Page

Category startup

KPMG: Brasil tem 309 startups da área de regulação

Segundo o levantamento da KPMG “RegTech Mining Report” atualmente o Brasil tem 309 startups do ramo de regulação. O mapeamento apontou que a maioria delas (68%) é multissetorial, tendo atuação em gestão financeira e contabilidade 20% deste total, jurídico (7,4%) e aspectos trabalhistas (5,8%).

Além de multissetorial, a pesquisa apontou que 13,9 % das startups que trazem inteligência regulatória são focadas no setor de energia, óleo e gás; 8,1% são da área da saúde, enquanto 5,8% do setor financeiro e apenas 4,2% possuem foco no setor de telecomunicação e mídias.

“Fica notório que a busca por escalabilidade direcionou as regtechs em um primeiro momento a focar em atendimento a regulações multissetoriais. Entretanto, com as importantes mudanças que vêm acontecendo e estão para acontecer nos marcos regulatórios setoriais, vamos acompanhar a crescente demanda das grandes empresas por soluções inteligentes dentro dos seus segmentos”, explica o sócio-líder de regulatório da KPMG, Dustin Pozzetti.

Com relação à localização das startups de regulação no Brasil, a pesquisa mostra que 66,4% estão na Região Sudeste, enquanto 22,1% ficam na Região Sul, 5,7% estão da Região Nordeste, 4,3% no Centro-Oeste e 1,4% na Região Norte.

Perfil dos sócios: homem com nível superior até 45 anos


Segundo o estudo, a maioria das regtechs é composta por até três sócios, com idade entre 35 e 45 anos. Em relação ao gênero, há uma grande disparidade, já que 84,4% são homens, enquanto 15,6% são mulheres. Sobre a escolaridade, 73,4% possuem ensino superior completo, 18,2% ensino médio, 6,2% ensino superior incompleto e, apenas 2,2% mestrado ou doutorado.


Segundo o estudo, a maioria das regtechs é composta por até três sócios, com idade entre 35 e 45 anos. Em relação ao gênero, há uma grande disparidade, já que 84,4% são homens, enquanto 15,6% são mulheres. Sobre a escolaridade, 73,4% possuem ensino superior completo, 18,2% ensino médio, 6,2% ensino superior incompleto e, apenas 2,2% mestrado ou doutorado.

FIAMG Lab anuncia 50 startups selecionadas para terceira jornada do programa de aceleração

Foram anunciadas as 50 startups que serão aceleradas na terceira jornada do FIEMG Lab 4.0, maior programa de aceleração de startups B2B com soluções industriais do Brasil. O Programa é dividido em três fases, com um ano de duração, e acontece dentro de uma lógica evolutiva, fortalecendo a conexão e a geração de negócios entre startups e indtechs. As startups terão acesso a um fundo para realização de provas de conceito – metodologia exclusiva que combina aceleração do negócio e da tecnologia, e mentorias com especialistas.

Para Gabriella Sant’Anna, coordenadora do FIEMG Lab, a metodologia é o que garante o sucesso do processo. “Criamos um programa pioneiro no Brasil que mescla um modelo de aceleração tanto tecnológica quanto de negócios, inspirado nos grandes polos industriais que são referência no mercado internacional. Vamos garantir maior aderência das startups na realidade do mercado, pois buscamos sempre por novas soluções e geração de negócios para startups e indústrias”, explica.

O Programa possibilita ainda a conexão das startups participantes com grandes players do setor. Os empreendedores terão a oportunidade de receber orientação de indústrias-madrinhas, como Usiminas, Anglo American, Vale, Gerdau, RHI Magnesita, Fiat Chrysler (FCA), além de possibilitar o acesso à rede da FIEMG, que conta com mais de 15 mil indústrias.

Para conhecer as selecionadas do FIEMG Lab 4.0, basta acessar fiemglab.com.br

Como foi 2020 para as startups brasileiras?

Por José Muritiba

O ano de 2020 não poderia ter começado com expectativas melhores para o nosso ecossistema. O ano, aclamado como “o poderoso ano das startups”, ganhou este título depois da ebulição do segmento em 2019, digno de cinco novos unicórnios brasileiros, grandes investimentos na área de inovação pela América Latina e o reconhecimento das grandes corporações.

Mas nem o mais pessimista dos cenários, poderia prever para este ano, uma pandemia mundial. Entretanto, mesmo com as adversidades, será que 2020 foi um bom ano para as startups? Em alguns aspectos, foi sim! E vou te contar porque.

O ano começou agitado já em seu segundo dia, com o anúncio de mais um unicórnio: a Loft, startup que compra apartamentos usados, faz reforma e revende, ganhou o título após receber um investimento de US$175 milhões de fundos internacionais. E apenas quatro dias depois, a fintech Nubank divulgou sua primeira aquisição na história. Tudo caminhava bem, até tomarmos consciência da pandemia.

A partir daí, a palavra de ordem do ano, foi: transformação. Mesmo nosso setor, acostumado as disrupções, ambientes de incerteza e que sabe a hora de pivotar, teve muito a aprender nos primeiros meses do ano. Foi preciso readequar o planejamento, sentar em cima do caixa, ser criativo e pensar como se preparar para o novo cenário. E em um segundo momento, avaliar as oportunidades.

Com certeza foi um ano desafiador, mas com startups se mantendo como tendência. Alguns segmentos que dependiam mais do offline, como eventos, shows, esportes e restaurantes, por exemplo, foram mais afetados e possivelmente os que terão mudanças mais profundas nos próximos anos. Em contrapartida, outros segmentos foram muito demandados e cresceram neste período: como o caso do EAD (ensino a distância) que fomentou as edtechs, delivery, e-commerce, health techs (startups de saúde e bem estar) e logística.

Resultados do Mapeamento de Startups 2020 que a Abstartups acaba de lançar, indicam que 38,1% das startups brasileiras abriram processos seletivos este ano e apenas 15,4% realizaram desligamentos. Outro dado interessante é que mais de 50% das startups residentes do CUBO, maior Hub de Inovação da América Latina, cresceram em 2020.

Em relação a acesso a capital, 2020 foi um ano atípico de investimentos, com registro de crescimento, especialmente em rodadas de investimentos. Se em 2019 as rodadas de SEED eram em torno de R$ 1,6 milhão, este ano, a média registrada foi para R$ 2,4 milhões. Além disso, em setembro tivemos o anúncio de mais uma startup unicórnio – A VTex, startup de e-commerce ganhou seu título após aporte de US$ 225 milhões do Softbank.

Além disso tudo, outras pautas importantes marcaram o setor: como a assinatura do Marco Legal das Startups pela Secretaria Geral da Presidência da República. O documento é um passo importante, que trará mais reconhecimento e personalidade jurídica para o setor, assim como as discussões sobre diversidade, que surgiram com muita força no ecossistema, que ainda se mostra com um “gap” gigante a ser melhorado.

Agora, nos resta aguardar como serão os novos caminhos para 2021. Precisamos, a acima de tudo, entender como serão os cenários com uma possível vacina e reabertura, quais os novos desafios e readequação de rotina de trabalho, modelos de gestão e novas tendências de consumo. Mas independente de qualquer coisa, continuamos positivos no fomento ao desenvolvimento do ecossistema!

José Muritiba, diretor executivo da Associação Brasileira de Startups

Tags, , ,

BlackRocks Startups anuncia selecionadas para o Grow Startups

O BlackRocks Startups (BRS) – Hub de inovação que acelera startups lideradas por empreendedores negros – anuncia o resultado da seleção do Grow Startups – Cresça seu negócio – programa de aceleração de startups voltado para o crescimento econômico e escalável dos negócios liderados por empreendedores negros. Abaixo, a lista com os nomes das classificadas nesta edição, realizada em parceria com o BTG Pactual:

• Double Dash Studios (doubledashstudios.com/en/) – plataforma de criação de jogos culturais;


• Edukarnegócios (www.edukarnegocios.com) – Edtech focada em estratégia corporativa;
• FazerOrçamento.com (

fazerorcamento.mailchimpsites.com/home) – Plataforma de elaboração de orçamentos para profissionais liberais;


• Goodchef (goodchef.com.br) – plataforma para pequenos empreendedores da área de foodservice;

• GoPhone (https://app.gophonebrasil.com/) – solução de proteção para smartphones com serviços realizado em uma plataforma digital;


• OnePercent (onepercent.io) – Desenvolvimento de projetos baseados em blockchain;


• Smart Dispenser (smartdispenser.herokuapp.com) – Solução tecnológica em dispensers;


• Unicainstância (https://unicainstancia.com.br/) – Inteligência artificial responsável por predizer sobre ações judiciais de cobranças indevidas em contas de consumo;


• Viverde Casa (https://linktr.ee/viverdecasa) – Plataforma de capacitação e mediação de mão de obra para construção civil; e

• Trampay (https://trampay.com/) – Fintech de benefícios aos trabalhadores, conectando com empreendedores, ofertando descontos e produtos acessíveis

As empresas citadas acima terão acesso ao boostLAB, hub de negócios do BTG Pactual para as empresas Tech dedicado a conexão e potencialização de startups em tração – créditos de até US$ 5mil por dois anos em ferramentas e recursos da Amazon e ao programa de conexão das startups com grandes empresas. Tudo isso com o objetivo de fortalecer o networking desses empreendedores, bem como criar oportunidades de negócios e acesso aos fundos de investimentos.

