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O que 2020 ensinou para o e-commerce

Por Samantha Schwarz, gerente de e-commerce da Infracommerce


Em 2020, o mundo se viu forçado à uma aceleração dos processos digitais e o mercado de e-commerce, que já tinha um crescimento natural e constante, foi para muitos a única saída de manter os negócios ativos. E os números não me deixam mentir: uma pesquisa da Ebit-Nielsen estima que mais de 7 milhões de brasileiros fizeram sua primeira compra on-line neste ano.

Por mais que todo esse movimento tenha sido uma aceleração de um processo que já estava por vir, 2020 foi um ano de muitos aprendizados para o e-commerce, que precisou de adaptações e recursos, para conhecer melhor seus novos clientes. O primeiro aprendizado é que esses novos hábitos de consumo vieram para ficar! Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo indica que a expectativa é que cerca de 70% dos consumidores continuem comprando on-line, mesmo com a volta do varejo físico. Isso significa que a experiência do consumidor se tornou algo mais importante do que nunca.

Os consumidores que já estavam no e-commerce só reforçaram este comportamento e, para os recém-chegados, descobriu-se um universo a ser explorado. Dentro desse cenário, lidar com o aumento da concorrência também foi um desafio para o varejo on-line. Com a digitalização cada vez mais estimulada é preciso acompanhar de perto as novidades no mundo on-line, afinal, a demanda existe, mas se sua loja não estiver com a oferta pronta, outras estarão.

E é por isso que a multicanalidade começou a mostrar sua força. A opção de fluidez entre vários canais, como físico e on-line, é um dos pontos que as marcas precisam aprender a trabalhar bem para garantir uma boa experiência em todos os pontos de contato com seu consumidor, evitando que ele precise procurar na concorrência a facilidade, comodidade ou produto que você pode oferecer. Expandir para o modelo multicanal exige muita preparação e entendimento deste novo cenário, pois os consumidores que até então tinham que passar pela porta da loja, agora estão em qualquer lugar do mundo.

Não é apenas a tecnologia que as empresas precisam se preocupar, disponibilidade de estoque, regiões que deseja atender, atendimento ao consumidor, como será o sistema de troca e devolução, encargos fiscais das vendas on-line, leis de proteção ao cliente on-line, esses são alguns dos vários pontos que a marca precisa se atentar para entrar no mundo digital.

E por falar nisso, a omnicanalidade também mostrou a sua força em 2020. O mercado percebeu que não existiam apenas dois canais – on-line e físico -, mas sim um ecossistema no qual podemos transitar em inúmeros universos, como m-commerce e social commerce, comparando preços, aproveitando suas funcionalidades e conveniência. Uma das maiores novidades do ano foi o surgimento das Lives Commerces que foram uma sensação na Black Friday 2020.

Mas afinal, depois de tanta movimentação, será que o próximo ano também guarda surpresas para esse mercado? Minhas apostas ficam com: estratégias personalizadas, mais valorização das experiências, lojas virtuais interativas e assinatura como modelo de negócios. Entretanto, acredito que o maior aprendizado foi que, depois de um ano tão atípico, percebemos que as surpresas podem aparecer e as empresas precisam estar preparadas para mudarem o jogo de forma rápida.

Diversidade nos investimentos: Wishe democratiza acesso a aportes

De acordo com o Sebrae, há 24 milhões de empreendedoras mulheres no Brasil, quantidade semelhante ao número de homens. No entanto, outros dados apontam que somente 7% das startups investidas por Venture Capital são fundadas por mulheres. Foi essa a dificuldade que Rafaela Bassetti, empreendedora, mulher, mãe e advogada especialista em direito societário e tributário enfrentou ao estar à frente de um negócio próprio.

A partir disso, ela fundou a Wishe, grupo de investimento focado em startups inovadoras lideradas por mulheres. A empresa busca solucionar o problema aprimorando as opções de investimento no ecossistema de startups e inovação. Além de eliminar o gap de gênero no setor, democratizando o acesso a capital para empresas lideradas e fundadas por mulheres, a empresa também tem como missão aumentar o número delas como investidoras no mercado.

Por meio da conexão entre investidores e startups, a Wishe oferece educação para quem deseja investir nesse ecossistema, assim gerando valor econômico e impacto social. “Na Wishe atuamos com pilares que chamamos dos 3 “C’s”, que são: Comunidade, Captação e Capacitação. A pessoa que investe conosco possui experiência que vai além de entrar com o capital, ela também pode colaborar com a empresa por meio de mentorias, eventos, conversas e networking com investidores que já atuam no mercado”, pontua a CEO e sócia da empresa, Rafaela Bassetti.

