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Governo Federal leva startups para Nova York, Bogotá e Barcelona

Anualmente, o StartOut Brasil, programa de internacionalização de startups realizado pelo Governo Federal, promove ciclos de imersão para apoiar a inserção de soluções brasileiras nos mais promissores ecossistemas de inovação do mundo.

Em 2020, foram selecionados três destinos com potencial para a imersão dessas empresas. Essa escolha se deu com base na análise da abertura que esses polos têm para negócios estrangeiros, seu incentivo à inovação, bem como a possibilidade de conquistar clientes, parceiros e investidores.

A primeira imersão das startups aprovadas será em Nova York (Estados Unidos) e as inscrições já se encerraram. O segundo ciclo do ano será realizado em Bogotá (Colômbia) e a última imersão será em Barcelona (Espanha). Para participar, as startups precisam já faturar ou ter recebido algum tipo de investimento, contar com uma equipe 100% dedicada ao negócio e preencher o formulário de inscrições obrigatoriamente em inglês, com dados específicos sobre a solução e o mercado-alvo.

Serão selecionadas até 20 startups por ciclo. Estes negócios receberão consultoria especializada em internacionalização, mentoria com especialistas no mercado de destino e treinamento de pitch (discurso de apresentação de negócios) para se prepararem para a missão. No local de imersão, terão uma agenda voltada à prospecção de clientes e investidores e à conexão a ambientes de inovação, com visitas a aceleradoras, incubadoras e empresas locais; seminário de oportunidades; rodada de reuniões com prestadores de serviços; encontros de negócios organizados por um matchmaker; e demoday para investidores.

Após esse período de imersão, as cinco organizações responsáveis pelo programa continuam ajudando e monitorando as startups participantes durante os 18 meses seguintes à viagem. Assim, os StartOuters não ficam desamparados durante o processo de definição da sua estratégia de internacionalização e/ou softlanding no mercado-alvo.

“Sendo um programa de Governo, o StartOut oferece um apoio de peso aos empreendedores, mas é essencial que eles também tenham participação ativa nas atividades oferecidas, concentrando esforços em identificar oportunidades locais. E quando retornam da missão, devem imediatamente acionar toda a rede de contatos constituída durante o ciclo de imersão, a fim de concretizar os resultados desse trabalho e gerar novos negócios”, orienta o secretário de Desenvolvimento da Indústria, Comércio, Serviços e Inovação da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Gustavo Ene.

Maiores informações sobre cada um dos ciclos serão disponibilizadas no site: http://www.startoutbrasil.com.br/

Startup gaúcha fatura mais de R$ 5 milhões com plataforma para nutricionistas

Quem realiza acompanhamento nutricional está acostumado a sair do consultório com um grande número de papeis – de planos alimentares a receitas específicas. O incômodo com esse costume não muito prático foi o start para a criação da Dietbox , empresa que desenvolveu o software de Nutrição mais utilizado no Brasil. Hoje, após seis anos, a startup mantém uma média de crescimento de 60% ao ano, e fecha 2019 com faturamento de mais de R$ 5 milhões.

Responsável pelo primeiro software online deste mercado, a Dietbox foi criada com a missão de fortalecer e transformar o mercado do profissional de Nutrição através de tecnologia, inteligência de mercado e relacionamento com diferentes stakeholders. De lá para cá, muita coisa mudou e atualmente, de acordo com pesquisa realizada pela empresa com nutricionistas recentemente, os aplicativos de nutrição despontam como uma das principais formas de comunicação entre profissional e paciente – 20,3% dos profissionais utilizam alguma ferramenta, ficando atrás apenas de Whatsapp e e-mail.

A pesquisa mostra, ainda, a Dietbox como líder de mercado, tanto entre softwares online, quanto offline – a plataforma aparece em primeiro lugar na lembrança do entrevistado, com 79% de citações entre os softwares de nutrição. Atualmente, o sistema conta com mais de 140 mil profissionais e estudantes e mais de 2 milhões de pacientes cadastrados.

