Page

Category artigo

Inovação aberta, essencial para a sobrevivência empresarial pós-Covid

Por Maximiliano Cortés

A inovação por si só é uma fortaleza e multiplica seu valor quando feita de forma constante. Muitas empresas perceberam neste período de pandemia que, caso tivessem processos contínuos de inovação, estariam melhores preparadas para enfrentar a crise atual.

Algumas empresas ainda não iniciaram seu processo de inovação, deixando de lado os benefícios concretos. A chave não é congelar, mas sim colocar em movimento e tomar decisões para provocar a inovação na organização de forma orgânica, horizontal, multidisciplinar e sistemática.

A principal mudança que ocorre é social. O novo normal terá novos hábitos de consumo e organizacionais. O home office definitivamente adquire um novo status no mundo pós-pandêmico e este cenário está forçando a mudança nos modelos de negócios de muitas empresas. Embora a atenção pessoal continue a ser fundamental e insubstituível, começará uma nova etapa, muito mais globalizada, cujas tecnologia, comunicação e cultura de inovação terão papéis ainda mais relevantes.

Sob essa premissa, o foco deve ser promover a inovação interna, transformar a cultura organizacional e aprender a trabalhar em ecossistemas dinâmicos, confiáveis e que acelerem os processos por meio da inovação aberta com empreendedores e outras organizações. Sem dúvida, essas ações representarão um grande diferencial.

Para que a inovação tenha um verdadeiro impacto nos negócios e na transformação digital é necessário democratizar a inovação interna. Ou seja, empoderar os colaboradores, transformando-os em empreendedores internos por meio de mecanismos para incentivar, recompensar, compartilhar e estimular. Neste modelo, denominado intraempreendedorismo, cria-se um ambiente que incentiva a participação dos colaboradores no processo de inovação.

Caminhamos para uma nova etapa da Economia Digital com ecossistemas de valores nos quais o trabalho colaborativo entre empresas e empreendedores é essencial. O futuro está totalmente digitalizado e com cadeias de suprimentos integradas de ponta a ponta.

Enquanto caminhamos para um novo mundo pós-pandêmico, com novas formas de relacionamento proporcionadas pela tecnologia, o contato humano não será substituído. A tecnologia está nos mostrando que é uma excelente alternativa neste contexto e que pode nos ajudar a construir novas formas de trabalho.

Em muitos casos, está democratizando a comunicação. Veja, por exemplo, nas reuniões virtuais. Agora estamos todos em pé de igualdade, independentemente de onde nos conectamos. Além disso, esta crise está mudando o paradigma do contato pessoal e as habilidades “soft”, como a empatia à distância, serão cada vez mais importantes.

Ainda temos tempo para reverter os danos ao meio ambiente e evitar erros pré-Covid, viver em harmonia com a natureza e o descanso do ser humano é obrigatório no novo normal. O novo normal é um mundo onde a inovação precisa ser sustentável, sempre com um propósito que constitua o meio para impulsionar as empresas para a prosperidade, com um compromisso solidário e com a qualidade de vida das suas comunidades.

Maximiliano Cortés, Chief Operation Officer da Parabolt, uma divisão da Globant dedicada à inovação e desenvolvimento de software.

Tags

Black Friday: varejo precisa oferecer novas opções de pagamento para garantir o sucesso das vendas

Por Ralf Germer


A pandemia do novo coronavírus transformou as vendas no varejo. Com o fechamento temporário das lojas físicas ou funcionamento em horário reduzido devido aos decretos municipais de contenção da transmissão da Covid-19, empreendedores precisaram se reinventar, migrar para plataformas digitais e pensar em alternativas para continuar movimentando o negócio. Um exemplo disso é a antecipação da Black Friday em diversos estados do Brasil, com promoções que estimulam o consumo em um período fraco para o comércio.

Se de um lado os clientes vão precisar de planejamento e prudência para evitar descontos pouco proveitosos, por outro, as empresas terão que se adaptar para atrair o público de forma mais verdadeira. Além de oferecer melhorias no valor dos produtos, disponibilizar novas opções de pagamento no ato da compra é fundamental para o sucesso do faturamento. Os e-commerces, principal elo de relação entre as pessoas e o mercado durante a quarentena, devem se adaptar para atender com eficiência os seus consumidores, inclusive os desbancarizados.


Além dos métodos de pagamentos tradicionais, como dinheiro físico, cartão de crédito e débito, cheques e boletos, alternativas vêm ganhando espaço no país. A Cielo, por exemplo, empresa brasileira de serviços financeiros, registrou um aumento de 260% na solução de pagamento via link, que permite que as vendas sejam realizadas por meio de canais online, sem exigir que os comerciantes tenham uma loja virtual. Para se ter uma ideia, 83% dos brasileiros passaram a fazer compras pelo WhatsApp, segundo a Accenture, empresa de consultoria.


Outra mudança de comportamento da sociedade diz respeito a utilização dos pagamentos por aproximação. Segundo levantamento da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), essa opção de pagamento movimentou R$ 8,3 bilhões no primeiro trimestre de 2020, um crescimento de 330% em relação ao mesmo período de 2019. Até o momento, o QR Code é o método mais popular e já foi usado por 35% dos brasileiros com smartphones, conforme aponta um estudo da área de Inteligência de Mercado da Globo.


O Banco Central do Brasil (Bacen) divulgou o lançamento dos pagamentos instantâneos (Pix). Previstos para chegar em novembro e revolucionar a forma como lidamos com os pagamentos – uma vez que as transações serão realizadas em até dez segundos, sem restrição de datas e horários – a tecnologia abre um leque de possibilidades para o varejo e os consumidores, já que pagadores e recebedores movimentarão o dinheiro de forma online e imediata para toda e qualquer entidade, empresa e pessoa física.


Lojistas que estão se preparando para conceder descontos aos clientes nesses últimos meses do ano, visando uma possível recuperação do varejo, estão no caminho certo para tentar fechar 2020 no azul. No entanto, quem deseja sair na frente da concorrência, deve estar atualizado e conectado com as inovações do mercado. Disponibilizar novas opções de pagamento no ambiente virtual é obrigação para quem quer garantir números melhores para o comércio no geral.

Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil

Tags,

Como despertar sua competência emocional e se destacar no mercado de trabalho

Por Cris Kerr

Para qualquer cargo que uma pessoa venha a ocupar é importante que ela invista em atualizações de seus conhecimentos técnicos, que mantenha a leitura sobre atualidades em dia, e sempre faça cursos que renovem seu conhecimento. Mas você já parou para pensar que as suas competências emocionais podem interferir para você avançar na sua carreira?

As empresas precisam avaliar as competências técnicas, mas tão importante quanto são as habilidades interpessoais conhecidas como “soft skills”. Se você nunca ouviu o termo, sabia que as soft skills são uma série de competências que tem pouca ligação com a formação acadêmica e sim com as habilidades de inteligência emocional que apenas os humanos conseguem desenvolver.

As mais conhecidas são: comunicação clara, gestão do tempo, capacidade de resolver problemas, flexibilidade e adaptabilidade aos desafios, facilidade para trabalhar em equipe, atitude positiva e autoconfiança. No entanto algumas habilidades importantes não são tão conhecidas, como o gerenciamos das nossas próprias emoções e a forma como lidamos com os relacionamentos.

Para conquistar esses atributos, investir no autoconhecimento é cada vez mais importante, tanto para aprimorar essas capacidades, como também para ampliar a consciência de quais diferenciais você tem como profissional. A auto avaliação é uma ferramenta essencial para conhecer os seus pontos fortes e fracos, além de também ajudar a compreender quais são seus próprios objetivos e valores.

Um ótimo exemplo para ilustrar a grande necessidade das soft skills foi o que aconteceu, com o início da pandemia do novo coronavírus. De repente, as pessoas tiveram que mudar por completo a sua rotina e as que tinham maior domínio emocional foram menos impactadas neste cenário. Isso porque essas pessoas conseguem gerenciar melhor as suas emoções, o que contribui para se adaptarem a mudança, resiliência para lidar com contratempos, otimismo e o bom humor, mesmo em uma situação adversa.