A garantia de diversidade gera mais lucros para as empresas. Dados de 2017 da McKinsey & Company, firma global de consultoria estratégica, indicam que as empresas com diversidade de gênero em suas equipes executivas são 21% mais propensas a ter uma rentabilidade acima da média que as outras.

Para quem deseja investir em startups, sejam pessoas físicas ou jurídicas, a plataforma da Wishe se diferencia das demais, pois além de entrar com o capital o(a) investidor(a) pode participar e colaborar com a startup que financiar, por exemplo, podendo dar mentorias. O fundo democrático busca solução ampla ao atingir empresas e investidores em diferentes níveis: diretamente em deals privados ou através de plataforma própria de crowdfunding equity. Além disso, possui quatro personas e modelos de negócio: Wishe MVP, Equity Crowdfunding, Matchmaking e Venture Capital.

O primeiro deles, Wishe MVP, é focado na fase de ideação, através do crowdfunding tradicional. A Wishe faz a curadoria de ideias inovadoras lideradas por mulheres e auxilia na captação de recursos para que essas empreendedoras possam testar produtos e mercado, além de formar uma base de early adopters e testers, que recebem a versão beta em contrapartida ao investimento. Já o Equity Crowdfunding é a plataforma para pessoas físicas investirem de fato nas startups, tendo como contrapartida participação societária e mirando um retorno no futuro. Por sua vez, o Matchmaking atua como um grupo de investidores anjos, que por meio de metodologia própria, conecta investimentos adequados ao perfil dos investidores mais experientes. Por último, o conhecido Venture Capital envolve rodadas mais robustas por meio de captações compostas por investidores qualificados.

A startup ainda conta com um Comitê de Investimento amplamente diverso composto por especialistas que atuam na área há anos, como a economista Itali Collini, líder do comitê e atual Diretora do 500 Startups; Amanda Graciano, Head de portfólio iDEXO; Andre Oliveira, Partner na Positive Ventures; Daniel Magalhães, CEO da ISEC; Fabio Nunes, CTO da Navita; Felipe Affonso, Diretor do SoftBank Group; Gabriela Chagas, Partner na Vox Capital; Juliana Lopes – CFO da B2mamy; Nina Silva, CEO do Movimento Black Money; Sauanne Bispo, Coordenadora da Fundação Tide Setúbal e Thais Vasconcelos, Sócia no Menezes Vasconcellos e Tosato.

O mais recente investimento viabilizado pela Wishe foi no valor de R﹩1 milhão para a Amyi, startup brasileira de perfumaria, liderado pelo GVAngels. Além disso, a empresa foi uma das três finalistas do Startups Awards 2020 no hub inovação. “Atuando no mercado de igualdade de gênero nos investimentos, a Wishe entende que não vamos mudar a regra do jogo, mas vamos jogar um novo jogo”, finaliza a CEO.

PIX é a porta de entrada dos bancos para cloud pública

Após um mês de uso pela população brasileira, mais de 12 milhões de transações já foram realizadas pelo PIX, o que soma um valor superior a R$ 9 bilhões. Toda essa movimentação significa que a tecnologia usada para pagamentos fez sucesso no país e a tendência é que seja cada vez mais utilizada.

É dentro desse cenário polvoroso de transformação digital que os bancos ensaiam uma migração em massa para serviços de nuvem pública. Até então, grande parte das instituições financeiras opta por manter as informações em nuvem privada, uma vez que fazem grande quantidade de transações por dia e lidam com grande quantidade de dados dos clientes.

Entretanto, especialistas reforçam que a partir de agora, com o uso do PIX disseminado entre a população, a situação deve ser outra. “Achar que a nuvem privada é a melhor opção para suportar grande número de transações e preservar os dados é ainda um pensamento muito antigo. Prova disso é que os próprios bancos já estão nesse processo de adoção da nuvem pública com as próprias fintechs, que já nasceram na era da tecnologia”, explica Diogo Santos, diretor de tecnologia da Claranet, multinacional de tecnologia, com foco em serviços gerenciados de cloud computing.

Bem antes do PIX, o Banco Fibra, focado em grandes e médias empresas dos setores de agronegócio e corporativo, já detectou a necessidade e no início de 2019 migrou integralmente suas aplicações para o ambiente de nuvem da Amazon Web Services (AWS), tornando-se o primeiro banco tradicional com estrutura originalmente on premises a alcançar tal feito. Todo o projeto de migração foi realizado pela Claranet em conjunto com a equipe de TI do Banco Fibra.

