Page

Author admin

Samsung inicia parceria com SENAI-SP e abre inscrições para curso gratuito de codificação e programação para jovens

Jovens de São Paulo passam a contar com uma oportunidade de capacitação em tecnologia. A Samsung inicia parceria com o SENAI-SP e, por meio do Samsung Innovation Campus (SIC), programa global da companhia que proporciona e estimula habilidades e competências relacionadas a tecnologia e educação, oferece gratuitamente o Curso de Codificação e Programação. As inscrições vão até 6 de junho e podem ser feitas pelo site da Escola Senai Anchieta.

São 50 vagas destinadas a estudantes de 15 a 24 anos que moram na Grande São Paulo, estejam cursando o Ensino Médio técnico ou regular de escolas públicas e possuam computador, notebook, tablet ou celular e conexão à Internet. As aulas serão híbridas, ocorrendo tanto no formato online, no site do Samsung Innovation Campus, quanto presencialmente na Escola Senai Anchieta (que fica na Rua Gandavo, 550, na Vila Mariana, em São Paulo-SP), aproveitando as ferramentas oferecidas pelos laboratórios e seguindo todos os cuidados sanitários necessários para cumprimento das normas de distanciamento social, como espaçamento entre alunos e professores, produtos de desinfecção à disposição e a utilização obrigatória de equipamentos de proteção individual.

Não é necessário ter conhecimento prévio em tecnologia de informação e informática. Após a inscrição, serão enviados para o candidato, por e-mail, um questionário eletrônico, com perguntas de caráter eliminatório para quem não se enquadrar nos pré-requisitos, e uma proposta de redação, que será avaliada por professores do SENAI-SP para definir os escolhidos. A seleção também levará em conta a disponibilidade dos alunos em participar do curso durante cinco meses (entre junho e outubro), com dedicação estimada de 10 horas semanais.

No início de junho, serão anunciados os escolhidos. As aulas começam em 21 de junho e, até outubro, serão abordadas linguagens de programação Scratch e C, da ferramenta educacional Rurple/Python, da plataforma Arduino e conceitos básicos de solução de problemas com algoritmos (confira a grade de cursos abaixo), com orientação e acompanhamento do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC), que é dirigido por professores da Universidade de São Paulo (USP).

“O Samsung Innovation Campus promove a visão global de responsabilidade social da Samsung: Together for Tomorrow! Enabling People. Está no nosso DNA criar oportunidades e apresentar ferramentas de transformação social. Estamos muito felizes de anunciar a parceria com o SENAI, para oferecermos o Curso de Codificação e Programação e proporcionar novas possibilidades com uma formação qualificada de jovens para inserção no mercado de trabalho. Assim, a Samsung reforça o compromisso em atuar no ecossistema de inovação e tecnologia, detectando e indicando as novas tendências”, afirma Isabel Costa, Gerente de Cidadania Corporativa da Samsung Brasil.

O Samsung Innovation Campus é uma iniciativa global da Samsung que leva experiências a mais de 110 mil pessoas em 30 países e está no Brasil desde o ano passado. Além do Curso de Codificação e Programação (também denominado no programa como Coding and Programming, em inglês), é possível encontrar no site do SIC no Brasil – http://sicbrasil.org.br/ – módulos gratuitos e online para estudantes e professores do Ensino Fundamental, Médio e Técnico que estejam interessados em capacitação em Internet das Coisas (ou IoT, sigla do termo em inglês “Internet of Things”), com inscrições abertas a partir de 1 de junho.

SAMSUNG INNOVATION CAMPUS – CURSO DE CODIFICAÇÃO E PROGRAMAÇÃO

Inscrições: até 6 de junho pelo site da Escola Senai Anchieta.
Quem pode se inscrever: Estudantes de 15 a 24 anos que moram na região da Grande São Paulo e que estejam cursando Ensino Médio técnico ou regular em escolas públicas.
Investimento: Gratuito
Formato: Online, no site do Samsung Innovation Campus , e presencial na Escola Senai Anchieta (Rua Gandavo, 550 – Vila Mariana – São Paulo/SP)
Vagas: 50
Anúncio dos escolhidos: 14 de junho de 2021
Início das aulas: 21 de junho de 2021
Término das aulas: Outubro de 2021
Duração do curso: 5 meses
Dedicação estimada: 10h por semana
Grade de cursos:

1) Scratch – Princípios Fundamentais – Criatividade, Expressividade, Lógica Básica – Aplicação de programação em vários contextos

2) Rurple – Desenvolvimento de habilidades de solução de problemas em condições limitadas

3) Linguagem C – Pensamento Estrutural – Princípios de Computação – Algoritmos

4) Arduíno – Aumento da capacidade de solução de problemas com uso de programação e componentes eletrônicos

5) Conceitos básicos de Solução de Problemas com Algoritmos

MAPFRE abre inscrições para programa de inovação aberta

Realizada em parceria com a aceleradora Worth a Million, ação selecionará startups que possam solucionar desafios internos da companhia

A MAPFRE abriu inscrições para a segunda edição de seu programa de inovação aberta. Elaborado juntamente com a aceleradora de inovação corporativa e impacto socioambiental Worth a Million – WaM, a iniciativa tem como objetivo selecionar startups que possuam projetos de rápida implementação e possam resolver os seguintes desafios dentro da companhia: a otimização do relacionamento com clientes e distribuidores, a personalização da oferta baseada em dados e a eficiência operacional.

“Quando falamos de inovação, no geral, as pessoas associam somente à tecnologia, mas podemos inovar em relacionamento com cliente, produtos e processos também. Com estes desafios, a MAPFRE vem continuamente estimulando seus líderes e colaboradores a pensarem diferente, e estão seguindo uma tendência forte de personalização de serviços”, explica Valéria Barros, CEO da WaM.

Os três desafios desta edição – otimização do relacionamento com clientes e distribuidores; efetividade na conversão de vendas por meio da personalização da oferta baseada em dados e  eficiência operacional – foram resultado de um mapeamento de desafios feito pela WaM na companhia, no qual surgiram pontos a serem trabalhados por meio da inovação.

“O primeiro passo foi levantar e saturar informações com os responsáveis por conduzir a estratégia da organização, uma vez que possuem a visão de quais são os desafios e oportunidades que a MAPFRE e suas respectivas áreas possuem. A área de Inovação foi responsável por estruturar entrevistas com os executivos-chave, captando a percepção de cada um. Ao final, temos os desafios mapeados, priorizados e alinhados à estratégia da companhia, o que potencializa ainda mais a possibilidade nesta busca por startups”, afirma Flavia Varga, head de Inovação da MAPFRE Brasil.

O primeiro tema tem como objetivo tornar a jornada do seguro ainda mais amigável, por meio da disponibilização de diferentes canais para que cliente e distribuidor possam escolher aquele que melhor se ajuste à sua necessidade. Já o segundo visa ampliar a conversão de vendas utilizando ofertas personalizadas, com base na inteligência de dados, para que o produto seja customizado ao cliente. Por fim, o terceiro pretende otimizar a eficiência operacional da companhia, com a adoção de novas tecnologias que possam contribuir com a gestão de recursos, técnica e de riscos de toda a jornada de seguros.

“Um dos principais desafios do mercado de seguros tem sido a melhoria da qualidade analítica dos dados e o uso deles para aprimorar as experiências com clientes. Embora isto não seja algo inédito no setor, fazê-lo de modo proveitoso e de forma consistente figura como desafio para muitos. A MAPFRE tem focado esforços de inovação nesta direção”, conclui Valéria.

Para participar do MAPFRE OPEN INNOVATION (MOI), as startups interessadas devem se cadastrar no site oficial: https://moibr.mapfre.com.br/. Além da implementação das soluções dentro da MAPFRE Brasil, há a possibilidade das startups selecionadas serem contratadas para aplicarem suas ideias em qualquer país onde a MAPFRE opera.

Voltz, líder em motocicletas elétricas, recebe aporte de R$ 100 milhões da Creditas e do Grupo Ultra

A Voltz, empresa de tecnologia que atua no ecossistema de mobilidade elétrica, anuncia o recebimento de um aporte de R﹩ 100 milhões. A rodada de investimento foi liderada pela Creditas e contou também com a participação do UVC Investimentos, fundo de Venture Capital do Grupo Ultra, companhia multinegócios responsável por empresas como Ipiranga, Ultragaz e Extrafarma, entre outras.

“Com o aporte, podemos executar planos essenciais para alavancar o crescimento da Voltz, como melhorar nossa cadeia de suprimentos com o início da produção em larga escala no Brasil, inauguração de lojas-conceito em diversas localizações estratégicas, lançamentos de novos modelos e projetos de conectividade que redefinirá a mobilidade duas rodas”, conta Renato Villar, fundador da empresa

O investimento de 100 milhões tem grande participação da Creditas, com R﹩ 95 milhões. “O papel do crédito na venda de veículos, principalmente motocicletas, é importante no Brasil, e, por isso, iremos atuar também nessa demanda junto com a Voltz”, explica Sergio Furio, fundador e CEO da Creditas.

O investimento do UVC, de 5 milhões, é uma aposta em startup promissora, com um produto que gera menor impacto no meio ambiente. O investimento possibilita parcerias também com os negócios do grupo, como showrooms pop-up e estações de troca de bateria nos postos Ipiranga.

