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Brasil Game Show terá loja oficial com o dobro do tamanho e ainda mais completa

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Em espaço duas vezes maior do que em 2014, visitantes poderão adquirir grande variedade de produtos customizados – como bonés, mochilas, camisetas e canecas –, e o inédito livro sobre a história do evento

Além de experimentar games que sequer foram lançados, conhecer grandes nomes da indústria dos jogos eletrônicos, encontrar atletas de e-Sports, participar de desafios, torneios e campeonatos, ver a exposição “A Evolução do Videogame” e curtir outras atrações do mundo dos games, quem for à Brasil Game Show (BGS), que acontece de 8 (imprensa e negócios) a 12 de outubro, no Expo Center Norte, em São Paulo, também poderá levar para casa produtos exclusivos da maior feira de games da América Latina, como “Brasil Game Show – O livro”, que conta a história do evento e será lançado na feira.
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Na loja oficial da BGS, montada no Pavilhão Azul e com o dobro do tamanho de 2014, (600 m²), também estarão à venda camisetas masculinas e femininas, inclusive modelos infantis para crianças a partir de dois anos, cadernos, bonés, , capas para tablets, squeezes, canecas e chaveiros, tudo com a logomarca da BGS. Entre as novidades destacam-se as mochilas, mousepads para gamers, porta-copos, bloco de anotações e boné personalizados da Brasil Game Cup – BGC, torneio de esportes eletrônicos da BGS que reúne as melhores equipes latino americanas do jogo Dota 2 e dará R$ 60 mil em premiação.

Em 2014, a loja oficial foi um grande sucesso, com milhares de itens comercializados nos cinco dias de BGS. Para 2015, a expectativa é superar essa marca e, para isso, haverá três vezes mais produtos à venda. Entre as novidades, estará “Brasil Game Show – O livro”, uma publicação da Editora Europa que conta a história da BGS e relata momentos da trajetória dos videogames no Brasil. O livro já pode ser adquirido em pré-venda pelo site www.blueticket.com.br/15640/Brasil-Game-Show-O-Livro por R$ 24,90, ou, durante o evento, por R$ 29,90 na loja oficial.

A lista de expositores da BGS 2015 está disponível em http://www.brasilgameshow.com.br/sou-visitante/expositores/lista-de-expositores e inclui nomes como: XBOX, PlayStation, YouTube, Warner Bros Games, EA, Ubisoft, Activision, Razer, Mad Catz, Capcom, NVIDIA, DXRacer, TP-LINK, RIMO Entertainment, HyperX, Saraiva, Lojas Americanas, americanas.com, Com2uS, Minecraft, ToyShow, Game7, EVGA, Azubu, Galápagos Jogos, Gunnar, Copag, Gargulla, Game7, Red Nose, Incomm, Forgame, Taiwan Excellence, Rixty, Top Draw, Nissan, Legião Nerd Grupo Editorial Record, UBV&G, HP, Omnyex, Bazar Magic, Garage 227 Studios, Digi Ten Studio, Duaik Entretenimento, Flux Game Studio, Odin Game Studio, VOID Studios, Overlord Game Studio, Reload Game Studio, Streamy, Messier, Data Realms, DNAe Studios, Samaritan Studios, Unique, SuperGeeks, Planeta De Agostini, GamerTag, Piticas, Requiém Studio, Like Kits, 2Dverse, G2E, Maxlab Studios, Tree of Dreams, Pain Gaming, Smyowl, Too Nerd to Die, entre outros.
Serviço – BGS 2015

Quando: 08 a 12 de outubro (08 só para business e imprensa)
Onde: Expo Center Norte
Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – SP
Horário: 13h às 21h
Ingressos: até 7 de outubro de 2015: R$ 79,00 (individual meia-entrada)

Outras opções de ingressos e preços podem ser obtidas no site http://www.brasilgameshow.com.br/sou-visitante/ingressos

Meia-entrada: benefício válido para doadores de 1kg de alimento não-perecível na entrada do evento, além de estudantes, portadores de necessidades especiais, idosos com idade a partir de 60 anos e professores, todos mediante apresentação de comprovação.

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O inútil sacrifício de empresas e empregos

Por Alfredo Bonduki*

O rebaixamento da nota de crédito do Brasil pela Standard & Poor’s comprovou estar equivocada a estratégia do governo de buscar o equilíbrio fiscal por meio do aumento de tributos. A agência de riscos, a rigor, apenas corroborou o que os brasileiros já sabiam: medidas como a lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff que reonerou a folha de pagamento das empresas em mais de 50 setores, com ônus de 150%, não são suficientes para reparar o déficit orçamentário do setor público. Além disso, impostos e taxas mais altos, como a volta da CPMF, aprofundam a crise econômica e pressionam a inflação, ao agravar o custo dos setores produtivos.

Mantendo despesas incompatíveis com o PIB brasileiro, o governo insiste em cobrir seu déficit com a captação de mais dinheiro de quem produz e trabalha. E faz isso com o suporte legislativo de uma fisiológica base de apoio no Congresso Nacional, à revelia do diálogo com os representantes de atividades geradoras de mão de obra intensiva, como a combalida indústria têxtil e de confecção. Este setor, cuja inclusão dentre os que receberiam aumento de “apenas” 50% foi vetada pela presidente na sanção da lei de reoneração da folha de pagamentos, desempregará mais de 100 mil trabalhadores este ano. Porém, o governo do Partido dos Trabalhadores parece estar mais preocupado em manter dispendiosas e anacrônicas regalias de um Estado ineficiente.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, talvez já consciente dos limites de cortes nas entranhas políticas e burocráticas do insaciável monstro estatal, insiste no discurso do aumento tributário, praticando uma tática de terra arrasada: tenta promover o ajuste em cima da indústria de transformação. Esta, porém, já foi muito sacrificada nos últimos anos pela desastrada e populista política de câmbio valorizado e juros altos. Perdeu competitividade e não tem como pagar mais imposto.

Relançando a CPMF e ameaçando aumentar o Imposto de Renda, Levy sucumbe à insana realidade brasiliense, sem apontar qualquer saída para a crise econômica e uma política industrial a ser executada após o ajuste fiscal. O ministro parece convencido de que a luz no fim do túnel seja, na verdade, o farol de uma locomotiva em rota de colisão com a economia, prenunciando um desastre. Isso ainda poderia ser evitado, por meio de um projeto de desenvolvimento baseado em inovação, aumento de produtividade e desoneração dos custos das empresas. Tal avanço, contudo, esbarra no fisiologismo, nas retaliações políticas, como tem feito o presidente da Câmara dos Deputados, mais preocupado com as delações da Lava Jato, e nas posições dogmáticas e inabilidade política da presidente Dilma.

Caso os obscuros acordos continuem gerando decisões pouco democráticas e persistam os problemas econômicos e políticos, teremos mais um tema no bordão do “nunca antes neste país”: números recordes de fechamento de empresas e perda de empregos, tornando inútil o sacrifício da sociedade para prover um ajuste fiscal feito de modo equivocado. É preciso que os poderes Executivo e Legislativo assumam a responsabilidade por seus atos e decisões.

