Page

Category startup

Magalu compra startup que conecta fabricantes a consumidores finais

O Magalu anunciou, nesta quinta-feira, a aquisição da startup de digitalização de pólos fabris Hubsales. A empresa, que tem sede em na cidade paulista de Franca, se especializou em clusters — pólos de produção especializados –, cujas fábricas passam a vender diretamente ao consumidor final, por meio de plataformas digitais.

A compra da Hubsales — a sétima empresa de tecnologia adquirida nos últimos três anos — faz parte da transformação do Magalu no primeiro e maior ecossistema digital do varejo brasileiro. “A partir de agora, vamos integrar, de forma rápida e fácil, os produtos de uma série de fabricantes na nossa plataforma. Só em moda, por exemplo, temos 14 polos distribuídos pelo Brasil”, diz Frederico Trajano. “Dessa forma beneficiamos todos os elos da cadeia — da indústria ao cliente final, eliminando intermediários e reduzindo custos e preços.”

Essa modalidade de comércio, conhecida como Factory to Consumers (F2C), foi implantada pela Hubsales em Franca, onde funciona um dos maiores clusters calçadistas do Brasil. A operação já movimenta mais de 700 000 pedidos e 100 milhões de reais anualmente.

Nos clusters, a Hubsales promove os produtos, desenvolve a estratégia de logística, estoca e integra os portfólios diretamente na plataforma do Magalu. Trata-se de um modelo já comum em países como a China. “Esse modelo é disseminado no mercado chinês, permitindo que fábricas tenham acesso a um grande público consumidor e vendam seus produtos por um preço mais baixo”, afirma Trajano.

Os centros que a Hubsales vai criar pelo Brasil passarão a integrar o marketplace do Magalu, que já inclui as operações de Zattini, Netshoes, Estante Virtual, Época Cosméticos e milhares de sellers parceiros. Esse portfólio completo é central para a estratégia do #TemNoMagalu, de aumento exponencial do número de categorias, e para o consequente fortalecimento do superapp da empresa, hoje usado por 26 milhões de consumidores. Os fabricantes, por sua vez, poderão contar com os serviços oferecidos pelo Magalu a seu Serviço, como o adiantamento de recebíveis do Magalu Pagamentos e logística do Magalu Entregas.

Intermediação reduz estresse entre anjos e startups no processo de investimento

Por Romulo Perini

Muitas vezes a cobrança exagerada por resultados ou palpites que nem sempre estão condizentes com a realidade do negócio, leva investidores em startups a adotarem formas de abordagem totalmente contrárias a um tipo de parceiro que o mercado convencionou chamar de ‘anjo’. Por outro lado, por mais angelical que seja, paciência tem limite e a falta de respostas claras por parte dos executivos que estão à frente do empreendimento investido pode acabar levando a atritos sérios.

Diante da clara necessidade de equilíbrio nessa relação, começa a ganhar força no mercado a figura do intermediador de investimento anjo. Um ente independente que consegue entender as necessidades dos dois lados e conduzir o processo, desde a análise do investimento até a realização, reduzindo significativamente a incidência de atritos e buscado tirar o máximo da relação entre ambos.

Os chamados investidores ‘Anjo’ são pessoas com capital que têm interesse em aplicar recursos nas etapas iniciais de desenvolvimento das startups como uma forma de diversificação do seu portfolio. Geralmente eles têm predileção pela aposta em um novo conceito ou na ideia inovadora de um time que tem interesse em desenvolver um novo MVP(Produto Mínimo Viável – traduzido do inglês).

Este tipo de investimento pode ser feito diretamente de duas formas diferentes como:

a. Investimento Individual – Modalidade na qual o investidor decide fazer um investimento direto em uma nova empresa, sem a participação de outros investidores. Para isso ele assina um contrato de empréstimo conversível – chamado de mútuo conversível – que permite trocar um capital emprestado por uma eventual participação dentro do negócio investido.

Ponto Atenção: Nesta modelagem o risco financeiro do investimento fica todo com o investidor que não compartilha com outros investidores, e pode faltar complementação de know-how.

b. Investimento em grupo – Formato que une em geral 10 a 20 investidores para realizar o investimento através da formalização de um empréstimo conversível (mesmo modelo do individual). Em geral, dois ou três investidores são selecionados no grupo para fazer o acompanhamento do negócio, mas todos tem acesso aos empreendedores da investida.

Ponto Atenção: O grupo pode não estar alinhado 100% durante toda a jornada do investimento e isso pode gerar estresse tanto dentro do grupo de investidores como também perante os empreendedores, prejudicando o negócio como um todo.

Nos dois casos, a falta de experiência tanto de um lado (anjos) como do outro (empreendedores da startup) pode se transformar em problema. Por isso está cada vez mais aparecendo a figura do intermediador de investimento, que tem sido geralmente assumida por consultorias especializadas ou investidores seriais, criando uma espécie de blindagem que beneficia a ambos os lados.

Os representantes deste novo elo de conexão entre as partes, implementam logo no início um modelo de gestão mais robusto nas investidas, organizando um conselho consultivo que se reúne para discutir os resultados e projetos mensalmente. O resultado desta reunião é então compartilhado com os demais investidores que se reúnem com a
mesa frequência e tem a oportunidade de ter acesso a um documento detalhado dos resultados do negócio e dar seus palpites / sugestões ou dúvidas para serem inicialmente debatidas no grupo e depois levadas aos empreendedores. Tudo isso, sempre coordenado pelo intermediador.

Fica claro no processo que a correta gestão de stakeholders é fundamental para o sucesso da relação visando um desenvolvimento mais rápido e bem-sucedido do negócio.

Além do capital para acelerar o processo de crescimento, um quadro de investidores qualificados pode ajudar estrategicamente o negócio.

