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Quatro soluções para aumentar a eficiência energética de data centers

O ano de 2020 tem sido atípico para todos os setores, com transformações profundas em todas as áreas. O processo de digitalização foi acelerado, com boa parte das empresas migrando para sistemas online de trabalho devido à pandemia de Covid-19. O resultado foi a explosão da geração de dados. De acordo com uma pesquisa do International Data Center (IDC), divulgada em maio, o mundo gerou 59 zettabytes de dados nos primeiros cinco meses do ano. Isso representa o dobro de todo o ano de 2018 e 20% a mais do que a previsão do próprio IDC para todo o ano.

Com isso, o setor de tecnologia tem agora a missão de tornar o processamento de dados mais eficiente, sem aumentar o consumo de energia elétrica, e isso requer um minucioso planejamento das novas estruturas, além de uma readequação eficiente das que já estão em operação, para minimizar os impactos ambientais dessa evolução. A green4T, uma empresa de soluções de tecnologia e infraestrutura digital, aponta saídas para tornar data centers mais sustentáveis, com boas práticas que podem reduzir em até 60% o consumo de energia em centros de processamento, o que é bom para as empresas e o planeta.

• Mapeamento dos fluxos de ar

Mudanças de layout, como o posicionamento dos pisos perfurados no ambiente e a disposição dos racks, garantem que o ar frio não esteja sendo insuflado em regiões que não contém servidores. Além disso, o correto enclausuramento dos corredores quentes e frios do data center otimizam os gastos com resfriamento de ambiente.

• Climatização e controle

O modelo de climatização In Room, ou seja, o resfriamento total do ambiente, implica na perda de eficiência e um maior gasto de energia. Soluções de resfriamento In Row permitem um controle granular de refrigeração, insuflando ar frio apenas nas áreas de maior dissipação de calor. Além disso, painéis de fechamento para as posições vazias dos racks, fechando os espaços não utilizados por servidores, evitam a concentração de ar em locais onde não há servidores e, consequentemente, não há necessidade de resfriamento.

• Modernização

Novas técnicas e equipamentos chegam ao mercado de tecnologia todos os anos. Manter os equipamentos de refrigeração atualizados garante que a implementação receba o que há de mais eficiente, impactando diretamente no consumo de energia.

Atualmente, o método mais comum é o uso dos chillers, resfriadores de água utilizados na climatização para manter os ambientes na temperatura ideal. O recomendado é que haja a duplicação desse equipamento, para que o controle térmico seja mantido em caso de falha no chiller principal. No entanto, o método free cooling, que aproveita o ar externo para a refrigeração no interior do data center tem sido cada vez mais adotado por empresas, que comprovam redução consumo de energia.

• Manutenção e aprimoramento

A simples troca periódica dos filtros de ar e a higienização dos equipamentos de resfriamento mantém a estrutura eficiente por mais tempo. Operações sem a manutenção adequada impactam na eficiência energética, até mesmo em data centers mais modernos. Já o ganho de eficiência energética nos servidores pode ser obtido por meio de aprimoramentos na arquitetura de processamento e de conectividade. Cerca de 20% a 30% dos data centers no mundo são subutilizados, e a otimização desta camada pode gerar uma redução no consumo de energia de até 20%.

A importância do setor de TI na América Latina para uma experiência educacional mais eficaz

Por Jonhy Iván Clavijo

Não é novidade que o setor de educação na América Latina apresenta certas desvantagens em relação a outras partes do mundo. No entanto, o cenário atual o obrigou a evoluir de forma inédita, principalmente em sua infraestrutura tecnológica, o que pode significar uma maior evolução para o bem de instituições e estudantes em toda a região.

Antes que a pandemia obrigasse as instituições de ensino a deslocarem suas atividades para o mundo virtual, a estratégia em tecnologia, informação e redes já havia sido reconhecida como um pilar dos modelos educacionais contemporâneos, e é assim que figuras como o diretor de TIC (Tecnologias de Informação e Comunicação), se estabeleceram nos conselhos diretivos das universidades. Este fato respondeu à necessidade de transformação digital em áreas como gestão de documentos e segurança cibernética.

Um novo cenário para a educação

Antes mesmo que a educação a distância/virtual se tornasse a forma mais comum de ensino, o avanço tecnológico e a diversificação do mercado trouxeram novos concorrentes para as escolas: plataformas de educação online. Nelas, as instituições encontraram gigantes da tecnologia como o Google, com mais experiência, conhecimento e infraestrutura necessária para enfrentar os desafios que estavam por vir.

Essas novas opções educacionais, somadas às deficiências nos estágios iniciais de mudança de classes e plataformas para a modalidade virtual, a falta de recursos e a incerteza aumentaram um dos maiores desafios das instituições de ensino nos últimos anos: retenção de alunos.

De fato, em conferências internacionais na América Latina, muitos reitores de universidades concordaram por alguns anos que este era um desafio para o qual deveriam se preparar nos próximos anos, já que os novos profissionais não buscam um diploma, mas habilidades, ou seja, competências específicas adequadas às atuais demandas do mercado.

Investindo em tecnologia para a educação na América Latina

Além das desvantagens tecnológicas frente aos novos competidores, as instituições latino-americanas puderam notar as consequências da falta de investimento na área tecnológica durante este ano. Os investimentos em tecnologia para a região no setor de educação são consideravelmente menores do que os de outras regiões, como Europa Ocidental, Sudeste Asiático e América do Norte.

