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KPTL investe R$ 3 milhões na startup Ecotrace

Após se destacar pela solidez de seus serviços desde sua recente fundação, em 2018, a Ecotrace agora chama a atenção de um player de peso. A KPTL, uma das principais gestoras de Venture Capital do Brasil, acaba de anunciar a startup especializada em rastreabilidade com sistema baseado na tecnologia Blockchain como a sua mais nova investida. Assim, a KPTL chega a 9 Agtechs em seu portfólio, se consolidando como uma das principais gestoras no segmento.

O montante investido nessa rodada é de R﹩ 3 milhões e os recursos do aporte são do Fundo Criatec 3, que tem entre os principais cotistas o BNDES e bancos de desenvolvimento regional e agências de fomento à inovação. Entre 2019 e o fim deste ano a Ecotrace captou um total de R﹩ 5 milhões, o que mostra o embalo da jovem companhia.

A empresa iniciou sua atuação no mercado de carne bovina e logo expandiu para o mercado de aves e algodão. Entre seus principais clientes estão as maiores empresas de proteína animal do Brasil, entre elas JBS, Minerva e Frigol, que aumentam a transparência de suas cadeias de produção com o sistema da Ecotrace. Atualmente, a empresa também vem atuando em um projeto na cadeia do algodão juntamente com a ABRAPA (Associação Brasileira dos Produtores de Algodão).

Para Flavio Redi, CEO da Ecotrace a nova rodada só valida a trajetória até aqui. “Adaptação e olhar para as oportunidades foram os fatores mais importantes para colher resultados positivos. A consolidação de grandes contratos em um período de pandemia e o fechamento de um investimento desse montante só valida que estamos no caminho certo. Esse é nosso terceiro aporte – foram dois investimentos-anjo – e chega numa ótima hora. Fizemos toda a prova de conceito, demonstramos que o mercado está interessado em nossa plataforma e agora estamos com o caixa abastecido em condições de melhorar nossas ferramentas e escalar rapidamente o projeto. Uma empresa com três anos de vida e já no terceiro aporte indica o potencial que temos pela frente”, acredita Redi.

Da forma como foi estruturada pela empresa, a tecnologia Blockchain para a rastreabilidade pode ser utilizada em diversos setores sem necessidade de grandes alterações na tecnologia. Assim, o principal diferencial da Ecotrace em relação aos concorrentes é a maneira como coleta e analisa os dados recebidos. Existe uma integração com os ERPs da empresas, integrado com soluções de Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês) e Inteligência Artificial, que possibilita coletar informações com a menor margem de erro possível.

Como se sabe, o agronegócio brasileiro vem sofrendo pressões de investidores, compradores e sociedade para garantir a responsabilidade socioambiental. A cada dia o consumidor está mais atento ao produto que adquire. Por exemplo, a procedência de uma carne, os cuidados com bem estar animal, as exigências no processo industrial do ponto de vista sanitário, estão entre as informações que são cada vez mais relevantes ao consumidor.

Importante lembrar que a tecnologia hoje também é fundamental para garantir o acesso de produtos brasileiros a mercados como Europa, China e Estados Unidos. A rastreabilidade da cadeia de produção, controle, governança e transparência de ponta a ponta da cadeia de valor é o core business da Ecotrace.

A Ecotrace criou uma plataforma que possibilita digitalizar a rastreabilidade. Assim, consegue prover e consultar informações mais rápido. Atendendo a RDC24, é possível aplicar um recall e oferecer transparência ao consumidor. “A rastreabilidade hoje nas grandes companhias está incorporada no ERP e com isso fica muito mais lento para qualquer ajuste ou adequação de processo de acordo com a demanda de abertura de novos mercados. Quando digitalizamos a rastreabilidade, trazendo os dados para uma camada separada do ERP, ganhamos agilidade para respostas rápidas exigidas pelo mercado”, detalha Redi.

“Como parte do nosso compromisso com a sustentabilidade, a qualidade e a segurança dos nossos produtos, estamos levando nossos processos de due diligence a todos os elos da cadeia produtiva. Encontramos na Ecotrace um parceiro capaz de nos apoiar nesse desafio”, afirma Emília Raucci, diretora de Qualidade na JBS.

De acordo com Renato Ramalho, CEO da KPTL, o que chamou a atenção da gestora foi a complexidade da solução e velocidade de tração da startup. “A Ecotrace tem uma mistura de aspectos sedutores para quem investe em inovação e tecnologia no Agro. De um lado, um empreendedor maduro e profundo conhecedor do setor por mais de 12 anos. De outro, resultados expressivos em apenas 3 anos de vida”, resume Ramalho.

Fundador da companhia, Flavio Redi possui mais de 12 anos de experiência no setor de agronegócio. Em 2007, ajudou a criar a empresa Gestão Agropecuária (GA), que desenvolveu um software para gerenciamento de confinamento que monitora hoje 5,8 milhões de cabeças de gado. Desde maio, a GA também pertence ao portfólio da KPTL.

Além de Redi, outros dois empreendedores o acompanham na liderança da empreitada. Graduado em Ciência da Computação com MBA em Gestão Empresarial pela FGV e com mais de 25 anos de experiência em tecnologia, está Eric Luque, CTO da empresa, especialista focado em Inteligência Artificial e Sistemas Distribuídos e criador de conteúdo para o blog A.I.nteins relacionado a Inteligência Artificial. Já Antônio Hélio Waszyk foi o primeiro Investidor-Conselheiro na startup, executivo sênior com experiência construída internacionalmente com responsabilidades em funções estratégicas e operacionais, passando por EUA, França, Suíça, Israel, Filipinas, Malásia, Cingapura, somado 38 anos de sua carreira profissional na Nestlé.

Globalbot capta R$ 2 milhões em 6 dias via EqSeed

Em meio ao caos social e econômico gerado pela pandemia do coronavírus, as tecnologias que permitem o atendimento do cliente à distância foram protagonistas da retomada registrada especialmente na segunda metade de 2020. Foi nessa esteira que a startup Globalbot, que oferece solução de atendimento ao cliente baseada em inteligência artificial conhecida como chatbot, dobrou sua carteira de clientes, triplicou o ticket médio e, de quebra, fechou o ano captando R$ 2 milhões em apenas 6 dias por meio da EqSeed, maior plataforma online de equity crowdfunding do Brasil. Nada mal para um ano dificílimo para todos.

“O mercado de chatbots já vinha crescendo em ritmo acelerado, mas o isolamento social não deu alternativa ao mercado a não ser se digitalizar e promover atendimento à distância. Quando isso aconteceu, nós estávamos estruturados para atender a demanda”, explica Felipe Volpato, CEO da Globalbot. Diante à tração do mercado, a empresa, atualmente com mais de 200 clientes – entre eles Maple Bear, Kosé Brasil, Saint Gobain, OMS, Gerdau, Vedacit – decidiu que era hora de buscar um aporte para impulsionar ainda mais o negócio.

“Somos uma startup e conhecíamos o potencial da EqSeed. Avaliamos as possibilidades, sabemos que vivemos um momento onde o investidor está mais receoso, mas acreditávamos que os números do negócio estavam a nosso favor. Apesar do nosso otimismo, conquistar o aporte em apenas 6 dias foi uma excelente surpresa”, comemora.

Para o Brian Begnoche, sócio-fundador da EqSeed, a velocidade da rodada é mais uma prova da tendência crescente de captação online. “Captar offline é geralmente um processo muito demorado e repleto de frustrações. A rodada da Globalbot é mais um exemplo de como startups conseguem alavancar tecnologia e captar milhões de reais em apenas dias, totalmente online”.

O economista também atribui a rapidez a outros fatores, entre eles, a necessidade dos investidores em procurar maiores retornos potenciais e o apelo claro do mercado de inteligência artificial. “Com a taxa de juros tão baixa, a oportunidade de investir em uma empresa privada que atua com chatbots – mercado com enorme futuro – foi algo bem interessante para investidores,” diz o economista.

Alguns números corroboram a visão de Begnoche. Segundo a consultoria de pesquisas indiana MarketsandMarkets, o mercado global de chatbots deve crescer de US$ 2,6 bilhões, em 2019, para US$ 9,4 bilhões, em 2024, a uma taxa de avanço anual de 29,7%. Entre os principais fatores de tração, vale ressaltar o aperfeiçoamento das tecnologias de inteligência artificial (IA), que criam os assistentes virtuais; a demanda crescente de clientes por autoatendimento 24×7, com custos operacionais mais baixos, além da adesão de mais empresas usuárias, antes resistentes à novidade.