Os encontros serão online e todas as selecionadas têm ao menos um fundador negro. “Queremos que negócios inovadores estejam no radar do ecossistema de startups no Brasil e que estes negócios tenham oportunidades de acesso e principalmente que mostrem seus diferenciais em um mercado que pouco valoriza nossa inteligência”, explica Maitê Lourenço.

O Grow Startups terá duração de 4 meses, com uma dedicação média de 15 horas semanais, quando serão realizadas reuniões tanto em conjunto com as demais startups participantes do programa, quanto de forma individual – sempre online. É necessário, ainda, que os fundadores estejam sempre presentes nesses encontros.

“Estamos muito felizes e esperançosos com essa parceria com a BlackRocks. Ficamos bastante satisfeitos com o número de inscrições e com a qualidade das startups escolhidas. Nossa expectativa é que este tipo de iniciativa motive cada vez mais empreendedores negros a lançarem novos projetos, com a certeza de que iremos apoiá-los em conjunto com a BlackRocks.”, afirma Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.

Ipiranga promove aceleração de startups, por meio do Programa Scale-Up da Endeavor

A Ipiranga é patrocinadora da primeira edição do Scale-Up Endeavor Smart Cities, programa de aceleração da Endeavor que tem como objetivo selecionar 12 empresas de tecnologia que proponham soluções e desenvolvimento inteligente para cidades brasileiras. O Turbo, hub de inovação da Ipiranga, participará ainda de meetups e conexões que serão oferecidas aos empreendedores selecionados.

O Scale-up Endeavor Smart Cities tem como foco negócios que proponham soluções em áreas como mobilidade, logística, turismo, conectividade, economia circular, energia, água, lixo, govtech e segurança. Os empreendedores interessados, e que se encaixem no perfil procurado pelo programa de aceleração, podem acessar mais informações e se inscrever até o dia 15 de janeiro de 2021: https://endeavor.org.br/scaleup/smart-cities/.

Com a participação, o Turbo terá a oportunidade para avançar ainda mais nos pilares de Energia e Mobilidade, reforçando o propósito da Ipiranga de facilitar a vida e a mobilidade das pessoas, sempre apoiado em sua estratégia de sustentabilidade. Os Postos Ipiranga estão presentes em todos os estados do país, integrados ao dia a dia das cidades brasileiras, e ambicionam acelerar a transformação dos negócios para suprir a sociedade do futuro.

“Nós acreditamos em uma expansão estratégica de nossos negócios como um catalisador da Ipiranga do futuro, garantindo nossa entrada e relevância em mercados ainda pouco explorados”, afirma Marcelo Araujo, Presidente da Ipiranga. O programa permite uma conexão com players estratégicos nessa expansão, reafirmando a metodologia open innovation que vem direcionando a jornada do Turbo. As scale-ups têm um modelo de negócio sólido e validado, com uma operação robusta para escala acelerada, além de um time estruturado com velocidade de execução e escalabilidade.

A parceria com a Endeavor reforça a atual estratégia da Ipiranga, que vem construindo parcerias estratégicas junto a startups, gerando novos mercados para o seu negócio e fomentando o empreendedorismo no Brasil.

Wayra investe na edtech Alicerce Educação

A Wayra, hub de inovação aberta da Vivo no Brasil e da Telefónica no mundo, anuncia investimento no Alicerce Educação, empreendimento social que tem como missão oferecer ensino acessível e de qualidade no contraturno escolar a crianças a partir de 5 anos e jovens de até 25 anos. Atualmente, a startup já conta com investidores como o fundo Good Karma Ventures e anjos como Luciano Huck e Jair Ribeiro. A novidade faz parte da estratégia da Wayra em realizar investimentos em startups mais maduras e escaláveis que tenham sinergia às áreas prioritárias de negócios da Vivo, como o setor de educação.

Fundado em 2018, o Alicerce Educação conta com uma base de mais de 5 mil alunos e tem por objetivo ampliar e incentivar a educação de qualidade para mais de 4 milhões de jovens pelo Brasil e, consequentemente, suas famílias e redes de apoio. Além da educação, a startup tem como missão conectar os jovens e apoiá-los no preparo para obter melhores oportunidades de primeiro emprego, ou oportunidades de acesso a universidades públicas e programas de bolsa de estudos.

De acordo com Paulo Batista, CEO e um dos fundadores da startup, o Alicerce tem tido resultados de aprendizagem muito chamativos, recuperando em média o equivalente a 1.2 ano de conteúdo escolar a cada 60 dias em seus alunos. Com isso, tem sido cada vez mais acessada por grandes empresas buscando qualificar sua mão-de-obra.

“A Wayra e a Vivo vêm buscando parcerias para levar educação digital à distância e contribuir com a sociedade. Esse investimento no Alicerce reforça nosso propósito, apoiando a melhoria da qualidade da educação das crianças e jovens do nosso país”, diz Livia Brando, Country Manager da Wayra Brasil. O objetivo da Wayra é conectar a edtech com a Vivo e outros parceiros para apoiá-la a escalar o impacto da startup no país.

O Alicerce possui 82 unidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará e Paraná, e oferece um complemento de qualidade ao ensino básico oferecido pelas escolas regulares, com aulas de português, matemática, inglês e programação. O método da empresa, inspirado nas melhores práticas de educação do mundo, integra o desenvolvimento dessas competências ao desenvolvimento de conhecimentos gerais, mindfulness, habilidades socioemocionais e projeto de vida, despertando no jovem a consciência nas oportunidades ao seu alcance.

Na pandemia, o método foi completamente adaptado para o meio online, e passou a ser oferecido como “Alicerce em Casa”, ampliando muito o alcance da solução para todo o Brasil de forma ainda mais ágil e escalável. “Quando notamos que o nosso método funciona muito bem de forma remota, a parceria com a Vivo e Wayra se tornou imprescindível para juntos trabalharmos a acessibilidade de dados para a educação. 93% dos jovens brasileiros têm acesso a device, mas apenas 34% têm acesso a internet ilimitada. Resolver esse problema de forma eficiente é uma grande oportunidade de impacto e de negócio.”, declara o fundador.

Com a nova investida, a Wayra passa a ter 34 empresas em seu portfólio atual que, juntas, têm valor de mercado de cerca de R$ 1 bilhão. Cerca de 40% delas fazem ou fizeram negócios com a Vivo. Já o portfólio de inovação aberta global do grupo Telefónica conta com mais de 500 startups ativas.

Live #edtechs

Para reforçar ainda mais seu posicionamento na área de educação, a Wayra, em parceria com o Distrito, realizará uma Live no dia 01/12, às 18h, sobre o cenário de educação. A discussão será baseada no lançamento do Edtech Report feito pelo Distrito Dataminer.

O painel “Inovar para educar: desafios, conquistas e tendências das edtechs no Brasil” terá a moderação da Livia Brando, Country Manager da Wayra, com a participação do Eduardo Bayer Knopman, Dataminer do Distrito, Nathalia Bustamante, da Fundação Estudar, Paulo Batista, fundador e CEO da startup Alicerce Educação, e Iona Szkurnik, da Education Journey. Inscrições gratuitas aqui.

Mapeamento Abstartups aponta que mais de 70% das startups não receberam investimentos

A despeito do maciço crescimento das startups do Brasil e da atenção que os negócios nacionais estão, aparentemente, recebendo do exterior, dados da Mapeamento de Comunidades 2020, feito pela Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade sem fins lucrativos que representa o ecossistema, apontam que a maioria (73,8%) das empresas de inovação não recebeu nenhum investimento ou incentivo financeiro desde sua fundação. No Nordeste, a porcentagem dos negócios que nunca recebeu investimentos sobe para 79,7% – o maior número se comparado com as demais regiões do País.

