Suprevida abre oferta pública de crowdfunding e atinge 30% da meta em apenas 1 dia

Financiamento coletivo da healthtech ocorre na plataforma da Kria, voltada para investimento em startups

A Suprevida, ecossistema digital que conecta pacientes com fornecedores de produtos, serviços e informações de saúde, lançou no último dia 19, Dia da Inovação, sua oferta pública de crowdfunding de investimento na plataforma Kria – voltada para investimento em startups. Em 24 horas, a empresa já atingiu 30% da meta mínima de captação na rodada, que é de R$ 993.500,00. Esse montante faz parte de uma rodada Seed total de R$ 3.090.000. 

“Os participantes se juntarão a Eurolife Investments, dedicada a investimentos em healthtechs, Insper Angels e outros investidores estratégicos. O propósito é calibrar o modelo de escala, melhorando a performance e experiência do usuário, ampliando a rede de sellers e buyers, entre outras ações. Decidimos por esse formato para finalizar a rodada e pulverizar as participações com uma coletividade de investidores porque conexão e comunidade estão no nosso DNA”, afirma Rodrigo Correia da Silva é CEO Fundador da Suprevida.

Segundo o IBGE, 52% da população adulta do país foi afetada com pelo menos uma doença crônica em 2019, sendo crucial que esses pacientes tenham acesso a produtos médicos especiais que não são comercializados em drogarias e indisponíveis em 80% dos municípios brasileiros. Dados do IBGE apontaram que em 2018 as famílias gastaram mais de R$ 9 bilhões de reais com esses produtos. É para atender a essa demanda que a Suprevida foi criada. Além do marketplace de produtos de saúde, que é o núcleo do ecossistema, a empresa também conta com um blog de conteúdos especializados, plataforma de anúncios para profissionais de saúde e solução de cashback coletivo. Com esses pontos, se consolida com uma estrutura de inteligência de dados e acesso para os vendedores da plataforma.

Nos últimos meses, a healhtech encontrou estratégias economicamente eficientes de aquisição de clientes e geração de awareness, demonstrando alto nível de tração. Em setembro deste ano, a empresa registrou transações pela plataforma em valor quase 3 vezes maior que os registrados em junho. A Suprevida também já recebeu diversos reconhecimentos por sua atuação: foi escolhida pela Distrito, maior ecossistema de startups do Brasil, como uma das 10 apostas para 2022; eleita pelo Amcham Arena 2021 como uma das 6 melhores startups de saúde e vencedora da Batalha das Startups, do canal R7, em sua versão piloto.

SouSmile, startup brasileira de alinhadores dentais, capta R$ 100 milhões em rodada Série B

SouSmile, startup brasileira de alinhadores dentais, anuncia rodada Série B de R$ 100 milhões liderada pelo fundo Kaszek, seguido por Chromo Invest, GFC, sócios da Atmos Capital, Allievo e Endeavor Scale-up Ventures. O valor será aplicado para acelerar o crescimento da empresa através de investimento em marketing, expansão do canal de distribuição de dentistas parceiros e tecnologia, bem como o lançamento de novos serviços oferecidos. Com a captação a empresa espera crescer o faturamento 400% em 2022.

Michael Ruah, CEO e co-fundador da SouSmile, explica que o investimento vai permitir que a startup volte a acelerar o ritmo de crescimento, mesmo durante a pandemia, em que houve uma pausa nos planos de expansão, a empresa dobrou seu faturamento. “O mercado odontológico brasileiro é enorme tanto do ponto de vista da oferta quanto da demanda. Temos 350 mil dentistas altamente qualificados que podem se beneficiar da tecnologia para oferecer uma experiência melhor aos seus pacientes. Este investimento nos permite dar mais um passo na direção de ajudar as pessoas a revelarem os seus sorrisos”, explica.

A SouSmile foi fundada em 2018 com o objetivo de oferecer aos brasileiros, de forma inovadora, tratamentos dentários estéticos, a um preço acessível. No Brasil existem 43 milhões de pessoas com má oclusão nos dentes e 2 milhões de casos ortodônticos são realizados por ano. Os aparelhos da SouSmile permitem que o alinhamento dos dentes seja uma experiência rápida, confortável e transparente. O grande diferencial da empresa é o modelo direct to consumer, onde o contato acontece direto com o consumidor, sem a necessidade de intermediários, assim a startup oferece sempre um atendimento humanizado e de qualidade, e com o melhor preço.

No ano passado, a startup criou o SouParceiro, programa onde dentistas parceiros realizam o tratamento da SouSmile em suas clínicas. “Esse projeto surgiu no início da pandemia quando estávamos buscando formas para continuar crescendo sem consumir capital e aumentar as regiões de atendimento com parceiros que conhecem os seus mercados locais melhor do que ninguém”, afirma Ruah.

O Brasil possui hoje mais de 50 mil clínicas odontológicas, com média de 40% de ociosidade. O projeto possibilita que esses profissionais atendam os clientes da SouSmile nos horários livres. Nesse formato a SouSmile capta o cliente, faz a avaliação online e encaminha para o dentista parceiro. Como benefício os dentistas conseguem mais movimento na clínica, preenchendo os horários ociosos, além da oportunidade de conquistar o cliente para que faça outros tratamentos. Hoje a startup conta com 25 dentistas parceiros e o objetivo para o próximo ano é aumentar este número para 200.

Também em outubro a SouSmile implementou um conselho consultivo, selecionado de forma estratégica, para reunir profissionais de alta qualificação nas áreas da saúde e negócios, tendo como objetivo orientar a empresa em relação ao mercado e crescimento futuro.

O time de conselheiros conta com a expertise de Dirceu Barbano, que trabalhou como diretor presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa durante 6 anos; Ronaldo Hirata, PHD em estética dental, professor de biomaterial e biomimética na Universidade de Nova York; Maurício Casa, que é ex-diretor clínico da Invisalign no Brasil e na América Latina; Mauro Figueiredo, que foi CEO do grupo Fleury, OdontoPrev e DaVita, e Orlando Marques, que foi presidente e CEO do grupo Publicis, no Brasil.

“A grande experiência desses líderes renomados em nosso conselho consultivo nos ajudará a firmar um padrão elevado de qualidade e experiência no segmento da odontologia, além de nos desafiarem a explorar novas oportunidades de crescimento da marca”, finaliza Michael Ruah.

A SouSmile já recebeu outras duas rodadas de aporte em 2019 e 2020 e os valores foram investidos principalmente em tecnologia. A empresa possui fábrica própria automatizada que permite a produção em escala. A partir do conhecimento técnico de engenheiros de diferentes segmentos – de mecatrônica a games – eles criaram um robô que faz a manipulação 3D dos alinhadores.

O exame pré-tratamento realizado pelos clientes consiste em um escaneamento da boca que cria uma imagem 3D. Essa imagem permite que o time de ortodontistas seniores planejem o caso digitalmente. Esse planejamento prevê a sequência de movimentação dos dentes em cada etapa do tratamento. O time técnico imprime essa sequência de posições dos dentes e estampa um poliuretano importado em cima dos modelos. Por último, a SouSmile utiliza o robô para cortar os alinhadores. O robô diminui em 90% o tempo de recorte e garante qualidade e padronização em escala.

“Estamos cada vez mais investindo em áreas estratégicas dentro da empresa com o intuito de democratizar o setor. Nossa missão é entregar saúde e bem-estar aos pacientes, os ajudando a revelar seu melhor sorriso. Queremos proporcionar a melhor experiência de cuidado dental, com uma jornada que preza pelo atendimento ao cliente, produtos inovadores e tecnologia tudo de um jeito prático, acessível e moderno”, finalizou Ruah.

TC conecta startups a investidores-âncora do mercado financeiro

O TC – plataforma de educação financeira, análise de dados e inteligência do mercado de capitais – lança o TC Ventures. O programa promove a conexão entre empreendedores e investidores-âncoras da base de clientes Private da companhia (com mais de R$ 5 milhões investidos na Bolsa). A iniciativa funciona como um espaço de networking, apresentação e avaliação de empresas em early stage, ou seja, em estágio inicial, avaliadas entre R$ 10 milhões e R$ 100 milhões. As inscrições para a primeira etapa da seleção vão até esta sexta-feira, dia 22 de outubro.

