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6 tendências para desenvolvedores em 2021

Por Kevin Allen, IBM Developer Advocate

Os developer advocates da IBM compartilham seus insights sobre as tendências que veremos em 2021.

1. Desenvolvimento de Multi Arquitetura
De acordo com Spencer Krum, developer advocate da IBM: “Você terá que se testar e utilizar muitas plataformas diferentes – e desenvolver para essas plataformas. Isso será muito trabalhoso, mas é o que vamos ter que fazer para realmente capturar muitos usuários.”

Red Hat OpenShift é uma plataforma de nuvem híbrida aberta que permite codificar em modo de produção em qualquer lugar que você escolher desenvolver.

2. Experiência de desenvolvimento em thin terminal
developer advocate da IBM, JJ Asghar, prevê melhores experiências de desenvolvimento com thin terminals em 2021. “Eu realmente acredito que nós teremos mais thin terminals ou experiências similares com o iPad para desenvolvedores em 2021”, diz Asghar. “A capacidade de ter espaços de trabalho prontos para o desenvolvimento ou servidor de desenvolvimento, nos quais você pode executar VS code na nuvem para poder fazer o desenvolvimento, permitirá que os espaços de trabalho thin client comecem a voltar. Eu realmente acho que isso será divertido”.

Explore os Red Hat CodeReady Workspaces e os IBM Wazi Developer for Red Hat CodeReady Workspacepara acessar os workspaces OpenShift e a IDE no navegador para o desenvolvimento rápido de aplicações em nuvem.

3. Privacidade de Dados em Segurança
A engenheira sênior de software da IBM, Megan Kostick, identificou a privacidade de dados em segurança como uma das principais tendências para 2021. “As pessoas já estão se perguntando: ‘onde estão meus dados, como eles estão sendo processados, como eles são usados, compartilhados, permanecem em conformidade?”, diz Kostick. “E com a GDPR, eu acho que realmente se abriram as portas aqui, e nós vamos ver muita inovação não apenas na indústria de tecnologia, mas também, em todas as indústrias que armazenam dados e eu estou animada para ver o que vai vir este ano.”

Assista a este vídeo para aprender a desenhar microserviços para segurança e privacidade e aprenda a construir um aplicativo seguro com o OpenShift 4,3 na nuvem pública.

4. Chatbots
developer advocate da IBM, Hana Ibrahim, vê uma evolução em chatbots em 2021. “Neste ano, as empresas serão forçadas a se ajustar ao que chamamos de ‘operações em qualquer lugar’, onde teriam que prestar seus serviços remotamente, especialmente com os supermercados e com os restaurantes”, diz Ibrahim. ” Temos visto o surgimento de apps que fazem encomenda de comida ou mercado para você. Então, eu acho que chatbots serão muito requisitados. Eles ajudarão essas empresas a obter todos os pedidos dos clientes e tê-los em um só lugar.”

Watson Assistant ajuda a criar chatbots. Se você está pronto para construir seu próprio chatbot, confira o padrão de código a seguir: Construa um chatbot para o seu app móvel.

5. Edge computing
developer advocate da IBM, Mo Haghighi, prevê uma maior ênfase em edge computing para desenvolvedores. “Edge computing está por aí há algum tempo”, diz Haghighi, “mas com os últimos avanços nas áreas de semicondutores, comunicações e código aberto, os desenvolvedores agora são capazes de construir poderosos aplicativos de ponta incorporando inteligência artificial.”

Leia este artigo para entender os benefícios, desafios e arquiteturas a serem considerados ao implementar edge computing em telecomunicações e outras indústrias: Arquitetura de Edge Computing e casos de uso.

6. DevOps
developer advocate e apresentador do podcast IBM Developer, Luke Schantz, diz que fomos além do ciclo do hype para DevOps, DevSecOps e Data Ops. “Essas práticas alcançaram a maturidade e estão sendo aplicadas em todos os lugares, como parte das transformações digitais, da modernização de aplicações e do desenvolvimento de novas aplicações”, diz Schantz.

Enel Brasil usa drone com tecnologia pioneira no país para inspeções de redes e usinas

Uma tecnologia pioneira no País está sendo testada pela Enel Brasil para a inspeção de redes de transmissão e distribuição e usinas solares e eólica. Por meio de drones com software de inteligência artificial embarcado e processado no próprio equipamento (Edge Computing), será possível analisar em tempo real as imagens coletadas pela primeira vez no Brasil. A inovação contribui para tornar mais ágil e eficiente a manutenção preventiva de ativos de distribuição e geração, contribuindo para reduzir as interrupções no fornecimento de energia e aumentar o nível de disponibilidade das usinas para o sistema elétrico.

A tecnologia foi desenvolvida pela Horus, uma das empresas participantes do Energy Start, programa de incentivo a startups da Enel no Brasil, e é financiado com recursos do Programa de Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A empresa recebeu um aporte total de R$ 2 milhões da Enel para o desenvolvimento do “novo drone” com foco nas operações de geração e distribuição do grupo no Brasil.

O drone está sendo utilizado, em fase de testes, para avaliar as redes de média e alta tensão das distribuidoras da Enel Brasil nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás e Ceará. Ao todo, o equipamento será usado para inspecionar 1 mil quilômetros de rede até o final do projeto. Além disso, a tecnologia será usada também para inspeção dos painéis fotovoltaicos e pás dos aerogeradores das usinas da Enel Green Power, braço de geração renovável do grupo Enel.

“Por meio de inteligência artificial, o drone consegue processar automaticamente e em tempo real as imagens captadas, identificando a falha e já priorizando o trabalho para as equipes de manutenção. Além de ser pioneira no país, a tecnologia também está sendo utilizada pela primeira vez pela Enel globalmente na sua área de Infraestrutura & Rede, o que mostra o papel de vanguarda do Brasil no desenvolvimento de inovações aplicáveis em diversos outros países e contextos”, afirma o diretor de Tecnologia de Rede da Enel Brasil, Bruno Cecchetti.

As informações captadas pelo drone e que indicam necessidade de algum tipo de reparo são automaticamente classificadas para execução das atividades de manutenção das operações do Grupo. Dessa forma, as equipes de campo são direcionadas de forma rápida e precisa aos pontos selecionados. A Enel já emprega o uso de drones para inspeções de campo, mas a tecnologia atual não conta com sistema de inteligência artificial embarcado e o processo de análise de imagens ainda é manual, a partir da análise do material por técnicos do grupo.

Os drones em teste também conta com uma câmera de inspeção termográfica. Esse recurso, utilizado neste momento apenas nas usinas solares, possibilita a rápida identificação de placas fotovoltaicas com temperaturas fora do padrão, facilitando a sua manutenção.

Para permitir que o sistema de inteligência artificial do drone possa identificar problemas nas redes elétricas e nas usinas de geração, especialistas da Enel e da Horus trabalharam em uma etapa de coleta de imagens dos mais diversos tipos de ativos de energia e as anomalias encontradas. Essas informações foram adicionadas para treinamento do software de inteligência artificial, permitindo que a ferramenta pudesse ser capaz de avaliar as fotos capturadas nas inspeções e descobrisse a falha mais provável.

A aposta da área de Novas Tecnologias da diretoria de Infraestrutura e Redes da Enel Brasil é de que a solução, além de agilizar as ações de manutenção preventiva, resulte em redução dos custos das inspeções e atividades de backoffice, além de diminuir o tempo de execução das inspeções e o risco de acidentes na operação das redes elétricas das distribuidoras e das usinas da EGP.

“A inovação é presente nas soluções e tecnologias desenvolvidas pela Horus desde o início da companhia. Ter a oportunidade de desenvolver esse projeto pioneiro no Brasil, em parceria com a ENEL, demonstra a capacidade em superar os desafios encontrados e aumentar eficiência nos processos com tecnologia própria, inteligência artificial e drones”, afirma, COO da Horus, Lucas Bastos.

Histórico da parceria

Sediada em Florianópolis, a Horus foi uma das selecionadas pela Enel no Energy Start 2018, concorrendo contra cerca de 2 mil startups brasileiras. Durante o processo de seleção, após interações com as áreas de negócio da companhia no Brasil, foi identificado que a solução da empresa teria potencial para contribuir na resolução de desafios enfrentados pela EGP e pelas distribuidoras do grupo. A ação resultou em um aporte inicial de R$ 500 mil no projeto.

Em julho de 2018, a empresa foi selecionada como uma das startups vencedoras do Energy Start, ganhando contrato de investimento no valor total de R$ 2 milhões, incluindo o valor inicial de R$ 500 mil, e uma imersão no Vale do Silício, realizada em setembro de 2018. Sob o acompanhamento da área de inovação global da Enel, a Horus recebeu mentorias com as principais empresas de tecnologia e startups do ecossistema de inovação de São Francisco, aprendendo sobre a elaboração de pitches e planos de negócio para tornar a solução e a empresa escaláveis.

Como fruto da parceria para o desenvolvimento tecnológico da solução, a Enel detém parte da propriedade intelectual da tecnologia desenvolvida e tem direito a uma parte da receita líquida de royalties sob a venda do produto e/ou serviço para outras empresas.

Vacina abrirá as portas dos eventos?

Por José Roberto Sevieri

Não se sabe de forma assertiva, mas abre a esperança de dias melhores.

Com o inicio da vacinação, é possível sentirmos a melhora do quadro atual. Após três meses, ou seja, a partir de maio de 2021, certamente o impacto sobre a sociedade estará menor, com menos pessoas contaminadas, em tratamento e óbitos por Covid-19.

Deverá ganhar corpo a perspectiva de que a vitória da tecnologia sobre a doença estará cada vez mais próxima.

Os eventos estão autorizados a acontecerem em grande parte do território brasileiro. Mas falta confiança, por parte dos visitantes e expositores, em colocar os mesmos em pé, gerando nova onda de cancelamentos e adiamentos.

Isso se dá mesmo com a coragem e a competência dos promotores e organizadores de eventos, que conseguiram fazer alguns certames com resultados ótimos de transmissão de conhecimento e de geração de negócios, sem noticias de transmissão da doença.

Mas a vacinação fará toda a diferença para a confiança voltar. Trará de volta a visitação para as feiras, os congressistas para os eventos de auditório e certamente, mês a mês, os resultados serão melhores, até se atingir a normalidade a que estávamos acostumados.

Tudo indica que algumas tecnologias inseridas neste mundo durante a pandemia devem continuar, como as lives, os webinars, os híbridos e as feiras on-line.

Serão anexadas aos eventos presenciais, que terão ainda mais janelas de exposição para o público interessado, com mais audiência e certamente mais resultados para todos os participantes.

O futuro próximo será excelente e virá, de forma crescente, a partir de maio de 2021.

Ponham as baterias para recarregar, para chegarem a 100% de carga, pois teremos muito a realizar pela frente.

Viva o setor de eventos! Viva o desenvolvimento! Viva a vida!

José Roberto Sevieri, promotor de feiras, administrador de empresas, CEO da Proma Feiras e Vice-Presidente da ADVB – Associação Brasileira dos Dirigentes de Vendas do Brasil

Visa lista tendências que devem crescer em 2021

A aceleração do uso de meios eletrônicos de pagamento no último ano tem sido bastante representativa e significa uma mudança de comportamento do consumidor que veio para ficar. Soluções tecnológicas que já existiam ganharam ainda mais espaço no dia a dia das pessoas, o que levou empresas a investirem em presença digital. Dados da Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços) mostram que, no acumulado de janeiro a setembro de 2020, os pagamentos por meios digitais chegaram a R$ 1,38 trilhão. Foram 16,3 bilhões de transações – R$ 306,9 bilhões em compras não presenciais.

“O novo cenário em que temos vivido possibilita a popularização e o avanço de muitas formas de pagamento, proporcionando mais agilidade, segurança e eficiência nas transações e, consequentemente, em nossas vidas. São tendências que vieram para ficar, beneficiando toda a cadeia: emissores, estabelecimentos comerciais, consumidores e redes de pagamento”, comenta Percival Jatobá, vice-presidente de Soluções e Inovação da Visa do Brasil.

Confira as principais tendências previstas para este mercado em 2021:

• E-commerce: a popularização e a emergência do comércio integrado

Em 2021, devemos ver o comércio integrado (operações online e física juntas) deixar de ser uma tendência para se tornar algo comum. Teremos novas formas de entrega e avanços tecnológicos para quem compra via app. Além disso, estratégias de comércio multicanal poderão tornar as empresas ainda mais ágeis para atender as constantes mudanças e necessidades dos seus clientes – como vimos no ano passado, as empresas ofereceram opções de compra on-line com retirada por drive-thru, por exemplo.

• Mundialmente, o número de credenciais Visa de e-commerce ativas, excluindo o setor de viagem, cresceram 14% desde janeiro de 2020, reforçando a contínua migração dos consumidores para as compras on-line¹.

• Visa Consulting & Analytics, braço de consultoria da Visa, analisou o comportamento desses estabelecimentos comerciais brasileiros, entre abril e junho deste ano, e descobriu que mais de 70 mil estabelecimentos que atuavam apenas no mundo físico no mesmo período de 2019 entraram para o mundo online. E mais: essas empresas conseguiram aumentar seu ticket médio por transação em 17% ao migrar para o e-commerce.

• Pagamentos digitais tornam-se cada vez mais a opção padrão

A evolução ocorrida em 2020 na indústria de pagamentos digitais do mundo todo é irreversível. O uso de pagamentos por aproximação tornou-se uma medida de saúde pública para evitar a COVID-19 e nada indica que isso mudará pós-pandemia. E isso não se aplica apenas às empresas tradicionais ou de grande porte: no mundo todo temos presenciado governos aumentando os limites das transações por aproximação, redes de transporte público atualizando seus sistemas para aceitá-los e pequenas empresas usando essa agilidade a seu favor. Como parte da expansão, os pagamentos nos pontos de venda e as plataformas de financiamento passarão por uma grande transformação para garantir que as opções digital-first sejam viáveis; além disso, as moedas digitais se tornarão um dos métodos preferidos dos consumidores para pagar suas compras.

• Quando comparamos setembro de 2019 com o mesmo mês em 2020, o crescimento do pagamento por aproximação com credenciais da Visa foi quase 5x maior – confirmando que a busca por pagamentos mais seguros, rápidos e limpos foi acelerada pela pandemia, e o pagamento por aproximação está entrando de vez no hábito do brasileiro. Na comparação entre o primeiro trimestre de 2020 (janeiro, fevereiro e março) e terceiro trimestre desse mesm ano (julho, agosto e setembro) vimos o uso praticamente dobrar (Visa Consulting & Analytics).

• Tap to Phone

À medida que os pagamentos por aproximação vão se tornando a experiência de pagamento padrão em pontos de venda do mundo inteiro, a tecnologia Tap to Phone – solução que transforma a geração atual de smartphones ou tablets Android em terminais POS baseados em software (softPOS) – permitirá que as micro e pequenas empresas entrem na economia digital com a simplicidade de um app. Tap to Phone permite que os vendedores aceitem pagamentos por aproximação sem a necessidade de adquirir um terminal de aceitação de pagamentos. Este produto está começando a crescer em algumas regiões e a expectativa é que 2021 e 2022 sejam anos de muito crescimento, conforme a popularização do uso de pagamentos por aproximação. Já existem planos de lançamento para o Brasil.

• Moeda digital para todos os consumidores

A cada dia, o sistema financeiro mundial fica mais próximo de um futuro com criptomoedas. O dinheiro digital está cada vez mais presente “nas carteiras” dos consumidores e nas mentes dos legisladores, inaugurando uma nova geração de moeda digital que deverá ser expressivamente consumida em 2021. Por exemplo, desde o lançamento do programa para fintechs da Visa, o Fast Track, cerca de um terço das empresas participantes voltadas ao consumidor está criando produtos que usam moedas digitais.

• Marketplaces digitais são as novas “Ruas do Comércio” para as MPE

O pequeno empresário está sempre de olho em maneiras de entrar em mercados fora de sua comunidade local – principalmente agora que as normas para as compras presenciais e de controle da COVID-19 alteraram drasticamente a forma como as MPEs se mantêm conectadas com os clientes. Em 2021, enxergar os marketplaces como uma nova “Rua do Comércio” digital será fundamental para a sobrevivência das pequenas empresas. Além de ajudarem a pequena empresa a ganhar exposição, eles permitirão atingir novos clientes em potencial, vender seus produtos 24/7 e desenvolver novas experiências de atendimento para os consumidores que são digital-first.

• Pequenas empresas frente às fraudes

As fraudes migraram para as transações no mundo online. Para evitar isso, a plataforma de tokenização da Visa cria e mantém boas experiências de pagamento dos seus clientes enquanto protege as informações sensíveis de seus consumidores contra fraudes. Com a migração para o online-first, as pequenas empresas precisam ficar atentas a esta tendência, visto que podem não estar tão bem equipadas quanto as grandes empresas no quesito segurança.

• Benefícios do pagamento eletrônico

Outra tendência muito importante, diz respeito à evolução dos benefícios dos cartões de crédito, um meio de pagamento com vantagens, como o parcelamento sem juros, programas de fidelidade, benefícios de seguro proteção de compra, proteção de preço, garantia estendida, além de benefícios de viagens. Em 2020, a Visa lançou uma plataforma global de customização de benefícios, que permite ao consumidor a possibilidade de escolher o pacote de benefícios que deseja usufruir.

• A vez do débito online

O débito, por sua vez, também ganha espaço nas tendências de 2021. O uso da modalidade vem assumindo um crescimento importante, uma vez que, em meio a instabilidade do momento, a população passa a preferir pagamentos à vista, além do uso de pagamentos digitais ao manuseio de dinheiro em papel. A categoria de débito online cresceu com o aumento da presença de empresas no e-commerce. A implantação de tecnologia de segurança, como o 3DS 2.0, por exemplo, favoreceu as transações virtuais, e deverá se popularizar, trabalhando nos bastidores para que todos possam ter a melhor experiência possível em seus pagamentos digitais.


¹Resultados do Q4 – Visa

Cibersegurança: seis principais tendências para 2021

Por Alexis Aguirre, Diretor de Cibersegurança da Unisys para a América Latina

Mesmo com as campanhas de vacinação contra a Covid-19 em vários países, o isolamento social é ainda uma realidade para grande parte do mundo. Além disso, os movimentos de trabalho remoto parecem ter vindo para ficar. Essas características aumentam as vulnerabilidades digitais e potencializam os ataques cibernéticos.

Diante desse cenário, há seis tendências de segurança da informação que as empresas devem priorizar em 2021.

• Redes domésticas são pontos de acesso a dados corporativos

As redes domésticas, sobrecarregadas pela adoção do trabalho remoto massivo, deverão ter aumento significativo nos ataques cibernéticos. Da mesma forma, os cibercriminosos devem intensificar abordagens maliciosas em e-mail e telefones celulares pessoais, via mensagens por SMS e comunicadores. Os criminosos aprenderam rapidamente que, se puderem acessar redes domésticas e dispositivos pessoais é muito provável que consigam acessar informações corporativas também.

• Redes sobrecarregadas estão vulneráveis

O aumento contínuo de ataques a infraestruturas de redes legado, como a VPN (sigla em inglês para Rede Virtual Privada). Como muitas organizações agora estão sobrecarregadas com conexões por meio de VPN, os cibercriminosos veem uma oportunidade de suas investidas serem encobertas em meio a esse tráfego de dados colossal.

• Instituições de saúde devem redobrar atenção à segurança de dados

As instituições de saúde, como hospitais, clínicas e consultórios, que não se protegerem adequadamente poderão ter vazadas informações como prontuários médicos e dados pessoais de pacientes para criminosos em todo o mundo.

• Redes sociais para desacreditar empresas vítimas de ransomware

Existe um movimento crescente do uso de redes sociais para desacreditar publicamente as empresas que não respondem aos pedidos de resgate de ransomware, tipo de ciberataque que restringe o acesso ao sistema infectado com uma espécie de bloqueio dos dados e cobrança de um resgate em criptomoedas para liberar o acesso. Acredita-se que expor o fato de consumidores terem seus dados vazados pressiona a organização afetada a acatar as demandas dos criminosos.

• Phishing está em ascensão

A quinta tendência é o fortalecimento do phishing, tática criminosa que ludibria as pessoas a compartilhar informações confidenciais, como senhas e número de cartões de crédito, por meio de e-mails e mensagens maliciosas. Essa prática, que remete aos primórdios da internet, continuará a ser uma prática de sucesso para os cibercriminosos conseguirem acessar informações confidenciais ou instalar malware em sistemas.

• Ambientes em nuvem devem contar com proteção adequada

O sexto e último destaque é a constatação de que os ambientes em nuvem estão sendo intensamente escaneados ​​e atacados. Muitas organizações tiveram de mover rapidamente aplicativos e infraestrutura para a nuvem por conta da adoção repentina e massiva do home office após a deflagração da pandemia de Covid-19. Essa transformação digital acelerada pode ter sido descuidada em relação à segurança, com organizações não garantindo a proteção dos ambientes de forma adequada.

Destaques da cibersegurança global

Há, ainda, dois movimentos de vanguarda em relação à segurança cibernética no mundo, um positivo e outro negativo.

A tendência mais favorável, no sentido de trazer maior efetividade às ações, é a mudança de foco de prevenção para a resposta em cibersegurança. Ou seja, não é mais uma questão de saber se um usuário foi hackeado, mas quando e, principalmente, qual será a resposta ao ataque. As empresas não têm orçamento suficiente para investir em uma multiplicidade de tecnologias de proteção para evitar ataques. Por isso, as organizações já agem no sentido de desenvolver abordagens para responder com agilidade e efetividade a uma intrusão, com simulações periódicas de ataques, treinamentos de equipes e capacitação sobre comportamentos seguros a todos os funcionários.

Já a tendência negativa, aquela que pode ser considerada mais prejudicial, é a consequência da ampliação do campo de ataque das organizações. Há mais portas de entrada às empresas com muitas pessoas trabalhando e estudando em casa. Com isso, os cibercriminosos estão lançando, agora, mais do que nunca, ataques com o objetivo de explorar as vulnerabilidades daqueles que confiam em suas redes domésticas e dispositivos pessoais. Nesse sentido, é preciso estar atento e preparado para agir com rapidez diante de qualquer ameaça que surja.

46% das grandes empresas fizeram investimentos em startups em 2020

Apesar e por causa da pandemia, 2020 foi um ano intenso no mercado de M&A, especialmente de negócios envolvendo grandes corporações, startups e pequenas ou médias empresas. 46% das grandes empresas realizaram aportes para aquisições; 17% investiram mais de R﹩ 50 milhões e 58% entre R﹩ 1 milhão e R﹩ 5 milhões. Entre 75 investimentos mapeados, 16 foram em fintechs, 11 em empresas de TI e 8 em empresas de SaaS.

Os dados são da “1ª Pesquisa BR Angels/FirstCom – Investimentos, Aquisições e Maturidade em Inovação”, realizada pelo BR Angels , associação nacional voltada para investimento anjo e composta por executivos C-Level com atuação em grandes empresas de diferentes mercados, em parceria com a agência de relações públicas FirstCom Comunicação . A pesquisa foi conduzida com 104 CEOs, 74 deles associados ao BR Angels, que lideram grandes empresas em diversos segmentos, como varejo, bens de consumo, tecnologia, financeiro, educação e serviços.

“Nossa pesquisa mostrou que a pandemia funcionou como um combustível para transformação digital, levando grandes empresas a aumentarem o apetite por startups para acelerar a digitalização, incorporar novas tecnologias e aumentar a competitividade. Este ano podemos esperar um movimento ainda maior das corporações em direção às startups”, constata Orlando Cintra, fundador e CEO da BR Angels.

“Em setores como o financeiro o avanço das instituições tradicionais sobre as startups foi ainda mais intenso, uma consequência do aumento da demanda vinda de consumidores que passaram a usar serviços bancários pelo celular ou que abriram uma conta pela primeira vez. Empresas com serviços na nuvem e com soluções para digitalização do varejo também foram bastante assediadas”, acrescenta Luis Claudio Allan, CEO da FirstCom.

O levantamento identificou também os principais motivos para investir em empresas inovadoras – acelerar a transformação digital (27%), incorporar tecnologia (23%) e ganhar competitividade (21%) foram os mais indicados pelos CEOs.

De acordo com a pesquisa, a tendência continuará em alta em 2021, com 65% dos respondentes informando que pensam em fazer aquisições no próximo ano (contra 46% este ano) e os 3 setores preferidos permanecem – TI, Fintechs, SaaS. A maior parte planeja investir entre R﹩ 1 milhão e R﹩ 5 milhões (41%) e acima de R﹩ 50 milhões (26%).

A pesquisa indicou que apenas pouco mais de ¼ (28%) já têm um programa de corporate venture, innovation hub ou venture builder para investir ou acelerar startups, mostrando que ainda há muito espaço para o desenvolvimento de iniciativas sistemáticas voltadas à integração de grandes empresas com empresas inovadoras. 38% responderam que planejam implementar programas nos próximos 2 anos, revelando um aumento do interesse das organizações em atuar no ecossistema de startups.

A maior parte (29%) dos programas foram implementados no último ano, um provável reflexo da necessidade de acelerar a transformação digital no pós-pandemia – 71% responderam que este interesse aumentou depois do Covid-19. 73% informaram que aumentaram investimentos em tecnologia e digital este ano; 28% elevaram os investimentos em até 10% e 26% entre 10% e 25%. As áreas de vendas (54 respostas), marketing (51), TI (50) e financeiro (47) foram as mais impactadas pela digitalização este ano.

Os Conselhos Administrativo e Consultivo indicam que estão mais antenados com a inovação – 59% disseram que têm conselheiros com conhecimento no tema.

Houve um aumento do interesse da sua empresa em atuar no ecossistema de startups depois da pandemia?

Uma abordagem digital para sobrevivência das empresas

Por Aldo Macri e Thammy Marcato

Atualmente, a agenda de transformação digital virou obrigatória para as empresas que querem ter sucesso e sustentabilidade nos negócios. Por isto, a sobrevivência das organizações passa também pelo entendimento do mundo através da volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade. Entretanto, não basta apenas fazer investimentos em novas tecnologias, já que estudos apontam que a maioria destas iniciativas falham pelo despreparo das próprias equipes de lidar com este novo contexto. Para endereçar este desafio, as empresas precisam desenvolver o mindset digital dos seus colaboradores.

Este mindset permitirá que os colaboradores consigam enxergar as novas oportunidades de negócio aplicando tecnologia como estratégia. Ou seja, capturar os benefícios gerados pelas novas tecnologias, sem desassociá-los das aplicações práticas de negócio. Um ótimo exemplo são os famosos chatbots. Se bem aplicados, são um ótimo formato para um atendimento mais eficaz e datificado, porem se mal aplicados, são detratores de experiencia.

Dentro desse contexto, existem três aspectos primordiais para as organizações desenvolverem uma mentalidade digital que passam por mudar a forma de execução, de gestão e de ver o mundo. Com relação ao primeiro fator, historicamente, as empresas tratam projetos com foco na entrega de forma eficiente e dentro do prazo planejado. Desse modo, as atividades previstas são tratadas como estáticas, buscando-se eliminar possíveis falhas ou desvios que, consequentemente, eliminam aprendizados ou correções de rota. Em contrapartida, trazer o pensamento de produto para estas execuções abre espaço para uma adaptação constante, que busca pela relevância do que será entregue. Essa ação é muito mais relacionada à eficácia do que será criado e à capacidade de evoluir.

Sobre o segundo aspecto – a forma de gestão – quando falamos de transformação de negócios, estamos direcionando o tema para o ser humano. Dentro desse contexto, é necessário estabelecer um ambiente de segurança psicológica em que as pessoas possam se sentir livres para realizar questionamentos e estarem aptas para identificar novas formas de desempenhar algo inovador. Além disso, é necessário estimular um ambiente de transparência e franqueza, no qual cada indivíduo tem a capacidade de falar o que realmente pensa, criando um ambiente de confiança em toda a equipe.

O terceiro aspecto, e mais complexo, está relacionado com a necessidade de entender e trabalhar com os chamados vieses cognitivos. São diversos vieses, entretanto, endereçamos aqui os que tem maior impacto no mundo corporativo: heurística de disponibilidade que se refere à tendência de atrelar a ocorrência de um fato pela associação de casos que vêm rapidamente na mente; da confirmação, que é o pensamento que reforça a crença na verdade do que já se acredita, buscando confirmações nas preferências pessoais; da ancoragem, que corresponde às decisões com base no que se conhece de melhor, dificultando enxergar além do que está acontecendo; da retrospectiva que é tudo que é projetado para o futuro como algo que já se conhece; e por fim, do otimismo, que é majoração dos impactos positivos e redução dos riscos negativos, causando falsas avaliações de acontecimentos futuros.
É através desses fatores que as organizações precisam ter atenção para criar uma abordagem digital eficaz. Só assim elas irão sobreviver no mundo corporativo atual e futuro.

Aldo Macri, sócio-lider de clientes e mercados da região Sul pela KPMG no Brasil e Thammy Marcatto, sócia-diretora da KPMG.

everis Brasil tem novo diretor de Varejo

A everis Brasil , consultoria multinacional de negócios e TI do Grupo NTT Data, acaba de contratar Norberto Tomasini como diretor de Varejo. No cargo, Tomasini apoiará os clientes propondo soluções, baseadas em tecnologias digitais, que os ajudarão a lidar com os desafios de curto e longo prazos enfrentados pelo setor.

“Hoje, todas as indústrias estão passando por um grande processo de mudança para adequação às demandas de uma sociedade cada vez mais digital. Diante desse contexto, os desafios do varejo, em termos de inovação e aperfeiçoamento de relações com os consumidores, tornam-se cada vez maiores e, devido aos conhecimentos em tecnologia e gestão empresarial, nós, da everis, estamos prontos a ajudar o setor a superar, dando apoio a toda cadeia de valor”, afirma o novo diretor.

A quarentena provocada pela Covid-19 acelerou a transformação digital. O fechamento das lojas levou inúmeras varejistas a criar ou expandir os canais de venda on-line. Algumas soluções se mostraram simples e muito eficientes. Um exemplo foi o uso do WhastApp por redes de farmácia. “Boa parte das receitas das drogarias vêm de clientes que estão num raio de cinco quilômetros do ponto de venda. Dentro desse contexto, a venda por WhatsApp e a entrega do produto ou medicamento por um entregador de bicicleta se mostrou uma alternativa simples e muito eficiente”, diz Tomasini.

Hoje as varejistas precisam estar presentes em todas as plataformas de vendas, sejam lojas físicas, on-line ou modelos híbridos, que integra, os dois canais. “Os varejistas de sucesso precisam compreender bem a jornada de compra dos clientes”, diz o diretor de Varejo da everis. Isso depende da coleta e uso dos dados dos clientes, algo possível graças às tecnologias digitais. “Com os dados, os varejistas conseguirão entender os que os clientes querem comprar, como, quando e onde”, afirma Tomasini.

Essa busca para entender os clientes têm impulsionado a inovação no setor e a mudança na forma de atuação de todos os participantes da cadeia. A indústria tem buscado formar parcerias com varejistas para impulsionar as vendas e fidelizar o cliente, sejam nos canais físicos ou on-line. “A tecnologia já permite, por exemplo, que um cliente entre em um mercado e receba uma mensagem personalizada de uma marca, pelo smartphone, sugerindo a compra determinado produto”, diz Tomasini.

Outro movimento crescente é a criação de meios de pagamentos e concessão de crédito virtuais, controlados pelas varejistas. Com a adoção do Pix, tecnologia criada pelo Banco Central para facilitar as transações financeiras eletrônicas, o processo será ainda mais impulsionado. “O Pix habilita uma série de novos serviços oferecidos pelos varejistas”, diz o novo diretor de Varejo.

Salvador Sagrado, sócio líder da everis Americas para o setor industrial, destaca que a atuação local para o setor de bens de consumo e varejo continua crescendo rapidamente, com uma oferta de valor perfeitamente alinhada com os desafios e tendências do mercado e com uma equipe de profissionais especializados no setor e altamente qualificados. “Agora temos a experiência do Tomasini para atender aos clientes do varejo de forma ainda mais personalizada. Um setor no qual, entre outras, iniciativas de e-commerce e plataformas digitais estão impulsionando as empresas a acelerar sua transformação digital e no qual o investimento em infraestrutura logística exige melhores soluções de tecnologia da informação para a cadeia de suprimentos”, afirma o sócio.

“Contamos agora com a experiência de Tomasini para atender de forma ainda mais customizada os clientes de varejo, setor no qual as iniciativas de e-commerce têm crescido exponencialmente, considerando inclusive a intersecção de modelos de negócios com outros setores e implementar inovações provenientes do ecossistema de startups brasileiro”, diz o sócio.

Com mais de 25 anos de experiência em consultoria, Tomasini já atuou junto a alta administração de grandes empresas, como PwC, TIVIT, Natura, entre outras, nas quais contribuiu na implementação de estratégias de inovação e aperfeiçoamento dos negócios, reestruturação organizacional e transformação digital para garantir novos contratos e competitividade. Formado em Engenharia Eletrônica, o executivo tem especialização em modelos matemáticos pelo ITA e MBA em estratégia na UCLA.

Pipefy anuncia nova executiva para vice-presidência de Canais e Alianças

Pipefy, a solução para gerenciamento de processos de negócio que dá autonomia a “doers” para que construam seus próprios workflows automatizados e transformem a maneira como trabalham, anunciou hoje Sandra Denton como vice-presidente de Canais e Alianças. Ex-executiva da Nlyte Software e IBM, Denton vai liderar a estratégia e os programas de Canais e Parcerias da empresa. Como membro executivo da equipe, Denton se reportará ao presidente e COO da Pipefy, Ananth Avva.

Denton traz para a Pipefy mais de 20 anos de liderança sênior e experiência em gerenciamento de parceiros na indústria de TI e telecomunicações, com um forte histórico de construção e condução de negócios por meio de parcerias. Homenageada por quatro anos com o prêmio “100 Women of the Channel” da CRN, Denton já ocupou cargos de gerenciamento de Canais e Alianças na Nlyte Software, IBM/Softek Storage Solutions, EMC/SMARTS e Accenture.

“Sandra é uma líder experiente, com uma combinação única de tecnologia e conhecimento em canais, tanto em grandes organizações globais como em empresas ágeis em estágio inicial, que concederam a ela percepções valiosas e influência para desenvolver parcerias confiáveis e impulsionar o sucesso do canal global de empresas”, disse Avva. “Ela tem um ótimo histórico na identificação e no alinhamento com os melhores integradores de sistemas, revendedores, fornecedores independentes de software e empresas de tecnologia, construindo ofertas de serviço de alto nível para gerar valor para parceiros, alianças e seus clientes.”

“Estou muito entusiasmada e orgulhosa de ingressar na Pipefy”, disse Denton. “Devido ao crescimento acelerado e à demanda por empresas para automatizar e otimizar processos de negócio, acredito que a plataforma no-code e líder da Pipefy é crucial não apenas para empresas de terceirização de processos, mas também para parceiros que buscam uma ferramenta comprovada de automação de fluxos de trabalho e que proporcione integração com outras ferramentas usada, gerando valor muito rápido. Estou ansiosa para desenvolver nosso ecossistema de parceiros, segmentá-los em competências e valores, e proporcionar jornadas de parcerias e vendas bem-sucedidas, que vão conduzir a um engajamento e uma colaboração mais profundos para soluções conjuntas e esforços de entrada no mercado.”

Denton é graduada em Ciências da Computação pela Lehigh University, mestre em Gestão de Sistemas de Informação pela Pace University e tem um MBA pela Columbia Business School em NY.

Com investimento de R$ 1 milhão FEBRABAN lança programa inédito de aceleração de empresas

A FEBRABAN (Federação Brasileira de Bancos) está lançando a primeira edição de seu programa de aceleração de empresas: o Programa de Aceleração Meu Bolso em Dia FEBRABAN. A inciativa conta o apoio do Banco Central (BC) e da aceleradora Voe sem Asas e tem por objetivo impulsionar empresas com projetos de educação financeira com potencial de ganho de escala, visando o desenvolvimento de soluções inovadoras, abrangentes, inclusivas e gratuitas, ou sem custo adicional, para o consumidor.

A FEBRABAN investirá R$ 1 milhão no programa, incluindo mentorias, workshops e aportes financeiros.

“É a primeira vez que a FEBRABAN realiza um programa como esse. Estamos felizes por iniciar mais essa jornada para ajudar as pessoas terem uma relação mais saudável com suas finanças”, diz Isaac Sidney, presidente da FEBRABAN. As instituições financeiras têm papel central na disseminação de conhecimento que ajudem as pessoas a entenderem e aproveitarem esse potencial de forma plena. “O uso adequado das finanças e do setor bancário é uma ferramenta poderosa na promoção do bem estar e na realização de sonhos e projetos”, diz Isaac.

As inscrições começam hoje (15/12) e podem ser feitas até 09 de fevereiro de 2021 pelo site https://aceleracao.meubolsoemdia.com.br/. Podem participar empresas de pequeno e médio porte (PMEs), empresas que se enquadram no Simples Nacional, Organizações Não Governamentais (ONGs) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips ), constituídas no Brasil.

Os interessados devem ter desenvolvido projetos inovadores na área de educação financeira que respeitem os seguintes critérios:

• protótipos em estado avançado com testes realizados com usuários ou projetos em estágio de ganho de escala;

• é desejável que as iniciativas apresentadas sejam direcionadas a públicos vulneráveis, como as populações idosa e de baixa renda, além da população superendividada. No entanto, é aceitável projetos que se destinem as pessoas estão começando a guardar dinheiro e investidores com mais experiências; e

• elementos de inovação presente na solução (produto/serviço);

• potencialidade de alcance referindo-se ao mercado, pessoas e usuários. Valor e benefícios gerados pela solução.

Após o encerramento das inscrições, uma banca, formada por representantes das áreas de educação e inovação da FEBRABAN, do Banco Central, da Voe sem Asas e de algumas instituições financeiras, irá escolher até 20 projetos que estejam alinhados com os objetivos do programa.

As iniciativas selecionadas passarão pela primeira fase do processo seletivo do programa, com duração de oito semanas. Ao longo desse período, serão realizados workshops e sessões de mentoria com objetivo de aprofundar o conhecimento das empresas sobre os desafios para a promoção da educação financeira e ajustes na forma como os projetos podem ajudar a enfrentá-los. Ao término dessa etapa, haverá uma apresentação para a Comissão Julgadora que escolherá até 10 organizações para continuar no programa.

A segunda fase do processo seletivo terá duração de cinco semanas durante as quais as empresas irão elaborar o plano de negócio dos projetos. É nessa etapa que elas irão detalhar o tipo de auxílio que precisam para que a iniciativa tenha alcance nacional, como por exemplo, aportes financeiros e conexão com outras entidades para formação de redes de apoio em todo o país.

Ao final desta fase, os participantes apresentarão seus projetos e os planos de negócio elaborados para uma Comissão formada por executivos dos bancos, além de representantes da FEBRABAN, do Banco Central e da Voe sem Asas. A Comissão Julgadora escolherá até cinco projetos que estariam aptos a receber o aporte financeiro e avançarão para a terceira fase de escalabilidade que deverão desenvolver a solução visando o ganho de mercado e gerando valor aos usuários (tração de clientes). Nesta fase, as até 5 organizações continuarão com mentoria e acompanhamento adicional por 12 meses.

Accenture abre programa de estágio para 2021

A Accenture está com vagas abertas no programa de estágio para interessados em atuar em estratégia, consultoria, tecnologia, interactive e operations. Os candidatos selecionados terão início em abril de 2021.

Programa de Estágio Accenture Genew conta com 125 vagas e busca por profissionais com perfil inovador, colaborativo, de liderança e espírito empreendedor, além de olhar crítico para análises e excelentes habilidades interpessoais e de comunicação. Podem se inscrever candidatos que buscam se desenvolver profissionalmente em um ambiente desafiador e de oportunidades para mudar a trajetória das empresas e das pessoas ao redor do mundo.

A Accenture procura profissionais que atuam em todas as modalidades de Engenharia, Administração, Economia, Ciências Contábeis, Relações Internacionais, Propaganda e Marketing ou Comunicação, Ciências da Computação, Sistemas da Informação, Matemática, Estatística e cursos relacionados, com previsão de conclusão de curso de dezembro de 2021 a dezembro de 2022.

Os candidatos passarão por um processo interativo com avaliações online, dinâmicas de grupo e entrevistas em modelo de case. Em termos de benefícios, além de mentoria da Accenture para desenvolvimento na carreira, terão oportunidade de realizar treinamentos e tirar certificações. Os estagiários terão também assistência médica e odontológica, seguro de vida e vale refeição/alimentação.

Os estudantes interessados nas vagas de estágio poderão realizar sua inscrição até 25 de janeiro acessando – https://accenture.hirevue.com/signup/72S8uXDyiaJCS2CPDHVX3K/ .

TOTVS e Bossa.etc lançam plataforma para apoiar os RHs no desenvolvimento de soft skills de seus colaboradores

A TOTVS, maior empresa de tecnologia do Brasil, e a Bossa.etc, companhia de aprendizagem e conteúdo da renomada consultoria de cultura e estratégia BMI Blue Management Institute, se unem para revolucionar o mercado de desenvolvimento e capacitação profissional por meio de uma plataforma que aplica conceitos modernos de lifelong learning e edutainment. A solução Desenvolvimento e Engajamento by BLAST! oferece conteúdo para educação continuada e em forma de entretenimento para que as empresas estimulem seus colaboradores a desenvolverem habilidades que vão além do conhecimento acadêmico e técnico, chamadas de soft skills ou human skills. O lançamento reforça o robusto portfólio de ofertas da TOTVS para fortalecer as iniciativas estratégicas das áreas de recursos humanos de seus clientes.

As habilidades humanas sócio-emocionais dos colaboradores (human skills) se mostram cada vez mais importantes e decisivas para alavancar o crescimento, a produtividade e a evolução dos negócios. Para ajudar a trabalhar estas competências humanas, a novidade oferece uma variedade de conteúdos em diferentes formatos, como vídeos, cursos online, lives, podcasts, pesquisas, apresentações de especialistas, entre outros, que possibilitam que os usuários se preparem para melhorar seu desempenho em tarefas que impactarão diretamente nos resultados e crescimento da empresa, de uma forma moderna.

De acordo com o relatório anual “The Future of Jobs”, divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), que mapeia os empregos e as habilidades do futuro, até 2025 as competências humanas fundamentais serão: resolução de problemas complexos, pensamento crítico, criatividade, gestão de pessoas, integração com os pares, inteligência emocional, capacidade de decisão e julgamento, foco na entrega, negociação e flexibilidade cognitiva.

“A plataforma Desenvolvimento e Engajamento by BLAST! vem para democratizar o conhecimento em human skills e faz parte da estratégia da TOTVS de trazer ao mercado soluções de RH que vão muito além dos produtos transacionais, que resolvem rotinas como processamento de folha de pagamento, marcação de ponto eletrônico com reconhecimento facial, saúde e segurança do trabalho, etc. Agora apresentamos um portfólio muito mais amplo, alcançando patamares estratégicos para a gestão do capital humano, maior fortaleza das empresas e fundamental para o crescimento dos negócios”, afirma Robson Campos, diretor de soluções de RH da TOTVS.

“Sabemos que encontrar profissionais qualificados tecnicamente é uma tarefa que as empresas já executam bem, no entanto trabalhar o desenvolvimento de competências humanas individuais desses colaboradores, que vão além da aprendizagem acadêmica, é um desafio do RH e passa a ser ainda mais estratégico considerando impactar diretamente os resultados da empresa. A plataforma é simples de usar e oferece uma jornada de conhecimento dividida em uma variedade de formatos, para se adequar ao estilo de aprendizagem que o usuário melhor se identifique”, completa Alessandra Lotufo, diretora de innovation e communication da Bossa.etc.

Divisões por estilo de aprendizagem

Em um único aplicativo, os usuários do BLAST! encontram um vasto acervo de conteúdos, divididos em:

●     Maratonas: variedade de conteúdos de desenvolvimento profissional que podem ser assistidos de uma só vez, assim como as séries de entretenimento, ou então em capítulos;

●     Gurus da atualidade: seleção de Youtubers de sucesso, com conteúdos essenciais que trazem luz a temas de interesse para o profissional de hoje;

●     O Mapa da Mina: para os principiantes, o ponto de partida está nos Baby Steps, que contém os primeiros passos para o desenvolvimento das human skills;

●     Alquimia: resultado de uma pesquisa de mais de dois anos junto a diversos perfis de profissionais e lideranças. O material é o mapeamento completo das habilidades humanas mais requisitadas no mercado de trabalho brasileiro;

●     De Pato à Ninja!: medição do grau de prontidão e grau de dominância de habilidades usando a gamificação;

●     Subindo o Everest: jornadas de aprendizagem com um grau de complexidade mais desafiador, com intuito de levar o usuário a um novo nível de conhecimento;

●     Nerds na área?: série de cursos em formatos mais tradicionais, com videoaulas apresentadas por professores. Perfeito para quem deseja estudar de um jeito mais convencional;

●     Spoiler: informações que abrangem uma variedade de assuntos relevantes e fundamentais sobre o mundo profissional;

●     Cabeção: seção feita sob medida para fundamentar o aprendizado, buscar insights e aumentar a cultura. Com editorias contemporâneas, os assuntos são abordados de maneira profunda por especialistas e estudiosos que “fazem a cabeça” de quem entrar nesse conteúdo;

●     Podcasts: séries que abordam a importância da aprendizagem das human skills e as melhores formas de buscar o desenvolvimento e o conhecimento;

●     Lives: especialistas expõem conteúdos ao vivo, permitindo a interação, fazendo perguntas e recebendo respostas, em tempo real. As lives ­são armazenadas na seção Broadcasts e podem ser acessadas a qualquer momento.

Logicalis abre vagas em programa de estágio

A Logicalis, empresa global de soluções e serviços de tecnologia da informação e comunicação, abriu as inscrições para o Programa de Estágio 2021. São mais de 40 vagas nas áreas de cloud, finanças, IoT, marketing, data intelligence, engenharia comercial, consultoria, IT applications, recursos humanos, excelência operacional e supply chain. Os estudantes interessados em participar do processo seletivo têm até 24 de janeiro para se cadastrar.

Depois de um ano atípico como 2020, a Logicalis adaptou a iniciativa  –  já consolidada e reconhecida no Brasil há mais de dez anos – para a nova realidade do mundo pós-pandemia. Por essa razão, desta vez o processo seletivo é 100% online, e as vagas permitem que estudantes de polos tecnológicos em todo o país atuem em um modelo flexível, que corresponde a 80% do tempo remoto e 20% presencial, se necessário. Em caso de visita ao escritório, a companhia possui ambiente preparado e adequado aos protocolos de segurança em resposta à Covid-19, além de utilizar uma solução tecnológica própria para garantir o agendamento prévio das estações de trabalho.

Com alto índice de efetivação histórico, o Programa de Estágio da Logicalis oferece capacitação e acompanhamento de desempenho, bolsa-auxílio, vale-refeição e/ou vale-alimentação, assistência médica e odontológica e seguro de vida. Além disso, a companhia valoriza a diversidade, proporcionando oportunidades iguais para todos os que se qualifiquem para suas posições, independentemente de gênero, raça, orientação sexual, deficiência ou qualquer outra característica. Para participar da seleção, os candidatos precisam ter previsão de conclusão de curso entre dezembro de 2021 e dezembro de 2022 e estar estudando  Administração, Ciências da Computação, Ciências Econômicas, Engenharia de Telecomunicações, Engenharia da Computação, Engenharia Elétrica, Engenharia de Produção, Matemática, Estatística ou Sistemas da Informação.  O processo seletivo será conduzido pela Companhia de Estágios e as inscrições devem ser feitas no site ciadeestagios.com.br/vagas/logicalis/

“O mundo mudou e nós também. Para a Logicalis, não existem fronteiras para buscarmos os melhores talentos. Diante dessa nova realidade, o Programa de Estágio 2021, mais do que nunca, está aberto para estudantes de todo o Brasil”, explica Tania Casa, diretora de Relações Humanas e Administração da Logicalis.

Em 2020, a companhia foi reconhecida pelo Great Place to Work na lista “As melhores empresas de tecnologia para trabalhar no Brasil” e ficou com a posição 7 na categoria de grandes empresas no ranking anunciado pela organização. 

2021 é o ano da reinvenção do ecossistema de canal da América Latina

Por Saida Ortiz Sedano, diretora de canais para a Vertiv América Latina

As profundas transformações vividas pelo ecossistema de canais em 2020 continuarão revolucionando 2021. Os negócios digitais da América Latina deram um salto em 2020 – avanços que levariam anos aconteceram em poucos meses.

Somente a empresa de e-commerce Mercado Livre, por exemplo, conquistou 45% a mais de novos clientes em março de 2020 do que em relação a março de 2019.

Levantamento realizado em maio de 2020 pela VISA com consumidores da Argentina, Brasil, Chile, México e República Dominicana mostrou que, com a pandemia, o uso de dinheiro em pagamentos ficou restrito a 44% do universo pesquisado. 72% das populações desses países aderiram a cartões de débito e de crédito (63%).

Veja abaixo as principais tendências para canais em 2021:

1. Fusões e Aquisições

O movimento de Mergers & Acquisitions (Fusões e Aquisições) chegou à América Latina e está promovendo a consolidação do canal. Empresas maiores e mais capitalizadas estão, nesse exato momento, procurando adquirir parceiros com expertise em serviços. Em alguns casos, em vez de uma aquisição o que está sendo alinhavada é uma aliança entre parceiros de canal com ofertas e distribuição geográfica que se complementam entre si.

2. Cloud Computing

Cresce a cada dia o interesse de parceiros de canal ganharem expertise – e acesso a novas oportunidades de negócios – em Cloud Computing. O avanço do uso da nuvem em toda a América Latina é parte desse quadro. Segundo o instituto de pesquisas MarketWatch, até 2024 o uso de soluções e serviços na nuvem na nossa região representará um mercado de US$ 51.5 bilhões. Valores como esses representam uma oportunidade para parceiros irem além do modelo tradicional de vendas de soluções on-premises e passarem a investir em vendas recorrentes para seus clientes. Em 2020, muitas dessas vendas recorrentes foram realizadas por meio de nuvens híbridas, públicas ou privadas. No universo da infraestrutura digital, em especial, vejo parceiros construirem uma oferta mista, com a venda de soluções críticas em formato on-premises – como sistemas de energia e de refrigeração – aliada à venda de serviços de monitoração remota do ambiente do cliente, manutenção etc. Trata-se de uma oferta sob medida para garantir a continuidade do processamento, na nuvem, de aplicações críticas para as empresas usuárias.

3. Edge Computing

Em 2021, novas aplicações continuarão a levar as empresas usuárias latino-americanas a buscarem soluções de Edge Computing baseadas em data centers modulares que partem de um único rack para uma fila de racks, um corredor, uma sala, etc. para acelerar o processamento de dados e entregar a usuários internos e a clientes a melhor UX (User Experience). Esse contexto já é uma realidade na nossa região. O Brasil é líder em soluções de Edge Computing – vale destacar a procura por esse tipo de solução por parte de milhares de ISPs espalhados pelo país. Logo em seguida vêm México, Chile e Uruguai. Em todas as geografias, as soluções de Edge Computing se fazem presente em verticais como saúde, educação, indústrias e governo.

4. Streaming e 5G

O Edge Computing é essencial, também, para garantir a qualidade dos serviços digitais de provedores de streaming como Netflix e Amazon Prime. As mudanças pelas quais está passando o setor de entretenimento estão levando consumidores de toda a América Latina a buscarem serviços de acesso à Internet providos por Telecom Providers próximos ao ponto de consumo de dados. Isso contribui para que a vertical Telecom seja, em 2021, uma das que mais irá demandar soluções avançadas de infraestrutura crítica. Com a chegada das redes 5G, a procura por data centers modulares será maior ainda. Um dos grandes diferenciais da rede 5G é a baixa latência, algo que exige a disseminação de centros de dados em toda a América Latina, indo muito além dos grandes centros urbanos. As redes 5G só devem se tornar operacionais na nossa região a partir de 2027.

5. Servidores e UPS

Outra área com grandes oportunidades para parceiros especializados em infraestrutura crítica diz respeito à venda de servidores e UPS. Foi-se o tempo que esses dispositivos podiam ser adquiridos para implementações stand alone, sem uma integração prévia. Em 2021, a crescente complexidade do mundo digital exigirá que servidores e UPS sejam inseridos, pelo parceiro treinado e capacitado nas melhores práticas da infraestrutura crítica, em um projeto que pode incluir o uso de data centers modulares. Essa é uma oportunidade, também, para a oferta de plataformas de gerenciamento de data centers (DCIM), hoje disponíveis também em versões mais enxutas e com relação custo/benefício sob medida para empresas usuárias de menor porte. Para acelerar ainda mais a geração de oportunidades de negócios ligadas a essas soluções, a Vertiv construiu, em parceria com a Dell, Lenovo e HPE, bundles completos de infraestrutura crítica.

6. Integração OT e TI

E, por fim, uma área estratégica de geração de negócios para os parceiros em 2021 é a crescente integração entre OT (operational technology) e TI. Essa oportunidade inclui, ainda, todas as demandas de processamento crítico de ambientes IoT e IIoT em geral. Quanto mais conhecimento o parceiro possuir sobre indústrias específicas (metal mecânica, plásticos, processos, etc.), melhor posicionado estará para propor soluções de infraestrutura crítica que, ao mesmo tempo em que suportam a continuidade dos processos industriais, garantem a integração com a área de TI.

Em 2021 a infraestrutura crítica da América Latina continuará se expandindo, suportando aplicações como cidades e edifícios inteligentes, telemedicina, automação de plantas industriais, ensino a distância e teletrabalho. Cada uma dessas aplicações é uma oportunidade de negócios para o parceiro de canal. Quando chegar 2022, encontraremos um universo consolidado, com um número mais reduzido de parceiros de canal. Nesse quadro, os parceiros de canal bem sucedidos serão aqueles que contam com a tecnologia e o conhecimento necessários para construir soluções que garantam a continuidade dos negócios de seus clientes.

Danone convoca startups para desafio de Inovação

A Danone em parceria com o AgTech Garage – um dos principais hubs de inovação do Agronegócio a nível mundial – convida startups para participarem da 1ª edição do Circuito de Inovação Danone. Colaboração, agilidade e inovação são alguns dos ingredientes que fazem parte do jeito de trabalhar Danone e impulsionam a Revolução Alimentar, uma revolução liderada pelos danoners (como são chamados os funcionários da Danone), juntamente com consumidores, varejistas, produtores, fornecedores, startups e ONGs que protegem, produzem, comercializam e consomem alimentos de uma nova maneira, de forma a proteger e nutrir a saúde das pessoas e do planeta.

Alinhado a esses valores, o objetivo do desafio é trazer soluções inovadoras em seis áreas diferentes: Copackers, Cadeia de Suprimentos, Operações, Sustentabilidade, Marketing e Comunicação e Inovação, com o intuito de gerar negócios e cooperação que tragam valor superior, sustentável e lucrativo.

O programa contará com envolvimento dos diretores e lideranças da Danone, além de um contato direto com o comitê de inovação durante todo o processo de condução do Circuito. Além disso, há possibilidades de parceria para contratação da solução e co-desenvolvimento de inovações com a empresa.

Para participar as startups deverão fazer a inscrição no site https://www.agtechgarage.com/circuito-danone/ até 1º de fevereiro de 2021. O Circuito de Inovação Danone é uma oportunidade para se conectar com a empresa, gerar negócios e ganhar visibilidade em meio ao ecossistema de inovação.

Cronograma

• INSCRIÇÕES: 12/01/2021 – 01/02/2021

• ROADSHOW: 20/01

• TRIAGEM: 02/02 – 04/02

• PITCH DAY: 12/02

Programa de Estágio da Embraer tem vagas para talentos de todo o Brasil

A Embraer está com inscrições abertas para o seu tradicional programa de estágio, que busca talentos aptos a enfrentar os desafios, as transformações e os avanços tecnológicos da indústria.


Reconhecido como um dos melhores programas de estágio do Brasil pelo ambiente de alta capacidade de aprendizagem cada vez mais digital, a novidade desta edição é a possibilidade de desempenhar as atividades à distância, o que gera oportunidades para candidatos que residem em qualquer região do Brasil, ampliando a diversidade de talentos.
Além da opção por vagas permanentemente remotas, a Embraer também continua oferecendo a opção de aprendizado presencial, nas unidades da companhia no Estado de São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina.
As inscrições estão abertas até o dia 22 de janeiro e podem ser feitas por meio do site https://embraer.gupy.io/. Há cerca de 250 vagas disponíveis para as diversas áreas da companhia.


Como medida de segurança, conforme os protocolos de combate à Covid-19, todas as etapas do processo seletivo serão online, desde a análise de perfil, até a dinâmica e a entrevista. Os candidatos selecionados para vagas presenciais irão permanecer em home office até novas orientações das autoridades de saúde.

As vagas são para candidatos de nível superior e técnico que tenham interesse nos setores Corporativo/Administrativo, Tecnologia, Engenharia e Operações. Os benefícios oferecidos são bolsa auxílio compatível com o mercado, vale-transporte, vale-refeição e assistências médica e odontológica.


A seleção final dos novos estagiários da Embraer e o início das atividades estão previstos para acontecer em março.

O que as marcas vão precisar oferecer aos clientes em 2021?

Por Alexandra Avelar

Se tem uma coisa que o turbulento 2020 nos mostrou é que o consumidor atual é digitalmente fundamentado e essa mudança ocorrida não retornará ao passado mesmo após o fim da pandemia. O impacto causado por ela pode ser visto em todas as áreas de nossas vidas, não apenas na maneira como fazemos negócios.

O coronavírus mudou o comportamento do consumidor, forçando as pessoas a se tornarem digitais para atender às suas necessidades básicas. Mesmo em países onde os clientes podiam voltar aos shoppings e às ruas principais, o comportamento permanece baseado no digital muito mais do que no período pré-pandemia. Em uma entrevista recente, Janey Whiteside, CMO do Walmart, afirmou que os hábitos de compra passaram por cinco anos de mudanças em cinco semanas quando a pandemia atingiu os EUA em março. E o Walmart não estava sozinho. Empresas de todos os setores precisam se readaptar agora, pois nossa realidade atual é digital. Mas o que isso realmente significa para o marketing?

Primeiro, as marcas precisam entender as novas necessidades dos clientes, já que com a realidade atual fundamentada no digital, as expectativas dos consumidores atingiram diferentes patamares. Sua fidelidade às empresas depende agora, mais do que nunca, de como suas expectativas são atendidas em cada ponto da jornada. As companhias estão percebendo que se não proporcionarem a seus consumidores uma ótima experiência, outra marca o fará. E os usuários sabem que podem encerrar seu relacionamento com apenas um clique.

Desde o primeiro acesso, conhecendo a marca, seus produtos e serviços, até a jornada de compra e a experiência de atendimento ao cliente, os consumidores têm expectativas. No mundo digital, eles têm meios infinitos de comparar empresas e suas ofertas, e podem fazer isso na palma da mão. Seguindo em frente, prevejo que a capacidade de uma empresa de entregar o que é esperado pelo consumidor é o que determinará o seu sucesso no mundo digital.

Aponto como característica importante e que deve ser levada em consideração em 2021 a personalização. Os hábitos e interesses dos consumidores estão mudando e isso afeta seu comportamento e compras online. É aí que a individualização baseada em IA (inteligência artificial) pode ajudar. A IA analisa padrões e fornece recomendações sobre grandes quantidades de dados, o que permite aos profissionais de marketing tomar decisões rápidas e estratégicas em todo o ciclo de vida do conteúdo. Esses insights possibilitam às empresas oferecer a cada usuário uma experiência única que atenda às suas necessidades e o que ele espera. Como cada cliente é único, cada jornada também deve ser. As marcas que conseguirem alcançar a personalização de maneira inteligente em sua abordagem de marketing verão os resultados chegando expressivamente.

Atualmente, os consumidores veem as empresas como uma entidade unificada em todos os canais digitais. Eles avaliam anúncios, e-mails, postagens em redes sociais ou site da mesma forma que avaliam o processo de vendas no aplicativo, o comércio social e o atendimento ao cliente. Embora as marcas geralmente forneçam essas experiências por meio de canais digitais diferentes, o cliente avalia a experiência como uma entidade unificada. Uma ótima campanha social ou site não compensa um episódio de compra ruim ou um atendimento lento. Não devemos subestimar a complexidade da companhia no gerenciamento desses canais e pontos de contato.

As empresas que farão sucesso são as que simplificarem seus processos internos. Ao trabalhar para unir setores operacionais e impulsionar a colaboração em todos os departamentos voltados para o consumidor, as marcas podem se concentrar na jornada do cliente. É aqui que a tecnologia pode ajudar. Ao usar uma plataforma unificada que conecta todos os pontos de dados e fluxos de trabalho em marketing, vendas e atendimento, a empresa terá uma visão holística da experiência do cliente de ponta a ponta.

As coisas estão acontecendo mais rápido do que nunca quando se trata de marketing digital. Recentemente, a Nike anunciou que suas vendas digitais dispararam 82% no último trimestre em comparação com o mesmo período de 2019, com o CEO John Donahoe afirmando que “a mudança acelerada do consumidor em direção ao digital veio para ficar”. 2021 será um ano de sucesso ou fracasso de companhias com base na rapidez com que conseguem digitalizar seus negócios. Não será mais suficiente ter uma plataforma de e-commerce atraente. A demografia mais jovem e os consumidores mais experientes em tecnologia querem estar conectados de maneiras novas e empolgantes, que tornem a jornada do cliente mais fácil e agradável a cada etapa.

Alexandra Avelar, country manager da Socialbakers no Brasil, empresa líder global em soluções para a otimização de performance corporativa em redes sociais

Após triplicar volume em 2020, crédito digital tende a manter ritmo de crescimento neste ano

A digitalização, fortemente impulsionada pela pandemia, e a necessidade crescente de recursos por parte de pessoas físicas e jurídicas durante a crise, estimularam os empréstimos intermediados por fintechs de crédito e bancos digitais ao longo de 2020. De acordo com dados do setor, o segmento triplicou o volume concedido em 2019, na casa dos R$ 3 bilhões, ficando em torno de R$ 9 bilhões no ano passado. Para 2021, a estimativa é que o montante possa dobrar. 

Para se ter uma ideia do salto vivenciado pelo setor nos últimos anos, a pesquisa A Nova Fronteira do Crédito no Brasil, feita em parceria entre a Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD) e a consultoria PwC Brasil, revelou que o volume de crédito concedido no país pelas fintechs foi de R$ 804 milhões em 2017, alcançando R$ 1,195 bilhão em 2018. 

Segundo a ABCD, entidade que reúne as fintechs de crédito, o movimento pode ser explicado pelo novo comportamento do consumidor, que por necessidade teve de migrar suas atividades para o ambiente digital, o que ampliou a demanda por serviços financeiros online, e também pela mudança nas instituições financeiras tradicionais, que se tornaram mais conservadoras e seletivas para dar crédito e aceitar novos clientes, criando oportunidades para as empresas que nasceram no ambiente digital. 

Na visão de Rafael Pereira, presidente da ABCD, neste ano a expectativa é que o ritmo de crescimento do crédito digital se mantenha e alcance um volume ainda maior. “Depois de duas décadas sem novidades, o sistema financeiro brasileiro passa por um processo de inovação importante, que traz novos players, amplia a atuação de instituições e fomenta a competição. Tudo isso contribui para a ampliação do mercado”, analisa. 

“A tendência é que o volume de crédito intermediado pelas fintechs e bancos digitais tenha um crescimento exponencial em 2021, mesmo que o aumento seja sobre uma base pequena, a quantidade de operações tem subido fortemente”, pontua Pereira.