Desde que trouxe ao mercado o modelo EV1, primeira scooter elétrica concebida no país, em novembro de 2019, a Voltz vem se consolidando como referência nacional em seu segmento. A empresa já vendeu mais de 4.000 veículos no Brasil, entre diferentes modelos da scooter EV1 e a moto EVS. Para 2021, o objetivo da companhia é multiplicar cinco vezes sua receita operacional.

Inspirada na americana Tesla, a Voltz entende que a mobilidade elétrica é a próxima grande revolução no transporte. “O futuro da mobilidade está em transportes mais inteligentes, conectados e, obviamente, seguindo a tendência mundial, que não produzem poluentes. O consumidor de hoje exige a experiência completa, e a Voltz está empenhada em entregar. Acreditamos que a empresa está abrindo o caminho para o futuro das duas rodas no Brasil” prevê Sergio Furio, fundador e CEO da Creditas. “O investimento na Voltz é nossa maior aposta até o momento e confirma nossa tese que a inovação em serviços financeiros precisa estar intimamente ligada com a inovação tecnológica e a migração de motores de combustão para elétricos. O Renato é um empreendedor fora de série e o parceiro perfeito para reinventar o mercado de duas rodas”

Um exemplo das inovações da Voltz é o sistema de rastreamento em tempo real dos seus veículos, que consegue identificar roubos ou até mesmo se o piloto se envolveu em algum acidente e precisa de atendimento. “Por serem amigáveis ao meio-ambiente, cada vez mais os elétricos têm sido procurados. Além disso, queremos nos diferenciar no mercado de duas rodas a partir da incorporação de tecnologias inteligentes nos nossos produtos”, comenta Villar.

E os planos da Voltz para ganhar mercado não param por aí. Além do seu público cativo, que utiliza o transporte para uso pessoal, a empresa observou no crescimento do delivery uma oportunidade para ampliar seus negócios e planeja entrar no segmento por meio de uma versão de trabalho do seu modelo EVS WORK, que deve chegar ao mercado até setembro. O modelo é preparado para o uso profissional e oferece a autonomia necessária para que os trabalhadores consigam realizar suas entregas.

Produção de veículos

Com o aporte, a Voltz vai direcionar recursos para a instalação de uma fábrica no Polo Industrial de Manaus (PIM). “A operação em Manaus deve começar neste ano e concentrará toda a produção e montagem das motos elétricas. A Voltz planeja realizar um investimento inicial de mais de R﹩ 10 milhões e a capacidade anual de partida de produção da fábrica será de aproximadamente 15 mil veículos/mês. Esperamos que 500 empregos serão gerados com a iniciativa.” diz Sergio Furio, CEO da Creditas.

“A instalação da fábrica reafirma nosso objetivo de criar uma empresa com produção completamente brasileira e vai trazer mais agilidade para a logística. Por lá, vamos fabricar uma série de peças, como pedais, retrovisores, pastilhas, discos de freios, entre outros”, comenta Villar.

Modelo de negócio e produtos

Atualmente, a Voltz conta com lojas conceito em Recife, cidade em que foi fundada, e em São Paulo e mais de 30 showrooms distribuídos pelo país. Nestes locais, os clientes podem testar seus produtos e conhecer sobre os veículos elétricos.

As vendas da Voltz são feitas exclusivamente por canais digitais, em que o consumidor seleciona o produto que deseja, com as configurações que precisa e efetua o pagamento. Depois, basta esperar que o produto seja entregue na porta de sua casa. A operação é inédita para uma empresa nacional de duas rodas.

Todos os veículos podem ser equipados com até duas baterias para aumentar a autonomia. Em seu “cardápio”, a Voltz conta com a scooter EV1, nos modelos básico e Sport, que possui mais autonomia e velocidade, e a moto inteligente EVS, projetada para aguentar o trânsito intenso e grandes distâncias.

“A EVS pode ser totalmente controlada por aplicativo de celular, além de possuir um smart controller programado para enviar dados para a nuvem da Voltz. O veículo é a nossa grande aposta para a mobilidade do futuro. Queremos transformar o mercado de duas rodas a partir de inovações tecnológicas em nossos produtos”, diz Villar.

Em sua configuração mais potente, a scooter EV1 alcança 180 km de autonomia e 75km/h de velocidade máxima. Já a EVS chega até 120 km/h em seu pico de velocidade e também possui 180 km de autonomia. As baterias dos veículos da Voltz são portáteis e podem ser carregadas em qualquer tomada. A carga completa de uma bateria costuma levar até 5 horas.

A jornada para a nuvem

Por Diego Santos, gerente de tecnologia e inovação da Nextios,

A computação em nuvem (cloud computing) pode trazer vários benefícios para as empresas. Com ela seu negócio torna-se mais escalável, competitivo, podendo atender clientes de qualquer lugar do mundo sem perder a qualidade do produto ou serviço entregue. Com estas afirmações é fácil pensar: “Que ótimo! Então vou achar uma empresa que forneça esse serviço no mercado e ‘fazer’ a migração”. Calma. Para uma jornada para a nuvem tranquila e eficiente, que faça sentido à sua companhia, é necessário planejamento.

Migrar uma infraestrutura de negócios para a nuvem, seja ela pública, privada e/ou híbrida, exige muita seriedade e todos os profissionais envolvidos no projeto devem fazer parte do planejamento e execução. O processo deve ser iniciado com uma rigorosa análise 360° do seu negócio e do que irá para a nuvem: saber os níveis de segurança, sistemas operacionais utilizados, tamanho dos dados, business continuity etc. Assim é possível realizar a mudança com a capacidade correta, sem mais nem menos, o que mantém o projeto o mais econômico possível, sempre pensando na necessidade/custo.

Para esta análise, usamos a metodologia dos sete ‘R’s, que consiste em sete possíveis maneiras de levar o seu workload para a nuvem. São elas o Rehost, que é a realocação de uma estrutura existente para a nuvem sem realizar nenhuma mudança; o Retire, que é aposentar um workload que já não é mais necessário; o Retain, onde os aplicativos ficam em seu ambiente de origem por não fazerem sentido na migração (ou porque a empresa quer deixar essa migração, talvez muito custosa, para outro momento); o Replatform, que é migrar para a nuvem uma aplicação com otimizações para aproveitar todas as vantagens do cloud; Refactor, que é o mesmo do anterior, só com maiores modificações na arquitetura do workloadRepurchase, onde você compra uma aplicação mais aderente ao momento do seu negócio de um terceiro e, finalmente, Relocate, que é a movimentação completa da máquina virtual para a nuvem.

Além disso, é importante organizar a migração para nuvem em etapas, dessa forma você elimina a necessidade de interrupções no negócio durante todo o processo. E, mesmo que seja necessário paralisar as operações, isso deve ser rápido e afetar apenas um ou alguns poucos setores da empresa – todas essas ações serão acompanhadas por um time específico.

Então, mova uma área do negócio de cada vez. Sempre que finalizar uma etapa, certifique-se de que tudo correu bem e que o processo esteja realmente finalizado para começar a próxima etapa no tempo certo. Se for possível, antes de avançar, teste e avalie a etapa de migração concluída.

Com a migração bem feita a empresa reduz custos, consegue melhorar a experiência para o usuário final, com mais velocidade na liberação de serviços e pode usufruir de um produto mais maleável, com possibilidade de ampliação ou redução da sua operação com maior facilidade. A sua equipe de TI também terá mais tempo para focar no seu negócio, ao invés de pensar em backups, refrigeração do servidor ou simples questões de trocas de senhas.

E a dúvida que fica: vale a pena todo esse planejamento para realizar a migração? A resposta é sim. Afinal, para aumentar a competitividade do seu negócio, você deve pensar na tecnologia como meio, e não fim.

Futuro dos Correios depende de investimentos privados

Constante declínio do volume de correspondências e crescimento do e-commerce ampliam necessidade de modernização e ganho de eficiência em um mercado altamente competitivo

Com o objetivo de preparar o setor postal para um cenário de intensa transformação e inovação, a Fase 1 dos estudos de desestatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) promoveu um profundo diagnóstico do mercado global, com análises em mais de 19 países. Iniciado em agosto de 2020 pelo Consórcio Postar, formado pela consultoria Accenture e pelo escritório Machado, Meyer, Sendacz, Opice e Falcão Advogados, o estudo busca alternativas para destravar a geração de valor no setor postal brasileiro sob a coordenação do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Social).

A Fase 1 concluiu que a rápida digitalização das relações sociais e de consumo impulsionam mudanças significativas nos serviços postais, em que sairão vencedoras as empresas que conseguirem responder rapidamente aos novos hábitos da população. Para reposicionar os Correios no mercado, os estudos indicam a necessidade de investir, em média, R﹩ 2 bilhões por ano na próxima década. Isso representa um significativo aumento do atual patamar de investimentos, de R﹩ 300 milhões ao ano, e inviabiliza a continuidade do modelo atual, ainda mais em um cenário de pressão fiscal, consequência de diversos fatores como a pandemia da Covid-19.

O diagnóstico do setor postal internacional e brasileiro buscou compreender a atual dinâmica de mercado, identificar tendências e oportunidades para a ECT se posicionar e crescer em um cenário de muita competitividade.