“Quando as pessoas fazem transações pelo PIX, que é algo simples, não imaginam quanta tecnologia há envolvida. Ter toda nossa estrutura de tecnologia na nuvem, nos ajudou a driblar os principais desafios que as instituições estão enfrentando, como a questão da escalabilidade, resiliência, responsividade e operação 24×7, que nos exigiu ajustes nos sistemas para torná-los de tempo real. Isso tudo sempre com uma base sólida em segurança, permitindo que a experiência dos nossos clientes seja a melhor possível”, finaliza Carlos Alberto Sangiorgio, Diretor de Tecnologia e Transformação Digital no Banco Fibra.

Tendências para o futuro do trabalho: 23,8% dos líderes apostam no fim ou redução dos escritórios

A pandemia redefiniu muitas tendências no mercado de trabalho e, nesse contexto, a Workana , maior plataforma que conecta freelancers a empresas da América Latina, fez um levantamento, pela perspectiva dos gestores das empresas, que mostra que deverá haver mais flexibilidade na relação entre funcionários e contratantes. Para 16,1% dos líderes, por exemplo, no futuro do trabalho, o principal ponto a ser avaliado para uma contratação será a competência do profissional, independentemente de ele estar a quilômetros de distância ou não.

De acordo com Daniel Schwebel, country manager da Workana no Brasil, o home office deixou de ser opção, para figurar no mercado de trabalho como preferência de mais de 94,2% dos profissionais CLT. E as empresas também não querem mais se limitar só aos melhores talentos da região em que estão localizadas, mas sim de todo o país – ou mesmo do mundo. Não à toa, 84,2% dos gestores pretendem promover o trabalho remoto no pós-pandemia. “Vejo essa nova tendência, e esse intuito de adotar esse novo modelo de trabalho, como algo bastante positivo a todos, porque ajuda a democratizar o mercado”, afirma.

96,7% dos profissionais consideram que poder trabalhar remotamente será um diferencial na hora de escolher um emprego, algo que, para muitos, significa ter mais qualidade de vida – podendo morar em locais mais afastados, com mais opções de lazer, por exemplo -, e não precisar mais perder horas no trânsito. E o mercado deve acompanhar essa nova tendência. A expectativa é de que haja uma diminuição do espaço físico dos escritórios, que é no que acreditam 10,1% dos que estão à frente de empresas, ou até mesmo o fim desses ambientes corporativos, que é o que poderá ocorrer de acordo com 13,7% deles, como podemos ver no gráfico abaixo:

E como podemos ver, 8,9% acreditam que o home office será melhor equipado, com ferramentas e uma estrutura que correspondam a esse novo modelo de trabalho. As empresas já estão compreendendo que, daqui em diante, terão que se atentar ao que os funcionários precisam para continuar trabalhando bem, oferecendo recursos. Uma boa internet, por exemplo, será fundamental para que uma reunião online ou um evento importante possam ocorrer da melhor maneira possível, já que esses encontros virtuais serão uma realidade no pós-pandemia para 19,1% dos líderes.

“Surgiu a necessidade de os gestores entenderem de que forma o home office impacta na organização das empresas, repensarem estratégias e, principalmente, readequarem seu modo de lidar com seus colaboradores”, explica Schwebel. Para ele, as pessoas estão se transformando, e a forma como elas trabalham também. Por isso, as estruturas e estratégias dos negócios precisam acompanhar essa mudança, com muito diálogo, para se chegar a um equilíbrio, experimentando novidades – e os benefícios que elas podem trazer -, e levando em conta também questões pessoais que podem ajudar a promover esse equilíbrio. “A qualidade técnica da força de trabalho já ficou em segundo plano, dando vez ao lado humano e ao bem-estar de todos, porque as pessoas importam mais que qualquer outra coisa, e sem elas, nenhuma tecnologia, inovação, ou grande empresa se sustenta”, conclui.

DocuSign lança nova funcionalidade baseada em SMS

É fato que a mobilidade é fundamental nos dias de hoje. Um bom exemplo é como o consumidor mudou radicalmente seu comportamento na última década e hoje resolve praticamente tudo pelo celular. E um estudo global da Twilio descobriu que, quando se trata de notificações relevantes, o SMS tem preferência 2,5 vezes superior ao e-mail. Sempre atenta a estas mudanças, a DocuSign, empresa que oferece a solução de assinatura eletrônica nº 1 do mundo, acaba de lançar, em todos os mercados, o SMS Delivery – notificações por SMS em tempo real enviadas diretamente para o dispositivo móvel do assinante com o link para assinatura de um documento.

“Com o mundo cada vez mais digital, e as caixas de e-mail sempre lotadas, trazemos esta nova possibilidade para que os usuários possam optar por receber também via SMS o link para assinatura de seus documentos. Esta novidade é fruto do nosso cuidado em sempre inovar e levar mobilidade e comodidade aos nossos clientes”, explica Gustavo Brant, VP de Vendas Latam da DocuSign.