Das startups que tiveram aportes, a maior parte foi aportada por investidores anjo (41,5%), seguido por Seed (28,4%) e aceleradoras (21,6%) – o restante é dividido por investimentos séries A, B e C. Quanto a origem dos investimentos, 43,6% vieram de investidores locais; 26,8% de outro estado; 21,9% do mesmo estado e apenas 7,7% internacional. A maioria (51,5%) dos negócios de inovação no Brasil também não foi incubada, acelerada ou pré acelerada.

Quanto a faixa de faturamento das pesquisadas, a maioria (41,9%) ainda não tem faturamento; 13,5% faturam entre R$ 50 a R$ 250 mil e 11,8% têm faturamento entre R$ 10 e R$ 50 mil.

Realizados entre maio e setembro de 2020 com dados do Startupbase, a base de mais de cinco mil startups associadas e participantes de três mil startups espalhadas pelo Brasil, os Mapeamentos de Comunidades têm o objetivo de conhecer mais a fundo alguns dados de empreendedorismo e inovação de cada região do país, identificando as principais dores e potenciais locais.

Tags,

Startup SDW conquista prêmio global de inovação da Shell

A startup brasileira Safe Drinking Water for All (SDW) conquistou US$ 20 mil e o primeiro lugar na categoria Local Prosperity do Shell LiveWIRE Top Ten Innovators, premiação global que reconhece empreendimentos inovadores de diversos países. A competição deste ano focou no tema “Criando um mundo mais habitável” e contou ainda com as categorias Energy Transition e Environment & Circular Economy.

A SDW é um negócio de impacto social que busca mudar a vida de bilhões de pessoas no mundo que não possuem acesso à água potável, nem a saneamento básico. No Brasil, a startup já beneficiou mais 1,5 mil pessoas, totalizando 20 milhões de litros de água potável gerados. O empreendimento desenvolveu o Aqualuz, dispositivo de baixo custo que utiliza luz solar para potabilizar água de cisternas por 20 anos, com o custo diário de R$0,03 por dez litros de água tratada.

Para Maria Angert, gerente de Performance Social da Shell Brasil, a conquista da startup é motivo de orgulho para o Brasil. “Esta é uma grande oportunidade não apenas de visibilidade para a SDW, mas também para mostrar todo o talento e inovação que vemos todos os dias entre os empreendedores do nosso país”, afirmou.

“Parabéns aos vencedores. Estou realmente impressionado com a qualidade e criatividade dos participantes”, disse Carlos Maurer, vice-presidente executivo da Shell Global Commercial, divisão de B2B da companhia. “Nos negócios e na vida, precisamos de pessoas que inovam e daqueles com paixão e determinação para resolver os problemas impostos por um mundo cada vez mais complexo, além dos múltiplos desafios apresentados pela pandemia de Covid-19. Fico feliz que os vencedores receberão não apenas um prêmio em dinheiro, mas também acesso à orientação de especialistas da Shell, que foi fundada em uma cultura de inovação e capacidade de invenção. Queremos ver as tecnologias e soluções destes dez inovadores prosperarem nos próximos anos”, completou.

CASE Startup Summit 2020 libera 450 horas de conteúdo em vídeo

O maior evento online de empreendedorismo e tecnologia da América Latina, o CASE Startup Summit 2020, liberou todo o conteúdo exibido durante o encontro, realizado em outubro. Por cinco dias, 24h por dia, os participantes puderam assistir a palestras, talks e exposição de produtos e serviços. A fim de disseminar as informações de qualidade compartilhadas na ocasião, os organizadores abriram os materiais em vídeo, disponível gratuitamente no site do evento: https://www.casestartupsummit.com.br.

Nomes conhecidos do ecossistema de inovação e empreendedorismo nacionais e internacionais expõem suas experiências nas palestras. São pessoas como Fabrício Bloisi, presidente do Ifood; Eric Santos, cofundador e CEO da Resultados Digitais; Gina Gotthilf, ex-vice presidente de marketing e growth do Duolingo; e Brad Feld, empresário, autor e investidor americano.

Mais de 25 mil pessoas participaram da edição de 2020 na plataforma virtual do evento, realizado pela Abstartups (Associação Brasileira de Startups), pelo Sebrae e Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE).

Tags,

Telefónica lança a Wayra X, hub global online para investimentos em startups com produtos digitais de consumo massivo

Já se passaram quase 10 anos desde que a Telefónica decidiu criar a Wayra, hub global de inovação aberta, e abrir as portas da empresa para empreendedores. Hoje, o mundo está mais conectado do que nunca, e acaba de passar por uma aceleração da transformação digital. Agora, a Telefónica apresenta duas iniciativas que complementam a estratégia de inovação da companhia para se abrir ainda mais para o ecossistema de empreendedorismo.

A Wayra X é o primeiro hub 100% digital da Wayra projetado para investir globalmente em startups 100% digitais. Elas devem ter foco de trabalho remoto e desenvolvimento de um produto digital de consumo massivo que pode atingir milhões de usuários, independentemente da área geográfica.

Já a Wayra Builder é uma iniciativa para desenvolver empresas cujo objetivo é capitalizar o talento e a tecnologia internos da Telefónica para criar startups inovadoras em parceria com investidores externos.

“Queremos que este ecossistema colaborativo continue crescendo, razão pela qual lançamos estas duas iniciativas de grande valor estratégico para a Telefónica e seus clientes”, explica Irene Gómez, diretora da área Connected Open Innovation da Telefónica.

Telefónica reforça o apoio ao ecossistema de empreendedorismo e inovação

A Wayra X busca investir em startups de qualquer lugar do mundo, além dos países em que a Telefónica atua, de forma que possa melhorar a vida das pessoas incorporando as tecnologias mais recentes em suas vidas. Sem uma localização geográfica específica, a Wayra X aposta em projetos voltados para o mercado de massa e relacionados as áreas 5G, saúde, educação, casa conectada, entretenimento, mobilidade e futuro do trabalho, entre outras.

Este novo hub digital nasce com duas startups em seu portfólio e o plano é investir em outras 10 até o final de 2021. As primeiras investidas são:

BlaBla (Xangai) é uma plataforma de educação online que usa Inteligência Artificial e Machine Learning por meio de vídeos curtos para ajudar estudantes de inglês a se conectarem com conteúdos produzidos por falantes nativos.
Peoople (Madrid) é um aplicativo para descobrir recomendações de amigos e influenciadores populares sobre diferentes temas, incluindo livros, restaurantes, música e todos os tipos de experiências.

“No ecossistema de empreendedorismo, as empresas mais bem sucedidas são aquelas capazes de resolver um problema específico de forma brilhante, ou seja, resolvem o X. Na Wayra X, procuramos startups com foco em mercados de massa que sejam capazes de fornecer soluções tecnológicas para problemas que afetam milhões de pessoas”, explica Andrés Saborido, head global da Wayra. “A Wayra X é um hub sem barreiras geográficas, 100% digital e projetado para localizar produtos de massa que podem ser descobertos e distribuídos de forma digital”, afirma.

Ao fazerem parte da Wayra X, as startups terão acesso a uma excelente equipe de especialistas e mentores. Também serão oferecidos serviços para escalar os negócios que são prestados 100% remotamente, com acesso rápido aos clientes, teste de pré-instalação em terminais e possibilidade de integração aos LivingApps da Telefónica.

Já a Wayra Builder fará parceria com investidores externos e se concentrará na criação de startups que capitalizem tecnologia de alto potencial desenvolvida internamente na Telefónica. A primeira startup criada pela Wayra Builder é a Deeder, especializada em segurança cibernética e tecnologia legal. Esta é uma spin-off de um projeto de inovação realizado pela ElevenPaths, empresa de cibersegurança da Telefónica Tech.
A solução permite que os contratos sejam assinados por meio de aplicativos de mensagens.

Além destas duas novas iniciativas, a Wayra está presente em sete hubs de inovação na Europa e na América Latina com um objetivo claro de ajudar as startups a escalar globalmente. Desde a sua criação, a Wayra já investiu 49 milhões de euros em startups. A área Connected Open Inovation da Telefónica, da qual Wayra faz parte, tem um portfólio de mais de 500 startups, sendo que mais de 140 já fazem negócios com a Telefónica e sua rede global com mais de 340 milhões de clientes.

Mining Lab Challenge 2020 define as melhores startups do programa

O Mining Lab Challenge, programa da Nexa Resources que visa acelerar o processo de desenvolvimento de inovações para a mineração e metalurgia, selecionou as seis finalistas da sua edição de 2020.