Diversos estudos mostram que o quanto o bom humor e a felicidade impactam diretamente na produtividade das pessoas dentro da empresa. Profissionais com humor positivo possuem maior criatividade, maior capacidade de resolver problemas, mais flexibilidade na rotina, e mais eficácia na tomada de decisões. Enquanto uma pessoa com humor negativo tem pouca atenção aos detalhes, gera desarmonia no ambiente corporativo, afinal as emoções são contagiosas, sejam elas negativas ou positivas.

Muitas pessoas já possuem soft skills mas, se este não é o seu caso, confira algumas dicas sobre como despertar sua competência emocional:

Gerenciar suas emoções: não quer dizer que você vai bloquear suas emoções, na verdade você precisa aprender a viver com suas emoções.

Preste atenção nas próprias emoções: parece simples, mas muitas pessoas não conseguem se observar e identificar as próprias emoções. Por isso, sugiro um exercício bem simples, que é anotar tudo o que está sentindo e o que uma situação desconfortável causa em você e, depois, com calma, reflita sobre cada item anotado.

Buscar motivações: o estresse é visto como negativo, no entanto o estresse agudo, ou seja, o que é momentâneo, é importante para você buscar novos planos, e sair do piloto automático. Assim busque ter planos claros e possíveis para cada das suas metas e, caso o plano A não dê certo, vá com confiança para o plano B.

Trabalhar a empatia: para ter empatia, você precisa sentir as emoções. Se você não se permite sentir emoções, como conseguirá detectá-las em outras pessoas? Faça um esforço consciente, atenção em você para se conhecer. Depois atenção plena com a pessoa que estiver na sua frente, vale a pena, afinal a empatia é uma fonte construtora de relacionamentos.

Cris Kerr, CEO da CKZ Diversidade, consultoria especializada em Inclusão & Diversidade

O que podemos aprender com os contadores

Por Bruno Portnoi

Muitos podem não saber, mas o contador, celebrado neste 22 de setembro, têm contribuído, cada vez mais, não apenas para o aprimoramento da gestão e governança corporativa, como para a transparência e integridade, anseios irreversíveis da sociedade contemporânea. Exemplo muito claro da relevância e ampliação do significado de seu trabalho verifica-se no cenário da pandemia da Covid-19, que desestabilizou pessoas e empresas de seus eixos.

Hoje, em todas as frentes, seja atuando na preparação de balanços contábeis, no atendimento a pessoas físicas ou desempenhando a função de auditores independentes, os contadores operam cada vez mais como consultores e orientadores de boas práticas. Muito do tempo que despendiam anteriormente com tarefas manuais (como as entregas fiscais), converteu-se em conhecimento, capacidade analítica e crítica e melhor uso de suas habilidades – indispensáveis neste momento atípico que vivemos, no qual as tomadas de decisão devem ser rápidas e assertivas.

Parte desses créditos vai para o Certificado Digital, que aplica-se de maneira muito adequada e pertinente à contabilidade, conferindo praticidade e segurança no cumprimento de obrigações tributárias e acessórias de empresas, à declaração do Imposto de Renda de Pessoas Físicas, à interação com autoridades e organismos reguladores, assinatura digital de documentos, além de outros benefícios. Por meio desta tecnologia, essas interações podem ser feitas no meio virtual, com apenas alguns cliques e total respaldo jurídico.

Sem dúvidas, o cenário atual é de desafio imenso para os contadores. Felizmente, os profissionais e empresas do setor, em mais uma demonstração do grau de excelência que a atividade atingiu no País, têm conseguido fazer frente à inusitada demanda, fazendo o possível para contornar e enfrentar crise sem precedentes. Mais do que nunca a contabilidade foi sinônimo de resiliência e com certeza, depois que tudo isso passar, assim será lembrada. Diante de tudo isso, é nosso dever parabenizar os contadores por este dia e agradecer-lhes por toda a dedicação ao ofício.

Bruno Portnoi, Diretor de Marketing e Vendas da Certisign

Tags, , , ,

Com a LGPD entrando em vigor este mês o que as empresas devem fazer?

Por William Faria

Quando todos esperavam que o acordo costurado na Câmara dos Deputados para adiar a entrada em vigor da LGPD para o dia 31/12/2020 fosse confirmado, o Senado Federal, usando de uma manobra de regimento, fez uma mudança brusca e colocou a entrada em vigor da LGPD para este mês. Independente da sanção ou veto presidencial, o que irá prevalecer é a data original da LGPD que estabelecia a vigência no dia 14 de agosto de 2020.
O que as empresas devem fazer agora?

As companhias precisam se adequar imediatamente, logo que correm o forte risco de exposição a inúmeros processos jurídicos. Embora as sanções da ANPD só possam ocorrer em agosto de 2021, nada impede que outros órgãos o façam, tais como Procon ou Ministério Público Estadual e Federal.
Um titular de dados que entenda que seu direito esteja sendo agredido pode, amparado pelo Código de Defesa do Consumidor, entrar com um processo na esfera cível. O próprio STF já considera em seus julgamentos a existência e realidade da LGPD.

É sabido de todos os embates entre o Executivo e Legislativo e da existência de um acerto entre os parlamentares para que a MP 959/2020 venha a caducar. Com isso, a LGPD entraria em vigor em 14 de Agosto de 2020 e as suas sanções via ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados) somente em 1º de agosto de 2021.

Resumidamente, em até 18 de setembro as empresas poderão sofrer uma enxurrada de processos e fiscalizações por não cumprirem com as normas da LGPD, o que, em termos financeiros e de imagem, são muito mais gravosos que as sanções da ANPD que ficarão para agosto de 2021

O que fazer então:

As empresas que não iniciaram seus preparativos devem nomear imediatamente um Encarregado de Proteção de Dados(DPO) para começar o programa de adequação à LGPD. O Encarregado de Proteção de dados deve estar apto para receber e responder todas as solicitações dos titulares de dados e das entidades fiscalizadoras;

Disponibilizar um canal de atendimento às demanda dos titulares de dados, seja por um e-mail , telefone , whatsApp ou página da Web;

Criar, mesmo que de forma manual, procedimentos para atender os direitos dos titulares;

E, por fim, disponibilizar de maneira clara na internet a política de privacidade.

Após essas medidas emergenciais, as companhias têm que iniciar as etapas de implantação de um programa de adequação à LGPD, com foco no término até agosto de 2021, quando começaram a ser aplicadas as sanções da ANPD.

Listei abaixo as principais atividades a serem executadas dentro deste período e que devem começar imediatamente.

  1. Realização de um assessment para entender quais processos tratam dados pessoais e quais estão mais expostos para eventuais demandas judiciais

2. Mapeamento de dados e inventários para que se possa identificar onde estão as informações pessoais na empresa e como podem, mediante à solicitação do titular de dados, prestarem acessos aos dados e direitos

3. Implantar um portal de direitos dos titulares tais como: confirmação da existência dos dados da pessoa física na instituição; relatório detalhado dos dados da pessoa física na instituição; coleta e gestão das autorizações para uso dos dados (Consentimento); eliminação dos dados identificáveis; não autorização para tratamentos de legítimo interesse; portabilidade completa de dados; atualização dos dados e pedido de revisão das decisões tomadas por processos automatizados

4. Treinamento com os colaboradores

5. Políticas de Privacidade detalhadas

6. Análise de impacto de Privacidade (DPIA)

7. Tratamento de Dados para segurança e privacidade: controles da ISSO 27001; mascaramento; criptografia; monitoramento nonimização; portabilidade; processo de Gestão de Privacidade.

William Faria, DPO (Data Protection Officer) e especialista em segurança da informação da GFT Brasil.