Por isso, soa como desrespeito à inteligência dos brasileiros a frase de Joaquim Levy em entrevista na noite que se seguiu ao rebaixamento da nota de crédito do Brasil: “Se a gente precisar pagar impostos, eu tenho certeza de que a população estará preparada para fazer isso”. Não, ministro, não estará! Aumento de impostos e taxas para quem já vem pagando a conta há tanto tempo apenas aprofunda o desalento e a desesperança.

*Alfredo Bonduki, engenheiro formado pela Poli-USP e pós-graduado pela FGV, é presidente do Sinditêxtil-SP.

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Equity Crowdfunding: Start me up lança plataforma para investimentos a partir de R$ 100,00

O conceito de equity crowdfunding, investimento coletivo em que empresas buscam recursos para viabilizar modelos de negócios completos a partir de plataformas na internet, vem ganhando força no Brasil. O modelo inovador tanto para quem quer investir quanto para quem quer empreender, contudo, ainda parecia restrito a investidores profissionais. Para preencher a lacuna que separava pessoas interessadas em apoiar boas ideias, mas cujos recursos financeiros não permitem grandes aportes de capital, surgiu a Start Me Up, primeira plataforma de investimento colaborativo no Brasil baseada no conceito de captação de recursos na multidão.

Seguindo a proposta de democratizar o fomento de empresas inovadoras, a plataforma permite aplicações a partir de R$ 100,00. “Acreditamos que empresas baseadas em boas ideias podem e devem ser rentáveis. Elas precisam apenas de alternativas para a captação de capital. Por isso trabalhamos para o desenvolvimento de um novo mercado, o do investimento colaborativo de multidão, em que empresas inovadoras passam a obter recursos financeiros provenientes de investidores, amigos, conhecidos ou pessoas que simplesmente querem ajudar a impulsionar estas empresas, além de rentabilizar seu investimento”, diz Fábio Silva, sócio fundador da Start Me Up.

Além disso, a Start Me Up também funciona como um canal de comunicação entre a startup e os investidores, para que todos possam acompanhar o desempenho da empresa e receber informações sobre a sua performance, viabilizando, posteriormente, a participação do investidor na partilha dos resultados da startup. Ao final do contrato o investidor tem ainda a opção de se tornar sócio da empresa investida, uma maneira inovadora e simples de investir.

“Em nossa plataforma, empreendedores disponibilizam projetos de captação para seus negócios, apresentando informações sobre a sua proposta em busca de investidores. Quanto maior o valor do investimento maior será a participação do apoiador na empresa”, explica Fábio.

Equity Croudfunding como alternativa para empresas e investidores

Ao lado de Diego Perez, Fernando Patucci e Rodrigo Carneiro, Fábio tem a missão de difundir no Brasil um modelo destinado a unir investidores interessados em negócios rentáveis para empreendedores em busca de capital. Por isso, além de servir como agente de contato entre as duas pontas, a Start Me Up facilita o fluxo do capital investido e disponibiliza um canal de comunicação entre o empreendedor e seus investidores, permitindo o acompanhamento da performance da empresa investida.

“A StartMeUp é uma plataforma de investimento colaborativo que disponibiliza tecnologia para que qualquer pessoa possa investir em empresas com potencial de crescimento, onde o investidor receberá como contrapartida o direito de participar nos resultados financeiros desta empresa. Ao final do contrato, o investidor poderá converter o seu investimento em participação societária direta no capital social da empresa investida, tornando-se sócio”, explica Diego.

Para que isso seja possível, o investidor ingressará em um Contrato de Investimento Coletivo, que estabelecerá as regras do investimento e os seus direitos e obrigações do para poder participar nos resultados da empresa. Feito isso, o empreendedor receberá os recursos captados e os aplicará em sua empresa, executando as atividades que propôs no projeto disponibilizado no site da Start Me Up.

Números do Crowdfunding

Dados disponibilizados pelo Banco Mundial e pelo Crowdsourcing.org apontam que negócios e empreendedorismo foram responsáveis por 41,3% das campanhas de crowdfunding pelo mundo, o que representa uma movimentação de US$ 6,7 bilhões. Neste cenário, a modalidade de Equity Crowdfunding – ou investimento colaborativo – atingiu a marca de US$ 1,1 bilhão em 2014, número que representa um crescimento de 182% em relação ao ano anterior.
De acordo com a organização Anjos do Brasil, o mercado nacional de investimento em startups tem potencial para chegar a R$ 2,9 bilhões até 2017. Se considerarmos o volume registrado em 2014, esse segmento chegou a movimentar R$ 688 milhões, com um valor médio de aporte por investidor de R$ 97 mil.

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As sete melhores dicas para ter uma reunião perfeita

Reuniões podem ser longas ou curtas, práticas ou enfadonhas, em um local improvisado, em uma sala com projetores ou no ambiente virtual – são muitos os formatos de encontros corporativos, mas todos têm um objetivo em comum, a produtividade.

Um estudo realizado pela join.me em parceria com a Ovum apontou que dois terços dos colaboradores de empresas em todo o mundo consideram que mais da metade das reuniões que participam não são produtivas e tomam muito tempo das agendas já concorridas de todos os diferentes níveis de cargos dentro da empresa.

Então por que as pessoas continuam participando de reuniões tão ruins? A resposta é bastante simples: o mundo mudou, mas, para muitos, os encontros corporativos são os mesmos. Enquanto o trabalho se torna cada vez mais flexível e virtual, as reuniões presenciais ainda representam 62% dos encontros corporativos no mundo.
Pensando em ajudar as pessoas a promoverem e participarem de reuniões mais produtivas, a equipe de especialistas da join.me produziu uma lista com dicas para modernizar e agilizar as reuniões.

Comece cedo e termine logo

As reuniões são um mal necessário dentro das empresas, mas esta não é uma boa justificativa para perder tempo. Comece a reunião no horário e siga à risca o período estipulado anteriormente, mesmo que ocorram atrasos dos outros participantes. Esta é uma maneira eficaz de fazer com que as pessoas sejam objetivas nos temas discutidos e tomem as decisões mais rapidamente.

Siga o roteiro da reunião

É impossível preparar um roteiro sempre, mas tenha em mente quais são os objetivos daquela conversa e se atenha a eles. Outra boa estratégia é delimitar previamente por quanto tempo cada um dos assuntos será debatido e por quais participantes: é surpreendente descobrir que praticamente todas as discussões podem ser solucionadas em 10 minutos. Caso seja possível preparar um roteiro, não se esqueça de compartilhar com todos os envolvidos.