No entanto, as perspectivas não são totalmente desanimadoras. Uma das maiores vantagens de ter um departamento de TI forte é que as universidades agora reconhecem o ambiente tecnológico e suas necessidades. Para ajudar as instituições a manter um serviço de qualidade, as estruturas e soluções de rede tiveram que mudar de enfoque, com vista à virtualização, aos serviços em nuvem e à capacidade de suportar grande número de dispositivos ligados a serviços digitais.

Na verdade, uma pesquisa recente da CommScope constatou que mais de 50% dos tomadores de decisão de tecnologia nas universidades da região consideram que a prioridade de investimento em infraestrutura e redes para os próximos meses será em cabeamento estruturado (fibra e cobre) para seus data centers, seguidos por pontos de acesso (APs) e melhorias de rede interna para funcionários.

O que faz muito sentido, uma vez que os data centers de ponta dentro dos campi universitários são onde todo o núcleo do tráfego atravessa. Se esse tipo de tecnologia não for reforçado, será muito difícil cumprir todos os outros requisitos que eles necessitam dentro e fora do campus.

Diante dessas novas demandas, as empresas dedicadas a soluções de infraestrutura e rede tiveram que propor estratégias combinadas e oferecer soluções para melhorar a camada física das universidades (cabeamento de fibra e/ou cobre e melhoria de largura de banda) além de propor soluções de gestão remota adaptadas ao setor.

O futuro das instituições de ensino na América Latina

Nos últimos meses chegamos à conclusão de que não estamos numa situação temporária. Assim como em vários setores, como a educação, um marco disruptivo foi estabelecido e a partir de agora os reais desafios das universidades estarão associados a estabelecer com sucesso os modelos de virtualidade e alternância. Isso requer o fortalecimento da infraestrutura de rede e a garantia da integração e boa administração dos dispositivos inteligentes e dos alunos (computadores e telefones celulares, entre outros) dentro e fora das instalações.

A alternância só terá sucesso na medida em que tanto os alunos quanto o restante da comunidade acadêmica tenham acesso virtual a todos os recursos que possuíam no campus, portanto, uma série de recursos e ferramentas devem ser incluídos, cuja finalidade é tornar a experiência do usuário muito mais rica em qualquer modelo educacional.

Em última análise, o papel das universidades e outros centros educacionais é a transformação social por meio de uma educação de qualidade e, para isso, as instituições de ensino devem alcançar um nível de tecnologia onde estejam preparadas para enfrentar qualquer situação de ruptura. O ponto chave são os planos de contingência para largura de banda e tecnologias, redes e comunicações para equalizar o nível de educação entre a virtualidade e o modo presencial.

Jonhy Iván Clavijo, diretor da área de Enterprise da CommScope para a América Latina e Caribe

Meios de pagamentos digitais já são adotados por cerca de 40% dos brasileiros

Pesquisa inédita encomendada pela Worldpay from FIS® (NYSE: FIS) – maior fintech do mundo e uma empresa da Fortune 500® -, traz um panorama sobre como as diversas gerações estão gastando dinheiro e fazendo pagamentos desde o início da pandemia de COVID-19 no Brasil e em outros 14 países. O Generation Pay indica que dinheiro e cartões de crédito seguem dominantes entre os consumidores de todas as idades, mas as carteiras digitais já são adotadas por membros de todas as gerações – cerca de 40% da população brasileira.

O número é maior do que o de países como Reino Unido (31%) e Estados Unidos (39%). Contudo, são os países asiáticos que saem na frente: as eWallets são adotadas por mais de 63% dos consumidores na China e por mais de 52% dos de Singapura.

“Não só no mundo, mas também no Brasil, estamos vendo um interesse crescente de todas as gerações por meios de pagamentos mais digitais, como eWallets e contactless. Mesmo a população mais sênior se mostra aberta a acompanhar as novas tendências de pagamento”, reflete o executivo da Worldpay from FIS para América Latina, Juan D’Antiochia. “A adoção de novas tecnologias na hora de realizar pagamentos deve permanecer mesmo após o fim das medidas de distanciamento social, pois já era uma tendência em ascensão antes da pandemia. A COVID-19 apenas acelerou uma transformação que já estava em andamento”, completa.

O estudo reflete o nível de maturidade do mercado de pagamentos brasileiro, que consegue atender às expectativas e necessidades de todas as gerações, sendo possível que o comprador pague como quiser, seja com cartão de débito, seja com uma eWallet. “Temos um ecossistema que possibilita a oferta de diversos meios de pagamentos, com a entrega de uma experiência positiva ao consumidor em todos eles”, indica o executivo. Para ele, a transição para o digital é irrefreável, mas acontecerá aos poucos.

A experiência sem atritos para o usuário, que acompanha as novas tecnologias, é um ponto forte e que estimula a mudança. “Consumidores que antes resistiam a carteiras digitais e a pagamentos contactless experimentaram os meios de pagamento para se proteger da pandemia e tiveram experiências positivas e melhores do que as que estavam acostumados. Eles dificilmente voltarão aos antigos hábitos após se adaptar a uma maneira mais conveniente e segura de pagar”, prevê o executivo.

São os millenials (24 a 39 anos) a geração brasileira que mais adota as eWallets, com 46% dos entrevistados usando o meio de pagamento em seu cotidiano. Eles são seguidos pela Geração X (40 a 54 anos), com 40%, Geração Z (18 a 23 anos), com 37%, e Baby Boomers (55 a 73 anos) com 35%. Apesar dos millenials serem os principais usuários das carteiras digitais, eles são também a geração mais preocupada com segurança na hora de realizar pagamentos digitais. “Fica claro que, para essa geração, a necessidade de conveniência é ainda maior do que a de segurança”, aponta D’Antiochia.