Muitas vezes, a experiência tem mostrado que negócios com grande potencial até conseguem atrair o capital humano e financeiro necessário para alavancar seu crescimento, mas a falta de equilíbrio para administrar as tensões acaba impedindo que as coisas aconteçam de uma forma satisfatória para os envolvidos.

Ao contar com consultorias especializadas, de preferência que tenham conhecimento ou que tenham atuado até como consultoria para a startup, o gerenciamento das expectativas, frustrações e ansiedades ganha um filtro de qualidade que proporciona aos anjos a possibilidade de continuarem sendo vistos como sinônimos de bondade.

Enquanto isso, os empreendedores conseguem focar 100% no negócio em si, buscando o tão esperado crescimento que vai beneficiar a ambos os lados.

Romulo Perini, sócio-diretor da Play Studio, consultoria de inovação e venture builder

FIEMG Lab 4.0 gera negócios para a indústria

O FIEMG Lab 4.0 finalizou a segunda jornada com resultados positivos, obtidos a partir de ações pioneiras e capazes de promover inovação e competitividade para a indústria. Foram R$ 7,8 milhões em negócios gerados.

Ao todo, 76 indústrias contrataram 25 startups, com 96 testes e implantações de soluções tecnológicas diretas para o setor industrial. Uma indústria fez aquisição de uma das startups participantes e outra fez sociedade com uma indústria madrinha.

De forma pioneira no país, inspirado nos grandes polos industriais internacionais, o FIEMG Lab implementou no Brasil um modelo de aceleração tecnológica combinada à aceleração de negócios. Dessa maneira, foram fomentadas soluções diretas para a indústria. Esse modelo permitiu o impulsionamento das soluções tecnológicas das startups do programa e garantiu maior aderência delas à realidade do setor.

A segunda rodada do FIEMG Lab 4.0 começou em 2019, com a seleção de 50 startups para uma jornada compreendida por três fases classificatórias. A primeira, com duração de dois meses, focada na validação do negócio e aderência às expectativas das indústrias. Vinte startups avançaram à segunda fase, que teve como foco a aceleração dos negócios e das tecnologias, bem como a implementação de Provas de Conceito (POCs) nas indústrias. A terceira e última fase, contou com 10 startups e focou na tração, escala e implementação das soluções dentro das empresas.

O FIEMG Lab 4.0 contou quatro indústrias madrinhas: CEMIG, Gerdau, RHI Magnesita e Vale. A gerente do programa, Mariana Yazbeck, explica que essas empresas foram fundamentais para o sucesso da ação. “Elas acreditaram e investiram no programa, conectando-se amplamente às startups, investindo em um fundo para POCs e ajudando a moldá-lo para que as soluções das startups alcançassem elevado grau de pertinência à indústria. São mais do que parceiras, mas correalizadoras deste trabalho desafiador e capaz de transformar realidades”, celebra.

Para o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe, a segunda rodada do FIEMG Lab foi um sucesso para Minas Gerais e para o Brasil. “Atuamos de forma acertada construindo para a indústria uma política de inovação que permitiu a melhoria real do ambiente de negócios no estado. Não foi por acaso que contamos com empresas do porte da Vale, da Cemig, da RHI-Magnesita e da Gerdau como parceiras e madrinhas do projeto”, afirma.

Confira os 20 cases de sucesso de startups do Programa FIEMG Lab 4.0 em indústrias de todo o país.

Conheça o projeto em www.fiemglab.com.br

Zenvia adquire a startup Sirena e expande para a América Latina

A Zenvia, empresa de tecnologia que simplifica a relação entre empresas e consumidores, anuncia ao mercado a aquisição da Sirena, uma startup que oferece solução de comunicação para times de vendas por WhatsApp. Com o negócio, a companhia brasileira expande suas operações na América Latina, com escritórios nos EUA, Argentina, Brasil e México.

“A aquisição da Sirena fortalece nossa plataforma de comunicação ao transformar em solução um problema comum a toda equipe comercial, que é o uso do WhatsApp pessoal do vendedor na comunicação com clientes”, conta Cassio Bobsin, CEO da Zenvia .

Fundada em 2016, a Sirena conta atualmente com aproximadamente 700 clientes em mais de 30 países e chegou a captar US$ 2,8 milhões em investimentos em 2018.

“Criamos a Sirena com o objetivo de simplificar a comunicação via WhatsApp entre empresas e clientes. Nessa jornada, nos tornamos a empresa líder da América Latina em quantidade de companhias atendidas com a nossa solução. Agora é a hora de dar um salto ainda maior, unindo a expertise da Sirena no mercado Latam à expansão internacional da Zenvia, permitindo que os clientes tenham o melhor serviço de WhatsApp Business API do mercado”, contam Miguel Morkin e Lautaro Schiaffino, CEO e COO da Sirena, respectivamente.

A combinação entre a plataforma da Zenvia e a solução da Sirena permite que os profissionais das equipes de vendas passem a utilizar um app completo, que une comunicação e gestão de vendas, ao invés do WhatsApp pessoal para o contato com os clientes.

Além disso, o objetivo da operação é fomentar, ainda mais, a atuação Latam da Zenvia junto ao WhatsApp Business API, tecnologia do Facebook da qual a companhia de tecnologia brasileira é Official Business Solution Provider.

Assim, a Zenvia passa a contar com soluções para vendas, marketing e atendimento ao cliente por meio de WhatsApp, viabilizando envio de notificações, gestão de filas de atendimento, criação de chatbots, realização de integrações com outros sistemas, automação de fluxos de interação, qualificação de leads e suporte ao cliente.

Operação em números

A aquisição da Sirena traz para o time Zenvia 55 pessoas, totalizando mais de 350 colaboradores distribuídos entre Argentina, Brasil, Estados Unidos e México.

