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AngloGold Ashanti convoca startups para tornar seu Centro de Educação Ambiental autossuficiente

Além do desafio da produtora de ouro, outras cinco temáticas estão disponíveis. Inscrições no M-Start Ciclo 6 do Mining Hub devem ser feitas até 30 de maio

Reduzir a captação de água nova, sejam superficiais ou subterrâneas, além de aprimorar a gestão racional dos recursos hídricos. Esses são alguns dos objetivos do desafio da AngloGold Ashanti no M-Start Ciclo 6,programa de inovação do Mining Hub, primeiro hub de inovação aberta do setor de mineração no mundo, com 25 mineradoras e 13 fornecedores associados.

O novo desafio proposto pela AngloGold Ashanti, uma das empresas que fazem parte dessa iniciativa, apoiada pelo Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), é a busca de inovações para ajudar a transformar o Centro de Educação Ambiental (CEA), localizado em Nova Lima, MG, em um espaço autossuficiente.

Como o CEA já está inserido em meio à natureza, busca-se como desafio implementar um sistema de captação de água das chuvas para armazenamento, tratamento (se necessário) direcionamento e uso do recurso em atividades administrativas, operacionais ou de paisagismo, realizando também em tempo real o monitoramento do sistema por meio da Internet das Coisas (IoT).

O sexto Ciclo do M-Start do Mining Hub tem o objetivo de desenvolver soluções para desafios em seis temáticas diferentes: Desenvolvimento Social, Eficiência Operacional, Fontes de Energia Alternativas, Gestão de Água (desafio da Anglogold Ashanti), Gestão de Resíduos e Rejeitos e Saúde e Segurança Ocupacional. As inscrições devem ser feitas on-line até 30 de maio pelo site: https://www.mininghub.com.br/programas/m-start/

Vale ressaltar que esta é a segunda participação do CEA nos ciclos do M-Star. Em 2020/2021, foi concluído o desafio do Ciclo 4, que proporcionou soluções que proporcionaram redução na energia para o Centro de Educação Ambiental.

Abstartups e Gov ES anunciam 15 startups vencedora do Pitch Gov ES

No último dia 14/05, foi anunciado na página oficial do Governo do Espírito Santo o resultado do Pitch Gov ES, um programa em parceria com a Associação Brasileira de Startups (Abstartups), que tem o objetivo de resolver problemas do estado usando a tecnologia das startups como aliada.

O Pitch Gov ES teve início a partir de realização de oficinas colaborativas que resultaram em 16 desafios de 7 áreas da administração pública: Saúde, Segurança Pública, Gestão Pública, Educação, Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Desenvolvimento Econômico e Sustentável e outros poderes.

O programa recebeu 445 inscrições de startups do Brasil todo com propostas inovadoras para resolver os problemas do estado e cada uma das propostas foi analisada pela Abstartups, utilizando os critérios descritos no edital. 45 empresas chegaram a fase final em que deveriam apresentar um pitch para uma banca avaliadora.

As empresas vencedoras são do país todo e receberão até R﹩ 30 mil para a realização de testes pelo período de 6 meses, podendo renovar por mais 6 meses. Dependendo do resultado, as startups podem ser oficialmente contratadas pelo governo estadual. José Muritiba, Diretor Executivo da Abstartups, afirma que está muito feliz com o resultado dessa parceria e vê benefícios para todos os envolvidos. “O maior beneficiado do Pitch Gov ES é, sem dúvida alguma, a população, que terá melhorias em seu estado. Para as startups é uma oportunidade única de trabalhar com o poder público e mostrar para a sociedade o poder da tecnologia e inovação de um dos setores que mais crescem no país”, finaliza.

A lista completa dos vencedores:

• MedBolso (PA) – Gestão de plantões e escalas dos profissionais de saúde nos hospitais;

• EGSA Tecnologia e Inovação LTDA (RJ) – Acompanhamento da jornada do paciente da entrada até a alta;

• Botnicks (SP) – Gestão eficiente dos recursos humanos do estado, da Secretaria de Gestão e Recursos Humanos;

• UMANNI Inovação em Tecnologia de Sistemas (SP) – Rede de compartilhamento de competências para melhor gestão dos recursos humanos do estado;

• Prisma IS.COOl (ES) – Redução do abandono e evasão escolar com métodos mais atrativos;

• 7Waves (SP) – Conectar o projeto de vida dos jovens e perspectivas de futuro na educação;

• Alva (ES) – Melhor gestão do reingresso de presos e individualização do tratamento penal nos presídios;

• Violin (RJ) – Melhoria da gestão da contagem do cumprimento da pena no sistema prisional e melhoria da interface com o Poder judiciário no agendamento das audiências;

• JMM Tech (MG) – Registros e consultas de ocorrências no ambiente das unidades policiais civis, da Polícia Civil do Espírito Santo;

• Connectdata Technologies (SP) – Controle de circulação nas centrais de abastecimento da CEASA, da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca;

• Milênio Bus (SP) – Melhoria na gestão de fluxo de passageiros e de oferta de transporte no sistema Transcol;

• Digitalk Tecnologia Digital (SP) – Oferta de atendimento remoto aos agricultores familiares em todo o território capixaba;

• TAQE (SP) – Otimização da seleção de candidatos no SINE em todo o Estado, da Secretaria de Trabalho, Assistência e Desenvolvimento Social;

• Ideia No Ar (PR) – Dinamizar a conexão entre empreendedores da economia criativa;

• Atlas.IA (SC) – Facilitar o acesso gratuito do cidadão à justiça, desafio em parceria com o Tribunal de Justiça do Espírito Santo;

Conheça o Visa For Startups, nova iniciativa da Visa para startups

Com o objetivo de ampliar sua atuação com as startups e gerar ainda mais negócios para os ecossistemas de inovação, pagamentos e comércio no país, a Visa expande sua iniciativa de engajamento com startups e anuncia o Visa For Startups. Trata-se de uma evolução do trabalho atual da Visa de ajudar a conectar, de forma direcionada, startups com a indústria de tecnologia de pagamentos, buscando a geração de negócios e o fomento à inovação no mercado de pagamento.

No novo modelo, a Visa irá construir uma base sólida de startups que possam colaborar para atender às necessidades identificadas pela empresa, pelos parceiros e clientes como emissores, credenciadores e estabelecimentos comerciais. Assim, passará a enxergar oportunidades e sinergias, ajudando a tornar todo o processo da parceira e geração de negócios ainda mais estratégico e eficiente.

“Quando começamos o Programa de Aceleração em 2017, queríamos entender como poderíamos apoiá-las em seu desenvolvimento e de todo o mercado. Durante esse período, aprendemos muito com elas. Hoje, podemos avançar nessas parcerias com um olhar mais comercial. Com isso, repensamos nossa atuação focando em expertises, ao mesmo tempo em que buscaremos efetivamente por mais negócios para todos. O Visa For Startups é um canal aberto de relacionamento, para ampliar essas trocas”, conta Percival Jatobá, vice-presidente de Inovação e Soluções da Visa do Brasil.

Com a nova iniciativa Visa For Startups, a Visa amplia seu papel de auxiliá-las em sua atuação junto ao mercado e de gerar conexões e negócios. Segundo levantamentos da empresa, das 69 startups que fazem parte do Radar de Startups da Visa, 42% já fecharam negócios com a Visa e com emissores, credenciadores e estabelecimentos comerciais parceiros da empresa.

Para participar do Visa For Startups, é preciso realizar um cadastro no site e atender aos critérios pré-estabelecidos, que, entre eles, pedem que as startups já estejam em fase de crescimento ou em escala, com uma base de clientes e receita consistentes.

A Visa deverá lançar periodicamente desafios a serem solucionados pelas startups, sejam eles de parceiros, de clientes ou da própria empresa. Desta forma, serão selecionadas startups que tenham potencial para desenvolver soluções para os problemas apresentados, com a possibilidade de desenvolvimento de uma PoC (Proof of Concept, que significa Prova de Conceito) com o apoio do time da Visa.

Além de ver a sua solução implementada e de ter a possibilidade de fazer negócios em um tempo reduzido em relação ao restante do mercado, as participantes poderão contar com uma série de benefícios, tendo acesso a diversas soluções da Visa, como:

• Visa Partner, um guia especializado que ajuda a navegar no mundo de pagamentos;
• Visa Developer Center, uma plataforma com acesso direto às APIs Visa;
• Visa Ready, programa de certificação que ajuda as empresas de tecnologia a criar e lançar soluções de pagamento que atendam aos padrões globais da Visa em relação à segurança e funcionalidade;
• Fast Track, solução que agiliza a entrada de players interessados em lançar soluções de pagamento e promove novas experiências digitais para consumidores.