Networking: A importância de um bom relacionamento diante da pandemia

Por Mônica Schimenes, CEO da MCM Brand Group

Em um mercado cada vez mais competitivo, ter contatos estratégicos se tornou um diferencial para as corporações e quando falamos disso, devemos estar diretamente ligados ao poder do networking. Além de ajudar no desenvolvimento das empresas como um todo, ele é uma excelente ferramenta de marketing pessoal. Mas, você sabia que a diversidade também é um fator importante nesse processo? Pesquisadores das escolas de negócios do Illinois Institute of Technology, do Rensselaer Polytechnic Institute e da Fordham University apontaram que um networking diverso ajuda o CEO a promover políticas mais inovadoras, melhorar a performance financeira e até influência na área de fusões e aquisições.

Dentre todos esses benefícios, pensando que as pessoas são relacionais e se conectam através de boas histórias e não com números, quando formamos aliados dentro do mercado corporativo, é possível que estabeleçamos bons networkings e bons negócios. Visto que, ao conversarmos com quem se parece com nós, que trabalha no mesmo ramo ou fora dele, os insights se tornam ferramentas importantíssimas para a mudança no portfólio, no pit corporativo e – até mesmo – no funil de vendas.

Existem diversas formas de iniciar esse contato, o segredo é quando conseguimos atrair as pessoas pelo nosso negócio e por nossas trocas e não só por bons pedidos. É importante que os empreendedores tenham a capacidade de oferecer ao outro tudo aquilo que ele também receberá em troca, para isso, é necessário estudar o seu mercado e saber o que está acontecendo com as outras empresas, como elas estão reagindo. Assim, sempre haverá informações relevantes que ajudem o seu cliente e outras corporações. Descubra quem são as pessoas mais influentes do ramo que você está falando, converse com elas e seja capaz de se tornar fonte quando procurarem por você.

Outra forma de ser sempre lembrado é se infiltrando em todas as possibilidades de rede de relacionamentos que existem no mercado. Na minha empresa, por exemplo, escolhemos nos diferenciar como empresas ligadas à diversidade, inclusão e sustentabilidade, então estamos dentro da Rede Mulher Empreendedora, Rede Mulheres do Brasil, programas de mentorias, Integrare, We Connect e diversos outros. Essa é uma forma de encontrar onde nossos cliente estão inseridos e onde podemos nos tornar relevantes.

Lembrando também que hoje, ainda mais em tempos de pandemia, esse contato é muito mais fácil, pois todas as pessoas estão disponíveis por uma mensagem direta, no Facebook ou no Linkedin e por mais que elas possam não responder, elas lerão sua história. Esse contato fica mais fácil por um lado, por agilizar o processo, porém mais difícil porque as pessoas gostam de estar presentes, de saírem para almoçar ou tomar um café juntos. Sentimos falta desse olho no olho, do contato físico, então tentamos transformar isso no virtual.

Uma dica que eu dou é que sejam curiosos, corram atrás e se cerquem do maior número de pessoas influentes que conseguirem, isso dará impulsionamento e fortalecimento para sua marca. Hoje, me orgulho dos meus dois maiores clientes da empresa, que são IBM e BASF, que vieram de networkings que eu me inscrevi e participo nesses 23 anos de corporação.

Tags, , , ,

PIX: A ponte da cédula para as criptomoedas?

Por Wagner Gomes Martin, Diretor de Desenvolvimento de Negócios da VeriTran

A sociedade está em um momento em que, da mesma forma que é possível acompanhar uma entrega em tempo real pelo GPS, conseguimos seguir os passos de um amigo em uma viagem pelas mídias sociais ou falar com alguém em qualquer lugar do mundo com apenas um toque e sem a necessidade de códigos de operadora. E tudo isso sem grandes custos ou mesmo gratuito.

Toda essa evolução tecnológica também é vista no sistema bancário, e a pandemia do Covid-19 acelerou em anos a necessidade de inovação. No Brasil, dinossauros caríssimos como DOC e TED são os dominantes entre os meios de transferência, além do boleto, que é mais caro que o TED, possui compensações que demoram dias e só processam durante um determinado horário. Por isso, as instituições financeiras sabem que precisam manter seu ambiente digital com usabilidade rápida e simples e, como lidam com dados valiosos de seus usuários, também necessitam de uma proteção robusta sobre tais informações.

A criptomoeda é uma base monetária muito eficiente, interoperável e que ainda possui como característica a ausência de regulador nos países. Por outro lado, elas não possuem uma usabilidade simples e aceitação massificada.

Um entorno mais digital, com mecanismos de instantaneidade e facilidade de transferência gera uma demanda cada vez mais virtual, onde podemos ter um cenário de uma criptomoeda emitida por uma reserva federal com cotação oficial assim como a moeda corrente de um país. Ambas podem ser indexadas entre si ou podem ter cotações independentes, podemos supor vários cenários econômicos.

Com isso, todo o movimento de Open Banking que o Banco Central do Brasil vem promovendo está em linha com as premissas de necessidade de rapidez, facilidade, baixo custo e segurança.

O PIX oferta instantaneidade a custo baixo e com segurança de processamento. Esse será um instrumento de transferência que, independente de conta ou titularidade, se instrumentaliza por leitura de QR Code ou dados do recebedor, podendo ser presencial ou por link e capaz de sacar dinheiro em estabelecimentos comerciais. Temos um instrumento de transferência competitivo, com alto potencial de canibalizar os outros formatos e que propõem a ascensão do digital, uma vez que reduz a necessidade de sacar dinheiro.

Com isso é possível vislumbrar uma criptromoeda regulada por um banco central operando através de meios de transferências digitais e online. O PIX é um dos instrumentos essenciais para o futuro de uma moeda digital dentre outros do entorno Open Banking, promovendo esta digitalização funcional para o momento atual. Todo este movimento é a prova de que as empresas precisam estar de olho em soluções que aceleram e simplificam a implementação de projetos digitais na mesma velocidade em que o entorno financeiro está evoluindo.

Tags, , ,

Como a pandemia está impactando o investimento em tecnologia nas empresas do Brasil

Por Roberto Arruda

O COVID-19, o distanciamento e isolamento social, trouxeram à tona uma nova realidade para as empresas brasileiras. Apesar de muitos segmentos, especialmente os de educação e varejo, sentirem um déficit por conta da pandemia, o mercado de TI de um modo geral mostra-se bastante otimista, tendo em vista que muitas companhias passaram a ver a tecnologia como ferramenta fundamental para sobreviverem à nova realidade. Recentemente, grandes empresas do segmento, como Apple e Amazon, reportaram seus balanços do segundo trimestre de 2020. A Amazon duplicou seu lucro em relação ao mesmo período do ano passado, atingindo a incrível soma de US$ 5,24 bilhões, e a Apple teve alta de 12% no faturamento, chegando a US$ 11,25 bilhões. Mas, como a pandemia está impactando o investimento em tecnologia nas empresas do Brasil? É possível aumentar as vendas neste momento?

Antes da pandemia, a expectativa de crescimento para a área de tecnologia era de 20%, de acordo com pesquisa da consultoria Advance Consulting. Hoje, mesmo com tudo o que está acontecendo, o CEO da consultoria, Dagoberto Hajjar, ainda prevê crescimento de 10% em 2020, uma estimativa animadora levando em consideração o impacto negativo verificado em outros setores da economia.

E por que esta previsão positiva? Certamente por que empresas de diferentes segmentos, especialmente dos setores de educação, saúde e varejo, precisam urgentemente investir em novas tecnologias. No caso da educação, por exemplo, as universidades e escolas têm de se preparar para um ensino a distância de qualidade, que só é possível por meio da transformação digital. Segmentos como o de saúde, de extrema importância para a população, sentem a necessidade de recursos cada vez mais avançados, modernos, como a telemedicina. Outra área essencial e que necessita de aprimoramento tecnológico é o varejo. Hoje em dia, as marcas que não adotaram o comércio eletrônico, certamente estão um passo atrás em relação aos seus concorrentes. No entanto, apostar somente no e-commerce não bastará. Quando o isolamento social terminar, as lojas precisarão se reinventar no atendimento presencial, fazer uma nova análise dos consumidores e realizar investimentos em inteligência artificial.