Foco no futuro

Reuniões são feitas por um motivo, e quase sempre ocorrem para falar sobre os próximos passos a serem tomados a partir de uma situação. No final da reunião, faça um resumo do que foi discutido e alinhe as próximas etapas com a equipe, definindo responsabilidades e prazos. Usar ferramentas que gravem a conversa e enviem o arquivo para os participantes, como a join.me, também ajudam a retomar tópicos que não foram bem definidos.

Escolha bem os participantes

Boas reuniões são aquelas que têm pessoas informadas e dispostas a colaborarem para solucionarem um problema ou darem novas ideias. Por isso, reduza ao máximo o número de participantes. Assim, todos terão oportunidade de se expressarem e não se sentirão intimidados por falar em público.

Seja flexível na escolha do lugar

Nem sempre é possível agendar uma sala grande e arejada, com café da manhã à disposição. Explore a empresa em busca de cantinhos silenciosos e espaços de fácil acesso aos demais participantes. Ambientes nos quais todos fiquem em pé podem ser estrategicamente interessantes, pois a tática faz com que as pessoas sejam mais objetivas. Outra boa alternativa são as reuniões virtuais, nas quais a sala sempre está disponível e ainda permite conectar pessoas de diversas partes do mundo.

Experimente o ambiente virtual

Atualmente, um colaborador ou um parceiro não necessariamente tem que estar na mesma sala, cidade ou até mesmo país para uma reunião efetiva. O tempo de deslocamento de todos é precioso e nada melhor do que se reunir com os demais participantes sem precisar sair da própria mesa. Além de economizar tempo e recursos que seriam gastos com o transporte, as reuniões online tendem a ser mais objetivas.

Escolha bem suas ferramentas

Se a reunião for virtual, tenha certeza de que você está usando a ferramenta adequada para as suas necessidades, já que todos os colaboradores têm muito a fazer e não podem perder tempo com problemas de conexão ou downloads. Existem plataformas no mercado para reuniões online que não exigem instalações, como exemplo a própria join.me, que permite que todos se conectem em poucos segundos e sem complicações. Assim, a reunião pode ocorrer de qualquer lugar, a qualquer hora. Tenha a certeza de utilizar uma plataforma profissional e segura.

Quer saber como será a sua próxima reunião? Faça o QUIZ da join.me e descubra: www.saibacomoserasuareuniao.com.br

O join.me, lançado recentemente no Brasil pela LogMeIn, reúne todas estas vantagens em uma mesma plataforma. Os participantes podem se conectar em uma reunião diretamente pela internet, de qualquer dispositivo – computador, tablet, smartphone ou Apple Watch. O participante também pode utilizar números de telefone fixos nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília e Porto Alegre para participar da conferência por meio de uma ligação local. A ferramenta, além de diversas outras funcionalidades, permite compartilhar a tela do computador em apenas alguns cliques.

Para usar a ferramenta sem custo basta acessar www.join.me/pt.

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Qual o impacto da reoneração da folha para as empresas?

O Governo Federal alterou radicalmente as regras relacionadas a desoneração da folha, com a sanção presidencial da lei que revê esse benefício na folha de pagamento concedida a 56 setores da economia, aumentando as alíquotas incidentes sobre a receita bruta das empresas, a chamada reoneração da folha.

A medida, também tornou facultativa a adesão à desoneração. Entretanto, a lei entra em vigor em 1º de dezembro deste ano, sendo que a legislação estabelece um prazo de 90 dias para a mudança na tributação, porém a opção por aderir ou não só poderá ser feita em 2016. A expectativa do Governo é aumentar a arrecadação em cerca de R$ 10 bilhões, contudo, o impacto nas empresas promete ser devastador.

“Infelizmente, no meio de uma crise, isso representará em mais um aumento nos gastos, o que com certeza tornará as empresas menos competitiva. Além disso, o fato de ser facultativa a adesão faz com que seja necessária a realização de uma análise tributária”, explica o diretor executivo da Confirp Consultoria Contábil, Richard Domingos.

Ainda segundo Domingos: “as regras da desoneração foram mudadas no meio de jogo, restando para os empresários e suas contabilidades correrem para ver qual o impacto que esse aumento de alíquota terá e qual será a melhor opção. Contudo, é certo que para grande porcentagem dos negócios não será mais vantajosa a opção pela desoneração”, explica.

Entenda melhor a desoneração

Para entender melhor, a desoneração da folha de pagamentos consiste na substituição (eliminação) da CPP (Contribuição Previdenciária Patronal) de 20% incidente sobre a folha de pagamentos dos funcionários e contribuintes individuais (sócios e autônomos) pela CPRB (Contribuição Previdenciária sobre Receita Bruta).

Contudo, antes da sanção da nova lei, a alíquota era de 1% ou 2% sobre o faturamento mensal, com a mudança, a partir de 1º de dezembro de 2015 (competência 06/2005) as alíquotas da CPRB serão aumentadas de 1% para 2,5% ou de 2% para 4,5%. Além disso, a desoneração da folha passará a ser “facultativa”. Portanto, se não for vantajoso, o contribuinte pode simplesmente deixar de optar pela desoneração da folha.

Contudo, existem algumas exceções da regra, como é o caso do setor de carnes, peixes, aves e derivados que estão isentos do aumento (continua 1% sobre a receita bruta). E setores com aumentos diferenciados como setores de call center e de transportes rodoviários, ferroviários e metroviários de passageiros, a taxa passou de 2% para 3% e empresas jornalísticas, de rádio e TV; o setor de transporte de cargas; o de transporte aéreo e marítimo de passageiros; os operadores de portos; o setor calçadista; e a produção de ônibus e de confecções, que passou de 1% para 1,5%.

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Especialistas detalham “lean em TI” em Disney, Embraer, Magazine Luiza e em outras grandes empresas em encontro em SP

Cases de Embraer, Disney, Dell, Magazine Luiza, CSC da Camargo Corrêa, Spotify, CI&T e Capgemini mostram, dia 28 de outubro, como organizações estão eliminando desperdícios e aumentando agregação de valor ao aplicar o sistema lean em tecnologia da informação; encontro terá gurus internacionais como Mary e Tom Poppendieck

A crise parece passar longe do setor de tecnologia da informação e comunicação (TIC), um dos mais estratégicos nas empresas.

Prova disso é que nos primeiros seis meses deste ano, por exemplo, o número de vagas de empregos disponíveis na área aumentou mais de 44%, segundo a Catho.

Para a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), o setor, que já representa 8% do PIB brasileiro, deve ultrapassar os 10% até 2022.

E apesar de provavelmente obter este ano um crescimento menor que nos anteriores, a estimativa dos especialistas é que, na contramão da crise, o mercado de TIC deve crescer pelo menos 5% em 2015, movimentando US$ 165,6 bilhões no país, estima a International Data Corporation (IDC).

A “má notícia” é que o setor de TI é, reconhecidamente, um dos mais “desperdiçadores” em boa parte das organizações.