Durante o evento virtual Demoday do Mining Lab Challenge 2020, as empresas tiveram a oportunidade de apresentar soluções em quatro categorias: Produzindo zinco e cobre; Gestão e eliminação de resíduos e efluentes; Construindo legados positivos; e Mais eficiência e produtividade.

De acordo com Caio van Deursen, gerente de Inovação da Nexa Resources, os projetos apresentados superaram diversos desafios ao longo do programa. “Com a coragem e inteligência dos nossos mentores e gestores técnicos, depois meses de dedicação, chegamos às seis finalistas. Desenvolver essas iniciativas nos ajudará a construir a mineração do futuro. O Mining Lab Challenge é uma ferramenta inteligente que nos conecta a soluções que resolvem problemas reais das nossas operações. “, afirma.

Ao longo do processo de seleção 100% online foram 178 propostas inscritas de 14 países, sendo 50 selecionadas para o Bootcamp, 13 selecionadas para Imersão e, finalmente, 6 empresas selecionadas para as provas de conceito.

As soluções vencedoras receberão investimento financeiro para o desenvolvimento dos pilotos, assessoria contínua de profissionais da Nexa durante um ano, mentorias financeira e jurídica, além de acesso às instalações e às informações técnicas das unidades da Nexa.

Confira abaixo as startups e projetos selecionados:

•InSilico (Brasil): investigação de aplicações para os resíduos da cadeia produtiva de zinco e cobre por meio de simulação computacional;

•Oxi Ambiental SA (Brasil): desenvolvimento de novos produtos a partir da Jarosita em Juiz de Fora;

•Coletando Soluções (Brasil): novo modelo de negócio para incentivar a coleta seletiva em Juiz de Fora com pontos de coleta móveis e remuneração financeira;

•GyD Runakay (Peru): desenvolvimento da cadeia produtiva de lã de alpaca na comunidade de Huancamachay;

•AMTC (Chile): em Cerro de Pasco, Peru, para criar uma ferramenta de inteligência artificial capaz de aumentar a recuperação de ouro;

•Radix Engineering (Brasil): ferramenta para interpretação de imagens em taludes e barragens para aumentar a precisão do acompanhamento.

Como criar startups dentro de empresas centenárias

Por Antonio Serrano, CEO da Juntos Somos Mais

“Todos vocês vão falhar”.

Essa frase foi dita por um jovem gestor de venture capital do Vale do Silício, com seus 20 e poucos anos, para uma plateia com cerca de 20 CEOs de empresas ditas tradicionais.

Os executivos se entreolharam após a provocação. ‘Ele não sabe o que diz’ foi a mensagem que li, mas a verdade é que o ambiente de competição mudou e poucas empresas vão se adaptar. Que empresa hoje é tão dominante quanto era 25 anos atrás?

As empresas que alcançavam o índice S&P 500 que engloba as maiores empresas listadas na bolsa americana em 1965 costumavam permanecer durante 33 anos em média, segundo a consultoria Innosight. Em 1990, permaneceram 20 anos e a expectativa é de que esse tempo caia para 14 anos em 2026.

Por que permanecer relevante é cada vez mais difícil? Anteriormente, tamanho – e consequentemente escala – eram suficientes para as grandes corporações prosperarem. As consultorias faziam análises que indicavam alta correlação entre retorno sobre vendas e market share relativo – quanto maior o tamanho de uma empresa, maior sua lucratividade.

Surgiram então os grandes conglomerados globais. Eram necessários vultosos investimentos para construir fábricas e montar centros de pesquisa e desenvolvimento com equipamentos de última geração que traduziam-se em produtos melhores e mais baratos. Quanto mais caixa a operação gerava, mais caixa era investido e mais forte a empresa ficava. Se necessário, os bancos e acionistas aportavam ainda mais recursos. Era o jogo da escala.

Atualmente, alavancando computação em nuvem, impressão 3D e aluguel de equipamentos para produção, pode-se criar um Produto Viável Mínimo (também chamado de MVP) e validar uma ideia com poucos recursos. Recursos financeiros também não são mais um gargalo. Mesmo antes de ser testada, a ideia pode receber aporte de capital de investidores anjos. Uma vez testada, fundos de capital de risco (venture capital) correm para investir.

Como consequência dessa nova maneira de investir e criar, temos novos modelos de negócios, disruptivos, que quebram a lógica da atuação tradicional sendo testados a todo momento. É o jogo da agilidade.

Hoje, o mais ágil, que experimenta mais e arrisca mais, sai na frente em um mercado onde, antes, ganhava apenas quem tinha tamanho e riqueza. Como disse Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, “o maior risco que você tem hoje é não arriscar”. Quem está acostumado a competir no ambiente tradicional terá de se adaptar.

Na prática, isso leva à desconstrução de modelos de gestão consolidados. Empresas tradicionais operam com base em planos de negócios (business plans) com planejamento de 5 anos e revisões anuais. Com a velocidade de implementação de mudanças, a única certeza possível nesses anos todos é: você vai errar! Os business plans, por sua vez, limitam a criatividade e reduzem a velocidade de adaptação.

As empresas que crescem exponencialmente adotam o conceito de “pivotar”. A partir de uma visão sobre aonde querem chegar, despendem menos tempo no planejamento detalhado da maneira por meio da qual chegar lá. Traçam então objetivos em tempos menores e, assim, ganham flexibilidade e consequentemente agilidade. A visão e o propósito servem de guias e saber aonde estarão no ano 2, no ano 3 e no ano 4 não é mais uma prioridade. Hipóteses são testadas, ideias validadas e adaptadas de acordo com a receptividade de mercado (product/market fit).

É por isso também que o processo de decisão de empresas tradicionais tende a ser moroso e burocrático. Com tantos anos já traçados, são necessárias muitas pessoas (os comitês) para aprovar mudanças e dificilmente algo é resolvido rapidamente. Os comitês possuem representantes de áreas de negócio e funcionais, estas incumbidas muitas vezes de pensar em porque não aprovar uma mudança ou determinada iniciativa.

Nas start-ups, os executivos são empoderados com autonomia e ferramentas necessárias para decisões rápidas. As áreas funcionais operam com a lógica de mitigar riscos, não de eliminar riscos.

Além dos modelos de atuação e processos de decisão, predomina nas empresas tradicionais a cultura do acerto. Empresas costumam punir quem erra e, assim, ninguém toma qualquer decisão sem ter a máxima certeza – porque, afinal, quem quer errar? O problema dessa lógica é que acertar mais vezes significa arriscar menos. Só que quem está inovando e faz acontecer é, na verdade, quem se arrisca mais.

Nas start-ups, predomina a cultura do erro. Sabe-se que errar faz parte do aprendizado tão necessário para as “pivotagens”. Não se erra por displicência, mas para aprender rápido. O mantra é “fail fast”.

E qual a receita da inovação?

O primeiro passo é fomentar boas ideias dentro da organização. Observar e ouvir os clientes, entendendo o que está funcionando e quais necessidades ainda não foram endereçadas. Envolver-se no ecossistema de start-ups, lendo, estudando e mentorando, assim como realizar benchmarks com empresas de outros setores, possibilita acesso a modelos disruptivos que podem ser aplicados ao seu negócio. Fornecedores também são outra fonte de novidades e oportunidades.

Uma vez com as ideias em mãos, parta para a implementação. Para isso, podemos elencar quatro dicas essenciais, começando pela máxima ‘ignore os nãos’. Também evite envolver muitas áreas e pessoas: quanto mais gente, menos celeridade. Monte uma equipe com poucos e bons profissionais, que realmente acreditam no projeto. Depois, encontre o caminho do dinheiro: sempre há comitês de CAPEX, de inovação, ou algum caminho na empresa que pode ajudar a financiar um projeto. Por fim, mas não menos importante: fuja da burocracia, antes que ela descubra e o projeto morra antes mesmo de nascer.

A receita descrita é ainda pouco utilizada na prática. Agendas cheias de reuniões impedem que “distrações” vindas de fora da organização como clientes, fornecedores e start-ups consigam atenção dos executivos. Projetos ainda incipientes que são anunciados em todos os níveis organizacionais ajudam executivos a ganharem promoções no curto prazo, mas dificultam “pivotagens” quando as primeiras incursões não seguem como esperado (o que é, na verdade, esperado). Mas embora ainda muito ignorada, a receita acima é a parte mais fácil do processo de inovação.

Entretanto, para inovar, é preciso primeiro mudar.

