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Compliance – auxílio no combate à corrupção

Por Samuel Suss

O índice de percepção da corrupção (Corruption Perception Index) indica que o Brasil ocupa a 69ª posição, atrás de países como Ruanda, Namíbia e Cabo Verde. Nenhuma surpresa, portanto, a escalada de escândalos de corrupção. Mas um elemento relativamente novo – ao menos no Brasil – passou a permear os episódios.

Recentes casos de corrupção envolvendo multinacionais vieram à tona graças à contribuição dos departamentos de compliance (área responsável pela conformação da empresa à legislação e à regulamentação, interna e externa, a que sua atividade está submetida) das próprias instituições envolvidas. Não se tratam, no entanto, de movimentos aleatórios, sem conexão. Ao contrário, revelam tendência mundial. Esses fatos – ligados à gradativa mudança de percepção do empresariado quanto à sua relação com o Estado – coloca em evidência à área de compliance – ainda pouco conhecida pelos brasileiros.

Historicamente, a corrupção se arraigou de forma endêmica na cultura nacional, assim como em outros países em desenvolvimento. As grandes multinacionais incorporaram a prática como algo próprio dessas economias, a ponto de jurisdições, até recentemente, admitirem a prática fora dos limites territoriais e permitirem a dedução de valores de suborno da base de cálculo para a apuração de impostos nos países de origem. A Alemanha, por exemplo, só afastou essa possibilidade em 1999.

Naquele ano, entrou em vigor a “Convenção sobre o Combate à Corrupção de Funcionários Públicos Estrangeiros em Transações Comerciais Internacionais”, promovida pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), iniciando um movimento internacional firme de combate à corrupção, independentemente de onde é praticada. A mudança não provocou, com a rapidez desejada, alteração da cultura de grande parte das multinacionais – ao menos nos países com prática corruptiva corriqueira.

Antes disso, desde 1977, a legislação norte-americana já previa punições para cidadãos e empresas por atos corruptivos cometidos em jurisdição estrangeira. Outros países, incluindo-se membros da União Europeia, não vinham incorporando dispositivos semelhantes, algo que vem mudando. Um exemplo é a Grã-Bretanha, que aprovou em 2010 o “Bribery Act”, lei que pune agentes por corrupção no exterior.
Nessa mesma esteira, veio a promulgação no Brasil da Lei 12.846/13 – a “Lei Anticorrupção” -, que incluiu a responsabilização civil e administrativa de pessoas jurídicas envolvidas em atos lesivos à administração pública e introduziu mecanismos de investigação, como o acordo de leniência (espécie de delação premiada) para companhias, eestendeu punições a quem pratica esses atos fora do território nacional.

Essa conjuntura, aliada à evolução do controle e do monitoramento financeiro, seconstitui como um dos principais elementos para aumento de revelações de casos de corrupção ao redor do globo, inclusive no Brasil. Mas o compliance não se resume a isso. A atividade econômica – seu amplo espectro legislativo e regulatório – deve ser alvo de monitoramento constante e orientação por departamentos e pessoas com experiência no setor, tornando-se um diferencial para as empresas que se movimentam nesse sentido. É também cada vez mais comum companhias levantarem informações sobre a estrutura de compliance de parceiros antes de firmarem compromissos e grande parte das instituições financeiras avaliam esse item nas suas avaliações de risco. Por outro lado, empresas e órgãos da administração pública ainda carecem dessa cultura. Apenas a título de exemplo, a Petrobras sinalizou apenas há poucos dias que pretende criar uma diretoria de compliance.

A evolução do universo jurídico nacional e internacional tem revelado que as empresas devem ter a conformação legal como parte indissociável de sua cultura e elemento indispensável na sua gestão de risco. Em um mundo mais competitivo, globalizado e conectado e em uma sociedade que exige cada vez mais a postura ética, qualquer descuido pode resultar em grandes prejuízos.

* Samuel Suss é advogado e Gestor de Riscos e Compliance.

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Em menos de um ano, Khan Academy conquista mais de 2 milhões de usuários no Brasil

No ar desde janeiro de 2014, a Khan Academy já é um sucesso no Brasil. Com mais de 2 milhões de usuários só na versão em português, o site já é referência em todo o país. Maior site gratuito do mundo para aprender matemática que, só no ano passado, foi usado por cerca de 50 milhões de estudantes pelo mundo. Foi traduzido e publicado em português por meio de uma parceria entre a Khan Academy e a Fundação Lemann. A Fundação Lemann, aliás, está com inscrições abertas para quem deseja implantar o site nas redes públicas em 2015.

No site, pessoas de todas as idades podem estudar desde a soma básica até temas complexos da matemática, como o cálculo, passando por álgebra e geometria. O destaque para os estudantes brasileiros foi a criação de uma área especial para os 20 temas que mais caem no Enem.

Pode ser usados livremente ou como um novo recurso dos professores nas salas de aula pelo Brasil. Na escola, “acredito que o sucesso da Khan deve-se ao fato de a plataforma se adaptar ao aluno, ou seja, cada estudante segue o seu ritmo aprendendo aquilo que ainda precisa praticar, sem que todos tenham que acompanhar a mesma tarefa juntos”, disse a gerente da Fundação Lemann, Flávia Goulart.

Processo seletivo para levar a Khan Academy para escolas públicas

Disponível para quem tiver o interesse em aprender matemática, a Khan Academy também pode ser acompanhada de perto na implantação nas escolas públicas. Isso porque a Fundação Lemann com o programa “Khan nas escolas” oferece apoio para implementação nas escolas, formação de professores para o uso da ferramenta e acompanhamento periódico dos profissionais capacitado.

