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O que algumas startups estão fazendo para se adequar à LGPD

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) LGPD ocasionou muitas mudanças no dia a dia das startups impondo algumas mudanças necessárias para garantir a transparência no uso dos dados de pessoas físicas, estabelecendo regras sobre coleta, armazenamento, tratamento e compartilhamento de dados pessoais.

Para startups que trabalham essencialmente com informações dos clientes de seus clientes, a LGPD está fazendo empresas se movimentarem para estar 100% adequadas à Lei que dispõe sobre a privacidade de dados.

É o caso da startup de tecnologia para logística Comprovei. A logtech, que fornece uma plataforma digital que faz a gestão de entregas de produtos para empresas, lida o tempo todo com informações dos clientes de seus clientes.

Com a LGPD, os clientes da Comprovei, que são empresas de médio e grande portes, passaram a demandar adaptações para aumentar ainda mais o nível de proteção dos dados de seus clientes. Dessa forma, a Comprovei promoveu melhorias na sua tecnologia para atender a todos os requisitos de segurança da informação e, portanto, estar totalmente apta às exigências da legislação. “É uma dupla responsabilidade. Precisamos ter atenção redobrada”, comenta o DPO da Comprovei, Rafael Silva.  

Para se manter em compliance, um dos primeiros passos da Comprovei foi criar o cargo de gestor de dados (DPO, ou Data Protection Officer). Esse profissional é o encarregado pelas informações coletadas, tratadas e armazenadas, sendo um elo entre a Comprovei, titulares dos dados e a ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados). 

A função do DPO na Comprovei é mapear todo o fluxo de dados, desde o momento em que entram na empresa até o momento em que são excluídos definitivamente, a fim de verificar se o tratamento está sendo adequado ou se existem falhas e pontos de atenção e repará-los.

A LGPD também adicionou uma pitada extra de tempero no processo de vendas da Comprovei. “Hoje, uma venda da solução inclui conversar também com o jurídico do prospect”, diz Weber Oliveira, diretor de tecnologia da Comprovei.  O mesmo ocorreu com os clientes.

A startup de segurança digital Combate à Fraude também tomou diversas medidas para estar em compliance com a LGPD. A empresa trata dados pessoais com a finalidade de combater fraudes e irregularidades contra empresas.

Toda a base de tratamento de informações utiliza as medidas de segurança da Amazon Web Service (AWS), como o uso de criptografia própria e controles de acesso, além de podermos cumprir as obrigações de registro de atividades de tratamento e direitos dos titulares de dados pessoais diretamente pela plataforma. Os colaboradores e funcionários que manuseiam os dados pessoais acessam o serviço por meio de VPN para maior segurança contra acessos indevidos. 

Além de contratar um DPO, a startup também criou e documentou diversas políticas internas de segurança para que toda equipe e clientes saibam tudo o que é feito para proteger as informações (Política de Privacidade, Termos e Condições de Uso, Política de Segurança da Informação, Política de resposta a incidentes de segurança, Política de controle de acesso, Política de BYOD, Política de Tela e Mesa Limpa, Política de Backup, Política de Uso de Criptografia, Política de Proteção contra Códigos Maliciosos, Política de Uso de E-mail e Comunicadores Instantâneos, Política de Acesso Remoto, entre outras).

Por fim, a Combate à Fraude possui um seguro contra Riscos Cibernéticos que engloba os pontos críticos da segurança da informação da empresa e colaboradores. Assim, a startup está amparada caso aconteça algum incidente à segurança da informação. Está incluso no seguro o suporte operacional a respostas de incidentes da segurança da informação, que pode ser acionado a qualquer momento.

TIVIT anuncia a aquisição da DevApi, startup de integração de sistemas

A TIVIT, multinacional brasileira e one stop shop de tecnologia, anuncia a aquisição da DevApi, startup de integração de sistemas (iPaaS – Integration Platform as a Service) e gestão de API. A aquisição foi estratégica para a TIVIT em sua missão de oferecer soluções que contemplem as necessidades de seus clientes de ponta a ponta.

A plataforma desenvolvida pela DevApi permite com que empresas que lidam com diversos aplicativos, sistemas e APIs possam gerenciá-los de uma forma centralizada e intuitiva, reunindo em um só lugar as informações sobre desempenho, erros, consumo etc. A ferramenta também conta com uma avançada camada de segurança para proteger os sistemas contra ameaças e tentativas de invasão.

“A DevApi é uma startup de rápido crescimento e que trouxe uma metodologia inovadora para uma das principais dores das grandes empresas hoje: a integração de diversos sistemas de uma forma ágil e segura”, afirma Eduardo Sodero CSO da TIVIT e responsável por estratégia e aquisições. “Vemos um crescimento exponencial nos diferentes softwares e soluções sendo usado pelas empresas, e a DevApi ajuda a reduzir essa complexidade”.

Fundada em 2020 no Paraná por Luana Ribeiro e William Hoffmann, a DevApi seguirá como uma empresa independente, com os fundadores seguindo no comando da startup. “Nascemos e crescemos intensamente, sobretudo ao longo dos últimos 10 meses em que a transformação digital avançou, puxada pelos desafios impostos às empresas pela quarentena. Nesse processo, precisávamos de um parceiro para dar um próximo grande salto e a TIVIT se mostrou ser o ideal”, afirma Luana Ribeiro, fundadora e CEO da DevApi.

A DevApi é a quinta empresa da TIVIT Ventures, braço de investimentos da empresa e que conta com R$ 400 milhões para aquisições até 2025. A meta da TIVIT para 2021 é adquirir até 10 startups com foco em SaaS e trajetórias de forte crescimento e escalabilidade. 

ACE abre inscrições para certificação em ESG

Com a agenda de sustentabilidade ganhando força nos meios corporativos, surgiu o que hoje é chamado de ESG – sigla em inglês para environmental, social and governance (ambiental, social e governança corporativa, no português). Levando em conta que a inovação é uma grande aliada na sustentabilidade dos negócios e mercados, a ACE Cortex, braço de inovação corporativa da ACE, lançou o GrowthReport ESG e Inovação com mapeamento mais atualizado do Brasil de startups que atuam no setor. Além disso, trouxe uma iniciativa pioneira com um programa de certificação conduzido pela empresa e participação de nomes como Susan Winterberg, consultora da Universidade de Harvard e Carlo Pereira, Diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU. As inscrições vão de 19 de abril a 17 de maio e podem ser feitas pelo site.

O programa tem como foco executivos de empresas nacionais e multinacionais de grande porte, que ocupem cargos estratégicos em nível de coordenação, gerência e diretoria e estejam diretamente ligados a iniciativas de inovação e/ou ESG (Ambiental, Social e Governança).Os inscritos passarão por um processo de análise de perfil para compor a turma. O resultado dos aprovados será divulgado via e-mail no dia 18 de Maio de 2021. Os módulos de preparação acontecerão AO VIVO, via Zoom, nos dias 25, 26 e 27 de Maio, das 18h30 às 21h30. 

“Um dos princípios da ACE é transformar o Brasil por meio da inovação. Essa missão se torna também nossa principal abordagem dentro de ESG. Ou seja, a ACE Cortex ajuda na transformação de empresas, trazendo princípios e valores éticos, em linha com as ambições e negócios futuros estratégicos, com uma imagem de ESG na prática. Queremos despertar nas empresas o desenvolvimento de capacidades e habilidade de perdurar no tempo e sobreviver a mudanças”, pontua Luis Gustavo Lima, CEO da ACE Cortex. 

Confira abaixo o programa completo do ESG management Certificate 

25 de Maio | Módulo 1: Contextualizando o ESG

  • Contexto de mundo: desafios e oportunidades da sustentabilidade; 
  • Agenda 2030 e ESG da ONU; 
  • ESG: Surgimento, definição e objetivos;
  • ESG Frameworks;
  • Boas práticas ESG e Cenário Brasil. 

26 de Maio | Módulo 2: ESG na prática

  • Transformações organizacionais alinhadas ao ESG;
  • Inovação com startups e ESG;
  • ESG aplicado ao RH (iniciativas, diversidade e inclusão, e indicadores de performance ESG);
  • Relações com investidores: investimentos sustentáveis, fundos ESG e investimento de impacto;
  • Índice ESG.