“O TC Ventures é um programa que queríamos fazer há muito tempo. Sabemos como é difícil para os empreendedores encontrarem investidores que acreditem na sua empresa. Temos na nossa comunidade mais de 150 investidores dentro do plano TC Private que buscam projetos com potencial de crescimento todos os dias. Conseguir facilitar e fazer essa conexão entre quem quer investir e quem procura investimento é mais um passo da nossa plataforma para democratizar o acesso à informação e impulsionar o empreendedorismo no Brasil”, comenta Pedro Albuquerque, CEO do TC.

Para participar do programa, os empreendedores precisam passar por três fases. Na primeira, de inscrições, eles devem encaminhar um vídeo de até cinco minutos, no qual apresentam a empresa, resumem a oportunidade de mercado mapeada e a solução que propõem, já destacando a inovação do modelo de negócio. Também é necessário fazer uma avaliação financeira, demonstrando conhecimento e capacidade de execução. Nessa etapa, também é possível anexar informações complementares sobre a operação da startup no formato de apresentação.

Em seguida, os inscritos passarão por uma fase de seletiva, no qual os diretores, sócios e contribuidores do TC escolherão os projetos com maior potencial. Os empreendedores escolhidos serão convidados para um encontro de perguntas e respostas sobre os planos de crescimento futuro das empresas.

“Toda essa etapa de seleção é essencial para podermos conhecer melhor as empresas e os empreendedores e, assim, poder oferecer uma conexão mais certeira com os investidores da nossa comunidade. Em sua grande maioria, nossos clientes Private são gestores, CEO’s e bankers que atuam ativamente no mercado. Facilitar esse processo agiliza a escolha de projetos e aumenta a taxa de sucesso na captação de investimentos pelas startups”, completa Albuquerque.

Na terceira fase, o TC irá promover um encontro de apresentação e defesa dos cases selecionados para os mais de 150 assinantes do TC Private. A plataforma irá oferecer o espaço e a conexão com os investidores, e as empresas que mais atraírem a atenção dos investidores-âncora poderão receber aportes financeiros.

“Queremos colocar as empresas em contato direto com os investidores, mostrando a força e o potencial do networking promovido na comunidade TC. Esse contato é necessário para o crescimento de empresas, facilitando a obtenção de capital e tornando o futuro das companhias ainda mais rentável e competitivo”, finaliza Albuquerque.

Qualquer empreendedor com mais de 18 anos e que possua uma empresa early stage avaliada entre R$10 e R$100 milhões pode participar do TC Ventures. As inscrições vão até 22 de outubro e podem ser feitas pela página do programa: tc.com.br/venture-capital. Para mais informações sobre regras e critérios de participação, acesse o regulamento disponível no site oficial.

ACATE lança plataforma para medir nível de inovação das empresas

Por meio de análise de dados, Innoway permite identificar a maturidade da companhia em cultura de inovação, além de apontar caminhos para avançar

Já imaginou uma empresa que incentiva os colaboradores a exercer a criatividade, por meio da liberdade e autonomia, para transformar a forma de fazer negócios? Uma companhia que esteja aberta à experimentação, de forma que os erros cometidos sejam tolerados e se tornem aprendizados? Essas características podem indicar que a empresa tem uma cultura de inovação consolidada. Identificar o nível de maturidade e verificar pontos para serem aprimorados nesta cultura é um dos objetivos do Innoway, uma plataforma de inteligência digital lançada pela Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), em parceria com a Modo8, durante o Startup Summit 2021. 

“Esse trajeto rumo a uma cultura de inovação consistente é fundamental para que as companhias atinjam um desempenho maior e tornem-se ainda mais competitivas, com protagonismo no cenário nacional e internacional. Além disso, certificar que a empresa tem um nível de maturidade alto nesse quesito é mais um diferencial importante na hora de atrair talentos, investidores ou concretizar negócios e parcerias”, reforça o presidente da ACATE, Iomani Engelmann.

Com o auxílio dessa ferramenta de diagnóstico e orientação, as empresas poderão identificar falhas, conhecer deficiências da equipe, aprimorar processos, comparar-se a outros players do mercado e traçar planos para torná-las mais ágeis, competitivas e inovadoras. 

O processo de diagnóstico do Innoway começa a partir de uma pesquisa online com líderes e colaboradores da companhia. Por meio de inteligência digital e análises de experts, a plataforma avalia 170 atributos. Após o cruzamento de dados, a ferramenta permite fazer 28 mil correlações e apontar um diagnóstico personalizado. Depois de apenas cinco semanas, são apresentados os resultados, com o nível de maturidade da companhia nesta área, além de dados para a gestão de uma cultura de inovação de sucesso e pontos para evoluir de patamar. 

“Estabelecer uma cultura de inovação tem como objetivo valorizar e melhorar a vida dos colaboradores, garantir adaptabilidade em um mercado competitivo, conduzir a organização à longevidade e gerar riquezas, oportunidades, além de soluções para os problemas. Todas as pessoas são aptas a inovar, não apenas um time ou uma equipe, por isso é essencial observar as necessidades dos colaboradores, da comunidade e do ambiente em que a indústria se insere”, reforça Daniel Alves, CEO da Modo8 e um dos idealizadores do Innoway.

ArcelorMittal avança com ferramenta 

A plataforma tem uma metodologia exclusiva e já conta com sete projetos em andamento entre as corporates do LinkLab. Uma das companhias foi a ArcelorMittal, case apresentado durante o Startup Summit 2021, evento realizado pelo Sebrae e ACATE nos dias 14 e 15 de outubro. O Innoway foi aplicado na ArcelorMittal Vega, unidade em São Francisco do Sul (SC). Na escala de maturidade em cultura de inovação, a siderúrgica ficou no nível avançado, apenas um abaixo do mais alto (fluente). Caso seja avaliada nestes dois níveis mais elevados, a empresa recebe o Selo ACATE Innoway, o que pode auxiliar na atração de talentos, por exemplo. 

“Com o diagnóstico, podemos nos preparar melhor para esse mercado diante de tantas incertezas. A gente só controla aquilo que a gente mede, então foi fundamental mensurar nosso nível para saber onde estamos e como avançar”, afirmou Lincoln Rezende, gerente de Inovação Digital da ArcelorMittal, durante o painel do Startup Summit 2021.

Por meio de inovação aberta, através do Linklab,  a companhia foi conectada a uma startup que utilizará inteligência artificial para mapear novas áreas e oportunidades de atuação para a siderúrgica, para assim aumentar seu desempenho  e avançar ainda mais em sua cultura de inovação. 

Como participar

As empresas que queiram fazer uma avaliação no Innoway podem entrar em contato pelo email modo8@modo8.me. Além disso, é possível fazer um diagnóstico inicial em uma versão gratuita da ferramenta, disponível neste link https://innowayfree.questionpro.com/ ou acessar um e-book, também gratuito, sobre cultura de inovação neste link https://sc.acate.com.br/ebook-cultura-de-inovacao-esg.

“Waterlution BRK Acelera” abre inscrições para programa de apoio a startups na criação de negócios inovadores direcionados ao saneamento básico

A BRK Ambiental, concessionária privada de saneamento básico presente em mais de 100 municípios brasileiros, em parceria com a ONG canadense Waterlution e o centro de inovação CESAR, abrem inscrições para o Programa Waterlution BRK Acelera, iniciativa que apoia startups e empreendedores na criação de soluções direcionadas ao setor de saneamento básico.

As inscrições estão abertas até 14 de novembro pelo site: https://materiais.cesar.org.br/brk-acelera. O objetivo do projeto é conectar startups e empreendedores a mentores e profissionais experientes do setor de saneamento. A proposta é estimular novas ideias para o desenvolvimento de soluções tecnológicas capazes de sanar os problemas relacionados aos serviços de água e esgoto no Brasil.

Para participar do projeto, as equipes devem ser compostas por pelo menos duas pessoas. No ato da inscrição, os interessados em participar do Waterlution BRK Acelera devem apresentar suas sugestões de projetos no formulário eletrônico disponibilizado no site do programa.