Para aderir ao programa, as parcerias são firmadas com as redes municipais e estaduais de educação que demonstram interesse no projeto. Para participar do projeto é preciso também que as escolas tenham a infraestrutura mínima para usar a plataforma nas aulas de matemática: computadores para os alunos e conexão com a internet. Para as redes interessadas em se inscrever:
http://fundacaolemann.org.br/novidades/redes-publicas-de-ensino-podem-se-inscrever-para-projetos-em-2015

Atualmente, já são mais de 2,5 mil professores formados e 70 mil alunos de escolas públicas usando a ferramenta no Brasil, em 44 cidades nos estados da Bahia, Ceará, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.

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Opção pelo Simples Nacional aumenta a carga tributária da maioria das empresas de serviços

As empresas aptas à tributação pelo Simples Nacional já podem desde novembro agendar a adesão ao sistema, com a novidade que neste ano as empresas de serviços também podem aderir ao modelo tributário que promete simplificar e reduzir os tributos. Contudo, o que se tem observado é que para essas empresas a opção não vem sendo vantajosa.

“Na Confirp, conforme análises tributárias detalhadas que temos feito, observamos que, em média, apenas para 20% das empresas é positiva a opção pelo Simples. Para as demais, essa opção representará em aumento da carga tributária, apesar da simplificação dos trabalhos”, explica Monica Maria dos Santos, consultora tributária da Confirp Consultoria Contábil, que conta que mais de cem análises tributárias já foram feitas.

“Ocorre que a regulamentação do Governo estabeleceu alíquotas muito altas para a maioria das empresas de serviços, sendo que foi criada uma nova faixa de tributação, o Anexo VI, na qual a carga a ser recolhida tem início em 16,93% do faturamento, indo até 22,45%. Com esses percentuais assustadores, a adesão pode levar ao aumento da carga tributária”, alerta a consultora da Confirp (veja exemplo no fim da matéria).

Dentre as empresas que estão no Anexo VI estão: jornalismo e publicidade; medicina, inclusive laboratorial e enfermagem; medicina veterinária; odontologia; psicologia, psicanálise, terapia ocupacional, acupuntura, podologia, fonoaudiologia; despachantes; arquitetura, engenharia, pesquisa, design, desenho e agronomia; representação comercial; perícia, leilão e avaliação; auditoria, economia, consultoria, gestão, organização, controle e administração; e outras atividades do setor de serviços que tenham por finalidade a prestação de serviços decorrentes do exercício de atividade intelectual que não estejam nos Anexos III, IV ou V.

Assim, a recomendação da Confirp para as empresas desses setores é de buscar o mais rápido possível por uma análise tributária. “Se a carga tributária for menor ou até mesmo igual, com certeza será muito vantajosa a opção pelo Simples, pelas facilidades que proporcionará para essas empresas”, finaliza Monica Maria dos Santos.

Sobre o Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime simplificado de pagamento de tributos que foi criado para beneficiar as micro e pequenas empresas. Para aderir, além da limitação de faturamento, é fundamental que a atividade da empresa possibilite que faça parte desse regime e que os sócios não possuam impedimentos.

As empresas já optantes não precisam optar novamente, pois já estará na condição de optante. É importante que a opção pelo Simples Nacional seja feita o mais rápido possível para que possíveis pendências sejam ajustadas. Os novos pedidos que não apresentarem pendências serão deferidos imediatamente e os que apresentarem pendências ficarão na situação em análise e as pendências deverão ser resolvidas junto à Receita Federal do Brasil. O resultado da resolução das pendências será divulgado no Portal do Simples Nacional até fevereiro.

É importante acrescentar que no caso de exclusão anterior, a opção poderá ser tentada novamente, salvo quando a exclusão tenha efeitos por 3 ou 10 anos.

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Custo da energia elétrica para a indústria subirá 27% em 2015

O custo da energia elétrica para a indústria brasileira poderá chegar a R$ 459,20 por MWh ao final de 2015 e R$ 493,50 por MWh ao final de 2016. Os dados são do estudo “Quanto custará a energia elétrica para a indústria no Brasil?”, divulgado nesta segunda-feira, dia 15, pelo Sistema FIRJAN (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro).

Além dos fatores que compõem o custo, o cálculo inclui os valores aportados às distribuidoras, que totalizaram R$ 51,5 bilhões, dos quais R$ 29,5 bilhões serão repassados aos consumidores finais a partir de 2015; e o valor da bandeira vermelha de R$ 40,98 por MWh, incluindo os tributos.

A FIRJAN considera quatro premissas para o custo médio da energia: nível dos reservatórios com recuperação apenas em 2017, quando voltará a um nível médio histórico; acionamento térmico em 2015 e 2016 seguirá o perfil de 2014; inserção das fontes mais baratas na matriz conforme definido pelo Plano Decenal de Expansão de Energia – PDE/EPE; bandeira tarifária vermelha durante o ano de 2015 e 2016 devido ao alto despacho térmico.

Para garantir a competitividade da indústria nacional, a FIRJAN sugere no estudo a isenção, para a indústria, da cobrança de tributos sobre o aditivo tarifário trazido pelos aportes e empréstimos. Assim, o custo médio da energia para a indústria seria de R$ 447,60 por MWh em 2015 e de R$ 477,30 por MWh em 2016.

O gerente de Competitividade Industrial e Investimentos da Federação, Cristiano Prado, ressalta a importância de medidas que diminuam o custo para as indústrias. “A situação do país no cenário internacional é preocupante. As indústrias não conseguem mais suportar um aumento de preço em um de seus insumos mais importantes como está ocorrendo”, destaca Prado.

