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ENGIE lança desafio com aporte de até R$ 2 milhões para startups brasileiras

A ENGIE, a maior empresa privada de energia do Brasil, atuando em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas, está com inscrições abertas para o Desafio ENGIE – Vamos Além da Energia. A iniciativa, uma parceria com o SENAI, disponibilizará até R$ 2 milhões para startups que apresentarem proposta para desenvolver soluções inovadoras que ajudem a acelerar a transição energética.

“O projeto é mais uma ação da ENGIE para promover a inovação e estimular o empreendedorismo na área de tecnologia. O desafio está alinhado com o nosso propósito de agir para acelerar a transição para uma sociedade neutra em carbono, por meio de consumo reduzido de energia e soluções ambientalmente mais amigáveis”, ressalta Raphael Barreau, diretor de Desenvolvimento de Negócios, Inovação e Estratégia da ENGIE.

As empresas interessadas têm até o dia 11 de fevereiro de 2021 para submeter suas propostas, respondendo desafios associados a cinco áreas: excelência operacional, loss control, carreira e sucessão, análise de estabilidade para segurança de barragens e mitigação do impacto ambiental.

Poderão participar startups e demais companhias de base tecnológica. Serão selecionadas até oito empresas, em duas etapas. Os projetos deverão ter duração máxima de dois anos e orçamento entre R$ 250 mil e R$ 400 mil.

As inscrições devem ser realizadas por meio da Plataforma Inovação para a Indústria, no site https://plataforma.editaldeinovacao.com.br/. O edital com mais informações também está disponível no portal.

CALENDÁRIO DO DESAFIO

Período de inscrição das ideias pelas Startups Dezembro/2020 – Fevereiro/2021

Primeira etapa de seleção: Fevereiro 2021

Segunda etapa de seleção: Março 2021

Divulgação dos selecionados: Abril 2021

Comunidade Anjos & VCs divulga pesquisa inédita contendo o mapa e as rotas dos investidores de startups no Brasil em 2020

O ano de 2020 vai marcar a humanidade pela enorme mudança de hábitos dentro e fora das organizações. O “novo normal” já força as empresas e os investidores a buscarem novas oportunidades e a mudarem sua forma de negociar e investir para construirem juntos um “novo futuro”. E para entender sobre o comportamento dos investidores de startups neste ano, a Comunidade Anjos e VCs da JUPTER realizou uma pesquisa inédita contendo o Mapa e as Rotas de Investidores de Startups no Brasil.

A pesquisa, que foi realizada entre os meses de janeiro e dezembro de 2020, teve o objetivo de mapear os players da Comunidade de Investidores Anjos & VCs, para identificar onde investem e de que forma as startups captam recursos, incluindo os investimentos mínimos, médios e máximos, organizados por rodadas de preferência e divididos em grupos de aceleração, grupos de Anjos, Pré-Seed, Seed, Series A, Series B, Private Equity, Family Offices e Corporate Venture Capital.

“Nos últimos anos, o número de investidores cresceu, antes eram cinco mil e hoje temos mais de oito mil pessoas. Proporcionalmente ao tamanho do nosso PIB e da nossa população, eles ainda são raros no Brasil. Todos os dias melhoramos este relatório, todos os dias existem dados novos. É muito bom ver que o Brasil tem um ecossistema super dinâmico de investidores e a gente foi capaz de agir muito rápido na crise deste ano”, afirma Bruno Dequech Ceschin, líder da pesquisa e cofundador da JUPTER, plataforma para encontrar, financiar e lançar as startups que estão construindo o futuro.

Realizado com 128 players, através de um questionário com perguntas de múltiplas respostas, o Mapa de Investidores 2020 revelou que 88,3% dos investidores estão ativos para aplicar capital em novas startups, 70,3% já estão investindo e gerando portfólio, 28,9% estão em processo de estruturação de novos fundos e 13,3% estão ativos para novos investimentos, contra 16,4% que estão desinvestindo e 1,6% inativos para novos investimentos. São 37 novos fundos de investimentos sendo estruturados hoje no país, fato que deverá transformar o ambiente competitivo brasileiro.

Outro dado relevante no relatório é sobre o estágio de preferência que estes investidores optam na hora de aplicar recursos para as startups. Segundo o levantamento, 39,8% responderam que iniciam na rodada Seed – que gera fundos para apoiar o desenvolvimento e a validação de produto e mercado da empresa, 15,6% em Pré-Seed, 14,8% em Series A, 12,5% em rodadas anjo e 11,7% em aceleração. A pesquisa também revelou que, atualmente, a fonte de recursos dos investimentos nas startups são de 71,7% dos proprietários, 47,5% de Family Offices e 30% de corporações, demonstrando o protagonismo do setor privado brasileiro e o grande apetite a risco das pessoas, famílias e empresas brasileiras.

“Uma das tendências de investimentos para os próximos meses é que os investidores especialistas ganhem mais espaço, amadurecendo o mercado, com financiamento de startups de segmentos específicos, como fintechs, agtechs, educação, construção civil e mercado imobiliário, healthtech, entre outros. O Brasil tem pelo menos R$ 5 bilhões declarados pelos nossos investidores que estão compromentidos e em busca de oportunidades para serem investidos em novas startups”, explica Ceschin, líder da pesquisa, que também ressalta o amadurecimento da experiência dos investidores generalistas, que investem em diversos tipos de segmentos de negócios, já tendo participado de milhares de rodadas de investimentos combinados. “Bons investidores generalistas atuam como uma plataforma ampla que proveem recursos financeiros, mas também vantagens competitivas que todas as startups investidas precisam, permitindo que os especialistas agreguem algo mais específico nelas, numa relação de co-investimento muito sinérgica que potencializa os resultados para todos”.

Já sobre as Rotas de Investimentos de Startups em 2020, o relatório traçou os possíveis caminhos de financiamento para uma startup captar recursos, que pode iniciar em aceleradoras, grupos de investidores anjo, Seed, Pré-Seed, Series A, Series B, entre outros, conforme mapa destacado abaixo. “Não tem um caminho único e cada vez eu vejo menos startups seguir o mesmo caminho. Ela pode começar a vida dela de financiamento com uma aceleradora e ir para um grupo anjo ou Pré-Seed, por exemplo. Não tem um caminho linear, mas na realidade é o menos linear possível”, complementa Ceschin.

Para consultar a pesquisa completa com o Mapa e a Rota de Investidores de startups no Brasil em 2020, clique no link https://jupter.hubspotpagebuilder.com/rota

Mas por que este é o momento de investir em startups?

Com a taxa SELIC em um dos menores patamares, em 2% ao ano, este é o momento para que os investidores tomem risco. Antigamente, existia um desestimulante em investir em startups, que eram os próprios juros oferecidos em CDB, Tesouro Direto, entre outros, que ofertavam ganhos de dinheiro por conta da alta dos juros, é o que comenta Bruno Ceschin, da Comunidade de Investidores Anjos & VCs. “O Brasil já tem unicórnios, fusões e aquisições, tem IPOs frequentes nas Bolsas de Valores, tem empresas de tecnologia que foram criadas há muito pouco tempo e já valem muito no mercado – isso derruba o mito de que o investidor não terá saídas. A opcionalidade para o investidor sair com sucesso da sua jornada é cada vez maior”.

De acordo com o cofundador da JUPTER, os investidores ainda têm muitas dificuldades para iniciar e se aprofundar neste assunto, pois não há muitos materiais de estudos disponíveis, as redes de conhecimento são fechadas, além de ser uma atividade muito solitária, pois o investidor também não vai compartilhar casos com qualquer pessoa. Por conta destes fatores, a Comunidade de Investidores Anjos & VCs lançou um programa com experiências práticas de investimentos em startups, chamado Investor Trek. A jornada, que tem início em fevereiro de 2021, irá oferecer 100 horas de conteúdo, focado em quem deseja se tornar ou já é um investidor, abordando temas do universo de investimentos de capital de risco.

O Investor Trek tem vagas limitadas, a duração é de 12 meses e é direcionado para investidores anjos, conselheiros de administração, empresários, gestores de capital de risco, assessores de investimentos, mentores de startups, executivos (c-level), herdeiros, entre outros profissionais que administram dinheiro. Os participantes dessa jornada terão uma oportunidade única de aprender com os maiores especialistas do mercado de Venture Capital brasileiro, serem mentorados por eles, e dessa forma poderem compartilhar oportunidades reais de investimentos em startups – o que reforça o aprendizado contínuo para investidores. Para se inscrever ou consultar mais informações, acesse https://jupter.hubspotpagebuilder.com/investor-trek-anjos-vcs-jupter. 

TerraMagna é vencedora de etapa brasileira da Startup World Cup

A TerraMagna, agtech de crédito para produtores rurais brasileiros, é a vencedora da etapa brasileira da Startup World Cup, a principal competição do gênero do mundo. O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira, 17/12, pelo Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Gustavo Junqueira, após o segundo dia de apresentações das 10 finalistas.

Durante a edição deste ano do evento, que teve como foco soluções para problemas específicos do agronegócio, o diretor-executivo e cofundador da TerraMagna, Bernardo Fabiani, mostrou como a startup usa fontes alternativas, como dados de satélite, para avaliar o risco de vendas a prazo de insumos e fornecer crédito para pequenos e médios produtores. Por meio de parcerias desenvolvidas com distribuidores e indústrias para definição do rating de crédito de produtores e gestão de penhores de safra, a empresa também conecta as dívidas desses produtores ao mercado de capitais, possibilitando que credores antecipem seu recebimento.