Também, aumenta a carteira de clientes da companhia, que ultrapassa 8 mil empresas de pequeno, médio e grande portes atendidas, adicionando aproximadamente 700 clientes globalmente.

“A aquisição da Sirena não somente nos abre as portas para toda a América Latina, mas especialmente encontramos neles um time de alto nível profissional, com cultura similar à nossa e com muita vontade de construir um produto que melhore a comunicação dos clientes”, conclui Bobsin .

Solfácil recebe aporte de R﹩ 21 milhões com apoio de assessoria jurídica

A Solfácil – primeira fintech solar do Brasil – acaba de receber um aporte de R﹩ 21 milhões Series A liderado pela Valor Capital Group, que também foi acompanhado pelos investidores anjos que apoiam a empresa desde o início. O fundo de venture capital, que já investiu em unicórnios como Stone, Gympass e Loft, agora direciona seus recursos para apoiar a Solfácil na democratização do acesso à energia solar fotovoltaica. O aporte teve assessoria jurídica do Barros Pimentel Advogados.

A sócia Silvia Hachiya, da área de Venture Capital e Private Equity do escritório, destaca: “A Solfácil tem um modelo inovador de financiamento a projetos residenciais de energia solar e essa rodada de investimento impulsionará o desenvolvimento de novos produtos e soluções voltados ao mercado de energia limpa. É muito gratificante ao Barros Pimentel Advogados participar, desde a fundação da Solfácil, da estruturação e expansão de uma empresa de alto impacto social e ambiental”. A fintech oferece os prazos de financiamento mais longos do mercado, de até 120 meses, e taxas de juros competitivas.

De acordo com dados da Aneel e preços médios do mercado, somente em 2019 o setor de geração distribuída movimentou mais de R﹩6 bilhões em aquisições de sistemas solares. Isso representa um crescimento de 236% no número de instalações em comparação com 2018. No primeiro semestre de 2020 o crescimento foi de 90%, apesar do efeito Covid.

A sócia do Barros Pimentel Advogados acrescenta que o investimento na Solfácil terá papel fundamental na democratização do acesso a tecnologias de geração de energias renováveis no Brasil, e no estímulo no interesse de investidores em ativos de perfil ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governamental). As empresas classificadas nessa definição buscam preservar as comunidades com as quais se relacionam tanto quanto dar lucro aos acionistas, e representam um pensamento coletivo que se fortaleceu durante a pandemia de Covid-19.

“Empreendedores e investidores têm reconhecido a importância da segurança jurídica na estruturação operacional da startup e no aporte seguro de capitais, e o resultado é um aumento na taxa de sucesso na conclusão das negociações para injeção de capital nas startups”, analisa Silvia, que também liderou o time que assessorou outro investimento concretizado nesse mês de julho, o aporte no FitBank – plataforma de gestão de pagamentos – feito pelo J. P. Morgan.

Batch #5 reforça tradição do Samsung Creative Startups no incentivo a projetos na área da saúde

O Samsung Creative Startups, programa de aceleração de startups da Samsung, acontece desde 2016. E o seleto grupo de projetos selecionados para o Batch #5, a fase final da atual edição, reforça uma tradição construída ao longo dos últimos anos: a preocupação da Samsung em investir e apostar em soluções para a área da saúde.

Levando em consideração as quatro primeiras edições do Creative Startups, 11 equipes foram aceleradas pelo programa e mantêm suas startups ativas no setor. São projetos de seis estados diferentes – do Rio Grande do Sul ao Amazonas – e que apresentaram ideias criativas e promissoras para ajudar profissionais da saúde, pacientes e seus familiares.

“A saúde é um dos pilares mais importantes da sociedade e um setor que precisa cada vez mais de suporte tecnológico e criativo para resolver problemas e atender demandas tanto para os médicos como para quem precisa de cuidados. Para a Samsung é um orgulho, mas também um dever investir em projetos que podem contribuir com a área da saúde”, afirmou Paulo Quirino, Coordenador Nacional do Programa Creative Startups na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung.

Em 2016, por exemplo, a startup gaúcha Optix (http://optixpacs.com.br/) foi acelerada no Batch #1 e desenvolveu um sistema de transmissão de imagens utilizando protocolo DICOM para laudos médicos a distância, algo essencial para os dias de hoje. A Joga (http://wearejoga.com/), de Santa Catarina, criou um sistema de monitoramento e análise de jogadores de futebol tanto para amadores quanto profissionais, que ajuda a prevenir lesões e melhorar o desempenho. Já a NeuroUP (http://neuroup.com.br/), de Pernambuco, utiliza sensores de biofeedback na cabeça do paciente para, ao mesmo tempo em que as atividades fisioterápicas são feitas, o usuário controle um player de um game para smartphones.

Da edição de 2019 saiu a paulista Epistemic (http://epistemic.com.br/), que está criando um dispositivo capaz de prever convulsões com cerca de 25 minutos de antecedência. Já a KeepSmiling, do Amazonas, investiu na saúde odontológica das crianças misturando técnicas de inteligência artificial com atividades divertidas para melhorar a escovação dos dentes.

A lista das 11 startups de saúde aceleradas desde 2016 e que estão ativas tem ainda EasyGlic (http://www.easymedical.com.br/glicose.html), do Distrito Federal, que ajuda a controlar níveis glicêmicos com um wearable não invasivo, as paulistas Phelcom (http://www.phelcom.com.br/), com soluções para otimizar e agilizar exames de oftalmologia, Fofuuu (http://fofuuu.com/), que ajuda a criar e aplicar exercícios de fonoaudiologia para crianças, e Hoobox (http://hoobox.one/), que criou uma cadeira de rodas controlada por expressões faciais, e as amazonenses Alltism, ferramenta de apoio ao desenvolvimento de crianças sob o espectro do autismo, e RealVM, simulador de realidade aumentada para treinar e educar alunos de medicina em procedimentos de ventilação mecânica e possíveis reações de um paciente virtual.