Desde de janeiro de 2013, quando o governo federal concedeu desconto às distribuidoras, o custo da energia para a indústria aumentou quase 90%. Hoje, o custo é de R$ 360,70 por MWh e o país ocupa a 8ª posição mais cara em ranking internacional que contempla 28 países – atrás de Índia, Itália, Cingapura, Colômbia, República Tcheca, Turquia e El Salvador, que possuem os custos mais altos. Desde o início do ano de 2014, o custo já aumentou em 23%.

A FIRJAN acompanha desde 2010, em detalhes, o cenário energético no Brasil e no mundo. A análise da energia elétrica pode ser consultada através do site www.firjan.org.br/quantocusta. Na plataforma, é possível obter comparações internacionais, recortes estaduais e informações por distribuidoras, que são atualizadas imediatamente a cada reajuste de tarifa.

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SAS é posicionado como líder em gestão de risco de crédito pela IDC

O SAS, empresa líder em análise avançada de dados, foi nomeada líder no relatório IDC MarketScape: WorldwideCreditRiskAnalyticsSolutions 2014 VendorAssessment. O estudo analisou tanto competências quanto estratégias de negócios relacionadas a soluções de Risco de Crédito, destacando também a avaliação e experiência dos clientes da companhia.

Segundo a IDC, o SAS combina a sua expertise in-house associada a ofertas de Risco para dar suporte ao varejo, áreas financeiras e comerciais, contribuindo para decisões táticas, operacionais e estratégicas mais assertivas. “A companhia oferece ferramentas baseadas em modelos personalizados de análise de risco e modelagem estatística”, avliou Michael Versace, diretor global de pesquisas da IDC Financial Insights.

De acordo com a líder global em pesquisas de mercado, as decisões baseadas em análises de dados são o grande diferencial do SAS. Para isso, as soluções da companhia tiram vantagem das mais avançadas plataformas analíticas, baseadas no alto desempenho de banco de dados e memórias de processamento customizados para resolver questões que envolvem Big Data. “A abordagem integrada do SAS fornece valiosas funções de risco para as empresas que gerenciam o seu desempenho, resultando em um processo eficiente, preciso e transparente para apoiar as medidas reguladoras de risco de crédito“, lembrou Versace.

O IDC MarketScape também reconheceu o SAS por trazer avanços nas abordagens do risco de crédito previstos nas regulamentações do Acordo de Basiléia (conjunto de propostas e normas que devem ser adotados pelos bancos para unificar as políticas bancárias), além de contribuir com a modelagem de crédito ao cliente. Para a diretora de soluções do SAS, Monica Tyszler, “as novas regulamentações estabelecidas no Basíleia 3, estão direcionando os bancos à busca de melhores práticas e soluções voltadas à melhoria de suas análises de risco de crédito com a unificação de procedimentos bancários“, ressalta.

O conhecimento profundo no negócio foi outro ponto que o relatório destacou, ao lembrar as relações de longo prazo que o SAS estabelece com os seus clientes de maneira colaborativa, proativa e baseada em um amplo trabalho de relacionamento. “Uma plataforma integrada end-to-end com gestão avançada de dados e análise de alto desempenho é fundamental para reduzir os prejuízos financeiros causados por erros operacionais.”, completa Tyszler.

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Accenture e Microsoft lançam nova plataforma de nuvem híbrida para ampla adoção nas empresas

A Accenture e Microsoft Corp. ampliaram a parceria estratégica com a apresentação da Solução Accenture Hybrid Cloud para Microsoft Azure, uma poderosa plataforma de nuvem híbrida projetada para trazer novos recursos, economia e inovação. Com este marco e ao trabalhar com a Avanade, provedora líder de soluções da Microsoft, as empresas financiaram e projetaram a inovadora plataforma com novas tecnologias e serviços híbridos para ajudar as empresas a construirem e gerenciarem a infraestrutura e as aplicações na nuvem.

Este é o maior acordo de colaboração entre Accenture e Microsoft desde 2000, quando as empresas lançaram a Avanade, empresa com mais de 22.000 funcionários e mais de US$ 2 bilhões em vendas globais.

“A expansão do nosso relacionamento com a Microsoft representa uma proposta de mudança de jogo que aborda as maiores preocupações e complexidades enfrentadas por nossos clientes e da forma como eles olham para o aproveitamento da nuvem”, explica Pierre Nanterme, Chairman e CEO da Accenture. “Com as novas exigências impostas aos departamentos de TI a cada dia, as empresas precisam se conectar de forma inteligente as suas infraestruturas, aplicações de software, dados e recursos de operações, a fim de se tornarem inteligentes, ágeis e digitais. Esta colaboração exclusiva entre a Microsoft e Avanade é uma das iniciativas mais estratégicas e importantes da Accenture para a adoção da nuvem em toda a empresa”, explica.

“As empresas ao redor do mundo estão olhando para as plataformas e os parceiros certos para ajudá-los a transformarem e prosperarem em um ambiente cada vez mais móvel e na nuvem”, comenta Satya Nadella, CEO da Microsoft Corp. “A Nuvem da Microsoft, combinada com o conhecimento da Accenture em relação à indústria, além da sua expertise em implantação, acelera a adoção da nuvem de nossos clientes e desbloqueia novos benefícios, incluindo aplicações poderosas, insights orientados por dados e aumento da produtividade”, finaliza.

A Solução Accenture Hybrid Cloud para Microsoft Azure oferece novas tecnologias para migrar e gerenciar aplicativos entre nuvens privadas e públicas e estão em um caminho contínuo, automatizado, controlado e sob demanda, além de apresentar velocidade a partir de um único console. A solução integra e se baseia nas capacidades chave das três companhias para ajudar as empresas a entregar “todo o serviço”, incluindo:

• A Plataforma de Cloud da Microsoft para o Microsoft Azure fornece o desempenho empresarial, em grande escala e capacidade híbrida ligada ao Windows Server com Hyper-V, System Center e pacote Azure de execução nos centros de dados de clientes.

