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Startup de logística VUXX recebe aporte de R﹩ 2,5 milhões

A VUXX , transportadora digital com foco nas entregas de cargas de médio peso em regiões metropolitanas, anuncia a captação de um novo aporte no valor de R﹩ 2,5 milhões da BR Angels Smart Network e de outros investidores-anjos. O montante se soma aos mais de R﹩ 5 milhões já obtidos desde o lançamento da empresa, em 2016, e será aplicado, principalmente, em ações de aquisição de novos clientes, updates em seu software proprietário de roteirização e no aprimoramento de seus algoritmos de Inteligência Artificial.

“O ano de 2020 está sendo interessante para o investimento-anjo. Este é o quinto acordo firmado pela BR Angels desde o mês de abril, e teremos outros até dezembro. Até o início do ano, o mercado de logtechs já era extremamente promissor, principalmente em um país com as características territoriais e de infraestrutura como o Brasil. Com o avanço da pandemia da Covid-19, que impactou praticamente o mercado de todos os países, o setor adquiriu ainda maior relevância, atraindo o interesse dos investidores”, diz Orlando Cintra, CEO da BR Angels. “Nossas apostas na VUXX já eram anteriores a este movimento do mercado, inclusive pelo seu modelo de negócios e sua atuação. Mas é claro que, nos últimos meses, nossas expectativas com todo este segmento aumentaram”, detalha Cintra.

De acordo com Bruno Serapiao, Board Advisor da BR Angels, a escolha da VUXX para conceder o aporte se deu pelo fato de a startup de logística ser uma empresa jovem, com potencial de crescimento e por ter como missão descomplicar o segmento de transporte de cargas de médio peso no Brasil. “Navegando pela plataforma da VUXX, varejistas, embarcadores, distribuidoras, transportadoras, dentre outros, podem cotar e contratar serviços de entrega fracionada urbana e intermunicipal, reduzindo em até 30% seu custo de distribuição. Com uma equipe de operação atuando 24 horas por dia e apta para resolver qualquer tipo de imprevisto, a VUXX cuida da entrega desde o carregamento até o comprovante, sempre seguindo os protocolos padrão de transporte e a legislação vigente”, destaca Serapiao.

O aporte vem em um momento de crescimento da VUXX de mais de 200% somente em 2020 e de quase 3 vezes em relação ao ano de 2019. “Queremos manter o ritmo em 2021 e, para isso, precisamos investir em tecnologia e na aquisição de novos clientes. Vamos lançar um full-service para embarcadores: serviço de frete totalmente integrado ao ERP, com roteirização baseada em Inteligência Artificial, gestão das entregas em tempo real, notificação e acompanhamento para os destinatários também em tempo real e com nossa rede de mais de mil motoristas profissionais de carga. A ideia é que o embarcador não tenha nenhuma preocupação em planejar e gerenciar as entregas”, explica Felipe Trevisan, CEO da VUXX.

Outra novidade possibilitada com o investimento captado é a chegada a novas praças em 2021, como Belo Horizonte (MG). “Estamos consolidados no estado de São Paulo e atuando nas principais regiões, como Grande São Paulo, Baixada Santista, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e, agora, começaremos a oferecer nossas soluções em outros estados brasileiros”, complementa Trevisan.

boostLAB, do BTG Pactual, abre inscrições para nova rodada de seu programa de potencialização de startups

O boostLAB, Hub de negócios para empresas tech do BTG Pactual (BPAC11), maior banco de investimentos da América Latina, anuncia a abertura de inscrições para a sétima edição de seu programa de potencialização de startups em nível avançado, as chamadas Scale-ups. As inscrições vão até o dia 5 de fevereiro e podem ser feitas pelo site www.boostlab.com.br. Serão selecionadas de cinco a dez startups, que seguirão no programa pelo período de cinco meses.

Lançado em 2018, o programa do boostLAB tem o objetivo de acelerar a criação de valor para startups e apoiar os empreendedores, aproximando-os do mercado financeiro e do acesso a capital. O programa conta com a dedicação integral de um sócio do BTG Pactual, acompanhamento por membros de seu comitê executivo, mentoria de sócios do banco e de executivos de destaque no mercado, além da metodologia da ACE, uma das maiores empresas de inovação corporativa da América Latina.

Desde sua criação, o programa já recebeu mais de 1000 inscrições e potencializou 44 startups, sendo que 70% delas tiveram negócios realizados com o grupo. Além disso, seis empresas potencializadas posteriormente receberam investimentos do BTG Pactual: Agronow, Finpass, Liber Capital, Digesto, Pier e Celcoin.

“Olhamos sempre para banking related services, mas não necessariamente fintechs. A ideia é sempre poder investir em alguma tese que ajude o banco ou uma de nossas áreas a poder acelerar e potencializar os seus processos”, afirma Frederico Pompeu, sócio do BTG Pactual responsável pelo boostLAB. Pompeu menciona também o crescimento no número de interessados em participar. No último programa, foram 425 startups inscritas, 25% a mais do que na rodada anterior.

O CEO do BTG Pactual, Roberto Sallouti, destaca que é muito gratificante acompanhar os resultados de um programa que começou como um potencializador e hoje se tornou um hub de negócios de tecnologia do BTG Pactual. “O boostLAB foi uma forma que encontramos de estimular o empreendedorismo e prestigiar pessoas que estavam criando tecnologias disruptivas e novos modelos de negócios”, afirma.

Albert Morales, General Manager na Belvo, startup que participou da sexta rodada do programa de potencialização, cita algumas das oportunidades geradas pelo projeto. “Tivemos mentorias exclusivas com talentos em todas as frentes necessárias: marketing, produto, go-to-market, fundraising etc. O BTG Pactual também sempre ficou à disposição para oferecer recursos internos que facilitassem nossas operações no Brasil”, conta. De origem espanhola, a Belvo foi a primeira startup de fora do país a participar do programa.

Para Pablo Augusto, Co-founder e CEO da iClubs, outra startup que participou do Batch #6, a experiência foi extremamente positiva. “Além das mentorias que nos ajudaram muito a evoluir o nosso produto e o nosso modelo de negócio, a visibilidade e as conexões proporcionadas pelo BTG Pactual e pela ACE abriram muitas portas para novos clientes e parceiros estratégicos”, comenta.