Segundo André Piegas, um dos sócios-fundadores da startup, os dados mostra o quanto o mercado de Nutrição estava carente de uma plataforma que otimizasse o relacionamento entre especialistas e seus clientes e, principalmente, fidelizasse o paciente. “A Dietbox economiza o tempo dos nutricionistas, os ajuda em gestão e controle financeiro, e é uma plataforma na qual ele pode concentrar planos alimentares, receitas, pedidos de exames e realizar uma troca diária com os pacientes”, explica. Ao mesmo tempo, a Dietbox oferece ao paciente uma experiência única e personalizada aos pacientes, e os incentiva na trajetória de reeducação alimentar.

Em 2019, a startup decidiu personalizar a plataforma para a Nutrição Chilena, e deu seu primeiro passo rumo ao processo de internacionalização. Para este ano, a Dietbox prevê um faturamento acima de R﹩ 8 milhões e a longo prazo, o objetivo é expandir o processo para outros países da América Latina.

Kraft Heinz realiza evento para se aproximar de startups

Em busca de se aproximar de startups e encontrar soluções inovadoras para os desafios do dia-a-dia, a Kraft Heinz Company realizou seu primeiro Demo Day em 3 de fevereiro, que dá início ao processo de Open Innovation na companhia. Em parceria com o inovabra habitat, espaço de coinovação dedicado à geração de negócios de alto impacto baseado nas tecnologias do Bradesco, a gigante do setor alimentício iniciou sua busca por startups com soluções para a área de Procurement e Legal e Finanças.

O evento foi o primeiro de um programa de Open Innovation, que surgiu da necessidade da companhia de ganhar agilidade e eficiência em todas as áreas. “Mapeamos e priorizamos desafios para buscar novas tecnologias e parceiros que nos ajudem nessa jornada de inovação. Por meio do inovabra habitat, conseguimos ter acesso a esses parceiros”, explica Juliana Bernardo, gerente de Insights&Innovation da Kraft Heinz Brasil e líder do projeto. “A solução foi simples: unir quem tem o desafio com quem tem a solução”, continua Juliana.

O objetivo dos DemoDays é apresentar o programa de Open Innovation e os desafios de cada área às startups selecionadas para que ofereçam suas soluções. A solução que melhor atender à proposta da Kraft Heinz será convidada a participar de uma reunião com o time da área para o possível desenvolvimento de um projeto piloto ou prova conceito.

Para entender os desafios, a Kraft Heinz realizou um workshop com executivos da companhia, onde mapearam, discutiram e priorizaram problemas a serem resolvidos pelas iniciativas das startups do ecossistema do inovabra. Além de Procurement e Legal e Finanças, Operações, Agricultura — Operações, TI, Marketing, Comercial e Trade e People também tiveram desafios mapeados pelos executivos e terão Demodays ao longo do primeiro semestre.

ACE vai capacitar profissionais do futuro com curso gratuito sobre inovação

De acordo com a ACE Innovation Survey, uma pesquisa conduzida pela ACE Cortex, unidade de inovação corporativa da ACE, sobre o panorama do setor no Brasil, a inovação é valorizada por cerca de 90% das empresas. Pensando nesse cenário, a ACE, empresa de inovação, acaba de anunciar o lançamento de um curso sobre o tema. O Innovation Academy será totalmente gratuito, e os inscritos passarão por um processo de seleção para serem aprovados no programa.

“Existe uma carência de profissionais qualificados e de alto desempenho no mercado, então decidimos tomar a frente na educação e desenvolvimento dessas pessoas, disseminando o conhecimento sobre inovação, que faz parte do DNA da ACE, contribuindo assim para o crescimento e futuro do Brasil”, declara Pedro Waengertner, CEO e cofundador da ACE.

O curso abordará temas diretamente relacionados à inovação, tangibilizando o trabalho em Squads e a Transformação Digital. Serão apresentados conceitos de rotinas ágeis, como Scrum e Kanban, além de trabalhar um mindset de startups, como definição de Personas, Job To Be Done e Proposta de Valor. Utilizando as metodologias ACE, o curso terá atividades práticas e debates de cases reais. Os conteúdos serão ministrados pelos profissionais da ACE, que tem ampla experiência e vivência diária dos temas abordados.

