro. As startups selecionadas para a próxima fase poderão apresentar suas soluções para um time da NIVEA e as que mais se destacarem participarão de uma imersão na companhia em um formato de Startup Village, com reuniões para se aprofundarem no desafio de negócio. Após a evolução das propostas, haverá uma nova rodada de apresentação, dessa vez, até 5 ideias serão selecionadas para o teste em um cliente parceiro.

Em março, as startups apresentarão as soluções testadas em um Pitch Day em São Paulo para o board de diretores e presidente da companhia. A vencedora poderá se tornar parceira da NIVEA, colocando a solução em prática. Além disso, receberá uma cota de patrocínio em um evento da StartSe, no valor de R$ 20 mil. Já as startups posicionadas entre a segunda e quinta colocação, poderão expor suas soluções em um dos eventos da StartSe. Saiba mais no site oficial.

Superjobs Venture anuncia investimentos em mais duas startups

De olho no mercado e em startups inovadoras que buscam impactar positivamente o mundo, a Superjobs – venture com foco em investimentos de alto impacto – inicia o ano de 2020 a todo vapor.

A companhia, que já contava com 22 startups em seu portfólio, anuncia investimentos em mais duas empresas de setores diferentes, mas que têm em comum o desejo de prosperar na nova economia de forma engajada e transparente. São elas a mineira Metha Energia, focada em geração de energia distribuída e renovável, e a pernambucana Marta Inteligência Imobiliária, plataforma desenvolvida para potencializar negócios entre construtoras e clientes interessados em comprar imóveis de maneira inteligente.

“Estes aportes vêm ao encontro do propósito da Superjobs, que é adiantar-se diante das transformações pelas quais o mundo está passando, criando tendências e investindo em inovações”, afirma André Martins, co-fundador da venture. A organização, que hoje reúne fintechs, empresas de health care, biotecnologia, entre outros nichos, agora tem presença nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Piauí, Ceará, Pernambuco e Minas Gerais, além da participação na Babel Ventures no Vale do Silício, na Califórnia (EUA).

Os investimentos serão destinados à criação de um elo consistente entre a oferta e a demanda. “Nossa expectativa é a empresa expanda os serviços de energia com preços mais acessíveis para outros estados do país. Para isso, o plano é realizar novas associações com outras concessionárias e aumentar as conexões com as comercializadoras”, disse Martins. Atualmente, a Metha tem atuação em 180 cidades do estado de Minas Gerais; até o final do ano, este número deve ultrapassar 250 somente neste estado, além de iniciar a operação em mais duas capitais.

“Estamos satisfeitos em ter ao nosso lado investidores estratégicos. Consideramos que este será um dos principais diferenciais para o nosso crescimento. O expertise, networking e visão sobre o negócio trazidos por eles são um ativo que antecipará muitos passos em nossa jornada”, diz Victor Soares, fundador e CEO da Metha.

O aporte na empresa Marta será primordial para sua expansão nacional. A empresa já possui atuação significativa no Nordeste, onde conta com 200 construtoras parceiras e cerca de 10 mil corretores que ajudam a abastecer a plataforma com informações sobre o comportamento dos clientes. Com isso, a solução vem propiciando inteligência capaz de minimizar os custos de encontrar clientes, garantindo alta performance na vendas de imóveis, atingindo 6% de média na conversão em vendas e quatro vezes menos investimento em mídia.

“A expectativa é que a empresa amplie a atuação no Estado de São Paulo, sobretudo para osnegócios envolvendo imóveis usados fora do Nordeste”, afirma Martins, da Superjobs.

Nos últimos 12 meses, Marta cresceu cinco vezes em faturamento, e em 25 vezes a quantidade de dados capturados e analisados, contando hoje com 40 pessoas no time. Para Sand Coutinho, fundador e CEO da Marta, a empresa vai manter o mesmo ritmo de crescimento em 2021 e dobrar a equipe, chegando a 80 colaboradores. “Ainda no primeiro semestre, teremos projetos pilotos em regiões de São Paulo que já foram mapeadas”, finaliza Coutinho.

