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LGPD: tecnologias e automatização vão facilitar adequação às regras

Por Carlos Alberto Ferraiuolo, Diretor de Tecnologia e Inovação da Access Brasil

Nos últimos anos, as políticas de gerenciamento de informações têm sido postas à prova por conta de novas regras que mudaram o cenário da conformidade. E como conformidade está diretamente ligada à capacidade de armazenar e dispor dados com segurança, as empresas precisam estar atentas à gestão de documentos.

Para cumprir as novas regras, como a LGDP (Lei Geral de Proteção de Dados), prevista para entrar em vigor no Brasil em 2020, ou a GDPR (General Data Protection Regulation), instituída pela União Europeia em 2018, ou a Sarbanes-Oxley, as empresas estão reavaliando suas políticas de gerenciamento de informações e conformidade.

Por exemplo, a LGDP estabelece regras sobre a coleta, o tratamento, o armazenamento e o compartilhamento de dados pessoais gerenciados pelas organizações. Entre as ações coibidas pela LGPD estão a coleta e o uso de dados pessoais sem consentimento, seja pela iniciativa privada ou pelo poder público, bem como a utilização de informações pessoais para a prática de discriminação ilícita ou abusiva.

O primeiro passo para a adequação à LGPD é realizar um mapeamento detalhado dos dados pessoais tratados e o seu ciclo de vida. Saber onde estão, como estão armazenados, quem tem acesso, se os dados são compartilhados com terceiros no Brasil ou exterior e quais riscos associados ao ciclo de vida são algumas das perguntas importantes que as organizações devem responder antes de implementarem políticas de gerenciamento de informações.

Neste sentido, as tecnologias e a automatização serão componentes importantes para as organizações, uma vez que a nova lei traz desafios de gestão e governança de privacidade tais como a gestão de consentimentos (e respectivas revogações), gestão das petições abertas por titulares (que, em alguns casos, devem ser respondidas imediatamente), gestão do ciclo de vida dos dados pessoais (data mapping & data discovery) e implementação de técnicas de anonimização (os dados anonimizados não serão considerados dados pessoais pela lei desde que o processo não seja reversível).

Dentre os muitos processos e operações que fazem parte das rotinas das empresas, a gestão de informação é essencial para garantir o bom funcionamento e a adequação às regras de compliance da organização. No entanto, diversos fatores podem afetar a produtividade dos gestores e de seu negócio, como falta de segurança, não conformidade, descarte incorreto de documentos, e mau uso dos espaços físicos e virtuais da empresa.

Mas todos esses problemas, e muitos outros relativos à conformidade, são resolvidos com a implantação de corretas políticas de gerenciamento de informações e eficientes sistemas de gestão documental. A LGPD ficou mais flexível com alguns vetos realizados pela presidência em Julho/19. Um destes vetos derrubou a exigência de revisão de decisões automatizadas por um humano, permitindo que sistemas automatizados com base em algoritmos tomem decisões que vão desde a retirada de informações de mídias sociais à concessão de crédito a uma pessoa. Sendo assim, as organizações vão tirar maior proveito de soluções de robotização, que garantem a produtividade especialmente quando falamos de tarefas manuais e repetitivas relacionadas à análise de informações.

O desafio aqui, portanto, é mudar sem ter de paralisar processos. Para isso, vai ser fundamental contar com parceiros que possam dar velocidade na adoção de tecnologias e automatização, especialmente nas organizações em que ações de conformidade ainda não estão totalmente desenvolvidas.

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Mudar é preciso: a nova dinâmica das marcas na Era da Transformação Digital

Por Sandra Maura, CEO da TOPMIND

Além de co-fundador da Apple e criador do iPhone, Steve Jobs sempre foi conhecido por suas lições e histórias de empreendedorismo. Em uma delas, ele perguntou a um executivo, durante uma entrevista de emprego, “se ele queria continuar a vida inteira vendendo água com açúcar ou queria mudar o mundo”. O que ele provavelmente quisesse dizer é que mudar não seria mais uma questão de escolha.

A tecnologia evidentemente tem um papel central nesse cenário. Conceitos como Computação em Nuvem, Automação e Internet cada vez mais móvel e acessível, entre outros, tornaram os negócios muito mais ágeis e escaláveis. Não por acaso, estudos indicam que a aplicação de recursos inteligentes à Indústria 4.0 pode gerar ganhos de mais de R$ 70 bilhões às empresas do Brasil, sem falar do enorme potencial aberto às companhias de varejo e de prestação de serviços que estão em plena modernização de suas estruturas.

No entanto, a transformação digital não tem imposto apenas uma necessidade de mudança tecnológica. As empresas estão tendo de mudar de forma mais abrangente. Estamos falando, nesse caso, de uma alteração profunda no ritmo dos negócios, revolucionando os modelos de atuação, planejamentos e, principalmente, as formas como as marcas interagem com as pessoas.

Estudos realizados pela MIT Sloan School of Management, uma das faculdades de negócios do Massachusetts Institute of Technology (Estados Unidos), indicam que a transformação da maior parte das empresas que alcançaram o sucesso na Era Digital não foi baseada na parte técnica apenas, mas sim na estratégia e no modo como essas empresas veem o futuro. O levantamento aponta que aproximadamente 80% das companhias digitalmente maduras demonstram ter uma estratégia digital clara e coerente.

Planejar e estar pronto para mudar é essencial. No entanto, também é verdade que a constante busca por novidades tem colocado as empresas diante de uma dinâmica extremamente desafiadora, principalmente no que tange a satisfação de seus clientes.

Vale frisar, que a transformação é uma demanda irreversível do nosso tempo, e que quando vista com atenção, tem tudo para ajudar as companhias a atingirem novos patamares, ampliando o sucesso em suas propostas de valor. Será, por exemplo, que poderíamos gerar Unicórnios (empresas que valem mais de R$ 1 bilhão) seguindo uma receita tradicional? Talvez não.

O desafio está em saber como criar marcas preparadas para lidar com as mudanças que virão. Nesse cenário, não há dúvidas de que engajar pessoas, discutir ideias, manter a colaboração, agir de forma resiliente, adotar tecnologia de última geração e ter um propósito, é a melhor combinação para uma empresa se diferenciar na era digital.

Em uma recente pesquisa do Gartner, por exemplo, executivos admitiram que uma das principais questões para o futuro das organizações é que o uso de informações digitais será mais complexa, assim o investimento em segurança e privacidade de dados deve aumentar. Mais de 80% dos entrevistados neste estudo destacaram que as iniciativas de Big Data e Analytics eram prioridades para suas operações. Isso quer dizer, basicamente, que apesar dos riscos e desafios, especialistas acreditam nos ganhos da inovação digital.

Existem muitas oportunidades que as companhias devem pesquisar. A transformação é algo inevitável, exige maturidade e foco para encontrar o melhor caminho. Afinal de contas, como também disse Jobs, é importante sermos os inventores do amanhã. É hora de avançar e transforma

Como a tecnologia ajuda a tornar os processos gerenciais mais ágeis?

Por Marcelo Furtado, fundador e CEO da Convenia

Todos os anos surgem novidades na área de tecnologia. Com a promessa de agilizar as rotinas de uma empresa, elas ganham cada vez mais adeptos no meio corporativo. É essencial que as empresas se adaptem às mudanças na forma de condução de seus processos gerenciais, pois só assim é possível garantir que se mantenham competitivas no mercado.

Os novos softwares e sistemas de gestão trazem benefícios às empresas em diversas áreas de sua atuação. Neste artigo, irá conhecer quais são eles. Também recomendações sobre como incorporar a tecnologia aos processos gerenciais, de forma a alcançar os objetivos da empresa e contribuir para seu crescimento.

O que são processos gerenciais?

Processos gerenciais são aqueles relacionados ao planejamento, coordenação e monitoramento do negócio. Fazem parte da gestão da empresa e permeiam todos os seus demais processos, por isso, influenciam diretamente no alcance dos objetivos da organização.

Devido à sua função primordial na condução de uma empresa, é importante estar atento à necessidade de incorporar a melhoria contínua aos processos gerenciais. Esses refletem no desenvolvimento de todas as áreas de uma instituição, por isso, sua otimização trará impactos positivos ao desenvolvimento do negócio.

