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CapTable captará R$100 milhões para 40 startups em 2021

Valor será 900% maior do que foi captado para 11 startups no ano passado. Podem se candidatar empreendimentos digitais que estejam em seed ou série A

Depois de captar R$11 mi em investimentos para 11 startups em 2020, a CapTable – empresa especializada em investimentos para startups – anuncia seu plano de captar R$100mi para 40 startups até o final de 2021. Os aportes serão destinados para empreendimentos digitais focados em inovação e que tenham alto potencial de escalabilidade. 

De acordo com Guilherme Enck, cofundador da CapTable, podem se candidatar startups que estejam em estágio Seed ou Série A. Serão analisados inicialmente fatores como produtos que já tenham sido validados no mercado e que estejam faturando. 

“Depois a nossa equipe – que conta com nomes de peso no mercado de investimentos em inovação –  faz um estudo minucioso que leva em conta diversos aspectos que podem indicar se aquela startup tem chances de crescer exponencialmente. Assim, será possível oferecê-las aos investidores que confiam no nosso trabalho”, explica Enck. 

Com essa metodologia, a CapTable conquistou a confiança de mais de 2,5 mil investidores que aportaram mais de R$11 mi em startups como Alterbank (fintech), Livima (PropTech / Fintech), Umbler (CloudHosting), Skydrones (Agrotech), InovaPictor (Legaltech), Pomartec (agrotech), Oak’s Burritos (Varejotech), O Amor É Simples (Ecommerce), InBeauty (Healthtech), Trashin (cleantech), Wuzu (fintech), Vulpi (HRtech) e Eirene Solutions (Agrotech). 

O anúncio da CapTable é feito em um cenário em que o investimento em iniciativas de tecnologia bateu recorde no Brasil mesmo com a pandemia do novo Coronavírus. De acordo com levantamento do Distrito, foram captados no mercado de Venture Capital mais de US$3,5bi em 2020, valor 17% maior do que o registrado em 2019. 

Já no que diz respeito ao crowdfunding de investimentos, os dados relativos às movimentações anuais costumam ser divulgados no primeiro trimestre do ano seguinte pela Comissão de Valores Imobiliários (CVM). O relatório com a atividade de 2019 indicou um total de R$59mi captados por 6.720 investidores para 60 startups. 

O montante foi 28% maior do que os valores captados em 2018 e o mais alto desde que entrou em vigor a Instrução CVM 588, que regulamentou o setor. 

A tendência é que os dados de 2020 sejam superiores ao último relatório oficial. Dentro da própria CapTable, as captações de R$500mil costumavam demorar cerca de 90 dias para serem concluídas em 2019. Já em 2020 a situação mudou para melhor. 

O maior exemplo disso foi um recorde nacional batido pela CapTable que conseguiu arrecadar R$1,3 mi para a startup Serall (da indústria 4.0) em apenas 11 horas. 

Com o plano de captar os R$100mi até o final do ano para 40 startups, a CapTable passa a se posicionar também como uma empresa de funding para startups. Isso envolve, além do uso da plataforma de crowdfunding; rodadas privadas e club deals. Mas as vantagens para as startups que conseguem entrar em rodada de captação pela CapTable vai além do investimento captado. 

Hoje são oferecidos pacotes de benefícios às startups como serviços do Growth Team e parceiros estratégicos para internacionalização das startups com mentores com amplo conhecimento dos programas de fomento da União Europeia para a entrada de startups no mercado internacional. 

Além disso, garante-se o acesso a grandes potenciais clientes corporativos, mentorias com nomes fortes do mercado, assessoria técnica para planejamento das novas rodadas de captação de investimentos e acesso a uma comunidade de empreendedores que contribuem para o crescimento de todos e do ecossistema.

Já no que diz respeito a investidores, houve a aproximação de categorias como family offices, fundos de Corporate Venture, Venture Debts, e vários grupos de investidores-anjo. Dessa forma se amplia a forma de captar recursos para startups interessadas em captar junto à CapTable e aumenta-se o leque de possibilidades proporcionado pela sua rede de contatos.

As startups interessadas em passar pelo processo de seleção para as rodadas de 2021 na CapTable podem se cadastrar por meio deste formulário. 

Exits reforçam bons resultados do BMG UpTech

Em um período de um ano, três startups investidas pela empresa, corporate venture do Grupo BMG, foram adquiridas por grandes companhias, em seus segmentos.

No ecossistema de inovação, alcançar um exit é importante para todos os envolvidos. O termo se refere ao “ponto de saída” de uma startup, ou seja, quando ela é vendida e, assim, tem oportunidades ainda maiores para ganhar escala, se desenvolver e atingir novos mercados. Do outro lado, há o retorno financeiro aos fundadores do negócio e aos investidores que apoiaram o projeto. O BMG UpTech, braço de inovação do Grupo BMG, comemora o terceiro exit em um período de um ano. Resultado importante para reforçar que o caminho e as escolhas da empresa têm sido assertivos, além de aumentar as boas perspectivas para 2021.

 A “saída” mais recente ocorreu no final de 2020, quando a Empiricus adquiriu a fintech Real Valor, dona do aplicativo de consolidação e monitoramento de carteira de investimentos. Em 2019, a Pedala, coinvestida pelo BMG UpTech e Bossa Nova, foi vendida para a Ame, pertencente à B2W e às Lojas Americanas. A plataforma realiza entregas last mile para companhias de e-commerce, utilizando ciclistas profissionais no serviço. Já a dLieve, focada em logística, foi comprada pela VTEX, maior plataforma de comércio eletrônico da América Latina. Hoje se tornou VTEX Tracking.

De acordo com o CEO do BMG UpTech e da Bossa Nova, Rodolfo Santos, os exits representam a principal prova de que o trabalho realizado foi bem-sucedido. Isso porque um dos dilemas do investidor de venture capital, principalmente num mercado incipiente como o brasileiro, é saber se o direcionamento do negócio está correto. “Em apenas um ano (dez/19 a dez-20) e atravessando um cenário mundial adverso em 2020, três saídas e muitas histórias de crescimento contínuo e acelerado de grandes empreendedores. Trata-se de um momento de reconhecimento à tese de investimento criada pelos founders da Bossa Nova, que é sócia do BMG UpTech, e ao persistente processo de profissionalização realizado”, destaca.

Para 2021, as perspectivas são ainda melhores. Isso porque, na avaliação do executivo, mesmo com o panorama negativo provocado pela pandemia, o ano passado deu ênfase à importância da verdadeira transformação digital nas grandes empresas e potencializou a visibilidade das startups. Ou seja, mostrou que o ecossistema é resistente às crises e que os empreendedores estão aptos para o enfrentamento dos desafios, sendo que os reflexos serão mais sentidos agora. “Da nossa parte, seguiremos mais fortes na crença de que coinvestir, especialmente via programas setoriais organizados, que tracionem e preparem as startups para o crescimento acelerado, é o melhor caminho para o sucesso”, conclui Santos.

Os investimentos em startups brasileiras devem fechar 2020 em cerca de US$ 3 bilhões, conforme projeção do levantamento “Inside Venture Capital Brasil”, realizado pela empresa de inovação aberta Distrito. O acumulado, em 2019, chegou a US$ 2,94 bilhões. Até novembro, os aportes de venture capital – modalidade focada em negócios com alto potencial de crescimento – ficaram distribuídos para 426 empresas nacionais.

Startups Wayra abrem mais de 35 vagas em todo o Brasil

A Wayra , hub de inovação da Vivo no Brasil e da Telefónica no mundo, anuncia novas vagas para quem busca oportunidades de emprego no ecossistema de empreendedorismo e inovação. As startups que compõem seu portfólio buscam especialistas para diversos cargos e salários, em empresas como: Econodata Iupay, Ativa Soluções, Netshow.me e Cinnecta.

Confira as vagas abaixo:

Ativa Soluções (3 vagas)

Atuando no mercado desenvolvendo soluções focando em prover gerenciamento remoto de dados para os mais variados segmentos de negócios como meio ambiente, energia, transporte, telecomunicações, entre outros. A startup Ativa Soluções abriu vagas para analista de software, analista de automação industrial e técnico em eletrônica, todas em regime presencial.

