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Desafios e oportunidades para uma América Latina conectada

Por Tadeu Viana, Sales Director CALA at Corning Optical Communications

Com 600 milhões de pessoas, a América Latina tem potencial de se posicionar como um dos blocos econômicos mais importantes do planeta. No entanto, como cada país opera de forma independente, a taxa de adoção não é tão rápida quanto outras partes do mundo em que as regiões operam como uma só. Se observarmos o sucesso de outros locais e aproveitarmos a ampla capacidade do continente, as perspectivas para todos os latino-americanos poderão ser mais claras – as redes resultantes conseguirão impulsionar cada país individualmente e a região coletivamente.

A superação da fragmentação na América Latina é fundamental para expandir e democratizar os serviços de banda larga. Os avanços na estrutura compartilhada, o investimento em mão de obra qualificada e o diálogo cooperativo entre os governos são essenciais para alcançar melhores visões de curto, médio e longo prazo para a região.

Vários países já iniciaram um caminho no sentido universalizar e melhorar a qualidade da banda larga. Para citar alguns exemplos: o Brasil buscou recentemente oferecer benefícios fiscais para a construção de redes de banda larga (no entanto, dado nosso complicado sistema tributário, as medidas tiveram pouco efeito). O México, por sua vez, visa combater os monopólios (um plano que conseguiu baixar os preços para o consumidor final, mas ainda não resultou em um aumento significativo no alcance da banda média oferecida). Os governos do Peru e da Colômbia, em parceria com o setor privado, investiram na instalação de um backbone (ou seja, a construção de uma estrutura de rede de fibra para interconectar as cidades). Essas iniciativas são notáveis por si só e podem ter um impacto ainda maior em alinhamento umas com as outras.

Um planejamento comum mais amplo seria benéfico para todos, em especial no que se refere ao comércio dentro da região. Em muitos casos, os governos da América Latina têm tido mais sucesso nas negociações comerciais na China e nos Estados Unidos do que com outras nações da região, principalmente porque não há grandes facilitadores e vantagens comerciais. Mesmo os blocos econômicos que existem entre alguns países não podem reverter essa tendência, até alcançarmos uma visão estratégica compartilhada e uma maior cooperação entre as autoridades.

Juntas, as autoridades de vários países poderiam melhorar as perspectivas da região, integrando seus esforços em uma política alinhada, consistente e comum, gerando maior competitividade e condições para expandir os serviços de banda larga.

O Uruguai é um exemplo de sucesso, com mais de 90% das casas cobertas por redes de fibra óptica, graças aos subsídios estatais facilitados pelo tamanho do país. O Chile também tem uma posição de destaque com um alto nível de penetração de fibra, o que pode ser creditado por uma razão totalmente oposta: os impostos são baixos e há pouca burocracia, o que aumenta a competitividade dos operadores e melhora seus serviços.

Esses dois países têm realizações significativas, porém esses esforços poderiam ter sido muito mais fáceis se fossem trabalhados em conjunto com outras economias robustas da região. Assim, a desigualdade característica em tantos setores da vida latino-americana também é evidente na distribuição da banda larga: temos regiões bem servidas, mas outras não tão distantes quanto ao seu desenvolvimento – posicionando nossa região como um todo em um bloco intermediário o contexto global, acima das regiões sem banda larga (tais como certas áreas da Ásia e África), mas longe dos serviços locais mais desenvolvidos, especialmente nos Estados Unidos, Canadá, Europa, Japão, Coréia do Sul e Austrália.

Novas tecnologias estão permitindo uma transformação de rede mais fácil e acessível. O segmento de fiber-to-the-home (FTTH) registrou um aumento de 18% nas residências atendidas em toda a região entre dezembro de 2015 e setembro de 2016, graças aos produtos mais econômicos, à acessibilidade e à velocidade de instalação. Atualmente, aproximadamente 23,5 milhões de residências na América Latina são servidas por redes de fibra ótica, de acordo com dados da Fiber Broadband Association, capítulo da América Latina. É uma indicação clara do potencial da região: mesmo com desafios, o alcance da internet cresce.

A expansão das redes de fibra ótica é uma maneira efetiva de conectar o continente. A fibra é o caminho mais rápido para transmissão de dados, uma tecnologia que é capaz de atender novas necessidades de conexão, impulsionada por tendências como a “internet das coisas”, densificação 4G, o surgimento de 5G e computação em nuvem, entre outros. Precisamos nos unir para aproveitar muitas oportunidades que trarão maior produtividade e melhorias em nossas vidas.

Para que a América Latina possa atingir todo o seu potencial de desenvolvimento, precisamos nos unir para melhorar as conexões de banda larga em toda a região, proporcionando uma qualidade de serviço superior e alcançando uma faixa maior da população. É hora de trabalhar de mãos dadas e com objetivos claros. Afinal, podemos sempre melhorar a conexão dessas redes, com uma atualização do serviço no presente e, assim, absorvendo as inovações do futuro da melhor forma.

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Aumentando a produtividade de vendas com a Transformação Digital na indústria de Bens de Consumo

Por Sandra Vaz

A Transformação Digital nasce com a adoção de novas tecnologias. Novas máquinas, IoT, IA, robots e softwares representam o primeiro passo. O segundo é envolver seus colaboradores dentro da nova realidade. Quando estamos falando da equipe de vendas, esse é um ponto ainda mais crucial.

Aumentar a produtividade em vendas é provavelmente o sonho de 10 em 10 CEOs. O crescimento em vendas é o termômetro do sucesso de uma organização, é um tema para o qual todos olham e lutam pelo crescimento. Já a produtividade é a capacidade de, com os mesmos recursos, melhorar os resultados obtidos, a margem da empresa e a Transformação Digital é um passo decisivo para essa conquista.

Mas quais são os impactos desse novo momento para a área de vendas? Os primeiros reflexos são, certamente, os clientes e os vendedores. Com os avanços das tecnologias, cada um deles adquire uma nova postura. Os consumidores de hoje são pessoas empoderadas, que estudam sobre seu produto de desejo na Internet e muitas vezes chegam até as lojas já com todas as informações necessárias para concluir sua compra. Eles conhecem os produtos da concorrência e lutam pelos seus direitos. Nesse cenário, os vendedores precisam estar preparados para lidar com clientes bem informados e com pouco tempo para tomar decisões.

Por outro lado, as empresas e seus vendedores também possuem informações valiosas sobre seus clientes. Através de tecnologias como big data e redes sociais, os clientes estão muito mais abertos para receber e também ceder suas informações. Na busca por uma verdadeira experiência do usuário, o cliente permite acesso aos seus perfis nas redes, dados demográficos e muito mais.

As empresas e lojas, principalmente através do CRM, conseguem traçar facilmente o perfil de cada indivíduo e ter informações como a frequência das compras, preferências de marca, etc. Os dados não são captados apenas no momento final da compra. Isso prova que, com a Transformação Digital, o processo de venda foi fragmentado, dividindo-se a responsabilidade com mais áreas da empresa, e não apenas com a equipe de vendas. O Marketing, a Logística, o Pós-Venda: tudo tem reflexos importantes no momento da venda, pois geram dados e insights poderosos para gerar uma nova venda com menos esforço e mais assertividade. Isso aumenta a produtividade sem necessariamente aumentar os custos.

Sempre com o apoio dos dados coletados, o vendedor consegue conhecer a fundo o comportamento do mercado, a jornada de compra do seu cliente e até mesmo algumas de suas informações pessoais e preferências. Cabe ao profissional aprender a utilizar esses dados para otimizar seus processos, aumentando suas vendas.

Com o desenvolvimento tecnológico, teremos ainda mais pontos de coletas de dados durante a cadeia de conhecimento, interesse e compra do cliente. Com a interpretação correta dessas informações, as empresas saberão exatamente quando o cliente precisa realizar uma nova compra, pois seu perfil já terá sido estudado e suas necessidades e dores já são conhecidas. Hoje, as empresas já conseguem trabalhar com análise preditiva de dados. Em pouco tempo, acredito que teremos números surpreendentes e uma produtividade recorde para as equipes de vendas através da inteligência artificial, imagem e voice recognition. Os ganhos passarão facilmente da ordem dos bilhões.

A Transformação Digital representa um ganho em produtividade sem precedentes para qualquer negócio. Não basta apenas conhecer as novas técnicas e receber os novos dados: é preciso redesenhar processos e aplicar as diferentes soluções e plataformas, integrando-os à rotina de suas equipes. Para isso, um bom caminho é consultar empresas especialistas no assunto. A adoção das mais recentes tecnologias pode necessitar de treinamento inicial , mas profissionais com experiência nesse tipo de implantação poderão testemunhar sobre todas as suas vantagens. A transformação começa no digital, se torna real dentro da cultura da empresa e gera resultados formidáveis e sustentáveis quando bem aplicada.

Sandra Vaz é Chief of Sales & Marketing da MC1, multinacional brasileira especializada em inteligência de vendas utilizando soluções de mobilidade corporativa.

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From random numbers to actionable intel: How to manage your Big Data – De números aleatórios para informações úteis: como gerenciar seu Big Data

Data has many benefits. But with data points constantly being collected and updated, marketers can have trouble managing it. Data is only useful when it’s actionable.

When it comes to big data management, actionable goals that give a purpose to your data will make it more manageable and useful. Here are some of the areas where you can put your big data to work and use it to guide your future campaigns and strategy.

Purchasing Behavior

The purchasing behavior of your customers may be your biggest data asset. By analyzing specific metrics of how and why customers make purchases, you can see what works and what doesn’t in your marketing strategy. Some metrics that are important to look at in your data include:

Conversion Rate: Your average conversion rate can help determine whether or not new campaigns or products are successful. If you try a new product page and see a higher conversion rate, then you know the product page is converting better than the previous version.

Industry Conversion Rate: When you see how your organization’s conversion rate compares to your industry average, you can determine if your campaigns are as successful as they should be.

Repeat Customer Rate: How many times does an average customer make a purchase from you? This can help determine your sales funnel and repeat customer targeting strategy.

Average Order Amount: If the average order amount is less than the cost of some of your premium products, you may see more revenue from promoting more of your lower-cost products. Try experimenting with different selling methods (for example, BOGO, bundles).

Amount Spent on Site Before Purchasing: This relates to the buying cycle. If the average customer visits your product pages three times before making a purchase, they may need more convincing on their first visit. You need to test product page conversion tweaks to try to convince them to make a purchase sooner.

With some big data solutions, you can compare your results to industry standards — such as the industry conversion rate. Use your own data combined with a mixture of data from other sources to make more accurate decisions.

Continue Building with Demographics and Behaviors

Knowing the basics about your average customer helps you form personas, create new campaigns, and build better products. In a process known as data mining, look at your data for patterns in gender, age, location, and interests to flesh out your answer to the question “Who is my average customer?”

Combine these patterns with your metrics and other common customer behaviors. For instance, if you know that your customer base skews 30- to 45-year-old adults who make an average purchase of $100 on your site and reach out to customer service using the phone, you can spend more time testing call tracking and evaluate whether there needs to be more phone support for customers.

Combined data will give you the most information available. This helps all departments make better decisions, including evaluating employee performance, tracking trends, and predicting cash flow.

Campaign Integration

Big data management is all about combining the data you have in the most robust system available so your employees have the information they need.