Para o Batch #5, cinco das 14 startups selecionadas têm a saúde como foco principal: CogniSigns (SC), Lenscope (SP), Preveni (PR), SleepUp (SP) e Work-Right Startup (AM). Elas saíram de um grupo de 40 inscritos e passarão por mentorias técnicas e de mercado, treinamentos e assessorias, inclusive com profissionais da Samsung. As equipes receberão até R﹩ 200 mil reais, livres de equity, para serem investidos no desenvolvimento e aprimoramento dos produtos e serviços apresentados, conforme regras previstas pela Lei da Informática.

Conheça um pouco mais sobre as startups de saúde selecionadas para o Batch #5:

Startup: CogniSigns (http://www.cognisigns.com)
Local: Florianópolis (SC)
Tema: Saúde. Quando pais ou cuidadores levam o paciente com suspeita de TEA ao médico, ele segue um protocolo mundial de perguntas para identificar sinais do autismo.

Startup: Lenscope (http://lenscope.com.br)
Local: Campinas (SP)
Tema: Saúde. Aplicativo móvel que permite a tomada de medidas da face, para montagem de óculos remotamente.

Startup: Preveni (http://www.preveni.com.br)
Local: Londrina (PR)
Tema: Saúde. Analisa o risco dos pacientes de acordo com a Escala de Braden e emite avisos indicativos, automatizados e parametrizados para a mudança de decúbito para otimizar o trabalho dos hospitais.

Startup: SleepUp (http://www.sleepup.com.br)
Local: São Caetano do Sul (SP)
Tema: Saúde. Tratamento remoto, virtual e personalizado para insônia, com maior acessibilidade, custo-benefício e sem uso de medicamentos.

Startup: Work-Right Startup
Local: Manaus (AM)
Tema: Saúde. Roupa equipada com módulos/sensores para captar a posição e o movimento feito naquela parte específica do corpo. Pode ser utilizado por atletas para monitoramento da correto movimento de atividade física.

12 fintechs foram selecionadas para participar da aceleradora Village Capital Finance Forward América Latina 2020

Village Capital, com o apoio da MetLife Foundation, PayPal Moody’s, anunciou hoje as 12 startups de fintech selecionadas para participar do Finance Forward América Latina 2020. Como aceleradora, a Finance Forward América Latina 2020 dará às fintechs cinco semanas de treinamento focadas na melhoria dos modelos de negócios e na disponibilização de suas soluções para aqueles que mais precisam delas no atual cenário econômico.

As fintechs selecionadas trabalharão em estreita colaboração com mentores, clientes e parceiros em potencial, além de investidores, com o objetivo de aumentar seu impacto, usando ferramentas desenvolvidas para auxiliar na autoavaliação, como a Abaca, da Village Capital. As duas principais empresas selecionadas por seus pares serão elegíveis para receber 50 mil dólares em fundos da MetLife Foundation, e a terceira, a quarta e a quinta melhores classificadas receberão 16 mil dólares, para apoiar suas operações neste período desafiador.

“A pandemia do coronavírus causou efeitos financeiros devastadores em populações de baixa renda na América Latina. Agora, mais do que nunca, a inovação aliada à tecnologia pode estar à frente para auxiliar as pequenas empresas a se manterem nos negócios, as famílias a gerenciarem sua renda, e a economia a superar o que está prestes a ser uma recuperação desafiadora”, comentou Daniel Cossío, gerente regional da Village Capital América Latina. “Estamos entusiasmados em apoiar essas 12 fintechs que têm soluções inovadoras para alguns dos desafios mais importantes da região em cinco países diferentes”.

O Finance Forward América Latina 2020 faz parte de uma coalizão global liderada há alguns anos pelos sócios fundadores MetLife Foundation e PayPal, com o apoio regional da Moody’s, para apoiar empreendedores na criação de soluções de tecnologia para desafios relacionados à saúde financeira.

Mais de 140 empresários de 11 países da América Latina se inscreveram para fazer parte da aceleradora. A etapa final é composta pelas 12 principais empresas de cinco países diferentes (Colômbia, México, Chile, Brasil e Argentina). Mais de 80% das empresas selecionadas possuem uma ou mais fundadoras mulheres, e mais de 40% estão trabalhando fora dos principais centros de tecnologia da informação em quatro setores financeiros diferentes: gerenciamento financeiro, finanças alternativas, comércio eletrônico e pagamentos.

Conheça as 12 startups selecionadas para o programa na América Latina:

• Akredito (Brasil) paga, consolida e refinancia todas as dívidas de um inadimplente cujo registro em agências de crédito o impede de conseguir emprego, solicitando outro crédito e muito mais.

• Aplazo (México) permite que os consumidores do México parcelem as compras de comércio eletrônico em prestações iguais quinzenais, sem precisar de um cartão de crédito, evitando o endividamento.

• CIGE Mexico (México) oferece uma solução de Inteligência Artificial que garante que os empresários tenham consultoria para gerenciar seus negócios, pois 80% das pequenas empresas da América Latina entram em falência nos primeiros dois anos de operações.

• Creci (Colômbia) é uma plataforma de investimento e empréstimo de impacto social.

 Imix (Colômbia) permite que pequenas empresas locais se tornem correspondentes bancários, transformando seus proprietários em prestadores de serviços bancários e permitindo que as instituições financeiras tenham um alcance mais amplo por um menor custo.