O Generation Pay foi conduzido pela empresa de pesquisas Savanta, a pedido da FIS, e escutou 15 mil pessoas em 15 mercados – além do Brasil, foram mapeados países como Alemanha, Argentina, Austrália, Canadá, China, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França, Holanda, Japão, México, Reino Unido e Singapura.

4intelligence cresce 150% em 2020 e recebe aporte de US$ 1 milhão do Inovabra Ventures

Em um mundo cada vez mais competitivo, ter as informações adequadas no momento certo representa uma grande oportunidade de crescimento. É com essa proposta que a 4intelligence, startup de soluções que apoiam a tomada de decisão por meio da análise de dados, está conseguindo se destacar no mercado nacional.  

Em 2020, a empresa registra até agora um crescimento de 150% no faturamento em relação a 2019, com aumento expressivo no número de clientes e na equipe – de 19 profissionais em janeiro, atualmente são 55 pessoas, com perspectiva de fechar o ano com 66 colaboradores. Além disso, a receita recorrente está triplicando em relação ao final de 2019.  

Neste ano, a startup também recebeu aporte de US$ 1 milhão do Inovabra Ventures, fundo do Banco Bradesco. Com o recurso, a empresa está acelerando os investimentos, contando com a criação de serviços automatizados, a formação de uma equipe dedicada em vendas e melhorando a experiência de uso de suas plataformas, garantindo melhor usabilidade para seus clientes.  

O bom desempenho se deve a dois fatores. Primeiro, a maturação do algoritmo da empresa. Trabalhos que antes levavam semanas são feitos agora por uma equipe pequena e em poucas horas, reduzindo o custo de atendimento de novos clientes e garantindo escalabilidade ao negócio. Além disso, a empresa desenvolveu novos serviços em cima dessa tecnologia, atendendo aos principais problemas de inteligência de mercado.  

O período de incertezas provocado pela pandemia de covid-19 também contribuiu para esse crescimento. Subiu a demanda, a partir de março de 2020, por projeções e cenários por meio da análise de dados, juntamente com a maior necessidade de digitalização dentro das corporações.  

“Com nosso algoritmo, facilitamos o processo decisório das empresas, com respostas rápidas e precisas. É um recurso essencial antes, durante e principalmente no pós-pandemia”, comenta Bruno Rezende, CEO da 4intelligence.  

Tecnologia própria e ideia a partir da experiência no mercado 

A 4intelligence surgiu em 2016 com a proposta de apoiar as decisões no mundo real com soluções dirigidas por inteligência artificial. A empresa desenvolveu um algoritmo próprio para customizar modelos em larga escala, garantindo que seus clientes tenham as respostas necessárias nas tomadas de decisão.  

Esse algoritmo testa milhares de especificações para explicar um fenômeno e conta com a validação dos melhores modelos com projeções fora da amostra. Assim, as informações são mais acuradas, reduzindo significativamente o erro de projeção de seus clientes em um contexto real.  

A ideia surgiu pela própria experiência dos fundadores no mercado. Como analistas, eles participavam de semanas de trabalho, muitas vezes repetitivo, para chegar a equações que explicassem determinado fenômeno. Quando algo mudava, como ocorreu com a pandemia, tudo precisava ser refeito. Agora não mais, dado que o trabalho repetitivo é feito pelo algorítmo.  

“Hoje gastamos poucas horas nesse processo, pois ele é conduzido por nosso algoritmo em escala processado em nuvem com computadores superpotentes. Não só ele gera equações que explicam com mais acurácia, como permite que o trabalho seja constantemente atualizado com a chegada de novas informações”, conclui Juan Jensen, Chairman da 4intelligence. 

Pesquisa da American Express revela novos hábitos de consumo durante a pandemia

É inegável que os hábitos de consumo mudaram nos últimos meses. Para melhor para entender como consumidores, proprietários ou gerentes de pequenas empresas sentiram as mudanças em sete países da América Latina – incluindo o Brasil – a American Express, uma das maiores operadoras financeiras do mundo, realizou a pesquisa denominada Shop Small. Esse estudo, feito em parceria com a Voices Research & Consultancy, ajuda a entender como o isolamento social afetou os negócios e os hábitos dos consumidores.

Os dados do levantamento trazem insights sobre como os brasileiros se comportam e como veem o futuro próximo. Ao todo, 91% dos entrevistados declarou ter feito compras mais próximos de casa. Ademais, em linha com o reportado por 59% dos participantes, estima-se que cada vez mais os consumidores farão pequenas compras semanais e mensais, dando preferência por sair menos vezes de casa e comprar tudo o que precisam de uma só vez. Enquanto 20% dos entrevistados tinha o hábito de ir uma vez por semana às lojas locais, o número subiu para 30% durante a pandemia. 33% acreditam que seus hábitos de compra não serão os mesmos depois que a pandemia acabar.

“Estamos testemunhando uma grande mudança, que deve ser sentida ainda durante muitos anos. E os pequenos comércios vão ter um grande papel nisso, pois eles são peça fundamental da economia. Também veremos as pessoas usando mais os cartões e outros formatos de pagamento que não envolvem troca de cédulas ou moedas”, destacou Rose Del Col, Presidente da American Express Brasil.