O impacto foi o mesmo em todas as empresas de tecnologia?

Apesar de existirem muitas empresas de tecnologia vendendo bem, existem aquelas que estão sofrendo verdadeiramente com a crise. Isto acontece por que há muita polarização, já que existem empresas que conseguiram se modernizar, buscar novos clientes e novos produtos. Essas companhias cresceram e investiram na nuvem e reformularam sua infraestrutura. Por outro lado, temos aquelas que foram impactadas negativamente por uma série de fatores, seja falta de investimentos em TI, inovação, criatividade, marketing e vendas. 

Contudo, podemos observar que as principais características das empresas com alta taxa de crescimento incluem um bom planejamento, com objetividade e disciplina na execução. Aliado a avanços em inovação, com novas formas de oferecer os serviços. É importante aproveitar o momento para fazer novas reflexões e entender que agora o mercado muda a cada minuto. Por isso, a agilidade para buscar novos projetos e ações é crucial.

O que muda na estratégia de vendas das empresas de TI?

Primeiramente, é preciso analisar o funil de vendas (taxa de conversão, ciclo de vendas e ticket médio), apresentar uma boa estratégia para obter novos clientes, como por exemplo, apostar nas oportunidades de upsell e cross sell (estratégias de vendas visando aumento de receita e retenção de clientes). Além disso, é essencial rever frequentemente metas e objetivos, dores, soluções, concorrências e influências externas, para montar um plano de ação efetivo para o seu negócio.

A abordagem de venda, no entanto, deve ser diferente e precisa buscar ações de curto prazo com o objetivo de atrair o cliente. Hoje em dia, o argumento de que a tecnologia traz redução de custos para uma empresa não é efetivo. É preciso muito mais do que isso. Desta forma, é necessário ficar de olho no mercado, pesquisar o consumo em vários segmentos, pois tudo é volátil neste momento. Toda vez que existe uma crise, a indústria se altera, e consequentemente, muda o padrão de compras. Por isso, coloque em prática uma nova metodologia de vendas para a sua empresa. Dê preferência para ações de curto prazo e que deem resultado, negocie com o seu cliente, experimente mudar a abordagem e faça perguntas de alto impacto para mostrar valor e o real benefício do que você está oferecendo. Acima de tudo, não perca a oportunidade.  

Roberto Arruda, CRO da Sky.One, startup especializada no desenvolvimento de plataformas que automatizam e facilitam o uso da computação em nuvem

Tags, ,

A era dos restaurantes 4.0

Por Geison Correa

A necessidade do distanciamento social trazida pela pandemia de Covid-19 acelerou uma tendência que vinha se desenhando há anos em diferentes setores: a transformação digital, que vem utilizando soluções tecnológicas para facilitar a vida de empreendedores, administradores e do próprio consumidor. E no ramo alimentício não poderia ser diferente!

Infelizmente, os restaurantes foram os últimos da cadeia do foodservice a inserir a ferramentas tecnológicas no dia a dia na gestão e administração internas e, por isso, acabou sofrendo um impacto um pouco maior do que os demais. Mas, o cenário mudou: a nova geração que está comandando este segmento são pessoas com menos de 40 anos que já querem inserir QR Code de mesa, pagamento digital, entre outras possibilidades.

Isso tudo com um objetivo, trazer uma melhor experiência para o cliente. A tecnologia pode ser uma grande aliada na melhora da velocidade e qualidade dos pedidos no salão, quanto nos serviços de entrega, desde o autoatendimento, formas de pagamentos digitais, até na comunicação com o seu público por meio das redes sociais. Logo, os donos de restaurantes estão vendo a importância de oferecer essas praticidades para os seus consumidores, para não “ficar para trás”.

Nesse sentido, vale entender que os estabelecimentos alimentícios do futuro são aqueles que entendem a necessidade de adaptação e implementam essas novidades no dia a dia, derrubando barreiras físicas, seja figurando, por exemplo, em marketplaces – que respondem por 61% dos pedidos do foodservice, segundo a Food Consulting em parceria do Sebrae -; ou incluindo tecnologias para tornar o atendimento omnichannel .

Para auxiliar nessa questão, estão surgindo diversas startups que estão redesenhando suas soluções para atender a demanda. Mas não basta ter uma infinidade de ofertas tecnológicas se os estabelecimentos não estiverem preparados para implementar qualquer demanda inovadora que venha pela frente e repassar as vantagens para toda a cadeia.

Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes é a eficiência é que vai ditar a retomada dos negócios a partir de agora. A criatividade e investimentos em ferramentas que auxiliem no pós-pandemia com segurança é o que vão separar quem vai ter sucesso ou não nesse ramo. Afinal, hoje, mais do nunca, é preciso fazer de um limão, uma limonada.

Por isso, além de oferecer um produto gostoso, saudável, sustentável e confiável, é preciso entregar, mais do que nunca, serviços convenientes e práticos, além de uma boa experiência do início ao fim. E a tecnologia está aí para nos ajudar com isso! E você, já está pronto para incluir soluções tecnológicas na rotina do seu negócio?

Geison Correa , CEO e co-fundador da GrandChef, uma foodtech especializada na gestão completa de restaurantes, bares e similares

Tags, , , ,

Como as questões ambientais, sociais e de governança irão moldar o seu futuro?

Por Mariana Faria

O investimento em ESG (Environmental, Social and Governance) é um requisito imperativo tanto para a atualidade quanto para o futuro. Essa é a conclusão apontada pela publicação “Fifth global institutional investor survey – How will ESG performance shape your future?”, lançada pela EY em julho deste ano, que traz as quatro principais razões para esta visão: a maior aposta nas questões ambientais, sociais e de governança, por parte dos investidores; a desconexão entre o desempenho de ESG e a necessidade de dados concretos e padronizados; o uso destas informações para determinar o valor de um negócio; e o futuro da performance em ESG com base em transparência e credibilidade.

No entanto, para atuar nestas questões, é necessário que as empresas tenham a adequada visão, gestão e o reporte de riscos de ESG aos quais estão expostas. É de suma importância que as companhias tenham ciência das ameaças associadas a estas questões, assim como seus investidores, e que consigam entender as possíveis crises às quais estarão sujeitas caso não consigam realizar uma gestão adequada dos riscos relacionados.

De acordo com o Relatório de Riscos Globais 2020, do Fórum Econômico Mundial, os riscos referentes ao meio ambiente assumiram, pela primeira vez, as cinco primeiras posições do ranking no quesito probabilidade, além de serem listados como primeiro, terceiro e quarto lugares no quesito impacto. Vale ressaltar que a falha nas ações para as mudanças climáticas assumiu as posições 1 e 2 para impacto e probabilidade, respectivamente.

Outra importante razão que resulta neste olhar voltado para ESG é o fato de que 200 das maiores empresas do mundo já estimaram que as mudanças climáticas podem custar quase US$ 1 trilhão a elas, no caso de uma inércia em relação à questão. Além disso, reconhecem que há oportunidades significativas para o negócio, ao se adotar as estratégias corretas. Tanto essas companhias quanto os bancos centrais veem as mudanças climáticas como um risco sistêmico para o mercado de capitais global e reconhecem que não fazer nenhuma ação não é uma opção.

No momento, mais de 40 bancos já estão examinando como as mudanças climáticas podem ser integradas em seus aspectos econômicos e financeiros. De acordo com o Banco da Inglaterra, por exemplo, empresas de indústrias com base em matrizes não renováveis podem ir à falência se não entenderem o risco de seus modelos de negócio se tornarem obsoletos, à medida que os investimentos seguem para alternativas de emissão líquida zero de carbono. A comunidade de investidores também está respondendo aos riscos climáticos, com o lançamento da Net-Zero Asset Owner Alliance, convocada pela ONU.