Pesquisa recente da Standish Group, feita em 365 companhias entrevistadas nos EUA, mostra que 53% dos projetos de TI encomendados são entregues com custos quase dobrados, em comparação ao valor inicial acordado, e com atrasos de quase 200%, com relação ao prazo original. Além disso, 31% são cancelados no meio do caminho. E apenas 16% são entregues dentro do que foi originalmente estipulado.

Esse típico contexto da área de TI – no qual convivem, muitas vezes, lado a lado, “riqueza e desperdício” – é um “prato cheio” para se efetuar melhorias de gestão que consigam, ao mesmo tempo, eliminar processos desperdiçadores e aumentar a agregação real de valor nesse setor nas organizações.

É por isso que o Lean Institute Brasil (www.lean.org.br) – entidade sem fins lucrativos de São Paulo que há mais de 15 anos é referência na disseminação do sistema lean entre as empresas brasileiras – vai realizar dia 28 de outubro, no Centro Empresarial de São Paulo (Cenesp), o primeiro “Lean IT Summit”.

O encontro vai reunir alguns dos mais relevantes especialistas brasileiros e internacionais, além de cases do Brasil e de fora do país, sobre aplicação do sistema lean na área de TI.

São cases envolvendo algumas das mais importantes empresas do mundo, como Embraer, Walt Disney, Dell, Magazine Luiza, Centro de Serviços Compartilhados da Camargo Corrêa, Spotify, CI&T e Capgemini. Especialistas dessas companhias vão detalhar como o sistema lean está redefinindo o papel da área de TI nas organizações, gerando, com isso, impactos positivos nos negócios.

É o caso, por exemplo, do case de TI de uma das maiores empresas de entretenimento do mundo, a Disney. Esse será o tema da palestra de Pat Reed, agile consultant e ex-diretora da Walt Disney Company, que vai explicar porque ainda se mantêm enormes as “taxas de erros” nos grandes projetos de software em TI em boa parte das companhias.

Na palestra “TI e o pensamento lean: uma vantagem competitiva”, Pat vai detalhar também de que forma grandes organizações americanas estão atacando esse problema e, assim, gerando bilhões de dólares em resultados para os negócios.

Informação similar estará no detalhamento do case de uma das maiores redes de lojas de varejo do Brasil, o Magazine Luiza, na palestra que ficará a cargo de Marcelo Koji, CIO (Chief Information Officer) da companhia.

O especialista vai explicar como o pensamento lean aplicado no setor de TI tem se tornado um aliado fundamental na empresa para aproximar pessoas e simplificar processos, auxiliando no atendimento aos clientes em mais de 700 lojas físicas, virtuais e online. Será na palestra “Transformação lean: de TI Tradicional para TI Digital”.

Já Raoni Bandeira, IT Site manager da LatAm MFG Operations, vai detalhar o case da Dell, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo, com clientes em mais de 180 países. E que só no ano passado entregou mais de 47,3 milhões de computadores, tornando-se pioneira em desenvolvimentos essenciais nos segmentos de computação doméstica, de pequenas empresas e na área corporativa.

Raoni vai explicar como que a Dell – para dar conta de toda essa complexidade do negócio – investiu pesado em transformação lean, visando gerar simplificação e racionalização na área de TI para torná-la totalmente integrada ao processo de manufatura. Como isso, gerou uma economia de mais de 100 milhões de dólares em custos de suporte aos sistemas, além de uma melhoria de 50% no downtime das fábricas. Será na palestra “Integração total é o caminho”.

Já Alexandre Baulé, VP Information Systems da Embraer, uma das maiores empresas aeroespaciais do mundo, vai detalhar como vem evoluindo a implementação do sistema lean aplicado na área de TI da empresa, um trabalho iniciado há cerca de dois anos. A ação é fruto de uma jornada lean que já ocorre há cerca de sete anos em diversas outras áreas da Embraer.

Nesse contexto, o especialista vai relatar como a companhia iniciou a adoção do sistema lean também em TI com a realização de clínicas da qualidade, seguidas de técnicas de solução de problemas, processo kaizen estruturado, 5S digital, hoshin, hansei, entre outras práticas. Será na palestra “Uma jornada rumo à excelência”.

Henrique Imbertti Jr., Agile Coach da Spotify, serviço internacional de música digital que dá acesso a milhões de títulos em todo mundo, vai detalhar como a empresa está fazendo para, em meio a um grande crescimento mundial, manter e otimizar a eficiência. Dentro desse contexto, como deve ser o papel da liderança para criar equipes de sucesso, sempre flexíveis e ágeis, respondendo às mudanças no mercado e trazendo resultados consistentes. Será na palestra “Liderança em uma empresa grande, porém ágil”.

Outro case será de uma das mais renomadas companhias de TI do Brasil: a multinacional brasileira Ci&T. Formada por mais de dois mil colaboradores, especializada em software e sistemas para transformação digital de negócios, a empresa com sede em Campinas e escritórios distribuídos pela América Latina, América do Norte, Europa e Ásia é um dos principais cases brasileiros em lean na área de TI.

A empresa utiliza o sistema em 100% de seus projetos. Com isso, explica César Gon, Fundador e CEO da CI&T, consegue interações em todo o ciclo de desenvolvimento de produtos, velocidade de entrega e garantia de alinhamento com os objetivos do negócio. Além disso, detalha Gon, consegue, em paralelo, gerar desenvolvimento de pessoas.

Não à toa que a companhia foi eleita já por oito vezes consecutivas uma das Melhores Empresas para Trabalhar no Brasil (GPTW), feito conseguido somente por 10 organizações, sendo a CI&T a única de TI.

Na palestra “Desenvolvendo pessoas antes de desenvolver softwares”, Gon vai detalhar como a CI&T implementa o sistema lean e como que esse processo vem criando um ambiente baseado em meritocracia e agilidade, conciliando evolução técnica e liderança empreendedora.

Já com 180 mil profissionais em mais de 40 países, a Capgemini, um dos principais provedores globais de serviços de consultoria, tecnologia e terceirização, é outro case lean que vai exemplificar no encontro como o sistema pode mudar a gestão de TI.

A empresa desenvolveu internamente a rede “Comunidade Lean dos Agentes de Mudança”, com mais de 300 pessoas. Com isso, vem gerando mudanças profundas na organização, permitindo entregas mais simplificadas e melhorando os resultados.

Esse será o mote da palestra de Matteo Barbazza, VP Global Lean IT, e Christian Gut, Gerente sênior de projetos, que vão explicar como estão fazendo para evitar que o sistema lean se torne “mais uma atividade de rotina”, mas, em vez disso, vire um modelo real e abrangente de gestão, que ajude a empresa a lidar com equipes distribuídas e permita criar geração de valor em toda organização. Será na palestra “Geração de valor com equipes distribuídas”.

Outro case vai detalhar o papel estratégico de se aplicar o sistema lean na área de TI de um Centro de Serviços Compartilhados, estrutura que tem sido adotada por grandes organizações para integrar e melhorar os processos administrativos.