As you create a picture of who your average customer is, you can integrate other data to better target the behavior patterns of those most likely to make a purchase from you. For instance, you can use social media analytics to pull more data that is relevant to behavioral targeting: It helps you see how and where your customers are engaging with your brand on social media. This will help with asset allocation when it comes time to decide advertising budgets or employee time management. It will also help you see which existing efforts are actually turning into conversions.

If you use Facebook pixel tracking, you can see what percentages of sales come or originate from Facebook. If a customer clicks on an ad about your new product suite and doesn’t complete the lead form, but follows up later to fill out a free content offer, the pixel gives you data on all the customer’s previous actions before completing the lead generation form.

Having better, integrated data allows you to see if all your marketing efforts are worthwhile. For instance, if your company has been creating quarterly white papers, but the data shows that white papers only make up 2% of your total lead source, you can experiment with different facets of the white papers (for example, the length, topic, or landing page copy) or consider cutting them from your marketing plan and refocusing those resources on something that generates a higher percentage of leads.

Sales Integration

Because marketing is mainly responsible for and focused on its own efforts, it may not see where a lead goes once it is collected for the company. This is why customer data from multiple departments and sources should be integrated into one big data management strategy.

In addition, leveraging third-party data sources can help companies predict what products customers in a specific industry will like. This can help shape both marketing and sales strategy and outreach. By using the right platform to collect all external and internal data into one place, you can see from which source a customer originates (for example, social media) as well as their average sales cycle and location. A centralized source of your data is beneficial to all departments.

For instance, if your digital marketing department sees that the average sales cycle of a customer is 12 weeks, but its campaigns usually only run for six weeks, it needs to look into lengthening campaigns to capture more leads within the normal sales cycle.

Integrating data into one platform helps you make better predictions, according to Doug Camplejohn in an article for CIOReview. By analyzing lots of data simultaneously, you can predict sales, customer rate of return, and several other metrics that can influence sales and marketing goals.

Goal Setting

Knowing key data points helps a great deal with goal setting. With the 12-week campaign example, the digital marketing department knows it needs quarterly goals that correspond with its average sales cycle.

Predictive analytics is another tool for big data that helps teams set more effective goals. Looking at a mix of internal and external data can let you determine any outliers. If you had a quarter that doesn’t go as well as predicted, for instance, but historically that’s unusual, you can set clearer goals based off the historical data and focus on what caused the quarter to go the way it did.

Looking at past performance trends can create clearer expectations, which makes goals more attainable. If the past three marketing campaigns have a strong start and then see incoming leads drop by 25% after two weeks, you can compare this historical performance to current campaign performance to see if you hit the mark.

Better use of data is all about leveraging it the right way to make more informed decisions. Big data management tools can help companies organize their own data, and use data from third parties to help predict behaviors and learn purchasing patterns. By using all the available knowledge, organizations can make better decisions for both marketing and overall product strategy.

About the Author:

Kelsey Jones has been working in digital marketing since 2007 and journalism since 2004, gaining proficiency in social media, SEO, content marketing, PR, and web design.

From Random Numbers to Actionable Intel: How to Manage Your Big Data

Os dados têm muitos benefícios. Mas, com os pontos de dados sendo constantemente coletados e atualizados, os profissionais de marketing podem ter problemas para gerenciá-los. Os dados só são úteis quando são acionáveis.

Quando se trata de gerenciamento de big data, metas acionáveis ​​que dão um propósito aos seus dados o tornarão mais gerenciável e útil. Veja algumas das áreas em que você pode colocar seus dados grandes para funcionar e usá-los para orientar suas campanhas e estratégias futuras.

Comportamento de compra

O comportamento de compra de seus clientes pode ser seu maior recurso de dados. Ao analisar métricas específicas de como e por que os clientes fazem compras, você pode ver o que funciona e o que não funciona na sua estratégia de marketing. Algumas métricas importantes para analisar seus dados incluem:

Taxa de conversão: sua taxa de conversão média pode ajudar a determinar se novas campanhas ou produtos são bem-sucedidos ou não. Se você tentar uma nova página de produto e ver uma taxa de conversão mais alta, saberá que a página do produto está convertendo melhor que a versão anterior.

Taxa de conversão do setor: quando você vê como a taxa de conversão da sua organização se compara à sua média do setor, pode determinar se suas campanhas são tão bem-sucedidas quanto deveriam.

Taxa de repetição do cliente: quantas vezes um cliente médio faz uma compra com você? Isso pode ajudar a determinar seu funil de vendas e repetir a estratégia de segmentação de clientes.

Valor médio do pedido: se o valor médio do pedido for menor que o custo de alguns de seus produtos premium, você poderá ver mais receita promovendo mais produtos de baixo custo. Tente experimentar diferentes métodos de venda (por exemplo, BOGO, bundles).

Montante gasto no local antes da compra: refere-se ao ciclo de compra. Se o cliente médio visitar as páginas do seu produto três vezes antes de fazer uma compra, elas talvez precisem ser mais convincentes na primeira visita. Você precisa testar os ajustes de conversão da página do produto para tentar convencê-los a fazer uma compra mais cedo.

Com algumas soluções de big data, você pode comparar seus resultados com os padrões do setor, como a taxa de conversão do setor. Use seus próprios dados combinados com uma mistura de dados de outras fontes para tomar decisões mais precisas.

Continue construindo com dados demográficos e comportamentos

Conhecer o básico sobre o seu cliente médio ajuda você a formar personas, criar novas campanhas e criar produtos melhores. Em um processo conhecido como mineração de dados, analise seus dados em busca de padrões de gênero, idade, localização e interesses para detalhar sua resposta à pergunta “Quem é meu cliente médio?”

Combine esses padrões com suas métricas e outros comportamentos comuns dos clientes. Por exemplo, se você sabe que sua base de clientes distorce adultos de 30 a 45 anos que fazem uma compra média de US $ 100 em seu site e acessam o atendimento ao cliente usando o telefone, você pode passar mais tempo testando o acompanhamento de chamadas e avaliando se é necessário ter mais suporte por telefone para os clientes.

Dados combinados fornecerão a maior quantidade de informações disponíveis. Isso ajuda todos os departamentos a tomar decisões melhores, incluindo a avaliação do desempenho dos funcionários, o rastreamento de tendências e a previsão do fluxo de caixa.

Integração de Campanha

O gerenciamento de big data tem tudo a ver com combinar os dados que você tem no sistema mais robusto disponível para que seus funcionários tenham as informações de que precisam.

À medida que você cria uma imagem de quem é seu cliente médio, é possível integrar outros dados para segmentar melhor os padrões de comportamento dos que têm maior probabilidade de fazer uma compra com você. Por exemplo, você pode usar a análise de mídia social para extrair mais dados relevantes para a segmentação comportamental: ela ajuda a ver como e onde seus clientes estão interagindo com sua marca nas mídias sociais. Isso ajudará na alocação de ativos quando chegar a hora de decidir os orçamentos de publicidade ou o gerenciamento do tempo dos funcionários. Também ajudará você a ver quais esforços existentes estão se transformando em conversões.

Se você usa o acompanhamento de pixels do Facebook, você pode ver quais porcentagens de vendas vêm ou se originam do Facebook. Se um cliente clica em um anúncio sobre seu novo conjunto de produtos e não preenche o formulário de lead, mas acompanha mais tarde para preencher uma oferta de conteúdo gratuito, o pixel fornece dados sobre todas as ações anteriores do cliente antes de preencher o formulário de geração de leads .

Dados melhores e integrados permitem que você veja se todos os seus esforços de marketing valem a pena. Por exemplo, se sua empresa estiver criando white papers trimestrais, mas os dados mostrarem que os white papers representam apenas 2% de sua origem total de leads, você poderá experimentar diferentes facetas dos white papers (por exemplo, o comprimento, o tópico, ou cópia da página de destino) ou considere cortá-los de seu plano de marketing e refocar esses recursos em algo que gere uma porcentagem maior de leads.

Integração de Vendas

Como o marketing é o principal responsável e se concentra em seus próprios esforços, ele pode não ver para onde um lead vai quando é coletado para a empresa. É por isso que os dados de clientes de vários departamentos e fontes devem ser integrados em uma única estratégia de gerenciamento de big data.

Além disso, o aproveitamento de fontes de dados de terceiros pode ajudar as empresas a prever quais produtos os clientes de uma indústria específica preferirão. Isso pode ajudar a moldar a estratégia de marketing e vendas e o alcance. Ao usar a plataforma certa para coletar todos os dados externos e internos em um único local, você pode ver de qual origem um cliente é originado (por exemplo, mídias sociais), além de seu ciclo e local de vendas médios. Uma fonte centralizada de seus dados é benéfica para todos os departamentos.

Por exemplo, se o departamento de marketing digital perceber que o ciclo médio de vendas de um cliente é de 12 semanas, mas suas campanhas normalmente são executadas por seis semanas, é necessário analisar as campanhas para capturar mais leads dentro do ciclo normal de vendas.

A integração de dados em uma plataforma ajuda você a fazer previsões melhores, de acordo com Doug Camplejohn em um artigo para o CIOReview. Ao analisar vários dados simultaneamente, você pode prever as vendas, a taxa de retorno do cliente e várias outras métricas que podem influenciar as metas de vendas e marketing.

Definição de metas

Conhecer os principais pontos de dados ajuda muito na definição de metas. Com o exemplo de campanha de 12 semanas, o departamento de marketing digital sabe que precisa de metas trimestrais que correspondam ao seu ciclo de vendas médio.

A análise preditiva é outra ferramenta para big data que ajuda as equipes a definir metas mais eficazes. Observar uma combinação de dados internos e externos permite determinar quaisquer valores discrepantes. Se você tivesse um trimestre que não fosse tão bem quanto o previsto, por exemplo, mas historicamente isso é incomum, é possível definir metas mais claras com base nos dados históricos e se concentrar no que fez com que o trimestre fosse do jeito que aconteceu.

Observar as tendências de desempenho anteriores pode criar expectativas mais claras, o que torna as metas mais alcançáveis. Se as três campanhas de marketing tiverem um início forte e, em seguida, os leads entrados caírem 25% após duas semanas, você poderá comparar esse desempenho histórico com o desempenho atual da campanha para ver se atingiu a marca.

Melhor uso de dados é tudo sobre alavancar o caminho certo para tomar decisões mais informadas. As ferramentas de gerenciamento de big data podem ajudar as empresas a organizar seus próprios dados e usar dados de terceiros para ajudar a prever comportamentos e aprender padrões de compra. Usando todo o conhecimento disponível, as organizações podem tomar decisões melhores tanto para o marketing quanto para a estratégia geral do produto.

Sobre a autora:

Kelsey Jones trabalha com marketing digital desde 2007 e jornalismo desde 2004, ganhando proficiência em mídias sociais, SEO, marketing de conteúdo, relações públicas e web design.

Source/Fonte: https://www.salesforce.com/products/marketing-cloud/best-practices/big-data-management/

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O avanço da tecnologia como fator dinâmico preponderante no trabalho e na educação – Por Arthur Igreja

Não é segredo para ninguém o quanto a tecnologia modificou nossas vidas, aumentando seu dinamismo e fazendo com que o conceito de carreira desaparecesse e, consequentemente, a educação passasse a ser muito mais do que apenas aprendizagem. Um estudo realizado nos Estados Unidos mostrou o quanto a nossa vida mudou com a evolução tecnológica. Para chegarem a uma conclusão, os pesquisadores monitoraram as principais atividades das pessoas durante as semanas do ano ao longo de suas vidas.