L’Oréal Brasil e Fábrica de Startups iniciam programa de inovação

L’Oréal Brasil e Fábrica de Startups firmam parceria para acelerar empreendedores. É a primeira vez que um projeto no segmento da beleza faz parte do portfólio da incubadora, que já inovou em setores tradicionais da economia, como o de óleo e gás, e em segmentos que estão provocando uma onda de desbancarização – as fintechs.

Revelado na festa do primeiro aniversário da sede brasileira da aceleradora corporativa em novembro de 2019, a L’Oréal, líder mundial em beleza, é a próxima empresa âncora que está buscando inovação por meio de soluções de startups no Brasil.

A inovação é um dos pilares da L’Oréal e a parceria reafirma o compromisso da empresa com a inovação em todos os seus processos. “A transformação digital permeia todas as áreas de negócio e através dela queremos entregar cada vez mais produtos e experiências inovadoras às nossas consumidoras. Perseguimos a meta de nos tornarmos empresa número um em beauty tech do mundo.”, destaca Patricia Borges, CMO da L’Oréal Brasil.

A CMO da Fábrica de Startups, Ula Amaral, destacou a importância da parceria. “O programa de aceleração da L’Oréal com a Fábrica de Startups é um marco para o mercado de beleza do Brasil. As startups terão a oportunidade de solucionar desafios de uma gigante do seu segmento, com a possibilidade de fechar negócio e colaborar a longo prazo com a empresa. Vamos juntos criar a beleza do futuro, olhando para a diversidade da população brasileira e suas demandas específicas.”, comentou a CMO da Fábrica de Startups.

A primeira etapa da fase de aceleração foi um roadshow para startups apresentarem soluções para dois desafios. Um deles envolvia a rentabilização e otimização de demanda, produção e distribuição das amostras de produtos, já o outro desafio tinha a proposta de tornar a projeção de vendas mais assertiva para o consumidor final. A apresentação dos modelos escolhidos aconteceu no dia 28 de janeiro, na sede da Fábrica de Startups.

A partir de março, será iniciado o programa de aceleração que irá contar com 8 startups. O período de inovação será de 5 meses, quando em agosto será conhecida a solução que mais se destacou.

Tendência para inovação

O novo projeto entre Fábrica de Startups e L’Oréal confirma a avaliação da plataforma CB Insights em relatório que aponta as tendências para o mercado de beleza em 2020. O setor está habilitado cada vez mais para a tecnologia, apoiada ao uso de blockchain, big data, impressão 3D e inteligência artificial para tornar os produtos mais eficazes e personalizados.

Para Ula Amaral, CMO da Fábrica de Startups: “O consumidor irá se conectar com as marcas através de tecnologia, isso é uma certeza. O que precisamos pensar juntos é como fazer essa conexão. Como reduzir a fricção no processo de relacionamento com o público e aumentar o encantamento através de experiências cada vez mais disruptivas. É um mercado que irá mudar muito nos próximos anos e a L’Oréal estará no centro dessa mudança ao lado das startups do programa.”

Cora entra para lista das fintechs com maior potencial de se tornar unicórnio antes mesmo de seu lançamento oficial

Depois de arrecadar US$ 10 milhões no maior investimento seed de uma fintech na América Latina, a Cora foi reconhecida pela Tracxn como uma Minicorns, categoria que lista as startups que poderão se tornar unicórnios no médio prazo. O posicionamento é baseado em análise detalhada de uma das maiores plataformas do mundo de startups, empresas privadas e setores inovadores emergentes.

Fundada em 2019, a Cora entra em operação no país oficialmente em março deste ano. A fintech, que até então vem operando para uma base fechada, vem ao mercado brasileiro para trazer soluções financeiras para os pequenos e médios empreendedores. O “banco digital” trará iniciativas com a possibilidade de revolucionar este segmento, inclusive, interferindo no PIB do país. Por conta disso, ela já entra no recém estudo realizado pela Tracxn, iniciativa que investiga mais de 300 setores de tecnologia.