Nesse contexto, Ricardo Gomes de Castro, Diretor de TI e de Consultoria do Centro de Serviços Compartilhados (CSC) do Grupo Camargo Corrêa, vai mostrar como o setor de TI da construtora consegue, ao adotar o sistema lean, otimizar as áreas administrativas, fazendo-as gerar mais valor e menos desperdícios, melhorando, assim, os negócios da empresa. Será na palestra “Gestão da demanda: um futuro de valor”.

Especialistas internacionais

Além de cases, o encontro terá a participação de alguns dos mais renomados especialistas do mundo no tema.

Por exemplo, na palestra de uma das mais importantes “gurus” mundiais no assunto, a norte-americana Mary Poppendieck, coautora do cultuado livro “Lean Software Development”, feito em parceria com o marido, Tom Poppendieck, que também vai participar do evento, numa mesa de debates.

Na palestra “Eficiência do fluxo total em sistemas intensivos de software”, Mary vai detalhar como a mentalidade lean pode mudar a forma de pensar a engenharia de software. Com isso, obtendo “fluxo total” como principal objetivo. E assim, conseguir maior satisfação do cliente, diminuição do tempo de resposta ao mercado, fabricação do produto certo com a melhor qualidade, lançamentos confiáveis com produtividade e eficiência, entre outros.

Christopher Thompson, gerente de Projetos do Lean Institute Brasil, vai explicar o modelo básico de adoção do sistema lean na área de TI que leva em conta os seguintes elementos: propósito orientado a partir das necessidades do negócio, melhoria no processo, desenvolvimento de capacidades, sistema de gestão com uma liderança responsável e pensamento básico que suporta e direciona a transformação. Será na palestra “O Modelo de Transformação Lean em TI”.

“Em TI, iniciar a ‘jornada lean’ de forma correta é fundamental para atingir resultados rapidamente. E também para gerar uma base sólida a fim de estruturar os próximos passos da transformação. Ao longo dos últimos anos, geramos um modelo de transformação lean que consolida as nossas experiências e práticas comprovadas nessa área, permitindo uma visualização clara dos desafios a serem vencidos”, resumiu Thompson.

E Samuel Crescêncio, fundador do Lean IT 101, vai detalhar a “pirâmide lean”, um modelo de engenharia de software que busca equilibrar a aplicação das práticas lean e ágeis por toda a organização. Será na palestra “Pirâmide Lean: o equilíbrio entre práticas lean e ágeis”.

“A área de TI é um dos setores mais estratégicos de qualquer organização. Ao mesmo tempo, é, muitas vezes, um dos mais desperdiçadores e com pouca agregação real de valor. Nesse contexto, esse encontro busca justamente compartilhar as experiências reais e concretas de organizações e pessoas que estão conseguindo mudar isso, tornando o setor de TI uma parte fundamental para tornar a empresa mais econômica, produtiva, competitiva e com mais qualidade”, acredita o Prof. José Roberto Ferro, fundador e presidente do Lean Institute Brasil (www.lean.org.br), entidade sem fins lucrativos de São Paulo, que há mais de 15 anos dissemina o Sistema Lean entre as empresas brasileiras – e que está organizando o “Lean IT Summit”.

Serviço:
Lean IT Summit
Quando: dia 28 de outubro, quarta-feira, das 8h30 às 17h30.
Onde: Centro Empresarial de São Paulo, av. Maria Coelho Aguiar, 215, Bloco G, 2º andar, Jardim São Luís, São Paulo (SP).
Mais informações e inscrições: www.leanitsummit.com.br ou (11) 5571-0804. Vagas limitadas.

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Teoria das 3 Caixinhas

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Por Fernando Gibotti

A instabilidade do mercado e os seus efeitos nos negócios são alguns dos maiores problemas que mais afligem os empresários brasileiros. A melhor estratégia para sobreviver às mudanças políticas e econômicas é rever a relação entre receitas e despesas, como sugere o conceito inédito da “Teoria das 3 Caixinhas”, criado e lançado pelo GS Group, empresas de inteligência e inovação voltadas para o varejo de pequenos, médios e grandes portes.

A “Teoria das 3 Caixinhas” consiste em buscar o equilíbrio financeiro das empresas por meio da conciliação entre as despesas e as receitas, sendo que as receitas devem ser classificadas a partir de três caixinhas distintas: Receitas Fixas Recorrentes, Receitas Fixas Pontuais e Receitas Variáveis sobre êxito. Após a classificação das receitas devemos atribuir um percentual máximo e mínimo de despesas à cada caixinha.

Receitas Fixas Recorrentes ocorrem a partir de uma venda por meio de pagamento mensal fixo e por um tempo determinado, podendo variar entre 12, 24 e 36 meses. Essas receitas são fundamentais para a sobrevivência perene da empresa; idealmente devem ser responsáveis pelo custeio de 100% das despesas, sendo recomendado o percentual mínimo de 70% do custeio. Normalmente ocorrem mediante à prestação de serviços isolados ou atrelados à venda de produtos. Exemplos de Receitas Fixas Recorrentes são os contratos de licença de uso de software, locação mensal de máquinas de cartão de crédito e planos próprios de pagamento mensal para aquisição de bens ou serviços (consórcios e similares).

Receitas Fixas Pontuais ocorrem uma única vez a partir de uma venda. Por dependerem diretamente da venda única e serem suscetíveis às instabilidades do mercado, as Receitas Fixas Pontuais, em um modelo empresarial ideal, não devem ser consideradas para o custeio das despesas da empresa. Deve-se admitir que essas receitas custeiem, no máximo, 30% das despesas da empresa. São exemplos de Receitas Fixas Pontuais as ocasionadas pela venda de produtos de consumo em geral no modelo “pague e leve” e pela prestação de serviços de uso comum como corte de cabelo, tratamentos odontológicos e projetos arquitetônicos e de engenharia.

Receitas Variáveis sobre o Êxito dependem do sucesso da empreitada para que seja gerado o pagamento ao fornecedor dos produtos ou serviços utilizados para a execução da mesma. Em outras palavras, o fornecedor pode não receber nenhum centavo sobre seu produto ou serviço caso não sejam alcançadas as metas inicialmente planejadas durante a venda. Um bom exemplo para Receitas Variáveis sobre o Êxito são os contratos firmados entre os corretores de imóveis e os incorporadores. Nesse caso, os corretores só receberão seus dividendos se houver a efetiva venda dos imóveis, independentemente do trabalho executado pelos mesmos. Nesse modelo, um corretor poderá trabalhar durante semanas ou meses, abordar dezenas de clientes e não receber absolutamente nada pelo seu trabalho caso a venda não aconteça. Por ser de alto risco e totalmente suscetível às oscilações do mercado, essas Receitas não podem, em hipótese alguma, serem consideradas para o custeio das despesas. Elas devem compor o lucro “bom” da empresa.