Para endereçar estes riscos é necessário trabalhar nas seguintes frentes:

• Melhorar a conexão entre dados financeiros e não financeiros, já que investidores consideram que há um abismo entre eles;

• Construir uma abordagem mais robusta para os riscos de ESG, como o TCFD (Task Force on Climate-related Financial Disclosures), visto por investidores como uma abordagem valiosa para divulgação dos riscos;

• Adquirir maior disciplina nos processos e controles dos relatórios não financeiros, baseando-se em métricas específicas valorizadas pelos investidores, dentro da lógica de análise, visando gerar credibilidade e confiança.

Diante deste cenário, é primordial que governos e empresas identifiquem e priorizem os riscos das questões ambientais, sociais e de governança, desenvolvendo métricas e estratégias para gerenciá-los. Isso se tornará essencial não só para redução das emissões, mas também para desenvolver estratégias de adaptação coerentes, incluindo infraestrutura à prova de clima, preenchendo a lacuna de proteção do seguro e aumentando financiamentos de adaptação público e privado.

Mariana Faria, Gerente Sênior de Sustentabilidade e Mudanças Climáticas, EY

Fontes:

Relatório de Riscos Globais 2020, do Fórum Econômico Mundial.
Fifth global institutional investor survey – How will ESG performance shape your future?

Tags, , ,

Como a carreira de automação vai migrar e agregar conhecimentos de outras áreas para contribuir mais

Por Thiago Turcato, coordenador de suporte técnico da Mitsubishi Electric

Após um longo período de estagnação que compreende especialmente as décadas de 70 e 80, o campo educacional brasileiro das áreas ligadas à tecnologia, em especial a engenharia e suas especializações, vem se atualizando constantemente, em paralelo à evolução tecnológica global, uma vez que a área técnica é intimamente ligada à tecnologia e suas mudanças. Essa rápida aceleração tecnológica das últimas duas décadas vem exigindo das instituições de ensino, uma atualização constante em todos os aspectos, em especial na grade curricular, corpo docente e na infraestrutura.

A partir da década de 90, época de abertura inédita do mercado nacional para importações de produtos, o Ministério da Educação (MEC) atualizou uma série de regulamentações, o que possibilitou o aumento da variedade de cursos técnicos e superiores na área de Engenharia, ampliando a oferta de vagas nas instituições pública e privadas. Segundo matéria do Guia do Estudante, hoje existem 34 tipos de cursos de Engenharia, que vão de Acústica a Têxtil, sem contar outros cursos correlatos, como Automação Industrial, Robótica, entre outros.

Porém, essa alta quantidade de cursos não vem refletindo em uma melhor qualidade dos profissionais formados. Segundo estudo de fevereiro de 2020 da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cinco em cada dez indústrias brasileiras têm dificuldade em contratar por causa da falta de trabalhador qualificado. A pesquisa relata que a função com maior carência de trabalhador qualificado é a de operador, que afeta 96% das empresas consultadas, seguida de empregados de nível técnico, com 90%. Ou seja, a vaga ao recém formado existe, mas a empresa não consegue preenchê-la adequadamente.

Além disso, o mercado que antes buscava um perfil de profissional técnico voltado para atividades especificas a serem desempenhadas, hoje está atrás de um profissional mais plural, que além da parte técnica, conheça e desempenhe tarefas de outras áreas, como marketing, vendas, logística, administração, entre outras. Portanto, há uma necessidade latente de atualização nas grades curriculares a fim de que os novos profissionais estejam mais habilitados a essa nova demanda do mercado.

Dessa forma, a solução aos recém formados é a capacitação extra curricular, ou seja, a aquisição de conhecimentos além da formação, algo que hoje em dia é muito mais fácil que a décadas atrás, umas vez que a disponibilidade de fontes e canais de consulta e conhecimento globalizada através da Internet abrem possibilidades quase infinitas não somente de conhecimento técnico mais aprofundado de novas tecnologias, mas também conteúdos de outras áreas. Assim, esses novos profissionais, poderão contribuir, com uma visão mais ampla, na solução de problemas e na proposição de inovações dentro das empresas.

Especificamente sobre a carreira de automação, ela vem passando por essas transformações mencionadas, ou seja, do trabalho técnico específico para uma atuação mais dinâmica, plural e corporativa. Além disso, há uma interrelação íntima da área de Automação com a área de Tecnologia da Informação (TI), evidenciado por exemplo, no uso de novas tecnologias como a IoT (Internet das Coisas).

Dessa forma, cabe ao novo profissional de Automação a capacidade analítica de, por exemplo, aplicar tecnologias de IoT através da automação, impactando na aquisição de dados que podem gerar conhecimento sobre como recursos naturais, como água, são consumidos e de que forma podem ser otimizados, trazendo impactos sobre qualidade e finanças. Por outro lado, essa mesma tecnologia, pode gerar conhecimento sobre como um operador opera uma máquina, trazendo a necessidade de melhor treinamento, impactando o RH na melhoria profissional colaboradores, assim como na produção.

Considerando a questão da pandemia, ou seja, um cenário de crise e cada vez mais competitivo, o papel da Automação torna-se ainda mais relevante. Uma pesquisa do McKinsey Global Institute com mais de 500 executivos chegou à conclusão de que as empresas que implementam tecnologias de automação podem obter ganhos substanciais de desempenho e assumir a liderança em seus setores. Ou seja, o que era um processo ainda lento de implementação da automação em diversos setores, foi acelerado de forma colossal com a pandemia, mudando também o seu enfoque que foi de cortar custos trabalhistas ou ganhar em eficiência para minimizar ao máximo o contato entre humanos, evitando a disseminação rápida do novo coronavírus.

Portanto, o profissional de automação que já tinha boas perspectivas de carreira, passa com a evolução do mercado e com a chegada da Pandemia, a se tornar ainda mais valorizado, cabendo a ele estar sempre atualizado e cada vez mais multidisciplinar para ocupar ótimas posições no mercado de trabalho.

Tags, , ,

PIX e Open Banking vão revolucionar a vida dos brasileiros

Por Ralf Germer


O Banco Central do Brasil (Bacen) tem trazido atualizações necessárias para levar o ecossistema bancário brasileiro a um novo patamar de inovação e equipará-lo aos mercados mundiais mais avançados. Termos como PIX e Open Banking estarão cada vez mais presentes em nosso dia a dia, uma vez que prometem transformar a forma como lidamos com as transações financeiras. Não é preciso ser especialista para entender que essas resoluções vão incentivar a inovação e competição entre as instituições financeiras e, consequentemente, quem se beneficiará serão os consumidores.


A primeira novidade são os pagamentos instantâneos, iniciativa prevista para chegar em novembro e que visa trazer mais praticidade. O PIX vai permitir que as transações sejam efetivadas em até dez segundos, sem restrição de datas e horários, reduzindo significativamente os custos das operações e abrindo um leque de possibilidades para o varejo e os consumidores. Por meio da tecnologia, pagadores e recebedores movimentarão o seu dinheiro de forma online e imediata para toda e qualquer entidade, empresa e pessoa física.


Já o Open Banking é uma revolução maior e, sem dúvida, um grande avanço para o mercado nacional. Com um sistema aberto e transparente, os cidadãos vão poder acessar seus dados e histórico financeiro, hoje mantidos pelos grandes bancos, e compartilhar com qualquer empresa regulada pelo BC se assim desejar. Os clientes passam a ter controle das suas informações e podem escolher por entidades do setor que tenham serviços mais adequados ao seu perfil.


Imagine, por exemplo, que uma pessoa queira conquistar um crédito pessoal para quitar suas dívidas. As fintechs do setor, bastante procuradas em épocas de crise, vão conseguir acessar as operações financeiras desse cliente, avaliar e negociar propostas que possam ser interessantes, além de terem um risco operacional menor, identificando bons e maus pagadores. Vale dizer que a regulamentação do Open Banking vem ao encontro da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).