27 de Maio | Módulo 3: Cenário Brasil do ESG

  • Questões legais do ESG;
  • Live Cases

Growthreport ESG e Inovação

No dia 15 de abril, a ACE lançou o Growthreport ESG e Inovação, que além de conteúdos sobre o tema, traz um mapeamento de startups que desenvolvem soluções relacionadas ao tema. O time de research de ACE Cortex dividiu as companhias por principal segmento de atuação: E (ambiental), S (social) e G (governança). Entendendo que as três dimensões são indissociáveis, é importante ressaltar que o recorte é apenas uma forma de facilitar a compreensão da atividade principal de cada uma dessas companhias.

Assim, foram mapeadas 343 startups com soluções relacionadas à ESG no Brasil. Destas, 180 atuam principalmente no mercado de meio ambiente, 130 delas possuem negócios relacionados ao contexto de impacto social e 33 desenvolvem soluções de governança.A metodologia se deu em parceria com a Great Place to Work, combinando o banco de dados de mais de 15 mil startups avaliadas pela divisão ACE Startups, informações públicas de mercado e a rede de contato da ACE Cortex com mais de 80 parceiros corporativos, sendo este o material mais atualizado sobre esse mercado no Brasil.

Liga Ventures anuncia parceria com Arien Invest para o lançamento de Programa de investimento em startups

Apoiar estrategicamente, financeiramente e incentivar a fase de crescimento comercial de startups com tecnologias para o setor de infraestrutura e energia renovável. Foi com esse objetivo que a Arien Invest , gestora de recursos em investimentos alternativos, firmou parceria com a Liga Ventures , plataforma que transforma inovação aberta em resultado real, para lançar seu programa – o Arien Infratech .

O programa será destinado a Infratechs que já contam com product market fit, possuem tração, escalabilidade, que tenham receita anual (contratada) igual ou maior que R$ 12 milhões e procuram por um sócio que possa agregar com recursos e capital intelectual em sua operação.

“Queremos oferecer os recursos necessários para que essas empresas consigam desenvolver seus negócios. Gostamos de pensar nos resultados a longo prazo e vemos esse investimento como uma forma de corroborar para o crescimento não apenas das startups selecionadas, mas desse mercado como um todo”, comenta Mario Candido Neto, sócio da Arien Invest.

A escolha das startups é composta de três etapas: Avaliação do Plano de Negócios, que acontece por meio da inscrição eletrônica até o dia 23 de maio, em que todas as informações sobre a startup serão analisadas pelos times da Liga Ventures e da Arien Invest; Conferência de Avaliação, após avaliação inicial e de acordo com os critérios de elegibilidade definidos, serão convocadas as startups mais bem posicionadas para realização de pitch para a equipe de avaliação do programa, na qual serão definidas as finalistas; Visita Técnica (caso possível, dado as regras de distanciamento social) e Avaliação de Documentação Jurídica, a fim de comprovar as informações prestadas nas etapas anteriores.

De acordo com Sérgio Botrel, sócio da Arien Invest, o foco desse projeto é dar total apoio às startups que já tenham recebido aportes anteriores por meio de investidores-seed e que estejam em fase de alavancagem da jornada de crescimento. “Por meio do Arien Infratech, queremos disponibilizar recursos financeiros para empresas com alto potencial de crescimento e retorno, ampliar a capacidade intelectual dos executivos, estimular e implantar as práticas de responsabilidade ambiental, social e de governanças nas empresas investidas, além de prepará-las para novas rodas de capital e oportunidades de negócios”, explica.

A iniciativa terá o suporte do time de especialistas da Liga ventures, que auxiliará na identificação de startups mais promissoras ligadas à cadeia do setor de infraestrutura (logística, mobilidade urbana, saneamento, telecomunicações etc.) e energia renovável (comercializadoras de energia, eficiência energética, operação e manutenção etc.), que forneçam soluções como automação de processos, eficiência operacional, melhoria operacional, aumento da receita ou redução de custos e que gerem captura de carbono com sua operação.

De acordo com Daniel Grossi, cofundador da Liga Ventures, poder ser o parceiro da Arien Invest nesta iniciativa é extremamente convergente com a estratégia da empresa em conectar startups a gestoras de recursos. “Em nosso histórico de mais de 5 anos acelerando startups, é comum fazermos a ponte entre fundos de investimento e nossas aceleradas. A iniciativa foi um processo natural de amadurecimento da atuação da Liga nestas conexões. Sabemos que o investimento é um passo importante e necessário para o crescimento de muitas startups. E temos certeza de que a parceria com a Arien Invest será de muito sucesso, com impacto positivo na jornada de várias empreendedoras e empreendedores”, finaliza.

Os interessados no processo seletivo, podem se cadastrar pelo site arieninfratech.liga.ventures 13 de abril ao dia 13 de junho.

Startup de vinhos em lata levanta investimento de R$2 milhões em 19 horas

Lovin chamou a atenção de 322 investidores em rodada realizada pela CapTable. Valor será destinado para aumentar portfólio de produtos e investimentos em marketing

A startup Lovin abriu uma rodada de investimentos pela CapTable, plataforma especializada em investimentos em startups, e captou o valor de R$2 mi em apenas 19 horas. 
A oferta atraiu 322 investidores que puderam se tornar sócios da startup com cotas a partir de R$1mil. A Lovin conta com João Sattamini e Eduardo Glitz como membros do conselho. 


Quebra De Paradigmas


Ao oferecer vinhos em lata, a Lovin entra no embalo de um conceito novo que está se popularizando. Só em 2020 as vendas de vinhos enlatados cresceram 79,2% em relação ao ano anterior. 
Espera-se que o mercado movimente o valor de R$155,1 bi até 2027, com um CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta, na sigla em português) de 10,4% nesse período.


A startup criada no ano passado tem como principal objetivo servir a um público que não é muito acostumado ao consumo desta bebida, mostrando que tomar vinho pode ser mais simples e agradável. 
Os vinhos podem ser adquiridos pelo site da Lovin, ou em marketplaces parceiros. O consumidor pode encontrar dois tipos da bebida: os vinhos branco e rosé. Ambos são vendidos em packs com quatro unidades. 


Destinação Dos Recursos


Metade dos recursos captados via CapTable serão destinados para o capital de giro da empresa. Os 50% restantes irão para o lançamento de produtos e marketing.
No plano de crescimento está a ampliação do portfólio para os próximos seis meses. O aporte garantirá a apresentação de dois lançamentos no próximo semestre. A meta é que haja sete produtos no catálogo em até 18 meses.


Sistema DNVB


A Lovin é uma startup DNVB (Marca Vertical Nativa Digital, na sigla em português). Ou seja, criada e com operação totalmente digital.  A vantagem é que a comunicação com os clientes é feita por meios digitais desde o início da jornada do cliente e se mantém via canais virtuais mesmo com a ascensão da marca. 
Essa forma de negócio também é vantajosa para o consumidor. Pois o produto final sai mais barato para o cliente, já que a empresa economiza com custos que se tornam dispensáveis como os intermediadores de vendas.


Tendência Mundial


Segundo o CEO da Lovin, João Sattamini, quem investiu na startup está aproveitando a onda de inovação do consumo de vinho ao redor do planeta. Os números referentes ao consumo de vinhos no Brasil seguem a tendência mundial de alta no consumo da bebida em lata.
“A Lovin Wine oferece um produto que tem uma demanda que aumenta a cada dia. O mundo está se adaptando a mais essa maneira de consumir vinho”, afirma Sattamini. 
Guilherme Enck, fundador da CapTable, se mostrou confiante no sucesso da startup desde o começo da captação. “Enxergamos que a Lovin chegou ao mercado para quebrar paradigmas e mostrar aos brasileiros um jeito novo de consumir vinhos. A rapidez da captação e a ascensão do segmento no mundo todo são alguns dos sinais que podem indicar que os investidores terão um bom retorno futuro”. 

BR Angels atrai mais 100 investidores-anjo e planeja investir R$ 45 milhões em startups

O BR Angels Smart Network , associação nacional voltada para investimento-anjo e composta por executivos C-Level com atuação em grandes empresas de diferentes mercados, acaba de estruturar seu 3º Batch para integrar novos investidores-anjo. Com mais de 100 vagas já reservadas, estes novos associados irão trazer um potencial adicional de investimento de R$ 20 milhões ao grupo, que pretende fechar o ano com um total de R$ 45 milhões para apoiar startups.

