BYD Brasil e Universidade Federal de Santa Catarina desenvolvem primeiro laboratório de BIPV do país

BYD Brasil e Universidade Federal de Santa Catarina desenvolvem primeiro laboratório de BIPV do país

A obra (ao fundo) do primeiro laboratório de BIVP tem previsão de inauguração para fevereiro próximo

Um projeto inédito para o país está sendo desenvolvido em parceria entre a BYD Brasil e a Universidade Federal de Santa Catarina. Trata-se da construção do primeiro laboratório com total integração fotovoltaica do tipo BIPV (Building-Integrated Photovoltaic System). A obra está sendo construída no campus da instituição de ensino catarinense e tem previsão de entrega em fevereiro do próximo ano.

Por intermédio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores — PADIS, a BYD apoiará na construção do espaço e no fornecimento de módulos fotovoltaicos. A UFSC aproveitou o evento 360 Solar, realizado nos dias 24 e 25, para mostrar em primeira mão as principais características do projeto ao público.


A obra do laboratório utilizará um total de 360 módulos, entregues no início deste mês, de 450W e 530W. Estes últimos, com backsheet transparente, serão aplicados especificamente no telhado, em função da inclinação e do posicionamento, para maior geração de energia. Os módulos de 450W serão usados nas fachadas laterais das instalações do laboratório.

“A energia solar fotovoltaica deve crescer 60% em 2022, consolidando-se como a segunda fonte de energia do Brasil. E cada vez mais veremos soluções que podem ampliar muito o uso dessa fonte de energia como elemento construtivo nas edificações. Daí a importância de continuarmos pesquisando projetos e programas como esse, para continuar expandindo o uso dessa tecnologia”, afirma Adalberto Maluf, diretor de Comunicação da BYD Brasil.

No geral, o projeto arquitetônico do laboratório possui integração fotovoltaica do tipo BIPV, onde os módulos atuarão como telha nas coberturas e como elementos de sombreamento nas fachadas. Ou seja, terão a função de vedação e sombreamento, além da geração energética. Além disso, uma das coberturas fotovoltaicas será utilizada como elemento sombreador da laje de cobertura da edificação, minimizando significativamente os ganhos térmicos pela cobertura.

“Foi um projeto muito desafiador, especialmente por ser pioneiro no Brasil. Desde a concepção, conciliando com a execução, foi gratificante ver o desenvolvimento. A área acadêmica é focada na teoria, mas temos que trazê-la para prática e a empresa permitiu essa importante iniciativa.”, afirma o engenheiro Gustavo Carvalho, líder do projeto na BYD. 


Quando estiver totalmente pronto, o laboratório oferecerá uma série de importantes resultados ao meio ambiente. Estima-se que haverá 61% de redução de carga térmica, 71% de economia no sistema de condicionamento de ar e 52% de redução de potência instalada de iluminação.

“O objetivo desse projeto é aproveitar a alta tecnologia da BYD e utilizar seus módulos integrados na construção civil. Os módulos começam a ganhar grande espaço nas edificações e pode se tornar um produto de maior utilidade e solução, contribuindo para viabilizar a energia limpa em segmentos ainda pouco explorados, como é a construção civil”, conclui Rodrigo Garcia, gerente de P&D da BYD Energy do Brasil”.

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