• ZIZU (Argentina) é um serviço de remessa de cartão para famílias argentinas que as permite controlar as remessas emitidas em outros países, e proporcionar às famílias a segurança de uma renda, usando o menor número possível de transações em dinheiro.

• Factcil (Colômbia) procura fornecer liquidez com serviços de factoring (fomento mercantil) a todos os trabalhadores independentes ou freelancers. Por conta da instabilidade no emprego dessas pessoas, muitas vezes é difícil encontrar entidades que forneçam os recursos necessários para que sejam financeiramente saudáveis.

• Finerio (México) ajuda fintechs, bancos e instituições financeiras a atualizar seus serviços e processar dados em informações relevantes para acelerar o bem-estar financeiro de seus clientes.

• Fundefir (Colômbia) dá a oportunidade para pessoas que não possuem contas em banco acessarem créditos, seguros e outros serviços financeiros em segmentos ligados a instrumentos como os ROSCAs (Associações Rotativas de Poupança e Crédito), proporcionando um benefício em sua digitalização.

• Nilus (Argentina) resgata alimentos saudáveis que seriam jogados no lixo e os entregam a vizinhos de baixa renda, a preços mais acessíveis.

• Quipu Market (Colômbia) é um marketplace para microempresas informais comprarem e venderem localmente sem dinheiro, usando um sistema de token comunitário.

• U-Zave (Chile) ajuda a América Latina a economizar para o futuro (como 56% das pessoas não o fazem), por meio de uma plataforma em que uma porcentagem de cada compra feita é coletada em um fundo mútuo.

Conheça startups de saúde que lançaram tecnologias para prevenção da Covid-19

A Vertical Saúde da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) reúne diversas soluções que auxiliam o trabalho do governo e dos profissionais de saúde.

A corrida para encontrar uma vacina contra a Covid-19 ainda não gerou resultados concretos, porém, enquanto isso, recursos tecnológicos estão sendo grandes aliados da sociedade e dos governos no combate e prevenção ao vírus. A pandemia impulsionou a transformação digital e levou até mesmo o segmento de saúde a se reinventar, desenvolvendo novas plataformas e produtos junto à empresas inovadoras.

De frente à um cenário que demanda cada vez mais soluções inovadoras para conter a pandemia, em Santa Catarina, a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) vem reunindo diversas empresas da área de tecnologia para saúde para atuação conjunta contra a doença. “Essa crise, como nunca antes vista, demonstrou a importância de um ecossistema bem organizado e de uma sociedade que trabalhe em conjunto com as autoridades políticas em busca de soluções”, explica Walmoli Gerber Junior, diretor da vertical de saúde da Associação Catarinense de Tecnologia.

Confira oito tecnologias que estão acelerando o combate ao coronavírus:

Innovasens

A empresa dedicada a sensores óticos lançou um projeto para medida de temperatura corporal automatizada e com reconhecimento facial. Trabalhado com câmeras de análises térmicas, que medem a temperatura das pessoas que circulam no seu campo de visão, a solução permite que estabelecimentos com grandes fluxos de pessoas, como colégios, aeroportos e indústrias, possam medir a febre dos transeuntes à distância e de forma automatizada. Com o uso da biometria facial, é também possível identificar o indivíduo com alteração, recebendo um alerta imediato sobre o caso.

CogniSigns

Com o objetivo de identificar indícios de estresse, ansiedade e depressão em colaboradores — doenças que tendem a crescer pelo momento de pandemia —, a CogniSigns, desenvolvedora de um software capaz de diagnosticar o autismo em crianças e adultos, criou a V.E.R.A. (Virtual Empathic Robot Assistant) Saúde Mental. A ferramenta é, além de um suporte ao RH, uma plataforma digital preditiva que identifica e apoia indivíduos fragilizados, auxiliando em ações individuais de busca por atendimento especializado e permitindo a criação de estratégias corporativas educativas que previnem o desenvolvimento de comportamentos prejudiciais em equipes.

Anestech

Um dos profissionais de saúde com maior risco de contaminação pela Covid-19 é o anestesiologista, que lida com a via aérea e é chamado para intubar os pacientes em estados avançados. Para evitar que, assim como em outros países, esses profissionais se tornem o maior número de infectados dentro da área de saúde, a Anestech lançou novas configurações para a solução AxReg, aplicativo desenvolvido para dar apoio ao trabalho de anestesiologistas, que passa a divulgar orientações específicas para que os procedimentos sejam realizados com mais segurança. Além disso, a empresa lançou uma releitura de um modelo de respirador comum entre os anos 50 e 80 no Brasil. O ventilador não substitui dispositivos mais robustos para pacientes em estado grave, mas permite que um primeiro atendimento de ventilação mecânica seja feito fora da UTI.

Rentsy

O aluguel de equipamentos mostra-se ainda mais relevante neste momento para clínicas e hospitais, já que a demanda por aparelhos como ventiladores e monitores multiparamétricos é temporária. A Rentsy, plataforma de aluguel de equipamentos hospitalares, fechou recentemente uma parceria para ofertar aos profissionais de saúde a locação de equipamentos de proteção individual (EPI) — as máscaras com respiradores, que regulam o fluxo de ar com o próprio padrão de respiração do usuário. O equipamento, que é novo no Brasil, torna a rotina dos médicos e enfermeiros mais confortável e prática, já que, por conta da pandemia, precisam usar máscaras ao longo de todo o expediente. O foco da empresa no momento é trazer outros aparelhos que possam fazer a diferença durante este período crítico, proporcionando mais segurança no tratamento de pacientes. Além de ir atrás das tecnologias, o marketplace permite que instituições e profissionais de saúde que têm dispositivos seminovos parados também os anunciem gratuitamente para locação na plataforma.