“Com este novo grupo, o BR Angels vai totalizar mais de 150 associados, que seguirão selecionando e fazendo aportes em negócios de diversos segmentos. Mais de 70% dos nossos associados são CEOs, sócios-fundadores ou board advisors, formando um grupo diverso e seleto de profissionais com grande experiência em diversas áreas, comprometidos em dar mentoria às nossas startups. Mais do que apoio financeiro, são empresários e executivos de alto escalão que irão oferecer Smart Capital aos empreendedores, um ativo tão importante quanto o financeiro”, assinala Orlando Cintra, CEO do BR Angels.

Até o momento, já foram aportados R$ 10 milhões em sete negócios – Chiligum, MindMiners, Nvoip, Home Agent, VUXX, iRancho e Dialog. A expectativa é que, até o final de 2021, a associação tenha no mínimo um total de 20 empresas em seu portfólio. O foco nos próximos meses é fomentar fintechs, edtechs e healthtechs, mas as oportunidades não se restringem a estas áreas. No 3º Batch o plano é realizar aportes de até R$ 3 milhões por empresa.

“Apesar do cenário de desafios em 2020, nossas startups tiveram um ano incrível. Algumas cresceram mais de 300% em faturamento. Em uma pesquisa junto aos empreendedores sobre Smart Network – mentoria, aconselhamento e apoio comercial, recebemos nota 4.4 de 5, um indicativo excelente que reforça que nosso diferencial é a mentoria, com processos estruturados e, principalmente, pessoas de peso”, explica Orlando Cintra.

Membro do conselho de empresas como SMARTIe (Solvi Ambiental) e HyperloopTT, Orlando também já atuou em diversas posições como Presidente e Vice-Presidente Sênior para América Latina de corporações como SAP, HP e Informática Corp. Ele acrescenta que o BR Angels busca por empresas em operação nos segmentos B2B, B2C e B2B2C nas quais o conceito de Smart Money (capital intelectual, experiência, networking e influência), o principal diferencial do grupo, possa ser amplamente empregado por meio de mentorias. Para Orlando, o capital intelectual dos membros do BR Angels funciona não só como um importante catalisador para a aceleração das investidas do grupo, mas também como uma enorme vantagem estratégica para os negócios selecionados.

“Nossos associados têm como papel principal apoiar a evolução das startups, oferecendo mentorias e conectando cada uma delas às suas próprias redes de relacionamento. Proporcionamos, no mínimo, mais de cem horas de mentoria, divididas em quatro horas mensais por associado. Ou seja, CEOS das principais empresas em atividade no país, investindo seu conhecimento e experiência para que um determinado negócio venha a dar certo. Hoje, não há nada que se compare a isso no Brasil”, complementa Cintra.

Atualmente, o BR Angels reúne mais de 100 associados com perfis variados em alta gestão, agronegócio, construção, educação, financeiro, indústria, jurídico, logística, mídia, mobilidade, recursos humanos, saúde, seguros, serviços, tecnologia, telecom e varejo. Entre eles estão empreendedores e CEOs de companhias que, juntas, somam mais de R$ 1 trilhão em valor de mercado, como Renato Franklin, CEO da Movida; Marcelo Munerato, CCO da Commercial Risk, Health, Retirement Solutions e Affinity para Aon América Latina; Bruno Serapião, Presidente do Conselho da Hidrovias do Brasil; Felipe Cavalieri, CEO da BMC-Hyundai no Brasil; Monica Herrero, Board Member da Stefanini; Claudio Raupp, General Manager & Managing Director da HP; e Vittorio Danesi, Founder e CEO da Simpress.

Startups já investidas

Desde que iniciou suas atividades, o BR Angels já investiu em sete startups: Mindminers, Chiligum, Nvoip, Home Agent, VUXX, iRancho e Dialog.

A primeira foi a Mindminers , que também foi investida pela KPTL. A empresa atua na área de Human Analytics e estuda o comportamento dos usuários finais para grandes empresas, como Nestlé, Danone e McDonald´s.

Outro empreendimento a contar com o apoio do grupo foi a Chiligum . O negócio consiste em uma plataforma de automação criativa que aumenta a produtividade de equipes de marketing, tornando diferentes processos de criação mais ágeis e eficientes. Nos últimos anos, a companhia foi responsável pela produção de mais de 6 milhões de peças publicitárias para clientes como iFood, Rappi e Magazine Luiza.

A terceira empresa a contar com aporte do BR Angels foi a Nvoip , startup mineira do ramo de telecomunicações. Fundada em 2018, a empresa, sediada em Juiz de Fora (MG), é voltada ao fornecimento de serviços de voz na nuvem para o setor corporativo. Atualmente, a Nvoip conta com mais de 2.700 clientes ativos, distribuídos por 26 estados brasileiros e outros 19 países.

Mais uma startup a receber apoio do BR Angels foi a Home Agent . Desde abril de 2020, a empresa viu os seus serviços aumentarem em quase 700% com a assinatura de contratos com companhias que, antes da pandemia, não terceirizavam setores de atendimento. Isso fez com que o negócio saltasse de um patamar de 150 para mais de 1.000 posições de atendimento somente em 2020.

Já a VUXX é uma transportadora digital com foco nas entregas de cargas de médio peso em regiões metropolitanas. A empresa captou aporte no valor de R﹩ 2,5 milhões do BR Angels Smart Network e de outros investidores-anjos. O montante se somou aos mais de R﹩ 5 milhões já obtidos desde o lançamento do negócio, em 2016, e será aplicado, principalmente, em ações de aquisição de novos clientes, updates em seu software proprietário de roteirização e no aprimoramento de seus algoritmos de Inteligência Artificial.

No segmento agtech, o BR Angels investiu R$ 1,5 milhão na iRancho . Fundada em novembro de 2016 pelos sócios Thiago Parente e Natalino Cavalli, a empresa traz ao mercado uma ferramenta intuitiva e completa de gestão pecuária, garantindo aos usuários a criação de manejos personalizados que refletem a realidade de cada fazenda. O sistema permite uma visão sistêmica de atividades e de todas as disciplinas envolvidas, como controle de animais, insumos, vacinação, medicamentos e evolução do rebanho, além de acompanhamento de informações financeiras e fluxo de caixa, tornando a rotina do fazendeiro pecuarista mais eficiente e produtiva.

Por último, o Dialog, startup de comunicação interna e RH que funciona como um superapp para os colaboradores, recebeu um aporte de R$ 4 milhões liderado pelo BR Angels que incluiu quatro grupos de investidores-anjo, um corporate venture e executivos do mercado de comunicação e RH. O processo contou também com a participação da Meta Ventures – braço de investimentos da empresa de tecnologia Meta – e Urca Angels, Gávea Angels e Anjos do Brasil.

O Dialog, que nasceu como um produto da Critical Mass em 2016, agência de UX do Grupo In Press e da Omnicom, tendo a PepsiCo como primeiro cliente, se tornou um negócio sustentável, fez seu spinoff em 2020 e logo recebeu investimento anjo de executivos do mercado, como Antônio Salvador, ex-executivo de RH e transformação digital do Grupo Pão de Açúcar. Atualmente com mais de 25 clientes e cerca de 200 mil colaboradores na sua base de usuários de diversos segmentos, incluindo marcas como Klabin, SBT,Via Varejo, Avon e Livelo, a startup tem foco em empresas com 500 ou mais colaboradores.

Líderes experts

Além do conceito de Smart Money (capital intelectual, experiência, networking e influência), que o BR entrega para as startups em que decide investir, outro diferencial do grupo acontece ainda no processo de seleção. O screening do BR Angels conta com Squads verticalizados de acordo com os diferentes segmentos de atuação das startups, como fintechs, edtechs, agtechs, healthtechs, dentre outros.

Cada Squad é composto por um líder, um associado do BR Angels que acompanhou as diversas transformações do setor, conhece as leis, as regras, as dores e as oportunidades: um profissional com ampla expertise para avaliar as chances de sucesso dos negócios.

O líder e os outros membros do Squad, também associados do BR Angels, ficam responsáveis por avaliar individualmente as startups aprovadas nas etapas iniciais de seleção. “O sucesso dos Squads têm permitido uma maior assertividade nas plenárias, garantindo um nível de aprovação na última fase do screening de quase 100%”, explica Cintra.

Incentivo ao ecossistema

Além de promover plenárias de seleção periodicamente, o BR Angels procura contribuir com o ecossistema das startups por meio de outras ações importantes. Entre elas está a realização de talks mensais com temas de relevância tanto para empreendedores quanto para investidores.

O grupo também trabalha na manutenção constante de uma extensa rede de relacionamento com outros investidores anjos, venture capital e parceiros estratégicos. Tudo com o objetivo de acelerar o empreendedorismo no Brasil, trocar experiências e compartilhar oportunidades.