A lógica básica da “Teoria das 3 Caixinhas” é obter todo o custeio das despesas da empresa por meio de receitas recorrentes, ficando as demais Receitas (Fixas Pontuais e sobre o Êxito) livres da obrigação do custeio empresarial. A ideia é simples: imagine a empresa iniciar todos os meses com 100% das despesas já garantidas pelas receitas advindas de contratos por meio das Receitas Fixas mensais. Toda venda nova ao longo do mês propicia recursos extras que podem ser utilizados para investimentos no negócio e para a divisão de lucro entre os sócios.

A “Teoria das 3 Caixinhas”, quando bem aplicada, proporciona ao empresário a tranquilidade necessária para comandar sua empresa em cenários de incerteza e insegurança econômica, além de propiciar negociações mais positivas em novas vendas tendo em vista uma melhor lucratividade do negócio.

Fernando Gibotti

É Diretor de Inteligência do GSGroup (empresas de Inteligência de Negócios nos setores do varejo e imobiliário); doutor em Computação Aplicada pelo Inpe – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais; mestre em Engenharia Urbana pelo PPGE da UFSCar; especialista em Geospatial Technology pela universidade Jaime I – Castellón, Espanha, em Geospatial Infraestructure pela University of Munster – Munster, Germany; graduado em ciência da computação e técnico em contabilidade; coordenador do grupo de estudo (Northweast) de varejo para baixa renda; consultor na área de TI em empresas de grande e médio porte e na área de Tecnologia da Informação Espacial para o PNUD – Programada das Nações Unidas (ONU) para o desenvolvimento; projetista e desenvolvedor de ontologias para o projeto ACE-GIS (Adaptable and Composable E-commerce and Geographic Information Services).

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O que a Coreia fez e o Brasil não

Por José Pio Martins*

Um dos mais extraordinários exemplos de crescimento econômico e superação da pobreza no pós-guerra é a Coreia do Sul. Há 70 anos, o país era pobre. Em 1945, foi dividido em dois: a Coreia do Norte, que permanece uma ditadura comunista miserável e atrasada até hoje; e a Coreia do Sul, que assombrou o mundo com seu desenvolvimento e continua a dar lições de como crescer e progredir.

Com 50 milhões de habitantes, a Coreia tem renda per capita de US$ 30 mil, contra US$ 11 mil do Brasil. É um dos países mais desenvolvidos do mundo, que se destaca por sua moderna indústria nacional, altas tecnologias e elevado nível de bem-estar social. Com população quatro vezes maior, o Brasil não tem uma única marca de veículos genuinamente nacional, e somos compradores dos produtos das coreanas Hyundai e Kia, além de outras gigantes como Samsung e LG.

Para começar, após o fim da guerra contra a vizinha do norte, a Coreia do Sul abraçou o capitalismo sem pruridos ideológicos, enquanto o Brasil nunca foi verdadeiramente capitalista e sempre viu a economia de mercado com certa desconfiança. O governo coreano definiu que seu escopo seria a fixação da estratégia de crescimento econômico e a criação de condições para a modernização capitalista. As reformas que vieram a seguir tiveram essas duas diretrizes como base e o país teve um surpreendente surto de desenvolvimento a partir dos anos 70.

O êxito coreano se deve, entre outros, a cinco fatores: a reforma agrária implantada no pós-guerra, que diminuiu sensivelmente a pobreza rural; o programa educacional, com maciços investimentos na educação de base sem a cultura bacharelesca latino-americana; a adoção do planejamento familiar; a abertura para o exterior e priorização de indústrias voltadas à exportação; investimentos pesados em infraestrutura de transportes, comunicações e tecnologias de ponta.

A Coreia entendeu que o motor do crescimento econômico é a empresa, não o Estado, e que a figura central da criação de riqueza é o empreendedor, não o burocrata estatal. Curiosamente, a Coreia demorou para estabilizar seu sistema de governo, após titubear sob governantes autoritários e tumultos políticos. No ranking internacional, o país é considerado o mais inovador do mundo, o que somente é possível pelo respeito reverencial ao pesquisador, ao inventor, ao empreendedor e ao educador.

Já o Brasil não se libertou da cultura bacharelesca (que valoriza mais as letras que a tecnologia), do apego subserviente ao Estado (que desconhece a expressão “satisfação do cliente”, mesmo vivendo à custa deste) e da aceitação envergonhada da economia de mercado. Nosso país tem uma relação esquizofrênica com o capitalismo. Adotamos o sistema, mas tratamos mal seu principal ator – o empresário -, não conseguimos entender a lei da oferta e da procura e seguimos acreditando, ingenuamente, que para cada problema individual há sempre uma solução estatal.

Mas a grande revolução coreana foi na educação. Ao dar ênfase à educação das mulheres, uma legião de trabalhadoras qualificadas foi formada e a explosão populacional foi contida. Ao priorizar a educação de base, o analfabetismo foi vencido e a competência técnica foi adquirida. Ao concentrar os recursos (sempre escassos) no ensino tecnológico e no domínio das matemáticas, uma multidão de trabalhadores tecnicamente preparados lançou o país ao sucesso econômico.

Bem, não é preciso ir longe para entender o que a Coreia fez e o Brasil não…

José Pio Martins, economista, é reitor da Universidade Positivo.

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14º Seminário Internacional PMI aborda Liderança Coaching na Gestão de Projetos!

José F. Silva Junior

Em todo o mundo, empresas de diversos segmentos, portes e culturas buscam atrair os melhores talentos no mercado, mas nem todas investem tempo e dinheiro para reter esses talentos na organização. Cada vez mais as empresas percebem que valorizar o capital humano é uma ação fundamental e estratégica para sua sobrevivência e crescimento.

Gerenciar projetos envolve gerenciar pessoas, recursos e prazos com vistas a entregar um produto ou serviço dentro das especificações estabelecidas pelo cliente, ou seja, de acordo com um objetivo estabelecido. Com este pensamento, José Francelizio da Silva Junior, da empresa Jr Desenvolvimento Humano, irá apresentar a palestra “Liderança Coaching na Gestão de Projetos” durante o 14º Seminário Internacional de Gerenciamento de Projetos (09, 10 e 11 de novembro de 2015).

“A visão da liderança coaching é a obtenção de resultados estabelecidos por meio do desenvolvimento de pessoas e grupos. Existem vários estilos de liderança e nenhum é único e mais correto. O que é unânime é o fato que a liderança mais eficiente é aquela que atende aos desafios da situação do momento, assim como as necessidades das pessoas que estão sendo lideradas. A aplicação dos conceitos da liderança coaching contribui significativamente para uma gestão de projetos com alta performance”, afirma o profissional.

José Francelizio da Silva Junior conta que a Liderança coaching é um modelo que estimula o capital intelectual que permite que o ambiente seja construído com bases no treinamento e desenvolvimento em prol do crescimento de um todo, no caso, do time, da empresa e do próprio projeto. “O líder coach foca no trabalho em equipe, na motivação, incentivo e na colaboração de cada membro. Com metas claras, sabe aonde quer chegar enquanto promove oportunidades de crescimento pessoal e profissional para toda equipe, isto é, alta performance e produtividade. Liderança coaching por ser voltada ao atingimento de resultados por meio do desenvolvimento de pessoas além de tornar-se mais produtivo, gera profissionais mais qualificados”, comenta.

Ele acredita que o conceito do desenvolvimento contínuo pode colaborar para a obtenção de melhores resultados, isto significa que, na dinâmica de mercado atual, o evento do qual irá participar – o Seminário Internacional – agrega valor aos profissionais de uma área específica, fomentando de forma sistemática a geração e compartilhamento de informação e conhecimento para seu público. “Para mim é um enorme orgulho e um desafio. Falar de um tema no qual acredito e que me fascina para um público tão seleto e qualificado, é realmente muito importante”, finaliza.

Para saber mais sobre essa e as demais palestras presentes no Seminário, acesse: http://sigp.org.br/

Serviço:
14º Seminário Internacional de Gerenciamento de Projetos
Local: Centro Fecomercio de Eventos
Rua Dr. Plinio Barreto, 285
Bela Vista – São Paulo – SP
Dias 09, 10 e 11 de novembro de 2015
Inscrições pelo site: http://sigp.org.br/seminario-2015/

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Armazenamento – no local ou na nuvem?

Por James Honey, gerente de marketing de produto sênior da SolarWinds

Quando se trata de determinar a melhor forma de armazenar enormes quantidades de dados empresariais confidenciais gerados diariamente, as organizações se deparam com duas opções: (aquilo que pode ser considerado o método tradicional) sistemas de armazenamento nas próprias instalações ou uma solução externa hospedada por provedores de computação na nuvem. Embora muitas empresas continuem investindo em armazenamento local, o armazenamento baseado na nuvem está começando a se tornar uma opção potencial para algumas. De fato, espera-se que 36% de todos os dados sejam armazenados na nuvem até 2016, um crescimento da parcela de apenas 7% em 2013. Obviamente, apesar de o armazenamento em nuvem parecer uma opção intrigante, existem pontos positivos e negativos associados a cada método, desde custo e controle até segurança.
Acima de tudo, as organizações precisam entender que não existe uma solução que atenda a todos os casos. Em vez disso, é basicamente uma questão de identificar um método — local ou baseado na nuvem — que ofereça a melhor opção para uma organização com base em necessidades individuais. Existem três fatores importantes a serem considerados ao avaliar qual opção é a melhor para uma organização.

Controle e gerenciamento de dados

Controle e gerenciamento são os primeiros fatores importantes que devem ser considerados. Para as organizações que desejam ou precisam de mais controle sobre seu armazenamento, a infraestrutura local oferece uma variedade de opções englobando nível de serviço e graus de proteção de dados. Oferecer maior suporte à replicação de sistemas de arquivos, camadas de dados, capturas de tela, recursos de backup e hardware físico é geralmente ideal para organizações que procuram otimizar o desempenho para diferentes tipos de aplicativos e dados dentro de um único sistema. Além disso, ela oferece maior capacidade de gerenciar e ajustar o desempenho diretamente como parte da pilha de aplicativos coletivos, ou AppStack, que consiste na infraestrutura subjacente necessária para garantir um desempenho ideal de aplicativos. O hardware no local também proporciona às organizações um gerenciamento de segurança e conformidade de dados mais direto, ao passo que alguns provedores de nuvem podem não ter o nível de privacidade necessário para atender aos regulamentos de dados específicos.

Em comparação, as empresas que optam por utilizar os serviços de um provedor de nuvem, tal como o Amazon Web Services, devem aceitar os termos estipulados no contrato de nível de serviço (SLA). Elas não têm que gerenciar com tanto nível de detalhes, mas também não têm o mesmo nível de controle. Se o SLA inicial, que inclui detalhes como a percentagem de tempo que os serviços estarão disponíveis, o número de usuários que podem ser atendidos simultaneamente e os parâmetros de desempenho, acabarem se tornando inadequados, as organizações deverão migrar para a camada mais alta (e mais dispendiosa) de armazenamento para obter serviços e recursos adicionais.

Apesar disso, para algumas, o armazenamento em nuvem ainda pode oferecer uma alternativa valiosa a hardware físico como, por exemplo, para empresas de pequeno a médio porte com um orçamento de TI limitado e com funcionários que podem achar que o gerenciamento de dados incorporados em armazenamento de nuvem é altamente econômico, apesar do SLA. Além disso, empresas de maior porte que executam aplicativos baseados na nuvem podem optar por implantar armazenamento na nuvem para garantir maior disponibilidade (veja a seguir).

Disponibilidade e latência

A capacidade de armazenar e acessar dados a qualquer momento é um componente crítico das soluções de armazenamento de dados e exerce grande influência sobre a escolha do que é ideal para uma organização: armazenamento local ou na nuvem. Embora uma alternativa relativamente nova à armazenamento local, a disponibilidade de armazenamento na nuvem pode quase sempre exceder a disponibilidade de um ambiente tradicional, porque os sistemas que acessam os dados normalmente não têm um ponto único de falha e podem ser facilmente acessados de vários locais.

Contudo, um desafio inerente ao armazenamento na nuvem é a latência, que é difícil de ser reduzida sem garantir que os dados sejam armazenados em um local físico mais próximo, talvez optando por um provedor de serviços em nuvem que tenha um datacenter próximo a um centro de operações da empresa. Os profissionais de TI que gerenciam o armazenamento para as organizações com aplicativos instalados no local, onde a latência ou uma incapacidade de acessar dados for um problema grave, deverão levar em conta essas desvantagens potenciais da nuvem.

Por outro lado, a infraestrutura local pode ser configurada para alta disponibilidade, embora muitas vezes isso seja muito caro. Mesmo assim, ele pode oferecer às organizações um armazenamento rápido com o suporte de um sistema de redes de armazenamento, tornando adequada a solução de armazenamento no local para várias cargas de trabalho diferentes que exigem alto desempenho, armazenamento de baixa latência, tais como virtualização de servidor e desktop ou aplicativos de bancos de dados.

Economia de custo (ou não)

Muitas empresas continuam investindo em hardware físico, mas cada vez mais, especialmente à medida que os custos de largura de banda caem, a nuvem está se tornando atrativa. Com armazenamento baseado na nuvem, uma organização pode comprar apenas a quantidade de armazenamento necessária e pagar uma tarifa mensal por esse armazenamento, em vez de ter que comprar um dispositivo físico caro que pode acarretar um custo inicial alto de capital, sem contar o custo adicional de alocação de espaço e energia. Esta capacidade de “expandir conforme a necessidade” também pode ajudar as empresas que buscam reduzir os custos iniciais. Se isso pode ser evitado, por que comprar uma solução dispendiosa de 20 terabytes quando a empresa precisa apenas da metade desse armazenamento no momento, mesmo que a expansão no futuro possa exigir isso em determinado ponto?

Todavia, as organizações devem estar cientes de que ao mesmo tempo que as soluções hospedadas na nuvem reduzem as despesas de capital, geralmente há uma parcela de custos ocultos, por provedor e SLA, é claro, que podem aumentar os custos operacionais. Os custos de provedor por gigabyte de armazenamento, por solicitação e a cada transferência de dados de e para a nuvem podem aumentar rapidamente, resultando em uma economia geral de orçamento menor do que muitas organizações esperam. Para determinar de forma eficaz se a computação em nuvem é uma alternativa econômica às soluções físicas, as empresas devem realizar auditoria suficiente com relação às estruturas de preços em SLAs para que não haja nenhum custo suplementar que as surpreendam.

Então, o que é melhor?

Realmente não se trata de qual método é o melhor, mas de qual método atende melhor às necessidades de uma organização. Se uma empresa precisa de disponibilidade, proteção, desempenho e conformidade de armazenamento, considerando um orçamento de TI, haverá uma necessidade para ambas as soluções de armazenamento: no local e na nuvem. Os profissionais de TI avaliam ambas as opções considerando as necessidades diárias específicas da empresa antes de determinarem se devem armazenar seus dados no local ou movê-los para a nuvem.

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CIOs buscam apoio para embarcar na Transformação Digital

Marcelo Issa, diretor de Alianças e Marketing do Grupo AÇÃO

O ano não está sendo fácil – e ninguém disse que seria. Relatórios do Banco Central já preveem uma retração de 2,7% na economia brasileira, o pior resultado nos últimos 25 anos. Somente de julho a setembro, as instituições internacionais de avaliação de riscos de crédito, que classificam a atratividade de um país para investimentos, já colocaram o Brasil em cheque – algumas trocando o grau de investimento pelo de “mau pagador”.

Mais do que nunca, é necessário que a indústria se reinvente para atender a um mercado consumidor que teme a economia, reduz investimentos e anda com um pé ou dois atrás. Para o setor de TI não é diferente. Mesmo em plena era de transformação digital e Internet das Coisas (IoT), as empresas brasileiras estão reduzindo as expectativas de crescimento e puxando a rédea dos departamentos de TI.

Estamos vivendo um momento de renegociação dos contratos e os CIOs querem continuar inovando e alcançando a eficiência operacional. Para isso, precisam de alguém que possa entender esta dificuldade e oferecer soluções à medida de cada necessidade.

O papel de Trusted Advisor – ou conselheiro de confiança, ganha maior importância diante deste cenário. As empresas de tecnologia querem mostrar para o mercado, principalmente as PMEs – historicamente mais conservadoras – que soluções de Cloud e Big Data & Analytics, por exemplo, mesmo com baixo investimento, já são tangíveis.

Essas empresas necessitam, mais do que nunca, buscar a eficiência operacional, não apenas pela inovação, mas também sabendo usar da melhor forma o que já possuem e com pequenas adequações, além de tecnologias para gerenciar tudo isso. É preciso entender as dores e dificuldades dos clientes para realmente ajudá-los.

Para atender a esses requisitos, muitos integradores estão buscando alianças estratégicas com o Grupo AÇÃO, pioneiro no modelo S-VAD (Solution Value-Added Distributor), ou distribuidor de Soluções de Valor Agregado. É um modelo de relacionamento com o canal onde o distribuidor é alicerce para que a revenda possa participar em projetos de soluções. A AÇÃO atende as demandas e requisições dos clientes, gerando valor ao orquestrar múltiplos canais, que operam com múltiplos fabricantes em uma mesma oportunidade, garantindo a construção de uma solução completa para o cliente.

Mas, até que ponto esse papel se torna um fator primordial de sustentabilidade? Durante o EMC Forum 2015 – São Paulo, um dos mais importantes eventos de Big Data e Cloud do país, o presidente da EMC Brasil, Carlos Cunha, pontuou que os fornecedores de tecnologia também precisam entrar no negócio dos clientes e pensar como eles. É um momento de redefinição em toda a cadeia de TI e uma responsabilidade com a retomada da economia pelo avanço tecnológico.

No início do ano, um estudo da Frost & Sullivan apontou investimentos em Big Data em 34% das empresas brasileiras até 2016 – a maior parte delas pela primeira vez. A mesma pesquisa mostrou que as empresas estão buscando serviços de consultoria para construir um “road map” e iniciar a adoção de ferramentas de analytics. Com elas, as empresas podem coletar e gerenciar dados de clientes, da empresa e do mercado. Essas informações ajudam na tomada de decisões, na retenção de clientes e até na descoberta de novas ameaças e oportunidades.

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Startup cria ferramenta que evita desperdícios e perdas financeiras em farmácias

A startup Arquivei tem chamado a atenção de empresas de todo o país – já possui milhares de clientes em 25 estados brasileiros. Inicialmente, a primeira ferramenta oferecida era a gestão de notas fiscais, obtendo todos os documentos emitidos contra o CNPJ das empresas contratantes do sistema, organizando e guardando de forma legal, isentando clientes de multas em caso de fiscalização – até mesmo a Arcos Dourados, gestora da rede McDonald’s no Brasil, se rendeu à novidade.

Agora, a empresa, sediada em São Carlos, um dos pólos tecnológicos mais famosos do Brasil, acaba de lançar ao mercado uma nova ferramenta, o aplicativo +Farmácia, capaz de reduzir exponencialmente perdas com medicamentos vencidos. A dinâmica do novo produto consiste em basear-se nas informações cedidas pelo fornecedor. “Uma vez que a farmácia compra um produto, uma Nota Fiscal Eletrônica é emitida pelo fornecedor e enviada diretamente para a Secretaria da Fazenda. O Arquivei obtém automaticamente esta nota, extrai informações de medicamentos e alimenta o App +Farmácia, que realiza uma pré-análise para identificar possíveis riscos referentes à validade dos produtos a serem entregues. Basta, então, apenas informar um período mínimo para venda, o App identifica automaticamente produtos vencidos ou com vencimento próximo, permitindo uma ação imediata e evitando perdas”, explica Christian De Cico, 28, diretor e fundador da empresa.

Para avaliar a efetividade do novo aplicativo, o Arquivei realizou um estudo de caso com a rede de farmácias Rosário, durante 30 dias. Ao final, segundo De Cico, o +Farmácia acabou prevenindo em 80% os gastos referentes à incineração e perda de produtos com potencial de venda.

Sobre o Arquivei

Idealizado em 2013 e colocado em prática durante 2014, o Arquivei é um programa online que se conecta à Secretaria da Fazenda e baixa as NFes emitidas contra o CNPJ da empresa, concentrando-as num Painel de Gestão de Notas, o que facilita e otimiza o arquivamento dos documentos com garantia legal. Além dessa solução, a empresa tem criado outras ferramentas com foco na organização e redução das perdas para empresas de diversos ramos.

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