Como comentei inicialmente, toda essa adaptação será importante não só para a evolução do mercado como um todo, mas também para proporcionar aos consumidores uma oferta maior de produtos e serviços. Por meio da tecnologia, será possível adquirir crédito pessoal com taxas de juros mais baixas, isso porque todas as instituições poderão ter acesso ao histórico de pagamento do cliente, se assim ele permitir.

Por fim, acredito que todo o dinamismo que os pagamentos instantâneos e o Open Banking irão proporcionar para o mercado financeiro, fará com que ele se torne mais competitivo e menos engessado. E nessa corrida pelo digital e disruptivo, sobrevive quem acompanha o mercado e sai na frente dos demais.

Ralf Germer, CEO e cofundador da PagBrasil

Tags, ,

Estratégias para aumentar a performance de um time

Por Mônica Hauck

A crise econômica provocada pela Covid-19 acelerou a digitalização das empresas, principalmente em alguns setores como o RH, que precisou rapidamente adotar o recrutamento e seleção totalmente online e buscar novas ferramentas para avaliar a performance dos profissionais.

As principais mudanças para um RH que adota tecnologia na gestão de processos são o aumento de produtividade, redução de custos e um novo mundo de informações ricas sobre pessoas, o que chamamos de people analytics.

Dentre os indicadores que o RH terá com o people analytics, é importante avaliar sempre as hard e soft skills de cada profissional. Com essas informações, o RH e os líderes podem ajudar o profissional no desenvolvimento de competências que ele precisa para aumentar a performance.

A Pesquisa de Clima Organizacional realizada por nossos pesquisadores internos com mais de duas mil empresas, mostrou que houve um aumento de 19% na utilização de mapeamentos comportamentais entre líderes e equipe, mesmo que de maneira remota desde o início da pandemia.

Há novos desafios aos gestores, principalmente em conseguir gerir equipes remotamente, em um momento de pandemia. Fazer análise comportamental mostra como está a adaptabilidade dessas pessoas, nível de estresse e outros fatores importantes para apoiar cada colaborador nesse período.

Sabemos que a pressão por resultados e alcance das metas aumentou nos últimos tempos. Diante desse cenário, o líder precisa ter um papel mais ativo com os seus funcionários para entregar as tarefas de forma mais clara e estruturada. Além disso, é fundamental que ele esteja disponível para eventuais dúvidas e questionamentos. Nesse caso, a análise comportamental pode ser usada de maneira estratégica para orientar os talentos e adotar uma linguagem clara, a fim de evitar o descontentamento devido ao excesso de pressão.

Para coletar esses dados, as empresas podem utilizar tecnologias dentro do RH para atuar diretamente com os gestores operacionais. Mas, para que as empresas consigam melhorar os resultados e ganhar eficiência, é necessário adotar uma mentalidade digital e isso implica em mudar a cultura e os valores das corporações.

Mônica Hauck, Fundadora da Solides

Tags, , , ,

Como a carreira de automação vai migrar e agregar conhecimentos de outras áreas para contribuir mais

Por Thiago Turcato, coordenador de suporte técnico da Mitsubishi Electric

Após um longo período de estagnação que compreende especialmente as décadas de 70 e 80, o campo educacional brasileiro das áreas ligadas à tecnologia, em especial a engenharia e suas especializações, vem se atualizando constantemente, em paralelo à evolução tecnológica global, uma vez que a área técnica é intimamente ligada à tecnologia e suas mudanças. Essa rápida aceleração tecnológica das últimas duas décadas vem exigindo das instituições de ensino, uma atualização constante em todos os aspectos, em especial na grade curricular, corpo docente e na infraestrutura.

A partir da década de 90, época de abertura inédita do mercado nacional para importações de produtos, o Ministério da Educação (MEC) atualizou uma série de regulamentações, o que possibilitou o aumento da variedade de cursos técnicos e superiores na área de Engenharia, ampliando a oferta de vagas nas instituições pública e privadas. Segundo matéria do Guia do Estudante, hoje existem 34 tipos de cursos de Engenharia, que vão de Acústica a Têxtil, sem contar outros cursos correlatos, como Automação Industrial, Robótica, entre outros.

Porém, essa alta quantidade de cursos não vem refletindo em uma melhor qualidade dos profissionais formados. Segundo estudo de fevereiro de 2020 da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cinco em cada dez indústrias brasileiras têm dificuldade em contratar por causa da falta de trabalhador qualificado. A pesquisa relata que a função com maior carência de trabalhador qualificado é a de operador, que afeta 96% das empresas consultadas, seguida de empregados de nível técnico, com 90%. Ou seja, a vaga ao recém formado existe, mas a empresa não consegue preenchê-la adequadamente.

Além disso, o mercado que antes buscava um perfil de profissional técnico voltado para atividades especificas a serem desempenhadas, hoje está atrás de um profissional mais plural, que além da parte técnica, conheça e desempenhe tarefas de outras áreas, como marketing, vendas, logística, administração, entre outras. Portanto, há uma necessidade latente de atualização nas grades curriculares a fim de que os novos profissionais estejam mais habilitados a essa nova demanda do mercado.

Dessa forma, a solução aos recém formados é a capacitação extra curricular, ou seja, a aquisição de conhecimentos além da formação, algo que hoje em dia é muito mais fácil que a décadas atrás, umas vez que a disponibilidade de fontes e canais de consulta e conhecimento globalizada através da Internet abrem possibilidades quase infinitas não somente de conhecimento técnico mais aprofundado de novas tecnologias, mas também conteúdos de outras áreas. Assim, esses novos profissionais, poderão contribuir, com uma visão mais ampla, na solução de problemas e na proposição de inovações dentro das empresas.

Especificamente sobre a carreira de automação, ela vem passando por essas transformações mencionadas, ou seja, do trabalho técnico específico para uma atuação mais dinâmica, plural e corporativa. Além disso, há uma interrelação íntima da área de Automação com a área de Tecnologia da Informação (TI), evidenciado por exemplo, no uso de novas tecnologias como a IoT (Internet das Coisas).

Dessa forma, cabe ao novo profissional de Automação a capacidade analítica de, por exemplo, aplicar tecnologias de IoT através da automação, impactando na aquisição de dados que podem gerar conhecimento sobre como recursos naturais, como água, são consumidos e de que forma podem ser otimizados, trazendo impactos sobre qualidade e finanças. Por outro lado, essa mesma tecnologia, pode gerar conhecimento sobre como um operador opera uma máquina, trazendo a necessidade de melhor treinamento, impactando o RH na melhoria profissional colaboradores, assim como na produção.

Considerando a questão da pandemia, ou seja, um cenário de crise e cada vez mais competitivo, o papel da Automação torna-se ainda mais relevante. Uma pesquisa do McKinsey Global Institute com mais de 500 executivos chegou à conclusão de que as empresas que implementam tecnologias de automação podem obter ganhos substanciais de desempenho e assumir a liderança em seus setores. Ou seja, o que era um processo ainda lento de implementação da automação em diversos setores, foi acelerado de forma colossal com a pandemia, mudando também o seu enfoque que foi de cortar custos trabalhistas ou ganhar em eficiência para minimizar ao máximo o contato entre humanos, evitando a disseminação rápida do novo coronavírus.

Portanto, o profissional de automação que já tinha boas perspectivas de carreira, passa com a evolução do mercado e com a chegada da Pandemia, a se tornar ainda mais valorizado, cabendo a ele estar sempre atualizado e cada vez mais multidisciplinar para ocupar ótimas posições no mercado de trabalho.

Tags,

Rompendo as quatro paredes: a empresa além do espaço físico

Por Peter Kawamura, Head de Facilities, Real State e Office IT do Grupo Movile

Acredito que antes dessa pandemia, muitas pessoas não conheciam a área de facilities, responsável pela gestão de espaços de uma empresa, entre outras funções. Porém, com tudo o que vem acontecendo, desde o home office que pegou as empresas desprevenidas, até as discussões sobre o possível retorno e como fazê-lo, os profissionais dessa área têm sido muito requisitados, juntamente com especialistas em gestão, cultura e até mesmo em limpeza de espaços.