Para se candidatar, o profissional interessado pode acessar o link http://www.linkedin.com/jobs/view/2368958160 ou mandar o currículo para adm@ativasolucoes.com.br

Netshow.me (10 vagas)

A Netshow.me oferece soluções profissionais de vídeo e transmissões ao vivo para empresas e produtores de conteúdo. A startup está com 10 vagas abertas, todas no modelo remoto. As oportunidades são para profissionais da área de TI ( Desenvolvedor PhD, App Developer Senior, Product Owner Senior, Quality Assurance Pleno), além de representantes comerciais e vendas. Para mais informações, acessar o link: http://netshowme.gupy.io/

Iupay (1)

Startup que viabiliza a melhor experiência de pagamentos para pagadores e emissores, a Iupay está com uma vaga para Senior Software Engineer. A empresa busca um candidato formado em Engenharia da Computação, Ciência da Computação ou áreas correlatas. O profissional irá desenvolver micro serviços e jobs de backend de larga escala para servir de suporte para o novo sistema de pagamentos digitais do Brasil. Para se inscrever, enviar o currículo para: vagas@iupay.com.br

Econodata (9 vagas)

A Econodata é uma plataforma assertiva de dados de prospecção B2B com foco em gerar mais oportunidades de vendas de empresas ativas. A startup abriu vagas home office com salários acima do mercado, para posições em Pré-Vendas (SDRs e BDRs), TI (Tech Lead, Data Engineer, Full Stack Developer, Developer – estágio) e Customer Success. Para mais informações, acessar: http://vagas.econodata.com.br/

Cinnecta (3 vagas)

A Cinnecta , startup que usa tecnologia para entender o comportamento do consumidor e, com base nisso, criar insights que guiem as decisões dos clientes, está com 3 vagas abertas. Todas são modelos home office durante a pandemia, mas após esse período os profissionais estarão alocados em Belo Horizonte. As áreas são: Analista de Marketing, Designer UX|UI, Desenvolvedor. Os interessados devem enviar um email com o currículo e o título da vaga para ojobs@cinnecta.com

RankMyAPP (10 vagas)

Referência global em inovação e qualidade focada em estratégia de mobile marketing, como o melhor ranqueamento nas lojas virtuais com App Store Optimization e Campanhas de mídia para aplicativos, a RankMyAPP ocupa o 3º lugar no ranking mundial de agências e/ou empresas que trabalham com ASO e conta com 150 colaboradores. A startup está com 10 vagas abertas, são elas Account Manager, Account Manager Júnior (Performance),Analista de Customer Success (Pleno),Analista de Mídia Paga,Assistente Comercial (SDR),Desenvolvedor(a) Full-Stack,Pleno/Sênior (Remoto), DevOps Junior,Gerente de Processos e Melhoria Contínua,Supervisor de Parcerias Internacionais (Canais Afiliados) e UX/UI Designer – Remoto. Para mais informações acesse: http://rankmyapp.gupy.io/

OmniJus (1 vaga)

A OmniJus , legaltech que funciona como um marketplace jurídico, abriu uma vaga presencial com cargo de analista de sustentação PI (Infraestrutura) com média salarial de R﹩ 4 mil. Para se inscrever acesse: ti@omnijus.com.br

Startup de drones de segurança Aeroscan capta R$850 mil em uma semana via EqSeed

A Aeroscan, plataforma de gerenciamento de drones inteligentes focada em segurança patrimonial das empresas, acaba de captar R$850 mil em apenas uma semana via Eqseed, principal plataforma de venture capital online do Brasil. De acordo com o sócio-fundador da EqSeed, Brian Begnoche, o setor de drones tem atraído muito o interesse dos investidores.

“Essa tecnologia vem sendo alavancada cada vez mais nos setores. Os drones capacitam cortes significativos nos custos, fazendo com que as empresas possam gerar muito mais valor com muito menos despesa. Cabe perfeitamente com o perfil inovador das startups, que conseguem pegar fatias significativas de grandes mercados utilizando tecnologia inovadora,” pontua.

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), entre agosto de 2018 e 2019, o número de aparelhos registrados para uso profissional saltou de 18.389 para 27.665, um aumento de 51%. De acordo com levantamento da Droneshow, feira brasileira de referência do setor, o mercado brasileiro de drones tem crescido, em média, 30% por ano. São mais de 720 empresas envolvidas na cadeia produtiva desse mercado.

Para o co-fundador e sócio da Aeroscan, Marco Forjaz, a velocidade e a segurança no acesso ao capital viabilizada pela EqSeed é uma prestação de serviço para o ecossistema como um todo. “Todo o processo é seguro, claro e transparente. Foi mais fácil e rápido para nós da Aeroscan porque, sem dúvida, o investidor se sentiu confortável com o modelo. Estamos muito felizes com essa captação”, afirma Forjaz.

“O resultado que a Aeroscan obteve em tão pouco tempo permitindo apresentar um modelo inovador despertando uma gama de investidores que a plataforma tem em sua base de dados com muita segurança, transparência e seriedade” complementa Marcelo Musselli Filho, sócio e fundador da Aeroscan.

Futuro do negócio

Na prática, a Aeroscan oferece um sistema de monitoramento por drones automatizados, com apoio de profissionais especialistas no comando dos equipamentos para qualquer situação em que a intervenção humana seja necessária. Além de oferecer essa assinatura de operação dos aparelhos, ela incorpora outras soluções para tornar o serviço mais completo e melhorar a experiência do usuário. Há uma plataforma de gerenciamento, por exemplo, que permite o acompanhamento de múltiplos drones; transmissão em tempo real; alertas de possíveis ameaças; e armazenamento em nuvem, entre outras funcionalidades.

A plataforma oferece a possibilidade de integração com as maiores centrais de monitoramento e outros softwares do mercado de segurança, como VMS, minas eletrônicas e radares. Ou seja, para quem já possui estes sistemas, a inserção do drone não traz qualquer transtorno. Pelo contrário, agrega ainda mais no sistema de segurança.

Considerando o crescimento do setor, a Aeroscan também oferece uma solução anti-drone, para proteção contra invasão e intrusão de equipamentos (Drones) ilegais e/ou maliciosos no perímetro do cliente. O software e hardware apontam para a possível ameaça e possibilitam até a localização exata do operador invasor.

Agora, com parte do recém conquistado, via EqSeed, a empresa projeta expansão. “Pretendemos investir na contratação de equipe para desenvolvimento e melhoria de nossa plataforma, além de investir em marketing, produtos e aumentar o escopo da nossa solução. Entendemos que essa equação deve viabilizar uma receita bruta de R$1,5 milhão em 12 meses. Não é uma meta fácil, mas creio que há demanda e agora teremos fôlego para ocupar esse gap”, finaliza Forjaz.

Startup MindMiners recebe aporte de R$ 6 milhões da KPTL

Estar 24 horas conectado com pessoas dos mais diferentes perfis para entender hábitos e preferências de consumidores de uma determinada marca, produto ou serviço. A proposta é ousada, mas os fundadores da MindMiners garantem que já é uma realidade. Através de uma rede social de opinião própria com mais de 2 milhões de usuários cadastrados em todo o país, a startup trouxe para o mercado um novo jeito de realizar pesquisas, de forma totalmente digital e garantindo respostas em tempo real. E mais: anuncia que acaba de receber um novo aporte.

Liderada pela KPTL – maior gestora de fundos de investimentos em inovação e tecnologia com recursos domiciliados no Brasil – a rodada pode totalizar até R$ 9 milhões e contou com recursos do Fundo Criatec 3, que tem o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) entre os principais cotistas. Integram ainda este turno de investimento a aceleradora Darwin Startups, sócios da Mauá Capital, o grupo de investidores-anjo BR Angels, além de cotistas privados.

A inspiração para a criação da MindMiners veio da Coreia do Sul. Ao descobrir que pessoas por lá estavam respondendo pesquisas pelo celular, os amigos de infância Lucas Melo, engenheiro de produção, e Renato Chu, administrador de empresas e atual CEO, perceberam a oportunidade de trazer disrupção para o segmento por meio da tecnologia. Em 2014 fundaram a startup juntamente com Thomas Vilhena, também engenheiro, e que hoje ocupa a posição de CTO.

O primeiro passo foi o desenvolvimento do aplicativo MeSeems, sua rede social de opinião proprietária. Por meio dela, pessoas reais, de todo o país, podem compartilhar experiências e opiniões sobre temas relevantes, e também receber prêmios por responder perguntas, gravar vídeos e enviar fotos que mostrem um pouco de sua rotina ou como utilizam um determinado produto. Hoje já são mais de 2 milhões de usuários cadastrados, dos mais diferentes perfis.