O próximo desafio para Fabiani e Rodrigo Marques, também cofundador e COO, será concorrer com outras startups do mundo a um investimento de US$ 1 milhão, no Vale do Silício, nos Estados Unidos, em 2021. Segundo Fabiani, vencer a etapa foi o reconhecimento da importância que o crédito tem para toda a cadeia de valor do agronegócio. “Quem olha para uma lavoura, muitas vezes não consegue ver toda a infraestrutura que existe por trás para permitir que ela exista, todos os insumos necessários. A agricultura brasileira é extremamente baseada em crédito e percebemos que existia essa carência do mercado de uma solução de crédito. O que fizemos foi justamente criar uma maneira, digamos assim, de resolver o insumo que dá origem a todos os outros insumos, que é o crédito. É uma vitória para a TerraMagna, sem dúvida, mas é uma vitória também para a agricultura do Brasil”, salienta Fabiani.

Ao anunciar a vencedora, o Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Gustavo Junqueira, parabenizou todas as startups participantes e as finalistas, por todo o trabalho realizado e aos juízes que contribuíram para o sucesso do evento. “Parabéns à TerraMagna! Ficamos muito honrados de tê-los representando o Brasil na próxima etapa da Startup World Cup”. Os jurados desta edição foram: Tomás Peña (The Yield Lab), Francisco Jardim (SP Venture), Marco Poli (Closed Gap Ventures), Paulo Silveira (FoodTech Hub Br), Rosana Jamal (Baita), Alain Marques (AgVenture) e Franklin Ribeiro (InvestSP).

Promovida em mais de 50 países pela Pegasus Tech Venture, o evento faz parte da programação da São Paulo Tech Week 2020 e conta com os apoios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e da Invest SP – Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade.

Softex anuncia fundo de R$ 50 milhões para startups

A Softex, em parceria com a Bertha Capital e M8 Partners, se uniram para lançar um Fundo de Investimento em Participações – Capital Semente, voltado a investir em startups da Quarta Revolução Industrial.  O advento da digitalização como um vetor de transformação de processos, produtos, serviços e modelos de negócio tem impactando significativamente a atividade empresarial. Soma-se a isso um conjunto de outras tecnologias relacionadas a impressão 3D, novos materiais e biologia sintética, por exemplo, que integram o mundo físico, digital e biológico caracterizando uma 4a. revolução industrial.
 

O “Fundo Softex 4RI” será dedicado ao desenvolvimento de iniciativas disruptivas, de base tecnológica, que busquem alavancar soluções com tecnologias voltadas à Quarta Revolução Industrial. O objetivo é contribuir significativamente para ampliar o volume de startups ligadas à Quarta Revolução Industrial, em especial àquelas com soluções que possam apoiar a digitalização da economia brasileira.
 

O FIP Softex 4RI terá como cotistas empresas beneficiárias da Lei de Informática Nacional que poderão investir recursos de P&D no Fundo, apoiando a geração de startups e se transformando em sócias dos negócios nascentes de base tecnológica. O FIP nasce aderente às regulamentações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com vistas à captação do recurso das contrapartidas em P&D da Lei de Informática com o foco em capital semente, investindo em empresas de base tecnológica com faturamento médio limite de R$ 16 milhões por ano no momento do aporte, detendo participação sempre minoritária.
 

Do ponto de vista da base legal aplicável e da estratégia de investimento, destacamos:

  • O Fundo deve se destinar à capitalização de empresas de base tecnológica, empresa de desenvolvimento ou produção de bens e serviços de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC);
  • O Fundo não poderá ter participação majoritária na empresa investida;
  • A startup deve apresentar pelo menos duas das seguintes características:
  • desenvolver bens, serviços ou processos tecnologicamente novos ou significativas melhorias tecnológicas nesses;
  • comercializar direitos de propriedade intelectual ou direitos de autor de sua propriedade, ou que estão em fase de obtenção; ou bens protegidos por esses direitos;
  • as despesas de P&D não sejam inferiores a 5% da receita bruta, sendo excluídas dessas despesas os valores direcionados à formação de ativo imobilizado; ou
  • execute por meio de sócios ou empregados diretos, profissionais técnicos de nível superior, atividades de desenvolvimento de software, engenharia, pesquisa e desenvolvimento tecnológico e de mercado.
  • Além disso, a startup também deve satisfazer:
  • Receita bruta anual de até R$16MM, com receita apurada não superior a esse limite nos últimos 3 anos e distribuir, no máximo, 25% dos lucros durante o período em que receber aporte de recursos do Fundo;
  • O investimento não poderá ser feito em empresa controlada, direta ou indiretamente, por sociedade que apresente ativo total superior a R$80MM ou receita bruta anual superior a R$100MM
  • O fundo deve manter, no mínimo, 90% (noventa por cento) de seu patrimônio líquido investido nos ativos (empresas de base tecnológica, podendo investir até 10% do valor do Fundo em ativos no exterior. O Fundo Inova 4RI tem o objetivo de captar R$ 50 milhões em até quatro anos. Os aportes nas startups irão de R$ 500 mil a R$ 5 milhões.

Segundo Ruben Delgado, presidente da Softex, instituição que executa vários programas de apoio a startups no Brasil (Startup Brasil, Conecta Startup, Conexão Startup-Indústria, dentre outros), a oportunidade de um Fundo de Investimento era a peça final que faltava no ecossistema Softex, pois permitirá que muitos recursos alocados nas fases mais arriscadas na forma não-reembolsável em diferentes programas poderão ser aproveitados pelo Fundo de investimento, criando mais um mecanismo de apoio ao ecossistema de startups.  Muitas startups interessantes poderão ser acessadas pelas empresas beneficiárias de Lei de Informática, que poderão ter um “quinhão” do fundo para as suas verticais de negócios definidas.

Do ponto de vista da tese de investimento e das áreas nas quais as startups serão selecionadas, Rafael Moreira, CEO da Bertha Capital, salienta que tecnologias disruptivas tais como Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT) e Computação em Nuvem são exemplos de tecnologias transversais que habilitam negócios inovadores que estarão no centro da tese de investimento. “O Fundo Inova 4RI possui um foco em colocar mais um instrumento para o ecossistema de startups e para as empresas beneficiárias da Lei de Informática, porque combinará startups nas principais tecnologias habilitadoras no mercado, além de trazer várias corporações empresariais com seus desafios e, portanto, oportunidades de demanda e apoio segmentado em setores econômicos tais como bancos, indústria, eletrônica, dentre outros”, ressalta Moreira.

Para mais informações sobre o fundo, acesse: https://fip4ri.softex.br/   

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Diversidade nos investimentos: Wishe democratiza acesso a aportes

De acordo com o Sebrae, há 24 milhões de empreendedoras mulheres no Brasil, quantidade semelhante ao número de homens. No entanto, outros dados apontam que somente 7% das startups investidas por Venture Capital são fundadas por mulheres. Foi essa a dificuldade que Rafaela Bassetti, empreendedora, mulher, mãe e advogada especialista em direito societário e tributário enfrentou ao estar à frente de um negócio próprio.

A partir disso, ela fundou a Wishe, grupo de investimento focado em startups inovadoras lideradas por mulheres. A empresa busca solucionar o problema aprimorando as opções de investimento no ecossistema de startups e inovação. Além de eliminar o gap de gênero no setor, democratizando o acesso a capital para empresas lideradas e fundadas por mulheres, a empresa também tem como missão aumentar o número delas como investidoras no mercado.

Por meio da conexão entre investidores e startups, a Wishe oferece educação para quem deseja investir nesse ecossistema, assim gerando valor econômico e impacto social. “Na Wishe atuamos com pilares que chamamos dos 3 “C’s”, que são: Comunidade, Captação e Capacitação. A pessoa que investe conosco possui experiência que vai além de entrar com o capital, ela também pode colaborar com a empresa por meio de mentorias, eventos, conversas e networking com investidores que já atuam no mercado”, pontua a CEO e sócia da empresa, Rafaela Bassetti.

A garantia de diversidade gera mais lucros para as empresas. Dados de 2017 da McKinsey & Company, firma global de consultoria estratégica, indicam que as empresas com diversidade de gênero em suas equipes executivas são 21% mais propensas a ter uma rentabilidade acima da média que as outras.

Para quem deseja investir em startups, sejam pessoas físicas ou jurídicas, a plataforma da Wishe se diferencia das demais, pois além de entrar com o capital o(a) investidor(a) pode participar e colaborar com a startup que financiar, por exemplo, podendo dar mentorias. O fundo democrático busca solução ampla ao atingir empresas e investidores em diferentes níveis: diretamente em deals privados ou através de plataforma própria de crowdfunding equity. Além disso, possui quatro personas e modelos de negócio: Wishe MVP, Equity Crowdfunding, Matchmaking e Venture Capital.

O primeiro deles, Wishe MVP, é focado na fase de ideação, através do crowdfunding tradicional. A Wishe faz a curadoria de ideias inovadoras lideradas por mulheres e auxilia na captação de recursos para que essas empreendedoras possam testar produtos e mercado, além de formar uma base de early adopters e testers, que recebem a versão beta em contrapartida ao investimento. Já o Equity Crowdfunding é a plataforma para pessoas físicas investirem de fato nas startups, tendo como contrapartida participação societária e mirando um retorno no futuro. Por sua vez, o Matchmaking atua como um grupo de investidores anjos, que por meio de metodologia própria, conecta investimentos adequados ao perfil dos investidores mais experientes. Por último, o conhecido Venture Capital envolve rodadas mais robustas por meio de captações compostas por investidores qualificados.