Mesmo antes da atual situação, discussões sobre escritórios personalizados, que atendessem às necessidades de cada empresa e, de quebra, tivessem elementos de sua cultura e identidade, estiveram em alta. Mas, todo esse debate foi pausado momentaneamente, interrompido pela necessidade do distanciamento social. Empresas que vinham se empenhando em melhorar seus espaços físicos para o benefício de seus colaboradores tiveram que, de repente, passar a existir em um espaço virtual e continuar transmitindo seus valores aos funcionários de outras formas.

Enquanto a urgência inicial foi oferecer equipamentos de trabalho adequados a todos, muito tem sido feito em termos de facilities, e ainda há mais por vir. Há empresas que declararam uma adoção definitiva do trabalho remoto ou um modelo com maior flexibilização, no qual os funcionários escolhem se desejam ir ao escritório ou não. Mas acredito que essa discussão pode ganhar uma profundidade maior, além de “voltar ou não aos escritórios”.

Não acredito no fim dos escritórios, mas em sua ressignificação. Haverá menos obrigatoriedade de estar nele, mas a necessidade do encontro ainda existe. Muitas ideias surgem melhor em diálogos presenciais, projetos se beneficiam da presença física do time em alguns momentos-chave. Mesmo empresas que já estão avaliando fechar os escritórios, em sua maioria seguem levando em consideração manter algum tipo de espaço para reuniões.

O espaço físico é também onde ocorre a expressão da cultura não apenas da empresa, mas de seus colaboradores. E tanto melhor será se ele passar a se adaptar também mais às pessoas, levando em conta necessidades que ficaram mais evidentes com o isolamento social, como a de levar os filhos para o trabalho em algumas situações.

Do ponto de vista de facilities, o mercado precisa agora focar em ajudar os colaboradores a se adaptarem (e terem à disposição as ferramentas necessárias), a um trabalho não só em um local ou outro, mas em uma possível variação de espaços. É preciso que tudo esteja à mão, acessível para quem quer se conectar de casa ou de diferentes escritórios, de um café ou um coworking, o que servir melhor às necessidades do dia.

Algo que seria temporário está se tornando cada vez mais uma perspectiva de futuro. Não há uma resposta única, mas diversos caminhos que devemos acompanhar ao longo dos próximos meses, à medida em que cada empresa se propõe a buscar soluções sob-medida para suas necessidades. De qualquer forma, certamente as definições de identidade de uma empresa não caberão mais entre suas paredes. Ainda bem.

Peter Kawamura, Head de Facilities, Real State & Office IT do Grupo Movile

Tags

Quais são as tendências de CX para 2021?

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Por Rogerio Perez, diretor de Customer Success da Zendesk para a América Latina

O surto global da COVID-19 não deixou alternativas para que as equipes de suporte ao cliente de todas as indústrias se adaptassem rapidamente em meio a picos de chamados, cancelamentos de eventos, interrupções de serviços e grandes incertezas. Acredito que nenhuma organização passou facilmente por essa rápida transformação, mas posso dizer que algumas conseguiram se adaptar mais rápido às mudanças nos hábitos de consumo.

No Brasil, mesmo com um crescimento de 53% no número de chamados nos serviços de atendimento entre 23 de fevereiro e 26 de julho de 2020 (acima da média na América Latina, que foi de 42% neste mesmo período), não faltaram soluções digitais focadas em promover e agilizar o diálogo com o consumidor. Houve alta na adoção de ferramentas como mensagens instantâneas, conversas em tempo real, autoatendimento e inteligência artificial. Uma maneira bastante eficaz de suprir a demanda para as equipes de suporte, que também estão trabalhando remotamente.

Algumas dessas práticas adotadas merecem destaque e acredito serem tendências fortes para os próximos meses, como também foi apontado pelo estudo Benchmark Snapshot, que fez um monitoramento semanal do impacto do período da pandemia no relacionamento com o cliente em mais de 23 mil empresas que usam Zendesk ao redor do mundo.

WhatsApp e chat
Mensagens e conversas em tempo real foram recursos adotados pelas companhias mais ágeis para abrir ou ampliar canais de diálogo com os consumidores durante a pandemia. O uso de aplicativos de mensageria, como o WhatsApp, cresceu 216% na região entre 23 de fevereiro e 23 de agosto. Já a utilização do chat e de outros canais de atendimento em tempo real também registraram avanços no mesmo período.

O mais curioso, contudo, é que as mensagens e diálogos em tempo real deverão continuar ganhando ritmo mesmo com a redução dos chamados. Uma tendência lógica, que não só reflete o comportamento dos consumidores na era digital como também sinaliza uma mudança de longo prazo, indo além das necessidades provocadas pela pandemia.

Autoatendimento
Oferecer respostas objetivas para dúvidas recorrentes é o grande objetivo das centrais de ajuda ou das chamadas FAQs (seções com perguntas frequentes). Muitas empresas perceberam o enorme potencial desses recursos para desafogar a área de atendimento – e esse movimento só se intensificou durante a pandemia.

Só para se ter uma ideia, o número de visualizações das centrais de ajuda avançou 200% entre fevereiro e agosto, cinco vezes mais rápido do que o aumento da abertura de chamados no mesmo período. Um bom sinal, já que os números atestam que diversos segmentos, incluindo logística, fitness e delivery de alimentos, estão se saindo bem ao alavancar o autoatendimento.

Embora o distanciamento social tenha ajudado a impulsionar esse movimento, o autoatendimento deve se manter como tendência mesmo depois desse período – assim como as mensagens instantâneas e as conversas em tempo real.

Inteligência artificial
Com o crescimento do autoatendimento, muitos negócios perceberam a oportunidade de utilizar a inteligência artificial (IA), por meio de ferramentas de chatbot, para lidar com o aumento dos volumes de tickets. Entre as empresas ágeis que já usam o Answer Bot, mais da metade aumentou as resoluções com IA em 10% ou mais. Enquanto isso, mais empresas de pequeno e médio porte (PMEs) adicionaram a ferramenta pela primeira vez. Entre as pequenas, o uso do nosso Answer Bot aumentou em 70% desde o início do ano.

Portanto, recorrer à IA está entre as medidas adotadas pelas empresas ágeis para resolver chamados com mais eficiência durante a pandemia. Permite que as equipes de atendimento forneçam aos clientes respostas rápidas e precisas para as perguntas mais simples, enquanto que os agentes se concentram em conversas mais complexas. Você reduz a pressão sobre os agentes e, ao mesmo tempo, mantém a satisfação do cliente. É uma situação em que todos ganham.

Reorganização da equipe
Provavelmente não haverá retorno ao “normal”, e as empresas que priorizam o digital estarão mais bem preparadas para se adaptar. As empresas de melhor desempenho na pesquisa do Benchmark Snapshot estão adotando mudanças ao adicionar novos fluxos de trabalho de atendimento ao cliente. Elas adicionaram 10% mais macros, gatilhos e automações em comparação com outras empresas.

Algo que também teve impacto nos canais de autoatendimento é a produção e a entrega de conteúdos atualizados nas centrais de ajuda. Segundo a pesquisa, uma a cada cinco empresas (20%) deslocaram profissionais para produzirem conteúdos novos durante a pandemia. Uma resposta inteligente à grande demanda gerada pelo crescimento do atendimento a distância.

A crescente adesão aos canais digitais não deixa dúvidas sobre o papel importante que a tecnologia cumpre na área de atendimento. A tendência é que a demanda para o time de suporte continue chegando por chat ou mensagens virtuais – isso quando o desafio não puder ser solucionado por meio da central de ajuda. Muito mais do que uma alternativa temporária em tempos de distanciamento social, esse cenário representa uma solução definitiva, capaz de entregar mais eficiência e agilidade para um consumidor cada vez mais conectado.

A verdade é que as tendências que estamos vendo entre as empresas mais ágeis já estavam começando a surgir antes da pandemia, mas agora estão ocorrendo em um cronograma acelerado. Como resultado, as organizações precisam se adequar rapidamente para permanecerem competitivas.

