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Impacta Open Startup é o mais novo Hub de inovação do Brasil

Os modelos tradicionais de incubadoras e aceleradoras vem sendo substituídos, paulatinamente, por modelos menos mecânicos e mais focados em validar ideias, construir times e colocar de pé modelos de negócios com diferenciais significativos. E é com este foco mais simplista, mas que traz mais agilidade e resultados práticos e mensuráveis para novos empreendimentos e startups no país, que nasce o Impacta Open Startup, um hub de inovação que vinha operando dentro de um módulo experimental desde o primeiro semestre do ano e que agora é lançado oficialmente.

Idealizado pela Faculdade Impacta, líder no segmento de ensino de tecnologias digitais; a DUXcoworkers, que utiliza as boas práticas de UX e cultura de coworking para desenvolver projetos inovadores; e a My First IPO, plataforma de Equity Crowfunding, a iniciativa tem como objetivo fomentar o ecossistema de inovação e de novos negócios no Brasil, suprindo a necessidade de médias empresas e startups evoluírem o desempenho de resultados através de venture builder e crowdfunding. “O maior desafio de empreendedores não está somente na tecnologia, no modelo de negócios, na escolha do time ou na velocidade do crescimento. O grande desafio do empreendedor é entender os fundamentos e aprender como construir uma empresa inovadora para o longo prazo”, explica Adolfo Menezes Melito, presidente da My First IPO.

A iniciativa ocorre dentro da Faculdade Impacta, que já operou mais de 1,2 mil projetos de startups e, além das empresas parceiras, também contará com o apoio dos alunos. A ideia é utilizar o pitch reverso, em que a My First IPO entra com o acesso ao capital de risco, oferecendo caminhos para o financiamento, e a DUXcoworkers no desenvolvimento de soluções com a aplicação de técnicas de Design e User Experience. “As empresas e startups têm dificuldade em tomar decisões quando o foco é a experiência do usuário. Falta assertividade nos projetos frente aos objetivos de seu criador e os anseios do público a ser atingido. Se os consumidores têm o poder de decisão, é preciso encantá-los e fidelizá-los. E é aí que o design de experiência entra e trilha um caminho para que estas empresas prosperem”, explica Melina Alves, CEO da DUXcoworkers.

Após a análise da empresa ou da startup, todo o time da Impacta Open Startup tem cinco dias úteis para apresentar um relatório com sugestões, além de prover assistência durante 30 dias para estruturar um plano máster de inovação para a empresa. “Esse novo ecossistema é essencial para dar agilidade e velocidade no desenvolvimento dos projetos”, explica Célio Antunes, presidente do Grupo Educacional Impacta Tecnologia. “Essa conversa começou há um tempo com essa essência, que é a colaboração de três empresas pioneiras e de caráter eminentemente inovador, e é desta forma que esse hub é concretizado”, finaliza o executivo.

Estudo global da KPMG aponta 4 startups brasileiras como as mais inovadoras do mundo

O Brasil tem quatro fintechs (startups que atuam na área de finanças) entre as cem mais inovadoras do mundo, segundo a sexta edição do relatório Fintech100 de 2019 elaborado pela KPMG. As empresas são as seguintes: Nubank, Banco Inter, Creditas e Rebel. Elas foram selecionadas após pesquisas e análises globais com base em dados relacionados a cinco fatores. O levantamento foi feito em conjunto com a H2 Ventures em 29 países.

O estudo separa as empresas selecionadas em duas categorias: Top 50 na qual constam as melhores do setor que foram classificadas em inovação, aumento de capital, tamanho e localização; e a outra chamada de Emerging 50 que reúne as mais novas que estão na vanguarda de tecnologias e práticas inovadoras

“Um número cada vez maior de fintechs do Brasil está ganhando destaque na pesquisa, aumentando a representação brasileira no levantamento. Isso demonstra a importância que as startups de finanças daqui estão tendo em todo o mundo. Já com relação aos destaques globais, constatamos um aumento relacionado às empresas da região Ásia-Pacífico (incluindo a China) que ocuparam as seis primeiras posições e sete das dez primeiras posições do ranking das empresas de fintech em 2019,” analisa o sócio da KPMG no Brasil, Oliver Cunningham.

Sobre os números globais:

Empresas da China e da região Ásia-Pacífico aparecem entre as dez primeiras colocadas no relatório. Assim como em 2018, a lista deste ano mostrou as empresas de pagamentos e transações na liderança, representando 26 das empresas do ranking. Elas foram seguidas por empresas de gestão de patrimônio (20), companhias seguradoras (17) e empresas de concessão de crédito (15).

A China, que liderou o ranking do relatório Fintech100 nos últimos três anos, contou com três empresas entre as dez primeiras posições no relatório deste ano. De forma geral, a região Ásia-Pacífico dominou o top 10 por mais um ano, com cinco empresas no ranking. Duas empresas localizadas na Índia também figuraram entre as dez primeiras colocadas neste ano, assim como duas empresas dos Estados Unidos e uma do Reino Unido (veja o ranking completo das 10 primeiras posições abaixo).

As 10 primeiras posições do Fintech100 de 2019:

As dez primeiras colocadas são as seguintes: Ant Financial (China), Grab (Cingapura), JD Digits (China), GoJek (Indonésia), Paytm (Índia), Du Xiaoman Financial (China), Compass (Estados Unidos), Ola (Índia), Opendoor (Estados Unidos) e OakNorth (Reino Unido).

Os fatores de seleção utilizados são o total de capital obtido; taxa de obtenção de capital; diversidade geográfica; diversidade setorial e elemento X que leva em conta o nível de inovação em produtos, serviços e modelos de negócios.

