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EDP Ventures Brasil investe na startup Clarke Energia

A EDP Ventures Brasil, veículo de investimento de capital de risco do Grupo EDP, participou da rodada de R$ 3 milhões, liderada pela Canary, na Clarke Energia. A startup, criada em dezembro de 2019, orienta empresas a economizar na conta de energia por meio de estudos tarifários, eficiência energética, monitoramento de consumo ou compra de energia no mercado livre.

A Clarke Energia proporciona, em média, uma redução de 10% a 20% na conta mensal de luz, identificando ineficiências tarifárias e apresentando soluções. A startup simula quanto a empresa economizaria se migrasse para a modalidade de Tarifa Branca e orienta sobre eficiência das operações da empresa.

“O trabalho da Clarke tem grande importância para médias e pequenas empresas especialmente. Além disso, os serviços oferecidos têm sinergia com algumas áreas da operação da EDP, como a comercialização e serviços de energia. Como Corporate Venture Capital, nosso objetivo é apoiar as startups do nosso portfólio com know how do mercado de energia e o suporte das nossas Unidades de Negócio, para que possam escalar rapidamente”, destaca Carlos Andrade, Vice-Presidente de Estratégia, Inovação e Novos Negócios da EDP Brasil.

“A missão da Clarke é mudar a forma como as empresas se relacionam com a energia. A gente entende que a conta de luz é complexa, mas se você entende um pouco consegue economizar bastante e reduzir o seu impacto ambiental. O apoio da EDP Ventures é fundamental para trazer a bagagem do setor elétrico europeu para o Brasil e fazer com que o nosso setor seja modernizado”, disse o CEO da Clarke Energia, Pedro Rio.

Ecossistema de inovação

Criada em maio de 2018, a EDP Ventures Brasil é o primeiro veículo de investimento do setor elétrico brasileiro, com R$ 30 milhões em recursos a serem destinados a startups que atuam em seis verticais: energia renovável, redes inteligentes, armazenamento de energia, inovação digital (blockchain, IoT, big data, realidade virtual), soluções com foco no cliente e áreas transversais (legaltechs, fintechs, HRtechs). Interessados podem acessar o site www.edpventures.vc para obter mais informações.

“Acreditamos no potencial de crescimento da empresa, especialmente pela tração comercial apresentada em poucos meses de operação e pela maneira transparente como conseguem se comunicar com seus clientes e ajudá-los a ter mais autonomia para gerir seus custos com a energia elétrica. O apoio da Canary também sinaliza a atratividade do investimento e o grande potencial da startup”, explica Rosario Cannata, gestor de Investimento da EDP Ventures Brasil.

Além da Clarke, já receberam investimentos no Brasil as startups Voltbras, Colab, Dom Rock, Delfos e Fractal Engenharia e Sistemas. Desde 2008, os veículos de Venture Capital do Grupo EDP já aplicaram globalmente 38 milhões de euros em 33 startups, que juntas empregam mais de 1.200 colaboradores e têm mais de 140 milhões de euros de receita por ano.

Eficiência energética e mercado livre

A ONU busca dobrar a taxa global de melhora de eficiência até 2030 porque entende a prática como um dos principais pilares para gerar energia sustentável e ajudar os países a minimizarem os preocupantes reflexos do aquecimento global. No Brasil, a meta estabelecida após o Acordo de Paris, de 2016, visar reduzir o consumo de energia elétrica em 10% e ainda reduzir os gases poluentes em 43%.

Por determinação do Governo Federal, Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) estão realizando estudos sobre como abrir o mercado livre de energia a consumidor residencial. A medida do governo ainda define que haverá redução gradual, a partir de 2021, de requisitos para que empresas passem a operar com maior flexibilidade no mercado livre de eletricidade.

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MIDITEC abre processo seletivo para startups de todos os níveis de maturidade

Com uma jornada mais inovadora, abrangente e completa, o MIDITEC, incubadora da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) em parceria com o SEBRAE/SC, abre processo seletivo para startups de toda Santa Catarina. Eleita pela UBI Global como uma das cinco melhores incubadoras do mundo, o programa já desenvolveu mais de 100 startups. Direcionado para startups de base tecnológica em fase de validação até escala, as inscrições estão abertas até 11 de setembro pelo site https://miditec.acate.com.br/.