As empresas tradicionais estão muitas vezes consolidadas na sua posição com margens de lucro confortáveis. Manter o status quo é, portanto, benéfico no curto prazo. Por conta disso, as inovações tendem a ser pouco priorizadas ou mesmo rechaçadas.

No longo prazo, todavia, todos sabem que a falta de inovação limita o crescimento, mas os incentivos de curto prazo são muito fortes. Por isso, a desconstrução para inovação requer uma mudança profunda que, por inumeráveis vezes, não acontece.

Sem isso, no entanto, como bem previu o jovem gestor do início do texto, muitas empresas padecem e muitas mais ainda irão perecer se não conseguirem se livrar das amarras impostas pelo status quo.

Olhando em retrospectiva, vale a reflexão de se no lugar do CEO da Kodak, com 80% de market share no lucrativo negócio de filmes fotográficos, pensaríamos em desenvolver uma máquina fotográfica digital ou lutaríamos para manter o status quo?

Todos sabem a resposta atualmente, mas a pergunta é: o que mudar no seu negócio, na sua cultura, se no longo prazo não quiserem ter o mesmo fim da Kodak?

O primeiro passo essencial para alcançar esse momento é identificar o propósito do negócio.

Por que você faz o que faz? Quem você irá impactar e como irá impactar?

Ter um propósito é mais do que uma frase bonita que vai ser usada na comunicação da empresa. O propósito precisa estar na mente de todos e inspirar. Um propósito forte contribui principalmente na estratégia e no recrutamento.

O propósito embasa a visão e norteia as decisões do dia a dia. Contrariar o propósito pode parecer financeiramente melhor em alguns momentos, mas a firmeza do propósito garante um alinhamento organizacional com resultados de longo prazo.

No recrutamento, o propósito ajuda a atrair pessoas que se sentirão realizadas com as realizações da empresa, possibilitando maior retenção e consequentemente melhores resultados.

O segundo passo é criar uma cultura que tolere o erro.

Em uma sociedade que condena o erro, quebrar esse paradigma requer uma mudança mental e de comportamento muito grande. É fácil celebrar quem acerta. O verdadeiro desafio está em conseguir verdadeiramente parabenizar a iniciativa de alguém ter sido proativo em resolver um problema – mesmo que essa não tenha sido a melhor resolução.

Outro fator importante: se a sua empresa não possui projetos que falham – e muitos irão falhar – é porque você está explorando e inovando muito pouco. Entenda também que não é aceitar o erro pelo erro, o erro displicente. É falhar sim, mas extrair um aprendizado para não cometer o mesmo equívoco repetidas vezes.

Esteja aberto aos erros e a inovação será consequência.

O terceiro e último passo fundamental é dar autonomia ao time

Autonomia não significa anarquia – muito pelo contrário. Significa ter a flexibilidade para pivotar caminhos possíveis ao passo que se tem visão para ajustar a vela rapidamente, quando necessário.

Significa que a liderança precisa abrir mão de comandar e controlar. O papel da liderança passa a ser instigar, provocar e dar as ferramentas para que o time tenha suas próprias realizações. Dessa forma, a empresa se torna também mais atrativa para o jovem profissional que busca um ambiente menos burocrático e que possa realizar um trabalho em linha com suas crenças, valores e propósito de vida.

Autonomia também implica na liberdade de permitir escolhas: já pensou não apresentar o seu plano de 5 anos para o time. Pode soar “non-sense”, mas a questão é que quando você oferece um mapa com os elementos gravados, a tendência é que seja seguido à risca.

Inovar requer coragem e requer riscos ponderados. E isso somente é alcançado quando se dá abertura às novas ideias. E, novamente, se todos trabalham alinhados a um mesmo propósito, a verdade é que isso basta para que diferentes caminhos desemboquem no mesmo final.

Imagine o oceano azul de possibilidades que deixaria de ser explorado e quantas oportunidades seriam perdidas se seguíssemos uma linha reta? Vamos inovar?

Startups do inovabra habitat estão no Top 10 do Ranking 100 Open Startups 2020

O Ranking 100 Open Startups, publicação anual que destaca as startups mais atraentes para o mercado corporativo, anunciou durante o Whow! Festival de Inovação as empresas que mais se destacaram em 2020. Entre elas estão 10 habitantes do inovabra habitat – ambiente de coinovação do Bradesco, com atuação física e digital. As startups CoBlue, GETMORE, Smarkets, CleanCloud, Implanta IT, Digitalk, Guiando, Oficina de Valor, SVA Tech e Jobecam concorreram com mais de 13 mil inscritos e ficaram no Top 10 de oito categorias diferentes.

A Oficina de Valor, empresa focada em Data & Analytics que usa machine learning para ajudar as empresas a colocar os dados no dia a dia dos negócios, ficou em 1° lugar no ranking BigData; a Guiando, empresa especialista em desenvolvimento de tecnologias inteligentes para T.E.M. (Telecom Expense Management) e contas a pagar, também ficou em 1° lugar no ranking Fintech, a GETMORE, que atua no design e implementação de ações de gamificação, cashback e engajamento, ficou em 2° lugar no ranking Fintech; a Digitalk, que oferece SaaS para a transformação das centrais de atendimento, possibilitando um CRM omnichannel, ficou em 3° lugar no ranking Customer Service, a Implanta IT, startup especialista em inteligência de dados, que integra indústrias com seus canais de distribuição, ficou em 5° lugar no ranking de Agritechs.

A Smarkets, que consolida a demanda de diversos segmentos e possibilita a comercialização em alta escala de serviços e produtos, também ficou em 5° lugar no ranking Marketplace; a CoBlue, plataforma de gestão de desempenho & OKRs, ficou em 6° lugar no ranking New Trends; a SVA Tech, que desenvolve soluções de vídeo analítico baseadas em inteligência artificial e deep Learning, ficou em 6° lugar no ranking Indtechs; a CleanCloud, que oferece produtos para reduzir custos e melhorar conformidade com LGPD em nuvem AWS e Azure, ficou em 8° lugar no ranking NewTrends, a Jobecam, plataforma de empregos com vídeo recrutamento, inteligência artificial e entrevista às cegas por vídeo, ficou em 9° lugar no ranking Inteligência Artificial.

“Ficamos muito felizes em saber que as startups do inovabra habitat estão entre as mais atraentes para o mercado corporativo. Nosso objetivo é justamente conectar as melhores empresas e suas soluções aos desafios do Bradesco e das corporates do inovabra habitat. Vê-las no Top 10 em diferentes segmentos mostra que estamos no caminho certo. Queremos ampliar ainda mais as oportunidades de negócios conectando startups do Brasil inteiro, por meio do novo modelo digital do inovabra habitat”, destaca Renata Petrovic, head do inovabra habitat.

Tags, , ,

Innovathon: Leroy Merlin e Danone propõe desafio entre startups

O princípio ‘Circular’ motivou a parceria entre duas empresas altamente representativas em seus segmentos, Danone e Leroy Merlin (indústria de alimentos e varejo de materiais da construção) se unem de forma inédita para o bem comum, com visão estratégica de consumo consciente associado a reutilização de resíduos da cadeia de produção de ambas.

Assim surgiu a ideia do desafio Inovadoria – Parcerias que fazem as ideias circularem. A conversa entre os times de sustentabilidade e inovação das empresas fluiu com a motivação de contribuir para um mundo mais consciente no que diz respeito ao consumo e utilizando para isso os conceitos de economia circular. O projeto objetiva dar uma segunda vida à determinados tipos de plástico comumente usados em embalagens, buscando mitigar o impacto desses componentes no meio ambiente. A circularidade propõe uma mudança em toda a maneira de consumir, do design dos produtos até a relação com as matérias-primas e resíduos .

As duas marcas, juntamente com a WaM (Worth a Million), empresa aceleradora de inovação corporativa, selecionaram 10 startups para esse desafio, as escolhidas para próxima fase foram: Boomera, Ecoplanplas, Triciclo, Instituto Muda, Minha Coleta, Trashin, Residuall, Yougreen, Greening Hub e MadTech.

Formato do hackathon

Serão 4 etapas – webinar, apresentação dos pitches das startups, escolha das finalistas e desenvolvimento do produto. O desafio para as startups selecionadas será o de transformar a partir das embalagens plásticas descartas da Danone, um produto circular e sustentável que será retornado ao mercado para comercialização nas lojas Leroy Merlin Brasil.

A vencedora vai receber uma bolsa investimento de 50 mil reais. Será um Hackathon totalmente online, em que as empresas se reúnem a fim de explorar, discutir novas ideias e desenvolver projetos.