Impactos do e-commerce

A principal tendência detectada nesta primeira fase aponta o contínuo crescimento global do segmento de encomendas – média de 54% entre 2014 e 2019 -, movido pela digitalização da economia e pela demanda do e-commerce. Em contrapartida, a queda no volume de correspondências variou de 9% a 37% no mesmo período em operadores de países como Estados Unidos, Alemanha e Austrália.

O setor postal brasileiro acompanha esse cenário, com 15% de alta no faturamento com encomendas entre 2015 e 2019 – a ECT apenas 12%. No entanto, o impacto para os Correios é alarmante, tendo em vista que a estatal detém o monopólio apenas em correspondências, em forte declínio, com queda de 28% no mesmo período. Quando analisados os últimos cinco anos, a queda no Brasil chega a 40%, a maior redução comparada com os outros países contemplados no estudo. Na Dinamarca, considerado o país mais digitalizado do mundo, a Postnord já teve seu volume de correspondências reduzido em cerca de 90%.

Com o fim da comunicação impressa, o serviço postal deixa a natureza pública social e ganha cada vez mais espaço na economia, onde a eficiência e a qualidade das operações privadas são diferenciais. Os Correios precisam de investimento privado para sobreviver em um mercado altamente competitivo e atender as demandas do deste cenário.

Setor postal é reflexo dos novos hábitos de consumo

O desejo do consumidor de ter a mesma experiência da loja física em casa, ou seja, comprar e receber sem pagar frete e poder devolver um produto com facilidade cresce diariamente. Por isso, as preferências nas compras on-line giram em torno, principalmente, de velocidade na entrega, transparência, custo, conveniência e flexibilidade. Com as compras on-line se tornando rotineiras, inclusive com itens de mercearia, os serviços de entrega rápida (same day express) são opções estabelecidas e fazem parte da expectativa dos consumidores. As restrições causadas pelo Covid-19 também colaboram para que mais pessoas passem a comprar a partir de suas casas e o estudo indica um crescimento de 160% nas compras de comércio eletrônico por usuários novos ou de baixa frequência na comparação com o cenário antes da pandemia.

A frequência com que as pessoas têm comprado pela internet deve aumentar, inclusive, nas grandes empresas de varejo. De acordo com o estudo da Accenture, a participação no volume de vendas global cresce 2% ao ano e pode representar 22% do total até 2023. Esse cenário impulsiona os investimentos das empresas do setor em logística e parcerias com startups para desenvolver uma experiência completa, da compra à entrega (end-to-end), e uma base de clientes satisfeitos. Essas startups têm foco em entregas de última milha, alavancando a economia compartilhada e a força de trabalho sob demanda. Suas principais vantagens em relação às empresas tradicionais e, principalmente à uma estatal como a ETC, são estruturas mais enxutas e de baixo custo, alavancagem de tecnologias, modelo de operação e gestão ágeis e força de trabalho flexível, além não ter qualquer amarra característica de uma empresa pública.

Como resposta aos desafios descritos, os operadores postais internacionais buscam reagir com ações em duas principais frentes:

• Melhoria da experiência do cliente e expansão das receitas: iniciativas feitas para adequar às mudanças no perfil da demanda, como soluções de entrega de última milha, digitalização de plataforma, capacidades de entrega no mesmo dia e logística internacional.

• Evolução do modelo operacional e investimento em tecnologia para ganho de eficiências: utilização de tecnologias digitais viabilizadoras de transformações operacionais como analytics, inteligência artificial, automatização de processos e robôs, IoT e blockchain em iniciativas de rede de atendimento, capacidade de armazenagem e triagem, modelos de entrega, força de trabalho e funções de suporte.

Concorrência e desafios

No Brasil, vemos investimentos dos gigantes do e-commerce na verticalização da cadeia e de startups para redução nos prazos de entrega. Enquanto os Correios investem, em média, R﹩ 300 milhões por ano, só um potencial concorrente divulgou o plano de investir R﹩ 10 bilhões apenas em 2021. Os grandes varejistas também preveem investir mais em logística ao longo do ano para reduzir prazos de entrega de produtos próprios.

Quanto aos desafios operacionais percebidos pelos operadores postais dos países selecionados e do Brasil temos quatro principais aspectos relevantes para a definição da estratégia futura dos Correios:

• Baixo crescimento de receitas entre todos os operadores postais apesar da migração do mix para encomendas;

• Redução das margens operacionais – maiores custos de entrega para encomendas expressas;

• Crescente necessidade de investimentos para modernização e expansão da capacidade instalada;

• Iniciativas de melhoria da experiência do cliente e evolução do modelo operacional, bem como investimento em tecnologia para ganho de eficiência.

Fatos e Números

1) Crescimento dos Correios

• A receita cresceu em média 1,7% por ano entre 2015 e 2019, três pontos percentuais abaixo da inflação no período;

• Em 2019, a receita com correspondências representou 43% da receita total:

– 22% no produto FAC (destinado às pessoas jurídicas, serviço de postagem de grandes volumes de cartas simples e registradas);

– 11% no produto Cartas (soluções de comunicação para o envio de mensagens particulares, sociais e comerciais, para pessoas físicas e jurídicas);

– 10% em outros produtos como Malote;

– Os maiores clientes dos Correios em correspondências (25% da receita em correspondências) são bancos, empresas de telecomunicações, cobrança, crédito e financeira, além do governo;

• O ticket médio das correspondências cresceu 11% ao ano, e esse crescimento foi mais intenso nas regiões Norte e Nordeste e nas cidades com menos de 100 habitantes;

– Por região: o ticket médio cresceu 35% no Norte, 31% no Nordeste, 7% no Centro-Oeste, 10% no Sudeste e 16% no Sul;

– Por tamanho de município: o ticket médio cresceu 7% em municípios com mais de 1 milhão de habitantes, 13% em municípios entre 100 mil e 1 milhão de habitantes, 20% em municípios entre 20 mil e 50 mil habitantes e 33% em municípios com até 20 mil habitantes;

• O volume de correspondências postadas caiu 13% entre 2018 e 2019, e 28% entre 2019 e 2020, acumulando uma redução de 57% desde 2015;

• Nos países analisados em que não há monopólio para correspondência, o market share do operador postal é, em média, de 79%. Caso os Correios tenham seu market share reduzido para esse valor, estima-se uma redução de 15% no faturamento de correspondências;

• O volume de encomendas transportadas pelos Correios cresceu menos que o mercado nos últimos anos. Enquanto os Correios cresceram 7% entre 2018 e 2019 e 10% entre 2019 e 2020, o volume de encomendas no Brasil tem crescimento estimado em 15% entre 2018 e 2019 e 16% entre 2019 e 2020. Dessa forma, o market share dos Correios em encomendas caiu de 47% em 2015 para 43% em 2019;

• A receita em encomendas correspondeu, em 2019, a 50% da receita dos Correios:

– 23% no produto Sedex (entrega da linha Expressa, com prazos de D+1 a D+5);

– 22% no produto PAC (entrega da linha Standard, com abrangência em todo território nacional com o menor custo. Prazos entre D+1 até D+10);

– 5% de outros produtos como logística reversa;

• Os maiores clientes dos Correios em encomendas (61% da receita) são grandes empresas de e-commerce;

• A receita com outros produtos como Logística e Mala Direta correspondeu à 7% do total;

• Entre 2018 e 2019, o ticket médio de encomendas teve pouca variação em todas as regiões e tamanhos de municípios:

– Cresceu 4% no Norte, 1% no Nordeste, 2% no Centro-Oeste, 1% no Sudeste e não variou no Sul;

– Cresceu 2% em municípios com mais de 1 milhão de habitantes, reduziu 1% em municípios entre 100 mil e 1 milhão de habitantes, cresceu 1% em municípios entre 20 mil e 100 mil habitantes e não variou em municípios com menos de 20 mil habitantes;

2) Performance Operacional

• Acúmulo de prejuízo de R﹩ 2,5 bi nos últimos cinco anos;

• Passivo trabalhista e previdenciário (R﹩ 8 bi) equivale a 80 anos do lucro de 2019 e 25 anos da média dos lucros entre 2017 e 2019;

• Os Correios possuem despesas administrativas, de vendas e gerais que representaram 28,5% de sua receita em 2019, enquanto as despesas dos operadores postais pesquisados representam, em média, 14%;

• Segundo pesquisa de satisfação com o cliente em 2019, os Correios possuem nível de satisfação menor que seus competidores. Enquanto 75% dos entrevistados estão “satisfeitos” ou “muito satisfeitos” com os Correios, 89% estão “satisfeitos” com os competidores;

• Em 2019, considerando todos os custos diretos (não inclui despesas com vendas e administrativo), 5199 municípios tiveram custos maiores do que as receitas geradas, com déficit anual de R﹩ 3 bilhões;

• Em 2019, as agências franqueadas tiveram receita com encomendas cinco vezes maior do que as agências próprias. A partir de entrevistas foi identificado que, tipicamente, os franqueados visitam os potenciais clientes para prospecção, e tem mais liberdade de estabelecer parcerias e atendimentos diferenciados para clientes com necessidades específicas. Para agências próprias, as padronizações internas muitas vezes limitam potenciais ações;