A partir das inscrições, os projetos serão avaliados de acordo com perfil e disponibilidade do time, aderência ao projeto, grau de viabilidade de aplicação, grau de impacto, modelo de negócio e gestão, maturidade da solução e alinhamento com as diretrizes Waterlution. Entre essas diretrizes estão facilitar e estimular a colaboração regional e global, ampliar a mobilização global do conhecimento sobre a água/saneamento e apoiar a comunidade global para avançar em direção aos ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU) relacionados a saneamento, segurança hídrica, clima e equidade.

No total, seis equipes serão selecionadas para participar do programa. Os projetos escolhidos serão apresentados em 24 de novembro. Após a seleção, ao longo de aproximadamente três meses, os participantes acompanharão uma série de atividades on-line, com transmissão ao vivo e focadas na aceleração dos projetos e validação das ideias e soluções. O objetivo dos encontros virtuais é estabelecer contatos com outros empreendedores e especialistas do setor, por meio de workshops e mentorias individuais e coletivas focadas em temas profissionais e técnicos.

Promoção da inovação

A partir dos encontros, de acordo com a viabilidade das ações, os projetos serão avaliados individualmente, e podem receber apoio financeiro dos organizadores do Waterlution BRK Acelera ou serem convidados para ações de parcerias.

“Valorizamos muito as parcerias com as startups no sentido de promover a inovação nas nossas operações, principalmente quando relacionadas às práticas de ESG, e destacamos a oportunidade de oferecer uma visão corporativa abrangente e prática aos empreendedores, a partir da nossa expertise como uma das empresas líderes em saneamento no país”, afirma Carlos Almiro de Magalhães Melo, head de Sustentabilidade e Gestão de Riscos da companhia.

“Durante os cinco anos de trabalho da Waterlution no Brasil, experimentamos diretamente o incrível conhecimento técnico, a capacidade de inovação e o compromisso dos jovens líderes da água e do clima do país na vanguarda das mudanças. Nossa parceria de longa data com a BRK Ambiental e o CESAR se aprofunda com este novo programa e aumenta nossa capacidade de colaborarmos juntos, o que aumentará nosso impacto coletivo e soluções com as startups incluídas no BRK Acelera”, afirma Karen Kun, Presidente e Fundadora da Waterlution.

“O programa trabalha inovação aberta na prática juntando BRK, Waterlution, CESAR e startups para acelerar oportunidades de inovação, baseadas em desafios reais da sociedade. Assim, ampliamos a oportunidade para quem empreende nessa área, que terão seus projetos apoiados por especialistas das mais diversas áreas de inovação, empreendedorismo e especialistas do Setor”, destaca Renata Sellaro, coordenadora de Projetos de Empreendedorismo do CESAR.

Zappts tem vagas abertas para profissionais de tecnologia atuarem de qualquer lugar do Brasil

Zappts, empresa que realiza a aceleração digital de grandes marcas com times de alta performance e foco no desenvolvimento de software, especialmente em Front-end, UX Design, Quality Assurance e Gestão de Ambientes Cloud, está com 12 vagas disponíveis para trabalho remoto, o que possibilita aos colaboradores exercerem suas atividades de qualquer lugar do país.

Com oportunidades para Desenvolvedores, Analistas de Qualidade de Software, Agile Master e Designer UX/UI, todos os cargos têm em comum o modelo de trabalho 100% remoto, bônus financeiros mensais para custos com home office e happy hour dos colaboradores, cartão de crédito para alimentação e refeição, plano de saúde, plano odontológico opcional, Gympass, ginástica laboral com personal trainer e descontos em farmácias e universidades selecionadas. A empresa também tem um programa de diversidade e inclusão que garante bônus financeiro aos colaboradores que indicam profissionais para vagas inclusivas, além de um benefício educacional que, a cada seis meses, destina um valor para que cada funcionário possa investir em sua educação.

Interessados podem encontrar mais informações sobre o processo seletivo da Zappts no blog da empresa e consultar as vagas disponíveis no link . Ao selecionar a vaga de interesse, os candidatos têm acesso a informações complementares referente aos requisitos, qualificações, responsabilidades e atribuições de cada oportunidade. Apesar do nível universitário não ser uma exigência, é considerado um diferencial. A empresa possui também o Alô, clique aqui e seja um Zappter!, banco de talentos para que profissionais possam registrar interesse em fazer parte do time da Zappts e serem acionados assim que seja aberta uma vaga correspondente ao perfil cadastrado.

“Um dos nossos valores está atrelado ao termo de origem sul africana Sawabona, que significa ‘Eu te vejo, eu te respeito’. Essa orientação inspira nossas ações e hábitos, considerando a importância de cada indivíduo em nosso dia a dia. Cuidamos de tudo e todos com responsabilidade e segurança para promover um ambiente diverso, motivador e aberto para receber opiniões”, comenta o CEO da Zappts, Rafael Tiba.

Confira a lista com algumas vagas disponíveis:

• Agile Master (Remoto)

• Analista de Qualidade de Software Pleno

• Analista de Qualidade de Software Sênior

• Estágio em Qualidade de Software

• Head of Frontend Development Chapter

• Pessoa Desenvolvedora Backend Pleno (.NET)

• Pessoa Desenvolvedora Backend Pleno (Python)

• Pessoa Desenvolvedora Frontend Web Pleno (Angular)

• Pessoa Desenvolvedora Fullstack Sênior (Remoto)

• Pessoa Desenvolvedora Mobile Pleno (iOS)

• Pessoa Desenvolvedora Mobile Pleno (React Native)

• UX/UI Designer PL

Pulse, hub de inovação da Raízen, lança chamada pública para startups do segmento de energia

O Pulse, hub de inovação da Raízen, empresa integrada de energia referência global em bioenergia, lançou nesta terça-feira, 19, a Chamada de Energia para startups e empresas de base tecnológica que tenham soluções voltadas ao setor. A iniciativa tem como objetivo promover parcerias entre a empresa e startups, gerar oportunidade de negócio, realizar projetos-piloto e contratar, com foco nas principais tendências que impactam o setor. As inscrições podem ser feitas pelo site https://www.chamadadopulse.com.br até dia 14 de novembro.

Por meio da resolução de problemas, desenvolvimento de produtos, inserção em novos mercados, criação de valor, diversidade e sustentabilidade, as soluções devem abranger benefícios para a descentralização, descarbonização e digitalização dos negócios. A iniciativa está atrelada a 4 dos 14 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), instituídos pela Organização das Nações Unidas (ONU), assumidos pela Raízen na safra 2020/2021 e são alguns dos pilares direcionadores da companhia para cumprir as metas de sua agenda sustentável. São eles: estimular energia limpa e acessível; construir e promover infraestruturas resilientes, industrialização inclusiva e fomento à inovação; desenvolver cidades e assentamentos humanos seguros, resilientes e ambientalmente responsáveis; e assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.

De acordo com o Rafael Rebello, Diretor de Vendas, Marketing & Trading de Energia da Raízen, com as vantagens operacionais significativas construídas e dimensionadas por meio de integração, a companhia espera, por meio de inovação aberta, solucionar problemas da empresa e mapear novas tendências do mercado. “Nosso objetivo é ser aliado e ativo no ecossistema de inovação com propostas de ponta a ponta, sempre buscaremos fortalecer práticas que nos auxiliam na geração de impacto positivo e produtivo. Entendemos que uma das nossas missões é estar presente na vida das pessoas oferecendo a energia que a sociedade precisa hoje e amanhã”, afirma Rebello.

Os benefícios propostos pela Chamada de Energia incluem a identificação de sinergias e construção de relacionamento com a Raízen, feedback de colaboradores da empresa e do ecossistema de inovação, escala para que as startups aprimorem seus negócios, acesso facilitado a rede de contatos e espaço co-working para as parcerias concretizadas. O projeto conta com apoio institucional da Endeavor Brasil, Abstartups e SP Ventures. A chamada terá suporte dos times de tecnologia do Brasil e Argentina, e se configura como primeira ação internacional do hub.

As etapas no cronograma preveem avaliação e seleção das startups, pitch day, definição de oportunidades e das finalistas, onboarding, elaboração de escopo e pilotos com as propostas que atenderem aos critérios de seleção e tiverem conexão com os negócios da Raízen, ou contratação direta com as propostas que tiverem sinergia com as oportunidades da empresa. Toda a dinâmica do projeto será realizada de forma remota, respeitando as regras de isolamento social da pandemia de Covid-19.