Já para que fosse possível às empresas estarem 24 horas conectadas aos usuários do MeSeems, a MindMiners lançou sua plataforma de human analytics. Funcionando como uma janela virtual da vida do consumidor, a plataforma permite o monitoramento de hábitos, preferências, interesses e estilos de vida, orientando assim decisões ligadas à marketing, comunicação e produto dentro de empresas como, por exemplo, Ambev, Nestlé, Samsung, McDonald’s, Seara, Hersheys e UOL, que hoje integram o portfólio de clientes da startup. Com funcionalidades de criação automática de questionários, processamento e análise dos resultados obtidos, a plataforma apresenta tudo em dashboards e relatórios automatizados.

O grande diferencial está em utilizar a tecnologia em todas as etapas de realização de uma pesquisa, tornando-as mais ágeis, mais confiáveis e oferecendo um melhor custo benefício quando comparado às metodologias tradicionais. “A MindMiners é, antes de tudo, uma empresa de tecnologia. E foi combinando tecnologia e pesquisa digital que tornamos possível, por meio de nossa plataforma de human analytics, mapear, visualizar, explorar e traduzir em dados diversos aspectos do comportamento humano. Nosso produto vem sendo aprimorado de forma constante para que nossos clientes obtenham as respostas certas, de forma cada vez mais rápida e fácil, para as perguntas que possuem sobre seus reais e potenciais consumidores”, resume Chu.

Para Renato Ramalho, CEO da KPTL, a solução de pesquisa digital completa e eficiente da MindMiners é o grande diferencial. “Conseguem atender as necessidades de grandes marcas que enfrentam um maior dinamismo de opiniões na ponta dos consumidores. Eles possuem a melhor tecnologia proprietária constituída em cima de muita competência de marketing. Todo este ativo conduzido por um ‘time A’. Ficou impossível a KPTL não investir”, explica Ramalho.

Com o investimento, a MindMiners potencializará esforços de venda e marketing, além de destinar uma parcela para o desenvolvimento contínuo do produto. “Ao longo dos últimos meses, lançamos uma série de novas funcionalidades dentro da nossa plataforma. Os dashboards de monitoramento de clusters são apenas um exemplo das novidades que estão por vir. O objetivo é inovar cada vez mais a partir do conceito de human analytics”, reforçou Chu.

The Bakery completa 3 anos no Brasil e mapeia 5 mil startups no mundo

A britânica The Bakery – primeira consultoria de inovação corporativa do mundo, fundada em 2012 pelos empreendedores e investidores ingleses Andrew Humphries e Tom Salmon – está completando três anos de operação no Brasil e colhe os frutos dos programas realizados para dezenas de clientes de grande porte, como Natura, Vale, Grupo Fleury, Johnson & Johnson, Banco Itaú, Banco Pan e CCR. A carteira de mais de 20 clientes será ampliada em 2021 e a empresa já aumentou sua equipe em 70% nos últimos dois meses. O número atual de profissionais (24) deve dobrar até o fim desse ano.

A pandemia da Covid-19 trouxe ainda mais desafios para as companhias e a consultoria já sente neste início do ano um maior entendimento e disposição das corporações em investirem em programas de inovação mais robustos. Nos últimos meses, a unidade brasileira da The Bakery firmou novos contratos com tíquetes mais que 100% maiores do que os anteriores, com programas de duração e escopo ampliados, incluindo programas híbridos com diferentes frentes de trabalho.

“Nossa metodologia exclusiva de trabalho ajuda as corporações a inovarem de maneira rápida e eficiente, identificando problemas, acessando os melhores empreendedores e ideias, onde quer que eles estejam, testando e implementando soluções criadas por startups do mundo inteiro. Grandes empresas que já nos haviam contratado ao longo dos dois primeiros anos da nossa operação nos procuraram em 2020 para novos projetos, convictas de que o processo trará, novamente, o retorno desejado”, conta o sócio e cofundador Felipe Novaes, que iniciou a The Bakery no Brasil junto ao sócio Marcone Siqueira.

Sem fronteiras para encontrar soluções para desafios estratégicos 

Mas, de que forma as startups entram no radar? A empresa não se restringe a um portfólio próprio de empreendedores, como ocorre em tradicionais aceleradoras, nem aloca grandes times dentro do ambiente do cliente, serviço de alto custo oferecido por consultorias de negócios. Com escritórios em 5 países, clientes em 16 e mais de 150 desafios corporativos resolvidos, a The Bakery atua com isenção na relação com as startups e tem como principal diferencial a sua ampla rede global de soluções, composta por milhares de empreendedores, mentores, professores, pesquisadores e investidores em mais de 30 países.

Por intermédio dessa rede, a The Bakery já mapeou, até agora, 5 mil startups nacionais e internacionais que, de alguma forma, endereçam os desafios mais estratégicos dos seus clientes. Marcone Siqueira explica que, a partir da identificação de cada desafio, são encontradas e engajadas em média 250 soluções para diferentes ângulos de ataque, que passam por uma avaliação ágil, porém, rigorosa.

No funil dos programas de inovação aberta, os resultados conquistados pela The Bakery Brasil são animadores: mais de 150 startups já apresentaram suas propostas para companhias brasileiras, pelo menos 70 iniciaram testes e cerca de 30 já estão trabalhando com corporações.

“Nossa busca não tem fronteiras. Nós acreditamos que, para muitos problemas, alguém, em algum lugar do mundo, já desenvolveu uma solução. A empresa, sozinha, não consegue acessar uma rede tão vasta em tão pouco tempo e, muitas vezes, não conhece os códigos certos para ativar os potenciais parceiros e trazê-los para perto. Nosso trabalho é reduzir essas distâncias, ajudando empresas a encontrar a melhor solução e adaptá-la à sua realidade”, diz Siqueira, que também é professor no MBA em Finanças do Ibmec-BH e no MBA em Inovação Corporativa da FIAP. Graduado em Relações Internacionais, foi chefe de investimentos do governo britânico na América Latina e Caribe, entre 2014 e 2018, e consultor de investimentos para empresas de tecnologia.

Vertentes Partner, Build e Buy

A The Bakery atua em três vertentes dentro dos seus programas corporativos: Partner, Build e Buy. Para resolver um desafio ou problema, seus clientes podem firmar uma parceria com as startups (Partner), desenvolver uma startup própria (Build) ou adquirir a startup que atenda às suas demandas (Buy). Na versão Build, a The Bakery estrutura todos os processos e estratégias para apoiar o cliente na construção de uma solução, criando um negócio, serviço ou produto, digital ou não, para explorar oportunidades de mercado ou demandas de usuários (programa Startup-as-a-Service), ou unindo empreendedores e intraempreendedores para a cocriação de startups inovadoras (programa Start). Ambos são programas com metodologias para Venture Building.

Há, ainda, os chamados programas colaborativos, que reúnem empresas para solucionar desafios de diferentes setores. Recentemente, foram lançados o The Bakery Health Lab e o Capital Markets Lab.

Cases de sucesso

Um dos cases de maior destaque é o trabalho realizado com a Natura (ganhadora do Prêmio Valor Inovação Brasil 2020) em seu Zero Waste Packaging Innovation Challenge, colaborando para o ambicioso desafio de zerar o descarte de embalagens plásticas de uso único. Em parceria com MIT (Massachusetts Institute of Technology), Universidade Técnica de Munique e outras renomadas instituições, foram mapeados 574 potenciais parceiros em 35 países, desde empresas de logística reversa até especialistas em biotecnologia. Três soluções foram selecionadas para a fase de testes.

Outro exemplo recente é um dos cases da Vale. No início da pandemia, com apoio da The Bakery, a companhia realizou uma chamada pública, no Brasil e no Canadá, para soluções de combate ao novo coronavírus. Foram recebidas 1.800 propostas. A mineradora doou US$ 1 milhão para 11 startups que, juntas, impactaram mais de 500 mil vidas.

“Até pela experiência de seus sócios, a The Bakery navega muito bem nos dois universos, o do mundo corporativo e o das startups, contribuindo para essas conexões e falando a língua de executivos e de empreendedores. Nossa missão é unir as forças dessas empresas para ajudar a tornar o mundo mais empreendedor”, destaca Novaes, que é engenheiro de formação e foi cofundador de uma startup de educação em Nova York – investida pelo inventor do Cloud Computing, além de ter atuado por 13 anos em grandes empresas como Avon, Vale e Syngenta, com gerenciamento de projetos e novas tecnologias.

