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Programa de aceleração da Darwin Startups, em parceria com a Sinqia, está com inscrições abertas para sua 10ª turma

O programa de aceleração da Darwin Startups está com inscrições abertas para o Batch #10 até o dia 2 de abril. A aceleradora, eleita a melhor do Brasil em três anos consecutivos, 2018, 2019 e 2020, pela Associação Brasileira de Startups, oferece aos seus acelerados capital, mentores e suporte para o desenvolvimento do negócio.

Com o apoio de parceiros corporativos como a Sinqia, B3, Grupo J.Safra, RTM, e Transunion, o programa é para empreendedores (as) de todo o país que atuam nas áreas de Fintech, Big data & Analytics, Ti & Telecom e buscam apoio para encontrar o Product Market Fit (PMF). Ao longo de três meses, a Darwin oferece conexões com grandes empresas e foca no  desenvolvimento das pessoas que fazem o negócio acontecer, apostando em suporte psicológico, jurídico e financeiro.

Dentre os critérios que são avaliados no processo seletivo estão: sinergia com os parceiros corporativos Darwin, a experiência dos empreendedores e time e, por fim, a maturidade do negócio. 

Com sede em Florianópolis e São Paulo, a aceleradora está realizando o processo de seleção e aceleração de forma totalmente remota, desde o ano passado, em função da pandemia de covid-19. 

Investimento 


As selecionadas recebem um investimento de até R$500 mil com participação negociável. No total, os serviços oferecidos durante o período de aceleração podem chegar a R$ 500 mil em benefícios, entre eles acesso a Cloud Service, CRMs e ferramentas de marketing. 

Segundo Leo Monte, diretor de Inovação da Sinqia, o apoio ao projeto está em linha com o Programa Torq Ventures da companhia, que  investirá mais de R$50 milhões em inovação e startups a partir deste ano.  Entre as startups, a Sinqia aponta como soluções prioritárias as com foco em BaaS, Plataforma de Open Banking e Hub de pagamentos. “Seguimos em nosso propósito de estar perto de novas tecnologias para oferecer serviços cada vez mais disruptivos ao mercado, principalmente às soluções ligadas a BaaS, Plataforma de Open Banking e Hub de pagamentos.. Com mais de um ano de parceria, a Sinqia aportou em 6 startups e algumas delas já estão integradas às soluções da empresa”, destaca. 

A turma de número 10 marca os cinco anos de atuação da empresa, com mais de 70 empresas em seu portfólio, R$ 16 milhões investidos, além de R$20 milhões em novas rodadas, e com grandes parceiros do mercado como B3, Grupo J.Safra, RTM, Sinqia e Transunion.

As inscrições podem ser feitas pelo site: darwinstartups.com

100 Open Startups recebe inscrições para ranking de open innovation

A 100 Open Startups, plataforma líder em open innovation no país, anuncia as inscrições para as edições 2021 do Ranking 100 Open Startups. A publicação é referência no ecossistema de inovação e reconhece as startups e empresas líderes na prática da inovação aberta. As corporações têm até abril para se inscrever, e as startups, até agosto.

“O número e intensidade de relacionamentos de open innovation entre empresas e startups aumentou 20 vezes nos últimos cinco anos, o que demonstra que cada vez mais empresas estão procurando startups para seus processos de inovação. Por isso, o Ranking tem como foco a evolução do ecossistema como um todo, por meio do mapeamento dos próximos movimentos em inovação”, comenta Bruno Rondani, fundador e CEO do 100 Open Startups.

Na edição 2020 do Ranking, a categoria TOP 100 Open Corps foi anunciada em agosto e reconheceu a Natura como primeira colocada, seguida por ArcelorMittal, BMG, EDP e Alelo. Segundo o levantamento, as 100 empresas líderes em open innovation com startups representaram 38% do total dos relacionamentos desse tipo registrados no país.

Já em novembro, foi divulgada a lista das TOP 100 Open Startups, com as startups mais atraentes para o mercado corporativo. A startup GESUAS conquistou o primeiro lugar, seguida da AEVO, Opinion Box, Rentbrella e VOLL. A publicação também destacou o TOP 10 de 25 categorias de startups, como MarTechs, HRTechs, AgriTechs, EdTechs e HealthTechs, e as TOP 5 de quatro categorias especiais: Acessibilidade e Inclusão, Inovação Social, Empreendedorismo Sênior e Empreendedorismo Feminino.

Das 13.177 startups participantes, 1.310 estabeleceram relacionamentos de open innovation com 1.968 empresas e foram aprovadas como candidatas ao Ranking 100 Open Startups 2020. Além disso, em 2020, 58% das empresas buscaram alguma startup para inovar e encontraram pelo menos uma para isso. Em 2016, essa porcentagem era de apenas 24%, reforçando que as conexões com grandes empresas estão crescendo e tendo mais importância a cada ano.

Chegando a sua 6ª edição, o Ranking 100 Open Startups é a única publicação totalmente baseada em dados do ecossistema de inovação, que contabiliza a pontuação a partir dos relacionamentos de open innovation firmados entre empresas e startups. Por isso, é utilizado como referência para empresas e investidores que buscam as startups mais atraentes no early stage. Para serem elegíveis, as startups devem ter faturamento inferior a R$ 10 milhões no exercício fiscal do ano anterior à publicação do Ranking, não ter recebido mais de R$ 10 milhões em investimento direto e não ser controlada por grupo econômico, mas sim por empreendedores à frente do negócio.

Para mais informações sobre o Ranking 100 Open Startups e como realizar as inscrições, acesse: 100os.net/ranking-participe

Learning Village anuncia a chegada de dez startups

O espaço já está convocando as primeiras startups aprovadas no processo seletivo e continua selecionando novas entrantes

O Learning Village, primeiro hub de inovação focado em educação da América Latina fundado pela SingularityU Brazil e HSM, anuncia as primeiras startups aprovadas em seu processo seletivo. São dez startups que trazem soluções que impactam no desenvolvimento de pessoas, em áreas como saúde, ensino de idiomas, ensino de tecnologia, educação empreendedora e biofabricação, utilizando tecnologias como realidade virtual, inteligência artificial, impressão 3D e reconhecimento de voz.

Todas elas contarão com programas de desenvolvimento de negócios e produtos que incluem conexão com grandes empresas, mentoria, espaço de trabalho, programas da SingularityU Brazil, acesso à rede global da Singularity University e a programas específicos realizados internamente. Além de contato com especialistas em tecnologias exponenciais, líderes de grandes empresas, com o intuito de trazer visibilidade para a marca.

Com foco nas áreas de educação e desenvolvimento de pessoas, o Learning Village continua buscando por startups que tragam soluções reais de mercado, com proposta de valor relevante e amplo mercado endereçável. Além de diferencial em relação à concorrência, uso de base tecnológica para geração de valor e escalabilidade e produto rodando com vendas.

Os interessados podem se inscrever por meio do link: https://www.learningvillage.com.br.

Startups selecionadas:

B.Equal/Grupo Mãe – Escola de empreendedorismo voltada para as mães e 100% online. Fundada por Carmem Madrilis e Lia Castro, tem o objetivo de construir a independência financeira de mulheres que optaram pelo empreendedorismo depois da maternidade.

Beetools – Startup de educação que nasceu com o propósito de revolucionar o ensino de idiomas no Brasil e no mundo. A plataforma utiliza as tecnologias de educomunicação como gamificação, inteligência artificial e realidade virtual para ensinar inglês. Sem renunciar a relação entre professor e aluno em aulas presenciais ou digitais.

CogniSigns – Startup de impacto social que desenvolve soluções inovadoras em triagem digital, ajudando a identificar pessoas superdotadas e apoiando o diagnóstico e tratamento de Distúrbios do Espectro Autista (TEA). Dessa forma, democratizam a exibição digital em uma ferramenta rápida, confiável e acessível.

Voxall – Uma edtech que acredita que tecnologias de voz representam uma inovação disruptiva, capaz de alterar profundamente a jornada de aprendizagem dos estudantes em todos os níveis.

How Bootcamps – Bootcamps imersivos, práticos e de curta duração em UX Design, Dados, Product Management e Customer Success para a nova economia, com facilitadores das principais startups do mundo.

Engage – Plataforma LMS (sistema de gestão de aprendizagem e EAD) que utiliza gamificação e inteligência artificial para aumentar em quatro vezes o engajamento dos seus colaboradores.

NewSchool – Um movimento educacional comprometido com a periferia. Trazendo conteúdo de valor para jovens, por meio de atividades e de um aplicativo diferenciado.

RadarFit – O aplicativo é uma solução para redução de estresse e os riscos de doenças evitáveis por meio de um game que promove bons hábitos e realiza premiações.

BioEdTech – Tem o propósito de capacitar novos profissionais em áreas emergentes da biofabricação.

Educa 21 – Plataforma de ensino que desenvolve softskills e oferece preparação para alunos, professores e pais.

Startups aceleradas pela Wayra encerraram 2020 com resultados acima da média

2020 começou com muitas incertezas, mas ao mesmo tempo abriu espaço para empresas de inovação se desenvolverem ainda mais. As startups da Wayra , hub de inovação aberta da Vivo, conseguiram aproveitar esse momento para crescer e encerraram o ano com resultados acima do esperado para um ano de pandemia.

“Temos, em nosso hub, em sua maioria startups em fase de tração que conseguiram se manter saudáveis e crescer mesmo em tempos desafiadores. As startups têm em seu DNA a resiliência e a capacidade de adaptação e, isso foi fundamental para superar as adversidades em 2020. Além disso, na Wayra buscamos apoiar os empreendedores com conexões para novos negócios, internacionalização e também promovemos encontros online para trocas de experiência e aprendizados entre os fundadores”, comenta Livia Brando, Country Manager da Wayra no Brasil.

Segundo Livia, os exemplos de maior destaque em crescimento entre as investidas do hub são startups como, a Netshow.me, Quero Quitar, Monkey e Getup. “Essas empresas provaram o quão efetivo podem ser seus negócios e o quanto há espaço para crescer em cada um de seus setores. Durante a crise, vimos que o mercado está ainda mais focado no potencial das soluções trazidas pelas startups para acelerar a transformação digital e a melhoria de eficiência em processos e isso, sem dúvidas, ajudou no amadurecimento e na escala”, conta Livia.

Monkey Exchange , fintech de antecipação de recebíveis, cresceu 10 vezes a receita comparando com 2019, e viu no ano de 2020 a oportunidade de internacionalizar e conseguiu concretizar a expansão para a América Latina, entrando nos mercados do Chile e da Colômbia, com previsão de entrada no México ainda em 2021. A startup triplicou a equipe durante a pandemia e foi capaz de transacionar cerca de 10 bilhões de reais (mais de 7 vezes o volume do ano anterior), com previsão de triplicar esse valor em dois anos.

Já a Netshow.me , plataforma de transmissão de vídeos online (streaming), triplicou de tamanho em 2020. Durante a pandemia, a empresa passou a ser demandada de novas formas, tantos clientes corporativos quanto entretenimento, tendo um crescimento acelerado que os fundadores esperavam apenas para daqui alguns anos e acabou acontecendo em apenas alguns meses. A VOLL , startup referência em mobilidade corporativa simplificada, também ganhou destaque no portfólio da Wayra em 2020, aumentando em 100% seu time desde o início da pandemia, além de crescer 34% o número de clientes durante o ano.

Outro exemplo de fintech que cresceu é a QueroQuitar . A empresa, que tem como propósito auxiliar mais de 64 milhões de brasileiros a quitarem suas dívidas com as empresas parceiras da plataforma, fez com que o volume de negociações crescesse 403%. Além disso, a startup viu sua carteira de usuários aumentar em mais de 360% nos últimos meses de 2020.

Getup, empresa especialista em kubernetes e em acelerar a jornada de modernização de aplicações das corporações na nuvem, cresceu mais de 90% em 2020. Além disso, a empresa conquistou novos clientes como Mandaê, Banco BTG Pactual e BTP – Brasil Terminal Portuário.

“Estamos confiantes e otimistas com nosso portfólio, que tomou as medidas necessárias em 2020 para superar a crise e continuar seu crescimento, assim como com o ecossistema de startups e inovação no Brasil como um todo. Para 2021, queremos investir em mais startups na fase de tração para mantermos nossa curva de crescimento e ajudarmos as empresas a escalarem seus negócios. Nosso objetivo é atrair empresas inovadoras que estão transformando diferentes áreas de negócios e fazer com que esse mercado cresça e amadureça ainda mais, além de fechar grandes contratos com a Vivo e corporações pelo país”, declara Carol Morandini, head de portfólio e scout da Wayra Brasil.

Araraquara assina parceria com app inédito no mundo para combater a Covid-19

O Global Health Monitor é uma iniciativa independente, gratuita, com funcionamento previsto para o Brasil e o exterior

Um aplicativo inédito de monitoramento e auxílio no combate à Covid-19 está sendo lançado oficialmente esta semana pela startup brasileira Global Health Monitor (GHM), sediada em Curitiba (PR). A plataforma, que tem a chancela do Instituto Butantan e é considerada inédita no mundo, acaba de assinar uma parceria com a cidade de Araraquara para combate ao novo coronavírus.

“O GHM vai atender a população desde o monitoramento de sintomas individuais e de exposição ao vírus até a o mapa de casos de Covid-19 na região, com atualização em tempo real. Ele emite alertas quando você se aproxima de uma área de risco e também organiza sua carteira de vacinação digital”, explica Henrique Mendes, fundador do GHM ao lado de Adam San Barão.

Mendes conta que o time de infectologistas do Instituto Butantan foi um parceiro importantíssimo na etapa de validação do algoritmo relacionado à gravidade dos sintomas – na seção de autoavaliação do usuário. O Instituto também é um dos principais parceiros na etapa de lançamento oficial do app.

Para fazer o download do GHM, basta acessar o site da empresa ou diretamente o link ghm.world/#download.

Ação em Araraquara

O termo de doação assinado entre a GHM e o município de Araraquara, por meio da sua Secretaria de Saúde, disponibiliza à cidade seis ferramentas desenvolvidas pela startup. A primeira delas é o Serviço de Monitoramento de Exposição à Covid-19, tecnologia operada por contact tracing – ou seja, a movimentação e aproximação de smartphones pela cidade.

O acordo também inclui o Sistema de Autoavaliação do app e o serviço de Carteira de Vacinação Digital, com uma funcionalidade sobre avaliação de reações adversas e dúvidas sobre a vacinação.

Outro destaque da parceria é a integração do GHM com o Sistema de Exames Laboratoriais Público e Privado, para identificação dos casos positivos de Covid-19 (via PCG, IGG e IGM). “Importante ressalvar que esse é um serviço de monitoramento anonimizado”, reforça Adam.

Para disponibilização desse serviço é necessário acesso ao Banco de Dados Exames Públicos e Privados de Covid-19, o que reforça a atuação conjunta entre GHM e a Secretária de Saúde.

O termo também inclui acesso ao Mapa das Unidades de Saúde e Mapa de Risco. Em contrapartida, a cidade fará um esforço de divulgação para que a tecnologia receba o máximo de informações da população num curto período de tempo.

As primeiras atividades da parceria tiveram início já na sexta-feira (05) e os resultados devem ser notados nas próximas semanas, quando mais de 18% da população local aderir a utilização do app. “Quanto maior o número de pessoas conectadas ao aplicativo, fazendo autoavaliação diária, maior as chances de identificar e isolar os casos suspeitos e confirmados – sempre de forma anônima, voluntária e gratuita para toda a população”, explica Mendes. 

Disponível para todos os estados

Além de Araraquara, o GHM já está disponível gratuitamente para todos os usuários de Android e IOS de qualquer cidade do Brasil. “Nossa tecnologia não tem fronteiras. A parceria com a cidade de Araraquara é importante para testar e comprovar a eficácia do GHM no controle da pandemia, mas ele não é exclusivo para essa região. Vale para todo o Brasil e em breve o exterior”, conta Mendes.

Ele explica que quanto mais rápido a população do país instalar e alimentar o app de informações individuais, mais eficaz será o monitoramento em todas as regiões e é nesse contexto que foi penada a parceria com gestores públicos.

“Estamos num momento importante de divulgação e conscientização sobre a tecnologia. Nossa missão, desde o início, foi criar uma interface fácil mesmo para as pessoas com pouca familiaridade com tecnologia. É nosso propósito trabalhar duro em todas as fases da experiência do usuário até que todos estejam bem e seguros”, afirma.

Funcionamento

O cadastro no GHM é simples e permite uma ampla leitura sobre o comportamento do vírus. “É uma ferramenta em constante evolução e nenhum aplicativo do mundo fornece as aplicações já disponibilizadas nesta primeira versão”, explica Adam.

O app consegue identificar se a pessoa está em uma área de risco, se existe a possibilidade de estar contaminada e já fornece orientações iniciais para os casos suspeitos. Para isso, o usuário inclui dados pessoais e comportamentais – como idade, sexo, comorbidades, se é fumante, episódios de exposição ao vírus etc – e em seguida concorda com um termo de privacidade das informações fornecidas.

“A Política de Privacidade que é firmada com o usuário foi construída a partir da Lei Geral de Proteção de Dados, de modo que a população entra no mapeamento de forma 100% anônima e não tem qualquer um de seus dados expostos”, completa Adam.

“Acreditamos que, além de ser uma ferramenta importante para a autopreservação do cidadão, ela pode fornecer dados relevantes para as diversas instâncias de gestão pública”, completa ele, lembrando novamente que informações compartilhadas com órgãos de saúde são totalmente anonimizadas.

Entre os próximos passos do GHM estão o acesso a dados laboratoriais para monitoramento automático dos casos de Covid-19 em outras cidades do Brasil; o desenvolvimento de uma versão para empresas (pela qual será possível evitar a disseminação de casos internamente, entre os trabalhadores); e outra voltada à comunidade estudantil, uma das mais impactadas pelas incertezas trazidas pela pandemia.

Além do Instituto Butantan e do Município de Araraquara, são parceiros ou apoiadores do Global Health Monitor o CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), a Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial), o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), o programa Startup With IBM (da IBM), a HiLab (Health Tec de Curitiba), EZOK e a Ninho Digital.

SkillHub, startup voltada para a educação corporativa, recebe aporte da Hotmart

A Hotmart , empresa global de tecnologia focada no empreendedorismo e produtos digitais, acaba de anunciar aporte financeiro na SkillHub , startup de educação corporativa, assumindo uma participação minoritária. O valor não foi divulgado. Com uma solução completa de treinamento, a SkillHub já impactou mais de 5.000 profissionais em apenas um ano de operação.

Fundada em março de 2020, em Campinas (SP), pelos empreendedores João Bizzarri (ex-Linkedin e Bain & Company) e André Felix (ex-Movile), a SkillHub é uma plataforma de treinamento focada no mercado corporativo. Ela conecta cada colaborador do cliente aos melhores treinamentos e conteúdos, para torná-los protagonistas do seu próprio desenvolvimento, de forma personalizada. A empresa tem parcerias com instituições de ensino renomadas, como a FGV, Saint Paul e Alura. Entre os clientes da plataforma estão a Dafiti, TecBan e Loft, entre outros.

Com o aporte, a ideia é ampliar os investimentos em tecnologia e na área comercial, para expandir o número de clientes atendidos e as opções de conteúdo da plataforma.


“As empresas têm a necessidade crescente de desenvolver suas equipes, porém às vezes têm dificuldades em encontrar o melhor conteúdo ou gerenciar esse processo internamente. A SkillHub busca facilitar essa jornada, e ao mesmo tempo acompanhar o aprendizado dos colaboradores, gerando dados para aumentar o engajamento e os resultados”, afirma João Bizzarri, co-fundador da SkillHub.

Para a Hotmart, o objetivo é fomentar o ecossistema de ensino digital no mercado corporativo, onde a empresa ainda não atua. “Já investimos em várias empresas que auxiliam os produtores de conteúdo digitais, como a Reshape (transcrição de áudios e vídeos) e ENotas (emissão de notas fiscais para negócios digitais). Acreditamos que a SkillHub ajudará esse ecossistema a crescer e vemos oportunidades de levar nossos produtores de conteúdo a vender também para mercado corporativo”, comenta João Pedro Resende, cofundador e CEO da Hotmart Company.

Central Nacional Unimed lança projeto para startups

No ‘Desafio de Inovação Unimed’, as empresas poderão criar projetos e soluções, além de participar de mentorias com os melhores especialistas do setor

A Central Nacional Unimed está com inscrições abertas para o Desafio de Inovação Unimed . O projeto conecta a Tronko, nova célula de inovação da cooperativa, com startups, por meio da plataforma de open innovation, 100 Open Startups. Na prática, a cooperativa nacional do Sistema Unimed pretende abrir espaço para que startups interessadas apresentem projetos e soluções aos obstáculos enfrentados no dia a dia de sua operação. “O desafio proporcionará mentorias com os melhores especialistas do setor, networking, visibilidade e oportunidade de negócios, além de apoio no desenvolvimento de ideias transformadoras dentro do maior sistema de cooperativas médicas do mundo, responsável pela assistência médica de 17 milhões de brasileiros”, ressalta Alexandre Ruschi, presidente da Central Nacional Unimed.

Ao todo serão selecionados até 30 startups nas áreas de Automatização para Captura e Conferência de Notas Compliance de Fornecedores Fiscais, Gestão de Facilities, Gestão do Conhecimento em Compras, Suprimentos Hospitalares, Reserva de Espaço Físico, Orçamentação, Contratação de Serviços e Suprimentos Hospitalares, Gestão de Custos Comerciais, Automatização para Captura e Conferência de Notas Fiscais. A escolha das soluções será realizada internamente pelos executivos da operadora, que usarão como critérios as informações oferecidas pelas startups no momento da inscrição.

A partir daí, a startup poderá ser convidada a apresentar a solução e implantar um projeto-piloto. “Com base no resultado, a empresa poderá ser habilitada a desenvolver parcerias na forma de prestação de serviços ou de fornecimento de produtos inovadores, de acordo com a maturidade e com a consistência da startup e da solução apresentada”, explica Ruschi. O executivo reforça que o desafio compõe a série de iniciativas da cooperativa em 2021, para acelerar a resolução de cenários e disseminar a cultura de inovação internamente.

Para Bruno Rondani, CEO da 100 Open Startups, parceira do projeto, essa é uma oportunidade importante para as jovens empresas. “As startups poderão atuar em projetos de open innovation e ver suas soluções crescerem na prática. Sem contar que estarão em contato com o mercado de saúde, que cresce a cada ano e fomenta a existência de novos negócios. Nós acreditamos que, quando há colaboração do ecossistema de inovação, soluções incríveis podem acontecer. Estamos felizes em compartilhar deste momento”, diz.

Inovação em pauta

Ao longo de 2021, a Central Nacional Unimed prepara uma série de investimentos que irão nortear os negócios da cooperativa. Recentemente realizou a palestra “O Médico de 2030 – Ampliar conhecimento. Explorar o futuro”, por meio do canal próprio no YouTube, que abordou o impacto da inovação na Saúde e apresentou sua nova parceira: a SingularityU Brazil. Juntas, irão lançar o novo hub de inovação, o Learning Village, que auxiliará no fortalecimento e no fomento da inovação e educação no setor de saúde, por meio da aplicação de tecnologias exponenciais, desenvolvimento de pessoas e colaboração no ecossistema.

Com esses novos projetos, a CNU pretende se antecipar às tendências e se tornar protagonista em novas tecnologias dentro do setor de Saúde Suplementar. “Nosso objetivo é fomentar e fortalecer a inovação, a educação na área de saúde e o cooperativismo. Acreditamos que planejar e compartilhar o que aprendemos no presente, nos sustentará e impulsionará para um futuro que contribuirá, não somente com a cooperativa, mas com o setor como todo”, disse Alexandre Ruschi, presidente da Central Nacional Unimed.

Desafio de Inovação Unimed
Data de inscrição: até 14 de março
Link para inscrição: https://www.openstartups.net/events/unimed/

App brasileiro de gestão e vendas recebe aporte de R$ 5,5 milhões

Guilherme Hernandez, CEO da Kyte

Startup de vendas e gestão usará capital para ampliar a equipe e desenvolver novos recursos para seu aplicativo, que hoje atende a pequenos comerciantes em 143 países.

A startup Kyte, que oferece uma plataforma de vendas e gestão para digitalização de pequenos comércios, acaba de finalizar sua primeira rodada de investimentos no valor de R$ 5,5 milhões – somados os aportes feitos pela DGF Investimentos e pelos fundos Caravela Capital e Honey Island Capital. Apesar de ter apenas três anos e uma equipe enxuta de 25 colaboradores, a startup que nasceu em Florianópolis (SC) já atende com seu aplicativo mais de 25 mil usuários espalhados por 143 países, principalmente Estados Unidos, México e Filipinas, além do Brasil.

Com o capital investido, a Kyte pretende continuar expandindo suas operações e sua base global de clientes. A estratégia de crescimento será focada em três pilares: ampliação da equipe, investimento em marketing e desenvolvimento de novos recursos para o aplicativo.

“Ficamos felizes em poder escolher os parceiros ideias para esta rodada, que, além do capital, poderão nos ajudar com conhecimento, experiência e networking, aspectos tão importantes quanto o dinheiro para os desafios de uma scale up”, comenta Guilherme Hernandez, CEO da Kyte.

A empresa já está contratando e as vagas abertas para trabalho remoto em todo o Brasil podem ser conferidas na página de carreira. A expectativa é dobrar o número de colaboradores já no primeiro semestre de 2021. Também haverá uma expansão do aplicativo para as plataformas web e tablet, assim como um foco maior na integração para vendas por meio de redes sociais, como Facebook, Instagram e WhatsApp.

Em relação a novas soluções, a empresa pretende apostar no processamento de pagamentos para agregar mais valor ao app e facilitar o gerenciamento dos pequenos comércios com o Kyte Pay. Atualmente, o aplicativo aceita pagamento online com cartão, carteira digital, link de pagamento e integração com maquininhas de cartão da SumUP e do Mercado Pago.

“Além de um time muito forte, observamos nos resultados já conquistados que a Kyte está conseguindo capturar a oportunidade global efetivamente. É essa combinação de produto, mercado global e empreendedores fora da curva que buscamos no DGF Investimentos. Nossas experiências passadas com investimentos semelhantes só reforçam nossa convicção de que existe muito espaço para que a Kyte cresça de forma exponencial”, explica Frederico Greve, sócio diretor do DGF Investimentos.

Acompanhando a expectativa de crescimento, a Kyte também foi uma das selecionadas para a nova turma do programa de aceleração Scale-up, promovido pela rede global de apoio ao empreendedorismo Endeavor, além de ser uma das participantes do programa Facebook Accelerator: Commerce.

“A Kyte conquistou uma base global de clientes desde o estágio inicial da companhia sem que houvesse captado um funding relevante. Isso mostra o potencial da plataforma. Estamos empolgados com a competência do time e qualidade do produto para atender cada vez mais clientes no mundo todo”, comenta Mario de Lara, cofundador e sócio da Caravela Capital.

Para Mariana Foresti, sócia gestora do fundo Honey Island Capital, “a Kyte pretende oferecer uma experiência completa, desde a escolha do produto ou serviço até a efetivação da transação, agregando serviços financeiros e facilidade, movimento que casa com a nossa expertise em fintechs”.

Vocação internacional

Para os sócios, o rápido crescimento da empresa se deve à estratégia de Product Led Growth (PLG), onde se coloca o produto à disposição dos clientes o mais rápido possível para que eles percebam seu valor e, depois, assinem um dos planos. O método permitiu lançar o app em todo o mundo sem exigir equipe específica e presença física em outros países.

“Nós costumamos dizer que a Kyte nasceu global. Eu já tinha uma experiência internacional em outra empresa onde percebemos que as dores básicas sub-atendidas do pequeno comerciante eram as mesmas no mundo inteiro. Então, lançamos a primeira versão do aplicativo em português, inglês e espanhol, imaginando o grande leque de países em que gostaríamos de atuar”, explica o CEO da startup.

O objetivo da Kyte é democratizar o acesso a ferramentas de vendas e gestão, trazendo para o celular de autônomos e pequenos empreendedores recursos que antes só estavam disponíveis em softwares para computadores. “O app começou como um ponto de vendas mobile, mas, com o tempo, fomos expandindo e inserindo novas funcionalidades importantes para nosso público”, enfatiza Guilherme. Hoje, a plataforma conta com cadastro de produtos e de clientes, controle de estoque, gestão de pedidos, emissão de recibos, integração com redes sociais e até um catálogo online que funciona como uma lojinha virtual, entre outros recursos. Em 2020, com o avanço acelerado da digitalização dos comércios, a Kyte registrou um crescimento de 217% da base de clientes e 331% de faturamento.

Os 10 países mais estratégicos são Estados Unidos, México, Indonésia, Filipinas, Malásia, Argentina, Chile, Reino Unido e Espanha, além do Brasil, que concentra cerca de 45% dos usuários do app. “Fomos percebendo que países tinham mais interesse na nossa proposta de valor e somente a partir disso desenvolvemos um trabalho maior de análise do mercado e de Customer Development”, detalha o Head of Growth da Kyte, Ivan Farias.

O grande número de clientes também se deve ao modelo freemium, com uma versão gratuita e outra paga com mais funcionalidades – que, hoje, tem 22 mil assinantes. A startup ainda segue o Fair Price Program, em que são criados preços diferenciados de acordo com o poder de compra médio da região. No Brasil, o plano PRO custa R$ 19,90 por mês.

Startup que monitora ameaças florestais recebe aporte de R$750 mil

Depois de um 2020, com resultados que superaram as expectativas, os empreendedores da Quiron – startup que funciona incubada no Orion Parque em Lages/SC – já tem muito o que comemorar em 2021. A empresa, especializada no monitoramento remoto de ameaças florestais, utilizando tecnologias para predição de incêndios e sanidade florestal, recebeu aporte de R$ 750 mil reais de investidores da Anjos do Brasil, organização sem fins lucrativos, criada para fomentar o investimento anjo e apoiar o empreendedorismo de inovação no país. 

O investimento anjo tem como finalidade proporcionar aos investidores interessados a aplicação financeira em negócios com alto potencial de retorno que, consequentemente, tem um grande impacto positivo para a sociedade, trazendo oportunidade de trabalho e de renda. O termo “anjo” é utilizado pelo fato de não ser um investidor, exclusivamente, financeiro que fornece apenas o capital necessário para o negócio, mas por apoiar o empreendedor, aplicando seus conhecimentos, experiência e rede de relacionamento para orientá-lo e aumentar suas chances de sucesso, conforme explica a entidade. 

A possibilidade da Quiron receber o investimento anjo – apoio tradicionalmente comum entre as startups – foi viabilizada pela Rede de Investimentos Anjo (RIA), uma iniciativa conjunta da Anjos do Brasil e da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE). A RIA SC é uma comunidade que aproxima pessoas físicas que querem investir em startups a empreendedores que desenvolvem produtos e serviços com potencial de crescimento em escala. 

“Nós recebemos o contato deles num dia, e dois dias depois, o pitch foi apresentado a mais de 80 investidores da Anjos do Brasil. Na sequência, mais de 30 deles demonstraram interesse. Passamos por comissões internas que fizeram todo o processo de verificação, de modelagem de negócios, de tração, avaliando todos os parâmetros da nossa empresa, que são levados em conta na hora de procurarmos um aporte financeiro. Se não fosse a Anjos do Brasil, com certeza não conseguiríamos chegar até aqui”, lembra Diogo Machado, responsável pelos novos negócios da Quiron. 

Segundo Celso Sensini, investidor líder, a Quiron tem muito a crescer com o novo aporte. “Enxergamos, após extensa avaliação da empresa, um ótimo potencial da Quiron no setor Florestal, não apenas no Brasil, mas em diversos países do mundo, como: Estados Unidos, Europa e Austrália. Este é um segmento com muitas oportunidades e estamos confiantes na capacidade de entrega dos sócios fundadores”. 

História de sucesso em dois anos de atuaçãoA história da Quiron se confunde com a inovação tecnológica que o setor de engenharia e sensoriamento florestal teve nos últimos anos. Sempre ligada ao ecossistema de inovação e sabendo da importância que a conexão com outros players – locais, regionais, nacionais e internacionais – impactam o negócio, a Quiron teve uma ascensão robusta.  

A startup começou no ano de 2018, já incubada no Centro de Inovação do Orion Parque Tecnológico e, desde lá, tem acumulado conquistas e bons resultados em oportunidades de investimentos e programas de capacitação do negócio empreendedor. No mesmo ano, a Quiron foi aprovada no Sinapse da Inovação, promovido pelo Governo do Estado de Santa Catarina.  

De lá para cá, também teve a oportunidade de fazer parte do Forest Insight, da UFV, no Brasil, em 2019, e de ser a  única startup brasileira selecionada para o Salto Growth New Norm, promovido por fundadores das principais startups da Estônia, em maio de 2020. 

Já em setembro do ano passado a solução Flareless, também da Quiron, foi aprovada para o Batch da Plug and Play Insurtech, estando apta a construir produtos e serviços para as maiores seguradoras do mundo.  

Já em dezembro de 2020, participando do InovAtiva 2020.2, maior programa de Aceleração de Startups da América Latina, a Quiron conseguiu um excelente resultado com o primeiro lugar na Banca de Agronegócio na aceleração 2020.02.  

Para os empreendedores da Quiron, o investimento faz sonhar grande. É o que conta Gil Pletsch, CEO da startup. “Com esse aporte de recursos, será possível estruturarmos melhor a nossa equipe de produção e pesquisa, nosso setor de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento). Precisaremos de mais profissionais que tenham mais conhecimentos na área florestal, conhecimento de programação, geoprocessamento, além de, aperfeiçoar os produtos que já temos e desenvolver outras automações que precisam ser feitas”, ressaltou.   

Crescimento em escala, com tração de investimentoSegundo Diogo, a Quiron é hoje uma das únicas startups no país e poucas no mundo com atuação voltada, exclusivamente, para algoritmos no setor florestal, um segmento com grande demanda por inovações. “É muito interessante essa visibilidade que podemos obter. Na verdade, somos uma das únicas startups do Brasil e do mundo que trabalha com algoritmos e sensoriamento via satélite para florestas. Existem várias startups para o agro tradicional, com um mercado mais consolidado, mas com foco em floresta, são poucas”, ressalta ele.  

A tecnologia desenvolvida pela Quiron, via monitoramento remoto, permite mitigar perdas com ameaças florestais, como pragas, doenças e incêndios. Via algoritmos próprios, é possível analisar grandes extensões de terras e identificar áreas de ataque de pragas e doenças em florestas plantadas e também identificar áreas com maior risco de ignição de incêndios florestais. A empresa tem parcerias com players de todo o mundo para obter dados de satélites e nano satélites, colocando todas essas variáveis dentro dos seus modelos. Dessa forma, empresas florestais, de celulose e outros territórios podem monitorar ameaças de uma forma totalmente remota, dando às equipes de campo maiores subsídios na tomada de decisão.  

Futuro da startup– Além de Gil e Diogo, a startup ainda conta com a ajuda de Marcos Benedito Schimalski, professor de Engenharia Florestal da Udesc-Lages.  No total, são quatro fundadores diretamente envolvidos com a Quiron atualmente. A expectativa é de que, até o final do ano, cerca de 15 pessoas integrem o time. Além de incrementar o setor de pesquisa e desenvolvimento da startup, a ideia é utilizar os recursos para estruturar um setor de vendas escalável.  

“O recurso será importante também para expandirmos nosso desenvolvimento de mercado, criar a estrutura de máquina de vendas, enfim, toda parte de pré-venda, fechamento de vendas e relacionamento”, salienta Gil. Hoje a Quiron possui clientes ativos no Brasil e Portugal, mas já mira outros mercados potenciais, como Estados Unidos e outros países da Europa.   

Ajuda do Orion fomenta startups na região- O apoio do Orion Parque Tecnológico, o setor de startups e empresas do Instituto, auxilia as startups a se desenvolverem, inserindo-as aos editais que integram ao Centro de Inovação, oferecendo suporte técnico para transformar ideias em projetos para ingresso nos editais de residência. Foi nesta modalidade, chamada OrionLab, que a Quiron entrou, em 2018, no Orion.   

“A Quiron sempre teve um potencial, tanto nas hipóteses de negócios, tanto no capital intelectual dos empreendedores, o time deles de empreendedores é muito forte – isso contribuiu muito para a evolução da solução. A nível de ecossistema, esse aporte que eles estão recebendo é um marco para a gente, porque é a primeira startup que vai receber esse montante em investimento externo, por mérito total dos empreendedores, e da solução, do negócio deles”, salienta Hemerson Schenato, líder de startups e empresas do Orion.  

MeuPortfolio capta R$ 1 milhão em 3 dias pela EqSeed

A MeuPortfolio, fintech de desenvolvimento de SaaS (Software as a Service) para gestão financeira, acaba de captar R$ 1 milhão por meio da EqSeed, principal plataforma de venture capital online Brasil. A empresa de tecnologia já atende clientes da área, como bancos, corretoras, Agentes Autônomos de Investimento (AAI) e pretende desenvolver um novo programa para pessoas que querem gerir as próprias carteiras de investimento. A rodada milionária foi concluída em apenas três dias e o ticket médio foi cerca de R$ 13 mil.

Segundo Brian Begnoche, sócio-fundador da EqSeed, o produto e o mercado de atuação da startup foram fatores importantes no sucesso da captação. “O One, produto da MeuPortfolio, resolve uma dor relevante e frequente entre gestoras de carteiras de investimentos, pois as ferramentas atuais são antigas e incapazes de acompanhar a complexidade e ritmo acelerado do mercado financeiro. Além disso, as fintechs têm grande apelo entre os investidores, pois grandes instituições financeiras estão sendo cada vez mais forçadas a inovar rapidamente. Muitas vezes, elas fazem isso contratando ou adquirindo fintechs, o que representa uma grande oportunidade para o investidor que consegue se tornar acionista,” diz o executivo.

Esse momento foi atestado pela Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), que realizou a pesquisa “Fintech Deep Dive 2020” com a consultoria PwC Brasil. De acordo com os dados, obtidos por meio de um levantamento com 148 fintechs, a atuação desse mercado está mais diversificada no país. O segmento mais presente é o de créditos, financiamentos e negociação de dívidas (21%), em segundo estão os meios de pagamento (16%), seguido por bancos digitais e gestão financeira (9% cada), e tecnologias como Open Banking e Banking as a Service (7%).

A onda de fintechs pode ser vista até na própria captação da MeuPortfolio, com uma fintech alavancando outra fintech de equity crowdfunding para captar investimento para impulsionar seu crescimento. Para o Felipe Augusto Bossolani, CEO da MeuPortfolio, a escolha por captar na EqSeed se deve ao profissionalismo e agilidade da plataforma. “O processo de correr atrás de investimentos offline é algo que exige muito tempo e pode ser muito frustrante. Vimos que a EqSeed tinha processos bem consolidados para estruturar e lançar nossa rodada de forma rápida e organizada. O fato que a base de investidores da EqSeed é bem qualificada também nos atraiu, dado nosso mercado. Ainda assim, captar R$1 milhão em apenas 3 dias foi uma surpresa para nós! Ficamos muito felizes com o resultado,” diz o fundador.

Com o aporte recebido, Bossolani pretende expandir a equipe comercial e concluir o desenvolvimento da plataforma B2C da MeuPortfolio. “Já conseguimos parceiros importantes que utilizam nosso aplicativo. Agora, para aumentar nosso faturamento, precisamos focar no time de vendas, pois temos certeza de que nossa plataforma pode ser utilizada por qualquer grande player do mercado financeiro. Nosso objetivo é quadruplicar a receita mensal recorrente até o fim do ano ”, acredita.

Invisto vai destinar parte de seu fundo em parceria com a ACATE para scale-ups chefiadas por mulheres

A Invisto, maior círculo de venture capital da região sul do Brasil, em parceria com a ACATE  (Associação Catarinense de Tecnologia), acabam de anunciar que vão destinar parte do seu fundo de R$100 milhões para investimentos em scale-ups chefiadas por mulheres. 

Atualmente, 32% da riqueza do mundo é controlada por mulheres e a expectativa é que, até 2023, esse número suba para 38%. “Acreditamos que ações como esta são estímulos para as mulheres seguirem no mercado tecnológico, terem coragem de tirar uma grande ideia do papel e iniciar sua startup. São essas iniciativas que fortalecem o empreendedorismo feminino”, garante Marina Leite, Head de Relações com Investidores e Desenvolvimento de Negócios, da Invisto.

Mesmo com a pandemia que tomou conta do mundo, as empresas de tecnologia foram as que mostraram maior crescimento em 2020. Apenas na Invisto, as empresas que compõem o portfólio cresceram 25% no primeiro semestre do último ano. Números do último estudo realizado pela  ACATE, apontam que Santa Catarina foi o estado que mais cresceu em número de empresas de tecnologia, aumentando em 10% no ano de 2020, se comparadas com o ano anterior, fortalecendo ainda mais o ecossistema catarinense. 

The Bakery e Santander lançam programa para atrair empreendedores

O Santander lança neste mês uma iniciativa que reúne dois programas anteriores do banco: o Radar Empreenda. A nova iniciativa cria um polo de atração de empreendedores em diferentes estágios, gerando novos negócios frente a desafios estratégicos. O investimento do Santander e Santander Universidades é de R$ 1,3 milhões.

A iniciativa começa com as atividades tendo como base um ecossistema já utilizado pelos participantes que passaram pelos programas Empreenda Santander, do Santander Universidades, e Radar Santander, do Lab 033. O Empreenda Santander fomentou por 15 anos o desenvolvimento de futuros empreendores, com 98 mil inscritos e R$ 11 milhões em premiações no período. O Radar Santander aproximou o Banco do ecossistema de startups com geração de oportunidades.

O novo programa foi todo pensado para rodar em ambiente virtual, e contará com o apoio de um espaço físico – o Farol Santander, prédio icônico da cidade de São Paulo.

“Estamos em um momento na indústria financeira em que olhar para fora não é mais escolha, é o padrão. Nós, do Santander, encaramos o ecossistema de startups como oportunidade, buscando soluções concretas que entreguem valor às partes e, claro, à nossa sociedade”, afirma Tomás Mariotto, superintendente do Lab 033. 

O Radar Empreenda Santander foi idealizado para aqueles que querem empreender, mas não sabem como. E para aqueles que já têm uma solução inovadora que atende, no todo ou em parte, as dores do ecossistema Santander.

O empreendedorismo e a busca pela inovação têm crescido cada vez mais, elevando o número de startups. Esse universo traz muitas novidades, o que enche os olhos dos universitários e pessoas com perfil criativo. Até porque oferece a possibilidade de trabalhar com o que se gosta. O Radar Empreenda alia este interesse com a proposta de soluções transformadoras em um lugar disruptivo, tecnológico e inovador”, diz Nicolás Vergara, superintendente executivo do Santander Universidades.

O programa terá duas categorias: a primeira contemplará os universitários e empreendedores iniciais, que têm perfil empreendedor e estão engajados em formar equipes para criação de novas startups, alinhadas a desafios do Santander, recebendo uma bolsas de estudo de R$ 2 mil por 6 meses; a segunda é direcionada para startups e scale-ups que têm interesse em co-criar soluções com o Banco. Ambas iniciativa serão conduzida em parceria com a The Bakery, empresa global de inovação corporativa que apoiará as etapas do programa com uma metodologia diferenciada e com foco em negócios.

“Grandes empresas são celeiros de oportunidades para quem empreende ou deseja empreender. Ao mesmo tempo, elas precisam dessa inovação para se reinventarem. O Santander tem um importante papel no fortalecimento do ecossistema de inovação e, juntos, nossa missão é fazer com que essas conexões aconteçam, dando a chance de empreendedores lançarem ou escalarem seus negócios com o apoio do maior banco internacional do nosso país”, destaca Marcone Siqueira, sócio e cofundador da The Bakery no Brasil.

Sled, startup de troco digital, recebe aporte de R$ 7 mi da Astella Investimentos

A Sled, plataforma que simplifica as transações financeiras no varejo físico, acaba de receber um novo aporte da Astella Investimentos no valor de R$ 7 milhões. Anteriormente, em agosto de 2019, a startup já havia recebido um aporte no valor de 2,5 milhões do mesmo fundo. 

“Este segundo aporte da Astella reforça que estamos no caminho certo. A confiança que depositam em nós representa que estamos conseguindo cumprir com nosso objetivo: tornar o caminho do dinheiro fluido e sem atrito faz parte de quem somos e da história que nos trouxe até aqui”, avalia Anderson Locatelli, CEO da Sled. E completa: “também teremos a possibilidade de investir em novos produtos para consolidar a nossa expansão por todo o Brasil, facilitando a vida das pessoas e de estabelecimentos como farmácias e supermercados, entre outros”.  

De acordo com Laura Constantini, fundadora da Astella Investimentos, o investimento na Sled segue o foco das empresas nas quais costumam injetar capital. “Somos uma gestora de investimentos em Venture Capital brasileira reconhecida por atuar junto às empresas nos estágios “Seed” e Série A. Nossos investimentos têm por foco empreendedores talentosos e ousados, movidos por um propósito e que usam a tecnologia para criar novos negócios, soluções e categorias de mercado que estão mudando o futuro do Brasil. No caso da Sled, os futuros lançamentos da empresa nos dão ainda mais confiança de que o canal que estão construindo junto ao varejo e pontos-de-venda pode ser remunerado de diversas formas”, avalia a executiva. 

Nova fase, novo nome e um propósito ainda mais forte 

A Sled nasceu a partir de uma visão transformadora para o sistema financeiro. Em 2016, Anderson Locatelli, CEO e Fundador da empresa, criou a Troco Simples, uma startup que revolucionou o troco em moeda em uma importante ferramenta digital estratégica que resolvia essa dor do varejo brasileiro. Ao compreender que o troco é apenas uma parte de um mercado repleto de outras dores, digitalmente acelerado pela pandemia do novo Coronavírus, foi criada em novembro de 2020 a Sled – plataforma de produtos financeiros que conecta consumidores, bancos e varejo por meio de experiências financeiras integradas. 

“Queremos resolver o problema de toda a cadeia e não apenas de parte dela. Por isso, estamos avançando para ofertar mais do que um único produto ao mercado. Se desejamos ser o caminho da transformação financeira, ela precisa começar por nós. Ao tornarmos os processos financeiros mais integrados por meio da nossa conexão com sistemas de frente de caixa do varejo físico, desencadearemos uma avalanche de melhorias e inovações na sociedade. Ver algo que é relevante para a cadeia, mas que não funciona como deveria funcionar, tira o nosso sono. Por isso, jogamos o foco e a energia em trazer soluções, seja o desafio do tamanho que for”, explica o executivo.   

Com o aporte, a empresa também poderá investir na atração de novos talentos. Atualmente com 15 vagas abertas para o primeiro semestre, em funções diversas como engenheiro de software, UX designer, redator, especialista financeiro e customer success manager, entre outros, a Sled tem ainda previsão de abertura de mais de 30 vagas até o final do ano. 

“Estamos crescendo rapidamente e queremos formar um time que nos acompanhe nessa jornada. Temos muito a oferecer ao mercado e aos profissionais que se juntarem a nós. Atuamos de forma íntegra, olhando para o todo e acreditando que toda troca tem valor. Por que sabemos que a transformação precisa acontecer do jeito certo; e isso significa instigar sobre o novo, sobre o valor do que ainda não foi visto”, comenta Locatelli. 

Samsung Creative Startups acelera projetos com potencial de contribuir na melhoria da educação

Depois dos desafios em 2020, a área da educação busca consolidar soluções inovadoras, o que coloca as edtechs, como são chamadas as startups voltadas para o setor, como tendência neste ano. Esse movimento do mercado já aparece no Samsung Creative Startups, programa de aceleração de startups da companhia. A atual edição da iniciativa conta com quatro projetos – sendo três de Manaus e um de São Paulo – com potencial de melhorar a forma como professores e estudantes compartilham conhecimento à distância.

O Batch#5 teve seus 14 selecionados em junho de 2020. Os empreendimentos voltados para a educação são projetos que vão desde maneiras de otimizar o ensino remoto, com a oferta de laboratório virtuais, até a utilização de games para auxiliar no aprendizado.

“Temos como propósito no Creative Startups detectar o potencial de transformação da sociedade, buscando startups que forneçam o empoderamento por meio da tecnologia para tornar o mundo melhor. Antes mesmo do distanciamento social que marcou 2020, identificamos a ampliação de ferramentas para digitalização da educação como uma demanda importante que poderia ser atendida com eficiência pelo programa”, declarou Paulo Quirino, Coordenador Nacional do Programa Creative Startups na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung. “Em um momento no qual as conexões de internet se tornam mais rápidas e eficientes, as edtechs se tornam fundamentais porque trazem soluções para a educação acompanhar a nova realidade tecnológica”, complementou.

EDTECHS NO BATCH#5 DO CREATIVE STARTUPS


CAEx


A startup de São Paulo está desenvolvendo uma plataforma educacional interativa baseada em Realidade Aumentada, voltada para o Ensino Fundamental. Por meio de um dispositivo mobile, alunos e professores têm acesso a laboratórios de ciências e matemática interativos e imersivos, que estimulam metodologias ativas e geram pensamento crítico, comunicação e colaboração. Por meio de ambientes didáticos e divertidos, são ampliadas a autonomia tanto de estudantes quanto de professores, aumentando a capacidade de resoluções de problemas e aguçando a criatividade.

GAWA


A startup de Manaus está aprimorando a GAWA, uma plataforma no formato de fliperama ou arcade que pode ser jogada a partir da coleta de tampas plásticas. A ideia é promover a sustentabilidade. O processo da coleta por meio de sensores, vinculado a um software para gestão e benefícios ao usuário, conciliando gamificação, logística reversa e educação ambiental. Os estudantes são estimulados de forma divertida a coletar resíduos recicláveis (tampas plásticas) e, com isso, a educação ambiental ultrapassa o período escolar, alcançando todas as idades, pois a coleta das tampas plásticas pode gerar pontuação para descontos na compra de produtos em empresas parceiras. Serão exibidos ao usuário o mapeamento dos locais onde possam encontrar a GAWA e as opções de jogos que se abrem depois que é realizado o descarte na plataforma. Também é possível acompanhar o seu nível de contribuição com os descartes, já que serão acumulados pontos que podem ser trocados por descontos em produtos ou brindes.

LAZU


A startup de Manaus desenvolve uma plataforma de ensino que aproxima aprendizagem e leitura com conversas mais leves e conteúdos adaptados para o desempenho e a região em que o aluno busca vaga em universidades. Em um dispositivo mobile, os estudantes têm acesso a conteúdos atualizados em uma linguagem simples, gráficos que facilitam o entendimento, indicações de organização de estudo e um banco de mais de 5 mil questões de vestibulares e provas de algumas das principais universidades do país, além de criar planejamentos com foco em vestibulares regionais, indo além do ENEM.

MANAÓS TECH


A startup de Manaus desenvolve uma plataforma com atividades utilizando Realidade Aumentada para maior engajamento dos alunos em conteúdos de pensamento computacional, lógica, programação, desenvolvimento de games e apps, atrelando as atividades ao conteúdo estabelecido pela Base Nacional Comum Curricular. Com o objetivo de tornar o aluno protagonista do aprendizado, são oferecidos quatro cursos, para faixas etárias que vão de 5 a 16 anos, sempre adotando a metodologia STEAM (sigla em inglês para Ciências, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática) para alinhar conhecimentos regulares com tecnologia, gerando uma aprendizagem significativa e habilidades essenciais para o futuro, mas em um ambiente divertido para estimular criatividade e pensamento lógico de uma forma leve e marcante.

Samsung Creative Startups


As 14 startups selecionadas para o Batch#5 do Samsung Creative Startups são de sete cidades diferentes (Manaus/AM, Florianópolis/SC, Londrina/PR, São Paulo/SP, Campinas/SP, São Caetano do Sul/SP e Itajubá/MG) e, além de educação, contemplam áreas como saúde, segurança, Internet das Coisas, Inteligência Artificial e controle parental. Desde a primeira edição, em 2016, 45 startups foram aceleradas.

As empresas selecionadas para participar do Creative Startups contam com um pacote de serviços e conveniências, que inclui acesso a ativos, tecnologias, laboratórios de P&D, treinamentos, assessorias, mentorias, networking e redes de investidores, além da infraestrutura, dos serviços tradicionalmente oferecidos pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) e sua rede de incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos e até R﹩ 200 mil, livres de equity, para serem investidos no desenvolvimento e aprimoramento dos produtos e serviços apresentados, conforme regras previstas pela Lei da Informática.

O programa ampliou seu alcance e investimento da empresa na edição atual, que tem encerramento previsto para o segundo semestre deste ano. Durante o período de isolamento social, as atividades presenciais passaram a ser virtuais, sem nenhum prejuízo para os participantes. Mas a digitalização não foi uma completa novidade, pois a iniciativa já realizava 80% de sua programação online, como uma medida para atender a startups de diversas regiões do Brasil.

Visa Everywhere Initiative abre inscrições para edição de 2021

Para estar entre os vencedores dos US$100.000 em prêmios da competição, startups precisarão solucionar problemas da indústria relacionados ao futuro do mercado de pagamento

A Visa abriu as inscrições para que startups do Brasil participem da quarta edição do Visa Everywhere Initiative (VEI), uma competição global que oferece até US$100.000 em prêmios para startups com soluções inovadoras. Os interessados devem se inscrever até o dia 2 de abril pelo site da Visa.

Diferente das edições anteriores, em 2021 o VEI deixa de ser uma competição regional para se tornar uma competição global, com etapas mais longas e competições entre as principais regiões do planeta. Nesta edição, o modelo da competição passa a considerar primeiramente o país e depois a região, com a final global, sendo disputada entre as fintechs escolhidas de em cada uma das cinco regiões (CEMEA, Europa, América do Norte, América Latina, Oceania).

O objetivo de realizar a mais abrangente edição da história do VEI exigiu uma reformulação quanto ao modelo de evento realizado. Neste ano, o VEI 2021 oferecerá uma experiência totalmente inovadora e integrada, que possibilita que todos os interessados em uma experiência mais completa se inscrevam para receber informações sobre oportunidades e competições em sua região. Ao todo, serão distribuídos US$100.000 em prêmios para as startups que mais se destacarem durante a competição, sendo US$50.000 o prêmio máximo e destinado à fintech vencedora da final global, marcada para 14 de setembro.

Beatriz Montiani, Diretora de engajamento com Fintechs da Visa do Brasil e responsável pelo Programa de Aceleração no país, explica que o objetivo da competição é atrair mentes criativas que estejam resolvendo desafios de pagamento e do comércio enfrentados por empresas de todos os tamanhos e setores, como, facilitadores de serviços digitais, emissão digital, valor agregado para os estabelecimentos comerciais ou consumidores e recuperação de pequenas e médias empresas.

“Reconhecer que as startups são a força motriz da inovação é fundamental para o nosso negócio. Além disso, a Visa tem como prioridade apoiar empresas de todos os cantos do mundo que estejam desenvolvendo soluções para habilitar movimentações de fundos, sem fricção e em qualquer lugar”, afirma Beatriz Montiani.

Desde o lançamento do Visa Everywhere Initiative, em 2015, startups de seis continentes e mais de 100 países conseguiram captar coletivamente mais de US $2,5 bilhões. Para a nova edição, a Visa promoverá e organizará eventos virtuais e transmissões ao vivo na América do Norte, Europa Central, Oriente Médio, África, América Latina e Caribe, durante os meses de competição.

As startups apresentarão suas ideias em etapas regionais para um júri composto por especialistas de toda a indústria de pagamentos e, na sequência, os vencedores de cada etapa regional serão convidados a participar da final mundial. Além do grande vencedor da competição, o segundo e o terceiro colocado também concorrem ao prêmio “Favorito do Público” e todo o progresso mundial das startups é atualizado e publicado na página inicial do portal global do Visa Everywhere Initiative.

Informações adicionais

Quem pode se inscrever na Visa Everywhere Initiative?

Profissionais criativos e que estejam resolvendo desafios de pagamento e comércio enfrentados por empresas de todos os tamanhos e setores, como:

Facilitadores de serviços digitais e emissores digitais

  • Blockchain e criptomoedas;
  • Crowdfunding (financiamento coletivo);
  • Banco como um serviço;
  • Patrocinadores de BIN;
  • Emissores / processadores;
  • Gerentes de programas.

Emissão digital:

  • Blockchain e criptomoedas;
  • Empréstimos alternativos;
  • Gestão de finanças pessoais;
  • Transferência e remessa de fundos;
  • Banco digital (conhecido também como neobanco);
  • Carteiras digitais, transferências e P2P;
  • Benefícios para trabalhadores;
  • Contas a pagar;
  • Cartões corporativos (conhecidos também como ferramentas de gestão de gastos).

Valor agregado para as finanças de estabelecimentos comerciais ou consumidores

  • Dados e análises;
  • Identificação, autenticação e segurança;
  • InsurTech (empresas de tecnologia e seguro);
  • Fidelidade;
  • Ferramentas e serviços comerciais;
  • Infraestrutura de pagamento e processamento;
  • Tecnologia para varejistas;
  • Outros.

Recuperação de pequenas e médias empresas

  • Transferência de fundos (desembolsos, intraconta, P2P, pagamentos);
  • Aceitação (aceitação de comércio eletrônico e móvel);
  • Gestão de risco (chargebacks, etc);
  • Gestão de marca (desenvolvimento comunitário, etc);
  • Outros.

Prêmios

A final mundial decidirá os vencedores de quatro prêmios em dinheiro:

– Vencedor geral: US$50.000

– Favorito do público: US$25.000

– Segundo lugar: US$15.000

4-  Terceiro lugar: US$10.000

Divergência entre os sócios é a terceira causa de fechamento das empresas jovens

Programa de formação gratuita ajuda fundadores de startups a lidarem com os riscos das relações entre sócios, tomarem decisões digitais e se adequarem à velocidade empresarial; objetivo é impactar 1 milhão de empresas até 2022

Criar negócios inovadores, que tragam tecnologia aliada a velocidade, sempre foi um desafio para empreendedores brasileiros. Porém, os obstáculos não se resumem a tempo e recursos, mas também envolve uma das maiores razões de falhas em negócios: o desalinhamento entre sócios. Uma pesquisa realizada pelo SEBRAE em parceria com o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços revelou que a divergência entre os sócios é a terceira causa (12%) de fechamento das empresas jovens.

As questões burocráticas que cercam um novo negócio também são razões que desanimam o empreendedor, principalmente quando contradições entre tecnologia e questões éticas ou velocidade competitiva e controle empresarial permeiam o mercado. Com objetivo de ajudar empresas jovens a organizarem seu crescimento em uma economia volátil, a edtech GoNew criou o GonewImpact, iniciativa que quer impactar mais de 1 milhão de empresas até o fim de 2022.

“O programa reúne diversas ações voltadas para a alta gestão empresarial com foco em ampliação de repertório e produção de insights, a fim de modular práticas de Governança para uma era de negócios hiperconectados. Queremos ajudá-las na construção de melhores relações societárias, tomar melhores decisões digitais e, claro, construir formatos de controles voltados para o futuro”, explica Anderson Godz, fundador da edtech.

O GonewImpact possui três turmas com enfoque e temas diferentes: Digital Decisions, Some Controls e Governance by Principles. Os profissionais que desejam fazer parte do programa podem se inscrever através do site da instituição e passarão por uma e pré-seleção de perfil, uma vez que a proposta do curso é oferecer um contato mais próximo e personalizado com os participantes, além de ser gratuito e com vagas limitadas. 

O programa

O primeiro grupo do GonewImpact iniciou no dia 10 de fevereiro e, em menos de um mês, cerca de 100 empresários, C-Levels e fundadores de empresas já foram impactados com o programa. Na turma Digital Decisions foram abordados temas como Poder, Governos e Dados; Investimentos e Contabilidade em Inovação; Cultura e Novas Formas de Sucessão; Tecnologias Específicas; Riscos, Estratégias e Reputação; Ambiental e Social; Ética, Compliance e Timing to Legal.

Já na segunda turma, foram discutidos os assuntos relacionados ao tema ‘Some Controls’ como Modelos de Governança Joviais; Controles por Princípios; Líderes messiânicos e compliance baseado em carisma; Governança de Portfólio de Startups; Modelos de Assesment; Governança para Mini e Nano IPOs.

Na turma de Governance by Principles, que encerra o primeiro grupo nesta semana, está sendo abordado os temas: Os 4 fatores essenciais no relacionamento societário; Cases de sucesso e insucesso de relacionamentos societários; Workshop exclusivo do método Board Canvas.

No programa, os participantes também têm a oportunidade de conhecer melhor o trabalho da Gonew.co, comunidade formada por mais de 20 mil pessoas, além de uma edtech embasada na construção coletiva de saberes, voltada à capacitação de profissionais a partir de elementos de inovação e abordagens práticas. As aulas são ministradas pelo fundador da Gonew.co, Anderson Godz, e também por especialistas egressos na Comunidade.

Gonew Impact

Confira as datas das próximas turmas: https://gonew.co/gonewimpact/

Mais informações: (11) 97665-9853

Startup Tagme apresenta o Smartlink, plataforma digital que reúne serviços para restaurantes e diminui a dependência de aplicativos de entrega

A pandemia de Covid-19 acelerou a busca do setor de bares e restaurantes por alternativas que garantam a sua sobrevivência. Muito embora a solução mais óbvia e imediata fosse consolidar os serviços de delivery, com o passar do tempo ficou claro que apenas as entregas não seriam suficientes para manter as portas abertas. E que depender de aplicativos terceirizados está longe do ideal. Neste contexto, a Tagme Food Solutions, startup líder em soluções de hospitalidade para restaurantes no país, investiu em pesquisa e inovação e desenvolveu o Smartlink, uma nova solução digital capaz de integrar todos os serviços dos restaurantes ao alcance de um clique, gerar novas receitas e diminuir a dependência dos aplicativos de delivery.

Mesmo antes da pandemia, o consumidor mais digital e conectado já exigia um novo tipo de atendimento no segmento de alimentação. Ainda em 2019, a 13ª Pesquisa Setorial ABF Food Service apontava que 78% das marcas pesquisadas pretendiam investir em tecnologias de serviços delivery no ano seguinte, contra 66% no ano anterior. Os pedidos online vieram a seguir, com 68% das projeções de investimento, contra 53% no mesmo período.

Em todo o Brasil, apenas 9% das vendas de restaurantes eram feitas por entrega. Atualmente a modalidade supera 30% do total – com previsão de que se mantenha assim mesmo com a reabertura.

Neste contexto, a demanda pelos aplicativos de entregas disparou. Segundo pesquisa da startup de gestão de finanças Mobilis, os gastos dos brasileiros com as principais empresas do setor cresceram 103% no primeiro semestre de 2020.

Mas a relação entre os restaurantes e aplicativos nem sempre é tranquila. Entre as empresas menores, as reclamações vão das altas taxas cobradas (entre 25% e 30%) à falta de visibilidade nas plataformas, em detrimento de marcas maiores ou que têm contrato de exclusividade.

Mas se com a chegada da pandemia, o delivery virou regra, com a reabertura dos estabelecimentos, foi necessário reinventar modelos de atendimento para se adaptar a uma realidade de menos contato físico e otimização das soluções digitais.

Das reservas virtuais a um novo jeito de fazer delivery, restaurantes ganham ferramenta poderosa para vendas dentro e fora do salão

Surgiu assim o Tagme Smartlink, um ambiente digital que reúne dezenas de funcionalidades, atividades e demandas da operação em um único link. O serviço já vem sendo adotado na prática por todos os mais de mil restaurantes que já eram clientes da companhia, em quase 100 cidades brasileiras. Incluindo restaurantes premiados e grandes redes como 348 Corrientes, Gurumê, Serafina e Temakeria & Cia. A grande maioria foi beneficiada automaticamente no mínimo pela inclusão do serviço de espera remoto e da visualização do cardápio digital.

Na prática, trata-se da primeira solução omnichannel – metodologia que reúne e interliga diversos serviços simultaneamente em um único ambiente – para restaurantes do Brasil. O Smartlink permite que estabelecimentos de todos os tamanhos, em qualquer lugar do país, unifiquem o acesso a serviços como sistema de reservas online, menus e cartas de vinho digitais, lista de espera virtual, pré-venda de itens do menu, pedidos para retirada, entregas em locais próximos e como não poderia faltar, delivery. O último deles com um importante diferencial.

Através do Smartlink o restaurante pode direcionar o consumidor para aplicativos de entrega, ou operar através de delivery próprio, cuja interface também é produzida pela Tagme. Assim os estabelecimentos deixam de ser reféns das margens e comissões elevadas cobradas pelos aplicativos, mas deixam os clientes à vontade para escolher em qual canal preferem pedir. A novidade impõe um desafio logístico ao setor, mas uma vez que seja superado, pode virar o jogo a favor dos restaurantes. Esta disputa tem, de um lado, aplicativos de entrega ganhando muito, com relações com entregadores no mínimo questionáveis, e de outro, os restaurantes reféns de um serviço terceirizado que, apesar de gerar venda, diminui muito suas margens de lucro e nem sempre atua de maneira eficiente.

João Paulo Alves, CEO da Tagme, fala sobre a importância dos restaurantes terem maior independência e controle de suas rotinas. “Estamos há 12 anos trabalhando intensivamente com os melhores restaurantes do Brasil, depois de tanto tempo, acredito que conseguimos atingir um modelo que reúne todas as funcionalidades e que equilibra melhor as forças do setor sempre com foco no interesse do nosso cliente.” aponta o executivo.

Outro diferencial importante é que, ao contrário dos aplicativos de entregas, todas as ações nos serviços do Smartlink, da reserva de mesa ao pedido de delivery, geram dados para o próprio estabelecimento que podem ser usados para impulsionar cada vez mais as vendas, tanto porta para a dentro quanto porta para fora dos estabelecimentos.

Deste modo, o empresário não apenas amplia a sua base de clientes, mas gera inteligência para sua operação, entende os hábitos do público, pode moldar promoções, ou até mesmo otimizar a rotina do restaurante de acordo com os dados coletados. Dados estes que incluem desde o tempo de ocupação de cada mesa, em média, horários de pico de reservas e entregas até calcular a compra de acordo com os pedidos, evitando desperdícios.

T4 Agro seleciona as primeiras Agrotechs para desenvolver

A T4 Agro, incubadora e aceleradora de startups dedicadas ao agronegócio, selecionou as duas primeiras iniciativas para apoiar, as empresas WGM Agrisoluttions e a Precision Rain. Ambas foram identificadas em um universo de trinta e três empresas selecionadas pelo Instituto SENAI de Tecnologia, do Estado do Mato Grosso, em um programa de pré-aceleração de startups organizado pela instituição. A WGM Agrisolutions e a Precision Rain criaram tecnologias consideradas de grande potencial, e agora vão contar com o suporte da T4Agro para seu desenvolvimento. As empresas vão contar com o apoio da UISA, uma das maiores biorrefinarias do País, localizada em Nova Olimpia (MT), para evoluir seus negócios.

“Identificamos duas iniciativas com grande potencial de empreendedores aqui do Mato Grosso. Isso reforça a nossa crença na criação de um pólo regional de inovação e tecnologia. Agora, essas empresas vão receber apoio, e serão instaladas em um ambiente propício para o seu desenvolvimento. Temos uma grande e moderna biorefinaria, uma imensa área plantada, uma logística complexa. Isso cria um ambiente desafiador e propício para teste de novas tecnologias. Depois de testadas, as soluções poderão ser também oferecidas ao mercado”, diz Julio Mila, CEO da T4 Agro.

A WGM Agrisolutions nasceu da iniciativa de um grupo de alunos da Universidade Federal de Mato Grosso, a partir de um projeto de iniciação científica. A empresa desenvolveu uma solução para monitorar fatores de solo-planta-atmosfera, gerando dados que aliados aos conhecimentos científicos, e a modelos de Inteligência Artificial, dão aos produtores rurais um diagnóstico da qualidade de solo, previsão da ocorrência de pragas e doenças. Isso permite um melhor manejo de irrigação, aplicação de fungicidas e fertilizantes, gerando redução de custo e aumento de produtividade.

A Precision Rain foi criada por um grupo de professores doutores da Fatec Senai do Matogrosso, que desenvolveram uma tecnologia que permite o aumento da precisão nas previsões meteorológicas e pluviométricas. O projeto prevê a captação de dados oriundos das estações próprias, bem como de diversas fontes complementares. Esses dados são submetidos a um modelo de inteligência artificial, gerando informações com alto grau de precisão em áreas específicas da propriedade do produtor. E tudo isso é disponibilizado em tempo real para o produtor através de um aplicativo de fácil utilização. O uso das informações resulta otimização de uso de defensivos, melhor organização da frota e redução de gastos com combustíveis e pessoal, além do aumento da produtividade, a partir melhor programação do plantio e da colheita.

Empresas terão suporte do “ecossistema” da T4 Agro

UISA e o Fundo de Private Equity CVCIB criaram a T4 Agro para identificar projetos que possam aproveitar oportunidades de negócios e solucionar, de forma sustentável, problemas para empresas do setor agrícola. De forma pioneira, a incubadora está sediada dentro das instalações da UISA, produtora de energia limpa, alimentos e produtos saniantes, localizada no Mato Grosso. O objetivo é que as startups estejam em um ambiente que reproduza de forma real as várias etapas de produção do agronegócio.

A T4 Agro chega ao mercado com um modelo diferente de atuação no que se refere à estruturação dos novos negócios. Seu grande diferencial vai ser o apoio e as sinergias com a UISA e com as demais empresas investidas do CVCIB, que tem investimentos na securitizadora VERT, e na fintech do agronegócio criada pela VERT e pela XP (DuAgro). Os projetos selecionados pela T4 Agro vão poder contar também com o suporte tecnológico da Hyperspace, especializada em processos de digitalização de negócios, além de contar com assessoria financeira e jurídica de renomados profissionais que são investidores do CVCIB.

A T4Agro tem três frentes de atuação. Uma é a incubação de empresas que estiverem no início do desenvolvimento de tecnologias voltadas para o agro. Outro foco será o apoio a empresas com soluções já mais desenvolvidas, mas que precisam de apoio para ganhar escala. Outra frente de atuação será o desenvolvimento de inovações já em gestação dentro da UISA, que poderão, inclusive, vir a ser oferecidas para o mercado.