“Nosso papel é apoiar em diferentes jornadas de aprendizados, impulsionar boas ideias e viabilizar escala, alavancando novas tecnologias para adoção da inovação aberta dentro da cultura da companhia e, por consequência, do setor. Esta chamada reforça o compromisso de redefinir o futuro da energia, criando um ambiente propício ao desenvolvimento de novas soluções e contribuindo com maior eficiência dos negócios”, enfatiza José Massad, Diretor de Tecnologia da Informação da Raízen.

Serviço:
Pulse Hub – Chamada de Energia
Prazo de inscrição: Até 14/11
Link de inscrição:https://www.chamadadopulse.com.br
Participação gratuita.

Startup Inventa capta R﹩ 30 milhões e mira no atacado online para pequenos varejistas

A Inventa, plataforma que oferece aos pequenos e médios empreendedores e lojistas um processo de compra simples e rápido por meio de tecnologia, anuncia a captação de R﹩30 milhões em uma rodada de investimento SEED, com participação de fundos como NXTP, PearVC, OneVC e Maya Capital.

Fundada no início do ano, a startup atrai atenções com o rápido crescimento, ao redor de 150% mês a mês, ao utilizar tecnologia para proporcionar uma compra mais eficiente e assertiva para os pequenos negócios. A Inventa é uma plataforma online que permite que varejistas façam suas compras online em um só lugar, além de receberem recomendações dos produtos que vendem mais de acordo com seu perfil com base em dados de transações reais e fornecendo crédito para que aumentem suas vendas e se tornem mais competitivos.

O aporte chega em momento de forte expansão para a empresa que, nos últimos meses alcançou a marca de 5 mil produtos oferecidos, com 200 marcas na plataforma, atendendo mais de 3 mil lojistas com uma estrutura que já conta com mais de 50 funcionários, a maioria deles na área de tecnologia. Com a capitalização, a Inventa pretende ampliar sua tecnologia para poder beneficiar ainda mais os pequenos e médios empreendedores, além de expandir áreas estratégicas como marketing e vendas.

“Estamos muito animados em sermos parceiros da Inventa enquanto eles constroem o marketplace de atacado B2B na América Latina, conectando marcas líderes com vendedores independentes em diversas categorias de produtos”, diz Darly Bendo, diretor de investimento na NXTP Ventures. “A penetração online nesse mercado de atacado na América Latina ainda está nos ‘single-digits’, e a Inventa está bem posicionada naquilo que acreditamos ser uma tendência de muitas décadas, que é a digitalização desse mercado. A plataforma da Inventa já é muito buscada por vendedores e marcas no Brasil hoje.”

Fundada por Marcos Salama, que liderou a unidade de supermercado do Rappi pelos últimos 4 anos após seu MBA em Stanford, Fernando Carrasco, Sr. Expert em Data Science na Mckinsey com MBA em Columbia e Laura Camargo antes investidora na General Atlantic e depois VP de Finance do Gympass, a Inventa nasceu com a missão de empoderar pequenos varejistas do Brasil inteiro, revolucionando a forma como fazem negócios através de tecnologia, dados e crédito.

Segundo conta o CEO Marcos Salama, a Inventa nasceu da constatação de que pequenas empresas ainda estão muito longe de serem inseridas no mundo digital, e de que todo o seu processo de compra parou no tempo.”O mercado criou ferramentas para que marcas que atendem o B2C pudessem integrar o cliente na forma de consumo online, Rappi, iFood, Magalu, Amazon, por exemplo – têm ajudado os consumidores a fazerem pedidos online, no entanto, quando você olha para as pequenas empresas, a maioria das compras ainda é feita como era há 30 anos. totalmente offline, dependendo de visitas de representantes de vendas, sem nenhum dado do que vende bem, sem nenhum atendimento ao cliente e com bastante dificuldade de conseguir prazo de pagamento. Na pandemia, essas empresas começaram a vender online também, e agora querem também comprar online. Queremos liderar essa mudança”, conta o executivo.

As oportunidades no mercado brasileiro são imensas. Segundo o IBGE, atualmente o país conta com quase 5 milhões de pequenos e médios varejistas. E, de olho no cenário, a Inventa pretende finalizar o ano com ao menos 100 funcionários, mais de 10 mil lojistas cadastrados e mil marcas parceiras. Para isso o aporte e próximos passos são peças fundamentais. “Temos visto uma resposta impressionante dos nossos clientes varejistas e também das marcas que vendem com a gente. É extremamente gratificante ajudá-los a serem bem sucedidos e se tornarem mais competitivos dia após dia através do uso da tecnologia”, conclui Marcos.

Deel capta USD 425 milhões em rodada série D

A Deel , startup líder global em gestão de pagamentos e contratos e que chegou ao Brasil em abril de 2021, anuncia nesta segunda-feira (18) a sua mais nova captação no mercado. Em rodada série D, a companhia – que inovou ao eliminar barreiras de contratações – levantou USD 425 milhões, chegando ao total de USD 630 milhões em aportes.

A nova rodada foi liderada pela gestora Coatue Management, com sede nos Estados Unidos, e conduzida pelos sócios Rahul Kishore e Lucas Swisher, senior managing director e general partner da companhia, respectivamente. Também participaram novos e antigos investidores da plataforma, incluindo Altimeter Capital, Andreessen Horowitz, Neo, Spark Capital e YC Continuity Fund. Com o aporte, a Deel chega a um valuation de USD 5,5 bilhões e se torna a empresa de maior valor na área de contratação e gestão de pagamento para times internacionais.

Desde o início das operações em 2019 com uma equipe formada por quatro pessoas, que hoje chega a 400, a companhia tem como missão tornar o trabalho remoto mais acessível para equipes e empresas em todo o mundo e construir a melhor experiência de funcionário do mercado. O novo modelo de negócio surgiu momentos antes do início repentino de uma pandemia global que forçou as empresas a reavaliar as normas de trabalho e se ajustar rapidamente à vida remota. Nesse cenário, a Deel ganhou forte protagonismo no mercado, visto que soluciona todos os obstáculos de contratação remota. Com isso, cria novas oportunidades para que as equipes sejam eficientes quando e onde quiserem.

A Deel atende a mais de 4.500 clientes em todo o mundo de nomes como Coinbase, Intercom e Shopify em mais de 150 países. Se uma empresa está procurando adotar um ambiente de trabalho híbrido ou totalmente remoto ou buscar talentos de todo o mundo, a Deel provou ser a peça que faltava no quebra-cabeça. A plataforma oferece os serviços de folha de pagamento, compliance, benefícios e outros recursos ​​necessários para contratar e gerenciar uma equipe global – algo que antes seria essencial realizar a partir de uma equipe interna. As empresas também podem pagar equipes em mais de 120 moedas com apenas um clique. Assim, a desculpa de que ‘nós não temos um escritório lá (onde quer que seja)’ não é mais válida.

Com o novo montante, a startup de rápido crescimento vai continuar a construir a melhor experiência para empresas, funcionários e prestadores de serviços. Entre os planos, está o lançamento de um novo produto de folha de pagamento internacional robusto, o desenvolvimento de uma API aberta, continuar contratando talentos excepcionais em todo o mundo e canalizar recursos para fusões e aquisições.

“A forma como as pessoas trabalham está mudando fundamentalmente. E isso nunca vai voltar”, diz o CEO da Deel, Alex Bouaziz. “Fundamos a Deel porque não queríamos que contratações ou pagamentos internacionais fossem empecilho para que as empresas criassem as equipes globais remotas de que precisam para prosperar. Agora, avaliada em USD 5,5 bilhões, a Deel permanece em uma posição única para continuar desafiando a forma como as equipes globais trabalham e pode continuar a construir ferramentas que moldam e transformam ainda mais o futuro do trabalho”, completa.

O country manager responsável pela operação e expansão da companhia no Brasil, Cristiano Soares, corrobora o posicionamento do CEO. “As transformações que enfrentamos atualmente são o resultado de pequenas mudanças graduais que foram acontecendo nos últimos anos, e há inúmeros benefícios no nosso modelo de contratação”.

“A partir da nova rodada, temos planos audaciosos para todos os mercados, incluindo o Brasil. Aqui, continuamos com a estratégia de contínuo crescimento do negócio e a oferta de mais soluções para nossos clientes e parceiros”, continua. No país, a empresa atende companhias como Nubank, Ifood, Meliuz, Quinto Andar, entre outras.