“Embora a pandemia tenha impactado a economia do país, pudemos observar que ela não freou investimentos e ainda catalisou oportunidades para negócios que atendem às novas necessidades do mundo pós-Covid-19. Apesar das dificuldades, enxergamos um cenário bastante positivo para as startups do país”, conclui o CEO do BR Angels.

inovabra habitat anuncia novos habitantes

No primeiro trimestre de 2021, ambiente de coinovação do Bradesco recebeu 30 novas startups e corporações

O inovabra habitat, ambiente de coinovação do Bradesco, com atuação física e digital, conta com 30 novos membros, no primeiro trimestre de 2021, sendo sete corporações e 23 startups de diferentes segmentos. Mesmo durante a pandemia, o ambiente continuou expandindo seus negócios e atraindo novas empresas, além de se destacar como um importante elemento de apoio para viabilizar a estratégia de inovação aberta e contribuir para acelerar as jornadas de transformação digital e cultural dos habitantes.

O inovabra habitat tem estimulado o seu ecossistema constantemente gerando conexões e negócios com base em soluções inovadoras, contabilizando 193 startups e 74 grandes empresas residentes. “Estamos felizes em anunciar novos membros, que, especialmente em cenários de crise, investem em inovação como diferencial e enxergam na crise oportunidades para gerar novos negócios. Tenho certeza de que eles vêm para agregar ainda mais valor ao nosso ecossistema e ampliar a troca entre as corporações e startups”, destaca a head do inovabra habitat, Renata Petrovic.

Lista completa dos novos habitantes:

Corporações

• AMBEV

• Cocamar

• CSD

• Fujitsu

• GS1

• Huawei

• SuperCampo

Startups

• Alstra

• Anthor

• Autolog

• Carnegie Brasil

• Certul

• Crowdform Ltd.

• Dominus Soli

• Eskive

• Hackmed

• HandOver

• Home Agent

• Huntax

• Inspire IP

• Juscred

• N3urons

• Novida

• NPL Brasil

• Pier Cloud

• Quero Quitar

• Rentapos

• Taxcel

• Trestto

• Vencorr

Manaus Tech Hub anuncia “Conexão Distrito” para residência de startups com Equity Free

O Manaus Tech Hub (MTH), espaço de inovação aberta do Sidia Instituto de Ciência e Tecnologia, lança a primeira rodada do programa de residência “Conexão Distrito”. O anúncio ocorreu durante transmissão ao vivo realizada nesta quarta-feira (14/04). Serão selecionadas até seis empresas de base tecnológica (startups) que possam oferecer soluções inovadoras, a partir de desafios reais de grandes indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), conhecido localmente como “Distrito”.

A iniciativa, que possui equity free, está com inscrições abertas até o dia 28 de abril e conta com desafios da Electrolux da Amazônia e Tutiplast. As empresas passaram por dinâmicas com o time de Inovação do MTH, a fim de elencar, cada uma, as suas três principais “dores”.

Para Paulo Melo, gerente do Manaus Tech Hub e de Novos Negócios do Sidia, o programa traz uma oportunidade única de atualizar processos de empresas consolidadas às soluções da Indústria 4.0.

“O Distrito Industrial em Manaus apresenta um grande potencial de desenvolvimento tecnológico ainda não tão explorado. O objetivo do Manaus Tech Hub é justamente conectar esses atores à inovação aberta. Temos indústrias de nível nacional e internacional participando, com desafios que vão desde a cadeia logística até o lucro operacional”, explica Melo.

Nesse sentido, Gilson Makimoto, coordenador de Engenharia da Qualidade da Electrolux em Manaus, afirma que a conexão com startups está alinhada com a transformação digital e será decisiva no fortalecimento da cultura de inovação da companhia. “Estamos em busca de novos métodos e tecnologias que possam tornar os processos mais ágeis e robustos para superar as expectativas dos clientes”, enfatiza.

Já para a Tutiplast, que produz componentes plásticos para mais de 40 empresas do PIM e já possui linhas de projeto em andamento que se baseiam nessas premissas, o envolvimento da empresa no programa vai além das soluções tecnológicas e busca despertar também o desejo pela inovação nos colaboradores.

“A inovação incremental é parte fundamental do nosso DNA industrial para otimização contínua dos nossos processos. Porém, a aceleração da evolução tecnológica nos fez repensar nossa cultura e expandir nossos horizontes no que diz respeito à inovação de modo geral”, afirma Maria Nathália Silveira, analista de projetos da empresa.

As startups devem demonstrar capacidade de execução e manter relacionamento próximo com as equipes técnicas das empresas, para de fato implementarem uma solução inovadora, além de demonstrarem interesse em contribuir com o desenvolvimento local.

Devido à pandemia, o programa será conduzido de forma híbrida (principalmente na modalidade virtual), ampliando a oportunidade para startups em todo o território nacional.

O programa conta, ainda, com apoio institucional do Sidia, da Associação Brasileira de Startups (Abstartups), Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (CETAM), FIEMG Lab, Grandeal, STATE Innovation e das iniciativas Creative Startups e OCEAN Brasil.

Confira aqui a live de lançamento e acesse o hotsite https://bit.ly/ConexãoDistrito-MTH para saber os detalhes da chamada e os desafios propostos nesta Rodada #1.

Com 54 anos de existência, o Polo Industrial de Manaus (PIM) é um dos mais tecnológicos parques industriais da América Latina, abrigando indústrias de ponta nos segmentos Eletroeletrônico, Duas Rodas, Naval, Mecânico, Metalúrgico e Termoplástico, entre outros, que geram mais de meio milhão de empregos diretos e indiretos.
Mesmo com a pandemia, o PIM registrou um faturamento de R$ 95,49 bilhões no período de janeiro a outubro de 2020, o que representa um aumento de 9,71% em relação ao mesmo intervalo de 2019 (R$ 87,04 bilhões).

Conheça as indústrias participantes da primeira rodada

• Electrolux

Líder no mercado de eletrodomésticos nacional, a unidade da Electrolux em Manaus tem foco na fabricação de condicionadores de ar e micro-ondas para o mercado nacional e internacional.

• Tutiplast

Com 27 anos de criação e um parque fabril de 7.500 m2, a Tutiplast Indústria e Comércio produz componentes plásticos para mais de 40 empresas do PIM, em diversos segmentos: Eletroeletrônico, Mecânico, Informática, Duas rodas, Higiene pessoal, Produtos descartáveis, etc.

Samsung, UEA, USP e Unicamp se unem em programa que oferece mentoria e capacitação a startups de todo o Brasil

A Samsung reforça sua parceria com as Universidades de São Paulo (USP), Estadual do Amazonas (UEA) e Estadual de Campinas (Unicamp) para agir diretamente no desenvolvimento do mercado de startups do Brasil. Estão abertas as inscrições para o Ocean Novos Negócios (ou Ocean N2), programa de pré-aceleração com capacitação em tecnologia e empreendedorismo que selecionará até 20 projetos para receberem atividades online e gratuitas ao longo do ano. As inscrições podem ser feitas até 5 de maio pelo site do Ocean Novos Negócios ou via aplicativo do Samsung Ocean, disponível para download na Play Store.

O Ocean Novos Negócios (Ocean N2), que faz parte do Samsung Ocean, iniciativa de inovação e capacitação tecnológica da Samsung, conta com um critério de seleção para cumprir seu objetivo de desenvolver o mercado tecnológico do país. Serão escolhidas até 10 equipes da região da Amazônia Ocidental (composta por Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia) e Amapá e até 10 das demais regiões do Brasil. Em 12 de maio, serão anunciados os selecionados para o Bootcamp, um treinamento imersivo à distância, que ocorrerá entre 18 e 20 de maio.

O programa é voltado para startups com grau de maturidade inicial, que terão o apoio direto de mentores das universidades em seu desenvolvimento. Os professores da UEA atenderão diretamente até 10 equipes da região norte como instrutores e mentores, enquanto especialistas da USP e Unicamp estarão em contato com os selecionados de outras regiões do Brasil, mas em uma ação sempre integrada entre as unidades do Ocean nos três locais, proporcionando troca de conhecimento para geração de possíveis negócios entre os participantes.