Já Vinicius Flores, CEO da Redecompras, considera que a participação foi um marco para a história da startup. “Por meio de todas as mentorias oferecidas, efetuamos diversas ações de melhorias que nos proporcionaram uma nova estratégia e um novo conceito para a empresa. O boostLAB teve um impacto direto no andamento dos nossos negócios, com a reformulação de algumas áreas internas”, destaca.

Entre os temas prioritários para o #batch7, o boostLAB busca principalmente soluções de fintechs (como crédito, financiamento, investimentos e PFM) analytics, machine learning, real estate, big data, legaltechs, insurtechs, blockchain, entre outras. Para poder participar do programa de potencialização, é importante que as Scale-ups tenham ao menos dois sócios com dedicação exclusiva, produto pronto, tração e vendas recorrentes para resolver problemas reais, de forma escalável.

Em 2020, o boostLAB foi premiado pelo segundo ano consecutivo como um dos melhores centros de inovação financeira (Best Financial Innovation Labs) do mundo pelo The Innovators 2020, da revista Global Finance. O prêmio, que está em sua oitava edição, busca reconhecer entidades que regularmente identificam novos caminhos e projetam novas ferramentas para o mercado financeiro. Esse foi o segundo ano em que o prêmio elegeu os melhores laboratórios de inovação financeira do mundo, sendo o boostLAB o único centro do Brasil a figurar na lista.

Com o avanço da nova unidade digital de varejo (DRU – Digital Retail Unit), o lançamento do BTG+, banco de varejo transacional completo, e também o BTG+ business, plataforma digital de soluções para pequenas e médias empresas, o boostLAB busca cada vez mais soluções que tenham sinergia com os negócios do Banco.

Para inscrições e mais informações: www.boostlab.com.br.

Nestlé Health Science lança evolução do programa de Inovação aberta Nestlé Beyond Food e recruta startups em todo Brasil

Encontrar soluções disruptivas e inovadoras que promovam o crescimento de negócios e que atendam aos atuais desafios do mercado de saúde e nutrição. Com estes ideais em mente, Nestlé Health Science (NHS), braço de saúde e ciência nutricional da Nestlé, lança essa semana a segunda onda do programa Nestlé Beyond Food, que oferece às startups brasileiras a oportunidade de trabalhar em parceria com a companhia e validar a aderência de suas soluções às necessidades da divisão.

O Brasil é o maior mercado de saúde da América Latina e o sétimo em nível global, com mais de US﹩ 42 bilhões sendo gastos anualmente em cuidados de saúde privados. O país tem alta disponibilidade de startups e investimentos de fundo de capital de risco, com a maior parte concentrando-se em São Paulo. É o que mostra a pesquisa Global Startup Ecosystem Report – do Startup Genome, que avalia os principais ecossistemas e as cidades mais promissoras no campo da inovação em todo o mundo.

É neste contexto que Nestlé Health Science segue apostando na inovação aberta, sempre levando em consideração o momento da empresa e do ecossistema de inovação local para definir o melhor caminho a ser seguido. Para garantir a gestão eficiente de projetos inovadores, conta com parceiros externos como a Innoscience, consultoria especializada em gestão de projetos com startups, além de hubs de inovação. O objetivo é solucionar desafios de negócio existentes, acelerar resultados e seguir puxando a inovação no mercado de nutrição e saúde do País.

“O Brasil é o primeiro país do mundo em que Nestlé Health Science executou um programa de co-criação de projetos com startups de eHealth. Reconhecemos o rico potencial de nosso ecossistema de inovação e estruturamos o Nestlé Beyond Food 2.0 de forma a provocar e estimular esse ambiente de startups de saúde, em prol dos pacientes e do espírito colaborativo e empreendedor, tão característicos de nosso país”, explica Mônica Meale, head de Nestlé Health Science para a América Latina.

POTENCIAL NO MERCADO BRASILEIRO

Nesta segunda edição do programa Nestlé Beyond Food, mais uma vez as startups selecionadas deverão realizar um piloto a partir de um produto ou serviço já desenvolvido e disponível no mercado. A ideia é que essas soluções possam ser testadas e validadas para atender a alguns dos desafios propostos por Nestlé Health Science.

As startups serão inicialmente selecionadas de forma ativa pela Innoscience, em parceria com hubs de inovação, e também poderão se inscrever proativamente. A liderança de Nestlé Health Science irá então priorizar, entre as startups inscritas para cada desafio, quais serão convidadas para o evento online de pitch.

Esses encontros virtuais acontecerão entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021, quando haverá a primeira seleção de startups. Essas, em parceria com executivos que serão os sponsors de cada desafio, irão elaborar as propostas iniciais de pilotos baseadas nos desafios submetidos pelas áreas. As oportunidades de participação vão além do contexto de eHealth, pois os desafios contemplam desde necessidades de capacitação avançada de força de vendas, soluções em trade 2.0, inovação em produtos nutricionais, saúde e até mesmo prototipagem com impressão 3D ou 4D. Em fevereiro, as startups vencedoras serão definidas e seus respectivos projetos recebem investimento por parte da Nestlé Health Science, com início efetivo em março.

Ao final do programa, caso o projeto seja validado, as startups poderão ser contratadas como parceiras ou fornecedoras da NHS.

Entre os critérios utilizados para avaliar as startups estão a aderência aos desafios propostos e já ter disponível no mercado um produto ou serviço que ajude a acelerar o ecossistema de saúde e nutrição – ou seja, ao menos um MVP (Produto Mínimo Viável) desenvolvido e validado. As inscrições estão abertas para startups localizadas em qualquer lugar do mundo.

Segundo o head de e-business da unidade para a América Latina, Victor Vendramini, o nome Nestlé Beyond Food foi proposital porque a empresa quer ir além do produto. “A gente pode inovar em plataformas, relacionamento, cadeia de fornecimento, experiência de consumidor, gestão. Não dominamos a inovação em todos esses pontos, nem vamos dominar e tudo bem. Podemos aprender. Tem gente que sabe mais do que nós, então que tal trazer essas startups para serem nossos parceiros? Todos ganham no final”, explica.

Todos os detalhes do programa e os desafios propostos para este ano podem ser conferidos no site oficial – https://www.nestlebeyondfood.com.br .