“O impacto do nosso novo negócio em pouco tempo já despertou interesse e aporte de fundos como a Kaszek e a Ribbit”, lembra Igor Senra, CEO da Cora. Este é o segundo negócio do empreendedor, que fundou a empresa de pagamentos online MOIP e vendeu para a Wirecard em 2016.

A edição do Soonicorn Club of Brazil traz a lista dos:

– Unicórnios: Nubank e EBANX

– Soonicorn (startups que já estão altamente valorizadas e prometem se tornar unicórnios a curto prazo): Creditas, Neon, Guiabolso, WEEL e ContaAzul

– Minicorns (startups em estágio inicial, mas com alto potencial): RecargaPay, Pitzi, Contabilizei, Órama, Warren, Zoop, Toto Investimentos, FinanZero, REBELDE, idwall, Cora, Bidu, Gorila Invest, Pier, Vindi e Magnetis

Brasil tem mais de 430 startups de educação; São Paulo engloba quase metade, releva KPMG

A KPMG e a Distrito Dataminer realizaram um levantamento sobre startups que atuam no setor de educação, intitulado “EdTech Mining Report”. O relatório mostra que, no Brasil, existem 434 startups nesse setor, sendo que São Paulo engloba quase a metade delas com 41,6%. O estado tem o percentual maior que às regiões Sul (20,7%), Nordeste (8,2%), Centro-Oeste (6,4%) e Norte (1,3%). De acordo com o levantamento, a distribuição geográfica de EdTechs é maior que em outros setores, como por exemplo, o das FinTechs (startups de finanças).

De acordo com o estudo, as EdTechs são divididas em seis categorias, sendo o item “ferramentas para instituições” o principal deles com 25,4%. As outras categorias são as seguintes: novas formas de ensino representam 20,8%; seguidas por plataformas para educação, 17,3%; ensinos específicos, 17,1%; foco no estudante, 12,7%; conteúdo educativo, 4,2%; financiamento do ensino, 2,5%. O levantamento mostrou também que, entre 2013 e 2017, foi registrado um aumento de 62% no número de startups de educação no país, totalizando 273 somente nesses quatro anos.

“No Brasil, há um número considerável de EdTechs, porém, o quantitativo é inferior do cenário internacional. O mercado global deve crescer 17% ao ano, atingindo um faturamento de 252 bilhões de dólares no próximo ano. Outro aspecto que reforça o potencial das EdTechs no Brasil é o avanço das matrículas dos alunos do ensino na modalidade de educação à distância”, explica o sócio-líder em educação da KPMG do Brasil, Marcos Boscolo.

Com relação ao faturamento, a pesquisa mostrou ainda que 19,9% dessas empresas faturam até 360 mil reais; 61% empresas de 360 mil a 5 milhões de reais; 14,2% de 5 milhões a 25 milhões de reais; 1,6% de 25 milhões a 50 milhões de reais; e apenas 2,2% delas faturam mais de 50 milhões.

“Além de tornar as aulas mais dinâmicas e atrativas, os principais benefícios da tecnologia no ensino são: acompanhar o processo pedagógico em que é possível classificar os erros e acertos do aluno; identificar lacunas de aprendizagem e planejar intervenções apropriadas para solucioná-las e individualizar o ensino. Outro ponto de destaque é que com o investimento na educação e a formação de indivíduos podem contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país”, complementa o sócio da KPMG.

Representatividade das mulheres nas EdTechs é a segunda maior entre outros setores

A pesquisa ainda traça o perfil dos sócios na EdTechs. O formato típico é composto de dois a três sócios, com idade entre 35 e 45 anos e ensino superior completo. Atualmente 79% dos sócios são homens, contra 21% de mulheres. Entretanto, a representatividade feminina entre os sócios de outros setores é a segunda maior nas startups de educação, ficando atrás apenas das startups de direito (LegalTech), com 25%, e na frente das de saúde (HealthTech), com 17%; administração (AdTech & MarTech), com 14%; Indústria 4.0 com 13%; financeiro (FinTech) com 11%.

Para ter acesso a pesquisa na integra, acesse: http://conteudo.distrito.me/distrito-dataminer-edtech-report