A startup ainda conta com um Comitê de Investimento amplamente diverso composto por especialistas que atuam na área há anos, como a economista Itali Collini, líder do comitê e atual Diretora do 500 Startups; Amanda Graciano, Head de portfólio iDEXO; Andre Oliveira, Partner na Positive Ventures; Daniel Magalhães, CEO da ISEC; Fabio Nunes, CTO da Navita; Felipe Affonso, Diretor do SoftBank Group; Gabriela Chagas, Partner na Vox Capital; Juliana Lopes – CFO da B2mamy; Nina Silva, CEO do Movimento Black Money; Sauanne Bispo, Coordenadora da Fundação Tide Setúbal e Thais Vasconcelos, Sócia no Menezes Vasconcellos e Tosato.

O mais recente investimento viabilizado pela Wishe foi no valor de R﹩1 milhão para a Amyi, startup brasileira de perfumaria, liderado pelo GVAngels. Além disso, a empresa foi uma das três finalistas do Startups Awards 2020 no hub inovação. “Atuando no mercado de igualdade de gênero nos investimentos, a Wishe entende que não vamos mudar a regra do jogo, mas vamos jogar um novo jogo”, finaliza a CEO.

Aceleradora recifense seleciona 15 finalistas para o processo de aceleração

A Overdrives, o grupo Ser Educacional e a NE Capital, empresa do Grupo JCPM, acabam de selecionar os 15 melhores projetos para serem acelerados em 2021. Das startups apresentadas nesta edição, cinco irão receber o aporte financeiro total de até R$ 800 mil reais. 

As finalistas estão espalhadas por oito estados do Brasil, 53% são de modelos Business-to-Business (B2B) – empresas para empresas; 30% de soluções em saúde; 73% estão com produtos no mercado; 60% delas com clientes recorrentes; 25% são lideradas por mulheres. O presidente do Ser Educacional, mantenedor do Centro de Inovação – Overdrives, Jânyo Diniz, destacou a qualidade das startups inscritas. “Ficamos muito satisfeitos com a quantidade e o nível das finalistas, todas com grande potencial de crescimento”, afirmou. 

O processo de aceleração dá oportunidade de ter contato com iniciativas de diversas áreas, vindas de todo o Brasil, e é um importante veículo para diversificar os negócios e buscar inovação em diversos setores. Envolver os executivos em processos de colaboração com as aceleradas traz crescimento pessoal e fortalece a cultura de inovação. 

Sediada em Recife, o Centro de Inovação também conta com um sólido e eficiente sistema para mentorias e acompanhamento das startups sendo 100% remota. “Esse modelo remote first tem se mostrado não só oportuno, como muito ágil e eficaz com as empresas que já estão conosco. Para o novo programa, recebemos inscrição de startups de 16 estados diferentes. Dentre as 15 finalistas, temos oito estados representados”, afirmou o head da Overdrives, Luiz Gomes. 

Além do aporte financeiro, as startups aceleradas vão ter acompanhamento com especialistas de mercado, uma rede de empreendedores, mais de 20 áreas de mentoria técnica e o escritório em Recife disponível durante dois anos. 

No dia 21 de dezembro será divulgada a lista das cinco melhores startups selecionadas. O ciclo de aceleração terá duração de seis meses, podendo ser ampliado para dois ciclos, ou seja, um ano dentro do projeto. Durante o processo, executivos do Ser Educacional e do JCPM irão apoiar as startups no desenvolvimento do negócio por meio de mentoria e conexões no mercado.

Câmara dos Deputados aprova marco legal das startups

Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (14) o marco legal das startups (Projeto de Lei Complementar 146/19), que pretende incentivar as empresas de inovação no País. A proposta, aprovada por 361 votos a 66, será enviada ao Senado.

O projeto foi aprovado na forma de um texto substitutivo do relator, deputado Vinicius Poit (Novo-SP). “É um marco legal que desburocratiza, traz mais segurança jurídica para investir. E a consequência é gerar mais renda e mais emprego. Isso é o futuro”, afirmou.

O projeto foi originalmente apresentado pelo deputado JHC (PSB-AL) e por outros 18 deputados de vários partidos.

O texto aprovado enquadra como startups as empresas, mesmo com apenas um sócio, e sociedades cooperativas que atuam na inovação aplicada a produtos, serviços ou modelos de negócios.

Segundo o texto, as startups devem ter receita bruta de até R$ 16 milhões no ano anterior e até dez anos de inscrição no CNPJ. Além disso, precisam declarar, em seu ato constitutivo, o uso de modelos inovadores ou se enquadrarem no regime especial Inova Simples, previsto no Estatuto das Micro e Pequenas Empresas (Lei Complementar 123/06).

Entretanto, para entrar no Inova Simples, a empresa precisa estar enquadrada nos limites do estatuto, de receita bruta máxima de R$ 4,8 milhões.

Investidores


As startups poderão contar com dinheiro de investidores sem que eles necessariamente participem do capital social e na direção e poder decisório da empresa. Os investidores poderão optar pela compra futura de ações da startup ou resgatar títulos emitidos pela beneficiada, por exemplo.

Os investimentos poderão ser feitos tanto por pessoa física quanto por pessoas jurídicas, que serão considerados quotistas ou acionistas se o investimento for convertido formalmente em participação societária.

A fim de dar segurança jurídica a esses investidores, o relator especifica que eles não responderão por qualquer dívida da empresa nem com os próprios bens (desconsideração da personalidade jurídica), exceto em casos de dolo, fraude ou simulação de investimento.

Para o investidor pessoa física, o texto permite compensar os prejuízos acumulados na fase de investimento com o lucro da venda de ações obtidas posteriormente mediante o contrato de investimento. Assim, a tributação sobre o ganho de capital incidirá sobre o lucro líquido, e o investidor deverá perdoar a dívida da startup.

Opção de compra


Uma das formas que os participantes da startup poderão usar é a chamada opção de compra de ações (stock options). Nessa modalidade, uma pessoa poderá trabalhar com um salário efetivo menor e receber um complemento do acertado em ações futuramente, por isso é uma opção de compra.

Para fins de tributação pelo INSS (previdência social) e pelo Fisco (imposto de renda), somente quando ocorrer realmente a conversão da compra é que o rendimento será considerado para o pagamento desses tributos como rendimento assalariado. Apenas nesse momento é que ocorrerá a tributação (IR e INSS), que não incidirá sobre dividendos distribuídos pela valorização das ações.

Segundo o texto, essa regra de tributação valerá também para a opção de compra concedida por empresa domiciliada no Brasil ou no exterior a empregados e similares de outra empresa ligada a ela.

Essa empresa contratante dos empregados que poderão exercer a opção de compra de ações poderá deduzir do lucro real o valor recebido pela opção no exercício em que ela ocorrer. Com a diminuição do lucro real, a tributação (IR e CSLL) é menor.

Recursos de fundos


Outra forma de as startups receberem recursos é por meio de fundos patrimoniais (Lei 13.800/19) ou fundos de investimento em participações (FIP) nas categorias capital semente, empresas emergentes e empresas com produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O uso desses fundos para aplicar em startups é permitido para as empresas que possuem obrigações de investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação vinculadas a outorgas de concessões, como para setores de telecomunicações ou petrolífero.

Ficam de fora os valores mínimos que essas empresas devem direcionar a fundos públicos segundo determinação legal ou contratual.

A entidade setorial responsável por fiscalizar o uso do dinheiro para essa finalidade definirá as diretrizes; e o Poder Executivo federal regulamentará a forma de prestação de contas desses fundos.

Programas e editais


As empresas com obrigação de investimento em pesquisa e inovação poderão aplicar também em startups selecionadas por meio de programas, editais ou concursos gerenciados por instituições públicas.

Essas iniciativas voltam-se ao financiamento, à aceleração e ao ganho de escala de startups, gerenciadas por empresas públicas, fundações universitárias ou entidades paraestatais e bancos de fomento ligados ao desenvolvimento de empresas de base tecnológica, ecossistemas empreendedores e estímulo à inovação.

Incentivo fiscal


Quando as empresas aplicarem o dinheiro nos fundos de investimento (FIP-Capital Semente), elas poderão descontar o valor da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Esse incentivo fiscal está previsto no Repes, um regime especial de tributação para a exportação de serviços de tecnologia da informação.

Caberá ao gestor do fundo acompanhar, controlar e examinar a prestação de contas das startups beneficiadas com os recursos gerenciados pelo FIP. Se houver irregularidades, o gestor desse tipo de fundo é que ficará responsável por acertar as contas com o Fisco, pagando o que a empresa investidora deixou de recolher de tributos.

Essa cobrança dos tributos por irregularidade de aplicação deverá ser proporcional ao investimento realizado na empresa envolvida no desvio de finalidade.

Para explorar inovações experimentais com mais liberdade de atuação, as startups poderão contar com um ambiente regulatório experimental (sandbox regulatório).

Agências reguladoras, como a Anvisa ou a Anatel, poderão suspender temporariamente para as startups determinadas normas exigidas das empresas que atuam no setor. O funcionamento do sandbox deverá estabelecer os critérios para a seleção ou qualificação da empresa, a duração e o alcance da suspensão da incidência das normas e as normas propriamente abrangidas.

Investidor-anjo


Segundo regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), fundos de investimento poderão atuar como investidor-anjo em micro e pequenas empresas enquadradas no estatuto (receita bruta até R$ 4,8 milhões anuais).

O investidor-anjo coloca dinheiro na empresa de inovação sem participar do comando, mesmo que os recursos sejam superiores ao capital social. O texto aprovado permite, entretanto, a participação nas deliberações de forma consultiva e o acesso às contas, ao inventário, aos balanços, livros contábeis e à situação do caixa.

O tempo para o retorno dos aportes passa de cinco para sete anos; e as partes poderão pactuar remuneração periódica ou a conversão do aporte em participação societária.

O texto concede prioridade de análise para pedidos de patente ou de registro de marca perante o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), por meio do portal de simplificação de registro (Redesim).