Um Sistema de Informação Gerencial (SIG) é uma ferramenta importante para reunir todos os dados que dizem respeito ao negócio em seus diversos aspectos. Com a união das informações em um só lugar, pode-se ter o panorama completo da situação da empresa, incluindo novas demandas de investimentos, custos a serem reduzidos, dados a respeito dos clientes e de funcionários.

Assim, os SIGs contribuem fortemente para a tomada de decisão pelos gestores. De posse de todas as informações sujeitas a impactarem o negócio, o planejamento pode ser feito com maior precisão, o que refletirá positivamente na execução das ações e na qualidade dos serviços oferecidos pela empresa.

Como a tecnologia pode trazer agilidade aos processos gerenciais?

Com o uso da tecnologia, os processos relativos ao funcionamento do negócio ganham mais fluidez, o que traz diversos benefícios. Abaixo veja alguns deles.

Automatização de processos

Com o uso de softwares, várias tarefas rotineiras de uma empresa podem ser automatizadas, por exemplo: controle de horas trabalhadas, cálculos relacionados ao pagamento de funcionários e comunicação.

Assim, reduz-se os esforços em atividades operacionais. Com isso, maior tempo é disponibilizado para atuar em funções estratégicas para a empresa. Os colaboradores podem ter maior liberdade para propor novas formas de trabalho, o que abre espaço para a criatividade.

Redução de custos

O uso da tecnologia reduz as chances de erro na execução dos processos gerenciais. Logo, uma maior produtividade pode ser alcançada. Os sistemas de gerenciamento de planilhas permitem um melhor controle de gastos, pois dão uma visão ampla dos recursos financeiros utilizados nas etapas de um projeto.

Aumento dos lucros

Com a redução de custos, pode-se esperar uma maior lucratividade das operações da empresa. Além disso, com a implementação de melhorias nos processos gerenciais, agrega-se maior valor aos serviços prestados pela organização. Isso melhora a imagem dos clientes perante a empresa, trazendo mais oportunidades de negócio.

Eliminação de gargalos

O uso de softwares para gestão de processos permite identificar aspectos que não estão trazendo resultados positivos ao negócio. Por meio de uma interface amigável, eles trazem uma visão global dos processos internos e oferecem insights para melhorá-los.

Segurança para tomada de decisão

Sistemas de gestão eficientes permitem o monitoramento contínuo dos aspectos gerenciais e operacionais de uma empresa. Dessa forma, um gestor pode ter uma visão ampla de todos os fatores que afetam o desenvolvimento do negócio e, então, tomar decisões com maior chance de acerto.

Aumento da qualidade dos processos

As melhorias tecnológicas permitem a rápida identificação de erros, que podem então ser corrigidos imediatamente. Os resultados são gerados mais rapidamente, tornando as rotinas empresariais mais ágeis.

Assim, pode-se ter uma melhoria contínua nos processos, de forma a alcançar a excelência nos campos operacional e gerencial.

Aumento da eficiência da comunicação

Outro aspecto beneficiado pela implementação da tecnologia é a comunicação, tanto interna quanto externa à empresa. Como exemplo, podemos destacar a disponibilização de informações na nuvem, além de aplicativos de envio de informações aos funcionários.

Com uma transmissão de informação com maior clareza e rapidez, a atuação dos colaboradores torna-se mais eficiente e alinhada aos objetivos do negócio.

Como implementar mudanças tecnológicas nos processos gerenciais?

Primeiramente, é importante estar atualizado em relação às novidades tecnológicas que surgem periodicamente. O quanto antes as mudanças forem implementadas na empresa, mais rápido os benefícios virão e ela ganhará vantagem competitiva.

Outro ponto importante é oferecer suporte aos colaboradores durante a implementação da tecnologia. Toda mudança leva tempo, logo, é normal que um período de adaptação seja necessário. Nesse processo, o gestor deve estar próximo dos funcionários, de forma a dar o máximo apoio durante a transição. Pode ser necessário até mesmo criar uma equipe específica para auxiliar nas mudanças.

Lembre-se que apenas implantar um novo software não é garantia de que todos os gargalos da empresa serão resolvidos. Para isso, é necessária uma mudança na cultura organizacional. Os colaboradores precisam encarar os problemas com uma nova perspectiva, de forma a tornar as atividades mais ágeis e aumentar a qualidade das operações.

Portanto, as novas modalidades de softwares e sistemas de gestão fornecem maior eficiência na execução dos processos gerenciais. Dessa forma, a organização da empresa é otimizada e diversos benefícios são trazidos à organização como um todo. Geração de resultados com maior rapidez, redução de custos e de esforços operacionais, bem como o aumento da qualidade dos processos podem ser alcançados.

Com isso, agrega-se maior valor aos serviços de um negócio, o que atrai novos clientes e melhora a imagem da empresa. Não fique para trás na evolução tecnológica! Comece já a usufruir das vantagens de novos softwares e modelos de gestão para sua empresa.

User Experience x Customer Experience: qual utilizar?

Por Marco Antônio, cofundador do Garage Criativa

É comum que os conceitos de Experiência do Usuário e Experiência do Cliente se confundam. A questão é: se clientes são também usuários e vice-versa, não estamos lidando com a mesma coisa?

Mais ou menos. Cada um trata de um aspecto especial, mas ambos os conceitos devem andar juntos.

User Experience

Também conhecido como UX, User Experience ou ainda Experiência do Usuário, o conceito trata da maneira com que os clientes interagem com um produto, website, canal ou aplicativo específico. Em sua essência, o UX diz que a experiência do usuário dependerá do quão fácil for navegar ou usar um site, produto, serviço ou tecnologia.

Resumidamente, a boa experiência do usuário permite que seus clientes encontrem informações com rapidez e facilidade.

O UX analisa questões como:

Design de interação;
Usabilidade;
Design visual;
Arquitetura de informação;
Conteúdo;
Pesquisas.
Portanto, mesmo que um site tenha um bom design, se seus usuários não encontrarem o que procuram ou se sentirem perdidos, eles não voltarão. Como essa decisão é tomada em segundos, o User Experience torna-se essencial (e até vital) para as empresas.

Customer Experience

Também conhecido por CX, Customer Experience ou Experiência do Cliente, o termo diz respeito à experiência geral do cliente com uma empresa. Trata-se de como os consumidores percebem as interações multicanal – tanto online quanto off-line – com a organização como um todo.

Na essência, o objetivo do CX é aumentar a satisfação e a lealdade do cliente. Oferecer uma ótima experiência não apenas diferencia a marca, como ajuda a aumentar a receita e vendas e a obter vantagem competitiva.

Customer Experience lida com questões como:

Atendimento ao cliente;
Publicidade;
Reputação da marca;
Vendas;
Preços;
Entrega de produto.

Principais diferenças entre User Experience e Customer Experience

O Customer Experience analisa a interação com o cliente desde seu primeiro ponto de contato e durante toda a sua jornada, considerando todos os canais da marca. Já o User Experience é mais específico e foca em um canal, seja site, aplicativo, e-mail, chatbot etc.

Tradicionalmente, UX costuma referir-se a produtos digitais. Já o CX é usado mais em setores relacionados a serviços. Além disso, a Experiência do Usuário concentra-se mais na usabilidade. A Experiência do Cliente, por outro lado, busca melhorar o atendimento ao consumidor como um todo para criar uma marca mais forte. Sendo assim, a Experiência do Cliente trata de um conceito mais amplo.

UX ou CX: qual utilizar?

Embora existam diferenças entre User Experience e Customer Experience, ambos precisam trabalhar em conjunto. Ao pensar exclusivamente na experiência do cliente, a experiência do usuário a complementa, uma vez que o cliente também interage com o site ou aplicativo da marca. Aliás, a experiência do usuário é a base de uma boa experiência do cliente.

Imagine que o consumidor acessa uma loja virtual para comprar algum produto. O site é amigável e fácil de usar. Em questão de segundos ele encontra as opções disponíveis e faz a compra. Nesse caso, houve uma boa experiência do usuário.

Agora, digamos que seu produto tenha sido entregue no tempo previsto, mas veio com defeito. Ele acessa o site, encontra rapidamente as informações que precisa para proceder com a reclamação (mais uma vez, a UX mostrou-se boa), liga para a empresa e eles pedem para retornar dois dias depois. Ele liga novamente e, mais uma vez, precisa aguardar alguns dias. Nessa situação, a sua Experiência do Cliente foi negativa.

Conseguiu entender como cada conceito se complementa? Empresas que utilizam UX e CX de maneira integrada adotam uma abordagem completa, centrada no cliente em todos os pontos de contato, ao invés de priorizarem apenas um tipo de interação.

No final do dia, quando as experiências do usuário e do cliente se complementam, o seu consumidor é premiado com uma ótima experiência em qualquer interação que venha a ter com seu produto ou serviço.

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A lei de informática e as auditorias

Por Felipe Catharino

Com quase 30 anos de vigência, a lei de informática foi sancionada em 1991 pelo Governo Federal e concede incentivos fiscais para empresas do setor de tecnologia e comunicação que investem em Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação Tecnológica (PD&I). O avanço tecnológico dos últimos anos motivou uma discussão para a modernização da lei buscando acompanhar as atualizações inerentes a esses segmentos. Além disso, foi necessário atender às exigências da Organização Mundial do Comércio (OMC).

A lei concede redução de 80% sobre a alíquota regular de 15% do Imposto de Produto Industrializado (IPI) para os itens considerados incentiváveis. Para que um fabricante possa usufruir do benefício, é preciso atender a diversos critérios como, por exemplo, apresentar determinados níveis de nacionalização e investir 4% do faturamento em programas de pesquisa e desenvolvimento e inovação.

O governo federal utiliza esse mecanismo como forma de incentivar investimentos em inovação nesses nos setores de tecnologia. Atualmente, aproximadamente 600 empresas se valem dos incentivos fiscais da Lei de Informática e os principais produtos incluídos são computadores (incluindo notebooks e todos os componentes e periféricos), smartphones, tablets, componentes eletrônicos, monitores, televisores, aparelhos com tecnologia digital, dentre outros.

Desde o final de 2017, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação (MCTIC) vem tomando medidas para aumentar a governança relativa aos incentivos. Após uma série de discussões internas e com o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) para estabelecer melhores formas de controle e fiscalização, o MCTIC publicou, em 2 de outubro do ano passado, a portaria nº 5.150 que regulamenta os procedimentos de atuação dos auditores independentes credenciados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e habilitada junto ao Ministério, sob o formato de asseguração razoável, que inclui a análise de alocação dos recursos e sua destinação enquanto pesquisa, desenvolvimento e inovação. Com isso, na prática as auditorias independentes devem assegurar a veracidade das informações constantes nos relatórios emitidos pelas empresas beneficiárias ao ministério e emitir uma opinião, baseada em metodologia definida, se os projetos reportados são efetivamente atividades de pesquisa e desenvolvimento e se os recursos financeiros alocados são elegíveis perante a legislação, cumprindo assim a obrigação de contrapartida. Além disso, o Ministério manteve o processo interno de acompanhamento e fiscalização realizado por técnicas de amostragem probabilística, segundo critérios de relevância e criticidade e a metodologia estabelecida.

Em atendimento às exigências da OMC, o MCTIC vem atualizando o processo de habilitação do Processo Produtivo Básico (PPB), adotando um sistema de pontuação que comprova a efetiva industrialização nacional sem ferir o acordo determinado. Na primeira etapa, foram envolvidos os PPBs de celulares, notebooks, desktops, placas de circuito, impressoras, computadores integrados (all in one), estação rádio base (ERB), fibras ópticas, tablets e servidores. Há uma expectativa de alteração da lei até o final deste ano quando o incentivo com base no IPI deverá ser substituído por créditos tributários, como já ocorre na indústria automobilística.

Uma legislação bastante semelhante é aplicada às empresas localizadas na Zona Franca de Manaus pela lei de informática da Amazônia Ocidental e do Amapá, com algumas diferenças, por exemplo o IPI é completamente suspenso e não apenas reduzido e os percentuais de investimento em P&D requeridos podem variar de 2,5% a 5%. A necessidade da realização de auditoria independente ainda está em discussão.

De forma geral, a inclusão da obrigatoriedade do trabalho da auditoria independente vem atender a uma demanda de dar mais transparência à aplicação dos critérios definidos pelo governo e no aprimoramento dos indicadores utilizados para o monitoramento dos resultados dos gastos com pesquisa e desenvolvimento. Independente da indústria, investimentos relacionados à Pesquisa, desenvolvimento e Inovação são investimentos cada vez mais estratégicos e necessários.

Felipe Catharino, sócio-diretor da KPMG.

Por que a transformação dos talentos é tão importante quanto a dos processos

Por Maria Augusta Orofino

Há um senso que faz parte de todas as organizações, aquele que diz respeito ao como você sente ao entrar em determinado local. É comum que ele seja descrito como cultura, ambiente de trabalho, clima organizacional, entre outros.

No entanto, como é reforçado no livro “RH de Dentro para Fora: Seis Competências para o Futuro da Área de Recursos Humanos”, não importa de qual maneira é denominado, o que deve ser considerado é que, sim, é algo real. Também é um fenômeno que impacta as diversas pontas, desde o cliente que chega para fazer negócios, como o colaborador que está imerso naquela sensação. Por isso, é que muitos profissionais de RH sabem que é preciso de capacitação por meio de educação corporativa para que se crie a atmosfera certa que conduzirá ao sucesso – ou até a transformação digital.

Agora, imagine quanto é preciso para construir a cultura organizacional em um contexto rápido e tecnológico. É, por conta disso, que a educação corporativa tem se tornando a melhor amiga da transformação digital. Pense que criar o que é certo nos negócios, a partir de perspectivas culturais, é o mesmo que encontrar quais são os valores, normas e padrões que direcionarão a organização.

Já, fazer o mesmo por meio de processos, significa identificar e melhorar os processos-chave. Se, a criação se der pela lógica de competências, serão aperfeiçoadas atividades funcionais. Por último, criar por meio de uma visão de recursos é sinônimo de encontrar quais são os recursos da empresa que entregarão valor. Todas essas abordagens podem ser sintetizadas por uma lógica de capacitação e educação que permitirá ao RH conduzir os negócios para o caminho mais adequado.

A educação corporativa permite desenvolver e alcançar a maturidade nas diferentes perspectivas citadas anteriormente, inclusive no âmbito digital. Levando em consideração que a transformação digital interfere no cenário tradicional ao adotar soluções tecnológicas e, mais do que isso, impacta e modifica o ambiente ou cultura organizacional. Mais do que tecnologia, a transformação digital permite uma série de benefícios e vantagens competitivas, como a ampliação de possibilidades e de resultados para a empresa. No entanto, a educação corporativa não possui um trabalho simples, basta analisar o quão a transformação digital exige das organizações para alcançar a maturidade digital, incluindo a preparação para quebra de paradigmas e novos conceitos de trabalho e interação com as pessoas.

Agora, como promover uma educação corporativa que permitirá todos os ganhos da transformação digital, incluindo a cultura organizacional? Não basta somente procurar por uma capacitação apenas por que é preciso aprender rápido para não ficar para trás. Certamente é um motivo mais do que válido. Porém, deve-se ir adiante e buscar na educação corporativa as capacitações que, de fato, identificarão oportunidades, o desenvolvimento de talentos e a aplicação de ambos dentro de um cenário propício para que ocorra a transformação digital.

Como unir a educação corporativa e a transformação digital?

As empresas que estão promovendo a transformação digital precisam investir corretamente na educação corporativa para garantir que os resultados sejam realmente relevantes. Mas para que isso aconteça, há algumas boas práticas que são fundamentais. Confira:

  1. Entenda qual é o foco e não desperdice energia: mais do que se dedicar a diferentes propostas de educação corporativa, o ideal é entender quais são aquelas que possuem os fatores necessários para causar o impacto desejado.

  1. O seu mestre deve ser o melhor: nada de se comparar com empresas com um desempenho baixo ou que não estão no patamar adequado para a transformação digital. Aqui, a dica é aprender com o melhor, tendo como alvo em sua educação corporativa aquelas organizações com uma alta performance dentro do maior cenário possível. Inclusive, deve-se olhar para os setores irmãos, em que as capacitações se tornaram um destaque, buscando modelos e personalizando-os.

  1. Tenha sempre um lugar reservado para a criatividade: o incentivo ao novo e ao criativo favorecem um mindset adequado para a transformação digital. Portanto, as capacitações devem permitir a criação de espaços para a experimentação, a colaboração e a inovação.

  1. Não se trata apenas de tecnologia: novamente, assim como a transformação digital alcança mais do que as soluções tecnológicas, o mesmo acontece com a educação corporativa. É, sim, essencial que os colaboradores estejam habilitados para o convívio e a manutenção das novas tecnologias, mas não é só isso. As capacitações devem, também, desenvolver competências profissionais importantes que possam contribuir com aquelas que são peças-chave na transformação digital. São exemplos de habilidades essenciais: colaboração, inovação, liderança, criatividade etc.

  1. Mais do que atividades: a educação corporativa é um conglomerado, um conjunto de atividades, não somente um ato isolado, ou uma busca única. Mais do que a ação, é imprescindível o entendimento dentro da capacidade que está sendo desenvolvida. Não são soluções prontas e sozinhas, mas o exercício de competências para determinado fim.

Maria Augusta Orofino, empresária, palestrante, consultora organizacional e facilitadora de workshops e treinamentos empresariais em todo o Brasil e no exterior, nas áreas de Inovação, Modelos de Negócios, Design Thinking e Organizações Exponenciais

O Fluxo do Caixa Projetado x Realizado

Por Deniane Bezerra

Você tem que se virar nos 30 para poder entregar o seu produto/serviço e conciliar com o setor administrativo-financeiro de seu empreendimento?

Tem sido cada vez difícil tomar decisões financeiras sem se perder no meio das planilhas?

Perder o controle do financeiro do próprio negócio é o que tem feito vários empreendedores do Brasil fecharem as portas. Isso acontece porque ter previsibilidade nos resultados de sua empresa e saber que essa projeção se concretizou é fundamental.

Para poder ter foco no negócio, muitos empreendedores têm optado pela terceirização financeira. Afinal de contas, o fluxo de caixa é vital para que a empresa continue funcionando.

Saiba quais são os impactos do fluxo de caixa na sua empresa e porque a sua compreensão é importante para melhor o desempenho financeiro de seu empreendimento:

O que é fluxo de caixa?

O fluxo de caixa é uma ferramenta de controle financeiro importantíssimo para que os empreendedores garantam o melhor retorno possível para o capital que a empresa dispõe no momento.

A partir do controle das movimentações financeiras, é possível ter informações fundamentais para controlar o dinheiro que entra e que sai do caixa durante determinado período de tempo.

Além de controlar a entrada e saída do dinheiro, com ele também é possível controlar o recebimento e pagamento de contas.

Ao contrário do balanço financeiro, o fluxo de caixa não tem relação com lucro ou prejuízo, pois é uma ferramenta que não compreende a avaliação dos resultados.

Compreender a variação do fluxo de caixa permite que as suas finanças tenham mais previsibilidade.

Seu principal objetivo é garantir o equilíbrio das finanças em dia, o que permite que a sua empresa renda sem precisar movimentar o capital.

Naturalmente, para atingir esta previsibilidade, é preciso que os empreendedores conheçam o processo financeiro de seu próprio negócio. Por isso, é de suma importância que tenham um método de gestão eficaz e contem com o suporte de boas ferramentas (daí a importância da terceirização financeira).

O caixa de uma empresa é calculado ao somar o caixa inicial com as entradas, subtraindo o valor que saiu. Ainda é preciso adicionar as contas a receber.

O fluxo de caixa realizado se relaciona ao passado e presente de um empreendimento. Já o previsto é, como o nome diz, algo relacionado ao futuro, ou seja, é feito com base nas previsões reais de entrada e saída do caixa.

O que é fluxo de caixa projetado?

Como o nome já diz, o fluxo de caixa projetado é uma projeção das entradas e saídas financeiras de uma empresa durante certo período.

Antes de mais nada, é preciso deixar claro que o controle do fluxo de caixa é de extrema importância para que a projeção seja a mais real possível.

Em outras palavras, deve-se além de anotar as entradas e saídas do caixa, é importante que os empreendedores coletem todas as informações do setor financeiro, como pagamentos realizados e recebimentos, além das suas prioridades.

A maioria dos empreendedores do Brasil fazem esse controle com tabelas feitas no papel ou planilhas no computador, como no Excel. Entretanto, a forma mais fácil e eficaz de manter as finanças em dia, é a partir de um sistema de gestão financeira.

Benefícios do fluxo de caixa projetado

A curto prazo, projetar os resultados do caixa é importante para descobrir o valor que está sobrando no caixa, e quando está faltando recursos. O fluxo de caixa projetado pode ajudar você a escolher as melhores datas para pagar fornecedores e outros vencimentos, por exemplo.

A projeção permite que os empreendedores prevejam situações de crise, como falhas e possíveis riscos e possam tomar alguma atitude antes mesmo do problema acontecer. Com isso, a empresa cria uma “barreira” contra imprevistos.

Ademais, projetar como será o caixa no futuro é importante para que você identifique o momento exato de se fazer um novo investimento, como expandir o seu negócio ou investir no marketing.

O que é fluxo de caixa realizado?

O objetivo do fluxo de caixa realizado é mostrar o comportamento das entradas e saídas dos recursos financeiros da empresa em certo período de tempo.

Com ele, é possível que os empreendedores definam qual é a tendência de uma empresa.

Como já foi dito, é preciso ter em mãos o resultado para criar um fluxo de caixa projetado que seja preciso. Dessa forma, o fluxo realizado também serve como base para que o empreendedor faça um planejamento das projeções.

Além disso, você também poderá identificar as razões de possíveis variações (falha de projeção e/ou falha na gestão financeira).

Como controlar o fluxo de caixa

Ter o fluxo de caixa é importante para a realização de qualquer atividade dentro de uma empresa. Confira como fazer uma planilha corretamente:

•Primeira coluna: Anote todas as entradas, não se esqueça de colocar no papel os pagamentos que vai receber, os empréstimos e o dinheiro de seus sócios;

•Segunda coluna: Anote todas as saídas, inclusive os pagamentos de contas, despesas (custos fixos), pagamentos e compras realizadas;

•Terceira coluna: anote todas as movimentações realizadas ao longo de um determinado período de tempo;

•Para cada dia, é preciso que seja colocada uma coluna para o fluxo previsto e outra para o fluxo realizado;

•A coluna do fluxo realizada deverá ser preenchida apenas quando fechar o dia de trabalho da empresa.

Benefícios do fluxo de caixa

O fluxo de caixa é de suma importância para que a empresa mantenha as finanças em dia e, consequentemente, que a gestão seja eficaz.

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o controle do caixa não é só para empreendedores de sucesso e de grandes empresas, mas também para micro, pequenas, e médias empresas.

Na verdade, o que separa pequenos empreendedores dos empreendedores de sucesso é, justamente, a forma com que lida com as finanças.

Hoje em dia, muitas instituições de crédito exigem que seja apresentado o fluxo de caixa para conceder empréstimos.

•Maior organização das finanças;

•Oferece um maior controle financeiro;

•Facilita a tomada de decisões dentro da empresa;

•Aumenta a eficiência da empresa;

•Faz com que o planejamento financeiro seja mais palpável, ou seja, é mais fácil verificar se é possível fazer novas aplicações, investimentos, etc.

Você precisa colocar as finanças em dia e melhorar o controle do fluxo de caixa, então agende um call agora mesmo!

Deniane Bezerra, CEO e fundadora da Vibratto, empresa especialista em terceirização financeira para startups e PMEs

Compliance criminal: prevenir é a melhor solução

Por Daniela Polidoro Knippel e Edson Luz Knippel

O empresário, ao desenvolver sua atividade, muitas vezes se coloca em situações de risco que são por ele desconhecidas.

Minúcias da legislação tributária, aspectos previdenciários, cuidados ao participar de licitações, comunicações exigidas às autoridades fazendárias, necessidade de licenças ambientais, rotinas trabalhistas, dentre tantas outras hipóteses, podem criar ou elevar o risco de problemas relacionados a prática de infrações, inclusive no âmbito penal.

Na maioria dos casos somente a experiência empresarial não resolve. É necessário que providências de natureza técnica sejam tomadas para evitar a prática de infrações penais.

Desde 1990 houve uma inflação legislativa penal, responsável pela criação de normas penais que podem recair sobre a atividade empresarial. Sonegação fiscal, apropriação indébita previdenciária, fraude em licitações, crimes ambientais e lavagem de capitais são exemplos de delitos cuja incidência é passível de verificação nesse contexto.

Além disso, é de fácil constatação que os órgãos estatais de fiscalização e de apuração criminal atuam em conjunto, com o emprego de recursos e instrumentos cada vez mais eficazes. O simples cruzamento de dados e informações pode revelar a existência de um ilícito, cuja investigação poderá ser aprofundada no passo seguinte.

Fato é que na imensa maioria dos casos o acompanhamento técnico das rotinas das empresas poderia evitar a prática desses crimes.

É nessa perspectiva que se propõe o compliance criminal. O grande diferencial é atuar na prevenção, antes da prática de delito, evitando a sua ocorrência. Enquanto a atuação tradicional na esfera penal repousa sobre o fato já praticado, o compliance criminal possui o escopo de se antecipar a essa ocorrência.

Na medida em que uma situação de risco é detectada, o profissional alertará sobre o dano potencial daquela prática, e trará soluções, sem que haja prática de infração penal.

Sendo assim, a aplicação do compliance criminal repousa sobre um trinômio: prevenção, detecção e remediação.

A orientação técnica e efetiva pode fazer com que o empresário, bem como a própria empresa, deixe de passar por dissabores na justiça criminal. É certo que após a prática do delito o desgaste será muito maior, seja no âmbito da credibilidade e da reputação da firma, seja do ponto de vista econômico. E principalmente no que se refere a eventuais consequências penais, que podem variar desde a homologação de uma transação penal ou até mesmo chegar a uma condenação, com imposição de pena e perda da primariedade.

Ademais, a preocupação da empresa em seguir parâmetros éticos e legais lhe confere confiabilidade. A cultura da autorregulação é salutar e pode afastar uma série de complicações no futuro.

Daniela Polidoro Knippel, Advogada e Especialista em Direito Penal e Processual Penal

Edson Luz Knippel , Advogado. Doutor, Mestre e Graduado em Direito pela PUC/SP. Professor Universitário em São Paulo.

Varejo brasileiro está ávido pela transformação digital

Por Raul de Souza, Diretor Executivo de Big Retail e Latam da Linx

Engana-se quem acha que a transformação digital anda distante do varejo brasileiro. Muito pelo contrário. Grandes nomes do mercado estão enfrentando de peito aberto os desafios da adesão a novas tecnologias e também das mudanças no modelo de atuação provocadas pelo contexto digital, que imprimem mais agilidade e velocidade em todas as pontas do varejo.

Meios de pagamento móveis, Big Data, omnichannel, same day delivery e mini-hubs de distribuição já são termos correntes por aqui, chegando praticamente juntos com mercados mais avançados, como o norte-americano. E não é só o discurso. Os lojistas, independentemente do porte, estão cientes de que transformar-se digitalmente não é mais uma opção, mas sim uma realidade.

Mas o que tenho dito em inúmeras conversas é que perder o medo da transformação digital não significa criar uma loja online, um aplicativo ou abrir um canal social. Precisamos pensar digitalmente, entendendo que a tecnologia não é o fim, mas um facilitador e otimizador dos processos de trabalho.

Os grandes varejistas brasileiros já internalizaram isso e, assim, estamos acabando com a discussão sobre o “fim da loja física”. Essa nova realidade exige a integração dos mundos digital e físico, que nunca deixará de ser um ponto de venda essencial para o mercado de consumo.

Isso fica claro quando sabemos que muitos clientes usam o digital como principal ferramenta de pesquisa, mas definem a compra em contato direto com o produto: 47% dos internautas pesquisa online, mas realizam a compram efetiva na loja, por exemplo.

Isso mostra que a tecnologia não é apenas a base do e-commerce, mas um imprescindível ponto de apoio para o comércio tradicional. Com ela, temos à disposição produtos e serviços que permitem conhecer melhor o cliente, oferecer as melhores experiências de compra e, é claro, melhorar a organização e a gestão do negócio como um todo, independente do canal.

Entre os fatores que explicam o crescimento digital no varejo brasileiro, está a redução dos custos de adesão. Com a popularidade, as tecnologias ficam cada vez mais acessíveis para o varejista, tanto em preço quanto em velocidade de implantação. Outro ponto é a aceitação local: o brasileiro é um altíssimo consumidor digital, ficando atrás apenas da China em número de celulares per capita.

Somos um dos povos que mais usa internet e, certamente, mídias sociais. Estamos caminhando para acabar com as barreiras entre online e offline. Por isso, queremos que produtos e serviços nos atendam igualmente em ambos os cenários. Por último, a necessidade de superar a concorrência faz com que os consumidores fiquem cada vez mais exigentes e empoderados, trazendo para o varejo o desafio de estar sempre um passo à frente.

Hoje, é preciso ser mais ágil e eficiente não apenas do que a loja ao lado, mas de todo o mercado.

Dez recomendações para a adoção de uma estratégia nacional de Inteligência Artificial

Por Fábio Rua

Estamos vivendo aqueles raros momentos da história em que a base tecnológica já desenvolvida está acelerando de uma forma tão incrível, que quem ficar para trás perderá qualquer chance de crescer e prosperar, seja como indivíduo, empresa ou nação.

Nos últimos dois anos, diversos países anunciaram e já estão avançando em estratégias nacionais para o desenvolvimento e uso de Inteligência Artificial (IA). Não é para menos, já que sistemas de IA adotados ou impulsionados por governos são o principal motor da economia digital e podem contribuir para a democratização e aprimoramento de serviços públicos, individualização da educação, combate à corrupção, ao tráfico de drogas, de armas, além de reduzir ineficiências na saúde, no campo e nas cidades.

No Brasil, o assunto tem grande potencial de ganhar tração ao longo dos próximos meses. Recentemente, o MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) anunciou uma parceria com a UNESCO para começarmos a rascunhar um plano integrado de Inteligência Artificial.

Como o tema é complexo e exige uma boa dose de debate e reflexão, antes de ser incorporado às prioridades de um país, elaborei dez rápidos pontos que deveriam ser considerados no processo de construção de uma estratégia que estimule o Brasil a se destacar na corrida pelo desenvolvimento e adoção de IA de forma ética e humana:

– Apoiar o desenvolvimento de habilidades digitais, capacitando estudantes e profissionais a perceberem as oportunidades econômicas que a Inteligência Artificial já está trazendo para todos nós.

– Promover o desenvolvimento de aplicações que resolvam os problemas mais críticos da sociedade e, ao mesmo tempo, diminuam as desigualdades e ampliem o rol de oportunidades econômicas para todos;

– Estimular o uso de plataformas de experimentação que reúnam várias partes interessadas, como comunidades, indústrias, academia e governos, para testar a Inteligência Artificial de impacto social;

– Ampliar mecanismos de financiamento de pesquisas que priorizem a colaboração entre humanos e máquinas;

– Criar grupos de especialistas interessados em desenvolver aplicações de Inteligência Artificial de forma responsável;

– Disponibilizar bolsas e intercâmbios de pesquisadores e desenvolvedores dispostos a treinar a IA para identificar e mitigar possíveis fontes de viés nos dados sendo analisados;

– Abrir os dados do governo, respeitando as regras de privacidade e confidencialidade. Nota: Se quisermos aplicações que contribuam verdadeiramente no endereçamento de problemas mais críticos da nossa sociedade, é preciso acabar com a velha (e desatualizada) máxima de que informação é poder e passar a considerar e entender que no século XXI, o poder vem, na realidade, do compartilhamento dessas informações;

– Adotar padrões globais de segurança, explicabilidade, equidade e transparência, assim como reconhecer e diferenciar as empresas que aplicam tais padrões nos seus desenvolvimentos tecnológicos;

– Investir em pesquisas básicas e aplicadas, na atração dos melhores cérebros do Brasil e do mundo e, de uma vez por todas, na estruturação de um instituto de propriedade intelectual ágil e pronto para estimular o desenvolvimento de tecnologia também no país;

Por fim, todos os níveis de governo devem, sim, investir nas melhores plataformas disponíveis no mercado, de forma a estimular um processo de tomada de decisões mais inteligente para que possam alocar melhor nossos recursos, priorizar ações, integrar sistemas e, principalmente, contribuir para a construção de uma nação mais digital e menos desigual.

Fábio Rua, Diretor da ABES (Associação Brasileira das Empresas de Software) e co-fundador do Movimento Brasil, País Digital

Como Machine Learning vem otimizando processos no atendimento interno das companhias

Por Alexandre Winetzki

Aos poucos os executivos C-Level estão mais conscientes da importância de promover a Transformação Digital e o papel que a Inteligência Artificial (AI) vêm tomando dentro das organizações para otimizar processos no atendimento interno. Segundo previsões da International Data Corporation (IDC), os gastos globais com sistemas de Inteligência Artificial e cognitivos sustentarão um caminho com crescimento exponencial. Em 2022, os investimentos chegarão a US$ 77,6, mais que o triplo dos US$ 24 bilhões previstos para 2018.

É a tecnologia Machine Learning, vem amparando os executivos nesse processo. O termo que significa “aprendizagem das máquinas” e um campo da ciência da computação que permite a existência da Inteligência Artificial. A metodologia utiliza algoritmos para organizar e construir dados para desenvolver padrões e promover com que máquinas/robôs realizem tarefas e aprendam com elas. Assim, gerando conexões capazes de aprender e executar determinadas tarefas sem a ajuda humana e de forma inteligente.

Na prática, a tecnologia auxilia na composição de um conjunto de softwares, sistemas e processos que permitem acelerar e melhorar o desempenho das máquinas que interagem com o público interno, seja por meio de voz ou texto, entregando o melhor resultado preditivo com menos chance de erro e provocando insights relevantes para os negócios das companhias.

De acordo com um estudo do Research and Markets, em 2025 a Inteligência Artificial deve gerar US$ 23,4 bilhões em novos produtos. Acredito que essa tecnologia revolucionária a maneira de fazer negócios em um futuro muito próximo. O levantamento, que se baseou em tendências de mercado, e dados das principais empresas de cada setor, com destaque para 23 países, Brasil, EUA, Canadá, México, Reino Unido, Alemanha, Espanha, França, Itália, China, Arábia Saudita e África do Sul.

Mesmo que as empresas não tenham um budget específico para aplicar Machine Learning, certamente a tecnologia será uma das prioridades dos executivos, que desejam investir em soluções diferenciadas que coloquem o usuário no centro do processo. No Brasil, já temos cases expostos, no início do ano, por exemplo, a líder brasileira em aços planos, anunciou a implementação de uma plataforma cognitiva para oferecer aos seus colaboradores e clientes um atendente virtual. O moderno parceiro virtual está na intranet, garantindo mais agilidade e dinamismo na busca de informações dos funcionários. O assistente virtual também está disponível no site da siderúrgica para orientar ou esclarecer as dúvidas de quem visita as plataformas.

Tenho certeza de que poderemos avançar muito mais na área de inteligência cognitiva e na forma de atender as demandas do público interno e o mercado tem amadurecido para as possibilidades das ferramentas cognitivas, que estão apenas no início da sua evolução. Ao longo dos próximos anos, veremos mais e mais operações sendo realizadas por sistemas inteligentes.

Alexandre Winetzki, diretor de P&D da Stefanini

Automação e tecnologia de ponta: o presente e o futuro das empresas no Brasil

Por Wirandé Campos, diretor de Operações da Printi

Não é de hoje que o investimento em tecnologia para melhorar processos e aumentar resultados vem sendo discutido por diversas empresas de diferentes setores no mercado brasileiro. Em linhas gerais, a inovação nunca foi um assunto tão prioritário como tem sido nos últimos anos por aqui. Entretanto, ainda há muito espaço para o tema.

De acordo com a GS1, Associação Brasileira de Automação, o índice de automação do mercado nacional atingiu 0,22 em 2017. Considerando que o máximo dessa escala é 1, é possível concluir que as oportunidades são grandes. Segundo o mesmo levantamento, a indústria sai na frente do comércio, com 0,26 contra 0,19.

De fato, a produção nacional tem bons exemplos de como a automação aprimora a operação das empresas. No setor gráfico, por exemplo, já é possível coletar a demanda de um usuário pela internet e automaticamente acionar a fábrica para preparar o pedido, seja qual for o material, a tiragem ou a distância do consumidor.

E, dentro do parque gráfico, a automação impera. Investindo em tecnologia de ponta, uma empresa pode reduzir o número de máquinas, aumentar significativamente a produtividade, reduzir o tempo de produção e, por isso, receber mais demandas, faturar mais e satisfazer ainda mais clientes.

Um caso de sucesso da automação envolvendo tanto indústria quanto comércio é o controle de logística. Graças a um sistema que integre vendas ao estoque e, consequentemente, à expedição, a precisão da jornada de um produto até a chegada a um determinado consumidor aumentou bastante.

Neste contexto, até o passageiro que viaja de avião se beneficia com a automação. Isso porque algumas companhias aéreas adotaram o RFID, um recurso de radiofrequência que ajuda essas empresas a rastrearem as bagagens e destiná-las para os voos corretos por meio de uma simples etiqueta de identificação.

Uma pesquisa realizada pela Avanade afirma que empresas que digitalizam processos podem ter receitas até 70% maiores do que organizações que não investem em tecnologia. Neste sentido, a Fundação Getúlio Vargas aponta que os gastos com TI representam uma média de 7,7% do faturamento das companhias. Mais uma vez, tem espaço para crescer.

Muito se fala da preocupação em relação às pessoas. Dizem por aí que a tecnologia substituirá o capital humano. Na verdade, ela faz com que surjam novas profissões e leva as empresas a se preocuparem com novas qualificações aos seus funcionários. De acordo com dados do Panorama de Treinamento no Brasil, as organizações investiram uma média de R$ 2,21 milhões em qualificação interna no ano passado.

Já ficou mais que provado que a automação traz rapidez, melhora a experiência dos consumidores, diminui erros, reduz custos e proporciona uma série de outros benefícios, além de capacitar pessoas. É um caminho sem volta: a tecnologia veio para ficar.

Automação: a nova fase da transformação digital nas empresas

Por Sandra Maura, CEO da TOPMIND

Há alguns anos, quando conceitos como a Computação em Nuvem e a Análise de Dados começaram a despontar no dia a dia das empresas, muita gente se perguntou qual seria o rumo da transformação digital. Agora, com as soluções de Cloud e Analytics em pleno destaque, as companhias estão começando a dar os próximos passos dessa trilha de inovação. Ou melhor: elas estão simplificando essa caminhada, investindo em novas soluções de Automação.

Pesquisas indicam que mais de dois terços das maiores empresas do planeta já contam ou planejam integrar ferramentas de automação a suas operações nos próximos dois anos. Isso significa que grande parcela das companhias, hoje em dia, já possui ao menos uma tarefa diária realizada por máquinas ou quer contar rapidamente com aplicações inteligentes em suas organizações.

De acordo com estudos globais sobre automação, o que se estima do segmento são importantes tendências voltadas a um mercado globalizado, extremamente dinâmico e que demande novas tecnologias, soluções sustentáveis, garantindo lucratividade. Entre os exemplos nesse contexto está à eficiência energética, primordialmente relacionada a soluções sustentáveis para esse mercado.

Impulsionada pelos ganhos de produtividade e de economia às companhias, a automação vem sendo apontada como o fator mais importante para a próxima fase da transformação digital global. Atualmente, é possível contar com soluções endereçadas as mais diversas etapas e ações para a organização das companhias. Entre as oportunidades estão a aplicação de recursos para a gestão automática de espaços, com a administração completa dos ambientes e estruturas dos escritórios e plantas fabris, e gerenciamento de segurança, com a análise inteligente de perfis de acesso às informações.

A utilização dessas opções é um caminho prático e eficiente para configurar e gerenciar a dinâmica das equipes, a troca de informações internas, o dimensionamento da estrutura necessária para a manutenção da alta disponibilidade de link de Internet etc. Em síntese, a automação da gestão de espaços corporativos retira das companhias a obrigação de controlar manualmente a utilização de ativos (computadores e projetores, por exemplo), de salas, redes de dados e até a quantidade de baias disponível para uma equipe rotativa de vendas.

Outra oportunidade de automação que já pode ser usada é a digitalização dos sistemas de telepresença e interação, com quadros e telas interativas. A automação das salas de conferência e reunião ajuda a poupar recursos, simplificar a gestão de equipes remotas, acelerar a comunicação entre times e maximizar a disseminação da cultura organizacional. A tecnologia tem o potencial para simplificar todo o entorno das apresentações, colaborando diretamente para a geração de uma experiência mais rica, eficaz e colaborativa.

Fora dos escritórios, as telas são excelentes oportunidades para implementar pontos de venda mais atraentes e modernos. Pesquisas indicam que o uso de soluções digitais interativas pode representar até 30% a mais de chances para atrair novos consumidores a uma marca. Nesse contexto, a automação desses pontos de contato, com inteligência agregada, ampliará o valor das companhias e o retorno às operações.

Seja qual for a opção para o início das ações de automação, a questão primordial é que a automatização das operações deve ser considerada como uma questão estratégica de alta prioridade dentro das companhias. É importante, no entanto, que esse plano seja tocado com ações realmente práticas. O desenvolvimento sistemático de novas tecnologias é importante para consolidar essa estrada de inovação.

A perspectiva para o mercado de automação ao longo de 2019 é positiva. Uma das promessas é que o setor passe a atuar na área de experiência do cliente no universo da automação comercial. Cenário que possibilita boa expectativa para o setor, com projeções de crescimento de cerca de 50% até 2020 no número de profissionais na área, segundo levantamento recente realizado por uma consultoria global.

As companhias que saírem à frente do mercado e entenderem o real propósito da automação, sobre como extrair valor prático das iniciativas, terão muito mais chances de satisfazerem os consumidores e, com isso, terem melhores resultados. Resta saber quem conseguirá ser mais rápido nesse novo movimento.

Veículos autônomos: revolução no mercado de seguro auto?

Por Andre Gregori

Quem me conhece sabe que uma das colocações que faço com frequência, é “não é se, mas quando”. Ainda que não tenham sido lançados por enquanto, os veículos autônomos já fazem parte do sonho de consumo de grande parte dos brasileiros. No entanto, a tecnologia pode ir muito além do que se espera: os carros inteligentes não só trazem extrema praticidade aos seus proprietários como também podem causar uma grande transformação na indústria de seguros. Um estudo americano produzido pela startup de seguros Metromile, inclusive, mostrou que o preço do seguro pode sofrer uma redução de 80% com a chegada dos carros autônomos.

Assim, com seu registro de direção quase sem falhas, este tipo de veículo deve trazer uma economia de US$ 1 mil anualmente – o que representa cerca de R$ 4 mil para o bolso dos brasileiros. Isso porque, de acordo com o Observatório Nacional de Segurança Viária, 90% dos acidentes de trânsito são causados pelo processo de decisão do motorista. Um carro inteligente, neste caso, diminuiria de forma significativa os riscos de acidentes e, consequentemente, os gastos do seguro.

De qualquer forma, os autônomos não devem acabar com a necessidade de seguros tão cedo. Ainda encontramos todo um ecossistema favorável para os acidentes, principalmente no Brasil. Seria necessário renovar a infraestrutura das cidades para que os veículos inteligentes vivessem em perfeita harmonia com o ambiente, sem que nenhum tipo de falha acontecesse.

Diante de um cenário como este, é preciso continuar reforçando também, principalmente ao consumidor brasileiro, a importância da contratação de um seguro. Afinal, 70% dos veículos não têm seguro no país. E a diminuição dos preços por conta do lançamento dos carros autônomos pode ser uma grande aliada nesse movimento. Isso porque o alto custo – junto à entrega de um serviço, em sua maioria, ineficiente -, é um dos principais motivos da não aquisição de um seguro.

Claro que não é só nestes aspectos que a tecnologia irá impactar a indústria de seguros. A partir do momento que os carros autônomos entrarem em comercialização, as seguradoras podem começar a pensar em uma gama ainda maior de proteção, como, por exemplo, contra hackers. Um serviço diferenciado, aliado ao valor mais baixo, pode ser um fator determinante no processo decisório da contratação de uma seguradora.

O fato é: os veículos autônomos devem chegar para revolucionar. E, já está mais do que claro que isso “não é se, mas quando”. Por isso, cabe a nós, que atuamos no setor de seguros, aproveitar este momento para inovar na construção de serviços e produtos, que atendam às necessidades deste futuro breve. Só assim, conseguiremos alcançar o propósito de proteger cada vez mais vidas no trânsito.

Andre Gregori, ex-BTG Pactual e CEO e fundador do Grupo Thinkseg.

Contribuição Assistencial é opcional e não obrigatória

Por Beatriz Daianese, sócia da Giugliani Advogados

A Contribuição ou Taxa Assistencial gera muitas dúvidas para empresários e contribuintes. Esse aporte é mensalmente descontado da folha de pagamento dos colaboradores e nada mais é do que uma contribuição para os sindicatos de determinada categoria de profissionais. Mas, a verdade é que além de ser uma cobrança opcional, alguns sindicatos cometem a ilegalidade de exigir o seu pagamento.

Por que ilegalidade? A resposta é simples: poucos sabem que não é obrigatório e que há a possibilidade de cancelamento. Em nossa legislação encontram-se duas contribuições devidas pelos empregados ao seu sindicato, a Contribuição Sindical, prevista no artigo 8º, inciso IV, da Constituição Federal, e a Contribuição Assistencial, prevista no artigo 513, alínea e, da Consolidação das Leis do Trabalho, e nas convenções coletivas. A Contribuição Sindical é devida apenas pelos empregados sindicalizados e o pagamento é compulsório. Já a Contribuição Assistencial é devida pelos empregados filiados ou não, mas o seu pagamento é opcional.

Ao inverterem o exercício do direito dos empregados em relação ao pagamento da Contribuição Assistencial, os sindicatos desrespeitam a legislação. Enquanto o correto seria o trabalhador interessado em contribuir depositar o valor para o seu sindicato, os sindicatos obrigam que todos empregados paguem a contribuição, ressalvando-lhes o direito de oposição.

Para o empregado que não quer contribuir e prefere não ser descontado, basta que ele envie uma Carta de Oposição ao sindicato, com aviso de recebimento, no prazo de dez dias, contados da publicação da convenção coletiva; e, depois, apresentar ao empregador o aviso de recebimento, para que ele não efetue o desconto.

É essencial que todas as empresas tenham a precaução de informar todos os seus funcionários e colaboradores que se eles não apresentarem a Carta de Oposição enviada ao Sindicato, terão o desconto da Contribuição Assistencial. Esta conduta resguardará os direitos da empresa em eventuais processos trabalhistas futuros que reclamem o desconto indevido das referidas contribuições.

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Coinovação é a chave para a evolução das empresas

Por José Renato de Mello Gonçalves, VP da Orange Business Services na América Latina

Os gastos anuais em pesquisa e desenvolvimento corporativos em todo o mundo aumentaram 11% no ano de 2018, chegando a US$ 782 bilhões em investimentos no período, de acordo com análise feita pela PwC. Apesar de números tão expressivos, a inovação entrou na agenda de algumas empresas há pouco tempo. As organizações passaram a adotar uma abordagem estruturada do conceito e, muitas vezes, competir para estabelecer quem inova mais.

A melhor maneira de colaborar com o momento que o mercado atual apresenta é optando por coinovar. Isso deve ser feito por meio da parceria clara entre empresas, funcionários e, principalmente, clientes. Inclusive, mais e mais empresas estão estabelecendo parcerias de coinovação não somente com clientes, mas também com universidades, fornecedores, startups e, até concorrentes.

Quando um cliente ou parceiro te procura, eles estão buscando mais do que um fornecedor. A meu ver, os clientes chegam à empresa com problemas e necessidades que precisam resolver, mas, muitas vezes, não sabem exatamente qual o melhor caminho para fazê-lo. Estas companhias precisam de pares para caminhar com eles até a raiz de seus problemas. Portanto, é válido dizer que a coinovação é umprocesso que precisa ser intenso, avaliando e entendendo desde o princípio as necessidades de negócio da empresa, para então, em conjunto, chegarmos a uma solução.

Trocar informações sobre os desafios, as necessidades dos clientes finais, de produtos e serviços desde os primeiros contatos, faz com que o cliente sinta um senso de propriedade e comprometimento de quem está contratando. Isso ajuda a construir uma relação de parceria forte, duradoura e valiosa.

A empresa que lidero possui vários projetos nesse sentido e estamos completamente imersos nesse conceito. Em um deles, ela co-desenvolveu um sistema de monitoramento de combustível baseado em IoT com um operador de frota de pesca. Essa solução otimiza o consumo de combustível e ajuda a evitar sua utilização não autorizada, o que traz uma economia significativa para o cliente, já que cerca de metade dos custos operacionais de uma embarcação estão relacionados ao combustível. Mas, mais do que trazer benefícios para o cliente, essa solução também foi responsável por gerar novas perspectivas e habilidades para nós. O que nos torna mais capazes de antecipar e atender às necessidades de outros clientes nos mais diversos setores.

Coinovar é sinônimo de um mercado inteiro sendo impulsionado e estimulado positivamente. Ao unir forças com outras empresas, é possível que surjam ideias relevantes e que possam se tornar a base de novos produtos e serviços.

Um programa de coinovação pode evoluir para uma parceria permanente, com todas as partes desempenhando um papel no atendimento ao cliente final, e bom para todos. O que vejo é que, mais do que simplesmente a vontade, para que isso ocorra, é necessário entender a jornada de dados de todo o ecossistema, os fluxos de trabalho e a segurança de todos os elementos desse novo ambiente de negócios.

Para fazer isso, é importante estarmos atentos à inovação – pesquisar para compreender o cenário dos maiores polos de inovação do mundo, estar presente nestes locais e criar laboratórios de inovação dedicados à pesquisa e desenvolvimento. É preciso também incentivar ativamente uma cultura de inovação nos funcionários, criando uma estrutura que ajude a trazer as melhores ideias para a empresa.

Coinovar é mais do que simplesmente ter novas ideias. A coinovação deve ser parte do DNA da empresa. Ela se torna parte fundamental de seu crescimento, em um momento que é exatamente isso que o mercado pede.

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O engajamento de equipes na era da transformação digital

SAMSUNG CSC

Por Enio Klein, CEO da Doxa Advisers

A transformação digital está ligada ao futuro do trabalho. Isto é inexorável. A chamada era da automação, capitaneada pela inteligência artificial, fomenta toda uma nova onda de modelos de negócio diferenciados, novas oportunidades de trabalho e avanços econômicos sem precedentes na história. Podemos afirmar que a chamada era digital representa uma ruptura com o passado e certamente exigirá novas competências e atitudes diferentes.

Uma das principais atitudes a serem trabalhadas é o engajamento. O ADP Research Institute conduziu, em 2019, uma pesquisa global sobre o assunto e a conclusão é desoladora: em média, somente 16% da força de trabalho está compromissada e completamente engajada em suas atividades junto às organizações para as quais trabalham. O resultado preocupa, pois, como sabemos, engajamento possui uma relação direta com desempenho.

Dois pontos parecem ser as causas raiz deste problema e ambas estão relacionadas com características tipicamente humanas: cultura organizacional e maior (ou menor) atenção ao desenvolvimento humano, tais como feedback, capacitação pessoal e profissional, e, principalmente, lidar com desejos e expectativas. Mas esta situação pode mudar, se alterarmos a maneira de entender a organização. Mais do que um sistema complexo em que os colaboradores são meramente componentes, as empresas são metáforas da organização humana, onde o trabalho em equipe é fundamental para que os resultados possam ser obtidos.

Exatamente neste ponto é onde a diversidade assume um papel de fundamental importância. A experiência individual é realçada quando agregada a outras experiências, independentemente da idade (geração), do gênero, da base cultural ou outra forma qualquer de classificar os indivíduos. A soma de competências e experiências é benéfica, principalmente se vivenciada em condições ou perspectivas diferentes. A mescla é positiva. É preciso que as lideranças enxerguem que o binômio competência e diversidade é fundamental para o crescimento, e comecem a trabalhar isso em suas empresas de forma orgânica, natural. Não imposta ou por uma questão de imagem. Mas porque é um bom negócio.

O cenário da transformação digital pressupõe o trabalho em equipes cada vez mais flexíveis e com capacidades diversas, trazendo inúmeras oportunidades de inclusão. Por outro lado, é necessário que se tenha atenção redobrada com os movimentos que o mercado está fazendo. Por exemplo, um relatório recente da Mackinsey Global Institute chamado “O futuro da mulher no trabalho: transições na idade da automação”, mostra oportunidades de inserção que podem mudar o perfil do trabalho da mulher nas próximas décadas, como o surgimento de novas funções. O relatório conclui que, se participarem desta transição, mulheres poderão entrar no caminho de atividades mais produtivas e melhor remuneradas.

Pessoalmente, creio que a transformação digital traz oportunidade de inclusão, não só de gênero, em “proporções quânticas”. Muito mais significativas e factíveis que o progresso discreto que a gente vê com políticas, métodos e mobilizações atuais. O trabalho em equipe, neste novo cenário tecnológico e de plena colaboração, é a “sopa primordial para o desenvolvimento do ambiente profissional das próximas décadas. Pense nisso e mãos à obra!

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Por que investir em uma loja online?

Por Rafael Martins

Junho de 2019 – Nos últimos anos, podemos observar como as lojas online ganharam um lugar de destaque no mercado, especialmente pela praticidade criada no momento de realizar uma compra via desktop. As vendas mobile, por sua vez, pegam carona nessa mesma vantagem: os consumidores conseguem fazer as suas compras com ainda mais praticidade, eficiência e aonde quer que estejam: em casa, na rua, no metrô, no ônibus ou em qualquer outro local com conexão à internet.

Por essa razão, os aplicativos para smartphone têm se mostrado uma ótima oportunidade de mercado. Isso significa que as empresas devem investir em uma loja online e preparar o seu site para vendas por meio de dispositivos móveis. Essa pode se tornar uma boa vantagem competitiva e fazer toda a diferença para otimizar os resultados conquistados.

De acordo com a pesquisa “Análise do E-commerce no Mundo 2018”, realizada pela Criteo, as vendas mobile somaram mais de 50% das transações online no mundo. No Brasil, no primeiro trimestre de 2017, 26% das vendas foram feitas através de smartphones ou tablets. Esse número apresentou um salto para 37% no primeiro trimestre de 2018. Diante deste cenário, que demonstra a consolidação das vendas mobile e indica uma tendência de crescimento para o futuro, entender a importância de trabalhar com canais de vendas alinhados com os hábitos de consumo atuais se torna imprescindível nesta Era Digital.

Os dados combinados de todos os países analisados pela Criteo demonstram a expressividade dos dispositivos móveis. Sendo assim, os aplicativos merecem um destaque especial quando falamos sobre as vendas mobile, pois eles apresentam resultados ainda mais relevantes para os lojistas, respondendo por 30% das vendas em dispositivos móveis.

Ao usar um aplicativo para oferecer seus produtos ao consumidor, sua loja online consegue se conectar com um número maior de potenciais clientes. Cerca de 30% de todas as vendas mobile acontecem a partir de um app. A taxa de conversão no app de compras é três vezes maior do que na web mobile. Ou seja, as chances de levar o consumidor ao momento da compra, por meio de um aplicativo, é muito superior às chances de venda pelo mobile web.

E pelo lado do usuário, uma das razões pelas quais os clientes preferem comprar pelo online ao invés das lojas físicas é a possibilidade poder avaliar suas opções e obter as melhores ofertas por meio de comparativos entre os varejistas, além de contar com uma entrega imediata e facilidade e segurança no pagamento. Tudo isso sem a necessidade de levantar do sofá: basta se conectar através do smartphone, ou seja, uma experiência muito mais rápida e intuitiva.

A sua empresa já aproveita as oportunidades de vendas criadas pelo uso de um app? Colocar essa estratégia em prática pode ser mais simples do que você imagina, além de ser uma ótima forma de potencializar as suas vendas!

Rafael Martins, CEO da LifeApps, empresa do Grupo Máxima responsável por plataformas de e-commerce.

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