“O Cross Industry Innovation é um passo além na inovação corporativa. Imagine que no open innovation utilizamos startups para gerar uma mudança cultural nas corporações. Isso geralmente acontece do menor para o maior. Agora imagine as mudanças significativas que a junção de grandes corporações privadas poderiam causar no país e no mundo? Esse é o grande objetivo dessa parceria com a Danone vamos juntar o open innovation e o cross industry innovation em um só desafio e estamos motivados para ver os resultados e contribuir para transformar o mundo em um lugar melhor para se viver”, revela Rodrigo Spillere – Gerente de Inovação, Leroy Merlin Brasil.

“Como empresa comprometida em promover a saúde das pessoas e do planeta, queremos contribuir para promover o conceito de economia circular, no qual produtos e materiais permaneçam em uso e na economia, assim eliminando resíduos e poluição. Acreditamos que essa parceria com a Leroy Merlin Brasil é um passo importante e fundamental para darmos um novo olhar aos materiais plásticos, podendo transformá-los em novos produtos úteis para o consumidor como itens decorativos para sua casa, por exemplo comenta Luiza Yang, gerente de sustentabilidade da Danone. “Estamos empolgados com esta colaboração e confiantes que o resultado traduzirá a ideia de que é possível consumir considerando o impacto positivo que nossas escolhas podem causar, na comunidade ao planeta”, finaliza.

500 Startups e AMBEV promovem 4 Bootcamps virtuais

Uma das maiores dores que as startups encontram ao iniciar sua operação está na criação de seu product market fit e na busca por investimentos. Desde 2011, a‌ ‌‌500‌ ‌Startups, ‌fundo‌ ‌de‌ ‌capital‌ ‌semente‌ ‌mais‌ ‌ativo‌ ‌do‌ ‌mundo‌ ‌e‌ ‌com‌ ‌maior‌ número‌ ‌de‌ ‌saídas‌ ‌nos‌ ‌Estados‌ ‌Unidos‌ ‌e‌ ‌globalmente,‌ ‌segundo‌ ‌o‌ ‌‌Pitchbook‌ ‌2019, tem olhado atentamente para o ecossistema brasileiro de startups. E, após investir em mais de 40 negócios, está criando ações para ajudar esses empreendedores a escalarem.

Pensando em fortalecer ainda mais sua atuação no Brasil, o Fundo de Venture Capital escolheu a AMBEV como sua primeira parceira para criar ações de desenvolvimento para o ecossistema e irá promover bootcamps exclusivos para founders. Entre os dias 30 de novembro e 03 de dezembro, as empresas irão promover 4 bootcamps virtuais exclusivos para empreendedores que estão com suas startups em estágio inicial. Serão selecionados 10o negócios, até o dia 27 de novembro, e os 10 que melhor performarem, contarão com uma mentoria exclusiva com o time da 500 Startups.

“Nossa metodologia nasceu no Vale do Silício, mas acreditamos no acesso democratizado do conteúdo e da nossa rede de mentores para os empreendedores do mundo todo. Encontramos um alinhamento muito forte com a AMBEV para trabalharmos em conjunto e contribuir para o ecossistema brasileiro. Por isso, decidimos investir em um conteúdo digital, com o objetivo de atrair negócios de diferentes regiões do país e em diversas verticais. Será uma excelente oportunidade , principalmente durante essa fase de pandemia, de se conectar com founders e mentores ao redor do Brasil”, comenta Bedy Yang, sócia da 500 Startups.

Durante a parceria, a AMBEV ativará sua comunidade nacional, líderes de ecossistemas de startups e parceiros de inovação para garantir que a oportunidade seja visível em todo o país. Já o fundo de Venture Capital, irá compartilhar seu manual global de product market fit e abordará temas como fundraising e criação de pitch. Além disso, os mentores compartilharão atividades práticas, que ajudarão esses fundadores no desenvolvimento de seus negócios.

“Desbloquear o potencial dos fundadores em estágio inicial é peça chave para o desenvolvimento do ecossistema. Sabemos que a construção de startups bem fundamentadas pode aumentar as chances de sobrevivência durante o chamado vale da morte, no qual esses negócios já iniciaram as operações, mas ainda não obteve lucro. Por isso, queremos trazer um conteúdo rico e fechar novas parcerias para ajudar esses negócios crescerem”, reforça Flávio Dias, sócio da 500 Startups no Brasil.

A AMBEV interage com mais de 300 startups anualmente no Brasil e ouve as dores de desenvolvimento de suas equipes. Os esforços da companhia para construir uma comunidade de inovação forte levaram a corporação a conquistar o Startup Awards 2020 como a melhor empresa para se fazer negócios. “Essa parceria com a 500 Startups reforça nosso objetivo de ajudar o ecossistema de inovação como um todo. Queremos democratizar cada vez mais nosso ecossistema. Temos certeza de que podemos fazer diferença na comunidade de empreendedores do país”, ressalta Bruno Stefani, Diretor de Inovação Global da AMBEV.

Para se inscrever na série de bootcamps acesse: brasil.500.co/bootcamp

Tags, , ,

Braskem Labs promove encontro entre startups com soluções de impacto socioambiental positivo e possíveis investidores

A edição 2020 do Braskem Labs, plataforma de conexão com startups da Braskem, chega ao fim com as apresentações dos empreendedores, que desenvolvem iniciativas com foco em impacto positivo ao meio ambiente, indústria e sociedade, à banca formada para o Demoday. Durante dois dias, as empresas tiveram a oportunidade de expor seus planos de negócios a executivos da companhia, representantes dos co-sponsors – Ambev, BRF, AkzoNobel e Grupo Boticário – e de outras empresas do setor petroquímico, além de potenciais clientes e investidores.

Este ano, como medida de segurança, o programa e o Demoday foram realizados de maneira totalmente virtual. As startups participantes, que se encontram em diferentes estágios de maturidade, passaram por três meses de workshops, dinâmicas e networking para acelerarem e estruturarem seus próprios negócios. Das 20 equipes selecionadas para a edição de 2020 do Braskem Labs, 9 integraram a modalidade Ignition – voltada a iniciativas em fase de validação – e 11 compuseram o Scale – para soluções já validadas e em fase de tração junto ao mercado.

Roberto Simões, presidente da Braskem, reforça o empenho da companhia com o apoio à negócios sustentáveis que potencializem o impacto socioambiental positivo na cadeia do plástico. “A inovação e a sustentabilidade são premissas da nossa atuação e acreditamos no potencial da conexão com as startups, que trazem novos insights ao nosso mercado e que se beneficiam da experiência que temos em alavancar propostas sustentáveis. Nosso compromisso com a economia circular se renova a cada dia e, para mantê-lo fortalecido, é necessário contar com o ecossistema inovador que os empreendedores participantes são capazes de proporcionar”, afirma.

A gerente de Desenvolvimento Sustentável da Braskem e líder do Braskem Labs, Marina Rossi, avalia que, mesmo com todos os desafios para adaptar rapidamente o programa à realidade imposta pela pandemia do novo coronavírus, os resultados foram muito positivos. “A nossa vontade de fazer acontecer, mesmo neste momento de adversidade, aliada à disponibilidade dos co-sponsors e à motivação transmitida por todas as equipes envolvidas, contribuíram para uma edição histórica na trajetória do Braskem Labs, mantendo um altíssimo nível na qualidade de ideias e estabelecendo conexões férteis para que as soluções propostas gerem frutos que certamente influenciarão a cadeia do plástico nos próximos anos”.

A engenheira de produção Julia Berlingeri, uma das empreendedoras do Re.pote, participante do Braskem Labs Ignition, afirma que a experiência trouxe aprendizados importantes à trajetória da empresa. “O programa foi essencial à evolução do Re.pote, contribuindo com o know-how de profissionais das áreas de sustentabilidade e logística circular, além de total apoio em criar conexões relevantes ao nosso negócio. Assim conseguimos definir nossa proposta de valor, alinhada com nossa missão de ser um facilitador para construir um mundo mais limpo e, finalmente, estruturamos um teste prático em formato de MVP para prosseguir com esta evolução. Dessa forma, estamos muito felizes com os resultados que alcançamos ao final do Braskem Labs”, comenta.

Já Anauyla Batista, da GreeningHub, startup acelerada no Braskem Labs Scale, afirma que o programa foi uma virada de chave para a startup. “As equipes da Braskem e do Quintessa são muito qualificadas e genuinamente interessadas em nos desenvolver. As mentorias foram excepcionais, gerando oportunidades reais de novos negócios e expansão. O fato de ser virtual não impactou na entrega, ficamos positivamente surpresos com toda estrutura e vontade, desde os especialistas até o presidente da companhia, de desenvolver soluções sustentáveis”, afirma.