Reportagem – Eduardo Piovesan e Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

Startup Airbox figura entre as 10 mais promissoras para seguir em 2021, segundo ranking do Capterra/Gartner

Miguel Rivero Neto, CEO da Airbox  

O portal Capterra, do grupo Gartner – reconhecido mundialmente por fornecer informações de avaliação de softwares empresariais – divulgou a lista das plataformas que mais ganharam destaque nos últimos meses, segundo a avaliação dos seus usuários. Entre elas está a Airbox, startup catarinense fundada em 2018, que participou do programa de incubação tecnológica MIDITEC, da Associação Catarinense de Tecnologia, com apoio do SEBRAE. O Capterra publica mais de 1.170.000 avaliações verificadas e com outras milhares são acrescentadas a cada mês. Sobre a plataforma da Airbox, o portal considerou uma das “ferramentas desenvolvidas por startups promissoras que ocupam (ou são candidatas a ocupar) posições de liderança em suas áreas entre usuários e investidores. Ferramentas, portanto, que todos devem ficar de olho”.

A Airbox é uma plataforma de gestão para empresas de serviços consultivos voltada à operação de ponta a ponta – das vendas à satisfação do cliente – e oferece, entre as suas funcionalidades: gestão de projetos, workflows, chamados, customer satisfaction e OKRs. A startup tem como propósito impulsionar a gestão de empresas de serviços consultivos B2B.

Miguel Rivero Neto, CEO da Airbox, considera uma conquista a classificação na lista com tão pouco tempo no mercado. Ele ainda enfatiza a importância de a startup ter participado do MIDITEC, o que os ajudou a desenvolver o negócio rapidamente.

“É uma grande vitória perceber o reconhecimento dos nossos esforços. Sabemos que são milhares de ferramentas no portal e estarmos entre as poucas selecionadas torna mais especial a conquista. Dedicamos muito foco e energia para criar um produto de excelência. Esse reconhecimento e os excelentes feedbacks dos nossos clientes na Plataforma Capterra confirmam que estamos no caminho certo”, acrescentou o CEO da Airbox.

The Bakery e Prana Capital lançam fundo de US$ 5 milhões para startups

A unidade brasileira da empresa britânica de inovação corporativa The Bakery e a companhia de investimentos Prana Capital fecharam uma parceria para montar uma joint venture que irá alocar recursos em ativos estratégicos do ecossistema de inovação e empreendedorismo e oferecer uma carteira diferenciada para investidores tradicionais, Family Offices e corporativos. As duas empresas estão lançando um fundo para captação de US$ 5 milhões (em torno de R$ 25 milhões) destinados, de um lado, ao crescimento de startups brasileiras que atuem no B2B e, de outro, à atração de startups estrangeiras com potencial de negócios no Brasil.

Esse é o primeiro veículo de Venture Capital que reúne as expertises complementares da The Bakery – fundada em Londres em 2012, opera no Brasil há três anos com a liderança dos sócios e cofundadores Felipe Novaes e Marcone Siqueira, prestando consultoria de inovação para companhias como Natura, Vale, Sanofi Medley e Itaú – e da Prana – casa independente fundada em 2019 por Bruno Hardt e Thaís Martin, que possui R$ 500 milhões sob gestão de clientes que investem em ativos tradicionais e alternativos.

Felipe Novaes explica que a The Bakery já possui sua vertente de investimentos no Reino Unido, e buscava uma parceria nesse sentido por aqui. “Não queríamos fazer acordo com um player que simplesmente nos inserisse no mercado financeiro e fizesse a ponte com os investidores. Escolhemos um parceiro alinhado ao nosso propósito de geração de valor dentro do ecossistema de inovação e com envolvimento nas etapas, para nos ajudar a estruturar e a executar com excelência, e para que de fato os empreendedores promissores consigam acelerar o crescimento deles”, diz.

Aporte para cada startup será entre US$ 150 mil e US$ 500 mil

Segundo Novaes, grande parte das startups que receberão aporte do fundo (cerca de 75% do total) é mapeada previamente a partir de uma rede global de soluções que a The Bakery possui no Brasil e em mais de 30 países. Elas são selecionadas para participar de programas de inovação com foco em resolver problemas e desafios de grandes empresas, direcionados pela inovação aberta. As mais promissoras, que cumprem as métricas estipuladas nos testes e podem ser escaladas posteriormente para atuarem junto aos clientes da The Bakery, são fortes candidatas para as rodadas do novo fundo.

“Como elas já terão passado por criteriosa avaliação de negócio nos nossos processos internos, o risco de investimento é mitigado. Muitas dependem de financiamento para conseguirem, de fato, fechar contrato e trabalhar com uma corporação, e até de recursos para se instalar no país, no caso das estrangeiras. Se o problema delas é capital, nós resolvemos”, afirma Marcone Siqueira.

“Estaremos, também, de olho em outras startups fora desse circuito que podem fazer sentido para a nossa carteira, representando aproximadamente 25% do total”, conta o sócio-fundador da Prana, Bruno Hardt. “Os cheques devem variar de US$ 150 mil a US$ 500 mil para cada startup, equivalente a rodadas do tipo seed no Brasil e pré-seed lá fora. A previsão é de um período de investimento entre 18 e 24 meses. Teremos um portfólio bem direcionado e enxuto, com um número de investidas entre 8 e 12”, adianta o executivo, que tem como braço direito no projeto o sócio Bruno Peroni, responsável pela área de Venture Capital da Prana.

“Começamos algumas conversas preliminares com possíveis investidores interessados e iremos intensificá-las a partir da segunda quinzena de janeiro”, diz Bruno Hardt. “Não vamos pulverizar demais. Será um fundo híbrido. Nossa ideia é captar grandes investidores individuais e Family offices. Também temos visto demanda de investidores institucionais, incluindo as corporações que fazem negócio com as startups e que podem se beneficiar diretamente do crescimento delas”, completa Peroni.

Startup de logística VUXX recebe aporte de R﹩ 2,5 milhões

A VUXX , transportadora digital com foco nas entregas de cargas de médio peso em regiões metropolitanas, anuncia a captação de um novo aporte no valor de R﹩ 2,5 milhões da BR Angels Smart Network e de outros investidores-anjos. O montante se soma aos mais de R﹩ 5 milhões já obtidos desde o lançamento da empresa, em 2016, e será aplicado, principalmente, em ações de aquisição de novos clientes, updates em seu software proprietário de roteirização e no aprimoramento de seus algoritmos de Inteligência Artificial.

“O ano de 2020 está sendo interessante para o investimento-anjo. Este é o quinto acordo firmado pela BR Angels desde o mês de abril, e teremos outros até dezembro. Até o início do ano, o mercado de logtechs já era extremamente promissor, principalmente em um país com as características territoriais e de infraestrutura como o Brasil. Com o avanço da pandemia da Covid-19, que impactou praticamente o mercado de todos os países, o setor adquiriu ainda maior relevância, atraindo o interesse dos investidores”, diz Orlando Cintra, CEO da BR Angels. “Nossas apostas na VUXX já eram anteriores a este movimento do mercado, inclusive pelo seu modelo de negócios e sua atuação. Mas é claro que, nos últimos meses, nossas expectativas com todo este segmento aumentaram”, detalha Cintra.

De acordo com Bruno Serapiao, Board Advisor da BR Angels, a escolha da VUXX para conceder o aporte se deu pelo fato de a startup de logística ser uma empresa jovem, com potencial de crescimento e por ter como missão descomplicar o segmento de transporte de cargas de médio peso no Brasil. “Navegando pela plataforma da VUXX, varejistas, embarcadores, distribuidoras, transportadoras, dentre outros, podem cotar e contratar serviços de entrega fracionada urbana e intermunicipal, reduzindo em até 30% seu custo de distribuição. Com uma equipe de operação atuando 24 horas por dia e apta para resolver qualquer tipo de imprevisto, a VUXX cuida da entrega desde o carregamento até o comprovante, sempre seguindo os protocolos padrão de transporte e a legislação vigente”, destaca Serapiao.

O aporte vem em um momento de crescimento da VUXX de mais de 200% somente em 2020 e de quase 3 vezes em relação ao ano de 2019. “Queremos manter o ritmo em 2021 e, para isso, precisamos investir em tecnologia e na aquisição de novos clientes. Vamos lançar um full-service para embarcadores: serviço de frete totalmente integrado ao ERP, com roteirização baseada em Inteligência Artificial, gestão das entregas em tempo real, notificação e acompanhamento para os destinatários também em tempo real e com nossa rede de mais de mil motoristas profissionais de carga. A ideia é que o embarcador não tenha nenhuma preocupação em planejar e gerenciar as entregas”, explica Felipe Trevisan, CEO da VUXX.

Outra novidade possibilitada com o investimento captado é a chegada a novas praças em 2021, como Belo Horizonte (MG). “Estamos consolidados no estado de São Paulo e atuando nas principais regiões, como Grande São Paulo, Baixada Santista, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e, agora, começaremos a oferecer nossas soluções em outros estados brasileiros”, complementa Trevisan.

boostLAB, do BTG Pactual, abre inscrições para nova rodada de seu programa de potencialização de startups

O boostLAB, Hub de negócios para empresas tech do BTG Pactual (BPAC11), maior banco de investimentos da América Latina, anuncia a abertura de inscrições para a sétima edição de seu programa de potencialização de startups em nível avançado, as chamadas Scale-ups. As inscrições vão até o dia 5 de fevereiro e podem ser feitas pelo site www.boostlab.com.br. Serão selecionadas de cinco a dez startups, que seguirão no programa pelo período de cinco meses.