As startups selecionadas para solucionar um desafio por meio do desenvolvimento de uma PoC também passarão por mentorias e bootcamps para aperfeiçoarem suas soluções e modelos de trabalho. “Com o Visa For Startups, estamos expandindo nossa participação nesse importante ecossistema, pois a iniciativa nos permitirá trabalhar com mais startups e ao longo de todo o ano”, conclui Percival.

Phillip Klien é o novo CEO da ClickBus

A ClickBus, plataforma líder em vendas online de passagens rodoviárias no Brasil, anuncia Phillip Klien como seu novo CEO. O executivo, que teve passagens pela área de crescimento de algumas das grandes empresas do mercado, assume a posição de Fernando Prado, que passa a integrar o conselho da empresa da qual é fundador.

“Esse movimento é estratégico para empresa. Buscamos uma pessoa que possa estar focada 100% em trazer a estratégia pro dia a dia da ClickBus, mais focada na rotina da empresa, enquanto eu assumo um papel mais estratégico no conselho da empresa para pensar nos nossos próximos grandes passos”, conta Fernando Prado, fundador da ClickBus.

Phillip Klien chega a empresa após já ter assumido a vice-presidência de marketing e growth no PicPay. O executivo tem passagens por empresas como OLX, Uber e Twitter, além de ter sido fundador da Predicta – empresa pioneira em marketing digital no Brasil. Phillip assume o posto de CEO da ClickBus com o objetivo de ajudar a empresa a dar os próximos passos em sua rota de crescimento.

“Assumo esse novo desafio com muito orgulho, curiosidade e ambição. A ClickBus é o principal marketplace de passagens rodoviárias no Brasil e espero que minha experiência com marketplaces digitais em fase de hyper growth ajude a empresa a acelerar ainda mais seu crescimento. Além disso, este é também um mercado cheio de oportunidades que tem muita estrada pela frente. Vamos continuar a trazer tecnologia de ponta em tudo que tocamos. Ainda temos muito o que explorar quando se trata de inovação para esta indústria”, diz Klien.

Pandemia e Expectativas 2021

Em 2020, ano em que o setor de turismo sofreu por conta da pandemia, a ClickBus apresentou uma retração de 27% em sua receita, no comparativo com o período anterior. Em volume de passagens, foram emitidas 20% menos passagens que em 2019.

Porém, com a vacinação em andamento, já é possível enxergar uma retomada ainda em 2021 para o setor, que não parou durante todo o período da crise. A empresa espera ter um resultado maior do que o que obtivemos em 2019.

Segundo dados da ABRATI (Associação Brasileira das Empresas de Transportes Terrestres de Passageiros), apenas no primeiro trimestre deste ano o número de passageiros embarcados caiu cerca de 70% e o faturamento 73%, em relação ao ritmo normal. Na ClickBus, no entanto, a queda foi de apenas 23% na emissão online de passagens e 19% na receita gerada na comparação com o mesmo período de 2020. Vale ressaltar que o setor só começou a ser afetado pelos efeitos do Covid-19 a partir da segunda quinzena de março de 2020.

“Após um ano de pandemia nós já sabemos com o que estamos lidando e temos uma visão melhor do cenário. Conseguimos, juntamente com nossos parceiros, desenvolver ações que reforçaram a segurança dos nossos passageiros durante seu trajeto, quando foi necessário viajar – teremos muitas inovações que iremos apresentar ao mercado”, comenta Prado, que esteve na operação da empresa durante a pandemia.

Enquanto as vendas foram afetadas negativamente pela pandemia, a relevância dos canais digitais para o setor teve um aumento no ano. Em 2020, a participação das vendas online chegou a 20% no setor. “A participação do nosso app na emissão de passagens cresceu 65% em relação a 2019. Neste período as vendas em App representaram 31% do total. Acreditamos que, com o cenário da pandemia, isso se deu pela praticidade e facilidade deste canal, além de ser uma maneira mais segura de comprar.”, explica Klien, novo CEO da ClickBus.

A culpa é do mau uso da tecnologia

Por Álvaro Luis Cruz

Em maio de 2020, 35% dos professores ouvidos em pesquisa do Instituto Península se diziam cansados. Em agosto já eram 46% e em novembro 53%. Com o agravamento da pandemia e o abre e fecha das escolas, é fácil supor que esse índice subiu ainda mais. As famílias também estão esgotadas. Mais de um ano depois tendo que se dividir entre o home office, as tarefas domésticas e o auxílio aos filhos nas atividades escolares, além de cansadas os pais estão preocupados com os prejuízos no aprendizado. Da mesma forma, alunos de todas as idades estão abatidos, e os números da evasão são prova disso. Segundo o Datafolha , em 2020, 4 milhões (8,4%) dos estudantes com idade entre 6 e 34 anos matriculados antes da pandemia abandonaram a escola. Estão todos exaustos e em grande parte a culpa é da tecnologia. Ou melhor, das aulas on-line. Professores não aguentam mais transmitir e alunos não aguentam mais assistir aulas que foram pensadas para o olho no olho e que digitalmente perdem o encantamento. A pandemia mostrou que não basta o professor ir para a frente da câmera. Por mais louvável que isso seja, o tempo mostrou que reinventar a aula não foi suficiente e em muitos casos não funcionou.

Muita tecnologia sem contexto pedagógico adequado também não resolve a questão do ensino e aprendizado. Ao contrário, pendurar várias soluções de software sem uma curadoria para eleger os mais indicados a cada etapa do processo de aprendizagem do aluno e sem flexibilidade para mudar de ferramenta em função das necessidades tanto presenciais como a distância, favorece o mimetismo da aula presencial no mundo virtual. Se repete o caso da TV, que no início não percebia as grandes possibilidades que a nova mídia oferecia e simplesmente filmava uma peça de teatro, por exemplo. As novas tecnologias são uma nova mídia e devem ser usadas na medida da necessidade e no tempo adequado. Hoje, simular aulas presenciais no mundo virtual deixa alunos entediados, a família desesperada e os professores encurralados.

No momento, educadores inovadores se debruçam para eleger soluções que permitam atividades diferentes on-line, complementem o ensino e simultaneamente ofereçam informações relevantes sobre o aprendizado do aluno. Não se trata de incluir mais LMS ou provas on-line, e sim de, através do uso de softwares e plataformas educacionais flexíveis, permitir que o aluno corrija sua trilha de aprendizagem em casa, em momentos assíncronos, off-line mas com orientação do professor, e dê informações para esse mesmo professor mudar sua prática educacional.

A sala de aula hoje é qualquer lugar. Seja quando está conectado nos momentos de estudo ou quando está realizando tarefas de aprendizagem, o aluno também está tendo aula. Aula não é mais apenas quando o professor está transmitindo conteúdo. Quando um aluno está trabalhando com o Aprimora, Árvore Livros, Elefante Letrado ou outra solução que permita ao professor avaliar seu desempenho em tempo real e mudar a rota, ele está tendo uma aula muito mais atraente. Não se trata de colocar em prática todas as tecnologias, mas, sim da tecnologia mais adequada ao momento de cada aluno e turma. Não se trata de reproduzir a sala de aula através da tela do computador e, sim, de reproduzir experiências de aprendizagem por meio de softwares, plataformas e soluções em que o aluno realiza tarefas de escrita e leitura, por exemplo, complementa seu aprendizado e gera informações relevantes para o professor.

Para isso, é fundamental uma curadoria que ajude a escola a selecionar as melhores ferramentas de apoio a aprendizagem, aquelas que garantam ao aluno participar de simulações sozinho ou em grupo e tragam para o momento on-line com o professor suas experiências e reflexões. A flexibilidade também é indispensável. Muitas escolas têm adotado soluções em contratos longos, de 2 a 3 anos, esquecendo que os alunos e as tecnologias irão mudar e exigirão novas ferramentas. Por último, a escola deve optar por tecnologias em que o professor não precise necessariamente estar presente para usá-las. São tecnologias acessórias, em que o aluno aprende e vai para a aula on-line mais engajado, tornando aquele momento muito mais significativo.