Ciclix

Em hospitais, é essencial que pacientes com doenças infectocontagiosas fiquem isolados para evitar a transmissão da doença. E, em uma pandemia, os riscos envolvidos no não cumprimento dessa medida são ainda maiores. Caso o paciente infectado entre em contato com pessoas externas, a identificação dessas deve ser feita o mais rápido possível. Pensando em facilitar esse trabalho e reduzir os custos no ambiente hospitalar, a Cliclix desenvolveu uma ferramenta de rastreamento para ser usada em hospitais. Por meio de uma pulseira, a localização interna de todos os pacientes que entram no local é registrada. Assim, os ambientes pelos quais ele passou e os equipamentos e as pessoas com que ele teve contato são rastreados e ficam à disposição dos profissionais de saúde. O sistema também permite que funcionários tenham acesso simultâneo à localização de equipamentos, otimizando o tempo para tratamento dos pacientes.

SaveLivez

Pensando na volta das pessoas ao trabalho pós-quarentena, a SaveLivez lançou a ferramenta Livia.bot, um robô inteligente que usa dados para gerenciar o risco de contaminações dentro das empresas. Por meio de um aplicativo web, os colaboradores podem visualizar orientações dos empregadores, tirar dúvidas de forma automática 24h por dia e ter acesso aos serviços de saúde oferecidos pela empresa. A solução também permite que os negócios exijam um check-in para qualquer entrada no local por meio de de uma triagem automática que verifica o risco de contaminação da pessoa e autoriza ou não sua entrada. Além disso, caso alguém seja contaminado, é possível saber com quem o colaborador teve contato nos últimos dias e assim fazer exames de forma direcionada — evitando uma contaminação em massa.

Aquarela Advanced Analytics
Com o surgimento do novo coronavírus, ficou evidente a necessidade de antecipar demandas, crescimento de casos e mudanças de indicadores, impulsionando a importância de se encontrar padrões e achar saídas ainda não vistas. Sendo assim, a Aquarela Advanced Analytics oferece uma ferramenta de inteligência artificial para encontrar relações de causa e efeito sistêmicos a partir da análise da progressão dos pacientes, em conjunto com o histórico, tratamento e quadro clínico dos mesmos. A empresa está à frente de um projeto de análise de dados em um dos maiores hospitais do país, que prevê o movimento de pacientes e a necessidade e complexidade de leitos.

EpHealth

Logo no início da pandemia, a healthtech lançou uma tecnologia de alerta aos profissionais de saúde. Em um primeiro momento, o aplicativo dos agentes tornou possível reportar informações sobre casos confirmados, suspeitos e descartados de Covid-19 aos enfermeiros e médicos. Aproximadamente 25 mil notificações foram emitidas na primeira fase do alerta. Hoje, o sistema já possui uma ficha mais completa, com a opção de registrar assintomáticos respiratórios e inserir todos os sintomas do paciente. Mais de 250 mil notificações foram emitidas por essa nova ficha. Além disso, 51 prefeituras clientes da EpHealth, distribuídas por 10 estados, passaram a ter seus relatórios digitalizados, podendo visualizar tudo por meio de  um dashboard que contém informações como sexo, idade e condição de saúde pré-existente dos pacientes assintomáticos respiratórios.

Concurso gratuito vai ajudar startups e grandes corporações se conectarem

Em meio à pandemia do coronavírus, conquistar um grande cliente é o sonho da maioria dos empreendedores, especialmente, dos pequenos negócios inovadores e estreantes no mercado.

Para ajudar as startups brasileiras a conquistar networking comercial com grandes compradores e vencer também sua primeira grande crise, a Câmara Americana de Comércio abriu inscrições para o Amcham Arena, competição nacional que conecta multinacionais a soluções e inspirações que revolucionem seus negócios, mantendo assim o espírito de inovação vivo no mercado brasileiro. A inscrição no Arena é gratuita e abrange startups de todo o território brasileiro. O formulário para participar está disponível no site www.amcham.com.br/arena até o dia 02/08.

“Ter visibilidade com grandes empresas já era o maior desafio de 65% das startups brasileiras no final do ano passado. O isolamento comercial potencializou ainda mais essa dificuldade de interação de ecossistemas, especialmente, para as startups que estão enfrentando sua primeira grande crise.

Enquanto isso, do outro lado da pandemia econômica, temos grandes corporações perdidas em busca de inovações e ferramentas tecnológicas das mais variadas funcionalidades. O Arena conecta esses dois mundos – gerando uma interação direta entre grandes executivos e lideranças de startups de todos os segmentos e cantos do país”, explica a CEO da Amcham Brasil, Deborah Vieitas, entidade que reúne mais 5 mil empresas associadas em todo o País e 800 startups já mapeadas no projeto.

QUEM PODE?

O Amcham Arena é um concurso gratuito e aberto a participação de startups em estágio operacional, ou seja, com produtos e serviços já em circulação. Empreendedores de todo o País podem participar, além das cidades em que estamos presentes fisicamente (Belo Horizonte, Brasília, Campinas, Campo Grande, Curitiba, Fortaleza, Joinville, Goiânia, Salvador, Porto Alegre, Recife, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, São Paulo e Uberlândia).

VOTO POPULAR

Uma das novidades neste ano é a abertura de votação das melhores startups para associados da Amcham. Com mais de 5 mil empresas associadas e 90 mil executivos em sua base, as avaliações são mais uma oportunidade para aproximar negócios mais consolidados das startups. A nota dos executivos ajudará a eleger quem são os empreendedores que vão prosseguir na competição.

POR QUE PARTICIPAR?

Sair do isolamento comercial provocado pela pandemia e se conectar com uma rede de empreendedores de todo o País, além de grandes executivos e nomes importantes do setor privado.