• A Plataforma de Cloud da Accenture suporta ambientes multiplataformas com fornecimento self-service para qualquer aplicação. Seu painel de instrução central controla as capacidades de corretagem e gestão de nuvem, e fornece à empresa governança de nível empresarial, confiabilidade, segurança e operações que os clientes esperam.

• Um espectro de ponta a ponta de serviços profissionais para ajudar os clientes a definir e executar todos os objetivos na nuvem, com base no conhecimento especializado da Accenture na indústria e experiência de transformação de negócio comprovado – da estratégia e transformação para a migração, implantação e serviços gerenciados.

• Profundo banco de profissionais qualificados da Avanade equipados com ampla experiência em tecnologias Microsoft e um foco em desbloquear o valor de negócio da empresa.

A solução já está sendo testada na Freeport-McMoRan, uma empresa internacional de recursos naturais, que cria protótipos para melhorar a “internet das coisas” nas operações de mineração. A plataforma vai permitir operações de supervisores para analisar e reagir a situações próximas em tempo real na mina, permitindo-lhes tomar medidas imediatas em itens que impactam produção, o que, em última análise, impulsiona a receita.

“Como a nossa empresa faz a transformação para mineração digital, envolvemos a Accenture e Microsoft para nos mostrar como podemos capturar os benefícios da nuvem híbrida e acelerar nossa jornada”, ressalta Bert Odinet, CIO da Freeport-McMoRan.

Para obter mais informações, visite www.accenture.com/hybridcloud

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Um quarto dos computadores no Brasil possui malware instalado no navegador

Um estudo feito a partir da base de usuários do Baidu Antivírus no Brasil apontou que 26% dos PCs no país possuem pelo menos um plug-in malicioso instalado em seus navegadores. Plug-ins deste tipo podem ser usados para furtar dados de usuários, redirecionar links digitados corretamente para endereços suspeitos ou mesmo infectar o sistema operacional da vítima, explorando vulnerabilidades encontradas no PC. A pesquisa aponta, ainda, que apenas 10% dos usuários brasileiros se preocupam em checar se os plug-ins anexados ao seu browser possuem algum tipo de função maliciosa.

A mesma análise mostra que há um risco acentuado do usuário infectado ser vítima de golpes no mês de dezembro, tradicional período de compras em que crackers tentam se aproveitar do boom de acessos a serviços de e-commerce para aplicar golpes online.

Para incentivar que os usuários de internet façam a checagem de plug-ins maliciosos e outras pragas em seus computadores com maior frequência, o Baidu organizou uma ação que premiará com iPhones 6 e viagens para a Disney os usuários que conferirem a segurança de seu PC por meio do recurso de “Verificação Rápida” disponível na nova versão do Baidu Antivírus.

Ao contrário de processos de verificação completa, que podem demorar até várias horas, a “verificação rápida” checa as rotinas mais comumente exploradas por crackers e, de acordo com o laboratório de desenvolvimentos do Baidu, é capaz de encontrar e eliminar até 96% dos plug-ins maliciosos distribuídos no Brasil.

Como participar – Não usuários do Baidu Antivírus devem instalar o software e quem já o utiliza deve fazer apenas uma atualização simples no link abaixo. A cada dia, quem fizer uma “Verificação Rápida” desde hoje até o dia 21 de dezembro receberá um código para concorrer a um iPhone 6 e outros prêmios. Os vencedores serão conhecidos em janeiro e terão os prêmios enviados para suas casas.

O link abaixo permite baixar a atualização que dá direito a concorrer a prêmios ao mesmo tempo em que o usuário mantém seu PC protegido no período crítico das compras de Natal: http://antivirus.baidu.com/pt/lp/quickscan/index.php?from=brpr.

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Quase 85% das vendas da GoPro são para jovens de 18 a 34 anos, revela pesquisa

Os produtos da marca GoPro entraram definitivamente no gosto dos jovens no Brasil. Quase 85% das vendas dos produtos foram destinadas aos consumidores entre 18 e 34 anos no País. Os dados são da Loja do Turcão, maior revendedor brasileiro de itens GoPro, que apurou o volume de negócios no segundo semestre de 2014 na sua loja virtual.

Segundo levantamento da Loja do Turcão, os jovens com idade entre 18 e 34 anos compraram 432% a mais do que os adultos e idosos em 2014. Os itens da GoPro como câmeras, bastões, tripés, carregadores, cartões de memória, fivelas e suportes são os mais procurados pelos jovens. Produtos da marca apresentaram aumento de 71% nas vendas para os jovens de outubro para novembro desse ano.

“Os artigos da GoPro sempre foram associados a jovens esportistas e aventureiros em busca de ótimas imagens em condições adversas. Os números apenas comprovam uma tendência já esperada da procura”, comenta Artur Cayres, proprietário da Loja do Turcão.

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Lei Geral das Antenas: "burrocracia" é uma das causas da má qualidade da internet no Brasi

Por Dane Avanzi*

Seja a internet móvel ou fixa, o fato é que não existe serviço de telecomunicação de qualidade, especialmente os de internet, tão demandados no Brasil e no mundo, sem infraestrutura de qualidade – sendo a base desta infraestrutura as torres de telecomunicações que suportam os serviços de banda larga em geral.

O Plenário do Senado deve votar nos próximos dias em regime de urgência o projeto que institui a Lei Geral das Antenas. A proposta trata da unificação de regras para instalação das torres, considerada pela legislação brasileira uma questão ambiental, de competência concorrente entre os entes federativos, fato que trocando em miúdos, permite à União, estados e municípios produzirem legislações diferentes, e em alguns casos até divergentes entre si.

Oportunamente, as operadoras de telecomunicações afirmam ser esta a principal causa da má qualidade de telecomunicações, fato que não coaduna-se com a realidade. Porquanto, nossa experiência como consumidores nos atesta, em verdade, um comportamento bem arredio quando o assunto é cumprir as leis. Se fossem verdadeiramente comprometidas em entregarem serviços com o mínimo de qualidade, não seriam as campeãs de reclamações dos Procons de Norte a Sul do Brasil.

Isto posto, não obstante a frugalidade com que as operadoras investem em equipamentos, desproporcionais as altas tarifas cobradas, de fato a “burrocracia” é um dos fatores (o menor a meu ver) que atrasam a ampliação das redes de serviços de telecomunicações. Se o projeto de lei for aprovado com a atual redação haverá uma unificação das normas e procedimentos para licenciamento de torres de telecomunicações em âmbito nacional.

Embora hoje haja algumas resoluções do Conama – Conselho Nacional de Meio Ambiente, que serve de referência para a base legislativa de muitos estados e municípios, a referida normatização traz aspectos gerais da matéria, deixando muitas lacunas quanto aos procedimentos, prazos, documentação apta a instrução do processo entre outros quesitos.

Por conta disso, o projeto de lei em questão pode trazer avanços significativos, senão vejamos. Entre as novidades para acelerar o processo de liberação de autorizações, o texto determina prazo máximo de 60 dias para deliberação sobre pedido de instalação de antenas. Em caso de descumprimento do prazo, a permissão passa a ser automática. Caso seja necessária consulta ou audiência pública, o prazo pode ser ampliado por mais de 15 dias e as antenas de pequeno porte ficam dispensadas de licenças.

Radicalismos à parte, a lei de um modo geral é boa, exceto pela aprovação compulsória em caso de não apreciação do feito em 60 dias, pois há que se lembrar que há casos em que a saúde das pessoas podem ser comprometidas pelo excesso de irradiação das antenas, tema regulamentado também por lei federal (n. 11.934 e resolução 303, da Anatel). Como jurista, entendo que essa cláusula fere inclusive o princípio da legalidade, haja vista conceder um passaporte para que se perpetue e consolide a ilegalidade, pois pode pairar sobre a situação em questão outros temas técnicos e jurídicos, podendo o excesso de liberalidade acarretar graves injustiças inclusive.

Nesse contexto, lindeiro ao tema em tela, há que se ressaltar que além da questão legal de preservação do meio ambiente há outras também de grande impacto no processo e igualmente complicadas no Brasil. Me refiro a aspectos fundiários. A falta de documentação sólida de prédios urbanos e rurais em todo o Brasil, que costuma emperrar não somente o processo de instrução de regulamentação ambiental, como de outros órgãos públicos.

Por fim, esperamos que a Lei Geral das Antenas, uma vez aprovada, flexibilize e viabilize as atividades do setor sem representar um retrocesso para a sociedade brasileira, em especial no que tange ao meio ambiente.

Dane Avanzi é advogado, Diretor do Grupo Avanzi e Vice-Presidente da Aerbras – Associação das Empresas de Radiocomunicação do Brasil.

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Procura-se Design Thinker

Boa parte do tempo e energia intelectual dos profissionais dentro das empresas está comprometida com a tentativa de solucionar problemas estratégicos dos negócios. Mas, apesar do esforço contínuo, não é incomum que as abordagens propostas fracassem ou que as soluções encontradas deixem arestas abertas com consequências que só serão percebidas bem adiante. Um caso emblemático foi o ocorrido com as empresas produtoras de garrafas PET na década de 70. Consideradas uma “salvação” para os vendedores de bebidas, por conta dos baixos custos de produção, praticidade e leveza, as garrafas feitas do plástico rapidamente tomaram o lugar das embalagens de vidro retornáveis, muito utilizadas na época. No entanto, como são feitas de um derivado do petróleo, com o passar dos anos, tornaram-se um dos principais poluentes do mundo, gerando um enorme prejuízo social e ambiental para as décadas seguintes. Por fim, a solução, inicialmente apontada como genial, mostrou-se apenas pontual, não levando em consideração suas repercussões globais.

Para chegar a uma saída realmente sustentável para problemas cada vez mais complexos, foi preciso que os líderes corporativos começassem a pensar os problemas com uma visão nova e, a partir daí, surgiram abordagens como o “Design Thinking”. Criado na década de 70 para desenvolver soluções na área de engenharia, o método foi adaptado como recurso de gestão por David M. Kelley, professor da faculdade de Stanford (EUA). A ferramenta foi sendo aprimorada com o passar do tempo e, atualmente, conta com etapas bem definidas, que permitem identificar objetivamente problemas, organizar e compreender processos e pessoas envolvidas e, assim, delinear estratégias para chegar a soluções criativas tanto no âmbito pontual como global para cada questão.

Empresas inovadoras, como a brasileira Clever Caps, já vêm sendo criadas com suas bases fincadas na metodologia do Design Thinking . Do problema causado pelo descarte excessivo de embalagens plásticas, por exemplo, seus fundadores encontraram a razão de existir da organização: a marca é internacionalmente premiada por desenvolver tampas que se transformam em blocos de montagem e que criam diversos objetos úteis, como bancos, enfeites e brinquedos. Segundo Rogério Londero Boeira, especialista em desenvolvimento de pessoas da escola Cultman, esse modo inovador de analisar os desafios apresentados por um mercado mais e mais exigente vai muito além do ‘pensar fora da caixa’. O professor da escola de aprendizagem corporativa explica que o Design Thinking consiste em métodos e processos que desenvolvem a habilidade de empregar melhor os recursos disponíveis, sejam eles, financeiros, humanos ou de conhecimento. “O objetivo é tomar as decisões de forma mais eficiente, passando a observar tudo e todos com um olhar de que há sempre a possibilidade de melhorar e aprimorar potencialidades”, afirma.

Para aumentar a habilidade de interpretar as situações sob diversas perspectivas, Boeira defende a ideia de que é preciso estar preparado para aprender continuamente. Na metodologia da aprendizagem contínua, desenvolvida pela Cultman e premiada em 2012 no Congresso Internacional da Arabian Society of Human Resource Management (ASHRM), a premissa básica é de que, para aprendermos de fato, é necessário construirmos uma estrutura moral e emocional que nos possibilite questionar até mesmo nossas verdades absolutas. Dessa forma, o método valoriza os distintos níveis de experiência de cada indivíduo, que é singular e único, e a livre associação de ideias, de forma que o aluno consiga internalizar os assuntos discutidos, maximizando sua aprendizagem e alcançando a plenitude de suas capacidades.

Cada vez mais aplicado por empresas que desejam ampliar a produtividade e habilidade de inovar, a aplicação do Design Thinking demanda profissionais preparados a considerar todas as dimensões em que estão inseridos – célula produtiva, organização, sociedade e vida pessoal. Portanto, para se alinhar a essa tendência corporativa e se destacar no ambiente de trabalho, o colaborador precisa estar em constante evolução e ser cada vez mais responsável pelas consequências de suas escolhas. Integrado a seus programas de desenvolvimento para gestores, a Cultman prega o Full Dimensional Comprehension Capacity (FDCC), que, em português, corresponderia a “plena capacidade de compreensão de todas as dimensões em que se está inserido”, nele, o Design Thinking é uma das ferramentas orientadas pela escola para ensinar aos alunos a analisar e compreender os problemas de modo aprofundado. Mas, além desse conceito, os profissionais também aprendem a expandir sua percepção espacial e temporal, desenvolvendo sua capacidade de prestar atenção, facilitando a identificação e a resolução de dilemas.

Os benefícios desse aprendizado podem ser percebidos em pouco tempo na rotina de trabalho, segundo Rogério Boeira, e vão desde o crescimento dentro da carreira até a ampliação de consciência sobre cada decisão tomada, o que garante maior efetividade e produtividade. “Com isso, esse profissional vai ao encontro do que é mais procurado pelo mercado de trabalho contemporâneo: pessoas que contribuam tanto de maneira pontual quanto global, visando não só o problema em si, mas toda a cadeia de responsabilidades, bem como o impacto de suas ações nos demais colaboradores e na comunidade com que ela se relaciona” destaca o professor da escola Cultman.

Felippe Pinheiro, gerente de operações e desenvolvimento de negócios da Geogas, é um exemplo de profissional que trabalha com estes conceitos ao desenvolver a percepção de como suas atitudes e decisões têm influência não apenas na empresa, mas também na sociedade e nos colegas de trabalho por meio da aprendizagem contínua. “Atuo em um setor que tem impacto direto na vida da população e a consequência das minhas decisões pode afetar desde uma família até uma comunidade inteira. Desenvolvi também nos membros da minha equipe a capacidade de perceber os reflexos que suas ações têm no todo, ampliando seu nível de responsabilidade na tomada de decisão e garantindo a avaliação de diversos aspectos antes de fazerem uma escolha consciente. Dessa forma, acredito que aplicar o FDCC no dia-a-dia consiste em considerar múltiplos fatores e estimular a visão do coletivo. Isso ajudar em chegar a decisões mais corretas e além de buscar sempre melhorar as condições de trabalho e vida dos envolvidos direta ou indiretamente nas nossas ações”, argumenta.

Confira algumas dicas de Rogério Boeira para incluir a lógica ensinada pela Cultman na rotina diária de forma a chegar a soluções mais criativas e globais:

1) Dedique-se à reflexão sobre o que você aprende diariamente

Einstein e os maiores gênios criativos precisaram de muito tempo e dedicação para validar suas propostas. A apresentação de uma solução diferenciada também não é sinônimo de sucesso imediato. A criatividade está atrelada às percepções, emoções, intuições e práticas do conhecimento. Um bom exercício para incentivá-la, por exemplo, é manter um diário e reservar um tempo para reflexão sobre aquilo que acreditamos que aprendemos todos os dias. Retornar a esses registros depois de algum tempo e ponderar a respeito costuma ser uma ótima fonte de insights. A primeira característica pessoal que abre espaço para a criatividade é a permissão à dúvida; é a disposição de buscar melhores soluções e de experimentá-las depois da ponderação. A arte reflete bem tais fundamentos, pois só há criação quando o artista se permite ousar, praticar, ponderar e discutir sobre temas. Quanto mais se exercita, mais um músico tem possibilidades de compor. Também um pintor ou escultor não pode se restringir a ler a respeito de arte para exercê-la. Nesse sentido, dedicar um tempo para se dedicar ao desenvolvimento da criatividade é algo fundamental para conquistar resultados.

2) Questione suas emoções para decidir melhor

Quanto mais complexa e incerta for a decisão a ser tomada, maior é a interferência das emoções e, por isso esse questionamento permite lidar melhor com sentimentos como frustração e medo de falhar, contribuindo para o amadurecimento profissional. As pessoas, de forma geral, não costumam questionar conscientemente suas emoções e não se atentam para elas durante o processo de tomada de decisão. Muitas vezes optam por acreditar que agiram de maneira racional ou que suas emoções não tiveram forte interferência no processo. Porém, não há como evitar as emoções. Elas estão presentes em cada decisão que tomamos e uma de suas funções é dar estímulos para que o cérebro possa reagir de maneira rápida a determinadas situações. Inconscientemente, as emoções já estão criando atalhos, que nos tornam mais propensos a uma ou outra decisão, como a aprovação ou não de projetos, estabelecimento de prazos ou na escolha de fornecedores, por exemplo. Identificar as emoções é um exercício difícil, porém necessário, para que a tomada de decisão, o planejamento e a realização de projetos sejam realmente eficientes.

3) Atenção ao que acontece ao redor

Inovar é criar uma solução nova a partir do zero ou tornar um processo já existente em um procedimento mais eficiente. Para isso, é preciso tomar atitudes que sejam capazes de realizar verdadeiras transformações. É o caso do gerente financeiro que conquista sua equipe através de pequenos gestos que ele considerava pouco importantes. O simples hábito de preparar o café para todos, deixando a bebida pronta para consumir é a percepção de uma situação que pode agilizar alguns pequenos procedimentos internos. Quem deseja tornar o trabalho dos demais mais prático, sem que alguém perca tempo em fazer o café e esperar que ele fique pronto para depois consumi-lo, vai proporcionar maior integração, produtividade e bem estar no ambiente de trabalho. Para chegar a esse nível de atenção, é preciso se estimular a perceber o que ocorre ao redor. É a mesma proporção para quem deseja resolver um problema em um projeto, é preciso perceber todos os aspectos que ocorrem na questão analisada como, por exemplo: “quantas pessoas estão dentro de um bar lotado e quais as saídas e entradas em momento de pânico?” “Qual a quantidade de água você gasta por dia e o quanto você poderia poupar?”.

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Mercado de trabalho se mantém estável em 2014, aponta estudo

As empresas brasileiras conseguiram manter estabilidade na gestão de pessoas durante 2014, marcado por baixo crescimento econômico, grandes eventos, incertezas políticas e econômicas. Três fatores principais contribuíram para esse quadro: baixo índice de demissões, diminuição no turnover e variação de valores salariais dentro da média. É o que mostra a terceira edição do Guia Salarial Hays/Insper.

O número de empresas que realizaram demissões passou de 61%, em 2013, para 48%, em 2014, mostrando um equilíbrio no mercado de trabalho. O congelamento salarial também se manteve na mesma faixa, variando de 18% para 26%. A rotatividade nas empresas passou de 63% para 36%, o que demonstra maior cuidado por parte dos profissionais para realizar movimentações na carreira.

Se por um lado o mercado mostra estabilidade, por outro, relacionado a percepções, empregadores e profissionais relatam receios. Um exemplo é número de profissionais que afirmam que as condições estão mais difíceis do que em 2014, que aumentou de 12% para 34%, mais que o dobro. Outro indicativo é o porcentual de pessoas que se mostram interessadas em novas oportunidades: 80% dos entrevistados afirmam estar abertos a novas propostas.

A confiança na economia também reduziu, tanto por parte dos trabalhadores quanto das empresas. Entre os entrevistados do primeiro grupo, 67% dizem que falta confiança, taxa que era de 29% em 2013. Entre os empregadores, 69% têm a mesma opinião contra uma fatia de 33% registrada na última pesquisa.

Para Carla Rebelo, diretora Geral de Operações da Hays no Brasil, os dados são um termômetro das oscilações ocorridas no país no último ano. “Com a Copa do Mundo, houve uma grande expectativa por movimentações econômicas que não se concretizou. Além disso, as incertezas sobre os rumos da economia se fizeram presentes durante todo o período das eleições”, pontua.

“O Guia Salarial permite aos profissionais, empresas e governos, terem subsídios para tomarem decisões acertadas. A publicação desses dados pode contribuir para a melhoria das condições do mercado de trabalho local”, afirma Carla.

A pesquisa tem como objetivo traçar o perfil dos profissionais que atuam no país e apontar as principais tendências do mercado de trabalho. Por ser um trabalho conjunto entre uma consultoria e uma instituição de ensino, consegue unir a expertise de recrutadores ao olhar acadêmico apurado.

Principais conclusões

• A capacidade de trabalho (36%) e adaptação (13,7), motivação (31%), polivalência (11%) e lealdade (4,5%) são os principais aspectos valorizados em um funcionário num momento de estabilidade econômica da organização, segundo as empresas.

• As empresas também citaram que valorizam em um funcionário a capacidade de trabalho e adaptação, motivação, polivalência e lealdade. 36% valorizam capacidade de trabalho, ou produtividade, enquanto 31% leva em conta a motivação.

• Ao recrutar externamente, 51% das empresas valorizam as qualificações do candidato, 34% avaliam a forte experiência, 12% citaram outros quesitos e 3% a possibilidade de mobilidade.

• O inglês é o idioma mais importante para 99,11% das empresas, seguido de espanhol (51%) e alemão (5%). Apenas 2,5% dos entrevistados acham o Mandarim essencial ao mercado de trabalho.

• De acordo com 77% dos respondentes, o conhecimento de língua estrangeira é importante no seu setor de atuação.

• 64,4% das empresas oferecem remuneração variável aos funcionários. Esse número aumentou em relação a 2013 (63,51).

• Dessa remuneração variável, 50% varia de 11 a 25%. Remunerações com variação de mais de 50% correspondem a apenas 10% da amostra consultada.

• A avaliação da remuneração variável, em 82% dos casos, tem como base os resultados da empresa, 55,5% levam em conta, ainda, avaliações individuais de desempenho e outros 50% resultados ou objetivos individuais.

• 97% das empresas que atuam no país oferecem benefícios, além do salário, para os funcionários.

• Dos benefícios oferecidos, 89,5% referem-se a seguro saúde, 84% seguro de vida, 75% seguro odontológico. Mais de 70% oferecem notebook, 77% vale-alimentação e 66% estacionamento. Quase 38% oferecem previdência privada.

• Quase 100% da amostra (98%) considera os benefícios oferecidos por uma empresa como ferramenta importante de recrutamento e seleção de profissionais.

• O número de empresas que oferecem benefícios aos funcionários passou de 91% em 2013 para 97% este ano. Isso mostra um aumento significativo na flexibilidade de meios de remuneração.

• A rotatividade dos profissionais dom menos experiência de mercado (até 2 anos) passou de 62% no último ano para 70% em 2014. A variação reforça o investimento das empresas em manterem os talentos e a maior estabilidade dos profissionais com mais experiência.

• O anseio por experiências internacionais aumentou. Em 2014 70% dos respondentes do Guia Salarial mostram interessem em viajar e conhecer novos mercados. Em 2013 62% mostraram o mesmo interesse.

• 44% das empresas respondentes mantiveram os investimentos em RH em 2014. Esse dado aponta para o fato de que os profissionais de Recursos Humanos estão cada vez mais estratégicos às corporações.

• Diante do candidato ideal, 37% das empresas entrevistadas compensam o salário do candidato com benefícios diferenciados (37%), enquanto 36% desistem do candidato por não conseguirem negociar valores – em 2013 essa porcentagem chegava a 41%. Outros 27% afirmam ter salários compatíveis à expectativa.

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85% das Operadoras Planejam Investir em Wi-Fi até 2016

A Amdocs, líder no fornecimento de soluções de experiência do cliente, anuncia hoje os resultados de uma nova pesquisa independente explorando a transição de redes Wi-Fi de “melhor esforço” para as de “grande porte” entre Operadoras de Múltiplos Serviços (MSOs) e Operadoras de Redes Móveis (MNOs). Essa transição acontece em resposta às expectativas dos usuários finais quanto a melhor capacidade e qualidade para conteúdo móvel, além da necessidade de apoiar novos fluxos de receita.

A pesquisa, encomendada pela Amdocs e realizada pela Real Wireless e pela Rethink Technology Research, revela planos de forte crescimento no Wi-Fi de grande porte, as diferentes estratégias que as operadoras pretendem implantar e as barreiras técnicas a serem superadas. De acordo com a pesquisa, prestadores de serviço percebem que o Wi-Fi de “melhor esforço” está se tornando menos lucrativo e que novas fontes de receita só podem ser construídas assim que uma maior qualidade de experiência (QoE) for garantida. Essa QoE mais alta é necessária para serviços como TV móvel, monitoramento de saúde, voz corporativa, jogos online, transmissão de mídia e serviços de Voz sobre Protocolo Internet (VoIP). A pesquisa também destaca a importância de ferramentas para planejamento de redes de grande porte e gestão de desempenho, cobrindo redes celulares e Wi-Fi, permitindo um salto em novos serviços sem fio.

Os principais dados da pesquisa incluem:

– Hotspots Wi-Fi de grande porte passarão dos atuais 14% para 72% dos hotspots Wi-Fi gerais em 2018

– Como parte de sua estratégia de rede Wi-Fi para permitir cobertura Wi-Fi em movimento, até 2016, 77% dos prestadores de serviço planejam usar “homespots” (onde o usuário aceita deixar o hotspot aberto para uso de transeuntes), um expressivo crescimento em relação aos atuais 30%

– Quase todas as operadoras (85%) planejam investir em Wi-Fi de grande porte até 2016. MSOs consideram que o Wi-Fi de grande porte oferece melhor posicionamento em acordos de operadoras de rede móvel virtual (MVNO), apoiando ofertas quad-play e serviços wireless, enquanto MNOs planejam usar o Wi-Fi de grande porte para ampliar suas redes e reduzir o tráfego da rede de acesso via rádio (RAN)

– Até o final de 2016, 61% dos hotspots Wi-Fi de MSOs e 70% dos hotspots de MNOs virão de terceiros, para aproveitar as economias de custo compartilhadas e o desenvolvimento acelerado, contra os atuais 45%

– Dois terços (65%) dos participantes da pesquisa colocaram a falta de forte planejamento de rede e ferramentas de gestão entre seus três principais fatores de risco para investir em Wi-Fi de grande porte, com 65% deles declarando que suas ferramentas atuais não se estenderão bem para Wi-Fi sem investimento adicional

“Prestadores de serviço estão começando a ver o Wi-Fi como uma oferta estrategicamente importante que pode melhorar ou prejudicar suas reputações e que precisa apoiar uma experiência de usuário comparável à de redes celulares”, afirma Oliver Bosshard, gerente de consultoria da Real Wireless. “Redes de Wi-Fi de ‘melhor esforço’ não são controladas a partir da rede central de ferramentas de sistema de apoio operacional das operadoras, e com frequência os pontos de acesso não embasam qualquer forma de gestão ou priorização de tráfego. Como resultado, as operadoras não conseguem monitorar ou abordar questões de desempenho como congestionamento, o que significa que não podem garantir QoE – propriedades como velocidade de conexão, latência ou priorização, que são cruciais para permitir as opções de monetização para Wi-Fi”.

“Como a qualidade da experiência é essencial para estratégias de monetização de rede atual e futura, as operadoras precisam ter as ferramentas certas de planejamento e gestão em vigor. Essas são áreas cruciais para os negócios – para garantir implantações ideais com custo eficiente e oferecer uma análise detalhada do comportamento de rede e do uso pelo cliente, o que pode se converter em maior qualidade de experiência”, diz Rebecca Prudhomme, vice-presidente de marketing de produtos e soluções da Amdocs. “As soluções de rede da Amdocs permitem que prestadoras de serviço maximizem a capacidade da rede e ofereçam qualidade de serviço com base em visões de clientes em tempo real ao mesmo tempo em que possibilitam maior eficiência de custo”.

A pesquisa foi realizada entre agosto e outubro de 2014, com gerentes de Wi-Fi de 40 prestadores de serviço na Ásia-Pacífico, Europa, América Latina e América do Norte.

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