Startup Tindin recebe aporte de mais de R$ 1 milhão em rodada Seed e adquire WiseCash

A Tindin, uma Edfintech – intersecção entre educação, finanças e tecnologia –, que no mercado B2C registrou um crescimento de 20 vezes nos últimos 12 meses, impactando mais de 10 mil famílias, viveu um ano de muitas conquistas e novos investimentos em meio aos desafios da pandemia.  

Em 2020, a Tindin levantou R$1.012.000, em uma rodada de investimento Seed. Segundo a consultoria Transactional Track Records (TTR), o valor aportado por investidores anjo no Brasil mais do que dobrou na última década, passando de 450 milhões para pouco mais de 1 bilhão ao fim de 2019. “A queda histórica na Selic tem aumentado o apetite ao risco dos investidores, e startups têm ocupado cada vez mais espaço em suas carteiras de investimentos”, comemora Eduardo Schroeder, CEO da Tindin. Os investidores têm, hoje, uma participação de 16% da startup.

Parte do capital levantado foi destinada à aquisição da escola de educação financeira e empreendedorismo WiseCash. A empresa, fundada em 2014, nasceu com o propósito de promover a transformação comportamental em relação ao dinheiro, trabalhando para que, desde criança, as pessoas entendam a importância em aprender a lidar e administrar suas finanças, o que vai totalmente ao encontro dos valores da Tindin. A negociação incluiu propriedade intelectual da escola, bem como marca, conteúdos e site. A partir de agora, Andressa Costa, assume a função de Chief Knowledge Officer – CKO e acionista da Tindin.

Os investidores anjo têm papel importante neste momento de crescimento da Tindin e eles apostam no sucesso da startup. “Fiquei encantado quando conheci a proposta da Tindin e enxerguei rapidamente o grande potencial de crescimento que ela possui. Faço parte de um grupo de amigos da Fundação Getúlio Vargas e estamos sempre antenados buscando oportunidades de investimento. Este certamente foi um excelente negócio”, comemora o administrador de empresas Carlos Eduardo Silveira Martins.

A aquisição da WiseCash foi uma estratégia para a consolidação da Tindin também como produtora de conteúdos educativos e planos de aula transversais e gamificados. “Guardadas as devidas proporções, este foi um movimento muito parecido com o da Netflix, quando ainda era apenas uma plataforma de streaming e compreendeu a necessidade de produzir seus próprios conteúdos, antes que os estúdios se transformassem em plataforma. A Tindin continua sendo uma plataforma para produtores de conteúdos e educadores financeiros, porém, passa a produzir e distribuir seus próprios conteúdos e metodologias”, esclarece Schroeder.

Outra grande conquista que 2020 trouxe à empresa foi a parceria firmada com o grupo SOMOS Educação, que promete alavancar a atuação da Tindin no modelo B2B2C. O principal grupo de Educação Básica do Brasil oferece soluções educacionais para milhares de escolas do país e conta com uma base de 1,5M de alunos dos Ensinos Fundamental e Médio.

“Temos uma solução barata com metodologia eficiente. A plataforma está se transformando em um meio de comunicação direta entre escola, pais e professores. Estamos em um nível de gamificação do aprendizado que não perde para nenhum país do mundo”, enfatiza Eduardo Schroeder, CEO da Tindin. 

O contrato firmado entre a Tindin e o grupo SOMOS tem duração até 2026 e potencial de gerar, por ano, R$120 milhões. O início do projeto será com alunos do Ensino Fundamental, mas, no médio prazo, alunos do Ensino Médio também serão impactados por essa tecnologia digital, que une o melhor dos Métodos Ativos ao Ensino a Distância, gerando engajamento multidisciplinar por meio da gamificação da educação financeira.

O mercado B2C potencial da Tindin é formado por jovens entre 5 e 17 anos que, segundo dados do IBGE, movimentam cerca de R$40 bilhões todos os anos. Já o mercado B2B, para o qual a Tindin direciona seu modelo de negócio a partir deste ano, é formado por escolas de Ensino Fundamental e Médio, treinamentos corporativos e EAD, que, juntas, movimentam R$100 bilhões por ano.

Saiba por que Florianópolis tem o melhor ambiente de inovação e capital humano para empreender

Florianópolis é a segunda melhor cidade para se empreender no Brasil, é o que aponta o Índice de Cidades Empreendedoras realizado pela Endeavor em parceria com a  Escola Nacional de Administração Pública (Enap) – lançado nesta quinta-feira (28). A capital catarinense ficou somente atrás de São Paulo, que tem população 20 vezes maior. As condições de inovação e capital humano foram os destaques da cidade, que ocupou a primeira posição nos dois pilares. Santa Catarina ainda conta com mais dois representantes no top 20 do ranking geral: Joinville, em 16º, e Blumenau, em 17º.

Um conjunto de ações contribuem para o desenvolvimento de Florianópolis e do estado como um ecossistema empreendedor. No pilar inovação – em que a cidade ocupa o primeiro lugar e Joinville, no norte catarinense, o quarto – foram examinados os indicadores como proporção de mestres e doutores em ciência e tecnologia, assim como de funcionários nessa área, investimentos do BNDES e da Finep, número de patentes registradas, representatividade da indústria inovadora e da economia criativa, entre outros.

 O movimento empreendedor ganhou expressão na capital desde a década de 90, quando houve um aumento do número de empresas de tecnologia e inovação se instalando e sendo criadas, o que rendeu, mais recentemente, o apelido de  “Ilha do Silício”. Segundo dados do ACATE Tech Report 2020, a região metropolitana possui 3,9 mil empresas do setor, com faturamento de R$ 9,9 bilhões. São mais de 7 mil empreendedores e cerca de 28 mil colaboradores. 

Há dois anos, uma parceria entre a Prefeitura de Florianópolis e a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) criou a Rede de Inovação, uma iniciativa pioneira no país que reúne quatro centros de inovação com o objetivo de estimular a cultura de inovação e empreendedorismo, ativar o ecossistema de inovação e gerar e escalar negócios inovadores no município. 

“O Índice vai ao encontro do que constatamos no Tech Report, e demonstra o quanto o setor de tecnologia e inovação são fundamentais para o desenvolvimento de uma cidade. Hoje é a principal atividade econômica do município, e Florianópolis também tem a maior taxa de empresas de tecnologia por habitante do país, com cinco empresas para cada mil habitantes”, explica Iomani Engelmann, presidente da ACATE. 

Capital Humano de qualidade, mas ainda escasso

Conectado diretamente a isso, Florianópolis também ficou em primeiro lugar na dimensão capital humano. Fatores como alto desempenho dos alunos no Enem, alta proporção de adultos com ensino médio completo, de matriculados no ensino técnico e profissionalizante, de adultos com ensino superior completo e de alunos com formação superior em cursos avaliados como sendo de alta qualidade compõem  o resultado. “Certamente o setor de tecnologia e inovação impulsionou este resultado, pois as empresas de tecnologia atraem um grande número de profissionais altamente qualificados”, observa Engelmann.

A startup de biotecnologia BiomeHub exemplifica bem esta realidade. Fundada em 2019 na capital catarinense, é uma das únicas healthtechs a desenvolver soluções tecnológicas baseadas no microbioma humano no Brasil e, com menos de dois anos no mercado, já é reconhecida nacionalmente como referência em tecnologia e conhecimento sobre o tema para a promoção da medicina preventiva e de precisão. Também foi pioneira no país ao desenvolver uma metodologia de testagem em massa para a Covid-19. “Um dos pontos que fazem com que tenhamos uma alta capacidade de inovação é a qualidade e quantidade de colaboradores com mestrado e doutorado na nossa equipe”, explica o CEO da startup, Luiz Felipe Valter de Oliveira, que também é doutor em Genética e Biologia Molecular.

Apesar da boa colocação no ranking, assim como o restante do país, o estado também enfrenta um gargalo para contratação de profissionais altamente qualificados no setor.  Entidades e a iniciativa privada estão se mobilizando para capacitar mais pessoas para a área, mapeando uma jornada e sensibilizando os jovens desde a escola para que tenham interesse pela tecnologia. “Projetos como o DevinHouse, que vai formar desenvolvedores em nove meses, e o Entra21, que capacita jovens e encaminha para o mercado de trabalho, são essenciais para que o ecossistema continue crescendo de forma sustentável”, explica o presidente da ACATE. 