Para sobreviver no mercado, relacionamento é fundamental. O Arena traz o seu negócio para o holofote em frente a altos executivos das maiores empresas do País, que podem ajudar a potencializar a sua solução de produto e serviço. A banca de avaliadores trará insights importantes e pode alavancar o seu negócio.

Sua startup estará visível para os mais de 90 mil executivos associados à Amcham. Uma parte da avaliação do Arena envolverá a votação pelo júri popular – ou seja, são diversos empresários olhando a sua solução para dar nota.

Acesso a premiações nacionais e regionais que irão alavancar sua startup (conheça aqui o regulamento e premiações).

ETAPAS

As startups serão avaliadas através da plataforma por nossa base de associados (mais de 90 mil empresários) e banca de especialistas, composta por jurados de grandes empresas. A nota dos jurados (75%) será somada a do público (25%). As startups com melhor avaliação participarão de um evento para networking e apresentação de seus negócios para convidados especiais.

Em setembro, acontecem as finais locais por SEGMENTO de atuação. Serão realizadas oito finais temáticas por segmento: Finanças; Cadeia do Varejo; Cadeia da Indústria; saúde e bem estar; Agrobusiness, meio ambiente e sustentabilidade; construbusiness, mobilidade e smart cities; serviços; e GovTech.

Em paralelo, acontecem as finais locais por REGIONAL, ou seja, as cinco melhores startups de cada cidade de atuação da Amcham, escolhidas pelo voto popular.

Escolhidos esses vencedores, as campeãs por regional e por segmento de atuação irão para a semifinal nacional. As seis melhores notas classificarão as startups para a final nacional: um evento digital em que será escolhido o grande vencedor.

Startup promove feira de contratações online

A Gama Academy, escola de capacitação para profissionais e estudantes que desejam ingressar ou evoluir suas carreiras no mercado digital, promoverá uma Feira de Contratações 100% online para empresas que estão em busca de talentos nas áreas de desenvolvimento front-end, design, marketing digital e vendas. Os candidatos participantes foram selecionados e capacitados através do Gama Experience – programa intensivo de formação de profissionais para o mercado digital, que em sua 34ª edição, está formando mais de 100 pessoas.

Na feira contamos com pelo menos 1 aluno de cada estado do país, mas a grande maioria é de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina. As empresas interessadas devem adquirir o ingresso no valor de R$ 50,00 e a partir daí terão acesso ao perfil dos candidatos para o pré-agendamento das entrevistas, que serão realizadas no dia 28 de julho.

Para a edição virtual a expectativa é que cerca de 100 pessoas saiam recolocadas em empresas de todo o Brasil. A Feira de Contratações da Gama acontece há mais de 4 anos e já conectou mais de 2 mil profissionais a vagas em empresas como Nubank, Ifood, Mercado Pago, Maxmilhas, Herospark e Octadesk. As inscrições para as empresas acontecem até 24 de julho. Mais informações no link: http://bit.ly/feira-gama-jul

CASE e Startup Summit se unem e consolidam o maior evento de empreendedorismo online da América Latina

Promover ações de incentivo, pulverizar o conhecimento sobre crescimento e performance e alcançar o maior número de pessoas na América Latina. É com base nessas premissas que o CASE, Conferência Anual de Empreendedorismo e Startups, e o Startup Summit, principal evento do ecossistema de inovação do Sul do país, se unem, e em ação inédita, consolidam a maior reunião digital de empreendedorismo em continente latino americano.

Após inúmeros encontros, os dirigentes da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) entenderam o momento em que o mundo passa e se certificaram da missão que tinham: ajudar empreendedores de todo o continente a alavancar seus negócios. Desses encontros surgiu a primeira edição totalmente online e gratuita do CASE + Startup Summit, que será realizada entre os dias 19 e 23 de outubro.

“Neste momento de crise, precisamos apoiar de todas as formas os empreendedores e empresas do ecossistema brasileiro e internacional. Por isso, decidimos em uníssono realizar o maior evento do setor, de forma online e gratuita, com toda a expertise de duas das entidades mais atuantes no Brasil”, comenta José Muritiba, diretor executivo da Abstartups.

Em 2020, os visitantes digitais contarão com uma série de palestras, workshops e debates sobre empreendedorismo, investimentos, tendências, marketing, vendas, diversidade, entre outras discussões compartilhadas por grandes nomes nacionais e internacionais. Ao todo são esperados mais de 20 mil participantes.

Segundo Luc Pinheiro, diretor técnico do Sebrae Santa Catarina a expectativa para essa primeira edição online é atrair participantes que nunca puderam acompanhar o CASE ou o Startup Summit. “Entendemos que o momento que vivemos é delicado e repleto de restrições. Mas conseguimos enxergar a atual situação com uma chance para ampliar nosso leque de atuação e levar toda a atmosfera de inovação para pessoas que ainda não tiveram essa oportunidade no mundo físico. Por meio da tecnologia, conseguiremos atingir um número ainda maior de empreendedores”, pontua.

Para gerar tração e engajamento do público de todo o país, o CASE + Startup Summit apresentará conteúdos 24h por dia. Pela manhã, o público poderá acompanhar conteúdos administrados pelos patrocinadores e, à tarde, terão a oportunidade de participar dos painéis principais em quatro palcos simultâneos.

“Diferente das edições anteriores, o CASE + Startup Summit terá cinco dias de duração, com conteúdos ininterruptos. Com isso desejamos atingir o maior número de interessados em mergulhar no mundo do empreendedorismo e, seguindo uma tendência mundial, nos encaixarmos na rotina de cada um. Ou seja, uma grande oportunidade para se aprimorar e poder ter o conselho de grandes nomes do mercado ao alcance de um clique”, explica Iomani Engelmann, presidente da ACATE

Tanto o CASE quanto o Startup Summit já possuem uma trajetória de sucesso consolidada. Em seis edições, o CASE já reuniu mais de 20 mil participantes na cidade de São Paulo e levou ao público grandes nomes como Neil Patel, Daniel Hoe (Salesforce), Gustavo Caetano (Samba Tech), Paul Walsh (Visa), Geoff Ralston (Y Combinator), Morten Primdahl (Zendesk), Chris O’Neill (Evernote) e Paula Belizia (Microsoft).