• Os Correios investiram anualmente R﹩ 300 milhões, em média, nos últimos cinco anos, equivalente a 2% da receita, enquanto os pares, com receita média de R﹩ 22 bilhões, investem, em média, 6,4% de suas receitas;

• Entre 2015 e 2020, os Correios receberam em torno de R﹩ 2 bilhões de benefícios (descontos) gerados pela imunidade tributária por meio dos seguintes impostos:

– IRPJ: Atividades sobre todas as receitas;

– ICMS: Produtos para revenda e serviços de telemáticos (Apenas para o DF e Pará); e Serviços de transporte;

– ISS: Todas as receitas de serviços;

– IPVA: sobre todos os veículos imobilizados da empresa;

– IPTU: sobre os imóveis da empresa;

• De 2014 para 2019, o número de objetos (tanto correspondências quanto encomendas) postados anualmente por funcionário caiu de 70 mil para 45 mil, uma queda de 36%. Os pares analisados distribuíram em 2019, em média, 93 mil objetos por funcionário;

• De 2015 para 2019, os custos e despesas operacionais reduziram um acumulado de 7,4%, enquanto de 2019 para 2020 essa redução está estimada em 7,5%;

3) Mercado internacional e desestatização

• Todos os países analisados definem o Serviço Postal como um serviço público, em alguns casos operados por uma estatal e outros pela iniciativa privada;

• A garantia de acesso universal ao serviço postal permaneceu após a liberalização, e os Governos estabeleceram mecanismos para designar ao menos um operador, incluindo ou não compensação financeira;

• 7 dos 10 países analisados (Portugal, Reino Unido, Malásia, Áustria, Japão, Itália e Argentina) que venderam participação das empresas postais buscavam alívio financeiro nas contas públicas;

• 3 de 10 países (Bélgica, Alemanha e Holanda) que venderam/vendem participação nas empresas buscavam primordialmente a modernização da empresa e acelerar a expansão internacional das operações;

• Com exceção do Reino Unido, os países venderam a operação postal completa;

• 100% dos países decidiram liberalizar o mercado de correspondência de maneira gradual;

• A duração média entre as primeiras medidas até a liberalização total do setor de correspondências é de 10 anos (mínimo de 6 e máximo de 14);

• A desestatização é mais rápida que a liberalização do mercado, tendo duração média entre as primeiras medidas em direção à privatização e a execução da venda de ações de 4,3 anos (mínimo de 1 anos e máximo de 10);

• O modelo de venda mais utilizado foi através da bolsa de valores, sendo 8 de 10 processos com mais de uma rodada. 3 países assumiram países passivos trabalhista antes do leilão;

• Após a desestatização, em média, os operadores postais apresentaram crescimento de 14% da receita e 2,4 p.p. da margem EBITDA, e elevaram o patamar de investimentos em 22%;

• 3 de 10 países assumiram parte dos passivos trabalhistas para dar tração ao processo de desestatização (ex.: Alemanha continuou a contribuir para o fundo de pensão dos funcionários, mesmo após a privatização);

• 6 de 10 países beneficiaram os empregados com ações em condições mais vantajosas que o mercado (ex.: Alemanha criou uma reserva inicial de 15% das ações para os funcionários);

• Apesar da melhoria da performance, as percepções das desestatizações pelos clientes, empregados e governo variaram bastante entre os países:

– 40% dos operadores desestatizados tiveram percepção positiva dos clientes, 20% neutra e 40% negativa;

– 20% dos operadores desestatizados tiveram percepção positiva dos funcionários, 40% neutra e 40% negativa;

– 50% dos operadores desestatizados tiveram percepção positiva do governo, 30% neutra e 20% negativa;

Resultados da Fase 1

O resumo completo dos resultados da Fase 1 dos estudos de desestatização do setor postal brasileiro está disponível no site no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal.

Fase 2: estudos aprofundados

Enquanto, na fase 1 do projeto, foram elaborados estudos de mercado, diagnóstico setorial nacional e internacional, estudo regulatório e proposição de alternativas de parcerias, nesta fase 2 será aprofundado e detalhado o modelo a ser adotado para a liberalização e desestatização do setor postal, a partir das alternativas aprovadas pelo Conselho do Programa de Parcerias de Investimento (CPPI). Para desenvolver os estudos dessa fase, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizou um processo seletivo vencido pelo consórcio Carta Brasil, formado pela KPMG e pela Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Sociedade de Advogados.

É nesta fase que será feita avaliação econômico-financeira dos Correios, após uma rigorosa due diligence contábil e jurídica da empresa, que servirá de apoio à modelagem da concessão do serviço postal. O modelo final que será submetido novamente ao CPPI deverá considerar o atendimento universal do serviço postal em todo o território nacional brasileiro e a melhoria na qualidade do atendimento aos clientes, entre outras premissas. Os estudos finais devem ser finalizados até o início de setembro.

Goomer recebe investimento de R$ 15 milhões para liderar digitalização de bares e restaurantes

Startup com o propósito de apoiar a transformação digital do setor foodservice, a Goomer anuncia a captação de uma nova rodada de investimento de R$ 15 milhões. O aporte série A foi liderado pelo fundo Bridge One – venture capital que administra mais de R$ 200 milhões e investe em companhias B2B de alto crescimento – acompanhado pela gestora de venture capital DOMO Invest, que anteriormente já havia investido na empresa, além do fundo Aimorés Investimento. Fundada em 2014, a foodtech com sede em Sorocaba (SP), mas com atuação em todo o território nacional, se notabiliza pela experiência oferecida aos bares e restaurantes na captura de pedidos dos clientes – tanto dentro do estabelecimento quanto em casa. Para isso, a empresa disponibiliza quatro soluções específicas com esse objetivo: GoomerGo (plataforma de delivery integrada com o WhastApp, sem taxas ou comissões), Goomer Na Loja (sistema que permite ao cliente captar o QR code e acessar o cardápio digital), além do cardápio digital para tablets e em totens de autoatendimento.

Com a injeção de capital, a Goomer tem a expectativa de aumentar o seu faturamento em 300%, atingindo a marca de R$ 20 milhões no fim de 2021. Além disso, o planejamento é acrescentar 60 novos colaboradores ao time, fechando o ano com 135 funcionários no total. Para atrair os novos talentos, a startup aposta principalmente em sua cultura organizacional, que recentemente foi premiada com o selo Great Place to Work®, atingindo uma nota 96 em uma escala de 100 pontos.

De acordo com o fundador e CEO da Goomer, Felipe Maia Lo Sardo, o investimento captado será utilizado principalmente na evolução da plataforma omnichannel da foodtech, consolidando-a como um braço direito de tecnologia para o mercado de foodservice, principalmente no setor de vendas e atendimento. “Também lançamos um totem de autoatendimento de baixo custo, o Goomer Fast, que tem como propósito atender a demanda de pequenos e médios estabelecimentos. Com ele, é possível dar maior agilidade e praticidade à operação do salão, além de geralmente trazer aumento no ticket médio dos restaurantes”, explica.

Segundo João Brandão, sócio e fundador da Bridge One, a decisão de incluir a startup no portfólio de investidas foi baseada principalmente pela qualidade dos empreendedores que estão à frente do negócio, no tamanho do mercado endereçável e também pelos resultados já alcançados. “Focamos em empresas B2B que estejam liderando a disrupção em seus mercados, com alto crescimento e sólido unit economics. No caso da Goomer, todos esses ingredientes estão presentes e o potencial de crescimento dentro da base existente é um enorme atrativo”, complementa. 

Para Rodrigo Borges, sócio fundador da DOMO Invest, participar desta nova rodada de investimento reforça todo o potencial da startup no mercado e a forte contribuição para o aumento da produtividade da cadeia foodservice. “Estamos muito felizes em contribuir mais uma vez com o pessoal da Goomer e sua proposta de transformação digital. Em nossa primeira investida, acreditamos no poder da solução que eles traziam e no amplo potencial do ecossistema de atuação. Acompanhar este crescimento tem sido bastante especial e este novo aporte é resultado do excelente trabalho que o Felipe Maia Lo Sardo e todo o seu time vêm realizando ao longo dos anos”, relata.

Liderando a Transformação Digital do setor foodservice

Mais de 110 mil marcas foodservice, espalhadas em 2.700 cidades brasileiras, já utilizam uma ou mais soluções da Goomer, somente nos últimos 12 meses – de forma totalmente orgânica. “Temos uma base bastante relevante, que continua crescendo exponencialmente. Agora vamos construir mais produtos e serviços para ampliar nossa proposta de valor e, como consequência, a receita nesta base já instalada”, afirma Lo Sardo.

Até o final do ano, a expectativa é alcançar 230 mil estabelecimentos. Para sustentar esse crescimento, a startup acabou de investir na contratação de Crezos Rodrigues, novo head de Vendas & Canais, que esteve por nove anos em cargos de liderança no Peixe Urbano, e de Fabrício Nunes, head de Marketing & Comunicação, com últimas passagens pela Loft e Carrefour, além de mais de dez anos de carreira em grandes agências de publicidade. 