O foco estará em projetos inovadores para dispositivos móveis, como smartphones, tablets, wearables, entre outros. O programa dará suporte para que as soluções se transformem em produtos e serviços de relevância no mercado. Para isso, serão oferecidos treinamentos, mentorias, capacitações, conexões e redes com foco no aprimoramento dos projetos, desenvolvendo funcionalidades do Mínimo Produto Viável (MVP), promovendo hipóteses que solucionem demandas dos cotidianos de potenciais usuários e clientes, facilitando a entrada das startups nos eventuais mercados de interesse e contribuindo para a criação e estruturação do Modelo de Negócio. Estão programadas mais de 60 horas de atividades online e gratuitas para cada equipe.

“O propósito da Samsung é empoderar as pessoas por meio da tecnologia e o Ocean Novos Negócios (Ocean N2) reforça nosso objetivo com uma proposta que dá oportunidade para que novos talentos sejam inseridos no mercado de forma mais eficiente. Sem contrapartida financeira pela participação no programa, as startups vão aprimorar seus projetos com treinamentos práticos, mentorias e palestras de professores e alunos da UEA, Unicamp e USP, profissionais da Samsung e parceiros, além de receberem capacitação gratuita em disciplinas tecnológicas e de empreendedorismo e manter contato com equipes de todo o Brasil e ecossistemas empreendedores da Samsung e das universidades”, afirma Eduardo Conejo, Gerente Sênior de Inovação na área de Pesquisa e Desenvolvimento da Samsung.

Os projetos selecionados que concluírem o Ocean Novos Negócios receberão certificado de participação emitido pelo Samsung Ocean e certificado oficial do curso de atualização emitido por UEA e USP.

OCEAN NOVOS NEGÓCIOS (OCEAN N2)

Inscrições: Abertas até 05/05/2021; podem ser feitas pelo site do Ocean Novos Negócios ou via aplicativo do Samsung Ocean, disponível para download na Play Store

Quem pode se inscrever: Startups de três a seis participantes com uma proposta de desenvolvimento de produtos ou serviços inovadores, preferencialmente relacionados a tecnologias digitais móveis. É importante que os participantes tenham perfil multidisciplinar e que possuam conhecimento e habilidades em Gestão, Inovação, Negócios, Marketing, Desenvolvimento de software e de sistemas e Design.

Investimento: Gratuito

Vagas: Até 10 equipes da região da Amazônia Ocidental (composta por Amazonas, Acre, Roraima e Rondônia) e Amapá e até 10 das demais regiões do Brasil

Formato: Online, com certificado de participação emitido pelo Samsung Ocean e certificado oficial de conclusão do curso de atualização emitido pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade de São Paulo (USP)

Cronograma:

1ª fase: Inscrições de 14/04/21 a 05/05/21

Anúncio dos projetos escolhidos para o Bootcamp: 12/05/2021

2ª fase: Bootcamp à distância entre 18/05/2021 e 20/05/2021.

Período do programa: 31 de maio a 31 de agosto de 2021.

Atividades online programadas:

– Treinamentos semanais de 1h30 sobre conhecimentos essenciais ao contexto dos novos empreendimentos

– Mentorias especializadas quinzenais, com 2h de duração, para atendimentos individuais para cada equipe, conduzidas por especialistas nas diferentes áreas de atuação, incluindo quatro sessões divididas em Negócios, Tecnologias, Experiência do Usuário e Mercado

– Mentorias coletivas quinzenais, com 2h de duração, realizadas por profissionais do ecossistema empreendedor que apresentarão suas experiências empreendedoras e promoverão debates com participantes do programa.

– Café com Startups, em dinâmicas quinzenais de 2h em que as equipes terão a oportunidade de expandir suas redes de relacionamentos e conexões

Carga Horária prevista: 4h30 semanais, totalizando 63 horas ao longo de 14 semanas.

Beep Saúde, startup de saúde domiciliar, anuncia aporte de R$110 milhões em rodada liderada pelo Valor Capital Group

A Beep Saúde, startup que utiliza tecnologia para oferecer serviços de saúde a domicílio com custo acessível, fechou sua rodada series B com aporte de R$110 milhões, liderada pelo fundo norte-americano Valor Capital Group. A rodada contou também com a participação da DNA Capital, Bradesco e Endeavor Catalyst, além de investidores anjo, como David Velez, founder e CEO do Nubank. Os recursos serão investidos pela empresa em duas frentes: na ampliação do portfólio de serviços e na expansão geográfica para atender às principais regiões metropolitanas do Brasil.

O aporte dará o impulso para um novo salto de crescimento da Beep fundada em 2016 pelo médico Vander Corteze. Formado em medicina pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), estudou gestão de negócios no Ibmec e foi oficial militar do Corpo de Bombeiros do RJ, além de já ter fundado uma empresa líder no setor de saúde corporativa no Brasil. Corteze enxergou uma nova oportunidade de empreender ao perceber que ainda não existia uma plataforma para a saúde nos celulares dos brasileiros e criou a startup em 2016, hoje a maior empresa de saúde domiciliar do Brasil
.
A primeira linha de serviços prestada pela Beep foi a de aplicação de vacinas em domicílio e está presente no Rio de Janeiro, Distrito Federal, São Paulo e Paraná. Em apenas cinco anos, com produtos e atendimento de excelência, a empresa se tornou líder no fornecimento de vacinas no Brasil e vem expandindo sua atuação para realização de exames laboratoriais, também em casa, para beneficiários de planos de saúde privados, como Bradesco, Care Plus e outros. Os usuários da Beep também podem acessar o teste do pezinho (para recém-nascidos), sexagem fetal e até teste de COVID-19.

O momento é bastante positivo para o mercado de saúde, em especial as healtechs, que podem trazer soluções e inovações com agilidade e eficiência, em um cenário em que a pauta da pandemia domina as conversas em todas as esferas da sociedade. O tema é prioritário para a Beep, que reforçou os seus já elevados índices de padronização e qualidade de serviço para garantir o atendimento aos novos protocolos de segurança sanitária.

“A pandemia mudou a forma como as pessoas cuidam da saúde. A prestação de serviços a domicílio, que já era relevante pela comodidade, tornou-se essencial para aqueles que queriam continuar a se cuidar sem se arriscar a uma exposição durante a pandemia”, comenta Vander Corteze, que também é CEO da Beep. “Nós lidamos com a saúde de nossos usuários e, portanto, somos obcecados por qualidade e padronização. Nós entramos na casa das pessoas e precisamos garantir o mais alto nível de segurança em todos os nossos procedimentos”, completa.

Com cenário favorável, a Beep, que já possui cerca de 500 colaboradores, está com mais de 250 vagas abertas, e deverá chegar a 1.000 funcionários até o final de 2021. “Não só iremos crescer o time, como também os serviços prestados. Estamos estudando outras linhas de negócio, como infusão e entrega de medicamentos. Estamos no caminho para nos tornarmos o one stop shop da saúde, concentrando todos os principais serviços em um único lugar e fornecendo-os no conforto do lar de nossos usuários – ou qualquer outro lugar que desejarem”, destaca Corteze.

Na visão de Michael Nicklas, managing partner da Valor Capital Group, a empresa lidera uma mudança estrutural observada nas diferentes vertentes do mercado da saúde em dimensão global. “Antes da pandemia, não se tinha tanta certeza em relação à demanda e perspectiva dos serviços prestados por healthtechs. Durante todo o ano passado, as incertezas foram quebradas, mudando hábitos que certamente nunca voltarão completamente às suas origens. Não à toa, 2020 foi marcado por diversos aportes realizados em startups do setor de saúde”.

Investimento em Venture Capital acelera a captação de novos negócios

Invisto e ACATE têm fundo de R$100 milhões que pode ajudar a estimular o mercado

Apesar do recente aumento da Selic, a taxa básica de juros continua baixa, e o aumento no volume de aportes em startups, mesmo durante a pandemia, fez do Venture Capital o melhor investimento de 2020. De acordo com Associação Brasileira de Private Equity e Venture Capital (ABVCAP) e a consultoria KPMG, pela primeira vez os investimentos em venture capital superaram o volume gerado pelo private equity. Por exemplo, na Invisto, maior círculo de venture capital do sul do Brasil e localizada em Florianópolis, das oito empresas inovadoras que tem em seu portfólio, em conjunto, registraram um faturamento de R$82,6 milhões, o que representa um crescimento de 51% se comparado com 2019. 

Esta tendência pode trazer um grande impacto para o mercado de tecnologia nos próximos anos. “Há muita liquidez no mercado e a opção pelo Venture Capital está em destaque para os investidores”, conta Marina Leite, head de Relações com Investidores da Invisto. O círculo de investimento em conjunto com a ACATE tem um fundo de R$100 milhões para startups B2B. Marina ainda conta que a procura pelo fundo cresceu bastante nos últimos meses. Em média, oito startups são analisadas por semana em áreas muito boas como educação, logística, healthtechs e ESG.  