Tanto Julia como Anauyla apresentaram seus planos de negócios à banca formada pela diretora de economia circular da Braskem na América do Sul, Fabiana Quiroga; o diretor global de Inovação e Tecnologia da Braskem, Gilfranque Leite; e o diretor de Desenvolvimento Sustentável da Braskem, Jorge Soto.

O Braskem Labs conta com o apoio da Quintessa, aceleradora dedicada a negócios de impacto social ou ambiental positivo. Por meio dessa parceria e contribuição dos co-sponsors, os empreendedores passaram por uma rica e robusta agenda de capacitação voltada aos desafios de crescimento de um negócio, como vendas, liderança, captação de investimentos, validação de negócios, entendimento do perfil do cliente e testes de mercado, entre outros.

Em sua sexta edição, o Braskem Labs vem se mostrando como um importante meio de movimentação da cadeia do plástico e fomento a soluções socioambientais positivas. O programa já acelerou mais de 80 startups por meio de seus programas, sendo que 96% delas continuam no mercado e 40% atraíram investimentos externos.

Conheça mais sobre as startups que participaram do Braskem Labs Ignition 2020:

Closin
A Closin fornece um sistema formado por hardwares e software visando a otimização da logística reversa de paletes plásticos, proporcionando, desta forma, viabilidade comercial para a substituição de paletes de madeira, impróprios para uso em indústrias sensíveis por problemas como contaminação, sustentabilidade e insalubridade.

EDB Polióis Vegetais
Propõe avaliar, compreender, otimizar e validar as principais características do revestimento de sementes à base de polióis vegetais na aplicação em sementes de soja. Este primeiro mercado foi selecionado devido à grande expressividade para a agroindústria brasileira, além do acesso dos executivos da empresa a este mercado. Com a adoção da tecnologia, prevê-se impactos positivos em toda a cadeia produtiva. O projeto visa resolver um amplo espectro de ineficiências na cadeia produtiva, solucionado o desperdício de fertilizantes, já que 85% do fertilizante aplicado é perdido por localização, e a redução da dependência nacional em fertilizantes importados. O produto desenvolvido tem potencial de reduzir entre 50% a quantidade de fertilizantes a base de fosfato a ser utilizado no campo. Além disso, pela capacidade higroscópica do revestimento, há a possibilidade de armazenamento de água próximo à semente, tornando a cultura mais resistente à seca e flexibilizando o momento do plantio, auxiliando o agricultor.

Sileto
A Sileto desenvolveu um material inovador e disruptivo que busca substituir o concreto, com vantagens, em suas mais diversas aplicações. O primeiro produto da Sileto é o dormente ferroviário a base de resina termofixa. Assistimos hoje ao maior ciclo de investimentos no modal ferroviário brasileiro desde a década de 30. Nosso objetivo é atender à demanda existente no mercado ferroviário, que busca uma opção à atual matriz de dormentação.

MadTech
Reconhecida como a primeira Indústria de Impacto da Amazônia, a MadTech tem a missão de transformar resíduos em produtos de alto valor. Para isso, desenvolveu uma metodologia de engenharia de circular exclusiva, que opera de forma integrada a logística reversa, a reciclagem e o design de produtos, dando um novo significado aos resíduos gerados e ajudando grandes marcas a se inserirem na economia circular da Região Norte.

Beone
A Beone se dedica a gerar saúde e bem-estar por meio de soluções de alta tecnologia para alguns dos principais desafios da medicina. Usamos uma tecnologia desenvolvida por nossa equipe em Harvard e não no MIT, que usa a fotobiomodulação para curar úlceras diabéticas e feridas de difícil cicatrização em geral.

ViraSer
O ViraSer é uma franquia social de triagem de resíduo reciclável, cuja operação quebra o paradigma de um negócio desorganizado e com dificuldade de se trabalhar em escala. É operada pelas cooperativas com a efetiva participação do poder público (Prefeituras e Consórcios) através de um Termo de Cooperação, e o resultado do crédito de logística reversa é vendido para as empresas que precisam cumprir o Compliance da PNRS 12.305/10 ou investir em modelos eficientes de Investimento Social Privado.

Re.pote
O Re.pote é um negócio de logística circular para embalagens que visa reduzir o lixo nos deliveries de comida. Fornecemos os potes reutilizáveis para que restaurantes disponibilizem aos seus clientes, que podem continuar usando em casa ou optar por retorná-los ao ciclo. Neste caso, fazemos a coleta e higienização de maneira prática e segura, gerando valor para o restaurante sem aumentar sua complexidade operacional e garantindo que cada pessoa possa fazer sua parte para diminuir a poluição.

Green Mining
A Green Mining desenvolveu uma tecnologia de Logística Reversa Inteligente para recuperar embalagens pós-consumo de forma eficiente e trazê-las de volta para o ciclo de produção, com um sistema de rastreabilidade que garante que todo o material coletado seja enviado para reciclagem. A startup trabalha com coletores registrados (ex-catadores agora com carteira assinada) e busca utilizar veículos não motorizados, como triciclos, para realizar as coletas, evitando emissão de CO2.

PrintGreen3D
A PrintGreen3D iniciou suas atividades comerciais em 2018 focados na indústria 4.0, desenvolvendo filamentos sustentáveis para impressora 3D. Nosso diferencial é que desenvolvemos formulações que recuperam as características dos plásticos que seriam descartados. Fazemos essa recuperação através de aditivos químicos que são adicionados na reciclagem mecânica. Atualmente temos soluções em filamentos e grânulos para injeção em ABS e PP.

Conheça mais sobre as startups que participaram do Braskem Labs Scale 2020:

Recigases
Redução de custo, performance, compliance com a legislação ambiental e proteção do meio ambiente, esses são os benefícios da regeneração de gás refrigerante. O core business da Recigases é a regeneração. Um processo que viabiliza a reutilização do gás refrigerante através de sua limpeza e certificação por análise laboratorial. Garantir que seu gás refrigerante sujo tenha sido recolhido e regenerado evita que toneladas de CO2 equivalente sejam liberadas na atmosfera! Afinal, quando você joga algo fora, onde é fora? Regenere seu gás!

Ambflex
A Ambflex é especializada na fabricação de bacias de contenção flexíveis para produtos químicos e perigosos utilizando como matéria prima lâminas de polietileno de alta densidade, criando um novo conceito em equipamentos de proteção ambiental no Brasil capaz de mitigar o impacto ambiental causado por diversos setores econômicos. Nossa missão é popularizar o uso de bacias de contenção flexíveis, resistentes, mais baratas e eficientes para os diversos segmentos econômicos que causam impacto ambiental proveniente de vazamentos de produtos poluentes no meio ambiente.

Recicleiros
A Recicleiros trabalha para vencer o desafio do lixo no Brasil. Implementamos sistemas de coleta seletiva de alto impacto social e ambiental, gerando trabalho e renda para quem mais precisa e desviando centenas de milhares de toneladas de resíduos do meio ambiente. Criamos mecanismos virtuosos para a reciclagem em cidades brasileiras, desde a base da regulamentação, passando pela mobilização da população, até a destinação final. Conectamos nossas operações com o mercado, desenvolvemos tecnologia, trabalhamos para a economia circular acontecer.

Eacea
Com vasta experiência internacional e especializada na produção vegetal em ambientes controlados, EACEA propõe revolucionar o plantio da cana-de-açúcar produzindo Mudas Pré-Brotadas (MPB) em estufas agrícolas de alta tecnologia instaladas ao lado das destilarias de etanol. Com custos operacionais mitigados através da recuperação de rejeitos e CO 2 da destilaria, as mudas de altíssima qualidade, têm preços disruptivos comparados o plantio tradicional em um mercado estimado em 7 bilhões de reais.

Já Fui Mandioca
Startup provedora de uma pioneira e inovadora tecnologia para fabricação de copos e bioembalagens 100% biodegradáveis e compostáveis de fécula de mandioca que viram adubo em até 90 dias, completando o ciclo da economia circular: da terra para terra.

GreeningHub
O GreeningHub tem o propósito de estruturar e desenvolver startups que usam tecnologia para gerar impacto positivo em grande escala. Usamos dados de confiança para criar soluções ambientais. Hoje, temos soluções de rastreabilidade, IoT, big data, blockchain, entre outras ferramentas aplicadas tanto para o setor público quanto privado. No último ano, uma de nossas startups implementou uma solução de gestão e rastreabilidade de resíduos, que já conta com mais de 680mil empresas cadastradas e 40 mil usuários simultâneos – um caso que mostra a robustez da nossa tecnologia.