BONS RESULTADOS

Em 2019, a primeira edição do Beyond Food teve 130 projetos inscritos para concorrer a um aporte de R﹩ 1 milhão, que passaram por uma triagem em duas fases até chegar às finalistas. Na ocasião, os projetos foram apresentados para uma banca de executivos de Nestlé Health Science Global e do Brasil, que avaliou e definiu as vencedoras: Meplis, do Rio de Janeiro, e Insight Technologies, de São Paulo, que seguem no desenvolvimento de dois projetos piloto para a área de Nutrição Médica

A Meplis, presente há 8 anos no mercado, é uma plataforma de colaboração em saúde, que oferece serviços de informações personalizados para provedores de saúde e pacientes. “O Nestlé Beyond Food foi incrível para a Meplis por diversos motivos, mas principalmente por nos dar as ferramentas e oportunidades para co-criar um projeto que impacta no dia a dia de pacientes reais que sofrem com problemas nutricionais e ajudá-los a ter uma jornada mais leve. Isto só foi possível pois a Nestlé Health Science como um todo entendeu que é possível inovar em parceria com startups. Inúmeras áreas apoiaram o projeto e trabalharam com a Meplis para implementar novos processos e atingir o objetivo de todos”, avalia Pedro Ivo Neves Azevedo Machado, fundador da Meplis.

Já a Insight Technologies aposta no uso de tecnologia para desenvolver programas que ajudem na qualidade de vida de pacientes com condições crônicas. “A Insight Technologies é uma startup que conecta consumidores, pacientes, profissionais de saúde e a indústria por meio de comunidades na web. Seu propósito é o de fomentar a autonomia dos pacientes e consumidores, para que estes assumam o controle de suas jornadas de cuidado. O programa Nestlé Beyond Food foi uma grande oportunidade para colocar esse propósito em prática, contando com o apoio, a estrutura e a expertise do time Nestlé Health Science. O projeto amadureceu ao longo desse ano, ganhando consistência e alcance. Estamos contentes com os resultados alcançados até aqui e muito animados para 2021”, destaca o diretor da startup, Leonardo Zimmerman.

Devido a toda transformação digital que está ocorrendo mundialmente e no Brasil, a Nestlé Health Science tem um olhar especial para o ambiente digital e o ecossistema de inovação aberta. O comportamento de consumidores e profissionais de saúde vêm mudando, o que traz oportunidade de identificar projetos transformacionais e inovadores, que gerarão futuramente bons resultados para a companhia. A unidade brasileira de Nestlé Health Science aumentou em 10 vezes seus investimentos no contexto de inovações online nos últimos 5 anos, com patamares superiores a 20 milhões de reais anuais.

Praxio compra startup Fusion, acelerada no CESAR Labs

A Praxio, uma das principais desenvolvedoras de software para o segmento de transporte do país, comprou a Fusion, startup nascida nas bancas da Universidade Federal de Pernambuco. A empresa desenvolveu um sistema que monitora a logística de distribuição e entrega de produtos e foi acelerada no CESAR Labs, braço de experimentação e empreendedorismo do maior centro de inovação e transformação digital do país, sediado em Recife (PE).

O valor do negócio não é revelado, mas a startup tem faturamento estimado mais de R$ 10 milhões anuais e cerca de 400 clientes. “Quando iniciamos o processo de aceleração, a carteira contava com apenas 3 clientes”, recorda Eiran Simis, responsável pelo processo. “O nosso maior desafio foi consolidar todos os produtos numa única e robusta solução.”

Batizada Fusion DMS, a solução reúne softwares de gestão de entregas e acompanhamento das rotas em tempo real. Além de roteirizar as entregas, também é capaz de monitorar o plano de distribuição das mercadorias e oferece um aplicativo para controlar a jornada de trabalho dos motoristas remotamente.

Segundo Simis, o conhecimento transmitido por diversos mentores é o pilar numa aceleração, mas não se pode deixar de destacar a importância dos investidores anjos que acreditaram no potencial do negócio lá atrás, quando tudo começou e não havia capital. “A venda da nossa participação na Fusion significa o coroamento de uma parceria vencedora, prazerosa e lucrativa com o CESAR Labs. Tenho muito orgulho em integrar o time dos primeiros que acreditaram nesta iniciativa”, diz Yves Nogueira, um dos investidores anjo.

O CESAR Labs desenvolve projetos e soluções para toda a cadeia de inovação, que vai desde a ideação, passando pela concepção e prototipação, até a entrega dos produtos para empresas dos mais diversos segmentos. “Nossa meta é estimular a criação de novos empreendimentos com tecnologia de ponta, além de acelerar startups que necessitem evoluir aspectos de seu modelo de negócios”, diz Filipe Pessoa, coordenador do Labs.

Quem passou pelo processo aprova: “Sem o CESAR não teríamos conseguido percorrer este caminho”, afirma Emílio Saad Neto, da Fusion. Para ele, a aceleração no CESAR Labs foi um divisor de águas. “Ajustamos a estratégia, pivotamos o produto e saímos para o mercado muito mais eficientes”, avalia.

Ele ressalta que a venda de 100% do negócio para a Praxio não o tira da frente do negócio. “Há uma sinergia enorme pois venderemos os produtos da Fusion na área de transportadoras que a Praxio domina e traremos os produtos deles para o mercado de distribuição, aonde somos fortes.” No final, diz Saad Neto, todos saem ganhando, mas o melhor beneficiado será o cliente.

A Fusion é quarta aquisição da Praxio, que comprou também a HiveClou, Autumm e Avacan, num valor total investido de R$ 75 milhões.

Cisco e SENAI-SP lançam Programa de Inovação Aberta para Startups

A Cisco do Brasil e o SENAI-SP fortalecer o ecossistema de inovação e desenvolver o empreendedorismo brasileiro. A iniciativa vai selecionar até cinco startups com projetos que empreguem as tecnologias pilares da Indústria 4.0. As inscrições são gratuitas e estão abertas até 31 de dezembro de 2020.

As startups interessadas em participar devem ter projetos em estágio inicial com soluções que impactam a cadeia da Indústria 4.0 nas seguintes áreas: Otimização do Processo Produtivo, Manutenção Prescritiva e Segurança e Redução de Riscos. O programa é equity free, ou seja, as únicas exigências para que as startups participem é a sinergia com um dos temas propostos e a dedicação durante todo o projeto.