Estão todos cansados e se as escolas não entenderem a necessidade de um trabalho conjunto envolvendo curadoria, flexibilidade e inteligência, professores, pais e alunos chegarão à exaustão. Aulas presenciais transmitidas ao vivo pela internet, ninguém aguenta mais.

Álvaro Luis Cruz, vice-presidente de Inovação Educacional na Positivo Tecnologia

BTG Pactual lança fundo que investe 100% em bitcoin

O BTG Pactual (BPAC11), maior banco de investimentos da América Latina, anuncia nesta segunda-feira (17) o lançamento do BTG PACTUAL BITCOIN 100 FIC FIM IE, o primeiro fundo de investimentos de um banco brasileiro com alocação 100% em bitcoin. O produto, gerido pela BTG Pactual Asset Management e distribuído pela plataforma do BTG Pactual digital, já está disponível exclusivamente para investidores qualificados.

“O lançamento representa a continuidade do trabalho do BTG Pactual em desenhar produtos lastreados em bitcoin, o ativo com maior volume de operações dentro do universo de criptoativos. É um passo importante de nossa estratégia de incorporar no portfólio produtos que permitam aos clientes novas possibilidades de diversificação de carteira”, afirma Will Landers, head de renda variável da BTG Pactual Asset Management.

No início de abril, o banco lançou o BTG Pactual Bitcoin 20 Fundo de Investimento Multimercado, produto também disponível na plataforma do BTG Pactual digital. O fundo lançado em abril tem em sua composição 20% de bitcoin e 80% em renda fixa. Já o BTG PACTUAL BITCOIN 100, lançamento mais recente, oferece agora uma exposição total ao criptoativo.

O novo fundo não terá taxa de performance, somente taxa de administração, que é menor do que as praticadas pelo mercado. O investimento mínimo é de R$ 1.000,00 e a liquidez é D+4.

Fintechs receberam US$ 731 milhões até agora em 2021

Setor é o mais movimentado no ecossistema de startups e a expectativa é de recordes em investimentos pelos próximos anos

São Paulo, maio de 2021 – Em um momento histórico em termos de investimentos para as fintechs brasileiras, elas captaram nos quatro primeiros meses de 2021 US$ 731 milhões em 45 aportes, sendo que só em abril o valor foi de US$ 123 milhões em 12 deals. Os números constam na oitava edição do Insite Fintech Report, relatório mensal produzido pelo Distrito Dataminer, braço de inteligência da plataforma de inovação aberta Distrito.

Houve uma redução em volume de investimento nos dois últimos meses, após um janeiro e fevereiro muito fortes -ainda assim, foram ao menos US$ 50 milhões aportados março e abril. O total investido no primeiro quadrimestre de 2021 representa seis vezes o do mesmo período de 2020.

As startups financeiras do país vêm numa crescente desde 2012, e apresentaram crescimento exponencial nos últimos dois anos, quando passaram a marca de US$ 1 bilhão tanto em 2019 quanto em 2020. A expectativa é que 2021 supere esse biênio. “Devemos seguir batendo recordes de investimentos no setor, à medida que outros players importantes atingem seu pleno desenvolvimento”, diz Tiago Ávila, head do Distrito Dataminer.

Segundo o relatório, os late-stages concentram a maioria do investimento em fintechs. Esse quadro se explica pela escala dos desafios a que estão expostas as empresas mais maduras, e também pelo próprio perfil dos investidores, que tendem a aportar valores altos nessas fases do empreendimento, já que o retorno financeiro é mais provável. O Nubank sozinho lidera a lista de maiores aportes no setor, em rodadas Series F e G que chegaram a US$ 400 milhões.

Ainda segundo o documento, foram 14 fusões e aquisições feitas até o final de abril -mais da metade do total em 2020. Os compradores são em sua maioria diferentes, com apenas a Boa Vista e a Locaweb adquirindo duas fintechs até o momento. Outra empresa que adquiriu mais de uma fintech, porém uma em 2020 e outra neste mês, foi a Via, que comprou o banQi e a Celer, respectivamente.

A evolução das fintechs

Com apoio da KPMG, o Distrito também lança o Mining Report, relatório gratuito que retrata a evolução das fintechs no Brasil. Até agora, mostra o documento, 1.158 startups financeiras foram mapeadas, a maior parte delas voltadas para meios de pagamento (15%), seguido por crédito (13,6%) e backoffice (13,2%).

Na série histórica, que começa em 2012, as fintechs brasileiras receberam, ao todo, US$ 4,6 bilhões em 536 aportes, somando os deals feitos até o final de abril de 2021.

Esse segundo documento mostra como há uma tendência de especialização no ecossistema, com o aumento da competitividade e da complexidade das soluções financeiras tecnológicas. Por tratar-se de um setor mais maduro, entrantes no mercado buscam estratégias diferenciadas de atuação.

“Com o ambiente regulatório construído pelo Banco Central, por meio de resoluções que reduzem a burocracia – com destaque para o Pix e Open Banking – além da aceleração da digitalização de negócios em função da pandemia, diversas oportunidades têm surgido para atuação das fintechs. Até o momento, há 1158 fintechs no Brasil, e esse ecossistema tende a crescer num ritmo acelerado. Diante deste cenário, o Brasil tem se tornado uma referência em tecnologias focadas em serviços financeiros e possui um ambiente propício para as fintechs”, analisa o sócio da área de Private Enterprise da KPMG do Brasil, Jubran Coelho.

Outro dado interessante é o de que mais da metade das fintechs (52,3%) oferecem suas soluções para outros negócios -ou seja, são B2B. Serviços voltados diretamente aos consumidores são pouco mais de um quarto (27,3%). Há, ainda, as que oferecem soluções tanto para um, quanto para outro (13,6%).

No entanto, a discrepância de gênero no quadro societário se mantém elevada no mercado de fintechs -elas estão entre as empresas com maior desigualdade de gênero. São 87,3% sócios homens, ante apenas 12,7% de mulheres.

DocuSign é líder no Quadrante Mágico Gartner 2021 para plataformas de CLM

A DocuSign acaba de ser reconhecida líder no Quadrante Mágico de 2021 do Gartner segundo relatório de pesquisa da consultoria sobre gerenciamento do ciclo de vida de contrato (CLM) da Gartner, Inc. O resultado evidencia vanguarda da empresa em desempenhar um papel cada vez mais importante na transformação digital de contratos.

Pelo segundo ano consecutivo a líder em assinatura eletrônica e gestão de documentos na nuvem encabeça o ranking e, este ano, com a melhor colocação entre os 15 fornecedores avaliados no eixo “capacidade de execução” e no eixo “excelência de visão” “Muita mudança aconteceu desde que o Gartner publicou o último Quadrante Mágico de CLM, mas uma coisa que não mudou é nosso compromisso de liderar a categoria CLM ajudando nossos clientes e parceiros a gerenciar todo o ciclo de vida de seus contratos”, diz Scott Olrich COO da DocuSign.

“Durante o ano passado, investimos fortemente no DocuSign Agreement Cloud e no CLM, bem como, em análises avançadas e inteligência artificial, incluindo a aquisição da Seal Software. Também continuamos a demonstrar a força do CLM no ecossistema de parceiros, tanto com integradores de sistema quanto com nossa capacidade de integração com os principais sistemas de vendas, jurídicos e de aquisição. Acreditamos que isso continua a nos posicionar na vanguarda do mercado”, completa o executivo.

De acordo com o Gartner: “os líderes estão na posição mais forte para influenciar o crescimento e a direção do mercado. Eles demonstram uma visão de mercado determinante em como a tecnologia CLM pode ajudar as empresas a atingir os objetivos de negócios de gerenciamento de conformidade e redução de gargalos de processo. Podem executar essa perspectiva por meio de produtos e serviços e têm demonstrado resultados de negócios na forma de receitas e ganhos. Eles se destacam por sua combinação de compreensão do mercado, inovação, recursos e funções do produto e viabilidade geral. Enquanto mantêm uma base bem estabelecida de clientes de longo prazo, os líderes mostram uma habilidade consistente de ganhar novos negócios com implementações bem-sucedidas. Eles têm clientes no maior número de regiões geográficas e cobrem uma ampla variedade de setores e tamanhos de organização. Geralmente são os fornecedores que outros provedores se comparam. “

Para saber mais sobre a posição da DocuSign e a categoria CLM como um todo, uma cópia gratuita do “Quadrante Mágico para CLM” do Gartner, Inc. está disponível para download aqui .