E se você marcasse qual é a principal atividade da sua vida em toda semana durante essa trajetória? E se pudéssemos monitorar isso em populações? Levantamentos conseguem indicar quais as atividades que a pessoa desempenhou ao longo da sua vida. Mas a tecnologia transformou tudo isso. Tudo sofreu alteração, desde quando o indivíduo estava no ensino fundamental, depois no ensino médio ou na faculdade, bem como quando ela começou a desempenhar sua atividade profissional – que via de regra era uma só – e também quando se aposentou.

Fazendo uma relação à escala do dia, no período também tinha o momento em que se acordava, depois as atividades profissionais, provavelmente o lazer, e o descanso, quando a pessoa dormisse. E o que a tecnologia causou? Houve a transformação. O período da aposentadoria diminuiu, as pessoas são produtivas profissionalmente até um intervalo muito mais estendido. Isso indica que, hoje, essa distinção entre educação, trabalho e aposentadoria, virtualmente, desapareceu.

Ficar off-line é o novo luxo, pois estamos conectados o tempo inteiro. E isso inclusive traz uma certa pressão, ansiedade e confusão. E é importante entender dois impactos principais. O primeiro dele com relação à educação. Ela será absolutamente continuada, com maior dinamismo. Não existirá mais apenas um bloco de capacitação. Com o impacto da tecnologia, será fundamental se capacitar absolutamente o tempo inteiro. E é uma boa base educacional que gera pessoas capazes de criar empreendimentos únicos e de grande sucesso.

Porém, o ponto principal de todo o avanço da tecnologia é com relação ao futuro do trabalho. É fato que o conceito de carreira já desapareceu. Há alguns anos, muitos chamavam de múltiplas carreiras, ou seja, que o profissional teria que transportar a sua carreira para novos contextos ao longo do tempo. Agora o que está acontecendo é um pouco mais profundo. Temos um portfólio de atividades profissionais. Na prática, isso quer dizer que mais do que se ter uma carreira que muda em escala vertical, você começa a ter várias carreiras em paralelo.

É possível que ao longo do dia uma pessoa desempenhe a tarefa de consultor, trabalhe em uma empresa por um determinado período, e ao final do dia seja produtor de conteúdo para colocar no Youtube. Tudo isso acontecendo em paralelo. Essa estrutura então se torna muito mais matricial. As atividades se transformarão ao longo do tempo.

A tecnologia mudou o dia, as semanas e alterou definitivamente as nossas vidas, criando um dinamismo muito maior. Isso traz uma certa aflição quando as pessoas tentam encontrar a zona de estabilidade que desapareceu ao longo do tempo. Um mundo em que a tecnologia progride exponencialmente, avançando sobre o emprego e a ocupação das pessoas, pode parecer assustador. A competição é desigual, já que temos um cérebro limitado em comparação ao das máquinas. A tecnologia vai dar autonomia às pessoas e abrir possibilidades que não se imaginavam, contudo, apenas para aqueles que forem capazes de compreender e se adaptar.

Arthur Igreja, Masters em International Business pela Georgetown University (EUA), Masters of Business Administration pela ESADE (Espanha) e Mestrado Executivo em Gestão Empresarial pela FGV. Pós-MBA e MBA pela FGV. Certificações executivas em Harvard e Cambridge. Atuação profissional em mais de 25 países. Palestrante e investidor-anjo. Co-fundador da plataforma AAA, em parceria com Ricardo Amorim e Allan Costa.

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Microsoft + GitHub = Empoderando os desenvolvedores – Por Satya Nadella

Hoje, anunciamos um acordo para adquirir o GitHub, principal plataforma de desenvolvimento de software do mundo. Quero compartilhar o que essa aquisição significará para o nosso setor e os desenvolvedores.

A era da nuvem inteligente e da fronteira inteligente paira sobre nós. A computação está se incorporando ao mundo, e cada parte de nossa vida e trabalho diários, cada aspecto de nossa sociedade e da economia estão sendo transformados pela tecnologia digital.

Os desenvolvedores são os criadores dessa nova era, escrevendo o código do mundo. E o GitHub é a casa deles.

Como todos os setores – desde a medicina até a agricultura de precisão, da educação ao banco personalizado – estão sendo impactados pela tecnologia, a comunidade de desenvolvedores só crescerá em número e importância. Fluxos de trabalho de desenvolvedores impulsionarão e influenciarão processos e funções de negócios em toda a organização – do marketing, vendas e serviços a TI e RH. E a criação de valor e o crescimento em todos os setores serão cada vez mais determinados pelas escolhas feitas pelos desenvolvedores.

Em suma, os desenvolvedores estarão no centro da solução dos desafios mais urgentes do mundo. No entanto, o poder real surge quando todos os desenvolvedores podem criar juntos, colaborar, compartilhar códigos e aproveitar o trabalho uns dos outros. Em todas as esferas da vida, vemos o poder das comunidades, e isso é verdade para programadores e desenvolvimento de software.

É por isso que estamos tão animados com o anúncio de hoje. Mais de 28 milhões de desenvolvedores já colaboram no GitHub e abrigam mais de 85 milhões de repositórios de código usados por pessoas em quase todos os países. Das maiores corporações às menores startups, o GitHub é o lugar para os desenvolvedores aprenderem, compartilharem e trabalharem juntos para criar software.

É um destino para a Microsoft também. Somos a organização mais ativa do GitHub, com mais de 2 milhões de commits ou atualizações feitas em projetos.

A Microsoft tem sido uma empresa focada no desenvolvedor desde o primeiro produto que criamos até as plataformas e ferramentas que oferecemos hoje. Construir tecnologia para que outros possam construir tecnologia é fundamental para a nossa missão de capacitar cada pessoa e cada organização no planeta a conseguir mais.

A Microsoft também está comprometida com o empoderamento de comunidades, de profissionais do mundo todo, de profissionais de TI e até jogadores. Acreditamos no poder das comunidades para alcançar muito mais do que seus membros podem fazer por conta própria. É nossa capacidade de trabalhar em conjunto que ajuda nossos sonhos a tornarem-se realidade, e nos dedicamos a cultivar e expandir comunidades para fazer exatamente isso.

E a Microsoft entrou com tudo em código aberto. Estamos em uma jornada e, hoje, somos ativos nesse ecossistema, contribuímos em projetos, e algumas de nossas ferramentas e estruturas de desenvolvedor mais vibrantes são de código aberto. Quando se trata de nosso compromisso com o código aberto, julgue-nos pelas ações no passado recente, hoje e no futuro.

Dado tudo isso, junto com o GitHub, vemos três oportunidades claras à frente.

Primeiro, capacitaremos os desenvolvedores em todos os estágios do ciclo de vida de desenvolvimento – desde a composição de ideias até a colaboração e a implantação na nuvem. A partir de agora, o GitHub continuará sendo uma plataforma aberta, à qual qualquer desenvolvedor pode se conectar e ampliar. Os desenvolvedores continuarão a poder usar as linguagens de programação, ferramentas e sistemas operacionais de sua escolha para seus projetos – e ainda poderão implementar seu código em qualquer nuvem e qualquer dispositivo.

Segundo, aceleraremos o uso do GitHub pelos desenvolvedores corporativos, com nossos canais de vendas diretas e parceiros e acesso à infraestrutura e serviços de nuvem globais da Microsoft.

Por fim, levaremos as ferramentas e os serviços de desenvolvedor da Microsoft a novos públicos.

Mais importante ainda, reconhecemos a responsabilidade que assumimos com este acordo. Estamos empenhados em sermos administradores da comunidade GitHub, que manterá seu caráter desenvolvedor, operará de forma independente e continuará sendo uma plataforma aberta. Sempre ouviremos o feedback dos desenvolvedores e investiremos em fundamentos e novos recursos.

Quando a aquisição for concluída ainda neste ano, o GitHub será liderado pelo CEO Nat Friedman, um veterano de software livre e fundador da Xamarin, que continuará a se reportar ao vice-presidente executivo do Grupo de Nuvem e IA da Microsoft, Scott Guthrie; o CEO e cofundador da GitHub, Chris Wanstrath, será um membro técnico da Microsoft, também subordinado a Scott. Você pode ver como Chris, Nat e eu visualizamos a oportunidade à frente nesta apresentação pública.

Juntos, continuaremos a promover o GitHub como uma plataforma amada pelos desenvolvedores e confiável pelas organizações.

Satya Nadella, CEO da Microsoft

Fonte: Microsoft Brasil

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Reflexos da greve dos caminhoneiros no sistema tributário brasileiro

Por Marco Aurélio Pitta

Os últimos dias têm sido um caos. A greve dos caminhoneiros trouxe consequências pouco esperadas pelos nossos governantes. Desabastecimentos que vão desde combustíveis até itens de primeira necessidade. Essas paralisações reduzem o ritmo da economia e já resultam em perdas bilionárias para a própria União em termos de arrecadação de impostos. Vários setores da economia estão parados. R$ 26,3 bilhões deixaram de circular na economia brasileira com negócios que não puderam ser fechados. Já são mais de R$ 3,8 bilhões não arrecadados, de acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

Justo ou não, o pedido foi feito pelos grevistas e atendido pelo governo: redução de impostos. O presidente Michel Temer prometeu redução de R$ 0,46 no litro do diesel, além de redução à alíquota zero do CIDE, PIS e COFINS para esse combustível. Esses 3 tributos representam cerca de 13% do preço do diesel. Mas as consequências podem ser ainda maiores. Imaginar que várias classes trabalhadoras possam reivindicar benefícios e questionar injustiças podem causar um colapso nunca visto anteriormente. E todos estes temas estão, de forma direta ou indireta, relacionada a questões tributárias.

Quando o ministro da fazenda Eduardo Guardia foi questionado sobre as formas de compensar esses gastos não previstos pelo Governo, a resposta foi imediata: provável aumento de impostos! O fim da desoneração da folha se tornou urgente do dia para a noite. São 28 setores que devem deixar a sistemática da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB). Isso pode trazer reflexos importantes em alguns setores. Aumento de preços para os cidadãos é líquido e certo. O fato da desoneração atual ter a opção anual e irretratável conforme regras atuais podem gerar questionamentos judiciais por conta de vários contribuintes.

Mas o que mais está por vir? No âmbito tributário, temos diversas questões que precisam ser apreciadas pelo judiciário. Uma das principais é a redução do ICMS na base de cálculo do PIS/COFINS. O STF deve se pronunciar sobre questões da possível modulação e definição do conceito de ICMS nos próximos meses. Mas existem muitos outros casos. O próprio Governo vem prometendo mudanças importantes na sistemática do PIS e COFINS há um bom tempo. São diversas alterações, como a mudança de base de cálculo, mudanças de alíquota, forma de creditamento e a unificação destes 2 tributos.