“A ampla experiência desses profissionais será fundamental para alavancar ainda mais a nossa atuação em todo o país, principalmente nas duas áreas em questão. Hoje a Goomer se destaca por resolver toda a parte de atendimento do estabelecimento, seja no delivery ou dentro do salão. Existimos para ser a parte da evolução dos restaurantes e encontrar a perfeita harmonia entre a tecnologia e as pessoas. Nossas soluções potencializam o desempenho da equipe de atendimento, sem obviamente substituir o trabalho humano”, conclui o CEO da foodtech.

Matera abre 50 vagas para profissionais de TI

O setor de tecnologia foi um dos grandes destaques de contratações ao longo de 2020 e, neste ano, os recrutamentos para a área também seguem crescendo. Só no primeiro trimestre de 2021, segundo dados do Banco Nacional de Empregos – BNE, o aumento foi de quase 20% em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 3.958 vagas somadas no trimestre do ano passado e 4.735 oportunidades.

A Matera, empresa de desenvolvimento de tecnologia para o mercado financeiro, fintechs e gestão de riscos, inicia neste mês seu 4º JobCon , evento em que promove um processo seletivo de novos profissionais para admissão em um curto período de tempo. Desde as entrevistas finais até a contratação, todo o processo acontece em até 48h, de forma totalmente online.

Nesta edição, as 50 vagas são destinadas aos desenvolvedores java, desenvolvedores PL/SQL e desenvolvedores java com experiência em PL/SQL. As inscrições estão abertas até dia 27/5 e podem ser feitas pelo link: http://conteudo.matera.com/jobcon-matera-2021.

As entrevistas finais serão realizadas no sábado, dia 29/5. Na programação do dia, às 8h30, será promovida uma palestra de abertura com apresentação sobre a empresa, e na sequência, serão realizadas as entrevistas. O retorno aos candidatos acontece no próprio sábado, ou em até, no máximo, 48h.

“Em 2020, a Matera cresceu 40% e esperamos ainda mais vitórias neste ano. Atualmente, temos uma equipe de 700 pessoas espalhadas por todo o Brasil e buscamos por profissionais apaixonados por software e que saibam trabalhar com sistemas de alto volume. Temos certeza que o novo Materano aprenderá muito conosco”, afirma o Head de Gente e Gestão, Victor Xavier.

Há mais de 30 anos no mercado, a Matera é certificada pelo GPTW como uma das 30 melhores empresas para se trabalhar do país, entre as empresas de médio porte e também no ranking de TI. Além do JobCon, a companhia também está com vagas abertas para analista de suporte, analista de infraestrutura, analista de marketing de produto, arquiteto de software e muito mais. Para conferir, acesse: http://jobs.kenoby.com/matera.

BTG Pactual abre inscrições para programa de mentoria para universitárias de todo Brasil

O BTG Pactual (BPAC11), maior banco de investimentos da América Latina, está com inscrições abertas para a quarta edição da iniciativa Inside BTG Pactual, um projeto que tem como objetivo atrair e desenvolver universitárias interessadas em trabalhar no mercado financeiro. As candidatas selecionadas participarão de um programa de mentoria com as sócias da companhia, além de vivenciar um mês de um estágio no banco, conversas com importantes stakeholders e participar de aulas sobre temas do mercado financeiro. Dado o sucesso do Inside, ministrado remotamente em 2020, o BTG replicará o mesmo formato para 2021, contemplando estudantes do Brasil todo.

O programa vai selecionar aproximadamente 20 universitárias, que terão módulos teóricos sobre temas de mercado financeiro em junho e estágio de férias, também remoto, entre julho e agosto. O programa oferece a oportunidade das universitárias conhecerem mais o universo do mercado financeiro, fortalecerem sua rede de networking e terem vivência no dia-a-dia do BTG Pactual.

“Acreditamos que um ambiente diverso, com pessoas com diferentes backgrounds, origens, raça e gênero é mais criativo, inovador e, consequentemente, mais benéfico para a instituição. O Inside BTG Pactual tem como objetivo atrair estudantes mulheres para o mercado financeiro, desenvolvê-las e apresentar as diferentes possibilidades de carreira no BTG Pactual”, diz Mateus Carneiro, sócio responsável pelo RH do BTG Pactual.

As universitárias selecionadas no Inside terão uma imersão completa no mercado financeiro aprendendo sobre: Cultura do BTG Pactual; overview do mercado financeiro; valuation, análise de dados, macroeconomia, produtos financeiros, ESG e carreira. Todas as aulas serão ministradas por sócias e gestoras do BTG Pactual. Além dessa agenda, elas também conhecerão diversas áreas do Banco BTG Pactual, por meio de rodas de conversa e encontros individuais de mentoria. O Inside BTG Pactual visa ainda aprimorar o conhecimento técnico e as possibilidades de atuação e desenvolvimento de carreira, através de encontros didáticos e colaborativos.

As estudantes interessadas devem se inscrever pelo site do Inside BTG Pactual até 23 de maio. O processo seletivo é composto por teste online, envio de vídeo e painel de entrevistas.

D4Sign lança autenticação de assinatura por PIX

A empresa de assinatura eletrônica lançou recentemente a autenticação de assinatura por PIX, que permite que uma assinatura seja validada a partir de uma transferência bancária de R﹩0,01 comprovando sua identidade a partir da chave cadastrada, ou seja, a pessoa tem toda a segurança, já que a certificação da assinatura é feita pelos dados do Banco Central.

Para Rafael Figueiredo, CEO da D4Sign, esse processo traz mais segurança e inovação na utilização da plataforma. “O uso do PIX é uma forma simplificada e que traz confiança financeira para a assinatura eletrônica em todos os quesitos, mostrando a sua legalidade. Com certeza é só o início do que o futuro nos espera”.

Além disso, a empresa criou um selo de sustentabilidade digital que mostra para o cliente o quanto ele está deixando de impactar no meio ambiente ao diminuir o uso de papel. A novidade já está disponível para toda a base desde fevereiro.

Startup CARGOBR abre vagas para profissionais de tecnologia, finanças, atendimento e operações logísticas

A CARGOBR, startup líder em soluções logísticas “full-service” que integra clientes de diferentes perfis, tamanhos e segmentos a distintos recursos de transporte de forma simples, eficiente e escalável, conectando os principais transportadores do país aos embarcadores, está com vagas abertas em diferentes áreas. A empresa procura profissionais criativos, com foco em performance, que estejam em busca de desafios em uma empresa dinâmica e inovadora.

A CARGOBR busca consolidar e expandir sua malha de parceiros por todo o Brasil, bem como crescer de forma agressiva e sustentável toda sua linha de negócios. “Com um grande desafio de crescer 4x esse ano, estamos investindo na contratação de profissionais gabaritados e experientes no mercado para executar o plano estratégico desenhado para 2021”, afirma Alexandre Felix, CEO da CARGOBR. “Para esses profissionais, oferecemos um ambiente de trabalho inovador, motivador, humanizado e seguro, com oportunidade de crescimento profissional, graças a rápida expansão da empresa, que em um ano viu o número de funcionários diretos crescer cerca de 180%, passando 70 colaboradores em abril de 2020 para os atuais 190”, completa Felix.

Ao todo são 50 vagas disponíveis nas áreas de TI, atendimento, financeira e operações. A empresa está em busca de Desenvolvedores, Assistente de Atendimento, Analista Financeiro, Designer e Líder de Operações.

Por enquanto, o trabalho será em regime de home office e entre os benefícios estão: assistência médica e odontológica, seguro de vida, vale transporte, entre outros em apoio ao home office.

Para saber sobre as vagas da CARGOBR e se candidatar, acesse: https://trabalheconosco.vagas.com.br/cargobr.

“É importante salientar que as medidas de prevenção contra a Covid19 ainda são o nosso foco, tanto para colaboradores diretos quanto para os indiretos. Todos recebem orientações, treinamento e equipamentos para evitar a contaminação”, diz Marcela Feltrin, coordenadora de RH da CARGOBR.

Arena Hub quer dobrar o número de startups e soluções para o esporte

O Arena Hub, maior centro de inovação e empreendedorismo esportivo da América Latina, comemora seu primeiro ano de atuação. O hub iniciou suas atividades em Maio de 2020 de forma 100% digital, devido à pandemia e tem por objetivo reunir os stakeholders fundamentais para fomentar negócios direcionados ao esporte: startups, empresas, entidades esportivas, governo e sociedade civil. Estes players se conectam para trabalhar em estratégias, inovação e tecnologias que possam fortalecer o setor nacional e internacionalmente.

O Arena Hub reúne um time de profissionais com experiência e foco em inovação, dessa forma tem a possibilidade de criar elos, identificar oportunidades e necessidades e conectar os associados que tenham maior aderência. Hoje são 88 startups associadas, 35 entidades esportivas e 24 parceiros estratégicos no Brasil e no exterior. Nesse primeiro ano foram impulsionadas pelo empreendimento mais de 30 conexões entre as startups e entidades esportivas.

Além de hackathons, mentorias coletivas, acesso à conteúdo e conhecimento, o Arena Hub também encabeçou duas grandes iniciativas de incentivo a startups e empreendedores que possam solucionar as necessidades do esporte. Em setembro de 2020, o Desafio Like a Player foi um challenge em parceria com o SEBRAE, aberto para o mercado, em que mais de 80 startups participaram e a grande vencedora foi a FanBase Engagement. Ainda em andamento está o Podium Labs, primeiro programa de aceleração em parceria com a Catarina Capital em que mais de 60 startups estão inscritas.