Como as notificações por e-mail também são muito relevantes, a partir do lançamento, os clientes que desejarem poderão receber seus documentos para assinarem por e-mail e também por SMS, em tempo real e juntas, aumentando o alcance da empresa, que tem mais de 750 mil clientes e centenas de milhões de usuários em mais de 180 países. Ao permitir fechar negócios de maneira simples e ágil, o SMS Delivery aumenta as taxas de resposta, além de oferecer aos usuários uma experiência cada vez mais simples e superior.

Cacau Show investe R$ 1,5 milhão em automação de e-commerce

A Cacau Show, maior rede de chocolates finos do mundo, traz atualizações de tecnologia ao seu e-commerce e se iguala a grandes players do mercado, como: Hinode, Do Terra, Mary Kay, Riachuelo, Multilaser e outros. Após de ter um aumento significativo em seus pedidos – chegando a atingir 6 mil pedidos em um dia, onde a média era de 40 pedidos por dia -, a empresa entendeu a necessidade de atualização.

O investimento de aproximadamente R$ 1,5 milhão foi realizado para trazer ao e-commerce, o sistema Picking By Light com Monitor, scanner de dedo e Esteiras Automatizadas, utilizado por grandes players, que traz automação e otimização de mão de obra humana, além da agilidade na separação e organização de todos os produtos.

A implementação foi realizada pela Invent Smart Intralogistics Solutions, fundada em 2014, já equipou mais de 40 CD’s, fornecendo automação para separação de pedidos e triagem de encomendas. Dentro da estratégia de investir em novas tecnologias, a Invent se tornou referência para Logistica de e-commerce e varejos.

No período da Páscoa, a empresa conseguiu realizar 15% dos 212 mil pedidos que foram realizados, devido à falta de automatização dentro da linha. Agora, a Cacau Show se beneficia da parceria e consegue realizar 4 mil pedidos por dia, no que atenderia até mil pedidos anteriormente.

“Desenvolvemos e implantamos uma infraestrutura para automatizar o fracionamento de pedidos comprados pelo e-commerce que gerou um ganho alto de velocidade e precisão para os pedidos realizados e separados”, comenta Augusto Ghiraldello, co-fundador e VP de Vendas da Invent.

Aceleradora recifense seleciona 15 finalistas para o processo de aceleração

A Overdrives, o grupo Ser Educacional e a NE Capital, empresa do Grupo JCPM, acabam de selecionar os 15 melhores projetos para serem acelerados em 2021. Das startups apresentadas nesta edição, cinco irão receber o aporte financeiro total de até R$ 800 mil reais. 

As finalistas estão espalhadas por oito estados do Brasil, 53% são de modelos Business-to-Business (B2B) – empresas para empresas; 30% de soluções em saúde; 73% estão com produtos no mercado; 60% delas com clientes recorrentes; 25% são lideradas por mulheres. O presidente do Ser Educacional, mantenedor do Centro de Inovação – Overdrives, Jânyo Diniz, destacou a qualidade das startups inscritas. “Ficamos muito satisfeitos com a quantidade e o nível das finalistas, todas com grande potencial de crescimento”, afirmou. 

O processo de aceleração dá oportunidade de ter contato com iniciativas de diversas áreas, vindas de todo o Brasil, e é um importante veículo para diversificar os negócios e buscar inovação em diversos setores. Envolver os executivos em processos de colaboração com as aceleradas traz crescimento pessoal e fortalece a cultura de inovação. 

Sediada em Recife, o Centro de Inovação também conta com um sólido e eficiente sistema para mentorias e acompanhamento das startups sendo 100% remota. “Esse modelo remote first tem se mostrado não só oportuno, como muito ágil e eficaz com as empresas que já estão conosco. Para o novo programa, recebemos inscrição de startups de 16 estados diferentes. Dentre as 15 finalistas, temos oito estados representados”, afirmou o head da Overdrives, Luiz Gomes. 

Além do aporte financeiro, as startups aceleradas vão ter acompanhamento com especialistas de mercado, uma rede de empreendedores, mais de 20 áreas de mentoria técnica e o escritório em Recife disponível durante dois anos. 

No dia 21 de dezembro será divulgada a lista das cinco melhores startups selecionadas. O ciclo de aceleração terá duração de seis meses, podendo ser ampliado para dois ciclos, ou seja, um ano dentro do projeto. Durante o processo, executivos do Ser Educacional e do JCPM irão apoiar as startups no desenvolvimento do negócio por meio de mentoria e conexões no mercado.

Como criar um comitê de diversidade em 2021?

Por Rhayana Souza, Analista de Comunicação no Olist

Você já ouviu falar em ERGs? A sigla é do termo em inglês Employee Resource Groups, que nada mais são do que grupos de afinidade formados voluntariamente dentro das empresas.

Mas não se prenda à sigla! Você pode chamar de comitê, comissão, grupo ou como preferir. No final do dia, todos eles têm o mesmo objetivo: reunir pessoas em prol de um assunto em comum, seja ele voltado a ações sociais, atividades ao ar livre ou temas como diversidade e inclusão.

Do início de 2019 para cá, notei o surgimento de ERGs com foco em diversidade dentro de várias empresas de pequeno e médio porte. Empresas maiores, como multinacionais, muitas vezes contam com um setor dedicado à comunidade e inclusão de pessoas com as mais diferentes características. O desafio mesmo é introduzir esse tema em corporações que nunca pensaram no assunto como estratégia de negócio, mas que por conta de um ano como 2020, se faz necessário.

Para começar um ERG, a última coisa que uma pessoa deve fazer é esperar que o projeto seja estruturado pelo CEO ou time de RH da empresa. Claro que isso pode acontecer, mas se você acredita que é interessante criar um comitê de diversidade na companhia, converse com outros colaboradores que compartilhem do mesmo sentimento que você e se reúnam para estruturar o grupo, independentemente do setor que fazem parte.

No Olist, startup curitibana que atua no setor de marketplaces e onde eu trabalho, criamos um formulário de inscrições para quem tivesse interesse em fazer parte do comitê. Definimos que pelo tamanho do time na época – cerca de 250 funcionários -, nosso comitê seria formado por 20 pessoas das mais diversas áreas.

Estabelecemos encontros quinzenais para alinhar as ações e decidimos que o comitê não seria rotativo, para que assim o projeto pudesse ter maior continuidade. Com o tempo, algumas pessoas decidiram ceder seu lugar para novos membros e é dessa forma que vamos renovando os participantes do Diversifica – nome do comitê de diversidade do Olist.

Antes de falar de diversidade, é preciso olhar para dentro. Por isso, a primeira ação do Diversifica foi realizar uma pesquisa anônima para entender o quão diverso era o nosso quadro de colaboradores. O formulário abordava questões quanto à identidade de gênero, etnia, orientação sexual, renda familiar, religião, deficiência, grau de instrução e até restrição alimentar.

O resultado fez com que o time de RH criasse metas de contratação para trazer mais diversidade para dentro da empresa. Em paralelo, o comitê criou um calendário de ações mensais, que incluem palestras com convidados externos, cartazes espalhados pela companhia e mensagens nas TVs do escritório. A cada mês é abordado um tema em específico, entre os que já trabalhamos estão diversidade LGBTI+, Setembro Amarelo, Feminismo e Diversidade Racial.

Apesar de a iniciativa não partir do RH ou CEO da empresa, é fundamental que eles apoiem e participem das ações do comitê. É imprescindível que a alta diretoria da companhia compre a ideia de construir um time mais inclusivo e com respeito à diversidade. Claro que esse processo é muito mais fácil em empresas que já têm uma cultura forte nesses aspectos, como é o caso do Olist.

Então vem a pergunta: como mudar esse cenário em empresas que são mais resistentes às mudanças?

1) Faça pesquisas com empresas que já estão trilhando esse caminho;

2) Reúna colegas de trabalho com interesse em estruturar o comitê e use todas as informações que você captou para adaptar à realidade da sua empresa;

3) Apresente a proposta do comitê ao time de RH e à alta diretoria da empresa com argumentos que justifiquem o apoio deles à iniciativa.

No caso do Olist, é o time de RH que apoia o comitê financeiramente. Temos uma verba dedicada a ações de Clima e Cultura e uma parte é utilizada pelo comitê. Mas não foi sempre assim. No início, a gente se virava com pouco e até hoje tentamos trazer convidados que topem compartilhar suas histórias com o pessoal voluntariamente.

Respondendo o título deste artigo, eu acredito que essa moda não já pegou, como veio para ficar. Se tornar uma empresa que valoriza a diversidade não é somente muito mais lucrativo falando em resultados, como é a coisa certa a se fazer. E a minha dica final é: não fique esperando a iniciativa partir de outra pessoa. Seja você o agente de mudança dentro da sua empresa e comece hoje mesmo a pensar como você vai dar vida ao próximo comitê de diversidade da sua região.

Via Varejo abre inscrições para seu primeiro Programa de Trainee

Com o objetivo de apostar em novos talentos e promover ainda mais diversidade dentro da companhia, a Via Varejo, maior empresa de varejo de eletroeletrônicos e móveis do país e dona das marcas Casas Bahia e Pontofrio, anuncia a abertura de inscrições para o primeiro Programa de Trainee da companhia. Para participar, os candidatos devem se inscrever até o dia 1º de fevereiro por meio do site: https://www.trainee.viavarejo.com.br

Os trainees selecionados irão passar por uma jornada de desenvolvimento em diversas áreas entre operações, vendas, marketing, finanças e tecnologia. A seleção passa por etapas de teste de raciocínio lógico e de personalidade, avaliação em grupo baseada no negócio da Via Varejo com uma plataforma de interação e avaliação individual dos finalistas com participação do time de gestão da companhia.