Tags,

Robotização: do conceito à prática

Por Robert Braga

A robotização é um dos pilares mais inovadores e polêmicos da Indústria 4.0 e consiste no processo de automatização de tarefas repetitivas, substituindo pessoas por robôs. Apesar de existir debates sobre o impacto social gerado por este processo, são irrevogáveis os benefícios providos pela utilização desta tecnologia, destacando-se o aumento da produtividade, da precisão e da acurácia da tarefa, da diminuindo drasticamente o impacto de absenteísmo na produção e, principalmente, a retirada de pessoas de áreas perigosas e insalubres.

Nos parques fabris atuais, a maior parte dos robôs industriais limitam-se a braços articulados com ferramentas específicas em sua ponta – garras, soldas, aplicador de cola e medidores – com controle de movimento espacial tridimensional. Nos últimos anos, com a avanço tecnológico, chegaram os robôs colaborativos, que permitem o compartilhamento de um mesmo ambiente com pessoas.

O segundo tipo mais utilizado de robôs industriais são os veículos autoguiados, os famosos AGVs (Automated Guided Vehicle), que se deslocam entre pontos pré-programados de forma autônoma, utilizando visão computacional, lasers, ondas de rádio, ímãs ou seguindo linhas ou fios marcados no chão da fábrica.

Mas nem só de hardware são feitos os robôs. Uma modalidade de robôs que está ganhando cada vez mais uso são os RPAs (Robotic Process Automation). Tratam-se de softwares contendo rotinas automáticas para executar tarefas repetitivas anteriormente executadas por usuários de softwares. Eles contemplam desde repetições de fluxo de trabalho, como as macros em planilhas eletrônicas, até sistemas de BI (Business Intelligence) utilizando Inteligência Artificial para tomadas de decisões automáticas.

Porém, dentre tantos tipos de robôs, qual é o melhor? Qual devo escolher? A resposta é bem simples: depende. O foco sempre precisa estar na solução de uma demanda, sendo a tecnologia um mero viabilizador ou facilitador. Para cada demanda, um tipo de robô ou combinação de tipos é recomendada e, geralmente, eles são apenas parte da solução completa. Existem várias tecnologias com níveis crescentes de complexidade, incluindo chatbots, preenchimento de campos com OCR (Optical Character Reader), entre outros.

Tomando como exemplo um colaborador que precisa transitar em corredores estreitos entre bobinas metálicas com temperaturas acima de 300 ºC para realizar medições de temperatura, vamos pensar em quais soluções podemos desenvolver para melhorar este cenário. Primeiramente, imaginamos o desconforto ergonômico pelo espaço confinado e pelo peso extra e calor gerados pela utilização de EPIs de proteção térmica, além da exposição a riscos de contato com as bobinas e à queda de cargas suspensas por pontes rolantes.

Uma solução para este processo de tamanha periculosidade seria a construção de AGVs (Automatic guided Vehicle) transitando entre as bobinas. Cada AGV possui termopares para realizar a medição de temperatura das bobinas. O sequenciamento de bobinas tem a temperatura medida pelo Sistema de Gerenciamento de Vãos de Bobinas e é enviado até os AGVs via Wi-Fi, que também é utilizada para enviar as medições realizadas pelos AGVs ao Sistema de Gerenciamento de Vãos de Bobinas em tempo real. Resumindo, cria-se uma solução simples mesclando três pilares da Indústria 4.0: Robótica, Internet das Coisas (IoT) e integração de sistemas.

Como o foco principal desta atividade é a segurança, a solução possibilita a retirada do colaborador desta condição periculosa e permite seu realocamento em outros processos. Outra vantagem na automatização é que, com um quadro maior de operadores, o revezamento entre eles fica maior, diminuindo a fadiga e aumentando a produtividade e satisfação do grupo. Adicionalmente, os erros de medição da temperatura das bobinas podem diminuir em 20% e o tempo das medições em 80%, além de aumentar a confiabilidade dos dados.

A utilização de robótica pode solucionar inúmeras demandas de forma satisfatória, aumentando o valor agregado da solução quando integrada às demais tecnologias. O importante é desenhar um projeto que, de fato, entenda as necessidades dos processos que precisam ser melhorados. A partir daí, a tecnologia é um passo inevitável, que deve ser bem coordenada para ser acertada!

Robert Braga, gerente comercial de Metal & Mining da Engineering, companhia global de Tecnologia da Informação e Consultoria especializada em Transformação Digital

Tags, ,

A aceleração nos negócios digitais na sociedade contemporânea

Por Fernando Cirne, CEO da Locaweb


Desde a Revolução Tecnológica, na década de 50, o Brasil e o mundo passaram por processos nas linhas de produção industrial que vem impactando as relações interpessoais, de trabalho e os hábitos de consumo, que se intensificou com o advento da internet e a digitalização dos meios de informação, que transformaram completamente a cultura tradicional, migrando para o digital.

Com os últimos acontecimentos no cenário macroeconômico, o processo de transformação digital das empresas acelerou a projeção de quase uma década em poucos meses e, todos, sem exceção, tiveram que se adaptar: desde os médicos, à telemedicina, as lojas físicas, ao e-commerce, até os restaurantes tradicionais que formavam filas na porta, aos pedidos online e ao delivery. Até mesmo o marketing tradicional, se transformou em uma solução de inteligência digital cada vez mais presente no gerenciamento de múltiplos canais.

Enquanto CEO, já vivenciei muitos desafios, mas essa pandemia veio sem precedentes e acelerou nossas projeções no médio e longo prazo. Estou na liderança de uma das principais empresas de tecnologia do país, que tem ajudado os PME’s a digitalizarem seus negócios nesse momento desafiador. Temos muitos aprendizados a compartilhar, afinal, somos movidos pela resiliência e a paixão por transformar o crescimento de nossos clientes, por isso, conseguimos não só manter as nossas operações em pleno funcionamento, mas também, ajudar a quase 400 mil empresas, que dependem das nossas soluções para sobreviverem e prosperarem no meio digital.

Somos muito otimistas quanto aos novos hábitos da cultura digital, por exemplo, nos meses de abril, maio e junho, o e-commerce cresceu 250% comparado ao mesmo período do ano passado. Os serviços de delivery, outra tendência em alta que não irá cessar com o fim da pandemia, cresceu 3,5 vezes nos últimos meses, validando a importância dessa aceleração.

Os negócios digitais reiteram cada vez mais a presença da tecnologia no dia a dia da sociedade e, com certeza, é um caminho sem volta, que reinventou a forma das pessoas se relacionarem, trabalharem e consumirem produtos e serviços.

A atual crise tem mostrado, cada vez mais, a importância da tecnologia. Conceitos que ainda estavam sendo analisados, tiveram que ser colocados em prática o mais rápido possível, gerando novas possibilidades de reinventar as formas de consumo. Portanto, a cultura digital é o caminho para a resiliência dos negócios a curto e médio prazo e torço para que as pessoas se habituem cada vez mais a esse novo modo de viver.

Fernando Cirne é CEO da Locaweb, sendo responsável também pelas unidades de negócio da companhia. Engenheiro formado pela Universidade de São Paulo, com MBA pelo IBMEC. Desenvolveu parte de sua carreira na Editora Abril, onde começou como trainee e depois foi responsável pelo desenvolvimento da operação de Assinaturas na Internet, que já foi uma das grandes operações de e-commerce no brasil. Atuou também como Diretor de Marketing Direto em Assinaturas, onde além dos esforços de Internet gerenciou as áreas de Telemarketing Ativo e Marketing Direto Off Line. Ainda na Editora Abril atuou Diretor de e-Business, onde foi responsável pela distribuição de conteúdo digital e Database Marketing, atuando com um maiores bancos de dados e operação de BI do mercado. Na Locaweb atuou como CMO, Diretor Geral da Unidade Locaweb.

Tags, , ,