Desde o início do trabalho, o Arena Hub buscou se adaptar ao momento atual do mundo e, para manter o contato e a troca de experiências entre os associados e o mercado, lançou o Arena Hub Talks. O encontro online direcionado ao próprio mercado da indústria esportiva e aos associados contou até hoje com 17 edições. Entre os temas em destaque estão “A mulher e o esporte: no campo, na mídia e no mercado”; “Inovação e Engajamento de fãs”; “Tecnologia a serviço do esporte Paralímpico”, entre outros. A ideia é manter as ações do mundo digital que facilitaram a troca, porém também fazer uso do espaço físico do Arena Hub, localizado no Allianz Parque, em São Paulo.

“Há inúmeras possibilidades de negócios direcionados ao esporte no Brasil e no mundo. Com a pandemia, observamos que o engajamento de fãs é uma grande tendência, mas há outras oportunidades e queremos fazer parte delas e inserir os associados em mais cenários”, afirma Ricardo Mazzucca, CEO e conselheiro do Arena Hub. “Estamos com projetos bem interessantes em andamento, com um grupo diverso, mas o mercado é promissor e estamos otimistas para os próximos anos de atuação, tanto que o nosso objetivo é dobrar o número de startups até o final de 2021. O desafio é grande, mas o cenário e a indústria estão a favor”.

Rede de Inovação Florianópolis trouxe novas oportunidades a empreendedores

Internet em locais públicos e apoio a hortas urbanas foram alguns dos negócios desenvolvidos com o apoio do projeto

Iniciativa pioneira no país, a Rede de Inovação Florianópolis, uma parceria entre a Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) e a Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF), está impulsionando a geração de novos negócios. Desde o seu lançamento, em 2018, já atendeu mais de 1000 empresários ou potenciais empreendedores interessados em empreender em Florianópolis. Formado por quatro centros de inovação credenciados: CIA Downtown, CIA Primavera, CIA Sapiens Parque e SOHO. O projeto tem o objetivo de estimular a cultura de inovação e o empreendedorismo, ativando o ecossistema e gerando negócios inovadores.

A iniciativa também investe em capacitações, eventos e maratonas de tecnologia e inovação, aumento no acesso a investidores e atração de negócios para a cidade. Assim, já produziu 646 eventos, impactando diretamente mais de 13 mil pessoas. Além disso, a Rede recebeu mais de 476 visitas técnicas envolvendo mais de 4 mil pessoas.

Uma das empresas que conseguiu se desenvolver com o apoio da Rede é a Zaveo, especializada em posicionar e reposicionar marcas por meio do design estratégico.  Giuliano Cogo, diretor da empresa, conta que se mudou para Florianópolis para transformar seu modelo de negócio. Como era novo na cidade, buscou fazer networking com outras empresas e entender como funcionavam os centros de inovação e o ecossistema do local. Se associou à ACATE e foi atendido por um agente no escritório de promoção da inovação no CIA Primavera. 

“A Rede nos ajudou a criar novos contatos com empresas da região, o que facilitou o caminho, além de trazer novas oportunidades e valorização profissional. Florianópolis é uma das poucas cidades que é vista como o Vale do Silício Brasiliero, isso tem a ver com uma seleção grande de pessoas que são referências na suas áreas e o networking que acontece em eventos. Esse networking traz a régua muito para cima”, explica Cogo. Atualmente, a Zaveo participa do programa de Verticais de Negócios da ACATE, que conecta empresas do mesmo segmento de atuação.  

Iniciativa da Rede, Living Lab integrou diversos atores para tornar Florianópolis uma Smart City

Um exemplo de iniciativa da Rede é o Living Lab Florianópolis, que ocorreu em 2019. O programa teve como intuito integrar entidades, empresas, academia, governo municipal e moradores, gerando pesquisa e desenvolvimento para tornar a capital catarinense uma cidade inteligente. Diego Ramos, diretor da vertical Smart Cities, explica que o propósito do programa é aproximar as startups do seu público-alvo, com isso as empresas têm a oportunidade de testar e validar os produtos em ambiente urbano. “O Living Lab proporcionou uma troca de conhecimento, fortalecendo as empresas, o ecossistema de inovação de Florianópolis e assim abrindo as portas para novos negócios nesse segmento”, afirma Ramos. 

A startup Maneje Bem, que desenvolve tecnologia para agricultura familiar, participou do Living Lab testando sua plataforma para auxiliar agricultores urbanos e periurbanos a se conectarem com técnicos agrícolas. Dessa forma, disponibilizou seu serviço de assessoria remota com foco em agricultura sustentável, através de site e aplicativo. Foi firmada uma parceria com o programa municipal de agricultura urbana e prestaram assistência técnica às 35 hortas urbanas já implementadas em postos de saúde da capital catarinense.

Juliane Blainski, CEO da startup, afirma que o programa foi uma oportunidade de testar uma nova maneira de entregar valor. “Vimos que o agricultor urbano também demanda de assistência técnica e tem necessidade de soluções voltadas a uma agricultura mais limpa e sustentável”, conta. Atualmente, a startup formata um novo modelo de negócio, mas agora trabalhando com agricultores rurais via cooperativa e indústrias. Com a nova ferramenta, os técnicos do campo tiveram um aumento na produtividade de entrega de trabalho de 300% e também podem auxiliar remotamente os agricultores..

Outra empresa que viu uma oportunidade para validar seu produto em escala real com o Living Lab foi a Sigmais. A startup desenvolveu uma tecnologia para a contagem de tráfego e para detectar vagas em estacionamentos públicos. Guilherme Azevedo, CTO da Sigmais, ressalta que os resultados foram promissores e com isso perceberam a importância de computar o tráfego regularmente num período longo no mesmo lugar, sendo uma forma válida e economicamente mais viável. “Foi muito gratificante, a experiência nos surpreendeu positivamente. Tivemos um apoio fenomenal, tanto da Prefeitura quanto da ACATE”, lembra o CTO.

A empresa segue mantendo contato com a Prefeitura e, ainda inspirados em Florianópolis, os sócios da Sigmais criaram um Hub de Inovação para Construção Civil no Espírito Santo e pensam em abrir um escritório na cidade para, além de gerar novos negócios, aprender e vivenciar ao máximo essa rede de interação.

Internet em espaços públicos

Um projeto que teve início durante o Living Lab e ainda segue ativo é da startup WiFeed, residente há 2 anos no CIA Primavera. A empresa possui uma solução que entrega inteligência de dados e possibilita geração de receita através do wi-fi de estabelecimentos que oferecem a rede de internet para seus clientes. Atuam em segmentos como shoppings e supermercados, bares, restaurantes, academias e, com o Living Lab, expandiram seu trabalho para estabelecimentos públicos ou hotspots públicos.

O CEO da WiFeed, Bruno Guimarães, conta que o interesse em participar do programa veio ao perceber que estavam atendendo somente a iniciativa privada, enquanto grande parte dos cidadãos não têm acesso à internet. “Estudamos a tendência de smart cities e resolvemos buscar esse mercado junto ao programa e as empresas que queriam fazer parte desse ambiente”, explica. Bruno relata que quando o projeto rodou, foram impactadas mais de 3 mil pessoas com mais de 16 mil acessos em 106 dias. Perceberam também que 70% dos usuários acessaram mais de uma vez a rede. Durante a pandemia, surgiu uma nova ideia, e usaram o espaço para ações de conscientização. Atualmente, o projeto segue ativo, mesmo depois do programa, e os número aumentaram, com o total de 100 mil acessos da rede impactando mais de 25 mil pessoas.

Greentech criadora de horta inteligente recebe aporte da APEX

As Greentechs têm surgido cada vez com mais impacto no mercado por combinarem rentabilidade, cuidado e respeito ao meio ambiente. Um ótimo exemplo é a Brota Company, empresa criadora da primeira horta residencial inteligente do país. Produzida com 100% de materiais reciclados, a startup acaba de receber uma rodada Seed, isto é, um capital semente, de R﹩ 1 milhão. A rodada foi liderada pela APEX Partners, que tem em seu portfólio exits de sucesso, como a Singu para a Natura, o app de delivery Shipp, adquirido recentemente pela B2W, e o mercado inteligente Zaitt, comprado ano passado pelo Grupo Sapore.

“Estamos muito felizes e animados com o apoio recebido da APEX. Acreditamos que a sociedade tem anseio por soluções que deem-as a oportunidade de escolha por uma vida mais saudável, mais contato e menos impacto na natureza. É com esta premissa que a Brota se baseia desde o início das operações e que, certamente, se intensificará ainda mais com o crescimento gerado a partir de agora”, comenta Rodrigo Farina, CEO da Brota Company.

Com o propósito de permitir a qualquer um, mesmo sem conhecimento de plantas, a cultivá-las em casa, a Brota surgiu a partir do sucesso obtido com uma campanha de crowdfunding na plataforma Catarse. Na oportunidade, foram captados quase R﹩ 536 mil e 2.500 unidades da Brota, com a meta superada em 450%.