A pesquisa mostra que os brasileiros acreditam na importância dos pequenos comércios. Para 89% dos participantes, o crescimento dos pequenos negócios e lojas de bairro é bom para a comunidade. A praticidade e a segurança foram os principais fatores citados para continuarem comprando localmente. Cerca de49% dos respondentes relataram preferirem comprar em lojas de bairro, pois evitam compras em excesso e focam apenas no que precisam, quando querem – mas, em contraponto, o fato de o comércio de bairro ter opções limitadas pode ser o grande fator que fará com que os consumidores optem ir a outros locais.

Em relação ao volume de compras, os brasileiros ficaram divididos. Enquanto 31% relatou que aumentou sua frequência, 29% manteve o nível de antes da pandemia.

Do outro lado do balcão

O estudo também traz a visão dos pequenos comerciantes brasileiros, com relação as grandes mudanças sentidas. Ao todo, 72% dos entrevistados declarou queda nas vendas, sendo sua maior preocupação a recuperação econômica.

“Trazer novos clientes será um desafio para os pequenos comércios. A tendência é que as pessoas continuem comprando dentro das suas comunidades e não explorem tanto outras regiões. Os clientes antigos devem retornar, mas com menor frequência. Na American Express, incentivamos nossos associados a comprar nos comércios locais, pois eles são pilares fundamentais para vermos o desenvolvimento econômico”, finalizou Del Col.

Os maiores desafios relatados pelos pequenos comerciantes são relacionados à saúde de seus clientes e colaboradores, quitação de serviços e impostos, e folha de pagamento. Na expectativa da recuperação, o comércio online pode ser uma saída, já que 70% relatou um crescimento nas vendas por canais como sites e redes sociais.

Metodologia

A coleta de dados foi realizada no mês de setembro no Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Peru e Uruguai. No total, 1.090 pessoas foram entrevistadas online nas principais cidades do território brasileiro entre 7 e 17 de setembro deste ano. Participaram homens e mulheres maiores de 18 anos, totalizando 4.314 consumidores e 1.104 proprietários ou gestores de empresas no pela América Latina.

Shop Small na rua

A iniciativa foi trazida para o Brasil neste ano tanto para os meios digitais quanto para lojas físicas. Ao todo, centenas de estabelecimentos comerciais na cidade de São Paulo, nos bairros dos Jardins e Itaim Bibi, receberam a identidade visual da campanha. Os Associados que pagarem com Cartões American Express terão descontos especiais de até 20% nos comércios selecionados, além de vantagens como cash back e benefícios no aplicativo Rappi. Inicialmente, tais benefícios serão válidos vão até dezembro deste ano.

Robô cirúrgico de última geração chega à América Latina

Será lançado em breve no Brasil, um robô cirúrgico de última geração, batizado Versius®. Desenvolvido pela CMR Surgical, empresa global de dispositivos médicos fundada em 2014 em Cambridge (Reino Unido), o sistema é compacto e modular, podendo ser movido para diferentes salas dentro dos centros cirúrgicos.

Até o momento, mais de 1.000 casos clínicos já foram concluídos com o novo robô cirúrgico Versius® em todo o mundo. A tecnologia tem sido utilizada com sucesso em centenas de cirurgias para diversas especialidades, como cirurgias colorretais, gastrointestinais, ginecológicas, hérnias, urológicas, além de cirurgia geral. O Versius® já é utilizado por importantes instituições de saúde no mundo, como hospitais do NHS (National Health Service), no Reino Unido; a Clinique du Parc e o Argenteuil Hospital, na França; o Galaxy Care Hospital e o HCG Curie Manavata Cancer Centrem, ambos na Índia; entre outros hospitais em processo de implementação.

Redução do risco de infecções, melhores resultados clínicos e menor tempo de permanência hospitalar, menos complicações e reinternações são alguns dos benefícios associados ao uso do Versius®. Os instrumentos de apenas 5mm contribuem para o menor trauma cirúrgico em comparação com os instrumentos tradicionais robóticos e laparoscópicos.

O robô também garante maior precisão na cirurgia, visualização por meio da visão 3D HD, além da possiblidade de trabalhar de forma mais confortável e com menor desgaste físico, entre outros benefícios. Outro ponto importante é que Versius® permite a democratização do acesso à cirurgia roboticamente assistida, uma vez que a empresa oferece modelos flexíveis para aquisição do sistema, sem a necessidade de investimento de grande capital. Outro ponto é o valor mais baixo de instrumentos que visa a redução desse custo total.

A CMR Surgical terá uma estrutura própria para atendimento, assistência técnica e treinamento de médicos cirurgiões de todo o Brasil, além de um Centro de Treinamento.

Combate à corrupção: pesquisa inédita aponta crescimento de 267% na demanda de diligências sobre fornecedores nos últimos cinco anos

Em meio às movimentação das eleições, a ICTS Protiviti, consultoria de gestão de riscos e compliance, divulga uma pesquisa inédita que sinaliza crescente preocupação das empresas no combate à corrupção. O estudo, que analisou o volume de diligências com fornecedores e demais terceiros entre 2015 e 2019, mostra um aumento de 267% no número de empresas que incorporaram este procedimento na rotina.

Neste período, 39.655 processos foram demandados por cerca de 100 organizações de diferentes segmentos. Destas, 88% são de grande porte e faturam acima de R$ 300 milhões/ano, um nicho de empresa que possui uma base de terceiros grande e, consequentemente, com maior exposição ao risco de corrupção.

“As organizações podem ser responsabilizadas não somente pelas ações de seus funcionários, mas de todos envolvidos em sua cadeia produtiva. Mitigar riscos relativos à corresponsabilidade da companhia, mediante as atitudes dos seus terceiros contratados é um dos principais motivos pelos quais as empresas aumentaram o uso desta prática”, comenta Fernando Scanavini, diretor de operações da ICTS Protiviti.

De acordo com o levantamento, em 2019, 29,3% das empresas optaram pela realização de análises avançadas, empregadas nas rotinas de compliance para trazer uma visão minuciosa sobre o terceiro diligenciado, envolvendo inclusive seus sócios e diretores. Nota-se que este tipo de análise cresceu 135% ao longo dos últimos três anos, o que confirma um interesse maior das organizações por conhecer em profundidade seus parceiros de negócios.

Das 39.655 diligências solicitadas no período de 5 anos, 30.447 foram efetivamente concluídas, pois há uma taxa de abandono pelas terceiras analisadas ao longo do procedimento. O índice geral de exposição à corrupção atingiu um patamar considerado ‘médio’. As análises apontam que 15,6% das diligências realizadas alcançam um risco ‘alto’ e ‘médio-alto’, 34,1% são de risco ‘médio’ e 50,3% estão num patamar ‘médio-baixo’ e ‘baixo’.

No geral, 1,2% dos terceiros foram reprovados ao final do processo. Apesar de parecer um volume pequeno, este número indica que cerca de 400 relações comerciais potencialmente danosas à reputação das empresas contratantes foram evitadas pela aplicação das diligências.

Evitar riscos às empresas contratantes é apenas um dos benefícios deste processo. Outro impacto positivo é o impulso dado ao ecossistema de terceiros para que todos implementem um programa estruturado de integridade, em conformidade com às Leis e melhores práticas do mercado. De forma geral, todos saem ganhando.

Ao longo dos cinco anos, as empresas do segmento de Construção e Incorporação passaram a ser os principais usuários dos serviços de diligência de terceiros, realizando 42,2% dos processos em 2019 e ultrapassando o volume solicidado pelos segmentos industrial e de serviços. Esta evolução é justificada. O segmento teve grande exposição à Operação Lava Jato e, efetivamente, é onde se observa o maior índice de reprovação dos terceiros diligenciados, com 2,6% do total de processos. Este nível é 2,2 vezes superior à média geral de reprovação.

“Para evitar sanções, custos e desgastes na reputação, as organizações começaram a colocar na lista de prioridades a prática frequente de avaliar seus agentes externos para garantir que possíveis envolvimentos em atos ilícitos por terceiros sejam rapidamente identificados e deliberados”, finaliza Scanavini.

38% dos executivos planejam ampliar investimentos em automação em 2021, diz Bain

Diante de um cenário de incertezas e interrupções nos negócios, empresas de tecnologia têm 12% mais probabilidade de serem afetadas do que as de varejo, e 25% comparada com empresas de serviços financeiros, duas outras indústrias que historicamente passaram por interrupções regulares.

Isso é o que aponta o novo relatório da Bain & Company, chamado Technology Report 2020: Taming the Flux, que examina a criação de valor no setor, os principais campos de batalha competitivos e as oportunidades de vantagem operacional no setor industrial.

“As empresas que investiram mais em automação antes da pandemia estão mais bem posicionadas para enfrentar a crise melhor do que aquelas que não agiram”, conta Livia Moura, sócia responsável pela área Digital da consultoria Bain & Company.

O relatório aponta ainda que para superar este problema e executar uma boa liderança, as empresas de tecnologia precisarão usar recursos como percepção do cliente e da concorrência, velocidade de execução, talento e fusões e aquisições.

Criação de Valor

A maioria dos mercados de tecnologia está sujeita a constantes transições e interrupções que mudam o cenário competitivo. Essas realidades confundem as abordagens tradicionais, já que raramente seguem as definições por muito tempo.

“Quanto mais tempo uma empresa de tecnologia fica para trás em seu setor, menos provável é que ela se recupere. É fundamental que os CEOs de tecnologia entendam e passem pelas transições que ocorrem em seu segmento”, destaca Livia.

Cadeia de suprimentos resiliente

As cadeias de suprimentos de tecnologia já estavam sob pressão das crescentes tensões comerciais e agora a pandemia as levou ao seu limite. Os bloqueios físicos e a propagação da doença espremeram a produção da fábrica e criaram um pesadelo logístico para transportadores e fornecedores.

A pandemia também mudou os padrões típicos de demanda dos compradores por produtos de tecnologia no curto prazo. Alguns segmentos tiveram um aumento, como o de equipamentos para trabalhar em casa, enquanto outros tiveram uma contração substancial, sendo os componentes de tecnologia para a indústria automotiva um dos muitos exemplos.

A frequência e a escala das interrupções nas cadeias de suprimentos continuarão crescendo. Para enfrentar esse desafio, é necessário um novo equilíbrio estratégico nas cadeias de suprimentos de tecnologia.

Cadeias de suprimentos eficientes e de baixo custo ainda são cruciais, mas seu nível de resiliência se tornou ainda mais importante. As empresas líderes em tecnologia estão focadas em encontrar maneiras de construir mais flexibilidade em suas cadeias de abastecimento e fornecimento, reconhecendo tanto o risco negativo quanto o potencial competitivo de manutenção de fluxos de produtos para o próximo deslocamento de mercado inevitável.

O relatório ainda destaca cinco atributos comuns de cadeias de suprimentos resilientes em todo o setor de tecnologia: uma estrutura de rede ágil, operações digitais e seguras, visibilidade em tempo real, análises práticas e uma organização com poderes.

Automação

Em questão de semanas, a automação passou de baixa prioridade para missão crítica para muitos executivos. As empresas que investiram mais em automação antes da pandemia estão mais bem posicionadas para enfrentar a crise melhor do que aquelas que não agiram.

Essas empresas de tecnologia voltadas para o futuro geraram receitas mais altas, experimentaram menos interrupções em sua cadeia de suprimentos e viram o aumento da produtividade e da demanda da força de trabalho.

Embora a maioria das empresas pesquisadas esteja acelerando suas iniciativas de automação e as barreiras tradicionais estejam diminuindo, os líderes de automação de hoje desfrutam de uma vantagem significativa. Antes do surgimento da Covid-19, muitas empresas líderes planejavam automatizar 30% ou mais de seus processos manuais – duas a cinco vezes mais do que empresas com baixas taxas de adoção de automação.

No próximo ano, 38% dos líderes pretendem investir significativamente mais em automação, em comparação com apenas 22% de outras empresas.

Saindo da pandemia, cerca de 60% das empresas de tecnologia planejam automatizar mais suas atividades offshore, a maior taxa de qualquer setor pesquisado. Em média, as empresas de tecnologia planejam que 38% de seus funcionários continuem trabalhando remotamente, mesmo após o retorno do trabalho no local, empatados com serviços financeiros para a taxa mais alta entre os setores pesquisados.

As empresas se sentem confortáveis em fazer essa mudança em parte porque reconhecem que a automação pode ajudar as pessoas a trabalhar de forma mais eficaz em casa, especialmente na minimização de erros em tarefas que envolvem uma série de transferências entre pessoas dispersas, como a equipe financeira fechando os livros no trimestre .

Impacto da dissociação EUA/China

As tensões cada vez maiores entre os EUA e China aceleraram o desdobramento da globalização mais rapidamente do que muitos previram, e não é provável que essa tendência seja revertida.

Equipes executivas em empresas líderes de tecnologia, tanto na China como em todo o mundo, estão enfrentando uma nova realidade que tem implicações tangíveis para seus negócios: as economias dos EUA e da China e os ecossistemas de tecnologia estão caminhando para o desacoplamento.

Desafios geopolíticos à parte, as empresas globais de tecnologia não podem ignorar a China. O consumo do país asiático representa até 25% da demanda global em produtos de servidor, rede, PC e smartphone, e o consumo da maioria dos produtos de tecnologia no país está aumentando pelo menos duas vezes mais rápido que a média global.

O desacoplamento está forçando as equipes de liderança em tecnologia na China, nos Estados Unidos e em todos os outros lugares a tomar decisões difíceis sobre o futuro de suas cadeias de suprimentos, produtos, clientes, funcionários e até mesmo limites organizacionais.

À medida que a marcha em direção ao desacoplamento continua, mais empresas de tecnologia revisitarão suas estratégias, buscando equilibrar o desejo de vender para os blocos dos EUA e da China, proteger sua propriedade intelectual e superar os concorrentes.

Fusões e Aquisições

Nos últimos cinco anos, a tese fundamental para fusões e aquisições de tecnologia mudou. Em 2019, 82% das fusões e aquisições de tecnologia foram negócios de escopo, por meio dos quais o comprador entra em segmentos de negócios de crescimento mais rápido ou adquire novos recursos, propriedade intelectual ou talento para gerar crescimento futuro. Os 18% restantes eram negócios em escala, normalmente voltados para o fortalecimento da posição da empresa no mercado e redução de custos.

Há apenas cinco anos, a divisão entre negócios de escopo e escala na indústria de tecnologia era praticamente uniforme. A mudança enfática em direção a acordos de escopo é uma forma pela qual as empresas estão se posicionando para acompanhar taxas sem precedentes de transições de tecnologia, alterando as fronteiras da competição, expandindo as expectativas dos clientes e uma feroz guerra de talentos.

Uma razão secundária para a mudança para acordos de escopo é estrutural. Simplificando, há menos oportunidades de aquisições em escala atualmente porque o setor de tecnologia tornou-se altamente concentrado. Segmentos como semicondutores e software passaram por anos de consolidação. Outras áreas, como serviços em nuvem, são inerentemente propensas a um pequeno número de vencedores.

Esta curva de fusões e aquisições de escopo provavelmente se acelerará. Os negócios de tecnologia foram paralisados no segundo trimestre deste ano, devido à pandemia de Covid-19 e ao aperto dos mercados de crédito. Mas o cenário está maduro para renovar as atividades de fusões e aquisições. Os preços das ações de muitas empresas de tecnologia foram resilientes durante a recente crise econômica, e elas estão sentadas em grandes reservas de caixa que poderiam financiar aquisições atraentes.

Shoppings têm aumento nas vendas pela primeira vez desde o início da pandemia

O shopping centers do País registraram o primeiro resultado positivo de vendas desde o início da pandemia, como revela estudo feito pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). Na semana de 23 a 29 de novembro, os empreendimentos tiveram crescimento de 22,5% nas vendas – considerando o ajuste de sazonalidade do carnaval – em relação ao período equivalente da fase pré-pandemia (última semana de fevereiro deste ano). Sem considerar os efeitos do carnaval, a alta seria ainda maior, de 32,5%. Em relação à semana equivalente do mês anterior, houve aumento de 52,8% nas vendas. Os dados são apurados em parceria com a Cielo e compõem o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), que identifica as vendas do chamado “varejo total”, com separação por lojas de shopping center e rua.

“Este crescimento expressivo observado em todas as regiões do País foi fortemente influenciado pelas vendas da Black Friday”, afirma Glauco Humai, presidente da Abrasce. O Norte do Brasil, primeira região a ter todos os shoppings reabertos, apresentou na semana de 23 a 29 de novembro o maior crescimento (77,8%), seguida por Centro-Oeste (45,7%); Nordeste (42%); Sul (23,6%) e Sudeste (9,3%). Considerando o desempenho das vendas nos shoppings no período de 02 de março a 29 de novembro, as perdas acumuladas totalizam 46,2%. No entanto, conforme gráfico a seguir, isso ainda demonstra uma recuperação gradual do setor neste ano.

Evolução das vendas acumuladas em shopping centers. Fonte: ICVA

Quando comparamos o setor de shopping centers com outros segmentos do varejo, verificamos que o único com desempenho positivo no mês de outubro em relação ao mesmo período de 2019 foi o de supermercados, com crescimento de 14,4%. Nas drogarias, a queda registrada foi de 1,7%. Setores como o turismo e transportes e bares e restaurantes continuam sendo os que têm apresentado as maiores perdas, de 51% e 26,4%, respectivamente. No setor de vestuário a queda foi de 13,5%, já em móveis, eletros e lojas de departamentos as perdas foram de 0,2% no mesmo período.

KPMG: Brasil tem 309 startups da área de regulação

Segundo o levantamento da KPMG “RegTech Mining Report” atualmente o Brasil tem 309 startups do ramo de regulação. O mapeamento apontou que a maioria delas (68%) é multissetorial, tendo atuação em gestão financeira e contabilidade 20% deste total, jurídico (7,4%) e aspectos trabalhistas (5,8%).

Além de multissetorial, a pesquisa apontou que 13,9 % das startups que trazem inteligência regulatória são focadas no setor de energia, óleo e gás; 8,1% são da área da saúde, enquanto 5,8% do setor financeiro e apenas 4,2% possuem foco no setor de telecomunicação e mídias.

“Fica notório que a busca por escalabilidade direcionou as regtechs em um primeiro momento a focar em atendimento a regulações multissetoriais. Entretanto, com as importantes mudanças que vêm acontecendo e estão para acontecer nos marcos regulatórios setoriais, vamos acompanhar a crescente demanda das grandes empresas por soluções inteligentes dentro dos seus segmentos”, explica o sócio-líder de regulatório da KPMG, Dustin Pozzetti.

Com relação à localização das startups de regulação no Brasil, a pesquisa mostra que 66,4% estão na Região Sudeste, enquanto 22,1% ficam na Região Sul, 5,7% estão da Região Nordeste, 4,3% no Centro-Oeste e 1,4% na Região Norte.

Perfil dos sócios: homem com nível superior até 45 anos


Segundo o estudo, a maioria das regtechs é composta por até três sócios, com idade entre 35 e 45 anos. Em relação ao gênero, há uma grande disparidade, já que 84,4% são homens, enquanto 15,6% são mulheres. Sobre a escolaridade, 73,4% possuem ensino superior completo, 18,2% ensino médio, 6,2% ensino superior incompleto e, apenas 2,2% mestrado ou doutorado.


Segundo o estudo, a maioria das regtechs é composta por até três sócios, com idade entre 35 e 45 anos. Em relação ao gênero, há uma grande disparidade, já que 84,4% são homens, enquanto 15,6% são mulheres. Sobre a escolaridade, 73,4% possuem ensino superior completo, 18,2% ensino médio, 6,2% ensino superior incompleto e, apenas 2,2% mestrado ou doutorado.

ABES assume o compromisso de promover a ética no setor de tecnologia

Nos últimos anos, o Brasil tem vivido um movimento para combater a corrupção e estabelecer mais ética e transparência nas relações que as empresas mantêm com seus colaboradores, clientes, fornecedores, órgãos públicos e demais organizações. Diante desse cenário e como uma das principais entidades do setor de tecnologia da informação, a ABES – Associação Brasileira das Empresas de Software incentiva as empresas associadas a colocarem em prática a ética empresarial por meio do programa Uma Empresa Ética e anuncia a Brasoftware e a CLM como primeiras companhias a receberem esse certificado.

O programa incentiva e oferece gratuitamente às associadas os meios para implantar os três pilares essenciais de uma política de integridade e conformidade ao arcabouço legal: a elaboração e implementação de um código de ética; treinamento de compliance aos colaboradores e a adoção de um canal de denúncias independente.

“Agora, a ABES dá um novo passo importante desta iniciativa, com o lançamento do certificado Uma Empresa Ética, que será conferido às corporações que aderiram oficialmente ao programa e promoverem todos os três pilares. O documento terá validade de 12 meses, prazo contado a partir da data de emissão, quando a associada precisará comprovar que os pilares estão sendo respeitados e fazem parte do dia a dia da empresa”, explica Carolina Marzano, Compliance Officer e Coordenadora de Comitês da ABES.

Segundo Jorge Sukarie, presidente da Brasoftware e vice-presidente do conselho da ABES, a transparência nos negócios e nas relações entre as empresas tornou-se fundamental para o sucesso de qualquer negócio. “A Brasoftware já tem o seu Programa de Compliance implementado há mais de 5 anos e é uma honra termos a oportunidade de ser a primeira empresa associada a ser certificada com o novo selo da ABES. Sabemos que esse programa é um processo contínuo, e temos o comprometimento da alta direção para garantir aos nossos colaboradores, clientes e fornecedores, que a companhia tome todas as medidas para garantir a transparecia, ética e conformidade no negócio”, completa.

Além de possibilitar o fechamento de contratos e amenizar eventuais penalidades, a cultura da ética e da integridade deve ser implementada em uma empresa por respeito às leis, à concorrência leal e a um ambiente de negócios idôneo. Corporações comprometidas com a disseminação e o cumprimento de seus valores são cada vez mais reconhecidas pelo mercado e pelos consumidores.

“A ética tornou-se um valor essencial nas sociedades modernas. É o alicerce sobre a qual se baseiam sociedades em que a confiança é alta. Ética, confiança, são valores que não conseguimos medir economicamente, mas quando estamos em países em que a confiança é alta, reconhecemos imediatamente seu valor. Ficamos muito felizes de receber o certificado Uma Empresa Ética e poder disseminar essa cultura com todos os colaboradores e clientes da CLM”, ressalta Francisco Camargo, presidente da CLM e presidente do Conselho da ABES.

O apoio às associadas é fornecido pelo departamento jurídico e pela compliance officer da associação, que esclarece dúvidas e promove treinamentos periódicos. Todas as informações e os meios para adesão ao programa estão disponíveis no site https://www.umaempresaetica.com.br, que passou por recente atualização de conteúdo e modernização do visual.

A iniciativa Uma Empresa Ética também estará disponível para as startups que participam do programa ABES Startup Internship que visa fortalecer o empreendedorismo no Brasil, oferecendo acesso aos serviços da ABES sem custo por 6 meses. Para mais informações, acesse: https://abessoftware.com.br/associados/programa-startup-internship/

A ética é um ativo das empresas

Um programa de ética tem um valor tangível, pois ele melhora a reputação, a produtividade e, também, os resultados financeiros, sendo fundamental para empresas que realizam ou almejam contratos com a Administração Pública.

A ABES tem como propósito contribuir para a construção de um Brasil mais digital e menos desigual, no qual a tecnologia da informação desempenha um papel fundamental para a democratização do conhecimento e a criação de novas oportunidades para todos. Por isso, entende que o papel da entidade é o de assegurar um ambiente de negócios propício à inovação, ético, dinâmico e competitivo globalmente.

Cinco chaves para alavancar a transformação digital com metodologias ágeis

Por Carla Coelho, vice-presidente de IBM Digital Sales para a América Latina

A transformação digital se tornou em uma aposta das organizações para criar ou manter uma vantagem competitiva duradoura, e nesse processo, tecnologias como a nuvem híbrida, inteligência artificial, internet das coisas, segurança de informação ou blockchain são um diferencial. No entanto, para realmente habilitar a transformação dos negócios, é necessário adotar uma cultura de inovação com um enfoque de ponta a ponta.

Um estudo da Forrester descobriu que os clientes que adotaram a abordagem de IBM Garage conseguiram gerar 10 vezes mais ideias inovadoras, levando-as à produção seis vezes mais rápido e ao mercado 67% mais rápido, obtendo 102% de retorno de investimento (ROI). Além disso, o estudo destaca cinco chaves que as empresas podem aplicar para acelerar suas transições rumo a inovação em escala, implementando metodologias de Garage:

1. Iniciar uma conversa sobre tecnologia. A conversa funciona quando se centra nos clientes, na inovação e nos resultados. Desta maneira, a tecnologia habilita a inovação com ênfase em suas capacidades e segurança, mas com a mente aberta para novas estratégias de teste e aprendizado, outros investimentos e diferentes tipos de fornecedores..

2. Utilizar os indicadores de negócio para eliminar os silos. Usar resultados reais para incentivar e reconhecer as a pessoas e as equipes de trabalho. A busca de melhorias nas métricas gera união entre as pessoas e departamentos para resolver os desafios. Trabalhar por um propósito comum, usando metodologias ágeis, é chave para o sucesso da inovação empresarial.

3. Definir como ponto de referência a experiência do cliente. Há uma razão pela qual a experiência do cliente deve ser seu principal pilar: clientes felizes compram mais, permanecem mais tempo e se tornam em seus embaixadores. Somar o conhecimento do time responsável pela experiência do cliente ao processo de inovação desde o começo, manterá a equipe focada na direção correta.

4. Aproveitar o poder da nuvem híbrida. As empresas têm em média entre 6-15 fornecedores de nuvem. A nuvem híbrida é uma realidade em qualquer empresa que busca aproveitar ao máximo sua experiência, seus sistemas existentes e deseja combiná-los com novas aplicações, tecnologias e serviços. Os enfoques de agilidade e inovação dos fornecedores de nuvem são uma fonte poderosa para a construção de novos negócios.

5. Incluir o ‘design thinking’ em cada passo da transformação. Sim, o design thinking é uma técnica importante para encontrar as necessidades e ideias que melhoram os produtos e as experiências dos clientes. Mas também é uma técnica poderosa para transformar as experiências dos funcionários, os processos de negócio e as relações com os parceiros.

Na IBM, ajudamos as empresas a acelerar seus processos de transformação e inovação, co-criando com equipes multidisciplinares através da IBM Garage, uma metodologia baseada em uma intensa colaboração que combina práticas ágeis com foco nas pessoas e no resultado desejado, para passar rapidamente das ideias à implementação.

Na América Latina, clientes como Conta Zap, CCAB, Elaw e Grupo Planetun transformaram seus negócios com a IBM, usando a metodologia IBM Garage.

Quando a inovação e a transformação se unem, os clientes podem se beneficiar de uma cultura de inovação e uma rápida adoção de novas tecnologias em questão de poucos trimestres, garantindo assim uma transformação real e duradoura.