Programa de aceleração global para startups de energia, o Free Electrons, está com inscrições abertas

O Free Electrons, programa global de aceleração focado em startups de energia em fase de scale up em mercados internacionais, está com inscrições abertas até 31 de janeiro de 2020. A iniciativa, que está na quarta edição, busca apresentar as mais promissoras startups do setor elétrico em todo o mundo às 10 utilities líderes do setor. Ao todo, o programa vai selecionar 30 empresas que terão a oportunidade de apresentar suas ideias em um Bootcamp que acontece em março, em Singapura, e apenas 15 passarão para a fase seguinte.

Como nos três anos anteriores, o programa será divido em três módulos. O primeiro acontecerá em junho em Sydney, na Austrália; o segundo acontecerá pela primeira vez em São Paulo, no mês de setembro; e o último será em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, onde será anunciada a grande vencedora, que receberá o prêmio de 200 mil dólares.

O programa tem como membros a EDP, American Electric Power (EUA), AusNet Serviços (Austrália), CLP (Hong Kong), DEWA (Dubai), ESB (Irlanda), innogy (Alemanha), Origin Energy (Austrália), SP Group (Cingapura) e Tokyo Electric Power Company (Japão). O Free Electrons é apoiado pela Beta-i (Portugal).A cada ano, o Free Electrons recebe perto de 500 candidaturas de startups de todos os continentes, que se propõem a criar um projeto-piloto nas áreas da mobilidade, energias limpas, redes inteligentes, digitalização e serviços de apoio ao cliente. Nas últimas três edições, mais de mil startups de 65 países se inscreveram e foram investidos cerca de US$ 11 milhões pelas companhias envolvidas. Só na edição deste ano, foram criados 59 pilotos.

As inscrições podem ser realizadas até 31 de janeiro no link http://freeelectrons.org/.

Maior programa global de aceleração do setor elétrico

O Free Electrons é conhecido como o programa de aceleração mais relevante do mundo no setor de energia e permite a startups maduras do setor terem acesso a parceiros mundiais, que podem ajudá-las a se expandir para novos mercados. As 10 utilities que fazem parte do programa têm, juntas, cerca de 80 milhões de clientes e estão presentes em mais de 40 países.

Em 2019, o prêmio de melhor startup foi concedido à Ev.energy. A empresa está desenvolvendo pilotos focados em soluções para clientes com AEP (EUA), innogy (Alemanha) e ESB (Irlanda). As três edições anteriores do Free Electrons geraram um montante total de cerca de US$ 10 milhões de dólares nos contratos firmados entre as startups e as 10 utilities. Em três edições, o programa recebeu inscrições de mais de 1.400 startups de 75 países.

Exemplos disso são o Loqr, provedor de segurança de autenticação que recebeu investimento da EDP Ventures, em Portugal; a Kisensum, fornecedora de software de gerenciamento de frota adquirida pela ChargePoint (EUA); e a Fresh Energy, que também se tornou parte do hub de inovação da alemã Innogy por conta do medidor inteligente para clientes domésticos de grandes fornecedores de eletricidade.

Inscrições abertas para programa de internacionalização de startups do Governo Federal

StartOut Brasil , programa de apoio à inserção de startups brasileiras nos mais promissores ecossistemas de inovação do mundo, está com as inscrições abertas para a primeira missão de 2020. Entre os dias 19 e 24 de abril, até 20 startups serão levadas para uma imersão no ecossistema de Nova York, nos Estados Unidos.

Apoiadas pelo Governo Federal brasileiro, essas empresas receberão treinamento de pitch internacional, acesso a workshops com prestadores de serviços e terão a oportunidade de se reunir e se conectar com potenciais parceiros de negócios, possíveis clientes e até investidores de um dos maiores hubs de inovação do mundo.

Gustavo Ene, Secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, ressalta que a escolha do destino se deu com base na análise do potencial do ecossistema do mercado.

“Para definir Nova York como a primeira missão de 2020, avaliamos a quantidade de incubadoras, aceleradoras e fundos de investimento. Também é analisado o volume de investimento, apoio do governo local, abertura para startups estrangeiras, investimento em inovação, programas de apoio para softlanding e custos de instalação no país”, afirma o Secretário.

Berço das inovações tecnológicas, a capital econômica e cultural dos Estados Unidos conta com mais de 9 mil startups, 100 incubadoras e aceleradoras, 200 coworkings e 120 universidades, segundo o Startup Genome 2019. Apostando em Inteligência Artificial e Big Data, a cidade abriga unicórnios, como WeWork, UiPath, Infor, Oscar, Compass, Zocdoc, Sprinklr, SquareSpace, Warby Parker, Dataminr e Peloton.

Inscrições

O programa é destinado a startups brasileiras de qualquer área de atuação que já tenham tração no mercado doméstico e condições concretas de se internacionalizar, sem comprometer suas operações no país. Para participar, as empresas precisam já estar faturando ou já ter recebido algum tipo de investimento, além de contar com uma equipe 100% dedicada ao negócio.

As startups interessadas deverão se inscrever até 20 de janeiro no site do StartOut Brasil . O formulário deve ser preenchido obrigatoriamente em inglês, com dados específicos sobre a empresa e mercado-alvo.

Cada inscrição será inicialmente analisada por responsáveis das instituições organizadoras e as 40 startups mais bem posicionadas serão avaliadas por especialistas no mercado de destino. Ao final, serão selecionadas 15 startups brasileiras que nunca participaram ou fizeram parte de apenas um ciclo do programa, e até cinco startups classificadas como graduadas, ou seja, aquelas que participaram de dois ou mais ciclos do StartOut Brasil.

As startups selecionadas no ciclo de Nova York ganharão um dia de estande na TechDay NYC , uma das maiores feiras de tecnologia dos Estados Unidos. Trata-se de uma vitrine para que os participantes do programa aumentem ainda mais a exposição a investidores norte-americanos e a possibilidades de formação de parcerias com integrantes do ecossistema local de inovação.