Os números da Globalbot, especificamente, também são promissores. Em 2019, a empresa somou mais de 37 milhões de mensagens enviadas e em 2020 cresceu 70% em faturamento em relação ao ano anterior.   

Acerca do futuro, o CEO da Globalbot afirma que o aporte deve viabilizar uma forte expansão durante os próximos 12 meses. “Estamos prevendo a ampliação da máquina de vendas, por meio de investimento nas áreas de Marketing e Comercial. Também vamos investir no desenvolvimento do produto, possibilitando a implementação total do modelo self-service para diversos mercados. Com isso, novos clientes conseguirão implementar a tecnologia de forma independente. Além disso, devemos ampliar a integração da plataforma com outras ferramentas, atuando cada vez mais em toda jornada do cliente, desde a pesquisa pelo produto até o pós-venda. Sem dúvida, 2021 será um ano de muito trabalho”, finaliza.

CPQD é habilitado para novo ciclo de programa EMBRAPII voltado a startups

Completar o ciclo da inovação, ajudando as startups que já desenvolveram projetos com Unidades EMBRAPII a colocarem seus produtos ou serviços no mercado. Esse é o principal objetivo do Ciclo 2 do programa de apoio a startups da EMBRAPII (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação e Industrial), para o qual o CPQD é uma das unidades habilitadas.

Anunciado em outubro, o novo ciclo prevê a destinação de recursos da EMBRAPII para apoio a projetos de startups com nível de maturidade tecnológica (TRL, na sigla em inglês) mais elevado. No Ciclo 1, os projetos desenvolvidos em parceria com as Unidades EMBRAPII chegam até o nível 6 do TRL, que envolve a demonstração e validação da tecnologia. No Ciclo 2, a proposta é apoiar as startups até o nível 9 de maturidade, fase considerada comercial.

“Essa fase inclui serviços tecnológicos como produção de lote piloto, certificações de produtos e, também, serviços de apoio ao negócio para a colocação do produto no mercado”, explica Antonio Marini, da Diretoria de Inovação do CPQD. “Em função dessa preocupação com o negócio, um dos requisitos para participação no Ciclo 2 é o envolvimento no projeto de uma aceleradora de startups”, acrescenta. 

Para atender esse requisito, o CPQD – que é credenciado como Unidade EMBRAPII – habilitou como parceira para o Ciclo 2 a E-volve, aceleradora e incubadora de startups. “Esse novo ciclo do programa da EMBRAPII veio para ajudar as startups a colocarem seus produtos no mercado”, afirma Vital Yasumaru, coordenador de aceleração da E-volve. “Afinal, é preciso fazer a roda girar. Não adianta investir no desenvolvimento do produto ou serviço, se a startup não tiver fôlego para chegar ao mercado”, enfatiza.

O foco principal da EMBRAPII, com o Ciclo 2, são as deeptechs, definidas como startups com maior densidade tecnológica embarcada em seus produtos e serviços. “Há um grande interesse por tecnologias como Inteligência Artificial, conectividade e IoT, Blockchain, mobilidade elétrica, que trazem grande impacto em várias áreas”, diz Marini.

Para se candidatar ao Ciclo 2 do programa, a startup já deve ter desenvolvido projeto no modelo EMBRAPII. Nesse novo ciclo, a EMBRAPII arcará com 50% do valor do projeto e a startup ficará responsável por 35% do investimento – a contrapartida do CPQD será de 15%.

Programa de Inovação Aberta Cisco / SENAI-SP recebe inscrições até 31 de janeiro

OPrograma de Inovação Aberta Cisco/SENAI-SP prorrogou as inscrições até 31 de janeiro de 2021. A ação é parte do Cisco Brasil Digital e Inclusivo (BDI) e tem o objetivo de acelerar startups, fortalecer o ecossistema de inovação e desenvolver o empreendedorismo brasileiro. Serão selecionadas até cinco startups com projetos que empreguem as tecnologias pilares da Indústria 4.0.  

 As startups interessadas em participar devem ter projetos em estágio inicial com soluções que impactam a cadeia da Indústria 4.0 nas seguintes áreas: Otimização do Processo Produtivo, Manutenção Prescritiva e Segurança e Redução de Riscos. O programa é equityfree, ou seja, as únicas exigências para que as startups participem é a sinergia com um dos temas propostos e a dedicação durante todo o projeto. 

 O Programa Inovação Aberta Cisco/SENAI-SP terá quatro fases. A fase 1, refere-se à inscrição da startup. Na fase 2 serão selecionadas as startups com os melhores projetos para a indústria. Além disso, os seus representantes serão entrevistados via webconference, para maior aprofundamento nos assuntos pertinentes à startup e ao programa. 

 A Fase 3 é de aceleração com duração de até seis meses e contará com duas etapas. Na primeira a startup passará pelo processo de validação do seu modelo de negócio e solução. Em seguida ela irá aprimorar sua solução, com tecnologia definida e capaz de rodar uma Prova de Conceito (PoC). Já na quarta etapa, chamada de Demo Day, as startups participarão de um evento para apresentação dos projetos com palestras, pitch e bate papo explorando a experiência vivida durante o programa e reconhecimento aos dois melhores projetos. 

 Durante a participação do programa, as startups selecionadas terão acesso a diversos recursos, como:  

  • Mentores e profissionais especializados em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento. 
  • Acesso a 22 Núcleos de Tecnologia e 10 Institutos de Inovação. 
  • Auxílio para elaboração de projetos voltados a editais de fomento. 
  • Acesso às tecnologias Cisco, assim como às tecnologias disponíveis no Openlab. 
  • Robusta rede SENAI-SP e FIESP de conexão com a indústria brasileira para geração de negócios. 
  • Acompanhamento high touch de profissionais e mentores Cisco e SENAI-SP especialistas em negócios e inovação. 

As startups também contarão com um espaço para trabalhar no UpLab, o hub de inovação e empreendedorismo do SENAI-SP, onde poderão modelar suas soluções e participar de provas de conceito com clientes reais, além de até 100 horas em serviços de desenvolvimento tecnológico do Instituto SENAI de Tecnologia. 

 Para mais informações e para inscrições, acesse o site do Programa Inovação Aberta Cisco/SENAI-SP

Plataforma digital Trizy faz aquisição de startup de logística B3 Agro

A Trizy – plataforma digital de serviços para caminhoneiros, embarcadores e frotistas – anunciou nesta semana a aquisição da startup de logística B3 Agro, que atua com soluções de agendamento de carga e descarga de caminhões. O negócio mais do que duplica o volume de transações da Trizy nesta função, além de reforçar a sua atuação no mercado de grãos e expandi-la para outros segmentos do agronegócio.

A chegada dos caminhões para carga e descarga e o controle de pátio ainda são um dos maiores gargalos para uma gestão operacional logística eficiente. Nas mais diversas operações, é comum encontrar filas e vários caminhoneiros aguardando a sua vez para carregar ou descarregar, gerando improdutividade e ineficiência na cadeia logística. A Trizy foca em trazer soluções para resolver este problema.

“Atender o cliente com eficiência, respeito e excelência é fundamental para qualquer negócio. Por isto, estamos focados em desenvolver ferramentas que entreguem nível de serviço superior, segurança dos dados, conectividade ‘real time’ e baixo custo de implementação”, explica Renato Gouveia, CEO da Trizy.

O movimento representa um passo importante na estratégia da empresa, que há dois anos vem investindo em ferramentas e funcionalidades desenhadas para melhorar a jornada do seu principal usuário, o caminhoneiro. “Este profissional é o centro do nosso negócio, é pensando nele que desenvolvemos as nossas soluções. Ajudar empresas a operar melhor sua logística impacta diretamente na vida deles, é assim que vamos trazer a tão sonhada transformação digital para o setor que, na prática, ainda não aconteceu”, acrescenta Gouveia.

Hoje a B3 Agro é uma das principais empresas em número de transações nesse segmento tecnológico, com cerca de 150 mil agendamentos por mês. A Trizy passa a operar mais de 400 mil agendamentos mensais e a meta da empresa é alcançar 6 milhões de transações ainda em 2021.

Com esta aquisição, a Trizy vai alcançar uma marca importante de 80 mil usuários ativos. “A base é muito importante para o nosso tipo de negócio, mas nosso foco é gerar uma experiência excelente para os usuários. Aproximadamente 50% deles interage com o nosso aplicativo diariamente, este é o número que nos interessa, pois isto abre diversas possibilidades de negócio”, complementa Gouveia.

A operação da startup B3 Agro será assumida em sua totalidade pela Trizy que oferece diferentes soluções para gestão de aquisição e publicação de fretes, gestão de transportadoras, tracking das viagens, digitalização de documentos, automação de pátios, GPS personalizado para caminhões e carretas, além de uma ferramenta para avaliação de postos e serviços na estrada, com mais e 15 mil pontos disponibilizados para a comunidade do app.

Impact Hub cria mais de 11 programas e beneficia mais de 10 mil pessoas e organizações em 2020

O Impact Hub é uma organização brasileira globalmente conectada que atua desde 2007 no Brasil. 2020, ano em que completou 13 anos, foi um dos mais desafiadores, em diversos sentidos. Foi um período que exigiu muita coragem e resiliência. “Em março, entendemos que a pandemia do novo coronavírus não seria algo passageiro e, por conta disso, fizemos muitos movimentos estratégicos para nos ajustar ao novo cenário”, afirma Ruy Camargo, diretor de operações do Impact Hub São Paulo.

Desde o surgimento, a organização reúne objetivos individuais a movimentos coletivos, o que permite uma ampla conexão e olhar humano e ousado para os desafios dos diversos setores. E, dessa vez, não foi diferente.

Todos os envolvidos no processo e, até aqueles que ainda não faziam parte, mas queriam ajudar, tiveram que questionar a lógica dos sistemas, engajar pessoas e organizações, além de estabelecer alianças estratégicas para juntos apoiar o desenvolvimento e florescimento do ecossistema de impacto no Brasil e no mundo diante de uma crise de saúde.

“Acredito que atingimos um nível em que inúmeras organizações começaram a questionar os próprios paradigmas e pararam de pensar de forma individual e passaram a agir de uma maneira mais colaborativa com o setor. O alcance de siglas como ESG, a pauta dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e as desigualdades, foram temáticas que ganharam muita relevância nos últimos meses”, explica Luciana Brasil, diretora de marketing da organização.

A pandemia do novo coronavírus fez com que o Impact Hub pensasse, constantemente, em alterar o padrão dos modelos de negócio, para poder ir além, pois o vírus estava desafiando a todos. “Coragem, colaboração e confiança fazem parte do nosso DNA e provamos que a nossa cultura foi decisiva para traçar os resultados deste ano desafiador”, comenta João Vitor Caires , diretor de área de programas.

Resultados

Em 2020, o Impact Hub São Paulo criou 11 programas e conseguiu beneficiar mais de 10 mil pessoas e organizações.

Um dos braços da companhia é a educação empreendedora. Seguindo estratégias minuciosas e, também, pensadas de maneira rápida, pois o tempo é escasso, foi possível desenvolver a cultura de impacto em diversas Etecs e Fatecs em São Paulo e em comunidades empreendedoras de Salvador, Marabá, Açailândia, entre outras. “Em 12 meses, foi possível acelerar mais de 60 Hubs de economia criativa e proporcionar, para todos, uma estruturação de negócio para um segmento que movimenta boa parte da economia do Brasil”, relata Henrique Bussacos, sócio fundador.

Já na esfera da aceleração, o Impact Hub foi responsável por operar o Green Hydrogen Lab, realizado entre Brasil e África do Sul para fomentar o mercado de energia renovável, assunto que está em alta em diversos países. O Green Hydrogen Lab pode solucionar questões relacionadas a energia, mobilidade e uso sustentável de recursos naturais.

A organização também está apoiando, financeiramente, por meio do Fundo Periferia Empreendedora e do Facebook Grants, mais de 7.200 pequenos negócios e pessoas que foram impactados diretamente pela pandemia.

Na frente de inovação, foi criado o IdeiaGov, programa que o Impact Hub está implementando, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. “Criamos o programa para trazer soluções inovadoras de mercado e da sociedade para desafios do Governo. Também queremos oferecer melhores serviços ao cidadão e atuar de forma mais eficiente na gestão pública”, explica Felipe Massami Maruyama, diretor de inovação em governo do Impact Hub à frente do IdeiaGov.

Iniciado em fevereiro, em seis meses de programa, o IdeiaGov lançou 3 causas (Luta contra a COVID-19 e Jornada Digital do Paciente), 8 editais, 1 consulta pública, recebeu 211 propostas e selecionou 10 empresas para solucionar os desafios que foram propostos. Para os próximos três anos, o objetivo é trabalhar para aproximar as soluções para que o Governo se torne mais ágil e eficiente para todos. “Este momento nos aproxima daquilo que mais acreditamos: que o impacto isolado requer ação coletiva”, conta Pablo Handl, sócio fundador da organização.

Reflexões

É importante também, além dos resultados conquistados, ressaltar as reflexões e ensinamentos que o difícil ano de 2020 trouxe. Para toda a liderança da organização, algumas práticas e questionamento foram necessários para que houvesse algum tipo de mudança.

Além da saúde, assuntos sobre intolerância de gênero e racial também estiveram presentes, por conta dos inúmeros episódios de preconceito que foram vistos ao redor do mundo. Para lidar com essas questões, o Impact Hub criou debates com a comunidade para falar sobre o racismo no ambiente de trabalho e na estrutura de governança e, um comitê para questionar o racismo estrutural e também a pauta LGBTQIA+.

“Acredito que todos os dias estamos aprendendo coisas novas e contratamos a Papo Consultoria para nos apoiar a desenvolver a nossa política e comitê de diversidade. Ainda estamos em fase de desenvolvimento, mas assinamos o manifesto anti-racista e estabelecemos critérios para as nossas políticas de inclusão, como, por exemplo, um questionário de declaração de gênero, raça, orientação sexual, senso de classificação por ordem de vulnerabilidade e priorização na avaliação”, comenta Ruy Camargo.

Outra importante reflexão foi sobre o mercado de trabalho. Mesmo enfrentando uma crise econômica, foi possível realizar contratações, não demitir ninguém e identificar que a equipe é bem diversificada, com 61% de mulheres, 32% colaboradores negros e 15% do grupo LGBTQIA+.

“Em um ano com tantos desafios, decidimos prototipar o futuro. Encerramos alguns ciclos, desativando nosso espaço em Pinheiros e decidimos avançar na gestão do espaço do IdeiaGov. Continuaremos, em 2021, presentes também em todos os espaços que tivemos a oportunidade de co-criar como Onono da BASF, o Galpão Zona Leste, a nova sede do Imaflora, espaços da Natura, entre outros. Queremos seguir com nossos atuais e futuros colaboradores nessa jornada empreendedora em que se renovar e enfrentar os novos desafios é uma grande oportunidade de fazer a diferença”, finaliza Luciana Brasil, diretora de Marketing do Impact Hub.

BV firma parceria com o Distrito

O BV, um dos maiores bancos do país, anuncia a parceria com o Distrito, hoje reconhecido como o maior ecossistema independente de inovação aberta do Brasil. A iniciativa pretende conectar startups ao banco para gerar soluções que tragam inovações para o negócio e fomente o crescimento do ecossistema como um todo.

Esse movimento reforça um dos pilares da inovação do BV, que é a conexão com startups. O BV já trabalha com dezenas de startups e a parceria com o Distrito visa a ajudar o BV a consolidar sua presença no ecossistema de inovação, além de potencializar as conexões com startups, usando a estrutura do BV para que as startups consigam oferecer seus produtos e acelerar seu crescimento.

A parceria terá início com o lançamento de oito desafios, selecionados por diferentes áreas do banco. Com isso, as startups terão a oportunidade de analisar cada caso e propor soluções para um ou mais dos temas listados.

O BV é um dos primeiros bancos a fazer a assinatura corporativa do Distrito Fintech Digital Hub, plataforma que se volta para startups do setor de finanças e à qual vai conectar seus executivos. O projeto também inclui a presença do BV no hub físico, Distrito Fintech, localizado em São Paulo, e que só deve ocorrer em meados de 2021 com o controle da pandemia de Covid-19. A unidade oferece um ambiente único de inovação, com troca de inteligência, experiências, oportunidades e, principalmente, desenvolvimento de novas tecnologias e serviços que pretendem transformar o setor financeiro.

“Sem dúvida alguma, a presença do BV como membro ativo da nossa plataforma é bastante significativa. A inovação aberta é o caminho para o futuro e esta aproximação entre empresas já consolidadas e as startups é fundamental para uma transformação digital efetiva”, comenta Gustavo Araujo, cofundador e CEO do Distrito. “O BV já é um banco reconhecido pela relação que mantém com as algumas startups. Queremos avançar ainda mais neste sentido e por isso acionamos as startups ao nosso redor para que possam contribuir com os desafios que hoje eles enfrentam na operação”, completa.

4 startups e um fundo de investimento que registraram crescimento em 2020

Diante de tantos desafios econômicos devido à pandemia que impactou indústrias e setores do mundo todo, algumas empresas conseguiram, por meio do uso de tecnologia, registrar crescimento no período ao oferecer soluções e inovações para a continuidade dos negócios de seus clientes. Foi o caso da Car10, Mobees, Quero Quitar, Cargon e do fundo de investimento para o empreendedorismo feminino na tecnologia, WE Ventures.  

Com tudo pronto para o lançamento, a pandemia de COVID-19 obrigou a Mobees a adiar em cerca de 90 dias o início de sua operação nas ruas. A adtech de Mídia Out of Home (OOH) atua na veiculação de anúncios digitais em telas inteligentes sobre carros de motoristas de aplicativos no Rio de Janeiro.  

Para garantirem até R$ 1 mil reais mensais, os parceiros da Mobees rodam a cidade equipados com seus painéis de LED movidos à computação em nuvem, análise de dados e Inteligência Artificial (IA) da Microsoft. Essas tecnologias coletam dados de mobilidade urbana e identificam os melhores locais e horários para cada anúncio ser mostrado de acordo com o público-alvo das empresas anunciantes. 

Segundo Fabio Barcellos, CEO e cofundador da Mobees, a pandemia fez com que a startup buscasse outras formas de apoiar os motoristas por meio da doação de máscaras, álcool em gel, escudos de proteção entre motorista e passageiro, além de dois meses de desinfecção gratuita nos carros. “No começo foi difícil, pois perdemos anunciantes. De oito que fariam parte do lançamento em março, apenas dois continuaram em julho. Mas revertemos rapidamente a situação e hoje estamos com mais de 15 clientes, uma frota de 100 parceiros, prontos para dobrar, e uma fila de espera de 25.000 motoristas cadastrados. Além da satisfação por termos lançado a empresa em um momento tão desafiador e de alcançarmos um crescimento de 100% neste trimestre em relação ao trimestre anterior, também ficamos muito felizes em distribuir mais de R$ 350 mil em renda extra para os trabalhadores de aplicativos que tiveram seu rendimento tão afetado durante o período”, diz Barcellos. 

Para a Cargon, startup de logística que nasceu ainda no início da pandemia, os desafios também foram intensos, uma vez que o mercado no qual atuam, de fretes de distância, registrou queda. No entanto, de acordo com Denny Mews, CEO da companhia, as empresas do setor que antes eram mais propensas a ter uma atuação tradicional, começaram a enxergar a digitalização dos processos como um facilitador. “Para isso, foi necessário agilidade e experimentação de como fazer a aproximação, abordagem e comunicação com os clientes, de forma que eles conseguissem identificar a potencialidade da tecnologia para o negócio deles”, comenta.  

A empresa que utiliza Inteligência Artificial da Microsoft para identificar e verificar motoristas a fim de assegurar um transporte seguro e reduzir a possibilidade de roubo de cargas vem registrando crescimento de faturamento de 50% ao mês.  

Outra startup que atua no mercado automotivo é a Car10, que inova e transforma a experiência entre clientes e oficinas. A empresa sentiu o impacto da pandemia logo no início de março, com a redução na demanda por serviços automotivos, congelamento de projetos e parcerias estratégicas bem como a migração para o home office e paralização de novas contratações. No entanto, de acordo com Fabio Gimenez, CEO da empresa, o impacto da pandemia foi de curto prazo pois, já a partir de junho, a empresa voltou a crescer retomando à sua atuação de prospecção de novos clientes e foco em novos projetos. Com isso, a companhia fechará o ano com resultados financeiros bem fortes projetando um crescimento de + de 200% nos seus volumes de processamento financeiro e faturamento em relação a 2019. Isso mostra que o mercado, por conta de uma necessidade em se digitalizar e ser mais assertivo, buscou a tecnologia como base e continua de melhoria e crescimento”, diz Gimenez. 

Ainda, em um ano no qual as empresas de call center tiveram que repensar o seu modelo de atuação por conta do isolamento social, a Quero Quitar conseguiu demonstrar a potencialidade de seu marketplace, no qual pessoas físicas e jurídicas podem checar e negociar dívidas de forma automatizada, rápida e prática de acordo com as opções inseridas pelos credores, integrando Azure, bem como soluções de machinelearning (aprendizado de máquina)e análise de dados da Microsoft à plataforma. 

A empresa criada em 2015 chegou ao mercado com uma solução já disruptiva com relação ao modus operandi do setor, mas neste ano por uma demanda latente das empresas de cobrança, conseguiu conquistar 17 novos clientes e crescer 400% em receita com relação ao ano passado. “Nossa base conta com mais de 55 milhões de CPFs e CNPJs e a nossa intenção para o próximo ano é de poder facilitar a quitação das dívidas dessa população, bem como de incentivar a educação financeira no país por meio dos nossos projetos”, diz Marc Lahoud, diretor executivo da Quero Quitar.  

Por fim, do outro lado da bancada dos negócios, a WE Ventures, fundo de investimento para fomentar o empreendedorismo feminino no mercado de tecnologia fundado em novembro de 2019, conseguiu encontrar apoio de novas grandes companhias a fim de incentivar a liderança das mulheres nas startups brasileiras. Idealizado pela Microsoft Participações e M8 Partners em associação com Bertha Capital, o fundo que tem como objetivo captar R$ 100 milhões em cinco anos, anunciou em março as primeiras companhias a receberem um investimento entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões, bem como as empresas Flex e Grupo Sabin como apoiadores.

Em novembro, a iniciativa revelou, ainda, a parceria com a Multilaser que investirá R$ 10 milhões no WE Ventures (fundo para startups em estágios mais avançados) e no WE Impact (que visa a dar consultoria e investir em empreendimentos em estágios iniciais). Além disso, nos próximos meses serão anunciados investidores parceiros da iniciativa nos setores da saúde, educação, seguros, jurídico e sustentabilidade.        

De acordo com Marcella Ceva, head da WE Ventures, as empresas mantiveram o interesse em apoiar a iniciativa e investir em novas empresas por compreenderem a relevância da diversidade, da inclusão e da responsabilidade social das companhias no desenvolvimento da sociedade. “Dados do Banco Mundial mostram que a inclusão das mulheres e da diversidade na economia geraria um aumento do PIB mundial entre US$ 2 trilhões e US$ 6 trilhões. Isso mostra como todos temos a ganhar. Mesmo neste ano tão desafiador, as empresas conseguiram enxergar a importância deste investimento e estamos orgulhosos em finalizar 2020 com a certeza de auxiliar ainda mais mulheres empreendedoras a continuarem a crescer”, finaliza Ceva. 

StartupRio acelera a inovação com IBM Cloud

O programa StartupRio anunciou hoje a colaboração da IBM, companhia líder global em nuvem híbrida e inteligência artificial, para aproximar mais de 150 startups ao universo corporativo e das tecnologias exponenciais e ajudá-las a escalar seus negócios através da inovação aberta.

Os empreendedores que fazem parte do StartupRio terão acesso ao Startup With IBM. Eles terão acesso à plataforma de nuvem híbrida aberta e segura da IBM (incluindo Red Hat OpenShift), e poderão construir soluções com até US$ 120.000 em créditos de IBM Cloud. À medida que evoluem em seus modelos de negócio, as startups também poderão ser selecionadas pela IBM para participar do IBM Open Ventures, iniciativa de inovação aberta que promove a integração de soluções de scale ups (startups em fase mais madura) a uma vasta rede de instituições líderes de mercado.

O StartupRio, executor dos editais da FAPERJ, tem como objetivo fomentar o desenvolvimento do ecossistema de empreendedorismo digital no Estado do Rio de Janeiro, impulsionando as startups de áreas como saúde, educação, finanças, impacto social, inteligência artificial, IoT, agritech entre outras, a transformar suas ideias em negócios digitais e fazendo-as crescer para melhorar o ambiente de negócios do Estado. Inicialmente, mais de 150 startups participarão do programa apoiado pela IBM.

Para o Coordenador Geral do StartupRio, Paulo Espanha, a ampla presença da IBM nas principais indústrias do país é um dos principais benefícios para as startups. “Para o empreendedor, não basta oferecer apenas tecnologia. Para transformar boas ideias em negócios digitais, é preciso ter também conhecimento de indústria e uma ampla rede de acesso às principais empresas que atuam no Brasil. Com a IBM, vamos acelerar ainda mais o desenvolvimento do ecossistema empreendedor para que mais startups possam crescer e executar suas ideias inovadoras”.

“Os benefícios da inovação aberta são para todos. A construção de ecossistemas robustos, apoiados por IBM Cloud e IBM Watson, ajuda as organizações a inovarem de forma mais rápida e com maior eficiência para beneficiar os seus clientes. Na IBM, nos dedicamos a ser inovadores para promover uma cultura de abertura e colaboração, não apenas entre os nossos funcionários, mas também entre os nossos parceiros, clientes e startups para gerar mudanças significativas em todas as indústrias.” disse Joaquim Campos, Vice-presidente de Cloud and Cognitive Software da IBM Brasil.

O StartupRio faz parte da IBM Startup Ecosystem. A IBM apoia startups em todos os estágios de sua jornada. Ao construir soluções usando créditos na nuvem, as startups não apenas recebem suporte técnico e capacitação digital, mas também podem aproveitar um ecossistema de desenvolvedores, que conta com arquitetos técnicos e mentores. Existem mais de 15 programas de aceleradores executados pela IBM e parcerias com mais de 250 aceleradores e incubadoras em todo o mundo.

Overdrives e NE Capital anunciam as startups do programa de aceleração

O Centro de Inovação da UNINASSAU – Overdrives e a NE Capital divulgaram, nesta terça-feira (22), as cinco startups que irão receber o aporte total de até R$800 mil reais para participar do programa de aceleração Pontes Overdrives. As escolhidas foram: Whywaste, Afarma, Scamb, Bota na Rifa e Bhave.

Pelo Pontes Overdrives, cada startup receberá um aporte de R$160 mil por um ciclo de seis meses de aceleração, podendo ser estendidos por mais seis meses. O presidente do Ser Educacional, grupo mantenedor da Overdrives, Jânyo Diniz, ressaltou o investimento. “Com o aporte e a aceleração, as empresas poderão desenvolver seus projetos com suporte significativo nos próximos meses. A parceria com a NE Capital, do Grupo JCPM, também vai potencializar a possibilidade de conexões, negócios e crescimento.”

Sérgio Barreto, gerente de Inovação do Grupo JCPM, empresa da qual faz parte a NE Capital, pontua a relevância de conseguir atrair ideias de todo o País, muitas delas focadas em resolver problemas e dores reais do nosso cotidiano. “A chamada, que foi nossa primeira, se mostrou interessante e, até certo ponto, com formato célere na identificação de possíveis novos negócios para o Grupo. E termos nos unido a uma empresa que já tem experiência nesse processo, como é o caso da Overdrives, foi uma grande vantagem”. O gestor destaca ainda que, num futuro próximo, o Grupo pode também buscar startups para atuar de forma mais sinérgica com os negócios onde o JCPM já tem atuação, como é o caso de Comunicação e Shopping Center.

O diretor da Overdrives, Luiz Gomes, destacou o potencial das selecionadas. “Todas as escolhidas têm projetos maduros e com grande possibilidade de contribuição para a sociedade. Vamos trabalhar juntos no desenvolvimento dos negócios, viabilizando novos contatos e investimentos adequados.”

Conheça as selecionadas:

Whywaste (RJ)
Sistema que monitora o vencimento dos produtos de um mercado, diminuindo o volume de alimentos descartados por prazo de validade;

aFarma (RJ)
Plataforma que simplifica o processo de retirada de medicamentos subsidiados pelo governo por meio das farmácias populares;

Scamb (SP)
Plataforma para compra e venda de produtos usados, hoje focada em artigos do vestuário feminino, mas com projeção de crescimento para outras categorias;

Bota na Rifa (PE)
Sistema de gestão de rifas on-line;

BHave (PE)
Plataforma para suportar a atuação profissional de psicólogos que tratam paciente com autismo, utilizando a metodologia ABA (Análise do Comportamento Aplicada – em português).

Bossa Nova encerra 2020 celebrando 23 exits no portfólio

A Bossa Nova Investimentos, micro venture capital que investe em startups em estágio pré-seed com atuação em todo território nacional, celebra neste fim de ano a conquista de 23 exits em seu portfólio. Mesmo em um ano com tantas incertezas econômicas e sociais, duas startups, Agenda Edu e Melhor Envio, que receberam aporte da investidora, realizaram suas transações de vendas para grandes empresas do mercado brasileiro.

Com sua tese de investimento diferenciada e um forte trabalho de conexão e incentivo com as startups que fazem parte do seu portfólio, a Bossa Nova é líder de mercado em Exits. “Nosso objetivo é sempre apoiar as iniciativas que decidimos investir para que elas cresçam de forma escalável e ganhem reconhecimento no mercado. A formalização de uma venda é a certeza de que caminhamos na direção certa e seguiremos sendo os principais promotores de startups que alcançam o Exit no Brasil”, comenta João Kepler, Diretor da Bossa Nova.

Os resultados alcançados com essas transações também são motivo de celebração. Startups como a Pedala, dlieve, Agenda Edu e Melhor Envio, todas com exits concretizados, resultaram em uma multiplicação de até 10 vezes o valor investido inicialmente. “Com um trabalho desenvolvido diretamente para as necessidades de cada negócio, em poucos anos conseguimos um retorno até além do esperado”, diz Kepler.

Durante sua trajetória, a Bossa Nova já fez mais de 700 investimentos em mais de 500 startups dos mais variados segmentos. Em 2021, pretende alcançar a marcas de mil investimentos e seguir apostando em comitês de investimento e parcerias que apoiam e impactam o ecossistema de inovação brasileiro.

InovAtiva Brasil acelerou 252 startups em 2020

Contribuindo com o ecossistema de inovação do país, o programa InovAtiva Brasil acelerou 252 startups em 2020. Esse número foi alcançado no ano em que a marca se reposicionou como um hub de aceleração, conexão e capacitação de startups e, pela segunda vez consecutiva, recebeu o prêmio Top Ecossistema no 100 Open Startups.

“No Governo Federal, nós não cansamos de dedicar os nossos melhores esforços para que o empreendedorismo cresça e possa ser desenvolvido em todas as regiões do país. Nosso objetivo, por meio de várias ações, é chegar a mais de dez mil startups aceleradas”, enfatizou Carlos Da Costa, Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (SDIC/SEPEC/ME).

No primeiro semestre de 2020, o programa InovAtiva Brasil recebeu inscrições de todos os estados brasileiros e obteve a marca inédita de 128 startups aceleradas em um único ciclo. Além disso, neste ano o InovAtiva de Impacto obteve 335 candidaturas, número recorde dentre todas as edições deste programa.

Em dezembro, o hub concluiu os ciclos dos programas InovAtiva Brasil 2020.2 e InovAtiva de Impacto 2020 . O encerramento aconteceu no evento InovAtiva Experience, realizado nos dias 05, 12, 13 e 14 de forma totalmente online. Na ocasião, os participantes receberam orientação e capacitação para otimizar as práticas de gestão, administração, marketing e investimentos para o futuro. Além disso, também apresentaram suas soluções para a maior banca de mentores e investidores do país.

Em sua 12ª edição, o Experience promoveu painéis sobre investimentos, mentorias coletivas, palestra sobre o ecossistema de inovação brasileiro ministrada pela unicórnio EBANX e entrevistas sobre o ambiente regulatório de startups e inovação aberta. Além disso, foi realizada a ação Domingo da Comunidade, que reuniu Líderes de Comunidade InovAtiva Brasil para falarem sobre as oportunidades de empreendedorismo existentes nacionalmente.

Ao final do evento, 14 startups foram eleitas como destaques em suas áreas de atuação, de acordo com os critérios grau de inovação, potencial de mercado, maturidade da solução e equipe:

• Agronegócios: Quiron Digital (SC), especializada no monitoramento remoto da qualidade da produção florestal, a startup utiliza tecnologias de visão computacional para dar aos gestores maior assertividade em suas tomadas de decisão em operações no campo;

• Educação & Saúde: Nick Saúde (SP), plataforma (aplicativo e site) que integra coleta de dados no atendimento médico de ambulatórios e pronto atendimento;

• Jurídico & Financeiro: Dados Legais (RJ), plataforma para identificar os fluxos de informações pessoais dentro de uma companhia;

• Mobilidade & Serviços: Ayo – Mobilidade Intermunicipal (PE), empresa focada em mobilidade intermunicipal que conecta passageiros e motoristas por meio do seu aplicativo;

• Impacto: Neuroganho (MG), oferece ferramentas, orientação e acompanhamento para pais estimularem o desenvolvimento de crianças e jovens com deficiências intelectuais;

• Recursos Humanos: Medei (SP), plataforma voltada a realização de homologação de rescisão contratual por meio de videoconferência e assinatura eletrônica de documentos;

• Tecnologia da Informação & Comunicação: NeuralMind (SP), ajuda empresas a reduzir riscos, erros e aumentar a produtividade em transações de alto impacto;

• Entretenimento & Marketing: GamerApp (MS), aplicativo voltado para gamers que permite a troca, compra e venda de jogos;

• Comércio – Logística & Serviços: iFeira (RN), startup que conecta pequenos e médios comerciantes de redes de supermercado e lojas locais de produtos para o lar com o consumidor final;

• Saúde: Benditas Mães (RS), plataforma de conexão e serviços do segmento materno-infantil;

• Infraestrutura, Construção Civil & Mercado Imobiliário: ConnectData (SP), solução de rastreamentos de ativos para o contexto industrial;

• Comércio – Varejo & Serviços: Total Strategy (GO), plataforma que monitora a quantidade de produtos perecíveis que vencem antes de chegar aos consumidores;

• Tecnologia da Informação & Comunicação: AZpop (SP), aplicativo que funciona como um catálogo de números de WhatsApp;

• Impacto: NetWord Agro (PR), startup de monitoramento digital de solos e lavouras para culturas de extensão e pastagens.

“Ao contribuirmos para o crescimento dessas startups e podermos ajudá-las à se conectarem com o mercado, estamos consequentemente contribuindo para posicionarmos o Brasil como um país que estimula o empreendedorismo inovador e com um dos maiores programas de aceleração do mundo”, afirma o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

BASF e Mercedes-Benz aceleram startups para o setor agrícola

Com o objetivo de agregar valor em toda a cadeia produtiva da agricultura, a BASF, por meio de sua plataforma de inovação e empreendedorismo AgroStart, juntou-se à Mercedes-Benz na busca de soluções para a mobilidade agrícola nas categorias de robótica/mobilidade, sensores/IoT, conectividade, gerenciamento da lavoura com o uso de telemetria e smart farming.

As startups selecionadas foram a Cropman, responsável por oferecer soluções em diagnósticos de solos de alta precisão e rendimento, a Pix Force, que desenvolve soluções para interpretar imagens e vídeos por meio de Inteligência Artificial, e a Kalliandra, empresa com foco em agricultura irrigada.

Para Eduardo Menezes, gerente de Produtos Digitais da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF na América Latina, “a Mercedes-Benz traz toda a sua expertise sobre mobilidade, que, aliada à expertise de campo da BASF, formam uma combinação promissora para o desenvolvimento de novas soluções que apoiem os desafios desse segmento”.

Na agricultura, os segmentos de robótica, Internet das Coisas, sensoriamento, drones, e outros, estão todos ligados à mobilidade, uma das principais dores levantadas pelos agricultores. “As startups escolhidas para o processo de mentoria e aceleração trazem serviços que vão ao encontro das necessidades dos agricultores. Juntos, BASF e Mercedes-Benz, pretendemos cocriar soluções que envolvam estas diferentes frentes. Nossa intenção é a de atender demandas reais, envolvendo nossos clientes no processo e gerando benefícios para todos os lados”, complementou.

O objetivo da parceria é o de impulsionar a produtividade e rentabilidade no campo. Esse compromisso ganha ainda mais força com a aceleração das startups selecionadas em cada categoria. Os cases concorrentes foram avaliados em apresentações online por uma banca formada por representantes da BASF, Mercedes-Benz do Brasil, Grunner, Raízen e Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. Ao todo, 57 startups se inscreveram no projeto.

Mercedes-Benz passa a fazer parte do Ecossistema AgroStart

Criado há pouco mais de dois anos, o Ecossistema AgroStart reúne parceiros de diferentes segmentos com especialistas e infraestrutura para desenvolver produtos ou serviços de forma rápida e escalável. Hoje fazem parte desta iniciativa a Bosch, o Banco do Brasil e a Samsung. A fim de oferecer experiências, ferramentas e visibilidade aos empreendedores que buscam criar soluções competitivas para o setor, a Mercedes-Benz se junta ao time de empresas parceiras.

“Com essa parceria com a BASF, buscamos encontrar propostas que irão possibilitar impactos positivos para a cadeia agrícola brasileira, auxiliando os agricultores”, declarou Karl Deppen, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina. “Apoiamos assim as startups no desenvolvimento de tecnologias que possam gerar maior produtividade e mais rentabilidade no campo. Juntos, vamos acelerar ainda mais o agronegócio, o setor que puxa o crescimento da economia no País”, finalizou.

BID Lab aporta R﹩ 4,4 milhões em inovação no IdeiaGov

O BID Lab, braço de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP assinaram contrato para o aporte de US﹩ 870 mil, o equivalente a R﹩ 4,4 milhões, para financiar a pilotagem e internacionalização de soluções inovadoras selecionadas por meio do Programa IdeiaGov, Hub de Inovação que traz soluções de mercado e da sociedade para desafios do Governo do Estado de São Paulo. Os recursos serão utilizados para implementar soluções no InovaHC, núcleo de inovação do Hospital das Clínicas, que mapeou, em conjunto com o IdeiaGov os desafios para os quais as soluções são direcionadas.

Com essa doação do BID, serão apoiados pelo menos dez projetos que buscam solucionar problemas de saúde pública originados do enfrentamento à pandemia da COVID-19, mas que terão aplicações em diversas outras áreas. Entre elas, existem ferramentas para usar inteligência artificial no diagnóstico de COVID-19 e outras doenças por imagens de raio-x e tomografia, aplicações de Internet das Coisas para equipamentos de UTI e digitalização da jornada do paciente no hospital. As propostas foram apresentadas por startups, consórcios de empresas, instituições científicas e tecnológicas ao longo de oito editais abertos no programa IdeiaGov. O Hub de Inovação do Governo do Estado de São Paulo conta com diversos parceiros, incluindo o BID.

“A pandemia ainda não acabou e precisamos nos manter vigilantes e atuantes. Por isso, consideramos essa parceria com o HC de SP e com o governo paulista tão relevante. Com o ecossistema de pesquisa e inovação mais robusto da região, o Brasil é capaz de prover soluções para problemas que afligem não só o território nacional, mas o mundo, e é preciso estimular esse potencial criativo”, diz Morgan Doyle, representante do BID no Brasil.

“Este aporte é essencial para o desenvolvimento da ciência e tecnologia e um passo fundamental para o Governo na revolução digital na saúde. O recurso irá ajudar a impulsionar soluções inovadoras, principalmente, neste período difícil em que estamos vivendo de combate à pandemia. O IdeiaGov é hub de Inovação essencial, que busca resolver os desafios da administração pública adotando soluções inovadoras propostas por startups e pesquisadores”, afirma Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico.

Liderado pelas Secretarias de Desenvolvimento Econômico, de Governo e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, o IdeiaGov é operado pelo Impact Hub, organização brasileira conectada a uma rede global de empreendedores com o propósito de desenvolver soluções e negócios de transformação. “A parceria com o BID alavanca ainda mais o potencial dessa iniciativa que já conta com diversos parceiros, a liderança do Governo do Estado de São Paulo e a gestão do Impact Hub”, explica Henrique Bussacos, sócio-fundador do Impact Hub.

Para o presidente do Conselho Diretor do Instituto de Radiologia e da Comissão de Inovação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), Giovanni Guido Cerri, ter o apoio do BID na identificação de novas ferramentas tecnológicas para combater e reduzir os impactos do coronavírus na saúde da população é muito significante. “Trata-se não só de um reconhecimento do trabalho que vem sendo desenvolvido no InovaHC, ficará como legado para a medicina no Brasil. O apoio do BID ao nosso trabalho de inovação, e na busca de startups, é um reflexo da solidez do trabalho que tem sido feito durante a pandemia e no futuro da saúde”, afirma Giovanni Guido Cerri.

Próximos passos

Agora, os preponentes selecionados terão acompanhamento metodológico por parte da equipe do BID Lab, braço de Inovação do BID, e serão guiados para que as soluções amadureçam, sejam testadas, aperfeiçoadas e possam ser lançadas nos mercados nacional e internacional.

Os recursos do BID e do Governo de São Paulo vão viabilizar itens como prototipagem e compra de insumos para esses desenvolvimentos.

Durante o processo, os participantes também desenvolvem projetos piloto, ganhando acesso às instalações de ponta do Hospital das Clínicas de São Paulo, aos pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP e de outros órgãos vinculados ao governo paulista.

Os desafios são lançados por meio de editais divulgados no site do IdeiaGov , onde as empresas interessadas se inscrevem e passam por um processo seletivo que analisa aspectos tecnológicos, operacionais e de mercado das soluções propostas.

ENGIE lança desafio com aporte de até R$ 2 milhões para startups brasileiras

A ENGIE, a maior empresa privada de energia do Brasil, atuando em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas, está com inscrições abertas para o Desafio ENGIE – Vamos Além da Energia. A iniciativa, uma parceria com o SENAI, disponibilizará até R$ 2 milhões para startups que apresentarem proposta para desenvolver soluções inovadoras que ajudem a acelerar a transição energética.

“O projeto é mais uma ação da ENGIE para promover a inovação e estimular o empreendedorismo na área de tecnologia. O desafio está alinhado com o nosso propósito de agir para acelerar a transição para uma sociedade neutra em carbono, por meio de consumo reduzido de energia e soluções ambientalmente mais amigáveis”, ressalta Raphael Barreau, diretor de Desenvolvimento de Negócios, Inovação e Estratégia da ENGIE.

As empresas interessadas têm até o dia 11 de fevereiro de 2021 para submeter suas propostas, respondendo desafios associados a cinco áreas: excelência operacional, loss control, carreira e sucessão, análise de estabilidade para segurança de barragens e mitigação do impacto ambiental.

Poderão participar startups e demais companhias de base tecnológica. Serão selecionadas até oito empresas, em duas etapas. Os projetos deverão ter duração máxima de dois anos e orçamento entre R$ 250 mil e R$ 400 mil.

As inscrições devem ser realizadas por meio da Plataforma Inovação para a Indústria, no site https://plataforma.editaldeinovacao.com.br/. O edital com mais informações também está disponível no portal.

CALENDÁRIO DO DESAFIO

Período de inscrição das ideias pelas Startups Dezembro/2020 – Fevereiro/2021

Primeira etapa de seleção: Fevereiro 2021

Segunda etapa de seleção: Março 2021

Divulgação dos selecionados: Abril 2021

Comunidade Anjos & VCs divulga pesquisa inédita contendo o mapa e as rotas dos investidores de startups no Brasil em 2020

O ano de 2020 vai marcar a humanidade pela enorme mudança de hábitos dentro e fora das organizações. O “novo normal” já força as empresas e os investidores a buscarem novas oportunidades e a mudarem sua forma de negociar e investir para construirem juntos um “novo futuro”. E para entender sobre o comportamento dos investidores de startups neste ano, a Comunidade Anjos e VCs da JUPTER realizou uma pesquisa inédita contendo o Mapa e as Rotas de Investidores de Startups no Brasil.

A pesquisa, que foi realizada entre os meses de janeiro e dezembro de 2020, teve o objetivo de mapear os players da Comunidade de Investidores Anjos & VCs, para identificar onde investem e de que forma as startups captam recursos, incluindo os investimentos mínimos, médios e máximos, organizados por rodadas de preferência e divididos em grupos de aceleração, grupos de Anjos, Pré-Seed, Seed, Series A, Series B, Private Equity, Family Offices e Corporate Venture Capital.

“Nos últimos anos, o número de investidores cresceu, antes eram cinco mil e hoje temos mais de oito mil pessoas. Proporcionalmente ao tamanho do nosso PIB e da nossa população, eles ainda são raros no Brasil. Todos os dias melhoramos este relatório, todos os dias existem dados novos. É muito bom ver que o Brasil tem um ecossistema super dinâmico de investidores e a gente foi capaz de agir muito rápido na crise deste ano”, afirma Bruno Dequech Ceschin, líder da pesquisa e cofundador da JUPTER, plataforma para encontrar, financiar e lançar as startups que estão construindo o futuro.

Realizado com 128 players, através de um questionário com perguntas de múltiplas respostas, o Mapa de Investidores 2020 revelou que 88,3% dos investidores estão ativos para aplicar capital em novas startups, 70,3% já estão investindo e gerando portfólio, 28,9% estão em processo de estruturação de novos fundos e 13,3% estão ativos para novos investimentos, contra 16,4% que estão desinvestindo e 1,6% inativos para novos investimentos. São 37 novos fundos de investimentos sendo estruturados hoje no país, fato que deverá transformar o ambiente competitivo brasileiro.

Outro dado relevante no relatório é sobre o estágio de preferência que estes investidores optam na hora de aplicar recursos para as startups. Segundo o levantamento, 39,8% responderam que iniciam na rodada Seed – que gera fundos para apoiar o desenvolvimento e a validação de produto e mercado da empresa, 15,6% em Pré-Seed, 14,8% em Series A, 12,5% em rodadas anjo e 11,7% em aceleração. A pesquisa também revelou que, atualmente, a fonte de recursos dos investimentos nas startups são de 71,7% dos proprietários, 47,5% de Family Offices e 30% de corporações, demonstrando o protagonismo do setor privado brasileiro e o grande apetite a risco das pessoas, famílias e empresas brasileiras.

“Uma das tendências de investimentos para os próximos meses é que os investidores especialistas ganhem mais espaço, amadurecendo o mercado, com financiamento de startups de segmentos específicos, como fintechs, agtechs, educação, construção civil e mercado imobiliário, healthtech, entre outros. O Brasil tem pelo menos R$ 5 bilhões declarados pelos nossos investidores que estão compromentidos e em busca de oportunidades para serem investidos em novas startups”, explica Ceschin, líder da pesquisa, que também ressalta o amadurecimento da experiência dos investidores generalistas, que investem em diversos tipos de segmentos de negócios, já tendo participado de milhares de rodadas de investimentos combinados. “Bons investidores generalistas atuam como uma plataforma ampla que proveem recursos financeiros, mas também vantagens competitivas que todas as startups investidas precisam, permitindo que os especialistas agreguem algo mais específico nelas, numa relação de co-investimento muito sinérgica que potencializa os resultados para todos”.

Já sobre as Rotas de Investimentos de Startups em 2020, o relatório traçou os possíveis caminhos de financiamento para uma startup captar recursos, que pode iniciar em aceleradoras, grupos de investidores anjo, Seed, Pré-Seed, Series A, Series B, entre outros, conforme mapa destacado abaixo. “Não tem um caminho único e cada vez eu vejo menos startups seguir o mesmo caminho. Ela pode começar a vida dela de financiamento com uma aceleradora e ir para um grupo anjo ou Pré-Seed, por exemplo. Não tem um caminho linear, mas na realidade é o menos linear possível”, complementa Ceschin.

Para consultar a pesquisa completa com o Mapa e a Rota de Investidores de startups no Brasil em 2020, clique no link https://jupter.hubspotpagebuilder.com/rota

Mas por que este é o momento de investir em startups?

Com a taxa SELIC em um dos menores patamares, em 2% ao ano, este é o momento para que os investidores tomem risco. Antigamente, existia um desestimulante em investir em startups, que eram os próprios juros oferecidos em CDB, Tesouro Direto, entre outros, que ofertavam ganhos de dinheiro por conta da alta dos juros, é o que comenta Bruno Ceschin, da Comunidade de Investidores Anjos & VCs. “O Brasil já tem unicórnios, fusões e aquisições, tem IPOs frequentes nas Bolsas de Valores, tem empresas de tecnologia que foram criadas há muito pouco tempo e já valem muito no mercado – isso derruba o mito de que o investidor não terá saídas. A opcionalidade para o investidor sair com sucesso da sua jornada é cada vez maior”.

De acordo com o cofundador da JUPTER, os investidores ainda têm muitas dificuldades para iniciar e se aprofundar neste assunto, pois não há muitos materiais de estudos disponíveis, as redes de conhecimento são fechadas, além de ser uma atividade muito solitária, pois o investidor também não vai compartilhar casos com qualquer pessoa. Por conta destes fatores, a Comunidade de Investidores Anjos & VCs lançou um programa com experiências práticas de investimentos em startups, chamado Investor Trek. A jornada, que tem início em fevereiro de 2021, irá oferecer 100 horas de conteúdo, focado em quem deseja se tornar ou já é um investidor, abordando temas do universo de investimentos de capital de risco.

O Investor Trek tem vagas limitadas, a duração é de 12 meses e é direcionado para investidores anjos, conselheiros de administração, empresários, gestores de capital de risco, assessores de investimentos, mentores de startups, executivos (c-level), herdeiros, entre outros profissionais que administram dinheiro. Os participantes dessa jornada terão uma oportunidade única de aprender com os maiores especialistas do mercado de Venture Capital brasileiro, serem mentorados por eles, e dessa forma poderem compartilhar oportunidades reais de investimentos em startups – o que reforça o aprendizado contínuo para investidores. Para se inscrever ou consultar mais informações, acesse https://jupter.hubspotpagebuilder.com/investor-trek-anjos-vcs-jupter. 

TerraMagna é vencedora de etapa brasileira da Startup World Cup

A TerraMagna, agtech de crédito para produtores rurais brasileiros, é a vencedora da etapa brasileira da Startup World Cup, a principal competição do gênero do mundo. O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira, 17/12, pelo Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Gustavo Junqueira, após o segundo dia de apresentações das 10 finalistas.

Durante a edição deste ano do evento, que teve como foco soluções para problemas específicos do agronegócio, o diretor-executivo e cofundador da TerraMagna, Bernardo Fabiani, mostrou como a startup usa fontes alternativas, como dados de satélite, para avaliar o risco de vendas a prazo de insumos e fornecer crédito para pequenos e médios produtores. Por meio de parcerias desenvolvidas com distribuidores e indústrias para definição do rating de crédito de produtores e gestão de penhores de safra, a empresa também conecta as dívidas desses produtores ao mercado de capitais, possibilitando que credores antecipem seu recebimento.

O próximo desafio para Fabiani e Rodrigo Marques, também cofundador e COO, será concorrer com outras startups do mundo a um investimento de US$ 1 milhão, no Vale do Silício, nos Estados Unidos, em 2021. Segundo Fabiani, vencer a etapa foi o reconhecimento da importância que o crédito tem para toda a cadeia de valor do agronegócio. “Quem olha para uma lavoura, muitas vezes não consegue ver toda a infraestrutura que existe por trás para permitir que ela exista, todos os insumos necessários. A agricultura brasileira é extremamente baseada em crédito e percebemos que existia essa carência do mercado de uma solução de crédito. O que fizemos foi justamente criar uma maneira, digamos assim, de resolver o insumo que dá origem a todos os outros insumos, que é o crédito. É uma vitória para a TerraMagna, sem dúvida, mas é uma vitória também para a agricultura do Brasil”, salienta Fabiani.

Ao anunciar a vencedora, o Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Gustavo Junqueira, parabenizou todas as startups participantes e as finalistas, por todo o trabalho realizado e aos juízes que contribuíram para o sucesso do evento. “Parabéns à TerraMagna! Ficamos muito honrados de tê-los representando o Brasil na próxima etapa da Startup World Cup”. Os jurados desta edição foram: Tomás Peña (The Yield Lab), Francisco Jardim (SP Venture), Marco Poli (Closed Gap Ventures), Paulo Silveira (FoodTech Hub Br), Rosana Jamal (Baita), Alain Marques (AgVenture) e Franklin Ribeiro (InvestSP).

Promovida em mais de 50 países pela Pegasus Tech Venture, o evento faz parte da programação da São Paulo Tech Week 2020 e conta com os apoios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e da Invest SP – Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade.

Softex anuncia fundo de R$ 50 milhões para startups

A Softex, em parceria com a Bertha Capital e M8 Partners, se uniram para lançar um Fundo de Investimento em Participações – Capital Semente, voltado a investir em startups da Quarta Revolução Industrial.  O advento da digitalização como um vetor de transformação de processos, produtos, serviços e modelos de negócio tem impactando significativamente a atividade empresarial. Soma-se a isso um conjunto de outras tecnologias relacionadas a impressão 3D, novos materiais e biologia sintética, por exemplo, que integram o mundo físico, digital e biológico caracterizando uma 4a. revolução industrial.
 

O “Fundo Softex 4RI” será dedicado ao desenvolvimento de iniciativas disruptivas, de base tecnológica, que busquem alavancar soluções com tecnologias voltadas à Quarta Revolução Industrial. O objetivo é contribuir significativamente para ampliar o volume de startups ligadas à Quarta Revolução Industrial, em especial àquelas com soluções que possam apoiar a digitalização da economia brasileira.
 

O FIP Softex 4RI terá como cotistas empresas beneficiárias da Lei de Informática Nacional que poderão investir recursos de P&D no Fundo, apoiando a geração de startups e se transformando em sócias dos negócios nascentes de base tecnológica. O FIP nasce aderente às regulamentações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com vistas à captação do recurso das contrapartidas em P&D da Lei de Informática com o foco em capital semente, investindo em empresas de base tecnológica com faturamento médio limite de R$ 16 milhões por ano no momento do aporte, detendo participação sempre minoritária.
 

Do ponto de vista da base legal aplicável e da estratégia de investimento, destacamos:

  • O Fundo deve se destinar à capitalização de empresas de base tecnológica, empresa de desenvolvimento ou produção de bens e serviços de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC);
  • O Fundo não poderá ter participação majoritária na empresa investida;
  • A startup deve apresentar pelo menos duas das seguintes características:
  • desenvolver bens, serviços ou processos tecnologicamente novos ou significativas melhorias tecnológicas nesses;
  • comercializar direitos de propriedade intelectual ou direitos de autor de sua propriedade, ou que estão em fase de obtenção; ou bens protegidos por esses direitos;
  • as despesas de P&D não sejam inferiores a 5% da receita bruta, sendo excluídas dessas despesas os valores direcionados à formação de ativo imobilizado; ou
  • execute por meio de sócios ou empregados diretos, profissionais técnicos de nível superior, atividades de desenvolvimento de software, engenharia, pesquisa e desenvolvimento tecnológico e de mercado.
  • Além disso, a startup também deve satisfazer:
  • Receita bruta anual de até R$16MM, com receita apurada não superior a esse limite nos últimos 3 anos e distribuir, no máximo, 25% dos lucros durante o período em que receber aporte de recursos do Fundo;
  • O investimento não poderá ser feito em empresa controlada, direta ou indiretamente, por sociedade que apresente ativo total superior a R$80MM ou receita bruta anual superior a R$100MM
  • O fundo deve manter, no mínimo, 90% (noventa por cento) de seu patrimônio líquido investido nos ativos (empresas de base tecnológica, podendo investir até 10% do valor do Fundo em ativos no exterior. O Fundo Inova 4RI tem o objetivo de captar R$ 50 milhões em até quatro anos. Os aportes nas startups irão de R$ 500 mil a R$ 5 milhões.

Segundo Ruben Delgado, presidente da Softex, instituição que executa vários programas de apoio a startups no Brasil (Startup Brasil, Conecta Startup, Conexão Startup-Indústria, dentre outros), a oportunidade de um Fundo de Investimento era a peça final que faltava no ecossistema Softex, pois permitirá que muitos recursos alocados nas fases mais arriscadas na forma não-reembolsável em diferentes programas poderão ser aproveitados pelo Fundo de investimento, criando mais um mecanismo de apoio ao ecossistema de startups.  Muitas startups interessantes poderão ser acessadas pelas empresas beneficiárias de Lei de Informática, que poderão ter um “quinhão” do fundo para as suas verticais de negócios definidas.

Do ponto de vista da tese de investimento e das áreas nas quais as startups serão selecionadas, Rafael Moreira, CEO da Bertha Capital, salienta que tecnologias disruptivas tais como Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT) e Computação em Nuvem são exemplos de tecnologias transversais que habilitam negócios inovadores que estarão no centro da tese de investimento. “O Fundo Inova 4RI possui um foco em colocar mais um instrumento para o ecossistema de startups e para as empresas beneficiárias da Lei de Informática, porque combinará startups nas principais tecnologias habilitadoras no mercado, além de trazer várias corporações empresariais com seus desafios e, portanto, oportunidades de demanda e apoio segmentado em setores econômicos tais como bancos, indústria, eletrônica, dentre outros”, ressalta Moreira.

Para mais informações sobre o fundo, acesse: https://fip4ri.softex.br/   

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