Lançado em 2018, o programa do boostLAB tem o objetivo de acelerar a criação de valor para startups e apoiar os empreendedores, aproximando-os do mercado financeiro e do acesso a capital. O programa conta com a dedicação integral de um sócio do BTG Pactual, acompanhamento por membros de seu comitê executivo, mentoria de sócios do banco e de executivos de destaque no mercado, além da metodologia da ACE, uma das maiores empresas de inovação corporativa da América Latina.

Desde sua criação, o programa já recebeu mais de 1000 inscrições e potencializou 44 startups, sendo que 70% delas tiveram negócios realizados com o grupo. Além disso, seis empresas potencializadas posteriormente receberam investimentos do BTG Pactual: Agronow, Finpass, Liber Capital, Digesto, Pier e Celcoin.

“Olhamos sempre para banking related services, mas não necessariamente fintechs. A ideia é sempre poder investir em alguma tese que ajude o banco ou uma de nossas áreas a poder acelerar e potencializar os seus processos”, afirma Frederico Pompeu, sócio do BTG Pactual responsável pelo boostLAB. Pompeu menciona também o crescimento no número de interessados em participar. No último programa, foram 425 startups inscritas, 25% a mais do que na rodada anterior.

O CEO do BTG Pactual, Roberto Sallouti, destaca que é muito gratificante acompanhar os resultados de um programa que começou como um potencializador e hoje se tornou um hub de negócios de tecnologia do BTG Pactual. “O boostLAB foi uma forma que encontramos de estimular o empreendedorismo e prestigiar pessoas que estavam criando tecnologias disruptivas e novos modelos de negócios”, afirma.

Albert Morales, General Manager na Belvo, startup que participou da sexta rodada do programa de potencialização, cita algumas das oportunidades geradas pelo projeto. “Tivemos mentorias exclusivas com talentos em todas as frentes necessárias: marketing, produto, go-to-market, fundraising etc. O BTG Pactual também sempre ficou à disposição para oferecer recursos internos que facilitassem nossas operações no Brasil”, conta. De origem espanhola, a Belvo foi a primeira startup de fora do país a participar do programa.

Para Pablo Augusto, Co-founder e CEO da iClubs, outra startup que participou do Batch #6, a experiência foi extremamente positiva. “Além das mentorias que nos ajudaram muito a evoluir o nosso produto e o nosso modelo de negócio, a visibilidade e as conexões proporcionadas pelo BTG Pactual e pela ACE abriram muitas portas para novos clientes e parceiros estratégicos”, comenta.

Já Vinicius Flores, CEO da Redecompras, considera que a participação foi um marco para a história da startup. “Por meio de todas as mentorias oferecidas, efetuamos diversas ações de melhorias que nos proporcionaram uma nova estratégia e um novo conceito para a empresa. O boostLAB teve um impacto direto no andamento dos nossos negócios, com a reformulação de algumas áreas internas”, destaca.

Entre os temas prioritários para o #batch7, o boostLAB busca principalmente soluções de fintechs (como crédito, financiamento, investimentos e PFM) analytics, machine learning, real estate, big data, legaltechs, insurtechs, blockchain, entre outras. Para poder participar do programa de potencialização, é importante que as Scale-ups tenham ao menos dois sócios com dedicação exclusiva, produto pronto, tração e vendas recorrentes para resolver problemas reais, de forma escalável.

Em 2020, o boostLAB foi premiado pelo segundo ano consecutivo como um dos melhores centros de inovação financeira (Best Financial Innovation Labs) do mundo pelo The Innovators 2020, da revista Global Finance. O prêmio, que está em sua oitava edição, busca reconhecer entidades que regularmente identificam novos caminhos e projetam novas ferramentas para o mercado financeiro. Esse foi o segundo ano em que o prêmio elegeu os melhores laboratórios de inovação financeira do mundo, sendo o boostLAB o único centro do Brasil a figurar na lista.

Com o avanço da nova unidade digital de varejo (DRU – Digital Retail Unit), o lançamento do BTG+, banco de varejo transacional completo, e também o BTG+ business, plataforma digital de soluções para pequenas e médias empresas, o boostLAB busca cada vez mais soluções que tenham sinergia com os negócios do Banco.

Para inscrições e mais informações: www.boostlab.com.br.

Nestlé Health Science lança evolução do programa de Inovação aberta Nestlé Beyond Food e recruta startups em todo Brasil

Encontrar soluções disruptivas e inovadoras que promovam o crescimento de negócios e que atendam aos atuais desafios do mercado de saúde e nutrição. Com estes ideais em mente, Nestlé Health Science (NHS), braço de saúde e ciência nutricional da Nestlé, lança essa semana a segunda onda do programa Nestlé Beyond Food, que oferece às startups brasileiras a oportunidade de trabalhar em parceria com a companhia e validar a aderência de suas soluções às necessidades da divisão.

O Brasil é o maior mercado de saúde da América Latina e o sétimo em nível global, com mais de US﹩ 42 bilhões sendo gastos anualmente em cuidados de saúde privados. O país tem alta disponibilidade de startups e investimentos de fundo de capital de risco, com a maior parte concentrando-se em São Paulo. É o que mostra a pesquisa Global Startup Ecosystem Report – do Startup Genome, que avalia os principais ecossistemas e as cidades mais promissoras no campo da inovação em todo o mundo.

É neste contexto que Nestlé Health Science segue apostando na inovação aberta, sempre levando em consideração o momento da empresa e do ecossistema de inovação local para definir o melhor caminho a ser seguido. Para garantir a gestão eficiente de projetos inovadores, conta com parceiros externos como a Innoscience, consultoria especializada em gestão de projetos com startups, além de hubs de inovação. O objetivo é solucionar desafios de negócio existentes, acelerar resultados e seguir puxando a inovação no mercado de nutrição e saúde do País.

“O Brasil é o primeiro país do mundo em que Nestlé Health Science executou um programa de co-criação de projetos com startups de eHealth. Reconhecemos o rico potencial de nosso ecossistema de inovação e estruturamos o Nestlé Beyond Food 2.0 de forma a provocar e estimular esse ambiente de startups de saúde, em prol dos pacientes e do espírito colaborativo e empreendedor, tão característicos de nosso país”, explica Mônica Meale, head de Nestlé Health Science para a América Latina.

POTENCIAL NO MERCADO BRASILEIRO

Nesta segunda edição do programa Nestlé Beyond Food, mais uma vez as startups selecionadas deverão realizar um piloto a partir de um produto ou serviço já desenvolvido e disponível no mercado. A ideia é que essas soluções possam ser testadas e validadas para atender a alguns dos desafios propostos por Nestlé Health Science.

As startups serão inicialmente selecionadas de forma ativa pela Innoscience, em parceria com hubs de inovação, e também poderão se inscrever proativamente. A liderança de Nestlé Health Science irá então priorizar, entre as startups inscritas para cada desafio, quais serão convidadas para o evento online de pitch.

Esses encontros virtuais acontecerão entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, quando haverá a primeira seleção de startups. Essas, em parceria com executivos que serão os sponsors de cada desafio, irão elaborar as propostas iniciais de pilotos baseadas nos desafios submetidos pelas áreas. As oportunidades de participação vão além do contexto de eHealth, pois os desafios contemplam desde necessidades de capacitação avançada de força de vendas, soluções em trade 2.0, inovação em produtos nutricionais, saúde e até mesmo prototipagem com impressão 3D ou 4D. Em fevereiro, as startups vencedoras serão definidas e seus respectivos projetos recebem investimento por parte da Nestlé Health Science, com início efetivo em março.

Ao final do programa, caso o projeto seja validado, as startups poderão ser contratadas como parceiras ou fornecedoras da NHS.

Entre os critérios utilizados para avaliar as startups estão a aderência aos desafios propostos e já ter disponível no mercado um produto ou serviço que ajude a acelerar o ecossistema de saúde e nutrição – ou seja, ao menos um MVP (Produto Mínimo Viável) desenvolvido e validado. As inscrições estão abertas para startups localizadas em qualquer lugar do mundo.

Segundo o head de e-business da unidade para a América Latina, Victor Vendramini, o nome Nestlé Beyond Food foi proposital porque a empresa quer ir além do produto. “A gente pode inovar em plataformas, relacionamento, cadeia de fornecimento, experiência de consumidor, gestão. Não dominamos a inovação em todos esses pontos, nem vamos dominar e tudo bem. Podemos aprender. Tem gente que sabe mais do que nós, então que tal trazer essas startups para serem nossos parceiros? Todos ganham no final”, explica.

Todos os detalhes do programa e os desafios propostos para este ano podem ser conferidos no site oficial – https://www.nestlebeyondfood.com.br .

BONS RESULTADOS

Em 2019, a primeira edição do Beyond Food teve 130 projetos inscritos para concorrer a um aporte de R﹩ 1 milhão, que passaram por uma triagem em duas fases até chegar às finalistas. Na ocasião, os projetos foram apresentados para uma banca de executivos de Nestlé Health Science Global e do Brasil, que avaliou e definiu as vencedoras: Meplis, do Rio de Janeiro, e Insight Technologies, de São Paulo, que seguem no desenvolvimento de dois projetos piloto para a área de Nutrição Médica

A Meplis, presente há 8 anos no mercado, é uma plataforma de colaboração em saúde, que oferece serviços de informações personalizados para provedores de saúde e pacientes. “O Nestlé Beyond Food foi incrível para a Meplis por diversos motivos, mas principalmente por nos dar as ferramentas e oportunidades para co-criar um projeto que impacta no dia a dia de pacientes reais que sofrem com problemas nutricionais e ajudá-los a ter uma jornada mais leve. Isto só foi possível pois a Nestlé Health Science como um todo entendeu que é possível inovar em parceria com startups. Inúmeras áreas apoiaram o projeto e trabalharam com a Meplis para implementar novos processos e atingir o objetivo de todos”, avalia Pedro Ivo Neves Azevedo Machado, fundador da Meplis.