ITO: Como a Sociedade 5.0 pode transformar os serviços de TI das empresas

Nieto

Por João Paulo Nieto, Diretor Executivo da Digisystem

A transformação digital tem sido pauta recorrente há algum tempo na agenda prioritária das empresas brasileiras, que cada vez mais precisam investir em serviços de tecnologia de ponta para atender às demandas imediatistas do mercado. Com a crise inesperada no ano de 2020, as organizações se viram ainda mais pressionadas a investirem na inovação de seus serviços, de maneira rápida e segura.

Neste sentido, ITO (Information Technology Outsourcing) surge como uma ferramenta extremamente importante para as companhias neste período e, a terceirização dos serviços de TI, tornou-se necessária para garantir fôlego extra neste mercado cada vez mais exigente e competitivo. De acordo com uma pesquisa feita pela Brasscom – Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação -, estima-se que até 2024 serão necessários 420 mil profissionais de tecnologia da informação para atenderem o setor no Brasil.

Além de uma solução viável para empresas de todos os portes, a terceirização dos serviços de TI contribui para que os objetivos de negócios sejam alcançados com mais facilidade e em menor tempo. O ITO aprimora a qualidade dos serviços, a experiência do cliente em toda a jornada de atendimento, além de proporcionar maior confiabilidade na entrega dos serviços, com maior disponibilidade e otimização de tempo e custo. Ao terceirizar os serviços de TI, as organizações garantem padronização, automatização de processos, bem como um rápido retorno de investimento (ROI).

Benefícios e desafios da terceirização dos serviços de TI

É importante ressaltar que uma entrega de qualidade de ITO trata-se de uma via de mão dupla. De um lado é preciso contar com a empresa prestadora do serviço, que deve ser flexível e saber como apresentar sua metodologia, tecnologia, processos e soluções inovadoras. Do outro, existe o lado da empresa contratante, a qual precisa estar disposta a realmente realizar a transformação dentro do seu ambiente de trabalho. Não basta a companhia terceirizada chegar com a sua solução se a empresa contratante não estiver aberta a implementar as mudanças e entender a importância da customização dos serviços.

A partir do momento em que as duas empresas entram em um consenso e o trabalho começa a fluir, os benefícios do ITO aparecem. Uma das primeiras vantagens é o aumento da produtividade, uma vez que os colaboradores passam a dedicar sua atenção em tarefas mais estratégicas. A melhoria e maior disponibilidade dos processos de TI, acontece com a automatização, revisão e avanço de todos estes processos. Além disso, o ITO promove rapidamente a redução de custos na estrutura de TI e burocracias envolvidas na contratação de profissionais e treinamentos, responsabilidades também da empresa terceirizada.

Como a sociedade 5.0 pode transformar o ITO?

Antes de ser conhecido o conceito de Sociedade 5.0, tudo era muito focado apenas na tecnologia – qual será utilizada, qual é a melhor, por que utilizar – e as decisões eram tomadas baseadas no recurso tecnológico e não nas necessidades do ser humano. É imprescindível quebrar esse paradigma e direcionar o foco na necessidade do ser humano em primeiro lugar, ou neste caso, de um conjunto de pessoas que formam uma empresa. Ao desenhar um escopo de projeto de ITO, por exemplo, a companhia terceirizada deve analisar a real necessidade do cliente e, a partir dela, desenvolver tecnologias customizadas e direcionadas para atender o objetivo desejado.

A única maneira de transformar o ITO a partir dos conceitos da Sociedade 5.0 é aplicando-os na prática, ou seja, focando sempre na solução do problema e na satisfação do cliente. Partindo do princípio de que o grande pilar da Sociedade 5.0 é colocar o ser humano no centro de tudo, é preciso deixar de pensar em tecnologia e em processos como a questão principal e passar a enxergá-la como uma ferramenta capaz de auxiliar o ser humano da melhor maneira possível.

Atualmente, as empresas brasileiras estão passando por um nível de amadurecimento para aplicar os conceitos de Sociedade 5.0 no ITO, visto que esta é uma tendência real e iminente. Anteriormente, a tecnologia ocupava uma porcentagem muito pequena de impacto nos negócios das empresas, porém, hoje se ocorre um problema na área de TI possivelmente os prejuízos serão enormes para os negócios, como por exemplo, incidentes de segurança da informação e indisponibilidade do ambiente de TI, que resultam em entraves na operação e geram prejuízos altíssimos. Portanto, hoje a tecnologia está conectada a tudo dentro da empresa. Por este motivo, as empresas devem cada vez mais investir no fortalecimento dos seus serviços de TI.

“Inovação no varejo: a solução para os desafios do consumidor de hoje”

Por Vanesa Meyer, vice-presidente de Inovação da Visa América Latina e Caribe

Na América Latina de ontem, as pessoas iam ao banco para gerenciar suas finanças e ao shopping para comprar. Esse estilo de vida foi definitivamente alterado nos últimos 12 meses. Hoje, o consumidor interage com os varejistas de formas completamente diferentes. Ele quer formas convenientes, fluidas e – mais do que nunca – sem contato para pagar. Além disso, quer comprar seus produtos em qualquer lugar, a qualquer momento.

O relatório da segunda pesquisa anual da Visa, Inovação na América Latina: Lições das Grandes Inovadoras da Regiãomostrou que a pandemia forçou o varejista a acompanhar as demandas dos consumidores². A necessidade de inovação na tecnologia de varejo cresceu exponencialmente à medida que a internet foi se tornando a força vital do mundo, e também à medida que o e-commerce se tornou a tábua de salvação dos consumidores.

Na América Latina e Caribe, o uso de soluções de pagamentos simples no e-commerce, como os links de pagamento, aumentou mais de 300% no último ano¹. O dinheiro ainda é muito usado na região, mas a pandemia fez com que mais consumidores e estabelecimentos comerciais entrassem na economia digital.

Segundo a pesquisa, trago algumas das principais tendências de inovação na tecnologia de varejo que tem afetado a região:

Adoção de novas formas de pagamento
É natural que os consumidores estejam buscando formas sem contato de pagar durante a pandemia. Consequentemente, as experiências de pagamento na região estão ficando mais instantâneas e baseadas no celular, apesar da percepção de que os latino-americanos não estão prontos para tecnologias de pagamento avançadas. Na verdade, o último estudo regional com consumidores² da Visa mostra que 48% dos consumidores usaram um método de pagamento por aproximação no ponto de venda (com cartões, carteiras digitais e vestíveis) em suas últimas 10 compras em lojas físicas.

Exemplos de tecnologias de pagamento que estão decolando na região:

• A tecnologia tap-to-phone lançada pela Visa e o Banco Popular na Costa Rica, que transforma o smartphone do vendedor em um terminal POS para aceitação de pagamentos por aproximação.
• Scan to Pay, a solução da Visa desenvolvida em parceria com a empresa de tecnologia de pagamento HST, que permite que consumidores e estabelecimentos comerciais paguem e aceitem pagamentos por aproximação vinculando seus cartões de crédito, débito ou pré-pagos Visa aos seus dispositivos móveis.
• Plataformas P2P interoperáveis como a PLIN, que permite que os peruanos enviem e recebam pagamentos usando apenas um telefone celular e a tecnologia de pagamento push da Visa.

De qualquer forma, acreditamos que a tendência “contactless” continuará crescendo na região.

Incentivo à inovação dentro da empresa
O estudo descobriu que, quando a inovação é incentivada e faz parte da cultura da empresa – e de todas as equipes -, a criação de ideias e a experimentação floresce por toda parte. Algumas das empresas pesquisadas de melhor desempenho nessa área eram do varejo. Das empresas avaliadas, 42% foram consideradas avançadas em sua forma de abordar a inovação. Desses 42%, 16% eram estabelecimentos comerciais e 48% eram empresas com operações físicas³.

Observamos excelentes exemplos, como o Pão de Açúcar, líder no segmento de supermercados no Brasil, onde a equipe nomeia “embaixadores” em cada unidade de negócio para identificar dores e criar uma estrutura para solucioná-las. O Magazine Luiza, grande varejista brasileiro, divide sua equipe de inovação em squads encabeçados por “líderes de projeto” que interagem regularmente com as unidades de negócio relevantes para cocriar soluções. Essas estratégias avançadas para integrar e incentivar a inovação em todos os níveis da companhia dão origem aos seus sucessores. Todas essas empresas estão lançando produtos para melhorar a vida das pessoas antes mesmo que elas percebam que precisam delas.

Mais parcerias com startups para atender as necessidades do consumidor
Parcerias e inovação caminham lado a lado e estão presentes nas empresas mais inovadoras da pesquisa. Embora alguns varejistas considerem um conflito de interesses trabalhar com um concorrente ou negócio não relacionado, nosso relatório descobriu que os estabelecimentos comerciais de sucesso estão abraçando colaborações que apoiam suas capacidades.

O varejista precisa de uma solução de entrega rápida para seus produtos? Ou quer facilitar ainda mais a retirada por drive-through? Uma parceria pode solucionar essas e outras necessidades que estão fora das áreas de expertise do varejista, como pagamentos, logística, fidelização, autenticação e onboarding, experiência do cliente no ponto de venda, e mais.

Por exemplo, um grande varejista brasileiro se uniu à Loggi, startup de entrega, para que os produtos chegassem mais rápido até seus clientes. A empresa também usa um processador de pagamentos que atua como subcredenciador para facilitar splits de pagamento em marketplaces.

Muitos varejistas estão fazendo parcerias com startups – aliás, as empresas mais maduras em termos de inovação chegam a alimentar uma mentalidade de startup, agindo como uma espécie de incubadora. A Ripley, uma grande varejista chilena, promove o Unicorn challenge, um evento onde startups competem para solucionar dores em áreas-chave do processo varejista.

Evolução rápida para atender as necessidades do mercado
Os últimos 12 meses certamente puseram à prova a habilidade dos varejistas de inovar e acelerar o time-to-market de novas provas de conceito. Como vimos durante os lockdowns, as empresas mais inovadoras agiram rapidamente para atender as necessidades dos consumidores em quarentena, transformando uma situação desoladora em oportunidade.

O estudo notou a emergência de versões nativas digitais de empresas tradicionais. Essas empresas, entre as quais marketplaces on-line e bancos exclusivamente digitais, executaram provas de conceito em 3,4 meses – 42% mais rápido do que a média – e estão 29% mais rápidas do que em 20184 .

Quando estudamos as empresas mais inovadoras, percebemos que estamos entrando em uma nova era, onde as fronteiras entre as empresas são indistintas, o que faz com que transações bancárias, pagamentos e comércio estejam disponíveis em todos os canais, o tempo todo – e, embora mais invisíveis, estão totalmente integradas na vida das pessoas.

As empresas mais inovadoras estão expandindo seu alcance até plataformas externas. A partir de agora, veremos menos empresas totalmente independentes, com limites claros.

Nesse contexto, os consumidores vão interagir com as empresas como se fossem plataformas, e não instituições.

Um grande exemplo é a Rappi, que começou como um app de entrega de comida, evoluiu para prestadora de serviços financeiros e se tornou um super app. Durante a pandemia, a empresa lançou um call center para que os consumidores de terceira idade aprendessem a usar a plataforma, pois não era seguro eles irem ao supermercado. Recentemente, a empresa lançou o cartão de crédito Visa Rappi, que pode ser solicitado e fica disponível digitalmente no aplicativo em apenas alguns minutos para compras, enquanto o cartão físico é entregue por um entregador da Rappi e ativado com um código QR5. Outro exemplo que vale a pena ser citado é o PagSeguro, que passou de habilitador de pagamento a banco digital e, recentemente, criou uma plataforma de entrega direta própria para pequenos restaurantes.

As lições ensinadas pelos varejistas líderes em inovação demonstram a rapidez e a eficácia da inovação e da evolução que está acontecendo na região LAC. Essas ações inovadoras estão provando que a operação de lojas físicas não precisa ser arcaica e lenta. Na verdade, estamos vendo mais varejistas abraçando uma cultura de experimentação, parceria e evolução – tudo para atender às necessidades dos consumidores. As empresas florescentes continuarão integrando novas tecnologias para acelerar suas operações, encantar o cliente e conquistar sua fidelidade no ambiente de amanhã.

¹ Inovação na América Latina: Lições das grandes inovadoras da região, página 39, setembro de 2020.
² http://www.linkedin.com/posts/vanesameyer_activity-6765372499124461568-vyAk
³ Inovação na América Latina: Lições das grandes inovadoras da região, página 17, setembro de 2020.
4Inovação na América Latina: Lições das grandes inovadoras da região, página 25, setembro de 2020.
5http://aw.visa.com/about-visa/newsroom/press-releases/rappi.html

Vendas presenciais no varejo crescem 66% no Dia das Mães segundo dados da Rede

Faturamento transacionado pela empresa de meios de pagamento do Itaú Unibanco apontou aumento de 57%, considerando a vendas realizadas em lojas físicas e online. Movimentação financeira no e-commerce registrou alta de 32%

Impulsionado pela pandemia, o comércio eletrônico não para de crescer. Segundo transações realizadas pela Rede, empresa de meios de pagamentos do Itaú Unibanco, o faturamento das vendas online no Dia das Mães (9) seguiu em alta, registrando aumento de 32%, em relação aos resultados apurados na celebração de 2020.

A grande surpresa, entretanto, veio do aumento de 66% na receita movimentada pelas compras presenciais de 2021, no último domingo (9), contra os dados do ano passado. Afinal, embora haja urgência na recuperação das perdas causadas pela covid-19, o vírus ainda está por toda a parte e a crise sanitária segue em curso.

Considerando todas as transações realizadas via Rede, incluindo o comércio presencial e online, o último Dia das Mães registrou um acréscimo de 57% ao faturamento dos varejistas, se comparado a 2020. Além dos itens de vestuário, que geraram incremento de 200% nas vendas, outros setores que se destacaram pelo bom desempenho relacionado à homenagem materna deste ano foram Beleza (+155%) e Restaurantes (+130%) — neste último, vale ressaltar que dados não incluem transações via aplicativos de delivery.

Segundo Rodrigo Carneiro, diretor da Rede, apesar da dificuldade imposta pelo contexto atual, há muitos varejistas criativos e resilientes que têm alcançado bons resultados nas vendas. “Nosso papel, neste momento, é disponibilizar as melhores alternativas para que esses parceiros possam vender mais, a partir das melhores experiências oferecidas aos respectivos clientes”, diz.

Link de Pagamento e Catálogo Digital Rede sem custos adicionais

Dentre as ofertas disponíveis para efetivar as transações comerciais, um dos destaques é o Link de Pagamento, modalidade que permite o envio de um endereço eletrônico de quitação ao cliente, via e-mail, SMS, redes sociais ou WhatsApp. Impulsionado pelo elevado aquecimento das vendas online, esse tipo de transação tem registrado crescimento médio mensal de 35%, ao longo de 2021. E, embora algumas empresas do setor cobrem pela emissão do link, na Rede, essas operações estão disponíveis sem custos adicionais, permitindo que os lojistas tenham uma alternativa a mais para realizarem as vendas de forma segura, com as mesmas taxas cobradas pelas transações presenciais. “Entendemos o momento difícil que o varejo está passando e precisamos apoiá-los nessa transição digital”, afirma Rodrigo Carneiro.

O executivo lembra ainda que a Rede acaba de lançar o Catálogo Digital, uma ferramenta de auxílio aos varejistas que ainda não têm um sistema próprio de e-commerce e desejam expandir a oferta de produtos e serviços nos mais diversos canais online. “Não há dúvidas de que o ambiente digital será adotado por estabelecimentos e consumidores de maneira permanente. E uma das grandes vantagens do novo Catálogo Digital Rede é a maneira simples e prática que permite ao nosso cliente organizar produtos para compartilhar com seus consumidores, em um clique. Ainda como forma de incentivar a transição digital neste momento, isentamos as taxas adicionais de comissionamento sobre as vendas, normalmente cobradas pelas plataformas de e-commerce e marketplaces convencionais”, completa Carneiro.

Como reforçar a segurança de casas inteligentes

Equipamentos que tornam as residências inteligentes têm se popularizado no Brasil nos últimos anos, com a chegada do Echo Dot (Amazon), Google Nest entre outros. Hoje, diversos dispositivos de uma residência são conectados à rede, como lâmpadas, geladeiras, câmeras de monitoramento, tomadas, babás eletrônicas e até aspiradores de pó, o que pode deixar as residências vulneráveis a ciberataques, assim como acontece com as empresas.

Alguns estudos apontam que até 2025 a expectativa é ter mais de 38 bilhões de dispositivos conectados à redes Wi-fi. “O fato de o trabalho home office ter crescido consideravelmente no último ano, fez com que mais aparelhos fossem conectados e, consequentemente, mais casas ficassem suscetíveis à invasões”, pontua Diogo Barroso Santos, CTO da Claranet Technology S/A .

Estes ataques são conhecidos como Ransomware of Things (RoT), em que o cibercriminoso assume o controle de todos os dispositivos, divulgando dados pessoais e imagens, além de impedir o acesso do usuário, até que ele pague resgate. Mas, segundo Diogo, existem maneiras simples de se proteger dos ataques. “Trocar imediatamente a senha padrão do dispositivo para uma senha mais forte e que não seja óbvia, como datas de aniversário e número de telefones, por exemplo. Assim como utilizar o duplo fator de autenticação (DFA) nos notebooks e celulares, que acessarão os dispositivos, além de manter os firmwares atualizados”, orienta.

Além disso, o executivo chama atenção para o controle rigoroso de tudo o que estiver conectado. “Não compartilhe a internet com amigos e vizinhos; se possível separe uma rede exclusiva para esse fim e planeje pacientemente quais permissões e aparelhos serão comandadas por estas centrais”, finaliza.

Startup Connectabil recebe R$750 mil de aporte de investimento anjo

Focada em contratação de profissionais contábeis e financeiros, a startup Connectabil conquistou seu primeiro aporte. O cheque de R$750mil vem pelo investimento anjo e é assinado pelos grupos Anjos do Brasil e 1289 CapitalA captação será direcionada ao aprimoramento da ferramenta através de inteligência artificial. 

“Esse é o primeiro investimento da Connectabil e estamos muito felizes. Com o aporte, a startup irá focar no aprimoramento da experiência dos candidatos na plataforma, através de inteligência artificial, e com isso acelerar o seu crescimento”, comenta Vitória Oliveira, fundadora da startup. 

Através da plataforma, as empresas conseguem contratar os serviços contábeis e financeiros de acordo com suas demandas de seleção. Por meio de cruzamento de dados e inteligência artificial, a Connectabil faz a seleção de profissionais e o fit com a vaga de maneira ágil e fácil. Em seus três anos de atuação, a Connectabil já intermediou mais de 2 mil contratações e é o primeiro banco de profissionais do setor no Brasil. Profissionais de todo Brasil podem se candidatar a essas vagas gratuitamente e o processo de seleção é totalmente online. 

Criada em 2018, a startup é o resultado de duas experiências anteriores de Vitória, que na época tinha apenas 24 anos, mas já havia vivido a realidade e as dores de recrutar dentro de uma consultoria e empresa contábil. A empreendedora começou sua carreira em consultoria de recursos humanos, onde a demanda pelas áreas de BackOffice financeiro chegava a representar quase 50% do faturamento da empresa. 

A ideia do negócio nasceu da necessidade da fundadora em sanar algumas das dores do setor que ela percebia pela sua experiência. Entre eles, o turnover alto, a procura por profissionais qualificados tecnicamente e afinados com a cultura da empresa e a necessidade de agilidade em repor um profissional dado os 120 prazos do calendário contábil. A tecnologia da Connectabil permite que o processo seletivo seja finalizado entre escritório e profissional em sete dias corridos, ou seja, sendo até dez vezes mais rápida do que outra ferramenta. 

“‘O sim muda tudo’ é o slogan interno da Connectabil, acreditamos que o SIM, é um superpoder e temos isso como nosso mantra, salvar pessoas através do SIM em suas carreiras.”, compartilha Vitória. 

Crescimento em escala, com tração de investimentoSegundo Vitória, a Connectabil tem como principal objetivo se tornar mais do que uma plataforma de recrutamento e seleção para contabilidade e finanças. A startup quer ser a chave para a dinamização do processo de recrutamento de pessoas dentro desse mercado e assim, ajudar os candidatos a encontrarem com mais facilidade suas oportunidades.   

“O investimento foi um sucesso porque a empresa estava no momento ideal, com um valor adequado e a empreendedora evidenciou paixão pelo negócio, com assertividade para realizar seus sonhos”, relata Fernando Nitz, investidor líder da startup. 

O impacto da indústria de mineração para o desenvolvimento econômico e tecnológico do Brasil

Por Daniel Petta, Gerente de Grandes Contas de Mineração e Siderurgia da Fluke do Brasil

A mineração se faz presente em terras brasileiras desde a época da colonização. Para ser mais preciso, a busca de metais valiosos e pedras preciosas teve início no século XVII, marcando as primeiras atividades socioeconômicas do setor de mineração no país. Com a exploração mineral o Brasil passou por sensíveis transformações econômicas, um novo polo econômico cresceu, principalmente no Sudeste.

Atualmente as empresas de extração de minérios contribuem muito para a geração de empregos diretos e indiretos, além de terem uma participação expressiva no recolhimento de tributos. De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego, o setor de extração mineral iniciou o segundo semestre de 2019 com 173.642 trabalhadores e finalizou com 175.942, gerando 2.300 novos postos de trabalho. Já em 2020, apenas na cidade de Parauapebas, no Pará, foram registradas quase 7.600 novas contratações e esse número vem aumentando em todas as regiões onde existem empresas de extração.

De acordo com o IBRAM – Instituto Brasileiro de Mineração –, o setor de mineração representa hoje 5% do PIB brasileiro. No balanço do setor no ano de 2020, divulgado pelo instituto recentemente, foram recolhidos R$ 66,2 bilhões em impostos, encargos e taxas para o setor público, além de R$ 6,08 bilhões da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM), o que resultou no total de impostos pagos da ordem de R$ 72,2 bilhões. Além disso, o setor faturou R$ 208,9 bilhões (excluindo-se petróleo e gás) em 2020, 36,2% a mais em relação a 2019.

Desenvolvimento do Brasil X Desenvolvimento da Indústria de Mineração

Com o avanço da mineração no Brasil, a tecnologia também desenvolveu-se e importantes invenções como a máquina à vapor, câmara de condensação, locomotiva, lâmpada de segurança e até mesmo a dinamite foram criadas para auxiliarem no trabalho realizado nas indústrias de mineração, otimizando os processos extrativos e logísticos. E até hoje essas evoluções tecnológicas ocorrem em torno das mineradoras.

De fato, o desenvolvimento da indústria de mineração trouxe e ainda traz inúmeros benefícios para o desenvolvimento do Brasil: geração de empregos, influência no PIB nacional, equilíbrio econômico, novas tecnologias industriais, entre outras vantagens.  Porém, todos esses benefícios e crescimento exigem um custo, o qual na maior parte das vezes é pago pelo meio ambiente.

A mineração, apesar de ser essencial para o desenvolvimento socioeconômico do país, apresenta grande potencial de impactos ambientais negativos quando realizada de maneira incorreta, seja na falta de planejamento ou na ausência de fiscalizaçãoDesde a época colonial há históricos da degradação da paisagem, do desmatamento, da poluição e contaminação dos recursos hídricos, da poluição ambiental, contaminação e compactação do solo, redução da biodiversidade, entre outros fatores que afetam diretamente o meio ambiente.

No entanto, atualmente o Brasil conta com diversos órgãos responsáveis por fiscalizar a atividade mineradora, bem como o cumprimento da legislação acerca da exploração dos recursos minerais, tais como o Ministério do Meio Ambiente(MMA), o Ministério de Minas e Energia(MME), o Serviço Geológico do Brasil, e o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis(Ibama).

O futuro do mercado de Mineração para a Fluke 

O mercado de mineração é um dos principais focos para a economia brasileira. Pelo fato de serem consumidores promissores, as mineradoras são consideradas um dos setores com o maior mix de produtos vendidos ao mercado. As diferentes áreas existentes dentro de uma planta de mineração e a troca de experiência com cada uma delas, faz com que seja possível identificar novas oportunidades de aplicação para produtos e contribui no desenvolvimento de novas ferramentas para o segmento, movimentando dessa maneira o mercado industrial brasileiro.

Apesar do cenário econômico negativo que o mundo enfrenta com a pandemia, a indústria brasileira de mineração cresceu em 2020 e a expectativa neste ano é que as empresas brasileiras continuem investindo no crescimento extrativo e nas importações, uma vez que o próprio governo está se empenhando para conceder novas liberações de exploração. Dessa maneira, a tendência é que a indústria de mineração cause a cada ano mais impacto positivo no mercado brasileiro, contribuindo com o desenvolvimento tecnológico e socioeconômico do país.

77% dos brasileiros testaram um novo meio de pagamento no último ano, indica Mastercard

Enquanto o mundo entrava em um lockdown pandêmico em 2020, consumidores mudaram seus hábitos de consumo aderiram às compras online e adotaram os pagamentos por aproximação. À medida que as lojas físicas fecharam e o distanciamento social se tornou necessário, comerciantes e varejistas em todo o mundo migraram seus negócios para a Internet, adotaram o e-commerce, explorando o potencial do comércio omnichannel. Mais de um ano depois, uma pesquisa da Mastercard mostra que a adoção de novas tecnologias de pagamento está aumentando em todo o mundo, e o apetite do consumidor por novas experiências digitais rápidas e flexíveis continua a crescer.

O estudo Mastercard New Payments Index, realizado em 18 mercados em todo o mundo, revelou que 77% dos entrevistados brasileiros testaram uma nova forma de pagar no último ano que não teriam testado se não fosse pelas imposições da pandemia. Além disso, 83% dos respondentes afirmaram estar mais abertos para novas formas de pagamento agora do que estavam a um ano.

Perguntados sobre suas compras nos últimos 12 meses, os consumidores brasileiros revelaram que este foi um período em que entraram em contato com novas formas de consumir. Mais de 30% realizaram compras online e retiraram seus pedidos pessoalmente (pick-up) pela primeira vez, enquanto 29% testaram comprar algo via aplicativos de redes sociais (como Instagram ou Facebook).

Além disso, hábitos digitais que já estavam inseridos na rotina dos consumidores foram impulsionados nos últimos 12 meses. Cerca de 60% dos entrevistados revelaram que estão usando com mais frequência aplicativos de delivery de comida, enquanto 59% estão comprando mais por meio de marketplaces online e 57% realizaram mais compras em lojas online no último ano.

Por outro lado, as compras presenciais e os pagamentos em dinheiro foram colocados em segundo plano. No último ano, 66% dos respondentes disseram ter realizado menos alguns tipos de compras presenciais, enquanto mais da metade (51%) dos entrevistados revelou estar realizando menos pagamentos em dinheiro. Os consumidores também revelaram que, em 2020, passaram a comprar mais em lojas que oferecem múltiplas formas de pagar.
Um ano após o início da pandemia da COVID-19, a tecnologia de pagamentos por aproximação está mostrando seu poder de permanência e dinamismo – somente no primeiro trimestre de 2021, a Mastercard viu 1 bilhão de transações por aproximação a mais em todo o mundo em comparação com o mesmo período de 2020, com um maior impulso particularmente em mercados emergentes para este método como os EUA e o Brasil.

Quando o mundo entrou em lockdown, a tecnologia de pagamentos por aproximação foi o catalisador digital para explorar novas opções de pagamento, devido à sua experiência rápida, segura e sem toque. Daqueles que já realizavam pagamentos por aproximação, 60% disseram ter utilizado esse método com mais frequência no último ano, enquanto entre os usavam QRcodes, 51% afirmaram que os utilizaram com mais frequência

Quando questionados sobre motivos que os levariam a testar novos métodos de pagamento, os consumidores brasileiros destacaram que ganho de tempo (58%) e evitar o uso do dinheiro (55%) são os aspectos mais importantes.

“Em 2020, o mundo mudou. A pandemia do novo coronavírus acelerou as mudanças de hábitos de pagamento no Brasil e no mundo. A transformação digital tornou-se um imperativo e isso acelerou as exigências da sociedade. Hoje, para oferecer a escolha e a flexibilidade que os consumidores precisam – e esperam – os comerciantes e varejistas precisam oferecer uma ampla gama de soluções de pagamento que sejam simples, rápidas e seguras. Conforme olhamos para o futuro, precisamos continuar a habilitar todas as opções, tanto na loja física quanto online, para fazer com que a economia digital funcione para todos”, afirma Estanislau Bassols, Gerente Geral da Mastercard.

Metodologia da Pesquisa:
O estudo foi realizado por Harris Polling e Mastercard Global Foresights, Insights and Analytics, entre os dias 26 de fevereiro e 10 de março de 2021. Foram realizadas entrevistas online com 15.569 consumidores em 18 países em quatro regiões do mundo, sendo 1.002 entrevistados no Brasil. A amostra foi nacionalmente representativa.

Bancos digitais apresentam saltos exponenciais no total de visitas no Brasil

A Comscore acaba de divulgar uma análise sobre o cenário da digitalização bancária na América Latina em 2020. No relatório “Estado do banco digital da América Latina”, a empresa identificou que as tendências financeiras que ganharam força por causa da pandemia e das restrições à mobilidade parecem estar se consolidando em toda a região.  Além disso, os conteúdos financeiros se multiplicaram nas redes sociais e os aplicativos de bancos emergentes e tradicionais também ganharam espaço entre os consumidores.

As informações, apuradas com base em pesquisas proprietárias e métricas independentes, apontam que a pandemia acelerou e impulsionou iniciativas de pagamentos e carteiras digitais. Assim, diferentes entidades precisaram oferecer alternativas simples, claras e eficazes para um consumidor ávido por soluções financeiras. Nos primeiros meses de 2020, os bancos digitais experimentaram saltos exponenciais no total de visitas, chegando a quase 200% no Brasil, em abril, e perto de 100% na Argentina, em julho, respectivamente.

Algo semelhante aconteceu com as notícias financeiras, que atingiram o pico de acessos em março de 2020 e se estabilizaram em níveis mais elevados do que os registrados anteriormente em quase todos os países da região. O interesse por assuntos econômicos na América Latina também se refletiu nas redes sociais: a categoria de finanças apresentou um crescimento de interações de 128% no Instagram, 77% no Twitter e 34% no Facebook na comparação entre março de 2019 e março de 2020.

Fintechs x bancos tradicionais

O surgimento de empresas fintechs – e a “batalha” contra os bancos tradicionais – fez parte da conversa nas redes sociais. No Brasil, na comparação entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021 de audiência multiplataforma, é notável a ascensão das fintechs: PagSeguro cresceu 750% em alcance e o Nubank 63%. Apesar disso, bancos tradicionais, como Itaú, Bradesco e Santander, ainda se mantêm entre as maiores audiências entre as plataformas.

No mesmo período, na Argentina, a audiência multiplataforma do Brubank aumentou 214%, do Mercado Pago, 176%, e do Ualá, 72%. Já no México, bancos como Citibanamex, Santander e Scotiabank cresceram seu alcance acima de 5%. Paralelamente, a Konfio obteve um aumento de 6% e a Kueski, de 3%.

Aplicativos mobile

O mercado conquistado pelos aplicativos de serviços financeiros é outra métrica que mostra o impacto da pandemia no comportamento do usuário. O país em que isso mais se notou foi a Argentina, com inscrições que dobraram o número de visitantes únicos, como Mercado Pago, Santander Río, Galiza ou Nación. No México, houve um salto geral em quase todos os aplicativos dos diferentes bancos; entre os mais utilizados estão: BBVA México (Bancomer Móvil), Banco Azteca, Citi Banamex Móvil, Mercado Pago e Banorte Móvil. No Brasil, os apps de maior alcance são o da Caixa e do Nubank, enquanto isso, o do PicPay foi o que mais cresceu em número de visitantes no último ano.

Tendências e alcance nas redes

Em relação ao desempenho das audiências das subcategorias relacionadas a serviços financeiros, uma das curvas com maior volatilidade nas redes latino-americanas foi a de investimento, que teve um pico elevado de acesso dos usuários em maio e abril de 2020 e sofreu uma queda acentuada que só se recuperou no final do ano. Comportamento semelhante foi experimentado pela categoria de bancos em relação ao total de visitas.

Contudo, além dessas duas tendências observadas na região, os comportamentos dos usuários foram diferentes em cada país. A categoria de investimentos foi a que mais caiu no Brasil, Argentina e México, e a que mais cresceu no Chile, Colômbia e Peru. As três maiores economias da região apresentaram comportamentos distintos em relação aos temas de mais alcance: enquanto na Argentina a categoria que mais cresceu foi a bancária (37%); no Brasil, quem mais cresceu foram os serviços financeiros e consultoria (53%). Por sua vez, o México experimentou um declínio na maioria das categorias.

Digital de tudo

O que fica claro na análise da Comscore é que a versão digital dos bancos está consolidada em um nível geral em toda a região. No Brasil, o alcance dos sites bancários chega a 73%, no Chile a 66% e na Argentina a 61%. Além disso, nenhum dos outros países pesquisados fica abaixo de 40%: na Colômbia chega a 46%, no México a 45%, e no Peru a 43%

Em solo brasileiro, as propriedades do PagSeguro, PicPay e da Caixa também tiveram saltos em audiência entre janeiro de 2020 e janeiro de 2021. O site do Pagseguro viu o total de visitantes únicos crescer em mais de 216% nos intervalos de um ano, no PicPay, esse número chegou a aumentar mais de 80% e, no portal da Caixa, atingiu uma alta de mais de 24%.

Em relação a maneira como os usuários se conectam aos bancos, o uso de dispositivos móveis (smartphones e tablets) é a grande tendência. Os números mostram que em termos percentuais o mobile já é a forma mais utilizada para se conectar aos bancos digitais na Argentina, México e Brasil. Apesar disso, os dispositivos desktop (computadores) ainda são os que concentram mais tempo de uso na medição em média de minutos gastos por visitante.  

Eduardo Carneiro, diretor geral da Comscore, relata que o estudo deixa claro que um ano após o início da pandemia, o alcance das ferramentas de bancos digitais está aumentando em toda a América Latina. “Os usuários buscam por ferramentas que facilitem o seu dia-a-dia e as instituições devem estar preparadas para essa revolução digital que cresce exponencialmente. Além disso, as questões financeiras se multiplicam nas redes sociais, que se tornam um reforço importante para o fortalecimento de marca e relacionamento com o consumidor. Aqueles que não se adequarem ao digital, perderão espaço no mercado”, afirma o executivo.

Compliance: como adequar a estrutura de TI em relação às boas normas corporativas?

Por Otto Pohlmann, CEO da Centric Solutions

Em um cenário de intensa competitividade econômica em todo o mundo, respeitar as regras e leis existentes é mais do que uma obrigação legal. Atualmente, é questão altamente estratégica para qualquer empresa. Adequar a estrutura e todos os processos em relação às boas práticas do seu mercado de atuação permite novas oportunidades de negócios, imagem positiva perante os stakeholders e capacidade de estar atualizado com as tendências da área. Trata-se de uma situação que exige planejamento e cuidado, principalmente em soluções tecnológicas. Afinal, é preciso garantir que cada recurso de TI existente na organização também esteja em conformidade com entidades nacionais e internacionais.  

É inegável que o compliance é um dos principais desafios do ambiente corporativo antes mesmo da pandemia de covid-19. O avanço do novo coronavírus, entretanto, acelerou a transformação digital e colocou o conceito como prioritário no planejamento das organizações. A última edição da pesquisa Maturidade do Compliance no Brasil, realizada pela consultoria KPMG em 2019, mostra essa preocupação cada vez maior. Se em 2015 quase um terço das organizações (30%) não contavam com um comitê de ética e compliance, esse indicador caiu para 17% em 2019. Entretanto, praticamente dois terços (63%) delas não conhecem e não aproveitam a tecnologia para apoiar iniciativas desse tipo.  

Esse cenário precisa mudar para que as empresas adotem, de fato, técnicas de conformidade em sua gestão. O motivo para isso é bem simples: a maioria dos processos e das tarefas realizadas pelas empresas dependem de soluções de TI. Não importa o porte, o segmento e até a quantidade de sistemas que as utilizam no dia a dia, o respeito às regras e normas vai esbarrar, em algum momento, nessas ferramentas. Dessa forma, torna-se imprescindível que organizações criem políticas de compliance alinhadas à equipe de tecnologia e, principalmente, identifiquem softwares que também usem esse conceito em sua estrutura e operação.  

Para realizar esse movimento, dois passos são fundamentais. O primeiro deles diz respeito ao monitoramento e à análise de todo o ativo de TI em seu ambiente corporativo. Em outras palavras: é preciso ter um olhar geral e completo sobre tudo o que a tecnologia engloba e resolve em seus processos internos. Trata-se de uma prática vital para qualquer estratégia de compliance, uma vez que ajuda os diretores e gestores a controlarem a infraestrutura e embasa a tomada de decisão assertiva. Para isso, é necessário contar com os melhores recursos que auditam os processos e oferecem relatórios completos aos profissionais. Assim, é possível visualizar os dispositivos e auditá-los de acordo com regras e filtros específicos.  

Uma vez que as corporações possuem soluções adequadas para o monitoramento completo de sua infraestrutura tecnológica, é preciso dar um passo adiante. Isto é, transformar o passo anterior de análise em rotina comum a todos os profissionais de TI, possibilitando a criação de uma cultura organizacional orientada ao compliance. Não adianta ter as melhores soluções tecnológicas para acompanhamento e adequação de boas práticas se, no fundo, é mero discurso de marketing em vez de preocupação legítima de respeito às regras e leis. Somente quando se uma cria uma política clara de governança de TI é possível reduzir eventuais riscos e problemas que eventualmente aparecem na infraestrutura tecnológica. Quando todos os colaboradores assimilam a importância de se atualizarem e conhecerem as normas que regem suas áreas, fica mais fácil identificar erros e, evidentemente, corrigi-los a tempo.  

Há alguns anos, poucas empresas demonstravam respeito e conhecimento das regras de seu setor. Felizmente, o ambiente corporativo melhorou muito ao longo das últimas décadas – impulsionado justamente pela evolução tecnológica. Hoje, estar em conformidade com boas práticas não é mais escolha dos gestores, tampouco trata-se de assunto secundário na estratégia do negócio. Hoje, não faltam informações e ferramentas disponíveis para adotar o compliance no dia a dia, principalmente quando se incorpora essa visão em todas as soluções de TI que a organização utiliza. 

Méliuz anuncia a compra da plataforma Promobit

O Méliuz, empresa de tecnologia que oferece soluções digitais para conectar marcas e consumidores por meio do seu marketplace e da oferta de serviços financeiros, anunciou mais uma aquisição – a terceira desde o IPO: a compra de 100% do site Promobit, a maior empresa de social-commerce do Brasil.

A transação financeira, referente a 100% do capital social total e votante, foi concluída por uma parcela inicial de R$13 milhões, sujeita a ajustes usuais em operações desta natureza. Adicionalmente, os vendedores terão direito a receber eventual Earnout, custo adicional que dependerá do atingimento de determinadas metas financeiras apuradas pela Promobit.

Fundado em 2013, o Promobit promove a troca de informações e opiniões sobre produtos e promoções, entre seus usuários. Por meio de site, aplicativo e extensão para navegador, em 2020, a plataforma ultrapassou a marca de 1 milhão de membros cadastrados. O Social-commerce, modalidade que o Promobit se encaixa, é uma tendência mundial, tendo como seu maior expoente o aplicativo chinês Pinduoduo.

Em relação aos principais números operacionais, em 2020, o Promobit obteve uma receita líquida de R$ 5,2 milhões e originou um GMV total de R$ 160 milhões, com um CAGR (Compound Annual Growth Rate ou taxa de crescimento anual composta) superior a 40% entre 2018 e 2020. Possui um tráfego majoritariamente direto e de alta qualidade e, nos últimos seis meses (Nov 20 – Abr 21), teve um total de 63 milhões de visitas, uma média de 10,4 milhões de visitas por mês.

A aquisição amplia a capacidade do Méliuz de se posicionar e se fazer presente em mais etapas do funil de tomada de decisão do consumidor, além de ser uma importante fonte de tráfego qualificado e a baixo custo, minimizando os gastos da companhia com a aquisição de novos usuários.

Outro importante ganho com a aquisição é a qualidade do time. Atualmente, o Promobit possui 40 colaboradores – sendo 40% deles da área de tecnologia.

“Esta aquisição faz parte do nosso objetivo de aumentar nossos pontos de contato com os usuários ao longo da jornada de compra, transformando o tráfego qualificado do Promobit em clientes de verdade, que é o que a gente vem fazendo com o Méliuz desde 2011. Além disso, o Promobit é um site que possui na sua essência o nosso espírito de ganha-ganha-ganha. Nos unirmos a eles só reforça nossa busca por soluções que contribuam para que usuários e parceiros possam ganhar mais”, explica Israel Salmen, CEO do Méliuz.

Durante os primeiros anos, as empresas seguirão operando com as marcas individualmente.