O programa não exige nenhum curso específico para inscrição, considerando graduados em bacharelado, pós-graduação ou especialização, com formação entre dezembro de 2017 e dezembro 2020. Serão considerados tanto o conhecimento profissional como as experiências vivenciadas pelos candidatos, além de disponibilidade e flexibilidade para viagens. A companhia oferece remuneração compatível com o mercado e benefícios.

O processo seletivo ocorrerá de maneira remota e os aprovados serão convocados em março para admissão, iniciando o programa em abril de 2021. Inicialmente, os selecionados irão atuar no formato de home office, mas o local de trabalho será na sede da companhia, em São Caetano do Sul, no estado de São Paulo.

“Dentro da jornada de transformação que a companhia passa, o programa foi criado com o objetivo de desenvolver potenciais talentos, que já possuem uma visão mais ágil e inovadora, em agentes de mudança dentro do negócio”, afirma Rosi Purceti Balabram, diretora de Pessoas e Performance da Via Varejo.

Além de buscar a diversidade e inclusão no que se refere aos candidatos, a Via Varejo busca por profissionais que também tenham a diversidade de pensamentos. Os trainees aprovados poderão, ainda, participar dos grupos de afinidade da companhia com o objetivo de trazer mais inclusão para o dia a dia da empresa.

Minerva Foods lança nova plataforma de e-commerce para público B2B

A Minerva Foods, líder em exportação de carne bovina na América do Sul e uma das maiores empresas na produção e comercialização de carne in natura e seus derivados na região, disponibilizará uma nova plataforma de e-commerce para clientes e parceiros em que reunirá o portfólio completo da Companhia, desde o azeite Alma Lusa, empanados, porcionados como batatas congeladas, pescados até a ampla variedade de cortes e linhas de bovinos.

Já a partir da primeira quinzena de dezembro, os usuários cadastrados na Companhia poderão fazer seus pedidos por meio do portal meuminerva.com.br , dessa forma, o público terá acesso ao portfólio completo da Minerva Foods online, e poderá efetuar suas compras em poucos cliques.

“Estamos cada vez mais digital e essa novidade vai trazer novas possibilidades na experiência de compra na jornada de nossos consumidores. Além da praticidade e agilidade que o e-commerce proporciona, nossa plataforma é também uma nova forma de estreitar ainda mais o relacionamento com nossos clientes e parceiros”, destaca Luís Ricardo Alves Luz, diretor de operações da Minerva Foods.

As entregas dos produtos adquiridos serão realizadas em toda área de atendimento da Minerva Foods e nesta etapa, os interessados que ainda não são clientes na Companhia deverão se cadastrar a partir do Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC). Entretanto, a perspectiva é para que, em breve, o consumidor final também possa comprar diretamente pelo portal. “A primeira etapa da implementação será voltada para o público B2B, mas já seguimos trabalhando para que pessoas físicas também possam transacionar na plataforma”, reforça Luís Ricardo.

Transformação Digital

Recentemente, a Minerva Foods anunciou a criação de uma área de inovação e tecnologia para o desenvolvimento de soluções cada vez mais disruptivas e digitais para sua base B2B, que hoje conta com mais de 63 mil clientes atendidos por mais de 360 vendedores e pela televenda, e também para o consumidor final.

A Companhia já havia disponibilizado a possibilidade de pagamento via cartão de crédito ou débito por meio de link eletrônico. O método inédito no setor entre os frigoríficos com foco no B2B (distribuição), atende a uma demanda por mais diversificação e facilidade na hora de atender o cliente.

Rise Ventures busca empresas para integrar seu portfólio de investidas

A Rise Ventures, gestora de investimentos voltada para empresas da economia real que geram impacto socioambiental positivo, está em busca de novas investidas para agregar ao seu portfólio em 2020. As interessadas devem ser empresas early growth (porte de entrada entre R$ 10-50 milhões de receita/ano) de economia real, com consumo recorrente e essencial e, sobretudo, que ofereçam impacto socioambiental positivo.
Atualmente, a Rise tem três empresas em seu portfólio: Beleaf, do setor de alimentação à base de plantas; Alba Energia, que trabalha com energia solar; e Okena, que atua na gestão de resíduos industriais. Somadas, a receita das três saltou de R$ 15,5 milhões para uma estimativa de R$ 40 milhões em 2020.