O programa de incubação pode durar de 12 a 32 meses, dependendo da maturidade da startup selecionada, e é composto por duas fases: Startlab – que contempla as etapas de validação e geração de demanda; e Growthlab – que abrange as etapas de tração de vendas e escala. Dentro do programa, o empreendedor conta com um ecossistema eficiente, apoio da equipe incubadora e de consultores experientes, além da rede de mentores com profissionais de destaque no ecossistema catarinense. Também tem acesso ao programa LinkLab, que conecta startups com grandes empresas, e às Verticais de Negócio, podendo fomentar o networking e a geração de novas oportunidades.

Uma das empresas que viu seu negócio crescer após entrar no programa é a Vibbra!, plataforma que conecta empresas a profissionais de desenvolvimento de software pré-selecionados, com foco em trabalho remoto. Fundada em 2016, a Vibbra! foi selecionada para o MIDITEC em outubro de 2019, e tinha o objetivo de estruturar melhor o seu crescimento. O CEO Leandro Oliveira explica que a assessoria do programa tem sido fundamental para os resultados atuais, obtidos  em menos de um ano. 

“Desde janeiro tivemos um crescimento de 1662% em nossas vendas, e um crescimento médio mensal de 43%, em meio  a pandemia e crise econômica. Tínhamos uma plataforma estruturada e a entrada no MIDITEC nos deu visibilidade para o mercado. Além disso, conseguimos novos clientes por meio do LinkLab”, conta.

Atualmente a Vibbra! atende grandes clientes como a Totvs, Stefanini, Softplan, Bosch, entre outros, e possui cerca de 600 profissionais de tecnologia selecionadas em sua base. 

Processo seletivo

Para iniciar a jornada no MIDITEC, a startup precisa ter as competências técnicas, pessoais e de gestão complementares para o desenvolvimento da empresa. Propostas em fase de ideação e startups maduras em estágio avançado de escalabilidade, com receita superior a R$ 720 mil ao ano, não serão aceitas no programa. Não é necessário CNPJ durante a inscrição, entretanto, a startup terá o prazo de 90 dias para constituir a empresa e obter o CNPJ, caso seja selecionada.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelo e-mail: miditec@acate.com.br

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Qintess anuncia projetos do Programa de Aceleração de Startups

Simplificar o desenvolvimento de soluções inovadoras, que ajudem a transformar o mundo. É com esse compromisso que a Qintess, uma das principais fornecedoras de soluções de tecnologia do Brasil e América Latina, anuncia os projetos selecionados para a primeira edição do Qintess Ignite Startups, programa de aceleração que investirá na geração de novos negócios em seu ecossistema de clientes, colaboradores, investidores e parceiros.

            Ao todo, 13 startups foram escolhidas para receber suporte completo, incluindo sessões de mentoria de executivos internos e externos, suporte a desenvolvimento tecnológico especializado, suporte em marketing, financeiro e jurídico e, ainda, espaço de trabalho dentro do novo escritório central da Qintess, em São Paulo, e também em Nova Iorque (Estados Unidos). A definição foi realizada em parceria entre a Qintess e a Vale do Dendê, Organização da Sociedade Civil (OSC) destinada a fomentar ecossistemas de inovação e criatividade com foco em diversidade.

            “Nosso objetivo é fomentar a inovação, simplificando o acesso disponível para que novos empreendedores possam fazer a diferença no mercado”, diz Nana Baffour, Chairman, CEO e Chief Culture Officer da Qintess. “Por isso, o Qintess Ignite Startups não restringe a seleção a companhias puramente de tecnologia. O foco é, cada vez mais, apoiar ideias com real propósito de transformação positiva para o mercado e sociedade.”

            Neste primeiro ciclo foram selecionados projetos de diferentes áreas e negócios, incluindo companhias com foco social. “Queremos oferecer uma parceria estratégica para acelerar a geração de negócios e evolução das operações e, ao mesmo tempo, fomentar a inovação no Brasil e para mundo. Os participantes terão acesso a todo o conhecimento e experiência de nossa equipe de mentores experientes, inclusive com mentores renomados de mercado, e a nosso ecossistema de fundos de investimento global”, destaca Breno Barros, Vice-presidente de Inovação & Marketing da companhia.