Já a Insight Technologies aposta no uso de tecnologia para desenvolver programas que ajudem na qualidade de vida de pacientes com condições crônicas. “A Insight Technologies é uma startup que conecta consumidores, pacientes, profissionais de saúde e a indústria por meio de comunidades na web. Seu propósito é o de fomentar a autonomia dos pacientes e consumidores, para que estes assumam o controle de suas jornadas de cuidado. O programa Nestlé Beyond Food foi uma grande oportunidade para colocar esse propósito em prática, contando com o apoio, a estrutura e a expertise do time Nestlé Health Science. O projeto amadureceu ao longo desse ano, ganhando consistência e alcance. Estamos contentes com os resultados alcançados até aqui e muito animados para 2021”, destaca o diretor da startup, Leonardo Zimmerman.

Devido a toda transformação digital que está ocorrendo mundialmente e no Brasil, a Nestlé Health Science tem um olhar especial para o ambiente digital e o ecossistema de inovação aberta. O comportamento de consumidores e profissionais de saúde vêm mudando, o que traz oportunidade de identificar projetos transformacionais e inovadores, que gerarão futuramente bons resultados para a companhia. A unidade brasileira de Nestlé Health Science aumentou em 10 vezes seus investimentos no contexto de inovações online nos últimos 5 anos, com patamares superiores a 20 milhões de reais anuais.

Praxio compra startup Fusion, acelerada no CESAR Labs

A Praxio, uma das principais desenvolvedoras de software para o segmento de transporte do país, comprou a Fusion, startup nascida nas bancas da Universidade Federal de Pernambuco. A empresa desenvolveu um sistema que monitora a logística de distribuição e entrega de produtos e foi acelerada no CESAR Labs, braço de experimentação e empreendedorismo do maior centro de inovação e transformação digital do país, sediado em Recife (PE).

O valor do negócio não é revelado, mas a startup tem faturamento estimado mais de R$ 10 milhões anuais e cerca de 400 clientes. “Quando iniciamos o processo de aceleração, a carteira contava com apenas 3 clientes”, recorda Eiran Simis, responsável pelo processo. “O nosso maior desafio foi consolidar todos os produtos numa única e robusta solução.”

Batizada Fusion DMS, a solução reúne softwares de gestão de entregas e acompanhamento das rotas em tempo real. Além de roteirizar as entregas, também é capaz de monitorar o plano de distribuição das mercadorias e oferece um aplicativo para controlar a jornada de trabalho dos motoristas remotamente.

Segundo Simis, o conhecimento transmitido por diversos mentores é o pilar numa aceleração, mas não se pode deixar de destacar a importância dos investidores anjos que acreditaram no potencial do negócio lá atrás, quando tudo começou e não havia capital. “A venda da nossa participação na Fusion significa o coroamento de uma parceria vencedora, prazerosa e lucrativa com o CESAR Labs. Tenho muito orgulho em integrar o time dos primeiros que acreditaram nesta iniciativa”, diz Yves Nogueira, um dos investidores anjo.

O CESAR Labs desenvolve projetos e soluções para toda a cadeia de inovação, que vai desde a ideação, passando pela concepção e prototipação, até a entrega dos produtos para empresas dos mais diversos segmentos. “Nossa meta é estimular a criação de novos empreendimentos com tecnologia de ponta, além de acelerar startups que necessitem evoluir aspectos de seu modelo de negócios”, diz Filipe Pessoa, coordenador do Labs.

Quem passou pelo processo aprova: “Sem o CESAR não teríamos conseguido percorrer este caminho”, afirma Emílio Saad Neto, da Fusion. Para ele, a aceleração no CESAR Labs foi um divisor de águas. “Ajustamos a estratégia, pivotamos o produto e saímos para o mercado muito mais eficientes”, avalia.

Ele ressalta que a venda de 100% do negócio para a Praxio não o tira da frente do negócio. “Há uma sinergia enorme pois venderemos os produtos da Fusion na área de transportadoras que a Praxio domina e traremos os produtos deles para o mercado de distribuição, aonde somos fortes.” No final, diz Saad Neto, todos saem ganhando, mas o melhor beneficiado será o cliente.

A Fusion é quarta aquisição da Praxio, que comprou também a HiveClou, Autumm e Avacan, num valor total investido de R$ 75 milhões.

Cisco e SENAI-SP lançam Programa de Inovação Aberta para Startups

A Cisco do Brasil e o SENAI-SP fortalecer o ecossistema de inovação e desenvolver o empreendedorismo brasileiro. A iniciativa vai selecionar até cinco startups com projetos que empreguem as tecnologias pilares da Indústria 4.0. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 31 de dezembro de 2020.

As startups interessadas em participar devem ter projetos em estágio inicial com soluções que impactam a cadeia da Indústria 4.0 nas seguintes áreas: Otimização do Processo Produtivo, Manutenção Prescritiva e Segurança e Redução de Riscos. O programa é equity free, ou seja, as únicas exigências para que as startups participem é a sinergia com um dos temas propostos e a dedicação durante todo o projeto.

O Programa Inovação Aberta Cisco/SENAI-SP terá quatro fases. A fase 1, refere-se à inscrição da startup. Na fase 2 serão selecionadas as startups com os melhores projetos para a indústria. Além disso, os seus representantes serão entrevistados via web conference, para maior aprofundamento nos assuntos pertinentes à startup e ao programa.

A Fase 3 é de aceleração, que durará até seis mese e contará com duas etapas. Na primeira a startup passará pelo processo de validação do seu modelo de negócio e solução. Em seguida ela irá aprimorar sua solução, com tecnologia definida e capaz de rodar uma Prova de Conceito (PoC). Já na quarta etapa, chamada de Demo Day, as startups participarão de um evento para apresentação dos projetos com palestras, pitch e bate papo explorando a experiência vivida durante o programa e reconhecimento aos dois melhores projetos.

“Temos acompanhado a aceleração da digitalização, potencializada pela pandemia do coronavírus, em praticamente todos os segmentos da economia, mas precisamos continuar e amplificar a adoção das tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0, como IoT e IA/ML, não apenas nas grandes, mas principalmente nas pequenas e médias indústrias. Precisamos democratizar o acesso e acelerar a adoção destas tecnologias no país, que podem representar ganhos de produtividade de pelo menos 30%. O programa de Inovação Aberta Cisco-SENAI-SP nasce com essa missão de ajudar a transformar a Indústria 4.0, promovendo inovação, gerando negócios e oportunidades, buscando soluções para os principais problemas enfrentados pelo setor.”, destaca Rodrigo Uchoa, diretor de Transformação Digital da Cisco do Brasil.

“Dentre os desafios de uma era complexa e de muita competitividade, a digitalização dos processos é uma prioridade para a indústria no Brasil. Buscando enfrentar as dificuldades e fomentar estímulos para atuarmos na antecipação do futuro, a parceria entre Cisco e  SENAI-SP agrega alta tecnologia de conectividade com metodologias de aceleração para desenvolvimento de produtos e negócios, oferecendo a oportunidade de preparar o capital humano e agilizar soluções tecnológicas para processos produtivos e serviços”, aponta Osvaldo Luiz Padovan, diretor de Unidade de Formação Profissional do Senai-SP.

Durante a participação do programa, as startups selecionadas terão acesso a diversos recursos, como:

  • Mentores e profissionais especializados em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento.
  • Acesso a 22 Núcleos de Tecnologia e 10 Institutos de Inovação.
  • Auxílio para elaboração de projetos voltados a editais de fomento.
  • Acesso às tecnologias Cisco, assim como às tecnologias disponíveis no Openlab.
  • Robusta rede SENAI-SP e FIESP de conexão com a indústria brasileira para geração de negócios.
  • Acompanhamento high touch de profissionais e mentores Cisco e SENAI-SP especialistas em negócios e inovação.

As startups também contarão com um espaço para trabalhar no UpLab, o hub de inovação e empreendedorismo do SENAI-SP, onde poderão modelar suas soluções e participar de provas de conceito com clientes reais, além de até 100 horas em serviços de desenvolvimento tecnológico do Instituto SENAI de Tecnologia.

Para mais informações e para inscrições, acesse o site do Programa Inovação Aberta Cisco/SENAI-SP.

Pulse anuncia sete novas startups com foco em soluções de impacto socioambiental

O Pulse, hub de inovação da Raízen, empresa integrada de energia e licenciada da marca Shell no Brasil, selecionou sete novas startups para desenvolverem soluções aos desafios da companhia. O objetivo é apoiar soluções de impacto para os compromissos sustentáveis assumidos pela empresa a serem cumpridos até 2030. O processo de seleção envolveu a aplicação de mais de 110 empresas e entrevistas com time do hub, em que as empresas foram escolhidas por meio de pitches realizados de maneira virtual. As startups atuam em áreas como eficiência energética, controle de pragas, monitoramento e análise de imagens de satélite, produção de insumos biológicos, centrais de atendimento emergenciais e auxílio aos indicadores de sustentabilidade.

Os compromissos públicos assumidos pela Raízen estão atrelados a 14 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, e serão os pilares que irão direcionar as estratégias e as ações da companhia. A expectativa é que as startups escolhidas possam contribuir para uma jornada de boas práticas e atividades em campo.

As startups foram selecionadas de acordo com os desafios propostos pelo edital nas seguintes dimensões:

• Mudanças Climáticas e Transição Energética: Green Fuel, de São Paulo – atua com sistema de eficiência energética para motores automotivos movidos a diesel;
• Uso da Terra: Sardrones, de Campinas/SP – tem solução para liberação de agentes biológicos via drones para controle de pragas; Terra Magna, de Ribeirão Preto/SP – trabalha com monitoramento via satélite, análise por inteligência artificial e cruzamento de dados;
• Cana-de-açúcar sustentável: EOS Crop Monitoring, da Califórnia/EUA – atua com análise de imagens via satélite de alta qualidade para geração de mapas com índice de vegetação do solo, índice de cobertura vegetal, dados climáticos, controle da umidade do solo, etc.; Solubio, de Gurupi/TO – conta com solução para produção de insumos biológicos no campo em larga escala;
• Ética e Compliance Socioambiental: HTS, de Belo Horizonte/MG – atua com uma plataforma SaaS para indicadores de sustentabilidade, tomada de decisão e certificações internacionais;
• Direitos Humanos: Nearbee, de Campinas/SP – desenvolve aplicativos para situações emergenciais, tais como: primeiros socorros, situações de assédio e monitoramento de prevenção para a Covid-19.

De acordo com Ricardo Campo, coordenador de inovação da Raízen e gestor do Pulse, o movimento faz parte da estratégia de impulsionar o ecossistema de inovação pensando nos desafios do futuro. “Nosso papel como hub é de gerar conexões com o ecossistema de inovação, mas também de trazer soluções de impacto para a Raízen e para o setor em que estamos inseridos. Promover o desenvolvimento sustentável e apoiar startups que estão focadas nessa frente é algo que trará benefícios para toda a cadeia produtiva”, conclui Campo.

Já para o gerente de Sustentabilidade da Raízen, André Valente, está será uma oportunidade de escalar soluções cada vez mais inovadoras e sustentáveis para o negócio e para toda a sociedade. “Nós temos clareza de que, para atingir nossos compromissos e solidificar a estratégia de sustentabilidade da Raízen, precisamos ir além das intenções. Foi isso que nos motivou a lançar o edital. Tínhamos segurança de que o ambiente da inovação socioambiental era fértil, e confirmamos isso com o grande volume de ótimas soluções que apareceram. Se viabilizarmos essas ideias, o impacto positivo vai muito além dos compromissos somente da Raízen, é um valor gerado para a sociedade”, afirma.

Atualmente, o Pulse já colabora diretamente com o desenvolvimento de um grupo de mais de 38 startups parceiras e, nos últimos anos, possibilitou que mais de 54 projetos pilotos fossem testados dentro da Raízen. Com sede no Agtech Valley, o Vale do Silício Piracicaba (SP), o hub apoia empresas em diversos estágios de desenvolvimento e, respeitando as regras de isolamento social em decorrência da pandemia de COVID-19, vem desenvolvendo interações com empresas, universidades, executivos e investidores de maneira remota. O edital da companhia contou com apoio institucional da Endeavor, SP Ventures, Thought for Food e Abstartups.

Evento discute Marco Legal das Startups, que deve ajudar no fomento ao empreendedorismo e à inovação

Projeto de Lei tramita no Congresso; debate gratuito “Teias da Inovação”, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações”, está com inscrições estão abertas

Dezembro, 2020 – O projeto Teias da Inovação MCTI encerra a sua agenda em 2020 nesta quinta-feira (17), em mais um evento gratuito on-line. Para se despedir da temporada, abre uma discussão em nível nacional com o tema “O Marco Legal das Startups superando barreiras para acelerar a competitividade”. O encontro, o 15º virtual do projeto, debaterá como os ambientes regulatórios podem contribuir para o nascimento de inovações de impacto: criando um melhor universo para o fomento de negócios, simplificando a criação de startups e estimulando investimentos em inovação e geração de empregos. Qualquer pessoa interessada pode se inscrever pelo site: https://www.teiasdainovacao.com.br .

O Projeto de Lei Complementar que cria o Marco Legal das Startups está em trâmite no Congresso Nacional desde outubro. Segundo seu texto, o foco está em empresas cuja característica principal é a inovação aplicada aos seus respectivos modelos de negócios, produtos ou serviços. Caso seja aprovada, a proposta poderá: simplificar a criação de empresas inovadoras; estimular o investimento em inovação; fomentar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação; facilitar a contratação de soluções inovadoras pelo Estado; e regularizar o ambiente regulatório experimental. O grande objetivo é fornecer subsídios para novos empreendimentos e também para que as empresas brasileiras sejam mais competitivas e inovadoras. Por consequência, melhorando a geração de renda e de emprego e a oferta de bens e serviços inovadores à sociedade de forma geral.

Segundo estudos da Abstartups (Associação Brasileira de Startups), o Brasil tem, hoje, aproximadamente 13 mil startups. Deste total, 73,2% nunca receberam investimentos e mais da metade (50,5%) sentiu o maior impacto na venda e aquisição de clientes pela Covid-19.

O evento terá a participação de Paulo César Rezende de Carvalho Alvim, Secretário Nacional de Empreendedorismo e Inovação do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações). “A interação entre pessoas e organizações é um fator importante para incentivar inovação e novos negócios. Os debates trazem a experiência de grandes profissionais, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do ecossistema de inovação”, conta Alberto Paradisi, pesquisador principal e coordenador do projeto.

Entre os palestrantes estão:

Igor Nazareth


Formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, faz parte da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. Entre 2009 e 2018, atuou na Secretaria de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Foi Coordenador-Geral de Inovação, Diretor de Inovação e Propriedade Intelectual e Secretário de Inovação e Novos Negócios – Substituto. Em 2019, assumiu o cargo de Subsecretário de Inovação e Transformação Digital, do Ministério da Economia. É responsável por elaborar e supervisionar políticas públicas de inovação, empreendedorismo inovador, Indústria 4.0 e propriedade intelectual no âmbito do Ministério.

Maria Rita Spina Bueno


Diretora executiva da Anjos do Brasil e fundadora do MIA (Mulheres Investidoras Anjo), atua com o desenvolvimento de startups e com a aproximação entre empreendedores e investidores anjo como meio de alavancar o potencial do mercado brasileiro de investimento e empreendedorismo de inovação. Sua atividade profissional sempre esteve ligada à gestão de empresas e de projetos, com foco em implementar soluções nas áreas financeira, de recursos humanos e operações. Graduada e Mestre em filosofia pela FFLCH-USP.

Vinícius Poit


Vinicius Poit é empreendedor e deputado federal (NOVO-SP), eleito com 207.118 votos em 2018. Atualmente, é vice-líder de seu partido na Câmara dos Deputados e relator do Marco de Startups. À frente da Coordenação da Bancada Paulista na Câmara e, mais recentemente, contemplado com o Selo Portal da Integridade, pelo IBRA. É considerado um dos principais parlamentares no Congresso Nacional, de acordo com a Arko Advice, o Congresso em Foco e o Ranking dos Políticos. Formado em Administração de Empresas pela EAESP – FGV, tem experiência no mercado financeiro e atuou na Poit Energia, empresa líder em soluções de infraestrutura elétrica na América Latina. É cofundador da startup Recruta Simples e sócio da Ibira Investimentos, focada em reestruturação de empresas e gestão temporária de negócios. Atua em mentoria de empreendedorismo de alto impacto. É um grande entusiasta de causas sociais, como o resgate de pessoas em situação de rua, promovido pela ONG Make Them Smile e também pela ARCAH, organização sem fins lucrativos da qual é embaixador. Tem como missão “fazer a diferença positiva na vida das pessoas em meio a um ambiente desafiador”.

Sobre o Teias


O Teias da Inovação é uma iniciativa do MCTI em parceria com o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico) e o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), e tem o apoio da ANPEI (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras). Realizado em diferentes cidades do Brasil e agora também em âmbito nacional, o projeto tem como público-alvo startups, incubadores, empresários, empreendedores, estudantes, pesquisadores, cientistas, educadores e governos locais.

Entre os temas abordados estão transformação digital, empreendedorismo, tendências de futuro, novos modelos de negócios e pesquisa e desenvolvimento. “O programa promove uma aproximação entre o MCTI e as cidades brasileiras de médio porte, com grande potencial de se tornarem ecossistemas locais de inovação. Vamos aproveitar para divulgar programas e instrumentos de apoio à inovação e ao empreendedorismo inovador. Nosso foco é sempre auxiliar para que esses polos sejam pensados e implementados de forma sustentável”, afirma Paulo César Rezende de Carvalho Alvim, Secretário Nacional de Empreendedorismo e Inovação do MCTI.

Edições anteriores


Antes de ser reconfigurado para o momento da pandemia e do consequente isolamento social, o Teias da Inovação MCTI esteve presente nas cidades de Cuiabá (novembro/2019), Aracajú (janeiro/2020) e Vitória (março/2020). Foram debatidos, respectivamente, os temas: “Communities Meeting – Conectando Ecossistemas de Inovação”, “Perspectivas e Futuros para a Inovação em Sergipe” e “Make Together – Integrando o Ecossistema Capixaba de Inovação”.

Já on-line, o projeto teve 14 edições, tendo somado mais de mil inscrições e chegado a mais de 112 cidades brasileiras:

– Quatro de foco nacional (edições 1, 3, 5 e 8, em 04/06, 07/07, 06/08 e 09/09, respectivamente), com os temas, na ordem: “Os Possíveis Cenários de Inovação Para os Ecossistemas Brasileiros”; “Teias para Startups: Financiamento, Investimento e Fomento à Inovação Durante e Pós-Pandemia”; “Academia e Indústria: Investimento e Relacionamento Para a Inovação Durante e Pós-pandemia”; e “Organização, funcionamento e replanejamento dos ecossistemas brasileiros de inovação para competitividade global”.

– Dez edições de foco regional (2, 4, 6, 7, 9, 10, 11, 12, 13 e 14). As cidades e temas abordados foram na seguinte ordem:

• 18/06 – Caxias do Sul-RS – “Instrumentos de Fomento e Incentivo à Inovação e Empreendedorismo”;
• 21/07 – Juazeiro do Norte-CE – “Cidades Inteligentes: Conexões e Transformações para o Futuro”;
• 18/08 – Macapá-AP – “Integração e desenvolvimento do ecossistema regional de inovação de Macapá”;
• 25/08 – Jaraguá do Sul-SC – “Vocação Local: Inovação com foco em Energias Renováveis, Tração e Mobilidade Elétrica”;
• 24/09 – Boa Vista-RR – “Inovação na prática: desenvolvimento de atores regionais”;
• 08/10 – São Luís-MA – “Vocação Regional: Organização do Ecossistema Maranhense para Inovação Aeroespacial”;
• 22/10 – Goiânia-GO – “Tendências de futuro para Goiás: educação e mercado”;
• 05/11 – Londrina-PR – “Startups e indústria: acelerando a relação para maior integração do ecossistema e geração de valor mútuo”;
• 19/11 – Maceió-AL – “O empreendedorismo e inovação: o impulsionamento para o sucesso dos negócios”.
• 03/12 – Angra dos Reis-RJ – “Startups e indústria: acelerando a relação para maior integração do ecossistema e geração de valor mútuo”.


“O Marco Legal das Startups superando barreiras para acelerar a competitividade”


Data: 17 de dezembro, quinta-feira
Horário: das 16h às 17h30
Inscrições: https://www.teiasdainovacao.com.br/
Programação:
16h00 – Boas-vindas com Paulo Alvim
16h15 – Ponto de Vista com Vinícius Poit
16h20 – Ponto de Vista com Maria Rita Spina Bueno
16h25 – Ponto de Vista com Igor Nazareth
16h30 – Debate + Quiz
17h05 – Perguntas do público
17h25 – Encerramento

Startup criada dentro da Votorantim Cimentos comemora dois anos e estuda captar R﹩ 300 mi de private equity em 2021

Em outubro de 2018 nascia a Juntos Somos Mais, uma joint-venture que conta como acionistas players importantes do mercado da construção civil Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre. A empresa gere o Juntos Somos +, maior programa nacional de fidelidade do varejo de material de construção e que funciona como um plano de benefícios para as lojas, vendedores e profissionais da obra com o objetivo desenvolver e modernizar o varejo da construção civil – um mercado que movimenta aproximadamente R﹩ 225 bilhões ao ano com 136 mil lojas e 4,6 milhões de profissionais de obra.

Criado em 2014 pela Votorantim Cimentos, o programa Juntos Somos + contempla hoje mais de 80 mil varejistas do setor e 500 mil profissionais do setor em todo o Brasil e empresas de serviços e indústrias ligadas à construção civil. Após o anúncio da entrada da Vivo Empresas, em outubro, a empresa Driv.in – referência em soluções logísticas – passou a fazer parte da plataforma sendo a 27ª empresa participante e consolidando a Juntos Somos Mais como o maior ecossistema do varejo da construção civil no País. “O Juntos Somos + já é amplamente utilizado e, de 2014 a 2020, distribuiu mais de um bilhão de pontos, concedeu cerca de 300 mil prêmios e impactou mais de 100 mil pessoas diretamente. Em junho deste ano, atingimos o recorde de pontos resgatados e nosso índice de expiração de pontos – o breakage – segue em menos de 20%, um excelente índice de engajamento”, afirma Antonio Serrano, CEO da Juntos Somos Mais.

A nova companhia também simboliza o comprometimento da Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre com a promoção de projetos inovadores para o mercado da construção civil. Outro exemplo da Votorantim Cimentos é a criação do movimento VCajuda . O objetivo da plataforma lançada em abril deste ano é capacitar e apoiar o varejo da construção civil com conteúdo relevante e soluções digitais que o ajudem nas vendas durante esse período de pandemia do Covid-19. O VCajuda também traz informações para que o consumidor final possa encontrar qual a loja mais próxima dele que está funcionando.

Já a Gerdau criou um braço de suas operações para gerenciar e acelerar os novos negócios do grupo, a Gerdau Next. A nova divisão irá desenvolver novos produtos adjacentes à produção de aço, carro-chefe da companhia, e para 2030, a meta é atingir cerca de 20% da receita da Gerdau com negócios relacionados à cadeia do aço. A Tigre segue com o objetivo de impulsionar a digitalização e transformação do setor da construção civil e, em 2020, passou a apoiar o programa de aceleração de startups do mercado. Como uma das apoiadoras Mit Hub, a expectativa da companhia é encontrar e apoiar startups que estejam desenvolvendo inovações em torno do ambiente de água e industrialização do ambiente construtivo.

Em seus dois primeiros anos como empresa independente, a Juntos Somos Mais já gerou caixa e alcançou números de participantes que esperava no seu business plan inicial atingir em três a quatro anos. A empresa emprega hoje 120 pessoas e adota uma cultura de startup, com um propósito bem definido e uma estrutura pouco hierárquica, que encoraja o desenvolvimento de ideias inovadoras. “A Juntos Somos Mais cumpre um papel importante na cadeia da construção, de qualificar ainda mais o ponto de vendas. A revenda de materiais de construção tem um aliado, no seu processo de modernização e crescimento”, avalia Otto von Sothen, CEO da Tigre.

A velocidade em testar novas ideias encoraja as empresas participantes a utilizar as soluções da Juntos Somos Mais como plataforma e veículo de inovação, aprimorando a eficiência e digitalização de todo o setor. A convivência entre empresas centenárias e uma empresa jovem também tem sido benéfica para aprimorar a gestão de ambos os lados. “Nossa empresa é gerida com diferente lógica de negócio, cultura, ambição e afinidade ao risco. Estas diferenças trazem sempre uma reflexão positiva sobre que processos das empresas tradicionais devemos implantar e quais processos devemos exportar”, complementa Serrano.

Nessa jornada para fortalecer o setor da construção civil no Brasil, a Juntos Somos Mais anunciou recentemente a aquisição da plataforma gaúcha Triider, um marketplace de serviços que conecta clientes com profissionais qualificados do mercado da construção civil. Para 2021, os planos da Juntos Somos Mais seguem robustos: a startup pretende levantar até R﹩ 300 milhões em investimentos vindos de fundos de private equity no próximo ano para desenvolver ainda mais o negócio, fortalecer a governança da empresa e consolidar o papel da empresa na transformação do setor da construção civil.

4intelligence cresce 150% em 2020 e recebe aporte de US$ 1 milhão do Inovabra Ventures

Em um mundo cada vez mais competitivo, ter as informações adequadas no momento certo representa uma grande oportunidade de crescimento. É com essa proposta que a 4intelligence, startup de soluções que apoiam a tomada de decisão por meio da análise de dados, está conseguindo se destacar no mercado nacional.  

Em 2020, a empresa registra até agora um crescimento de 150% no faturamento em relação a 2019, com aumento expressivo no número de clientes e na equipe – de 19 profissionais em janeiro, atualmente são 55 pessoas, com perspectiva de fechar o ano com 66 colaboradores. Além disso, a receita recorrente está triplicando em relação ao final de 2019.  

Neste ano, a startup também recebeu aporte de US$ 1 milhão do Inovabra Ventures, fundo do Banco Bradesco. Com o recurso, a empresa está acelerando os investimentos, contando com a criação de serviços automatizados, a formação de uma equipe dedicada em vendas e melhorando a experiência de uso de suas plataformas, garantindo melhor usabilidade para seus clientes.  

O bom desempenho se deve a dois fatores. Primeiro, a maturação do algoritmo da empresa. Trabalhos que antes levavam semanas são feitos agora por uma equipe pequena e em poucas horas, reduzindo o custo de atendimento de novos clientes e garantindo escalabilidade ao negócio. Além disso, a empresa desenvolveu novos serviços em cima dessa tecnologia, atendendo aos principais problemas de inteligência de mercado.  

O período de incertezas provocado pela pandemia de covid-19 também contribuiu para esse crescimento. Subiu a demanda, a partir de março de 2020, por projeções e cenários por meio da análise de dados, juntamente com a maior necessidade de digitalização dentro das corporações.  

“Com nosso algoritmo, facilitamos o processo decisório das empresas, com respostas rápidas e precisas. É um recurso essencial antes, durante e principalmente no pós-pandemia”, comenta Bruno Rezende, CEO da 4intelligence.  

Tecnologia própria e ideia a partir da experiência no mercado 

A 4intelligence surgiu em 2016 com a proposta de apoiar as decisões no mundo real com soluções dirigidas por inteligência artificial. A empresa desenvolveu um algoritmo próprio para customizar modelos em larga escala, garantindo que seus clientes tenham as respostas necessárias nas tomadas de decisão.  

Esse algoritmo testa milhares de especificações para explicar um fenômeno e conta com a validação dos melhores modelos com projeções fora da amostra. Assim, as informações são mais acuradas, reduzindo significativamente o erro de projeção de seus clientes em um contexto real.  

A ideia surgiu pela própria experiência dos fundadores no mercado. Como analistas, eles participavam de semanas de trabalho, muitas vezes repetitivo, para chegar a equações que explicassem determinado fenômeno. Quando algo mudava, como ocorreu com a pandemia, tudo precisava ser refeito. Agora não mais, dado que o trabalho repetitivo é feito pelo algorítmo.  

“Hoje gastamos poucas horas nesse processo, pois ele é conduzido por nosso algoritmo em escala processado em nuvem com computadores superpotentes. Não só ele gera equações que explicam com mais acurácia, como permite que o trabalho seja constantemente atualizado com a chegada de novas informações”, conclui Juan Jensen, Chairman da 4intelligence.