O resultado será anunciado no dia 28/02.

Agrofy fecha maior rodada de investimentos para Agtechs da América Latina

A Agrofy, primeiro marketplace do agronegócio brasileiro, recebeu um importante aporte para dar continuidade ao processo de crescimento e consolidação no Brasil, expansão para América Latina e aperfeiçoamento da plataforma. Liderado pela SP Ventures e com a participação de dois representantes do Vale do Silício, a Fall Line Capital e a Acre Capital, além da Brasil Agro, a startup recebeu o aporte de US$ 23 milhões de dólares.

A maior parte deste valor terá como destino a operação do Brasil, considerado o principal mercado para a Agrofy, e que já representa hoje 60% das operações da empresa na América Latina. “Estamos muito satisfeitos com a forma como encerramos esse aporte, porque adicionamos investidores-chave que nos permitirão continuar crescendo no Brasil e na América Latina, juntamente com os atuais acionistas, que continuam nos apoiando”, comemora Maximiliano Landrein, CEO da Agrofy.

Com o aporte, a Agrofy melhorará a experiência de compra e venda online para o produtor, empresas e distribuidores, simplificará os processos de pagamento e aperfeiçoará a logística, fortalecendo toda a cadeia do agronegócio brasileiro, como o agricultor, indústria, bancos, e canais de distribuição, elementos fundamentais para que a Agtech ponha em prática sua visão inclusiva de mercado.

Para Rafael Sant’Anna, country manager no Brasil, o recebimento bem como o investimento do aporte no País mostra a capacidade da plataforma de atender o agronegócio nessa jornada de tecnologia e digitalização, desde a indústria, passando por suas revendas até o produtor rural, que terá liberdade e facilidade de comparação e escolha. “Isso só foi possível porque temos uma proposta de valor que integra e fortalece toda a cadeia de distribuição e mostra que nossa tecnologia é robusta e adaptável a todos os modelos de negócio”, explica Sant’Anna.

Atualmente, o marketplace brasileiro conta com mais de 2 milhões de visitas ao mês, e mais de 55 mil produtos anunciados em 12 categorias de produtos e serviços, mostrando o potencial de negócios da plataforma. “Temos monitorado de perto a atividade do mercado agro na América Latina, trabalhando com os canais online da distribuição tradicional, além de startups e indústria privada. Nesse segmento, a Agrofy foi a primeira a ter um produto e modelo de negócios realmente relevante, e agora consolida seu processo de expansão. O time Agrofy tem feito um grande trabalho de implementação na América Latina”, explica Francisco Jardim, CEO da SP Ventures.

Hanzo recebe aporte liderado pelo fundo norte-americano DotCapital

A Hanzo – plataforma SaaS de engajamento ao consumidor – acaba de receber uma captação série A, liderada pelo fundo norte-americano DotCapital. Com o investimento, a companhia planeja expandir para fora do Brasil e triplicar sua receita em 2020.

Em 2018, a startup foi selecionada para participar na oitava edição do Start Path, programa de aceleração global da Mastercard, criado para ter acesso à inovação alinhada com os objetivos estratégicos da Mastercard, trabalhando com as melhores startup ao redor do mundo. “O programa Start Path tem como chave a aproximação com as startups, que tem sido fundamental para seu sucesso a longo prazo”, explica a diretora do Mastercard Labs – Start Path para América Latina e Caribe -, Ilana Messing. “Acreditamos em ajudar nossas startups a subir para o próximo nível, conectando-as a futuros parceiros de tecnologia, recursos e inúmeras outras maneiras de fornecer as soluções que visam solucionar os desafios de meios de pagamentos, tecnologia e inclusão financeira em nossos mercados atuais”.

De acordo com o italiano Federico Pisani Massamormile, CEO e fundador da Hanzo, o investimento dá um selo de garantia de qualidade para os produtos. O executivo já passou por empresas como a TIM e a Mobile Marketing Association, onde assumiu o cargo de Global Chairman. “Estamos ainda mais confiantes de estar no caminho certo”, continua.

A Hanzo desenvolveu uma plataforma proprietária SaaS de fintech que possibilita que marcas interajam com seus consumidores, utilizando o smartphone. Com módulos de Fidelidade, M-Commerce, Pay ahead, POS, entre outros, a plataforma cria experiências incomparáveis. Com o aporte, a startup pretende expandir os projetos inovadores em outros países.

Dentre as empresas atendidas pela Hanzo, estão a Petz, Mastercard, Unilever, Kibon e algumas franquias no segmento de restaurantes, tipo a Vinil Burger. “Atualmente, nosso time é formado por 30 profissionais, atuando em países como Brasil, Estados Unidos, Costa Rica e na Europa. Nosso objetivo para 2020 é dobrar de tamanho e triplicar até 2021”, explica Pisani.

Os livros preferidos de executivos de grandes startups em 2019

Um dos grandes segredos do sucesso é estar disponível ao constante aprendizado. Conhecimento nunca é demais para qualquer negócio e para isso, reunimos alguns dos livros preferidos dos empresários e executivos de grandes startups, e como este conhecimento impactou a trajetória profissional deles.

Sympla:

Para Rodrigo Cartacho, CEO da Sympla, maior plataforma do Brasil em gestão de eventos e venda de ingressos, o livro mais inspirador de 2019 foi “Homo Deus”, escrito por Yuval Harari, que faz parte da trilogia autor, composta por “Sapiens” e “21 lições para o século 21”. Segundo ele, “o livro nos leva a uma reflexão brilhante do passado, presente e futuro da humanidade.”

Zee.Now:

Para Thadeu Diz, fundador e diretor criativo de Zee.Now, aplicativo para delivery de produtos pet que funciona 24 horas com frete gratuito, o livro escolhido foi “The Everything Store”, escrito pelo jornalista Brad Stone. Segundo o executivo, a Amazon começou como uma loja online de livros num momento onde as pessoas duvidavam completamente se eles dariam certo. Por isso, o foco e determinação de Jeff Bezos em inovar sempre o inspirou tremendamente. Um de seus quotes preferidos é: “You have to be willing to be misunderstood if you’re going to innovate”.

MaxMilhas

Para Max Oliveira, CEO da MaxMilhas, plataforma que vende passagens aéreas com desconto, o livro que inspira sua carreira é o Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas, de Dale Carnegie. Um dos principais pontos que ele aborda é a importância da inteligência emocional para se ter sucesso na vida. Uma pessoa pode ser ótima tecnicamente no que faz, mas só isso não basta para que ela trilhe um caminho de grandes conquistas. Isso envolve o desenvolvimento de inteligência emocional, resiliência, capacidade de ouvir o outro, empatia, comunicação e habilidade de resolver problemas e conflitos. Essas soft skills são fundamentais em negócios que crescem rápido e têm como base a inovação, porque reforçam a capacidade de adaptação e flexibilidade das pessoas a um ambiente que está em constante mudança.

Homer:

Para Lívia Rigueiral, CEO da Homer, aplicativo voltado para o mercado imobiliário com o objetivo de otimizar o trabalho dos corretores a ajudar a formar parcerias seguras entre eles, o livro que contribuiu para expansão da sua visão de futuro foi Abundância: O Futuro é Melhor do que Você Imagina, escrito por Peter H. Diamandis, empreendedor que se tornou um inovador pioneiro, e Steven Kotler, premiado escritor de ciências, publicado em 2012, que conta como o progresso nas áreas tecnológicas permitirão que tenhamos, nas próximas décadas, ganhos incomparáveis com os dos últimos séculos. O livro abre à mente possibilidades de um futuro inspirador para o mercado.

Facily:

Diego Dzodan, cofundador e CEO da Facily, primeiro app de social commerce da América Latina, indica o livro Made In America de Sam Walton. O livro, uma autobiografia do fundador da rede varejista Walmart, conta a história de como, por meio do trabalhar duro, foi criada uma das maiores e mais valiosas empresas do mundo. Para manter a cabeça focada no mercado e compreender como o jogo faz parte da nossa vida desde o princípio, Homo Ludens, de Johan Huizinga.

Hotmart:

Para João Pedro Resende, CEO e Cofundador da Hotmart, especializada em venda e distribuição de produtos digitais, o livro escolhido foi Adams Óbvio, do Robert Updegraff: O livro traz boas lições sobre como simplificar nossa comunicação, nos tornar mais analíticos e em como focar exclusivamente nos fatos. É um livro antigo, com mais de 100 anos, mas que traz lições atemporais para qualquer empreendedor atual. É uma leitura rápida e fácil, e foi uma das minhas principais influências. Hoje na Hotmart, dezenas de pessoas já leram Adams Óbvio e há líderes que presenteiam sua equipe com este pequeno livro logo no onboarding do time.

Assertiva:

Para Hederson Albertini, CEO da Assertiva, plataforma que utiliza inteligência de dados para prevenção a fraude e apoio nas relações comerciais, o livro de cabeceira que mereceu destaque em 2019 foi “De Zero a Um”, do autor Peter Thiel, cofundador do PayPal e investidor em diversas startups, como o Facebook. Para o CEO, o livro trata de um tema simples, mas que é a base de uma empresa: a união dos sócios, que devem saber administrar as diferenças, a vaidade e o ego. A Assertiva tem dois sócios com cabeças e idades diferentes e, contudo, souberam respeitar e entender os dois lados, colaborando para o crescimento do negócio.

Clooset:

Para Vinícius Picollo, CEO da Clooset, plataforma online que conecta microinfluenciadores a marcas, o livro mais inspirador de 2019 foi “Longe da Árvore”, escrito por Andrew Solomon, que fala sobre a construção de identidade entre pais e filhos. Segundo ele, “o livro é resultado de uma pesquisa de quase 20 anos de como as identidades de filhos que fogem do padrão normativo são formadas, e todo o processo de aceitação e empatia que os pais acabam passando quando se dão conta que seus filhos são diferentes das expectativas impostas pela sociedade. Sem cair na exploração de histórias de luta ou superação, o livro aborda dez identidades horizontais que contestam a lógica do ideal ‘normativo’ e amplia a visão sobre ‘ser humano’.”

Xerpa:

Para Paulo Ahagon, CTO da Xerpa, fintech que desenvolveu o app Xerpay, que auxilia no adiantamento do salário do funcionário, o livro que mais o inspirou e ajudou em 2019, foi o “Principles: Life and Work” do Ray Dalio. O autor que é investidor bilionário e um grande nome no cenário financeiro, traz na obra princípios fundamentais para o sucesso da vida profissional e pessoal. Para Ahagon, “o que eu mais gostei no livro é que ele me ajudou a estruturar o raciocínio para tomar decisões difíceis, com as perguntas ‘O que eu quero? O que é verdade? O que eu vou fazer com isso?’. O que ajuda na tomada de decisão”

Revelo:

Para Lachlan de Crespigny, Co-fundador da Revelo, plataforma de recrutameno digital, a obra de 2019 foi “Total Recall: My Unbelievably True Life Story, de Arnold Schwarzenegger”. Segundo o executivo, poucos sabem que ele veio de uma situação de extrema pobreza na Áustria, e este livro conta como ele usou seu carisma e foco para alavancar uma grande empresa do setor imobiliário, o que bancou sua entrada nos filmes. Mesmo depois de se tornar a grande celebridade que conhecemos, ele continua desenvolvendo grandes negócios, então é um livro bastante inspirador que Lachlan recomenda.

Locaweb:

Para o CEO da Locaweb, Fernando Cirne, sua maior indicação é o “Empresas Feitas para Vencer”, do Jim Collins. “O livro responde a uma pergunta simples: como as empresas podem atingir uma excelência que se perpetue no longo prazo. Como a missão de todas as empresas é atuar em seu mercado, ajudando os seus clientes a prosperarem, por muitos anos, acredito que as lições apresentadas no livro com exemplos práticos são muito importantes”, disse. Empresas Feitas para Vencer mostra como as grandes empresas atingem o sucesso no decorrer do tempo e como isso se aplica no DNA de uma organização desde o seu nascimento. Além disso, mostra quais são as características que levam uma empresa a se tornar excelente e outras a fracassarem.

All iN:

“O lado difícil das situações difíceis: Como construir um negócio quando não existem respostas prontas” de Ben Horowitz é a sugestão de leitura do Victor Popper, fundador e CEO da All iN – unidade de marketing cloud da Locaweb. Voltado para empreendedores experientes ou iniciantes, o livro traz as principais dicas de como criar e administrar uma startup sob o olhar de um dos empresários mais respeitados do Vale do Silício. Para o CEO, nem tudo é o que parece. A autonomia de um negócio próprio é atrativa, mas também significa que o sucesso da empresa está totalmente nas suas mãos. Entre erros e acertos, desenvolvemos a mentalidade de um líder e está tudo bem errar contanto que não se erre sempre. O livro é uma ótima oportunidade de aprender sobre os desafios diários do mercado corporativo sem trazer impactos diretos ao negócio.

TruckPad:

Para Carlos Mira, CEO do TruckPad, maior plataforma de conexão entre caminhoneiros e cargas da América Latina, um dos livros que mais marcou sua trajetória é “O Foco Define a Sorte”, escrito por Dulce Magalhães. A obra, que virou seu livro de cabeceira, aborda a importância de deixar para trás a ideia de fazer tudo ao mesmo tempo, e focar em poucas atividades – as mais relevantes – e executá-las de forma assertiva. “Resolver um problema por vez e não desperdiçar energias com problemas de pouca relevância foram algumas das lições que aprendi com esse livro e que foram responsáveis pelo meu sucesso como empreendedor no mercado de tecnologia”, conta Mira. “Acredito que esse livro não está entre os que empreendedores atuais costumam ler e traz lições muito necessárias”, completa.

4ª edição do Programa de Aceleração do BrazilLAB define selecionadas

O BrazilLAB, hub de inovação que conecta startups ao poder público, revela as 28 startups selecionadas para a 4º edição do seu Programa de Aceleração. O objetivo do programa, que nesta edição contou com mais de 300 inscrições, é apoiar os empreendedores no desenvolvimento e adaptação de suas soluções para o modelo B2G, ou seja, Business to Government.

A principal novidade deste ano foi que o BrazilLAB considerou projetos capazes de atender, além do executivo, o judiciário e o legislativo, cujo potencial de economia de recursos é de cerca de 600 milhões de reais. Além disso, o programa também buscou soluções voltadas para as temáticas de smart cities e novos profissionais, esse último pensando nos novos empregos que surgirão a partir da transformação digital. “Unimos empreendedores e governos em prol da melhoria dos serviços públicos e pensamos em como eles podem impactar diretamente a população, principalmente quem mora em áreas mais carentes”, comenta Letícia Picolotto, presidente e fundadora do BraziLAB.

Destaque para projetos como os das startups Colab (São Paulo, SP), que apostou no desenvolvimento de um canal de comunicação e relacionamento direto entre governo e cidadão. A RevelaGov (Ribeirão Preto, SP), por sua vez, trabalha na criação de uma solução que combina inteligência artificial e denúncia anônima para divulgar casos de corrupção social no Brasil. Outro exemplo é a a Wifi.fi – Midia Digital Signage, de João Pessoa (PB). A startup criou uma multiplataforma de mobiliários urbano inteligentes que fornecem Wi-Fi Grátis.

De janeiro a março de 2020, o Programa de Aceleração do BrazilLAB vai apoiar as startups a validar seus modelos de negócio para trabalhar diretamente com governos. Os empreendedores vão passar por mentorias e capacitações, farão visitas a municípios parceiros do BrazilLAB, e poderão se conectar com gestores públicos e investidores. Os empreendedores podem ainda ter a certificação do Selo Govtech, que funciona como uma vitrine para facilitar negócios com governos.

Ao final dos três meses da aceleração, os empreendedores serão avaliados por uma banca composta por líderes públicos, parceiros e especialistas, que identificarão as melhores soluções. Os três primeiros colocados ganharão horas de assessoria jurídica dedicada e poderão participar de eventos com gestores públicos. O grande vencedor ganhará um contrato de investimento de até 250.000 reais e uma missão ao Vale do Silício, nos Estados Unidos.

Segundo dados do Relatório Estratégia Brasileira de Transformação Digital, uma boa estratégia digital pode trazer ao Brasil um aumento de 5,7% do Produto Interno Bruto (PIB) e economizar até 97% dos custos de atendimento e serviços públicos. Além disso, a contínua digitalização do atendimento pode representar uma economia para o governo brasileiro de R﹩ 663 milhões ao ano, e, para a sociedade como um todo, a economia alcança a casa de R﹩ 5,6 bilhões. “A sociedade está passando por uma grande mudança na sua relação com a Gestão Pública, e as lideranças do setor precisam responder a esses novos de forma eficaz. Soluções que priorizem a automatização e digitalização de processos se fazem necessárias em todas as esferas, Executivo, Legislativo e Judiciário, e têm grandes chances de aplicabilidade.”, finaliza Letícia.

Canary capta fundo de U$ 75 milhões para investir em startups brasileiras

A firma de investimentos Canary acaba de anunciar a captação de seu segundo fundo, no valor de U$ 75 milhões, para investir em startups que operam no Brasil. Posicionada como o primeiro investidor institucional (participando de rodadas Série A ou seed), já investiu em 57 empresas desde o ínicio de suas operações, em 2017.

O closing do Canary Fund II fortalece o posicionamento da firma de VC no ecossistema brasileiro de startups – agora, com US$ 120 milhões sob gestão e um time de 13 pessoas. “Um de nossos maiores objetivos quando levantamos o primeiro fundo (Canary Fund I, de US$ 45 milhões) era ajudar as empresas investidas a partir da construção de uma rede relevante de empreendedores ao nosso redor. Ainda que esteja em seus primeiros anos, o Fund I está performando além de nossas expectativas iniciais”, diz Marcos Toledo, co-fundador e managing partner do Canary.

Com o Canary Fund I, a firma investiu em 51 companhias. Desde julho deste ano, o recursos do Canary Fund II foram aportados em outros 6 negócios – a expectativa é a de que o segundo fundo, assim como o primeiro, invista em aproximadamente 50 startups. As empresas investidas pelo Canary até agora já geraram mais de 1.400 empregos e levantaram mais de US$ 400 milhões em rodadas subsequentes.

Nos últimos anos, o time do Canary cresceu de 5 para 13 pessoas, trabalhando em todo o país para encontrar os melhores empreendedores e empresas, criar uma forte rede de talentos, conexões corporativas e fundadores de startups. Outro dos principais esforços do time é coletar a avaliar dados que podem ser úteis para founders de investidas, como, por exemplo, a respeito de rodadas subsequentes ou do espaço para investimentos no ecossistema brasileiro de tecnologia. “Como os primeiros investidores, temos acesso a um grande número de informações, ainda quando as empresas estão em estágio inicial. Ao longo do tempo, vamos conseguindo retirar insights úteis sobre como melhorar nosso processo de análise de investimentos e também o suporte que damos para as companhias de nosso portfólio levantarem rodadas subsequentes”, explica Toledo.

Entre seus investidores, Canary Fund II conta com líderes de setores do Brasil, empresas globais de capital de risco e renomados empreendedores de tecnologia. “Como no Fund I, nós selecionamos nossos investidores para o Fund II considerando também o valor que eles(as) poderiam gerar para as empresas que investimos”, diz Patrick de Picciotto, co-fundador do Canary. A ideia de criar uma firma ancorada por uma rede de contatos foi o conceito central por trás da fundação do Canary. “Bons empreendedores querem falar com bons empreendedores. Então queríamos contar com fundadores já provados pelo mercado como membros do Canary desde o primeiro dia”, acrescenta Marcos.

“Escolher o parceiro certo é um crucial quando se busca investimento. Há muito capital disponível no país atualmente, mas acreditamos que é preciso olhar para a expertise do investidor para que a relação se torne uma parceria de verdade. Essa conexão é ainda mais importante do que o dinheiro em si”, adiciona Mauricio Feldman, co-fundador da Volanty, o primeiro marketplace digital para carros usados no Brasil (e primeiro investimento feito com o Canary Fund I). Um ano depois de levantar U$ 19 milhões na rodada da Série A, liderada pela monashees, a Volanty anunciou uma rodada subsequente de U$ 70 milhões, desta vez conduzida pelos fundos SoftBank e Kaszek. O Canary acompanhou ambas depois de liderar a rodada de capital semente da Volanty.

“Estamos animados em ver o capital disponível para empresas brasileiras aumentando, com a entrada de novos players. Contudo, a maior parte do capital ainda é alocado em estágios mais avançados de investimento. Ainda não há nenhuma outra firma de VC completamente focada nas primeiras rodadas de capital de risco institucional”, comenta Toledo.

Já a Buser, uma plataforma colaborativa de fretamento onde viajantes podem comprar passagem de ônibus por preços menores que os praticados pelo mercado, foi o 16º investimento liderado pelo Canary, em seu primeiro fundo. “Nós não tínhamos mais do que uma planilha naquela época”, diz Marcelo Abritta, co-fundador da Buser. Em 2018, a startup levantou uma rodada de Série A liderada pelo Valor Capital. Neste ano, levantou uma rodada subsequente liderada pelo SoftBank (o Canary participou de ambas as rodadas seguintes). “Os primeiros investidores são os mais importantes para uma startup. No começo da empresa, o empreendedor precisa de apoio para colocar seu produto no mercado e testar a adesão. Depois que isso é feito, você consegue trabalhar no aperfeiçoamento e fortalecimento do seu produto para que ganhe tração no mercado”, explica Marcelo Abritta, cofundador da Buser.

Startup Agrointeli recebe aporte de R$520 mil da ACE e GVAngels

A Agrointeli, uma agtech que se autodefine como um ‘sistema operacional’ agrícola, acaba de receber um aporte de R$520 mil em rodada de investimento que conta com a participação do GVAngels, grupo de investidores-anjo formado por ex-alunos da FGV, e da ACE Startups, empresa de investimentos que atua em todas as fases seed.

Focada em prover a integração de diversas fontes de dados em uma plataforma fácil de usar, a startup consolida, organiza, analisa e interconecta dados essenciais para a gestão de agrobusiness. Para isso, concilia imagens aéreas, sensores, dados de máquinas, previsões meteorológicas, modelos agronômicos e atividades de dados em campo, gerando recomendações para a tomada de decisões ao pequeno e médio agricultor.

Antes desta rodada de investimento a Agrointeli já havia recebido aportes bem significativos. Em 2018, receberam cerca de R$ 250 mil em Investimento Anjo da Ventiur Aceleradora e Start-up Brasil. E, este ano, participaram do evento Startup Chile, ficando entre os Top 10 Global e recebendo R$150 mil de investimento do grupo.

Investimento

O GVAngels conheceu a startup em seu 14º Fórum de Investimento, realizado em junho deste ano. “É a primeira vez que investimos numa agtech. A solução chama a atenção por permitir que o produtor concentre todas as informações de maneira simples em um único lugar, com base em uma tecnologia muito precisa e com grande acessibilidade. Tenho 14 anos de experiência no mercado agro e acredito em seu potencial de escalabilidade”, relata Ricardo Gentil, membro do GVAngels que liderou a due diligence e convidou a ACE a participar da rodada de investimento.

“O mercado de agtechs é muito promissor e é uma das áreas que a ACE está olhando com mais atenção, acreditamos no potencial de crescimento da Agrointeli nos próximos anos e de sua capacidade de trazer inovação para o setor com a nossa ajuda”, declara Mike Ajnsztajn, fundador da ACE.

Mercado

“Nasci e cresci em Campo Grande (MS). Conheço bem a realidade dos produtores rurais, via muito minha avó tomar decisões baseadas em achismos. Mas como engenheiro de computação com mestrado ciências da computação, senti que poderia tirar o produtor do ‘bloco de notas’. Na Agrointeli buscamos facilitar o entendimento de dados essenciais para trazer mais eficiência aos processos e reduzir seu tempo na tomada de decisão”, comenta Renato Borges, um dos fundadores e atual CEO da empresa.

Lançada em 2017, a Agrointeli já monitora mais de 170 áreas agrícolas, o que significa estar presente em 12 estados brasileiros. “É um mercado com grande potencial. Há no Brasil cerca de 60 milhões de hectares de produção agrícola, um equivalente a 2 milhões de pequenos e médios propriedades rurais de grãos”, complementa Borges.

Com esta nova rodada de investimento, a agtech irá aprimorar ainda mais a cobertura da tecnologia no Brasil e espera crescer 30% ao mês no próximo ano.

Prêmio EDF Pulse anuncia vencedores

O Grupo EDF entregou ontem (11) os prêmios aos três vencedores da 1ª edição do Prêmio Pulse Brasil, com foco em startups de inovação. Os projetos foram avaliados por um júri de especialistas e executivos do Grupo, e se destacaram: HVEX na categoria Smart City; Pix Force na categoria Smart Factory; Innovatus, como prêmio Special.

O júri considerou os seguintes critérios: qualidade e robustez da solução; impacto e progresso para a sociedade; sustentabilidade do modelo do negócio; e a equipe (visão, complementaridade, experiências, habilidades). Foram distribuídos R$ 100 mil aos primeiros lugares, sendo R$ 40 mil para os premiados de cada categoria e uma gratificação de R$ 20 mil para um terceiro participante Special. Além do prêmio em dinheiro, as vencedoras têm outra oportunidade: a Citelum vai avaliar uma parceria com a premiada na categoria Smart City, a HVEX; a EDF Renewables fará o mesmo com a ganhadora por Smart Factory, a Pix Force; e o Grupo EDF apoiará a implementação industrial do vencedor do Prêmio Special, a Innovatus.

O Brasil é um país estratégico para o desenvolvimento global do Grupo EDF, que pretende ampliar a interação com startups, para uma melhor compreensão de sua dinâmica de funcionamento.

Líder global em energia de baixo carbono, o Grupo EDF promove o Prêmio Pulse desde 2014, com edições na França, Itália, Reino Unido e África. No Brasil, a iniciativa resultou de parceria entre as principais empresas do Grupo no país: EDF Norte Fluminense, EDF Renewables, Citelum e Framatome. O prêmio dá visibilidade a projetos inovadores alinhados à alta tecnologia para o futuro, sendo uma das principais ações mundiais da EDF. Já concorreram 1.800 startups, com 22 vencedores e mais de 50 projetos acompanhados pelo Grupo no mundo. Na primeira edição do prêmio no Brasil, cada classe somou 5 projetos finalistas.

“Até o momento, o grupo já investiu cerca de R$ 60 milhões na área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no país”, conta o CEO da Citelum, Olivier Meyrueis, representante do Prêmio EDF Pulse no Brasil.

Vencedor do Prêmio Smart City

A HVEX venceu o prêmio na categoria Smart City ao criar a possibilidade da gestão ativa de energia para grandes consumidores, como redes comerciais e indústrias. Tudo começou com o pedido de um cliente por uma solução que melhorasse seu consumo de energia. Dessa forma, a HVEX verificou que nenhum fornecedor oferecia as aplicações num único portfólio, o que dificultava a integração do sistema.

“Criamos o hardware (placa), com saída modular de comunicação e o software que trata as informações. Dessa forma, o cliente tem acesso a dados similares aos do consumo de internet no celular, para energia elétrica. Sabe quanto consumiu, que horas, de que forma, além de receber a indicação do melhor perfil de contrato de fornecimento para suas necessidades”, explicou Guilherme Ferraz, fundador e diretor comercial da HVEX. Essa solução tem uma complementaridade possível com as soluções já propostas pela Citelum, a empresa de iluminação pública do Grupo EDF.

Vencedor do Prêmio Smart Factory

A Pix Force desenvolveu uma solução baseada na visão computacional para inspeção das linhas de transmissão. Por meio de drones, as imagens são capturadas e, em seguida, processadas por algoritmos de machine learning proprietários. “Se um voo de drone tiver 5 horas de duração, uma pessoa levaria cerca de 10 horas para analisar todas as imagens. Nossos algoritmos são capazes de realizar a análise em questão de minutos, verificando itens como para-raios, isoladores e pontos quentes”, explica Vitor Tosetto, CEO da Pix Force, que lidera o ranking de visão computacional da Open100StartUps pelo segundo ano consecutivo. O objetivo da inscrição no Prêmio EDF Pulse foi a divulgação da solução, desenvolvida durante uma inspeção de torres, que é um serviço prestado sob demanda.

Vencedora na Smart Factory, a solução da Pix Force pode representar uma melhoria na eficiência e na segurança dos funcionários, como aponta o CEO da EDF Renewables, Paulo Abranches: “A inovação poderia ser aplicada a parques eólicos e usinas fotovoltaicas, mas também e, principalmente, à rede de transmissão de eletricidade pela qual a EDF Renewables é responsável”.

Vencedor do Prêmio Special

O prêmio Special foi concedido ao grupo de pesquisadores brasileiros da Innovatus. Eles trabalham no desenvolvimento de equipamentos com o propósito de despoluição ambiental. Assim, criaram um material cerâmico que, aquecido por micro-ondas, atinge rapidamente temperaturas muito elevadas. Esse dispositivo pode substituir com vantagens os queimadores atualmente utilizados em processos de incineração, promovendo a combustão sem a presença de chamas ou emissão de gases poluentes. A tecnologia também ganhou o Prêmio FINEP de Inovação 2012.

Diretor executivo da Inovattus, José Lavaquiel explicou que o equipamento está em fase de desenvolvimento, e os testes de campo começam no início de janeiro: “Será um produto customizado de acordo com o volume da emissão e o tipo de combustível usado. No início da comercialização, vamos produzir para termelétricas”. Com o Prêmio Pulse, o executivo quis validar a inovação, ter o “reconhecimento de uma empresa tão relevante para o setor, como o Grupo EDF”.

Sebrae lança Startup Summit 2k20 e inicia venda de ingressos

O Startup Summit 2020 está com as inscrições abertas para sua terceira edição. O evento ocorre entre os dias 20 e 21 de agosto de 2020, em Florianópolis (SC), no Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira. Realizado pelo Sebrae, em parceria com a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), a programação promove a união do ecossistema empreendedor de todo o Brasil em Santa Catarina e espera receber, no próximo ano, 5.000 empreendedores de todo o país e mais de 100 palestrantes.

Serão sete palcos, com pelo menos 10 trilhas de conteúdo, em dois dias de palestras com CEOs das principais startups do país e convidados especiais de grandes empresas de tecnologia, nacionais e internacionais, que irão compartilhar suas experiências e cases de sucesso. As trilhas irão abordar todos os pilares que reforçam um bom ecossistema, como as universidades, as incubadoras e aceleradoras, o venture capital e o governo.

Alguns dos nomes já confirmados são: Ana Paula Assis, presidente da IBM América Latina; Bedy Yang, partner da 500 Startups; Marcelo Lombardo, cofundador e CEO da Omie; André Siqueira, cofundador e diretor de negócios da Resultados Digitais; e Guilherme Coan Hobold, cofundador e CSO da Involves.

Santa Catarina foi escolhida como melhor comunidade de startups do país no Startup Awards 2019, também sendo o estado do melhor hub de inovação e da melhor aceleradora do Brasil. A capital é um dos ecossistemas mais dinâmicos e reconhecidos do país. A região abriga mais de 1.400 empresas de tecnologia, de startups a negócios médios e grandes, além de fundos de investimento, incubadoras, consultorias especializadas. “Queremos promover uma imersão em tecnologia e inovação a partir do exemplo de quem está prosperando nessa área. A ideia é o participante aprender com os cases e ver que não está sozinho, que outros empreendedores já passaram por grandes desafios e conseguiram alcançar o sucesso”, explica Alexandre Souza, gestor da iniciativa Startup SC, desenvolvido pelo Sebrae/ SC.

Até início de janeiro, o valor dos ingressos fica em lote promocional, chamado early bird, o que que significa que o interessado irá pagar o menor valor de ingresso disponível. As inscrições têm vagas limitadas e podem ser feitas pelo site: http://summit.sebrae.com.br

 

Startup Summit em 2019

 

A segunda edição do Startup Summit aconteceu em 2019, entre 15 e 16 de agosto. O evento reuniu durante os dois dias mais de 4.000 pessoas, contou com feira de negócios para startups, um palco com grandes nomes do empreendedorismo nacional e sete trilhas paralelas de conteúdo — Marketing & Vendas; Tecnologia & Produto; Cultura & Talentos; Ecossistema; Operação; Investimento & Internacionalização e Corporate. O Startup Summit 2019 contou com a presença de Uri Levine, cofundador da Waze, e Ragnar Sass, cofundador da Pipedrive, que compartilharam sua trajetória com o público. Outro destaque foi o painel “Como fazer tudo errado e dar certo?”, do Max Oliveira, cofundador e CEO da Max Milhas.

A programação também trouxe representantes das empresas apontadas pelas consultorias Distrito e KPMG como os prováveis próximos unicórnios do Brasil — empresas de tecnologia avaliadas em mais de US$ 1 bilhão no mercado — como Roberto Mameli, CTO da Creditas; João Del Valle, cofundador e COO da EBANX; Marcelo Loureiro, cofundador e CEO da Yellow/Grin; Eric Santos, cofundador e CEO da Resultados Digitais; Bernardo Carneiro, sócio diretor da Stone; e Leandro Caldeira , CEO  da Gympass.

 

Serviço

O que: Startup Summit 2k20

Quando: 20 e 21 de agosto de 2020

Onde: Centro de Eventos Luiz Henrique da Silveira, rodovia SC-401, Km 01, S/N – Trevo de Canasvieiras, Florianópolis

Inscrições: http://summit.sebrae.com.br