Para a ACATE, participar de um fundo de investimento que busca startups focadas no mercado corporativo, com receita mensal entre R$100mil e R$150mil e que de preferência seja da região sul do país é uma estratégia que fortalece as empresas de tecnologia em expansão que não encontrariam no mercado outra forma de investimento que atenda esta faixa de faturamento.

Esta ação fortalece as empresas e o ecossistema local, o que contribuiu para fazer de Florianópolis a segunda melhor cidade do Brasil para se empreender em tecnologia e inovação, ficando atrás apenas de São Paulo, segundo dados do Índice de Cidades Empreendedoras da Endeavor em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap). Atualmente, a tecnologia é a principal atividade econômica da capital de Santa Catarina.

Ainda em 2021, duas startups devem receber aportes do fundo Invisto com ACATE e a expectativa é que outras façam parte deste grupo, pois já estão em processo avançado de avaliação. 

Startup liga pequenos produtores de café a fãs da bebida

O Brasil possui uma longa história com a produção de café, com as primeiras mudas plantadas em 1727 e se tornando o principal produtor em 1880, sustentando o título até os dias de hoje. Além do sucesso no exterior, a bebida é amada por muitos brasileiros. Uma pesquisa encomendada pela Jacobs Douwe Egberts (JDE), empresa possuidora de marcas como Pilão e L’or, apontou que o café é a bebida mais consumida pelos brasileiros – 3 a 4 xícaras por dia -, perdendo apenas para água.

O Brasil atualmente é o maior mercado consumidor e disparado o maior produtor de café do mundo. Apesar disso, na cafeicultura brasileira que é composta por mais de 300 mil produtores onde mais de 90% são considerados pequenos produtores e produtores de agricultura familiar, ainda assim a grande maioria desses produtores não têm nenhum acesso ao mercado e dificilmente conseguem ter visibilidade na cadeia onde ele é protagonista. Sem contar que esses mesmos produtores acabam ficando dependentes dos intermediários que acabam levando a maior fatia do lucro das produções.

Contudo, Gabriel Barruffini, em uma viagem para o exterior, percebeu o valor que o café tinha no mundo e resolveu voltar para o Brasil e investir criando novas formas de gerar oportunidade e transformação para os pequenos produtores de café e, com isso, criou a Veroo, uma marca nativa digital de cafés especiais, que nasceu com o propósito de criar soluções inovadoras para transformar e melhorar a cadeia de valor da produção cafeeira.

No atual cenário do café no Brasil, existe uma lacuna muito preocupante que deve ser preenchida e viemos para mudar essa história. Por anos e anos, o acesso às principais informações, técnicas e estratégias comerciais eram privilégio apenas dos grandes produtores que têm condições de investir nessas vertentes, porém, a mudança do comportamento do consumidor e a chegada das tecnologias que torna as soluções cada vez mais acessíveis e exponenciais, essa história começa a mudar.

“É o que fazemos na Veroo, entendemos o mercado de uma forma que muitas vezes nos chamam até de loucos, pois trabalhamos na total contramão do mercado, pois tentamos vender com o preço mais acessível possível para o consumidor final, mas pagando o máximo ao produtor, traduzindo na prática, hoje uma saca de café é vendida na média pelo mercado de commodity a R﹩700,00, mas aqui na Veroo estamos pagando em média 50% a mais, do outro lado, quando se vê alguma cafeteria ou marca que trabalha com cafés de alto padrão (+83 pts SCA) esse café custa muito caro, em média mais de R﹩ 140,00 por kg, e aqui na Veroo vendemos esses café por R﹩70,00 por kg e já com frete incluso. Isso é só o começo da transformação que queremos operar, acreditamos que quanto mais pessoas abraçando o nosso propósito, mais impacto poderemos gerar. Hoje ainda atuamos com uma quantidade pequena de produtores, mas temos perspectiva de um aumento exponencial nos próximos anos” , afirma.

Por fim, estamos literalmente propondo uma revisão da cadeia de valor, sabemos que é muito desafiador enquanto a maioria olha de uma forma ainda muito dentro da caixa, mas acreditamos que será muito positiva para todos os atores dentro dela”, explica Gabriel Barruffini, fundador e CEO da Veroo, ao lado de Rodrigo Saraceni, co-fundador.

Fiesp e Embrapii incentivam projetos inovadores de startups

Projetos de PD&I selecionados pelas Unidades EMBRAPII serão cofinanciados e terão apoio de pesquisadores desde o desenvolvimento tecnológico até chegada ao mercado.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP) e a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII) vão abrir seleção para projetos de Pesquisa Desenvolvimento e Inovação (PD&I) de startups que apresentem um forte potencial inovador. O objetivo é contribuir para que as startups brasileiras decolem no país e no mundo.

Após serem selecionados pelas Unidades EMBRAPII (centros de pesquisa de ponta), os projetos de inovação terão até 50% do valor financiado com recursos não reembolsáveis da Embrapii e o auxílio de pesquisadores qualificados em todo o ciclo da inovação: desde o desenvolvimento tecnológico, passando pelo desenvolvimento do produto ou serviço, até o acesso efetivo ao mercado.

As inscrições para o projeto já estão abertas no site da Fiesp (http://bit.ly/FiespEmbrapii_InovaçãoStartups) e o prazo para que interessados se inscrevam termina no dia 05 de maio. Os detalhes da parceria e sobre o modelo de apoio serão apresentados em um workshop no dia 23 de abril, às 10 horas, no YouTube da Fiesp.

Podem se candidatar para seleção, startups com Receita Operacional Bruta (ROB) menor que R﹩16 milhões com até seis anos de constituição jurídica. Os projetos podem envolver áreas como Inteligência Artificial, Mobilidade, Bioeconomia, Grafeno, Biofármacos, Manufatura 4.0, entre muitas outras áreas de competência das 64 Unidades EMBRAPII.

O modelo EMBRAPII é de cofinanciamento. A organização aporta até 50% do valor do projeto de PD&I com recursos não reembolsáveis de forma ágil e flexível, e o restante é dividido entre Unidade Embrapii e empresa. Existe a possibilidade de a startup buscar o apoio adicional para a contrapartida das empresas no projeto, por meio da linha Embrapii – Sebrae, que pode arcar com até 70% dos recursos da parte que cabe às empresas, também de forma não-reembolsável.

Hypera Pharma lança segunda edição do programa de conexão com startups, HyperaHub

A Hypera Pharma, uma das maiores empresas farmacêuticas do Brasil, lança nesta sexta-feira, 9/4, a segunda edição do HyperaHub, seu programa de conexão com startups gerenciado pela consultoria em gestão da inovação Innoscience. O programa foi desenhado a partir da seleção de 17 desafios, que buscam otimizar processos operacionais e negócios já existentes no dia a dia da companhia.

Presente em todos os segmentos relevantes do setor farmacêutico, a Hypera Pharma é líder em diversas categorias, com um extenso portfólio de marcas tradicionais como Addera D3, Benegrip, Buscopan, Doril, Engov, Gelol, Merthiolate, Neosaldina, Epidrat, Episol, Neo Química e Mantecorp Farmasa.

A primeira edição do programa, que contou com mais de 200 startups inscritas, realizou a execução de 12 pilotos e está negociando a contratação de 9 startups nos segmentos de RH 4.0, Indústria 4.0, Analytics e Novos Produtos, Serviço ou Tecnologias.

Com um portfólio diversificado, este ano o programa traz desafios nas frentes de Marketing & Vendas, Operação & Industrial, Novos Negócios e P&D e Produto & Sustentabilidade.

Embalagens sustentáveis, Soluções digitais para P&D, Gerenciamento logístico, Eficiência na Execução do PDV e Adesão ao tratamento de doenças crônicas são alguns dos desafios elencados pela empresa para melhorar demandas já existentes em suas operações.

“O programa traz para as startups uma oportunidade para testar suas soluções com uma das maiores farmacêuticas do País, além da possibilidade de geração de negócios de forma rápida”, comenta Maximiliano Carlomagno, sócio-fundador da Innoscience. “Isso sem falar no potencial de escala, networking e visibilidade pela chancela de uma empresa líder em seu setor.”