A tributação sobre dividendos é outro tema que sempre surge. Poucos países no mundo ainda não tributam essa destinação aos acionistas de empresas privadas. O Brasil é um deles. Chegando perto da Copa do Mundo, a comparação com outros países – não só no futebol – é inevitável: o Brasil tem uma das cargas tributárias mais altas do mundo. Somos um dos maiores países em tributação sobre o consumo, que atinge todos os cidadãos de maneira igualitária. Uma família que ganha 10 salários mínimos paga o mesmo imposto que uma família que ganha 1 salário mínimo. Parece muito desigual. Já em relação aos tributos sobre a renda, estamos na zona de rebaixamento. Embora todos dizerem que pagam muito imposto de renda, o que acontece é que o Brasil tributa em média 20% somente. EUA e vários países europeus chegam a cobrar mais de 40%.

E não para por aí. Em dezembro de 2017, o Governo Trump fez uma ampla reforma tributária nos EUA, reduzindo o Imposto de Renda para as empresas de 35% para 21%. No Brasil, a tributação média desse imposto é de 34%. Efeitos práticos? Falta de atratividade dos investidores americanos no nosso país. Outras economias do mundo estão se mexendo. Inclusive nossos vizinhos Argentina, Paraguai e Colômbia. Aliás, este último acabou de entrar no seleto grupo de países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Equilibrar a política fiscal e alinhar regras tributárias são lições de casa para o Brasil também fazer parte deste grupo.

Enfim, os desafios tributários no Brasil são imensos. Me parece que o “cobertor é curto” e, sem uma reforma tributária ampla e bem discutida, teremos muitas dificuldades no futuro próximo. Propostas não faltam. O Centro de Cidadania Fiscal e a Reforma Tributária liderada pelo Deputado Federal Luiz Carlos Hauly são caminhos interessantes. Passam por simplificação tributária, redução de tributos sobre o consumo, imposto de renda de forma progressiva, entre outros. Caberá ao novo presidente fazer isso acontecer.

Marco Aurélio Pitta é gerente de contabilidade e tributos do Grupo Positivo, coordenador e professor dos programas de MBA da Universidade Positivo (UP) nas áreas Tributária, Contábil e de Controladoria.

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Quando vamos efetivamente aceitar os robôs?

Por Vinicius Maximiliano

Relatório recente do Banco Mundial alerta que, se os trabalhadores do Século 21 pretendem competir com as máquinas, é melhor reduzirem salários, cortar direitos trabalhistas e tornar custos humanos mais “baratos”.

Particularmente, sou um dos que o relatório produzido pelo Banco Mundial no dia 20 de abril de 2018, chama de “criadores de cenários catastróficos”. Esse apartado é importante pois, as opiniões que expressarei aqui levam em consideração essa “pecha” criada pelos estudiosos do Desemprego do Século 21.

Interessantíssimo observar que, gradativamente, órgão oficiais, que até há pouco tempo, sinalizavam que existia um exagero sobre a ascensão da tecnologia sobre o trabalho humano, comecem a divulgar, em doses homeopáticas, novos relatórios com análises “já não tão boas” sobre o futuro do trabalho.

Continuam a insistir que não precisamos nos preocupar com a tecnologia ascendente na substituição dos trabalhadores humanos e baseiam-se nos estudos de grandes e brilhantes escritores e analistas DO PASSADO, para fundamentar que, apesar de todos os alardes, nada foi como previram esses “catastróficos”. Concordo!

Realmente, nos séculos anteriores, as previsões relativas as 3 revoluções industriais pareciam exageradas e traziam consigo muito mais um discurso de resistência socialista, em contraposição a exploração humana pelo capital e o trabalho. Marx, Keynes… todos “supervalorizaram” os danos, para justificar os prejuízos. E naquela altura, o recurso aplicado e a ruptura de mercado causada comportavam tais discussões nesse âmbito. O mundo era menor, a globalização ainda era um conceito e a conectividade humana muitas vezes não ultrapassava as cartas manuscritas entre as pessoas.

Será que algo mudou para o mundo de hoje? Será que o trabalho, como o conhecemos, sofreu mudancas impactantes? Sinceramente, tentaremos explicar um fenômeno nunca antes vivenciado pela humanidade, sob a ótica dos estudiosos que igualmente não vivenciaram nossa atual (e dura!) realidade? Em que medida isso agrega valor, esclarece o cenário e alinha o futuro? Olhar para a frente, pelo retrovisor, não parece uma atitude lógica…

E é isso que tenho visto! Desde que iniciei uma página específica sobre o Desemprego no Seculo 21, tenho dedicado algum tempo a refletir e buscar matérias e estudos que possam ajudar o mercado a explicar e a se preparar para esse impacto social. Afinal, desemprego, seja qual for a maneira como ele foi gerado, é uma questão social! Mas nem sempre compreendem a finalidade.

Em uma outra oportunidade, tive de esclarecer em um dos posts da página, que não sou contra os robôs, tampouco sou socialista ou comunista ou o que quiserem me chamar, que defende que tudo precisa ser proibido para que se preservem os empregos. Que era “hipocrisia minha falar de desempregos causados pela tecnologia postando do meu Iphone”… ledo engano!

Minha posição é justamente trazer reflexões sobre os impactos da tecnologia no mundo do trabalho e que estão acontecendo de forma silenciosa, sem que Governos e Instituições se deêm conta de que, o agora, é bem diferente dos escritores e revolucionários dos séculos passados.

Pensar as consequências e malefícios que a adoção e crescimento desenfreado das tecnologias terá sobre o trabalho assalariado é uma questão de política pública!

Não é “drama, catástrofe ou exagero”, é vida real, entendem? Afinal, querendo ou não, os robôs estão ai, chegando e tomando espaço: quando iremos aceitar a realidade? Quando iremos aceitá-los?

É muito bonito falar sobre os “pequenos” impactos que a robotização, a I.A. e a automação inteligentes trarão ao mercado, para quem esta EMPREGADO. Porém, tente vender o mesmo discurso para o pai ou mãe de família que acabou de perder seu emprego porque o “robozinho” novo da fábrica trabalha 24h por dia e produz o mesmo que 20 trabalhadores ao mesmo tempo, com erro e desperdicio praticamente zero, sem regras trabalhistas ou exigências burocráticas insustentáveis. Apenas a título de sugestão, assistam um trecho do filme “A fantástica fabrica de chocolate”, quando o pai do protagonista é substituído na colocação de tampas de pasta de dentes…

Na vida real, os robôs já estão tomando conta dos trabalhos.

As evidências estão ai… só não estamos prestando atenção nelas porque o ganho de agilidade, conectividade e conveniência estão enchendo os olhos do mercado, mas basta olhar em volta. Bancos estão se desintegrando fisicamente, demitindo milhares de pessoas. Fábricas automotivas, que já foram a locomotiva de geração de empregos mundo afora, demitem e reduzem a cada ano, enquanto mantêm a produção e a melhoria contínua dos carros. Call centers praticamente se tornaram uma salinha com um super servidor com assistentes virtuais e “bots” que respondem a praticamente tudo!

E isso é só o começo! Eu sou um entusiasta da inteligência artificial e tenho visto projetos que vão do maravilhoso ao estarrecedor! Não sou um pesquisador, sou apenas um curioso! Mas existem estudos para otimizar praticamente TUDO que fazemos em forma de trabalho hoje (pelo menos da forma como o conhecemos). Alguns estudos ainda mais embrionários, mas que na teoria da evolução dos sistemas e algoritmos, serão possíveis em pouquíssimo tempo. A China tem demonstrado que, um bom banco de dados, um governo autoritário e sistemas de inteligência artificial, podem ser utilizados para controlar uma sociedade de maneira muito mais eficaz do que por leis antiquadas.

Algumas coisas me causam tanta preocupação, que sempre compartilho reportagens que mostram setores de mercado que estão desenvolvendo tecnologias para que não dependam de mão-de-obra humana direta. E isso é fato, não é estudo teórico! Não é alarde, é evidência! Porque resistimos tanto em aceitar que a vida real passa pela aceitacão dos nossos novos parceiros de trabalho?

Vejo em vários eventos que participo, dezenas de palestrantes dizendo que o número de empregos que SERÃO (sim, no futuro do presente do indicativo!) gerados pelas tecnologias e robóticas vindouras, serão maiores do que o desemprego causado. Um discurso bastante parecido com esse do Banco Mundial, de que com o tempo, tudo se ajeita! E tenho sempre aproveitado o gancho para questioná-los das evidências, dados e análises que fundamentam isso. Em sua maioria, deixam a pergunta em aberto… ou se remetem, novamente, aos críticos da evolução das maquinas do passado…

Esse último relatório do Banco Mundial é um alerta velado, mas um alerta!

Talvez por politica interna eles não possam ou não devam criar alarde, mas na prática, dizer que “é melhor reduzir salários para que os trabalhadores possam competir com as maquinas”… meu amigo, tem coelho nesse mato! E uma instituição da envergadura do Banco Mundial tem sim o potencial de causar preocupação em governos do mundo todo. Afinal, você, ai na sua vida, no seu dia a dia, tem visto alguma política pública, ou alguém da estrutura estatal, apresentando projetos ou falando como vai lidar com essa questão?

Todos sabemos em sã consciência que não podemos COMPETIR com máquinas. Temos sim de nos UNIR a elas… mas disputar espaço… é entrar em campo já com 7×1 no placar inicial contra! E mais: o desemprego atual já está praticamente impossível de ser revertido, não só no Brasil como no mundo todo. Aqui, o índice entre 12 e 13 milhões praticamente ja integrou as estatísticas… e ninguem sabe como resolver, a verdade é essa! As possíveis soluções são as de sempre: aquecer a economia para gerar empregos… só que ninguém diz COMO.

Políticas educacionais que criem capacitação de curto prazo, em habilidades específicas e de treinamento de máquina (sim, podemos ser bons “treinadores” para robôs!) seriam bem vindas. Mas para isso, os atuais gestores teriam que se preocupar menos em dar benefícios sociais, aceitar o fato de que o desemprego é endêmico e preparar as pessoas para o mundo real que nos aguarda, e que está bem perto.

Querendo ou não, só na educação estruturada poderemos encontrar algum alento a essa dura realidade e tornar, aí sim, seus impactos menores. Fora isso, ao menos diante dos estudos que tenho visto até hoje, continuamos olhando o cenário com “romantismo” exagerado, ancorando nossa segurança nos erros de previsões do passado… e um passado bem diferente da nossa atual realidade.

É mais ou menos assim: eu não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem!

Vinicius Carneiro Maximiliano é advogado corporativo e gestor contábil. Com MBA em Direito Empresarial pela FGV e especialista em Direito Eletrônico pela PUC/MG, atuou como advogado de Propriedade Intelectual no Brasil para a Motion Picture Association (MPA), Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (ADEPI) e também para a União Brasileira de Video (UBV). Em seguida, foi gestor de projetos especiais na Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) – e Business Software Alliance (BSA). Nomeado pela OAB/SP para a Comissão de Mercado de Capitais e Governança Corporativa. É diretor executivo da Etecon Contabilidade, escritório especializado em questões fiscais e contábeis para empresas tradicionais e da nova economia digital. Autor do livro “Dinheiro na Multidão” – Oportunidades x Burocracia no Crowdfunding Nacional”, obra em que analisa o mercado de financiamento coletivo no Brasil e as questões fiscais e burocráticas que podem impactar esse segmento de mercado.

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Por que o futuro da Indústria 4.0 está ligado à mudança na cultura educacional do Brasil?

Por Paulo Marcelo, CEO da Resource

Eu poderia, facilmente, criar um paralelo entre a Indústria 4.0 e a terceira Revolução Industrial. Essa quarta revolução industrial vem reforçar o conceito de que a cadeia de produção também é passível de automação e digitalização, ou seja, da mesma forma que lá atrás a primeira revolução industrial trouxe uma perspectiva de transformação no modelo de produção, hoje, a Indústria 4.0 também faz isso, mas em diferentes perspectivas.

Isso porque a Indústria 4.0 é um ciclo que teve início da sociedade para o mercado, no qual a transformação digital começou primeiro baseada nos consumidores e hoje impacta as indústrias. A sociedade demanda que as empresas atuem de forma mais simples e alguns setores já estão conseguindo caminhar nessa direção. O varejo, por exemplo, tem um relacionamento direto com os consumidores e conseguiu incluir o mundo digital na relação que possui com eles.

Mas e os demais setores: as indústrias? Como elas estão sentindo esse impacto? Um dos maiores choques que eu prevejo está diretamente relacionado ao mercado de trabalho e à oferta de mão de obra. Se por um lado as indústrias precisam aumentar a sua eficiência para competir com as empresas globais, por outro, podemos nos deparar com o risco do desemprego já que temos a automação industrial, robôs e inteligência artificial substituindo a mão de obra. E como preservar o capital intelectual das empresas?

A resposta é simples, mas desafiadora para ser implementada na prática: investimento na educação. O grande risco quando há um atraso na educação, como é o caso do Brasil, é que não é possível preparar a sociedade para atuar trabalhando diretamente com a tecnologia digital. Hoje, muitos dos nossos cursos, como os de formação superior e, principalmente, os técnicos ainda não preparam os profissionais para a transformação digital da Indústria 4.0. Eles precisam estar prontos para atuar lado a lado com automação e Inteligência Artificial e não mais para os modelos das máquinas da terceira revolução industrial.

Se não prepararmos a nova geração para esse modelo teremos um gap enorme na formação de mão de obra em um futuro próximo de, no máximo, 5 a 10 anos. Essa geração precisa estar atualizada com a tecnologia e criar um mix de experiência com máquinas e conhecimentos.

Quando você não prepara a nova geração para esse modelo, os recursos humanos acabam sendo inegavelmente substituídos por robôs. É urgente a necessidade de mudança na formação técnica e profissional para que seja possível equilibrar, no primeiro momento, as tarefas repetitivas em que a automação deve substituir a mão de obra para então direcionar esse colaborador para atividades que vão requerer o capital intelectual e a intervenção humana. E isso só vai acontecer com a mudança na formação tecnológica desses futuros profissionais.

Para que o Brasil possa competir globalmente com países como Alemanha e Estados Unidos, que estão muito em nossa frente, a indústria nacional precisa fazer urgentemente essa transformação digital e ter uma integração completa de todos os processos nas empresas. O Brasil precisa parar de engatinhar e dar passos ousados no desenvolvimento para que realmente possa entrar na era da Indústria 4.0 não só com a tecnologia em si, mas com pessoas capazes de lidar com ela.

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O fim do comércio eletrônico

Por Gastão Mattos

O comércio eletrônico surgiu há 40 anos. No final dos anos 1970, ocorreram as primeiras transações eletrônicas entre empresas. Considero o período uma fase de desenvolvimento e experimentação tecnológica, pois a maioria consistia em modelos fechados e não como o comércio virtual de fato.

Do ponto de vista histórico, o marco mundial para a evolução do Comércio Eletrônico como negócio foi a criação da Amazon em 1994. No início, havia desconfiança sobre o tamanho que o e-commerce poderia alcançar mediante a restrição do acesso à internet e às ainda questionáveis formas de pagamento online. Questões culturais, falta de costume de se comprar via computador e dificuldades logísticas eram entraves consideráveis.

No Brasil, a barreira cultural era mais significativa, pois diferentemente dos EUA, por aqui a compra por catálogo ou telefone nunca foi relevante. Quanto à logística, além da infraestrutura deficiente, que perdura até hoje, não havia qualquer especialização para a entrega massiva de encomendas ou centros de distribuição para individualizar pedidos.

À medida que as barreiras eram superadas, os negócios online ganharam tração, revolucionando a forma de vender e comprar. Esta transformação, na dimensão de uma “supernova”, está em vias de explodir, ou seja, o Comércio Eletrônico tal qual conhecemos está próximo do fim.

Nos quase 25 anos da história moderna do e-commerce, esta modalidade começou de forma segmentada. Tínhamos as chamadas operações “pure player” como a própria Amazon nos EUA, ou o Submarino no Brasil, nos quais todo o foco era voltado ao online. Outros competidores, ligados a varejos tradicionais do mercado, optaram por segmentar o negócio online atuando quase como outra empresa, ou um competidor interno do varejo tradicional. Foi assim na pioneira Americanas.com, apartada da LASA, e mesmo outros como Walmart no Brasil e EUA.

Este modelo segmentado perdurou por mais de uma década devido ao consenso de que o comércio eletrônico era tão específico que necessitava separar estoques, logística, marketing, relação com fornecedores e parceiros de negócio. Na essência, este entendimento se iniciava pela interpretação de que o consumidor online tinha outro perfil, justificando, por exemplo, que há dez anos o ticket médio nas Lojas Americanas era de R$ 20, enquanto uma compra online média na Americanas.com, R$ 300. Este paradigma da “redoma” do e-commerce justifica a evolução paralela e quase independente entre operações online e offline no varejo.

No início desta década, este modelo passou a ser questionado, pois economicamente percebiam-se ineficiências. Além disso, não se podia mais julgar o consumidor online como diferenciado. O acesso à internet se democratizou, formas de pagamento no online tornaram-se mais acessíveis e o público em geral gostou da praticidade de comprar pelo e-commerce.

O comércio eletrônico representa hoje 10% do volume de vendas do varejo norte-americano. No Brasil, quase 4%. Embora em proporção ainda pequena, há o domínio de tecnologias que se mostraram relevantes para o varejo como um todo.

De forma muito rápida, percebemos a fusão do on e off. Um exemplo é o Walmart ou a B2W, com a LASA. Por outro lado, lojas puras online parecem precisar ter presença física: vide o case da Amazon, agora controlando o WholeFoods e múltiplos pontos da Amazon Books nos Estados Unidos. O mesmo acontece no Brasil, com iniciativas da Netshoes, Wine, Dafiti apontando para a criação de pontos físicos de venda.

A gestão desta nova operação de vendas tende a ser única e as competências dos profissionais envolvidos são aquelas advindas do e-commerce, aplicadas ao varejo físico. Marketing aplicado às ferramentas de mídias sociais ou buscadores devem ser consideradas na atratividade de lojas físicas. Controle e análise de visitação, definição de perfis e dinamismo dos arranjos físicos das prateleiras e vitrines, tal qual nas lojas online, são premissas para o gerenciamento de lojas reais. O desafio do físico é a “rastreabilidade” do visitante, sem intrusões ou quebra de privacidade. O reconhecimento facial parece ser um caminho, exemplificando tecnologias emergentes, que serão muitas neste novo varejo.

O fim do Comércio Eletrônico é um início virtuoso de um novo comércio, evoluído, relacional e altamente tecnológico, no qual o consumidor tem mais poder e flexibilidade. Lojistas e empresas do varejo precisam interpretar este momento para se adequar a esta nova conformação do mercado.

Gastão Mattos é sócio fundador da Gmattos, empresa especializada no mundo online, com foco em Pagamentos. Uma de suas competências é interpretar tecnologias emergentes e indicar o caminho viável para sua proliferação no mercado digital.

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A tecnologia e o futuro do emprego

Por José Pio Martins

Que o mundo está passando por uma gigantesca revolução tecnológica ninguém duvida. Robô sapiens, Internet das Coisas, inteligência artificial, comunicação na palma da mão, redução de intermediação humana em várias atividades (bancária, compras, atendimento, fluxo de documentos etc.) são alguns exemplos do arsenal de mudanças em andamento. Todos os dias lemos que livrarias estão fechando porque os compradores preferem o oceano de ofertas via internet; que as mais sofisticadas operações bancárias são feitas por computador e por celular; que os aplicativos de smartphone estão acabando com tarefas comerciais e burocráticas antes feitas presencialmente e com material físico.

O mundo da burocracia está diminuindo (menos no Brasil). Coisas como ir a um cartório para fazer ou retirar um documento, ir ao laboratório para buscar resultados, gastar tempo para fazer coisas simples que tomam tempo e custam dinheiro são exemplos de atividades que vão sumir. Além dessas, há atividades altamente sofisticadas que estão sendo paulatinamente assumidas pelas tecnologias e vão eliminar milhares de tarefas e de trabalho humano. A ansiedade é saber para onde irão os empregos eliminados em face das novas aplicações tecnológicas.

Já foi publicado que, nos Estados Unidos, 47% dos empregos estão ameaçados de extinção por substituição tecnológica. As pessoas estão assustadas e gritando: “Os robôs irão roubar nossos empregos!” No curto prazo, a explosão de novas tecnologias irá, sim, gerar um deslocamento nos empregos. Mas, no longo prazo, deve acontecer uma mudança nos padrões e formas de trabalho, e milhões de empregos de outro tipo serão criados. A revolução tecnológica irá aumentar a produtividade por hora de trabalho e diminuirá custos.

Quando os custos diminuem, os preços também caem e, por consequência, milhões de consumidores de menor renda passam a ter poder de comprar; logo, melhoram sua qualidade de vida, fazendo que surjam novas formas de emprego. A alta tecnologia resulta de um mercado livre e competitivo e reduz não apenas o custo dos produtos de consumo, mas também os bens de capital – sobretudo as novas máquinas de tecnologia moderna –, que também passam a ser produzidos a custos menores.

Quando ocorre essa sequência de eventos econômicos – avanço da tecnologia, aumento da produtividade do trabalho, barateamento dos bens e serviços, barateamento dos bens de capital, aumento do consumo –, outro fenômeno explode: uma maior parte da renda das pessoas (consumidores) fica liberada para outras compras. E novas demandas surgem, outros bens e serviços têm de ser ofertados, outros empreendimentos são criados e outros tipos de empregos são gerados.

Um computador pessoal que hoje é comprado por US$ 500 custava quatro vezes mais há poucos anos. Os milhões de computadores vendidos no mundo decorrem da diminuição de seu preço nos últimos anos, e o número de empregados trabalhando em toda a cadeia de produção, venda e assistência técnica aumentou vertiginosamente. Em toda a história da humanidade, quando revoluções tecnológicas ocorreram – como a máquina a vapor, o motor a combustão e a eletricidade –, o resultado foi uma abundante criação de empregos. Empregos antigos se tornam obsoletos e são eliminados, e trabalhadores são liberados para os novos empregos.

Em 1970, o Brasil tinha 46% da população vivendo na zona rural. Ou seja, para duas pessoas terem alimento, uma tinha de estar na lavoura, produzindo para ela própria e para mais uma. Em uma sociedade na qual metade da população tem de estar no campo produzindo comida, a pobreza será a norma corrente, e não haverá espaço para produzir educação, saúde, lazer, turismo e uma penca de bens industriais e serviços pessoais a fim de melhorar o padrão médio de bem-estar.

A possibilidade de a humanidade viver melhor veio com a introdução da tecnologia na agricultura e na pecuária, pelo fim da necessidade de tantas pessoas terem de trabalhar na produção de alimentos. A liberação das pessoas da zona rural propiciou a expansão da indústria, depois do comércio e dos serviços, e elevou o padrão de vida. Mas a tecnologia assusta. Quando a eletricidade sepultou velas e lampiões e os automóveis enterraram as carroças e as charretes, não faltou quem prenunciasse o fim dos tempos. O desemprego tem outras causas, entre elas a explosão demográfica. O mundo tinha 1 bilhão de habitantes em 1830; em 100 anos dobrou, e atualmente somos 7,4 bilhões; seremos 9,4 bilhões daqui a 30 anos. A revolução tecnológica será a salvação, não a condenação.

José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.

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Cartão BNDES como uma alternativa de fomento à inovação

Por Jamile Sabatini Marques, Diretora de Inovação e Fomento da ABES

Fomentar a inovação é essencial para o desenvolvimento econômico de um país. As nações desenvolvidas têm alocado cada vez mais recursos à busca de soluções inovadoras, por perceberem que essa é uma forma de criar novos mercados, tornar suas empresas mais competitivas e gerar desenvolvimento econômico.

O Brasil investe menos de 1% do seu PIB em pesquisa e desenvolvimento, mas, atualmente, tem-se trabalhado fortemente em várias frentes, para que as empresas do setor tecnológico, as quais são inovadoras pela sua natureza, tenham cada vez mais acesso ao crédito. As agências e bancos de desenvolvimento têm buscado novas formas de financiamento para fomentar as companhias inovadoras nacionais.

Fomentar uma ideia/projeto com taxas atrativas, para que as empresas possam ir ao mercado e se tornar uma inovação, gerando competitividade e desenvolvimento econômico, é de extrema relevância para um país que deseja estar no mercado global e possuir mão de obra qualificada.

Em 2013, a ABES fez uma pesquisa com os seus associados para entender quais eram as principais linhas de fomento utilizadas. Chamou a atenção que o Cartão BNDES foi considerada a linha de fomento mais popular, por sua facilidade de uso, menor burocracia e por estar há mais tempo no mercado.

Agora, em 2018, o BNDES, como banco de desenvolvimento, trouxe uma novidade ao mercado: a ampliação do uso do Cartão pelo setor, trazendo a possibilidade de financiar, não só os softwares prontos desenvolvidos nacionalmente, mas também a prestação do serviço de desenvolvimento de softwares sob encomenda, de websites corporativos e de lojas virtuais, dentre outros.

Esse passo é muito importante para a indústria como um todo, pois empresas com problemas de competividade e ausentes do mundo virtual poderão, por meio do Cartão, incrementar seus produtos e serviços com facilidade ao crédito.

É importante destacar que as empresas do setor de softwares podem ser não somente portadoras do Cartão BNDES, para adquirir novos produtos e serviços para seus negócios, mas também podem se tornar fornecedoras credenciadas de softwares e serviços de desenvolvimento sob encomenda.

A resposta das empresas, com relação ao anúncio da expansão dos benefícios do Cartão, foi imediata, com um grande volume de cadastros no site oficial do banco – uma amostra clara do tamanho da demanda existente e das oportunidades no horizonte.

Desde o seu lançamento, em 2003, o Cartão BNDES (espécie de cartão de crédito que apoia investimentos de micro, pequenas e médias empresas) beneficia o setor de tecnologia da informação, como uma das principais linhas de crédito para financiar softwares prontos. Aproximadamente R$ 985 milhões já foram utilizados pelas micro, pequenas e médias empresas por meio desse produto, uma medida fundamental para que o País tenha se consolidado como o principal mercado de TIC da América Latina e um dos maiores do mundo. Segundo estudo anual da ABES, realizado em conjunto com a consultoria IDC, o ano de 2017 registrou um aumento de 4,5% no mercado nacional de hardware, software e serviços de tecnologia.

Tanto a solicitação do Cartão BNDES quanto a do credenciamento como Fornecedor são realizadas diretamente no site www.cartaobndes.gov.br, sendo seguidas por análise do perfil das companhias interessadas e uma assistência completa da equipe do BNDES. Em poucas semanas, a empresa desenvolvedora de softwares estará credenciada e apta a oferecer mais essa alternativa de pagamento para seus clientes. Não há limite de valor pré-estabelecido para o financiamento do serviço de desenvolvimento de software (até 100% da prestação de serviços podem ser subsidiada), enquanto as áreas de websites e lojas corporativas possibilitam movimentar até R$ 30 mil por ano, por comprador.

Mais do que utilizar os recursos para financiar a produção, o Cartão permite transações que envolvam também os serviços correlatos – ou seja, existe a possibilidade de financiar, juntamente com um software pronto, os serviços de implantação, customização e treinamento, por exemplo. Todo o regulamento (incluindo, ainda, a possibilidade de contemplar serviços de fornecedores) pode ser consultado na área de dúvidas do Portal do Cartão BNDES.

Diversos empresários do setor já estão habituados a aproveitar essas múltiplas oportunidades para suas linhas de softwares prontos. Atualmente, existem cerca de 2.400 desenvolvedoras de software já credenciadas para realizar vendas no Portal do Cartão BNDES, que disponibilizam aproximadamente 8 mil softwares no Portal, voltados para variados setores, tais como Administração, Gestão e Automação, Agronegócios, Saúde, Segurança, Têxtil, Educação, Telecomunicações, dentre outros. Caso também se encaixem nas novas categorias de serviços aceitas, as empresas já credenciadas não precisarão de um novo cadastro – bastará incluir os novos serviços em seu catálogo de produtos.

Aos novos interessados em se credenciar como Fornecedores no site do Cartão BNDES, alguns critérios devem ser observados: a empresa desenvolvedora deverá ter sede e administração no Brasil com, no mínimo, dois anos de constituição do CNPJ, possuir pelo menos um código de classificação de atividade econômica (CNAE) específico de desenvolvimento de softwares e comprovar experiência anterior na prestação dos serviços que quiser credenciar. Deverá ainda possuir site próprio ativo na Internet, em português, com informações sobre a empresa e seus serviços.

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NF-e 4.0 e ERP: o que muda para as empresas depois do dia 2 de julho?

Por Robinson Idalgo

Dia 02 de julho de 2018. Esse é o seu prazo final para adotar de vez a NF-e 4.0. O novo formato da nota fiscal eletrônica já está disponibilizado para uso desde 2017, junto com a sua versão anterior, a NF-e 3.10. O Governo permitiu a utilização dos dois formatos para que os comerciantes e os desenvolvedores de soluções de emissão de NF tivessem tempo hábil para adequar os programas e se adaptarem ao novo modelo. Se você usa uma solução fiscal que esteja atualizada com as exigências governamentais, certamente já está apto a utilizar a nova versão 4.0.

Com o prazo chegando ao fim, a versão 3.10 para de funcionar e apenas a 4.0 passa a ser aceita. Na prática, isso significa que os emissores terão mais algumas informações para preencher no documento, mas nada que cause muita dor de cabeça, principalmente para quem já trabalha com uma boa solução de ERP.

A Nota Fiscal Eletrônica no Brasil começou a valer em 2006 e foi recebida com certa desconfiança. Hoje, sua emissão já virou rotina, com mais de 17 bilhões de notas emitidas por mais de 1 milhão de emissores, segundo o site oficial da NF-e.

Depois do dia 2 de julho de 2018, apenas a versão 4.0 será aceita pela Secretaria da Fazenda. O arquivo XML que passa a ser gerado terá um novo layout, definido pela Nota Técnica 2016.002 em novembro de 2016 e atualizado em abril de 2017.

Entre as principais mudanças, podemos destacar a adoção do protocolo TLS 1.2 ou superior, ficando proibida a utilização do protocolo SSL. Essa mudança chega para garantir mais segurança durante o processo de envio da Nota Fiscal, já que o protocolo SSL apresenta algumas vulnerabilidades. Também temos algumas modificações nas regras de validação, para atender os novos campos ou controles.

Em relação ao seu conteúdo, talvez a principal mudança seja referente ao campo especial do Fundo de Combate à Pobreza (FCP), que recebe recursos do ICMS. No novo layout, temos campos relativos ao FCP para operações internas ou interestaduais, com ou sem a substituição tributária. O valor devido, de acordo com o percentual do imposto recolhido, deve ser identificado nos campos pré-determinados. Também recebem novos campos a base do cálculo e a ocorrência de retenção aplicada ao FCP.

Outra mudança importante fica por conta do campo indicador da forma de pagamento, que passa a integrar o Grupo de Informações de Pagamento. Antes ele se restringia a informar se o pagamento aconteceu à vista ou a prazo, mas agora é preciso informar também qual o meio de pagamento utilizado: dinheiro, cheque, cartões de débito ou crédito, vale alimentação, entre outros.

Para as empresas, outras novidades significativas da NF-e 4.0 são: a possibilidade de preencher “operação presencial, fora do estabelecimento” no campo “Indicador de Presença” (isso ocorre no caso de venda ambulante); a Nf passa também a aceitar duas novas modalidades de frete: o transporte próprio por conta do remetente e transporte próprio por conta do destinatário.

O novo layout passa a contar com o “Grupo de Rastreabilidade de Produto”, que permite o rastreamento de itens sujeitos a regulações sanitárias, como bebidas, itens odontológicos ou defensivos agrícolas. As empresas que trabalham com medicamentos devem informar na NF-e o código da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em um campo específico do documento.

Como você pode ver, a evolução da NF-e 3.10 para a NF-e 4.0 é na verdade uma série de mudanças técnicas, mas que não devem atrapalhar a rotina das empresas. Se sua organização já possui um ERP de qualidade, que acompanha todas as novidades e demandas da Secretaria da Fazenda, e que cumpre com o seu papel de acompanhar seus clientes e oferecer sempre o melhor serviço, certamente já está preparado para as novidades da NF-e 4.0. A mudança da Nota Fiscal Eletrônica chega para acompanhar a evolução da nossa economia e os ERPs atuais já estão preparados para este momento.

Robinson Idalgo – fundador da SoftUp – empresa brasileira criadora do sistema de gestão* (ERP) grátis. Mais informações no site: www.sistemagratis.com.br

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Você sabe calcular corretamente o preço que coloca em seus produtos?

Por Vinicius Guimarães

Sabe dizer se, neste exato momento, o preço dos seus produtos está correto? Pense bem: eles cobrem os custos de aquisição, de movimentação e distribuição, bem como os encargos e ainda garantem uma margem de lucro? Para chegar a esse valor, é necessário, antes, entender o conceito que ajuda a formar o preço de venda, ou seja, o markup.

O markup é usado para a formação do preço de venda, sempre aplicado sobre o custo dos produtos. Basicamente, depois de identificar o custo da unidade, soma-se uma margem de lucro. Nessa conta, é preciso lembrar de incluir as despesas, os impostos e todos os demais encargos que incidem na venda.

O índice pode ser usado para definir os preços dos produtos de forma individual ou genérica, dependendo das necessidades e estratégias do negócio. É o caso de alguns itens que têm valor mais baixo (com o lucro menor) para garantir um volume de vendas maior e aumentar a competitividade. Por outro lado, existem mercadorias que podem permitir uma margem de lucro maior e, consequentemente, um valor mais elevado.

Não é possível determinar o índice ideal de markup, visto que ele varia entre os mercados em que as empresas atuam, podendo oscilar até mesmo de negócio para negócio. Para encontrá-lo é preciso relacionar as despesas fixas e variáveis, os custos operacionais, impostos, encargos e qualquer outro gasto da organização com as atividades. Dependendo do lucro esperado, é possível encontrar mais de um markup para o mesmo item.

Independentemente do ramo de atuação e dos produtos e serviços oferecidos, a lógica é uma só: o preço passado para os clientes deve cobrir os gastos e ainda proporcionar lucro. Mas, apesar disso ser do conhecimento de muitos gestores, a falta de planejamento e definição de estratégias podem significar perda da lucratividade ou, até mesmo, em casos mais extremos, gerar prejuízos financeiros. Isso quer dizer que não basta apenas levantar os custos e definir o lucro. Também é preciso identificar o público, conhecer a percepção de valor (que é diferente de preço) que os consumidores têm dos produtos, bem como analisar o volume de vendas e o market share.

Além da importância geral para os resultados, vale lembrar que a precificação também está intimamente relacionada aos clientes, sendo um dos principais aspectos considerados na decisão de compra. Esse fator se torna ainda mais relevante quando o nicho é bastante competitivo, com vários concorrentes.

Nesse contexto, para cobrar mais caro, é preciso apresentar algum valor que agregue um diferencial — e ainda se certificar que ele é compatível com o público. Por outro lado, preços muito baixos podem gerar prejuízos, por não cobrirem todos os custos relacionados à venda.

Entender o markup é a melhor forma de conseguir precificar as mercadorias e garantir um bom retorno financeiro com as vendas, assim como aplicar um preço justo para os clientes, o que torna ainda mais sadia a competitividade do negócio.

Vinicius Guimarães é coordenador de marketing e inside sales da Tray, unidade de e-commerce da Locaweb

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Open Banking – Um checklist para preparar seu banco

Por Ricardo Taveira

O que parecia uma realidade distante vem se aproximando, rapidamente, do nosso mercado. O Open Banking—a possibilidade de se acessar os serviços de um banco por meio de qualquer sistema que o usuário escolha—avança em passos largos no Brasil.

Vários bancos, desde atores tradicionais de atacado até os maiores de varejo, já anunciaram publicamente iniciativas com APIs e colaborações com fintechs. Outra dezena, dos mais variados tipos, trabalha furiosamente em projetos ainda não-anunciados.

Se em 2006 o Banco Central já atuava na “abertura” do sistema bancário com a resolução 3.401/06, que obrigou a portabilidade de cadastro bancário, a mais recente resolução 4.649/18, que obriga os bancos à fornecerem débito em conta para Instituições de Pagamento, mostra que nosso Banco Central atuará mais energicamente na promoção da competitividade do sistema financeiro.

Seja por inevitabilidade regulatória ou arrojada estratégia comercial, como saber se seu banco está preparado para esta nova realidade? Baseado nas experiências mais recentes de diversos bancos e parceiros de tecnologia da Quanto, seguem os principais critérios para avaliação antes de definir sua estratégia de Open Banking:

Processos: muito além da transformação digital

Condição necessária para criar e capturar valor com Open Banking é já ter passado por uma extensa transformação digital dos processos internos do banco ou instituição financeira (“IF”). A preparação para o Open Banking começa por um processo de abertura de conta ou contratação de produtos 100% online e digital. Mas se enganam aqueles que acreditam que isso seja suficiente: o mundo do Open Banking se distingue pela possibilidade de o cliente utilizar estas funções a partir de sites e aplicativos de terceiros. Só assim uma IF conseguirá aproveitar, ao máximo, o open banking para distribuir seus produtos para terceiros.

Isso também significa que nem sempre o canal de atendimento será o aplicativo do banco, podendo gerar confusão para o cliente na falta de processos claros. Basta perguntar para um colega egresso do mundo das operadoras de celular para escutar histórias sobre o hábito de alguns consumidores entrarem com reclamações no PROCON simultaneamente contra a operadora, na tentativa de que alguém resolva seu problema. A IF precisa se antecipar e definir claramente processos e limites para parceiros e clientes.

Tecnologia: “plataformas” e plataformas de APIs

Boa parte dos bancos já possuem APIs de consumo interno. A exposição destas APIs para o mundo externo já é um primeiro passo importante para construir um “open bank”. Em um ambiente em que bancos, parceiros e clientes possuem necessidades diferentes para aproveitar ao máximo o open banking, na prática essas “plataformas” quase sempre solucionam o problema do banco, em geral ajudam o desenvolvedor, mas quase nunca auxiliam o consumidor final.

Integrações “um-para-um”—entre um banco do segmento agrícola e uma fintech de câmbio, por exemplo—sem dúvida ampliam o leque de escolhas do cliente. Mas a diferença de uma ferramenta para viabilizar parcerias e uma ferramenta pluripotente, que transforma o banco em uma plataforma exponencial necessita a participação do banco em um ecossistema que trabalha para o cliente. O futuro pertence àqueles que entendem (e aceitam) que em nosso exemplo acima, a escolha da fintech utilizada para o câmbio será do cliente e não do banco. E plataforma de APIs do banco precisa estar preparada para conectar de maneira segura, acessível e de maneira totalmente “self-service” para o desenvolvedor e o cliente também, baseado na escolha destes atores, e não do próprio banco.

Até mais importante do que a escolha de provedor ou tecnologia da API, o modelo de uso da sua API—se é self-service ou não, se possui aderência à uma plataforma que agrega vários provedores—é o fator crítico de sucesso de uma estratégia de open banking. Basta lembrar o que aconteceu com a RIM—fabricante do Blackberry—em face de uma plataforma aberta como o Android para ver o risco da história se repetir com a escolha de uma estratégia “fechada”.

Cultura: confiança e serenidade em meio a tempestade

Após décadas de construção do “supermercado financeiro” e a dominância de termos como “share-of-wallet”, o Open Banking colocará em cheque anos de trabalho em alguns departamentos de produto. Alguns destes irão potencializar sua distribuição através de novas plataformas e novos produtos dos mais variados nichos. Enquanto isso, outros que sobreviveram somente pelas vantagens do “protecionismo” ou subsídio interno serão expostos à concorrência global. Gestores serão forçados a reavaliar suas estratégias continuamente, tomando decisões difíceis sobre onde alocar esforços, recursos e talentos.

Enquanto isso, do lado operacional, novos desafios de segurança, autenticação e de privacidade de dados trarão um novo vocabulário para os departamentos de compliance, jurídico e segurança da informação. E ao contrário do seu papel tradicional de avaliação e consentimento, mais do que somente fornecer o “de acordo”, estas áreas estarão na linha de frente não só da execução, mas também da criação de estratégias verdadeiramente “abertas” de Open Banking.

Uma autorreflexão individual e coletiva

Com decisões, execução e resultados medidos em dias e não meses, a IF e seus colaboradores precisarão de bastante serenidade diante de novos concorrentes, novos modelos de negócio e uma constante evolução em que o concorrente de ontem é o parceiro de hoje e ninguém sabe o amanhã. E talvez a melhor avaliação sobre se o seu banco está preparado para este acelerado novo mundo—com riscos e oportunidades igualmente exponenciais—seja a resposta do gestor a uma única pergunta:

Seus processos, tecnologia e cultura trabalham juntos para minimizar o downside ou maximizar o upside da sua estratégia? Se o seu foco é em capturar ao máximo o valor gerado por novas oportunidades, bem-vindo ao Open Banking. Este novo mundo foi feito para você.

Ricardo Taveira é CEO da Quanto

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Qual é o papel do vendedor profissional na atualidade?

Por Mário Rodrigues

Antes de responder qual é a função de um vendedor profissional nos tempos de hoje, é preciso contextualizar as mudanças que esses especialistas passaram no decorrer dos anos. Afinal, a profissão é considerada uma das mais antigas do mundo. Para se ter uma ideia, as pessoas vendem e negociam antes mesmo do surgimento da moeda, desde o período do escambo, quando era preciso apenas falar das características dos produtos ou serviços prestados.

Com o passar dos anos, após a criação do dinheiro e a Revolução Industrial, o cenário mudou, pois a produção passou a exceder a quantidade necessária para o consumo. Nesse contexto, o artesão que antes confeccionava um sapato por vez, com o processo evolutivo, passou a ter uma máquina que poderia produzir três ao mesmo tempo. Ou seja, com mais pares para vender, era preciso fomentar o consumo. Assim, surge a primeira figura do vendedor profissional moderno.

O breve relato ajuda a compreender que a atividade do vendedor passou por diversas mudanças, sempre com foco no avanço tecnológico e, principalmente, no comportamento dos consumidores. Agora, em um mundo em que todos estão conectados, o tempo todo, com a possibilidade de comprar tudo pela internet, qual é a real função de um vendedor profissional dentro de um estabelecimento? A resposta é simples: o papel do especialista é ser um consultor. Mas, na prática, a questão é um pouco mais complexa.

Na era digital, o consumidor tem acesso a todas as informações dos produtos, as vantagens e desvantagens, consegue comparar os preços praticados no mercado e, talvez o mais importante, avalia a experiência que outras pessoas tiveram ao comprar o mesmo item.

Dentro de todo o universo de possibilidades virtuais, as pessoas são bombardeadas de ofertas encontram um enorme leque de opções. Porém, com essa superexposição, fica difícil escolher. É nesse momento que o cliente prefere ir à loja física, pois precisa ver e avaliar de perto o produto, além de ter uma relação interpessoal com um consultor que o ajude a tomar uma decisão de compra. Os consumidores gostam da ideia de ter alguém que se importe com as suas necessidades.

O bom profissional, treinado, capacitado com as técnicas fundamentais das vendas e, acima de tudo, que saiba identificar o perfil e as necessidades dos clientes, certamente vai promover uma boa experiência, conquistar a confiança e até mesmo fidelizar o cliente. Quando o assunto é vendas, esse é o grande desafio do mundo moderno.

Mário Rodrigues é diretor do Instituto Brasileiro de Vendas

Como criar apps para homens e mulheres: entendendo o mercado mobile

Por Roberto Rodrigues

Quantas vezes você utilizou o WhatsApp hoje? Mesmo quem não entende muito de tecnologia, provavelmente tem um smartphone e utiliza o “zap zap” com certa facilidade. Isso é apenas um exemplo de como o mercado de aplicativos mobile já faz parte das nossas vidas.

De acordo com o relatório divulgado pela App Annie, o Brasil é o terceiro país onde as pessoas passam mais tempo utilizando seus apps por dia, cerca de 190 minutos diários. E o brasileiro gosta de experimentar aplicativos novos: nossos smartphones têm, em média 80 appsinstalados, mas acabamos usando apenas metade deles por mês.

Se compararmos os dados com a pesquisa anterior, temos boas notícias para os novos desenvolvedores, pois houve um aumento de 36% no tempo de uso dos apps pelo público brasileiro.

O mercado de desenvolvimento mobile

Para atender tal demanda, o mercado de desenvolvimento mobile está em franco crescimento. Grandes empresas já entenderam a necessidade de estarem presentes no universo dos smartphones e apostam em apps para cativar seu público. Outros apps optam por resolver problemas do dia a dia das pessoas, conseguindo um expressivo número de downloads.

Existe uma série de possibilidades para se obter rentabilidade com os aplicativos. É possível trabalhar com apps pagos, trabalhar com licençasfreemium ou oferecer pequenas vantagens para o comprador, como vidas extras em jogos ou funcionalidades exclusivas para os usuários pagantes. O modelo ideal depende de cada aplicativo, mas muitos desenvolvedores conseguem resultados interessantes com apps que viralizam.

A maioria dos brasileiros utiliza smartphones com o sistema Android, mas em contrapartida, os melhores salários encontram-se com os desenvolvedores de iOS. A Apple possui uma cultura maior de apps pagos. Além disso, a linguagem Swift é específica para iPhones e iPads, o que torna o trabalho do desenvolvedor algo muito mais especializado.

Segundo dados divulgados por uma pesquisa realizada ano passado pela Quaddro Treinamentos, 81% dos desenvolvedores entrevistados desejam abrir seu próprio negócio. Atualmente, 55% trabalham na área de serviços, 21% em bancos e 19% no setor de educação.

Precisamos de desenvolvedores experts, porém flexíveis

Ainda existe certo preconceito com a figura do programador. Alguns ainda acreditam na figura de um homem jovem, muito centrado no trabalho, mas com poucas habilidades sociais. Esse estereótipo não faz o menor sentido.

Para conseguir um lugar de destaque no mercado, o desenvolvedor precisa ser expert na sua linguagem escolhida, mas também precisa ter muita facilidade de comunicação e relacionamento para conseguir entender seu cliente e trabalhar em equipe. A atual complexidade dos projetos pede por um profissional flexível, que consiga trabalhar em uma equipe multidisciplinar e que, ao mesmo tempo, destaque-se pela sua criatividade e comprometimento. A exigência técnica também é muito alta.

Desenvolvendo apps para homens e mulheres

Destacar seu aplicativo entre os milhares que encontramos na App Store e Google Play não é fácil. Mas é muito importante pensar em um diferencial para o seu app, para que ele não seja “apenas mais um”. Antes de começar a programar, dedique um tempo para pesquisa de mercado, análise de público alvo e construção de personas. Você pode pensar em fazer um aplicativo para homens ou mulheres, mas o ideal é ter um público ainda mais específico, trabalhando com nichos de mercado como “homens, classe A e B, 30 a 35 anos e que gostam de cozinhar” ou “mulheres, classe A e B, 30 a 35 anos que viajam com frequência”.

Você encontra uma série de aplicativos voltados especificamente para o homem ou a mulher nas lojas de apps, mas é preciso tomar muito cuidado com essa questão. Apenas pintar o layout de cor de rosa é mostrar uma visão muito superficial. Hoje homens e mulheres possuem uma rotina muito corrida, com as mulheres trabalhando normalmente em dupla jornada. Por outro lado, os homens começam a se abrir ainda mais para aspectos como a paternidade, ou questões vistas erroneamente como femininas, como cuidados pessoais e dicas de moda.

Produza seu aplicativo estudando a fundo seu público. Conheça sua rotina, seus desejos e o papel que desempenha na sociedade. Não trabalhe apenas com “masculino x feminino”. Encontre lacunas e produza algo novo!

Mesmo com a grande quantidade de apps existentes, a rápida evolução da tecnologia faz surgir novas oportunidades todos os dias. Além disso, as novas gerações estão cada vez mais acostumadas a utilizar o smartphone para resolver problemas corriqueiros de sua vida, o que impulsiona a criação de cada vez mais apps.

Sempre irá existir espaço no mercado porque as pessoas estão constantemente buscando o novo. Elas querem uma forma mais fácil, prática e até mesmo divertida de realizar suas tarefas. Pense em apps que atendam essa necessidade. Obviamente, não é uma tarefa simples virar o “novo WhatsApp”, mas com muita pesquisa, planejamento e alto conhecimento técnico, você já sai na frente.

Roberto Rodrigues, CEO da Quaddro Treinamentos – maior centro de desenvolvimento de carreiras mobile no Brasil, sendo seus carros-chefe cursos de desenvolvimento de aplicativos em sistemas iOS e Android.

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TI especializada para o varejo de vizinhança: caminho para o crescimento

Por Leonardo Barros

Mesmo diante de inúmeras invasões cibernéticas registradas no último ano, as quais afetaram mais de 1,1 mil computadores no Brasil somente durante o mega ataque ocorrido em maio de 2017, o quesito segurança ainda é um fator de segunda ordem. E este cenário não é diferente no setor de varejo supermercadista, que deve se atentar ao tema.

Mola propulsora da economia varejista, o foco do setor de supermercados é se preocupar, e com toda razão, com as vendas, que representam a performance do negócio. Tudo é ágil neste segmento: a logística da mercadoria, o buraco na gôndola, a compra do produto, o giro do estoque, a promoção do mês, dia e hora. É um volume de informações massivamente surpreendente que passa pelos sistemas destes estabelecimentos.

Ressaltando o que foi citado acima, supermercado em sua essência é feito para comprar, vender e propiciar melhores experiências aos seus usuários. Já a gestão da vulnerabilidade da segurança é com a TI. A regra é clara.

Em redes maiores, com infraestruturas mais robustas, há uma equipe dedicada para cuidar do banco de dados, da segurança dessa ou daquela tecnologia que roda em nuvem. Mas sabemos que em mercados menores, os famosos mercadinhos de vizinhança, a situação é outra.

Outrora pequenos armazéns de secos e molhados, esses mercadinhos de bairros foram crescendo com o passar do tempo e ganhando cada vez mais adeptos. Sendo assim, é hora destas lojas começarem a dividir as incumbências. Enquanto elas olham para dentro de casa e focam em atividades mais estratégicas, pensando em táticas e ações para fidelizar os seus clientes, por exemplo, na outra ponta deve entrar o fornecedor terceirizado de TI, modalidade que tem total aderência com a linha de negócios destes estabelecimentos, além de combinar produtividade, crescimento saudável e melhores práticas de segurança cibernética.

Com a terceirização da TI, a primeira medida a ser tomada é o armazenamento na nuvem, que permite a estes estabelecimentos o acesso aos seus arquivos remotamente em caso de pane no servidor principal. Ademais, com uma infraestrutura de TI atualizada, é possível vislumbrar aumento de produtividade, pois um ambiente bem dimensionado e bem assistido contribui para que a empresa nunca pare.

Sem contar a redução de custos, uma vez que minimiza a necessidade constante de mão de obra especializada para suportar a operação. Soma-se tudo isso à segurança dos dados, assunto que nos trouxe aqui e que deve chamar a atenção do setor no quesito de considerar as informações um patrimônio mais importante de uma empresa, por isso ressalto que os dados devem estar seguros.

Dado isso, fique certo de que deixando a sua TI a cargo de especialistas dedicados, as chances de um ciberataque, podendo ocasionar paradas bruscas em toda a operação do estabelecimento, serão mínimas e as possibilidades do seu negócio ter um bom andamento e gerar uma imagem totalmente positiva ao seu cliente, serão maiores. É uma conta em que todos saem ganhando.

Leonardo Barros é diretor executivo da Reposit, provedora de soluções completas em gerenciamento de dados, especializada no atacado distribuidor e varejo.

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Entender o comportamento do consumidor tornou-se ponto-chave no eCommerce

Por Juan D’Antiochia, Gerente Geral da Worldpay para a América Latina

O comércio eletrônico tem conquistado a América Latina por ser uma maneira prática e rápida de comprar produtos com segurança. De acordo com o Relatório Global Payments 2017 da Worldpay1, o crescimento global do eCommerce deverá ser de 11% até 2021 e a América Latina é uma das regiões de destaque.

Os consumidores estão entusiasmados com a possibilidade das compras online e, ao mesmo tempo, as empresas estão investindo para oferecer opções e preços competitivos. O setor varejista nunca esteve tão dinâmico, como demonstrou a notícia divulgada recentemente sobre o início da venda de eletrônicos pela Amazon. As empresas estão aprendendo a ir além – desenvolvendo um profundo conhecimento sobre o perfil de cada consumidor e suas preferências no momento da compra online.

As marcas estão usando o eCommerce para obter mais vendas de novos clientes, à medida que mais e mais brasileiros se sentem confortáveis com as compras on-line. Assim, existem dois tipos de comportamentos: compras transacionais puras e compras experienciais. A primeira, compras puramente transacionais, reflete os consumidores que procuram pelos menores preços e não se importam com o processo ou com a loja em que ele está comprando– e este tem sido um comportamento comum levando-se em consideração o crescimento dos sites comparativos de preços no país. O segundo grupo, compras com experiência, está relacionado aos consumidores que priorizam todo o processo e que ofereça simplicidade, transparência e uma jornada personalizada durante as compras.

Para garantir a relevância e a fidelidade dos clientes, as empresas que operam online no Brasil podem implantar uma série de técnicas, tais como: oferecer alertas para notificar o consumidor quando um produto estiver disponível ou aplicar descontos especiais para compradores on-line pela primeira vez. Estes são os tipos de benefícios já oferecidos pelas empresas e apreciados pelos consumidores em muitas lojas físicas, mas, nos próximos anos, deve ocorrer mais investimento na experiência de compra geral e uma menor distinção entre lojas online e off-line.

Grandes redes varejistas, que começaram seus negócios em lojas físicas, estão de olho no aumento de seus ganhos ao investir exponencialmente no comércio eletrônico e se adaptar às compras com experiência. Considerando que os consumidores estão cada vez mais conectados, é essencial que as empresas melhorem seus processos de gerenciamento de métodos de pagamento com o intuito de oferecer uma experiência personalizada de compra.

Segundo o Relatório Global Payments da Worldpay, o método mais popular de pagamento no Brasil são os cartões de crédito (61%), seguidos pelos boletos bancários (15%) . Mas existe uma tendência que as e-wallets e os pagamentos contactless aumentem suas participações no mercado, assim como sua popularidade, porque deixam os pagamentos via smartphone mais fáceis e seguros. O mCommerce no Brasil deverá atingir US$ 10,1 bilhões até 2021 devido à alta penetração de smartphones – com 1.3 dispositivo móvel per capita, de acordo com a Worldpay.

Um outro levantamento conduzido pela Abcomm e Atlas2 indicou que as compras com smartphones cresceram 9% no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período do ano passado. Os jovens, entre 25 e 34 anos, são o grupo com maior penetração de dispositivos móveis (38%), apesar do perfil ter mudado bastante nos últimos anos, com os adultos aumentando o tempo de permanência para compras online, e utilizando os smartphones para isso.

Os comerciantes precisam estar preparados para essa nova onda no comércio eletrônico no Brasil, adaptando seus sites para a versão móvel e oferecendo os métodos de pagamento preferidos dos clientes. As compras com experiência são uma nova oportunidade para converter vendas, estar perto dos consumidores e conquistar novos negócios!

1 Global Payments Report 2017 da Worldpay

2 Pesquisa “E-commerce Radar 2017” da Abcomm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) e Atlas

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