A partir do recebimento do aporte, a ideia é dar mais robustez ao produto, opções de plantio com a criação e lançamento de um sistema próprio de iluminação artificial, além do aumento para 30 tipos de cápsulas entre temperos, hortaliças e chás. Além disso, a empresa, que hoje tem 15 funcionários, pretende dobrar este número até o final do ano. Hoje a startup já conta com 13 mil clientes, tendo a meta de chegar em 25 mil até o fim de 2021, distribuindo mais de 300 mil cápsulas e atingindo R﹩ 7 milhões de faturamento.

Crescimento e melhorias em rítmo acelerado

Desde seu lançamento, diversas mudanças já foram feitas no produto pensando sempre em aprimorá-lo e entregar a melhor experiência aos clientes apaixonados por plantas assim como todos na Brota. Algumas delas aconteceram na parte nutricional das cápsulas, com substituições deixaram os minerais e compostos essenciais mais disponíveis e com uma melhor taxa de absorbância, resultando em melhores taxas de germinação das plantas.

Além disso, o modelo de produção das cápsulas foi modificado. Antes prensadas, agora a terra com as sementes e nutrientes vão soltinhas para facilitar a hidratação e oxigenação do solo em uma embalagem totalmente sustentável. Se o cliente colocá-la na água ela dissolve, sem formar qualquer microplástico.

Como funciona o produto

O produto, vendido no site da própria startup, funciona a partir de cápsulas as quais cada uma contém uma espécie de solo inteligente preparado especialmente para o crescimento da semente já contida nela. O consumidor precisa somente abastecer o reservatório da sua Brota uma vez a cada 25 dias e voilá – a mágica acontecerá sozinha sem preocupações ou riscos de perda da plantação.

Isso acontece graças ao sistema autônomo de irrigação e nutrição da horta, que alimenta cada cápsula com um tipo de planta no tempo e quantidade ideais, eliminando totalmente a necessidade de conhecimento sobre botânica ou mesmo alguma prática. Hoje a empresa disponibiliza 8 opções de cápsulas, entre elas de Camomila-Húngara, Alface Baby Leaf e Orégano Bravo-Europeu. Em caso de dúvida, o cliente tem à disposição tanto no site quanto nas redes sociais da Brota diversos conteúdos explicativos a respeito de toda a jornada com a planta – do plantio até a poda, todos pensados a partir das principais dúvidas identificadas.

“Em apenas 5 meses, a Brota vendeu quase R﹩ 2,4 milhões, o que comprova a alta capacidade de execução e de entrega de seu time. Além disso, evidenciou que existe um alto potencial de mercado para o inovador produto da empresa”, afirma Felipe Caroni, sócio e Gerente de Private Equity, Venture Capital e Dívida da Apex Partners. Além da adesão dos clientes do varejo, o executivo destaca ainda que a startup possui muitos projetos promissores para o lançamento de novas linhas de produtos e entrarem em novos canais de venda.

“Por fim, observamos os mercados mais desenvolvidos, como o norte-americano e europeu, observamos que startups semelhantes estão performando bem. Duas delas, a Click & Grow e a Plantui, conseguiram captar em suas rodadas de investimento mais de 20 milhões de dólares”, conclui Caroni.

É preciso refazer as contas da cadeia produtiva de alimentos

Segundo a ONU, 90% das pessoas estarão residindo em cidades até 2030. Isso significa que a distância delas para a produção de alimentos que é no ambiente rural só aumenta. Já podemos visualizar alguns dos impactos sócio econômicos desse movimento. Um deles é muito grave, a iminente escassez de alimentos. Ela é ocasionada por mais três grandes fatores: o desperdício de alimentos pelo esforço até chegarem às cidades e, por fim, a consequente extinção dos pequenos produtores. A constatação é que está ficando cada vez mais caro, menos saudável e menos sustentável o caminho da produção até a mesa do consumidor

“Já podemos identificar um claro ponto futuro de inflexão na alimentação mundial. Isso significa que a produção de alimentos em breve não acompanhará mais o volume populacional do planeta se mudanças não forem realizadas. Para isso, seria necessário aumentar em 60% a capacidade de produção mundial. Mas como isso é possível se, segundo a Nasa, 80% de toda terra adequada para plantio já está ocupada?”, questiona Farina.

A resposta pode parecer simples: tecnologia e produtividade. Farina continua: “quem diz que a resposta é investimento em tecnologia se esquece de quem quem produz nossos alimentos hoje é o micro produtor, com pequenas terras e remuneração menor ainda (cerca de 400 reais por mês). Ele não consegue investir em sua produção e vê sua terra ter mais valor sendo vendida para o grande produtor ou então incorporada ao meio urbano. Assim, cada dia mais a produção de alimentos deve mudar para dentro das cidades, dessa vez, com real capacidade de investimento em tecnologia e produtividade. Começamos agora dentro das casas das pessoas e queremos cada vez mais ocupar um percentual maior do prato delas, com novas cápsulas, produtos e serviços.”

Produção própria de alimentos no ambiente urbano

A proposta da Brota é despertar a atenção das pessoas para esse problema real e se preocuparem mais com uma vida mais sustentável, com mais saúde logo a partir do primeiro contato com a horta. Um estudo produzido no Rio de Janeiro pela própria startup aponta que 74% das pessoas entrevistadas gostariam de ter uma horta em casa, mas alguns motivos as impedem e chamam a atenção: 72% das pessoas afirmaram não encontrarem tempo na rotina para cultivar uma horta. Já 69% disseram que não plantam por não terem conhecimento de plantas e 59% não plantam pela falta de espaço em casa.

“Quando vimos os feedbacks do nosso estudo, concluímos que o maior obstáculo para as pessoas começarem a plantar era uma ferramenta que facilitasse a execução, mais do que a necessidade de convencimento dos seus benefícios. Por isso, a Brota se faz tão importante e acreditamos que ela pode ser o meio para uma nova relação com os alimentos mesmo no ambiente urbano. Nosso grande objetivo é tornar esse comportamento cada vez mais recorrente e massificado. O planeta agradece”, conclui Farina.

Fintech Vórtx abre inscrições para programa de estágio exclusivo para mulheres

A Vórtx, fintech de infraestrutura para o mercado financeiro, está com inscrições abertas para a nova edição do Vórtx Next, nesta edição, “for Women”, seu programa de estágio de férias que, pela primeira vez, será exclusivo para mulheres. Ao todo, a empresa busca preencher 17 vagas focadas na área de Tecnologia, Risco e Customer Experience, que serão trabalhadas em parceria com a Preparo, startup de recrutamento e seleção para estágios e primeiro emprego

O programa foi desenvolvido a partir do “Vórtx Next”, iniciativa criada pela fintech no começo de 2020 para incentivar o desenvolvimento dinâmico de estudantes com desejo de trabalhar no mercado de capitais. As profissionais selecionadas para o “Vortx Next for Women” terão a oportunidade de conhecer a rotina de trabalho, além de contribuir para a expansão de soluções e escalabilidade de processos da fintech.  

Para Carolina Ottoboni, head de Employee Experience da Vórtx, a iniciativa de criar um braço do Vortx Next exclusivo para mulheres vem da necessidade de trazer diversidade para um mercado que, historicamente, atrai mais profissionais homens. “Nós estamos em um momento de crescimento acelerado. Acabamos de receber um investimento de R$ 190 milhões do privite equity americano FTV Capital, com um dos objetivos focados em aumentar a operação e investir em mão de obra qualificada. Mas, aqui na Vórtx, nós acreditamos que esse movimento deve ser feito com inclusão e dando espaço para profissionais que, geralmente, não procuram pelo “backoffice” do mercado financeiro”, comenta Carolina. “O programa foi criado como uma das nossas ações para mudar esse cenário. Nosso objetivo é conhecer mulheres que tenham vontade de atuar no mercado financeiro e ajudar na criação de ambientes cada vez mais igualitários no segmento”, explica.

As selecionadas para o programa participarão de projetos com duração de 30 dias e terão a oportunidade de projetar, aplicar e medir resultados da ação com a ajuda de colaboradores da Vórtx. No fim desse período, as estagiárias apresentarão suas ideias, desafios e um projeto para os executivos da empresa, que atuarão como mentores e darão dicas de como aprimorar sua rotina de trabalho com base na aplicação do plano.

Todas as vagas são para o modelo de trabalho remoto com início em julho e possibilidade de efetivação.  O programa garante bolsa auxílio no valor de R$ 1.800, vale refeição diário de R$ 34 e seguro de vida. As interessadas podem submeter o seu currículo pelo site da Preparo até o dia 31 de maio. Para mais informações sobre o programa, acesse: https://preparovc.com/empresas/vortx

Rodrigo Guercio assume recém-criada vice-presidência de Mercado Corporativo da Positivo Tecnologia

A chegada do executivo tem como objetivo apoiar a nova estratégia da empresa, estruturada em três segmentos: consumer, corporativo e instituições públicas

A Positivo Tecnologia acaba de anunciar a contratação de novo vice-presidente para Mercado Corporativo: Rodrigo Guercio. O executivo vem com a responsabilidade de estruturar a nova área da empresa, que atenderá com soluções de hardware, software e serviços as necessidades de computação das empresas brasileiras de todos os portes.

Em sua trajetória profissional, Rodrigo tem experiência em gestão de produtos, vendas e operações em empresas multinacionais de tecnologia como Dell, AMD e HP. Em sua última função, foi o principal executivo no Brasil da unidade de negócios de data center da Lenovo. Rodrigo é graduado em Administração e Negociações Internacionais pelo Centro Universitário Newton Paiva de Belo Horizonte e possui MBA em Marketing pela ESPM.

A chegada de Rodrigo Guercio à nova vice-presidência de Mercado Corporativo está em linha com o novo momento da companhia, que compreende um processo de transformação, avanço e diversificação de negócios. A nova organização da Positivo Tecnologia visa impulsionar seu crescimento e capturar as oportunidades de mercado diante da aceleração da adoção de tecnologias. As unidades de negócios estão constituídas em três segmentos distintos: consumer, corporativo e instituições públicas. Cada uma possui portfólio com produtos e serviços específicos para os respectivos perfis de clientes, sejam eles dos negócios tradicionais da companhia – computadores, tablets, smartphones, serviços e suporte, como nas principais Avenidas de Crescimento definidas no plano estratégico, dentre eles: servidores, storage e nuvem, Hardware as a service, máquinas de pagamento, urna eletrônica e dispositivos para ambientes inteligentes.

O segmento corporativo, foco da atuação de Rodrigo Guercio na companhia, tem apresentado neste ano forte demanda por notebooks, seguindo movimento iniciado em 2020. Há indicativo de maiores investimentos em tecnologia por parte de empresas devido à necessidade de propiciar mobilidade aos funcionários e modernizar a infraestrutura de TI. Rodrigo assume a unidade de negócios em fase de crescimento de receita da Positivo Tecnologia. No 1º trimestre de 2021, a Companhia anunciou receita de R$ 809 milhões, crescimento de 85% em relação ao ano passado. Já o segmento Corporativo da Companhia registrou, no mesmo período, elevação de 13% no faturamento.

“A vinda do Guercio demonstra a importância do segmento Corporativo na nossa estratégia, no cenário em que estamos com nova organização na estrutura de negócios, além de mercado aquecido devido à demanda por soluções de tecnologia. Estamos prontos para oferecer cada vez mais o melhor portfólio de produtos e serviços de forma a seguir gerando valor e superando as expectativas de nossos clientes”, comenta Hélio Rotenberg, presidente da Positivo Tecnologia.

Descartes adquire empresa de software de logística Portrix

O Grupo Descartes System, líder global na união de negócios de logística no comércio, anunciou que adquiriu a Portrix Logistics Software (Portrix ), fornecedora líder de soluções de gerenciamento de taxas multimodais para provedores de serviços de logística.

Com sede na Alemanha, a Portrix auxilia seus clientes, que incluem alguns dos maiores provedores de logística do mundo, a agilizar e automatizar processos complexos de gerenciamento de taxas de envio globais por mais de 10 anos. O produto principal da empresa, Global Price Management (GPM), é utilizado pelos clientes para permitir o roteamento de remessa global, preços, classificação e gerenciamento de alocação de capacidade. As soluções da Portrix se integram aos principais sistemas que precisam de opções de envio e preço rápidas, precisas e completas, incluindo CRM, gerenciamento de transporte e plataformas de reservas online voltadas para o cliente, como Descartes Kontainers.

“As ferramentas automatizadas de gerenciamento de taxas são essenciais para os LSPs que procuram digitalizar a experiência do cliente”, disse Henning Voss, cofundador da Portrix e agora vice-presidente de gerenciamento de produtos, soluções de gerenciamento de taxas da Descartes. “À medida que o ímpeto da digitalização se acelera, a demanda por nossas soluções continua a crescer. Em particular, vimos um aumento na demanda por uma solução Descartes Kontainers-Portrix integrada, tornando a decisão de combinar com a Descartes uma próxima etapa lógica para os negócios e nossos clientes. Estamos ansiosos para levar nossa parceria existente com a Descartes para o próximo nível”.

“O setor de logística está realmente visualizando os benefícios que a digitalização e a automação podem oferecer”, disse Edward J. Ryan, CEO da Descartes. “Os operadores de logística que não aumentam seus investimentos nesta parte de seus negócios correm o risco de lutar com custos mais altos para servir e uma experiência de cliente inferior. Nosso investimento na Portrix, combinado com nossos recentes investimentos em Kontainers e QuestaWeb, nos permite oferecer um produto ponta a ponta verdadeiramente diferenciado para os prestadores de serviços de logística que procuram digitalizar suas operações com uma solução pré-integrada. Nossas melhores ferramentas de gerenciamento de taxas e reservas on-line também podem ajudar os clientes que buscam aprimorar suas operações, preservando os investimentos em seus sistemas de back-office existentes”.

A Portrix está sediada em Hamburgo, Alemanha. A Descartes adquiriu a Portrix por aproximadamente EUR 22 milhões (U$S 26,7 milhões).

3M lança 3Match, iniciativa que busca startups para trabalharem em parceria com a empresa

Com o objetivo de fomentar a inovação e a ciência no Brasil, a 3M lança o 3Match, sua nova iniciativa que visa conectar negócios e áreas internas da empresa com tecnologias externas de forma a agregar valor aos seus produtos, aplicações e processos visando oferecer mais inovação e melhor experiência aos clientes dos mais diferentes negócios oferecidos pela companhia.

O projeto funciona por meio de desafios corporativos para startups. Nesses desafios, as empresas poderão se inscrever, entender os desafios e as oportunidades das áreas da 3M e apresentar sua proposta. Após as inscrições, as áreas solicitantes irão escolher as três startups com mais sinergia e a solução mais adequada para a etapa final que define qual empresa é a ganhadora do desafio.

“A 3M preza pela Inovação Aberta que dá oportunidades iguais para todos que possuem o interesse em fazer a diferença e querem participar de um processo único que trará visibilidade para seu negócio não só dentro da 3M, mas também para nossos clientes e parceiros. Inovação é um de nossos pilares, e queremos trazer a ciência dessas empresas, com mentalidade ágil, de forma colaborativa, façam parte do nosso modelo de negócios” diz Renata Perina, Gerente LATAM do laboratório de Inovação e serviços digitais na 3M.

Para participar, a startup deve inscrever-se no desafio via plataforma Aevo Innovate e submeter a apresentação de sua empresa. O time 3M irá analisar a solução e avaliar o match com o desafio, e as startups que derem match com o desafio serão convidadas para o Pitch Day com o departamento solicitante do desafio inscrito.

Brasil tem dois dispositivos digitais por habitante, revela pesquisa da FGV

O Brasil tem 440 milhões de dispositivos digitais (computador, notebook, tablet e smartphone) em uso, ou seja, são dois por habitante, de acordo com a 32ª edição da Pesquisa Anual do FGVcia sobre o Mercado Brasileiro de TI e Uso nas Empresas divulgada nesta quinta-feira (20), pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGVcia).

O estudo revela ainda que são quatro celulares vendidos para um aparelho de TV no País. Sobre o número de computadores, neste ano, o Brasil vai ultrapassar 200 milhões de computadores (desktop, notebook e tablet) em uso, ou seja, 9,4 para cada 10 habitantes (94% per capita). Entretanto, a venda desses aparelhos, que totalizaram 11 milhões, foi 8% menor em 2020 ante ao ano anterior.

Em relação aos smartphones, a estimativa é de 242 milhões de unidades em uso no Brasil em junho deste ano, ou seja, mais de um por habitante.

De acordo com o coordenador da pesquisa do FGVcia, professor Fernando Meirelles, o custo anual de TI por usuário atingiu R﹩ 48 mil, esse valor refere-se aos gastos e investimentos em TI das empresas pesquisadas no ano passado dividido pelo número de usuários da empresa.

O gasto e investimento com TI representa 8,2% da receita das empresas.

Os principais projetos de TI são: Inteligência Analítica (Analytics) e “o novo” ERP (Migração, Implementação e Integração). Nas empresas de grande porte, aparece: Busca de Talentos, Governança de TI, Inteligência Artificial, IoT (Internet das Coisas) e Nuvem.

Segundo a pesquisa, os Sistemas Integrados de Gestão (ERP) da TOTVS e da SAP têm 33% do mercado, Oracle 11% e outros 23%. A TOTVS lidera nas empresas de menor porte e a SAP nas empresas de grande porte. Mas, a Microsoft continua dominando as categorias no usuário final, com mais de 90% de uso.

Em Inteligência Analítica (BI – Business Intelligence and Analytics): SAP, Oracle, TOTVS, Microsoft, Qlik e IBM, nesta ordem, são os líderes desse segmento com 95% do mercado. Por fim, o estudo revela ainda que os maiores crescimentos em participação de mercado de software em 2020/21 foram: Google, Qlik e Zoom.

Consulte o relatório completo no link: http://www.fgv.br/cia/pesquisa .

Metodologia

O FGVcia divulga anualmente um amplo retrato do mercado de Tecnologia de Informação (TI), com resultados de estudos e pesquisas do uso de TI nas empresas. Nesta edição, houve a participação de 2.636 médias e grandes empresas.

Os resultados divulgados comprovam o processo de Transformação Digital das empresas e da sociedade. Vale ressaltar que o FGVcia é considerado um centro de referência na área e traz em suas pesquisas números inéditos e interessantes, retratando o cenário atual e as tendências desse ambiente, sendo uma valiosa contribuição para os meios empresariais e acadêmicos.