As empresas que estão no portfólio da Rise contam com uma equipe qualificada e alocada em seus escritórios, que fica responsável por aplicar a metodologia própria da gestora, visando a geração de valor por meio da montagem do plano de negócios e roadmap estratégico e estruturação de áreas e processos internos. Uma área de serviços compartilhados com parceiros estratégicos essenciais e complementares ajuda as empresas na jornada de crescimento para acessar investimentos maiores. Destaque também para a equipe de gestão de pessoas, que atua diretamente no recrutamento e montagem de time das investidas. Além de contar com todos esses pontos, as empresas escolhidas para entrarem no portfólio receberão uma primeira rodada de investimentos com possíveis outros aportes, de acordo com a sua necessidade, enquanto estiverem no pipeline da Rise – um período de no máximo dez anos.

“Nosso principal diferencial é que coempreendemos junto com as empresas, atuando em duas frentes muito importantes nesse estágio em que elas se encontram: acesso a capital e gestão de pessoas, atraindo, treinando e retendo talentos. Negócios early growth possuem uma dificuldade bem maior de ter acesso a investimentos. Somos uma gestora pioneira nesse mercado e acreditamos que existe um mundo de oportunidades nessa fatia, que já é uma tendência lá fora, mas no Brasil ainda não é muito explorada”, explica Pedro Vilela, CEO da Rise Ventures.

Incentivando os futuros empreendedores, Pedro Vilela acredita que todos os negócios de impacto têm um alto potencial para crescer e se desenvolver no Brasil. “O Brasil é Vale do Silício do impacto, mas acredito que setores dentro da vertical de natureza, muito ligados às questões das mudanças climáticas, têm atraído os olhares dos investidores, inclusive internacionais, e podem ser uma aposta interessante para esse próximo ano”, analisa o CEO.
Mesmo com essa observação, a Rise busca empresas para as suas três áreas prioritárias: meio ambiente (produtos e serviços relacionados à regeneração e preservação do meio ambiente e recursos naturais, em setores como energia limpa, economia circular, saneamento, gestão de resíduos, mobilidade sustentável, construção sustentável e eficiência do uso de recursos naturais); social (se refere a produtos e serviços essenciais relacionados à inclusão social, como educação, saúde, crédito, moradia, energia, conectividade, ocupação profissional e eficiência da gestão pública) e bem-estar (autocuidado, alimentação saudável, saúde preventiva e integrativa, saúde do corpo e educação psico/socioemocional). Empreendedores interessados devem entrar em contato pelo e-mail pipeline@riseventures.com.br ou pelo formulário no site da Rise.

Câmara dos Deputados aprova marco legal das startups

Fonte: Agência Câmara de Notícias

A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (14) o marco legal das startups (Projeto de Lei Complementar 146/19), que pretende incentivar as empresas de inovação no País. A proposta, aprovada por 361 votos a 66, será enviada ao Senado.

O projeto foi aprovado na forma de um texto substitutivo do relator, deputado Vinicius Poit (Novo-SP). “É um marco legal que desburocratiza, traz mais segurança jurídica para investir. E a consequência é gerar mais renda e mais emprego. Isso é o futuro”, afirmou.

O projeto foi originalmente apresentado pelo deputado JHC (PSB-AL) e por outros 18 deputados de vários partidos.

O texto aprovado enquadra como startups as empresas, mesmo com apenas um sócio, e sociedades cooperativas que atuam na inovação aplicada a produtos, serviços ou modelos de negócios.

Segundo o texto, as startups devem ter receita bruta de até R$ 16 milhões no ano anterior e até dez anos de inscrição no CNPJ. Além disso, precisam declarar, em seu ato constitutivo, o uso de modelos inovadores ou se enquadrarem no regime especial Inova Simples, previsto no Estatuto das Micro e Pequenas Empresas (Lei Complementar 123/06).

Entretanto, para entrar no Inova Simples, a empresa precisa estar enquadrada nos limites do estatuto, de receita bruta máxima de R$ 4,8 milhões.

Investidores


As startups poderão contar com dinheiro de investidores sem que eles necessariamente participem do capital social e na direção e poder decisório da empresa. Os investidores poderão optar pela compra futura de ações da startup ou resgatar títulos emitidos pela beneficiada, por exemplo.

Os investimentos poderão ser feitos tanto por pessoa física quanto por pessoas jurídicas, que serão considerados quotistas ou acionistas se o investimento for convertido formalmente em participação societária.

A fim de dar segurança jurídica a esses investidores, o relator especifica que eles não responderão por qualquer dívida da empresa nem com os próprios bens (desconsideração da personalidade jurídica), exceto em casos de dolo, fraude ou simulação de investimento.