O Programa Inovação Aberta Cisco/SENAI-SP terá quatro fases. A fase 1, refere-se à inscrição da startup. Na fase 2 serão selecionadas as startups com os melhores projetos para a indústria. Além disso, os seus representantes serão entrevistados via web conference, para maior aprofundamento nos assuntos pertinentes à startup e ao programa.

A Fase 3 é de aceleração, que durará até seis mese e contará com duas etapas. Na primeira a startup passará pelo processo de validação do seu modelo de negócio e solução. Em seguida ela irá aprimorar sua solução, com tecnologia definida e capaz de rodar uma Prova de Conceito (PoC). Já na quarta etapa, chamada de Demo Day, as startups participarão de um evento para apresentação dos projetos com palestras, pitch e bate papo explorando a experiência vivida durante o programa e reconhecimento aos dois melhores projetos.

“Temos acompanhado a aceleração da digitalização, potencializada pela pandemia do coronavírus, em praticamente todos os segmentos da economia, mas precisamos continuar e amplificar a adoção das tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0, como IoT e IA/ML, não apenas nas grandes, mas principalmente nas pequenas e médias indústrias. Precisamos democratizar o acesso e acelerar a adoção destas tecnologias no país, que podem representar ganhos de produtividade de pelo menos 30%. O programa de Inovação Aberta Cisco-SENAI-SP nasce com essa missão de ajudar a transformar a Indústria 4.0, promovendo inovação, gerando negócios e oportunidades, buscando soluções para os principais problemas enfrentados pelo setor.”, destaca Rodrigo Uchoa, diretor de Transformação Digital da Cisco do Brasil.

“Dentre os desafios de uma era complexa e de muita competitividade, a digitalização dos processos é uma prioridade para a indústria no Brasil. Buscando enfrentar as dificuldades e fomentar estímulos para atuarmos na antecipação do futuro, a parceria entre Cisco e  SENAI-SP agrega alta tecnologia de conectividade com metodologias de aceleração para desenvolvimento de produtos e negócios, oferecendo a oportunidade de preparar o capital humano e agilizar soluções tecnológicas para processos produtivos e serviços”, aponta Osvaldo Luiz Padovan, diretor de Unidade de Formação Profissional do Senai-SP.

Durante a participação do programa, as startups selecionadas terão acesso a diversos recursos, como:

  • Mentores e profissionais especializados em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento.
  • Acesso a 22 Núcleos de Tecnologia e 10 Institutos de Inovação.
  • Auxílio para elaboração de projetos voltados a editais de fomento.
  • Acesso às tecnologias Cisco, assim como às tecnologias disponíveis no Openlab.
  • Robusta rede SENAI-SP e FIESP de conexão com a indústria brasileira para geração de negócios.
  • Acompanhamento high touch de profissionais e mentores Cisco e SENAI-SP especialistas em negócios e inovação.

As startups também contarão com um espaço para trabalhar no UpLab, o hub de inovação e empreendedorismo do SENAI-SP, onde poderão modelar suas soluções e participar de provas de conceito com clientes reais, além de até 100 horas em serviços de desenvolvimento tecnológico do Instituto SENAI de Tecnologia.

Para mais informações e para inscrições, acesse o site do Programa Inovação Aberta Cisco/SENAI-SP.

Pulse anuncia sete novas startups com foco em soluções de impacto socioambiental

O Pulse, hub de inovação da Raízen, empresa integrada de energia e licenciada da marca Shell no Brasil, selecionou sete novas startups para desenvolverem soluções aos desafios da companhia. O objetivo é apoiar soluções de impacto para os compromissos sustentáveis assumidos pela empresa a serem cumpridos até 2030. O processo de seleção envolveu a aplicação de mais de 110 empresas e entrevistas com time do hub, em que as empresas foram escolhidas por meio de pitches realizados de maneira virtual. As startups atuam em áreas como eficiência energética, controle de pragas, monitoramento e análise de imagens de satélite, produção de insumos biológicos, centrais de atendimento emergenciais e auxílio aos indicadores de sustentabilidade.

Os compromissos públicos assumidos pela Raízen estão atrelados a 14 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, e serão os pilares que irão direcionar as estratégias e as ações da companhia. A expectativa é que as startups escolhidas possam contribuir para uma jornada de boas práticas e atividades em campo.

As startups foram selecionadas de acordo com os desafios propostos pelo edital nas seguintes dimensões:

• Mudanças Climáticas e Transição Energética: Green Fuel, de São Paulo – atua com sistema de eficiência energética para motores automotivos movidos a diesel;
• Uso da Terra: Sardrones, de Campinas/SP – tem solução para liberação de agentes biológicos via drones para controle de pragas; Terra Magna, de Ribeirão Preto/SP – trabalha com monitoramento via satélite, análise por inteligência artificial e cruzamento de dados;
• Cana-de-açúcar sustentável: EOS Crop Monitoring, da Califórnia/EUA – atua com análise de imagens via satélite de alta qualidade para geração de mapas com índice de vegetação do solo, índice de cobertura vegetal, dados climáticos, controle da umidade do solo, etc.; Solubio, de Gurupi/TO – conta com solução para produção de insumos biológicos no campo em larga escala;
• Ética e Compliance Socioambiental: HTS, de Belo Horizonte/MG – atua com uma plataforma SaaS para indicadores de sustentabilidade, tomada de decisão e certificações internacionais;
• Direitos Humanos: Nearbee, de Campinas/SP – desenvolve aplicativos para situações emergenciais, tais como: primeiros socorros, situações de assédio e monitoramento de prevenção para a Covid-19.

De acordo com Ricardo Campo, coordenador de inovação da Raízen e gestor do Pulse, o movimento faz parte da estratégia de impulsionar o ecossistema de inovação pensando nos desafios do futuro. “Nosso papel como hub é de gerar conexões com o ecossistema de inovação, mas também de trazer soluções de impacto para a Raízen e para o setor em que estamos inseridos. Promover o desenvolvimento sustentável e apoiar startups que estão focadas nessa frente é algo que trará benefícios para toda a cadeia produtiva”, conclui Campo.

Já para o gerente de Sustentabilidade da Raízen, André Valente, está será uma oportunidade de escalar soluções cada vez mais inovadoras e sustentáveis para o negócio e para toda a sociedade. “Nós temos clareza de que, para atingir nossos compromissos e solidificar a estratégia de sustentabilidade da Raízen, precisamos ir além das intenções. Foi isso que nos motivou a lançar o edital. Tínhamos segurança de que o ambiente da inovação socioambiental era fértil, e confirmamos isso com o grande volume de ótimas soluções que apareceram. Se viabilizarmos essas ideias, o impacto positivo vai muito além dos compromissos somente da Raízen, é um valor gerado para a sociedade”, afirma.

Atualmente, o Pulse já colabora diretamente com o desenvolvimento de um grupo de mais de 38 startups parceiras e, nos últimos anos, possibilitou que mais de 54 projetos pilotos fossem testados dentro da Raízen. Com sede no Agtech Valley, o Vale do Silício Piracicaba (SP), o hub apoia empresas em diversos estágios de desenvolvimento e, respeitando as regras de isolamento social em decorrência da pandemia de COVID-19, vem desenvolvendo interações com empresas, universidades, executivos e investidores de maneira remota. O edital da companhia contou com apoio institucional da Endeavor, SP Ventures, Thought for Food e Abstartups.

Evento discute Marco Legal das Startups, que deve ajudar no fomento ao empreendedorismo e à inovação

Projeto de Lei tramita no Congresso; debate gratuito “Teias da Inovação”, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações”, está com inscrições estão abertas

Dezembro, 2020 – O projeto Teias da Inovação MCTI encerra a sua agenda em 2020 nesta quinta-feira (17), em mais um evento gratuito on-line. Para se despedir da temporada, abre uma discussão em nível nacional com o tema “O Marco Legal das Startups superando barreiras para acelerar a competitividade”. O encontro, o 15º virtual do projeto, debaterá como os ambientes regulatórios podem contribuir para o nascimento de inovações de impacto: criando um melhor universo para o fomento de negócios, simplificando a criação de startups e estimulando investimentos em inovação e geração de empregos. Qualquer pessoa interessada pode se inscrever pelo site: https://www.teiasdainovacao.com.br .

O Projeto de Lei Complementar que cria o Marco Legal das Startups está em trâmite no Congresso Nacional desde outubro. Segundo seu texto, o foco está em empresas cuja característica principal é a inovação aplicada aos seus respectivos modelos de negócios, produtos ou serviços. Caso seja aprovada, a proposta poderá: simplificar a criação de empresas inovadoras; estimular o investimento em inovação; fomentar a pesquisa, o desenvolvimento e a inovação; facilitar a contratação de soluções inovadoras pelo Estado; e regularizar o ambiente regulatório experimental. O grande objetivo é fornecer subsídios para novos empreendimentos e também para que as empresas brasileiras sejam mais competitivas e inovadoras. Por consequência, melhorando a geração de renda e de emprego e a oferta de bens e serviços inovadores à sociedade de forma geral.

Segundo estudos da Abstartups (Associação Brasileira de Startups), o Brasil tem, hoje, aproximadamente 13 mil startups. Deste total, 73,2% nunca receberam investimentos e mais da metade (50,5%) sentiu o maior impacto na venda e aquisição de clientes pela Covid-19.

O evento terá a participação de Paulo César Rezende de Carvalho Alvim, Secretário Nacional de Empreendedorismo e Inovação do MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações). “A interação entre pessoas e organizações é um fator importante para incentivar inovação e novos negócios. Os debates trazem a experiência de grandes profissionais, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento do ecossistema de inovação”, conta Alberto Paradisi, pesquisador principal e coordenador do projeto.

Entre os palestrantes estão:

Igor Nazareth


Formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, faz parte da carreira de Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental. Entre 2009 e 2018, atuou na Secretaria de Inovação e Novos Negócios do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC). Foi Coordenador-Geral de Inovação, Diretor de Inovação e Propriedade Intelectual e Secretário de Inovação e Novos Negócios – Substituto. Em 2019, assumiu o cargo de Subsecretário de Inovação e Transformação Digital, do Ministério da Economia. É responsável por elaborar e supervisionar políticas públicas de inovação, empreendedorismo inovador, Indústria 4.0 e propriedade intelectual no âmbito do Ministério.

Maria Rita Spina Bueno


Diretora executiva da Anjos do Brasil e fundadora do MIA (Mulheres Investidoras Anjo), atua com o desenvolvimento de startups e com a aproximação entre empreendedores e investidores anjo como meio de alavancar o potencial do mercado brasileiro de investimento e empreendedorismo de inovação. Sua atividade profissional sempre esteve ligada à gestão de empresas e de projetos, com foco em implementar soluções nas áreas financeira, de recursos humanos e operações. Graduada e Mestre em filosofia pela FFLCH-USP.

Vinícius Poit


Vinicius Poit é empreendedor e deputado federal (NOVO-SP), eleito com 207.118 votos em 2018. Atualmente, é vice-líder de seu partido na Câmara dos Deputados e relator do Marco de Startups. À frente da Coordenação da Bancada Paulista na Câmara e, mais recentemente, contemplado com o Selo Portal da Integridade, pelo IBRA. É considerado um dos principais parlamentares no Congresso Nacional, de acordo com a Arko Advice, o Congresso em Foco e o Ranking dos Políticos. Formado em Administração de Empresas pela EAESP – FGV, tem experiência no mercado financeiro e atuou na Poit Energia, empresa líder em soluções de infraestrutura elétrica na América Latina. É cofundador da startup Recruta Simples e sócio da Ibira Investimentos, focada em reestruturação de empresas e gestão temporária de negócios. Atua em mentoria de empreendedorismo de alto impacto. É um grande entusiasta de causas sociais, como o resgate de pessoas em situação de rua, promovido pela ONG Make Them Smile e também pela ARCAH, organização sem fins lucrativos da qual é embaixador. Tem como missão “fazer a diferença positiva na vida das pessoas em meio a um ambiente desafiador”.

Sobre o Teias


O Teias da Inovação é uma iniciativa do MCTI em parceria com o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico) e o CPqD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações), e tem o apoio da ANPEI (Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras). Realizado em diferentes cidades do Brasil e agora também em âmbito nacional, o projeto tem como público-alvo startups, incubadores, empresários, empreendedores, estudantes, pesquisadores, cientistas, educadores e governos locais.

Entre os temas abordados estão transformação digital, empreendedorismo, tendências de futuro, novos modelos de negócios e pesquisa e desenvolvimento. “O programa promove uma aproximação entre o MCTI e as cidades brasileiras de médio porte, com grande potencial de se tornarem ecossistemas locais de inovação. Vamos aproveitar para divulgar programas e instrumentos de apoio à inovação e ao empreendedorismo inovador. Nosso foco é sempre auxiliar para que esses polos sejam pensados e implementados de forma sustentável”, afirma Paulo César Rezende de Carvalho Alvim, Secretário Nacional de Empreendedorismo e Inovação do MCTI.

Edições anteriores


Antes de ser reconfigurado para o momento da pandemia e do consequente isolamento social, o Teias da Inovação MCTI esteve presente nas cidades de Cuiabá (novembro/2019), Aracajú (janeiro/2020) e Vitória (março/2020). Foram debatidos, respectivamente, os temas: “Communities Meeting – Conectando Ecossistemas de Inovação”, “Perspectivas e Futuros para a Inovação em Sergipe” e “Make Together – Integrando o Ecossistema Capixaba de Inovação”.

Já on-line, o projeto teve 14 edições, tendo somado mais de mil inscrições e chegado a mais de 112 cidades brasileiras:

– Quatro de foco nacional (edições 1, 3, 5 e 8, em 04/06, 07/07, 06/08 e 09/09, respectivamente), com os temas, na ordem: “Os Possíveis Cenários de Inovação Para os Ecossistemas Brasileiros”; “Teias para Startups: Financiamento, Investimento e Fomento à Inovação Durante e Pós-Pandemia”; “Academia e Indústria: Investimento e Relacionamento Para a Inovação Durante e Pós-pandemia”; e “Organização, funcionamento e replanejamento dos ecossistemas brasileiros de inovação para competitividade global”.

– Dez edições de foco regional (2, 4, 6, 7, 9, 10, 11, 12, 13 e 14). As cidades e temas abordados foram na seguinte ordem:

• 18/06 – Caxias do Sul-RS – “Instrumentos de Fomento e Incentivo à Inovação e Empreendedorismo”;
• 21/07 – Juazeiro do Norte-CE – “Cidades Inteligentes: Conexões e Transformações para o Futuro”;
• 18/08 – Macapá-AP – “Integração e desenvolvimento do ecossistema regional de inovação de Macapá”;
• 25/08 – Jaraguá do Sul-SC – “Vocação Local: Inovação com foco em Energias Renováveis, Tração e Mobilidade Elétrica”;
• 24/09 – Boa Vista-RR – “Inovação na prática: desenvolvimento de atores regionais”;
• 08/10 – São Luís-MA – “Vocação Regional: Organização do Ecossistema Maranhense para Inovação Aeroespacial”;
• 22/10 – Goiânia-GO – “Tendências de futuro para Goiás: educação e mercado”;
• 05/11 – Londrina-PR – “Startups e indústria: acelerando a relação para maior integração do ecossistema e geração de valor mútuo”;
• 19/11 – Maceió-AL – “O empreendedorismo e inovação: o impulsionamento para o sucesso dos negócios”.
• 03/12 – Angra dos Reis-RJ – “Startups e indústria: acelerando a relação para maior integração do ecossistema e geração de valor mútuo”.


“O Marco Legal das Startups superando barreiras para acelerar a competitividade”


Data: 17 de dezembro, quinta-feira
Horário: das 16h às 17h30
Inscrições: https://www.teiasdainovacao.com.br/
Programação:
16h00 – Boas-vindas com Paulo Alvim
16h15 – Ponto de Vista com Vinícius Poit
16h20 – Ponto de Vista com Maria Rita Spina Bueno
16h25 – Ponto de Vista com Igor Nazareth
16h30 – Debate + Quiz
17h05 – Perguntas do público
17h25 – Encerramento

Startup criada dentro da Votorantim Cimentos comemora dois anos e estuda captar R﹩ 300 mi de private equity em 2021

Em outubro de 2018 nascia a Juntos Somos Mais, uma joint-venture que conta como acionistas players importantes do mercado da construção civil Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre. A empresa gere o Juntos Somos +, maior programa nacional de fidelidade do varejo de material de construção e que funciona como um plano de benefícios para as lojas, vendedores e profissionais da obra com o objetivo desenvolver e modernizar o varejo da construção civil – um mercado que movimenta aproximadamente R﹩ 225 bilhões ao ano com 136 mil lojas e 4,6 milhões de profissionais de obra.

Criado em 2014 pela Votorantim Cimentos, o programa Juntos Somos + contempla hoje mais de 80 mil varejistas do setor e 500 mil profissionais do setor em todo o Brasil e empresas de serviços e indústrias ligadas à construção civil. Após o anúncio da entrada da Vivo Empresas, em outubro, a empresa Driv.in – referência em soluções logísticas – passou a fazer parte da plataforma sendo a 27ª empresa participante e consolidando a Juntos Somos Mais como o maior ecossistema do varejo da construção civil no País. “O Juntos Somos + já é amplamente utilizado e, de 2014 a 2020, distribuiu mais de um bilhão de pontos, concedeu cerca de 300 mil prêmios e impactou mais de 100 mil pessoas diretamente. Em junho deste ano, atingimos o recorde de pontos resgatados e nosso índice de expiração de pontos – o breakage – segue em menos de 20%, um excelente índice de engajamento”, afirma Antonio Serrano, CEO da Juntos Somos Mais.

A nova companhia também simboliza o comprometimento da Votorantim Cimentos, Gerdau e Tigre com a promoção de projetos inovadores para o mercado da construção civil. Outro exemplo da Votorantim Cimentos é a criação do movimento VCajuda . O objetivo da plataforma lançada em abril deste ano é capacitar e apoiar o varejo da construção civil com conteúdo relevante e soluções digitais que o ajudem nas vendas durante esse período de pandemia do Covid-19. O VCajuda também traz informações para que o consumidor final possa encontrar qual a loja mais próxima dele que está funcionando.

Já a Gerdau criou um braço de suas operações para gerenciar e acelerar os novos negócios do grupo, a Gerdau Next. A nova divisão irá desenvolver novos produtos adjacentes à produção de aço, carro-chefe da companhia, e para 2030, a meta é atingir cerca de 20% da receita da Gerdau com negócios relacionados à cadeia do aço. A Tigre segue com o objetivo de impulsionar a digitalização e transformação do setor da construção civil e, em 2020, passou a apoiar o programa de aceleração de startups do mercado. Como uma das apoiadoras Mit Hub, a expectativa da companhia é encontrar e apoiar startups que estejam desenvolvendo inovações em torno do ambiente de água e industrialização do ambiente construtivo.

Em seus dois primeiros anos como empresa independente, a Juntos Somos Mais já gerou caixa e alcançou números de participantes que esperava no seu business plan inicial atingir em três a quatro anos. A empresa emprega hoje 120 pessoas e adota uma cultura de startup, com um propósito bem definido e uma estrutura pouco hierárquica, que encoraja o desenvolvimento de ideias inovadoras. “A Juntos Somos Mais cumpre um papel importante na cadeia da construção, de qualificar ainda mais o ponto de vendas. A revenda de materiais de construção tem um aliado, no seu processo de modernização e crescimento”, avalia Otto von Sothen, CEO da Tigre.

A velocidade em testar novas ideias encoraja as empresas participantes a utilizar as soluções da Juntos Somos Mais como plataforma e veículo de inovação, aprimorando a eficiência e digitalização de todo o setor. A convivência entre empresas centenárias e uma empresa jovem também tem sido benéfica para aprimorar a gestão de ambos os lados. “Nossa empresa é gerida com diferente lógica de negócio, cultura, ambição e afinidade ao risco. Estas diferenças trazem sempre uma reflexão positiva sobre que processos das empresas tradicionais devemos implantar e quais processos devemos exportar”, complementa Serrano.

Nessa jornada para fortalecer o setor da construção civil no Brasil, a Juntos Somos Mais anunciou recentemente a aquisição da plataforma gaúcha Triider, um marketplace de serviços que conecta clientes com profissionais qualificados do mercado da construção civil. Para 2021, os planos da Juntos Somos Mais seguem robustos: a startup pretende levantar até R﹩ 300 milhões em investimentos vindos de fundos de private equity no próximo ano para desenvolver ainda mais o negócio, fortalecer a governança da empresa e consolidar o papel da empresa na transformação do setor da construção civil.

4intelligence cresce 150% em 2020 e recebe aporte de US$ 1 milhão do Inovabra Ventures

Em um mundo cada vez mais competitivo, ter as informações adequadas no momento certo representa uma grande oportunidade de crescimento. É com essa proposta que a 4intelligence, startup de soluções que apoiam a tomada de decisão por meio da análise de dados, está conseguindo se destacar no mercado nacional.  

Em 2020, a empresa registra até agora um crescimento de 150% no faturamento em relação a 2019, com aumento expressivo no número de clientes e na equipe – de 19 profissionais em janeiro, atualmente são 55 pessoas, com perspectiva de fechar o ano com 66 colaboradores. Além disso, a receita recorrente está triplicando em relação ao final de 2019.  

Neste ano, a startup também recebeu aporte de US$ 1 milhão do Inovabra Ventures, fundo do Banco Bradesco. Com o recurso, a empresa está acelerando os investimentos, contando com a criação de serviços automatizados, a formação de uma equipe dedicada em vendas e melhorando a experiência de uso de suas plataformas, garantindo melhor usabilidade para seus clientes.  

O bom desempenho se deve a dois fatores. Primeiro, a maturação do algoritmo da empresa. Trabalhos que antes levavam semanas são feitos agora por uma equipe pequena e em poucas horas, reduzindo o custo de atendimento de novos clientes e garantindo escalabilidade ao negócio. Além disso, a empresa desenvolveu novos serviços em cima dessa tecnologia, atendendo aos principais problemas de inteligência de mercado.  

O período de incertezas provocado pela pandemia de covid-19 também contribuiu para esse crescimento. Subiu a demanda, a partir de março de 2020, por projeções e cenários por meio da análise de dados, juntamente com a maior necessidade de digitalização dentro das corporações.  

“Com nosso algoritmo, facilitamos o processo decisório das empresas, com respostas rápidas e precisas. É um recurso essencial antes, durante e principalmente no pós-pandemia”, comenta Bruno Rezende, CEO da 4intelligence.  

Tecnologia própria e ideia a partir da experiência no mercado 

A 4intelligence surgiu em 2016 com a proposta de apoiar as decisões no mundo real com soluções dirigidas por inteligência artificial. A empresa desenvolveu um algoritmo próprio para customizar modelos em larga escala, garantindo que seus clientes tenham as respostas necessárias nas tomadas de decisão.  

Esse algoritmo testa milhares de especificações para explicar um fenômeno e conta com a validação dos melhores modelos com projeções fora da amostra. Assim, as informações são mais acuradas, reduzindo significativamente o erro de projeção de seus clientes em um contexto real.  

A ideia surgiu pela própria experiência dos fundadores no mercado. Como analistas, eles participavam de semanas de trabalho, muitas vezes repetitivo, para chegar a equações que explicassem determinado fenômeno. Quando algo mudava, como ocorreu com a pandemia, tudo precisava ser refeito. Agora não mais, dado que o trabalho repetitivo é feito pelo algorítmo.  

“Hoje gastamos poucas horas nesse processo, pois ele é conduzido por nosso algoritmo em escala processado em nuvem com computadores superpotentes. Não só ele gera equações que explicam com mais acurácia, como permite que o trabalho seja constantemente atualizado com a chegada de novas informações”, conclui Juan Jensen, Chairman da 4intelligence. 

KPMG: Brasil tem 309 startups da área de regulação

Segundo o levantamento da KPMG “RegTech Mining Report” atualmente o Brasil tem 309 startups do ramo de regulação. O mapeamento apontou que a maioria delas (68%) é multissetorial, tendo atuação em gestão financeira e contabilidade 20% deste total, jurídico (7,4%) e aspectos trabalhistas (5,8%).

Além de multissetorial, a pesquisa apontou que 13,9 % das startups que trazem inteligência regulatória são focadas no setor de energia, óleo e gás; 8,1% são da área da saúde, enquanto 5,8% do setor financeiro e apenas 4,2% possuem foco no setor de telecomunicação e mídias.

“Fica notório que a busca por escalabilidade direcionou as regtechs em um primeiro momento a focar em atendimento a regulações multissetoriais. Entretanto, com as importantes mudanças que vêm acontecendo e estão para acontecer nos marcos regulatórios setoriais, vamos acompanhar a crescente demanda das grandes empresas por soluções inteligentes dentro dos seus segmentos”, explica o sócio-líder de regulatório da KPMG, Dustin Pozzetti.