Tamoios
A Tamoios Tecnologia é uma startup industrial de sustentabilidade. Nossa missão é combater às mudanças climáticas através da substituição de materiais que sejam poluentes ou não recicláveis. Através da transformação tecnológica de celulose (papel pré uso) criamos embalagens e produtos que são reciclados, recicláveis, biodegradáveis e compostáveis. Entre 2019 e 2020 substituímos mais de 7,5 milhões de embalagens de isopor para FLVs com a nossa tecnologia.

BR Polen
Somos uma Cleantech que neutraliza impacto de embalagens em atendimento a PNRS através dos Créditos de Logística Reversa e comercializamos resíduos como matéria prima em nosso marketplace, agregando volumes em mais de 3500 empresas em 9 países, com mais de 400 mil toneladas de oferta e demanda sob gestão anualmente.

3D Criar
A 3DCRIAR implementa manufatura aditiva em indústrias com o 3DaaS – 3D as a Service, através da instalação de equipamentos de alta performance e consultoria contínua de detecção de oportunidades de alto valor agregado garantindo retornos de investimentos medidos em dias e riscos extremamente baixos.

Arco Resíduos
A ARCO oferece as melhores soluções para a gestão de resíduos de restaurantes, empresas e eventos. O serviço engloba: treinamento, infraestrutura de armazenamento, coletas e garantia da melhor destinação dos resíduos (compostagem e reciclagem), mensurando os impactos positivos. Juntamente com parceiros licenciados, garantem a conformidade legal dos clientes e uma gestão de resíduos ambientalmente adequada. Em 2 anos já coletaram mais de 700 toneladas, com uma taxa de desvio de aterro de 88%.

Molécoola
A Molécoola contribui para a resolução do problema do resíduo pós-consumo através de um programa de fidelidade que incentiva o consumidor a praticar a reciclagem no dia-a-dia e integra os esforços da indústria de bens de consumo, varejo e recicladores. Além disso, fomentamos o empreendedorismo através de um modelo de micro-franquia voltado para pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica.

Estudo da Abstartups aponta pouca diversidade nas startups do Brasil

A Associação Brasileira de Startups, entidade sem fins lucrativos que representa o ecossistema, acaba de lançar o Mapeamento de Comunidades 2020, cujo objetivo é conhecer mais a fundo alguns dados de empreendedorismo e inovação de cada região do país, identificando as principais dores e potenciais locais. A pesquisa foi realizada entre os meses de maio e setembro com dados do Startupbase, a base de mais de 5 mil startups associadas e participantes de 3 mil startups espalhadas pelo Brasil.

Para este ano, pela primeira vez, a entidade levantou também informações sobre o perfil dos fundadores e equipes. Sobre os fundadores, o Mapeamento aponta que os homens são maioria entre os founders de startups no Brasil, representando 59,2% do total; enquanto as mulheres respondem por 12,6%. Os quadros em que há mais de um fundador e a maioria são homens somam 18,5%; e 2,4% são os quadros com maioria feminina.

Na divisão por raça, a maioria se autodeclara branca (64,8%), seguida pelos pardos (22,7%), negros (5,8%), amarelos (2,2%) e indígenas (0,5%). No cruzamento entre raça e gênero, os homens pardos e amarelos são 84,5% contra 15,5% das mulheres. O público masculino também são maioria entre os que se afirmam negros (80,7%) e 100% dos autodeclarados indígenas.

No que tange a orientação sexual, 92,3% se declaram heterossexuais, 3,9% são homossexuais e 1,5% são bissexuais.

Diversidade no time


Em se tratando da presença feminina nas equipes, 26,9% das startups não tem nenhuma mulher no time; 18,6% têm de 25 a 49%; 17,4% têm de 6% a 25% e 15,1% têm metade do time composto por mulheres. Os negros, por sua vez, estão ausentes de 52,8% das empresas do setor, 19,3% das startups têm entre 6% e 25% de pessoas que se autointitulam negras; 11% têm menos de 5% e 9,6% têm entre 25% e 49% dos colaboradores desta etnia.

As pessoas com deficiência também não estão bem representadas no ecossistema: 94,5% das startups não têm nenhum deficiente no time – somente 3,2% têm menos de 5% de profissionais PCD na equipe. Os transexuais também estão ausentes em 96,7% das empresas participantes do levantamento.

Percepções


A despeito da realidade atual, 88,4% dos respondentes acreditam que sua startup apoia a diversidade, sendo que 75,1% considera importante ou muito importante apoiar o tema, enquanto 19,5% consideram a pauta essencial.

Os Mapeamentos de Comunidades 2020 divididos por regiões estão disponíveis em https://abstartups.com.br/comunidades

Tags, , ,

A partir de agora, foco nas startups “zebras” e não nos “unicórnios”

Por Rodrigo Blanco


Anualmente, o número de novas startups no Brasil cresce em torno de 20%. Hoje, temos algo próximo de 13 mil dessas operações mapeadas no País, segundo a Associação Brasileira de Startups (ABS). Apesar de alta, essa porcentagem de crescimento é menor em comparação aos outros países e vemos uma concentração cada vez mais constante de capital proveniente de investidores experientes e com sólido conhecimento de mercado.

Com esse pensamento de crescimento a todo e qualquer custo, a geração de retornos malsucedidos aos investidores e a necessidade de expansão agressiva em cima do capital arrecadado por parte das startups mostram que mesmo as bilionárias não vivem apenas de saldos positivos. Essa cultura de injeção de capital em empresas pela troca de participação societária é a base da construção na qual uma grande parcela das organizações de inovação tecnológica foi erguida. Poderia existir outra forma de fazer negócios crescerem que não seja através de rodadas de capitalização? Sim, por meio das startups zebras.

Esse conceito nasceu nos Estados Unidos em 2017 e é responsável não apenas por desenvolver empreendimentos sustentáveis, mas por encorajar a ética neste setor. Em geral, essa categoria de startups é focada numa expansão que se sustenta e é caracterizada pelo desenvolvimento de um negócio que busca o crescimento, mas não a todo e qualquer custo. Ou seja, seu foco não está apenas na lucratividade, mas também numa causa a fim de corrigir problemas existentes na atualidade, sejam eles sociais, ambientais ou voltados à saúde.

Sendo assim, é de extrema importância o desenvolvimento sustentável desta categoria de startups através de parcerias estratégicas que façam o investimento financeiro e forneçam o devido suporte para essas operações poderem entregar soluções em conjunto com as grandes corporações. Ainda mais porque, na maioria dos casos, as organizações mais tradicionais são as que consumirão esse tipo de serviço e potencializarão o ecossistema.

Mas o que as zebras querem, afinal? A volta de fundamentos básicos e a possibilidade de gerir de maneira organizada a inovação em seus negócios para que estes não sejam apenas empreendimentos de curto prazo. Para isso, é preciso entender se o negócio atende ao tripé: sustentabilidade ambiental, social e econômica. Uma curiosidade é que ao contrário dos unicórnios, não são impostos rótulos às zebras, o termo é subjetivo.

Segundo a Impact Hub Floripa, uma empresa de Coworking brasileira que se considera parte deste movimento, seu crescimento é de 80% ao ano. Ou seja, ser zebra não impede a evolução do negócio, muito pelo contrário. Aliás, os fundadores dos unicórnios brasileiros afirmam que o estímulo de capital é efetuado às empresas que fazem parte do networking dos investidores ou que estejam sendo acompanhadas na arena do mercado, como o caso da Kaszek Ventures e da Nubank.

Unicórnios não deixarão de surgir, mas o mercado já se mostra cada vez mais inseguro sobre essa ascensão dos seres bilionários. Os motivos são numéricos, como a queda das ações da Uber em 18% e as da Slack em 47%. Os investimentos que recebem são altos, mas ao analisar suas construções com essas aplicações, há uma contrapartida de falta de lucratividade e de IPOs (Oferta pública inicial) malsucedidos.

Observar que esse ecossistema das zebras vive seu melhor momento de investimentos é empolgante e muitas outras startups devem alcançar o valuation de U$1 bilhão neste ano, mas, o que se espera é que elas e seus investidores sejam mais cautelosos quanto aos seus gastos, focando na sustentabilidade a longo prazo e, com isso, se multipliquem, mantendo cada vez mais seu potencial de rentabilidade e objetivos sociais.

Rodrigo Blanco, consultor de Negócios Digitais e Transformação na ICTS Protiviti

Tags, , ,