As startups interessadas poderão se inscrever até 21 de maio de 2021, pelo site http://www.hyperahub.com.br/. As empresas selecionadas serão convocadas para um pitch day, previsto para ocorrer em junho. Aquelas que forem aprovadas passarão por um período de imersão. As selecionadas devem ainda executar um projeto piloto ou prova de conceito, em ambiente comercial, para assim validar a aderência de suas soluções às necessidades da farmacêutica.

Ao final do programa, as startups participantes poderão se tornar fornecedoras ou parceiras estratégicas da companhia.

USP lança plataforma para conectar suas estruturas e competências ao ecossistema de inovação e empreendedorismo

Num evento online realizado na manhã desta sexta-feira, dia 9, a Universidade de São Paulo (USP) lançou uma plataforma com foco em inovação e empreendedorismo para facilitar a conexão entre o ambiente acadêmico, organizações voltadas para pesquisa, startups, comunidades de negócios, órgãos governamentais e a sociedade civil.

Idealizada para fomentar parcerias e disseminar o conhecimento técnico de uma das maiores universidades do mundo, a plataforma Hub USP Inovação (https://hubusp.inovacao.usp.br/) oferece informações detalhadas sobre iniciativas em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (P&D&I) de organizações, programas, laboratórios e incubadoras ligadas às 42 unidades de ensino e pesquisa da USP, distribuídas em sete campi em todo o estado de São Paulo.

“A pandemia do coronavírus mostrou a importância de a universidade transferir conhecimento para a sociedade”, afirmou o Reitor Vahan Agopyan. “As pesquisas tecnológicas desenvolvidas pela USP foram fundamentais, pois conseguimos colocar produtos no mercado num intervalo de poucos meses: ventiladores pulmonares emergenciais que estão salvando vidas, almofadas hospitalares anatômicas em produção industrial, além de desenvolvimento de robôs”, exemplificou.

Segundo o Reitor Agopyan, a USP conseguiu mostrar sua capacidade de desenvolver conhecimento, testar e colocar em prática rapidamente soluções em várias áreas. “Precisamos de um facilitador, e o hub é a ferramenta adequada para a sociedade interagir e ter acesso ao conhecimento.”

Fruto de um trabalho integrado, sob supervisão do Professor Marcos Nogueira Martins, coordenador da Agência USP de Inovação (AUSPIN), órgão responsável pelo projeto, o Hub USP Inovação traz um levantamento abrangente de todas as áreas da universidade, incluindo as competências, serviços tecnológicos e equipamentos de cada um dos 5.300 professores atuais, além do legado representado pelas quase 1.200 patentes registradas pela USP, todas classificadas.

Com uma busca simples na plataforma, uma empresa ou instituição poderá encontrar projetos e especialistas que procura. Por exemplo, se uma empresa está interessada em um projeto de biotecnologia desenvolvido na USP ou em encontrar os especialistas nesta área, basta digitar “biotecnologia” no campo da busca e encontrará todas as competências, laboratórios e docentes associados ao tema.

De acordo com a Professora Geciane Porto, vice-coordenadora da AUSPIN, a plataforma foi desenhada para facilitar a aproximação da universidade com o setor produtivo interessado em desenvolver soluções tecnológicas relevantes. “Para uma empresa, inovação representa sobrevivência a longo prazo e o Hub oferece uma porta de entrada para identificar que tipo de solução existe na universidade para a necessidade que essa empresa procura”, afirma Geciane.

Na plataforma, há uma separação por áreas de busca para facilitar a navegação. São elas: Iniciativas, P&D&I, Competências, Educação, Empresas e Patentes. Na aba “Iniciativas”, por exemplo, o usuário poderá encontrar editais, programas e as estruturas da USP para fomento do empreendedorismo e inovação, como as incubadoras e parques tecnológicos. Em “P&D&I”, há diversos laboratórios, organizações e programas de desenvolvimento para consulta. Na aba de “Competências”, há a separação por área de conhecimento.

Em “Educação”, há várias possibilidades de busca para cursos de graduação e pós-graduação, com foco em Inovação e Empreendedorismo, oferecidos pela universidade. A aba “Patentes” reúne as patentes da USP que estão disponíveis para que empresas e organizações possam licenciar para aplicação e uso, inclusive aquelas que se encontram em domínio público.

Na área de “Empresas”, por sua vez, é possível encontrar cerca de 1.700 empresas e startups formadas por alunos e ex-alunos da USP, ou que passaram por processo de incubação na Universidade, as quais são identificadas com a marca DNA USP. Para se ter uma ideia da importância da marca, 7 dos 15 unicórnios (startups avaliadas em pelo menos 1 bilhão de dólares) brasileiros têm DNA USP: Nubank, 99, Gympass, iFood, C6 Bank, Wild Life e Loggi. “São empresas que foram fundadas por alunos e ex-alunos ou são fruto de algum projeto ou pesquisa da universidade ou passaram por alguma das incubadoras da USP”, acrescenta Geciane.

Distrito chega a 500 startups residentes com o objetivo de descentralizar

Maior plataforma independente de inovação aberta do Brasil, o Distrito chegou a 500 startups residentes em 21 estados, conforme mostra o Comunidade Distrito Report. Ao todo, essas empresas levantaram US$ 28 milhões nos últimos anos e juntas empregam mais de 4.000 pessoas. Os números mostram a importância de uma comunidade de inovação para a geração de empregos, conexões e transformação de grandes corporações.São Paulo, abril de 2021 –

Segundo o relatório, a maior parte das startups residentes do Distrito são heathtechs, fintechs e martechs. Entre as residentes está, por exemplo, a Moodar, que oferece atendimento psicológico a preços acessíveis. Em 2020, o modelo da Moodar foi posto à prova com a pandemia e a transferências de diversos serviços para o ambiente online. Com intermédio do Distrito, a startup realizou importantes parcerias com a Johnson & Johnson Brasil e com a Vitalk para oferecer apoio emocional aos profissionais da linha de frente.

“Comunidade é um grupo de pessoas com o mesmo propósito e que se relacionam em um lugar, que pode inclusive ser virtual. Nós estamos criando uma comunidade que, à distância, mas conectada, segue o propósito de transformar indivíduos, empresas e a sociedade por meio da inovação aberta”, diz Lilian Natal, head de Startups & Community no Distrito.

Além de um time e de uma plataforma digital que permite a conexão de qualquer startup à sua rede, independentemente da localização, o Distrito mantém hoje quatro hubs físicos – três em São Paulo e um em Curitiba. Em algumas destas unidades, funcionam ainda laboratórios que também estarão acessíveis pela plataforma digital, como o Microsoft Reactor São Paulo e o Conectory, mantido em parceria com a Bosch na capital paranaense. Tais projetos são reconhecidos como hubs globais de inovação e permitem uma conexão direta com o que há de mais moderno em torno de tecnologias como inteligência artificial (AI) e internet das coisas (IoT).

Ainda de acordo com o levantamento, mais de 72% das startups residentes foram fundadas entre 2016 e 2020, ante 47% delas a nível nacional, o que denota um ecossistema mais jovem que o quadro geral. Há, também, um número considerável de empresas em fase de ideação — elas representam 20% de todas as residentes.

“Ao tomarem parte de uma comunidade de inovação aberta, os fundadores dessas startups podem buscar validação para suas ideias, aprimorar suas habilidades, fazer contatos valiosos e, assim, colocar suas soluções no mercado”, comenta Gustavo Araújo, CEO do Distrito.

O fato de startups jovens predominarem é refletido nos investimentos. De acordo com o levantamento, há um alto volume de aportes iniciais nas residentes, como anjo (35,3%), pré-seed (25,5%) e seed (29,4%), estágios em que os valores investidos tendem a ser relativamente baixos. O maior montante, nesse caso, se concentra em cinco rounds Series A, que levantaram um total de US$ 15,5 milhões.

Importante ressaltar que os números de deals dobraram no último ano, saltando de 13 realizados em 2019 para 25 só em 2020, devido ao aumento da quantidade de startups residentes no ecossistema do Distrito. Os resultados também coincidem com o aquecimento do mercado de venture capital nos últimos tempos.

Diversificar e descentralizar

O levantamento constata que há uma concentração das startups residentes em São Paulo. O estado abriga 60% delas, seguido pelo Paraná, lar de 14%. Segundo Araújo, essa diferença se explica pelo fato de os hubs físicos do Distrito se localizarem nas capitais de ambos os estados.