Esta série D é uma das maiores apostas privadas da gestora Coatue neste ano. A empresa olha com atenção o mercado de tecnologia e o futuro do trabalho remoto, considerado o novo normal, já que diversos estudos mostraram que essa modalidade aumenta o engajamento, a produtividade e bem-estar dos colaboradores, ao mesmo tempo que oferece às empresas uma vantagem competitiva à medida que o mundo se adapta ao novo ambiente de trabalho. Para permitir o trabalho remoto globalmente e em escala, as empresas precisam de uma plataforma que lhes permita contratar, integrar e pagar pessoas em qualquer lugar do mundo de maneira sustentável e compatível, e a Deel está removendo os obstáculos entre os envolvidos.

“Acompanhamos a Deel desde 2020 e ficamos impressionados com a visão de Alex e Shou [Wang, co-fundadora]”, diz Rahul Kishore. “À medida que fomos conhecendo a Deel, ficamos impressionados pela solução inovadora que proporciona e com o seu crescimento acelerado no setor.” Lucas Swisher, que co-liderou a rodada, acrescenta: “Ficamos impactados com a plataforma, uma ferramenta que qualquer um pode usar para transformar o emprego global dos sonhos em realidade.”

Já Anish Acharya, general partner da empresa de capital de risco Andreessen Horowitz, e que aposta desde o início na companhia, exalta a proposta de negócio e o momento da companhia. “Ver como eles transformaram e desenvolveram ferramentas em tempo recorde para ajudar a criar uma experiência melhor para as empresas e suas equipes é um espetáculo para ver”, afirma. “O futuro é brilhante para a Deel, mas é ainda mais brilhante para equipes internacionais em todo o mundo”, finaliza.

Startups do Brasil e Israel vencem desafio da Bayer e Food Tech Hub Br com foco em reduzir a perda de alimentos

Prolongar a vida útil de frutas, legumes e verduras, enriquecer alimentos com micro e macro nutrientes, aumentar as produções de diversas culturas e utilizar monitoramento via satélite para uma melhor tomada de decisão nas lavouras são algumas das inovações desenvolvidas pelas startups vencedoras do Desafio Food Loss. A iniciativa da Bayer em parceria com o Food Tech Hub Br tem o objetivo de apoiar o desenvolvimento de soluções que ajudem a reduzir as perdas de alimentos no trajeto entre as fazendas e os fornecedores.

As soluções dessas startups endereçam temas prioritários do agronegócio ligados a novas tecnologias e processos digitais, transporte e armazenamento, processos que aumentam o tempo de prateleira e segurança dos alimentos, além da produção agrícola. Uma das vencedoras, a Quíper Fresh, por exemplo, desenvolve um produto que, quando colocado em meio aos alimentos, triplica a duração deles. Já a Infineat criou um projeto para coletar alimentos onde há desperdício e destiná-los a entidades sociais cadastradas no programa.

“Cerca de 13% dos alimentos na América Latina e Caribe são perdidos em etapas de produção, processamento e logística. Diante deste cenário, nosso intuito com o desafio é selecionar e investir em startups com ferramentas inovadoras capazes de ajudar a reduzir estas perdas que ocorrem desde o momento em que os alimentos saem da lavoura até quando elas chegam aos fornecedores”, afirma André Fukugauti, gerente de projeto em Inovação Aberta da divisão agrícola da Bayer, que fez parte da banca que avaliou as soluções finalistas, no Pitch Day.

O Desafio Food Loss foi mais uma iniciativa de inovação aberta conduzida pela Bayer, dessa vez em parceria com o Food Tech Hub Br, para solucionar um gargalo e apoiar a construção de um futuro cada vez mais sustentável. Somente no Brasil, na fase final da cadeia de abastecimento (carregamento e frete), as perdas médias de alimento chegam a 30% no segmento de frutas e a 35% no de vegetais, de acordo com uma pesquisa da Embrapa Agroindústria de Alimentos.

O desafio priorizou soluções no setor de hortifrúti, especificamente nas culturas de tomate, melão, folhosas, batata e brássicas, como couve, repolho, nabo, brócolis etc. Além da interação com importantes atores da cadeia, cada uma das quatro startups vencedoras receberá um prêmio de R﹩ 10 mil em crédito para uma viagem para visitar espaços de conhecimento relacionados com a categoria em que competiu.

“Todo o investimento em inovação deve contemplar a sustentabilidade, uma vez que a agricultura faz parte da solução para enfrentarmos desafios como a redução da segurança alimentar, da biodiversidade e questões climáticas. Porém, sabemos que é impossível inovar sozinho. A inovação precisa ser um processo colaborativo e, por essa razão, buscamos sempre atuar por meio da inovação aberta com startups, hubs de inovação e outras empresas, a fim de firmar parcerias em busca de soluções para os desafios mencionados”, comenta Fukugauti.

Conheça as startups selecionadas em cada categoria:

Produção: A Krilltech surgiu de uma parceria entre a Universidade de Brasília (UnB) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A união permitiu o desenvolvimento de tecnologias para oferecer soluções em nanotecnologia verde, para aumentar a produtividade e a qualidade nutricional de cultivares. O objetivo da agtech é melhorar o rendimento, a eficiência e a lucratividade do produtor.

Transporte e Armazenamento: O projeto Infineat foi criado a partir de um gargalo: alto desperdício de alimentos no Brasil x milhões de pessoas passando fome ou em condições de insegurança alimentar. A startup proporciona um serviço logístico que consiste em coletar alimentos onde há desperdício para destiná-los a entidades cadastradas na plataforma.

Novas Tecnologias e Processos Digitais: A Israelense Cropx possui um conjunto de ferramentas que auxilia os agricultores a monitorarem o movimento da água e dos agroquímicos no solo para que seja possível minimizar a poluição ambiental e evitar o escoamento, além de otimizar os custos com recursos. A empresa abrange um gerenciamento de fazendas com tecnologia e irrigação ativa, umidade autocalibrada, sensores químicos, dados de solo e gerenciamento de fertilizantes.

Processos que aumentam o shelf-life e segurança dos alimentos: Prolongar a vida útil de frutas, verduras e legumes, é o principal objetivo da Quíper . A startup comercializa para produtores, varejistas e consumidor final, o “Morango Azul”, produto que, quando colocado em meio aos alimentos, triplica a duração deles, sem nenhuma influência no sabor, ao absorver o gás etileno exalado por eles. O refil, após 30 dias de uso, pode ser utilizado como adubo.

Startup TECHTALE vence o maior concurso de empreendedorismo de Portugal

A TECHTALE, startup integrante do programa ElaEmpoder@ da Softex, foi vencedora do Banco Montepio Acredita Portugal, o maior concurso de empreendedorismo do país, na categoria empreendedorismo social. Esta foi a 11.ª edição do concurso que este ano recebeu mais de 10.600 ideias de negócios de diversos países.

Mãe de uma criança com paralisia cerebral, Gloria Brandão criou a TECHTALE em parceria com as co-founders Elaine Brandão e Fernanda Urbano em meio à pandemia, pois precisava dar a continuidade no ambiente on-line aos atendimentos terapêuticos de Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia e Musicoterapia da filha, antes realizados de forma presencial.

“Acabei descobrindo que praticamente todas as atividades precisavam ser adaptadas, pois não havia um jogo, um brinquedo pronto para uso. Isso me fez refletir em como poderia tornar esse trabalho mais prático e acessível. Assim nasceu a TECHTALE”, relembra Gloria.

A TECHTALE é uma startup de impacto social que visa a inclusão, o empoderamento e a qualidade de vida de crianças com deficiências por meio de jogos e de e-books customizáveis que podem ser adaptados de acordo as habilidades das crianças e utilizados no contexto terapêutico ou de lazer.

Atualmente, seus principais clientes são terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogas, fisioterapeutas e mães que buscam recursos inclusivos para o treinamento de habilidades motoras e cognitivas de crianças com deficiências. De acordo com dados da ONU, cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo possuem alguma deficiência. No Brasil são 45 milhões.