            O executivo destaca a participação dos mentores do Vale do Dendê para reforçar o apoio aos empreendedores. “Mais do que a parte técnica, queremos colaborar também com entregas sociais”, enfatiza. “O Qintess Ignite Startups simplificará o acesso das startups a um ambiente profissional, com apoio completo para ampliar a produtividade e eficiência de cada uma das companhias atendidas”.  Entre as companhias selecionadas estão, por exemplo, startups com soluções voltadas à logística em áreas não atendidas pelos serviços tradicionais, fomento de empreendedorismo e healthtech de impacto social.

            As companhias selecionadas neste primeiro ciclo do Qintess Ignite Startups são: Traz FavelaAOCAAfroSaúde e InFleet, com foco em cunho social e apresentadas via Vale do Dendê, e Checklist FácilInteraExtractfyDunningHumanAZDatta, Governo Digital, Trix/Manny, Novidá, dedicadas à tecnologia.

            Outro diferencial é a integração dos participantes à rotina da operação da Qintess. A companhia disponibilizará espaço de coworking para reforçar a colaboração entre as equipes, incentivando o desenvolvimento de tecnologias em conjunto. “Além disso, as startups do Qintess Ignite Startups farão parte do ecossistema de Open Innovation com as ideias que surgem de nossos colaboradores – Qintess Labs – que a Qintess já possui em atividade”, explica Barros. A expectativa é, com isso, valorizar a visão de negócios e a possibilidade de integração entre iniciativas de inovação.

            Com o lançamento marcado para o fim de agosto, a reunião de kickoff com as startups selecionadas será uma oportunidade para apoiar, também, a expansão do portfólio da Qintess, destacando a diversidade para novos negócios. “Nosso compromisso é ser uma fornecedora de inovação completa, combinando estratégia, inovação, design e tecnologia, preparada para a realidade do mercado e da sociedade nesses novos tempos”, diz.

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Abstartups e ACE lançam portal com conteúdos profissionalizantes para empreendedores

A Associação Brasileira de Startups (Abstartups), entidade sem fins lucrativos que representa o ecossistema brasileiro, em parceria com a ACE Startups, empresa de inovação corporativa e investimento em startups Early Stage no Brasil, anuncia o lançamento da parceria na plataforma de inovação e empreendedorismo Growthaholics, que une os dados do mapeamento do segmento feito pela entidade aos cursos e conteúdos disponibilizados pela ACE em um só lugar.

O novo portal possui mais de 200 horas de vídeos, além de materiais completos com metodologias exclusivas de validação e desenvolvimento de negócios desenvolvidos pelo time da ACE, que tem como experiência a aceleração de mais 450 startups. Os temas são divididos em blocos como marketing, vendas, produtos, desenvolvimento, gestão e administração, entre outros temas de interesse dos empreendedores. “Essa parceria busca consolidar, ainda mais, nosso propósito de auxiliar startups a crescer e profissionalizar seu negócio, ampliando as possibilidades do setor”, ponta Amure Pinho, presidente da Abstartups.

“Um dos principais objetivos da ACE é transformar o Brasil por meio da inovação. Enxergamos na profissionalização e compartilhamento gratuito de conteúdo uma grande oportunidade para a formação de empreendedores e desenvolvimento do ecossistema. São aprendizados valiosos para startups alcançarem novos patamares”, explica Sulivan Santiago, sócio e Head de Produtos Digitais da ACE.

Para ter acesso ao material de maneira gratuita, os interessados devem apenas se cadastrar no Startupbase, incluindo informações de sua empresa, qualificando ainda mais o banco de dados.

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Stone seleciona startups para competição de Venture Capital entre universitários

A Stone, empresa de tecnologia de pagamentos financeiros e de soluções para PMEs, está com inscrições abertas para a Stone Investment Competition, uma competição que reúne universitários interessados em finanças e investimentos e startups brasileiras reais. A empresa busca startups de todos os modelos de negócios, independentemente de terem recebido investimento. Serão selecionadas três startups para o desafio, em que os times de estudantes representarão investidores, com objetivo de avaliar e escolher apenas uma empresa, em uma experiência on-line completa e interativa de um Venture Capital.

A iniciativa, que terá todas as etapas de forma on-line devido à pandemia, premiará a startup com maior qualidade do negócio e orientada a resolver os problemas de seu cliente com um programa de mentoria com líderes da Stone. Já os times de estudantes vencedores receberão bolsas de estudos de até R$ 30 mil, que poderão ser utilizadas em qualquer instituição de ensino.

“Queremos potencializar o empreendedorismo no Brasil e, por isso, lançamos neste ano a Stone Investment Competition. Além de desenvolver novas habilidades de jovens em formação, a iniciativa tem como objetivo conectar líderes da Stone e startups que tenham sinergia com a nossa cultura. Com o Programa de Mentoria com nossos especialistas, buscamos dar feedbacks estruturados e ajudar a startup vencedora a aprimorar seu negócio”, explica Fernanda Teich, responsável pela área de educação da Stone.

A seleção das três startups será feita antes do início da competição, priorizando negócios que tenham sinergia com a cultura da fintech. Um time de líderes da Stone fará a seleção criteriosa das empresas, a partir dos dados e documentos submetidos na inscrição on-line. A Stone procura startups que sejam soluções baseadas na nuvem. Todas as soluções serão avaliadas pelo time da fintech, e três serão convidadas para o evento de Decisão de Investimento, no dia 27 de setembro, com grandes líderes da Stone e jovens selecionados para o desafio.

Nessa data, as startups apresentarão seus negócios para os grupos de estudantes, que poderão fazer perguntas para os representantes dos negócios. Depois, cada time terá de 2 a 3 horas para decidir em qual startup investir. Ao final do Pitch Day, os universitários escolherão uma startup para investimento. Os vencedores serão anunciados no dia do evento, após a avaliação dos jurados.

As startups interessadas podem realizar a inscrição no site até o dia 15 de setembro

http://innovationawardslatam.com/c/stone.

Os estudantes devem se reunir em times de 3 a 5 estudantes para realizarem a inscrição e a primeira etapa do desafio até 11 de setembro pelo link:

http://www2.stone.com.br/stone-investment-competition/.

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XP Inc. lança a XP Ventures e estrutura aproximação com o ecossistema de startups no Brasil e no mundo

Com o objetivo de reforçar seu compromisso com o ecossistema nacional e internacional de startups, a XP Inc. anuncia a criação da XP Ventures, braço da companhia dedicado a firmar parcerias estratégicas com empresas iniciantes, fundos de venture capital e hubs de inovação no Brasil e no mundo.

O novo braço da XP Inc., que começou a ser estruturado há cerca de um ano, será liderado por Marcos Sterenkrantz, Head da XP Ventures. “A XP sempre esteve próxima do ecossistema de inovação no Brasil, por ter nascido com a cultura de ser inovadora. Agora, esse relacionamento será feito de maneira mais organizada e com cara da empresa”, comenta o executivo.

Recentemente, a empresa anunciou a aquisição das startups Antecipa (fintech que atua como plataforma digital de antecipação de recebíveis) e Fliper (plataforma de consolidação automatizada de investimentos). Com a XP Ventures, novos investimentos e todo o relacionamento com o ecossistema serão realizados de maneira mais sistemática, estruturada e alinhada com os produtos e objetivos da companhia, com foco na facilidade de acesso e na democratização dos investimentos no país.

A atuação da XP Ventures será baseada em três pilares: Radar e Tendências, um pilar de inteligência que visa identificar tendências no segmento de finanças, entender o que os consumidores estão buscando e discutir internamente estas novidades; Corporate Ventures , que efetivamente busca descobrir startups que estejam desenvolvendo iniciativas relacionadas com estas tendências e que ofereçam produtos e serviços relacionados com a XP; e Governança, responsável pelo processo de avaliação de parcerias e de acompanhamento dos acordos firmados, garantindo adoção das melhores práticas de relacionamento corporativo com as startups parceiras.

“As parcerias firmadas não necessariamente envolvem investimentos por parte da XP. Se fizer sentido, faremos o aporte. Mas em outras situações, elas podem se tornar fornecedoras ou realizar outros tipos de parcerias, por exemplo”, explica Sterenkrantz. De acordo com o executivo, as teses de investimentos da XP Ventures serão sempre alinhadas com o time de Estratégia da XP Inc, por meio de um comitê. O grupo estuda individualmente cada oportunidade, sem metas ou limites de investimento. “A XP é uma empresa capitalizada e vai alocar recursos quando achar oportunidades interessantes que agreguem valor para nosso cliente”, completa.

A XP estudou diversos benchmarks no Brasil e no mundo para desenvolver um programa alinhado a sua identidade e valores: foco em geração de valor, eficiência, sonho grande e espírito empreendedor. Sterenkrantz explica que as atividades da XP Ventures não serão pautadas apenas pelo viés financeiro do negócio, mas sim pela sinergia com a companhia. “Procuramos startups que estejam claramente alinhadas estrategicamente com a XP Inc. e com a nossa missão. É essencial que esse relacionamento agregue valor à companhia. Investimentos e parcerias são exclusivamente feitos quando trouxermos muito mais do que o dinheiro para mesa”, ressalta.

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O gigante Marco Legal das Startups despertou!

Por Sergio Risola

O Marco Legal das Startups (MLS) acabou de despertar de um breve sono. Seu anteprojeto de Lei estava adormecido há alguns meses, apesar de sua extrema importância para o país, e espera-se que a sua regulamentação seja aprovada ainda nesse semestre. A proposta do MLS é estruturar um ambiente legislativo para o ecossistema de inovação, com um modelo inovador comercial e de leis que apoiem e sejam adequadas para as startups.

Uma pesquisa do Panorama Legal das Startups, realizada em julho deste ano, mostrou que 70,49% dos empresários entrevistados defendem a criação de leis de incentivo que tragam benefícios fiscais para startups e empresas com inovações, indicando que essa iniciativa contribuiria para alavancar o empreendedorismo inovador no Brasil.

O Marco Legal das Startups (MLS) acabou de despertar de um breve sono. Seu anteprojeto de Lei estava adormecido há alguns meses, apesar de sua extrema importância para o país, e espera-se que a sua regulamentação seja aprovada ainda nesse semestre. A proposta do MLS é estruturar um ambiente legislativo para o ecossistema de inovação, com um modelo inovador comercial e de leis que apoiem e sejam adequadas para as startups.

Uma pesquisa do Panorama Legal das Startups, realizada em julho deste ano, mostrou que 70,49% dos empresários entrevistados defendem a criação de leis de incentivo que tragam benefícios fiscais para startups e empresas com inovações, indicando que essa iniciativa contribuiria para alavancar o empreendedorismo inovador no Brasil.

Sergio Risola, diretor-executivo do Cietec

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Mercado Livre anuncia parceria societária com startup de logística Kangu

O Mercado Livre, empresa líder em tecnologia para e-commerce e serviços financeiros da América Latina, anuncia sua entrada como sócio estratégico da empresa de logística Kangu. A startup, que já tinha o Mercado Livre como parceiro e cliente desde 2019, passa a agora a contar com uma atuação mais próxima e intensiva em termos de volume de entregas originadas pelo e-commerce.

A Kangu atua como elo de ligação entre pequenos comerciantes e consumidores que vivem na mesma região, reduzindo distâncias, trazendo mais agilidade às entregas e comodidade aos usuários. A empresa seleciona e habilita lojistas de bairro, que tenham interesse em se tornar pontos de coleta e de entrega da rede de parceiros. Estes pontos passam a atuar como opção alternativa para vendedores do Mercado Livre que queiram deixar ali seus produtos para coleta, seja para empresas de transporte que encaminharão os itens para o destino final, seja para os compradores que precisem de um local para receber os produtos fora de casa. Os parceiros recebem um valor por pacote “hospedado” e ainda geram tráfego adicional de pessoas para seu pequeno negócio.

Em contrapartida, o Mercado Livre orienta a Kangu sobre a quantidade e localização ideal desses pontos, direcionando volumes significativos de pacotes para cada local e impulsionando a geração de receita para o negócio da Kangu e de seus parceiros. Atualmente, já existem mais de 1,2 mil pontos parceiros nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

A parceria societária ocorre em um momento de forte expansão da rede de logística gerenciada pelo Mercado Livre, que hoje já representa 51,6% de todo o volume transacionado pela companhia. A título de comparação, a rede do Mercado Livre, chamada MELI Net, correspondia por 10% do volume transacionado em 2017 – quando o Mercado Livre conquistou a liderança do e-commerce no Brasil – e 23% no segundo trimestre de 2019.

“Temos muito orgulho de nos tornarmos sócios da Kangu. Este passo consolida a parceria que já vínhamos construindo juntos, gerando ganhos significativos de negócios para a empresa e colaborando para que o Mercado Livre possa expandir ainda mais rápido sua malha logística na América Latina e atender seu crescente número de compradores e vendedores que usam a plataforma”, destaca Renato Pereira, Diretor de Desenvolvimento Corporativo do Mercado Livre.

Para Marcelo Guarnieri, CEO da Kangu, a parceria poderá levar a empresa para um novo patamar de crescimento. “O Mercado Livre nos apoiou desde o início para que a Kangu crescesse seu negócio. A oficialização de tê-lo como nosso sócio é uma evolução natural desta parceria e do bom entrosamento entre as empresas”. Já para Ricardo Araújo, Co-CEO da Kangu, a parceria é um complemento perfeito ao aporte que a companhia tinha anunciado no início do ano com NXTP. “A Kangu, que já estava capitalizada, agora passa a ter um sócio que atrai um volume onde o crescimento pode ser bem mais acelerado e assertivo”, conclui Ricardo.

Case Startup Summit 2020 anuncia seleção de startups expositoras

Com o objetivo de fomentar o ecossistema de inovação e impulsionar as possibilidades de negócios entre os protagonistas de diversos setores, o CASE Startup Summit 2020 anuncia a abertura das inscrições para startups interessadas em expor no maior evento digital de empreendedorismo da América Latina, que acontece entre 19 e 23 de outubro.

“Buscamos startups em fase de operação e tração, de todos os estados, nos mais diversos segmentos e que tenham histórico de relacionamento com Sebrae e Abstartups”, ressalta José Muritiba, diretor executivo da Abstartups. Cada empresa terá estantes virtuais, com descritivos sobre o negócio, vídeos pitch, sites e canais de contato, pelos quais poderão se conectar com potenciais clientes, investidores e parceiros.

Para as startups interessadas em participar desse espaço de exposição, as inscrições estão abertas até o dia 06/09 através deste formulário: http://bit.ly/startupcss

A programação inicial e outras informações para expositores podem ser encontradas no http://www.casestartupsummit.com.br/

Startup ligada ao HC usará Inteligência Artificial para evitar surtos em empresas e escolas

Em parceria com o Centro de Inovação do Hospital das Clínicas da FMUSP, uma startup internacional desenvolveu uma plataforma de rastreamento de casos da Covid-19 e uma carteira de imunidade digital, com dados como resultados de testes e sintomas. Será a primeira com esse modelo no país. O objetivo é utilizar tecnologia e Inteligência Artificial para organizar informação em larga escala e dar segurança às pessoas e empresas no processo de retomada da economia. Escolas e universidades também poderão se beneficiar da plataforma no reinício das aulas presenciais, dando mais segurança a alunos e professores.

Os dados da plataforma permitirão que empresas e gestores públicos, por meio de Inteligência Artificial, possam mapear e planejar melhor todos os passos da retomada, assim como antecipar possíveis surtos da doença. Com tecnologia blockchain, a startup garante a privacidade e o uso ético das informações dos cidadãos. Os dados privados de cada pessoa pertencem somente a ela.

Na plataforma, pessoas e empresas poderão registrar os resultados de testes para Covid-19. Os dados permitirão maior agilidade e segurança tanto para iniciar a retomada econômica como no pós-pandemia. Quem já tem imunidade ganha mobilidade, quem não tem ganha segurança, e o uso de dados, de forma coletiva, promove o controle em tempo real de novos casos e a retomada da economia. A plataforma terá como parceiro o Inova HC, hub do Hospital das Clínicas para acelerar startups de saúde e testar novas tecnologias como inteligência artificial, internet das coisas e impressão 3D.

A plataforma permitirá um mapeamento preciso dos casos, fazendo com que o planejamento do uso de espaços comuns seja feito com base em dados científicos. Já o certificado digital de imunidade garantirá aos indivíduos acesso a locais fechados de ampla circulação e até entre países. Iniciativas similares com uso desta tecnologia já estão sendo adotadas em países mais adiantados na retomada econômica, como Alemanha e Austrália.

“Trabalhar por meio de Inteligência Artificial e segurança da informação é a chave para uma retomada mais rápida da economia. Precisamos testar muito, garantir a qualidade dos testes e, sobretudo, garantir que essa informação seja usada de forma organizada e segura”, afirma Pablo Lobo, CEO da startup Blok BioScience para a América Latina.

“A pandemia trouxe várias dúvidas e uma certeza: informação, em quantidade e qualidade, é fundamental para o seu enfrentamento. Isso vale para a OMS, para governos, empresas e cidadãos. Trabalhar esses dados com a melhor tecnologia e todos os pré-requisitos éticos é fundamental. E o Inova HC é parceiro no desenvolvimento dessa tecnologia, dentro desses parâmetros”, afirma Giovanni Guido Cerri, presidente do Conselho Diretor do Inrad do HCFMUSP e do Inova HC.

A Blok BioScience tem em seu time internacional alguns dos maiores especialistas do mundo em ciência e tecnologia. Seu CEO global, Alex Tai, foi diretor de projetos Especiais do Virgin Group, CEO da Virgin Racing, Virgin Oceanic e COO da Virgin Galactic.

A Gestão de Pessoas e a implantação de processos em startups

Por Julia Morassutti, Head de Gente e Gestão e Jurídico na Printi

O tempo em uma startup passa rápido e intensamente, principalmente quando ela está em um momento de crescimento, no caminho de se tornar uma scale-up. O momento de transição é desafiador para toda startup, inclusive para a área de Gestão de Pessoas (ou Recursos Humanos), que precisa desenvolver uma cultura de processos compatível com grandes organizações, sem perder agilidade e seu DNA de crescimento.

De acordo com levantamento do IBGE, as scale-ups representam 0,5% das empresas em atividade no Brasil e são responsáveis por gerar 70% dos novos empregos no país. Nesse contexto fica clara, portanto, a importância da gestão de pessoas.

Em uma startup os processos tendem a ser mais simples e rápidos, por conta do tamanho da operação e da cultura organizacional. Mas à medida em que ela cresce, cresce também o quadro de colaboradores, surgem novas áreas e com tudo isso aumenta a necessidade de desenvolver ou rever os processos. Gestão de Pessoas não só tem a missão de estruturá-los, mas principalmente de acompanhar o crescimento e apoiar a sustentabilidade do negócio, por meio de boas práticas em todos os seus subsistemas. É necessário pensar e agir com foco na experiência do colaborador e nas ações que reforcem sua performance e desenvolvimento. E nessa hora é necessário tomar cuidado para não engessar a cultura ágil e flexível da startup.

Processos não precisam ser sinônimo de entraves. Além de ajudar a agilizar ainda mais a operação, processos existem para criar uma estrutura organizacional mais profissional e, acima de tudo, mais produtiva e eficiente.

Mas como desenvolver esses processos sem atrapalhar a cultura?

A área de Gestão de Pessoas precisa seguir as características de agilidade, flexibilidade e dinamismo da startup, incorporá-las aos processos e criar meios de suportar as constantes transformações da empresa. É preciso pensar em métodos que estejam alinhados com as estratégias de crescimento. Para isso, é importante a área estar próxima e dominar o negócio, entender como cada área funciona e o perfil das pessoas que trabalham nelas.

Nesse caminho é imprescindível considerar o uso de tecnologias que tragam digitalização e automação, isso permitirá velocidade e precisão às rotinas da área e também a tomada de decisões com viés menos subjetivo, baseadas em dados analíticos. Estamos falando de posicionamento estratégico e nova postura atitudinal. Tudo de forma a acompanhar o ritmo da empresa, garantir agilidade na tomada de decisões, sem perder de vista a essência e o jeito de ser da empresa.

A comunicação é outra grande aliada nesse momento. É preciso ser claro na hora de comunicar os novos processos e utilizar todos os canais da empresa (e-mail, rede social interna, vídeos, manuais etc.), buscando observar qual o melhor meio para comunicar em cada situação, qual atinge o público alvo e entrega melhor a mensagem. Muitas vezes o melhor é mesclar diferentes formatos.

Em tudo isso não existe uma fórmula para o sucesso, cada empresa possui suas particularidades e sua cultura. Mesmo em termos de parceiros, plataformas, linguagens e métodos. Cada startup tem seu DNA único e o que traz excelentes resultado para algumas pode não funcionar para outras. Erros serão cometidos no caminho e ajustes rápidos são necessários, como parte de uma acomodação natural, um aprendizado.

Em algum tempo após estruturação e uso de tecnologias para coleta, análise e gestão de dados será possível medir os resultados efetivamente alcançados. Além do inquestionável ganho de precisão e controle.

Esse é o grande desafio da Gestão de Pessoas nesse ecossistema. Criar alicerces para potencializar a produtividade no crescimento da empresa, preservando o interesse genuíno por pessoas, a cultura, flexibilidade com agilidade, criatividade e foco em inovação.

Circle Aceleradora faz aporte de R$ 2 milhões em fintech

Sempre em busca de soluções inovadoras que unem o marketing à tecnologia, a Circle Aceleradora de Martechs anuncia mais uma novidade no ecossistema: um aporte de R$ 2 milhões na fintech MKT BANK. Lançada por um hub de investidores internacionais focados em martechs, a startup é a única fintech voltada exclusivamente para o mercado de Comunicação e Marketing, por meio de uma plataforma para a realização de operações de adiantamento de recebíveis com conta digital e produtos de crédito.

A facilidade para a antecipação de recebíveis é um grande problema no segmento. Ao efetuar uma venda, as empresas podem demorar até 120 dias para receber seu pagamento, a partir do lançamento da nota fiscal. O objetivo da MKT BANK, que atua com modelo de negócio para públicos B2B e B2C, é contribuir exclusivamente com o fluxo de caixa desses stakeholders – agências, fornecedores, funcionários e freelancers de publicidade, marketing e eventos – para que todo o ecossistema trabalhe de forma saudável e sustentável.

Visando atender esses pequenos e médios fornecedores do mercado de comunicação, com uma burocracia muito menor em relação à encontrada em bancos convencionais, a MKT BANK espera fechar 2021 com R$ 30 milhões em transações e oferecer o benefício inédito a 10 mil clientes. “Pensamos em uma conta digital para atender exclusivamente as necessidades do mundo da Comunicação e Marketing e facilitar as operações bancárias entre todos os seus públicos. Somos a única fintech que fala a língua deles; olhamos cada contrato, job a job, com um sistema friendly e voltado para o formato de trabalho e as dores desse mercado. E a Circle vai agregar ainda mais no nosso expertise, pois é a primeira aceleradora martech a olhar para todas as empresas pensando em tecnologia, criando conteúdo para tecnologia.”, explica Alessandro Lopes, CEO da MKT BANK.

A fintech inédita ajuda no planejamento financeiro e estratégico de service users de todo o Brasil, com uma comunicação rápida, clara e dinâmica, justamente como é esse mercado. O novo “banco” oferece contas digitais individuais, em nome da empresa ou da pessoa física, e possibilita realizar serviços bancários, como TED/DOC, pagamentos, transferências entre contas da fintech, além de recarga de celular. Elas dão direito ainda a um cartão de crédito pré-pago Visa Internacional e saques na Rede Plus e na rede Banco24horas. As operações feitas pela plataforma podem variar de R$ 50 mil a R$ 1 milhão.

Mecânica – Sem a burocracia dos bancos tradicionais, abrir uma conta digital na MKT BANK é bem simples. Para pessoas e empresas, basta acessar a plataforma pelo www.mktbank.com.br e fazer o cadastro; depois de aberta a conta, o usuário deve aguardar a chegada de um cartão físico, mas já pode se beneficiar do virtual. Já para a antecipação de recebíveis, a empresa entra no site, faz o cadastro de interesse e responde a questões básicas. Após aprovado o cadastro, a conta e a antecipação estarão liberadas.

Mercado promissor – As fintechs, startups de serviços financeiros, estão entre as que mais crescem no Brasil. De acordo com a 2ª edição do Distrito Fintech Report, levantamento realizado pelo Distrito, empresa de inovação aberta que atua junto a startups, o Brasil já conta com 742 startups e, ao longo de 2019, a área atraiu US$ 910 milhões em aportes, 35% dos incentivos em Venture Capital no Brasil contabilizados no período. E uma pesquisa feita pela Infinicept e o AZ Payments Group estima que o setor deve movimentar US$ 15 bilhões até 2025.

O atual cenário do mercado de comunicação também é bastante otimista. O investimento em publicidade no Brasil chegou a R$ 17,5 bilhões em 2019, segundo o Cenp (Conselho Executivo das Normas-Padrão), entidade que reúne os principais anunciantes, veículos de comunicação e agências de propaganda do país.