Page

Category startup

Startup do Cietec desenvolve teste totalmente nacional de diagnóstico da COVID-19

A Biolinker, startup de biotecnologia residente na Incubadora USP/IPEN-Cietec, está desenvolvendo um teste de diagnóstico para a COVID-19, de baixo custo e alto desempenho, com insumos totalmente nacionais. O objetivo da ação é gerar kits padronizados de reação de ELISA (Enzyme-Linked Immunosorbent Assay) para a detecção de anticorpos circulantes IgG, produzidos em uma fase mais tardia da COVID-19, no soro de pacientes.

A detecção de IgG no soro dos pacientes será feita por meio de antígenos do nucleocapsídeo N – fração antigênica da proteína da superfície do SARS-CoV-2, usada pelo novo coronavírus para se conectar a um receptor nas células humanas, a proteína ACE2 – e infectá-las. Trata-se de um ensaio que poderá ser usado em qualquer lugar para a triagem epidemiológica da doença.

Tecnologia

Por meio de um projeto apoiado pela FAPESP, a Biolinker conseguiu desenvolver e validar, ao longo dos últimos dois anos, um aptâmero, peptídeo que se liga a uma molécula-alvo, que mostrou alta afinidade e especificidade à fração constante de anticorpos IgG humanos. A startup pretende usá-lo de forma conjugada com a biotina (que funciona como coenzima no metabolismo de purinas e carboidratos) para a detecção de IgG.

Os testes serão viabilizados por meio desta tecnologia que usa um sistema in vitro de transcrição e tradução, ou seja, livre de células, para acelerar e otimizar processos de produção de proteínas. Por meio desta solução, os pesquisadores da startup já desenvolveram uma proteína que está sendo testada. De acordo com Mona das Neves Oliveira, co-founder da Biolinker, os custos de produção do teste serão baixos porque a produção tanto dos aptâmeros, como dos antígenos, pelo método sem a presença de células são econômicos. “Além disso, já possuímos plasmídeos, moléculas duplas de DNA com capacidade de reprodução, próprios para expressão das proteínas e protocolos de produção bem estabelecidos”, informa.

Segundo a pesquisadora, a empresa já está em negociação com grupos interessados em fabricar os testes, depois que estiverem 100% calibrados e prontos para serem usados na população em larga escala. “Os testes estão funcionando muito bem. Já produzimos a proteína e agora estamos tratando de purificá-la ao máximo para evitar qualquer tipo de falso positivo ou negativo”, afirma Mona.

Além do sistema livre de células, a startup também está trabalhando com as formas tradicionais de produção de proteínas para comparar e verificar qual tipo de produção apresenta melhor antigenicidade.

Projeto

O projeto conta com a parceria da professora Ester Sabino, pesquisadora do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), que liderou o sequenciamento do novo coronavírus no Brasil. Além disso, foi um dos seis primeiros selecionados em um edital lançado pelo PIPE-FAPESP em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), para apoiar o desenvolvimento de produtos, serviços ou processos criados por startups e pequenas empresas de base tecnológica no Estado de São Paulo, voltados ao combate da COVID-19.

A Biolinker é uma prova de que o nosso investimento e incentivo contribui para o desenvolvimento de produtos ou serviços de base tecnológica em benefício da sociedade, especialmente, neste momento de combate à pandemia. Ficamos muito orgulhosos com a seleção da Biolinker neste edital e esperamos que os testes fiquem prontos rapidamente para agilizar o combate da doença”, afirma Sergio Risola, diretor-executivo do Cietec.

Abstartups promove CASE gratuito e online para empreendedores e startups

Buscando ajudar empreendedores a se adaptarem ao mundo 100% digital, a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade sem fins lucrativos que representa o ecossistema brasileiro de startups, anuncia o lançamento mais uma edição do CASE Studio, uma versão 100% online e gratuita da Conferência Anual de Startups e Empreendedorismo (CASE) .

Entre 17 de junho e 22 de junho, serão realizados seis encontros online nos quais os participantes poderão consumir informações sobre diversidade, inclusão, inovação, cultura, internacionalização, e-commerce e educação, contando com especialistas que compartilharão conhecimentos e insights em seus setores.

Entre os palestrantes estão a CEO da iigual, Andrea Schwarz; o supervisor de cultura, diversidade e inclusão na Rock Content, Eduardo Abreu; a fundadora e CEO da Jobecam, Cammila Yochabell; e o Mice Believer da MCI, Igor Tobias. Além disso, para tornar o conteúdo acessível a todos, as lives contarão com a presença do Projeto Librando, que tem como objetivo mudar a forma de conectar pessoas pela inclusão de Libras.

Para mais informações e cadastro, acesse: http://case.abstartups.com.br/case-studio/

Programa de Inovação da CDL POA busca startups para desenvolver soluções transformadoras ao varejo

A CDL Porto Alegre lança Programa de Inovação para conectar startups de todo o Brasil ao setor do varejo. A iniciativa propõe uma transformação 360° do mercado varejista com um olhar para o futuro, a partir da implementação de soluções que qualifiquem e desenvolvam empresas para superar desafios. O anúncio oficial do Programa ocorrerá nesta quinta-feira (18) .

A iniciativa da Entidade está alinhada ao seu propósito para os próximos anos: investir em tecnologia e inovação a fim de fortalecer e impulsionar empresas varejistas, reconstruindo estruturas e possibilitando um ambiente de renovação aos negócios. As primeiras ações surgiram ainda em 2019, quando a CDL POA aderiu como signatária e membro da mesa diretiva ao Pacto Alegre – movimento destinado à criação de um ambiente criativo e inovador na Capital gaúcha. Formalizou, ainda, sua participação como sócia-fundadora do Instituto Caldeira – hub de inovação com a missão de impulsionar transformações e novos negócios, conectando empresas e startups. No fim do ano, também promoveu o Hackathon – Inovando o varejo e transformando negócios a fim de discutir os desafios de transformação do mercado, propondo soluções ao setor.

Para o presidente da CDL POA, Irio Piva, o Programa de Inovação vem como resultado dos esforços da Entidade em busca de transformação e alternativas que reinventem e impulsionem o setor varejista com tecnologia e soluções eficientes para fortalecer o mercado. Segundo o dirigente, a intenção é incentivar a criação de novos e mais qualificados produtos e serviços: “Aos empresários do segmento, o Programa propiciará o acesso a soluções que façam diferença nos seus negócios, e às startups, oportunizará maior visibilidade e impacto no ecossistema varejista. E o resultado disso é um ambiente estimulador de novas ideias, onde todos ganham”. Ainda, Irio Piva ressalta que o Programa também atende às novas necessidades do mercado, que passa por um profundo momento de reconstrução, auxiliando empresas de todos os portes e segmentos.

Sobre o Programa de Inovação da CDL POA

O Programa será executado em sete etapas, com início na seleção das startups e término com a premiação e a aceleração das vencedoras. O Projeto contará também com a mentoria da Grow+ e da Anlab – empresas reconhecidas no mercado por sua expertise em inovação. As inscrições estarão abertas entre os dias 18 de junho e 17 de julho de 2020, e poderão ser realizadas pelo site http://www.cdlpoa.com.br.

Os projetos serão selecionados a partir de sua aplicabilidade nas áreas de Cultura Digital, com soluções para capacitações, treinamentos, gamificação e ações de engajamento; Eficiência Operacional, para conectar todas as pontas de uma operação, desde a logística até as compras; Experiência de Compra, auxiliando em uma experiência de compra personalizada por meio de novas tecnologias; e Inteligência de Dados, voltada para captura e análise de dados em cada etapa da jornada de compra .

Durante o Programa, serão realizadas sete etapas de execução:

1. Inscrição das startups;
2. Seleção – 20 startups avançam para o Pitch Day;
3. Pitch Day – apresentações para a banca avaliadora;
4. Bootcamp – treinamento, identificação de gaps e aprofundamento das soluções;
5. Demoday – demonstrações das soluções e propostas de aplicabilidade ao Programa;
6. Formalização – possibilidade de contratação e de ingresso na etapa de aceleração;
7. Aceleração – startups vencedoras executarão suas soluções sob a coordenação de Grow+ e Anlab, focadas nas demandas da CDL POA.

Ao final do Programa de Inovação, as três startups vencedoras serão premiadas com valores que podem chegar até R﹩ 30 mil, além da aceleração de seus negócios. Durante todo o processo de seleção e desenvolvimento, as startups terão a possibilidade de fechar contratos e parcerias comerciais com a CDL POA; aderir ao portfólio de soluções da Entidade; acessar as três mil empresas associadas e as 130 entidades parceiras da CDL POA, que impactam em mais de 200 municípios do Rio Grande do Sul e 30 mil empresas; participar de eventos e ações relacionados; manter contato com a base de dados e produtos SCPC, já que a CDL POA é parceira de negócios da Boa Vista Serviços.

Ocyan seleciona 17 startups de todo o país para o Pitch Day do programa Ocyan Waves Challenge em seu 2º ano

Após análise de 106 startups interessadas em participar do programa de inovação Ocyan Waves Challenge, 17 empresas foram selecionadas para a segunda fase, chamada de Pitch Day .

Esta etapa acontecerá no dia 25 de junho e, este ano, será virtual devido à pandemia e o distanciamento social. Neste dia, os participantes apresentarão com mais detalhes soluções encontradas para os desafios operacionais definidos pela Ocyan.

“Ficamos surpresos com a grande quantidade de inscritos, uma vez que nesse ano os desafios são mais técnicos. Mesmo com essa complexidade, notamos que existem diversas startups qualificadas e especializadas no país. Esta etapa é muito importante devido à interação entre as startups e a Ocyan. É o momento em que as equipes das áreas que precisam das soluções terão o primeiro contato com os empreendedores. No Pitch Day todos poderão se conhecer, esclarecer dúvidas, dar sugestões e avaliar melhor as propostas” explica Rodrigo Lemos, Diretor de Produção Offshore e líder do Ocyan Waves .

Em 2019, a Ocyan lançou o programa Ocyan Waves Challenge para buscar startups que podiam apresentar soluções operacionais às diversas áreas da empresa e, depois de um ano de trabalho intenso, cinco startups foram contratadas e hoje os resultados já podem ser verificados e acompanhados .

Este ano, foram escolhidos cinco novos desafios: i) análise em tempo real de fluidos do BOP (Subsea Blowout Preventer); ii) autoatendimento em almoxarifado; iii) digital twin do BOP; iv) predição de falhas e gestão de mangueiras do Topdrive; e v) sistema inteligente de gestão de alarmes.

Startups de todo o país puderam se inscrever e a busca por diversidade, que faz parte dos valores da Ocyan, esteve representada entre os participantes. “A boa notícia é que temos encontrado empreendedores por todo o Brasil, muito além do eixo Rio-São Paulo”, afirma Lemos.

Para o desafio de análise em tempo real de fluidos do BOP (Subsea Blowout Preventer) as selecionadas foram: Bahri Inteligência Industrial; Eireli EPP; H2METRIC; TSMP Gestão de Ativos e XMachina .

Para o autoatendimento em almoxarifado, as que seguem para o Pitch Day são: GYTH Desenvolvimento de Sistemas Ltda; LEDCORP TAU LAB; SOLENTECH – SOLUTION, ENGINEERING & TECHNOLOGY; e TCIA – CFK .

Para o desafio digital twin do BOP as selecionadas foram GoEPIK; UBIVIS; Vidya Technology; e PhDsoft Tecnologia Ltda .

Em predição de falhas e gestão de mangueiras do Topdrive apenas uma se enquadrou no que a empresa busca: a 2SOLVE .

E finalmente para o sistema inteligente de gestão de alarmes avançaram no processo MURABEI DATA SCIENCE; CONCERT Cloud; Delfos Intelligent Maintentance; e Smart-Tech .

Por regiões, o Sudeste e o Sul estão representados por sete startups cada; o Centro-Oeste com duas e o Nordeste, uma, totalizando 17 startups.

As etapas seguintes do Ocyan Waves Challenge serão a Imersão, em que startups com maior aderência aos desafios da empresa, após análise das propostas, seguirão adiante até o projeto piloto, quando as soluções serão desenvolvidas. As startups aprovadas após o projeto piloto passam a ser fornecedoras da companhia .

A empresa Innoscience é a responsável pela estruturação e operacionalização do Ocyan Waves Challenge.

Microsoft Reactor: nova iniciativa de apoio ao ecossistema de startups e desenvolvedores é lançada no Brasil

A Microsoft lançou hoje o primeiro Microsoft Reactor da América Latina. São Paulo foi a cidade escolhida para abrigar o centro de aprendizado e compartilhamento técnico, onde desenvolvedores e profissionais de tecnologia podem se conectar com a comunidade local e desenvolver novas habilidades para impulsionar a inovação em suas organizações. Inicialmente e até que seja seguro reunir grupos, todas as atividades do novo Microsoft Reactor acontecerão online.

O Microsoft Reactor São Paulo nasce em uma parceria com o hub da Distrito, a maior comunidade independente de inovação e startups da América Latina, composta por 5 centros de tecnologia. Futuramente, quando as atividades presenciais forem retomadas, o Reactor terá como casa um dos espaços da Distrito, o prédio Distrito Adtech, que fica localizado no bairro dos Jardins, em São Paulo.

“Vivemos um momento em que a recapacitação tecnológica e a oferta de treinamento para o ecossistema de desenvolvedores e startups será ainda mais crucial para apoiarmos o desenvolvimento de inovações relevantes e geração de novos negócios no Brasil”, afirma Franklin Luzes, vice-presidente de operações da Microsoft Participações.

A companhia realizou uma transmissão ao vivo para a imprensa para apresentar as novidades da nova iniciativa de apoio à inovação. O evento online contou com a participação de Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil; Franklin Luzes, vice-presidente de operações da Microsoft Participações; Gustavo Araújo, CEO da Distrito; Camila Achutti, CEO e Fundadora da MasterTech; e Licia Souza, CEO da WE Impact.

“O Microsoft Reactor já é um programa com presença global consolidada e o lançamento da iniciativa no Brasil reforça o compromisso da Microsoft com a inovação no país e com o ecossistema de empreendedores e startups brasileiros para a criação de soluções colaborativas”, afirma Tânia Cosentino, presidente da Microsoft Brasil.

“Como Distrito, vemos grande valor em termos o Microsoft Reactor São Paulo em um dos nossos Hubs de Inovação. É um projeto internacional e de alto nível para a capacitação de startups e grandes empresas em tecnologias chave para a transformação digital, como inteligência artificial e cloud. A Microsoft notadamente se destaca no domínio dessas tecnologias e, ao capacitar o ecossistema com o que existe de mais avançado nessas áreas, impulsionará o desenvolvimento de empreendedores, startups e corporações brasileiras”, diz Gustavo Araújo, CEO da Distrito.

De acordo com Franklin Luzes, enquanto os eventos presenciais não são recomendados, os interessados podem acessar online os diversos cursos, treinamentos e paineis disponíveis, inclusive os ministrados pelos desenvolvedores e startups localizados nos demais Microsoft Reactors espalhados pelo mundo nas cidades de: Redmond, São Francisco, Nova York, Toronto, Londres, Estocolmo, Sidney, TelAviv, Abu Dhabi, Bangalore e Shangai.

Em suas dez semanas iniciais, o Reactor oferecerá cursos sobre ciência de dados, aprendizado de máquina, serviços de IA, blockchain e desenvolvimento web. Todo o conteúdo será gratuito e trará o que há de mais significativo nos principais tópicos de tecnologia, do nível introdutório ao avançado, para que os participantes construam a sua base de conhecimento. Confira o calendário de eventos: https://developer.microsoft.com/en-us/reactor/

O lançamento do Microsoft Reactor São Paulo se conecta às demais iniciativas que a empresa já possui para apoiar o ecossistema de inovação de empreendedorismo. Em novembro de 2019, a Microsoft lançou o Women Entrepreneurship (WE), um programa que tem como proposta estimular o empreendedorismo feminino no país. A primeira grande iniciativa do WE partiu da Microsoft Participações que, em parceria com Sebrae Nacional e M8 Partners, estruturou o fundo WE Ventures, que tem como foco o investimento em startups lideradas por mulheres e que estejam no chamado estágio do “vale da morte”. Os aportes vão de R$ 1 milhão a R$ 5 milhões. O WE Ventures já recebeu apoio de mais duas empresas investidoras – Flex e Grupo Sabin – e pretende captar R$ 100 milhões em cinco anos, já tendo levantado R$ 30 milhões.

Duas startups foram beneficiadas com aporte do Fundo WE Ventures, são elas: Pack ID, que possui uma tecnologia para monitoramento de temperatura e umidade em tempo real para qualquer ambiente; e a We Impact, um ecossistema digital desenvolvido para acelerar o sucesso de mulheres fundadoras de startups em todo o país. A We Impact acompanha as fundadoras de startups ao longo de toda sua jornada empreendedora, investindo capital estratégico e financeiro (pré-seed) para remover as mais importantes barreiras que distanciam mulheres dos negócios tecnológicos, escaláveis e inovadores. Esta última também é parceira do Fundo para originação, desenvolvimento e acompanhamento das startups investidas.

O programa WE como um todo – incluindo WE Ventures e WE Impact – já tem 19 startups lideradas por mulheres sendo apoiadas e elas também poderão se beneficiar das ofertas do Microsoft Reactor São Paulo.

O Microsoft for Startups é outro apoio importante oferecido ao ecossistema de empreendedorismo. Por meio da oferta de créditos na plataforma de nuvem Azure, oportunidades de desenvolvimento e eventos exclusivos, o programa Microsoft for Startups foca no fortalecimento de startups para ajudá-las a expandir e escalar seus negócios.

Desde maio de 2020, todas as startups afiliadas ao Microsoft for Startups também passaram a ter acesso gratuito por até 12 meses à Power Platform, um grupo de aplicativos e serviços projetados pela Microsoft para ajudá-las a criar aplicativos comerciais personalizados, de nível profissional, voltados à automatização de fluxos de trabalho e visualização dinâmica de dados. No Brasil, a Microsoft já disponibilizou mais de US$ 205 milhões em créditos de nuvem Azure para startups. Desde 2011, aproximadamente 7,1 mil startups já foram apoiadas pela empresa em todo o país.

Além do WE, a Jornada Empreendedora já teve também o Fundo BR Startups, criado em 2014 pela Microsoft Participações. Ele fomentava o ecossistema de startups com investimentos entre R$ 500 mil e R$ 3 milhões em empresas nacionais. Além da Microsoft, era formado pelo Banco do Brasil Seguros, Banco Votorantim, Algar, Bayer, e Agência de Fomento do Estado do Rio de Janeiro (AgeRio). Em 5 anos de operação, o Fundo BR Startups captou R$ 32 milhões e investiu em 15 startups.

BizCapital recebe investimento de R$65 milhões

A BizCapital, fintech que concede empréstimo online para micro e pequenas empresas, levantou uma rodada de investimento Série B, de R$65 milhões, liderada pelo DEG (Deutsche Investitions – und Entwicklungsgesellschaft), braço de investimento internacional do banco de desenvolvimento alemão KfW. O aporte reforça a confiança de investidores internacionais na capacidade de inovação da BizCapital no mercado de crédito, apesar das circunstâncias desafiadoras causadas pela Covid-19 no Brasil. O MELI Fund, fundo de corporate VC do Mercado Livre, também investiu na rodada.

O investimento levantado pela BizCapital é maior que a soma das duas rodadas anteriores da startup. A fintech já havia recebido aportes da monashees, Chromo Invest e 42K Investimentos, em janeiro de 2018, no valor de R$ 15 milhões. E, em setembro do mesmo ano, houve uma segunda rodada liderada pelo fundo de investimentos Quona Capital, especializada em fintechs em mercados emergentes, no valor de R$ 20 milhões. Os investidores atuais acompanharam a rodada da Série B, reforçando a confiança no potencial da empresa em se tornar líder de mercado.

O dinheiro da nova rodada será utilizado no desenvolvimento de novos produtos para apoiar micro e pequenos empresários, além do investimento em novos canais de distribuição que permitam alcançar ainda mais empreendedores nessa nova fase da empresa. “O que queremos com essa injeção de recursos é ampliar ainda mais a oferta dos nossos produtos, auxiliando o empreendedor, em todas as etapas, ainda mais em um momento tão delicado como esse. Com a crise econômica causada pela pandemia do coronavírus, a BizCapital se mostra uma empresa atuante em seu mercado, trazendo novas oportunidades para que os empresários não fechem suas portas”, explica Francisco Ferreira, CEO da BizCapital.

A fintech, que tem mais de 5 mil clientes espalhados em mais de 1200 cidades brasileiras, viu um aumento ainda maior no número de acessos à plataforma com relação ao ano passado: foram 4x mais empreendedores em busca de crédito. Em meio à crise causada pela pandemia, houve também um aumento de 19% em solicitações de empréstimo por dia útil em março e abril de 2020, em relação ao mesmo período do ano anterior.

Desde sua fundação, em 2016, a BizCapital já cresceu 18 vezes em tamanho e busca desburocratizar o acesso ao crédito, oferecendo aos pequenos empreendedores uma forma rápida de conseguir capital para potencializarem seus negócios, com linha de crédito de até R$ 200 mil para pessoa jurídica.

Fórum Econômico Mundial anuncia Descomplica como “Tech Pioneer company”

Seguindo o seu objetivo de auxiliar alunos por todo o Brasil a alcançar educação de qualidade aliada a inovação e tecnologia, o Descomplica é uma startup que foi fundada em 2011, tendo se tornado a primeira edtech a ingressar no mercado de Ensino Superior em 2020 e que, atualmente, alcança 5 milhões de estudantes ao mês. A empresa trabalha com um modelo 100% online de aulas para estudantes do Ensino Médio – com conteúdo focado no Enem e em vestibulares – , além de alunos de graduação e pós-graduação. Hoje, a edtech é anunciada como uma das “Tech Pioneers” do Fórum Econômico Mundial, um reconhecimento global a companhias baseadas em tecnologias que estejam entre o estágio inicial e de crescimento. As empresas são consideradas startups promissoras e se encontram no chamado “scale-ups”, definição dada a companhias que crescem pelos menos 20% ao ano. São empresas no front da inovação tecnológica e de seus negócios.

“Estamos muito contentes com a oportunidade de fazer parte de um grupo tão renomado. Essa é uma recompensa pelo nosso trabalho duro em educação, e a prova de que estamos no caminho certo ao usar a tecnologia para os nossos estudantes conseguirem alcançar seus objetivos”, conta Marco Fisbhen, CEO do Descomplica.

A startup é uma das duas empresas brasileiras compondo a lista, que conta com um total de 100 companhias. Agora, a edtech começa a trilhar uma jornada de dois anos fazendo parte do “World Economic Initiatives”, quando participará de eventos e atividades do Fórum Econômico Mundial para debater questões de cunho global. É este o caso da educação, hoje um dos pilares que compõem os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, agenda criada pela instituição para levar prosperidade e desenvolvimento a todo o globo.

“É uma oportunidade única de aprender com outras companhias que vêm fazendo trabalhos incríveis e têm conseguindo ajudar as pessoas em seus países de origem. Estou seguro de que terminaremos essa jornada daqui a dois anos mais ricos em experiência e ainda mais engajados para colocar a educação no Brasil em um caminho mais democrático e de maior qualificação”, diz Marco.

Startup Pipo Saúde anuncia investimento de R$20 milhões

A Pipo Saúde , startup que otimiza a contratação e gestão do plano de saúde pelo RH das empresas, anuncia o aporte de R﹩ 20 milhões de reais, liderado pela Monashees e Kaszek, com a participação da ONEVC e anjos, como o CEO do Nubank, David Velez. Por meio da tecnologia e dados, a Pipo recomenda os melhores planos para o RH, otimizando custos e oferecendo uma melhor experiência e serviço para empresas clientes e seus colaboradores. O investimento tem como objetivo impulsionar a startup a alavancar seu crescimento e sua expansão pelo Brasil. Alguns dos seus principais clientes hoje são: Buser, OYO, Caelum, Funcional Healthtech e PIER, entre outros.

“Apesar da saúde ser a coisa mais importante da vida das pessoas, um dos custos mais relevantes das empresas, e um mercado de R﹩ 250 bilhões por ano, não existe uma solução de qualidade para ajudar os RHs a comprarem e gerirem saúde da melhor maneira. Nós nascemos para mudar isso”, diz Manoela Mitchell, cofundadora e CEO da Pipo. E o investimento vem em um momento oportuno. Desde o início do ano, 111 mil pessoas compraram plano de saúde e a Pipo Saúde se beneficiou desse mercado que segue forte apesar do coronavírus. Desde janeiro, a empresa cresceu 7x o número de clientes e planeja fechar 2020 dez vezes maior do que hoje.

A Pipo Saúde foi criada por três fundadores que se juntaram para melhorar o mercado de saúde e por entender que este ainda é um setor carente de inovação e que pedia uma transformação. Manoela já estudava o mercado de saúde antes de empreender, quando trabalhou nos fundos Temasek e Actis nessa área. Ao se juntar com seus co-fundadores Thiago Torres e Vinicius Corrêa, eles acabaram escolhendo focar no mercado de planos de saúde para empresas, que responde por cerca de 70% dos 47 milhões de brasileiros com esse benefício, que já é hoje o segundo maior gasto das companhias atrás apenas da própria folha de pagamento.

“O time da Pipo Saúde é exatamente o time de empreendedores que buscamos na Monashees: genuinamente preocupados em utilizar tecnologia para melhorar a experiência e trazer eficiência para milhares de empresas que hoje são carentes de produtos alinhados com as suas realidades” diz Caio Bolognesi, sócio da Monashees responsável pelos investimentos de saúde. “Nos últimos anos, diversos setores foram verdadeiramente transformados pela tecnologia, mas muito pouco aconteceu na saúde. Nós vemos na Pipo a oportunidade de radicalmente melhorar a experiência das pessoas com a saúde e estamos otimistas com que está por vir,” diz Hernan Kazah, cofundador e managing partner da Kaszek.

Além de desmistificar a parte burocrática da contratação dos benefícios de saúde, a startup oferece um time de saúde exclusivo para tirar dúvidas e ajudar os funcionários das empresas clientes a terem uma melhor experiência, bem como quer cada vez mais trabalhar com soluções complementares às necessidades do RH, tais como: saúde primária, telemedicina, saúde mental e ocupacional. Tudo isso com acompanhamento e supervisão do Chief Medical Officer da startup. “Temos no Brasil uma cultura muito centrada no hospital, em que o paciente vai no pronto-socorro para quase tudo. Queremos mudar isso, ajudando nossos clientes a tomarem decisões melhores, focando em prevenção e visitas a especialistas”, diz Thiago Torres, COO da Pipo Saúde

A Pipo Saúde se insere no lugar do corretor de seguros tradicional, mas não cobra dos seus clientes e monetiza seu negócio por meio da comissão que recebe das operadoras. Agnóstica a produto, já que trabalha com todas as principais operadoras, como: Sul América, Bradesco Seguros, Amil, GNDI, Seguros Unimed, Careplus e Omint, a startup foca na satisfação do seu cliente. Por meio da tecnologia e muitos dados, a Pipo reduz a papelada e burocracia, oferecendo muito mais insights e inteligência aos RHs trazendo sempre a melhor estratégia de benefícios para as empresas, que deixam de ser vistos apenas como custos mas como um importante aliado para a atração e retenção de talentos.

“Hoje boa parte das empresas no Brasil recebem pouquíssimo suporte dos corretores de seguro, é um mercado que parou no tempo e com alinhamentos de interesse incorretos. A Pipo Saúde é uma empresa que pode gerar milhões em valor futuro para todos os envolvidos,” afirma Arthur Brennand, sócio da ONEVC.

Startup de mobilidade VOLL recebe investimento de R$ 4 milhões

A gestora de venture capital Iporanga Ventures e a Wayra, hub de inovação aberta do grupo Telefónica e uma iniciativa Vivo, anunciaram hoje investimento na startup VOLL que totaliza R$ 4 milhões. A VOLL é uma plataforma para gestão de transporte corporativo que, entre outros serviços, oferece a comparação de preços de corridas pelo Uber, Cabify, Easy, Wappa e 99, possibilitando uma economia média de 30% para a empresa que adota o uso do app. O aporte feito pela Iporanga e Wayra será usado para acelerar o crescimento da startup, com foco no desenvolvimento das áreas comercial e internacional.

“Estamos crescendo o número de clientes neste momento de crise por dois motivos: o primeiro tem a ver com as empresas de serviços essenciais que passaram a nos contratar para transportar os funcionários que antes se locomoviam de transporte público. Em seguida está a preocupação das empresas em reduzir custos possibilitada pela VOLL” disse Luciano Brandão, CEO e um dos fundadores da startup. No portfólio de clientes figuram nomes de peso como Vivo/Telefônica, Sodexo, McDonald’s, IBM, PepsiCo, Estácio, Klabin, Cargill, Heineken e ArcelorMittal.

A expectativa da VOLL, que já possibilita o uso de mobilidade gerenciada em mais de 60 países, é alcançar novos mercados e ampliar a carteira de clientes, saindo de 250 para 1500 e chegando a até 3 milhões de pessoas e 150 mil corridas por dia.

Dentro do objetivo da startup, há ainda o lançamento já previsto para este ano de novos produtos sinérgicos ao transporte terrestre. “Já estamos em fase final de testes e em breve compartilharemos com o mercado algumas novidades que devem criar um novo conceito de mobilidade para as empresas”, adiciona Luciano.

Diferencial atrativo

O principal diferencial do serviço da VOLL e que chamou atenção da Iporanga é a integração das ofertas de táxi com a do Uber na mesma plataforma. “A VOLL é a pioneira na América Latina a conseguir fazer essa integração com Uber”, explicou Renato Valente, sócio da Iporanga Ventures, que tem acompanhado de perto a trajetória da VOLL há dois anos. Segundo Leonardo Teixeira, também sócio do fundo, “o investimento na VOLL faz parte da estratégia da Iporanga de investir em empresas que tragam benefícios tangíveis para os clientes e que sejam focadas em design de produto e experiência do usuário”.

A redução nos custos com transporte para a empresa que usa VOLL, gerada pela comparação de preços e as diferentes parametrizações e customizações sistêmicas da plataforma, é outro fator diferencial que mostra a resiliência da startup inclusive em momento de crise como o atual. Há casos de sucesso como o da PepsiCo, que reduziu seus gastos com transporte em 43%, a partir da adoção da tecnologia VOLL, além de aferir índices crescentes de satisfação da equipe continuamente. “Qual empresa na situação global que enfrentamos hoje não quer terceirizar a organização do setor de transportes e ainda gastar menos com isso? Muitas, pra não dizer todas”, disse Teixeira.

Para a Wayra, os motivos da aposta também vão na linha da possibilidade de proporcionar redução de despesas às empresas e no potencial de escalamento que a startup possui. Não à toa, a Vivo já usa os serviços da VOLL. “A mobilidade corporativa eficiente tem se tornado a cada dia algo mais essencial para a gestão de custos nas empresas. Assim, estamos apostando na VOLL por ser uma plataforma com alta capacidade de integrar modais e reduzir custo e tempo na locomoção de colaboradores, como temos feito dentro da Vivo”, destacou Carolina Morandini, head de portfólio e scouting e country manager interina da Wayra Brasil.

Parceria com Cubo Itaú torna a Funcesp a primeira entidade de previdência a participar do processo de open innovation no hub

A Funcesp acaba de firmar parceria com o Cubo Itaú, principal hub de fomento ao empreendedorismo tecnológico da América Latina, tornando-se assim a primeira entidade de previdência complementar a participar do centro para o processo de open innovation. A iniciativa vai ao encontro do objetivo da organização de fortalecer cada vez mais a cultura de inovação e transformação digital em toda sua cadeia operacional.

“A conexão com as fintechs, como são conhecidas as startups de finanças, e as healthtechs (de saúde) do Cubo Itaú nos auxiliará na estratégia de trazer soluções e ferramentas de Inteligência Artificial para o dia a dia da Funcesp, com benefícios diretos para nossos colaboradores, participantes e beneficiários”, comenta o presidente da Funcesp, Walter Mendes.

O presidente da Funcesp destaca ainda que a parceria tem como um de seus focos principais o envolvimento de colaboradores de todas as áreas. “Levaremos nossos profissionais até o Cubo para que identifiquem, no ecossistema de startups, soluções de inovação que proporcionem otimização e agilidade de processos, redução de custos, entre outros impactos positivos na operação”.

A parceria com o Cubo Itaú consolida o processo de transformação digital iniciado na Funcesp com iniciativas implantadas em diferentes áreas da entidade e que já vêm provocando mudanças na forma de se trabalhar, com foco em eficiência operacional e ganhos de produtividade.

“Ficou ainda mais evidente a necessidade das empresas investirem em soluções digitais para permanecerem relevantes em sua área de atuação. E a Funcesp entra no momento ideal no Cubo, pois as corporações que estão no processo de transformação digital, e cultural, vão ser protagonistas no novo normal”, fala Pedro Prates, Co-head do Cubo Itaú, complementando que ter no hub a maior entidade fechada de previdência complementar de capital privado do país vai ser uma excelente oportunidade para crescimento deste segmento, que pode contribuir de forma significativa para a sociedade.

Vale do Pinhão promove inédita competição on-line de startups de Curitiba

Oferecer mentoria e até possibilidade de investimento para startups e empreendedores de Curitiba, durante a pandemia da covid-19, é o objetivo do Pitch Live, inédita competição on-line promovida pelo Vale do Pinhão. O projeto une disputa e aprendizado, com foco em oportunidades de desenvolvimento de produtos e serviços inovadores.

Cris Alessi, presidente da Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, avalia que o formato da competição do Vale do Pinhão contribuirá com o crescimento dos participantes, já que todos vão sair ganhando com a experiência e o aprendizado proporcionado.

“O Pitch Live dará mais visibilidade às startups e gerará mais negócios em Curitiba, mesmo durante a pandemia do novo coronavírus”, analisa Cris. A Agência Curitiba, ligada à Prefeitura, é responsável pela organização do evento digital.

A competição é dividida em três etapas e em duas delas estão previstos pitchs (apresentações rápidas) on-line, quando as startups vão “se vender” para jurados indicados por fundos de investimento do Vale do Pinhão.

Já estão confirmados nas bancas representantes do Anjos do Brasil, Curitiba Angel, Redpoint Eventures, Bzplan, HAG Ventures, GoVentures, BumpLab Startup, Platta Investimentos, JUPTER, Founder Institute Brazil, Honey Island Capital, VMF Participações, 2be Solutions e Excelência Participações.

Fases

Na primeira fase, as startups passam por uma seletiva e deverão se inscrever, até 17 de junho, no link da competição on-line. A partir de informações detalhadas no formulário, como estágio do projeto, equipe, produto e mercado, técnicos e parceiros da Agência Curitiba farão uma curadoria para escolher as 20 empresas que irão para a próxima etapa da competição do Vale do Pinhão.

Na segunda fase, começam os pitches das startups selecionadas, com apresentações de até quatro minutos. Serão dois grupos, divididos em dez competidores, que farão apresentações on-line para os jurados nos dias 19 de junho (grupo 1) e 26 de junho (grupo 2), às 16h30.

Com transmissão ao vivo pelo Youtube do Vale do Pinhão, os competidores serão avaliados a partir de critérios como grau de maturidade da empresa (e equipe), novidade, diferenciação e utilidade da inovação tecnológica apresentada.

A final da competição será no dia 1º de julho, às 16h, quando os oito finalistas se enfrentarão em um “Business Round” especial, versão on-line da rodada de negócios mensal promovida pelo Vale do Pinhão (o evento está suspenso com a pandemia). Serão pitches de quatro minutos para cada finalista e os jurados terão mais três minutos para fazer perguntas.

Nesta última etapa, o público também poderá votar e as empresas mais bem avaliadas somarão pontos extras em relação à votação do júri também formado por fundos de investimento.

Premiação

Como premiação, as startups receberão certificados como “Empresa Promissora” (2º e 3º lugares) e “Empresa Destaque” (1º lugar), oferecidos pela Agência Curitiba. Além disso, os fundos de investimento parceiros irão oferecer mentorias e a possiblidade de as empresas mais bem colocadas participarem de programas de aceleração e até de rodadas de investimento.

Fonte: Prefeitura de Curitiba

CognIO firma parceria com a Cemig para desenvolver produtos inteligentes

A startup CognIO, que participa do FIEMG Lab, acertou uma parceria estratégica com a Cemig SIM dentro do seu programa de inovação aberta para o desenvolvimento de soluções em IoT, sigla que significa em português internet das coisas – conceito que se refere à interconexão digital de objetos cotidianos com a internet. A Cemig SIM será sócia da startup para a comercialização de duas plataformas e a CognIO será a responsável pelo desenvolvimento da tecnologia, engenharia e serviços necessários para a produção.

De acordo com Vanderson Sena, CEO da CognIO, a Cemig SIM – que faz parte do grupo Cemig que é uma das empresas madrinhas do FIEMG Lab – se mostrou interessada no ICE Guard, produto desenvolvido com o objetivo de reduzir perdas e realizar controle de qualidade e monitoramento em equipamentos de refrigeração. “Eles acharam o produto fabuloso e se dispuseram a revender. Além disso, nos disseram que precisavam de uma plataforma para a gestão da eficiência energética. A partir daí desenvolvemos o Energy SIM”, contou o CEO.

O ICE Guard realiza a gestão da cadeia fria, monitora os processos e com isso propicia ao cliente, atacadista ou industrial, que ele tenha um controle da sua cadeia fria ao visualizar e ter toda as variáveis para controlar a qualidade alimentar, a eficiência energética. “No Brasil, 15 milhões de toneladas de comida são jogadas no lixo pela ineficiência operacional na cadeia fria. O ICE Guard surde da necessidade de cuidar de todos os processos desta cadeia para que as pessoas não comprem comida estragada”, afirmou Sena.

E para que as empresas possam alcançar uma economia em suas plantas energéticas, que pode variar de 10 a 35%, a CognIO criou o Energy SIM. “É uma plataforma que permite um controle apurado do gasto de energia. Em momentos de crise como o que estamos vivendo, é importante reduzir gastos e, no momento da retomada, o uso racional vai contribuir para a manutenção do negócio”, explicou.

A CognIO é uma startup de Belo Horizonte, que existe desde 2018, e participa do programa de aceleração do FIEMG Lab 4.0. Para o CEO, participar do programa potencializou o desenvolvimento da empresa. “O FIEMG Lab é um divisor de águas, pois foi durante a aceleração que desenvolvemos o ICE Guard e tivemos a oportunidade de desenvolver um novo produto que contribui para a nossa jornada e nos coloca em um outro patamar”, comemora Sena.

EMBRAPII recebe projetos de startups e pequenas empresas para parceria internacional

Para estimular o compartilhamento de conhecimento tecnológico e promover a internacionalização deempresas, a EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial) e o IraSME, consórcio que reúne instituições de fomento à inovação de vários países, estão recebendo propostas de Projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) de startups, de pequenas e médias empresas brasileiras.

Os projetos devem ser realizados em parceria com a indústria dos países membros da rede (Canadá, Áustria,República Tcheca, Alemanha, Turquia, Rússia, Luxemburgo e Bélgica). O objetivo é que as propostas sejam voltadas para o desenvolvimento de soluções e novas tecnologias. Não há restrição de área de conhecimento e todos os setores industriais podem apresentar projetos.

Para confirmar a participação, as empresas brasileiras devem procurar uma das 55 Unidades EMBRAPII (veja aqui), centros de pesquisa integrantes da rede da instituição brasileira, para submeter seu projeto à avaliação. Oprazo final é 30 de setembro.

“A adesão da EMBRAPII à Rede IraSME vai ao encontro das ações que a organização tem estabelecido para promover a internacionalização das empresas brasileiras. Startups, pequenos e médios empreendedores do país poderão ter acesso a equipamentos e conhecimento tecnológico de importantes centros de pesquisas. Além disso, a parceria também vai fortalecer a cooperação entre instituições de pesquisa tecnológica brasileiras no exterior e da própria EMBRAPII com outras organizações de fomento”, destaca o diretor de Operações da EMBRAPII, Carlos Eduardo Pereira. 

Empresas do Cubo Itaú apostam na aceleração da transformação digital

Momentos de crise costumam propiciar grandes oportunidades de negócios. E o cenário atual diante da pandemia da Covid-19, certamente mostrará uma evolução na retomada de atividades, assim como nas ações das empresas que estão se adaptando ao novo normal.

O Cubo Itaú, criado em um período adverso da economia, é um exemplo de oportunidade diante da crise – ele foi inaugurado em 2015, quando o país perdeu grau de investimento por agências internacionais de classificação de risco e vivia um momento delicado.

Pedro Prates, co-head do mais relevante hub de empreendedorismo tecnológico na América Latina, aponta que se adaptar é necessário para driblar as dificuldades no mercado. “Enxergamos esse momento como uma oportunidade, pois as empresas precisam se adaptar diante da crise”, afirma Prates.

Desde o lançamento do Cubo Itaú, é possível ver a evolução exponencial do ecossistema no Brasil. O hub tinha em seu portfólio pouco mais de 40 startups e menos de 5 mantenedores no momento de sua criação. Hoje, esses números são muito maiores. Seja em espaço, quantidade de startups e empresas mantenedoras que estão passando pelo processo de transformação digital – atualmente, são mais de 300 startups e 28 empresas parceiras.

“Soluções digitais passam a ser, sem dúvida, protagonistas no processo de mudança que irá definir o sucesso de empresas no novo normal. Para isso, a forma como se pensa tecnologia e na geração de valor ágil ao cliente passa a ter papel central nas estratégias corporativas. Não se trata de um ideal intangível”, diz o co-head do Cubo.

Um dos cases do portfólio do hub que vem olhando para a transformação é a brMalls, que atua no setor de varejo e faz parte do Cubo desde 2018. Segundo a especialista de inovação aberta da companhia, Carolina Padilha, o objetivo da empresa sempre foi o de protagonizar o movimento de transformação digital do varejo.

Desde de sua entrada até hoje, a brMalls conta com mais de 30 cases de contratação de startups por varejistas. “Fomentar, contribuir com o crescimento e manutenção do ecossistema de startups é essencial para que as companhias continuem gerando novas soluções ao mercado”, aponta Carolina.

Desde que a empresa começou o processo de inovação aberta no hub, foi possível utilizar o ecossistema para ir além. “A testagem de hipóteses, aprendizado de novas formas de trabalho, aceleração do roadmap digital e o entendimento de como trabalhar com o modelo de plataforma aberta hoje possibilitam conexões mais rápidas e eficazes”. Foi possível também implementar a cultura de experimentação, segundo Carolina. “Entendemos que é importante testar, errar, aprender, mudar de direção e responder rápido. E isso está nos ajudando muito no momento de crise”, conta.

Outra empresa que também passa pelo processo de inovação aberta é a Cogna. Uma das principais organizações educacionais do mundo e parceira da vertical Cubo Education, a companhia teve mais de 43 experimentos de inovação em 2019 e ajudou a acelerar a transformação digital com inovações que trouxeram retornos significativos de eficiência, produtividade, performance, contou a Gerente de inovação aberta, Anieli Scandarolli.

“A parceria com startups também contribuiu antecipando diversas tendências educacionais para nossos alunos, o que nos estimulou a atualizar um currículo transversal de tecnologia e novas habilidades essenciais para o futuro no mercado de trabalho. Entre os cases, destaco a Fhinck, que nos ajudou a otimizar a performance dos times internos durante a integração da Somos com a Kroton em 2019 e a Tamboro que como parceira contribuiu para a formação sócio emocional de cerca de 2 mil graduandos”, destaca.

Startup lança dispositivo para higienização das mãos com álcool em gel em espaços coletivos

A pandemia da Covid-19 incluiu um novo e necessário hábito na rotina das pessoas: higienizar frequentemente as mãos com álcool em gel. Para garantir que esse cuidado possa ser realmente tomado, especialmente em locais com maior circulação de pessoas, a startup bento-gonçalevence Icehot desenvolveu um dispositivo extremamente oportuno: o FácilGel.

O equipamento disponibiliza pequenas porções do desinfetante para que a pessoa possa fazer a esterilização das mãos de forma prática e segura: o acionamento que libera o álcool em gel é feito por meio de um pedal. Dessa forma, evita qualquer contato manual com o aparelho. Esse diferencial é mais uma garantia de proteção contra o vírus.
Idealizado no formato vertical, o dispenser tem aproximadamente um metro de altura e dez centímetros de largura, dimensões que permitem a instalação em qualquer local. Sua estrutura de base e pedal são feitas em aço carbono, e o corpo é fabricado em plástico – aumentando a durabilidade, com seis meses de garantia por parte do fabricante, e facilitando a mobilidade. Não é necessária conexão com pontos de energia elétrica para o funcionamento do equipamento. O sistema tem capacidade para atender até cinco mil aplicações por carga – sua capacidade permite armazenar três litros de álcool em gel.

“As aplicações do FácilGel são inúmeras: em indústrias, para facilitar a higienização de colaboradores em espaços comuns, em estabelecimentos comerciais como lojas e restaurantes, e em qualquer ponto onde haja circulação de pessoas. É uma forma prática e inteligente de atender ao cumprimento de uma norma que beneficia a todos”, explicam os idealizadores Alex Oliveira e Samuel Panta.

Já disponível para encomenda, as empresas interessadas podem aproveitar a oferta de lançamento e adquirir o FácilGel por R$ 289,00 a unidade. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail atendimento@facilgel.com ou no sitewww.facilgel.com.br.

 

Divulgação FácilGel

Digibee recebe aporte de US$ 5 milhões e investe em expansão para os EUA

Receber um aporte de US$ 5 milhões, investir na expansão internacional e somar mais de 90 clientes de grande porte, em plena pandemia, é um feito e tanto. Pois a Digibee, scale-up brasileira de tecnologia que atua na integração de sistemas, está crescendo exponencialmente, em meio a um cenário em que muitas empresas ainda tentam sobreviver. Sediada no Cubo Itaú, com 50 funcionários, vem se destacando nesse momento de transformação digital, num mercado dominado por empresas americanas.

Após uma rodada de investimentos que começou no fim do ano passado e foi concluída em março, em plena crise econômica, a scale-up, há apenas 3 anos no mercado, soma grandes clientes como Dasa, RedeD’Or, Santander, Makro, Assaí Atacadista, Pernambucanas, Canon, Totvs e Accenture, entre outros. A Digibee criou uma plataforma (Hybrid Integration Platform) que simplifica a integração de sistemas de ponta a ponta – uma questão sempre complexa em tecnologia –, com uma velocidade até 10 vezes mais rápida e mais eficiente que as abordagens tradicionais.

“Apesar da pandemia, tivemos em 2020 o melhor trimestre da história da Digibee e estamos mantendo a expectativa de crescer quatro vezes em faturamento este ano. Com o trabalho remoto, notamos um aumento de 25% na produtividade, resultando em maior velocidade de entrega e mais qualidade. Oferecemos uma redução significativa de custos para nossos clientes que pode chegar a 90% “, conta Rodrigo Bernardinelli, CEO da Digibee. Entre os investidores deste aporte estão o grupo GAA Investments, sediado na Flórida (EUA) e o executivo Laércio Albuquerque, com 25 anos de experiência em empresas multinacionais de TI.

“O GAA Investments apostou desde o início na Digibee, quando fizeram a primeira rodada de investimentos em nossa empresa, junto com o Paulo Veras, fundador da 99 Taxi. Já a entrada do Laércio Albuquerque como investidor é impactante, pois, como parte do conselho consultivo, ele promoverá a Digibee em ações sociais, tão essenciais hoje, além de toda a experiência e o relacionamento próximo com o setor de tecnologia B2B”, pontua o Bernardinelli.

Multiplicando a aposta

Para Geraldo Neto, cofundador do GAA Investments, “aquele time que a gente apostou, há um ano e meio, atingiu um crescimento absurdo. A gente está sonhando alto com a Digibee, com essa bandeira que está sendo fincada nos Estados Unidos”, ressalta.

Laércio Albuquerque explica o investimento na Digibee pelo potencial de movimentos ainda mais ambiciosos, depois de consolidar a operação nos EUA, como abrir capital num IPO. “É a tecnologia brasileira ganhando espaço no mercado internacional. Com o novo aporte, terá ainda mais recursos para operar com força máxima nos próximos anos”, avalia.

Segundo o CEO da Digibee, a crise econômica demonstrou que a plataforma é uma alternativa viável para projetos de tecnologia que precisam ser otimizados. “Capacidade de entrega e simplicidade é o que estamos oferecendo aos clientes neste momento de turbulência. Nosso foco é em grandes empresas, com sistemas legados e ambientes complexos de TI. Trabalhamos para que saiam fortalecidas do grande desafio que vivemos hoje”, conclui.

B2Mamy lança plataforma de realidade virtual e streaming e recebe investimento de 600 mil reais durante a quarentena

Em tempos de isolamento social e distanciamento, o maternar, consumir, empreender e se capacitar também ganham novas práticas e significados. Muitas mães precisaram se reinventar e a B2Mamy Aceleradora, primeira empresa que capacita e conecta mães ao ecossistema de inovação e tecnologia para que elas sejam líderes e livres economicamente, também se preocupou com isso.

A partir das reflexões proporcionadas pelo momento atual, a aceleradora se dedicou a repensar como escalar o abraço. O abraço acolhedor é uma marca da B2Mamy, que se faz presente em todos os encontros da Comunidade, e no ambiente online não será diferente.

Assim foi criada a B2Mamy e-Place, a primeira plataforma de realidade virtual e streaming, especializada na jornada da maternidade. “A B2Mamy e-Place é um ambiente online único, baseado em 4 principais pilares: Conteúdo e Entretenimento produzido ou curado pela B2Mamy, Dados & Pesquisa de mercado para marcas que tenham fit com a audiência, Conexões com outras mães e players do ecossistema e Consumo com a oferta de produtos e serviços exclusivos. Atuaremos como uma versão segmentada do Netflix e de jogos como Second Life e Fortnite”, afirma Dani Junco. Depois do primeiro acesso, com login realizado, a usuária da plataforma não estará no trabalho ou em casa, mas em um terceiro lugar, totalmente focado em promover a melhor experiência e a mais humanizada possível.

Mesmo em meio a atual crise econômica, um pool de investidores anjos aporta capital e a B2Mamy recebe os recursos para tracionar esse novo modelo de negócio totalmente digital e escalável. “Há algum tempo acompanhava a evolução da B2Mamy, que é uma empresa fantástica, com propósito, tração e grandes sócias e acredito que com a B2Mamy e-Place, a empresa acertou e agora investimos para ajudá-las a crescer”, destaca Daniel Magalhães, um dos anjos dessa rodada.

Para a aceleradora, foi preciso reformular os programas, eventos e ações, evoluindo-os para o mundo digital. Dani Junco, fundadora e CEO da B2Mamy, afirma que afastamento social não precisa significar isolamento emocional e, por isso, entende que é importante que as mães da Comunidade B2Mamy continuem juntas e em movimento.

O lançamento da nova plataforma aconteceu durante a 4ª edição do B2Mamy Day, no último dia 30 de maio. Na ocasião, a empresa promoveu um sábado especial com mais de 14 horas de conteúdo online em 3 arenas de discussões e palestras, pitch fight para investidores e salas para consumo dos produtos e serviços de empresas apoiadoras.

Um time renomado de integrantes da Comunidade B2Mamy foi selecionado para participar deste lançamento. Camila Farani, Rafa Brites e Mariana Ferrão são algumas das palestrantes que estavam ao vivo no lançamento falando sobre síndrome da impostora, inteligência emocional e jornada da maternidade. Outras temáticas importantes foram discutidas como diversidade e inclusão, investimentos em startups e motivações para novos negócios. Para conferir o conteúdo do B2Mamy Day que foi transmitido no último sábado e demais conteúdos produzidos pela B2Mamy para o evento, basta acessar http://www.b2mamyeplace.com.br.

O Pitch Fight também alcançou as expectativas da aceleradora, com quase 100 inscrições, 8 mulheres foram selecionadas para a final ao vivo. Durante 3 minutos, cada participante teve que defender seu modelo de negócio para convencer os jurados que merecia uma vaga na próxima turma do Programa Pulse, no valor de R﹩ 3.000,00.

O B2Mamy Day ainda incentivou doações para a campanha “Womby: inclusão por um bit”, um programa de impacto social para capacitação em profissões digitais e empregabilidade de mães que moram na periferia dos grandes centros, dando uma nova perspectiva econômica para essas mulheres em situação de vulnerabilidade e mudar esse jogo. As doações foram coletadas por meio de um QR-Code durante o evento.

Para encerrar o lançamento, além das palestras e discussões ao vivo na Arena Conectar, as cantoras Tiê e Sarah Renata junto com a DJ Li Saito, fizeram uma live exclusiva para a plataforma, marcando também o conceito de entretenimento que a mesma possui.

Agrofy vence prêmio “Emerging Startup Awards 2020”

A Agrofy, startup argentina que busca ser o maior marketplace para o agronegócio do mundo, foi selecionada entre as “Startups Emergentes”, por pesquisa da AgriTech, no prêmio “Tracxn Emerging Awards 2020”, no dia 28 de maio.

O prêmio reconhece a Agrofy como uma das principais empresas agrícolas do mundo, sendo premiada na categoria “Minicorn”, que reconhece o desempenho das startups e elegem as que apresentam alto potencial para conquistar o título de unicórnio. “Estamos orgulhosos por esse reconhecimento, ainda mais pela nossa história e por levarmos o DNA agro da origem argentina da empresa para outros países e com serviços inovadores e adaptados para cada região”, destaca Rafael Sant’Anna, country mananger da Agrofy no Brasil.

Escolhida na categoria “Minicorn”, que elege os empreendimentos de alto crescimento em estágio inicial (Série A +) com competência de levar os negócios para o próximo nível, escalando em ritmo de crescimento acelerado. “Estamos muito felizes por sermos escolhidos e reconhecidos como uma das principais expoentes do setor ao promover novas tecnologias e soluções para os produtores rurais”, completa Sant’Anna.

O prêmio é organizado pela Tracxn, plataforma global projetada para investidores que rastreia empresas inovadoras em mais de 300 setores de tecnologia, com cerca de 800 temas emergentes em mais de 30 países. Os critérios de avaliação envolvem o acompanhamento das atividades das empresas presentes no ecossistema das startups pelo mundo, incluindo fundos de capital de risco, fundos de private equity e bancos de investimento, entre outros.

A plataforma destaca que o setor AgriTech é um dos mais atraentes para os investidores ao movimentar US $ 28,6 bilhões no mundo investidos em 2.200 empresas por ano. Confira a lista com todos os participantes da competição em http://tracxn.com/d/emerging-startups/agritech-startups-2020.