“Crianças aprendem e desenvolvem suas habilidades brincando, mas a maioria dos jogos e dos brinquedos não são inclusivos. A TECHTALE entra no mercado para suprir essa lacuna e tornar o aprendizado acessível”, destaca Gloria Brandão.

O programa de capacitação feminina Ela Empoder@ deu à TECHTALE toda a base de conhecimento para iniciar o negócio. Quando ele foi concluído, Gloria sabia que precisava de mais suporte para continuar desenvolvendo o trabalho e as habilidades de empreendedorismo da startup.

“Acabamos voltando nossos olhos para Portugal, que é referência em inclusão. Além disso, o país possui diversas iniciativas para a aceleração de startups e fortalecimento dos empreendedores. Descobrimos o concurso Banco Montepio Acredita Portugal, nos inscrevemos, passamos por todas as seletivas e acabamos vencendo em nossa categoria. É uma enorme conquista, pois abre para a TECHTALE uma importante porta para o mercado internacional, uma vez que a premiação inclui assessoria em diversos setores, o que possibilitará não apenas a nossa entrada, mas a nossa consolidação no mercado português”, comemora Gloria.

“Ver a TECHTALE ganhar impulsão no ElaEmpoder@ e agora tração com essa conquista confirma o nosso acerto em tê-la escolhido para aceleração no programa. Além de ser um país reconhecidamente inovador, Portugal alavancará com certeza muitas oportunidades para a empresa na Europa”, destaca Elisa Carlos, head de inovação da Softex.

Sobre os planos para o futuro, em novembro a TECHTALE lançará uma atualização de sua plataforma on-line, novos e-books e jogos customizáveis, além de implementar o recurso de comando de voz. A startup também negocia parcerias com editoras nacionais e internacionais.

“Incluir é um benefício para todos, pois dando às pessoas com necessidades especiais a oportunidade de se desenvolverem, trazemos impactos positivos na economia, formamos profissionais e crescemos como seres humanos”, conclui Gloria Brandão.

Genial cria IB Tech, braço de mercado de capitais dedicado a startups

Após se tornar o ‘banco das exchanges’ e coordenar a primeira oferta pública de ETF de criptoativos do País, a Genial Investimentos dá mais um passo importante para estimular o empreendedorismo e inovação nacional e cria a IB Tech, nova área de negócios dedicada a atender startups e empresas de alto crescimento com DNA tecnológico. O objetivo é se transformar no banco mais “tech friendly” do mercado oferecendo serviços para ajudar os fundadores das startups durante toda sua jornada de crescimento, desde o estágio inicial, até o momento de saída de investidores, na abertura de capital ou consolidação.

A nova unidade de negócio será multidisciplinar e co-liderada por Venâncio Velloso, CDO da Genial, e Aline Andrelo, sócia e executiva de relacionamento, que coordenarão o relacionamento com as startups e empresas mais maduras e gerenciarão as demandas com as demais áreas do grupo como banco de investimento e distribuição pela plataforma de varejo da Genial.

“Como já fui empreendedor, conheço bem as dores dos fundadores, como a falta de acesso e braço no processo de captação de recursos. A Genial tem expertise e capacidade de capturar sinergias das diversas áreas do grupo para entregar uma solução one-stop-shop para as startups, de acordo com a necessidade do empreendedor naquele momento. Seja nossa switch de APIs com serviços bancários para ajudar a acelerar o time-to-market com um investimento muito mais acessível, até a estruturação de um fundo, ou quem sabe um IPO. Queremos ser o banco parceiro que vai acompanhar as startups durante toda a trajetória, inclusive early stage, quando as startups mais precisam de acesso a capital”, explica Velloso.

Sob esses moldes, a IB Tech inicia a oferta com um portfólio de cinco serviços: Advisor/M&ABanking as a Service (BaaS), Fund Service, Câmbio e Crédito. Em Advisor/M&A, entra o suporte aos empreendedores em rodadas de capital privado, captação por emissão de dívida, IPOs e operações de fusão e aquisição. Em Fund Service, a captação por operações estruturadas como FIDCs, por exemplo, complementa a oferta. Ao todo, a Genial já soma R﹩ 11 bilhões em ativos sob administração de FIDCs ligados a empresas de tecnologia cujo relacionamento é liderado hoje por Aline em conjunto com o time da administradora como Mercado Pago, PagSeguro, PicPay, Stone, SumUp e mais recentemente ifood, via MovilePay. Em BaaS, a Genial conta com mais de 45 clientes como Mercado Bitcoin, Foxbit, Banco Supera, provendo infraestrutura tecnológica própria, via APIs para pacote de serviços financeiros como conta digital, crypto, cartão whitelabelonboarding, investimentos, entre outros.

“A decisão de criar essa área dedicada veio do nosso entendimento de que os serviços prestados para as empresas de tecnologia estavam sendo muito assertivos e bem-sucedidos”, aponta Aline. “Nos últimos dois anos, a Genial se tornou líder em fund service no segmento de meios de pagamento”.

“Entendemos as particularidades e complexidades de cada cliente e conseguimos flexibilizar a estrutura de modo a impactar o mínimo possível no operacional que as fintechs já operam”, acrescenta Rodrigo Godoy, sócio responsável pela área de Fund Service.

Tecnologia, empreendedorismo e inovação fazem parte da história da Genial. Quando as instituições financeiras se fecharam para o mercado ascendente de criptoativos no Brasil, a Genial investiu em controles rígidos de segurança para prover serviços financeiros como câmbio, depósitos e saques para o setor se tornando conhecida como o “banco das exchanges”. No mesmo ano, o grupo trouxe Velloso – executivo que ajudou a expandir o marketplace da Amazon no Brasil e foi co-fundador da Vtex – para liderar a transformação digital do grupo.

Em meio à pandemia, o banco também foi um dos parceiros do BNDES para desenvolver FIDCs para prover crédito a PMEs. Em 2021, a Genial coordenou a emissão do primeiro ETF de criptoativos no Brasil, o HASH11, dando alternativa ao investidor de varejo para acessar a classe de ativos via ambiente regulado da Nasdaq e B3. O ETF já é o terceiro maior da bolsa brasileira. Ainda na frente de tecnologia, o grupo lançou o Plural Tech, fundo de ações dedicado a empresas de tecnologia listadas no Brasil, antecipando a tendência de crescimento da presença de empresas do setor na B3.

FastBuilt é aprovada pelo programa Acelera Startup SC

Uma parceria entre a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) e o Sebrae deu origem ao programa Acelera Startup SC, que destinou R$ 1,25 milhão para 25 startups promissoras de Santa Catarina. A FastBuilt, de Blumenau, que é especializada em soluções para o mercado da construção, foi uma das contempladas. A empresa recebeu o recurso de R$ 50 mil durante a edição de 2021 do Startup Summit.

Para Jean Ferrari, CEO da FastBuilt, a seleção no projeto chancela a carreira promissora da empresa, que completou três anos de fundação neste mês. “Nosso DNA é muito ligado à inovação e somos protagonistas no ecossistema catarinense. Este ano ingressamos no programa de mentorias Startup SC e o recurso do edital irá acelerar o lançamento de inovações no produto e nosso fortalecimento de mercado”, diz.

Com crescimento acelerado em 2021, a FastBuilt pretende chegar a 1 milhão de lares até 2023. A plataforma da companhia elimina a necessidade de manual do proprietário impresso, trazendo para o app todas as informações do imóvel com conteúdo interativo. Assistências técnicas e atendimento ao cliente também podem ser realizados pela construtora, que passa a acompanhar todo o projeto e a interação com o cliente de forma digital e integrada.

Efund Investimentos, nova plataforma de Equity Crowdfunding, aposta em seleção rígida de startups nas fases Pré-seed e Seed

Após avaliar mais de 400 projetos, empresa lança captação de investimentos para a Otimiza, startup especializada em gestão de benefícios corporativos

O investimento em startups se consolida a cada dia como uma das alternativas mais utilizadas para obter rentabilidade com ativos alternativos, mas mitigar os riscos é sempre uma preocupação. Desta forma, pensando em unir empreendedores com projetos consistentes em busca de escalar seu negócio a investidores que procuram diversificar seus investimentos com robustez no processo de seleção, a Efund Investimentos, nova plataforma de equity crowdfunding, acaba de entrar em operação com a oferta de investimentos na startup Otimiza, que oferece soluções para compra e gestão de benefícios corporativos para empresas de todos os tamanhos e segmentos em todo o Brasil.

O objetivo desta primeira operação é captar um montante de R$ 1.2 milhão, com a oferta de um equity de 8%. Os aportes podem ser feitos a partir de R$ 3 mil enquanto existirem cotas à disposição.

A Otimiza traz para o mercado de recursos humanos a inovação de uma conta digital que concentra a compra e gestão de vale transporte e demais benefícios como incentivos e prêmios com suporte dedicado ao cliente e aos colaboradores. A solução agiliza os processos para as empresas ao concentrar em um ambiente único as ofertas presentes em mais de mil operadoras de todo o Brasil, uma vez que geralmente as empresas de Vale Refeição e Alimentação não se integram com as operadoras de vale transporte, e por muitas vezes, também não oferecem soluções em vale presente, mobilidade, benefício flexível, entre outras necessidades dos RHs como pagamentos, novas modalidades de benefícios, incentivos e prêmios.

“Escolhemos iniciar a operação da Efund com a Otimiza porque ela apresenta todas as características presentes em nossa tese de investimentos. Com um modelo de negócios já testado e aprovado pelo mercado, a empresa agora está pronta para escalar novos patamares de crescimento de forma sustentável e entregar resultados palpáveis aos investidores”, afirma o sócio fundador da Efund, Igor Romeiro.

A Otimiza teve seu projeto acelerado pelo Sebrae RJ e foi premiada pela Startup Farm em programa de inovação no Campus do Google no qual ficou com a 2ª melhor colocação entre 900 projetos do Brasil e América Latina. Em 2019 a Otimiza foi apontada como uma das principais startups de Benefícios Corporativos pela Liga Ventures.

O cofundador da Efund, Alcides Jarreta, ressalta o processo de seleção rigoroso desenvolvido pela plataforma até a decisão de lançar um projeto de captação. Segundo ele, além de números financeiros, outros critérios intrínsecos ao processo são considerados na tese de investimento. Entre eles o executivo cita a motivação dos sócios para o negócio, o conhecimento das fortalezas e fraquezas da empresa, a comunicação de forma simples e concisa entre os sócio, e a análise do mercado em relação à solução proposta. “Com base nestes valores criamos o projeto e colocamos à disposição dos investidores. Acreditamos que este seja o maior serviço que podemos prestar ao investidor e seguiremos com este critério para todas as captações que ofereceremos”, completa.

A Efund já avaliou mais de 400 startups e apenas cerca de 2% delas foram aprovadas para futuros lançamentos de projetos de captação. A empresa já tem uma agenda com pelo menos cinco outras empresas que serão oferecidas ao mercado nos próximos meses.

Desafio de inovação da Johnson & Johnson vai apoiar projetos e startups de saúde no Brasil

Com o objetivo de apoiar projetos e startups que desenvolvem tecnologias e soluções inovadoras, a Johnson & Johnson abriu chamada pública para o programa “Johnson & Johnson – Biominas Health Innovation”. Resultado de iniciativa da farmacêutica Janssen e da Johnson & Johnson Consumer Health, o programa irá conectar projetos do setor de saúde com o ecossistema de inovação de Minas Gerais em parceria com a Biominas Brasil. As inscrições são gratuitas e os interessados terão até o dia 15 de novembro de 2021 para participar.

Serão selecionados até dois projetos/startups inovadores que passarão por um programa de desenvolvimento de negócios específico para healthtechs e biotechs, alicerçado nas metodologias da Biominas Brasil. Para isso, as equipes selecionadas poderão se beneficiar de conexões com especialistas da Janssen e Johnson & Johnson Consumer Health, e de uma das modalidades de participação no Biominas HUB: presencial (coworking) ou virtual.

Quem pode se inscrever no programa?


O “Johnson & Johnson – Biominas Health Innovation” é feito para pesquisadores e empreendedores interessados em desenvolver suas soluções em saúde por meio de um programa inovador, que promoverá capacitações dentro de um ambiente de inovação especializado no setor de biotecnologia, o Biominas HUB.

Poderão participar desta chamada projetos e startups que desenvolvem soluções nas seguintes áreas de atuação:

• Autocuidado: Dor; Alergia; Anti-tabagismo; Saúde da mulher.

• Saúde da pele: Acne; Envelhecimento da pele; Pele sensível; Proteção Solar.

• Terapias (small molecules, biológicos, terapia gênica e celular) aplicadas à: Oncologia; Neurociência; Doenças Cardiovasculares; Doenças Infecciosas; Vacinas; Imunologia; Hipertensão Pulmonar; Doenças Metabólicas.

• Plataformas & Tendências: Personalização do cuidado – Terapia digital, Diagnóstico em casa (point-of-care); Microbioma; Ingredientes Naturais e Sustentáveis; Formulações e embalagens sustentáveis; Refil e modelos de reuso de produtos; Vetores virais; Inteligência artificial aplicada ao design de moléculas.

O que o seu projeto/startup pode ganhar ao participar?


Os selecionados serão beneficiados com seis meses de participação em uma das modalidades do Biominas HUB: presencial (coworking) ou virtual, conforme for viável à época e de acordo com as demandas do projeto/startup. Durante este período, os selecionados terão acesso a:

• Interação com as instituições organizadoras;

• Acesso a uma rede de fundos de investimentos e investidores-anjo interessados em oportunidades do setor, fomentada pela Biominas Brasil;

• Metodologia específica para o desenvolvimento de negócios no setor de ciências da vida, que combina as mais recentes ferramentas em modelagem de negócio e design thinking, com abordagem direcionada para validar oportunidades, testar diferentes modelos, criar estratégias e desenvolver novas habilidades de forma ágil;

• Acompanhamento individualizado de especialistas técnicos e de negócios;

• Mentorias e conexões com potenciais parceiros, diferentes públicos do setor de saúde, membros de instituições públicas, entidades de classe, centros de pesquisa e empresas líderes neste mercado.

Além disso, os projetos ou startups selecionados terão direito a mentorias com especialistas da Janssen e da Consumer Health, empresas da Johnson & Johnson, nas áreas científicas e de mercado, com possível acesso às instalações de P&D e à rede global de parceiros da companhia.

Como inscrever seu projeto/startup no programa?


Os projetos e startups interessadas em fazer parte do “Johnson & Johnson – Biominas Health Innovation” devem se inscrever preenchendo o formulário disponível online até 15 de novembro de 2021.

A seleção dos projetos/startups que poderão ser contemplados com os benefícios listados acontecerá a partir do dia 06 de dezembro de 2021. Os selecionados receberão o contato da equipe responsável para que tenham acesso aos benefícios.

Como saber se estou no momento certo para abrir uma rodada de investimento?

Por Amure Pinho, fundador do Investidores.vc


Apesar do Brasil ainda ser um país em que o mercado de capitais, no geral, está em estado de maturação, o Venture Capital tem encontrado terreno fértil para sua consolidação. Em especial nos últimos quatro anos, momento em que o segmento atingiu maior maturidade, tanto no lado dos investidores, quanto para empreendedores.

A verdade é que o ano de 2020 foi uma demonstração de que o Brasil ainda tem muito espaço para desenvolvimento e pode se tornar uma potência do Venture Capital nos próximos anos. Os dados preliminares de 2021 estão confirmando esse cenário, onde o país aumentou expressivamente o número de Unicórnios, tendo também empresas com rodadas significativas de captação, liderando muitas vezes os números em segmentos tanto no contexto regional da América Latina, quanto no macro.

Diante de todo esse cenário, acredito que estamos vivendo o melhor momento do ecossistema. A popularização das startups, as plataformas de investimentos e a revolução digital que as empresas precisaram passar nesses últimos anos trouxeram muita liquidez para o mercado, o que provocou a procura pelo tema por investidores em busca de diversificação. Aqueles que investiram há quatro ou cinco anos, hoje estão recebendo o retorno do investimento à medida que o número de fusões e aquisições cresce no país. Os empreendedores que vendem suas startups, se transformam em anjos. Estamos começando a ver esse fenômeno com mais frequência no Brasil.

Outro ponto importante é sobre o momento certo para abrir uma rodada de investimento. A verdade é que não existe uma fórmula pronta para se captar investimentos, mas para startups em geral é necessário ter cumprido alguns critérios claros para identificar o timing para se iniciar o processo de captação de recursos. Não adianta querer captar recursos se você ainda não fatura, se não demonstra evidências de product-market fit e a sua solução não é capaz de manter crescimento mês a mês, ou seja, atrair recorrentemente usuários pagantes e de forma constante.

O que é preciso entender é que uma rodada de investimentos para um startup precisa ter a finalidade de acelerar o crescimento da empresa sem que ela tenha que esperar para reinvestir os lucros ou pegar um empréstimo com o banco. Por isso, uma rodada de captação de investimento vem para acelerar a captação de clientes, aumentar o time e/ou realizar melhorias no produto. Dessa forma, o custo de oportunidade do capital investido é vantajoso, tanto para os investidores quanto para o empreendedor.

 Desde o ano passado, as startups brasileiras estão em destaque, seja por captarem rodadas mais atraentes, por participarem de operações de M & A – Merge & Acquisitions – ou por se tornarem unicórnios, mesmo em cenário de extrema volatilidade. No entanto, saber navegar em momentos de instabilidade econômica ou de adversidade é o dia a dia de uma startup. Basta analisarmos, por exemplo, as cifras da operação de M & A que envolveu a Gama Academy – startup que o Investidores.vc investiu – no valor de R$84 milhões. Esse valor de venda foi construído ao longo de anos, de operação constante e recorrente resiliência em melhorar o produto e a operação, o que culminou no ápice durante a pandemia.

Quem tinha expertise em contratar desenvolvedores, vendedores e profissionais de marketing digital em escala? A Gama. Quais foram os setores que mais abriram oportunidades durante a pandemia? Tecnologia da informação e vendas na modalidade remota. Pronto, temos aí uma receita de sucesso e crescimento que foi acelerado pela pandemia. Esse foi o momento dos investidores-anjo de empresas, como a Gama Academy, fazerem o seu cash-out com lucro.

O real cenário é que a crise econômica e as consequências da pandemia mudaram a forma como empresas e pessoas operam negócios e esse novo ambiente é muito favorável às startups: online, seguro, eficiente, tecnológico. O resultado disso é que as startups cresceram na crise, em sua maioria, e as que estavam na corda bamba, deixaram de existir, trazendo maturidade para o mercado. Do outro lado, empresas buscaram tecnologia e inovação para defenderem suas posições em um mercado em transformação, quebrando o recorde de fusões e aquisições no ano de 2020.

Essa é a tendência que deve permanecer pelos próximos dois ou três anos no país e as startups vão continuar sendo o motor de inovação da nova economia!

Startup brasileira vai começar a exportar veículos autônomos

Com plantas no Brasil e na China, Synkar tem lista de espera para atender pedidos da Irlanda, Canadá, Portugal , Malásia e Brasil

A Synkar, startup brasileira que desenvolve robôs autônomos para diversas finalidades, por meio de inteligência artificial e machine learning, vai iniciar a exportação de veículos autônomos em 2022. Com plantas fabris em desenvolvimento no Brasil e na China, a empresa prevê a produção inicial de 200 unidades, que já estão completamente vendidas para empresas da Irlanda, Canadá, Portugal, Malásia e Brasil. “O próximo ano será dedicado para ajustes de processos, por isso não vamos atender a toda demanda e estamos com fila de espera para 2023, quando pretendemos elevar a produção para 1.000 unidades por ano”, explica Matheus Theodoro, cofundador e CEO da Synkar. E acrescenta que no Brasil, a maior parte as reservas têm sido de empresas e condomínios horizontais.

Focado no mercado indoor – espaços como shoppings centers e condomínios industriais e residenciais, os robôs têm capacidade de carregar até 30kg em produtos. A inteligência artificial de navegação permite que os usuários acompanhem o status de entrega com precisão e sua bateria tem autonomia de 12 horas. 

Os veículos da Synkar são modais que atendem a uma grande diversidade de aplicações, entre elas o transporte de mercadorias.  “A aplicação dos nossos robôs não está apenas na otimização e melhoria dos serviços que para os quais já é destinado. Mas também no leque de possibilidades de serviços que ainda sequer existem, mas que serão oferecidos a partir dele”, afirma Theodoro. 

No Brasil, o modelo mais conhecido dos robôs da Synkar, é a ADA, utilizada pelo iFood.  Atualmente, a ADA funciona como intermediária entre entregadores e lojas no shopping Iguatemi, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo e também está sendo testada em condomínios fechados da cidade, realizando o intermédio entre o entregador e o cliente final.

Os veículos autônomos da Synkar passam por treinamentos para aprendem a detectar informações importantes, identificar obstáculos como pessoas ou veículos e tomar decisões baseadas nessas informações em tempo real. Essas informações partem de câmeras estrategicamente posicionadas, que captam imagens que são processadas por uma plataforma de inteligência artificial que as analisa e repassa para os algoritmos de localização e decisão, informando o robô sobre o ambiente onde ele se encontra e qual o possível caminho até o destino determinado.  

Os robôs também têm sensores auxiliares em seu entorno, permitindo a detecção imediata de obstáculos complementando a informação visual nos processos de navegação e localização. Além disso, contam com um sistema de raios UV-C, eliminam todos os microorganismos, incluindo o Sars-CoV-2, responsável pela Covid-19.

Leonora Ventures investe 500 mil reais na startup MeuCompras

A Venture Builder converte valores em serviços e impulsiona a startup criada para facilitar a gestão do pequeno varejista

A Leonora Ventures, Corporate Venture Builder que fomenta ideias inovadoras de startups, fez mais uma rodada e investiu no MeuCompras, marketplace que facilita as compras de pequenos varejistas.

Com uma estratégia de trabalho diferenciada, a Corporate transforma valores em serviços, atingindo seu cheque de 500 mil reais, ao entregar para a startup todo o suporte que ela precisa, como serviços de marketing jurídico e comercial, por exemplo. E com o MeuCompras, não foi diferente.

Pensada entre 2015 e 2016 e colocada em prática em maio de 2018, a plataforma curitibana abrange todo o território nacional, o que despertou interesse da VB, que com a aquisição pretende ganhar competência em áreas ainda sem tanto expertise, como marketing, e, principalmente, ativar novas e promissoras parcerias comerciais pelo país e possivelmente no mercado internacional.

O processo de vendas e compra no varejo precisa ser culturalmente transformado. “Desenvolver toda a estrutura de regras de negócios e integrações que o MeuCompras possui já foi e continua sendo um enorme projeto. Esta curta e intensa jornada nos credenciou para ser o parceiro comercial digital de grandes distribuidores regionais, de muita representatividade nacional. A investida nos abre portas para um projeto da FEMSA: o home delivery, plataforma e aplicativo D2C (white label) e outro projeto marketplace B2B white label para uma grande rede de franquias, com mais de 70 franqueados, que é a 10 Pastéis”, comemora Gustavo Erzinger, COO do MeuCompras.

O marketplace B2B de alimentos e bebidas que liga distribuidores a varejistas está dentro da tese de investimentos da Leonora Ventures. A matriz da qual ela faz parte, está intimamente ligada a esse mercado. A aquisição possibilita que a MeuCompras se torne uma plataforma white label de marketplace para venture builder – como os grandes players já consolidados no mercado.

Além disso, o investimento no MeuCompras facilita a aproximação entre um restaurante e os representantes comerciais das marcas com as quais a startup está acostumada a negociar. Isso proporciona facilidades de pagamento para o varejo, uma vez que as compras se concentram em um único lugar. Assim o poder de barganha aumenta para o estabelecimento.

O aporte da Leonora Ventures se destaca pela questão de estrutura. A VB proporciona um olhar para estratégia do negócio e busca colocar suas startups em contato com potenciais investidores, como os chamados anjos. É nesse momento que a injeção de capital se torna mais relevante. “O trabalho com o MeuCompras amplia o portfólio da Leonora Ventures, expandindo nossa atuação para a área de marketing, e em contrapartida ajudamos na sua estruturação. O objetivo é que ganhem força e aumentem o raio de atuação, crescendo mais com capacidade e fôlego financeiro para conseguir contratar e internalizar as atividades para as quais contam conosco hoje”, comenta Ana Paula Debiazi, CEO da Leonora Ventures.

%d blogueiros gostam disto: