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InovAtiva Brasil acelerou 252 startups em 2020

Contribuindo com o ecossistema de inovação do país, o programa InovAtiva Brasil acelerou 252 startups em 2020. Esse número foi alcançado no ano em que a marca se reposicionou como um hub de aceleração, conexão e capacitação de startups e, pela segunda vez consecutiva, recebeu o prêmio Top Ecossistema no 100 Open Startups.

“No Governo Federal, nós não cansamos de dedicar os nossos melhores esforços para que o empreendedorismo cresça e possa ser desenvolvido em todas as regiões do país. Nosso objetivo, por meio de várias ações, é chegar a mais de dez mil startups aceleradas”, enfatizou Carlos Da Costa, Secretário Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia (SDIC/SEPEC/ME).

No primeiro semestre de 2020, o programa InovAtiva Brasil recebeu inscrições de todos os estados brasileiros e obteve a marca inédita de 128 startups aceleradas em um único ciclo. Além disso, neste ano o InovAtiva de Impacto obteve 335 candidaturas, número recorde dentre todas as edições deste programa.

Em dezembro, o hub concluiu os ciclos dos programas InovAtiva Brasil 2020.2 e InovAtiva de Impacto 2020 . O encerramento aconteceu no evento InovAtiva Experience, realizado nos dias 05, 12, 13 e 14 de forma totalmente online. Na ocasião, os participantes receberam orientação e capacitação para otimizar as práticas de gestão, administração, marketing e investimentos para o futuro. Além disso, também apresentaram suas soluções para a maior banca de mentores e investidores do país.

Em sua 12ª edição, o Experience promoveu painéis sobre investimentos, mentorias coletivas, palestra sobre o ecossistema de inovação brasileiro ministrada pela unicórnio EBANX e entrevistas sobre o ambiente regulatório de startups e inovação aberta. Além disso, foi realizada a ação Domingo da Comunidade, que reuniu Líderes de Comunidade InovAtiva Brasil para falarem sobre as oportunidades de empreendedorismo existentes nacionalmente.

Ao final do evento, 14 startups foram eleitas como destaques em suas áreas de atuação, de acordo com os critérios grau de inovação, potencial de mercado, maturidade da solução e equipe:

• Agronegócios: Quiron Digital (SC), especializada no monitoramento remoto da qualidade da produção florestal, a startup utiliza tecnologias de visão computacional para dar aos gestores maior assertividade em suas tomadas de decisão em operações no campo;

• Educação & Saúde: Nick Saúde (SP), plataforma (aplicativo e site) que integra coleta de dados no atendimento médico de ambulatórios e pronto atendimento;

• Jurídico & Financeiro: Dados Legais (RJ), plataforma para identificar os fluxos de informações pessoais dentro de uma companhia;

• Mobilidade & Serviços: Ayo – Mobilidade Intermunicipal (PE), empresa focada em mobilidade intermunicipal que conecta passageiros e motoristas por meio do seu aplicativo;

• Impacto: Neuroganho (MG), oferece ferramentas, orientação e acompanhamento para pais estimularem o desenvolvimento de crianças e jovens com deficiências intelectuais;

• Recursos Humanos: Medei (SP), plataforma voltada a realização de homologação de rescisão contratual por meio de videoconferência e assinatura eletrônica de documentos;

• Tecnologia da Informação & Comunicação: NeuralMind (SP), ajuda empresas a reduzir riscos, erros e aumentar a produtividade em transações de alto impacto;

• Entretenimento & Marketing: GamerApp (MS), aplicativo voltado para gamers que permite a troca, compra e venda de jogos;

• Comércio – Logística & Serviços: iFeira (RN), startup que conecta pequenos e médios comerciantes de redes de supermercado e lojas locais de produtos para o lar com o consumidor final;

• Saúde: Benditas Mães (RS), plataforma de conexão e serviços do segmento materno-infantil;

• Infraestrutura, Construção Civil & Mercado Imobiliário: ConnectData (SP), solução de rastreamentos de ativos para o contexto industrial;

• Comércio – Varejo & Serviços: Total Strategy (GO), plataforma que monitora a quantidade de produtos perecíveis que vencem antes de chegar aos consumidores;

• Tecnologia da Informação & Comunicação: AZpop (SP), aplicativo que funciona como um catálogo de números de WhatsApp;

• Impacto: NetWord Agro (PR), startup de monitoramento digital de solos e lavouras para culturas de extensão e pastagens.

“Ao contribuirmos para o crescimento dessas startups e podermos ajudá-las à se conectarem com o mercado, estamos consequentemente contribuindo para posicionarmos o Brasil como um país que estimula o empreendedorismo inovador e com um dos maiores programas de aceleração do mundo”, afirma o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

BASF e Mercedes-Benz aceleram startups para o setor agrícola

Com o objetivo de agregar valor em toda a cadeia produtiva da agricultura, a BASF, por meio de sua plataforma de inovação e empreendedorismo AgroStart, juntou-se à Mercedes-Benz na busca de soluções para a mobilidade agrícola nas categorias de robótica/mobilidade, sensores/IoT, conectividade, gerenciamento da lavoura com o uso de telemetria e smart farming.

As startups selecionadas foram a Cropman, responsável por oferecer soluções em diagnósticos de solos de alta precisão e rendimento, a Pix Force, que desenvolve soluções para interpretar imagens e vídeos por meio de Inteligência Artificial, e a Kalliandra, empresa com foco em agricultura irrigada.

Para Eduardo Menezes, gerente de Produtos Digitais da Divisão de Soluções para Agricultura da BASF na América Latina, “a Mercedes-Benz traz toda a sua expertise sobre mobilidade, que, aliada à expertise de campo da BASF, formam uma combinação promissora para o desenvolvimento de novas soluções que apoiem os desafios desse segmento”.

Na agricultura, os segmentos de robótica, Internet das Coisas, sensoriamento, drones, e outros, estão todos ligados à mobilidade, uma das principais dores levantadas pelos agricultores. “As startups escolhidas para o processo de mentoria e aceleração trazem serviços que vão ao encontro das necessidades dos agricultores. Juntos, BASF e Mercedes-Benz, pretendemos cocriar soluções que envolvam estas diferentes frentes. Nossa intenção é a de atender demandas reais, envolvendo nossos clientes no processo e gerando benefícios para todos os lados”, complementou.

O objetivo da parceria é o de impulsionar a produtividade e rentabilidade no campo. Esse compromisso ganha ainda mais força com a aceleração das startups selecionadas em cada categoria. Os cases concorrentes foram avaliados em apresentações online por uma banca formada por representantes da BASF, Mercedes-Benz do Brasil, Grunner, Raízen e Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha. Ao todo, 57 startups se inscreveram no projeto.

Mercedes-Benz passa a fazer parte do Ecossistema AgroStart

Criado há pouco mais de dois anos, o Ecossistema AgroStart reúne parceiros de diferentes segmentos com especialistas e infraestrutura para desenvolver produtos ou serviços de forma rápida e escalável. Hoje fazem parte desta iniciativa a Bosch, o Banco do Brasil e a Samsung. A fim de oferecer experiências, ferramentas e visibilidade aos empreendedores que buscam criar soluções competitivas para o setor, a Mercedes-Benz se junta ao time de empresas parceiras.

“Com essa parceria com a BASF, buscamos encontrar propostas que irão possibilitar impactos positivos para a cadeia agrícola brasileira, auxiliando os agricultores”, declarou Karl Deppen, presidente da Mercedes-Benz do Brasil e CEO América Latina. “Apoiamos assim as startups no desenvolvimento de tecnologias que possam gerar maior produtividade e mais rentabilidade no campo. Juntos, vamos acelerar ainda mais o agronegócio, o setor que puxa o crescimento da economia no País”, finalizou.

BID Lab aporta R﹩ 4,4 milhões em inovação no IdeiaGov

O BID Lab, braço de inovação do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP assinaram contrato para o aporte de US﹩ 870 mil, o equivalente a R﹩ 4,4 milhões, para financiar a pilotagem e internacionalização de soluções inovadoras selecionadas por meio do Programa IdeiaGov, Hub de Inovação que traz soluções de mercado e da sociedade para desafios do Governo do Estado de São Paulo. Os recursos serão utilizados para implementar soluções no InovaHC, núcleo de inovação do Hospital das Clínicas, que mapeou, em conjunto com o IdeiaGov os desafios para os quais as soluções são direcionadas.

Com essa doação do BID, serão apoiados pelo menos dez projetos que buscam solucionar problemas de saúde pública originados do enfrentamento à pandemia da COVID-19, mas que terão aplicações em diversas outras áreas. Entre elas, existem ferramentas para usar inteligência artificial no diagnóstico de COVID-19 e outras doenças por imagens de raio-x e tomografia, aplicações de Internet das Coisas para equipamentos de UTI e digitalização da jornada do paciente no hospital. As propostas foram apresentadas por startups, consórcios de empresas, instituições científicas e tecnológicas ao longo de oito editais abertos no programa IdeiaGov. O Hub de Inovação do Governo do Estado de São Paulo conta com diversos parceiros, incluindo o BID.

“A pandemia ainda não acabou e precisamos nos manter vigilantes e atuantes. Por isso, consideramos essa parceria com o HC de SP e com o governo paulista tão relevante. Com o ecossistema de pesquisa e inovação mais robusto da região, o Brasil é capaz de prover soluções para problemas que afligem não só o território nacional, mas o mundo, e é preciso estimular esse potencial criativo”, diz Morgan Doyle, representante do BID no Brasil.

“Este aporte é essencial para o desenvolvimento da ciência e tecnologia e um passo fundamental para o Governo na revolução digital na saúde. O recurso irá ajudar a impulsionar soluções inovadoras, principalmente, neste período difícil em que estamos vivendo de combate à pandemia. O IdeiaGov é hub de Inovação essencial, que busca resolver os desafios da administração pública adotando soluções inovadoras propostas por startups e pesquisadores”, afirma Patrícia Ellen, secretária de Desenvolvimento Econômico.

Liderado pelas Secretarias de Desenvolvimento Econômico, de Governo e a Procuradoria-Geral do Estado de São Paulo, o IdeiaGov é operado pelo Impact Hub, organização brasileira conectada a uma rede global de empreendedores com o propósito de desenvolver soluções e negócios de transformação. “A parceria com o BID alavanca ainda mais o potencial dessa iniciativa que já conta com diversos parceiros, a liderança do Governo do Estado de São Paulo e a gestão do Impact Hub”, explica Henrique Bussacos, sócio-fundador do Impact Hub.

Para o presidente do Conselho Diretor do Instituto de Radiologia e da Comissão de Inovação do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP), Giovanni Guido Cerri, ter o apoio do BID na identificação de novas ferramentas tecnológicas para combater e reduzir os impactos do coronavírus na saúde da população é muito significante. “Trata-se não só de um reconhecimento do trabalho que vem sendo desenvolvido no InovaHC, ficará como legado para a medicina no Brasil. O apoio do BID ao nosso trabalho de inovação, e na busca de startups, é um reflexo da solidez do trabalho que tem sido feito durante a pandemia e no futuro da saúde”, afirma Giovanni Guido Cerri.

Próximos passos

Agora, os preponentes selecionados terão acompanhamento metodológico por parte da equipe do BID Lab, braço de Inovação do BID, e serão guiados para que as soluções amadureçam, sejam testadas, aperfeiçoadas e possam ser lançadas nos mercados nacional e internacional.

Os recursos do BID e do Governo de São Paulo vão viabilizar itens como prototipagem e compra de insumos para esses desenvolvimentos.

Durante o processo, os participantes também desenvolvem projetos piloto, ganhando acesso às instalações de ponta do Hospital das Clínicas de São Paulo, aos pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP e de outros órgãos vinculados ao governo paulista.

Os desafios são lançados por meio de editais divulgados no site do IdeiaGov , onde as empresas interessadas se inscrevem e passam por um processo seletivo que analisa aspectos tecnológicos, operacionais e de mercado das soluções propostas.

ENGIE lança desafio com aporte de até R$ 2 milhões para startups brasileiras

A ENGIE, a maior empresa privada de energia do Brasil, atuando em geração, comercialização e transmissão de energia elétrica, transporte de gás e soluções energéticas, está com inscrições abertas para o Desafio ENGIE – Vamos Além da Energia. A iniciativa, uma parceria com o SENAI, disponibilizará até R$ 2 milhões para startups que apresentarem proposta para desenvolver soluções inovadoras que ajudem a acelerar a transição energética.

“O projeto é mais uma ação da ENGIE para promover a inovação e estimular o empreendedorismo na área de tecnologia. O desafio está alinhado com o nosso propósito de agir para acelerar a transição para uma sociedade neutra em carbono, por meio de consumo reduzido de energia e soluções ambientalmente mais amigáveis”, ressalta Raphael Barreau, diretor de Desenvolvimento de Negócios, Inovação e Estratégia da ENGIE.

As empresas interessadas têm até o dia 11 de fevereiro de 2021 para submeter suas propostas, respondendo desafios associados a cinco áreas: excelência operacional, loss control, carreira e sucessão, análise de estabilidade para segurança de barragens e mitigação do impacto ambiental.

Poderão participar startups e demais companhias de base tecnológica. Serão selecionadas até oito empresas, em duas etapas. Os projetos deverão ter duração máxima de dois anos e orçamento entre R$ 250 mil e R$ 400 mil.

As inscrições devem ser realizadas por meio da Plataforma Inovação para a Indústria, no site https://plataforma.editaldeinovacao.com.br/. O edital com mais informações também está disponível no portal.

CALENDÁRIO DO DESAFIO

Período de inscrição das ideias pelas Startups Dezembro/2020 – Fevereiro/2021

Primeira etapa de seleção: Fevereiro 2021

Segunda etapa de seleção: Março 2021

Divulgação dos selecionados: Abril 2021

Comunidade Anjos & VCs divulga pesquisa inédita contendo o mapa e as rotas dos investidores de startups no Brasil em 2020

O ano de 2020 vai marcar a humanidade pela enorme mudança de hábitos dentro e fora das organizações. O “novo normal” já força as empresas e os investidores a buscarem novas oportunidades e a mudarem sua forma de negociar e investir para construirem juntos um “novo futuro”. E para entender sobre o comportamento dos investidores de startups neste ano, a Comunidade Anjos e VCs da JUPTER realizou uma pesquisa inédita contendo o Mapa e as Rotas de Investidores de Startups no Brasil.

A pesquisa, que foi realizada entre os meses de janeiro e dezembro de 2020, teve o objetivo de mapear os players da Comunidade de Investidores Anjos & VCs, para identificar onde investem e de que forma as startups captam recursos, incluindo os investimentos mínimos, médios e máximos, organizados por rodadas de preferência e divididos em grupos de aceleração, grupos de Anjos, Pré-Seed, Seed, Series A, Series B, Private Equity, Family Offices e Corporate Venture Capital.

“Nos últimos anos, o número de investidores cresceu, antes eram cinco mil e hoje temos mais de oito mil pessoas. Proporcionalmente ao tamanho do nosso PIB e da nossa população, eles ainda são raros no Brasil. Todos os dias melhoramos este relatório, todos os dias existem dados novos. É muito bom ver que o Brasil tem um ecossistema super dinâmico de investidores e a gente foi capaz de agir muito rápido na crise deste ano”, afirma Bruno Dequech Ceschin, líder da pesquisa e cofundador da JUPTER, plataforma para encontrar, financiar e lançar as startups que estão construindo o futuro.

Realizado com 128 players, através de um questionário com perguntas de múltiplas respostas, o Mapa de Investidores 2020 revelou que 88,3% dos investidores estão ativos para aplicar capital em novas startups, 70,3% já estão investindo e gerando portfólio, 28,9% estão em processo de estruturação de novos fundos e 13,3% estão ativos para novos investimentos, contra 16,4% que estão desinvestindo e 1,6% inativos para novos investimentos. São 37 novos fundos de investimentos sendo estruturados hoje no país, fato que deverá transformar o ambiente competitivo brasileiro.

Outro dado relevante no relatório é sobre o estágio de preferência que estes investidores optam na hora de aplicar recursos para as startups. Segundo o levantamento, 39,8% responderam que iniciam na rodada Seed – que gera fundos para apoiar o desenvolvimento e a validação de produto e mercado da empresa, 15,6% em Pré-Seed, 14,8% em Series A, 12,5% em rodadas anjo e 11,7% em aceleração. A pesquisa também revelou que, atualmente, a fonte de recursos dos investimentos nas startups são de 71,7% dos proprietários, 47,5% de Family Offices e 30% de corporações, demonstrando o protagonismo do setor privado brasileiro e o grande apetite a risco das pessoas, famílias e empresas brasileiras.

“Uma das tendências de investimentos para os próximos meses é que os investidores especialistas ganhem mais espaço, amadurecendo o mercado, com financiamento de startups de segmentos específicos, como fintechs, agtechs, educação, construção civil e mercado imobiliário, healthtech, entre outros. O Brasil tem pelo menos R$ 5 bilhões declarados pelos nossos investidores que estão compromentidos e em busca de oportunidades para serem investidos em novas startups”, explica Ceschin, líder da pesquisa, que também ressalta o amadurecimento da experiência dos investidores generalistas, que investem em diversos tipos de segmentos de negócios, já tendo participado de milhares de rodadas de investimentos combinados. “Bons investidores generalistas atuam como uma plataforma ampla que proveem recursos financeiros, mas também vantagens competitivas que todas as startups investidas precisam, permitindo que os especialistas agreguem algo mais específico nelas, numa relação de co-investimento muito sinérgica que potencializa os resultados para todos”.

Já sobre as Rotas de Investimentos de Startups em 2020, o relatório traçou os possíveis caminhos de financiamento para uma startup captar recursos, que pode iniciar em aceleradoras, grupos de investidores anjo, Seed, Pré-Seed, Series A, Series B, entre outros, conforme mapa destacado abaixo. “Não tem um caminho único e cada vez eu vejo menos startups seguir o mesmo caminho. Ela pode começar a vida dela de financiamento com uma aceleradora e ir para um grupo anjo ou Pré-Seed, por exemplo. Não tem um caminho linear, mas na realidade é o menos linear possível”, complementa Ceschin.

Para consultar a pesquisa completa com o Mapa e a Rota de Investidores de startups no Brasil em 2020, clique no link https://jupter.hubspotpagebuilder.com/rota

Mas por que este é o momento de investir em startups?

Com a taxa SELIC em um dos menores patamares, em 2% ao ano, este é o momento para que os investidores tomem risco. Antigamente, existia um desestimulante em investir em startups, que eram os próprios juros oferecidos em CDB, Tesouro Direto, entre outros, que ofertavam ganhos de dinheiro por conta da alta dos juros, é o que comenta Bruno Ceschin, da Comunidade de Investidores Anjos & VCs. “O Brasil já tem unicórnios, fusões e aquisições, tem IPOs frequentes nas Bolsas de Valores, tem empresas de tecnologia que foram criadas há muito pouco tempo e já valem muito no mercado – isso derruba o mito de que o investidor não terá saídas. A opcionalidade para o investidor sair com sucesso da sua jornada é cada vez maior”.

De acordo com o cofundador da JUPTER, os investidores ainda têm muitas dificuldades para iniciar e se aprofundar neste assunto, pois não há muitos materiais de estudos disponíveis, as redes de conhecimento são fechadas, além de ser uma atividade muito solitária, pois o investidor também não vai compartilhar casos com qualquer pessoa. Por conta destes fatores, a Comunidade de Investidores Anjos & VCs lançou um programa com experiências práticas de investimentos em startups, chamado Investor Trek. A jornada, que tem início em fevereiro de 2021, irá oferecer 100 horas de conteúdo, focado em quem deseja se tornar ou já é um investidor, abordando temas do universo de investimentos de capital de risco.

O Investor Trek tem vagas limitadas, a duração é de 12 meses e é direcionado para investidores anjos, conselheiros de administração, empresários, gestores de capital de risco, assessores de investimentos, mentores de startups, executivos (c-level), herdeiros, entre outros profissionais que administram dinheiro. Os participantes dessa jornada terão uma oportunidade única de aprender com os maiores especialistas do mercado de Venture Capital brasileiro, serem mentorados por eles, e dessa forma poderem compartilhar oportunidades reais de investimentos em startups – o que reforça o aprendizado contínuo para investidores. Para se inscrever ou consultar mais informações, acesse https://jupter.hubspotpagebuilder.com/investor-trek-anjos-vcs-jupter. 

TerraMagna é vencedora de etapa brasileira da Startup World Cup

A TerraMagna, agtech de crédito para produtores rurais brasileiros, é a vencedora da etapa brasileira da Startup World Cup, a principal competição do gênero do mundo. O anúncio foi feito na tarde desta quinta-feira, 17/12, pelo Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Gustavo Junqueira, após o segundo dia de apresentações das 10 finalistas.

Durante a edição deste ano do evento, que teve como foco soluções para problemas específicos do agronegócio, o diretor-executivo e cofundador da TerraMagna, Bernardo Fabiani, mostrou como a startup usa fontes alternativas, como dados de satélite, para avaliar o risco de vendas a prazo de insumos e fornecer crédito para pequenos e médios produtores. Por meio de parcerias desenvolvidas com distribuidores e indústrias para definição do rating de crédito de produtores e gestão de penhores de safra, a empresa também conecta as dívidas desses produtores ao mercado de capitais, possibilitando que credores antecipem seu recebimento.

O próximo desafio para Fabiani e Rodrigo Marques, também cofundador e COO, será concorrer com outras startups do mundo a um investimento de US$ 1 milhão, no Vale do Silício, nos Estados Unidos, em 2021. Segundo Fabiani, vencer a etapa foi o reconhecimento da importância que o crédito tem para toda a cadeia de valor do agronegócio. “Quem olha para uma lavoura, muitas vezes não consegue ver toda a infraestrutura que existe por trás para permitir que ela exista, todos os insumos necessários. A agricultura brasileira é extremamente baseada em crédito e percebemos que existia essa carência do mercado de uma solução de crédito. O que fizemos foi justamente criar uma maneira, digamos assim, de resolver o insumo que dá origem a todos os outros insumos, que é o crédito. É uma vitória para a TerraMagna, sem dúvida, mas é uma vitória também para a agricultura do Brasil”, salienta Fabiani.

Ao anunciar a vencedora, o Secretário de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, Gustavo Junqueira, parabenizou todas as startups participantes e as finalistas, por todo o trabalho realizado e aos juízes que contribuíram para o sucesso do evento. “Parabéns à TerraMagna! Ficamos muito honrados de tê-los representando o Brasil na próxima etapa da Startup World Cup”. Os jurados desta edição foram: Tomás Peña (The Yield Lab), Francisco Jardim (SP Venture), Marco Poli (Closed Gap Ventures), Paulo Silveira (FoodTech Hub Br), Rosana Jamal (Baita), Alain Marques (AgVenture) e Franklin Ribeiro (InvestSP).

Promovida em mais de 50 países pela Pegasus Tech Venture, o evento faz parte da programação da São Paulo Tech Week 2020 e conta com os apoios da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e da Invest SP – Agência Paulista de Promoção de Investimentos e Competitividade.

Softex anuncia fundo de R$ 50 milhões para startups

A Softex, em parceria com a Bertha Capital e M8 Partners, se uniram para lançar um Fundo de Investimento em Participações – Capital Semente, voltado a investir em startups da Quarta Revolução Industrial.  O advento da digitalização como um vetor de transformação de processos, produtos, serviços e modelos de negócio tem impactando significativamente a atividade empresarial. Soma-se a isso um conjunto de outras tecnologias relacionadas a impressão 3D, novos materiais e biologia sintética, por exemplo, que integram o mundo físico, digital e biológico caracterizando uma 4a. revolução industrial.
 

O “Fundo Softex 4RI” será dedicado ao desenvolvimento de iniciativas disruptivas, de base tecnológica, que busquem alavancar soluções com tecnologias voltadas à Quarta Revolução Industrial. O objetivo é contribuir significativamente para ampliar o volume de startups ligadas à Quarta Revolução Industrial, em especial àquelas com soluções que possam apoiar a digitalização da economia brasileira.
 

O FIP Softex 4RI terá como cotistas empresas beneficiárias da Lei de Informática Nacional que poderão investir recursos de P&D no Fundo, apoiando a geração de startups e se transformando em sócias dos negócios nascentes de base tecnológica. O FIP nasce aderente às regulamentações do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com vistas à captação do recurso das contrapartidas em P&D da Lei de Informática com o foco em capital semente, investindo em empresas de base tecnológica com faturamento médio limite de R$ 16 milhões por ano no momento do aporte, detendo participação sempre minoritária.
 

Do ponto de vista da base legal aplicável e da estratégia de investimento, destacamos:

  • O Fundo deve se destinar à capitalização de empresas de base tecnológica, empresa de desenvolvimento ou produção de bens e serviços de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC);
  • O Fundo não poderá ter participação majoritária na empresa investida;
  • A startup deve apresentar pelo menos duas das seguintes características:
  • desenvolver bens, serviços ou processos tecnologicamente novos ou significativas melhorias tecnológicas nesses;
  • comercializar direitos de propriedade intelectual ou direitos de autor de sua propriedade, ou que estão em fase de obtenção; ou bens protegidos por esses direitos;
  • as despesas de P&D não sejam inferiores a 5% da receita bruta, sendo excluídas dessas despesas os valores direcionados à formação de ativo imobilizado; ou
  • execute por meio de sócios ou empregados diretos, profissionais técnicos de nível superior, atividades de desenvolvimento de software, engenharia, pesquisa e desenvolvimento tecnológico e de mercado.
  • Além disso, a startup também deve satisfazer:
  • Receita bruta anual de até R$16MM, com receita apurada não superior a esse limite nos últimos 3 anos e distribuir, no máximo, 25% dos lucros durante o período em que receber aporte de recursos do Fundo;
  • O investimento não poderá ser feito em empresa controlada, direta ou indiretamente, por sociedade que apresente ativo total superior a R$80MM ou receita bruta anual superior a R$100MM
  • O fundo deve manter, no mínimo, 90% (noventa por cento) de seu patrimônio líquido investido nos ativos (empresas de base tecnológica, podendo investir até 10% do valor do Fundo em ativos no exterior. O Fundo Inova 4RI tem o objetivo de captar R$ 50 milhões em até quatro anos. Os aportes nas startups irão de R$ 500 mil a R$ 5 milhões.

Segundo Ruben Delgado, presidente da Softex, instituição que executa vários programas de apoio a startups no Brasil (Startup Brasil, Conecta Startup, Conexão Startup-Indústria, dentre outros), a oportunidade de um Fundo de Investimento era a peça final que faltava no ecossistema Softex, pois permitirá que muitos recursos alocados nas fases mais arriscadas na forma não-reembolsável em diferentes programas poderão ser aproveitados pelo Fundo de investimento, criando mais um mecanismo de apoio ao ecossistema de startups.  Muitas startups interessantes poderão ser acessadas pelas empresas beneficiárias de Lei de Informática, que poderão ter um “quinhão” do fundo para as suas verticais de negócios definidas.

Do ponto de vista da tese de investimento e das áreas nas quais as startups serão selecionadas, Rafael Moreira, CEO da Bertha Capital, salienta que tecnologias disruptivas tais como Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT) e Computação em Nuvem são exemplos de tecnologias transversais que habilitam negócios inovadores que estarão no centro da tese de investimento. “O Fundo Inova 4RI possui um foco em colocar mais um instrumento para o ecossistema de startups e para as empresas beneficiárias da Lei de Informática, porque combinará startups nas principais tecnologias habilitadoras no mercado, além de trazer várias corporações empresariais com seus desafios e, portanto, oportunidades de demanda e apoio segmentado em setores econômicos tais como bancos, indústria, eletrônica, dentre outros”, ressalta Moreira.

Para mais informações sobre o fundo, acesse: https://fip4ri.softex.br/   

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Diversidade nos investimentos: Wishe democratiza acesso a aportes

De acordo com o Sebrae, há 24 milhões de empreendedoras mulheres no Brasil, quantidade semelhante ao número de homens. No entanto, outros dados apontam que somente 7% das startups investidas por Venture Capital são fundadas por mulheres. Foi essa a dificuldade que Rafaela Bassetti, empreendedora, mulher, mãe e advogada especialista em direito societário e tributário enfrentou ao estar à frente de um negócio próprio.

A partir disso, ela fundou a Wishe, grupo de investimento focado em startups inovadoras lideradas por mulheres. A empresa busca solucionar o problema aprimorando as opções de investimento no ecossistema de startups e inovação. Além de eliminar o gap de gênero no setor, democratizando o acesso a capital para empresas lideradas e fundadas por mulheres, a empresa também tem como missão aumentar o número delas como investidoras no mercado.

Por meio da conexão entre investidores e startups, a Wishe oferece educação para quem deseja investir nesse ecossistema, assim gerando valor econômico e impacto social. “Na Wishe atuamos com pilares que chamamos dos 3 “C’s”, que são: Comunidade, Captação e Capacitação. A pessoa que investe conosco possui experiência que vai além de entrar com o capital, ela também pode colaborar com a empresa por meio de mentorias, eventos, conversas e networking com investidores que já atuam no mercado”, pontua a CEO e sócia da empresa, Rafaela Bassetti.

A garantia de diversidade gera mais lucros para as empresas. Dados de 2017 da McKinsey & Company, firma global de consultoria estratégica, indicam que as empresas com diversidade de gênero em suas equipes executivas são 21% mais propensas a ter uma rentabilidade acima da média que as outras.

Para quem deseja investir em startups, sejam pessoas físicas ou jurídicas, a plataforma da Wishe se diferencia das demais, pois além de entrar com o capital o(a) investidor(a) pode participar e colaborar com a startup que financiar, por exemplo, podendo dar mentorias. O fundo democrático busca solução ampla ao atingir empresas e investidores em diferentes níveis: diretamente em deals privados ou através de plataforma própria de crowdfunding equity. Além disso, possui quatro personas e modelos de negócio: Wishe MVP, Equity Crowdfunding, Matchmaking e Venture Capital.

O primeiro deles, Wishe MVP, é focado na fase de ideação, através do crowdfunding tradicional. A Wishe faz a curadoria de ideias inovadoras lideradas por mulheres e auxilia na captação de recursos para que essas empreendedoras possam testar produtos e mercado, além de formar uma base de early adopters e testers, que recebem a versão beta em contrapartida ao investimento. Já o Equity Crowdfunding é a plataforma para pessoas físicas investirem de fato nas startups, tendo como contrapartida participação societária e mirando um retorno no futuro. Por sua vez, o Matchmaking atua como um grupo de investidores anjos, que por meio de metodologia própria, conecta investimentos adequados ao perfil dos investidores mais experientes. Por último, o conhecido Venture Capital envolve rodadas mais robustas por meio de captações compostas por investidores qualificados.

A startup ainda conta com um Comitê de Investimento amplamente diverso composto por especialistas que atuam na área há anos, como a economista Itali Collini, líder do comitê e atual Diretora do 500 Startups; Amanda Graciano, Head de portfólio iDEXO; Andre Oliveira, Partner na Positive Ventures; Daniel Magalhães, CEO da ISEC; Fabio Nunes, CTO da Navita; Felipe Affonso, Diretor do SoftBank Group; Gabriela Chagas, Partner na Vox Capital; Juliana Lopes – CFO da B2mamy; Nina Silva, CEO do Movimento Black Money; Sauanne Bispo, Coordenadora da Fundação Tide Setúbal e Thais Vasconcelos, Sócia no Menezes Vasconcellos e Tosato.

O mais recente investimento viabilizado pela Wishe foi no valor de R﹩1 milhão para a Amyi, startup brasileira de perfumaria, liderado pelo GVAngels. Além disso, a empresa foi uma das três finalistas do Startups Awards 2020 no hub inovação. “Atuando no mercado de igualdade de gênero nos investimentos, a Wishe entende que não vamos mudar a regra do jogo, mas vamos jogar um novo jogo”, finaliza a CEO.

Aceleradora recifense seleciona 15 finalistas para o processo de aceleração

A Overdrives, o grupo Ser Educacional e a NE Capital, empresa do Grupo JCPM, acabam de selecionar os 15 melhores projetos para serem acelerados em 2021. Das startups apresentadas nesta edição, cinco irão receber o aporte financeiro total de até R$ 800 mil reais. 

As finalistas estão espalhadas por oito estados do Brasil, 53% são de modelos Business-to-Business (B2B) – empresas para empresas; 30% de soluções em saúde; 73% estão com produtos no mercado; 60% delas com clientes recorrentes; 25% são lideradas por mulheres. O presidente do Ser Educacional, mantenedor do Centro de Inovação – Overdrives, Jânyo Diniz, destacou a qualidade das startups inscritas. “Ficamos muito satisfeitos com a quantidade e o nível das finalistas, todas com grande potencial de crescimento”, afirmou. 

O processo de aceleração dá oportunidade de ter contato com iniciativas de diversas áreas, vindas de todo o Brasil, e é um importante veículo para diversificar os negócios e buscar inovação em diversos setores. Envolver os executivos em processos de colaboração com as aceleradas traz crescimento pessoal e fortalece a cultura de inovação. 

Sediada em Recife, o Centro de Inovação também conta com um sólido e eficiente sistema para mentorias e acompanhamento das startups sendo 100% remota. “Esse modelo remote first tem se mostrado não só oportuno, como muito ágil e eficaz com as empresas que já estão conosco. Para o novo programa, recebemos inscrição de startups de 16 estados diferentes. Dentre as 15 finalistas, temos oito estados representados”, afirmou o head da Overdrives, Luiz Gomes. 

Além do aporte financeiro, as startups aceleradas vão ter acompanhamento com especialistas de mercado, uma rede de empreendedores, mais de 20 áreas de mentoria técnica e o escritório em Recife disponível durante dois anos. 

No dia 21 de dezembro será divulgada a lista das cinco melhores startups selecionadas. O ciclo de aceleração terá duração de seis meses, podendo ser ampliado para dois ciclos, ou seja, um ano dentro do projeto. Durante o processo, executivos do Ser Educacional e do JCPM irão apoiar as startups no desenvolvimento do negócio por meio de mentoria e conexões no mercado.

Câmara dos Deputados aprova marco legal das startups

Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (14) o marco legal das startups (Projeto de Lei Complementar 146/19), que pretende incentivar as empresas de inovação no País. A proposta, aprovada por 361 votos a 66, será enviada ao Senado.

O projeto foi aprovado na forma de um texto substitutivo do relator, deputado Vinicius Poit (Novo-SP). “É um marco legal que desburocratiza, traz mais segurança jurídica para investir. E a consequência é gerar mais renda e mais emprego. Isso é o futuro”, afirmou.

O projeto foi originalmente apresentado pelo deputado JHC (PSB-AL) e por outros 18 deputados de vários partidos.

O texto aprovado enquadra como startups as empresas, mesmo com apenas um sócio, e sociedades cooperativas que atuam na inovação aplicada a produtos, serviços ou modelos de negócios.

Segundo o texto, as startups devem ter receita bruta de até R$ 16 milhões no ano anterior e até dez anos de inscrição no CNPJ. Além disso, precisam declarar, em seu ato constitutivo, o uso de modelos inovadores ou se enquadrarem no regime especial Inova Simples, previsto no Estatuto das Micro e Pequenas Empresas (Lei Complementar 123/06).

Entretanto, para entrar no Inova Simples, a empresa precisa estar enquadrada nos limites do estatuto, de receita bruta máxima de R$ 4,8 milhões.

Investidores


As startups poderão contar com dinheiro de investidores sem que eles necessariamente participem do capital social e na direção e poder decisório da empresa. Os investidores poderão optar pela compra futura de ações da startup ou resgatar títulos emitidos pela beneficiada, por exemplo.

Os investimentos poderão ser feitos tanto por pessoa física quanto por pessoas jurídicas, que serão considerados quotistas ou acionistas se o investimento for convertido formalmente em participação societária.

A fim de dar segurança jurídica a esses investidores, o relator especifica que eles não responderão por qualquer dívida da empresa nem com os próprios bens (desconsideração da personalidade jurídica), exceto em casos de dolo, fraude ou simulação de investimento.

Para o investidor pessoa física, o texto permite compensar os prejuízos acumulados na fase de investimento com o lucro da venda de ações obtidas posteriormente mediante o contrato de investimento. Assim, a tributação sobre o ganho de capital incidirá sobre o lucro líquido, e o investidor deverá perdoar a dívida da startup.

Opção de compra


Uma das formas que os participantes da startup poderão usar é a chamada opção de compra de ações (stock options). Nessa modalidade, uma pessoa poderá trabalhar com um salário efetivo menor e receber um complemento do acertado em ações futuramente, por isso é uma opção de compra.

Para fins de tributação pelo INSS (previdência social) e pelo Fisco (imposto de renda), somente quando ocorrer realmente a conversão da compra é que o rendimento será considerado para o pagamento desses tributos como rendimento assalariado. Apenas nesse momento é que ocorrerá a tributação (IR e INSS), que não incidirá sobre dividendos distribuídos pela valorização das ações.

Segundo o texto, essa regra de tributação valerá também para a opção de compra concedida por empresa domiciliada no Brasil ou no exterior a empregados e similares de outra empresa ligada a ela.

Essa empresa contratante dos empregados que poderão exercer a opção de compra de ações poderá deduzir do lucro real o valor recebido pela opção no exercício em que ela ocorrer. Com a diminuição do lucro real, a tributação (IR e CSLL) é menor.

Recursos de fundos


Outra forma de as startups receberem recursos é por meio de fundos patrimoniais (Lei 13.800/19) ou fundos de investimento em participações (FIP) nas categorias capital semente, empresas emergentes e empresas com produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O uso desses fundos para aplicar em startups é permitido para as empresas que possuem obrigações de investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação vinculadas a outorgas de concessões, como para setores de telecomunicações ou petrolífero.

Ficam de fora os valores mínimos que essas empresas devem direcionar a fundos públicos segundo determinação legal ou contratual.

A entidade setorial responsável por fiscalizar o uso do dinheiro para essa finalidade definirá as diretrizes; e o Poder Executivo federal regulamentará a forma de prestação de contas desses fundos.

Programas e editais


As empresas com obrigação de investimento em pesquisa e inovação poderão aplicar também em startups selecionadas por meio de programas, editais ou concursos gerenciados por instituições públicas.

Essas iniciativas voltam-se ao financiamento, à aceleração e ao ganho de escala de startups, gerenciadas por empresas públicas, fundações universitárias ou entidades paraestatais e bancos de fomento ligados ao desenvolvimento de empresas de base tecnológica, ecossistemas empreendedores e estímulo à inovação.

Incentivo fiscal


Quando as empresas aplicarem o dinheiro nos fundos de investimento (FIP-Capital Semente), elas poderão descontar o valor da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Esse incentivo fiscal está previsto no Repes, um regime especial de tributação para a exportação de serviços de tecnologia da informação.

Caberá ao gestor do fundo acompanhar, controlar e examinar a prestação de contas das startups beneficiadas com os recursos gerenciados pelo FIP. Se houver irregularidades, o gestor desse tipo de fundo é que ficará responsável por acertar as contas com o Fisco, pagando o que a empresa investidora deixou de recolher de tributos.

Essa cobrança dos tributos por irregularidade de aplicação deverá ser proporcional ao investimento realizado na empresa envolvida no desvio de finalidade.

Para explorar inovações experimentais com mais liberdade de atuação, as startups poderão contar com um ambiente regulatório experimental (sandbox regulatório).

Agências reguladoras, como a Anvisa ou a Anatel, poderão suspender temporariamente para as startups determinadas normas exigidas das empresas que atuam no setor. O funcionamento do sandbox deverá estabelecer os critérios para a seleção ou qualificação da empresa, a duração e o alcance da suspensão da incidência das normas e as normas propriamente abrangidas.

Investidor-anjo


Segundo regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), fundos de investimento poderão atuar como investidor-anjo em micro e pequenas empresas enquadradas no estatuto (receita bruta até R$ 4,8 milhões anuais).

O investidor-anjo coloca dinheiro na empresa de inovação sem participar do comando, mesmo que os recursos sejam superiores ao capital social. O texto aprovado permite, entretanto, a participação nas deliberações de forma consultiva e o acesso às contas, ao inventário, aos balanços, livros contábeis e à situação do caixa.

O tempo para o retorno dos aportes passa de cinco para sete anos; e as partes poderão pactuar remuneração periódica ou a conversão do aporte em participação societária.

O texto concede prioridade de análise para pedidos de patente ou de registro de marca perante o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), por meio do portal de simplificação de registro (Redesim).

Reportagem – Eduardo Piovesan e Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

Startup Airbox figura entre as 10 mais promissoras para seguir em 2021, segundo ranking do Capterra/Gartner

Miguel Rivero Neto, CEO da Airbox  

O portal Capterra, do grupo Gartner – reconhecido mundialmente por fornecer informações de avaliação de softwares empresariais – divulgou a lista das plataformas que mais ganharam destaque nos últimos meses, segundo a avaliação dos seus usuários. Entre elas está a Airbox, startup catarinense fundada em 2018, que participou do programa de incubação tecnológica MIDITEC, da Associação Catarinense de Tecnologia, com apoio do SEBRAE. O Capterra publica mais de 1.170.000 avaliações verificadas e com outras milhares são acrescentadas a cada mês. Sobre a plataforma da Airbox, o portal considerou uma das “ferramentas desenvolvidas por startups promissoras que ocupam (ou são candidatas a ocupar) posições de liderança em suas áreas entre usuários e investidores. Ferramentas, portanto, que todos devem ficar de olho”.

A Airbox é uma plataforma de gestão para empresas de serviços consultivos voltada à operação de ponta a ponta – das vendas à satisfação do cliente – e oferece, entre as suas funcionalidades: gestão de projetos, workflows, chamados, customer satisfaction e OKRs. A startup tem como propósito impulsionar a gestão de empresas de serviços consultivos B2B.

Miguel Rivero Neto, CEO da Airbox, considera uma conquista a classificação na lista com tão pouco tempo no mercado. Ele ainda enfatiza a importância de a startup ter participado do MIDITEC, o que os ajudou a desenvolver o negócio rapidamente.

“É uma grande vitória perceber o reconhecimento dos nossos esforços. Sabemos que são milhares de ferramentas no portal e estarmos entre as poucas selecionadas torna mais especial a conquista. Dedicamos muito foco e energia para criar um produto de excelência. Esse reconhecimento e os excelentes feedbacks dos nossos clientes na Plataforma Capterra confirmam que estamos no caminho certo”, acrescentou o CEO da Airbox.

The Bakery e Prana Capital lançam fundo de US$ 5 milhões para startups

A unidade brasileira da empresa britânica de inovação corporativa The Bakery e a companhia de investimentos Prana Capital fecharam uma parceria para montar uma joint venture que irá alocar recursos em ativos estratégicos do ecossistema de inovação e empreendedorismo e oferecer uma carteira diferenciada para investidores tradicionais, Family Offices e corporativos. As duas empresas estão lançando um fundo para captação de US$ 5 milhões (em torno de R$ 25 milhões) destinados, de um lado, ao crescimento de startups brasileiras que atuem no B2B e, de outro, à atração de startups estrangeiras com potencial de negócios no Brasil.

Esse é o primeiro veículo de Venture Capital que reúne as expertises complementares da The Bakery – fundada em Londres em 2012, opera no Brasil há três anos com a liderança dos sócios e cofundadores Felipe Novaes e Marcone Siqueira, prestando consultoria de inovação para companhias como Natura, Vale, Sanofi Medley e Itaú – e da Prana – casa independente fundada em 2019 por Bruno Hardt e Thaís Martin, que possui R$ 500 milhões sob gestão de clientes que investem em ativos tradicionais e alternativos.

Felipe Novaes explica que a The Bakery já possui sua vertente de investimentos no Reino Unido, e buscava uma parceria nesse sentido por aqui. “Não queríamos fazer acordo com um player que simplesmente nos inserisse no mercado financeiro e fizesse a ponte com os investidores. Escolhemos um parceiro alinhado ao nosso propósito de geração de valor dentro do ecossistema de inovação e com envolvimento nas etapas, para nos ajudar a estruturar e a executar com excelência, e para que de fato os empreendedores promissores consigam acelerar o crescimento deles”, diz.

Aporte para cada startup será entre US$ 150 mil e US$ 500 mil

Segundo Novaes, grande parte das startups que receberão aporte do fundo (cerca de 75% do total) é mapeada previamente a partir de uma rede global de soluções que a The Bakery possui no Brasil e em mais de 30 países. Elas são selecionadas para participar de programas de inovação com foco em resolver problemas e desafios de grandes empresas, direcionados pela inovação aberta. As mais promissoras, que cumprem as métricas estipuladas nos testes e podem ser escaladas posteriormente para atuarem junto aos clientes da The Bakery, são fortes candidatas para as rodadas do novo fundo.

“Como elas já terão passado por criteriosa avaliação de negócio nos nossos processos internos, o risco de investimento é mitigado. Muitas dependem de financiamento para conseguirem, de fato, fechar contrato e trabalhar com uma corporação, e até de recursos para se instalar no país, no caso das estrangeiras. Se o problema delas é capital, nós resolvemos”, afirma Marcone Siqueira.

“Estaremos, também, de olho em outras startups fora desse circuito que podem fazer sentido para a nossa carteira, representando aproximadamente 25% do total”, conta o sócio-fundador da Prana, Bruno Hardt. “Os cheques devem variar de US$ 150 mil a US$ 500 mil para cada startup, equivalente a rodadas do tipo seed no Brasil e pré-seed lá fora. A previsão é de um período de investimento entre 18 e 24 meses. Teremos um portfólio bem direcionado e enxuto, com um número de investidas entre 8 e 12”, adianta o executivo, que tem como braço direito no projeto o sócio Bruno Peroni, responsável pela área de Venture Capital da Prana.

“Começamos algumas conversas preliminares com possíveis investidores interessados e iremos intensificá-las a partir da segunda quinzena de janeiro”, diz Bruno Hardt. “Não vamos pulverizar demais. Será um fundo híbrido. Nossa ideia é captar grandes investidores individuais e Family offices. Também temos visto demanda de investidores institucionais, incluindo as corporações que fazem negócio com as startups e que podem se beneficiar diretamente do crescimento delas”, completa Peroni.