Para o investidor pessoa física, o texto permite compensar os prejuízos acumulados na fase de investimento com o lucro da venda de ações obtidas posteriormente mediante o contrato de investimento. Assim, a tributação sobre o ganho de capital incidirá sobre o lucro líquido, e o investidor deverá perdoar a dívida da startup.

Opção de compra


Uma das formas que os participantes da startup poderão usar é a chamada opção de compra de ações (stock options). Nessa modalidade, uma pessoa poderá trabalhar com um salário efetivo menor e receber um complemento do acertado em ações futuramente, por isso é uma opção de compra.

Para fins de tributação pelo INSS (previdência social) e pelo Fisco (imposto de renda), somente quando ocorrer realmente a conversão da compra é que o rendimento será considerado para o pagamento desses tributos como rendimento assalariado. Apenas nesse momento é que ocorrerá a tributação (IR e INSS), que não incidirá sobre dividendos distribuídos pela valorização das ações.

Segundo o texto, essa regra de tributação valerá também para a opção de compra concedida por empresa domiciliada no Brasil ou no exterior a empregados e similares de outra empresa ligada a ela.

Essa empresa contratante dos empregados que poderão exercer a opção de compra de ações poderá deduzir do lucro real o valor recebido pela opção no exercício em que ela ocorrer. Com a diminuição do lucro real, a tributação (IR e CSLL) é menor.

Recursos de fundos


Outra forma de as startups receberem recursos é por meio de fundos patrimoniais (Lei 13.800/19) ou fundos de investimento em participações (FIP) nas categorias capital semente, empresas emergentes e empresas com produção econômica intensiva em pesquisa, desenvolvimento e inovação.

O uso desses fundos para aplicar em startups é permitido para as empresas que possuem obrigações de investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação vinculadas a outorgas de concessões, como para setores de telecomunicações ou petrolífero.

Ficam de fora os valores mínimos que essas empresas devem direcionar a fundos públicos segundo determinação legal ou contratual.

A entidade setorial responsável por fiscalizar o uso do dinheiro para essa finalidade definirá as diretrizes; e o Poder Executivo federal regulamentará a forma de prestação de contas desses fundos.

Programas e editais


As empresas com obrigação de investimento em pesquisa e inovação poderão aplicar também em startups selecionadas por meio de programas, editais ou concursos gerenciados por instituições públicas.

Essas iniciativas voltam-se ao financiamento, à aceleração e ao ganho de escala de startups, gerenciadas por empresas públicas, fundações universitárias ou entidades paraestatais e bancos de fomento ligados ao desenvolvimento de empresas de base tecnológica, ecossistemas empreendedores e estímulo à inovação.

Incentivo fiscal


Quando as empresas aplicarem o dinheiro nos fundos de investimento (FIP-Capital Semente), elas poderão descontar o valor da base de cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Esse incentivo fiscal está previsto no Repes, um regime especial de tributação para a exportação de serviços de tecnologia da informação.

Caberá ao gestor do fundo acompanhar, controlar e examinar a prestação de contas das startups beneficiadas com os recursos gerenciados pelo FIP. Se houver irregularidades, o gestor desse tipo de fundo é que ficará responsável por acertar as contas com o Fisco, pagando o que a empresa investidora deixou de recolher de tributos.

Essa cobrança dos tributos por irregularidade de aplicação deverá ser proporcional ao investimento realizado na empresa envolvida no desvio de finalidade.

Para explorar inovações experimentais com mais liberdade de atuação, as startups poderão contar com um ambiente regulatório experimental (sandbox regulatório).

Agências reguladoras, como a Anvisa ou a Anatel, poderão suspender temporariamente para as startups determinadas normas exigidas das empresas que atuam no setor. O funcionamento do sandbox deverá estabelecer os critérios para a seleção ou qualificação da empresa, a duração e o alcance da suspensão da incidência das normas e as normas propriamente abrangidas.

Investidor-anjo


Segundo regulamentação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), fundos de investimento poderão atuar como investidor-anjo em micro e pequenas empresas enquadradas no estatuto (receita bruta até R$ 4,8 milhões anuais).

O investidor-anjo coloca dinheiro na empresa de inovação sem participar do comando, mesmo que os recursos sejam superiores ao capital social. O texto aprovado permite, entretanto, a participação nas deliberações de forma consultiva e o acesso às contas, ao inventário, aos balanços, livros contábeis e à situação do caixa.

O tempo para o retorno dos aportes passa de cinco para sete anos; e as partes poderão pactuar remuneração periódica ou a conversão do aporte em participação societária.

O texto concede prioridade de análise para pedidos de patente ou de registro de marca perante o Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), por meio do portal de simplificação de registro (Redesim).

Reportagem – Eduardo Piovesan e Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli