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Cinco tendências de segurança de redes para 2020

Por Guilherme Araújo, Diretor de Serviços da Blockbit

Dois trilhões de dólares. Segundo pesquisas globais, esse é o tamanho do prejuízo provocado por crimes virtuais ao longo de 2019, em uma lista de ataques que inclui todo o tipo de fraudes e contaminações em busca do roubo e sequestro de dados. De fato, números como os registrados este ano deixam claro que nunca foi tão complexo manter a segurança digital das informações como hoje em dia. Afinal de contas, ao mesmo tempo em que a tecnologia evolui, os cibercriminosos também continuam a desenvolver suas armadilhas e truques.

Nesse cenário, garantir a segurança da infraestrutura de TI demanda uma postura proativa, que invista em soluções e processos que mitiguem as possíveis ameaças, eliminando as brechas e vulnerabilidades que, porventura, existam dentro das organizações como um todo. Além disso, é fundamental ter sistemas de segurança capazes de monitorar a estrutura tecnológica de forma contínua.

Com ajuda da tecnologia, é possível aumentar a proteção digital das empresas e iniciar uma jornada de maior performance empresarial. Para manter as empresas em alerta, destacamos as tendências que merecem destaque e atenção dos executivos líderes de TI e, também, dos responsáveis por segurança. As cinco principais tendências de segurança digital para 2020:

1. Privacidade de Dados – Com a entrada em vigor da nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) prevista para agosto de 2020, a “privacidade de dados” será um tema bastante frequente para as empresas, especialmente aquelas com grandes operações e diversos canais de atendimento a clientes. Contudo, vale destacar que as organizações serão responsáveis por todos os tipos de dados pessoais – incluindo o de parceiros e colaboradores, além dos consumidores. Isso exigirá que os líderes de negócios e TI trabalhem para fortalecer suas defesas, incluindo a gestão de links e o reforço de políticas de controle de acesso às informações.

2. Gestão de dispositivos pessoais – Aproximadamente dois terços dos problemas de segurança acontecem por meio de falhas humanas, com erros de processo e negligência durante as operações. Outro ponto interessante é que a maior parte dos ataques virtuais começam com contaminações de equipamentos “pessoais” (dos colaboradores), que são usados dentro da rotina corporativa. Isso significa, portanto, que gerenciar redes com cada vez mais dispositivos conectados é uma atividade verdadeiramente desafiadora – e complexa – para as equipes de cibersegurança. Em ambientes onde os usuários podem usar seus próprios equipamentos, é indicado que as companhias estabeleçam políticas de segurança mais rigorosas, com filtros de conteúdo práticos. Outra medida importante é contar com firewalls de próxima geração, com recursos avançados para o monitoramento e proteção das informações.

3. Internet das Coisas (IoT) e Inteligência Artificial (IA) – À medida que a Quarta Revolução Industrial avança, podemos esperar que novas ameaças contra os novos padrões de interação homem-máquina surjam gradualmente. Os projetos de IoT estão sendo construídos em diferentes camadas, com redes e sistemas que podem ser atacados em diferentes pontos e formatos. Hoje, estudos já indicam o aumento das tentativas de fraude direcionadas aos sistemas de automação, sensores e access points utilizados na estrutura geral. Além disso, clusters em Nuvem e servidores locais também podem ser alvos de contaminações. É recomendado investir em novas ferramentas de identificação de ameaças, com detecção inteligente de invasões e anomalias de rede.

4. Foco nas pessoas – Um dos desafios das empresas para 2020 será conscientizar e engajar os profissionais para a importância do tema cibersegurança, uma vez que a proteção digital depende da atenção e do empenho de todos. Com processos cada vez mais rápidos e alta exigência por eficiência, é extremamente importante que os usuários entendam seus papeis dentro da segurança da organização como um todo. Até porque é bastante provável que as tentativas de Phishing – envio de iscas maliciosas por e-mail, mensagem e redes sociais – siga sendo o principal mecanismo de infecção de vírus e malwares. Nesse cenário, as empresas devem treinar seus colaboradores, estabelecendo regras práticas de atuação. O objetivo é diminuir ao máximo as vulnerabilidades, sem abrir mão da produtividade trazida à tona pela transformação digital.

5. Prepare-se para mudanças – Estamos diante de um cenário em evolução tecnológica, no qual as ameaças cibernéticas também estão aumentando ano após ano em todo o planeta. Vale deixar claro, porém, que os ataques não visam apenas as grandes empresas – hoje, até mesmo os pequenos negócios são alvo de hackers, que ficam à procura de brechas em seus sistemas de segurança. Para enfrentar esse ambiente desafiador, as organizações devem adotar ferramentas para monitorar seu ambiente de TI e contar com o apoio de especialistas que trabalham constantemente para manter as configurações bem ajustadas às necessidades de desempenho e proteção das redes. É fundamental observar a segurança das redes como um ponto estratégico, com impactos diretos às vendas, à produção e, desse modo, ao resultado geral da companhia. É hora de se antecipar às ameaças buscando as inovações que permitirão aos líderes uma nova experiência para gerenciar os riscos e maximizar as oportunidades.

Seja gentil primeiro, esteja certo depois

Por Marvio Portela, vice-presidente do SAS para América Latina

“Be kind first, be right later”

Como parte do debate em andamento sobre inovação e novas maneiras de fazer as coisas, um dos desenvolvimentos que mais me empolga ao entrarmos em uma nova década é a mudança dos sistemas de trabalho tradicionais em direção a uma mentalidade baseada na gentileza.

No mundo da tecnologia, ouvimos muito a palavra “ecosystem” — que descreve uma configuração que engloba valores e interdependência compartilhados. Essa maneira de trabalhar visa substituir o “egosystem”: a insistência no status quo, a necessidade de auto-engrandecimento e estar certo o tempo todo.

Quando entramos em uma nova década, em que a colaboração será a tônica de todos os negócios de sucesso, essa maneira estabelecida de trabalhar dará lugar a uma cultura em que as equipes que vencerão serão aquelas em que as pessoas são gentis umas com as outras.

Embora nossos egos possam ser informados pela necessidade de estar certo e impor nossos pensamentos e crenças – para que sejamos respeitados e creditados por nossas realizações -, precisamos aceitar que podemos (e vamos) estar errados, mas sem nenhum senso de falha ou constrangimento. Essa aceitação, essa vulnerabilidade, é um elemento central de ser gentil.

Em 2020, celebrar e possibilitar as realizações de outras pessoas e sair dos holofotes sempre que necessário precisará ser muito mais difundido para que possamos liberar o real potencial das equipes. Como líderes, também precisaremos associar as ocasiões em que estamos incorretos com nossa jornada de aprendizado contínuo.

Para trabalharmos bem, precisamos estar menos obcecados com nossas próprias certezas

Fiquei imensamente satisfeito com os resultados da minha pesquisa por sinônimos da palavra gentil. Isso porque existem tantos, todos relacionados a coisas que gostamos de ver nas melhores pessoas: são calorosos, generosos, atenciosos, altruístas, bem-intencionados, pacientes, agradáveis, decentes.

Em minha pesquisa, também encontrei a origem real da palavra. Vem do inglês antigo, onde o sentido original é “natureza, a ordem natural”, também “caráter inato”. Então, estamos falando de uma característica básica de todos nós, algo em que todos somos capazes de explorar.

Considerando que todos somos capazes de ser gentis, os benefícios da gentileza para com o bem-estar, a satisfação com a vida e até quanto tempo vivemos, estão bem ao nosso alcance. E como as pessoas legais criam uma vida melhor para si mesmas, são capazes de fazer com que outras pessoas se sintam bem: neste momento, convido você a fechar seus olhos brevemente e pensar em pessoas que você conhece que se saem extremamente bem na vida. É muito provável que eles sejam principalmente indivíduos com quem as pessoas gostam de estar por perto e trabalhando.

Ser gentil é uma característica humana básica

À medida que nos aproximamos do final de um ano e início de outro, sou verdadeiramente grato a todas as pessoas com quem interagi nos últimos 12 meses. Tenho a sorte de que a maioria deles, particularmente na minha equipe, são pessoas que demonstram repetidamente o verdadeiro valor de ser gentil – seja nos negócios ou no sentido pessoal.

Em 2020, estou determinado a seguir as palavras sábias atribuídas a Kazuki Yamada, que sabiamente disse que nosso objetivo na vida deveria ser “be kind first, be right later”. Não é apenas a coisa mais natural e correta a ser feita como líder, mas como ser humano.

Contact center do futuro: 5 investimentos essenciais

Por Paul Lang

Como centro da experiência do cliente, o contact center precisa evoluir fundamentalmente para que as organizações continuem competitivas em um mundo cada vez mais digital. Mas de que tipo de mudanças estamos falando? Como é esse “novo contact center”? Estudos sugerem cinco investimentos essenciais para navegar no contact center do futuro:

1) Autoatendimento sem esforço: o Gartner prevê que, até 2023, os clientes preferirão usar interfaces de fala para iniciar 70% das interações de autoatendimento, em comparação com 40% em 2019. Recursos poderosos de automação fornecem interfaces de conversação simples e fáceis de usar que melhoram a precisão, eficiência e eficácia do autoatendimento. Se um cliente decidir escalar a interação, um agente será preparado com todo o contexto da conversa, incluindo o histórico de transações e comunicações. Dessa maneira, “autoatendimento sem esforço” significa aumentar – não substituir – as conexões humanas; ele reconhece a importância tanto do físico quanto do digital ao longo da jornada do cliente.

2) Foco no agente: com tanta ênfase na experiência do cliente, pode ser fácil para as marcas ignorarem a experiência que seus funcionários precisam para atender efetivamente aos clientes. O contact center do futuro capacitará os agentes com desktops modernos que permitam acesso rápido às informações sem precisar pesquisar ou sair da tela principal (pesquisas mostram que a mudança de tela por parte do agente custa a um contact center típico US﹩ 1,57 milhão por ano em perda de produtividade). Isso inclui assistentes virtuais inteligentes capazes de desviar interações repetitivas ou tediosas para manter os agentes produtivos, imersos e engajados (de acordo com a Dimension Data, 62% dos executivos esperam que os assistentes virtuais tenham um lugar nas suas empresas nos próximos dois anos).

3) Insights sobre interação: segundo a Accenture, 81% dos clientes desejam que as marcas os entendam melhor para saber quando e como abordá-los. As organizações devem migrar da comunicação para a conversa a fim de impulsionar o alto nível de personalização requerido pelos clientes. Isso significa usar a análise conversacional em tempo real para entender melhor os tipos de experiências que os clientes estão tendo nos canais de comunicação (principais tendências, preferências, problemas). Significa também analisar essas conversas para melhorar a experiência dos agentes, obtendo um melhor entendimento das suas preferências, satisfação geral e de onde eles podem enfrentar problemas como limitações em aplicativos, procedimentos ou políticas.

4. Emparelhamento inteligente: uma das grandes frustrações – se não a maior delas – no contact center continua sendo as transferências desnecessárias entre agentes. Os insights de interação podem ser usados para emparelhar clientes e agentes de forma inteligente, com base nos principais dados de negócios (por exemplo, histórico de comunicação, padrões de conversação) e características (sentimento, relacionamento, emoção) para gerar uma conexão humana mais significativa, aumentando a receita e reduzindo os custos trabalhistas. Em um banco, por exemplo, um chamador pode ser encaminhado para um especialista em gestão de capital já que as últimas cinco perguntas feitas no chat ao vivo eram sobre gastos com contas. O emparelhamento inteligente ajuda a evitar esforços exaustivos para levar as pessoas ao representante e/ou canal de serviço certo, acelerando os resultados e aumentando a probabilidade de lealdade e advocacy.

5. Ecossistema de aplicativos: uma abordagem de ecossistema de aplicativos permite que as organizações avaliem com flexibilidade as tecnologias de contact center necessárias para fornecer experiências incríveis para clientes e agentes. Eles podem obter acesso a aplicativos e recursos do tipo “clique para adicionar” aparentemente intermináveis (por exemplo, análise de fala, relatórios avançados, roteamento inteligente, gerenciamento de conhecimento, automação de processos robóticos) para criar um ambiente personalizado de contact center que atenda às necessidades exatas dos seus colaboradores e clientes. Segundo o Gartner, até 2025, uma empresa típica de contact center estará explorando os benefícios de uma abordagem de ecossistema de aplicativos para capacitar melhor a equipe e aprimorar o serviço.

Há uma coisa que todos esses investimentos têm em comum: inteligência artificial. A IA está impulsionando recursos verdadeiramente revolucionários no contact center que atuam na tendência abrangente da transformação digital. Quando implementada de maneira eficaz, a IA nessa área de negócios reduz custos, melhora a receita, fortalece o desempenho da força de trabalho e, acima de tudo, gera uma conexão humana mais significativa. O contact center do futuro é construído em IA, a ponto de 81% das marcas acreditarem que deixar de adotar essa tecnologia agora lhes custará na próxima década.

O fato é: o contact center experimentará mais mudanças nos próximos 10 anos do que nos próximos 100; por isso, é preciso investir já, ou a conta a ser paga depois será muito cara…

Paul Lang lidera a área de Contact Center Marketing da Avaya

Tendências de tecnologia para 2020

Por Vincent Goetten, diretor do TOTVS Labs, laboratório de inovação e pesquisa da TOTVS

A tecnologia evolui constantemente e prever os destaques para o futuro é um grande desafio. Mas algumas tecnologias que foram muito faladas em 2019, provavelmente deverão ganhar ainda mais escala em 2020, deixando de ser tendência para se tornarem uma realidade.

Pensando em facilitar o plano de negócios para 2020 e entender o que pode ser aplicado para ampliar os resultados, listamos abaixo seis tecnologias que você deve ficar de olho a partir de agora.

Processamento em linguagem natural e automação de processos

Em 2020 vamos viver uma explosão ainda maior em projetos que utilizem linguagem natural para automatização de processos. Áreas como RH, atendimento ao cliente, helpdesk, dentre outras vão contar com processos cada vez mais inteligentes e disponíveis 24×7. A evolução dos algoritmos e técnicas de NLP (natural language processing) combinadas ao grande volume de dados são fatores decisivos para isso. Veremos ainda a adoção cada vez maior de voz como interface no mundo corporativo.

Visão computacional em todos os lugares

Em 2019 vimos muitos casos de aplicação de tecnologia de visão computacional, desde processos como marcação de ponto com reconhecimento facial até identificação de pragas na lavoura com um simples smartphone. O aumento do poder computacional nos dispositivos da ponta (edge computing) deve permitir o uso de visão computacional em processos como checagem de qualidade em linha de produção, identificação de risco de pragas nas plantações, identificação de anomalias em exames de imagem e vários outros.

Aumento da capacidade do ser humano com IA

A inteligência artificial vai nos ajudar a aumentar ainda mais a nossa capacidade cognitiva ao invés de nos substituir. Em 2020 (e nos anos subsequentes) vamos contar com modelos de Machine Learning nos ajudando a tomar decisões do dia a dia como, por exemplo, aprovação ou não de uma requisição de compra, previsão de vendas, aprovação automática de um procedimento médico e até identificar o risco de fraudes.

O poder computacional nas pontas – Edge computing

Cada vez que um carro, que tem a funcionalidade de “self-driving” (auto-condução), toma uma decisão de mudar de faixa para fazer uma ultrapassagem, pegar uma saída na estrada ou parar porque um pedestre está atravessando a rua, a computação para essa tomada de decisão acontece sem que o carro precise consultar o datacenter na nuvem. A próxima onda de Cloud Computing vai combinar o poder de processamento local juntamente com o poder de computação quase infinito que temos na nuvem. Temos visto isso já acontecendo em segmentos como agricultura, manufatura e saúde.

Aplicações Low e No-code

O sonho de se ter apps desenvolvidos por não desenvolvedores e que possam ser disponibilizados de forma ágil e com uma boa experiência de uso não é algo novo. No entanto, nos anos recentes o avanço de conectividade e de tecnologias das plataformas de low code ou até mesmo no-code tem tornado isto possível. No ano de 2019 trabalhamos em diversos projetos com os nossos clientes onde processos de negócio viraram apps que aumentaram muito a eficiência das empresas. Nossa aposta é que em 2020 o uso de plataformas no/low code deve aumentar ainda mais.

Privacidade e transparência

O surgimento da LGPD (Lei Geral da Proteção dos Dados) e a conscientização das pessoas da importância da segurança vai exigir que empresas invistam mais em segurança e prezem pela privacidade dos dados dos seus funcionários e clientes. Para os serviços em que nós somos os produtos (redes sociais, por exemplo), as pessoas vão exigir cada vez mais transparência para saber como esses dados são compartilhados. Já em 2019 notamos uma movimentação no mercado para definição e implementação de estratégias de dados com segurança e privacidade. Em 2020 acreditamos que haverá uma aceleração na adoção dessas tecnologias.

A digitalização do valor e a “banquerização do próximo bilhão” – Bitcoin

Você pode não acreditar na moeda digital de maior destaque do mundo, o Bitcoin. No entanto, desde o início da existência do Bitcoin, não houve uma indisponibilidade ou ataque hacker com sucesso sequer e o seu uso cresce ano após ano. Nos últimos nós do TOTVS Labs utilizamos o Bitcoin para pagamento de fornecedores baseados nos mais diversos lugares do mundo. Além disso, utilizamos o blockchain do Bitcoin para assegurar a imutabilidade de dados importantes. Um outro caso bastante interessante que exploramos esse ano com nossos clientes, foi a utilização da rede lightning do Bitcoin em um Data Marketplace com suporte a microtransações sem intermediários.

Existe um movimento bastante grande em utilizar o Bitcoin para “banqueirizar” as mais de 1,2 bilhão de pessoas que vivem hoje no continente africano. Como exemplo, temos a decisão do CEO da Square e Twitter, Jack Dorsey, em se mudar para a África em uma missão de levar Bitcoin para o continente.

Em 2020 as tecnologias continuarão evoluindo de forma eficaz para facilitar cada vez mais nossas vidas. Inovação e tecnologia são praticamente sinônimos, com os investimentos corretos e os parceiros ideais a sua companhia caminhará lado a lado com essas evoluções e se manterá competitiva no mercado.

Qual é o próximo passo da nuvem no Brasil?

Por Sandra Zanin

A migração para o ambiente em nuvem, seja ele privado, público ou híbrido, é uma tendência irreversível do mercado, e se coloca como a pedra fundamental do processo de transformação digital de muitas empresas. De acordo com o Gartner, só o mercado mundial de serviços de nuvem pública deve crescer 17% em 2020, totalizando receita de US﹩ 266,4 bilhões. Já a pesquisa Red Hat Global Customer Tech Outlook 2020* mostrou que, das empresas ouvidas, 31% escolheram a nuvem híbrida por terem melhor custo/benefício, segurança e facilidade de integração de dados.

Um dos atributos-chave que se mostra presente nesse cenário é a escalabilidade de operações, cuja prova de conceito fica clara em períodos como a Black Friday. Porém, não é algo que se resume ao varejo – operações de naturezas distintas podem ter melhorias em seus negócios, incluindo empresas de educação, saúde, seguradoras e muitas outras.

Enquanto a nuvem privada tem como principal vantagem a adaptabilidade à organização, permitindo customizações, comportando ambientes legados e atendendo às questões regulatórias ou culturais, a solução mantém a infraestrutura sob domínio local. Já a nuvem pública tem como principal vantagem a escalabilidade sob demanda sem ferir critérios de disponibilidade e confiabilidade. No universo da cloud privada, o planejamento e investimento prévio são fatores importantes para acompanhar o crescimento da organização.

Diante tantas particularidades, é preciso analisar desde a arquitetura de software, até os impactos da segurança que a transição a um novo ambiente pode trazer. Faz-se necessário um passo inicial, para que sejam mapeadas as variáveis do processo e fazer uma estratégia de implementação que tenha embutida em si processos para mitigar riscos. Sem um estudo cuidadoso e parceiros de alto nível técnico, a migração para cloud pode ser um problema, ao invés de uma solução.

Se antes, a escolha estava em apenas duas opções, hoje em dia muitas companhias mesclam ambos ambientes e utilizam o multicloud. É certo que trabalhar com mais de uma nuvem trará mais complexidade. Por isso, a análise dos benefícios de uma estratégia multicloud para os respectivos ambientes e, consequentemente, para o negócio deve partir de uma análise de cenários completa e abrangente.

Diante deste cenário, qual é o próximo passo da nuvem?

É fato que o ambiente de cloud está se tornando cada vez mais sofisticado e competitivo, com serviços gerenciados em nuvem tornam-se complementos essenciais que precisam de atualização constante. E, entre diversos fatores, está o que muitas empresas precisam considerar antes mesmo da migração: a otimização de custos.

O mapeamento da melhor opção de nuvem para cada ambiente se faz necessário com o intuito de combinar performance e investimento. Para a cloud, o monitoramento de custos torna-se primordial, uma vez que é possível identificar rapidamente desvios de comportamento por performance, implantação de automação e até mesmo o uso indevido do ambiente, evitando assim impactos inesperados no orçamento.

Como complemento, as revisões na arquitetura baseadas no crescimento do ambiente e ampliação de serviços poderão ser necessárias para que se mantenha a melhor relação de custo x performance. Para as empresas que optam por essas migrações, é importante ter parcerias com provedores e consultores que possuem profundo entendimento sobre o mercado e que estejam atentos aos objetivos de negócios do projeto. No caso do UOL DIVEO, nos preocupamos em estar à frente da demanda e temos parceiros que avaliam nosso desempenho, tal como a premiação “LATAM Partner of the Year”, que a CloudHealth nos ofereceu em evento promovido pela AWS. Mais que uma premiação, é a demonstração do papel fundamental que os provedores de nuvem têm em oferecer produtos de qualidade e segurança.

Nos próximos anos, os investimentos em estratégias de nuvem continuarão sendo prioridade, já que a globalização das corporações compreende um ecossistema diversificado para os negócios. Em um mundo em que a demanda por resultados estratégicos de serviços em nuvem continua crescendo, o caminho é a mudança organizacional em direção ao digital, em que a nuvem é a protagonista que viabiliza o fluxo dos negócios.

Sandra Zanin, gerente geral de Produtos, Alianças Estratégicas e P&D no UOL DIVEO.

**A pesquisa Red Hat Global Customer Tech Outlook 2020 foi feita com mais de 850 empresas em todo o mundo para descobrir quais as prioridades das organizações para o próximo ano em adoção de novas tecnologias.

O impacto das leis de incentivo na Indústria 4.0

Por Kelvis Tadim

O conceito de Indústria 4.0 tem sido cada vez mais debatido dentro das organizações. Apesar de o termo ser originalmente criado para fabricação, a aplicação vai muito além das indústrias. Adotar novas tecnologias relacionadas à tendência da Indústria 4.0 contribui para a otimização e automatização de processos de negócios, além de prever problemas futuros e aumentar a produtividade das empresas.

Hoje existem mecanismos de fomento público para alavancar investimentos na Indústria 4.0. As leis de incentivo fiscal, como a Lei do Bem, têm sido fundamentais para alavancar a competitividade das empresas brasileiras, funcionando como instrumento importante para impulsionar os projetos de P&D e inovação tecnológica. Os financiamentos integrados ao regime Ex-Tarifário – concessão tarifária que reduz a alíquota de imposto de importação de bens de capital (BK), bens de informática e te telecomunicações (BIT) sem similar nacional, também possibilitam a aquisição de maquinários e novas tecnologias. Já o recente Inovacred 4.0 foi desenvolvido para oferecer financiamento para os projetos de digitalização que abarquem a utilização em linhas de produção, de serviços de implantação de tecnologias habilitadoras da Indústria 4.0.

As empresas que investem em inovação assumem um papel de governo, portanto, podem utilizar recursos públicos de financiamentos reembolsáveis à PD&IT (como FINEP, BNDES, BRDE), de forma integrada com incentivos fiscais (tais como Lei do Bem, Lei de Informática, Rota 2030, Ex-Tarifário), como estratégia para alavancar os investimentos na Indústria 4.0 e reduzir o custo efetivo total neste tipo de investimento. Isso permitir a preservação dos recursos próprios para alocação em suas operações.

Alavancando a Indústria 4.0 nas empresas brasileiras

O investimento é imperativo para impulsionar a competitividade, seja em bens de capital, novos processos, novos modelos de produção e de gestão, e também em recursos humanos. Nos últimos dois anos, as linhas de financiamento direcionadas à Indústria 4.0 ganharam força, facilitando o investimento na área de bens de capital e de processo, e tornando mais acessível este processo às empresas e empreendedores.

Ainda existem muitos desafios na cadeia produtiva para que as empresas, de fato, adotem tecnologias relacionadas à Indústria 4.0, mas o principal gargalo é a falta de conhecimento de mercado. A instabilidade dos últimos anos no Brasil gerou incerteza e insegurança no ambiente industrial. Além disso, a falta de informação sobre as possibilidades de investimento tecnológico acaba engessando o setor. Este cenário reflete diretamente no despreparo de muitas organizações para evoluir produtos e processos para conseguir atender seus clientes mais rapidamente, de maneira intuitiva e customizada.

Por isso, é essencial desmistificar o conceito de 4.0, os benefícios de sua metodologia, para que as empresas compreendam que se trata de uma jornada benéfica à sociedade como um todo, ou seja, empregados, clientes e empresários. A tendência do 4.0 veio para transformar a indústria para que fique cada vez mais eficiente e conceituada, ganhando competitividade inclusive com empresas estrangeiras.

Indústria 4.0 X O novo perfil do consumidor

Apesar dos passos cautelosos da indústria brasileira na adoção de tecnologias destrutivas baseadas no conceito de Indústria 4.0, já existe um movimento do mercado para aderir à tendência. Para isso, é necessário adaptar-se ao novo perfil de consumo e, principalmente, de consumidor, que está cada vez mais informado, exigente e espera produtos e serviços customizados, além de uma experiência diferenciada. Se antes a indústria prezava pela padronização, agora precisa repensar seus processos para manter-se competitiva.

Aderir à Indústria 4.0 significa aumentar a eficiência operacional, reduzir custos, flexibilizar linhas de produção, diminuir prazos de lançamento de produtos, além de criar produtos e serviços digitais como novos modelos de negócio. O conceito nasceu justamente da necessidade dessas inovações serem cada vez mais rápidas e flexíveis. A flexibilização vem de encontro às necessidades dos clientes e, a Indústria 4.0, a internet industrial e todas as áreas relacionadas ao 4.0 trazem esses benefícios simultaneamente.

A utilização de incentivos fiscais e financiamentos permite que as empresas realizem investimentos que vão impactar a produtividade e a geração de valor agregado para a economia brasileira. A inovação é um importante pilar do crescimento econômico e social de um país e esse tipo de iniciativa é fundamental para fomentar o desenvolvimento das empresas, otimizando a produtividade e competitividade do setor para um crescimento sustentável.

Kelvis Tadim, Coordenador de Novos Negócios do FI Group, referência no setor de financiamento de PD&I

Marco Legal das Startups potencializará investimentos no Brasil

Por Pedro Waengertner

Não existe uma fórmula mágica para transformar o Brasil e colocá-lo nas primeiras posições mundiais dos rankings de inovação. Mas se pudesse fazer uma aposta, seria através do empreendedorismo digital. Em um ambiente desafiador, a criatividade é o que prospera – e, se tem algo que o brasileiro sabe contribuir com o mundo dos negócios, é com soluções fora da caixa. Dobrar a taxa de criação de startups e incentivar ainda mais esse tipo de inovação pode ser a maneira ideal de gerar riqueza e tornar o país cada vez mais competitivo.

Ainda sem regras e regulamentações específicas, as startups se veem obrigadas a seguir as mesmas burocracias das empresas tradicionais. O que não condiz com o formato, ou mesmo agilidade, que elas necessitam para prosperar. O Marco Legal das Startups que tramita no Congresso irá melhorar o ambiente de negócios para as startups e, entre suas principais propostas, destaca-se, a criação de uma conceituação unificada de startup, e a simplificação de modelos societários, deixando mais fácil e barata a burocracia para se abrir e manter uma empresa.

A burocracia é um custo invisível que nem sempre colocamos na conta. Uma startup é uma organização enxuta por natureza e vejo o quanto a complexidade legal e tributária brasileira toma o tempo e energia dos empreendedores. A constituição das startups como Sociedade Anônima (SA), embora seja mais recomendada pela característica do negócio, muitas vezes não é a primeira opção do empreendedor, que acaba optando por alternativas que limitam o seu crescimento.

Outro ganho importante para o cenário de investimentos no Brasil, é a proteção ao investidor-anjo, o investidor pessoa física que aposta nas Startups logo no início. Os riscos na pessoa física assustam e limitam o potencial de financiamento destes negócios. Com a redução das taxas de juros, o investimento de risco está mais atrativo que nunca no Brasil, e poderá servir de combustível para o crescimento que precisamos no setor. Basta deixarmos claras as regras e garantir minimamente a segurança dos investidores.

Existem, claro, pontos de extrema atenção no pacote regulatório, como, por exemplo, deixar bem claro o que, de fato, é uma startup. É importante ter suas características definidas para que outras empresas, que não não se encaixam no modelo de startup, não tentem se enquadrar nessa categoria por falta de definições claras, se beneficiando indevidamente.

Com mais de 12 mil startups de portas abertas no Brasil, e quase R$ 10Bi investidos neste tipo de negócio apenas este ano, estamos caminhando para um ecossistema de primeira linha. O governo brasileiro deve ficar atento para conseguir acompanhar o ritmo e criar um ambiente que favoreça o nascimento e crescimento de ainda mais startups. Vivemos uma era em que corremos o risco de ficarmos para trás na competitividade global se não desenvolvermos formas de andar muito mais rápido do que andamos, principalmente no quesito inovação e tecnologia.

Mesmo vivendo um momento de amadurecimento do ecossistema nacional das startups – atraindo, inclusive, muitos investimentos internacionais – o país deve fazer um esforço para o fomento desse setor, ainda pouco explorado e que pode contribuir tanto para a geração de renda quanto para o aumento da oferta de empregos qualificados.

Pedro Waengertner, Co-fundador da ACE, empresa de inovação e investimento em startups
Anexos

2020: o poderoso ano das startups

Por Daniel Domeneghetti

Ebulição é o estado ideal para definir o mercado de startups em 2020 no Brasil. Se 2019 o momento foi dos investidores, no próximo ano o protagonismo será das startups. Se pudesse escolher uma frase para representar o futuro próximo, não titubearia em dizer que a citação ideal seria “juntar a fome com a vontade de comer”.

Não será raro ver o aumento de lançamentos de fundos de investimentos para startups no Brasil, tanto privados, via companhias da velha economia, como públicos, vide BNDES, BRDE e bancos regionais. O investidor brasileiro está faminto em desbravar mercados na busca por novos modelos de negócios. Os setores financeiro e varejista fiquem em alerta. Anjos olharão para e por vocês. Seja com soluções tecnológicas ou metodologias disruptivas, estes nichos poderão ser beneficiados pelo boom do empreendedorismo inovador, uma vez que lidam direta e indiretamente com os desejos do cliente final.

Nomes de peso do ecossistema do empreendedorismo nacional vão se aliar às startups em 2020. É a adaptação encontrada por essa classe, que foi concebida e projetada para resistir aos dissabores da velha economia. Igualmente às empresas tradicionais, que se curvarão às startups como uma das maneira de acompanhar o ritmo frenético do consumidor empoderado digitalmente, tal qual fez o Bradesco com o Inovabra e o Itaú com o Cubo. Reinvenção será a palavra de ordem na nova década!

Com um 2020 que prevê crescimento de pelo menos 2%, segundo o ministro da Economia, Paulo Guedes, o desafio será afinar os propósitos entre empresários tradicionalistas com startupeiros da nova geração. Tudo porque devido a um choque geracional de ideias e ideais, temos de um lado uma avalanche de pessoas com conhecimento e boa vontade querendo transformar o mercado. Do outro lado, instituições sedentas para injetar dinheiro em um produto novo. A soma disso é uma quantidade expressiva de novos empreendedores que darão o sangue em busca da carta de alforria: receber um bom aporte de dinheiro pela sua brilhante ideia e fim!

Adianto em responder que está errado! Não precisamos de empreendedores querendo apenas levantar fundos. Precisamos criar o empresarismo, ou seja, criar empresários, que passam parte da vida se dedicando aos negócios e fazendo com que eles se desenvolvam e deem frutos no mercado. É disso que precisamos! E tem um ano, uma década inteira, para aliar a fome dos investidores com a vontade de comer das startups. O tempo é agora e já começou.

Daniel Domeneghetti, especialista em práticas digitais no relacionamento com cliente e CEO da E-Consulting Corp.

Computação em Nuvem tem potencial inexplorado para transformar negócios

Por José Saldanha

Entre as distintas e relevantes transformações que estão revolucionando o mercado, há uma que ainda passa um pouco despercebida, embora tenha bastante potencial para transformar negócios: a computação em Nuvem.

Pesquisa do Gartner revela que, até 2022, 75% de todos os bancos de dados serão implantados ou migrados para uma plataforma baseada em Nuvem, tendência que será em grande parte direcionada para análises de informações e vendas de softwares como serviços (SaaS).

A mesma consultoria revela que, até 2020, empresas que não utilizam computação em nuvem serão tão raras quanto as que hoje não utilizam internet. Já a Forbes afirma em estudo que o mercado da computação em nuvem deverá faturar mais de US$ 162 bilhões em 2020.

Apesar disso, a temática ainda não está sendo observada de forma estratégica na ampla maioria das empresas que operam no Brasil, sobretudo diante da ausência de orçamentos direcionados para esse tipo de ação e da falta de grupos de executivos capazes de liderar essa transformação dentro das organizações.

Entre os benefícios da migração para a Nuvem, está a facilidade de monitorar indicadores de desempenho por executivos de locais diferentes, que, utilizando diversos dispositivos de acesso à rede, podem acompanhar em tempo real distintas linhas de negócios, como operação, produtos, vendas e pagamento de impostos.

Essa é uma perspectiva mais integrada de transformação digital nas empresas que só tem a contribuir para a agilidade na tomada de decisões e o direcionamento de estratégias de negócios customizadas por produtos, regiões e preferências dos consumidores.

Com as áreas conectadas na nuvem, e o acesso aos dados facilitado, há espaço, ainda, para a geração de indicadores e análises preditivas dedicadas a reforçarem a percepção de valor, evidenciarem diferenciais e ampliarem a competitividade das empresas de todos os setores da economia.

No varejo, por exemplo, com a utilização de determinadas tecnologias em nuvem, a força de vendas pode estar mais alinhada aos objetivos estratégicos por meio da integração de dados pulverizados para que haja uma atuação mais cirúrgica e assertiva sempre que conveniente.

Para as empresas de entretenimento, que têm demandas pontuais quando há intensa venda digital de ingressos, por exemplo, servidores hospedados na nuvem podem ser contratados sob demanda, o que também contribui para ganho de escala e redução de custos.

Embora muitos não percebam, grande parte das atividades cotidianas de trabalho e vida pessoal já estão atreladas à nuvem. Ela garante acesso a arquivos a qualquer momento, de qualquer lugar, com diferentes dispositivos. As empresas também estão utilizando esse recurso para gerenciarem dados e ampliarem a experiência do cliente.

Em um mundo cada vez mais globalizado, competitivo e digital, as empresas que não forem ágeis e assertivas na tomada de decisões estratégicas poderão se tornar obsoletas e perderão ótimas oportunidades. Não há tempo a perder e, dentre todas as transformações do mercado, certamente investir na computação em nuvem será cada vez mais determinante para o sucesso dos negócios.

É interessante que, nesse processo de migração, as empresas contem com uma metodologia que analise esse desenvolvimento a partir do ponto de vista do negócio, construindo um roteiro alinhado com o processo de transformação da própria empresa, acompanhado de gerenciamento de mudança, segurança e governança.

José Saldanha, sócio-diretor de Alianças e Soluções em Nuvem da KPMG no Brasil.

Carros autônomos e o futuro dos dados conectados

Por Paulo Roberto Henneberg, Field Marketing Manager da Hitachi Vantara*

Os dados são o “novo petróleo” do mundo, dizem muitos especialistas. Mas, como atrelá-los à uma inovação consciente, que traga redução de custos operacionais, processos mais eficientes e, claro, maior experiência para os clientes?

A velocidade das informações fez com que muitas áreas sofressem mudanças. Obviamente, o setor automobilístico é um dos mais afetados com a transformação digital, porém sou bastante otimista quando falo sobre o tema, acredito que integração de dados é o caminho paras as empresas deste segmento.

As novas tecnologias aumentam o volume de dados de clientes e de produtos, integrando as operações com análises cada vez mais avançadas de dados. Um veículo autônomo além de reduzir o tempo de uma viagem, também pode reduzir custos operacionais para garantir a segurança de pedestres e do tráfego, diminuindo assim o impacto ambiental. Segundo o relatório “Global In-Vehicle Infotainment Market, Analysis & Forecast, 2017 – 2022 “, da BIS Automotive, o mercado global de infotainment em veículos deve alcançar US﹩ 52,2 bilhões até 2022.

Um estudo da Boston Consulting Group em parceria com o Fórum Econômico Mundial analisou a presença de carros autônomos em centros urbanos, o que resultaria em uma redução de 60% de carros circulando nas ruas e uma diminuição de 90% em números de acidente entre os veículos. Em relação aos ganhos ambientais, a estimativa é de menos de 80% em relação a emissão de gases poluentes.

As empresas já se preparam há alguns anos para atingir este mercado, em 2010 a Google chegou a desenvolver um carro autônomo e obteve excelentes resultados em milhões de quilômetros nas ruas de Mountain View e da Califórnia, regiões próximas da sede da empresa. Porém, até o momento o carro ainda não foi produzido, devido alguns acidentes ocorridos com o protótipo.

O assunto também é estratégico para grandes empresas, como a Hitachi Automotive Systems, empresa que faz parte do conglomerado Hitachi, que recentemente anunciou que pretende fundir quatro de seus fabricantes de autopeças com a Honda para criar um fornecedor único. O anúncio feito no início do mês de novembro, tem o objetivo de criar a terceira maior empresa fornecedora de autopeças do Japão em vendas. O foco desta fusão é o desenvolvimento de componentes para sistemas de carros elétricos e de condução autônoma.

A Hitachi Automative Systems começou a testar carros autônomos e conectados na América do Norte em 2015 em ambientes urbanos simulados, somente no ano passado que iniciou os testes nas estradas do Japão. Em outubro deste ano, a empresa anunciou o desenvolvimento de uma tecnologia de controle que usa uma AD ECU (Unidade de Controle Eletrônico de Condução Autônoma), que será utilizada para evitar riscos ao mapear e reconhecer perigos potenciais, antecipando assim o comportamento de objetos em movimentos. AD ECU deve processar todos os dados sensoriais (câmera estéreo, radar etc.) para determinar os comandos de controle do veículo.

Além de todo esse acesso aos dados, é necessário interpretá-los para gerenciá-los da melhor forma como combiná-los com Big Data, IoT e análises avançadas (IA, Machine Learning e Deep Learning) que impulsionam a excelência operacional, seja também por meio da análise voltada às expectativas dos atuais consumidores, que buscam cada vez maiores experiências, como para empresas no seu processo de monetização de dados.

Indicadores e KPIs induzem comportamentos, mas nem sempre é o que queremos

POr Javier Arevalo, Goldratt Consulting Partner América Latina

Uma das consequências negativas dos indicadores e KPIs é que eles sempre estão girando em torno de um ideal local. A lógica que tradicionalmente se segue é que, ao ter indicadores de desempenho bem definidos, podemos assegurar o funcionamento de todas as partes de um sistema e de uma organização, e que a soma dessas ações constituem uma meta como um todo.

No entanto, com os conhecimentos fornecidos e desenvolvidos pelo Dr. Goldratt, sabemos que essa premissa não se cumpre, porque ela não é uma verdade absoluta. Sistemas e organizações estão sujeitos às limitações impostas por restrições. Mostro a vocês, com um exemplo simples e recente, o efeito perverso dos indicadores e KPIs quando tratamos de maximizar o desempenho de cada uma das funções da organização.

O Check-In – D0

D0 é o indicador que as companhias aéreas possuem como substituto ao cumprimento e qualidade do serviço, para o primeiro voo do dia. O indicador do grupo de operações do balcão deve garantir que o avião saia a tempo, de acordo com a programação.

Para ter certeza de que esta meta será cumprida em cada voo, as equipes precisam reportar seu desempenho em todas as etapas do processo, sobretudo na hora do embarque. Basta um atraso no primeiro voo para que o resultado seja um terrível efeito cascata, que se transfere para todos os demais voos do dia.

Em uma viagem de avião recente que fiz, quando o processo de embarque foi iniciado, as equipes começaram a verificação dos documentos e nos retiveram na ponte de embarque. Dentro do aeroporto, a temperatura estava em torno de 22 graus, ou seja, muito agradável. Entretanto, na ponte, a temperatura estava bem mais baixa – cerca de 8 graus. Aguardamos só alguns minutos, porém estava muito frio e havia pessoas portadoras de necessidades especiais no local.

Logo, a espera terminou e nos permitiram andar… só que não chegamos a entrar no avião. Novamente, fomos obrigados a esperar e, mais uma vez, nos posicionaram mais perto da porta. Mais alguns minutos e, finalmente, entramos.

Com isto, quero mostrar que, independentemente do conforto dos passageiros, todas as ações foram tomadas simplesmente no intuito de cumprir com os indicadores impostos às equipes da companhia aérea.

Não importa em quais circunstâncias, a equipe de balcão sempre deve preparar os passageiros para entrar no avião em um determinado espaço de tempo, mesmos que eles tenham que esperar o término de outras funções como manutenção, serviço, carregamento de combustível para concluir o seu trabalho. A sincronização é perdida, e o ideal local interrompe o fluxo de ações para que os passageiros possam embarcar no momento estipulado e no menor tempo possível, sem afetar negativamente sua percepção de serviço.

Resultado final: conseguiram reportar que o início do embarque se deu como estava planejado: a tempo! Mas o tempo do embarque que – certamente tem folga – se utilizou para absorver a dessincronização e tempos de espera solicitados, para que outras áreas e funções completassem suas tarefas. O maior elemento de segurança para este processo foi a paciência dos passageiros.

Boas intenções não são suficientes

Assim, com este tipo de incentivo perverso, as empresas estão tratando de maximizar o desempenho local: perdendo de vista o ideal global. Neste caso, o objetivo global não é outro senão garantir que os passageiros tenham boas recordações e queiram comprar e voar com a companhia aérea novamente, em sua próxima viagem.

Dado o estado do mundo, é provável que ainda na América Latina, os passageiros voem mais de uma vez ao ano. Não basta ter uma tripulação amável e um bom serviço… os viajantes frequentes são os que começam a acumular vários tipos de experiências e fazem a diferença quando se trata de decidir com quem vão voar.

De onde vem então esse foco cego voltado para os indicadores ou KPIs de cada função ou para cada atividade local? De acordo com os paradigmas descritos por Dr. Goldratt desde seu best seller “A Meta” até os dias de hoje, seguimos lidando e lutando contra a causa raiz e a forma de entender o mundo (que consideramos errada) e cada vez percebemos nitidamente que este não é o caminho. Refiro-me ao confronto e à luta de gladiadores que é travada todos os dias, com KPIs e indicadores provenientes de decisões baseadas em um único paradigma: “um recurso ocioso é um desperdício”.

Ainda hoje em dia, parece que estamos perdendo a batalha do sentido comum. Continuo passando pela experiência de me encontrar com universidades e profissionais que leem “A Meta” para incrementar suas carreiras. Mas parece que não se registra o efeito que espero produzir. Felizmente, quando tenho oportunidade revisar as ideias do Dr. Goldratt, já dentro de uma empresa, imagino uma luz que ilumina sobre as cabeças das pessoas. A visão simples da perspectiva do sistema como um todo deixa claro que sempre que uma meta local não está alinhada à meta global, há dessincronização. Isso produz um péssimo serviço ao mercado e se paga gerando o que John Seddon chamou de “Failure Demand”: é a necessidade de implementar ações, funções em serviço que gerenciem a insatisfação dos clientes. A maioria dos call centers e nossos serviços de atenção ao cliente existem, sobretudo, para gerenciar todas as instâncias nas quais alguém se sentiu violado ou enganado e, ao chegar ao seu limite, decide fazer uma queixa. Mas a maioria das pessoas não fazem mais isso.

Cada vez que vejo que uma companhia que possui um departamento de atendimento ao cliente, penso na ironia: o departamento existe porque não estamos cumprindo justamente com o atendimento ao cliente.

A única forma efetiva que conheço, e que funciona muito bem, produzindo uma melhora substancial no desempenho das empresas, é nunca perder de vista seu objetivo global. Para conseguir cumpri-lo e melhorá-lo, basta apenas seguir a lógica apresentada pelo Dr. Goldratt em “A Meta”: qualquer ação que nos aproxima dela é produtiva; porém, as ações que nos distanciam, não são boas. Basta ter sempre em mente a seguinte pergunta: Qual é a meta da organização?

*Dr. Eli Goldratt foi o criador da Teoria das Restrições (TOC – Theory of Constraints), autor do best seller de gestão “A Meta” e fundador da Goldratt Consulting, consultoria global de gestão empresarial com sede em Israel.

Paperless: Dinheiro em papel moeda tem fim próximo

Leo Monte e Thiago Saldanha

Por Leo Monte e Thiago Saldanha, da Sinqia

O papel moeda existe e resiste… Mas até quando? Analisando a evolução do mercado de meios de pagamento nos últimos anos, é possível perceber que o segmento vem passando por um processo de evolução acelerado — tendo a tecnologia como pilar intrínseco deste movimento. As inovações dos pagamentos são cada vez mais aceitas pelos consumidores, em parte pela praticidade que proporcionam, e também por uma própria mudança de mindset que os nativos digitais estão provocando na economia.

Só no Brasil, seis em cada dez consumidores das classes A, B e C utilizam meios digitais de pagamentos, como aplicativos próprios — PayPal, PagSeguro e Google Pay –, canais de pagamento de contas, compras e transações pela Internet. Além disso, 61% das pessoas recorrem a meios digitais e/ou carteiras digitais para realizar pagamentos e 56% fazem uso de algum tipo de serviço fornecido por fintechs. Esses dados são de um estudo realizado pela empresa IDC, sobre mudanças nos hábitos de consumo de serviços financeiros diante das novas tecnologias, que analisou exclusivamente países latinos.

Bancos digitais, pagamento pelo celular, wallets… Estas são só a ponta do iceberg da inovação. Outros meios de pagamento estão surgindo e muitos deles, inclusive, já estão se consolidando em outras partes do mundo. É de extrema importância que as instituições bancárias comecem a se atualizar e que fiquem de olhos abertos às tendências abaixo:

Reconhecimento facial

Uma das principais apostas para os próximos anos, o reconhecimento facial já é usado em muitos smartphones como requisito de desbloqueio ou liberação de alguma funcionalidade. Mas o gigante chinês Alibaba foi mais além e desenvolveu o “Smile to Pay” (sorria para pagar), em que o pagamento da compra é realizado em lojas físicas, na China, e acontece exatamente como o próprio nome já diz. Houve um incentivo bastante forte do governo do país para a propagação da solução, além do uso do QR Code, que também é febre no local.

Já no Brasil, existem propostas de sistemas de pagamento mobile que reconhecem o rosto do usuário. O Sem Parar, por exemplo, já está testando em São Paulo, nos estacionamentos dos shoppings Iguatemi e Morumbi, uma solução de reconhecimento facial para identificação em deslocamento e pagamentos. Mas a moda deve demorar a pegar aqui, uma vez que não há incentivo fiscal e é preciso ocorrer uma mudança na cultura da população, que ainda prefere usufruir do dinheiro físico.

Pagamentos invisíveis

Os pagamentos “não perceptíveis” já fazem parte do nosso dia a dia, em aplicativos como Uber, iFood, ou mesmo em lojas virtuais, em que os consumidores deixam seus cartões de crédito previamente cadastrados e só precisam autorizar o débito quando realizam a compra.

Em breve, será possível fazer o mesmo em lojas físicas, sem a necessidade de interação humana, para a alegria dos mais tímidos. A Amazon, por exemplo, possui redes de supermercados físicos nos Estados Unidos, e neles já é possível realizar compras sem passar pelo caixa — tudo é cobrado diretamente da conta Amazon, para quem é usuário da plataforma.

Criptomoedas e Blockchain

As criptomoedas são moedas digitais com grande ascensão no mercado. Elas possuem códigos que podem ser convertidos em valor real e sua tecnologia é baseada em criptografia, para que a informação seja decodificada apenas por seu usuário. Para garantir a segurança desse sistema foi desenvolvido o Blockchain, tecnologia que cria uma rede de transações, a fim de registrá-las e protegê-las contra fraudes.

O Blockchain é considerado por muitos especialistas com potencial maior do que os próprios Bitcoins para os meios de pagamento, pois acreditam que o futuro do mercado não está em criar novas moedas, mas sim digitalizar as que já existem. Isso abre caminho para o surgimento de modelos inéditos de negócio.

P2P

O peer-to-peer, ou P2P, possibilita a transferência de valores de um usuário para outro sem a necessidade de intermediação de uma instituição bancária. Em vez de terem estruturas enormes e caras, as empresas de P2P são enxutas e ágeis. A grande vantagem é que todo o processo é feito 100% online.

NFC (Contactless)

Near Field Communication ou Contactless é uma nova tecnologia que pode ser usada em pagamentos, apenas por meio da aproximação dos celulares às máquinas de cartão. A conexão e transmissão acontece via rádio frequência. Cada vez mais aparelhos já estão preparados para essa tecnologia, com sistemas iOS ou Android.

Machine Learning

Com Inteligência Artificial, o mercado cria formas de realizar tarefas, que antes só seriam possíveis com o apoio do raciocínio humano. Machine Learning é um campo de estudo que pertence a IA e por meio dele é possível criar sistemas capazes de aprender sozinhos.

Inteligência artificial e aprendizado de máquinas possibilitam a captura de um grande volume de dados, além de processá-los, compreendê-los e armazená-los com eficiência. Sua utilização vem se tornando indispensável, principalmente para o monitoramento e autorizações de transações como as de cartão de crédito, por exemplo.

Existem muitas oportunidades neste campo, como: previsão de inadimplência em compras a prazo, rastreamento de comportamento de consumidores, uso de assistentes virtuais para o atendimento aos clientes de forma segmentada e personalizada.

Internet das Coisas

A Internet das Coisas conecta diversos aparelhos a um sistema central. No setor de meios de pagamento, ela possibilita o desenvolvimento de dispositivos exclusivos, como pulseiras, para os usuários realizarem transações diretas em máquinas de cobranças, sem a necessidade de dinheiro ou cartões.

O potencial dessa tecnologia é muito alto. Imagine se sua geladeira pudesse estar conectada ao seu mercado favorito e solicitar a compra de produtos em falta, debitando automaticamente do seu cartão? Ou se seu carro pagasse o combustível de maneira automática?

Como a LGPD vai impactar o setor de logística

Por Paulo Padrão, Vice-Presidente Senior e General Manager da ASG Technologies para a América Latina

Como você sabe, a nova Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) marcará uma profunda transformação no modo como as empresas utilizam as informações de seus clientes. Mas, embora já esteja claro que a regulamentação alterará por completo a rotina de segmentos como o e-commerce, varejo, bancos, telcos, o fato é que outros mercados ainda parecem seguir longe das discussões. Por exemplo: você já imaginou como a LGPD vai impactar o setor de logística no Brasil?

Essencial para o sucesso do comércio eletrônico, o transporte de cargas e encomendas é uma das áreas que mais precisarão se adequar às demandas da nova regra. Afinal de contas, além da loja virtual de sua preferência, quem faz a entrega de seus pedidos também tem acesso a suas informações pessoais – como nome, endereço, telefone, documentos etc. Sendo assim, não é difícil entender por que as companhias do setor logístico precisam se atentar às definições da LGPD, sobretudo no que se refere à privacidade e à gestão de dados.

A nova regulamentação exigirá que todas as organizações que trabalham com dados pessoais e ou dados sensíveis busquem modelos de atuação mais seguros e inteligentes, protegendo seus clientes contra possíveis roubos ou vazamentos de dados. Por isso, mesmo que as empresas logísticas não sejam responsáveis diretas por coletar as informações dos consumidores, elas também devem trabalhar para manter suas operações em conformidade com as regras.

De forma geral, as companhias do setor logístico precisarão alterar por completo as exigências para uso, armazenamento e compartilhamento de informações dos clientes. Além disso, há uma questão a ser pensada: o que fazer com os dados dos consumidores depois de uma entrega? Qual é o destino a ser dado a essas informações? É justamente esse tipo de resposta que a LGPD exigirá e norteará a partir de agosto de 2020.

O primeiro passo na preparação para essa jornada é avançar no conhecimento sobre como a LGPD afetará a rotina das operações, planejando ações que garantirão a visibilidade e o controle de todos os ativos digitais. Para a criação desse ambiente regulamentado, será preciso analisar toda a estrutura para mapear quais dados são armazenados, os locais de armazenamento, as áreas que utilizam essas informações e quais são as verificações e controles que precisam ser criados para as necessidades específicas de cada equipe ou área de atuação.

Mas é preciso deixar claro que a nova lei não pode ser encarada apenas como mais uma exigência regulamentar ou um simples projeto de TI. É importante que os líderes vejam a LGPD como uma oportunidade de reforçar suas habilidades para o futuro digital, transformando as informações e análises de dados em uma rica e verdadeira fonte de evolução dos negócios. A adequação à legislação não é somente um projeto de tecnologia ou jurídico – mais do que isso, é uma chance de construir uma operação segura e eficiente por meio da inovação tecnológica e da visão estratégica dos negócios.

De fato, o grande impacto que a LGPD traz às empresas é a necessidade de cuidar e utilizar seus dados como um tesouro a ser protegido de forma permanente dentro das operações. Com processos cada vez mais conectados, as informações estão no centro das atividades empresariais e diretamente associadas à satisfação dos clientes – ainda mais em um ramo como o mercado logístico, que precisa entregar agilidade, segurança e confiança em seus serviços.

O que os líderes devem avaliar, portanto, é como alinhar suas rotinas às exigências da lei e, a partir dela, construir um ambiente de inteligência de dados mais robusto e preparado para potencializar os resultados de suas corporações. Pesquisas indicam que veremos, em breve, um grande salto no uso de sistemas de automação focados em Data Intelligence, Analytics e Inteligência Artificial. E essas são justamente as ferramentas tecnológicas que ajudarão a integrar novas perspectivas de negócios.

A combinação entre a tecnologia e a estratégia das empresas é o melhor caminho para simplificar a geração de insights que permitam às organizações se ajustarem ao futuro. O momento demanda inteligência e preparo, acima de tudo. O que significa dizer, portanto, que as companhias de todas as áreas devem adequar o quanto antes suas estruturas. A continuidade dos negócios dependerá diretamente dos dados e não há tempo a perder. As empresas que conseguirem transformar os desafios da nova lei em oportunidades de crescimento e de geração de valor avançarão rumo ao sucesso.

Home office: sua empresa está preparada?

Por Fábio Bier

A cada dia as relações e os negócios são construídos por meio de ferramentas virtuais. Ainda que o contato físico, o famoso olho no olho, nunca deva perder sua importância, muitas organizações têm entendido que, a depender da atividade, condicionar o colaborador a ir até o escritório diariamente é enquadrá-lo em uma rotina que não contribui em nada com a criatividade, a inovação e o engajamento.

Pensando em grandes centros urbanos, onde além de tudo o próprio deslocamento é estressante, a jornada ainda pode ser menos produtiva, do ponto de vista de capacidade de criação, desenvolvimento de ideias e inovação, assim como foco e comprometimento com resultados.

Nesse cenário, adotar políticas de flexibilização da jornada e trabalho a distância – home office – fomenta o engajamento, aumenta o sentimento de pertencimento e orgulho do colaborador e promove a inovação.

À medida que as pessoas vão se habituando ao mundo digital e conhecem tantas novas tecnologias que permitem encontros e conexões bem-sucedidas, é natural que elas passem a não entender a necessidade de ir todos os dias ao escritório. Afinal, trânsito, correria, aquele colega que fala alto e tira o foco, chuva lá fora e alagamentos são motivos mais que suficientes para que o colaborador prefira trabalhar em casa, ainda que seja uma vez por semana.

E, quando isso acontece, a flexibilização da jornada e home office passam a ser fatores de atração e retenção de talentos, e, portanto, uma estratégia importante para a empresa.

Antes, porém, é importante que a organização se prepare para essa nova realidade. E tudo começa com a capacidade da liderança de fazer gestão por resultado – definir claramente papéis e responsabilidades, estabelecer objetivos e metas e proporcionar aos colaboradores informações claras a respeito da estratégia.

Muitos gestores ainda se sentem mais confortáveis em ter os colaboradores por perto, para que possam distribuir tarefas de última hora (incêndios acontecem!) e fiscalizar a produtividade do trabalho. Ainda que as vezes isso seja necessário, não deveria ser a função principal da liderança, e, portanto, é mais fácil definir como fazê-lo de maneira remota.

Para garantir a produtividade longe do escritório, antes de adotar flexibilizações na jornada, é importante responder a perguntas básicas:

1. A liderança está preparada para delegar atividades, comunicar metas e acompanhar resultados de maneira consistente?

2. A cultura da empresa favorece agendamentos de reunião com antecedência, planejamento semanal ou mesmo mensal?

3. A empresa conta com recursos tecnológicos de comunicação remota (celular, aplicativo de mensagem instantânea, VPN, laptops etc.)?

E, até que a cultura esteja estabelecida, a empresa pode contar com recursos para fiscalizar a produtividade, o que pode ser até mesmo a simples exigência de relatórios que formalizem a atividade de home office com descrição hora a hora.
Mais do que criar um ambiente dinâmico e prezar pela qualidade de vida e bem-estar dos colaboradores, políticas de trabalho remoto podem também significar redução das “despesas de estar”, aquelas que incorrem da presença do funcionário no escritório.
A mudança cultural promovida pela flexibilização da jornada de trabalho pode ser muito positiva. Mas é necessário um projeto cuidadoso, em que os líderes realmente estejam comprometidos com o sucesso. Como em todo projeto, uma fase piloto com métodos mais rigorosos de controle da jornada de trabalho – como o relatório hora a hora aqui mencionado – é fundamental.

Política transparente, regras claras e treinamento sobre comportamento e resultados esperados no home office são condição básica antes de qualquer mudança. Pelo menos no início, também é recomendado manter o posto de trabalho disponível – se o colaborador não se adaptar, ele pode simplesmente vir ao escritório, e a empresa poderá medir a aderência. Também é muito importante, é claro, avaliar todos os impactos legais trabalhistas que as alterações na jornada de trabalho podem provocar.

Além de ser um indicador importante para a marca empregadora da empresa, modernizar a jornada de trabalho com home office e entrada e saída com horários flexíveis, por exemplo, fomenta a capacidade de criação e aumenta o compromisso com a empresa. Quem não gostaria de ter pelo menos um dia da semana sem pegar trânsito? Ou mesmo um dia trabalhando com a vista preferida? O quanto os colaboradores se dedicariam a mais a uma organização que pensa na conveniência e no bem-estar do indivíduo? O quanto a organização pode esperar de novas ideias, inovação e criatividade dos colaboradores que têm a sua disposição a oportunidade de trabalhar em lugares mais inspiradores? Vale a reflexão.

Fábio Bier, gerente de RH da Husqvarna para América Latina

Nascemos e morremos clientes

Por Tomás Duarte, CEO da Track

Todos nós nascemos e morremos clientes, desde a maternidade até o cemitério. E a verdade é que não existe um momento mais propício para conduzir a mensagem sobre resgatar os valores — nossos e os do outro.

Em qualquer lugar do planeta, habitantes se tornam consumidores de produtos ou serviços com o objetivo de sobreviver, ter qualidade de vida ou de garantir a satisfação pessoal — e merecemos. Seja em Mountain View, na Califórnia, ou Padaria Katete, no Malawi, o país mais pobre do mundo. Somos clientes!

Um conceito de milhares de anos jamais foi tão importante como agora. Foram séculos e séculos para as primeiras equipes de atendimento ao cliente nascerem, durante a revolução industrial. Desde então, a conversa, o relacionamento e o atendimento ao consumidor acompanham a evolução dos meios de comunicação. A começar pela invenção do telefone, que fez com que inúmeros clientes não precisassem mais viajar quilômetros de distância para solucionar um problema ou para receber informações.

Anos depois, por volta de 1960, os centros de soluções nasceram e ganharam o apelido de “call centers” e, algum tempo após, no MIT, iniciaram-se as primeiras trocas de e-mails privados.

Já na década de 1980, surge o primeiro software de gerenciamento de contatos de clientes, o CRM. Na década de 1990, a Internet começa a se tornar acessível a consumidores e empresas, dando espaço à era digital.

É nos anos 2000 que inicia-se a explosão dos softwares de gestão e ferramentas que mudaram a vida de milhões de pessoas. Um desses motes, o Google, tornou a vida dos consumidores mais online e simplificada. Hoje em dia, ferramentas e termos como Google Play, App Store, realidade virtual, realidade aumentada, pagamento mobile, on demand, streaming, social media, real time e chatbots também são mais comuns e facilitam a conexão que envolve tecnologia, eficiência, empresas e clientes.

E agora, o que está por vir? Como oferecer um bom atendimento ao cliente usando o máximo de tecnologia e inovação para um negócio? Produto, serviço, preço, prazo e entrega, por exemplo, já não são mais garantia do sucesso nas empresas. O grande diferencial comparativo agora é a tal da Experiência do Cliente.

Grandes empresários como Walt Disney (Disney World), Comandante Rolim (TAM), Tony Hsieh (Zappos), Jeff Bezos (Amazon) e Richard Branson (Virgin) souberam identificar isso desde cedo. Precisamos disso: de um espírito mais centrado no cliente!

Devemos abandonar a síndrome do brasileiro do balcão, que na hora de ser cliente quer ser bem tratado e na hora de atender trata mal seus consumidores. São mais de 2 milhões de processos judiciais somente relacionados ao consumo, dezenas de milhares de procedimentos administrativos nos Procons e mais de 15 milhões de mensagens em outros sites de reclamações.

Nosso objetivo hoje é colocar a mão na massa para que nossos filhos possam, daqui poucos anos, ter no Brasil uma relação de alto nível, eliminando atritos e colocando um sorriso no rosto de todos nossos clientes! É aquilo: pensar no próximo.

O grande segredo é se lembrar que nascemos e morremos clientes e, se o mundo já está organizado assim, por que não oferecer o melhor para o outro? Proporcione para o seu público aquilo que você mesmo espera de uma empresa.

Para uma marca, esse outro pode ser você.

Tomás Duarte, co-fundador e CEO da Track , startup que monitora e gerencia indicadores de experiência de clientes em tempo real por meio de canais digitais.

O fracasso é o ponto de partida

Por Laís Macedo, CEO do LIDE FUTURO

Na era da empresa unicórnio, da receita do sucesso e da glamurosa jornada do empreendedorismo, fracassar virou o sinônimo do fim, da incapacidade de honrar essa jornada.

Banimos a chance de erro e somamos à ilusão das jornadas de assertividade e segurança em nosso instável Brasil empreendedor. Às vezes nos vemos tão próximos da necessidade de fracassar e nos anulamos, afinal, isso não pode estar na pirâmide de Maslow do empreendedorismo. Você não leu errado, pode ser uma necessidade sim, é ela que pode te fazer encarar algum problema, o medo ou o desconhecido, algo que esteja ali te rondando, ainda tímido, mas que essa atitude traz força a esse inimigo. É o convite para a mudança. Aí vem a ansiedade e a insegurança, aquela que faz com que a gente olhe ao redor e encontre tantas histórias de sucesso. Qual o nosso problema?

Não nos permitimos degustar o erro, sentir seu cheiro, sabor, textura e entender o que faz por aqui. Ele está de passagem, mas se soubermos encarar de frente, sem dúvidas, há o que (de bom) ele deixe antes da sua partida.

Se chegamos até o fracasso é porque nos permitimos tentar, se a tentativa nos trouxe a uma jornada, é porque acertos foram realizados, e nossa falta de compaixão (com a gente mesmo) nos faz míope nesse diagnóstico.

E aí olhamos para fora, para a sociedade empreendedora na vitrine, aquela que está no youtube, ou em uma palestra em uma das centenas de evento de pessoas de sucesso, a live com as 10 dicas da trajetória daquele infalível ceo – nada, nada deu errado. O problema é só seu.

A nossa capacidade de assumir uma escolha ou um caminho com menos êxito não nos faz menos capaz, pelo contrário, sou partidária a valorização de quem conta que sim, algo deu errado, e está tudo bem, porque é essa montanha russa, de altos e baixos, que nos faz crescer e desfrutarmos do que compreendemos, em nosso individual desejo, do sucesso.

Fracasso não é o fim. Fracasso é ponto de partida.

5G é uma oportunidade única para o Brasil

Por Claudio Tancredi, Country Manager da Hitachi Vantara Brasil

A liberação da tecnologia 5G ainda é um tema bastante turbulento no país. Recentemente, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aumentou o prazo de início do período de licitação e leilão das frequências de canais do 5G para 2021. Um dos motivos para o adiamento foi a proposta de um dos conselheiros da Anatel e relator do processo que apresentou uma proposta de dividir o Brasil em 14 regiões, para dar espaço às empresas locais e de menor porte. A disputa entre as empresas de telecomunicações que poderão trabalhar na infraestrutura da tecnologia de quinta geração é grande.

Porém, não devemos nos esquecer que o 5G já faz parte da realidade de muitos países, como os Estados Unidos, Suíça e Coreia do Sul, e impactam no dia a dia das pessoas e também na forma de fazer negócios.

O setor automobilístico é o mais impactado com a nova tecnologia. Carros conectados e autônomos, por exemplo, ganham cada vez mais conectividade e se comunicam de forma instantânea, sem falhas de sinais na rede, o que comumente acontece com o 4G. Além de claro, ter mais interação com aplicativos de comando de voz e outros aplicativos. Por aqui, no Brasil, a expectativa é que teremos estes primeiros veículos a partir de 2021.

Estão entre os outros benefícios do 5G: realidade virtual e aumentada, jogos avançados interativos e qualidade mais rápida de vídeo. Só para se ter uma ideia, baixar um filme em uma plataforma de streaming vai levar menos de 5 segundos, enquanto gasta-se em média 2 minutos com o 4G! Toda essa conectividade também contribui para o cotidiano das pessoas e das empresas, como por exemplo, a troca de informações mais céleres em hospitais, o que pode ser decisivo em uma situação de urgência.

À medida que o acesso em tempo real aos dados torna-se um elemento necessário para os serviços digitais que possibilitam mais agilidade, fica mais claro que redes e infraestrutura de telecomunicações seguras e bem gerenciadas também são cada vez mais necessárias para ter operações ininterruptas e ilimitadas.

A Hitachi Vantara tem uma plataforma de dados virtualizados que permite aos provedores de serviços digitais a capacidade de aproveitar a disponibilidade de dado, por meio de infraestrutura inteligente avançada orientada por Inteligência Artificial e Machine Learning. A promessa de um grande futuro para cidades inteligentes e residências inteligentes começa com as camadas originais de acesso aos dados e serviços em tempo real, a partir de redes 5G e acesso dinâmico baseado em computação de borda, quando e onde for necessário.

Os fabricantes precisam de novas abordagens para impulsionar insights que cada vez exigem maior nível de complexidade e precisam estar mais conectados com a inovação digital. Muitas empresas de vários setores já investem em plataformas de vídeo analytics para melhorar a eficiência nas operações.

Obviamente, com tantos dados gerados em várias plataformas, se faz necessário gerenciá-los da melhor forma, ou seja, organizá-los de acordo com a complexidade de informações, de visibilidade, e de suportar maiores quantidades de processos pedidos. A Governança de Dados é a solução eficaz para superar os desafios de escalabilidade e crescimento nas organizações.

Em junho de 2019, o Santander e a Telefónica Espanha desenvolveram juntos os primeiros casos de uso 5G do setor bancário na Europa. Dois escritórios bancários na cidade de Alcobendas, perto de Madri, foram os primeiros conectados pela tecnologia 5G na Europa.

Essa iniciativa permite avançar na aplicação de novas tecnologias no setor financeiro, desenvolver soluções 5G para o setor bancário e apoiar os clientes corporativos em seu processo de transformação, ajudando-os a adaptar seus produtos financeiros para atender às novas necessidades.

Se esse cenário irá se repetir no Brasil, ainda teremos que esperar para ver.

Estratégias para aumentar as vendas no final do ano

Por Israel Nacaxe

O Natal continua sendo a principal data de vendas do segundo semestre, o que torna o período uma grande oportunidade de vendas, tanto para o varejo online como físico. De acordo com um estudo feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a estimativa de arrecadação no Natal 2019 é de R﹩ 35,6 bilhões, o que representará um aumento de 4,8% em relação a 2018.

Mas, para ter sucesso nessa época do ano e aumentar o seu faturamento, é preciso se atentar a alguns pontos que vão fazer toda a diferença no negócio, independentemente do segmento ou canal de venda, seja e-commerce ou loja física.

Tenha uma equipe de vendas bem treinada

Preparar a sua equipe é fundamental, principalmente porque os consumidores estão muito mais dispostos a gastar e os vendedores precisam saber lidar com esse aumento da demanda. Nesse caso, é imprescindível que eles estejam treinados, uma vez que a capacitação reduz a rotatividade da equipe e faz com que os colaboradores cresçam profissionalmente, permitindo ainda a padronização do atendimento aos clientes e a otimização de oportunidades de vendas, o que gera boas experiências de compra.

Dê atenção a apresentação dos produtos

Uma das bases do varejo hoje é a experiência vivenciada na loja, seja ela física ou online. Por isso, não basta ter o produto certo e hora certa, é preciso que haja uma boa estratégia de venda aliada a uma apresentação adequada dos produtos na loja para atrair mais clientes. Isso ajuda a comunicar mais rapidamente o seu posicionamento de mercado e gera, consequentemente, um aumento de vendas, independente da categoria do produto.

Gestão de estoques

Uma das frustrações dos clientes é ir até uma loja para comprar um presente de Natal e descobrir que ele não está mais disponível. Com isso, há grandes chances da loja perder a venda e, consequentemente, o cliente. Nesta época do ano, não dá para fazer as correções necessárias de rota, pois não há tempo hábil para a reposição de produtos. Nessa situação, uma das soluções encontradas pelos lojistas é a utilização de sistemas de gestão que fazem uso do histórico de vendas e estimam a quantidade de unidades que cada uma delas vai precisar. Com isso, é possível integrar os estoques das lojas online e offline com os centros de distribuição e ter uma visão mais ampla de todos os produtos existentes na empresa para que não ocorra esse tipo de falha.

Facilite o checkout

Um dos pontos mais importantes para os consumidores é a praticidade e a economia de tempo, principalmente no final do ano. Por isso, os lojistas que facilitarem o checkout do seu cliente, diminuindo as filas, aumentando a sua satisfação, trazendo mais produtividade para o ponto de venda se destacará perante seus concorrentes. Para isso, existem inúmeras soluções tecnológicas, incluindo terminais de PDV mais rápidos e autoatendimento, aplicativos de pagamento, carteiras digitais, equipamentos “papa-fila”. Por isso, vale a pena explorar essas possibilidades para economizar o tempo do seu cliente.

Ofereça programas de fidelidade

Investir em um programa de fidelidade é uma opção para conhecer melhor o seu consumidor e ser mais assertivo nas ofertas, promoções e ações de comunicação. Os programas de fidelidade estão passando por grandes mudanças devido ao comportamento dos clientes e o seu uso gera inúmeras quantidades de dados que podem ser utilizados pelo varejo para entregar melhores soluções e experiências.

Utilize bem a comunicação digital

As redes sociais são excelentes ferramentas que ajudam a impulsionar as vendas, seja de forma orgânica ou publicidade. A possibilidade de segmentação das ações nesses canais gera ganhos importantes, como a possibilidade de entregar uma comunicação mais direta e dentro do contexto para o seu público-alvo.

Um bom exemplo são as buscas de geolocalização no Google. No fim do ano, muitas pessoas fazem compras por impulso, por exemplo. Com isso, os lojistas podem se destacar dentro do mecanismo de busca na hora que esse cliente vai buscar a loja mais próxima.

Por isso, para finalizar, é importante que seja feita uma análise de como seu público se relaciona com a sua marca, quais caminhos ele utiliza para chegar até você e finalizar a compra, avaliando como melhorar essa jornada. Facilitar a vida do consumidor é uma forma certeira de melhorar seus resultados!

Israel Nacaxe, COO e co-fundador da Propz – empresa de tecnologia que oferece soluções de inteligência artificial e Big Data para o varejo físico e serviços financeiros