Além de passar pelo curso gratuito, os alunos que se destacarem e tiverem um match com a empresa poderão receber uma proposta para integrar o time da ACE.

O curso acontecerá em três sábados consecutivos em março (com início em 7 de março), além de um encerramento onde os alunos irão apresentar seus trabalhos para os partners da empresa. Para se candidatar ao processo seletivo, os interessados devem acessar: http://www.innovationacademy.com.br/ e preencher o formulário até o dia 20/02/2020. Como requisito para participar, é preciso ter alguma experiência ou conhecimento com vivências ágeis ou startups.

NIVEA lança programa de conexão com startups

A NIVEA anuncia o lançamento de seu programa de conexão com startups, o Desafio NIVEA. Com a iniciativa, a companhia, que é referência em cuidados com a pele há mais de 100 anos, busca empresas com soluções que transformem a experiência dos clientes, engajando o consumidor e gerando uma melhor performance de compra na categoria de cuidados faciais em pontos de venda físicos.

Startups de todo o Brasil podem inscrever soluções que simplifiquem o processo de decisão, que eduquem, informem e engajem o consumidor sobre os produtos. Além de melhorar a experiência dos clientes, a NIVEA busca uma solução escalável e que possa ser implementada em lojas de todo o país.

“Em um momento onde a transformação digital é chave para o desenvolvimento dos mercados, a NIVEA quer continuar fortalecendo seu ecossistema digital e, da mesma forma, evidenciar o compromisso da marca com o empreendedorismo do Brasil. Nesse sentido, queremos incentivar e apoiar a criação de soluções efetivas que melhorem a experiência de compra dos consumidores, “afirma Andrea Bó, Diretora de Marketing da NIVEA Brasil.

As inscrições estão abertas até o dia 17 de fevereiro. As startups selecionadas para a próxima fase poderão apresentar suas soluções para um time da NIVEA e as que mais se destacarem participarão de uma imersão na companhia em um formato de Startup Village, com reuniões para se aprofundarem no desafio de negócio. Após a evolução das propostas, haverá uma nova rodada de apresentação, dessa vez, até 5 ideias serão selecionadas para o teste em um cliente parceiro.

Em março, as startups apresentarão as soluções testadas em um Pitch Day em São Paulo para o board de diretores e presidente da companhia. A vencedora poderá se tornar parceira da NIVEA, colocando a solução em prática. Além disso, receberá uma cota de patrocínio em um evento da StartSe, no valor de R$ 20 mil. Já as startups posicionadas entre a segunda e quinta colocação, poderão expor suas soluções em um dos eventos da StartSe. Saiba mais no site oficial.

Superjobs Venture anuncia investimentos em mais duas startups

De olho no mercado e em startups inovadoras que buscam impactar positivamente o mundo, a Superjobs – venture com foco em investimentos de alto impacto – inicia o ano de 2020 a todo vapor.

A companhia, que já contava com 22 startups em seu portfólio, anuncia investimentos em mais duas empresas de setores diferentes, mas que têm em comum o desejo de prosperar na nova economia de forma engajada e transparente. São elas a mineira Metha Energia, focada em geração de energia distribuída e renovável, e a pernambucana Marta Inteligência Imobiliária, plataforma desenvolvida para potencializar negócios entre construtoras e clientes interessados em comprar imóveis de maneira inteligente.

“Estes aportes vêm ao encontro do propósito da Superjobs, que é adiantar-se diante das transformações pelas quais o mundo está passando, criando tendências e investindo em inovações”, afirma André Martins, co-fundador da venture. A organização, que hoje reúne fintechs, empresas de health care, biotecnologia, entre outros nichos, agora tem presença nos Estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Piauí, Ceará, Pernambuco e Minas Gerais, além da participação na Babel Ventures no Vale do Silício, na Califórnia (EUA).

Os investimentos serão destinados à criação de um elo consistente entre a oferta e a demanda. “Nossa expectativa é a empresa expanda os serviços de energia com preços mais acessíveis para outros estados do país. Para isso, o plano é realizar novas associações com outras concessionárias e aumentar as conexões com as comercializadoras”, disse Martins. Atualmente, a Metha tem atuação em 180 cidades do estado de Minas Gerais; até o final do ano, este número deve ultrapassar 250 somente neste estado, além de iniciar a operação em mais duas capitais.

“Estamos satisfeitos em ter ao nosso lado investidores estratégicos. Consideramos que este será um dos principais diferenciais para o nosso crescimento. O expertise, networking e visão sobre o negócio trazidos por eles são um ativo que antecipará muitos passos em nossa jornada”, diz Victor Soares, fundador e CEO da Metha.

O aporte na empresa Marta será primordial para sua expansão nacional. A empresa já possui atuação significativa no Nordeste, onde conta com 200 construtoras parceiras e cerca de 10 mil corretores que ajudam a abastecer a plataforma com informações sobre o comportamento dos clientes. Com isso, a solução vem propiciando inteligência capaz de minimizar os custos de encontrar clientes, garantindo alta performance na vendas de imóveis, atingindo 6% de média na conversão em vendas e quatro vezes menos investimento em mídia.

“A expectativa é que a empresa amplie a atuação no Estado de São Paulo, sobretudo para osnegócios envolvendo imóveis usados fora do Nordeste”, afirma Martins, da Superjobs.

Nos últimos 12 meses, Marta cresceu cinco vezes em faturamento, e em 25 vezes a quantidade de dados capturados e analisados, contando hoje com 40 pessoas no time. Para Sand Coutinho, fundador e CEO da Marta, a empresa vai manter o mesmo ritmo de crescimento em 2021 e dobrar a equipe, chegando a 80 colaboradores. “Ainda no primeiro semestre, teremos projetos pilotos em regiões de São Paulo que já foram mapeadas”, finaliza Coutinho.

L’Oréal Brasil e Fábrica de Startups iniciam programa de inovação

L’Oréal Brasil e Fábrica de Startups firmam parceria para acelerar empreendedores. É a primeira vez que um projeto no segmento da beleza faz parte do portfólio da incubadora, que já inovou em setores tradicionais da economia, como o de óleo e gás, e em segmentos que estão provocando uma onda de desbancarização – as fintechs.

Revelado na festa do primeiro aniversário da sede brasileira da aceleradora corporativa em novembro de 2019, a L’Oréal, líder mundial em beleza, é a próxima empresa âncora que está buscando inovação por meio de soluções de startups no Brasil.

A inovação é um dos pilares da L’Oréal e a parceria reafirma o compromisso da empresa com a inovação em todos os seus processos. “A transformação digital permeia todas as áreas de negócio e através dela queremos entregar cada vez mais produtos e experiências inovadoras às nossas consumidoras. Perseguimos a meta de nos tornarmos empresa número um em beauty tech do mundo.”, destaca Patricia Borges, CMO da L’Oréal Brasil.

A CMO da Fábrica de Startups, Ula Amaral, destacou a importância da parceria. “O programa de aceleração da L’Oréal com a Fábrica de Startups é um marco para o mercado de beleza do Brasil. As startups terão a oportunidade de solucionar desafios de uma gigante do seu segmento, com a possibilidade de fechar negócio e colaborar a longo prazo com a empresa. Vamos juntos criar a beleza do futuro, olhando para a diversidade da população brasileira e suas demandas específicas.”, comentou a CMO da Fábrica de Startups.

A primeira etapa da fase de aceleração foi um roadshow para startups apresentarem soluções para dois desafios. Um deles envolvia a rentabilização e otimização de demanda, produção e distribuição das amostras de produtos, já o outro desafio tinha a proposta de tornar a projeção de vendas mais assertiva para o consumidor final. A apresentação dos modelos escolhidos aconteceu no dia 28 de janeiro, na sede da Fábrica de Startups.

A partir de março, será iniciado o programa de aceleração que irá contar com 8 startups. O período de inovação será de 5 meses, quando em agosto será conhecida a solução que mais se destacou.

Tendência para inovação

O novo projeto entre Fábrica de Startups e L’Oréal confirma a avaliação da plataforma CB Insights em relatório que aponta as tendências para o mercado de beleza em 2020. O setor está habilitado cada vez mais para a tecnologia, apoiada ao uso de blockchain, big data, impressão 3D e inteligência artificial para tornar os produtos mais eficazes e personalizados.

Para Ula Amaral, CMO da Fábrica de Startups: “O consumidor irá se conectar com as marcas através de tecnologia, isso é uma certeza. O que precisamos pensar juntos é como fazer essa conexão. Como reduzir a fricção no processo de relacionamento com o público e aumentar o encantamento através de experiências cada vez mais disruptivas. É um mercado que irá mudar muito nos próximos anos e a L’Oréal estará no centro dessa mudança ao lado das startups do programa.”

Cora entra para lista das fintechs com maior potencial de se tornar unicórnio antes mesmo de seu lançamento oficial

Depois de arrecadar US$ 10 milhões no maior investimento seed de uma fintech na América Latina, a Cora foi reconhecida pela Tracxn como uma Minicorns, categoria que lista as startups que poderão se tornar unicórnios no médio prazo. O posicionamento é baseado em análise detalhada de uma das maiores plataformas do mundo de startups, empresas privadas e setores inovadores emergentes.

Fundada em 2019, a Cora entra em operação no país oficialmente em março deste ano. A fintech, que até então vem operando para uma base fechada, vem ao mercado brasileiro para trazer soluções financeiras para os pequenos e médios empreendedores. O “banco digital” trará iniciativas com a possibilidade de revolucionar este segmento, inclusive, interferindo no PIB do país. Por conta disso, ela já entra no recém estudo realizado pela Tracxn, iniciativa que investiga mais de 300 setores de tecnologia.

“O impacto do nosso novo negócio em pouco tempo já despertou interesse e aporte de fundos como a Kaszek e a Ribbit”, lembra Igor Senra, CEO da Cora. Este é o segundo negócio do empreendedor, que fundou a empresa de pagamentos online MOIP e vendeu para a Wirecard em 2016.

A edição do Soonicorn Club of Brazil traz a lista dos:

– Unicórnios: Nubank e EBANX

– Soonicorn (startups que já estão altamente valorizadas e prometem se tornar unicórnios a curto prazo): Creditas, Neon, Guiabolso, WEEL e ContaAzul

– Minicorns (startups em estágio inicial, mas com alto potencial): RecargaPay, Pitzi, Contabilizei, Órama, Warren, Zoop, Toto Investimentos, FinanZero, REBELDE, idwall, Cora, Bidu, Gorila Invest, Pier, Vindi e Magnetis

Brasil tem mais de 430 startups de educação; São Paulo engloba quase metade, releva KPMG

A KPMG e a Distrito Dataminer realizaram um levantamento sobre startups que atuam no setor de educação, intitulado “EdTech Mining Report”. O relatório mostra que, no Brasil, existem 434 startups nesse setor, sendo que São Paulo engloba quase a metade delas com 41,6%. O estado tem o percentual maior que às regiões Sul (20,7%), Nordeste (8,2%), Centro-Oeste (6,4%) e Norte (1,3%). De acordo com o levantamento, a distribuição geográfica de EdTechs é maior que em outros setores, como por exemplo, o das FinTechs (startups de finanças).

De acordo com o estudo, as EdTechs são divididas em seis categorias, sendo o item “ferramentas para instituições” o principal deles com 25,4%. As outras categorias são as seguintes: novas formas de ensino representam 20,8%; seguidas por plataformas para educação, 17,3%; ensinos específicos, 17,1%; foco no estudante, 12,7%; conteúdo educativo, 4,2%; financiamento do ensino, 2,5%. O levantamento mostrou também que, entre 2013 e 2017, foi registrado um aumento de 62% no número de startups de educação no país, totalizando 273 somente nesses quatro anos.

“No Brasil, há um número considerável de EdTechs, porém, o quantitativo é inferior do cenário internacional. O mercado global deve crescer 17% ao ano, atingindo um faturamento de 252 bilhões de dólares no próximo ano. Outro aspecto que reforça o potencial das EdTechs no Brasil é o avanço das matrículas dos alunos do ensino na modalidade de educação à distância”, explica o sócio-líder em educação da KPMG do Brasil, Marcos Boscolo.

Com relação ao faturamento, a pesquisa mostrou ainda que 19,9% dessas empresas faturam até 360 mil reais; 61% empresas de 360 mil a 5 milhões de reais; 14,2% de 5 milhões a 25 milhões de reais; 1,6% de 25 milhões a 50 milhões de reais; e apenas 2,2% delas faturam mais de 50 milhões.

“Além de tornar as aulas mais dinâmicas e atrativas, os principais benefícios da tecnologia no ensino são: acompanhar o processo pedagógico em que é possível classificar os erros e acertos do aluno; identificar lacunas de aprendizagem e planejar intervenções apropriadas para solucioná-las e individualizar o ensino. Outro ponto de destaque é que com o investimento na educação e a formação de indivíduos podem contribuir para o desenvolvimento econômico e social do país”, complementa o sócio da KPMG.

Representatividade das mulheres nas EdTechs é a segunda maior entre outros setores

A pesquisa ainda traça o perfil dos sócios na EdTechs. O formato típico é composto de dois a três sócios, com idade entre 35 e 45 anos e ensino superior completo. Atualmente 79% dos sócios são homens, contra 21% de mulheres. Entretanto, a representatividade feminina entre os sócios de outros setores é a segunda maior nas startups de educação, ficando atrás apenas das startups de direito (LegalTech), com 25%, e na frente das de saúde (HealthTech), com 17%; administração (AdTech & MarTech), com 14%; Indústria 4.0 com 13%; financeiro (FinTech) com 11%.

Para ter acesso a pesquisa na integra, acesse: http://conteudo.distrito.me/distrito-dataminer-edtech-report

Concurso leva melhor startup brasileira para competição internacional em Dubai

Competição organizada pela Câmara de Comércio Árabe-Brasileira vai selecionar a startup do Brasil com a melhor proposta de inovação para uma disputa global entre as empresas de tecnologia mais promissoras do mundo.

O Arabic Tech Tour, iniciativa da entidade em parceria com a Mango Ventures e a Peppery Lab, integra a seletiva latino-americana da Annual Investment Meeting (AIM), com realização programada de 24 a 26 de março, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

O evento, além de contar com intensa programação de negócios, tem também uma das mais tradicionais competições mundiais de inovação, com participação de startups de 70 países. A edição de 2020 prevê premiação de US$ 50 mil para a empresa vencedora.

As inscrições da etapa brasileira (aqui) vão até 31 de janeiro. Podem participar empresas legalmente constituídas, já com produto minimamente viável (MVP), plano de negócios e comprovação de demanda (market traction). Seu representante também precisa ter passaporte válido por, no mínimo, seis meses.

A escolha da melhor empresa será num bootcamp programado para 12 de fevereiro, na sede da Câmara Árabe-Brasileira, na capital paulista, por um júri. A vencedora vai disputar a competição da AIM em Dubai com as despesas de viagem e hospedagem pagas e terá um estande no evento.

Inscrições:

http://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSf3PHr0uaOLCcN1PzOyjgxu89j4swkImAMqIu50k6IjrReBpA/viewform

Cronograma da Competição:

16/01 | Lançamento Oficial das inscrições das startups no Brasil
31/01 | Encerramento das inscrições
07/02 | Seleção e escolha das startups pelo AIM Latam para participar Bootcamp na Câmara de Comércio Árabe-Brasileira
12/02 Bootcamp na Câmara Árabe
15/02 | Escolha das startup brasileira vencedora pela comissão julgadora do “Arabic Tech Tour” para competir no AIM em Dubai
17/02 | A Startup vencedora representante do Brasil será anunciada

10 dicas para um bom convívio em coworking

As pessoas estão optando por espaços mais próximos da sua casa e em ambientes mais criativos, para evitar o trânsito e melhorar sua qualidade de vida. Também, é claro que a tecnologia está mudando a dinâmica do mundo, e o ambiente de trabalho não é exceção. Os escritórios estão mudando e os resultados disso têm transformado a vivência profissional de muitas pessoas. Esse cenário se mostrou favorável às empresas de coworking, que precisaram se reinventar para oferecer uma experiência única e excepcional aos executivos que se mostram cada vez mais exigentes.

Não é porque trabalha sozinho ou com uma equipe reduzida em um coworking que o ambiente não há regras — muito pelo contrário. São nesses espaços que elas são essenciais para que não comprometa compromissos profissionais dos outros usuários. Mais do que uma lista de regras, é uma questão de bom senso e respeito, algo que também faz parte de qualquer ambiente de trabalho.
Para isso, Tiago Alves, CEO da IWG, maior grupo de coworking do mundo e detentor das marcas Spaces e Regus no Brasil, elencou 10 dicas para o convívio nesses espaços:

1) Cuidado com o barulho

Tenha consciência de que você está dividindo espaço com outros profissionais que, assim como você, precisam se concentrar. Portanto, controlar o volume da voz é importante. Se preferir, procure uma área do coworking mais reservada para fazer uma ligação ou reunião com menos pessoas em sua volta. Nesses casos, o ideal é buscar alguma cabine privativa para tratar assuntos sigilosos, por exemplo.

2) Use fones de ouvido

Ao efetuar ligações, ouvir música ou assistir algum vídeo, opte sempre por fazer isso com fones. Eles são essenciais nesses ambientes. Assim o som do seu equipamento não atrapalhará as pessoas ao seu redor.

3) Respeite a agenda das salas de reunião

Exceder o tempo de uso de uma sala pode atrapalhar a reunião de outro usuário que se planejou para usar a mesma logo após você. Verifique a disponibilidade das salas e siga os horários à risca.

4) Socialize

Aproveite o ambiente compartilhado para se relacionar, trocar ideias e experiências. Uma forma de acelerar esse processo de networking é aproveitar os espaços comuns do coworking — uma vez que, ao dividir espaços com outros profissionais é mais fácil iniciar uma conversa e quem sabe também o fechar negócios.

5) Respeite o horário de trabalho dos outros usuários

Socializar é bom, mas não puxe papo toda hora. Use seu bom senso e evite desconcentrar os colegas. Perceba os sinais de “não perturbe”.

6) Menos é mais

Não é necessário levar mais do que seu notebook para um ambiente de trabalho compartilhado. As unidades de coworking, geralmente são equipadas e prontas para os clientes usufruírem das instalações, que contam com salas de reunião, business lounge, acesso à internet, apoio administrativo sob demanda, estacionamento, entre outros serviços.

7) Participe dos eventos

Além da troca de conhecimentos que pode acontecer diariamente entre os usuários, participe dos eventos realizados no local. Workshops e palestras têm sempre a contribuir para seu currículo e sua rede de networking.

8) Reporte comportamentos que fujam às regras

Ao identificar algum comportamento que não se adeque ao local de trabalho, o primeiro passo é informar para a equipe interno do espaço, uma vez que eles poderão tomar as devidas medidas. Se for algo recorrente, o melhor é usar os canais de comunicação para apresentar a devida reclamação — o que tem se mostrado raro nesses ambientes, pois entre mais de 30 mil clientes no Brasil, o índice de conflitos é quase nulo.

9) Organização na cozinha também é essencial

A regra básica é: se sujou, limpe — quebrou, reponha. As geladeiras dos refeitórios também são compartilhadas, portanto evite colocar itens grandes para que todos tenham oportunidade de utilizá-la. Não consuma alimentos de outras pessoas e também não esqueça comida na geladeira, pois o alimento pode acabar estragando dentro do refrigerador.

10) Não monopolize um lugar

Como o próprio nome diz, o local de trabalho compartilhado permite a rotação de lugares dentro de um centro de coworking. No geral, 20% dos espaços são rotativos, mas 80% geralmente são destinados de maneira fixa às empresas, ou seja, dificilmente falta lugar para se trabalhar.

O conceito de um espaço compartilhado é incentivar a interação interpessoal de forma espontânea. Ao ter um bom convívio nesses ambientes, a produtividade pode aumentar, especialmente se comparar com o trabalho home office, uma vez que há menos distrações e é possível marcar reuniões no mesmo espaço.

Brasileira brain4care tem tecnologia liberada pelo FDA e planeja entrada nos EUA

O Food and Drug Administration (FDA) liberou para uso nos Estados Unidos a inovação tecnológica de grande impacto na medicina e na pesquisa da startup brasileira brain4care. Trata-se do método não invasivo de monitorização da complacência cerebral (CC) por meio da morfologia do pulso da pressão intracraniana (PIC). A solução envolve um sensor externo encostado na cabeça do paciente, que é capaz de captar alterações e condições que antes somente poderiam ser coletadas por meios invasivos, como um cateter inserido cirurgicamente no cérebro. Com essa nova possibilidade de acompanhar de maneira muito mais simples, rápida e acessível a evolução do quadro clínico de pacientes neurocríticos, a startup prevê a criação de um ‘novo sinal vital’, com potencial para transformar a vida de 1 bilhão de pessoas nos próximos anos.

“A liberação do nosso método pelo FDA é uma conquista importante para o próximo passo de nossa estratégia de consolidar a inovação no mercado norte-americano. No Brasil, já temos hospitais e instituições de pesquisa utilizando a monitorização não invasiva da PIC”, diz Plinio Targa, CEO da brain4care. Segundo o diretor científico da startup, Gustavo Frigieri, a coleta de dados da PIC por meio de métodos invasivos restringia essa opção a casos selecionados, em geral de pacientes mais graves. Com a possibilidade de monitorizar a PIC de maneira não invasiva, esses dados ficam acessíveis para uso em diagnóstico, acompanhamento de pacientes, além de abrir um enorme campo para pesquisadores.

Por sinal, nos Estados Unidos, a brain4care já faz uma importante pesquisa na Stanford University. Os cientistas dessa universidade estão comparando os dados da monitorização invasiva da PIC com a feita pelo método brain4care. As conclusões intermediárias do estudo serão publicadas no final deste ano. Diretor da brain4care nos Estados Unidos, Claudio Menegusso, destaca a importância de acelerar pesquisas em território norte-americano com objetivo de aumentar o volume de evidências científicas, ampliando o conhecimento do método pela comunidade médica.

Quebra de paradigma na medicina

O desenvolvimento o método inovador da brain4care foi possível graças aos estudos do Professor Sérgio Mascarenhas de Oliveira, físico e químico brasileiro reconhecido por sua atuação em ciência e educação. Diagnosticado em 2005, aos 77 anos, com hidrocefalia, doença que provoca acúmulo de líquor em cavidades do cérebro, Mascarenhas fez uma cirurgia para implantar uma válvula que drena o excesso de líquido e retornou à sua vida normal. Movido pelo inconformismo diante dos procedimentos invasivos, realizou experimentos que provaram que o crânio é expansível e que suas deformações podem ser captadas por fora. O resultado derrubou um dos pilares da Doutrina de Monro-Kellie, estabelecida há 200 anos. A partir de sua descoberta, Mascarenhas desenvolveu o método brain4care. A monitorização não invasiva por meio de um sensor levanta dados sobre a CC por meio da morfologia do pulso da PIC, expressa em dois gráficos: um mostra a morfologia da curva minuto a minuto e a correlação entre seus pulsos; e o outro, a tendência da pressão ao longo do período monitorado.