Já o Startup Summit, em duas edições (2018 e 2019) reuniu mais de sete mil empreendedores em Florianópolis/SC, onde o evento ocorre. No palco do Summit já passaram nomes como: Uri Levine (Waze), Ragnar Sass (Pipedrive), Eric Santos (RD), Leandro Caldeira (Gympass), Vinicius Roveda (ContaAzul), Renata Centurion (Winning By Design), Camilla Junqueira (Endeavor), Diego Gomes (Rock Content) e Camila Farani (Shark Tank Brasil).

Para a edição de união e consolidação do ecossistema de startups e empreendedorismo, em 2020, são esperados mais de 300 palestrantes. Entre os confirmados estão Alphonse Voigt (cofundador e CEO da EBANX); Brad Feld (cofundador da aceleradora Techstars); Brian Requarth (cofundador da Viva Real); Camilla Junqueira (Diretora da Endeavor); Florian Hagenbuch (cofundador e CEO da LOFT); Eric Santos (cofundador e CEO da Resultados Digitais); e Thais Suzuki (head de customer experience da iFood).

“Pela primeira vez conseguimos reunir os esforços de duas grandes forças que são esses eventos em prol de levar conhecimento, expertise e, mais do que isso, esperança a todos os empreendedores brasileiros. Sabemos da luta de todos para manter suas empresas abertas e nossa missão é ser o alicerce nesse momento”, ressalta Bruno Quick, diretor técnico do Sebrae Nacional.

Além dos painéis e debates de conteúdos, o evento contará ainda com o já renomado Startup Awards, o Oscar das startups brasileiras. Assim como nas edições anteriores, serão contempladas 13 categorias, como: Aceleradoras, Comunidade do Ano, Comunidade Revelação, Corporate, Educação, Herói (a), HUB, Impacto Social, Investidor (a) Anjo (a), Mentor (a), Imprensa, Startup do Ano e Startup Revelação.

CASE + Startup Summit 2020

Data: 19 a 23 de outubro

Acesso: http://www.casestartupsummit.com.br/

Empresas gigantes em dias de startups

Por Ricardo Salama, Head of Sales do SAS para América Latina

Temos visto empresas gigantes e governos altamente burocráticos agindo como verdadeiras startups. Durante uma das maiores crises econômicas e sanitárias da história, vemos empresas cortando tudo que não seja absolutamente vital e, ao mesmo tempo, tomando decisões estratégicas em horas. A verdade é que a maioria das empresas luta pela sobrevivência imediata para que possa prosperar no futuro. Há, claro, os grandes vencedores. Mas aqui estamos falando da grande maioria das corporações, abaladas com o momento. Como é possível de repente tanta agilidade? A resposta está principalmente em três fatores: redução drástica de burocracia interna, delegação de poder aos colaboradores e digitalização!

Como alguns exemplos da necessidade abrupta que chacoalhou as gigantes: o Governo brasileiro teve que pagar auxílios para 55 milhões de necessitados; o Itaú contratou 260 pessoas em processos totalmente remotos; e as operadoras de telecomunicações tiveram que readequar todo o tráfego de banda larga que migrou consideravelmente dos centros comerciais para áreas periféricas. Tudo em questão de dias ou semanas.

A burocracia de processos teve que ser gentilmente atropelada pela necessidade do cliente. Assim como uma startup, a necessidade de sobrevivência faz com que processos mínimos sejam implantados e que a visão de resultado se sobreponha. É verdade que a burocracia pode ter, em alguns casos, seu papel de garantir compliance, seguir processos benéficos ou até de garantir uma maior conformidade com a estratégia de longo prazo de uma empresa. Entretanto, o saldo desta mudança pendular é certamente benéfico.

Um segundo fator preponderante – e talvez o mais importante – é a tomada de decisão bem mais descentralizada. Corporações rígidas estão precisando dar muito mais autonomia para que todos tomem decisões. Ambientes mais abertos e descentralizados fazem com que talentos surjam, a meritocracia prospere e que os funcionários se sintam valorizados. Se as empresas precisam tanto ajustar os perfis das pessoas a uma transformação digital, aqui temos uma grande oportunidade.

Por fim, a transformação digital, que em muitas empresas era um plano de médio prazo, não só foi acelerada, mas se tornou um item de sobrevivência. Quando vemos varejistas como C&A, Casas Bahia e Magazine Luiza mudando totalmente a venda para o e-commerce, e até permitindo que os vendedores realizem toda a operação de venda pelo WhatsApp, temos de fato à conclusão de que a transformação digital chegou. Mesmo não apresentando resultados financeiros momentâneos que possam compensar a operação tradicional, ocorreram saltos no e-commerce de por exemplo 45% (no caso de Via Varejo) e 73% (no Magazine Luiza) no primeiro trimestre deste ano.

A grande dúvida que fica é se esse movimento encontrará o equilíbrio, ou seja, se essa agilidade será de fato incorporada às empresas ou se a burocracia e hierarquização voltarão no “novo (velho) normal”. É difícil prever qualquer cenário neste momento. Entretanto, fica claro que o novo consumidor não aceitará os mesmos comportamentos. A escolha não será mais entre o delivery ou pessoal, trabalho no escritório ou remoto ou entre o digital ou físico. Sobreviverão as empresas que puderem ajustar o pêndulo em consonância com o novo mercado e o novo consumidor.