Acesso a capital 

Outro pilar que a capital catarinense  ocupa uma boa colocação no ranking é o Acesso a capital. O diretor do grupo de investimento da ACATE, Marcelo Wolowski, comenta que no setor de tecnologia e inovação a oferta aumentou muito no último ano, mesmo em meio a pandemia. “Foram quase R$ 100 milhões de investimento em 2020. Atualmente, existem dois fundos na cidade para investimentos em empresas inovadoras, e a ACATE também está apoiando um fundo de R$ 100 milhões da Invisto. Além disso, a Rede de Investidores Anjo t se fortaleceu muito nos últimos anos”, aponta Engelmann. 

Ainda que tenha obtido um bom resultado geral, a 23ª posição no pilar Ambiente Regulatório; 15ª em Infraestrutura; 42º em Mercado; e 87º em cultura empreendedora mostram que os desafios são inúmeros. Ao menos no ambiente regulatório, a cidade já vê alguns avanços. O projeto Floripa Simples, lançado em 2020, permite a abertura de uma empresa de baixo risco em  quatro horas, tempo mais rápido do país entre as capitais.   “Existem algumas particularidades por se tratar de uma ilha, que impede a construção de grandes indústrias, mas precisamos avançar muito na questão da conectividade, que precisa ser ampliada, assim como na infraestrutura. O levantamento é um bom parâmetro para toda a sociedade avaliar e elencar as prioridades para o desenvolvimento”, finaliza Engelmann.  

KPMG: Brasil possui 702 startups voltadas para soluções de Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial (IA) é um campo da ciência da computação focado na criação de máquinas capazes de pensar e aprender. Trata-se também de um termo amplo, que abrange variados tipos de aplicações, como o Machine Learning — ferramenta que torna computadores capazes de analisar dados, identificar padrões e predizer comportamentos. Essas tecnologias são vistas como grandes tendências para o futuro dos negócios. No Brasil, a IA já é o foco de atuação de 702 startups. A informação é do Distrito Inteligência Artificial Report, levantamento realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito. O estudo teve ainda apoio da KPMG.

O levantamento dividiu as startups em duas categorias: Setores (479) e Funções (223). As primeiras oferecem soluções de Inteligência Artificial especializadas, visando impactar um segmento específico, como Serviços Financeiros, Imobiliário, Varejo, Educação, entre outros. Destas, a área de Saúde e Biotecnologia é a que concentra um maior número de startups (12,5%), seguida pelos campos de RH e Gestão Pessoal (10%) e Indústria 4.0 e Agricultura e Comida, ambas com 9,6% de participação.

“Hoje quase todos os setores utilizam a inteligência artificial para analisar dados e identificar padrões. Com isso, as startups focadas nesse segmento podem desenvolver expertises personalizadas, de acordo com a necessidade imposta. Esse fator é determinante para termos cada vez mais soluções inovadoras em cada uma das principais atividades econômicas”, analisa o sócio-líder da KPMG Lighthouse para Analytics, Artificial Intelligent e Intelligent Automation, Ricardo Santana.

Já as startups classificadas como “funções” oferecem serviços e produtos para diversos segmentos simultaneamente. Essa categoria apresenta cinco atuações: AlaaS (34,1%), que oferece Inteligência Artificial as a service; Business Intelligence & Analytics (30,9%), plataformas de gestão de dados e inteligência de mercado; Chatbots (19,3%), que são programas inteligentes que se comunicarem com clientes e usuários de maneira interativa; Cibersegurança (9,4%), ferramentas de segurança de redes privadas e diagnóstico de riscos; e, por fim, Sistema de Recomendação (6,3%), tecnologia de recomendação automatizada de produtos e serviços e previsão de comportamentos de clientes.

Desde 2012, as startups voltadas para soluções de IA captaram US$ 839 milhões, por meio de 274 rodadas. Atualmente, o ano de 2020 é o recordista em volume de investimentos. Nos últimos doze meses, essas empresas atraíram US$ 365 milhões por meio de 44 aportes. Até então, 2019 tinha o melhor resultado, com US$ 243 milhões investidos no setor. A maior rodada de investimento ocorreu no último ano, direcionada à startup Unico, que recebeu um cheque de US$ 109 milhões da General Atlantic e SoftBank.

Entre as 274 rodadas realizadas nas empresas com soluções de Inteligência Artificial, os estágios de Pré-Seed e Seed foram os mais recorrentes em investimentos, com 61 e 121 aportes, respectivamente. Em seguida encontram-se as rodadas Séries A (44) e Séries B (22). Até hoje, somente uma rodada Séries D foi realizada no setor. Ela ocorreu em 2019, quando a Resultados Digitais recebeu US$ 50 milhões da Riverwood Capital e Redpoint Eventures.

“O campo da Inteligência Artificial é tão promissor que, muito em breve, acreditamos que não será possível realizar um estudo como esse, no qual tentamos distinguir no ecossistema quais startups utilizam esta tecnologia como um diferencial de negócios”, pontua Tiago Ávila, líder do Distrito Dataminer. “Logo mais, perguntar se uma startup faz uso da Inteligência Artificial será o mesmo que questionar hoje se elas utilizam a internet. Isso diz muito sobre o passo dos avanços tecnológicos que, por sua escala e velocidade sem precedentes, naturalizamos”, conclui.

O levantamento traz ainda a distribuição geográfica das startups com soluções de IA pelo país. Mais de 90% delas estão concentradas nas regiões Sudeste (70,2%) e Sul (22,5%). As empresas restantes estão localizadas nas regiões Nordeste (3,7%), Centro-Oeste (3,2%) e Norte (0,3%). Vale destacar que apenas o estado de São Paulo sedia 51,9% do total das startups deste segmento. Em seguida estão os estados de Minas Gerais (9,4%) e Rio de Janeiro (8,1%).

Como acontece em outras verticais de tecnologia, as startups que fazem uso de IA apresentam uma das maiores desigualdades de gênero no quadro societário, tipicamente liderado por homens, com 40 anos em média, paulistas em sua maioria. Apenas 13,5% dos sócios destas empresas são mulheres.

Aceleradora canadense seleciona startups brasileiras para programa de internacionalização na América do Norte

Estão abertas as inscrições para o Dream2B Global Acceleration Program, programa de aceleração e internacionalização para startups brasileiras no Canadá. Em sua 5ª edição, o programa irá selecionar 15 startups de todo o país das áreas de inteligência artificial, cidades inteligentes e veículos autônomos. As interessadas em participar têm até o dia 14 de fevereiro para se inscreverem gratuitamente no site https://www.dream2b.com.br/.

“O diferencial do nosso programa de aceleração é ser hands-on. Além de mentoria com profissionais de alto nível do mercado global, fazemos a validação do modelo de negócios e ajudamos em todas as etapas de internacionalização. É uma parceria de longo prazo que já ajudou 40 startups brasileiras, sendo que algumas iniciaram operações globais a partir do Canadá. Uma das mais recentes foi a Safetest, que criou um teste rápido de Covid-19 e foi aprovada pelo FDA, para a comercialização e distribuição nos EUA, assim como na União Europeia, antes mesmo de ter autorização no Brasil”, explica Regina Noppe, founder & CEO da venture builder canadense Dream2B.

As 15 startups selecionadas para esta edição, a primeira a ser realizada virtualmente, participarão do programa que será realizado de 12 de abril a 7 de maio, incluindo desde mentoria com experts e empreendedores canadenses e brasileiros, a workshops com profissionais para validação do modelo de negócios; reuniões com potenciais parceiros e clientes; além de pitches para investidores. As startups selecionadas também terão acesso a uma sessão de mentoria de pré-internacionalização oferecida pela Softex.

Além da oportunidade de participar do projeto de aceleração da Dream2B, as startups que tiverem seu modelo de negócios validado pelo programa e um ótimo fit com o mercado, poderão aplicar para o Startup Visa através do parceiro da Dream2b, que é uma das instituições designadas pelo governo federal Canadense. O Startup Visa é um dos vistos mais cobiçados hoje por empreendedores do mundo todo, pois permite a imigração de até 5 sócios com suas respectivas famílias para o Canadá. O visto concede a residência permanente e as startups que forem aprovadas e passarem pelo programa, ainda poderão utilizar toda a estrutura do Spark Center para conduzir seus negócios no Canadá por até um ano.

A novidade desta edição é que as startups que mais se destacarem terão ainda a chance de receber investimento de até CAD $500.000 diretamente da venture builder canadense após o programa.

Startups brasileiras já aproveitam o mercado internacional

Em suas 4 edições anteriores, o Dream2B Global Acceleration Program ajudou 40 startups, incluindo a Safetest, startup mineira que desenvolveu teste de Covid-19 de resultado rápido e de baixo custo, que após participar do programa de aceleração em 2019, obteve reconhecimento mundial. “A Dream2B nos guiou em nossa jornada de internacionalização, e hoje podemos realizar negócios nos Estados Unidos, Canadá e em vários países na Europa. E continuamos em plena expansão. As oportunidades que surgiram a partir do contato com a Dream2B foram imensas. Bastou que a gente soubesse aproveitá-las da melhor maneira”, explica Felipe Peixoto, CEO da Safetest.

“Mesmo com a crise econômica, as startups continuaram inovando e crescendo. Nossa proposta é abrir as portas do mercado internacional para as que possuem soluções escaláveis, oferecendo todo o conhecimento e experiência necessários para isso”, relata Noppe.

A 5ª edição do Dream2B Global Acceleration Program é realizada pela Dream2B em parceria com a incubadora canadense Spark Centre, com apoio da Softex e Câmara do Comércio Brasil-Canadá.

Aprova Digital recebe investimento seed de 4 milhões

O Aprova Digital, GovTech que busca desburocratizar e tornar digitais os processos das prefeituras do Brasil, recebeu um investimento seed no valor de 4 milhões de reais da Astella Investimentos. Agora, a empresa passa a ter como membro de seu conselho Marcelo Sato, sócio do fundo.

Com este aporte, a startup poderá crescer em todos os âmbitos. O time de colaboradores será dobrado, recebendo a contratação de mais de 40 pessoas, que vão atuar nos departamentos de sucesso do cliente, vendas e administrativo com foco na expansão do time de desenvolvedores.

Além disso, o Aprova Digital expande sua área de atuação de três para oito frentes de trabalho na gestão pública. Abrangendo agora, as secretarias municipais de administração, saúde e finanças, ofertando processos digitais de vigilância sanitária, tributos, abertura e fechamento de empresas, compras e recursos humanos. A startup já vinha tornando digitais os processos de licenciamento de obras, licenciamento ambiental e comunicação interna de prefeituras por todo o país.

“As soluções do Aprova Digital já facilitam a vida de munícipes e servidores públicos de diversas cidades, desde municípios pequenos até a cidade de São Paulo. O aporte catalisa a escalabilidade da empresa e permite que atendamos cada vez mais secretarias municipais em diferentes regiões do país”, comentou Henrique Mecabô, Diretor de Relações Institucionais da startup.

“A Astella sempre busca investir em serviços que querem mudar o futuro do Brasil propondo soluções tecnológicas para problemas recorrentes. A morosidade nos processos de prefeituras é um problema enfrentado diariamente por munícipes e servidores públicos em muitas prefeituras do Brasil. Catalisar o crescimento do Aprova Digital faz sentido como oportunidade de investimento e, também, como oportunidade de fazer parte da mudança”, afirma Marcelo Sato, sócio da Astella Investimentos.

Para o CEO e fundador do Aprova Digital, Marco Zanatta, o investimento seed realizado pela Astella Investimentos contribui não só para o crescimento dos serviços prestados pela startup, mas também melhora o posicionamento da empresa no mercado.

“Receber esse aporte da Astella consolida o Aprova Digital como uma GovTech relevante no cenário nacional e como uma das empresas de tecnologia mais valiosas do Paraná. O fundo de investimento está entre os cinco maiores do Brasil e é o melhor fundo brasileiro para empresas SaaS. O acesso aos sócios da Astella e aos executivos de outras empresas do portfólio deles tem um valor muito além do aporte financeiro”, afirma Marco Zanatta, CEO do AprovaDigital.

Atento anuncia as startups selecionadas para o seu programa de aceleração

A Atento Next, aceleradora de startups da Atento, multinacional líder em soluções de customer experience no Brasil e na América Latina, selecionou quatro startups para participarem do seu programa de aceleração. Com o intuito de trazer ainda mais inovação para a companhia, as escolhidas foram Mr. Turing, Inflr, SenseData e NeuralMind – empresas que oferecem soluções de inteligência artificial e big data, ativação das marcas nas redes sociais, modelos de inteligência artificial aplicados em customer sucess e inovação em automação de backoffice, respectivamente.

Das 257 startups que se inscreveram, as escolhidas terão a oportunidade de cocriar projetos relacionados aos desafios mapeados pela Atento, como novas tecnologias e modelos de negócios. Durante 4 meses, elas contarão com o acompanhamento dos especialistas e da alta liderança da Atento, além do apoio e orientação da Liga Ventures, empresa especializada em programas de inovação que conectam grandes empresas e startups. Para isso, serão estabelecidas rotinas e sprints periódicos. O início da fase aceleração está previsto para a última semana de janeiro.

Conheça as startups selecionadas

Mr. Turing: startup de inteligência artificial e big data que nasceu para resolver uma grande dificuldade das corporações: o tempo gasto na busca de informações e a frustração de muitas vezes não conseguir encontrar o que se precisa. “Nossa atuação como assistente corporativo inteligente vai ao encontro com um dos propósitos da Atento que é unir o melhor da tecnologia à sensibilidade humana. É a primeira vez que participamos de um programa de aceleração e estamos muito satisfeitos pela atenção recebida desde o momento das inscrições. A nossa entrada deve nos ajudar a bater a meta mínima de crescimento de 30% para 2021”, ressalta Marcelo Noronha, CEO da Mr. Turing.

Inflr: plataforma que conecta marcas aos seus clientes nas redes sociais, capaz de aumentar a audiência dos conteúdos criados por influenciadores e falar com 100% dos seguidores, enquanto nos modelos tradicionais o número de impactados é bem menor. Além disso, contribui para aumentar a performance e o tempo de exposição destes conteúdos. “Entramos para participar desta seleção, pois entendemos as necessidades e desafios de uma empresa de customer experience. Nosso objetivo, durante o programa de aceleração, é melhorar a performance dos clientes da Atento, oferecer novos modelos de negócios, além do networking incrível que o programa pode nos render”, expõe Thiago Cavalcante, Diretor de Novos Negócios da Inflr.

SenseData: realiza um trabalho de unificação de dados para compreender o comportamento dos consumidores e utilizar esse conhecimento para facilitar a tomada de decisão, desenvolvendo ações eficientes para o público certo, no momento mais adequado. “Somos especialistas em soluções para customer sucess, gestão da jornada do consumidor e dados acionáveis. Entendemos que a Atento tem grande sinergia com nosso negócio. Esperamos que essa aproximação e parceria se transforme em cooperação na oferta de boas experiências”, destaca Mateus Pestana, CEO e Cofundador da startup.

NeuralMind: startup que ajuda companhias a aumentarem a produtividade dos processos de backoffice por meio de digitalização e automação. “Nos interessamos em participar do programa de aceleração da Atento Next pela familiaridade da nossa empresa em relação ao público-alvo e demandas da Atento. O processo de seleção nos surpreendeu pelo formato, agilidade e transparência. Estamos animados com as novas oportunidades de negócios que irão surgir”, afirma Patricia Tavares, CEO da NeuralMind.

Para o CEO da Atento, Carlos López-Abadía, esse projeto reforça os alicerces da transformação digital pela qual a companhia vem passando. “O programa de aceleração é uma demonstração de como colocamos cada vez mais a inovação no centro das nossas estratégias de negócio. A parceria com as startups nos dá a oportunidade de explorar novas opções ao aprimorar continuamente nosso portfólio de soluções e contribui para que possamos garantir sempre as melhores experiências aos consumidores, além de ampliar nossa competividade no mercado e estimular a cultura de inovação em toda a empresa. Estamos atuando com foco na geração de valor para todos os nossos clientes”, explica o executivo.

“O nosso negócio é orientado pelo cliente, sejam empresas ou cliente final. Quando tratamos desse assunto, entender os anseios e necessidades do público é fundamental. Com o olhar de empresas de fora da Atento, nós conseguimos ampliar o nosso horizonte, além de nos aproximarmos de segmentos que talvez não nos aproximássemos de outra forma. Por isso, queremos garantir que esse programa de aceleração gere novas ofertas e modelos de negócio aos nossos clientes, maximizando resultados e melhorando a experiência dos seus consumidores, além de oportunidades valiosas para a aceleração das startups selecionadas”, avalia Mauricio Castro, Diretor de Inovação da Atento.

Atento Next

Inovação está no centro da estratégia da Atento, tanto que, em 2020, a empresa foi a primeira do setor no mundo a conquistar o selo ISO 56002, de gestão de inovação. Agora, acaba de criar a sua aceleradora de startups, a Atento Next.

O programa é uma das iniciativas do hub de inovação da Atento, que visa alavancar processos disruptivos dentro da companhia, gerando novas linhas de negócio e produtos, além da aproximação com empresas que já nasceram digitais.

Startup abrirá 200 vagas em 2021 e seleção será por eventos virtuais

A InEvent, empresa de inteligência em tecnologia para eventos virtuais corporativos, pretende triplicar o número  de colaboradores até o final deste ano. Para dar conta desse crescimento, a startup anuncia que fará quatro eventos online neste ano chamados de Recruitment Open Day com o objetivo de recrutar talentos e preencher as 200 vagas que serão abertas até dezembro de 2021.

A primeira edição ocorrerá nesta quinta e sexta-feiras, 28 e 29 de janeiro, no site da InEvent. Durante esses dias, quem estiver em busca de trabalho e tiver perfil para trabalhar em uma das startups que mais crescem no mundo no ramo de eventos híbridos, terá a oportunidade de ter conversas ao vivo com gestores de diversas áreas. Também haverá a possibilidade de fazer uma entrevista-relâmpago com integrantes da equipe da empresa e sair com trabalho novo da ocasião.  

Para esta primeira edição do “Recruitment Open Day” , estão abertas 21 posições para começo imediato nas seguintes áreas: branding, sucesso do cliente, design, desenvolvimento (Front End e Full Stack), executivo de contas, inbound marketing, relações públicas, vendas, cinegrafismo, SEO, marketing e UI/UX Design. 

Há vagas presenciais em São Paulo e Nova York (EUA). Entretanto, a maior parte das vagas são para atividades remotas. Ou seja, pessoas de qualquer parte do mundo podem se candidatar a uma das oportunidades. 

Por se tratar de uma empresa com atuação global com clientes em mais de 50 países – com potencial de seu serviço ser contratado por empresas em até 180 nações -, há a necessidade de comprovação de proficiência em língua inglesa certificado em exames como TOEFL ou CAE. O idioma será utilizado durante o “Recruitment Day”. 

De acordo com o Pedro Góes, cofundador e CEO da InEvent, a prioridade da empresa é buscar por pessoas que tenham vontade de aprender, consigam acompanhar a evolução das inovações e busquem formas novas de resolver problemas. 

“Com esse ambiente multicultural de inovação, queremos consolidar nosso produto web desenvolvendo novas funcionalidades e melhorias no que já está em uso e que tem grande aceitação no mercado”, afirma Góes. 

Startups do varejo captam US$ 678 milhões em 2020 e têm o melhor ano da história

As retailtechs, como são chamadas as startups dedicadas para a transformação digital do varejo, captaram US$ 678 milhões em 2020, volume recorde distribuído em 40 rodadas. O montante acumulado ao longo dos últimos doze meses é 30% superior ao volume investido no setor em 2019, ano que atingiu a marca de US$ 521 milhões. Os dados são do Inside Retailtech Report, levantamento mensal realizado pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência de mercado da empresa de inovação aberta Distrito.

“A pandemia trouxe uma série de mudanças de comportamento no consumidor e isto, por sua vez, impulsionou modelos de negócios das retailtechs. Falamos aqui de startups que trazem tecnologia para o varejo, muitas vezes viabilizando o comércio online”, afirma Gustavo Araujo, cofundador e CEO do Distrito. “Sem dúvida alguma, este modelo foi validado em escala pela população, que entendeu que pode consumir pela internet com segurança. A digitalização do varejo ganhou então velocidade e escala e é natural que estas empresas atraiam mais atenção do mercado”, completa.

Em dezembro de 2020, uma das startups que receberam investimento foi a Dolado, plataforma que tem como objetivo digitalizar pequenas e médias empresas, apresentando ao consumidor comércios do entorno. A retailtech captou US$ 2,2 milhões em uma rodada liderada pela Valor Capital Group que ainda contou com Global Founders Capital, Provence, Norte Capital e outros investidores anjo.

Fusões e aquisições

Em 2020, o setor também alcançou um recorde no número de fusões e aquisições. Até o momento, foram realizadas 18 movimentações desta natureza. Já são sete a mais do que o total registrado em 2019, que somou 11 M&As. Dentre os M&As que foram realizados neste ano, destaca-se a aquisição da plataforma de pagamentos Vindi pela LocaWeb. A transação foi realizada em outubro, com valor de US$ 32,3 milhões.

Raio-X

De acordo com o levantamento, o Brasil conta hoje com 731 retailtechs. A maior parte delas, se volta para soluções focadas na operação do varejo (28,5%). A segunda categoria que mais reúne startups é a de e-commerce (22,7%), englobando aqui empresas exclusivas do comércio online. Em terceiro lugar estão aquelas que atuam no engajamento do consumidor (17,5%).

Tendências do setor

De acordo com o levantamento, em 2021, as startups que atuam com e-commerce novamente irão repetir o feito do último ano e continuar como o destaque do setor. O estudo estima que, ao menos 20 aportes em estágios avançados (Series A e superiores), devam ocorrer no setor ainda este ano. Além disso, a expectativa é que o ticket médio destas rodadas continue a aumentar.

Soluções de omnichannel

O estudo também traz um panorama geral das startups nacionais que atuam com omnichannel — solução para a integração entre diversos canais, seja de venda, marketing ou atendimento, com o objetivo de entregar uma experiência única aos consumidores. De acordo com o levantamento, essas empresas devem crescer no desde 2011 essas empresas atraíram US$ 418 milhões.

O levantamento revela, ainda, que 87% do volume total investido nestas empresas deve-se ao unicórnio VTEX, que já atraiu US$ 365 milhões. Outras startups do segmento que receberam aportes relevantes foram Nuvemshop (US$ 38,3 milhões), Digibee (US$ 5 milhões) e Loud Voice (US$1,5 milhão).

Bossa Nova investe na M&ATech STARK

STARK, considerada a primeira M&ATech do Brasil, anuncia captação de investimento seed money da Bossa Nova Investimentos, micro Venture Capital que investe em Startups com atuação em todo território nacional. O montante foi levantado no comitê de investimentos, criado pela investidora, sob liderança de João Bezerra, para aportar R﹩ 5 milhões em fintechs brasileiras.

A STARK conecta investidores e empresários do middle-market que possuam faturamento anual acima de R﹩ 20 milhões – a régua é de R﹩ 12 milhões para empresas de tecnologia – dispostos a avaliar propostas de investimento, fusão ou aquisição.

“Vimos a tecnologia causando a disrupção de diversos nichos do mercado financeiro enquanto os processos de M&A ainda eram conduzidos de forma ineficiente, lenta e cara por boutiques e bancos de investimentos. Digitalizar este mercado passou a ser nossa obsessão diária. Hoje, a plataforma da STARK já consegue reduzir o tempo de roadshow (etapa de prospecção de potenciais investidores para uma transação) de 3 meses para menos de uma semana por meio do nosso sistema de matchmaking“, sinaliza o cofundador e CEO da STARK, João Vitor Carminatti.

“Nossa missão de tornar o M&A acessível para todo o ecossistema empresarial brasileiro só está no começo. Estamos felizes com a conclusão da rodada com a Bossa Nova Investimentos, pois além do capital, teremos em nosso conselho executivos que unem o melhor da inovação tecnológica ao mercado financeiro”, complementa Carminatti.

De acordo com João Bezerra, líder do comitê da Bossa Nova Investimentos, o principal objetivo da gestora com esse projeto é injetar recursos em negócios promissores para o mercado financeiro. “Sabemos o quanto as soluções tecnológicas são fundamentais para manter o setor em crescimento e a Stark se mostrou com um grande diferencial, que chamou nossa atenção. O aporte recebido agora é só o primeiro passo. O ano de 2020 foi de grande destaque para as fintechs e 2021 deve seguir na mesma linha e por isso, teremos ainda novos investimentos a serem anunciados e muitas inovações recebendo o reconhecimento devido”, explica Bezerra.

Em cinco meses, a STARK já assessorou o fechamento de cinco transações, que totalizaram R﹩ 130 milhões. Também cadastrou 190 teses com critérios de investimento dos principais fundos de venture capital, private equity e grandes empresas, que somam R﹩ 10,8 bilhões disponíveis para fusões e aquisições de empresas no Brasil.

Depois de ver seu faturamento aumentar 500% em 2020, a empresa espera crescer mais 300% em 2021. A expectativa é que, já no primeiro trimestre deste ano, a STARK fature a quantia alcançada em todo ano passado.

Startup israelense que devolveu visão a homem cego participa de live da Câmara Brasil-Israel

Um homem de 78 anos, cego dos dois olhos há mais de 10 anos, recuperou sua visão após utilizar o implante de uma córnea artificial desenvolvido pela startup israelense CorNeat Vision.

Diretamente de Israel Almog Aley-Raz, co-fundador CEO e VP de Pesquisa e Desensolvimento e Gilad Litvin, cofundador, presidente e diretor médico da CorNeat Vision falarão sobre essa revolucionária inovação em live da Câmara Brasil Israel (BRIL Chamber), na terça, 26, às 9h.

O evento terá como moderador o Dr. Claudio Lottenberg, VP do Conselho Executivo da BRIL Chamber e Presidente do Conselho da Sociedade Beneficente Israelita Albert Einstein com a abertura de Renato Ochman, presidente da Câmara Brasil-Israel.

O debate será em inglês com transmissão ao vivo pelas redes sociais da Câmara Brasil- Israel (BRIL Chamber) no Facebook: @brilchamber e no You Tube: bril chamber

Inscrições em: https://bit.ly/3p3pE7t_brilchamber

Scup agora é TORABIT

Plataforma passa a ser gerida por empresa 100% brasileira e que integra o inovabra habitat, um dos maiores ecossistemas de inovação do país

Em novembro de 2020 o TORABIT passou a gerir a plataforma Scup, pioneira no Brasil em monitoramento e gestão digital. O Torabit, que é um dos habitantes do inovabra habitat, ambiente de coinovação do Bradesco, passa a atender quase 350 clientes e a manejar o monitoramento de mais de 600 marcas nas redes sociais.

A multinacional Sprinklr, empresa mãe do Scup, passará a focar sua estratégia de negócio no mercado enterprise. Neste sentido, o TORABIT firmou um acordo operacional com a Sprinklr para o atendimento da carteira de clientes Scup. A escolha foi pautada pelas semelhanças tecnológicas em termos de funcionalidades entre as plataformas e pela sinergia de valores entre as equipes. Os funcionários do Scup serão absorvidos pelo TORABIT.

Para o cofundador do TORABIT Caio Túlio Costa, a operação só trará vantagens: “Nossos clientes terão muito a ganhar com as duas equipes trabalhando juntas. O Torabit ganha igualmente um upgrade de peso para desenvolver mais produtos e novas funcionalidades”. E completa “Será um belo desafio para o qual, temos certeza, estamos preparados. Principalmente, porque fazemos parte do inovabra habitat, um ambiente de coinovação que nos apoia e contribui para a geração de negócios, por meio de conexões com grandes startups e corporações”, avalia Costa.

O TORABIT é uma plataforma de monitoramento digital 100% brasileira e foi concebida e desenvolvida por uma equipe reconhecida pela competência em mídias digitais: o jornalista Caio Túlio Costa, um dos fundadores do UOL e ex-presidente do iG; o engenheiro Daniel Amaral, especialista em arquitetura da informação que também trabalhou na fundação do UOL e foi consultor da ONU para o desenvolvimento da área de informática no Timor Leste; e a expert em mídias sociais Stephanie Jorge, coordenadora de mídias sociais e monitoramento de campanhas presidenciais.

O Torabit processa diariamente dezenas de milhões de informações espalhadas na internet, aplica a elas tecnologia de inteligência sintética e entrega ao usuário as alavancas e insights necessários para manejar o engajamento de marcas, gerir crises, criar pautas e conteúdo, gerar lides, produzir dossiês, auscultar a opinião pública, enfim, dar a qualquer marca, empresa, político, veículos de comunicação, celebridade ou instituição o poder de se movimentar com assertividade no meio digital.

Kuke capta R$500 mil em uma semana via EqSeed

A foodtech Kuke, que oferece experiências gastronômicas completas através de receitas e produtos exclusivos, acaba de realizar sua primeira rodada de investimento. A empresa captou meio milhão de reais em apenas 7 dias por meio da EqSeed, maior plataforma online de equity crowdfunding do Brasil.

De acordo com a CEO e fundadora da Kuke, Renata Ferretti, a Kuke harmoniza um hábito muito popular com alta escalabilidade de negócios. “As pessoas gostam de cozinhar, de comer bem, têm vontade de aprender a fazer uma receita e viver bons momentos em família. O que a Kuke conseguiu fazer foi colocar tecnologia e conveniência na base de toda essa experiência, o que nos permite crescer em larga escala. Essa combinação felizmente agradou a base de investidores da EqSeed”.

Brian Begnoche, CRO da EqSeed, entende que tanto o modelo quanto o mercado da Kuke fazem parte do apelo dessa foodtech. “A Kuke representa uma abordagem moderna e ‘fresh’ na atividade de cozinhar. Hoje em dia cada vez mais pessoas querem simplesmente desfrutar da experiência de cozinhar, sem se preocupar com toda a preparação. Kuke vinculou essa demanda com tecnologia, e inseriu-se em um mercado crescente com enorme potencial,” avalia.

“Há ainda de se apontar a questão da diversificação. Hoje, todos os mercados estão atravessando profundas revoluções tecnológicas e a indústria de alimentos também faz parte disso. Investidores querem construir portfólios diversificados para aproveitar a inovação de diversos setores, e estamos focados em fornecer essa diversificação de oportunidades para eles,” completa Begnoche.

De fato, o mercado de atuação da Kuke é bastante promissor. Atualmente o Brasil é o 4º colocado em consumo de alimentos saudáveis no ranking global e movimenta US$ 35 bilhões por ano, de acordo com uma pesquisa realizada pela Euromonitor. Segundo a agência internacional de pesquisa de mercado, nos últimos cinco anos, o crescimento do setor de alimentos e bebidas saudáveis foi, em média, de 12,3%.

O negócio

A Kuke funciona da seguinte forma: o usuário acessa a plataforma online da empresa, e pode escolher entre as diversas receitas disponíveis, assinadas por chefs profissionais e pela marca. Aí ele recebe todos os ingredientes com um passo a passo super detalhado em casa. Os alimentos são totalmente naturais, com rigorosa seleção de qualidade a partir dos produtores. Atualmente, a empresa já conta com mais de  1600 clientes inscritos e uma média de 4500 refeições produzidas por ano.  

A praticidade está no fato de que, ao invés de visitar mercados atrás de cada item, o cliente resolve tudo em poucos cliques. Vale destacar ainda que a quantidade fornecida é precisa para a receita em questão, evitando desperdício. Por fim, os valores dos pratos são sensivelmente mais baratos que os encontrados em grandes restaurantes. Dessa forma, a Kuke se posiciona como uma opção de alimentação saudável, sustentável –  algo claro também nas embalagens ecológicas –  além de oferecer conveniência e preço acessível.

Outra possibilidade oferecida pela empresa são experiências gastronômicas que a solução por si só já oferece, mas que a Kuke vai além oferecendo ao consumidor a possibilidade de agregar desde produtos complementares como bebidas (vinhos, cervejas) e sobremesas, até mesmo aulas online ao vivo ou vídeo aulas em que os chefs profissionais que assinam a receita dão mais dicas do preparo das receitas escolhidas.  Esse recorte também pode ser adquirido por grupos e empresas. Ambev, OLX  e Brmalls são algumas das companhias que já utilizaram o serviço.

Vale destacar ainda a solução de totens interativos da marca, que dá corpo à estratégia omnichannel da empresa. “A escalabilidade e a tração do negócio se dá por meio da plataforma online. Ali o usuário encontra todas as receitas, os ingredientes e recebe tudo na sua casa em poucos cliques”, afirma Renata.

Com o aporte conquistado, a Kuke pode dar os primeiros passos para o crescimento planejado para o futuro. Os planos incluem expansão para outras regiões, novas contratações, novos modelos de parcerias e o objetivo de atingir R$1 milhão em receita bruta no próximo ano.

“O trabalho, agora, será de expansão não apenas regional, mas de serviços e produtos. O cardápio de receitas deve aumentar, bem como os itens exclusivos da marca. Estamos felizes com a confiança dos investidores e da EqSeed e certas de que teremos muito trabalho pela frente”, completa Renata.