Além disso, o quadro de sócios é predominantemente masculino: 81,3% deles são homens, antes 18,7% de mulheres. A disparidade é maior do que a vista no cenário mais amplo de inovação no país, em que elas representam 29,5% das lideranças em startups, segundo mostrou o Female Founders Report, feito pelo Distrito em parceria com a Endeavor e a B2Mammy.

No entanto, o ano de 2021 começou com uma série de iniciativas do Distrito para ampliar e diversificar a sua base. Entre elas, por exemplo, está o Female Scale, primeiro programa de inovação da plataforma dedicado inteiramente a mulheres de todo o país. As 50 empreendedoras que farão parte da primeira fase do programa já foram anunciadas. Dessas, dez serão selecionadas e passarão por um programa de aceleração ao longo de três meses.

Além disso, sai do papel o Hub2hub, movimento que une hubs de inovação de todo o país para desenvolver ações de impacto para o avanço do ecossistema de startups no Brasil. E nos próximos meses será lançado ainda o Avante, campeonato universitário de inovação, que tem por objetivo fomentar o espírito empreendedor e capacitar jovens universitários, futuros fundadores de startups brasileiras.

Distrito Ventures

O Distrito também possui um braço de venture voltado para startups em estágio inicial de desenvolvimento, tendo realizado investimentos pré-seed, seed e duas participações em series A -nas startups Blu365 e MEI Fácil.

A maior parte delas atuam no setor financeiro, como é o caso da Ali Crédito e do banco digital Neon. Há ainda uma investida em água e energia, na startup Solfácil, primeira plataforma digital para investimentos em energia solar do Brasil.
“Embora essas startups não sejam, em sua maioria, residentes nos hubs do Distrito, ainda assim elas fazem parte da nossa comunidade e muito nos orgulhamos de fazer parte de sua história”, conclui Araújo.

O report completo pode ser visto neste link: http://conteudo.distrito.me/dataminer-distrito-comunidade-report-2021

Banco BV lança desafio para startups em busca de soluções inovadoras para transformação digital

O BV, um dos maiores bancos do país, em parceria com o Distrito, maior hub de inovação do Brasil, lança o “Desafio banco BV” para startups, a fim de acelerar sua transformação digital. As startups devem se cadastrar e enviar sua inscrição até o dia 9 de abril no site http://conteudo.distrito.me/desafios-banco-bv. Entre os temas dos desafios propostos estão: experiência do cliente, dados e analytics, gestão e automação de processos e inclusão de colaboradores.

O BV entende que a verdadeira mudança não ocorre isoladamente. Pensando nisso, estamos em busca de soluções que possam nos acompanhar em nossa transformação digital e busca contínua por inovação para o setor.

As startups inscritas serão avaliadas pelo BV/Lab, área responsável pela conexão com o ecossistema, por incubar novos produtos e serviços e experimentar novas tecnologias, em conjunto com a área envolvida em cada desafio. As iniciativas selecionadas farão um pitch para a equipe do BV realizar uma segunda avaliação técnica. Em seguida, as startups selecionadas terão um período para rodar uma prova prática de um conceito teórico, Poc (Proof of Concept) da solução.

Podem participar todas as startups que já estejam em plena operação e tenham soluções focadas nos temas dos desafios. A busca é por produtos ou serviços lançados ou em fase de testes no mercado, com potencial de desenvolvimento. O resultado sai no dia 10 de maio.

Desde janeiro de 2021, o Distrito é parceiro do banco na conexão com o ecossistema de inovação aberta e agora está assessorando a estruturação das etapas do desafio. “O BV já é um banco reconhecido pela relação que mantém com as algumas startups. Com esse novo programa, iremos avançar ainda mais nessa prática e trazer conexões estratégicas para apoiar o banco em desafios-chave, de forma simples e ágil”, afirma Gustavo Araujo, cofundador e CEO do Distrito.

Conheça as startups selecionadas para o Atento Next

A Atento Next, aceleradora de startups da Atento, multinacional líder em soluções de customer experience no Brasil e na América Latina, selecionou quatro startups para participarem do seu programa de aceleração. Com o intuito de trazer ainda mais inovação para a companhia, as escolhidas foram Twist, Mr. Turing, Inflr e NeuralMind – empresas que oferecem soluções de inteligência artificial e big data, ativação das marcas nas redes sociais, modelos de inteligência artificial aplicados em customer sucess e inovação em automação de backoffice, respectivamente.

Das 257 startups que se inscreveram, as escolhidas terão a oportunidade de cocriar projetos relacionados aos desafios mapeados pela Atento, como novas tecnologias e modelos de negócios. Durante 4 meses, elas contarão com o acompanhamento dos especialistas e da alta liderança da Atento, além do apoio e orientação da Liga Ventures, empresa especializada em programas de inovação que conectam grandes empresas e startups. Para isso, serão estabelecidas rotinas e sprints periódicos.

Para o CEO da Atento, Carlos López-Abadía, esse projeto reforça os alicerces da transformação digital pela qual a companhia vem passando. “O programa de aceleração é uma demonstração de como colocamos cada vez mais a inovação no centro das nossas estratégias de negócio. A parceria com as startups nos dá a oportunidade de explorar novas opções ao aprimorar continuamente nosso portfólio de soluções e contribui para que possamos garantir sempre as melhores experiências aos consumidores, além de ampliar nossa competividade no mercado e estimular a cultura de inovação em toda a empresa. Estamos atuando com foco na geração de valor para todos os nossos clientes”, explica o executivo.

“O nosso negócio é orientado pelo cliente, sejam empresas ou cliente final. Quando tratamos desse assunto, entender os anseios e necessidades do público é fundamental. Com o olhar de empresas de fora da Atento, nós conseguimos ampliar o nosso horizonte, além de nos aproximarmos de segmentos que talvez não nos aproximássemos de outra forma. Por isso, queremos garantir que esse programa de aceleração gere novas ofertas e modelos de negócio aos nossos clientes, maximizando resultados e melhorando a experiência dos seus consumidores, além de oportunidades valiosas para a aceleração das startups selecionadas”, avalia Mauricio Castro, Diretor de Inovação da Atento.

Conheça as startups selecionadas:

Twist: empresa de Data Science que realiza a coleta, processamento e análise de dados. A startup contará com o apoio da companhia para a cocriação de projetos que contribuam para potencializar a performance e resultados dos clientes da Atento na monitoria e classificação de perfis de contato das redes sociais em tempo real. “Nos interessamos pelo programa de aceleração da Atento por conta do crescente investimento da companhia em tecnologia e pela qualidade do serviço prestado em CX. Temos a certeza de que será uma ótima oportunidade para testarmos nossas soluções e escalarmos nossos negócios, além de colaborar para alcançarmos o nosso objetivo de crescer 50% neste ano”, conta Fernando Ferreira, sócio da Twist.

Mr. Turing: startup de inteligência artificial e big data que nasceu para resolver uma grande dificuldade das corporações: o tempo gasto na busca de informações e a frustração de muitas vezes não conseguir encontrar o que se precisa. “Nossa atuação como assistente corporativo inteligente vai ao encontro com um dos propósitos da Atento que é unir o melhor da tecnologia à sensibilidade humana. É a primeira vez que participamos de um programa de aceleração e estamos muito satisfeitos pela atenção recebida desde o momento das inscrições. A nossa entrada deve nos ajudar a bater a meta mínima de crescimento de 30% para 2021”, ressalta Marcelo Noronha, CEO da Mr. Turing.

Inflr: plataforma que conecta marcas aos seus clientes nas redes sociais, capaz de aumentar a audiência dos conteúdos criados por influenciadores e falar com 100% dos seguidores, enquanto nos modelos tradicionais o número de impactados é bem menor. Além disso, contribui para aumentar a performance e o tempo de exposição destes conteúdos. “Entramos para participar desta seleção, pois entendemos as necessidades e desafios de uma empresa de customer experience. Nosso objetivo, durante o programa de aceleração, é melhorar a performance dos clientes da Atento, oferecer novos modelos de negócios, além do networking incrível que o programa pode nos render”, expõe Thiago Cavalcante, Diretor de Novos Negócios da Inflr.

NeuralMind: startup que ajuda companhias a aumentarem a produtividade dos processos de backoffice por meio de digitalização e automação. “Nos interessamos em participar do programa de aceleração da Atento Next pela familiaridade da nossa empresa em relação ao público-alvo e demandas da Atento. O processo de seleção nos surpreendeu pelo formato, agilidade e transparência. Estamos animados com as novas oportunidades de negócios que irão surgir”, afirma Patricia Tavares, CEO da NeuralMind.