Com relação à localização das startups de regulação no Brasil, a pesquisa mostra que 66,4% estão na Região Sudeste, enquanto 22,1% ficam na Região Sul, 5,7% estão da Região Nordeste, 4,3% no Centro-Oeste e 1,4% na Região Norte.

Perfil dos sócios: homem com nível superior até 45 anos


Segundo o estudo, a maioria das regtechs é composta por até três sócios, com idade entre 35 e 45 anos. Em relação ao gênero, há uma grande disparidade, já que 84,4% são homens, enquanto 15,6% são mulheres. Sobre a escolaridade, 73,4% possuem ensino superior completo, 18,2% ensino médio, 6,2% ensino superior incompleto e, apenas 2,2% mestrado ou doutorado.


Segundo o estudo, a maioria das regtechs é composta por até três sócios, com idade entre 35 e 45 anos. Em relação ao gênero, há uma grande disparidade, já que 84,4% são homens, enquanto 15,6% são mulheres. Sobre a escolaridade, 73,4% possuem ensino superior completo, 18,2% ensino médio, 6,2% ensino superior incompleto e, apenas 2,2% mestrado ou doutorado.

FIAMG Lab anuncia 50 startups selecionadas para terceira jornada do programa de aceleração

Foram anunciadas as 50 startups que serão aceleradas na terceira jornada do FIEMG Lab 4.0, maior programa de aceleração de startups B2B com soluções industriais do Brasil. O Programa é dividido em três fases, com um ano de duração, e acontece dentro de uma lógica evolutiva, fortalecendo a conexão e a geração de negócios entre startups e indtechs. As startups terão acesso a um fundo para realização de provas de conceito – metodologia exclusiva que combina aceleração do negócio e da tecnologia, e mentorias com especialistas.

Para Gabriella Sant’Anna, coordenadora do FIEMG Lab, a metodologia é o que garante o sucesso do processo. “Criamos um programa pioneiro no Brasil que mescla um modelo de aceleração tanto tecnológica quanto de negócios, inspirado nos grandes polos industriais que são referência no mercado internacional. Vamos garantir maior aderência das startups na realidade do mercado, pois buscamos sempre por novas soluções e geração de negócios para startups e indústrias”, explica.

O Programa possibilita ainda a conexão das startups participantes com grandes players do setor. Os empreendedores terão a oportunidade de receber orientação de indústrias-madrinhas, como Usiminas, Anglo American, Vale, Gerdau, RHI Magnesita, Fiat Chrysler (FCA), além de possibilitar o acesso à rede da FIEMG, que conta com mais de 15 mil indústrias.

Para conhecer as selecionadas do FIEMG Lab 4.0, basta acessar fiemglab.com.br

Como foi 2020 para as startups brasileiras?

Por José Muritiba

O ano de 2020 não poderia ter começado com expectativas melhores para o nosso ecossistema. O ano, aclamado como “o poderoso ano das startups”, ganhou este título depois da ebulição do segmento em 2019, digno de cinco novos unicórnios brasileiros, grandes investimentos na área de inovação pela América Latina e o reconhecimento das grandes corporações.

Mas nem o mais pessimista dos cenários, poderia prever para este ano, uma pandemia mundial. Entretanto, mesmo com as adversidades, será que 2020 foi um bom ano para as startups? Em alguns aspectos, foi sim! E vou te contar porque.

O ano começou agitado já em seu segundo dia, com o anúncio de mais um unicórnio: a Loft, startup que compra apartamentos usados, faz reforma e revende, ganhou o título após receber um investimento de US$175 milhões de fundos internacionais. E apenas quatro dias depois, a fintech Nubank divulgou sua primeira aquisição na história. Tudo caminhava bem, até tomarmos consciência da pandemia.

A partir daí, a palavra de ordem do ano, foi: transformação. Mesmo nosso setor, acostumado as disrupções, ambientes de incerteza e que sabe a hora de pivotar, teve muito a aprender nos primeiros meses do ano. Foi preciso readequar o planejamento, sentar em cima do caixa, ser criativo e pensar como se preparar para o novo cenário. E em um segundo momento, avaliar as oportunidades.

Com certeza foi um ano desafiador, mas com startups se mantendo como tendência. Alguns segmentos que dependiam mais do offline, como eventos, shows, esportes e restaurantes, por exemplo, foram mais afetados e possivelmente os que terão mudanças mais profundas nos próximos anos. Em contrapartida, outros segmentos foram muito demandados e cresceram neste período: como o caso do EAD (ensino a distância) que fomentou as edtechs, delivery, e-commerce, health techs (startups de saúde e bem estar) e logística.

Resultados do Mapeamento de Startups 2020 que a Abstartups acaba de lançar, indicam que 38,1% das startups brasileiras abriram processos seletivos este ano e apenas 15,4% realizaram desligamentos. Outro dado interessante é que mais de 50% das startups residentes do CUBO, maior Hub de Inovação da América Latina, cresceram em 2020.

Em relação a acesso a capital, 2020 foi um ano atípico de investimentos, com registro de crescimento, especialmente em rodadas de investimentos. Se em 2019 as rodadas de SEED eram em torno de R$ 1,6 milhão, este ano, a média registrada foi para R$ 2,4 milhões. Além disso, em setembro tivemos o anúncio de mais uma startup unicórnio – A VTex, startup de e-commerce ganhou seu título após aporte de US$ 225 milhões do Softbank.

Além disso tudo, outras pautas importantes marcaram o setor: como a assinatura do Marco Legal das Startups pela Secretaria Geral da Presidência da República. O documento é um passo importante, que trará mais reconhecimento e personalidade jurídica para o setor, assim como as discussões sobre diversidade, que surgiram com muita força no ecossistema, que ainda se mostra com um “gap” gigante a ser melhorado.

Agora, nos resta aguardar como serão os novos caminhos para 2021. Precisamos, a acima de tudo, entender como serão os cenários com uma possível vacina e reabertura, quais os novos desafios e readequação de rotina de trabalho, modelos de gestão e novas tendências de consumo. Mas independente de qualquer coisa, continuamos positivos no fomento ao desenvolvimento do ecossistema!

José Muritiba, diretor executivo da Associação Brasileira de Startups

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